terça-feira, 31 de março de 2020

Justiça de Deus- Salmos 58

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 
Leitura Bíblica – Salmos 58
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Há um Deus no Céu que conhece o coração e as ações de todos; conhece a bondade e a maldade, a justiça e a injustiça, o bem e o mal…

Além disso, os grandes e soberanos na Terra que pensam que não serão pegos, ou por estarem na ponta da liderança nacional ou mundial, ninguém fará nada diante de suas corrupções e perversidades, é bom observar que o Salmo em questão aborda esse assunto.

1. O maioral da política nacional ou mundial precisa saber que existe um Juiz Universal que fará justiça sobre toda injustiça cometida por quem quer que seja.

2. Os presidentes de todo órgão governamental, de sistemas administrativos mundiais ou redes institucionais ou empresariais precisam saber que há um Deus que preza pela moral da humanidade e pedirá contas de todas as tramoias e esquemas fraudulentos praticados.
3. Os multimilionários, os democratas e líderes da economia mundial, e também os donos de empresas de tráfico de crianças, adolescentes, mulheres e homens, sem se esquecer dos líderes truculentos do império das drogas… todos precisam saber que terão de prestar contas diante do santo e justo Juiz do Universo.

Oficiais de justiça, Juiz de direito, empresários, bancários, etc. todos os poderosos do mundo terão de responder por seus atos. Ninguém está livre disso. Manipular a justiça, subornar ou aceitar suborno, fazer acepção de pessoas, corromper-se, praticar imoralidades, explorar os mais simples, liderar a igreja indiferente aos princípios bíblicos, etc. será investigado no grande tribunal celestial.

Saul havia colocado bajuladores que satisfaziam seus caprichos corruptos em cargos de autoridade na administração política do povo de Deus. A corrupção corria solta, o desprezo à legislação divina estava em alta e a moralidade em baixa. Nesse contexto que Davi escreve este Salmo, o qual Warren W. Wiersbe o separa em três partes:

• Acusação – o desrespeito às leis (vs. 1-5);
• Condenação – o desrespeito às leis é punido (vs. 6-8);
• Justificação – a retidão é louvada (vs. 9-11).

Aqueles que, agora “suspiram e gemem, por causa de todas as abominações” (Ezequiel 9:4), logo se alegrarão quando Deus fizer justiça (Mateus 5:6). As imprecações que revelam insatisfação e incapacidade de fazer alguma coisa, são orações que serão atendidas trazendo satisfação ao coração!

Logo, Deus trará tudo a limpo! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

DOÇURA QUE VEM DO SAL

MEDITAÇÃO DIÁRIA
 

31 de março
DOÇURA QUE VEM DO SAL

Então, saiu ele ao manancial das águas e deitou sal nele; e disse: Assim diz o Senhor: Tornei saudáveis estas águas; já não procederá daí morte nem esterilidade. 2 Reis 2:21

Depois da destruição de Jericó, o Senhor, por intermédio de Josué, amaldiçoou a cidade, proibindo sua reconstrução. Quem tentasse fazer isso, perderia seu filho primogênito e o caçula (Js 6:26). Entretanto, durante o degradante reinado de Acabe, um homem chamado Hiel se atreveu a ignorar a proibição, reedificou Jericó e, sob a maldição, perdeu seus filhos Abirão e Segube (1Rs 16:34). Quem se dispôs a habitar a cidade sofreu as consequências da água imprópria para consumo e que esterilizava o solo, impedindo que sementes geminassem e matando de fome os animais.

Em busca de uma solução para o problema, o povo recorreu ao profeta Eliseu, que não tardou em responder: “Trazei-me um prato novo e ponde nele sal” (2Rs 2:20). Em seguida, o profeta jogou sal na fonte, e as águas foram purificadas. De acordo com Ellen White, “lançando o sal na nascente de água amarga, Eliseu ensinava a mesma lição espiritual dada séculos mais tarde pelo Salvador aos Seus discípulos, quando declarou: ‘Vós sois o sal da Terra’ (Mt 5:13). O sal, misturando-se com a fonte poluída, purificou suas águas e levou vida e bênção aonde antes havia sequidão e morte” (Profetas e Reis, p. 231).

No livro O Desejado de Todas as Nações, Ellen White relacionou as ações do cristão no mundo à obra transformadora da graça divina no coração, que é manancial de todos os sentimentos e decisões. Assim, apresentou o “sal salvador” como sendo a “justiça de nosso Redentor” (p. 439). E acrescentou: ‘“Sua energia e eficiência em edificar o Meu reino’, diz Jesus, ‘dependem de receberem de Meu Espírito.’”

À semelhança do sal colocado por Eliseu na fonte, a graça do Espírito deve ser recebida em nosso íntimo e permear todo o ser. Somente a partir daí os objetivos e resultados de nossa vida estarão conforme a vontade divina. O “sal salvador” da graça do Espírito deve invadir nossa personalidade e nossos pensamentos. Nenhum desejo, nenhum plano, nenhuma filosofia de vida deve ficar livre de sua influência vivificadora.

Desprovido dessa graça, o rio da nossa vida fluirá sempre amargo e estéril, semeando morte. Contudo, ao permitirmos que ela impregne nosso coração, experimentaremos a transformação, tão necessária, que fará brotar de nosso interior uma fonte de vida e doçura a todos quantos nos cercam.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

segunda-feira, 30 de março de 2020

Segurança em Deus - Salmos 57

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 57
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Dificuldades surgem para pessoas boas. Problemas e ameaças incomodam os justos. Tem desafios que enfrentamos simplesmente por fazer a coisa certa. O brilho dos justos incomoda àqueles que preferem as trevas do pecado. Davi e Jesus sofreram inocentemente.

Neste Salmo, “Davi clama por libertação quando o rei [Saul] procurava tirar sua vida” (Bíblia Andrews). Embora Davi só havia feito o bem ao rei, este só queria o mal daquele; contudo, Davi ao clamar a Deus, o faz baseando-se na misericórdia divina, não em algum mérito humano.

