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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Mais que dinheiro

 Mais que dinheiro

Amem uns aos outros com amor fraternal. Quanto à honra, deem sempre preferência aos outros. Romanos 12:10

Gostaria de compartilhar com você alguns pensamentos de Teresa de Calcutá: “Com dinheiro, você pode comprar um piso, mas não um lar. Com dinheiro, você pode comprar uma cama, mas não o sono. Com dinheiro, você pode comprar um relógio, mas não o tempo. Com dinheiro, você pode comprar livros, mas não conhecimento. Com dinheiro, você pode comprar alimentos, mas não o apetite. Com dinheiro, você pode comprar posição, mas não o respeito. Com dinheiro, você pode comprar medicamentos, mas não a saúde. Com dinheiro, você pode comprar sexo, mas não o amor. Com dinheiro, você pode comprar seguros, mas não a tranquilidade. No entanto, dando amor, você pode presentear e receber tudo que, com o dinheiro, você não pode comprar.”

São palavras que nos levam a entender o mundo de forma diferente, pois existem mais pessoas preocupadas com a decoração da casa do que com aquilo que une sua família. Há muitas pessoas escravizadas pelo relógio em vez de desfrutarem do tempo; há muitas letras e pouca espiritualidade; muita comida para poucos e pouca comida para muitos; muita gente em boa forma e pouca autoestima; muita pele e pouco coração. Entendo que andamos com escassez de amor fraternal.

Com relação a esse assunto, João diz: “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia o seu irmão é assassino, e vocês sabem que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a Sua vida por nós; portanto, também nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1Jo 3:14-16). Essa não é uma questão sem importância. Antes, é um assunto de grande relevância que nos apresenta um diagnóstico de nossa vida espiritual.

Amar-nos como irmãos é amar-nos sem segundas intenções. Amar-nos como irmãos é voltar à intensidade da infância, quando um atrito era compensado com uma carícia, um confronto breve com um abraço interminável e uma lágrima com muitos sorrisos. Amar-nos como irmãos é a resposta para a maioria das necessidades relacionais. É mais importante do que o dinheiro. Muito mais!

 

Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
24 de janeiro
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terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Marca de qualidade

Marca de qualidade

Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 1 João 4:10

A origem da palavra “caráter” é muito interessante. Ela vem de um termo grego que faz referência a um instrumento que servia para gravar ou marcar uma imagem. Esse instrumento era usado no gado para identificar os animais com seu proprietário. A imagem utilizada fazia referência às características do dono, fosse pelo nome ou pelas características de sua natureza ou suas crenças. Por exemplo, em Atenas, onde havia muitos devotos de Atena, a deusa da guerra e da sabedoria, usava-se a imagem de uma coruja, que representava aquela divindade. O tetradracma, com sua ave de olhos enormes, chegou a se converter na moeda de maior valor, há cerca de 2.500 anos.

Para os cristãos, quem nos marca, criando uma imagem de Deus em nossa existência, é Jesus. Seu amor para conosco nos converte em outras pessoas; Sua vida é o modelo que modifica nosso ser, nosso caráter. Como indica Ellen G. White, “o amoroso caráter de Cristo será visto em Seus seguidores. Ele tinha alegria em fazer a vontade do Pai. O amor a Deus, o verdadeiro zelo por Sua glória, era o poder controlador da vida de nosso Salvador. O amor embelezava e enobrecia Suas ações. O amor faz parte da natureza divina. O coração não consagrado não pode produzi-lo. O amor pode ser encontrado apenas no coração em que Jesus reina. ‘Nós amamos porque Ele nos amou primeiro’ (1Jo 4:19). No coração renovado pela graça divina, o amor é o que motiva a ação. Ele modifica o caráter, controla a paixão, supera a inimizade e torna mais nobres as afeições” (Caminho a Cristo, p. 59). A imagem de Cristo em nossa vida faz com que nossos traços sejam precisos e que aprendamos a dominar os impulsos; permite que nossa existência tenha equilíbrio e que nos exercitemos a limitar as paixões; assegura que nossas tendências pecaminosas sejam controladas e que possamos saber o que é ter poucos adversários; põe vigor em nosso ser e potencializa o melhor de nós. O resultado não somente nos embeleza como também desperta nos outros o anelo por tal beleza.

