quarta-feira, 31 de maio de 2023

ELLEN G. WHITE EM VISÃO

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

31 de maio

ELLEN G. WHITE EM VISÃO

Ouçam, agora, as Minhas palavras: se entre vocês há um profeta, Eu, o Senhor, em visão Me faço conhecer. Números 12:6

Nos arquivos da igreja, nos Estados Unidos, existem muitos documentos escritos e assinados por testemunhas que presenciaram o que se passava quando Ellen G. White estava em visão. Reunindo essas observações, seu neto Arthur L. White resumiu o que costumava acontecer. Imediatamente antes de uma visão, havia um profundo sentimento da presença de Deus, tanto por parte dela como das pessoas presentes. Ao começar a visão, ela exclamava: “Glória!” ou “Glória a Deus!”, o que era por vezes repetido. Logo havia perda de forças físicas e, minutos depois, ela recebia uma força sobrenatural. Certa vez, em 1845, segurou com o braço esticado, durante meia hora, uma Bíblia que pesava 8,5 quilos.

Não havia respiração, embora o coração continuasse a pulsar normalmente. Em 1854, Ellen foi examinada por dois médicos que colocaram próximo à sua face um espelho e, depois, uma vela acesa. O espelho não embaçou, e a chama da vela não tremulou, constatando que ela não respirava. Em 1857, um homem incrédulo quanto às suas visões presenciava sua pregação quando, de repente, Deus a tomou em visão. Pedindo permissão a Tiago White, seu esposo, tentou fazer por si mesmo uma experiência. Tapou o nariz e a boca de Ellen por dez minutos, e nada ocorreu. Depois disso, ele passou a crer.

Seus olhos estavam abertos, não com o olhar vago, mas como se ela observasse atentamente alguma coisa. A posição de seu corpo podia variar. Por vezes, ela estava sentada; em outras, reclinada; algumas vezes, ela andava pelo aposento e fazia gestos graciosos enquanto proferia palavras soltas ou frases a respeito dos assuntos em visão. Enquanto isso, ela estava inconsciente do que se passava ao redor. Ela não via, ouvia, sentia nem percebia os arredores imediatos nem os acontecimentos.

No encerramento da visão havia uma profunda inalação, seguida de outra, um minuto depois. Logo ela voltava a respirar normalmente. Imediatamente depois da visão, tudo lhe parecia demasiado escuro, mas, depois de pouco tempo, ela readquiria a força e as faculdades naturais e parecia ter melhor saúde.

O convite que o Senhor nos faz hoje é: “Ouçam, agora, as Minhas palavras.”
https://youtu.be/xfLjMQ11ykg

https://mais.cpb.com.br/meditacao/ellen-g-white-em-visao/

Salmos 25 Comentário:

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 25
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 25 – Este Salmo apresenta uma visão abrangente do maravilhoso caráter de Deus, com traços que são particularmente relevantes aos intelectuais de nosso século pós-moderno. Em suas palavras, encontramos a misericórdia divina, que nos recorda da importância da compaixão e da empatia em nossa sociedade secularizada. Além disso, nota-se a orientação amorosa de um Deus que Se importa e oferece direção em meio às incertezas do cotidiano. A Sua fidelidade nos assegura de que podemos construir relacionamentos autênticos e duradouros, enquanto Sua paciência nos acompanha durante o processo de descoberta pessoal. A bondade e o amor divinos nos envolvem, fornecendo um refúgio seguro. Aprendemos também que Deus Se revela como um conselheiro sábio, capaz de nos guiar em nossas tomadas de decisões. Ao nos familiarizarmos com tais traços de caráter divino, encontraremos inspiração e encorajamento para enfrentar os desafios da vida pós-moderna, em um mundo que alega viver no período da pós-verdade.

Vemos nesse Salmo que Deus é cheio de misericórdia e bondade (Salmo 25:6). Ele guia os humildes e lhes ensina Seu caminho (Salmo 25:4-7, 9). Sua justiça visa mostrar o caminho certo aos pecadores (Salmo 25:8) e concede proteção a quem O buscar (Salmo 25:1-3, 20-22).

Todos os caminhos divinos são amor e fidelidade (Salmo 25:10); e, ligado a isso, integridade e retidão caracterizam Seu maravilhoso caráter (Salmo 25:12-17, 21). Por isso, é possível dizer diante dEle:

• “Por amor do teu nome, Senhor, perdoa o meu pecado, que é tão grande!” (Salmo 25:11).
• “Olha para a minha tribulação e o meu sofrimento, e perdoa todos os meus pecados” (Salmo 25:18).

Em um mundo em constante mudança, este Salmo oferece aos pensantes pós-modernos uma visão reconfortante do caráter de Deus. Sua misericórdia, orientação amorosa, fidelidade e paciência são um lembrete poderoso de que eles não estão sozinhos em suas jornadas. A bondade e o amor de Deus fornecem um alicerce seguro para construir relacionamentos significativos e experimentar uma paz perene e permanente. Além disso, a sabedoria e o conselho do Senhor revelados a nós em Sua Palavra, são uma bússola confiável em meio às escolhas e decisões da existência. Abracemos estes traços divinos a fim de encontrarmos esperança, direção e propósito em nossa procura por significado em uma sociedade instável e incerta.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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terça-feira, 30 de maio de 2023

CHAMADA POR DEUS

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

30 de maio

CHAMADA POR DEUS


O Senhor me disse: “Não diga: ‘Não passo de uma criança.’ Porque a todos a quem Eu o enviar, você irá; e tudo o que Eu lhe ordenar, você falará.” Jeremias 1:7

Ellen G. White nasceu em 26 de novembro de 1827. Aos 9 anos de idade, voltando da escola, recebeu uma pedrada no rosto. Ficou inconsciente por três semanas. Antes do acidente, ela era ativa e alegre e ajudava o pai na fabricação de chapéus. Depois, ficou muito doente e não pôde frequentar a escola.

Aos 12 anos, ela foi batizada no mar e recebida como membro da Igreja Metodista. Pouco depois, ouvindo as pregações de Miller, aceitou a mensagem da breve volta de Jesus, junto com sua família. Ela aguardava que Jesus viesse em 22 de outubro de 1844 e, com os demais companheiros de fé, enfrentou o desapontamento.

Em dezembro daquele ano, reuniu-se com quatro amigas para orar durante um período. Enquanto oravam, ela recebeu sua primeira visão. Foi-lhe mostrado o povo do advento andando por um caminho reto e estreito, conduzido por Jesus rumo à cidade santa. Ela também viu a volta de Jesus, a ressurreição dos justos, a viagem dos salvos para o Céu, a cidade santa e a vida na nova Terra. Uma semana depois, recebeu a segunda visão e a ordem para que contasse aos adventistas mileritas a revelação que recebera. Deus mostrou-lhe as dificuldades que enfrentaria e como Sua graça a fortaleceria.

Ellen, porém, não queria aceitar. Estava com tuberculose, tinha problemas no coração, e os médicos haviam dito que ela não teria muito tempo de vida. Sua relutância inicial foi semelhante à de Moisés e Jeremias. Mas, após muita oração, entregou-se para cumprir seu chamado. Em 30 de agosto de 1846, casou-se com Tiago White, um jovem pastor. Com ele, fez parte do pequeno grupo de crentes que deu origem à Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Ellen atuou como mensageira de Deus por mais de 70 anos. Viajou por muitos lugares nos Estados Unidos. Também foi missionária na Europa e na Austrália. Ela recebeu de Deus cerca de 2 mil sonhos e visões e escreveu mais de 100 mil páginas sobre diversos temas. Faleceu em 16 de julho de 1915, aos 87 anos.

Deus também tem uma missão para você. Aceite hoje o desafio divino para sua vida.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/chamada-por-Deus/
https://youtu.be/7nAFIuRuThg

Salmos 24 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 24
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 24 – As palavras deste Salmo podem ser usadas em serviços religiosos e momentos de adoração coletiva; podem ser recitadas, cantadas ou utilizadas como base para reflexões sobre a grandeza e santidade de Deus.

O Salmo enfatiza a necessidade de pureza e retidão para aproximar-se de Deus. Tem utilidade de lembrar-nos de buscar a intimidade com Deus e purificar nosso coração diante dEle.

O Salmo também aborda a importância da pureza e retidão na conduta do crente. Pois, pode ser aplicado em momentos de arrependimento e busca por perdão e consagração, conduzindo-nos através da necessidade de confessar pecados, e então buscar a reconciliação com Deus.

Além disso, em tempos de tentação e lutas contra o pecado, podemos recorrer ao Salmo 24 para fortalecer nossa determinação em buscar a pureza, e agradar a Deus em todas as áreas de nossa existência.

Portanto, a mensagem contida no Salmo 24, que inclui adoração, santidade e soberania divina, pode ser adaptada e aplicada em diversas situações de busca espiritual, reflexão, louvor e adoração.

Todavia, há três ocasiões importantes na história em que se encaixam o Salmo 24:

• Na entronização de um rei israelita: Na ocasião da entronização de um monarca, o Salmo poderia ser usado para lembrar tanto o rei quanto o povo de que Deus é o verdadeiro governante e de que a reponsabilidade do rei é agir com justiça e retidão perante Ele e o povo.

• Na entronização de Cristo: Após a ressurreição e ascensão ao Céu, Cristo foi entronizado à direita de Deus Pai, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. O Universo celebrou essa ocasião festiva com alegria e adoração.

• Na segunda vinda de Cristo: Nesse evento escatológico está associado ao juízo final e o estabelecimento do reino eterno; por isso, podemos usar o Salmo 24 como um chamado para estar preparado e aguardar com expectativa o retorno de Cristo.

Se era necessário preparar-se para estar dignamente diante de um rei humano, quão necessário é preparar-se para estar com o Rei divino. Somente aqueles que forem considerados dignos por Deus poderão estar em Sua presença.

Na segunda vinda de Cristo, aqueles que são dignos de entrar no reino celestial têm o coração voltado para Ele, pois O buscam de todo coração!

Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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segunda-feira, 29 de maio de 2023

WILLIAM FOY

  MEDITAÇÃO DIÁRIA

29 de maio
WILLIAM FOY


Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas [...] para a edificação do corpo de Cristo. Efésios 4:11, 12

No livro The Unknown Prophet [O Profeta Desconhecido], publicado pela Review and Herald, o pastor Delbert W. Baker fez um estudo detalhado sobre a vida de William Foy, um mensageiro de Deus na época do movimento milerita.

William Foy era um homem negro que recebeu visões de Deus em 1842, aos 21 anos de idade. Ele atuou como profeta somente até 1844, antes do desapontamento milerita. Em suas visões, viu o Céu, o julgamento, os eventos que ocorreriam antes da segunda vinda de Cristo e o cuidado de Deus sobre os crentes adventistas.