“O Salmista não exige livramento, como se tivesse direito de esperá-lo. Pede-o como uma demonstração da misericórdia de Deus, uma bênção imerecida, resultante de Sua bondade. Sem fazer caso do ambiente abafado e escuro onde se encontra, considera-se protegido à sombra das […] asas de Deus, como um pintinho aninhado sob as asas da galinha. Ali permanecerá até que passem as tempestades da vida. Desse lugar privilegiado de proximidade consciente, ele clama ao Deus Altíssimo, confiando de que nada nem ninguém podem impedir o Senhor de realizar Seus propósitos para a vida de Seu povo. Quando a resposta vier dos céus, constituirá livramento para o coração confiante e desonra para aqueles que o oprimem. Será uma demonstração inesquecível da segurança e do amor de Deus” (William MacDonald).

1. A intimidade com Deus gera tranquilidade no coração ao travar uma conversa com o bondoso e poderoso Altíssimo através da oração: “Da sua morada no céu, Ele dá ordens e me salva, humilham aos que me agridem. Deus ama generosamente e confirma Sua palavra” (vs. 1-3).
2. Quem conhece a Deus sabe que pode tirar os olhos dos que devoram com sua língua e ameaças de morte, para fixar no Deus que desarma as armadilhas dos perversos (vs. 4-6).
3. Um coração escondido em Deus levará o indivíduo a cantar, louvar, exaltar e glorificar ao Salvador apesar do “furacão”, “dos leões”, das “flechas” e “armadilhas” (vs. 7-11).

“A oração por auxílio muda o coração do salmista, levando-o do desespero à confiança exultante. Rodeado de pessoas de violência selvagem (57.4), ele pode cantar com alegria a Deus (57.8-9)” (Duane A. Garrett).

A oração tira nossos olhos dos problemas para fixá-los em Deus, nossa salvação! Então, consagremo-nos à oração! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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AJUDA REAL

MEDITAÇÃO DIÁRIA

30 de março
AJUDA REAL

Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no Senhor, vosso Deus, porque Ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia. Joel 2:23

Na década de 1960, Jan Paulsen, ex-presidente mundial da Igreja Adventista, dirigia o Colégio Adventista da África Ocidental, atualmente Universidade Babcock, na Nigéria. Cada manhã, duas vans levavam pães do colégio para abastecer o comércio de duas cidades vizinhas.

Como o país vivia um sanguinário conflito tribal, certo dia, temendo pelo que pudesse lhe acontecer, o motorista de uma das vans, membro da tribo igbo, da região leste, pediu a Paulsen que o acompanhasse, no que foi atendido. Na volta, a estrada estava bloqueada por soldados da tribo hauçás, do norte. Eles paravam os veículos e, se os ocupantes fossem de outra tribo, simplesmente os fuzilavam. Chegando a vez da van do colégio, o motorista, sabendo que seria reconhecido, saiu. O pastor Paulsen também saiu, orando silenciosamente, para conversar com aqueles homens. Como não sabia o idioma nativo, falou em inglês, língua que os soldados não entendiam. Ele diz nem se lembrar do que falou. Contudo, depois da conversa, os soldados os deixaram seguir em paz.

Ciente de que a presença do Espírito Santo pode ser desfrutada em tempo real, Paulsen afirma: “O que sei é que o Espírito Santo me alcançou inesperadamente e Se tornou real para mim. Ele agiu naquele momento para salvar a vida de um estudante igbo e a minha também.”

O derramamento do Espírito Santo sobre os crentes tem sido apresentado por meio do símbolo de duas espécies de chuva: a temporã, ou chuva de outono, e a serôdia, a chuva da primavera – simbolismo inspirado na vida agrária da Palestina (Dt 11:13-15; Jr 5:24; Zc 10:1). Entendemos que, historicamente, a chuva temporã foi derramada no Pentecostes, de acordo com a promessa feita por Jesus a Seus discípulos (At 1:8). Falando por intermédio do profeta Joel, Deus prometeu para os últimos dias novo derramamento de chuva (Jl 2:28, 29). Essa é a chuva serôdia, a chuva da colheita final.

Não temos que pensar no Espírito Santo apenas em termos de passado ou futuro. Podemos contar com Ele em nosso dia a dia. O Espírito Santo nos levou a Cristo e continua ao nosso lado, protegendo-nos quando somos atacados pelo inimigo e redirecionando nosso caminhar quando damos passos errados. Sim, Ele está com você agora. Confie!
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

domingo, 29 de março de 2020

Deus Está Atento

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 56
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Às vezes precisamos clamar veementemente em prol de socorro devido à opressão de inimigos. Quando a voz, as ações, as iniquidades e o furor destes inimigos nos ameaçam precisamos pedir a intervenção de Deus intensamente.

Ao recorrer a Deus em oração é necessário ser transparente e abrir-Lhe totalmente o coração, expressar a dor, medo de morrer, angústias; contar da vontade de fugir, de descansar e de sumir da situação de confusão e destruição.

Davi foi procurado e perseguido de todos os lados; a tal ponto de ter de escolher entre que tipos de inimigos seria melhor esconder-se. Tristemente, ele teve de optar por ficar entre inimigos de fora do povo de Deus, pois os inimigos dentre o povo de Deus eram piores que os de fora (I Samuel 21).

Davi superou tal perseguição, e deixou-nos o segredo para lidar com oposições medonhas. Observe o Salmo em apreço com atenção e oração. Depois reflita:

Diante dos que querem devorar nossa alma, dos que oprimem o coração do justo, dos que humilham e combatem contra os fieis é preciso colocar a confiança na misericórdia de um Deus que nos dá esperança através de Sua Palavra (vs. 1-4);

Os maus são persistentes, tentam manchar a reputação dos servos de Deus e buscam aliados para tramar seus ataques traiçoeiros, criam oportunidades ou as inventam. Diante destas situações, peça a intervenção direta de Deus em oração (vs. 5-7).

Ainda que os sensíveis servos de Deus perdem o sono e derramam muitas lágrimas por causa dos opositores, os justos sofredores sabem que Deus está atento a cada uma de suas lágrimas e cada sono roubado. Coitado dos opressores (vs. 8-9).

