quarta-feira, 17 de abril de 2024

Beleza interior

 Devocional Diário

Beleza interior

Quão grande é a Sua bondade! E quão grande é a Sua formosura! Zacarias 9:17


A estética é muito importante em nosso mundo, pois ela define coisas e pessoas. Um sociólogo afirmou que a forma com que as mensagens são apresentadas é tão importante quanto o conteúdo delas. Tudo precisa ter um design. Steve Jobs entendeu isso muito bem, e o mundo se encheu de iMacs, iPhones e iPads. O que é novo geralmente deve ser belo e leve. Nossa sociedade é obcecada pela beleza das coisas e das pessoas. Todos são incentivados a parecer jovens. Vemos pessoas mais velhas “esticando” as rugas e se enchendo de botox para parecerem mais jovens do que são. São pessoas que buscam a formosura da pele, esquecendo-se da beleza da alma.

Deus gosta da beleza e, no princípio, fez tudo belo (no livro do Gênesis, a palavra utilizada para “bom” também pode significar “belo” e, curiosamente, “útil”). A procura pela excelência na estética é positiva – desde que a superfície reflita o interior. Às vezes observo cristãos que, por seu aspecto, não parecem ser quem dizem ser. Não me refiro a usos e costumes, mas ao tipo de mensagem que estão comunicando. Jesus, em Mateus 12:34, afirma que tudo aquilo que há em nosso interior se exterioriza no final. Nossas palavras, nosso olhar, nossos gestos e até nossa maneira de vestir estão carregados de informação. Refletimos o que somos.

Zacarias afirma que Deus não é somente “bom”, Ele é também “formoso”. Há tanto de bom no Senhor, tanta generosidade em Seu ser que, de onde quer que você O olhe, verá que Ele é de uma beleza espetacular. Seu exterior reflete a enormidade do Seu interior. Deus possui uma beleza de imenso valor.

Proponho que, assim como Jesus nos aconselhou, você se encha de tantas coisas positivas (respeito, gentileza, generosidade, simpatia, pureza, etc.) que elas transbordem para fora de você. Se você se encher de conteúdo, deixará de ser superficial e não viverá sob os ditames da moda e das futilidades exteriores. Não há rosto mais bonito do que o de uma pessoa boa. Nem o Photoshop consegue algo assim.

Portanto, não invista seus recursos apenas na beleza exterior, mas, acima de tudo, em formar um caráter semelhante à Fonte de toda beleza, um caráter para a eternidade.

Vislumbres da eternidade
17 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/beleza-interior-2/
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Ezequiel 23 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 23
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 23 – As séries de visões e mensagens proféticas de Ezequiel não apenas retratam a realidade histórica de seu tempo; elas também carregam significados teológicos profundos para todos os tempos.

Na seção, o profeta concentra-se em quatro acontecimentos primordiais que têm implicações teológicas significativas para a compreensão do plano de Deus e do Seu relacionamento com Seu povo; os quais são:

• O triste fim da cidade de Jerusalém (Ezequiel 22:1-31). A cidade que deveria ser um lugar santo e um reflexo da presença da verdadeira divindade, tornou-se centro de iniquidade. A corrupção e a injustiça corroeram o povo de Jerusalém – cidade que chegava ao seu fim. A queda de Jerusalém revela-nos a importância da integridade moral e espiritual. Deus é santo e justo, por isso não tolera o pecado. Como Seu povo hoje, somos chamados a viver de forma justa e fiel, refletindo a santidade divina em nossa vida.

• O lamentável fim do Reino de Judá (Ezequiel 23:1-49). Utilizando-se da metáfora de duas irmãs infiéis, Oolá e Oolibá, para descrever a infidelidade de Israel e Judá, o profeta aborda o adultério espiritual – alianças com nações pagãs e adoração a ídolos – como razões para o fim da nação judaica. Este relato sagrado mostra-nos que Deus deseja um relacionamento de amor e compromisso sério conosco, e, a infidelidade espiritual tem consequências mais graves que a infidelidade conjugal.

• O fim de uma ilusão (Ezequiel 24:1-14). Através de uma panela fervente ilustrando a iminente destruição de Jerusalém, o profeta revela a ilusão da segurança e prosperidade que seriam dissipadas com o juízo divino.

• O fim do casamento do profeta (Ezequiel 24:15-27). A interrupção do casamento de Ezequiel devido à morte de sua esposa revela-nos que mesmo pelas consequências da infidelidade de Seu povo, Deus continua nos amando, ansiando que O reconheçamos como Senhor.

Considerando ainda Ezequiel 23, destacamos que:

A história das duas irmãs adúlteras lembra-nos da importância de mantermos nossa íntima relação com Deus de forma íntegra, e, evitar sermos seduzidos por tentações e influências que nos afastam dos Seus maravilhosos caminhos retos.

A lealdade e a integridade são fundamentais para construir relacionamentos saudáveis e duradouros, tanto sociais quanto espirituais.

Devemos priorizar a Deus em nossa existência e fugir de qualquer forma de idolatria e desobediência...

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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terça-feira, 16 de abril de 2024

Slow food

 Devocional Diário

Slow food

Jacó deu a Esaú pão e o ensopado de lentilhas; ele comeu e bebeu, levantou-se e saiu. Gênesis 25:34

Esaú era um homem impaciente. Era o tipo de pessoa que adorava “hambúrgueres”. Ele era um homem de ação, e tudo com ele era “para já”. Tinha sido um longo dia, e Esaú queria comer. A única coisa que havia “para já” era um guisado avermelhado que seu irmão tinha preparado. A primogenitura era um preço demasiado alto para um guisado avermelhado, mas esse era o preço do “para já”, e Esaú não pensou muito no que estava perdendo. Já vimos isso muitas vezes: alguém encomenda uma porção imensa de carboidratos, um copo enorme de refrigerante e um sorvete superaçucarado. Senta-se para comer e nem chega a refletir na forma como aquilo prejudica seu corpo.

Foi na região italiana do Piemonte que se inventou a slow food (comida lenta), uma tendência de fazer as coisas no tempo que elas requerem. O logotipo dessa tendência gastronômica é um caracol, o que não deixa de ser divertido. No Piemonte, os campos, os produtos e as pessoas são um convite para o modo “a seu tempo”.

Não somos chamados para viver o tipo de vida “para já”, pois tudo tem o seu momento. Assim declarou o sábio Salomão. Por isso, proponho esta tradução de Eclesiastes 3:2 a 11. Leia pausadamente, como se a saboreasse: “Um momento para nascer e outro para morrer. Um momento para plantar e outro para arrancar. Um momento para matar e outro para curar. Um momento para destruir e outro para construir. Um momento para chorar e outro para rir. Um momento para prantear e outro para dançar. Um momento para espalhar pedras e outro para ajuntar pedras. Um momento para abraçar e outro para não abraçar. Um momento para procurar e outro para perder. Um momento para economizar e outro para doar. Um momento para rasgar e outro para costurar. Um momento para falar e outro para calar. Um momento para amar e outro para odiar. Um momento de guerra e outro de paz. Que proveito tem o trabalhador em ficar obcecado? Tenho visto a atividade que Deus tem dado ao ser humano para que se dedique a ela. Ele fez tudo bem bonito e no seu devido tempo.”

Você tem tomado tempo para degustar a Palavra de Deus? Tire o pé do acelerador e aprenda a contemplar com calma as maravilhas do Eterno. Isso fará bem ao seu corpo e à sua mente. 

Vislumbres da eternidade
16 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/slow-food/

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Ezequiel 22 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 22
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 22 – Deus fica indignado. Sua ira se ascende contra a iniquidade desenfreada de Seu povo. Sua presença é fogo consumidor para o pecador que não reconhece sua condição para receber Seu perdão. O capítulo em questão leva-nos à profundas reflexões:

• A cidade de Jerusalém é condenada e tem seus pecados revelados, os quais incluem derramamento de sangue, idolatria e injustiça; por isso, seria envergonhada entre as nações (Ezequiel 22:1-5, 23-24).

• Os líderes e profetas de Israel são condenados por explorar e oprimir o povo, negligenciando seus deveres. Eles são culpados de falsidade, por proclamarem visões falsas e enganosas e transgredirem os mandamentos de Deus (Ezequiel 22:6-12, 25-28).

• O povo é culpado como os liderados por explorar os necessitados (opressão a pobres e estrangeiros), por terem se afastado de Deus, tornando-se impuros e contaminados espiritualmente (Ezequiel 22:13-16, 29).

• A cidade de Jerusalém é comparada a um forno em chamas, onde o povo é consumido pela ira divina devido à sua impureza e injustiça (Ezequiel 22:17-22).

• Deus procura por alguém que interceda por Jerusalém; como não encontra ninguém, ela sofrerá a devida punição (Ezequiel 22:30-31).

Ezequiel 22:16 merece nossa atenção, reflexão e aplicações considerando seu contexto. Ele aponta especificamente aos líderes religiosos que deveriam ser os guardiões da Lei Deus e da santidade do povo, mas falharam drasticamente em suas responsabilidades.