Membro da Igreja Batista do Livre-Arbítrio, ele era um pastor de talento excepcional. Apesar do racismo daqueles dias, ele pregou para congregações de brancos e negros. Houve mileritas que aguardavam e anunciavam a breve volta de Jesus, mas não fixaram uma data específica, embora não se opusessem a ela. Foy parece ter sido um deles.

Ele foi fiel em partilhar suas visões, e alguns mileritas, que mais tarde se tornaram pioneiros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, o ouviram contá-las, inclusive Ellen G. White. Ela escreveu: “Foy teve […] quatro visões, […] e foram extraordinários os testemunhos que ele apresentou.” Ela também afirmou que possuía cópias impressas das visões de Foy e o ouviu falar em várias ocasiões, estando familiarizada com sua mensagem.

Quando Foy esteve em visão, assim como ocorreu com Ellen White, foi examinado por médicos, e várias pessoas testemunharam o fato. Sua visão mais longa durou mais de 12 horas.

Embora seu ministério profético tenha durado apenas dois anos, continuou como pastor e servo de Deus até sua morte, quase 50 anos após o desapontamento. Em sua lápide, estão as palavras do apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Desde agora me está guardada a coroa da justiça, que o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia” (2Tm 4:7, 8).

Se ainda hoje mulheres e negros sofrem preconceito, é significativo que em uma sociedade como aquela Deus tenha escolhido os mais marginalizados para apresentar Sua mensagem. Se você também estiver disponível hoje, Deus usará você para testemunhar Dele. 

https://mais.cpb.com.br/meditacao/william-foy/
https://youtu.be/sbX5XzLMDMM

Salmos 23 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 23
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 23 – Este precioso Salmo está emoldurado por dois outros Salmos maravilhosos, que dão maior relevância à mensagem deste.

Hernandes Dias Lopes observa que “há uma estreita conexão entre os Salmos 22, 23 e 24. O Salmo 22 apresenta Jesus como o Bom Pastor que deu a vida pelas Suas ovelhas, no Salmo 23 Ele é o Grande Pastor que vive por Suas ovelhas e, no salmo 24, é o Supremo Pastor que voltará para galardoar as Suas ovelhas. Jesus é o Bom, o Grande e o Supremo Pastor. Ele ama Suas ovelhas, cuida delas, deu Sua vida por elas e as guiará à casa do Pai, à bem-aventurança eterna”.

De fato, através destes três Salmos, podemos contemplar a magnitude do amor e do cuidado de Jesus por Suas ovelhas, desde o sacrifício redentor na cruz, passando pelo cuidado constante e providência divina em sua trajetória nesta vida, até a promessa da glória futura.

No Salmo 22, Jesus entrega Sua vida pela salvação dos perdidos. Sua entrega na cruz foi um ato de amor indescritível, onde Ele suportou dores físicas, emocionais e espirituais para reconectar os miseráveis pecadores com Deus.

No Salmo 23, Jesus é retratado como o Grande Pastor que vive por Suas ovelhas. Da mesma forma que um pastor atento e cuidadoso, Ele supre todas as necessidades dos Seus seguidores, guia-os por caminhos seguros e oferece conforto mesmo nas circunstâncias mais difíceis. Sua mensagem revela a relação íntima entre Cristo e Seus seguidores, proporcionando-lhes descanso, refrigério e proteção. Jesus realmente demonstrou esse papel perfeitamente ao longo de Seu ministério terrestre, demonstrando Sua compaixão, misericórdia e provisão, acolhendo todos aqueles que se aproximavam dEle e confiavam em Seu cuidado. Ao ascender aos Céus e adentrar no Santuário Celestial cumprindo a função de Sumo Sacerdote, Jesus continuou acolhendo aos que O buscam com sinceridade (Hebreus 2:14-18; 4:14-16).

J. R. Littleproud divide o Salmo 23 em três partes interessantes:

• Segredo de uma vida feliz – todas as necessidades supridas (Salmo 23:1-3).
• Segredo de uma morte feliz – todos os temores removidos (Salmo 23:4-5).
• Segredo de uma eternidade feliz – todos os desejos satisfeitos (Salmo 23:6).

Contudo, antes de desfrutar dos privilégios de ter o Senhor como Pastor, é importante render-se a Ele como uma submissa ovelha! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 28 de maio de 2023

ELE FOI TENTADO COMO NÓS

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

28 de maio

ELE FOI TENTADO COMO NÓS

Porque não temos Sumo Sacerdote que não possa Se compadecer das nossas fraquezas; pelo contrário, Ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Hebreus 4:15


Isso é verdade? Jesus, de fato, enfrentou as mesmas dificuldades, dores e angústias que enfrentamos? Porventura Ele foi acometido por alguma grave enfermidade ou doença incurável? Jesus sofreu de câncer, leucemia ou aids? Ele teve transtorno bipolar ou foi esquizofrênico e ouviu, constantemente, vozes que tornavam a vida insuportável? Enfrentou as múltiplas tentações que um homem rico e abastado tem de enfrentar?

Acaso não poderiam as mulheres afirmar que Jesus nunca passou pelas situações que elas passam pelo simples fato de que Ele era homem, e não mulher? Não poderiam todos os pais e mães do mundo dizer que Jesus não enfrentou o que eles enfrentam porque nunca teve filhos e, por isso, não viveu a experiência da paternidade e da maternidade? E o que dizer de uma jovem que, certa noite, ao voltar de um culto, foi violentada? Jesus passou por essa situação? E um menino que nasceu de uma prostituta, foi abandonado na rua com apenas cinco anos de idade, cresceu sem casa e sem lar e acabou sendo educado por marginais pouco mais velhos do que ele? Jesus passou por isso? Jesus foi tentado como muitos rapazes hoje o são, com drogas e com incontáveis facilidades de acesso à pornografia? E os idosos não poderiam afirmar que Jesus nunca sentiu suas dores, suas saudades, sua solidão, enfim, sua experiência, uma vez que Ele morreu jovem?

Se pensarmos um pouco, todos nós encontraremos provas e dificuldades que pessoalmente enfrentamos, mas que não existiam de modo exatamente igual no tempo de Jesus. No entanto, embora a tentação possa variar, em essência ela é sempre a mesma. Sempre que ela se apresenta, a questão é: Vou fazer a vontade de Deus ou a minha? Vou depender de Deus ou vou agir por conta própria? Vou amar mais a Deus ou qualquer outra pessoa ou coisa? Vou me posicionar ao lado do bem ou do mal? Jesus, como nós, teve que decidir. De fato, Ele é altamente experiente nas provações da vida humana. Por isso, Ele agora pode e quer nos socorrer. Busque a Jesus, Ele entende o que você está passando.
https://mais.cpb.com.br/meditacao/ele-foi-tentado-como-nos/
https://youtu.be/WAdy8n_Gjjg

Salmos 22 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 22
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 22 – Este Salmo vai além de Davi, que o escreveu. Aplica-se, de certa forma, à sua experiência, mas não se limita à ela – vai muito além.

Este Salmo “descreve uma realidade que transcende as experiências vividas por [Davi] para lançar luz sobre o sofrimento vicário de Cristo, ao mesmo tempo que destaca Sua exaltação. O salmo aborda tanto a humilhação quanto a exaltação do Filho de Deus” – diz Hernandes Dias Lopes, e acrescenta que “esse é um salmo profético, pois não há nenhuma circunstância vivida por Davi que possa se enquadrar na descrição aqui apresentada – por exemplo, Davi nunca passou por sofrimentos que incluíam a distribuição de suas vestes e o transpassar das suas mãos e de seus pés. Claramente, o salmista, como um profeta, aponta para Cristo (At 2:30-31), por isso o salmo é citado como nenhum outro texto das Escrituras no contexto da paixão de Cristo... Várias citações do salmo nos quatro Evangelhos, bem como em Hebreus 2:10-12, indicam que se trata de um salmo messiânico”.

Desta forma, o Salmo 22 revela profunda conexão entre o Antigo e o Novo Testamento, apontando para Jesus como o cumprimento das promessas, profecias e esperanças relacionadas ao povo de Deus. Essa conexão intertestamentária demonstra que Jesus experimentou o abandono e o sofrimento para trazer salvação e libertação a todos os que nEle creem.

Por isso, o Salmo 22 é considerado um salmo profético que antecipa a obra redentora de Cristo na cruz:

• Cristo citou o início do Salmo 22, clamando “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46), identificando-Se com o sofrimento descrito no Salmo.
• As zombarias e escárnios dos inimigos encontraram paralelos na crucificação de Jesus, o Messias, onde Ele foi insultado, humilhado e ridicularizado (Mateus 27:39-44).
• A referência aos algozes lançando sortes pelas vestes do Santo encontra o cumprimento nas vestes de Cristo sendo sorteadas pelos soldados romanos (João 19:23-24).
• O salmista clama por libertação, e isso encontra seu cumprimento na ressurreição de Jesus, onde Ele é exaltado e vitorioso sobre a morte.

O final do Salmo 22 traz esperança e adoração a Deus, apontando para a vitória final do Messias e a salvação que Ele nos proporciona. Portanto, em meio ao sofrimento, confiemos nEle. Hoje, podemos reavivarmo-nos em Cristo! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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sábado, 27 de maio de 2023

VONTADE

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

27 de maio

VONTADE

Escolhi o caminho da fidelidade e decidi seguir os Teus juízos. Salmo 119:30


Escolha e decisão dizem respeito à vontade do indivíduo. Conforme as palavras de Ellen G. White, “a vontade não é gosto nem a inclinação, mas o poder que decide” (Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 685). Assim, alguém pode passar diante de uma confeitaria e, vendo os doces expostos na vitrine, ter o desejo de comê-los. Contudo, embora tenha tempo e dinheiro, por alguma razão sua vontade diz “não”, e ele segue seu caminho sem saboreá-los.

Uma pessoa pode ter uma infinidade de desejos, mas a vontade é apenas uma. É como uma máquina interna que toma decisões. A vontade é a própria essência da personalidade. É a fonte de todas as ações. Ela pode se aliar aos desejos ou combatê-los. Ela está acima das emoções e da razão. É responsável pelas decisões e pelos caminhos do indivíduo. As faculdades mentais e as paixões devem ser controladas pela vontade. Embora a razão possa analisar com clareza tudo o que está envolvido e apontar o rumo correto, é a vontade que detém o comando.

Podemos ter uma vontade saudável ou enferma. Pessoas que têm vontade enferma podem ser classificadas em três grupos: impulsivas, indecisas e inconstantes. Na Bíblia, encontramos exemplos de indivíduos que, em certos momentos da vida, manifestaram uma vontade doentia. Como exemplos de impulsividade, vemos Ananias e Safira. Levados pelo ímpeto do momento, decidiram fazer uma grande doação para a igreja e depois se arrependeram (At 5:1-11). Como exemplo de alguém indeciso, temos Ló. Sendo avisado pelos anjos que Sodoma seria destruída, demorava-se em tomar a decisão de partir (Gn 19:1, 12-16). Pilatos, por sua vez, ilustra a postura de um inconstante. Havendo analisado as acusações contra Jesus, concluiu e declarou que Ele era inocente e decidiu soltá-Lo. Depois, deixou-se dominar pelos acontecimentos e O entregou para ser morto (At 3:13; Lc 23:13-25).