Apesar das situações opressoras pelas ações de opositores e rebeldes revoltados contra os servos de Deus, estes humildes crentes encontram satisfação em Deus e depositam toda sua confiança nEle: “O que podem fazer comigo os simples mortais?” (vs. 10-11).

As libertadoras ações de Deus geram fidelidade nos salvos e, gratidão inunda o coração dos perseguidos, pois Deus ilumina os seus caminhos (vs. 12-13).

O Deus que liberta dos inimigos é o Deus que guia no caminho aos Seus amigos. Vale a pena andar diariamente e intimamente com Deus. Com Ele a vida é um milagre todos os dias! – Heber Toth Armí.

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O papel do Consolador

MEDITAÇÃO DIÁRIA

29 de março
O papel do Consolador

E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco. João 14:16

Essa é apenas uma das passagens do Evangelho de João em que Jesus fez referência ao Espírito Santo, o “Consolador”. “Espírito da verdade” é outra forma de mencionar a terceira Pessoa da Divindade. Embora haja outros textos referentes ao Espírito Santo como agente divino de transformação do coração humano (Jo 3:3, 5, 6; 6:63; 7:37, 38), a ideia de “Consolador” nos remete a outros aspectos de Seu trabalho em nosso favor.

Devemos nos lembrar de que o texto faz parte das palavras de despedida proferidas por Jesus aos discípulos. Sabendo das limitações deles, o Mestre lhes deu a garantia de que, em Sua ausência física, eles não estariam entregues à própria sorte. Nos momentos mais difíceis de sua experiência nos poucos anos anteriores, os discípulos haviam enfrentado desafios incontáveis, diante dos quais foram sustentados somente pela ajuda presencial de Cristo. Agora, eles precisavam estar seguros de que poderiam continuar o trabalho iniciado. Teriam, portanto, o Consolador invisível, porém real, a fim de estar sempre com eles.

A palavra aqui traduzida como “Consolador” é o termo grego Parakl?tos, relacionado ao verbo parakale?, cujo significado é “chamado para estar ao lado de alguém”. Em latim, a palavra correspondente é advocatus (advogado). Daí o conceito do Espírito Santo como defensor, conselheiro, consolador, intercessor e mediador. Wilson Paroschi afirma que o Espírito Santo é “um Agente de Deus que veio como substituto de Jesus, o primeiro Paracleto (Jo 14:26), e continua o trabalho iniciado por Ele. … ‘o Paracleto é a presença de Jesus quando Jesus está ausente’” (“O Outro Paracleto”, Ministério, julho/agosto 2012, p. 15). Sempre que alguém luta para deixar o mundo e encontrar Jesus, o Espírito Santo está guiando essa pessoa. Se a consciência culpada nos acusa, é Ele quem nos convence do pecado e nos guia rumo à confissão, ao arrependimento e ao perdão.

Que privilégio é saber que o mesmo Espírito Santo, que esteve presente na criação da Terra Se manifestou em forma de pomba no batismo de Cristo e, dotou a igreja apostólica com poder para o início da missão, está conosco! Ele Se agrada em trabalhar em favor dos crentes assim como dos descrentes, convencendo “do pecado, da justiça e do juízo”. Abafar Sua voz em nossa consciência é insistir em permanecer em um caminho que levará à perda da vida eterna.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

sábado, 28 de março de 2020

Devemos Orar Sempre

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
 

Leitura Bíblica – Salmos 55
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

O quê fazer quando somos cercados por inimigos? Como agir quando um dos nossos melhores amigos se torna nosso pior inimigo? Como lidar com pessoas de nossa mesma igreja que nos perseguem?

Davi lidou com tudo isso nesse Salmo, sem fazer justiça com as próprias mãos. Temos muito que aprender e aplicar em nossa vida.

• Em meio à aflição devido a relacionamentos difíceis, o melhor caminho é recorrer a Deus em oração (vs. 1-3).
• Diante de fortes ameaças inclusive de morte, é sábio depositar todo medo, angústia e dor aos pés do Deus que atente, socorre e abriga aos aflitos (vs. 4-8).
• Como o juízo divino trará absolvição aos justos e condenação aos ímpios, os servos de Deus anseiam urgentemente pela vinda do juízo universal (vs. 9-11).
• Quando um amigo íntimo que nos conhece bem se levanta contra nós devemos entregá-lo a Deus em oração, tal atitude é bem melhor e mais nobre do que tentar vingança com as próprias mãos (vs. 12-13).
• Às vezes, inimigos surgem de dentro da casa de Deus, de crentes que mantínhamos comunhão – consequentemente devemos orar pelo juízo que começará pela casa de Deus (vs. 14-15); ver I Pedro 4:17).
• Colocar-se nas mãos de Deus, entregar-se sem reservas e depender totalmente de Seu poder para defender-nos nos dá tranquilidade e confiança mesmo em meio a um campo minado de inimigos declarados e disfarçados (vs. 16-21).
• Quando Deus executar Seu juízo os que confiaram e se refugiaram nEle serão protegidos e absolvidos, por outro lado, os fraudulentos e violentos serão condenados (vs. 22-23).

Voz maldosa que ameaça, olhar perverso e cheio de ódio e, línguas que ferem com calúnias podem até intimidar os humildes servos de Deus, mas jamais ao Deus destes pequeninos.

Aqueles que perturbam aos súditos do reino de Deus terão que enfrentar ao Deus que é justo Juiz e está atento a tudo. Jesus toma as dores dos sofredores (Lucas 17:1-2; Mateus 18:6-9). Tenho pena daqueles que creram que, “os que saem da igreja por causa das pessoas nunca entraram lá por causa de Jesus” e com suas atitudes afastaram aos humildes filhinhos de Deus.

O ponto positivo deste salmo é que humildes perante Deus serão protegidos! Os salvos serão absolvidos. Portanto, oremos: “Senhor, reaviva-nos” – Heber Toth Armí.