Não existe marca como a do amor de Cristo, pois, como nenhuma outra, ela molda o caráter. Peça a Deus que ajude você a viver o Seu amor.

Devocional Diário - 2 de janeiro
Vislumbres da eternidade

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domingo, 31 de dezembro de 2023

É PRECISO PROSSEGUIR

  MEDITAÇÃO DIÁRIA

31 de dezembro
É PRECISO PROSSEGUIR

Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3:14

É necessário que, de tempos em tempos, façamos uma avaliação de nossa vida. Feito isso, é preciso olhar para frente e estabelecer novos propósitos. Seguindo adiante, acompanhe as seguintes sugestões:

Realize as mudanças necessárias, especialmente naqueles pontos em que fracassou. Se você continuar a fazer o que está fazendo, obterá os mesmos resultados. Se deseja alcançar outros resultados, mude. Mude agora mesmo.

Alimente pensamentos positivos. Isso foi admiravelmente resumido do seguinte modo: “Se você pensa que pode, então pode. E se você pensa que não pode, acertou.” Quando alguém pensa que não pode, nem tenta. Quando alguém pensa que pode, empenha-se e frequentemente consegue.

Arrisque mais. Escrevendo sobre a importância de se correr riscos calculados, um escritor declarou que “há muitas maneiras de alguém se tornar um fracassado, mas a melhor é nunca se arriscar”. Outro disse: “Se você não arriscar nada, estará arriscando mais ainda.”

Faça mais do que é pedido. Surpreenda, assim, seus pais, seus professores, seus líderes…
Persevere, a despeito das circunstâncias negativas, dos obstáculos e do próprio desânimo. Seja resiliente.

Ajude outros a vencer. Em 2013, Abel Mutai, campeão olímpico nos 3 mil metros com obstáculos, liderava com folga uma prova de cross country disputada em Navarra, na Espanha, quando a 20 metros da chegada confundiu-se imaginando já ter cruzado a linha. O atleta espanhol Ivan Fernandez Anaya, que ocupava a segunda posição na prova, em vez de se aproveitar da situação, alertou o queniano a prosseguir até a chegada e obter a vitória. O gesto de grandeza ganhou repercussão internacional.

Prossiga firme, com novos propósitos e com vontade, confiante no Senhor – que é por nós –, e esteja disposto a ajudar outros a vencer. 

sábado, 30 de dezembro de 2023

É PRECISO AVALIAR

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

30 de dezembro
É PRECISO AVALIAR

Deus viu tudo o que havia feito, e eis que era muito bom. Gênesis 1:31

primeira folha da Bíblia nos conta como Deus criou todas as coisas. Ele poderia ter criado tudo em um piscar de olhos. Porém, com o propósito de estabelecer o tempo para nós, Ele o fez aos poucos, em períodos diários, totalizando uma semana. Ao fim de cada dia, Deus contemplava o que havia feito e fazia uma avaliação. Diz o relato: “E Deus viu que isso era bom” (Gn 1:12). Ao término da semana da criação, Ele fez uma avaliação final, que abrangia todas as Suas obras: “Deus viu tudo o que havia feito, e eis que era muito bom” (Gn 1:31).

De tempos em tempos, também precisamos efetuar uma avaliação de nossa vida pessoal, de nossas realizações e de nossa relação com Deus e com os semelhantes. Avaliar é determinar o valor de algo. A autoavaliação ajuda em nosso aperfeiçoamento. Precisamos dar valor, ou seja, valorizar o que há de bom: o que somos e o que temos.

Avaliar é olhar para o passado, e o passado deve nos ensinar preciosas lições, mesmo que ele não tenha sido tão positivo como esperávamos. Como foi dito por Archibald MacLeish, “só há uma coisa mais dolorosa que aprender com a experiência. É não aprender com a experiência”. Certa vez, Henry Ford declarou que “fracassar é a oportunidade de começar de novo, mais inteligentemente”. Qualquer fracasso deve ser encarado apenas como uma derrota temporária e não um fiasco permanente. É uma nova chance de construir novos hábitos e desenvolver atitudes positivas que nos conduzam rumo à vitória.