Embora o ser humano não possa por si mesmo controlar seus impulsos e emoções como gostaria, tem a capacidade de tirá-los do domínio de Satanás e entregá-los a Cristo. Quando isso é feito, o Espírito de Deus atua livremente e realiza nossa transformação. Hoje, torne sua vontade submissa à vontade de Deus.
https://mais.cpb.com.br/meditacao/vontade-3/
https://youtu.be/Hx7e95HUAnw

Salmos 21 Comentário:

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 21
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 21 – Este Salmo foi escrito por um rei para outro Rei. O rei humano escreveu para o rei divino. É um reconhecimento de que reinar com Deus é melhor do que reinar sem Ele.

Davi era um rei de fé e líder piedoso em Israel. Por isso, as palavras deste Salmo expressam louvor e gratidão a Deus por Suas bênçãos, proteção e vitórias concedidas a ele. Nos 13 versículos deste Salmo, Davi expressa Sua confiança em Deus como o Soberano Rei, seu protetor e provedor. Submetendo-se a Deus, o rei Davi reconhece que todas as suas vitórias e sucessos resultaram da bondade e favor divinos. Por isso, o rei humano louva ao rei divino, pois Deus lhe concedeu vida longa, riquezas e sucesso em suas batalhas contra seus inimigos.

Através das palavras inspiradas do Salmo 21, o rei Davi almejava transmitir sua fé e confiança inabaláveis em Deus e encorajar outros a reconhecerem o poder e a bondade de Deus em todas as conquistas, e em cada detalhe da vida:

• Tudo o que possuímos vem de Deus; portanto, como Davi, devemos reconhecer que Deus é o governante supremo sobre todas as coisas, inclusiva a nossa vida.
• A submissão a Deus deve ser uma experiência de todo ser humano, inclusive de todos os líderes políticos e eclesiásticos, pois sendo Ele o Supremo Juiz, defenderá os que Lhe submetem.
• Sendo que Deus é capaz de cuidar de todas as circunstâncias que nos envolvem, devemos demonstrar disposição em submeter-nos a Sua vontade e a Seus planos a fim de obtermos vitórias.
• Submeter-se a Deus inclui reconhecer e agradecer-Lhe por Sua bondade, bênçãos e ações em nossas experiências, reconhecendo que somos totalmente dependentes dEle.
• Independentemente de quão avançadas sejam as tecnologias ou do grande desenvolvimento intelectual e cultural em que vivemos, a mensagem de depender de Deus nos tempos modernos permanece relevante.
• Mesmo com a evolução e grandes mudanças positivas das condições humanas no século 21, é essencial reconhecer que Deus está acima de tudo e de todos e carecemos dEle tanto quanto o rei Davi carecia.
• Não podemos deixar de reconhecer que todas as conquistas científicas e tecnológicas de nosso século resultaram da graça e bondade divina.

Desta forma, reavivemo-nos em Deus e em Sua Palavra! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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sexta-feira, 26 de maio de 2023

DOMÍNIO PRÓPRIO

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

26 de maio

DOMÍNIO PRÓPRIO

É melhor ter paciência do que ser herói de guerra; o que domina o seu espírito é melhor do que o que conquista uma cidade. Provérbios 16:32

Domínio próprio descreve a força interior pela qual alguém se controla, recusando-se a ser levado pelas próprias paixões. Refere-se à possibilidade de moldar a vida não segundo os maus desejos da natureza pecaminosa, mas conforme os desejos de Deus, sempre puros, benéficos e bons. Ter domínio próprio significa ter poder sobre si. Esse autocontrole é produzido pelo Espírito Santo na vida do crente (Gl 5:22, 23) quando este se rende para ser totalmente Dele.

Em vez de pensarmos no cristão apenas como alguém que não pode fazer isso e aquilo, deveríamos saber que somente o cristão é que pode fazer algumas coisas: somente ele é capaz de ser obediente à vontade de Deus, unicamente ele pode ter a vitória sobre os desejos impuros do coração, apenas ele pode amar de verdade e só ele tem a possibilidade real de viver em paz e contentamento (Jo 1:12).

O cristão tem poder, inclusive, para não viver pecando. “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado, porque nele permanece a semente divina; esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1Jo 3:9). O filho de Deus é simplesmente incapaz de manter uma vida pecaminosa. Isso não significa que ele nunca mais cometerá um ato pecaminoso (1Jo 1:8, 10), mas que ele não vive habitualmente em iniquidade. Quando creu em Cristo, houve uma profunda transformação interior. “Deus armou os Seus filhos para a guerra contra Satanás, implantando a Sua própria natureza neles. […] Podemos dizer, portanto, em terminologia moderna, que os genes de Deus permanecem em Seus filhos e que pecar é contrário à natureza deles” (Comentário Bíblico Broadman [Rio de Janeiro: JUERP, 1985], p. 247).

Ilustremos essa verdade comparando o porco e o gato. O porco tem prazer em chafurdar na lama. Faz parte de sua natureza. Um gato jamais fará isso. É um dos animais mais limpos que conhecemos: está sempre se lambendo e se limpando. Um gato nunca terá prazer em se revolver na lama, simplesmente porque não faz parte de sua natureza. Assim, um filho de Deus não terá satisfação em viver uma vida pecaminosa, mas em se purificar (1Jo 3:3) e fazer a vontade do Pai (Sl 119:47).
https://mais.cpb.com.br/meditacao/dominio-proprio-2/
https://youtu.be/e3lwrAbhE5E

Salmos 20 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 20
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 20 – Embora este Salmo seja súplica em prol de reis terrenos, sua mensagem foca no Rei Soberano.

Davi, seu autor, ao enfatizar a confiança, a proteção e a intervenção de Deus na vida do rei humano, conduziu o leitor/cantor à soberania de Deus como Rei Supremo, sobre todos os reis.

• Desta forma, o Salmo não é antropocêntrico, é teocêntrico; não foca no ser humano, foca no Ser divino!

• Mesmo que um monarca seja estritamente religioso, é Deus quem salva e concede vitória ao Seu ungido; isso demonstra a autoridade e o poder de Deus como soberano sobre todos os poderes deste mundo.

No Salmo 20:7, o salmista compara a distância que existe entre confiar em seres humanos e forças terrenas (como carros e cavalos), com a confiança depositada no poder de Deus; em realidade, a verdadeira segurança e soberania não estão nas pessoas, coisas e instituições deste mundo, elas residem em Deus como Supremo General.

O Santuário e Sião fazem referência ao lugar da presença de Deus, onde Ele habita e de onde Ele governa; por isso, acima de qualquer poder humano, precisamos suplicar que o apoio e auxílio às autoridades humanas venham diretamente de Deus, que rege desde os altos Céus (Salmo 20:2, 6); de onde Ele atua com o poder salvador de Sua poderosa mão direita. Estas expressões representam o poder e a autoridade de Deus como o Supremo Rei. Porém, Sua grandiosidade não O impede de responder e intervir de maneira salvadora, demonstrando Sua soberania e domínio até nas “pequenas questões” da vida humana.

Por isso, o Salmo conclui com as seguintes palavras:

Senhor, concede vitória ao rei!
Responde-nos quando clamamos!

O Salmo 20 apresenta um contraste entre aqueles que confiam nos poderes deste mundo e aqueles que confiam em Deus como Supremo Rei. Enquanto os primeiros vacilam e caem, aqueles que confiam na soberania divina são capacitados a se erguer e permanecer firmes. Ou seja, fica evidente que, mesmo que os diversos recursos terrenos são incertos e falíveis, quando confiamos em Deus, teremos uma base sólida e segura (Salmo 20:1-6).

Dependendo de Deus, tanto o povo quanto os monarcas deste mundo podem superar as adversidades e permanecer firmes (Salmo 20:7-8). Portanto, reavivemo-nos: Ergamos nossas vozes, confiantes no poder divino! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quinta-feira, 25 de maio de 2023

TUDO SOB CONTROLE

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

25 de maio
TUDO SOB CONTROLE

Quem fez e executou tudo isso? Aquele que desde o princípio tem chamado as gerações à existência, Eu, o Senhor. Isaías 41:4


Nas Escrituras há diversas narrativas que revelam Deus tendo o controle sobre todas as coisas. Vamos relembrar algumas delas. Era época de guerra. De um lado do vale de Elá estavam os exércitos de Israel; do outro, os filisteus. Um garoto chegou correndo ao acampamento. Ele procurava seus irmãos, engajados no exército de Saul. Seu pai precisava saber como eles estavam. Repentinamente, uma voz potente vinda do acampamento filisteu desafiou Israel e seu Deus. Todos tremeram, menos Davi. Deus o havia preparado para a ocasião. Ele já havia enfrentado um leão e um urso quando cuidava das ovelhas de seu pai e os derrotara. Ele estava pronto para enfrentar o gigante. Deus tinha tudo sob controle. Assim, Golias caiu, os filisteus foram derrotados e o povo de Deus prevaleceu (1Sm 17).

Hamã era o segundo homem mais poderoso do Império Persa. Satanás o escolhera para destruir totalmente o povo de Deus – impedindo, assim, o nascimento do Messias. Mas o que Hamã não sabia era que Deus já havia colocado dentro do palácio uma jovem, a rainha Ester, que impediria o mal que ele intentava fazer. Quando saiu o decreto de morte, os judeus ficaram muito aflitos. Porém, tudo estava sob o controle de Deus, e o que aconteceu foi para o bem deles.

No último encontro com Seus discípulos, Jesus os convocou para que fossem Suas testemunhas em Jerusalém e, depois, na Judeia, em Samaria e até aos confins da Terra (At 1:8). Eles foram, mas somente até Samaria. Sua educação e seus preconceitos eram um entrave ao avanço do evangelho. O mundo gentílico precisava ser evangelizado. Quem faria isso? Mais uma vez, Deus estava no controle. Ele já havia escolhido e preparado alguém para realizar essa tarefa. Esse judeu nascera e se criara entre os gentios, em Tarso. Ele conhecia suas crenças e superstições, seus hábitos e costumes, seu modo de pensar. Ele havia estudado com os maiores mestres de seu povo e se tornara doutor. Então, no tempo certo, o Senhor o chamou, e Paulo se tornou o maior dos missionários (At 9:1-30).

Hoje, diante de ameaças e desafios, lembremos que Deus é por nós. Ele continua agindo. Nada escapa ao Seu controle.
 https://mais.cpb.com.br/meditacao/tudo-sob-controle/
https://youtu.be/ZP3bWL85Jng

Salmos 19 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 19
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 19 – As revelações de Deus indicam Seu interesse em ser conhecido.