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PLANO ÚNICO

MEDITAÇÃO DIÁRIA

28 de março
PLANO ÚNICO

Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas. Atos 1:8

De acordo com uma lenda, quando Jesus ascendeu ao Céu, alguns anjos se mostraram curiosos para saber algo mais a respeito da experiência Dele na Terra e foram interrogá-Lo a respeito. “O Senhor fundou um grande movimento? Quantos seguidores deixou?” Jesus teria respondido: “Geralmente Eu atraía grandes multidões, mas deixei apenas 11 discípulos, alguns poucos amigos e dedicados seguidores.”

“Bem”, continuaram os anjos, “sendo tão poucos, certamente devem ter sido seres humanos excepcionais, dotados de excelente caráter, pessoas influentes em suas comunidades e de sucesso profissional.” A resposta teria sido: “Realmente, eram fora do comum: alguns pescadores, um coletor de impostos, pessoas simples.” Os anjos continuaram: “Nesse caso, formavam um grupo extremamente leal e confiável!” Jesus: “Eles tinham uma vontade imensa de ser leais, mas, no momento mais crítico, um Me traiu, outro Me negou, e quase todos os outros fugiram.”

“E o Senhor ainda espera que esse grupo continue Seu trabalho? Tem algum plano alternativo?” Jesus teria respondido: “Não, não tenho plano alternativo. Esse é o grupo com que posso contar.”

À parte da lenda, o fato é que os discípulos aos quais o Mestre incumbiu a tarefa de pregar o evangelho e estabelecer Sua igreja eram repletos de limitações. Mas não foram limitados na esperança de que Ele cumpriria a promessa de enviar o Espírito Santo que os capacitaria com poder para testemunhar. Esperaram conforme a ordem (Lc 24:49), “unânimes em oração” (At 1:14), em profundas e sentidas confissões, conscientes de sua incapacidade, até que, no Pentecostes, foram cheios do Espírito.

O livro de Atos está cheio de fatos reveladores da ousadia com que pregavam, do poder com que realizavam milagres e da pureza de vida que os caracterizava. Somente no poder do Espírito foram capazes de cumprir seu papel missionário, apesar da oposição. Para alguns, nem a vida era tão preciosa que não pudesse ser deposta no altar do sacrifício. A transformação foi radical. A igreja débil se tornou invencível!

Com aquele grupo, Jesus iniciou o trabalho. Com o grupo do qual fazemos parte, Ele planeja concluí-lo. Não há plano B. A promessa continua a mesma: “receberão poder”. A busca desse poder é uma experiência diária e individual. O Espírito Santo não será derramado sobre papéis, cofres, computadores, câmeras, edifícios, mas sobre pessoas como você e eu.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

sexta-feira, 27 de março de 2020

Prece em meio à perseguição

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 54
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Este Salmo apresenta-nos dois tipos de indivíduos: Os que vivem na presença de Deus; e, os que vivem distantes dEle.

Leia o salmo, depois reflita:

· Os que buscam a Deus anseiam pela salvação, mas os que O ignoram vivem no caminho da perdição.

· Os que recorrem a Deus anseiam por Sua justiça neste mundo injusto, os que O desprezam são responsáveis por propagar injustiças.

· Os que exaltam a Deus e O adoram de coração esperam que Ele faça justiça aos perversos, mas quem não quer compromisso com Deus, fará o mal liberalmente.

· Os amigos de Deus devem saber que terão inimigos, não por fazerem algo para prejudicar ou provocar alguém, mas porque inimigos de Deus não gostam dos amigos de Deus.

· Os que oram, adoram e louvam a Deus são pessoas do bem, não fazem justiças contra os injustos com as próprias mãos; em contrapartida, os ímpios apreciam as imoralidades praticadas, eles mesmos fazem “justiça” contra quem eles alegam que os prejudicou, pagando mal com mal.

· Os que têm familiaridade com Deus clamam por ajuda através da oração, os que têm familiaridade com o pecado são causadores de confusão.

· Os amigos do mal são a razão do sofrimento dos amigos do bem; a única solução é esperar que Deus livre de todas as tribulações e faça alguma coisa aos que amam viver distantes dEle; somente assim haverá harmonia e felicidade na sociedade, no mundo e no Universo inteiro.

Este lamento de Davi foi proferido quando ele fugia de Saul (I Samuel 23:19-23; 26:1-25). E pode ser dividido em três partes:

1. Prece dirigida a Deus em meio à perseguição (vs. 1-3);

2. Convicção de que Deus age em prol dos que O buscam sinceramente (vs. 4-5);

3. Expressão de gratidão pela bondade do Deus que age para nossa salvação (vs. 6-7).

Saul e Davi pertenciam ao povo de Deus; porém, a diferença entre eles estava na intimidade com Deus. Portanto, reflita:

· Você anda com Deus?

· Você reflete o caráter divino?

· Tua vida revela o quê?

Diga-me que andas com Deus que te direi quem és! Em outras palavras, se você diz que anda com Deus e tuas atitudes não condizem com a transformação resultante de tal intimidade, duvidarei de você.

“Senhor, reviva-nos!” – Heber Toth Armí.

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ONDE ESTÁ DEUS?

MEDITAÇÃO DIÁRIA

27 de março
ONDE ESTÁ DEUS?

Então pensei: A razão da minha dor é que a mão direita do Altíssimo não age mais. Salmo 77:10, NVI

O Salmo 77, de autoria de Asafe, é a súplica de um israelita que, sentindo as dificuldades sob as quais vive, clama em busca de Deus. Em desespero, imagina que o Senhor abandonou Seu povo e tenta encontrar uma luz que ilumine o caminho escuro. Então expressa o profundo sentimento de desamparo nas palavras do verso para nossa reflexão neste dia: “A razão da minha dor é que a direita do Altíssimo não age mais.” Essa não é a única versão do texto.