Na realidade, é importante lembrar que Deus pode transformar maldições em bênçãos. Ele pode até usar as coisas ruins que nos acontecem para o nosso bem. O apóstolo Paulo assegurou: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (Rm 8:28).
Se, ao avaliar sua vida, você perceber fracassos, não desanime. Tire lições positivas do que ocorreu. Erga sua cabeça. Confie no Senhor e siga em Seus caminhos. Deus o fará triunfar.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

VOLTE

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

29 de dezembro

VOLTE!

“Israel, volte para o Senhor, seu Deus, porque você caiu por causa dos seus pecados. Oseias 14:1


Após a morte de Salomão, em 931 a.C., o primeiro rei das dez tribos de Israel, Jeroboão, enveredou pelo caminho da idolatria e arrastou consigo seu povo (1Rs 12:25-33). Essa prática continuou nos muitos anos seguintes. Deus não ficou apenas observando. Ele agiu para trazer Israel de volta e fez isso mediante o dom de profecia. O último desses profetas foi Oseias. Seu ministério durou cerca de 25 anos, de 750 a 725 a.C. Além de proclamar e escrever a mensagem de Deus para Seu povo, ele a experimentou. “Quando, pela primeira vez, o Senhor falou por meio de Oseias, o Senhor lhe disse: ‘Vá e case com uma prostituta, e tenha com ela filhos de uma prostituta. Porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor’” (Os 1:2).

Oseias obedeceu e se casou. Com o tempo, Gômer, a esposa, afastou-se dele e se prostituiu. Apesar de tudo, ele se empenhou para salvar o casamento. Isso foi uma ilustração viva do amor de Deus para com Seu povo. Embora Israel tivesse deixado o Senhor e ido após seus amantes – os ídolos e as nações pagãs – Deus ainda estava disposto a perdoar Seu povo e a manter a aliança com ele.

O que isso nos revela? Observe que a história de Oseias é também a nossa história. “Nós somos Gômer, e Deus é Oseias. Ele nos desposou quando éramos impuros. Sabia que muitas vezes seríamos infiéis. […] Ainda assim, Ele nos amava e nos adquiriu para Si por meio da expiação efetuada por Cristo. Se a história de Oseias não pode ser real (porque ‘Deus não podia pedir que um homem se casasse com uma mulher infiel’), então a história da salvação também não é real, porque é precisamente isso que Cristo tem feito por nós” (Lição da Escola Sabatina, 30 de março de 1988).

O tema do livro de Oseias é o amor de Deus para com Seu povo, e a palavrachave é “volte”. Quatorze vezes Deus diz ao povo que O abandonou: “Volte!” Ainda hoje, Deus está chamando quem se afastou Dele, dizendo: “Volte!”

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

VOCÊ PODE ESTAR ERRADO

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

28 de dezembro

VOCÊ PODE ESTAR ERRADO

Assim, temos ainda mais segura a palavra profética, e vocês fazem bem em dar atenção a ela, como a uma luz que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês. 2 Pedro 1:19

Um grande navio singrava as águas do oceano. A postos, em meio a um forte nevoeiro, seu capitão distinguiu o que parecia ser a luz de outro navio que se aproximava seguindo uma rota que poderia levar a uma colisão frontal. Rapidamente, por meio de sinais convencionais de luzes que piscavam, ele enviou uma mensagem ao navio que se aproximava: “Favor mudar seu curso dez graus a ocidente.” Logo, veio a resposta através do espesso nevoeiro: “Senhor, mude seu curso dez graus a oriente.”

O capitão não gostou. Valendo-se de sua posição superior, enviou nova mensagem ao outro navio: “Sou capitão de mar com 35 anos de experiência. Mude seu curso dez graus a ocidente!” Imediatamente, o outro respondeu: “Sou um marinheiro quarta classe. O senhor mude seu curso dez graus a oriente!”