Em meio ao caos e à confusão de uma sociedade degradante, Ele Se revela de maneiras claras e inequívocas. Para tanto, este Salmo convida-nos a mergulhar nas profundezas da Palavra de Deus e a maravilhar-nos com Sua infinita sabedoria, poder e glória através da beleza de Sua criação!

Comentando o Salmo 19, Duane Garrett salientou:

“A revelação de Deus pela natureza e a revelação pelas Escrituras têm, cada uma, o seu lugar. O mundo natural dá provas claras da glória e do poder de Deus (19:1-6; veja Rm 1:19-20). A lei [Torá], porém, vai além disso e instrui e reaviva o coração humano (Sl 19:7-11). Andando nessa luz, o fiel é levado a buscar o perdão e a aprovação divina (19:12-14)”.

As duas revelações de Deus [natureza e Escritura] se complementam. Sua relevância se dá ao alcançar nosso íntimo para nos erguer, transformar e renovar. É isso que Davi almeja neste texto sagrado, ao encerrar o Salmo após destacar tais revelações divinas.

• Sabendo da existência de Deus, vive-se ciente de Sua justiça.

Davi pede a Deus que o livre dos erros desconhecidos, pecados intencionais e transgressões que possam dominá-lo. A resposta do salmista à grandiosidade da criação e à perfeita, revigorante, sábia e justa revelação da Torá, o faz reconhecer sua própria imperfeição e limitação. Assim, sua consciência indica a tremenda necessidade da graça e do perdão de Deus, até mesmo dos erros, falhas e pecados que ele é incapaz de discernir; e pede, principalmente, proteção contra os pecados intencionais, para que eles não o dominem.

• Apenas quem compreende a revelação de Deus tal como Davi, conseguirá fazer, com sinceridade, declarações tão profundas como estas!

Portanto, entendemos pelos Salmo 19 que...

• Neste mundo, quanto mais conhecermos a Deus, mais reconheceremos nossos pecados.

• Nesta sociedade corrompida, sempre necessitaremos de orientações e correções divinas para evitar transgressões e viver conforme a vontade do Criador.

• Nesta vida, devemos desejar incessantemente o arrependimento, pedir perdão e suplicar por transformação.

Considerando isto através da meditação diária, reconheceremos nossa fragilidade, perceberemos os perigos dos nossos pecados, e, então, buscaremos integridade e redenção.

Devemos orar com humildade e disposição para ser examinados à luz da verdade divina! Assim... reavivaremos! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 24 de maio de 2023

DIZENDO “NÃO”

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

24 de maio

DIZENDO “NÃO”

Daniel resolveu não se contaminar com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; por isso, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar. Daniel 1:8

Daniel é um brilhante exemplo de temperança e domínio próprio. Ele não era um jovem de vontade doentia. Não era impulsivo nem indeciso e inconstante. Tinha grande força de vontade. Sabia dizer “não” ao mal, coisa que alguns têm dificuldade em fazer.

Durante sua vida, ele teve que dizer “não” muitas vezes, inclusive para os homens mais poderosos do mundo. Ele disse “não” ao chefe dos eunucos e ao cozinheiro-chefe quando estes lhe disseram para comer o que não convinha (Dn 1:8-16). Ele disse “não” ao chefe da guarda quando este foi encarregado pelo rei de matar os conselheiros, pedindo um prazo para dar uma solução favorável à exigência real (Dn 2:12-16). Quando o rei imaginou que o reino da Babilônia duraria para sempre, Daniel lhe disse “não”, afirmando que outros reinos o sucederiam. Somente o reino de Deus seria eterno (Dn 2:37-44). Quando Belsazar ofereceu a Daniel posições e riquezas para que este interpretasse a escrita na parede, ele disse “não”. A interpretação seria gratuita (Dn 5:16, 17). Quando Dario promulgou um decreto que proibia o povo de fazer petições a qualquer humano ou deus que não fosse o rei, Daniel disse “não” e, então, foi orar ao Deus eterno como sempre fizera (Dn 6:6-10). Qual era o segredo de Daniel? Ele recebera de Deus o dom do domínio próprio e se apoderara dele. De fato, quando uma pessoa aprende a se dominar, é capaz de dominar o mundo exterior. Antes disso, nunca. Quando uma pessoa aprende a dizer “não” a si mesma, ela terá força moral para dizer “não” a outros, quando necessário.

Paulo também aprendeu a se dominar e nos ensinou, por meio de seu exemplo, a fazer o mesmo. Cristo vivia nele (Gl 2:20), mas Paulo tinha algo a fazer e o fazia na força de Deus (Fp 4:13). Falando de si, afirmou: “Esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão” (1Co 9:27), e nos aconselhou a fazer o mesmo: “Façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena” (Cl 3:5), ou seja, as más atitudes e ações.

Portanto, nós também temos algo a fazer. Pela força que Deus nos dá, aprenderemos a dizer “não” ao mal e ao pecado em todas as suas formas.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/dizendo-nao/
https://youtu.be/Yb2h7DL6-BM

Salmos 18 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 18
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 18 – O que encontramos nesse esplendoroso Salmo?

“Davi agradece pelas muitas vitórias que Deus lhe deu. Em 18:7-15, Davi descreve a fúria do Senhor em termos que lembram a manifestação no Sinai... Davi contempla a sua salvação não como algo pessoal ou particular, mas afirma que Deus moveu céus e terra – ou seja, Deus colocou seu grande poder em ação – para salvá-lo. A defesa de Davi por Deus estende-se a toda sua dinastia (18:50) e, assim, ao Messias” observa Duane Garrett.

O Salmo trata de diversos temas, tais como: Louvor ao Senhor, proteção divina, poder de Deus, justiça divina, resgate divino, atributos divinos, vitória de Deus, gratidão e entrega, etc.

São tantos os assuntos que podem ser extraídos do Salmo 18, o qual é uma cópia com algumas variações e acréscimo do poema encontrado em II Samuel 22, escrito por Davi.

• Os textos não são exatamente iguais, são semelhantes.
• Além disso, o Salmo 18 tem um acréscimo no final.

Considere...

• As variações e acréscimos são apropriados à inspiração do texto sagrado?
• Tais ações são obras humanas ou são tão inspiradas quanto é o texto original?

É correto afirmar que as variações literárias podem ser vistas como uma forma legítima de expressão artística e também teológica. No Salmo 18, o compilador tão inspirado quando o escritor primário buscou enfatizar ou ampliar certos aspectos da mensagem anterior. Isso indica a complexidade da inspiração da Bíblia, que a torna rica e completa!

A submissão à crença na inspiração divina dos textos bíblicos leva-nos a considerar que os versículos adicionais no Salmo 18 foram acrescentados por orientação do próprio Deus. Isso implica que Ele usa autores humanos para transmitir Sua mensagem, e que tem o controle sobre o processo de composição e inclusão dos textos sagrados. E, também, que a mensagem divina pode ser expandida ou enfatizada em diferentes contextos, visando atender às necessidades e situações específicas do povo de Deus no decorrer da história, como é o caso do quarto mandamento – veja Êxodo 20:8-11 relacionado com Deuteronômio 5:12-15.

Estas explicações técnicas nos convidam a apreciar a diversidade literária das Escrituras, reconhecer a ação de Deus na inspiração dos textos sagrados e abordar questões de variação textual com uma abordagem hermenêutica responsável.

Confie na Palavra e reaviva-te! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 23 de maio de 2023

DIGA “NÃO” À HERESIA

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

22 de maio

DIGA “NÃO” À HERESIA

Amados, quando eu me empenhava para escrever-lhes a respeito da salvação que temos em comum, senti que era necessário corresponder-me com vocês, para exortá-los a lutar pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas 3


Heresia é um falso ensinamento que carrega consigo um potencial para nos distanciar de Deus e da verdade. Sua prática implica uma conduta errada que conduz à perdição. O autor da Epístola de Judas trata dessa questão. Ele inicia com uma apresentação de sua relação com Jesus e com o principal líder dos cristãos, Tiago. Judas era servo, literalmente escravo de Cristo. Esse era outro modo de dizer que Cristo era seu Senhor. Ele era irmão de Tiago. Os nomes Judas e Tiago eram muito comuns – inclusive na família de Jesus e no grupo de Seus discípulos. O Tiago aqui mencionado foi um dos irmãos de Jesus (Mt 13:55; Mc 6:3). Eles se converteram após a ressurreição. Então, este Judas também era um dos irmãos de Jesus.

Sua intenção inicial era escrever sobre a salvação. Se ele tivesse feito isso, podemos imaginar que destacaria o amor de Deus, Sua graça, a dádiva de Cristo, a cruz e o perdão dos pecados. A expressão que ele usa é “nossa comum salvação”, porque, embora sejamos diferentes uns dos outros e tenhamos conhecido o evangelho de diferentes maneiras, a salvação que Deus oferece é a mesma para todos. Todos nós encontramos salvação apenas por intermédio de Cristo (cf. Ef 2:4-6).

No entanto, o autor rapidamente menciona que ele acabou não escrevendo sobre isso. Pelas circunstâncias que a igreja enfrentava, outro tema ocupava constantemente seus pensamentos, de modo que ele se sentiu obrigado a escrever sobre o que o preocupava, como orientação para seus irmãos de fé. Falsos mestres haviam invadido a igreja e deturpado a doutrina. Quando um bom pastor vê o rebanho em perigo, não fica acomodado, mas se empenha para protegêlo. A tolerância é algo bom, mas nunca a favor da heresia.

Prestemos atenção à Carta de Judas. Ela nos diz que devemos, em nossa trajetória cristã, viver confiantes no poder de Deus e apegados à Sua Palavra, recusando qualquer envolvimento com os falsos mestres e seus ensinos. Eles receberão o justo juízo de Deus. Nós, se formos fiéis, teremos a vida eterna em Cristo.
https://mais.cpb.com.br/meditacao/diga-nao-a-heresia/
https://youtu.be/8nvhqrcjwp0

Salmos 17 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 17
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 17 – A dor, a angústia, o sofrimento, a perseguição e a morte não possuem a última palavra em nossa existência. Embora sejamos sensíveis a tudo isso e sintamos na pele e no coração suas manifestações, a esperança provida por Deus é ainda maior, real e impactante.

Como o crente fiel lida com os diversos problemas que afligem a alma humana?