Por exemplo, a Nova Tradução na Linguagem de Hoje traduz assim esse verso: “O pior de tudo é que o Deus Altíssimo não quer nos ajudar mais como antes.” Há outras referências no sentido de que Deus deteve Sua bondade ou fechou a mão. Seria totalmente fora de propósito imaginar que esse tenha sido o caso. São muitas as promessas que Ele nos faz, garantindo-nos exatamente o contrário: “Eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3:6); “Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, Eu, todavia, não Me esquecerei de ti.”; “Porque Eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela mão direita e te digo: Não temas, que Eu te ajudo” (Is 49:15; 41:13). “Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a Minha misericórdia não se apartará de ti” (Is 54:10).

Apesar disso, em nossa fraqueza humana, à semelhança de Asafe, também temos nossos momentos de hesitação e perplexidade. Pode ser que você esteja passando por isso agora. Qual é o motivo pelo qual lhe assalta a tentação de pensar que a mão do Senhor não mais age em seu favor? Não consegue emprego? O casamento está desmoronando? Algum filho se enveredou pelos descaminhos da vida? Está cansado de orar sem obter respostas? O resultado do exame médico foi devastador? Não se desespere! “‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro’” (Jr 29:11, NVI). A mão divina continua agindo, como sempre.

Foi a lembrança dos feitos de Deus no passado que tirou Asafe da crise. Assim, voltou a ter esperança e confiança no Senhor. O salmista descobriu que o que causa maior sofrimento a um filho de Deus é pensar que Ele tenha deixado de agir.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

quinta-feira, 26 de março de 2020

Desafios - Salmos 53

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 
Leitura Bíblica – Salmos 53
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Vamos repensar nossas atitudes antes que comece um novo ano; pois, atitudes velhas geralmente nos prejudicam e prejudicam aos outros, roubando a paz do ambiente em que vivemos.

O Salmo em tela tem muitas verdades que confrontam nosso conformismo familiar, social e até eclesiástico. Observe cada uma de suas linhas com atenção e oração; depois, parta para as mudanças necessárias para que tua vida seja cada vez melhor:

· Os insensíveis a Deus e ao trabalho do Espírito Santo, que confiam em seu orgulho e arrogância, criam suas próprias práticas, tentam fazer o bem trilhando pelo caminho do mal, inventam e creem em suas próprias teorias estranhas, desprezam Deus e Seus puros e sábios ensinamentos (v. 1).

· O interesse de Deus por algum tipo de interesse humano pelas coisas espirituais é retratado num olhar atento do Céu para a Terra; porém, a constatação divina é que “todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem sequer um” (vs. 2-3).

· Os que não invocam a Deus são impostores; devoram o povo de Deus com suas críticas mordazes, opressão e perseguição humilhante; são obreiros da iniquidade, escravos do pecado, agentes do diabo; andam estressados e sem tempo para orar, pois acham que há coisas mais importantes que buscar a Deus (v. 4).

· Quem não tem tempo para Deus vive perdendo tempo. Vem ano e passam anos, mas as coisas ficam no mesmo caos simplesmente porque não há interesse pelo Deus que livra, liberta, protege, acolhe em dias críticos… (v. 5).

· Aqueles que confiantemente esperam em Deus vivem motivados, mesmo quando a situação está deplorável. Com olhos da fé enxergam no futuro o que ninguém mais vê: Um tempo em que Deus irá restaurar todo o planeta e o mal será eliminado para sempre trazendo alegria indescritível ao coração dos salvos (v. 6).

O tempo do fim se aproxima, o interesse pelas coisas de Deus despenca velozmente. Por conseguinte, uma noite de pesadelos e densas trevas espirituais assombrará a justos e ímpios. O resultado, é que os justos atravessarão vitoriosos estes desafios, mas os ímpios apavorados não os suportarão (ver Apocalipse 6:12-7:1-3).

Não podemos vencer fazendo de conta que Deus não vê, ou que Ele não existe. Ele vê! – Heber Toth Armí.

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ATENÇÃO, CELEBRIDADES!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

26 de março
ATENÇÃO, CELEBRIDADES!

Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva. Mateus 20:26

O conceito de celebridade não é novo, existindo como fenômeno social desde o século 15, atrelado aos primeiros passos que a imprensa dava para se firmar. Dos 25 livros chamados de noticiosos publicados em 1616 na Inglaterra, 30% foram sobre pessoas famosas. No século 20, a ideia recebeu o impulso da indústria cultural, promotora do culto aos famosos.

Há celebridades por todos os lados: nas artes, nos esportes, na política, no empresariado, na comunicação, na religião, na ciência, e em outras áreas de atividade. As redes sociais também possibilitam que pessoas comuns tenham seu minuto de fama. Há quem tenha se tornado celebridade sem que jamais tenha se preocupado em viver sob holofotes. Simplesmente estudaram, pesquisaram e trabalharam corretamente, motivados por objetivos altruístas. Como resultado, alcançaram êxito, e hoje recebem o merecido reconhecimento daqueles que são beneficiados pelos resultados de seu esforço. Mas há também pessoas que têm trabalhado especificamente para se tornarem famosas a qualquer preço, chegando inclusive a sacrificar valores. Alcançar a fama pela fama é tudo o que desejam.

Nos dias de Cristo, houve celebridades segundo os dois modelos. Um exemplo foi João Batista, a respeito de quem o Mestre disse: “Entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista” (Mt 11:11). Por quê? A resposta está na humildade com que ele desempenhou sua missão. “Mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-Lhe as correias das sandálias”, disse, referindo-se ao Messias por ele anunciado (Lc 3:16, 17). “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3:30) foi a resposta dada a seus discípulos quando estes o informaram de que Jesus, de quem ele havia sido precursor, também atraía muitos discípulos.

No entanto, a mãe de Tiago e João quis articular para que os filhos ocupassem lugares de destaque no suposto futuro governo de Jesus. A proposta incomodou os demais discípulos, que não estavam dispostos a abrir mão da mesma coisa. O Mestre respondeu: “Não sabeis o que pedis” (Mt 20:22). Explicou o marcante contraste entre Sua filosofia e a do mundo, e concluiu: “Quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo” (v. 26, NVI).

