quinta-feira, 22 de outubro de 2020

O TRIBUNAL DA GRAÇA

MEDITAÇÃO DIÁRIA

22 de outubro

O TRIBUNAL DA GRAÇA

Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias Se assentou; [...] assentou-se o tribunal, e se abriram os livros. Daniel 7:9, 10

Embora a história registre muitos julgamentos famosos que foram questionados, parece que poucas vezes as pessoas estiveram tão impacientes quanto à prática de justiça como nos dias atuais. O aumento da violência junto à repetida exposição de personagens de destaque envolvidos em crimes geram nos observadores a expectativa de investigação, julgamento e sentença justos. Nem sempre essa expectativa tem sido satisfeita, graças aos atalhos judiciários que favorecem a impunidade. No entanto, é certo que haverá um julgamento do qual ninguém escapará (2Co 5:10).

Esse é um julgamento universal, que a interpretação adventista das profecias bíblicas divide em quatro fases: Juízo investigativo pré-advento, de 1844 à segunda vinda de Cristo (Dn 7); juízo executivo, na segunda vinda de Cristo (Mt 25); juízo comprobatório, durante o milênio (Ap 20:4-6); e juízo executivo, após o milênio (Ap 20:11-15). Gerhard Pfandl aponta o objetivo de cada uma das fases: “No juízo pré-advento, Deus mostra porque os justos são salvos. No primeiro juízo executivo, os justos mortos e os santos vivos são salvos. No juízo durante o milênio, Deus mostra porque os ímpios estão perdidos. No segundo juízo executivo, Satanás e os ímpios são destruídos” (Ministério, nov/dez, 2014, p. 23).

Houve tempo em que o conceito de juízo pré-advento não era exclusividade dos adventistas. No século 19, teólogos de outras confissões religiosas o aceitavam, embora hoje o rejeitem. A validade dele, porém, é óbvia sob o ponto de vista jurídico, ao considerarmos que a promulgação de sentenças acontece depois de um processo investigativo anterior. Também há fundamento bíblico para ele em vários relatos (Gn 3:9-13, 14-19; 4:9, 10; 18, 19; 1Pe 2:6; Jd 7).

A maravilha a ser lembrada é que nenhum filho de Deus precisa temer o juízo em andamento. Ele é o instrumento usado pelo Senhor para fazer justiça “aos santos do Altíssimo” (Dn 7:22), que contam com a defesa do Supremo Intercessor (1Jo 2:1). Assim, o tribunal divino se torna o centro de nossa esperança. A morte de Cristo na cruz e Sua presente intercessão credenciam para a liberdade quem O aceita como Salvador. Afinal, “é somente a vida do Senhor Jesus – a Sua atividade, vestida de você e exibida através de você que, em última análise, merece a aprovação de Deus” (W. Ian Thomas, Salvos Pela Vida de Cristo, p. 27).

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Resgate - Isaías 62

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 62

Comentário Pr Heber Toth Armí 

O sonho de Deus é bem maior e melhor que nossos mais ambiciosos sonhos. Seu plano para a humanidade vai bem além de nossa compreensão e imaginação.  

Note que neste capítulo, o profeta apresenta a cidade de Jerusalém exaltada na Terra, mesmo que os miseráveis pecadores israelitas não voltassem do exílio corretivo de Babilônia transformados como deveriam.

1. Deus Se interessa imensamente por Seu povo: Esse magnífico texto inspirado contém as palavras do próprio Deus. É o Senhor do Universo que declara não se calará nem descansará até Jerusalém ser exaltada na Terra (v. 1).

2. Deus revela os segredos de como será Sua cidade quando Seus planos forem concretizados: A cidade será admirada, gloriosa, respeitada, honrada. Será chamada Hephzibah, o prazer de Deus e Beulah (casada); pois, além do deleite de Deus estar nela e em seus moradores, o compromisso de relacionamento dEle se equipara ao compromisso sério e íntimo do casamento (vs. 2-5).

3. Deus restaurará, protegerá e abençoará de forma indescritível a Sua cidade e Seu povo: Nada poderá impedir, nem nada invadirá os propósitos de Deus para Jerusalém. Será uma eterna cidade de glória! Deus assim jurou com objetivo de cumprir o que prometeu (vs. 6-12).

Mas, onde está tal cidade? Bom, os judeus não colaboraram para tornar essa promessa possível! Contudo, felizmente, Deus não anulou Suas magníficas promessas. Os últimos capítulos de Apocalipse (17-22) revelam que Deus, além de cumprir Isaías 62, está dirigindo cada detalhe a fim de levar nossa história a um climax apoteótico. 

Mais do que os indivíduos que prezam pelo lugar em que moram, Deus está imensamente desejoso de salvar pecadores para abençoar a famosa cidade de Jerusalém.

Após destruir Babilônia que arruinou a existência do povo de Deus, a Nova Jerusalém (cidade santa), descerá dos Céus, e os salvos viverão para sempre no melhor ambiente jamais sonhado. A Nova Jerusalém revela a renovação dos planos de Deus para o mundo.

Quando as estratégias de Deus para resgatar a humanidade forem plenamente executadas, a Nova Jerusalém será a capital não da Terra, mas do Universo. Enquanto isso, por que não cantarmos o hino “Terra de Beulá” (HASD, 363), inspirado em Isaías 62, que inspira-nos a buscar pela proteção e cuidados de Deus? 

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Amigo dos Pecadores

MEDITAÇÃO DIÁRIA

21 de outubro

Amigo dos Pecadores

Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, Eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de Meu Pai Eu lhes tornei conhecido. João 15:15

Todos sabemos que amizades se constroem lentamente. Com certeza os discípulos passaram por esse processo com Jesus. Quem era esse Mestre que fazia milagres? Não sei quanto tempo precisou para eles colherem os frutos da amizade. Jesus disse: “Vocês não Me escolheram, mas Eu os escolhi” (Jo 15:16).

Os discípulos estavam diante da manifestação de Deus e não tinham a menor ideia de que Jesus era Deus encarnado na Terra. É claro que eles sabiam que Jesus era um homem de Deus. Achavam que Ele fosse o Messias, que, para os judeus, não passava de um homem a quem Deus daria poderes, como aconteceu com Moisés, Davi e Elias. Mas a ideia de Deus assumir a forma humana e assim habitar na Terra era inconcebível. Como poderia o Deus Todo-Poderoso viver entre os pecadores e conversar diretamente com eles?

Pessoas com a vida fracassada se aproximavam Dele e não eram repelidas. Seus seguidores se sentiam seguros o bastante em Sua presença para serem honestos, mesmo quando revelavam ambição pelo poder. A amizade de Jesus com Seus discípulos serve de modelo para a amizade que Ele nos oferece. Jesus quer ser a voz que nos guia em todas as situações, a paz que consola nosso coração atormentado e a força que nos mantém em pé no meio da tempestade. Ele quer estar mais próximo de você do que seu amigo mais querido.

Como os seres humanos podem desfrutar uma amizade assim com o Deus Todo Poderoso? Não seria ousado demais imaginar que esse Deus Se alegra comigo e em mim? Seria, se Jesus não fosse quem é.

É Ele quem Se oferece para cuidar de nós (Mt 11:28-30). “Eu os tenho chamado amigos” (Jo 15:15). Jesus está falando claramente sobre uma amizade construída no amor e na confiança. A verdadeira amizade com o Deus vivo nunca diminui quem Ele é. Essa amizade não O reduz a nosso nível, mas eleva-nos até Ele. Jesus é real para você, como é real seu melhor amigo? Você sente que essa amizade está crescendo ou ainda é uma relação superficial? Você sente que Ele Se interessa pelas questões de sua vida?

Se sua amizade com Jesus não é o que você gostaria que fosse, peça que Ele o ajude a conhecê-Lo melhor e a perceber Sua presença todos os dias. Lembre-se de que você não precisa ser bom para ser amigo de Jesus. Você só precisa ser honesto.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Vestes de Justiça - Isaías 61

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 61

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Promessas feitas, promessas cumpridas. Assim é com Deus, podemos confiar nEle. Ao iniciar Seu ministério na Terra Jesus foi ao templo, abriu a Bíblia em Isaías 61 e leu os primeiros versículos.

Depois declarou: “Hoje, se cumpriu as Escrituras que acabais de ouvir” (Lucas 4:18-19).

Ao citar os primeiros versículos do capítulo em questão, Jesus “estava dizendo aos ouvintes que aquela seria a Sua agenda ministerial neste mundo, a qual foi cumprida em todos os detalhes. Um dos itens da agenda era proclamar libertação aos cativos em pecado […]. Jesus pagou um preço muito alto para nos resgatar. Ele praticou o maior ato de empatia do Universo […]. Por meio de Cristo, somos salvos do pecado e habilitados para a prática de boas obras” (Rubens S. Lessa).

Porém, nem tudo ainda se cumpriu. “Os judeus que foram salvos durante o ministério de Cristo e aqueles que foram salvos durante a era da igreja, ainda não cumprirão essa promessa da salvação das nações, que acontecerá no tempo do fim” (John MacArthur). Todavia, temos em Cristo a garantia de total cumprimento.

• Jesus reconstruirá a cidade há muito tempo destruída, mas a maior restauração se dá nos seres humanos (vs. 4-9; ver João 14:1-3; Hebreus 11:16; Filipenses 3:20-21; I Coríntios 15:51-54).

• A transformação no ser humano começa aqui, com a mudança de caráter, de vida, dos que aceitam a Cristo e Sua justiça (vs. 10-11; II Coríntios 5:17, 21; Gálatas 2:20).

Sobre as vestes de justiça, José Maria Barbosa Silva comenta:

“Estamos certos quando acreditamos que precisamos de novas vestimentas para melhorar nossa imagem. O problema é querer encontrar essa roupa em qualquer loja, porque não há tecido, corte nem modelo que cubra verdadeiramente nossas necessidades espirituais. Em lugar de ficar procurando, empurrando cabides de um lado para outro na seção de roupas da melhor loja de departamentos do Céu, o linho fino branco é a única vestimenta apropriada para os convidados do Rei. E há somente um fornecedor…: O próprio Deus”.