Líderes religiosos negligentes são repreendidos por Deus por sua hipocrisia e corrupção. Além disso, líderes que não fazem distinção entre o sagrado e o profano, o santo e o comum, o puro e o impuro, estão pervertidos. A falha em fazer tal distinção é considerada uma profanação da santidade de Deus e de Sua religião.

Um ponto que Deus sempre considerou e o povo sempre ignorou é a sacralidade do dia de sábado. Esconder os olhos do sábado significa negligenciar ou ignorar sua importância, e desprezar o Soberano Legislador.

A secularização e o materialismo têm feito líderes e liderados perderem a percepção das coisas sagradas. Os líderes devem possuir discernimento espiritual para distinguir entre o que é sagrado e o profano, orientando o povo a fazer o mesmo e a viver de acordo com os padrões divinos. Do contrário, serão todos combustíveis para o fogo do juízo!

Permitamos ser alertados por esse texto. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 15 de abril de 2024

Fruta nossa de cada dia

 Devocional Diário

Fruta nossa de cada dia

E o Senhor Deus ordenou ao homem: “De toda árvore do jardim você pode comer […].” Gênesis 2:16

A primeira vez que vi uma fruta-pão, fiquei impressionado. Para um europeu, ver frutas daquele tamanho não deixa de ser surpreendente. Não existe maçã, laranja ou qualquer fruta silvestre que adquira as dimensões da fruta-pão. Ao observarmos exemplares dessa fruta é impossível não voltarmos nossos pensamentos para as árvores do Éden. Se esse espécime é assim, como seriam aqueles? Que frutos aquelas árvores dariam? Como seriam os sabores? Imagino que, no Éden, algumas frutas fossem doces; outras, ácidas; outras, amargas e até mesmo salgadas. O Éden era uma imensa dispensa de frutas frescas, acessíveis e deliciosas.

Essa é a dieta para a qual fomos programados. Como nossas mesas mudaram! Os suflês, as tortas, os carpaccios, as lasanhas e os hambúrgueres afetam não somente nosso paladar como também nossa saúde. As frutas, por outro lado, deleitam e, mais do que isso, trazem vitalidade. Atualmente, qualquer nutricionista confirma a necessidade de ingerirmos porções de frutas todos os dias.

Em nossa vida espiritual, não é somente a prática da oração ou da leitura da Bíblia que são importantes, mas também a alimentação. Procuramos ser pessoas melhores nos comportando bem, falando de maneira adequada e vivendo na verdade. Esse caminho de melhorias também tem a ver com o que comemos, e é aí que as frutas nos ajudam a retornar, pouco a pouco, ao Éden. Não estou dizendo que nos tornemos frugívoros, mas que nossa consciência também associe o que é saudável à salvação. Atitudes saudáveis nos proporcionarão uma melhor recepção das coisas espirituais.

Ao morder uma maçã, uma fatia de melão ou, se tiver sorte, uma fruta-pão, pense em como eram o porte e a majestade das árvores edênicas. Transporte então seu pensamento para o futuro e dê rédeas soltas à imaginação. Pense no Céu; pense em como será na nova Terra. Mas não fique só na imaginação. Procure se alimentar melhor desde agora, para ter mente e corpo sãos para servir ao Senhor. Acima de tudo, nutra sua natureza espiritual por meio da comunhão com Deus.

A velha e conhecida receita é a melhor: oração, estudo da Bíblia e testemunho – eis o segredo de uma vida espiritual forte e plenamente saudável.

Vislumbres da eternidade
15 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/fruta-nossa-de-cada-dia/
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Ezequiel 21 Comentário:

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 21
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 21 – A maior desgraça para Israel/Judá é ver chegar o fim da dinastia de Davi, o rei da linhagem messiânica.

O juízo de Deus contra a idolatria, rebeldia e impenitência de Israel/Judá aconteceria mediante a poderosa espada do Império Babilônico. “Deus expressa a firme decisão de destruir Judá e Jerusalém com sua espada afiada. O suspiro de Ezequiel visa a advertir o povo acerca do terror do juízo divino que estava por vir. A espada da Babilônia estava preparada para a matança (v. 8-13) e satisfaria o furor de Jeová (v. 14-17)... O príncipe de Israel, descrito no versículo 25 como profano e perverso, é Zedequias. Seu governo seria derrubado, e ele seria o último rei a governar sobre o povo de Deus até a vinda do Messias, aquele a quem o reino pertence de direito”, observa William MacDonald.

Infelizmente, “não haveria mais nenhum rei da casa de Davi depois de Zedequias até a vinda de Cristo, Aquele a quem o reino pertence de direito, o descendente de Davi no qual a promessa se cumpre de modo pleno e a Quem o Senhor concede o poder”. Felizmente, “Ele ocupará o trono de seu pai, Davi (Lc 1:32)... No devido tempo, Se apropriará do Seu direito de governar: ‘A Ele darei’. Depois que todas as coisas forem transtornadas e toda a oposição for removida, receberá o que lhe é devido (Dn 2:45; 1Co 15:25)”. Certamente “esse fato é mencionado aqui para consolar quem temia que a promessa feita a Davi jamais se cumpriria. Deus declara que a promessa é certa, pois o reino do Messias permanecerá para sempre”, explica Matthew Henry.

Apesar do juízo e da destruição anunciados, há uma promessa subjacente de restauração, especialmente destacada na referência a Quem de fato pertence o Reino (Ezequiel 21:27), apontando para a continuidade da linhagem real de Davi através do Messias – descendente real de Judá.

Uma das mais importantes lições que Ezequiel 21 nos ensina é que Deus está no controle mesmo quando tudo parece conspirar contra essa ideia. Ele usa inclusive os eventos mais sombrios e aparentemente desordenados para cumprir Seus planos. Essa compreensão fortalece nossa fé, lembrando-nos que podemos confiar no governo divino, mesmo em meio às dificuldades e incertezas da vida! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 14 de abril de 2024

O poder da informação

 Devocional Diário

O poder da informação

Que eles deem graças ao Senhor por Sua bondade e por Suas maravilhas para com os filhos dos homens! Pois saciou a alma sedenta e encheu de bens a alma faminta. Salmo 107:8, 9


Ter informação é ter poder e autoridade. Um exemplo disso é Alexandre, o Grande. Quando ainda criança, ele foi instruído por Aristóteles. Com todo o conhecimento que obteve do filósofo, Alexandre conseguiu estender suas conquistas até a Índia. O conhecimento adquirido lhe deu o poder para destruir e a autoridade para impor seu controle. Por sua vez, Aristóteles se estabeleceu em Atenas e fundou seu Liceu, um centro com interesses pedagógicos, mas que o ajudou a estender sua influência e autoridade por todo o império.

O Salmo 107 nos apresenta uma função muito diferente da informação. O hino começa com uma expressão de louvor: “Deem graças ao Senhor, porque Ele é bom, e a Sua misericórdia dura para sempre.” Embora o cântico inteiro apresente a grandeza do poder e da autoridade do Senhor, ele destaca duas de Suas características mais notáveis: bondade e misericórdia. A cada verso, o salmista mostra exemplos de como Deus transforma a existência das pessoas tirando-as das adversidades e oferecendo-lhes uma vida melhor.

Não tenho encontrado muitos estudos em que a bondade e a misericórdia apareçam como competências. Ser bom e misericordioso nos coloca no terreno da assertividade, da colaboração e da melhora. Somos chamados a nos expressarmos com verdade e com afeto, e a fazer do ensino um instrumento para o crescimento do próximo. Também devemos potencializar a cooperação, visto que o bem não deveria ser uma aventura isolada, mas o esforço conjunto de pessoas de bem. Não há dúvida de que o objetivo é deixar este mundo muito melhor do que quando aqui chegamos. Não precisamos de grandes epopeias. Precisamos unir esforços. Como diria o poeta japonês Ryunosuke Satoro, “individualmente, somos uma gota; juntos, um oceano”.

Aprendemos e ensinamos a fim de que a bondade e a misericórdia tenham seu espaço adequado, para que as pessoas cresçam na graça de Deus e O conheçam.

Nesta era de tanta informação desencontrada, você já conduziu alguém ao verdadeiro conhecimento? Com quantas pessoas você tem compartilhado as informações que salvam? O evangelho transforma. Compartilhe-o. 

Vislumbres da eternidade
14 de abril
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Ezequiel 20 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 20
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 20 – Este capítulo é estruturado de forma a destacar a infidelidade do povo de Israel e a fidelidade de Deus, bem como o resultado de cada uma dessas atitudes:

• O capítulo inicia com o contexto histórico, indicando o tempo e o propósito da profecia (Ezequiel 20:1-3). Aqui, Deus chama Ezequiel para profetizar contra os anciãos de Israel e contra a rebelião deles.