O capitão ficou muito irritado. Percebendo que estavam se aproximando um do outro muito rapidamente e que o acidente poderia ocorrer em poucos minutos, advertiu quem estava do outro lado com a mensagem: “Sou um navio cargueiro de 50 mil toneladas. Mude seu curso dez graus a ocidente!”

Veio, então, a última resposta. Uma mensagem simples, que dizia: “Eu sou um farol. O senhor mude seu curso!”

O farol fora edificado para iluminar a escuridão da noite, para servir de guia às embarcações, para evitar o perigo e o desastre e para salvar vidas. Devia ser obedecido. O capitão, por sua vez, podia ter uma elevada posição, muitos anos de experiência e comandar uma enorme embarcação, porém estava errado.

Da mesma forma, Deus concedeu à igreja o dom de profecia para iluminar nossa jornada rumo ao porto, e devemos considerá-lo uma grande bênção, atendendo às suas orientações. Se algo não está em harmonia entre nossa vida e a revelação divina mediante o dom profético, adivinhe quem deve mudar. Como o capitão dessa história, também podemos ter uma elevada posição na sociedade ou na igreja. Podemos ter muita experiência e comandar grandes projetos e, mesmo assim, estar errados. Por isso, sigamos a luz que Deus nos envia.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

PERDÃO E PODER

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

27 de dezembro

PERDÃO E PODER

Por essa razão, eu me ponho de joelhos diante do Pai [...]. Peço a Deus que, segundo a riqueza da Sua glória, conceda a vocês que sejam fortalecidos com poder, mediante o Seu Espírito, no íntimo de cada um. Efésios 3:14, 16


Quando sou justificado, Deus me considera como se jamais houvesse pecado. Nesse exato momento, tem início em minha vida a obra da santificação. Isso pode ser ilustrado com um ponto e uma linha. Em uma linha há um primeiro ponto, muitos outros pontos e um ponto final. Comparando, podemos dizer que a linha inteira é a santificação, e que o primeiro ponto é a justificação. Portanto, a justificação já é o início da santificação.

No mesmo instante em que Deus me justifica, junto com Seu perdão, recebo uma dose de Seu poder, a fim de viver dali em diante uma vida de obediência, diferente daquela que eu vivia. Desse modo, se eu menti, Ele me perdoa, considera como se eu não houvesse mentido e, além disso, concede-me poder para não mentir mais. Se fui desonesto, Ele me perdoa, considera como se eu tivesse sido sempre honesto e me dá Seu poder para não mais praticar a desonestidade.

Quando pecamos e vamos conversar com Deus sobre isso, Ele estende as mãos com dois presentes. Em uma das mãos está o perdão; na outra, o poder. Deus nunca dá Seu perdão sem oferecer junto Seu poder. Ocorre, frequentemente, que agarramos o perdão, mas não estendemos nossa mão para apanhar o poder, imaginando que o perdão seja suficiente. Esquecemos que um sem o outro não tem muito valor.

O texto que estamos considerando ensina que Deus o torna forte ao colocar em você Seu Espírito. Com esse poder, você vai viver dia a dia uma vida de obediência, de santidade e de pureza. Esse poder o tornará vitorioso sobre as más tendências – hereditárias ou cultivadas – sobre o mundo, o diabo e suas tentações.

Eu convido você, agora, a orar mais uma vez, a se aproximar de Deus e a agarrar Seu perdão e Seu poder.

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

DEUS É JUSTO?

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

26 de dezembro

DEUS É JUSTO?

Mas, agora, sem lei, a justiça de Deus se manifestou, sendo testemunhada pela Lei e pelos Profetas. É a justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que creem. Romanos 3:21, 22

A carta de Paulo aos romanos é considerada por teólogos de todas as tradições cristãs o livro mais importante da Bíblia. Seu tema é a justificação pela fé. Nos capítulos iniciais, é dito como todos – judeus e gentios – são merecedores da ira de Deus, porque todos pecaram (3:10, 23). Depois, no final do capítulo três, é demonstrado como Deus pode justificar o pecador e, ainda assim, manter a Sua justiça.