• A questão é: Trocaremos nossa justiça, que não passa de trapos de imundícia (Isaías 64:6), pelas vestes de justiça divina?

“Deus tem pressa em nos dar vestes novas; são as vestes brancas e imaculadas de sua justiça” (Wilson Sarli). Temos pressa em recebê-las? – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 20 de outubro de 2020

Na Casa do Pai

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

20 de outubro

Na Casa do Pai

Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre. Salmo 23:6

Tendo em mente a garantia de que, graças a nosso divino Pastor, de nada teremos falta, não deveríamos nos permitir abalar pelos temporais que nos atingem ao longo da vida. Refrigério, suprimento de necessidades, restauração de forças físicas, emocionais e espirituais, proteção, tudo isso configura o desdobramento da garantia: “nada me faltará” (v. 1). Nem mesmo “o vale da sombra da morte” (v. 4) precisa ser temido. O Pastor estará conosco.

Concluindo o que foi dito anteriormente, e em linguagem que transborda gratidão pela experiência do passado, confiança pelo que vive no presente, alegria e esperança que olham com segurança para o futuro, o coração do salmista se derrama: “Certamente a Tua bondade e o Teu amor ficarão comigo enquanto eu viver” (v. 6, NTLH). Bondade, amor, misericórdia e graça vão nos sustentar enquanto houver vida, em todas as suas mudanças e situações variadas. Ao escrever esse salmo, Davi já tinha enfrentado grandes dificuldades e testemunhado muitas tragédias. Diante de tudo isso, conheceu pessoalmente um Deus empenhado em restaurar Seus filhos e dissipar seus temores.

“A bondade do Senhor inclui Sua fidelidade. Ele não pode deixar de ser quem é – o Amigo perdoador, aceitador e cuidadoso que conhece nossas necessidades, que vem a nós e nos segue a despeito de nossa rejeição e usa de todos os recursos a fim de conservar-nos próximos Dele e de Seu rebanho. Sua misericórdia e graça são expressões do perdão que nos é dado antes mesmo de o pedirmos. Ungindo as feridas do nosso coração com ternura, o Senhor troca nossas emoções conturbadas e medrosas pela certeza de que, aconteça o que acontecer, Ele estará sempre conosco” (Lloyd J. Ogilvie, Caindo na Grandeza, p. 55).

Finalmente, o ápice da chegada à casa do Pastor: “Habitarei na casa do Senhor para todo o sempre” (v. 6, NAA), longe dos perigos e predadores.

Estamos indo em direção à casa do Pastor, onde Ele nos prepara lugar (Jo 14:3). Ainda existem passagens difíceis no caminho. Mas o que isso importa? Vivemos em Sua presença, amparados por Suas mãos. Ele está ciente de tudo a nosso respeito. Ajuda-nos com singular cuidado e interesse. A Ele pertencemos. E assim será pelos séculos eternos. De fato, há um vale de morte entre nós e nosso destino final. Contudo, será apenas uma pausa para descanso. A certeza do que nos aguarda em seguida nos faz sentir alegria celestial ainda estando aqui na Terra.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Seja luz -Isaías 60

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 60

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Deus promete restaurar tudo o que o pecado destruiu. Apenas precisamos aceitar Sua luz a tal ponto de refleti-la ao mundo.

1. Jerusalém perdeu sua glória devido ao pecado que resultou em exílio do povo, mas Deus promete restaurá-la, a tal ponto de atrair gente de todas as nações que queira sair das trevas da imoralidade, perversidade e de toda iniquidade (vs. 1-4).

2. A glória de Jerusalém se dará pela presença do glorioso Deus. Jesus é desejado de todas as nações, profetizado pelos patriarcas e profetas, tipificado pelos reis da linhagem de Davi. Jesus é o rei Universal, que irá restaurar tudo o que pecado arruinou (vs. 5-22).

A introdução do capítulo em questão é ampliada nos restante do capítulo. “O restante de Isaías 60 desenvolve o tema introduzido nos versos 1-3: Os povos do mundo são atraídos para Jerusalém, que é abençoada por causa da presença gloriosa de Deus. Deus tinha um propósito universal quando escolheu Abraão e seus descendentes: por meio de Abraão todas as famílias da Terra seriam abençoadas (Gên. 12:3; 18:18; 22:18). Então, a aliança de Deus com Abraão, em último hipótese, tinha a intenção de ser uma aliança com toda a humanidade por meio de Abraão. Ele e seus descendentes seriam o canal para a revelação de Deus ao mundo” (Roy Gane).

• Deus quer atrair pessoas à luz de Jesus.

Apesar da Sua aversão ao pecado, Ele usa diversas estratégias visando alcançar e atrair pecadores. Jesus veio ao mundo, Sua vida e palavras brilharam como poderosa luz. Instituiu a igreja após Sua vitória sobre o reino das trevas para que cada membro iluminasse onde quer que esteja.

“O plano divino de redenção assegura o pleno estabelecimento de Sua verdade na vida de cada crente. Seus seguidores serão luzes fixas no mundo, revelando quem Cristo é e o que Ele pode fazer por aqueles que O amam. A vida, iluminada com a presença de Cristo, dispersa a escuridão moral que Satanás lançou sobre o mundo. Cristo chama Seu povo de luz do mundo. Eles O seguem, a luz original do mundo (veja Mat. 5:14-16; João 1:4 e 9; 8:12)”, aplica Gane.

• Sejamos luzes neste mundo tenebroso!

“Glorioso Deus, brilha em nós para refletirmos a luz de Jesus!” – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Ao Som do “Rouxinol”

MEDITAÇÃO DIÁRIA


19 de outubro

Ao Som do “Rouxinol”

O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta. Salmo 23:1, NVI

O Salmo 23 nada tem de complicado. Nele, o pensamento flui como um rio. As experiências e as emoções de que trata são simples e familiares. Por isso, crianças o declamam embaladas pela segurança e serenidade que ele inspira, tendo os olhinhos brilhando de alegria. Idosos à beira da morte também o repetem sob a luz da esperança, quando o sol da existência vai se pondo sobre eles. Quem sabe, foi por isso que Henry Beecher a ele se referiu como sendo “o rouxinol dos Salmos” (Charles Allen, A Psiquiatria de Deus, p. 28).

Mesmo em sua simplicidade, nada é mais atual e necessário para nós do que a mensagem do Salmo 23, especialmente quando pensamos nas características de nossa época: repleta de insegurança, caminhos desencontrados, estresse e inimigos de todo tipo. Então, no emaranhado em que nos encontramos, podemos ouvir Davi, por inspiração divina e pela própria experiência, convidando-nos a desacelerar, jogar fora o estresse, o medo, a insegurança e incerteza, e descansar no cuidado e na provisão do Pastor.

“O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta” (NVI). Em realidade, essa frase é tudo no salmo. Todas as demais garantias que ele nos dá resultam do fato de que o Pastor é Deus, que conhece nossas reais necessidades emocionais, físicas, materiais e espirituais. Ele nunca nos faltará. Somos objetos de Seu amor e cuidado constantes. Somos ovelhas Dele. Deus é nosso proprietário e nosso guia, nada precisamos recear.

A afirmação “de nada terei falta” implica também nossa satisfação com os cuidados dispensados pelo bom Pastor. Conhecendo Seu caráter infalível, tornamo-nos indiferentes às necessidades que apenas imaginamos ter ou aquelas que a mídia trabalha para nos convencer de que possuímos, na certeza de que o Pastor suprirá tudo o que for para nosso bem. Investimos tempo e energia no trabalho, e Ele frutificará nossos esforços com as maravilhas que nos tem preparado cada dia. Então estaremos em paz, com o sentimento de que, sendo Ele nosso Pastor, sabe do que necessitamos e tem a fórmula para suprir cada uma de nossas carências.

Como pastor, Davi sabia que o destino de uma ovelha dependia do tipo de pessoa que cuidasse dela, assim como por experiência própria conhecia o Pastor que cuidava dele. O Senhor continua cuidando de mim e de você.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Único meio de Salvação - Isaías 59

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 59

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Salvação é um negócio de Deus. Seus planos em relação ao Planeta danificado pelo pecado visam à salvação do pecador. 

Deus quer salvar-nos do pecado, porém agarramo-nos ao pecado – infelizmente (vs. 1-2). Pecado separa-nos de Deus. Separados dEle, estamos distantes da verdadeira satisfação, alegria e vida.

Os versos 3-15 retratam a sociedade que está em pecado. Leia e veja se é de sua comunidade que o profeta está falando. Leia estes versos repetidas vezes em várias versões bíblicas. Sublinhe. Procure o significado das principais palavras no dicionário. Estude profundamente.

Para mim, parece a síntese do jornal de cada semana, uma análise sintática de nossa triste realidade social, moral e espiritual.

• E para você?

• Qual a conclusão que você chegou?

• Compartilhe conosco!

Apesar da triste constatação, a despeito de não sermos o que deveríamos ser, ainda que não correspondamos com o que Deus espera de nós, embora nossos pecados causem um abismo ou um muro intransponível entre nós e Deus… ninguém precisa afogar-se no mar do desespero. Absolutamente!

Sim, o que vimos até aqui é verdade. O pecado é crudelíssimo. Nossos pecados nos levam ao afastamento de Deus; e, por fim, à morte eterna. Todavia, o texto não terminou. Há esperança. Existe solução para uma sociedade caótica. Há como resolver o problema oriundo de nossos terríveis pecados.

O próprio Deus entra em cena. Nada pode nos separar de Seu amor. Por isso, Ele Se torna o nosso Ajudador, Intercessor e Redentor. Ele é nosso único meio de Salvação. Nele, temos um Salvador (vs. 16-21; ver Romanos 8:37-39).

• Nada pode separar-nos do amor de Deus, nem mesmo a morte, nem mesmo as hostes satânicas, nem mesmo o pecado. Nada mesmo!

• O que nos é impossível (aproximar-nos de Deus em pecado), para Deus é possível (aproximar-se do pecador).

• Graças a essa possibilidade, Jesus é Emanuel, Deus conosco.

Somos salvos pelas obras – não nossas –, as de Cristo. Nossas obras só nos condenam. Precisamos aceitar, pela fé, a justiça de Cristo. Para que sejamos libertos do pecado e aguardemos confiantemente pela vida eterna, Deus dá o Espírito Santo àqueles que aceitam a Seu Filho (v. 21; ver Efésios 1:13-14).