• Uma grande seção é utilizada para recordar o passado, podendo ser dividida nas seguintes partes:

1. Deus relembra as ações passadas de Israel, desde o Egito até Canaã, enfatizando como eles foram persistentemente rebeldes e desobedientes (Ezequiel 20:4-17).
2. Depois, Deus destaca especificamente os pecados de idolatria do povo, especialmente relacionados à adoração de ídolos e à profanação do sábado (Ezequiel 20:18-26).
3. Finalmente, Deus também lembra como Ele planejava destruir Israel por causa de sua infidelidade, mas Ele relutou em fazê-lo completamente por causa de Seu nome, para não profaná-lo perante as nações (Ezequiel 20:27-29).

• Depois disso, o texto apresenta promessas de restauração. Após relembrar os pecados do povo, Deus promete restaurá-lo futuramente. Apesar de declarar que os exilará entre as nações, assegura que os reunirá na Terra Prometida novamente (Ezequiel 20:30-44). Fica evidente a ênfase da fidelidade de Deus, frente à infidelidade do povo.

• No final do capítulo é proferido um julgamento contra os líderes corruptos, especialmente contra aqueles que lideram o povo para a idolatria; evidenciando que o perdão e a restauração estão condicionados à verdadeira mudança e arrependimento do povo (Ezequiel 20:45-49).

Ao examinar atentamente Ezequiel 20, podemos extrair princípios missionários relevantes para a igreja contemporânea, que busca cumprir sua missão de proclamar o Evangelho e fazer discípulos num mundo em constante mudança.

A recorrência da infidelidade ao longo da história de Israel deve levar-nos a reconhecer a realidade do pecado e da falha humana. Todos nós precisamos abraçar a salvação oferecida por Cristo e oferecer esperança e perdão aos perdidos e desesperados.

A mesma fidelidade e obediência exigida de Israel quanto à missão, Deus espera da igreja contemporânea. A missão da igreja é comprometer-se com todos os princípios do Reino de Deus e refletir o evangelho de Cristo em todas as áreas da vida.

Deus anseia a redenção do mundo inteiro, sem exceção. Portanto, vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 13 de abril de 2024

Serendipidade

 Devocional Diário

Serendipidade

Se […] algum de vocês necessita de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá com generosidade e sem reprovações, e ela lhe será concedida. Tiago 1:5


Em um relato persa do século 18 intitulado “Os Três Príncipes de Serendip”, são narradas as aventuras de três irmãos príncipes, originários de Serendip (Sri Lanka), que resolviam problemas acidentalmente. É por essa razão que, quando nos deparamos com coisas boas e inesperadas, dizemos que houve uma “serendipidade”.

Para muitos, foi por acaso que um termômetro de mercúrio se quebrou na mão de Louis Daguerre e, graças a esse incidente, ele descobriu o que viria a ser a técnica da fotografia. Ou que Alexander Fleming abandonasse algumas plaquetas em seu laboratório e nelas crescesse o fungo da penicilina, que tem salvado tanta gente. O mesmo aconteceu com Colombo quando, a caminho da Índia, descobriu o que viria a se chamar de América.

Quantas vezes já buscamos a Bíblia com um objetivo e acabamos descobrindo algo totalmente diferente e enriquecedor? Seria uma obra do acaso? Creio que não. Acho que Deus clarifica nossa percepção do mundo e de suas realidades com essas pequenas “casualidades”. Por vezes, essa “serendipidade” nos propõe soluções para necessidades existenciais. Em outras, ela fica em nossa memória até que, em um dia qualquer, acabamos compreendendo Sua grandeza. Essas “serendipidades” ampliam nossa visão sobre a Bíblia e nos proporcionam um panorama muito mais amplo ao interpretarmos esse maravilhoso livro. Todas elas são o princípio da nossa construção como pessoa.

Afinal, a Bíblia existe para que compreendamos a realidade do Universo e nosso lugar nele. Só temos que pedir sabedoria a Deus, e Ele nos responderá, mesmo que a resposta não seja a que esperávamos. Mas o que importa se temos a solução a nosso alcance? Em muitas ocasiões, serão pequenos detalhes, mas lembre-se da frase de Georg Christoph Lichtenberg: “A tendência humana de considerar como importantes as pequenas coisas tem produzido muitas coisas grandes.”

Deus atua nos detalhes, portanto, preste atenção a eles. A atenção às pequenas coisas da vida pavimenta o caminho para grandes conquistas. Colecione “serendipidades” em sua trajetória e você compreenderá a grandeza da providência divina.

Vislumbres da eternidade
13 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/serendipidade/
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Ezequiel 19 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 19
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 19 – Grandes verdades levam-nos à profundas reflexões neste capítulo. “Aqui temos uma elegia na forma literária de uma lamentação (v. 14), que versa sobre o cativeiro do rei Jeoacaz (609 a.C.) e sobre o colapso da dinastia de Davi sob o reinado de Zedequias (586 a.C.)”, sintetiza John MacArthur.

O fim da casa de Davi com Zedequias marcou um ponto crucial na história do povo de Israel, um ponto de virada que reverberou por quase 2600 anos. A linhagem real de Davi, que foi estabelecida com promessas divinas de uma descendência duradoura e um reino eterno, chegou a um fim trágico e vergonhoso. Essa queda não foi apenas uma derrota política, mas também espiritual, pois representou a quebra da aliança entre Deus e Seu povo escolhido.

• A ausência de um rei da linhagem davídica por tantos séculos é uma lembrança vívida das consequências da desobediência e da rebelião contra Deus.

Quando o Messias finalmente veio, em Jesus Cristo, foi a realização das promessas feitas à linhagem de Davi. Ele era o herdeiro legítimo do trono de Davi, o Rei dos reis e Senhor dos senhores. No entanto, em vez de receberem e acolherem seu verdadeiro Rei, o povo de Deus O rejeitou. Eles escolheram seguir os caminhos do mundo e colocaram sua confiança em líderes terrenos, como César, em vez de se submeterem ao reino de Cristo (João 1:11).

• Essa triste ironia da história de Israel lembra-nos de uma importante lição espiritual: A importância de reconhecer e receber a liderança de Cristo.
• Assim como Israel teve que enfrentar consequências de rejeitar seu verdadeiro Rei, nós também lidamos com escolhas semelhantes em nossa vida diária.
• Podemos optar por seguir padrões mundanos, colocando nossa confiança em poderes terrenos e soluções temporárias, ou podemos escolher submetermo-nos ao senhorio de Cristo (Mateus 6:10).

Reconhecer a Jesus como Rei e Senhor de nossa existência vivendo em conformidade com os princípios de Seu Reino significa priorizar Seu reinado e Sua justiça, buscando adaptarmos como Seus súditos em obediência à Sua vontade em todas as áreas de nossa vida.

A história de Israel e sua rejeição do Reino divino convida-nos a uma profunda reflexão sobre nossas próprias escolhas e prioridades. Que os erros do passado sirvam para reavivarmo-nos no presente! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 12 de abril de 2024

 Devocional Diário

Big Big Data

Peço ao Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, que conceda a vocês espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento Dele. Efésios 1:17


Muitas empresas atualmente estão interessadas no chamado Big Data, uma ferramenta que lhes permite armazenar grandes quantidades de dados sobre seus usuários com a finalidade de prever o que seus clientes desejam e potencializar possíveis compras. Por exemplo, você sabia que, em função das transações feitas com cartões de crédito, é possível saber quais são os lugares e horários que estão tendo mais atividades turísticas?

No entanto, o Big Data não é 100% assertivo, uma vez que o ser humano é imprevisível. Em 2009, foi publicado um estudo no qual foram registrados os dados de certos pesquisadores na internet que estavam gripados. Parecia ser a solução para predizer onde e quando certas epidemias iriam aparecer. Nos cinco anos seguintes, os gastos com saúde dobraram, porque o Big Data se equivocou. Como eu disse, o ser humano é imprevisível. A complexidade da vida não pode ficar limitada a “zeros” e “uns”.
No entanto, existe Alguém em quem reside a totalidade do conhecimento – o verdadeiro e infalível conhecimento. Poderíamos dizer que Ele é o Big Big Data e que não Se equivoca em Suas predições. Milhares de anos de profecias confirmam isso (Os 12:10). Miríades de seres em todo o Universo assim afirmam (Ap 5:11). Paulo sugere que nos aproximemos Dele para compreender como as coisas realmente funcionam. Conhecendo-O, conhecemos o Universo. Compreendendo-O, compreendemos o ser humano. Amando-O, apreciamos tudo isso. Em Deus encontramos a sabedoria; só temos que pedir para que possamos participar desse conhecimento. Além disso, Deus Se agrada em compartilhar informações salvíficas, e essas sempre são de bom gosto.

Você sabia que os justos viverão em harmonia e paz por toda a eternidade? Sabia que aqueles que agora desfrutam da presença de Deus o farão para sempre? Sabia que Deus é tão amoroso que, por você, daria tudo? Na realidade, Ele já o fez. Imagine tudo o que você pode vir a conhecer ao se conectar com o Big Big Data universal. Ele é a fonte do conhecimento e da sabedoria. Aposte nas previsões que Ele faz; você verá que sua vida está em mãos seguras.