A grandeza verdadeira é a da humildade e do serviço. Isso vai na contramão do mundo, mas é o modelo real de vida célebre, que satisfaz os anseios de Deus.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Justiça Divina X Vaidade humana

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 52
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Davi, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu esta reflexão que deve levar qualquer leitor a repensar suas atitudes. Aos que se orgulham da maldade que praticam, que se acham ágeis para explorar o próximo, que usam suas habilidades para causar problemas… devem meditar atenciosamente:

• Pecadores têm seu obcecado prazer no poder e na maldade, não na nobre bondade de Deus (v. 1).
• A língua dos que não têm satisfação em Deus e Seu caráter tem prazer em falar para ferir, enganar e humilhar, em vez de edificar com suas palavras (vs. 2-4).
• Estes pecadores que desprezam ao próximo serão desprezados por Deus, aliás, o texto diz que Deus os destruirá, serão arrancados de sua casa e extirpados da terra dos viventes – não viverá eternamente num inferno borbulhante (v. 5).
• A justiça divina sobre os perversos injustos, arrogantes e estúpidos pecadores, trará satisfação ao coração daqueles que são injustiçados (v. 6).
• Aqueles que confiam em seus bens, nas obras das próprias mãos, e na imponência de seus atos perversos, ainda que se orgulhem, logo perceberão que a única fortaleza segura é Deus (v. 7).
• Conhecer o caráter de Deus gera confiança, essa confiança deve gerar compromisso, o qual resulta em adoração e esperança de salvação eterna (vs. 8-9).

A vaidade humana impede muita gente sair da estrada de perdição para entrar pelo caminho da salvação. O orgulho do coração é o maior obstáculo para fazer compromisso sério com o Soberano do Universo; pois, a humildade é essencial para dar o primeiro passo para tal compromisso.

O pano de fundo deste Salmo é quando Doegue, servo de Saul, que tentou promover-se pisando na verdade e esmagando a justiça, usou sua língua para divulgar a visita que Davi fizera a Abimeleque, o sacerdote. Ele espiou, fugiu e dedurou Davi para Saul querendo a desgraça do servo de Deus, depois executou um massacre crudelíssimo (ver I Samuel 21:1-9; 22:6-19).

Reflita: Enquanto os…

• …caluniadores serão arrancados e extirpados, os que humildemente se refugiam em Deus serão preservados.
• …que se apegam a estratégias fraudulentas para subir na vida cavam sua própria sepultura, os que se apegam a Deus terão estrutura para lidar com as injustiças e obter vitórias.

Enfim, aqueles que tentam alcançar sucesso prejudicando ao próximo serão condenados! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

PAZ DE VERDADE

MEDITAÇÃO DIÁRIA

 25 de março
PAZ DE VERDADE

Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo. João 16:33

As palavras do texto de hoje fazem parte do discurso que Jesus proferiu ao Se despedir dos discípulos (Jo 13–17). Essa é uma fala recheada de promessas, orientações, apelos à unidade, à santificação e ao engajamento na missão. São palavras de um Pai e Pastor a filhos e ovelhas carentes e frágeis, que logo ficariam sem Sua presença física.

De fato, não é agradável nos despedirmos de pessoas queridas. Nessas ocasiões, duas coisas especialmente servem de conforto: a promessa de um reencontro e a garantia de que nem os que vão nem os que ficam se esquecerão mutuamente. Quem é pai ou mãe sabe muito bem o que é isso, quando se despede de filhos e filhas que vivem distantes.

Logo no início do discurso de despedida (Jo 14:1-3), Jesus prometeu que haverá reencontro. No fim dele (Jo 17:24), orou em favor disso. Também garantiu que a comunicação entre Ele e os discípulos seria mantida por meio do ministério do Consolador, o Espírito Santo. Este os guiaria, capacitaria para o cumprimento da missão, inspiraria e os tornaria sábios a fim de superarem obstáculos e desafios ao longo da caminhada.

Sofrimentos não estariam descartados; mas, em meio às aflições, Nele encontrariam paz. A paz de Cristo não significa apenas uma imitação de paz. Tudo o que tem origem Nele é pleno, elevado e abundante. Portanto, não se trata de paz semelhante à que o mundo oferece: “Deixo-vos a paz; a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo” (Jo 14:27).

Muitas vezes, a paz que o mundo oferece é enganosa, mais parecendo conformismo com o pecado. Considerando que nem sempre as consequências são colhidas imediatamente, o transgressor tende a pensar que a escolha feita foi a melhor. Isso parece implícito na errônea ideia de Oscar Wilde, segundo a qual “a melhor maneira de vencer uma tentação é ceder a ela”. Ou seja, se a luta contra a tentação perturba, deixe de lutar, ceda e fique “em paz”. É um sentimento passageiro. Os resultados têm sido devastadores para quem segue por esse caminho.

Somente Jesus oferece paz que “excede todo entendimento” (Fp 4:7), acalma em meio às mais violentas provações e nos mantêm olhando fixamente para a coroa, mesmo estando sob o peso da cruz de cada dia. Apesar das tempestades no oceano da existência, podemos ter a garantia de que a paz de Cristo trará a bonança em tempo oportuno.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

terça-feira, 24 de março de 2020

Apelo a Misericórdia Divina

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 
Leitura Bíblica – Salmos 51
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Há pessoas apodrecendo no pecado, agarradas nos braços do diabo, aliadas às tramoias dos demônios, usando máscaras de sorrisos; estão definhando, carregando peso de amargura e fardos de tristezas.


Neste salmo, “talvez o que mais se destaca é a atrocidade do pecado; o autor não pode descansar até que seja perdoado”, comenta Roland E. Morphy.


Após diversos pecados cometidos, Davi foi confrontado pelo profeta do Senhor; então, humildemente, expôs profundos sentimentos do coração. “Plenamente convencido do pecado, Davi deixa as palavras de penitência jorrarem de seu coração quebrantado e contrito” observa William MacDonald.


Desta forma, este Salmo “é uma oração por perdão e por santificação por meio do Espírito Santo. Votos de gratidão pelas misericórdias de Deus e promessas para o futuro acompanham a petição. Talvez nenhuma outra passagem do AT descreva com tanta clareza o genuíno pecador arrependido que confia no poder de Deus para perdoar e restaurar como este relato da experiência de Davi” (Francis D. Nichol).