“Senhor, graças Te dou porque mesmo com meus pecados, Tua mão não está encolhida para me salvar” – Heber Toth Armí.

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domingo, 18 de outubro de 2020

Nos Passos do Cordeiro

MEDITAÇÃO DIÁRIA

18 de outubro

Nos Passos do Cordeiro

Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com Ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o Seu nome e o nome de Seu Pai. Apocalipse 14:1

Em dois capítulos do Apocalipse (7; 14), João descreve a visão em que contemplou os 144 mil, cuja vida é a expressão do caráter de Deus. Sendo “primícias” (v. 4), foram um grupo especial. Evidentemente simbólico, o número representa o Israel espiritual, a verdadeira igreja de Deus. O número 144 mil tem como base o quadrado de 12, o que lembra algo completo, indicativo de que o povo de Deus dos últimos dias incluirá todos os que O buscam pela fé, e que, juntos, comporão a gloriosa igreja de Cristo. As marcas de sua conduta piedosa foram enumeradas pelo profeta (Ap 14:4, 5). Todas elas adquiridas e desenvolvidas por meio do relacionamento com o Cordeiro. Eles O seguem “por onde quer que [Ele] vá”: em Sua humilhação, Seu sofrimento, morte, ressurreição, missão, em qualquer circunstância. Desse modo, são contagiados pela beleza de Sua vida. Esse é um fato do qual não podemos nos esquecer.

Sabendo quem éramos, devemos unicamente ao Cordeiro tudo o que nos tornamos e ainda seremos. Não é sem razão que Ele é visto a emoldurar todos os quadros que retratam a vitória dos remidos no Apocalipse. Desde muito antes de João Batista O apresentar a seus seguidores (Jo 1:29), Ele é a mais bela contemplação de nossa fé. Se nosso alvo é ser o que são os 144 mil, independente das discussões a respeito de quem são eles, não podemos deixar de contemplá-Lo e segui-Lo.

Não vai demorar muito e, por Sua graça, estaremos perfilados ao lado Dele, diante do trono do Pai. O Universo inteiro testemunhará para sempre a impressão do caráter divino em nosso ser. Então, por tudo o que fez para nos levar a essa condição, nada será para nós mais encantador que a figura do Cordeiro de Deus. Afinal, “Ele não é um super-herói que deixa a desejar: Ele é o Salvador que resgata. Ele não é uma lenda: Ele é o Senhor. Ele não é um ícone: Ele é o intercessor. Ele não é imaginário: Ele é infalível. Ele não desaparece no exílio: Ele redime até o fim. Ele não é um vencedor virtual. Ele é vitorioso. Ele não parece esperança: Ele é a ressurreição da Esperança. Ele não é um cavaleiro escondido: Ele é o Rei vindouro” (Billy Graham, A Razão da Minha Esperança, p. 216).

A bênção de andar em comunhão com o Cordeiro de Deus é a maior que podemos receber. Vivenciar isso pela fé é flash antecipado da eternidade sobre nós. Entretanto, será a diferença decisiva em nosso cotidiano.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Práticas Religiosas - Isaías 58

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 58

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Meras formalidades, rituais externos, cultos mecânicos, cerimônias vazias de significados, louvor de boca para fora, indiferença no momento da pregação, despreparo na apresentação da mensagem bíblica, falta de espiritualidade fora da igreja, hipocrisia, e muito mais – diversos tipos de práticas religiosas desprovidas da aprovação divina.

Orar, jejuar, dizimar e até guardar o sábado sem um real relacionamento e submissão exclusiva a Deus durante as 24 horas, dos sete dias das 52 semanas do ano, é inaceitável ao Soberano do Universo.

Deus disciplina Seus filhos para que eles cresçam, amadureçam e aprendam a viver a religião corretamente. O propósito de Deus era que os judeus voltassem do exílio babilônico com uma visão mais abrangente do que significava ser verdadeiramente religioso conforme Seus conceitos.

Muitas vezes, precisamos ser disciplinados por Deus. “O exílio desmonta nossas perspectivas complacentes, e nos capacita a perceber que a restauração pode ser encontrada somente no caráter oculto de Deus, bem longe de nosso pragmatismo e controle… O exílio pode também nos preparar ao longo do caminho para recebermos benefícios sem precedentes” (James Houston).

O capítulo em pauta ensina-nos muitas coisas importantíssimas:

• Se Deus não revelar por meio de Seus servos os nossos pecados pelo poder do Espírito Santo, muito dificilmente reconheceremos nossos pecados e transgressões (v. 1).

• Deus mostra que práticas espirituais, como jejum, com interesses egoístas, não resultam na submissão que Deus espera dos Seus filhos (vs. 2-3).

• Os que utilizam a religião para subestimar ou dominar aos outros, ou mesmo praticam alguns rituais para maquiar suas contendas, rixas e arrogâncias, não serão aceitos por Deus (v. 4).

• Mais que usar a religião como máscara, precisamos de relacionamento com Deus que gere transformação, mudança de vida, atitude e comportamento visíveis (vs. 5-7).

• Religião com resultados reais e extraordinários é aquela que brota do coração influenciado por Deus para representar Seu amor numa sociedade decadente (vs. 8-12).

• Guardar o sábado é insuficiente para Deus, precisamos saber como viver as 24 horas de cada sábado. Sucesso, bênçãos e proteção terão aqueles que honrarem ao Criador de fato e de verdade no santo dia instituído pelo próprio Legislador (vs. 13-14).

Há muitos religiosos absolutamente enganados! Este capítulo deveria ser muito estudado e propagado.

“Senhor, disciplina-nos para aprender – se for necessário! Reaviva-nos!” – Heber Toth Armí.

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sábado, 17 de outubro de 2020

Deus vivifica - Isaías 57

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 57

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Estamos partindo para a conclusão do estudo do livro de Isaías. Após dedicarmos vários dias estudando cada um de seus magníficos capítulos, estamos chegando ao ápice de suas profecias de esperança.

O melhor para a nossa vida acontece quando estamos na companhia de Deus; contudo, por Suas promessas somos incentivados a espera coisas melhores que ainda virão. Aguardemos!

A última parte do livro do profeta Isaías, de acordo com Gary V. Smith, começou no capítulo 56, o qual ele intitulou: “O destino dos servos de Deus”, e, o subdividiu da seguinte forma:

• Os justos experimentarão a futura salvação de Deus (56:1-59-21);

• Deus trará salvação, transformará Sião e destruirá aos malvados (60:1-63:6);

• Lamento e resposta: o destino dos servos e dos rebeldes (63:7-66:24).

O capítulo em questão fala muito ao nosso coração, que neste mundo turbulento, anseia intensamente por uma paz aparentemente inacessível.

Analise estes pontos relevantes para nossa vida no século XXI:

1. A injustiça e a indiferença dominam a sociedade atual como foi nos dias de Isaías, mas Deus está atento aos justos e os livra antes que o mal toma conta totalmente do nosso planeta. Apenas quem preza pela justiça divina e pela retidão no procedimento encontra paz e descanso para o coração (vs. 1-2).

2. A religião falsa é confrontada pelo Deus verdadeiro. Os que trocam o certo pelo duvidoso, que fundamentam suas crenças na tradição e não na revelação, que pautam sua adoração pelos conceitos falhos da opinião humana… são confrontados pelo único Deus vivo. Querendo a salvação dos desviados, após confrontar, Ele mesmo incentiva: “O que confia em mim herdará a Terra e possuirá o Meu santo monte” – isto é, salvação (vs. 3-13).

3. Os obstáculos que impedem o sublime e majestoso Deus de habitar no coração dos seres humanos são nossos pecados, principalmente o orgulho e a arrogância; mas, os humildes desfrutam desse privilégio – estes, diferentemente dos estúpidos arrogantes, têm o coração cheio de paz, satisfação e tranquilidade (vs. 14-21).

Onde Deus habita, há confiança em Suas promessas, apego a Seus planos, e isso resulta em paz, tranquilidade e satisfação. Um coração sem Deus viverá sempre em busca de algo, impaciente.

Deus vivifica o espírito dos abatidos e o coração dos contritos. Deixe Ele te avivar! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Lugar de Integração

MEDITAÇÃO DIÁRIA


16 de outubro

Lugar de Integração

Porque a Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos. Isaías 56:7

Na sociedade fragmentada em que vivemos, “aceitação” é o clamor insistente dos diversos grupos que a compõem. São núcleos muitas vezes discriminados por causa da etnia, aparência, condição sociocultural e econômica. Todos eles buscam aceitação. Alguns conseguem superar as barreiras e limitações. Outros sofrem sem enxergar perspectivas.

Esse problema não é exclusivo da sociedade atual. A grande ironia da nação israelita era justamente o fato de que um povo chamado a ser inclusivo, devendo atrair todos os outros povos à salvação de Deus, tomasse o caminho oposto a esse objetivo. Assim mesmo, durante o cativeiro babilônico, houve gentios que, impressionados com a beleza da fé e a superioridade da religião israelita, aceitaram o verdadeiro Deus. Passaram então a adorar nas comunidades judaicas; mas, com o fim do cativeiro e o restabelecimento do templo, a pergunta era: Continuariam incluídos?

A garantia divina lhes foi transmitida pelo profeta: “Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao Senhor, dizendo: O Senhor, com efeito, me separará do Seu povo’”; “porque a Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:3, 7). Não haveria mais excluídos. Haveria lugar para todos aqueles que, mesmo com suas limitações, tinham se rendido ao Senhor. E mais: daria a eles, em suprema compensação, muito mais do que haviam perdido ou não conseguiram ser, ter nem fazer, por causa de sua incapacidade natural (v. 3-6). Deus é assim: “zera” o passado; refaz tudo e todos.