Vislumbres da eternidade
12 de abril
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Ezequiel 18 - comentários

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 18

Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 18 – Esse texto é abrangente e se aplica tanto a Israel, no passado, quanto à humanidade, no presente.

No passado, Ezequiel 18 significou um chamado à responsabilidade individual perante Deus. Israel havia caído numa mentalidade fatalista, onde culpava os pecados de seus pais por seu próprio sofrimento. O profeta, então, proclamou que cada indivíduo é responsável por suas próprias ações diante de Deus e que não é sensato culpar os pecados dos antepassados por sua condição espiritual. Ezequiel desafiava a ideia de que a punição de Deus era injusta ou arbitrária, mostrando que Ele julga cada pessoa com base nas próprias obras.

Atualmente, Ezequiel 18 continua sendo relevante a todos nós, pois lembra-nos da importância da responsabilidade individual em nossa relação com o Criador. Não podemos culpar nossos pais, nossa cultura ou qualquer outra coisa por nossas próprias escolhas e ações diante do Soberano do Universo. Cada um de nós é chamado a arrepender-se individualmente de nossos pecados e a buscar a justiça de Deus em nossa vida pessoal. Também nos lembra que Deus é justo e misericordioso, disposto a perdoar aquele que genuinamente se arrepende.

Em Ezequiel 18:4, 20 o termo “alma” não se refere à concepção tradicional de uma entidade separada do corpo. Em vez disso, o termo “nephesh” (no hebraico) refere-se a uma pessoa viva – indivíduo. Quando Ezequiel fala sobre a alma que peca e morre, está enfatizando que uma pessoa que peca está sujeita à morte causada pela separação de Deus que é a fonte da vida. Biblicamente, a “alma” não é imortal, e nem impecável; é o indivíduo sujeito às consequências de suas ações diante de Deus.

Embora o capítulo enfatize a responsabilidade individual e as consequências do pecado, ele também oferece esperança através do arrependimento e da restauração. Deus não deseja a morte do ímpio, mas que ele se arrependa e viva (Ezequiel 18:23, 32). Desta forma, o evangelho está presente em Ezequiel 18.

• Ezequiel 18 esclarece que Deus não tem prazer em nos condenar e punir; Seu propósito é salvar-nos.
• Revela também que cada um de nós é responsável por nossas ações, e que “alma” é o indivíduo como um todo que sofre as consequências do pecado ou os benefícios do evangelho!

Devemos reavivarmo-nos no evangelho! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 11 de abril de 2024

Engenharia invertida

 Devocional Diário

Engenharia invertida

Irmãos, devemos sempre dar graças a Deus por vocês, como convém, pois a fé que vocês têm cresce cada vez mais, e o amor que todos vocês têm uns pelos outros vai aumentando. 2 Tessalonicenses 1:3

Tenho um amigo engenheiro que é especialista em todo tipo de motores e máquinas, podendo desmontá-las e montá-las com admirável precisão. O mais surpreendente é que ele pode desmontar uma máquina nova nunca vista antes, analisar cada peça e compreender cada detalhe do seu funcionamento. E mais: a partir desse conhecimento, ele pode construir uma máquina que funciona muito melhor do que a original. Dizemos que ele tem o dom da engenharia invertida – ele precisa desmontar para compreender.

Aplicando esse conceito à minha igreja, meu sonho é que ela tivesse mais fé e amor entre os irmãos. No entanto, devido a muitos preconceitos, temos muito que melhorar. É aqui que entra a engenharia invertida. Pense em alguém difícil de se relacionar e tente se lembrar dos momentos que causaram desconforto em você e as razões pelas quais você passou a ver a pessoa dessa forma. Você conhece as circunstâncias que moldam a vida dessa pessoa? Sabe se algum problema a preocupa? Vai tudo bem no trabalho dela? E na família? Pergunte-se como você se sentiria se fosse essa pessoa. É bom nos colocarmos no lugar do outro. Isso nos ajuda a compreendê-la como pessoa e a intuir seus sentimentos.

Essa etapa precisa de muita honestidade da sua parte: Como você analisaria essa pessoa se ela fosse alguém de quem você gostasse muito? Nosso ponto de vista muda muito em função dos vínculos que temos com a pessoa.

Última pergunta: Como você avaliaria essa pessoa se você a amasse como Deus a ama? É difícil, mas é vital, pois, dessa maneira, você pode criar uma imagem adequada dela, uma vez que esse exercício o ajuda a ver de forma panorâmica.

Depois da engenharia invertida, é hora de montar tudo de novo. E aqui está a chave: procure melhorar a mecânica da relação. Com a ajuda de Deus e muita oração, procure colocar cada peça no seu lugar, lubrificando tudo com o óleo do amor e do perdão.

Espero que seus esforços se concretizem em uma comunidade de pessoas que não somente cresçam na fé como também no amor! Esteja certo de que o primeiro beneficiado será você.

Vislumbres da eternidade
9 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/engenharia-invertida/

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Ezequiel 17 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 17
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 17 – Até aqui Deus utilizou vários recursos didáticos objetivando alcançar o coração desviado e endurecido de Seu povo.

Ezequiel teve uma visão do Ser vivente no carro de fogo, cheio de rodas (Ezequiel 1). Ao ser chamado por Deus, ele recebeu sua comissão profética numa visão dramática que inclui comer um rolo de livro (Ezequiel 2-3).

O profeta foi instruído por Deus para encenar o cerco de Jerusalém, usando tijolos e um utensílio de ferro; desenhar um modelo de Jerusalém sitiada; deitar-se de lado por um determinado período, etc. (Ezequiel 4-7).

Através de Seu profeta, Deus utilizou várias parábolas que retratam a rebeldia de Seu povo e o julgamento pela desobediência – veja a parábola da prostituta infiel (Ezequiel 16).

Ezequiel 15 e 17 não estão diretamente conectados em termos de narrativa contínua, porém, ambos compartilham temas semelhantes e usam metáforas relacionadas à natureza para transmitir mensagens espirituais e teológicas:

• Em Ezequiel 15, Deus compara Israel a uma videira inútil, que, embora recebesse total cuidado, não produziu frutos úteis. A videira inteira foi considerada inútil para qualquer propósito, exceto como combustível ao fogo.
• Em Ezequiel 17, Deus apresenta uma parábola envolvendo duas águias e uma videira. A primeira águia representa Nabucodonosor, rei da Babilônia, enquanto a segunda águia representa o Egito. A mensagem principal aqui é sobre a aliança de Judá com outras nações em busca de proteção, em vez de confiar em Deus, e sobre a eventual desolação e exílio devido à quebra da aliança.

Em Ezequiel 15, o foco da videira está na falta de frutos espirituais, enquanto em Ezequiel 17, o foco está na quebra da aliança e na busca por segurança fora de Deus. Em ambos os casos, o resultado é juízo e desolação sobre Israel.

Assim como Israel enfrentou o juízo de Deus devido à sua idolatria e deslealdade espiritual, os crentes hoje devem evitar colocar qualquer coisa acima de Deus em sua vida e, apesar de qualquer situação, devem permanecer leais a Ele.

Em vez de buscar segurança em alianças com o mundo ou em seus recursos, os crentes devem confiar plenamente em Deus como fonte de proteção e provisão.

Diferentemente de Israel, os crentes devem produzir frutos espirituais para não serem classificados como inúteis para Deus!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quarta-feira, 10 de abril de 2024

Colírio da vida

 Devocional Diário

Colírio da vida

Porque agora vemos como num espelho, de forma obscura; depois veremos face a face. Agora meu conhecimento é incompleto; depois conhecerei como também sou conhecido. 1 Coríntios 13:12


Minha mãe possui três grandes qualidades. Ela é uma excelente costureira, cozinheira e mentora espiritual de sua família e de seus amigos. Para desenvolver adequadamente suas funções, ela dedica muito tempo a essas pessoas, seja preparando uma refeição ou concertando suas vestimentas.

Houve um tempo em que era difícil para ela costurar, cozinhar e até ler a Bíblia. Preocupados, fomos ao oftalmologista, que a diagnosticou com catarata. Naquele momento, ela tinha apenas 10% de visão no olho direito e 40% no esquerdo. Durante alguns dias, ela precisou aplicar um colírio em seus olhos, em preparação para a cirurgia. Depois de operar os olhos, a luz a ofuscava e precisou usar óculos de sol para aliviar a irritação. Pouco a pouco, o incômodo desapareceu, e ela começou a enxergar corretamente. Tudo tinha mais cor, riqueza e vida. Ela até passou a caminhar melhor.