• Ele clama a Deus por justiça e proteção sobre-humanas: O fiel não é insensível, mas quando se sente oprimido e perseguido, busca refúgio em Deus para encontrar alívio para seu sofrimento.
• Ele confia em Deus como refúgio seguro: O fiel reconhece que somente em Deus é possível encontrar verdadeira segurança e proteção diante das perseguições e ameaças.
• Ele expressa a Deus suas fraquezas e aflições: O fiel não esconde seus medos, sua dor, sua impotência e sua aflição diante do Senhor; na verdade, ele descreve em oração a pressão e os perigos que enfrenta, revelando a profundidade de seu sofrimento e como tal situação impacta sua alma.
• Ele espera a justiça de Deus: O fiel reconhece no julgamento divino algo positivo, que visa absolver, libertar, salvar; confia que Deus ouvirá seu clamor por justiça e intervirá em seu favor, ciente que o Juiz Celestial trará justiça e vindicação aos que sofrem injustiças.

Desta forma, o Salmo 17 é uma expressão vibrante de confiança e dependência do crente em Deus, o qual clama por proteção e justiça contra seus inimigos, reconhecendo que apenas em Deus há refúgio e segurança real. Assim, pessoas piedosas buscam a presença divina, aguardando em meio ao sofrimento, que Deus ouvirá e responderá seus lamentos.

O Salmo 17 lembra-nos que a justiça e a vindicação vêm de Deus. Quem assim acreditar não se acanhará em clamar por proteção e libertação celestiais!

Contrastando este Salmo com o anterior, encontramos a base para a certeza destas crenças:

• Os Salmos 16:10 e 17:15 nos revelam o plano divino: A ressurreição de Cristo, Sua vitória sobre a morte, e a promessa de comunhão plena com Deus, desperta em nós uma expectativa inabalável em relação ao futuro.
• No Salmo 16:10, a morte e ressurreição de Cristo, prepara o caminho para a esperança gloriosa de comunhão eterna com Deus, conforme expresso no Salmo 17:15.

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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segunda-feira, 22 de maio de 2023

Salmos 16 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 16
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 16 – Do passado repleto de gratidão, ao futuro cheio de esperança, este Salmo guia-nos a uma compreensão mais profunda de nossa relação com Deus onipotente. Sua mensagem revela a verdadeira fonte de alegria inesgotável, a segurança indestrutível e a esperança infalível; assim, do passado ao presente, e para além do futuro, Davi revela-nos a chave para uma vida plena e segura.

Olhando para trás reconhecemos a proteção de Deus e relembramos Sua fidelidade conosco. Fazer essa reflexão capacita-nos a declarar ousadamente no presente: “Em Ti me refugio”, “Tu és o meu Senhor; não tenho bem nenhum além de Ti”, e “Bendirei o Senhor que me aconselha; na escura noite o meu coração me ensina!” (Salmo 16:1-2, 7). Uma história enraizada na fé e devoção a Deus pode se alegrar ao relembrar as ações divinas nas experiências da vida!

Devido à convivência com Deus no passado, é possível reconhecer que somente nEle há refúgio, segurança, plena alegria e esperança no presente. O desenvolvimento espiritual gera maturidade da fé que encontra orientação e descanso na proteção divina, a ponto de não ser influenciar-se por pessoas que buscam outros deuses, ídolos e outras formas de segurança que não garantem nada. Só assim é possível dizer: “Senhor, Tu és a minha porção e o meu cálice”, “Sempre tenho o Senhor diante de mim. Com Ele à minha direita, não serei abalado” (Salmo 16:5-8).

O futuro é relevante para quem confia plenamente em Deus, pois quem tem confiança nEle tem grande esperança de maravilhosa recompensa no futuro. Deste modo, haverá confiança na preservação da vida, até mesmo além da morte, pois a fé vislumbra a eternidade na presença de Deus, onde a plenitude da alegria será desfrutada. O foco da vida será Deus: “És Tu que garantes o meu futuro”, “Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita” (Salmo 16:5, 11).

Sintetizando,

• No passado, encontramos motivos para agradecer e confiar no presente.
• No presente, buscamos a Deus e encontramos refúgio.
• No futuro, depositamos nossa esperança na promessa de vida eterna em Sua presença.

No Salmo 16, somos convidados a olhar para trás com gratidão, viver o presente com confiança e, antecipar o futuro com esperança; portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 21 de maio de 2023

DEUS TIRA O PECADO

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

21 de maio

DEUS TIRA O PECADO

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! João 1:29


O pecado nos machuca, entristece, degrada, aprisiona, arruína. Deus sabe disso. Por essa razão, odeia o pecado e quer nos separar dele. Ele não quer apenas nos perdoar. Quer nos distanciar do pecado. O profeta Miqueias garantiu que o Senhor “lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Mq 7:19). Davi explicou que “quanto o Oriente está longe do Ocidente, assim Ele afasta de nós as nossas transgressões” (Sl 103:12).

Essa obra de afastamento do pecado também deve ser nossa. Devemos estar de acordo com ela e nos dispor a dizer “não” ao pecado e ao mal. Por isso, é dito: “Façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena: imoralidade sexual, impureza, paixões, maus desejos e a avareza […]. Abandonem igualmente todas estas coisas: ira, indignação, maldade, blasfêmia, linguagem obscena no falar. Não mintam uns aos outros” (Cl 3:5, 8, 9).

Para nos separar do pecado, Deus usa Sua Palavra. Ela nos poda a fim de que produzamos muitos frutos (Jo 15:2, 3). No passado, essa Palavra foi transmitida por meio de profetas e apóstolos. Hoje, ela é proclamada mediante pregadores consagrados. Se por um lado a pregação traz conforto e luz àqueles que estão perturbados, por outro perturba os que se encontram confortáveis em seus pecados, a fim de que vejam sua condição e aceitem a graça de Deus. Essa Palavra vai nos afastando de atos e atitudes de pecado, até que, na volta de Cristo, sejamos libertos de nossa natureza pecaminosa.

Charles Spurgeon, conhecido como o mais notável pregador do século 19, costumava pregar para multidões. Certa vez, quando terminavam a construção de um novo e imenso auditório que serviria para abrigar milhares de ouvintes, ele foi testar a acústica do local. Naqueles dias não havia microfone nem aparelhagem de som. Assim, em vez de pronunciar aquelas palavras tão conhecidas hoje, usadas pelos sonoplastas – “testando… um, dois, três…” –, Spurgeon se posicionou no local em que ficaria o púlpito e começou a clamar e a repetir: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” Um operário que trabalhava no lugar ouviu, foi profundamente convencido de seu pecado e se converteu. E você? Quer ser afastado do pecado? Olhe para Jesus! Confie Nele! 

https://mais.cpb.com.br/meditacao/deus-tira-o-pecado/
https://youtu.be/EEJ50QIZlIw

Salmos 15 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 15
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 15 – Há quem baseia seu legalismo neste Salmo. Sua mensagem aborda a questão da retidão e da honestidade em contraste com a corrupção e a maldade. Contudo, em vez de concentrar em regras e leis específicas, o salmo incentiva as pessoas a adotar uma atitude geral de justiça e bondade em relação aos outros.

A mensagem do Salmo é que aqueles que agem com justiça e integridade com seu próximo são aqueles que estão verdadeiramente próximos de Deus. A ideia central é mais sobre a natureza do relacionamento humano com Deus e com os outros. Os que andam com Deus na Terra, habitarão com Ele no Céu.

Quem anda com Deus, age com integridade, fala a verdade, não difama, não pratica a maldade e honra aqueles que temem a Deus. Tais características possuem quem tem intimidade com Deus aqui na Terra, e são estes que serão levados para o Lar Celestial.

A compreensão deste Salmo fica mais clara quando comparamos sua mensagem com o Salmo 14. A negação a Deus leva à corrupção e a maldade, a busca por estar com Deus conduz à integridade e bondade.

Rejeitar a Deus implica viver incorretamente, praticando a impiedade; aquele que busca a Deus, vive corretamente, praticando a piedade. Um é tolo, o outro é sábio – visível na atitude e nos atos de cada um.

• O tolo vive sem Deus; o íntegro ama tanto a Deus que deseja morar com Ele.
• O tolo pratica a violência; o íntegro vive com paciência.
• O tolo devora o povo de Deus; o íntegro não difama, não calunia, não despreza, mas honra quem teme a Deus.
• O tolo frauda os necessitados; o íntegro mantém sua palavra mesmo que seja prejudicado.
• O tolo explora as pessoas; o íntegro empresta sem cobrar juros e não aceita suborno.
• O tolo será julgado e condenado; o íntegro será absolvido e salvo – por nada será abalado.

Analisando o contraste do Salmo 14 com o Salmo 15, reflita com sinceridade: De qual lado você está, do tolo ou do íntegro?

Enfim, quanto mais perto você estiver de Deus, mais distante você estará das atitudes que machucam as pessoas. Em outras palavras, quanto mais perto você estiver do divino, mais humano você se tornará.

Reavivemo-nos com Deus! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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sábado, 20 de maio de 2023

DEUS SE TORNOU HOMEM

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

20 de maio

DEUS SE TORNOU HOMEM

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. [...] E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós. João 1:1, 14

Como é possível Deus Se tornar homem? Encontramos uma singela resposta nas palavras do anjo Gabriel a Maria: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a envolverá com a Sua sombra; por isso, também o Ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1:35). Portanto, houve uma misteriosa ação de Deus sobre Maria, possibilitando que o Verbo Se fizesse carne. Por um momento, a divindade e a humanidade se uniram. Sendo assim, o fruto dessa união é apropriadamente chamado de Filho de Deus e Filho do Homem. Diferentemente de todos os outros homens, Ele é Filho de Deus e santo desde o ventre materno.

Ao assumir a natureza humana, Ele não deixou de ser Deus. Ele, que fora somente Deus, seria, então, completamente Deus e completamente homem – o que é incompreensível para a mente humana e precisa ser aceito pela fé. O certo é que, enquanto aqui esteve, Ele não usou a plenitude de Seus poderes divinos. Se os tivesse usado, não precisaria nem mesmo orar, não é verdade? Porém, ninguém orou tanto e tão intensamente como Ele.

Cristo devia usar os poderes que o Pai Lhe dava a cada dia, conforme a necessidade. Como exemplo dessa realidade, citamos o comentário de Ellen G. White sobre a ocasião em que, junto com os discípulos, Jesus Se defrontou com uma tempestade no mar da Galileia: “Quando Jesus foi despertado para enfrentar a tempestade, estava em perfeita paz. Não tinha nenhum indício de temor na fisionomia ou olhar, pois nenhum receio havia em Seu coração. Contudo, não era na posse da força onipotente que Ele descansava. Não era como o ‘Senhor da terra, do mar e do céu’ que repousava em sossego. Esse poder, Ele havia deposto e declarou: ‘Eu nada posso fazer de Mim mesmo’ (Jo 5:30). Confiava no poder de Seu Pai. Foi pela fé – fé no amor e cuidado de Deus – que Jesus repousou, e o poder que impôs silêncio à tempestade foi o poder de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, p. 263 [336]).