Portanto, “esse Salmo é uma escada que começa em um poço horrível, de lama suja e vai até as alturas de ensolarada alegria, onde brota o cântico do pecador arrependido e perdoado. Aí está o gemido da ovelha perdida toda arranhada de espinhos, perseguida por cães selvagens, lançada no pantanal, mas que o pastor achou e, jubiloso, levou para casa. Esse caminho já foi trilhado por miríades de arrependidos” (F. B. Meyer).


Agora, observe atentamente e com oração alguns pontos importantes do Salmo:


1. A maneira correta de lidar com o pecado é:  Encará-lo, confessá-lo para, então, ser perdoado.

2. O perdão é real e traz alegria e paz ao culpado que expressa confissão sem fingimento e exprime um quebrantamento genuíno.
3. Usar máscaras para encobrir pecados é sofrer calado sabendo que há um caminho para a libertação dessa escravidão e sofrimento angustiante.
4. Pecar contra pessoas é rebelar-se e atacar a Deus, é fazer o mal perante os olhos divinos. Contudo, em Deus existe plena restauração e satisfação.

Precisamos apelar à misericórdia divina (vs. 1-2), reconhecer que pecados atingem a Deus (vs. 3-4), confessar e pedir perdão (vs. 5-13), para, então, fazer votos de louvor (vs. 14-15), rever os conceitos de adoração (vs. 16-17) e, desejar a restauração do próximo (vs. 19-19) – Heber Toth Armí.


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DO RIACHO PARA O MONTE

MEDITAÇÃO DIÁRIA

24 de março
DO RIACHO PARA O MONTE

Então o fogo do Senhor caiu e queimou completamente o holocausto, a lenha, as pedras e o chão, e também secou totalmente a água na valeta. 1 Reis 18:38, NVI

Aqueles eram dias escuros na terra de Israel, por causa da iniquidade patrocinada por Acabe, sob influência de sua ímpia e sanguinária esposa, Jezabel. O reino trocou o verdadeiro Deus por Baal e, como consequência, a fome e o prenúncio da morte eram sentidos em todos os lugares. Foi então que Elias, natural de Tisbe, apareceu anunciando os juízos divinos sobre a nação. Não cairia orvalho nem chuva durante anos. Advertência dada, o profeta saiu do cenário, sendo enviado para o esconderijo provido pelo Senhor às margens do ribeiro de Querite. O nome Querite é sugestivo na experiência de Elias. Em hebraico, o termo significa “cortar, colocar no tamanho certo”, mas também pode ser usado no sentido de “aparelhar”, “talhar” ou “ser separado”, “afastado”.

Certamente, Elias precisava ser moldado, talhado, treinado e provado a fim de cumprir os propósitos que Deus tinha para ele. No exílio, o profeta não ficou desamparado, tendo sido alimentado com pão e carne que lhe eram levados pelos corvos. A sede era saciada com as cristalinas águas do ribeiro que, surpreendentemente, secou.

O estágio seguinte foi em Sarepta, onde milagrosamente alimentou uma viúva, o filho dela e a ele mesmo, fazendo multiplicar “um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija” (1Rs 17:12). Coroando a ação divina na vida daquela viúva, posteriormente, o profeta ainda retirou o garoto dos braços da morte, restituindo-lhe a vida.

Então veio a ordem para que se apresentasse a Acabe, por quem foi saudado como “perturbador de Israel” (18:17). O homem de Deus não se deixou intimidar. A resposta foi a atribuição de culpa ao rei, seguida do desafio para que fossem reunidos no Carmelo, diante dos israelitas, 850 profetas de Baal e Aserá. Era preciso evidenciar quem era o verdadeiro Deus, e todos deviam escolher de qual lado ficariam. No monte Carmelo, de nada adiantaram o clamor, as oferendas, o sacrifício dos adoradores de Baal. Mas o Senhor respondeu à oração do profeta, fazendo cair fogo que consumiu o holocausto. O povo se voltou para o verdadeiro Deus.

Muito tempo mais tarde, referindo-se ao episódio, Tiago falou de Elias como homem sujeito às mesmas paixões que nós (Tg 5:17). Isso soa confortador. Se Deus usou Elias para realizar tão extraordinário milagre, que proeza existe que Ele não possa fazer tendo como instrumentos você e eu?

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

segunda-feira, 23 de março de 2020

Deus deve ser celebrado - Salmos 50

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 50
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Este Salmo é importante e relevante para nosso tempo: Entre a introdução – uma descrição de um contexto jurídico (vs. 1-6) –, e, uma conclusão – revelando o objetivo do julgamento (vs. 22-23) –, o poema insere dois pontos que merecem nossa total atenção:

• Uma religião mecânica, superficial, ou ritualística ainda que baseada na Bíblia, sem submissão total a Deus desprovida de adoração genuína, não satisfaz o coração do Soberano do Universo (vs. 7-15);

• Uma vida religiosa apenas de aparência não passa de perfeita formalidade, a qual Cristo a chama de hipocrisia; tal não serve para nada senão para enganar os outros, e também a si mesmo diante do tribunal do Supremo Juiz (vs. 16-21).

Muitos usam carcaça de cristão para esconder a podridão do coração:

• Existem gente que fala de Deus (e da Bíblia) como se fossem amicíssimos, embora nunca tiveram um encontro real (v. 16).

• Há crentes que arrotam santidade sem nunca dar devida atenção a Deus; além de tratar com desdém a Sua Palavra (v. 17).

• Há religiosos que apreciam mais as amizades dos perversos, adúlteros e ladrões do que a dos simples, honestos e puros de coração (v. 18).

• Há “cristãos” que abrem a boca para falar dos outros e prejudicar o próximo com fofocas, calúnias e críticas mordazes quando deveriam aproveitar seu tempo para evangelizar (vs. 19-20).

• Exatamente por existirem muitas pessoas usando máscaras de consagração, carcaça de espiritualidade e casca de cristianismo, que Deus fará um julgamento meticuloso (v. 21).