Quando Paulo fala que vemos de forma obscura, como em um espelho de bronze, lembro-me da catarata de minha mãe e de como isso a limitava. Acho que todos temos catarata espiritual que afeta nosso dia a dia e nossa compreensão da Bíblia. Acho também que precisamos do raio laser – a verdade – para que ela desapareça. A princípio, pode ser que tanta luz nos incomode, mas, pouco a pouco, assimilaremos mais luz em nossa vida. Então, poderemos apreciar os detalhes da revelação divina em nossa experiência e, certamente, teremos muito mais confiança e segurança no presente e no porvir.

Quanto à visão completa, só a obteremos na nova Terra, mas já podemos aplicar o colírio que vem antes do momento da cura. É uma medicação gratuita; você só precisa inclinar o coração e orar: “Senhor da Luz, eu Te agradeço por eu ter conhecido a verdade, pois ela me conforta e dá horizonte à minha existência. Também Te agradeço por Tua Palavra, pois ela me mostra o que Te agrada e como aplicar isso em minha vida. Sobretudo, eu Te agradeço por Teu filho Jesus. Neste momento, humildemente, peço que Teu Santo Espírito viva em mim para que eu possa ver como Tu vês. Dá-me, por favor, o colírio da Tua presença.”

Peça a Deus agora mesmo o colírio da vida. 

Vislumbres da eternidade
10 de abril
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Ezequiel 16 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 16
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 16 – Exilado com os judeus, o profeta Ezequiel recebe uma visão vívida de Deus. Ele recebeu ordem para que expressasse a infidelidade de Israel através de uma alegoria:

• Uma criança abandonada (Ezequiel 16:1-5). O povo de Deus é comparado a um bebê abandonado; mas Deus relembra como Israel foi resgatado da miséria e abençoado.
• Uma adolescente ingrata (Ezequiel 16:6-14). Deus recorda como Israel cresceu e floresceu como uma bela adolescente; mas embora fosse adornada com as preciosas bênçãos de Deus, tornou-se orgulhosa, vaidosa e rebelde.
• Uma jovem prostituta (Ezequiel 16:15-59). Apesar de tudo o que Deus fez por Sua noiva, Israel prostitui-se com nações idólatras, abandonando a aliança com Deus; por isso, Deus revela as consequências da infidelidade espiritual: Julgamento e destruição.
• Uma adúltera perdoada (Ezequiel 16:60-63). Mesmo diante da traição, prostituição e adultério de Israel, Deus promete restauração e renovação. Apesar da infidelidade na aliança espiritual de Seu povo, Deus mostra Sua fidelidade inabalável ao restabelecer a aliança com Israel.

Mais do que expor a condição imoral, perversa e corrupta de Seu povo, Deus pretende revelar Seu caráter fantástico, extraordinário e inigualável. Esta alegoria expõe a imensurável fidelidade e graça de Deus frente à terrível desgraça e horrível condição moral do povo, que fora graciosamente separado para ser bênção e exemplo para outras nações, mas falhou terrivelmente.

• Como Sodoma em sua depravação moral e perversão sexual, Israel envolveu-se em práticas imorais, inclinou-se para os ídolos e abandonou a aliança com Deus.

• Como Samaria, a capital do reino de Israel do Norte, que na sua rebeldia tornou-se infiel a Deus envolvendo-se em idolatria e perversão religiosa, os Judeus seguiram por esse mau caminho.

• Os assírios são mencionados brevemente como parceiros em aliança e práticas promíscuas com Israel (Ezequiel 16:28).

• Os cananeus exerceram forte influência com suas práticas pagãs e rituais impuros levando Israel a desobedecer a Deus e Seus mandamentos.

• A referência às filhas de Faraó revela a prostituição política apontando a profundidade da perversidade, imoralidade e infidelidade atingida pelo povo de Deus.

É sensato evitar ser corrompido pelas práticas e valores do mundo; para isso, precisamos manter-nos afastados do pecado e buscar viver uma vida consagrada ao Deus gracioso, mesmo que isso signifique ir contra a correnteza da cultura secular!

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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terça-feira, 9 de abril de 2024

Câmera rápida

 Devocional Diário

Câmera rápida

É Ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; Ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes. Daniel 2:21


Vivemos no tempo da multimídia, algo que embeleza a visão que temos do mundo. Uma de suas ferramentas se chama time-lapse, ou câmara rápida, a qual mostra eventos de longa duração em curtíssimo tempo. Em segundos podemos contemplar o abrir do botão de uma flor, a dança da aurora boreal, o movimento das nuvens ou o ritmo alucinante de uma cidade. Ver muito em pouco tempo nos permite compreender o mundo de outra maneira.

Você sabia que na Bíblia há vários relatos no formato de “câmera rápida” nos quais a história deste mundo é retratada de forma a podermos enxergá-la de outra maneira. Em geral, são os profetas que costumam usar essa técnica. Dentre eles, existe um que se destaca: Daniel. Ele pensava que seu Deus sempre protegeria Seu povo e acabou se tornando um cativo em terra estranha. Pensava que os grandes impérios eram imperecíveis, e viu Babilônia cair. Pensava que suas visões eram inexplicáveis e, no final, descobriu que não é preciso compreender para ser salvo.

Quando lemos seu livro e verificamos suas profecias, entendemos que há uma mensagem central: Deus é o Senhor da história, e o foco de tudo tem sido nossa redenção. Por essa razão, Daniel sinaliza com riqueza de detalhes a primeira vinda de Jesus e, da mesma maneira, nos apresenta Sua segunda vinda. Talvez não entendamos o porquê da enfermidade ou da morte de entes queridos, mas sabemos que Deus está atuando para nos salvar.

Quando afligido por sua ignorância quanto ao futuro, Daniel suplica a Deus que lhe dê mais informações, e o Senhor concede a ele a verdadeira sabedoria e o verdadeiro conhecimento: “Quanto a você, siga o seu caminho até o fim. Você descansará e, ao fim dos dias, se levantará para receber a sua herança” (Dn 12:13). Em outras palavras, “não se preocupe, porque você será salvo”. Essa era a única informação que ele realmente precisava conhecer; no mais, tudo era secundário.

Pode ser que, como Daniel, você não entenda certas coisas na Bíblia. Não se penalize por isso. O mais importante a entender é que Deus está no controle dos tempos e deseja nos salvar. Na câmera rápida da história, o Eterno já mostrou que o final será feliz.

Vislumbres da eternidade
9 de abril
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Ezequiel 15 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 15
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 15 – Há neste texto uma alegoria e depois o significado dessa alegoria, como indica Merrill Unger:

• Alegoria (Ezequiel 15:1-5): “O ramo da videira não é bom para comer. Serve somente para produzir fruto. Mesmo como combustível é praticamente inútil”.
• Significado (Ezequiel 15:6-8): “A videira representava Israel (Jerusalém; cf. Salmo 80:8-12; Isaías 5:1-7; Oséias 10:1). Jerusalém, videira improdutiva, já não servia para nada a não ser para o fogo. É a primeira das três parábolas (outras, nos capítulos 16 e 17) que mostram a vã esperança de libertação para a cidade pecaminosa”.

A única solução estava em Deus, no caminho de volta a Ele, que inevitavelmente passa pelo arrependimento que leva à conversão. “As palavras para ‘convertei-vos’ e ‘apartai-vos’ são duas formas verbais diferentes da mesma raiz, e são usadas em combinação para dar ênfase. Os anúncios dos versículos anteriores [ao versículo 6] formam a base para o solene chamado ao verdadeiro arrependimento. Não pode haver esperança para Israel sem qualquer reforma meramente externa. A nação tem de tratar com o Deus que esquadrinha os corações, e o único arrependimento aceitável é o que alcança os mais profundos recessos da alma”, explica o Comentário Bíblico Adventista.

Fazendo uma ponte da época de Ezequiel até os nossos dias, podemos extrair as seguintes recomendações: Precisamos...

1. Compreender que a fé verdadeira não é meramente um conjunto de regras e práticas externas, mas sim uma transformação interna que reflete em ações genuinamente regidas pelos princípios divinos.

2. Reconhecer a importância da verdadeira produtividade espiritual em vez de produzir apenas uma aparência exterior de religiosidade.

3. Entender que uma vida espiritual superficial será inútil e vazia sem uma conexão íntima e autêntica com Deus.

4. Avaliar se estamos verdadeiramente buscando uma relação profunda com Deus ou apenas seguindo meros rituais vazios.

5. Lembrar que Deus deseja um relacionamento íntimo e significativo conosco, e não apenas uma adesão superficial a regras e tradições religiosas.

6. Examinar se nossas práticas religiosas estão enraizadas num coração verdadeiramente arrependido e transformado, ou se são meramente uma fachada para uma suposta espiritualidade (Mateus 15:8-9; Isaías 29:13).

7. Buscar constantemente uma comunhão íntima com Deus, que resulta numa vida frutífera e significativa, em vez de contentar-nos com uma religiosidade superficial e estéril.

Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 8 de abril de 2024

Ficção versus realidade

 Devocional Diário 

Ficção versus realidade

Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados […]. Gênesis 2:4


Em 1628, Charles Perrault nasceu em Paris. Ele se tornou famoso por compor histórias como “O Gato de Botas”, “A Bela Adormecida”, “Cinderela” e “Chapeuzinho Vermelho”. Durante quase quatro séculos, essas histórias têm sido contadas como ficção. Mas a pós-modernidade parece ter mudado tudo – o que é histórico está sendo considerado lendário; e o lendário, histórico. Os universos inventados e fantasiados estão sendo tratados como realidade.

Para muitos, a Bíblia se encontra inserida no terreno da ficção. Na opinião desses, as origens são míticas, e os que creem nessas coisas são pessoas ingênuas. O relato bíblico, muito pelo contrário, não foi composto com esse objetivo. Não existem indicadores literários que mostrem que seja uma ficção. Ao contrário, o relato se apresenta como história. Um exemplo disso é a palavra “gênese” (toledot), encontrada em Gênesis 2:4. Toledot, que poderíamos traduzir literalmente como “gerações”, envolve tanto ascendentes como descendentes. Esse termo é tão relevante que podemos dividir o livro do Gênesis pelo número de vezes que o termo aparece (2:4; 5:1; 6:9; 11:10; 25:12; 36:1; 37:2). De tão significativo, o termo tem o sentido de história – não a macro-história, que nada tem a ver com o cotidiano, mas a micro-história, que é construída a cada dia. É uma história associada à aliança com Deus e, portanto, à participação de Deus na vida das pessoas.

Deus não é ficção. Nós não somos ficção. Todos vivemos em um Universo real, em um conflito real. As decisões que tomamos diariamente, em harmonia ou não com a vontade divina, definirão para sempre o desfecho desse enredo.

Em 1976, morreu em Wallingford, Inglaterra, Agatha Christie, uma enfermeira que acabaria escrevendo novelas policiais e românticas. A seguinte frase é de autoria dela: “Não reconhecemos os momentos realmente importantes da vida até que seja tarde demais.” Lamento dizer, mas ela se equivocou. Se a cada dia lermos a história com Deus, distanciando-nos de expectativas ilusórias e confiando que Ele participa de nossa vida, reconheceremos imediatamente o que é verdadeiramente relevante. Vivamos a história com Ele. O resto será apenas contos. 

Vislumbres da eternidade
8 de abril
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Ezequiel 14 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 14
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 14 – Existe uma lei fundamental que permeia a existência humana: Toda pessoa, ciente de sua limitação, busca por algo superior para crer, seja Deus ou um ídolo – apesar de que esse ídolo é inferior a ela mesma!

Querendo preservar a religião verdadeira, o Deus verdadeiro ordenou que além de que não se adore outros deuses além dEle (Êxodo 20:3), também ordenou que não fizesse nenhuma imagem de escultura de nada do que existe no universo, nem deveria inclinar-se a nada que não fosse Ele (Êxodo 20:4-7).

Tão errado quanto criar e adorar um ídolo, é criar ídolos invisíveis, no coração. É disso que trata Ezequiel 14, quando as autoridades de Israel foram ter com Ezequiel e Deus mostrou-lhe ídolos no coração deles. Em Ezequiel 9, Deus revela ídolos secretos, mas reais; agora, em Ezequiel 14, Deus revela ídolos imaginários no coração de Seus líderes (versos 1-11). Tal tipo de religiosidade é considerada por Deus não apenas falsidade religiosa, mas traição espiritual (infidelidade para com Ele) – e, tal prática, merece punição (versos 12-23).

Chamado a profetizar aos exilados judeus em Babilônia, advertindo-os sobre o juízo divino por causa de seus pecados e especialmente a idolatria, em Ezequiel 14:14 o profeta aborda a questão da justiça de Deus e como mesmo indivíduos justos, como Noé, Daniel e Jó, não poderiam salvar o povo devido à sua própria retidão. Esse versículo deixa claro e nos ensina que:

• Cada pessoa é responsável por suas próprias ações diante de Deus, e que, nenhuma quantidade de justiça pessoal pode compensar os pecados coletivos de uma nação.

• Deus é soberano sobre todos, e é impossível escapar do Seu juízo baseado na retidão dos outros – indicando assim a responsabilidade individual diante dEle e a necessidade de cada pessoa buscar uma relação pessoal com Ele.

• Mesmo na presença de pessoas justas como Noé, Daniel e Jó, cada indivíduo é responsável pela própria relação com Deus.

• O favor de Deus não pode ser obtido por meio da retidão dos outros, portanto, requer uma resposta individual de fé e obediência.

• Não dá para depender da retidão de outras pessoas para nossa salvação ou para evitar o juízo divino.

Somente Jesus é nosso Intercessor; Ele deve ser nosso Senhor e Salvador pessoal (João 3:16). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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domingo, 7 de abril de 2024

E assim aconteceu

 Devocional Diário

E assim aconteceu

Deus fez o firmamento e a separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas acima do firmamento. E assim aconteceu. Gênesis 1:7


Uma das expressões repetidas no primeiro capítulo do Gênesis é: “E assim aconteceu.” Embora as repetições pareçam redundantes, não o são. A palavra “assim” (ken) vem de uma raiz que indica algo firme, bem estabelecido. Poderíamos traduzir a expressão como “e assim foi estabelecido”. O que isso quer dizer? Quer dizer que o que foi realizado naquele instante não foi criado apenas para aquele momento, mas para sempre.

Nos versos 7 e 9, um espaço fixo é determinado para os céus e para as águas do mar. Para um hebreu, isso tinha fortes conotações. Tanto na mitologia cananeia quanto na mesopotâmica, os deuses celestes e marinhos lutam entre si sem que haja limites para os conter. Ao posicioná-los espacialmente e para sempre em um lugar, a Bíblia nos lembra que o céu e o mar não são deuses. No verso 11 se constata que quem produz a vegetação com seus ciclos não é o deus Baal (que despertava na primavera e produzia a flora), mas o Senhor Deus. No verso 15 é apresentada a função dos luzeiros, considerando-os como instrumentos de medição e não como deuses pagãos (Shamash ou Sin) nem como geradores de destinos (esses deuses tinham muito a ver com o horóscopo). Os versos 24 e 30 apresentam a taxonomia dos seres criados e sua dieta. Os animais são animais, e não há necessidade de oferendas ou sacrifícios para eles. Não são deuses.

Com cada “E assim aconteceu”, os panteões egípcio, cananeu e mesopotâmico sucumbem gradativamente. Deus fala, e as coisas se submetem à Sua suprema vontade. O criado está sempre sujeito à vontade do Criador.

Às vezes escutamos em certos documentários expressões como “a mãe natureza” ou “a sabedoria da natureza”. Essas expressões já estão tão arraigadas que chegam a ser consideradas científicas. No entanto, desde a época de Moisés, o “E assim aconteceu” questiona a mitologia e os ditos populares que se consagraram em axiomas. Se é para crermos em algo, é muito melhor crer em Deus, não acha?

Crer na Palavra nos traz não somente segurança, mas também esperança. Deus falou, e tudo se fez. Ainda é assim nos dias de hoje. Podemos exclamar: Fiel é a Palavra do Senhor! Apegue-se a ela de todo o coração.

Vislumbres da eternidade
7 de abril
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Ezequiel 13 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 13
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 13 – Falsos profetas proferem mensagens para enganar. Eles são descritos como aqueles que profetizam falsamente, ou seja, que falam mensagens que não vêm de Deus como se viessem dEle – assim iludem o povo.

Eles agem de modo egoísta, defendendo suas próprias imaginações (Ezequiel 13:1-2). Muitos buscam ganhos pessoais e popularidade, enquanto desviam o povo da verdadeira religião. Eles honram a si mesmos, usando o nome do Deus que deveria ser honrado. A filosofia deles é: Importa que cresçamos, independentemente do método, ainda que para isso tenhamos que usar os elementos da religião verdadeira (Ezequiel 13:17-23).

Em Ezequiel 13, o profeta verdadeiro é instruído por Deus a confrontar esses falsos profetas que estão enganando o povo ao dizer que suas visões são de Deus quando na verdade são apenas ilusões criadas na própria opinião (versos 3-7). Nesta profecia, esses profetas fraudulentos são comparados a pessoas que constroem paredes frágeis e cobrem-nas com argamassa inadequada, o que significa que suas mensagens são superficiais e não tem fundamente verdadeiramente sólido (versos 8-16).

Os falsos profetas seguem seus próprios interesses e desejos: Eles...

1. Tentam moldar a religião conforme seu gosto pessoal e assim ensinam às pessoas.
2. Enganam o povo com aquilo que o povo quer, por isso prometem paz quando não há paz, construindo paredes fracas e pintando-as com cal para dar impressão de segurança.
3. Iludem o povo de Deus promovendo falsas visões e falsas esperanças, levando seus ouvintes a confiarem na mentira e a duvidarem da verdade.