Cristo Se tornou um de nós. Ele dependeu constantemente de Seu pai. Ele buscou Sua ajuda e Se submeteu ao Seu querer. Nisso, Ele é nosso exemplo. Podemos, hoje, contar com as bênçãos divinas.
https://mais.cpb.com.br/meditacao/deus-se-tornou-homem/

https://youtu.be/sDi5I-TKzUw


Salmos 14 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 14
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 14 – O Diabo crê que Deus existe, até estremece (Tiago 2:19); já o ateu não chega nesse nível, como registra o Salmo em análise. Por isso, é chamado de tolo, insensato ou ignorante.

“Primeiro, o insensato se considera onisciente: ‘Sei todas as coisas. Não é possível haver um Deus além dos limites do meu conhecimento’. Segundo, se considera onipresente: ‘Estou em todos os lugares ao mesmo tempo e não é possível que exista um Deus em algum ponto do universo sem meu conhecimento’. Sua atitude ignora as maravilhas da criação divina: a vastidão do universo, os movimentos incrivelmente precisos dos planetas, a capacidade notável da terra de manter a vida, o funcionamento minucioso do corpo humano e as propriedades extraordinárias da água e do solo”. O maior problema do ateu “não é seu quociente de inteligência, mas, sim, seu quociente de moralidade. O pronunciamento de Deus acerca dos insensatos é claro: ‘Corrompem-se e praticam abominação’. Há uma ligação estreita entre credo e conduta. Quanto mais baixo o conceito de Deus, mais baixa a moralidade”, comenta William MacDonald.

Complementando, Albert Barnes declara: “Muitas vezes, a crença na inexistência de Deus tem como fundamento o desejo de levar uma vida perversa, ou então ela é adotada por aqueles que vivem desse modo com o objetivo de se manterem em sua depravação e evitarem o medo do castigo futuro”.

De certa forma, o Salmo 14 é um chamado à conversão e ao arrependimento daqueles que negam a existência de Deus. O desviar-se de Deus implica em afastar-se do caminho da sabedoria e dos princípios corretos de vida; por outro lado, o voltar-se para Deus – o Juiz do Universo –, significa viver a sabedoria e os princípios que promoverão a vida, inclusive a vida eterna!

Os que confiarem em Deus se alegrarão com o que receberão no final. Há vantagens, grandes recompensas em aderir à fé. As Sagradas Escrituras “são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus” (II Timóteo 3:15).

A sabedoria está além de nossa capacidade de compreensão, porém, tornou-se acessível pelo Deus que proveu a nós Sua revelação. Não precisamos permanecer na ignorância, a menos que queiramos...

O Salmo 14 mostra que Deus agirá, seria bom nos prepararmos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 19 de maio de 2023

DEUS PERDOA REPETIDAMENTE

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

19 de maio

DEUS PERDOA REPETIDAMENTE

Busquem o SENHOR enquanto Ele pode ser encontrado; invoquem-No enquanto Ele está perto. Que o ímpio abandone o seu mau caminho, e o homem mau, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico e perdoar. Isaías 55:6, 7

Nos anos posteriores à conquista de Canaã, os israelitas se deixaram influenciar pelos povos idólatras que permaneceram em seu território e pelas nações ao redor. Eles se misturaram em casamento e aceitaram os deuses pagãos, quebrando a aliança com o Senhor. Como resultado, Deus retirou Sua proteção, e eles foram oprimidos pelos povos vizinhos. Isso ocorreu por 300 anos e ficou conhecido como o período dos juízes – um dos mais sombrios da história de Israel. Talvez o título mais apropriado para esses juízes fosse o de libertadores, porque essa foi sua atividade mais destacada. Não eram juízes no sentido comum de nossos dias.

Nesse período, percebe-se um ciclo de eventos que se repetia continuamente e que está muito bem exposto no livro de Neemias: “Ainda assim foram desobedientes e se revoltaram contra Ti; viraram as costas à Tua lei e mataram os Teus profetas, que testemunhavam contra eles, para os fazerem voltar a Ti; e cometeram grandes blasfêmias. Por isso Tu os entregaste nas mãos dos seus inimigos, que os oprimiram. Mas no tempo da sua angústia, clamaram a Ti e dos Céus Tu os ouviste; e, segundo a Tua grande misericórdia, lhes deste libertadores que os salvaram das mãos dos que os oprimiam. Porém, quando se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de Ti, e Tu os abandonavas nas mãos dos seus inimigos, para que dominassem sobre eles. Mas, quando se converteram e clamaram a Ti, Tu os ouviste dos Céus e, segundo a Tua misericórdia, os livraste muitas vezes” (Ne 9:26-28).

As informações bíblicas sobre essa época destacam duas realidades: a grande desobediência e rebeldia do povo, e a grande misericórdia de Deus para com eles, perdoando-os e livrando-os continuamente. Isso foi escrito para nosso proveito. Se você pecou mais uma vez contra o Senhor e o tem feito repetidamente, não desista. Volte-se para Ele, pois Ele é grandioso em perdoar. Hoje, Ele ainda está perto.

https://youtu.be/JjUwywc5W_Y

Salmos 13 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 13
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 13 – Os salmos são experiências humanas expressas a Deus, divinamente inspiradas. São antigos sentimentos oriundos do frágil coração humano, traduzidos com maestria pelo Espírito Santo com objetivo de tocar profundamente nosso coração no presente e nos elevar para perto de Deus!

As experiências humanas precisam ser apresentadas perante Deus pelo fato delas não serem lineares, nem fáceis de lidar. Sua complexidade exige que busquemos a Deus. Observe que, no Salmo 13, o texto sagrado expressa dúvidas e questionamentos a Deus, evidenciando a tensão entre uma experiência pessoal de angústia e a confiança em Deus.

O Salmo 13 é um exemplo do clamor dos fieis que buscam a Deus em meio às intensas lutas e adversidades da existência neste mundo cercado pelo poder do mal nos assolando o tempo todo. Sendo divinamente inspirados, os Salmos não são meramente simples expressões humanas; o objetivo deles quando foram inspirados por Deus é nos alcançar exatamente onde estamos e nos elevar para bem perto dEle.

Note no Salmo 13 que a dor, a angústia e a aflição da alma podem nos levar ao ponto de questionar a presença de Deus em nossas experiências. Contudo, somos conduzidos a lembrar da importância de confiar em Deus, apesar das circunstâncias adversas, e aguardar Sua resposta e intervenção com confiante perseverança.

As palavras em análise mostram que é possível um fiel expressar de forma honesta a vulnerabilidade de um coração que se sente abandonado e esquecido por Deus (Salmo 13:1-2). Entretanto, revela também que através da fé é possível confiar em Deus em quaisquer circunstâncias (Salmo 13:3-5), independente dos nossos sentimentos – Jó é um poderoso exemplo disso!

Refletindo intensamente nas palavras deste Salmo encontramos conforto e encorajamento ao saber que não estamos sozinhos em nossos dilemas emocionais; então, com o salmista, somos inspirados a buscar a Deus com sinceridade e confiança!

Podemos expressar nossos mais absurdos pensamentos em oração a Deus sem medo de julgamentos e rejeição de Sua parte. O Salmo termina com um anseio de cantar a Deus pelo bem que Ele faz.

Desta forma, o Salmo 13 é um exemplo poderoso de como o bondoso e amoroso Deus usa diversos recursos a fim de conectar-Se com nossos sentimentos confusos e emoções mais profundas do nosso coração.

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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quinta-feira, 18 de maio de 2023

DEUS NO SEU TRABALHO

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

18 de maio

DEUS NO SEU TRABALHO

Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção. Se não é o Senhor que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda. Será inútil levantar cedo e dormir tarde, trabalhando arduamente por alimento. O Senhor concede o sono àqueles a quem Ele ama. Salmo 127:1, 2, NVI

A Bíblia recomenda o trabalho. Em suas páginas, não há nenhuma simpatia para com a indolência. Ela nos estimula a ser fervorosos, diligentes e esforçados (Ec 9:10) para ter o suficiente para nós mesmos e para ajudar os necessitados (Ef 4:28; 1Ts 4:11). O trabalho é necessário e honrado, é fonte de bênção e alegria. Mas deve ser realizado com inteira confiança em Deus, de modo que não haja demasiada preocupação por um lado nem atividade frenética e autossuficiente por outro. Ambos os extremos evidenciam falta de fé.

A Bíblia ensina que o trabalho é inútil sem a bênção de Deus. Como pode ser visto no texto de hoje, a expressão “será inútil” ocorre três vezes. Desse modo, embora possa ser importante construir, vigiar e trabalhar, sem a bênção de Deus, todas essas coisas são inúteis. Jerusalém era uma fortaleza. Contudo, de nada adiantou a vigilância de suas atalaias. Os babilônios a destruíram. Anos depois, os romanos fizeram o mesmo. Tudo que fora construído, guardado e bem vigiado veio abaixo porque haviam deixado Deus fora de sua vida.

Assim, todo o esforço que fazemos sem Deus é inútil, não tem proveito. Isso é verdade em relação à construção de uma casa e à segurança de uma cidade, mas também em relação a todo empreendimento humano. Em tudo, precisamos da bênção divina. O salmo destaca a inutilidade de uma vida que não leva Deus em conta. Apesar disso, Ele age por nós enquanto dormimos. Ele constrói, vigia, trabalha e faz tantas outras coisas em nosso favor. Deus é o guarda de Seus filhos. Ele não cochila nem dorme (Sl 121:4). Infelizmente, muitas vezes agimos como se Deus estivesse dormindo ou desinteressado.

Ao escrever esse salmo, o objetivo do autor é nos fazer ver em quem devemos confiar, esperar e de quem devemos depender. Hoje, não deixe Deus fora de seus empreendimentos. Faça sua parte. Trabalhe com afinco e faça seu melhor, mas peça a Ele que lhe dê sabedoria e o abençoe em tudo o que fizer.

Salmos 12 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 12
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 12 – Nossa sociedade está caracterizada pela falsidade, hipocrisia, corrupção e opressão generalizadas; entretanto, há uma voz que se eleva acima do caos e da confusão deste mundo sombrio, é a palavra de Deus expressa no Salmo em questão!

Vivendo ou sobrevivendo em uma sociedade perigosa, tomada pela incerteza e falsas promessas, precisamos urgentemente aprender a confiar na Palavra do Deus que não falha a fim de nos guiar e nos proteger, conforme atesta o Salmo em análise.

Três premissas principais podem ser facilmente extraídas do texto sagrado:

1. A degradação e terrível corrupção em que se encontra a humanidade e súplica pela intervenção divina (Salmo 12:1-4).
2. A confiabilidade da Palavra de Deus em meio à crueldade, falsidade, iniquidade e perversidade de uma sociedade pautada pelo pecado (Salmo 12:5-6).
3. O cuidado de Deus pelos diversos tipos de necessitados, aflitos e vulneráveis em meio ao perigo reinante em nosso Planeta (Salmo 12:7-8).