Jesus não morreu na cruz para criar uma capa para cobrir ou mascarar as imundícias do coração do pecador, mas para salvá-lo totalmente, transformá-lo verdadeiramente e torná-lo um adorar íntegro.

Nenhum sucesso compensa o fracasso espiritual; por outro lado, “por certas coisas vale a pena ser despedido; por outras vale a pena perder a herança; por outras vale a pena ir para a cadeia; e ainda por outras vale a pena fracassar na faculdade” (Erwin W. Lutzer). Só não vale a pena deixar de ser um verdadeiro adorador (v. 23).

Deus deve ser celebrado. Suas ações no mundo devem motivar-nos a louvá-lO com todas as nossas forças. Sua graça em meio à nossa desgraçada vida neste mundo mergulhado no pecado deve impulsionar-nos aos mais altos e finos louvores! – Heber Toth Armí.

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ENFRENTANDO A TENTAÇÃO

MEDITAÇÃO DIÁRIA

 23 de março
ENFRENTANDO A TENTAÇÃO

Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus. Tiago 1:13

Ao falar sobre as provações e o papel delas na experiência do cristão, Tiago declara feliz o homem que as suporta com perseverança, até o fim, sem pecar nem desanimar. É verdade que, às vezes, no redemoinho das dificuldades, esse cristão pode até se sentir infeliz; e até ser visto assim por outras pessoas. Mas Tiago corrige essa ideia. Inclusive menciona a coroa da vida eterna como recompensa do cristão paciente, esperançoso na providência divina.

Em seguida, ele apresenta o assunto “tentação”, ligando-o à provação. O significado original da palavra traduzida como “provação” abrange qualquer situação que teste a fé e o caráter, e também a ideia de insinuação direta ao pecado. Aqui, Tiago a utiliza para falar de tentação, deixando claro que a provação contribui para nosso amadurecimento espiritual, enquanto a tentação pode levar à falência espiritual.

Há três fatos referentes à tentação bem definidos por Tiago:

Deus não é seu autor. No 1° século, especialmente entre os gregos, circulava a ideia de que os deuses originavam as tentações e os pecados delas resultantes. Alguns cristãos foram influenciados por esse conceito. Era preciso dissuadi-los. Deus não nos induz a pecar.

Tentação é questão individual. “Cada um é tentado pela sua própria cobiça” (Tg 1:14). O gatilho que dispara o ato de ceder à tentação está em nossa natureza caída. Satanás sabe disso, razão pela qual todos os dias utiliza situações, coisas ou pessoas que fazem disparar o gatilho dos desejos pecaminosos.

Tentação segue um processo. Primeiramente, o ser humano é atraído e se deixa, seduzir pela própria cobiça. Então, o pecado acontece. Quando desejos impróprios, são alimentados, ou mesmo quando a satisfação de desejos lícitos é buscada fora dos planos de Deus, o pecado é “concebido”. A consequência é morte espiritual.

Contudo, não precisamos ceder. Paulo escreveu: “Não lhes sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças […]. [Ele] vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10:13).

   Se ainda assim falharmos, devemos nos lembrar de que: “Mesmo se formos vencidos pelo inimigo, não seremos rejeitados nem abandonados por Deus. […] Aquele que começou em você a boa obra há de continuá-la até o dia de Jesus Cristo” (Ellen White, Caminho a Cristo, p. 64). Sim, por Sua graça, Ele nos reerguerá!

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

domingo, 22 de março de 2020

Ensinamentos para a vida

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 
Leitura Bíblica – Salmos 49
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

As pessoas que bebem do lamaçal deste mundo para satisfazer a sede da alma, jamais sentirão o sabor do manancial celestial refrigerando seu coração.

Este Salmo nos oferece ensinamentos magníficos, dos quais precisamos muitissimamente:

“Um dos grandes enigmas da vida é o fato de os perversos com frequência desfrutarem prosperidade material enquanto os fieis, muitas vezes, são pobres e desfavorecidos. Mas essa não é a história toda. A riqueza na qual os ímpios confiam com tanta devoção os deixará na mão na hora da maior necessidade. Não tem poder para salvá-los da morte nem para evitar que se corrompam na sepultura. Não podem desfrutá-la para sempre, leva-la consigo ou voltar para usufruir dela. Em longo prazo, é insensato confiar no dinheiro, em vez de confiar no Senhor! Essa é a essência do Salmo 49” (William MacDonald).

A vaidade é um dos principais motivos que impedem um verdadeiro e profundo fervor espiritual e um real e elevado compromisso com o soberano Senhor. As riquezas muitas vezes se tornam um dos maiores obstáculos para muitos se renderem plena e genuinamente ao Salvador. Por isso, Satanás parece envaidecer a muitos.

• Ricos e pobres devem dar atenção à filosofia da vida do ponto de vista de um sábio inspirado pelo Espírito Santo, que tem informações que não se encontram em nenhum outro livro – nem pode ser descobertas de nenhuma outra forma (vs. 1-4).

• Orgulhosos e ostentadores precisam saber que não existe nenhum seguro contra a sepultura; os inimigos do bem e da justiça estão a um passo da morte; os violentos, orgulhosos e arrogantes não conseguem libertar-se do terrível fim que lhes espera (vs. 5-9).

• Intelectuais e ignorantes morrem do mesmo jeito, todos se tornam vizinhos no cemitério; a não ser que haja uma busca fervorosa ao Deus que estende Suas poderosas mãos para resgatar acorrentados à morte (vs. 10-15).

• Fama e fortuna podem parecer o máximo, mas nada fazem para mudar o definhamento do indivíduo até a morte. Ricos, orgulhosos, intelectuais e famosos morrem tanto quanto os analfabetos, miseráveis, indigentes e ignorantes (vs. 16-19).

Então, quem realmente aproveita a vida é quem se prepara nesta vida curta para receber a vida eterna que Deus outorga aos que se Lhe submetem integralmente!

O que você acha? – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

Na Casa do Pai

  MEDITAÇÃO DIÁRIA 20 de outubro Na Casa do Pai Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Ca...