Considerando que Seus propósitos não mudam, é esse amor inclusivo que Ele deseja ver refletido por Seus filhos hoje, como igreja e como indivíduos, para iluminação de “todos os povos”. A igreja é um organismo ao qual Jesus dá vida espiritual. Existe centralizada Nele, mas voltada para as pessoas. A visão bíblica não a limita a uma estrutura insensível de concreto. Não se trata de um lugar aonde uma pessoa vai e de onde volta para casa com a sensação de que ninguém se importou com ela. Igreja é um coração onde somos amados e aceitos. Você e eu somos igrejas edificadas para amar pessoas, apesar de si mesmas.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Salvação e justiça-Isaías 56

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 56

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Salvação e justiça

A revelação sobrenatural não visa orientar aos judeus unicamente. Os judeus eram os instrumentos de Deus para alcançar a todas as pessoas.

O Deus do juízo oferece a salvação a todos os perdidos. A graça é um presente a todos os desgraçados do pecado. E, antes do juízo, Deus alerta, desperta e incentiva a todos a permanecerem firmes na justiça.

1. Salvação e justiça estão prestes a serem evidenciadas no mundo (v. 1).

2. Bem-aventurado quem se apega às bases de aliança que revela compromisso com Deus (v. 2):

• Se guarda de profanar o sábado, o qual é um sinal e bênção da graça divina;

• Guarda a sua mão de cometer algum mal – afasta-se radicalmente do pecado.

3. Nem o estrangeiro, nem o mutilado sexualmente, nenhum ser humano terá razão para suas desculpas para a desobediência, falta de compromisso e perdição (v. 3).

4. Deus quer abençoar até aqueles que pensam que não restam graça, bênção e salvação para eles. Só precisam aceitar e não rejeitar as bênçãos da revelação graciosamente oferecidas por Deus (vs. 4-5).

5. Cada pessoa, de todas as raças e lugares (v. 6), precisa…

• Achegar-se a Deus;

• Servir exclusivamente ao Senhor;

• Guardar o sábado sem nunca profaná-lo;

• Abraçar a aliança divina – um compromisso sério com Cristo.

6. As promessas divinas são para judeus e não judeus. A igreja de Deus deve ser conhecida como Casa de Oração para todos os povos, Ele anseia reunir pessoas de todas as nações (vs. 7-8).

• Não deveria existir igrejas para negros e outras para brancos;

• Igreja não deveria ser conhecida como Casa de Shows, milagres, etc.

• Não deveria ser lugar de bagunça, desordem, teatro, exibição, busca por poder, etc.

• Deveria ser Casa de Oração para todos os povos.

7. Deus alerta quanto à presença de falsos líderes religiosos, para que Seu povo não seja desviado do caminho da salvação (vs. 9-12). Sempre existiram líderes espirituais que parecem:

• Atalaias cegos: Não enxergam a verdade bíblica corretamente.

• Cães gulosos e preguiçosos: São insaciáveis gananciosos, e folgados.

• Pastores irresponsáveis: Ensinam somente o que lhes interessam, visando explorar o rebanho.

A Bíblia nunca foi um privilégio divino concedido exclusivamente aos judeus. É um presente do céu para toda a humanidade. Portanto, busque a bem-aventurança deste capitulo! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Que Imagem!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

15 de outubro

Que Imagem!

Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27

O título desta reflexão pode soar em três tons diferentes. O primeiro expressa a sensação de encanto que temos diante de um belo quadro da natureza ou ao admirar o trabalho irretocável de um grande artista. Esse é o sentimento que, de acordo com alguns estudiosos das artes, teria envolvido Michelangelo depois de concluir a escultura “Moisés”. Extasiado com a perfeição da obra, ele teria batido com o cinzel no joelho da escultura e ordenado: “Fala!” Da mesma forma, numa viagem às nossas origens, imagino o Artista supremo expressando Seu sentimento de satisfação: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn 1:31). Não que ficasse surpreso com a própria capacidade criadora, mas, sendo Ele o Criador da beleza e perfeição, é também seu admirador maior.

Criado à imagem de Deus, o ser humano deveria espelhá-la “tanto na aparência exterior quanto no caráter” (Ellen White, Patriarcas e Profetas, p. 45). De acordo com Joseph Benson, “na imagem natural, mas especialmente na imagem moral, na conformidade de todos os seus poderes com a vontade de Deus; seu entendimento claramente discernido, julgamento correto, suas afeições e escolhas abraçando seu principal bem; sem erro no conhecimento, sem desordem nas paixões nem irregularidade ou descontrole de seus apetites. Todas as faculdades do corpo e da mente postas a serviço da glória de Deus e da própria felicidade” (Commentary of the Old and New Testaments, Gn 1:27).

Assim, o ser humano foi criado como uma cópia da santidade e da qualidade de vida divina. Todavia, com a essência dessa semelhança tendo sido manchada pelo pecado, hoje imaginamos o que éramos, o que deveríamos ser, mas não somos. Então, em tons de lamento, expressamos: “Que imagem desfigurada!” Ela está extremamente distorcida por meio de um destruidor processo do mal que parece só aumentar no transcurso dos séculos.

Entretanto, imagens estragadas e sem valor algum podem ser restauradas. Não somos irrecuperáveis, desde que nos entreguemos aos cuidados do Autor e Restaurador da imagem: o próprio Deus. Ele está trabalhando, e não temos a menor condição de dar a Ele opiniões quanto ao que deva ser transformado. Ele sabe, tem como fazê-lo e fará. Isso nos remete ao momento em que, com a imagem divina refeita em nós, vamos dizer entre suspiros: “Que imagem!” Não dá para descrever isso agora, mas nada perdemos por esperar com fé.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

As Palavras de Deus - Isaías 55

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 55

Comentário Pr Heber Toth Armí 

As Palavras de Deus

 Os ensinamentos deste capítulo são fantásticos, sua profundidade é incrível, e, seu conteúdo possui uma abrangência incapaz de ser totalmente assimilada pela inteligência humana.

Deus convida…

• …sedentos e famintos (miseráveis) ao melhor banquete do Universo; assim, Ele oferece vida e alegria a quem merece morte – ainda tudo de graça (vs. 1-2).

• …pessoas indiferentes e sem importância para um relacionamento transformador, restaurador e enobrecedor (vs. 3-5).

• …a buscá-lO enquanto ainda há oportunidade; pois, a festa está marcada e chegará o tempo que será tarde demais para responder ao convite – a porta da graça se fechará! (v. 6).

• …aos que se dispõe a atender Seu convite a uma preparação. Assim como alguém faz todos os preparativos, roupas, cabelos, banho, perfume, etc. para uma festa, na festa de Deus, preparativos também são importantes, embora diferentes (v. 7). Mas, Ele dá as diretrizes:

1. Deixar os próprios caminhos pessoais: gostos, interesses e planos;

2. Abandonar radicalmente os maus pensamentos;

3. Converter-se plenamente ao Senhor compassivo que faz o convite;

4. Viver para o Salvador que oferece o perdão transformador.

A salvação é para todos, mas nem todos aceitam o convite divino para salvar-se. Aqueles que aceitarem se surpreenderão, pois ao abandonarem seus miseráveis planos, pensamentos ruins e ambições mesquinhas, verão que os planos de Deus trazem resultados que nossa mente é incapaz de assimilar (vs. 9-13).

As Palavras de Deus não são meras palavras. Seu convite é mais que especial. É questão de vida ou morte.

Aqueles que confiarem plenamente nas Palavras divinas experimentarão os efeitos impactantes dessas importantes Palavras: Paz e alegria indescritíveis, prazer e satisfação na alma, além de experiências miraculosas – extraordinárias desde agora, mas principalmente na glória (vs. 12-13; I Pedro 1:8).

Jesus é o Verbo divino, a Palavra encarnada (João 1:1-18). “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito” (Isaías 53:11). “Assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra e a fecundem, e a faça brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come”, assim desceu Jesus para avivar e restaurar os miseráveis e indignos pecadores (Isaías 55:10-11).

“Querido Deus, aceito todos os teus convites. Ajuda-me a preparar para uma eternidade contigo…” – Heber Toth Armí

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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Além das Aparências

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

14 de outubro

Além das Aparências

Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças; e das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes; os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo. Marcos 12:38-40

Entre a dissimulada aparência de piedade e a escancarada vaidade ostentada pelos líderes religiosos nos Seus dias, o contraponto era o brilho da autenticidade de Jesus, em tudo o que Ele ensinava e fazia. Por isso, podia convidar: “Aprendam de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11:29). Ele ia na contramão daqueles que eram motivados apenas pelo desejo de conquistar a simpatia do povo e mantê-lo submisso às tradições. Para isso, buscavam impressionar as pessoas pelas aparências e pelo autoritarismo, recursos utilizados por pessoas que nada têm com que chamar a atenção, além do mero barulho que fazem, semelhante ao de uma lata vazia. A propósito, o termo “vaidade” tem origem nas palavras latinas vanitas, vanitatis, significando vacuidade, vazio. “Como espuma de sabão”, escreveu Mario Veloso, que, “quando circula pelo ar, mostra-se preciosa, a luz externa lhe imprime brilhos fantasiosos, atrativos e bonitos; mas dentro, nada tem. Em um instante, ‘plaf ’, arrebenta, desaparece. Converteu-se no que era: nada” (Mateus, p. 291).

Desse modo, rejeitando Cristo e tendo estilo de vida tão diferente do Dele como a luz o é das trevas, e tão distante quanto o céu se acha da Terra, aqueles homens agiam segundo os princípios do reino terrestre: valorização exagerada dos títulos e uso de vestes que evidenciavam a condição religiosa e social. Assim, desejavam ocupar os primeiros lugares em eventos honoríficos. Queriam receber saudações que, indo além de um gesto de cortesia cristã, os abordavam e publicamente os reconheciam por meio de sonoros títulos de “pai”, “rabino” e “mestre”.

Além disso, de modo contrário à verdadeira religião (Tg 1:27), exploravam as viúvas, das quais se apoderavam dos bens. Depois, oravam longamente, acobertando a própria impiedade. Jesus Cristo Se dirigiu a eles, lamentando por oito vezes: “Ai de vocês!” (Mt 23). Assim como avisou os discípulos, hoje Ele nos adverte: “Cuidado! Não imitem esse comportamento. Não sigam aqueles que o adotam.” Contudo, tão enganoso é o coração, que precisamos atentar para os reais motivos de nossos atos, de modo que não escorram por entre os dedos motivações secretas, impróprias, que tentamos esconder. É bem verdade que nossas tendências dificultam a luta; porém, nada existe, além de nossa vontade, que resista ao poder da graça divina.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Nosso Marido Fiel - Isaías 54

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 54

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Nosso Marido Fiel

Casar é fácil. O difícil é permanecer casado. Inclusive Deus usa diversas estratégias para permanecer casado, do contrário, o divórcio teria acontecido há muitos séculos.