Se não fosse o cuidado de Deus, inimigos de toda sorte teriam arruinado mais do que já está nossa sociedade (Ester 7:1-10:3; Jó 1:6-2:10; 42:1-17). É por isso que precisamos de uma intervenção direta de Deus.

É isso que Davi está fazendo no Salmo 12. Como Davi, podemos lamentar pelo desaparecimento dos verdadeiros fieis e a escassez de pessoas realmente confiáveis/honestas. Podemos reconhecer a proliferação dos lábios enganosos e atitudes arrogantes dos inconversos que estão sempre expondo seus atos perversos contra inocentes.

A Bíblia e as promessas divinas foram dadas a nós porque precisamos delas. Carecemos de algo maior (a Bíblia) e de alguém maior (Deus) do que a maldade, crueldade e perversidade de nossa sociedade. O Salmo 12, que é a revelação de Deus, nos mostra que Deus está atento a todas as nossas dificuldades em meio à corrupção e ao caos da sociedade; então, apesar das adversidades, Ele está presente e ouve o clamor dos que se consagram a Ele.

Em algum momento, o Juiz do Universo intervirá e fará a justiça que ninguém tem capacidade de executar. Nossa segurança e proteção neste mundo impuro estão em apegar-se à Palavra de Deus, divinamente purificada. Sobre ela deve estar o alicerce de nossa vida (Provérbios 30:5; Mateus 7:24-27).

Sejamos honestos, fieis e consagrados a Deus; reavivemo-nos confiando em Sua Palavra! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 17 de maio de 2023

DEUS FAZ TUDO PARA O BEM

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

17 de maio

DEUS FAZ TUDO PARA O BEM

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito. Romanos 8:28

O Talmude, livro importantíssimo para os judeus, cita um rabino chamado Aquiba como um modelo de homem de fé. Ele também aparece nas lendas do povo de Deus. Aquiba acreditava piamente na verdade apresentada no texto de hoje. Por isso, sempre aceitava com paciência as desgraças que lhe ocorriam, crendo que Deus estava no controle. Sabia que, no fim, tudo contribuiria para seu bem e sua salvação.

Certa vez, enquanto viajava por outro país, montado em um jumentinho, levava consigo poucos pertences, entre eles, um galo. Estava anoitecendo, e ele ainda não sabia onde passaria a noite. Então viu um pequeno povoado. Dirigindo-se para lá, tentou encontrar lugar para dormir. Falou com várias pessoas, mas ninguém quis abrigá-lo. Confiante em Deus, não ficou abalado. Pensou: “Paciência! Deus faz tudo para o bem.”

Vendo um bosque à distância, foi passar a noite lá. Como escurecia, acendeu uma candeia. Mas, com uma rajada de vento, a luz se apagou. Ele pensou: “Paciência! Deus faz tudo para o bem.” Algum tempo depois, em meio às trevas, levou um grande susto. Ouviu um terrível rugido e o barulho de uma luta. Um leão acabara de devorar seu jumentinho. Mais uma vez, Aquiba pensou: “Paciência! Deus faz tudo para o bem.” Não muito depois, escutou outros sons, e logo seu galo sumiu. Algum bicho o devorou. Ele pensou: “Que noite!” Porém, conforme sua fé, disse para si mesmo: “Deus faz tudo para o bem.”

Assim que amanheceu, Aquiba foi ao mesmo povoado que lhe negara abrigo para ver se conseguia algumas coisas necessárias para continuar sua viagem. Para sua surpresa, o lugar estava destruído. Havia pessoas feridas e outras mortas. Então ficou sabendo que um bando de ladrões havia atacado o lugar.

Aquiba, então, exclamou: “Deus misericordioso! Se eles tivessem me dado abrigo, agora eu estaria morto ou ferido. Se o vento não tivesse apagado minha candeia e se meus animais não tivessem sido mortos, o zurrar do burro, o cantar do galo e a luz da candeia poderiam ter atraído a atenção dos ladrões e revelado minha presença no bosque. Tenho razão em pensar: ‘Deus faz tudo para o bem.’”

Pode ser que você esteja tentando entender o motivo das angústias e privações que está enfrentando. Deposite sua confiança em Deus, Ele faz tudo para o seu bem!

https://mais.cpb.com.br/meditacao/deus-faz-tudo-para-o-bem/
https://youtu.be/90jVEaTrmeE

Salmos 11 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 11
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 11 – Os salmos não contêm mensagens rasas e superficiais. Ao contrário, possuem grandes temas teológicos, profundos e relevantes. Basta saber estudá-los!

Após ler e reler o Salmo em pauta, considere estes 10 temas encontrados nele:

1. Confiança em Deus: Se Deus é refúgio numa sociedade corrupta, fugir dEle é loucura.

2. Justiça divina: Deus fará a coisa certa, mesmo quando todos os fundamentos ruírem.

3. Adversidade: A adversidade é um meio de buscar auxílio divino, assim nasceu o Salmo 11.

4. Justos e ímpios: Há diferença no estilo de vida entre os justos e os ímpios; os ímpios possuem intenções maliciosas que conspiram contra os justos; enquanto os justos são pacíficos por confiarem em Deus em tempos difíceis.

5. Santidade de Deus: Deus é transcendente e Sua justiça transcende as circunstâncias complexas deste mundo. Ele não compactua com a maldade.

6. A natureza do mal: Quem opta pelo mal desenvolverá seu prazer pelo que é errado ao ponto de conspirar para prejudicar vulneráveis, frágeis e inocentes.

7. A tentação de fugir: Conselhos falhos de pessoas que vem os sofredores sugerem evitar o conflito e a adversidade em vez de enfrentá-las pautados nos princípios divinos. Ceder é mais fácil que resistir, contudo os resultados não compensam; é melhor apegar-se a Deus, custe o que custar!

8. A soberania de Deus: Deus está no controle de todas as coisas, Seu trono está nos céus, não na Terra, como os tronos corruptos dos pecadores soberbos, orgulhosos e arrogantes.

9. O destino dos ímpios: O ódio de Deus contra a violência punirá aos que se apropriam dela para promover sofrimento no mundo. A justiça divina é a garantia de que a maldade não será eterna, não prevalecerá no dia do juízo final.

10. A natureza da fé: A fé que coloca sua confiança em Deus independe das circunstâncias favoráveis, pois depende da compreensão profunda de Quem é Deus e como Ele age. Tal fé no alvo certo é a chave para enfrentar as tentações de desespero e desânimo frente ás dificuldades da vida.

“O Senhor é justo e ama a justiça; os retos verão a Sua face”. Assim encerram as sagradas palavras do Salmo, as quais devem levar-nos ao reavivamento intenso neste mundo perverso tomado pelo sofrimento! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 16 de maio de 2023

DEUS FALOU DE MUITAS MANEIRAS

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

16 de maio

DEUS FALOU DE MUITAS MANEIRAS

Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas. Hebreus 1:1

Quando Deus age, Ele pode usar meios sobrenaturais ou naturais. Ele é Senhor de ambos. Assim, quando decide curar um enfermo, Ele pode fazer um milagre, algo sobrenatural, mas pode fazê-lo por meios naturais, usando os serviços médicos disponíveis.

Algo semelhante ocorre com as revelações presentes na Bíblia. Na época em que foram escritas, elas nem sempre vinham por meio de sonhos ou visões, embora esse pareça ser o método mais utilizado por Deus (Nm 12:5, 6). Algumas informações chegaram aos escritores bíblicos por outras fontes. Conforme Números 12:5 a 8, Moisés, o homem que individualmente mais escreveu páginas da Bíblia, não recebeu as informações por sonho ou visão, mas diretamente de Deus. Ele ouvia Sua voz. Muito do que Mateus e João relataram em seus evangelhos também foi testemunhado por eles. Quando aconteceu, eles estavam lá. Eles viram e ouviram (1Jo 1:1, 3).

Também há o caso de Lucas. Ele não foi discípulo de Jesus nem O conheceu. Lucas se converteu ao cristianismo durante uma das viagens missionárias de Paulo. Isso ocorreu muitos anos depois de Cristo ter retornado aos Céus. No evangelho que escreveu, há certas informações que não estão relatadas em nenhum outro lugar da Bíblia. Como exemplo temos as parábolas do bom samaritano e a do filho pródigo e o relato da conversão de um dos ladrões crucificados ao lado de Cristo. Nem mesmo Mateus e João, discípulos de Jesus, anotaram essas informações em seus evangelhos.

Podemos, então, perguntar: Como Lucas ficou sabendo dessas coisas? Na introdução de seu evangelho, ele declara ter realizado uma pesquisa, uma “cuidadosa investigação”. Ele entrevistou pessoas que haviam convivido com Jesus e leu aquilo que fora escrito (Lc 1:1-4). Em meio a tantas informações sobre Cristo, orais e escritas, verdadeiras e falsas, que circulavam em seus dias, ele foi capacitado pelo Espírito de Deus com graça e sabedoria para selecionar apenas aquelas que eram verdadeiras e relevantes. Este é o segredo da Bíblia: em todos os casos, o Espírito Santo supervisionou os escritores.

Portanto, Deus falou de “muitas maneiras”, e os conteúdos foram registrados de modo fidedigno. Deus fala. Você está escutando?
https://youtu.be/cDxz553HpWA

Salmos 10 Comentário:

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 10
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 10 – O sofrimento incomoda muita gente! A impaciência com a paciência de Deus diante das injustiças perturba muitas mentes pensantes. A demora de Deus agir leva os fieis a certos questionamentos ao verem a opressão dos maus afligindo os necessitados e fracos da sociedade, exigindo respostas divinas!

O Salmo 10 é um lamento individual que expressa o sofrimento de um fiel que clama por justiça e proteção divina diante da opressão dos malvados. Ele inicia com duas perguntas: “Senhor, por que estás longe? Por que te escondes em tempo de angústia?” que expressam a sensação de abandono e falta de resposta imediata por parte de Deus diante das aflições vividas pelo salmista.

• Até o versículo 11, lamenta-se a aparente ausência de Deus diante da opressão causada pelos perversos. Nestes versículos, descreve-se a arrogância e a violência dos ímpios, que se aproveitam dos pobres e indefesos.

• Na segunda parte do poema inspirado, clama-se por justiça e proteção para os oprimidos. Pede-se a Deus para levantar-Se em defesa dos indefesos e que proteja os vulneráveis da maldade da sociedade.

• Na última parte, envolvendo os versículos 16-18, Davi expressa sua confiança na justiça divina, e crê na intervenção divina em prol dos afligidos pela crueldade do mal. Ao encerrar o Salmo, ele faz eco ao Salmo 2, afirmando que Deus reina para sempre, e por isso a esperança dos oprimidos não será frustrada.