Os falsos profetas são retratados como indivíduos que não receberam mensagens genuínas de Deus, mas que inventam suas próprias palavras, e as atribuem a Deus. Para se autopromoverem, prometem coisas que Deus não prometeu, e assim levam as pessoas para longe da verdadeira fé e obediência em Deus. Ezequiel adverte de que suas práticas são enganosas e que suas mentiras serão expostas, trazendo juízo sobre eles (Ezequiel 13:17-23), desmascarando-os para libertar Seu povo.

Havia homens e mulheres com esse perfil durante o período que Ezequiel profetizava (Ezequiel 13:1). Não é diferente atualmente, por isso o apóstolo apela: “Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo” (I João 4:1).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 6 de abril de 2024

Indicadores

 Devocional Diário

Indicadores

A sabedoria lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, gentil, amigável, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Tiago 3:17


Atualmente, um dos instrumentos mais úteis para quantificar ou especificar um estudo são os “indicadores”. Como o nome já demonstra, esses instrumentos sinalizam se o que pretendemos avaliar está dentro das medidas apropriadas.

O apóstolo Tiago, depois de discursar sobre a falsa sabedoria, apresenta sete indicadores que nos permitem conhecer a sabedoria de Deus. Quer saber onde você se situa quanto a essa sabedoria? Façamos um teste:

Pura. A verdadeira sabedoria não se aloja em um coração impuro. Não há lugar para meias verdades nem para meios compromissos. Você vive numa zona cinzenta ou prefere o colorido?

Pacífica. A pessoa realmente sábia tem uma relação tranquila com Deus e com o próximo. Ela não precisa competir nem brigar. Há pessoas que, por se considerarem muito acadêmicas, vivem em constantes discussões. Você tem necessidade de debater e de enfrentar os outros só porque sente que está com a razão, ou prefere promover um ambiente positivo?

Gentil. Existem muitos que abusam dos outros quando têm razão, mas a sabedoria divina é indulgente. Ter razão não lhe dá o direito de ser depreciativo com os outros. Você é afetuoso, mesmo sabendo que está certo?

Amigável. A sabedoria de Deus não somente se alegra com o bem, como também o torna uma realidade, sempre com docilidade.

Cheia de misericórdia e de bons frutos. Tiago não está falando de um pouco de empatia ou de contribuir para uma ONG nos fins de semana. Ele fala de ser caridoso e carinhoso sempre. Você se preocupa com os outros a cada instante de sua vida? Transforma suas preocupações em soluções?

Imparcial. Alguns pensam que ser um intelectual é ser escravo das dúvidas. No entanto, estar junto a Deus é viver na verdade. Naturalmente, às vezes, você faz uma pausa para considerar as opiniões opostas, mas não se deixa levar por qualquer posição alheia.

Sem fingimento. Não há falsidade na sabedoria verdadeira. Existem pessoas que não hesitam em atribuir méritos a si mesmas sem merecê-los. Você é o que é ou apenas mantém uma imagem?

Todos esses indicadores devem servir de incentivo para desenvolvermos a verdadeira sabedoria. Busque-a agora mesmo! 

Vislumbres da eternidade
6 de abril
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Ezequiel 12 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 12
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 12 – No início do capítulo temos a descrição de uma parábola do exílio de Judá, onde encontramos a tarefa do profeta Ezequiel  como um sinal ao povo – a representação visual do exílio.

• Essa é “a sétima encenação. A fim de ajudar o povo a refletir sobre seu destino, Ezequiel precisava demonstrar a arrumação da bagagem para o cativeiro, que certamente aconteceria”, destaca a Bíblia Andrews sobre os versículos 1-16.

• Depois, sobre os versículos 17-20, a mesma Bíblia prossegue comentando que ali contém a “oitava encenação. Ezequiel precisava comer tremendo, para simbolizar o medo e a ansiedade do povo quando o juízo divino caísse sobre ele”.

• O final do capítulo é uma confirmação da profecia (Ezequiel 12:20-28). Contudo, apesar do juízo divino devido à incredulidade do povo e a garantia da realização das profecias do exílio, contém um incentivo ao arrependimento e retorno a Deus.

Merrill Unger afirma que “a descrença nos verdadeiros profetas de Deus foi a causa do juízo. A Palavra de Deus por intermédio do seu profeta não poderia ser ignorada (Os 12:10)”. "Ter ouvidos, mas se recusar a ouvir, ter olhos e não querer ver é um ato de vontade própria, uma decisão deliberada, evidência de obstinação, um pecado intensamente condenado (Ez 2:4-5; Êx 13:15; Dt 21:18-21; Jz 2:19; Sl 78:8; 81:12; Jr 6:28; Os 4:16)”, salienta a Bíblia Andrews.

Às vezes, somos como os judeus da época de Ezequiel...

1. ...temos capacidade auditiva, mas opta por não ouvir a voz de Deus (Ezequiel 12:1-2).
2. ...temos capacidade visual, mas escolhemos fechar os olhos para a verdade divinamente revelada (Ezequiel 12:2).

• Isso evidencia nossa natureza pecaminosa, o que está por trás de nossa recusa: orgulho, rebeldia, falta de temor a Deus.

• Isso também revela as motivações por trás de nossas escolhas: Amor ao pecado, preferência pela ilusão, e, resistência à verdade que não coaduna com nossa vontade.

Diante disso, é importante refletir:

Recusar-se a ouvir e ver é uma escolha deliberada que reflete obstinação, e é intensamente condenada.

Precisamos examinar nosso próprio coração e disposição, reconhecendo qualquer obstinação em nossa vida à luz da revelação divina.

Somos incentivados a abrir nossos ouvidos e olhos para ouvir a Palavra de Deus, buscando humildemente Sua vontade e abandonar qualquer sinal de obstinação! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 5 de abril de 2024

Deus é justo

 Devocional Diário

Deus é justo

Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão inexplicáveis são os Seus juízos, e quão insondáveis são os Seus caminhos! Romanos 11:33

A primeira imagem de Deus que vem à mente de um cristão que lê o Antigo Testamento talvez seja a da ira. Essa interpretação, além de generalizada e generalista, não resiste a um estudo detalhado da Bíblia. Como o antigo teólogo Marcião, há aqueles que identificam no Antigo Testamento um Deus judeu e mau, e no Novo Testamento um que é cristão e bom.

Muitos dos problemas que alguns têm com Deus residem no fato de que emitem opiniões embora lhes faltem dados. Recebem informações tendenciosas e, a partir do seu ceticismo, pretendem propor rótulos para o divino. Os ímpios projetam o que há no próprio coração, não aquilo que é exposto pela Bíblia. Deus é violento? Não. Se lermos com atenção o Salmo 11, entenderemos que Ele é bem diferente: Ele é justo. O que alguns podem confundir com violência não é outra coisa senão o juízo divino. Eles veem a cena, mas não o filme.

Nesse hino, Davi nos conta que ele confiou em Deus e as coisas começaram a se encaixar. Primeiro, ele compreendeu como os ímpios agem (v. 2). Segundo, que Deus é um Juiz universal (v. 4) e “Seus olhos estão atentos, as Suas pálpebras sondam os filhos dos homens”. É evidente que Ele tem todos os dados e não há sumário judicial que Lhe resista. Sem dúvida, o homem reto receberá as consequências da sua natureza, e – atenção! – o ímpio também.

Você poderá dizer que estou sendo muito duro. Mas é assim: o mal é uma irregularidade de causa e também de efeito. Ninguém quer que chova calamidades sobre si (v. 6), mas essa é a consequência justa quando não procedemos corretamente. Inflamado, Davi chega a dizer que “por ser justo, o Senhor ama a justiça” (v. 7). Existem pessoas que são justas porque “assim diz a lei”, e existem pessoas que são justas porque, além disso, “assim manda o seu coração”. Nosso Deus gosta de ser justo porque, sem sombra de dúvida, Ele é o melhor dos melhores. É por isso que Davi nos recomenda sermos pessoas de bem e que, consequentemente, um dia, contemplemos o Senhor face a face (v. 7). Em suma, nem sempre entenderemos a Deus, mas é certo que há sabedoria em Seus juízos.

Vislumbres da eternidade
5 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/deus-e-justo-2/
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Ezequiel 11 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 11
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 11 – Ao considerarmos este texto é importante compreender que “os eventos do cap. 11 não seguem cronologicamente aos dos cap. 9 e 10. A visão parece retornar para dar detalhes adicionais quanto à condição moral dos líderes de Jerusalém” (CBASD).

Diante disso, conectamos Ezequiel 11:1-25 com Ezequiel 9:4 – onde indica uma investigação entre a corrupção e depravação generalizada, para encontrar algum remanescente fiel.

Ezequiel 11 revela a dificuldade de encontrar esse remanescente. Note o perfil dos líderes:

• Ganância e corrupção financeira, pois exploravam o povo e agiam de forma desonesta em seus negócios, buscando lucro pessoal à custa dos outros (Ezequiel 11:1-2).