Graças a Sua compaixão, insistência e amor incondicional, porque do jeito que lidamos com Ele sobejam os motivos para abandonar-nos. Quantas vezes…

• …deixamos de priorizar Deus em nossa vida?

• …somos infiéis a Ele a despeito de Sua fidelidade exemplar?

• …lidamos com tudo, até tempo para “perder tempo” temos, mas não para orar a Deus ou ler a Sua Palavra cheias de amor por nós?

• …dividimos nosso amor a Deus com outras coisas, não sendo fieis exclusivamente a Ele – será que realmente O amamos?

• …adulteramos, traímos a Deus, desrespeitamos Sua pessoa e não damos o real valor ao compromisso com Ele… e mesmo assim Ele não desiste de nós?

A antiga igreja judaica foi considerada esposa infiel. Ela sofreu as consequências de sua infidelidade, o amor aos pecados e aos deuses falsos. A Jerusalém do passado parece um espelho da igreja cristã no presente. Portanto, temos muito que aprender, pois Deus promete desfazer Sua esterilidade espiritual e promover sua alegria (vs. 1-4).

1. O marido por excelência, com ternura e paciência, é o Criador e Redentor, o Santo de Israel, o Deus de toda a Terra – o teu e o meu Deus (v. 5).

2. O marido modelo deixa sua esposa sofrer as consequências da falta de compromisso sério e leal para, então, ao aprender a lição, poder abençoá-la para sempre – haverá uma grande festa nupcial universal (vs. 6-10; Mateus 22:1-14; Apocalipse 3:20).

3. A cidade de Jerusalém será definitivamente restaurada, totalmente embelezada, cheia de pedras preciosas, onde não entrará nada que macule a felicidade dos salvos; ela descerá do céu, adornada como uma noiva para seu marido (vs. 11-17; Apocalipse 21-22).

Ampliando, “não se faz menção aqui de qualquer conexão entre esta profecia e a do capítulo 53; não obstante, existe entre elas uma profunda afinidade intrínseca. A salvação da comunidade redimida descrita aqui é o futuro do sofrimento do Servo do Senhor. Os habitantes da cidade de Deus são Sua ‘posteridade’ (53.10). A paz e a justiça em que eles se regozijam foram adquiridas por Ele (53.5,11)” (J. Ridderbos).

Portanto, renovemos o compromisso com Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 13 de outubro de 2020

Plano de Deus-Isaías 53

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 53

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Plano de Deus

O poema iniciado em Isaías 52:13 inclui todo o capítulo 53. Estes versos poéticos são proféticos, os quais, embora sejam poucos, creio que sua mensagem é mais abrangente que os quatro evangelhos juntos.

É possível pregar o evangelho, a esperança da salvação aos perdidos, a partir destes 15 versículos. Já estudei durante várias horas este poema das penas do profeta Isaías. Dos ensinamentos que extraí, selecionei algumas lições que me resultaram em oito sermões, os quais preguei numa semana santa.

Com atenção e oração, medite nestas cinco estrofes:

• Deus abre o poema. Deus é o sujeito nos primeiros versos, ou primeira estrofe (Isaías 52:13-15). A salvação do perdido é invenção de Deus. Ele planejou. Ele doou o servo para sofrer pelo pecador. Ele executou o plano de nossa redenção. Deus toma a iniciativa para resolver nossos delitos, problemas e transgressões. Sua estratégia impactaria até mesmo os grandes da Terra.

• Os judeus incrédulos rejeitariam declaradamente ao plano de Deus. Os judeus que rejeitaram o Messias estão descritos na segunda estrofe (Isaías 53:1-3). A incredulidade e a dúvida fundamentam suas crenças sobre opiniões pré-concebidas. Fazem das meras opiniões fortes convicções. Os preconceitos frente à verdade os levam a pautar suas decisões sobre a mentira, que não passam de areia movediça. Assim, rejeitam a única solução de que tanto precisam. Quanta idiotice! Isso não se deu apenas com os judeus, muitos atualmente agem da mesma forma frente aos planos de Deus: “…dele não fizemos caso”.

• Um remanescente, cheio de fé, interpreta corretamente o que os incrédulos interpretaram de forma errada. O crente sincero tem parte no poema (vs. 4-6). A humildade abre os olhos para a pura e dura realidade do pecador, mas também recebe o dom da fé para enxergar a solução preparada por Deus. Vê em Jesus o substituto.

• O profeta Isaías não fica mudo diante de verdades tão impactantes. Em poucas palavras ele ensina teologia, cristologia, soteriologia, hamartiologia, escatologia, entre outras coisas mais que valem a pena aprofundar-se (vs. 7-10).

• Deus iniciou, agora irá concluir o poema. Suas palavras revelam solenidade, mas plenas de satisfação (vs. 11-12). Seu plano daria certo, embora soubesse que nem todos aceitariam o sacrifício de Seu Filho: “… levou sobre si os pecados de muitos…”.

Você aceitou? – Heber Toth Armí.

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O Milagre da Recriação

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

13 de outubro

O Milagre da Recriação

E assim, se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas antigas já passaram, eis que se fizeram novas. 2 Coríntios 5:17

Esse texto é um sopro de esperança que atinge a todos nós que temos consciência da impossibilidade de nos tornarmos melhores tendo como base nossos esforços. Dirigindo-se ao povo de Judá, o Senhor disse: “Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal” (Jr 13:23). Essa é a realidade comum a todas as pessoas, em todos os tempos e lugares. O pecado enraizou-se em nossa natureza e nela produz seus frutos venenosos que afetam nossa vida pessoal, nosso relacionamento com Deus e com o semelhante, comprometendo o ideal de vivermos a eternidade com Ele.

Graças a Deus, tudo pode ser feito de novo! De início, convém lembrar que as palavras do verso de hoje foram proferidas por alguém com autoridade para fazê-lo: o apóstolo Paulo. Por experiência própria, ele conheceu a maravilha do poder capaz de revolucionar a vida, o poder de Cristo, que o fez amar tudo o que antes odiava, odiar tudo o que antes amava e renunciar a tudo a que ele, anteriormente, se apegava. Em certa ocasião, Paulo disse: “Considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3:8).


A expressão “se alguém está em Cristo” é seu modo de se referir à ligação pessoal, ao elo mais íntimo entre Cristo e quem O aceita como Salvador e Senhor. Somente nessa interação é que podemos nos tornar “nova criação” ou “novas criaturas”. O poder de Cristo não atua para melhorar o que somos. Seu objetivo é nos recriar, refazer-nos espiritualmente. A mudança é radical em nosso estilo de pensar, sentir, falar, fazer e viver.

Estando em Cristo, a velha maneira de ser e agir não faz mais sentido. Trataremos as pessoas com a mentalidade Dele, indistintamente, não importando o que elas sejam nem o que tenham feito. Desse modo, devemos amar até os inimigos com o amor redentor, assim como Jesus nos reconciliou com Ele quando éramos Seus inimigos (Rm 5:10). Estar em Cristo e ter recebido a novidade de vida que Ele produz é ser e agir à semelhança Dele.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

“No Passo Das Crianças”

MEDITAÇÃO DIÁRIA

12 de outubro

“No Passo Das Crianças”

Meu senhor, vai à frente de teu servo, e eu sigo atrás, devagar, no passo dos rebanhos e das crianças. Gênesis 33:14, NVI

O bem-estar das crianças é tema recorrente em reportagens e documentários na mídia. Contudo, em boa parte dos casos, a solução dos problemas relacionados a elas esbarra no egoísmo e no ódio prevalecentes no coração humano, que não dão espaço para que se pense nas crianças. Assim, os pequeninos inocentes acabam se tornando as grandes vítimas, deixando estampar o intenso sofrimento no semblante apavorado pela guerra, nos olhinhos que expressam o abatimento pela fome ou nos corpinhos seminus que tremem de frio. Muitas fogem com os pais em busca de lugares seguros onde possam recomeçar a vida. O trajeto é sofrido e, às vezes, interrompido pela morte.

Mais perto de nós, crianças também sofrem algum descaso e devem ser objeto de atenção especial por parte de toda a sociedade. Em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves, recém-eleito presidente do Brasil, proferiu o discurso no qual disse: “Enquanto houver neste país um só homem sem pão, sem teto e sem letra, toda prosperidade será falsa.” Não erraríamos nem estaríamos exagerando se substituíssemos a expressão “um só homem” por “uma só criança”.

Um episódio no Antigo Testamento deixa-nos uma lição preciosa. Anos após sair de casa ameaçado por Esaú, Jacó foi orientado a voltar para seu antigo lar. Suas emoções eram intensas e temperadas pelo temor da vingança prometida pelo irmão. Providências foram tomadas para aplacar a ira e, depois de longa jornada, um abraço emocionado selou a reconciliação. Jacó chegou a dizer: “Ver a tua face é como contemplar a face de Deus” (Gn 33:10, NVI). Que lição para os desafetos de hoje!

Certamente, havia muito o que conversar e explicar, mas não o suficiente para que as crianças fossem esquecidas: “Meu senhor vai à frente, e eu vou atrás, no passo das crianças”, propôs Jacó. Primeiro elas; depois, nós.

Jesus Cristo exemplificou a priorização das crianças, ao tomá-las nos braços e abençoá-las (Mt 19:13, 14), contrariando os discípulos, esquecidos de que elas estavam incluídas no alcance da missão. Em outra ocasião, o Mestre apresentou a criança como modelo para os candidatos a súditos em Seu reino (Mt 18:1-3). Seria exagero dizer que os herdeiros do reino serão aqueles que andarem no passo da sinceridade, pureza, confiança, autenticidade, disposição para perdoar e humildade das crianças?