A injustiça, a opressão e a aflição atravessa toda a história. Em Apocalipse 6:9-11, os mártires assassinados por causa da Palavra de Deus clamam por justiça e questionam por que Deus ainda não agiu em favor deles, como clamou o sangue de Abel após ser martirizado por seu irmão Caim (Gênesis 4:10).

A certeza no encerramento do Salmo 10, que diz: “Tu, Senhor, ouves a súplica dos necessitados; tu os reanimas e atendes ao seu clamor. Defendes o órfão e o oprimido, a fim de que o homem, que é pó, já não cause terror” é a esperança dos mártires do cristianismo em Apocalipse 6:11.

Os questionamentos do salmista e dos mártires não expressam dúvidas, mas fé confiante no juízo e redenção escatológicos quando haverá intervenção divina para prover salvação aos injustiçados e oprimidos. Tal expectativa reanima o povo de Deus!

Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 15 de maio de 2023

DEUS É POR NÓS

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

15 de maio
DEUS É POR NÓS

Se Deus é por nós, quem será contra nós? Romanos 8:31

Um homem segue a pé, sozinho, por uma estrada. Repentinamente malfeitores o cercam, e ele percebe que não conseguirá escapar. Então, é roubado, espancado, ferido e deixado semimorto, sozinho, sem dinheiro e sem roupas. Não conseguia caminhar. Não conseguia nem se levantar. Não podia fazer nada por si mesmo. Precisava de alguém que ficasse a seu lado e o ajudasse, que tratasse suas feridas, que lhe arrumasse o que vestir e o que comer e que o conduzisse a um lugar seguro.

Depois de algum tempo, ele ouve os passos de alguém, que acabou não chegando perto o suficiente para se interessar por ele. Mais tarde, outro passa e também se desvia.

Finalmente alguém se aproxima e o toca. Enquanto profere palavras de ânimo, conforto e esperança, limpa suas feridas. Depois, coloca-o sobre seu animal, leva-o a um lugar seguro e acolhedor e cuida dele (Lc 10:30-37). Como você já percebeu, essa é a parábola do bom samaritano. As coisas que o samaritano fez demonstraram que ele estava ao lado do que fora ferido.

Como o homem ferido, nós também estamos em uma jornada nesta vida. Isso ocorre em meio ao grande conflito entre o bem e o mal. Mas na Palavra de Deus, em Romanos 8, fica claro que Ele, por meio de Seus feitos, está do nosso lado: “Que diremos, então, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (v. 31). Que coisas são essas que evidenciam claramente que Deus está agindo em nosso favor? São basicamente duas, mencionadas nos versos anteriores. A primeira é que Deus enviou “Seu próprio Filho” (v. 3). Olhando para nossa miséria e necessidade, Deus, em Sua compaixão, enviou Seu amado Filho para que Se tornasse um de nós. Depois de viver uma vida perfeita, Ele morreu, ressuscitou e hoje intercede por nós (v. 34). Que preciosa dádiva!

Outro feito divino que evidencia que Deus está intensamente interessado em nossa eterna felicidade é a dádiva de Seu Espírito que habita em nós (v. 11), o qual está a postos para nos guiar (v. 14) e nos ajudar em meio às nossas fraquezas (v. 26). Portanto, hoje, lembre-se de que o Deus trino trabalha a seu favor.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/deus-e-por-nos/
https://youtu.be/p2bB9B4wEro

Salmos 9 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 9
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 9 – Neste texto, o autor destaca a justiça divina sobre a injustiça humana. A justiça divina merece confiança, pois é perfeita, não corrupta; é exata, não falha; é absoluta, não parcial. Considere:

• Inimigos de Deus e de Seu povo serão derrotados. Como Juiz, Deus repreende nações, destrói ímpios, e, apaga seus nomes. Esse julgamento implica em proteção e libertação ao Seu povo que sofre opressão (Salmo 9:1-6).
• Deus não é transitório, Ele permanece para sempre. Isso indica a constância do Seu trono como um Juiz fiel por ter vida eterna e estar sempre presente em todos os casos (Salmo 9:7, 12).
• Injustiças terão julgamento justo. Deus julga o mundo com justiça, retidão e equidade. Ele não Se apropria da parcialidade em relação a nenhum dos povos do mundo (Salmo 9:8).
• Os oprimidos são alvos da intervenção divina. Vulneráveis podem contar com a justiça de Deus, pois Ele não Se esquece do clamor dos aflitos nem despreza a esperança dos pobres. Como justo Juiz, Deus defende aos fracos e necessitados (Salmo 9:9-10, 12).
• Haverá livramento para aqueles que deixarem seus casos com Deus. Os que confiam nEle não são esquecidos, são protegidos; Deus é refúgio seguro aos oprimidos e julgará os casos confiados e colocados em Suas mãos (Salmo 9:9-10).
• A justiça no atendimento às orações é parte das ações divinas. Deus responde orações, mas as respostas passam pelo crivo de Sua justiça. Deus requererá o sangue dos que afligiram aos suplicantes por Sua intervenção sobrenatural (Salmo 9:11-14).
• Planos malignos serão destruídos. Deus frustra os planos de inimigos e faz com que suas tramas retornem contra eles mesmos. Deus desfaz as maquinações dos maus para proteger os justos (Salmo 9:15-16).
• O julgamento divino das nações será justo pautado sobre a equidade. Os que se desviam da prática do bem sofrerão inevitavelmente as consequências resultantes da prática do mal (Salmo 9:17-20).

Quando entendemos isso, tomaremos decisões importantes: Os temas teológicos destacado neste Salmo (adoração e louvor pelo juízo divino, proteção divina, retribuição divina, soberania divina) são complementares aos temas dos Salmos 1 e 2, que enfatizam a importância de seguir o caminho da justiça e da sabedoria e de submeter-se à soberania de Deus sobre as nações!

Confiemos na justiça e sabedoria divinas para reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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domingo, 14 de maio de 2023

O PODER DE UMA MÃE

 O  PODER DE UMA MÃE

Meu filho, ouça o ensino de seu pai e não despreze a instrução de sua mãe. Provérbios 1:8

Provérbios é um livro de sabedoria prática. Ele ensina como podemos ser bem-sucedidos em nossos relacionamentos e ajuda a tomar decisões acertadas no dia a dia. Depois de o autor se apresentar, apontar o propósito da obra, mencionar o público-alvo e destacar o tema principal, a primeira orientação que dá para alguém que quer ser sábio é aquela que está no verso de hoje.

Ellen G. White, referindo-se à educação que Moisés recebera de sua mãe, escreveu: “Toda a vida futura de Moisés e a grande missão que ele cumpriu como chefe de Israel atestam a importância da obra de uma mãe cristã. Não há outro trabalho que possa se igualar a esse. Em grande medida, a mãe tem nas mãos o destino de seus filhos. […] Está lançando sementes que brotarão e frutificarão, para o bem ou para o mal. […] As impressões produzidas na mente em desenvolvimento, durante esse período, permanecerão por toda a vida” (Patriarcas e Profetas, p. 208 [244]). Moisés foi um dos mais destacados personagens da história mundial, e tudo quanto realizou realça o poder de uma mãe que cumpre sua missão sagrada e educa bem os seus filhos.

Outra mãe cristã que se destacou foi Nancy Hanks. Ela se casou com um lenhador e, em 1809, deu à luz um bebê a quem apelidaram de “Abe”. Quando ele era um garotinho, ela lhe contou histórias inspiradoras, acendeu em seu coração a paixão por conhecimento e o motivou a se tornar um homem honesto e trabalhador. Infelizmente, ela faleceu quando Abe tinha apenas dez anos. Mas ele jamais se esqueceu do amor e dos ensinos da mãe.

Abe acreditava em um Deus que dirige o Universo e O buscava sempre. Em sua trajetória de vida, encontrou dificuldades de todo tipo e as venceu uma a uma, até que chegou o dia em que se tornou presidente dos Estados Unidos. Certa ocasião, estando nessa posição, Abraham Lincoln – esse era o seu nome – afirmou: “Tudo que sou e tudo que espero ser, eu devo a este anjo divino – minha mãe” (J. Luciano Lopes, Abrahão Lincoln [Rio de Janeiro: Papelaria Muniz, 1931], p. 218).

Que todas as mães tenham hoje um dia muito abençoado e usem suas habilidades para ajudar seus filhos a atingir o alvo que Deus propôs para eles!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

14 de maio
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-poder-de-uma-mae/
https://youtu.be/dhyutieAraE

Salmos 8 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Salmos 8
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SALMO 8 – Podemos analisar o Salmo de diversos ângulos. Quero te convidar a considerá-lo da perspectiva do salmista, e então extrair lições práticas para a vida!

Do ponto de vista do salmista, quem é observador da grandiosidade da natureza e reflete sobre ela pautando-se nas informações inspiradas sobre sua origem, verá que sua grandeza reflete a grandeza de Quem a criou, e sua beleza aponta à beleza de seu Criador. A partir de tal contemplação direcionada pela revelação, o pensador chega a conclusões maravilhosas.

A contemplação da natureza do ponto de vista bíblico ajuda-nos a perceber a conexão entre Deus e Sua criação, além de trazer uma série de benefícios à nossa vida espiritual e emocional:

• Podemos entender nossa posição como seres humanos diante de Deus e da criação. Ao contemplarmos a grandiosidade do espaço sideral, podemos nos sentir pequenos e insignificantes; contudo, ao mesmo tempo perceberemos a mão de Deus em cada detalhe e reconheceremos nossa posição singular como imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:1-2:25).
• Podemos desenvolver uma atitude de gratidão e de louvor ao Soberano Criador. Como o salmista, ao observarmos a beleza e a complexidade da criação divina, sentiremos profunda admiração e sensação de maravilha diante de Deus e Sua obra, o que resultará em atitudes de louvor, gratidão e adoração por tudo o que Ele criou e por nos permitir existir para contemplar Seus feitos.
• Podemos compreender nossa responsabilidade de ser bons mordomos daquilo que Deus nos confiou, e cuidar de Sua obra de forma responsável e sustentável. A autoridade (domínio) concedida por Deus sobre a natureza não é para explorá-la, mas para preservá-la. A função de Adão era cultivar e guardar, não destruir a natureza!
• Podemos encontrar paz e descanso em Deus, pois meditaremos em Sua grandeza e sabedoria em criar um universo inteiro. Assim, sentiremos uma profunda sensação de paz e de confiança em Deus, as quais nos auxiliarão a enfrentar os gigantescos desafios da vida com perspectiva saudável e equilibrada, cientes que Deus está no controle de tudo (Mateus 6:25-34).

O Salmo 8 fornece a chave para a correta compreensão da natureza; portanto, corretamente interpretadas, a Bíblia e a ciência andam juntas, de mãos dadas!

Precisamos apreciar a natureza para ajudar em nossa busca por reavivamento! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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O poder da informação

  Devocional Diário O poder da informação Que eles deem graças ao Senhor por Sua bondade e por Suas maravilhas para com os filhos dos homens...