• Falta de respeito pela justiça e com a profecia, pois distorciam a justiça, desconsideravam a Lei de Deus, agindo de forma injusta e opressora, além de zombar das profecias de Jeremias (Ezequiel 11:3-4). “A metáfora da panela parece ser extraída de [Jeremias 1:13]. O significado pode ser que, assim como uma panela protege do fogo a carne que está dentro dela, as paredes da cidade protegeriam seus habitantes do exército dos caldeus. A LXX coloca a frase na forma de uma pergunta que espera resposta positiva: ‘Não está próximo o tempo de construir casas?’. A atitude, expressa dessa forma, reflete claramente a jactanciosa confiança própria dos habitantes de Jerusalém (ver Jr 28:3). Jeremias aconselhada os judeus que estavam na cidade a sair e se render aos caldeus (Jr 21:9). Eles rejeitaram insolentemente o conselho, escolhendo permanecer na ‘panela’. Essa ideia se encaixa no contexto do capítulo, porque a narrativa prossegue mostrando que esse privilégio lhes seria negado” (Idem).

• Violência e opressão, pois utilizavam sua posição para oprimir e maltratar os mais fracos, em vez de proteger e cuidar deles (Ezequiel 11:5-6).

• Idolatria e desobediência a Deus, pois afastaram-se do caminho justo e correto de Deus (Ezequiel 11:7-12).

Em meio a condenação de líderes corruptos (Ezequiel 11:1-12), Deus profere promessas de restituição – um remanescente será preservado (Ezequiel 11:13-21) e selado (Ezequiel 9:4). Por isso, o profeta transmitiu ao povo a promessa de restauração e a certeza de que Deus estava no controle, mesmo em meio ao julgamento (Ezequiel 11:22-25).

Vivendo em meio à corrução, não devemos deixar-nos influenciar; mas devemos aproximar-nos mais e mais de Deus, a fim de sermos redimidos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quinta-feira, 4 de abril de 2024

Luz e salvação

 Devocional Diário

Luz e salvação

“Porque os Meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, e os caminhos de vocês não são os Meus caminhos”, diz o Senhor. Isaías 55:8

Muitos reconhecem sua incapacidade de compreender a Deus. No mundo dessas pessoas, existem tantas coisas que podem ser tocadas e medidas que elas não ousam experimentar o intangível e o incomensurável. Nós, no entanto, queremos conhecer a Deus e compreender cada uma de Suas intenções e desejos. No entanto, isso nem sempre é fácil.

Há coisas que, embora não as compreendamos completamente, utilizamos mesmo assim. O mesmo se aplica a Deus. Embora eu não consiga assimilar apropriadamente o conceito e o ser de Deus, continuo buscando-O e me relacionando com Ele. Por sua vez, independentemente do que eu venha a crer ou não, Ele sempre está disposto a me buscar e salvar. Minha impaciência e incapacidade não limitam Sua misericórdia e Seu poder.

Davi, no Salmo 27, afirma que Deus é sua luz e salvação. Que curioso! Pouquíssimos intelectuais juntariam essas duas palavras. Diriam luz e conhecimento, luz e sucesso, defesa e salvação. Mas luz e salvação? Curiosamente, essa é a chave. Deus não somente Se revela como também Se desvela por nós. Ele não para até sentir que estamos seguros sob Seu cuidado e Sua proteção. Só então compreendemos que Sua verdade nos liberta e salva, porque Ele não somente compartilha informação, mas, sobretudo, produz em nós a transformação de que precisamos para a eternidade. O salmista nos anima a esperar para podermos crescer em conhecimento e identificarmos a intervenção que se materializa graças a um Deus acessível.

O que Deus representa para nós? Muito, pois Ele nos completa. Não há limites para Ele, e todas as Suas facetas convergem para o amor: tudo o que há de alegre e divertido, porque Ele incendeia qualquer estado de ânimo; toda a plenitude, porque com Ele não há mais carências nem necessidades; toda a esperança, porque sabemos que Ele cumpre cada uma de Suas promessas. Não há outro como Ele, porque Seus pensamentos e métodos são outros. Nem sempre O entendo, mas Ele sempre me ama.

Deus é superior a qualquer coisa que nossa mente finita seria capaz de assimilar. Mas isso não nos impede de confiar Nele e submeter nossa vida à Sua santa vontade. Admita sua finitude e adore o Infinito.

Vislumbres da eternidade
4 de abril
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Ezequiel 10 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 10
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 10 – Esta visão é uma continuação daquela descrita em Ezequiel 1, onde o profeta testemunha a glória de Deus “junto ao rio Quebar” (Ezequiel 10:15, 20, 22).

Ezequiel observa os querubins e a nuvem de glória sobre o templo; depois a glória de Deus se retira, indicando o julgamento divino sobre Jerusalém.

• O templo representa a presença de Deus entre Seu povo e a centralidade da adoração.
• A partida da glória de Deus simboliza o abandono divino devido à idolatria e à injustiça do povo.
• O julgamento divino reflete a justiça de Deus diante da desobediência do povo, mas também a oportunidade de arrependimento e restauração.

Esta visão em análise carrega um significado teológico profundo, não apenas para o contexto histórico de Israel, mas também para a compreensão da natureza de Deus e de Sua relação com a humanidade ao longo da história. Considerando Ezequiel 10:1-11:25, a Bíblia Andrews comenta que, “a glória do Senhor parte lentamente do templo na carruagem-trono, sai da cidade em direção ao oriente e para sobre o monte das Oliveiras, para ver se havia pelo menos mais alguém que se converteria e viveria (ver 18:30-32) antes de terminar a fase investigativa do juízo e executar a sentença sobre o povo. A cena lembra a pausa de Jesus no mesmo monte das Oliveiras 600 anos mais tarde, chorando por Sua cidade amada, mas fadada à ruína (Lc 19:41-44); aponta para a longanimidade futura de Deus no tempo do fim, não querendo que ninguém pereça (2Pe 3:9-13). O juízo executivo sobre Judá é anunciado (Ez 11:1-13) e o profeta deixa uma mensagem de esperança e restauração futura para aqueles que enfrentariam o exílio (v. 14-20)”.

Diante disto:

• Devemos uma vida de integridade e santidade, refletindo a natureza de Deus que anseia por um povo separado para Si mesmo.
• Precisamos reconhece a paciência de Deus nos momentos de nossa vida em que enfrentamos dificuldades e desafios, entendendo que Ele prefere nossa salvação, não nossa condenação.
• Necessitamos praticar a paciência e a tolerância com aqueles que ainda não conhecem a verdade, lembrando que Deus também espera pacientemente pela conversão deles.
• Carecemos de corações compassivos e misericordiosos, refletindo o caráter de Deus que deseja que todos se arrependam e se salvem.

Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quarta-feira, 3 de abril de 2024

Cálculo formidável

 Devocional Diário

Cálculo formidável

[Deus] conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome. Grande é o Senhor nosso e mui poderoso; o Seu entendimento não se pode medir. Salmo 147:4, 5

Está claro que Deus não vê o mundo como o vemos. Temos uma amostra disso no uso que Ele faz da matemática, pois, para Ele, os números são muito mais do que parecem. Veja alguns exemplos:
a) 1 = 3. A Divindade é uma, mas Se manifesta em três Pessoas. É difícil compreender, mas assim é. Quando o próprio Jesus nos fala da missão que devemos cumprir, em nome da Divindade, Ele ordena: “Vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28:19). Deus prefere a relação ao conteúdo.

b) 5 é maior que 10 mil. Assim diz Paulo em 1 Coríntios 14:19: “Contudo, na igreja prefiro falar cinco palavras com o meu entendimento, para instruir os outros, do que falar dez mil palavras em línguas.” Exceto pelas expressões pentecostais, há quem fale muito sem que ninguém consiga entender. Já sabemos que proporção e poucas palavras com sentido comum valem muito mais do que discursos ininteligíveis, pois Deus gosta do que é autêntico.

c) 5 = 5 mil + 12x. Poucas vezes a comida rendeu tanto como naquele momento da história. João 6:13 diz: “Assim, pois, o fizeram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram depois que todos tinham comido.” É que os milagres são assim: superam toda lógica e até a matemática. Ludwig Wittgenstein dizia a respeito da matemática: “Se um problema pode ser levantado, ele também pode ser resolvido.” E Deus é espetacular na resolução de problemas.

Como mencionei antes, está claro que Deus não vê o mundo como nós o vemos. Nós somos incapazes de contar as estrelas; Ele dá nome a cada uma delas. Somos limitados, mas “o que é impossível para o ser humano é possível para Deus” (Lc 18:27). Além disso, sabemos que, para Ele, as relações são mais importantes do que a soma; a complementaridade, mais do que a divisão; a qualidade, mais do que a quantidade; a possibilidade, mais do que a improbabilidade. E, sobretudo, Ele arrisca o infinito por alguém como você e eu. Seus cálculos são formidáveis, por isso confie Nele. Deus sabe o que faz.

Vislumbres da eternidade
3 de abril
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Beleza interior

  Devocional Diário Beleza interior Quão grande é a Sua bondade! E quão grande é a Sua formosura! Zacarias 9:17 A estética é muito important...