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Despertar do Sono - Isaías 52

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 52

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Despertar do Sono

Acordar da mornidão espiritual, curar-se da letargia religiosa, levantar-se da preguiça, sacudir a poeira da hipocrisia, partir para a ação e cumprir a missão de anunciar o Messias – eis o que Deus espera de cada crente em todo lugar.

Neste capítulo acontece o terceiro imperativo divino quanto a despertar. “Mais uma vez, Sião recebe a ordem para despertar do sono do cativeiro e se vestir de suas roupagens formosas” (William MacDonald).

Os ouvintes de Isaías de todas as épocas precisam de um reavivamento genuíno. Quem está dormindo, está perdido, precisa ser acordado e imbuído do azeite do Espírito ou das vestes gloriosas da justiça de Cristo (vs. 1-2; Mateus 25:1-13; Romanos 13:11-14).

Não titubeie, saia de cima do muro, não flerte com o pecado. Acorde e levante-se para o que Deus tem para você.

• O plano de Deus, através do Servo, Jesus Cristo, é resgatar, redimir e salvar o pecador. Seu alvo é santificar o imundo pecador. Seu método é oferecer a graça para quem está na desgraça. Ele mostrará Suas poderosas e maravilhosas ações (vs. 1-6).

• O plano de Deus é impactante. Ele quer que os despertos e reavivados levantem a voz e proclamem o que Ele fez e ainda fará pelo mundo. Jesus entrou na batalha, pisou na lama imunda de pecado deste mundo para nos resgatar. “O Eterno arregaçou as mangas. Todas as nações agora enxergam o seu braço forte e santo. Todos, de um lado da terra a outro, o estão vendo em ação, agindo para salvar”. Não precisamos ajudar a Deus, precisamos ajudar àqueles que ainda não notaram as ações salvíficas de Deus em nosso Planeta (vs. 7-10).

• O plano de Deus é ousado, radical e enérgico. Ele, às vezes, precisa ser duro, assim quando precisa acordar alguém que está em um sono profundo. Ele sacode, e grita: levanta da cama: “Fora daqui! Fora daqui! […] Purifiquem-se no processo da adoração…” (vs. 11-12).

• O plano de Deus está baseado em Seu Filho que sofreu na batalha do grande conflito para libertar todo aflito. Ele cumpriu Seu objetivo, mas sofreu como ninguém, pagou o preço mais alto pelos escravos para os tornar livres (vs. 13-15).

Despertemos!

Troque teus planos pelos planos de Deus, são melhores que os teus! – Heber Toth Armí.

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domingo, 11 de outubro de 2020

Ore sempre!

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

11 de outubro

Ore sempre!

Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer. Lucas 18:1

Indiscutível em sua eficácia, a oração já foi definida como “o abrir do coração a Deus como a um amigo. […] A chave nas mãos da fé para abrir os depósitos do Céu, onde estão armazenados os ilimitados recursos da Onipotência” (Ellen White, Caminho a Cristo, p. 93, 94). Essas definições nos apresentam a medida infinita de possibilidades da oração, além do interesse e da prontidão do Senhor em torná-las reais para Seus filhos. Todos nós temos desfrutado essa experiência, inclusive sendo informados de que os benefícios dela são observáveis além do contexto religioso, conforme o entendemos.

Pesquisas médicas têm demonstrado, por exemplo, que a oração ajuda a aumentar a atividade nos lobos frontais, área da linguagem no cérebro, facilitando a comunicação. Alguns outros benefícios são a manutenção da estabilidade do sistema de defesa do organismo, o ânimo e a força para suportar e superar os rigores de graves doenças, o controle do estresse e a redução da ansiedade, entre outros.

No entanto, por mais preciosas que sejam as bênçãos tangíveis da oração, fundamental mesmo é a manutenção do contato com o Doador delas. Se a vida cristã é relacionamento com Deus, o cristão tem que ser uma pessoa de oração. Não é coerente dizer que nos relacionamos com uma pessoa com a qual não nos comunicamos. Não é suficiente que tenhamos momentos de oração. Precisamos de uma vida de oração. Homens e mulheres que se destacaram na história pelos grandes feitos em favor da causa de Deus e deixaram seu exemplo de fé foram pessoas de oração. Diante disso, pode-se afirmar que nossa condição espiritual, em qualquer momento, é reflexo direto de nossa vida de oração.


O ensino do Mestre no sentido de “orar sempre e nunca esmorecer” não implica vencer Deus pelo cansaço nem provar diante Dele a força de nossa fé, reivindicando por isso o “direito” de ser atendidos. Deus nos conhece por completo. Seu desejo é interagir conosco em nosso benefício. Ao perseverarmos na oração, entendemos a vontade Dele para nós quanto ao que Lhe pedimos. Então, reagiremos como Cristo no Getsêmani: “Todavia, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt 26:39).


Perseverar na oração é andar continuamente com Deus. Acaso, alguém tem algo melhor para pedir em oração?

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

As promessas de Deus -Isaías 51

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 51

Comentário Pr Heber Toth Armí 

As promessas de Deus

Promessas são valiosas, principalmente num contexto em que se elas forem cumpridas, nossa vida seria mais feliz, realizada e satisfeita.

Charles H. Spurgeon desafia-nos: “Tome a promessa de Deus, pois ela é suficiente, e mais do que suficiente, mesmo que todas as fontes da terra se sequem”.

As promessas de Deus visam à esperança da humanidade. Suas promessas inspiram até os mais desesperados, se confiarem nEle. Elas norteiam a direção que devemos não apenas olhar, mas também seguir. Por isso, sua importância para nós.

1. Deus formou um povo para Si de Abraão, o pai da fé, o precursor da promessa de bênção a toda nação, tribo língua e povo, que é Jesus, o Messias. Ele cumpriu promessas feitas no passado, e cumprirá as que ainda faltam serem concretizadas (vs. 1-3).

2. Deus revela, abre o futuro, promete bênçãos aos perdidos, desesperados e condenados. Ele diz que libertará os cativos, iluminará o mundo e trará salvação aos povos (vs. 4-6). Ao Seu povo, especificamente Ele declara:

“Ouçam agora, vocês que sabem a diferença entre o certo e o errado, que guardam o meu ensinamento no coração: Não deem atenção às zombarias e, quando foram insultados, não deixem que isso os abale. Esses insultos e zombarias estão carcomidos de traças, vêm de cérebros afetados por cupins, mas minha forma de endireitar as coisas é duradoura, minha salvação é perene” (vs. 7-8).

3. As promessas de Deus despertam o povo que pensa que Deus está indiferente no presente em relação passado (vs. 9-11). Contudo, mal sabem os crentes que os indiferentes são eles mesmos, não Deus. Por isso, Deus estimula a crença, a fé e a confiança dos temerosos e aflitos a dependerem dEle (vs. 12-16).

4. As promessas de Deus visam libertação, mesmo depois de um momento de correção sem muitos resultados almejados. Ninguém se importa pelas nações como Deus. Ninguém consola os arruinados como Deus. Ele age para salvar, ainda que tenha que enfrentar fortes oponentes (vs. 17-23).

Quem está dormindo não vê Deus acordado. Deus quer nos despertar e faz o maior barulho para que acordemos. Ele quer nos atrair a Ele e a Seus grandiosos e maravilhosos planos. Permitiremos ser acordados por Deus? (Romanos 13:11-14).

Deus nos desperta com promessas! – Heber Toth Armí.

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sábado, 10 de outubro de 2020

OFERTA PRECIOSA

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

10 de outubro

OFERTA PRECIOSA

Pedro, porém, disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isto te dou: em nome de Jesus, o Nazareno, anda! Atos 3:6

Cheios do Espírito Santo, Pedro e João estavam transformados. A timidez havia cedido lugar à coragem, e o evangelho era proclamado por eles com poder. Em seu sermão no dia de Pentecostes, Pedro denunciara destemidamente os líderes judaicos de haverem matado Jesus Cristo. Enquanto isso, no templo, junto à porta Formosa, um aleijado de nascença seguia sua rotina de pedir esmolas aos frequentadores do local. Alguns eram generosos, acreditando que, com isso, atrairiam para si o favor de Deus; outros o ignoravam. Foi ali que os dois apóstolos encontraram aquele homem, e Pedro teve a atenção chamada para seu clamor.

Ao contrário dos que se mostravam indiferentes, compadecidos, Pedro e João o miraram e lhe deram a ordem que talvez implicasse a necessidade de desviar o olhar de suas limitações, focalizando-o em quem o poderia socorrer: “Olha para nós!” (v. 4). Em lugar de uma esmola, porém, ele ouviu: “Não possuo prata nem ouro”, seguindo-se a ordem para andar. Que presente seria superior a esse? Jamais andara antes. Entretanto, num piscar de olhos, pareceu esquecer-se disso. Nova energia invadiu aquele corpo debilitado, levando vida aos músculos e nervos. “De um salto”, firmou-se em pé e andou, louvando a Deus, celebrando o poder e o nome de Jesus.

Quantos aleijados espirituais temos encontrado em nosso caminho? Quantos olhares pedintes cruzam com o nosso, todos os dias? Quantos nos estendem a mão na tentativa de obter alguma dádiva que lhes dê nova perspectiva? O que temos para essas pessoas? Recursos que eventualmente tenhamos para repartir não representam o bastante para elas. O que as pessoas a nosso redor precisam para curar as feridas da alma é Daquele em cujo nome o milagre foi operado: Cristo, o centro da pregação e do testemunho dos primeiros cristãos.

Pedro e João deram do que tinham: poder em nome de Jesus. Quanto a nós, convém atentarmos para as palavras de Leighton Ford: “Quando o Cristo do trono final e o Cristo da cruz Se tornam o Cristo do coração, torna-se impossível olhar para os outros, senão através de novos olhos – os olhos de Cristo – e partilhar com eles Aquele que significa tanto para nós” (A Igreja Viva, p. 40). Se temos que compartilhar Jesus Cristo em uma sociedade espiritualmente indigente, onde pessoas estão carentes de verdadeiro sentido para a vida, precisamos ser repletos Dele e de Seu amor que satisfaz, cura e restaura.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

O Senhor não desampara - Isaías 50

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 50

Comentário Pr Heber Toth Armí 

O Senhor não desampara

O Messias é o foco do profeta Isaías. Se ele “pretendesse transmitir apenas informações, ele daria todos os detalhes com relação ao Messias de uma só vez. Mas, a fim de ensinar, persuadir e dar ao seu público um encontro com o Servo do Senhor, ele desenvolve um rico tecido de temas recorrentes, como em uma sinfonia. Ele desdobra a mensagem de Deus em passos para que cada aspecto seja entendido em relação ao restante do quadro. Isaías é um artista cuja tela é o coração do seu ouvinte” (Roy Gane).

“A ‘essência’ deste capítulo na Bíblia Sagrada dá este sentido, de maneira muito concisa: Cristo mostra que o abandono dos judeus não deve ser imputada a Ele, pela Sua capacidade de salvar, pela Sua obediência naquela missão e pela Sua confiança na ajuda do Pai. O profeta conclui com uma exortação à confiança em Deus, não em nós mesmos” (Matthew Henry).

O Senhor não desampara a humanidade. A vinda do Messias está predita em todo o livro de Isaías. Está chegando ao seu auge. Debruce na Palavra de Deus e confira o cumprimento das profecias!

Procura-se alguém para um determinado cargo. O candidato precisa preencher todos os requisitos, além de estar disposto a assumir o cargo. Veja:

1. Subordinação: Deus o Pai.

2. Expediente: Tempo integral.

3. Cargo: Salvador da humanidade.

4. Objetivo do Cargo: O trabalho consiste em salvar a humanidade, presente e futura, do pecado. Deve executar o trabalho sob condições terríveis. Ao fim da tarefa, a vida será sacrificada de forma muito cruel em benefícios alheio.

5. Detalhamento das atividades:

• Liderar um grupo de doze homens

• Curar enfermos, ressuscitar mortos, alimentar famintos.

• Pregar, ensinar e trabalhar pelos outros ininterruptamente.

• Levar os fardos e pecados dos pecadores.

• Morrer para que os condenados à morte possam viver.

6. Qualificações e competências:

• Requer-se carpintaria; preferência por pesca.

• Nunca suprimir a verdade; sempre falar com amor.

• Exibir grande dignidade, tanto e compaixão.

• Denunciar a hipocrisia, o pecado e a incredulidade.

• Nunca ser cruel ou rude.

• Tratar cada pessoa como se fosse especial.

7. Data da aprovação: 30 d.C.

Claramente, o único candidato possível para este cargo é Jesus. E se Ele rejeitasse o cargo? Ele aceitou. Não devemos rejeitar Sua autoridade!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

CRITÉRIO PARA JULGAR

MEDITAÇÃO DIÁRIA

9 de outubro

CRITÉRIO PARA JULGAR

Não julgueis, para que não sejais julgados. Mateus 7:1

Como seria possível alguém viver em comunidade, mesmo na igreja, sem que pudesse exercer julgamento? Diariamente, somos informados de situações nas quais pessoas são denunciadas, acusadas e condenadas por atitudes incorretas, o que requer julgamento por parte de autoridades constituídas para esse fim. Acaso as cortes judiciárias não poderiam sentenciar criminosos? No contexto da comunidade de fé, diante da necessidade de se pronunciar sobre o comportamento pecaminoso de alguém, os líderes religiosos deveriam permanecer omissos? Não deveríamos desenvolver discernimento para distinguir o bem e o mal?

A neutralidade assumida diante de erros é sempre o caminho mais fácil e cômodo para muitas pessoas. Seria o correto? No caso de podermos julgar, quais as bases em que o julgamento deve ser feito? O próprio Jesus estabeleceu o critério da justiça como alicerce para julgamento de pessoas (Jo 7:24). Também deixou claro que os frutos de uma vida revelam a legitimidade espiritual dela (Mt 7:16).

A grande questão envolvida no ensinamento de Cristo, em nosso verso de hoje, diz respeito ao julgamento leviano, malicioso, precipitado, desumano, hipócrita, contraditório e desprovido de justiça. Ele pode nascer do próprio desejo por “novidades” relacionadas com a vida alheia. Também pode ser fruto do desejo de exaltação própria. Esse foi o caso dos fariseus que não perdiam chance de chamar atenção para a própria bondade exteriormente demonstrada. Há ainda a velada intenção de justificar as próprias faltas.

Ao exercer julgamento, precisamos da graça divina a fim de não fazê-lo, primeiramente, com base nas aparências. Em segundo lugar, não devemos julgar pelos critérios da má vontade para com o próximo ou pela tendência de ressaltar os erros dele minimizando os nossos. O amor é o critério maior para todas as coisas. Ele nos leva a calçar os sapatos de nosso semelhante e entender, de sua perspectiva, tudo quanto o afeta. Na encarnação, Cristo Se tornou humano para nos entender, compreender e julgar com justiça e misericórdia. Ninguém que não tenha mergulhado na graça divina está habilitado a compreender seu irmão, muito menos a julgá-lo. Demonstrar em atitudes práticas mais amor, simpatia, paciência e sincero interesse pelo bem-estar dos semelhantes é marca do cristão. A deposição da própria vida na cruz representou o ápice desse caminho trilhado por nosso Mestre Jesus Cristo.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

O propósito de Deus é salvar - Isaías 49

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 49

Comentário Pr Heber Toth Armí 

O propósito de Deus é  salvar

Incrédulos experimentam as promessas de Deus. A graça divina alcança a todos os que não a merecem; do contrário, não seria graça – a qual visa beneficiar aos indignos do favor divino. 

Nas seguintes profecias, “a atenção dos exilados é desviada da sua situação infeliz na Babilônia e dirigida para a terra natal, e em particular para a cidade-mãe. Como era fato inegável, Jerusalém estava em ruínas durante o período do exílio; mas o profeta está confiante ao olhar para o futuro e ver a restauração e suas glórias futuras” (David F. Payne).

As muitas promessas de restauração são excessivamente boas para serem acreditadas. “O povo não acreditava nessas promessas (49:24), porém Deus garante que cumprirá todas elas. Os opressores serão derrotados, e todo homem saberá que eu sou o Senhor, o teu Salvador (49:25-26). Deus será, de fato, glorificado em Seu povo (49:3)” (Edouard Kitoko Nsiku).

O propósito de Deus é sempre salvar o pecador perdido, desprovido de solução para seu caso. A estratégia divina é a graça, mediante Seu servo. Observe os detalhes deste capítulo:

1. Deus chamou Israel desde o princípio (ventre) e trabalha preparando-o para uma obra especial na terra (vs. 1-2).

2. Como servo, em vez de glorificar a Deus, Israel foi uma tremenda decepção, não atingiu as expectativas divinas (vs. 3-4).

3. Porém, surge outro servo, que também é chamado do ventre materno, e fará a obra de Deus de forma plena (vs. 5-6):

a) Vai restaurar Israel;

b) Vai ser luz para os gentios.

4. Deus conforta Seu povo espalhado pelo mundo (v. 13). Para deixar isso claro, Ele o faz usando a figura de…

a) Uma mãe que não decepciona Seus filhos. Seu cuidado, proteção e guia trarão tão grande sucesso ao mundo que muitos estrangeiros se unirão ao Senhor (vs. 14-23).

b) Um valente guerreiro que enfrenta qualquer gigante que se opõe ao Seu povo. Como bom guerreiro Deus arranca das mãos de inimigos ferozes os que nEle esperam (vs. 24-25).

Deus grava nossos nomes nas palmas de Suas mãos, Seu terno amor ultrapassa ao amor de uma boa mãe. Deus quer restaurar tudo o que o pecado arruinou em nós e em nosso planeta. Apenas precisamos aprender a confiar nEle!

“Senhor, reaviva-nos! Amém! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Um Pouquinho Mais

MEDITAÇÃO DIÁRIA

8 de outubro

Um Pouquinho Mais

Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Mateus 5:41

Se você já ouviu palestras destinadas a motivar a busca do sucesso pessoal e profissional, certamente gravou na mente que uma das atitudes importantes quanto a esse propósito é estar disposto a andar a segunda milha. Isso significa que devemos trabalhar mais, com melhor qualidade, buscando a excelência, e fazer mais do que nos é solicitado, mantendo atitude mental positiva.

Muito antes de os estudiosos elaborarem esse princípio no âmbito pessoal e profissional, Jesus Cristo o fez em outro contexto e em condições nem um pouco favoráveis aos ouvintes. Pela lei romana então vigente, um soldado tinha o direito de recrutar cidadãos civis que carregassem a bagagem dele por cerca de um quilômetro e meio. Sendo o solicitante um opressor, inimigo mais forte, quem fosse obrigado a fazer isso não via essa imposição com a menor simpatia.

Assim, o conselho de Jesus para que se fizesse o dobro da exigência era revolucionário, como o é Seu evangelho. Mencionado numa ocasião em que o Mestre abordou temas como a vingança e o relacionamento entre inimigos, o princípio nos lembra da necessidade de superarmos o ressentimento e o desejo de retaliação a quem nos fere. Ao contrário de denunciar fraqueza, essa atitude caracteriza os verdadeiros vencedores sobre os próprios sentimentos. Andar uma milha é a medida da obrigação, e isso é escravidão aos valores terrestres. Andar a segunda é desprendimento, renúncia, doação, entrega – valores celestiais. Isso é liberdade. Se esse deve ser nosso modo de agir para com opressores de qualquer natureza, muito mais devemos fazê-lo alegremente no cumprimento de deveres e para com pessoas que necessitam de ajuda para dissipar toda sombra que lhes roube a paz.

Com isso em mente, jamais devemos nos contentar com o que é apenas mediano, mas ter como alvo a excelência em tudo o que fazemos, agindo de maneira voluntária, apesar de circunstâncias eventualmente desfavoráveis. Nenhuma proposta feita por Jesus a Seus filhos os coloca num caminho fácil. Mas é um convite a dependermos de Sua graça. Um dia, veremos que Ele anda infinitas milhas conosco; pois, sendo fiéis “no pouco”, receberemos “muito” na eternidade (Mt 25:21).

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Escuta ao Senhor - Isaías 48

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 48

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Escuta ao Senhor

Ser negligente espiritual, relaxado na religião, morno na prática da fé, relapso no cumprimento da missão significa estar enredado nas teias do mal pensando que tudo está bem.

Os judeus se acomodaram em Babilônia, afrouxaram no propósito divino para eles e perderam o foco espiritual, que era a vinda do Messias. A única forma de resolver nossa apatia espiritual, nossa letargia religiosa e nossa indisposição para cumprir a missão resume-se em ouvindo a Palavra de Deus.

O capítulo em pauta foi divido por John N. Oswalt da seguinte forma:

ESCUTA AO SENHOR:

1. A palavra de Deus:

a) Coisas do passado (vs. 1-5).

b) Coisas novas (vs. 6-11).

2. Escuta-me:

a) O Senhor da eternidade e do tempo (vs. 12-16).

b) Se houvesses atendido (vs. 17-22).

“Seria de se pensar que os judeus estivessem ansiosos para deixar sua ‘prisão’ e voltar para sua terra, a fim de ver Deus fazer coisas novas e grandiosas por eles. Porém, haviam se acostumado com a segurança do cativeiro e se esquecido dos desafios da liberdade. Não é difícil para a igreja de hoje se acomodar com seu conforto e fartura. Deus pode nos colocar na fornalha [assim como enviou os judeus para o exílio] para nos lembrar de que estamos aqui para ser servos e não consumidores ou espectadores” (Warren W. Wiersbe).

Neste maravilhoso texto, “o Senhor se apresenta como Deus absoluto e eterno (o primeiro e também o último), o criador e sustentador do universo, o organizador de sua história, o Deus da profecia, e anuncia que suscitará alguém a quem ele ama (Ciro) para derrotar os babilônios e libertar o povo de Israel. Observe as três pessoas da Trindade no versículo 16: O Senhor Deus, Seu Espírito e a mim (i.e., Cristo). Aqui ocorre uma transição quase imperceptível de Ciro para seu antítipo, o Senhor Jesus Cristo” (William MacDonald).

Deus não nos quer estagnados numa forma exterior de religiosidade (v. 1) nem desviados da religião verdadeira (v. 5). Por isso, bondosamente, Ele oferece graça e anseia que abandonemos a Babilônia espiritual, isto é, os princípios, filosofias e práticas que não Lhe agradam (Apocalipse 18).

A obediência a Deus promove tudo o que a desobediência roubou. Paz e alegria são proporcionais à obediência. Obedeceremos? – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Além dos montes

MEDITAÇÃO DIÁRIA

07 de outubro

Além dos montes

Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a Terra. Salmo 121:1, 2

Temendo as ações de Saul contra ele, depois da morte de Samuel, Davi fugiu para o deserto de Parã, onde imaginava estar seguro. Lá, compôs o Salmo 121. Esse é um maravilhoso cântico de confiança em Deus, um dos mais apreciados poemas da literatura hebraica. Além disso, tem sido grande bênção a milhares de pessoas que enfrentam dificuldades.

Alguns comentaristas interpretam os montes aqui mencionados como os que rodeiam a cidade de Jerusalém. Estando ali o santuário, a cidade era considerada a morada de Deus; consequentemente, a fonte do auxílio divino. De acordo com outra interpretação, os montes seriam símbolo das montanhas da Palestina, no topo das quais os pagãos levantavam santuários a seus ídolos.

Seja como for, o salmista rejeitou a ideia de que o socorro pelo qual ansiava pudesse vir dos montes e, nisso, encontrou conforto e segurança: “O meu socorro vem do Senhor”. Nossa força vem de Deus e do conhecimento de que somos preservados por um Guarda que não descansa, mas nos protege continuamente. Ele nunca está longe. Sempre está perto. Ele nos conhece, cuida de nós e está pronto a nos ajudar nos altos e baixos da vida.

“Não permitirá que teus pés vacilem” (v. 3), ou seja, Deus está pronto a nos proteger de tropeços e quedas espirituais. Também “não dormita, nem dorme o guarda de Israel” (v. 4). Está operando todo tempo. Quando o sono não vem abençoar a mente cansada e o corpo fatigado, quando as tensões não resolvidas nos acordam no meio da noite, precisamos nos lembrar dessa verdade.

A promessa de que “de dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua” (v. 6) revela que nada, nenhum inimigo, de dia ou à noite, pode nos derrotar. Talvez o Senhor não nos livre das dificuldades, mas podemos estar certos de que Ele vai enfrentá-las conosco e as usará para nosso crescimento.

Finalmente, Deus vai nos preservar contra todo o mal em nossas entradas e saídas. Isso compreende todos os nossos empreendimentos, do início ao fim do dia. O mesmo poder que trouxe o mundo à existência, que lançou os corpos celestes em sua rota através do cosmos; o mesmo poder que deu vida a todos os seres vivos está pronto a intervir em nosso favor. Somos chamados a confiar Nele para superação dos problemas do dia e proteção no descanso da noite. De fato, somente precisamos olhar além dos montes das dificuldades para encontrá-Lo.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Deus vê, julga e redime - Isaías 47

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 47

Comentário Pr Heber Toth Armí 

 Deus vê, julga e redime

Babilônia está novamente nos escritos do profeta Isaías. Antes de extrair preciosas lições de vida, considere esta análise:

“Segundo a tradição antiga, o profeta Isaías foi serrado em pedaços. Não podemos ter certeza da veracidade da tradição, mas sabemos que um dos primeiros feitos da alta crítica foi fazer algo parecido com sua profecia. A teoria de uma profecia dividida está ganhando tanto terreno que ninguém pode ter erudição se hesita em aceitar a autoria dupla de Isaías. Do capítulo 40 até o final, somos informados com cansativa repetição, temos uma passagem que não foi escrita por Isaías, mas por um profeta do exílio – o grande desconhecido” (J. Sidlow Baxter).

Mas, Isaías continua falando de Babilônia neste capítulo – tema que teve início nos capítulos 13, 14 e 21. Babilônia, que, inicialmente pequena, ao crescer, aumentou sua arrogância, crueldade, orgulho, egoísmo e amor à luxúria (vs. 1-8), recebeu a sentença divina (vs. 9-15).

O mesmo Isaías “passa a expandir agora o tema que mencionou brevemente em 13:10. O Senhor condena a astrologia da Babilônia, sua adoração as estrelas e sua apreciação pela magia (47:9-13)” diz Edouard Kitoko Nsiku. Sim, “o texto censura a crueldade da Babilônia (v. 6), sua arrogância (v. 7,8,10) e a sua devoção à astrologia e às práticas da magia (v. 12,13)”, explica David F. Payne.

“Estas coisas”, afirma Nsiku, “além de causarem a ira de Deus, não tem utilidade alguma. Para os babilônios, não serviram para protegê-los do julgamento de Deus (47:14-15)”.

A condenação da Babilônia seria a salvação do povo remanescente de Deus. Apesar das notas pessimistas, os humildes as entenderam como boas-novas.

As lições que extraímos para nossa vida são as seguintes:

• Quando a injustiça é praticada na Terra, Deus vê, julga e redime os injustiçados.

• A crueldade, orgulho (arrogância), presunção e práticas religiosas antibíblicas são todos pecados que levarão àqueles os amarem à destruição.

• Aqueles que permitem que a humildade e a submissão a Deus sejam suas características principais certamente serão livres da desgraça dos pecados de Babilônia.

Deus quer salvar todas as pessoas que estão enraizadas na cultura de Babilônia apocalíptica. Por isso Seu apelo:

“Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes de seus flagelos” (Apocalipse 18:4) – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Pela graça de Deus

MEDITAÇÃO DIÁRIA

06 de outubro

Pela graça de Deus

Mas, pela graça de Deus, sou o que sou. 1 Coríntios 15:10

O bispo anglicano Festo Kivengere escreveu: “Isto pode ser um choque para o leitor, mas não importa quem seja você, na cruz não poderá conservar sua posição. Ali o terreno é nivelado” (Amor Ilimitado, p. 105). Sim, o envolvimento na pregação da mensagem da cruz não dá margem a sentimentos de superioridade. O teólogo suíço Karl Barth viveu e trabalhou consciente desse fato.

Em 1966, na semana em que completou 80 anos, ele ficou no mínimo espantado pelas referências que lhe foram feitas em grandes jornais de todo o mundo. Chegou a ser mencionado como o maior teólogo do século 20. No dia do aniversário, durante uma cerimônia realizada em sua homenagem, Barth mal conseguia esconder o incômodo diante das muitas homenagens que recebeu.

Ao terminar seu discurso de agradecimento, declarou: “A Bíblia menciona um jumentinho de verdade; um ao qual foi permitido carregar Jesus para Jerusalém. Se eu tiver feito alguma coisa nesta vida, fiz isso como parente daquele jumento que trilhou seu caminho levando uma importante carga. […]. Parece-me que Deus Se agradou de me usar neste tempo, apesar de mim mesmo, apesar de todas as coisas desagradáveis que possam ser ditas corretamente a meu respeito. Assim fui usado. […] Foi-me permitido ser o jumento da preciosa carga” (Ministério, mai/jun, 2014, p. 16).

Esse reconhecimento da própria pequenez não é expressão de baixa autoestima. Ao contrário disso, é um passo rumo à exaltação (Mt 23:12). Antes que fiquemos extasiados com a nossa “grande” importância, é bom nos lembrarmos de onde e como fomos encontrados por Cristo, sem que nada merecêssemos. É Nele, unicamente, que reside nossa dignidade.

Paulo não tinha dúvidas quanto a isso e não escondia ter sido agraciado com muitos privilégios espirituais, intelectuais e vocacionais. Entretanto, conhecia a origem de tudo: “Pela graça de Deus”. Nada provinha dele mesmo. O chamado apostólico, os esforços missionários, os conversos e as igrejas estabelecidas, sua firme experiência espiritual e a esperança do Céu, nada foi atribuído a seus méritos. O Senhor tem maravilhas além de nossa imaginação a operar em nós e por nós. Quando as vivenciarmos e as celebrarmos, não ignoremos a quem pertence a glória: a nosso maravilhoso Deus.

O TRIBUNAL DA GRAÇA

MEDITAÇÃO DIÁRIA 22 de outubro O TRIBUNAL DA GRAÇA Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias Se assentou; [...]...