Durante os tempos do Antigo Testamento, Deus não parecia ser justo. Não porque fosse demasiado rigoroso e severo, mas exatamente pelo contrário. Ele parecia ser muito tolerante (v. 25), pelo menos com algumas pessoas. É verdade que Ele puniu os contemporâneos de Noé com o dilúvio, os sodomitas com fogo e os egípcios com as dez pragas. Mas, o que dizer do pecado de Davi, mandando matar Urias? E a multidão de pecados do rei Manassés? O texto afirma que Deus deixou impunes os pecados anteriormente cometidos (v. 25) porque mesmo aqueles que receberam alguma punição não receberam o tanto que mereciam. Porém, Deus planejou resolver isso de forma definitiva no futuro (v. 26), o que foi feito na cruz de Cristo.

Em toda a carta, o único lugar que mostra como nos livramos da ira divina é o verso 25, que aponta o que foi feito na cruz. Houve na cruz uma propiciação, ou seja, o afastamento da ira de Deus. Essa ira foi redirecionada para Cristo, que morreu em nosso lugar, como nosso substituto. Na cruz, nosso pecado foi punido. Por isso, Deus pode nos inocentar e nos justificar.

Foi na cruz que Deus expôs a Sua justiça publicamente (v. 25), e isso irradiou no tempo e no espaço. O passado foi iluminado, demonstrando que Deus foi justo no trato com os pecadores, assim como também é justo no presente e será nas eras futuras. Além disso, todo o Universo pode saber que Deus foi justo, sempre justo.

A justiça que Ele nos oferece provém da Sua graça (v. 24). Por causa do que Deus fez em Cristo, Ele pode nos justificar. Decida, neste dia, receber a Sua justiça e ser grato pela salvação que Ele lhe oferece.

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segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

CRISTO SE ESVAZIOU

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

25 de dezembro

CRISTO SE ESVAZIOU

Cristo Jesus, [...] mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. Pelo contrário, Ele Se esvaziou [...], tornando-Se semelhante aos seres humanos. Filipenses 2:5-7

Refletindo sobre o que Cristo fez para nos salvar, o apóstolo Paulo declara que Ele Se esvaziou, tornando-Se semelhante a nós. O que isso quer dizer? Não significa que tenha desistido da divindade. Mas, temporariamente, Cristo trocou poderes e privilégios pela posição de servo.

Um dos poderes que Cristo não utilizou nesta Terra foi a onipresença. Antes de vir a este mundo, Ele podia estar em toda parte ao mesmo tempo. Contudo, como homem, só podia estar em um lugar de cada vez, igual a nós. Se Jesus estivesse no lar de Lázaro, não poderia estar simultaneamente no barco de Pedro, no mar da Galileia nem pregando nos pátios do templo.

Outro poder do qual Cristo abriu mão foi a onisciência. Anteriormente, tinha todo o conhecimento, desde o mais remoto passado ao mais longínquo futuro. Porém, em Sua humanidade, só sabia o que o Pai Lhe revelava. Ao ser interrogado quanto à ocasião de Seu retorno a este mundo, Ele disse não saber. Sua resposta foi: “A respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos Céus, nem o Filho, senão o Pai” (Mt 24:36).

Ellen G. White relata que Ele, na infância, teve que aprender, como acontece com as crianças. “O menino Jesus não recebeu instruções nas escolas das sinagogas. Seu primeiro mestre humano foi Sua mãe. Dos lábios dela e dos escritos dos profetas, Ele aprendeu as coisas celestiais. As próprias palavras por Ele ditas a Moisés para Israel foram então ensinadas no colo de Sua mãe” (O Desejado de Todas as Nações, p. 46 [70]).

Desse modo, “ao tornar-Se substituto do homem, Cristo não manifestou Seu poder como Filho de Deus” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 235 [278]). Além disso, Seu esvaziamento foi voluntário. Ele “a Si mesmo Se esvaziou, […] a Si mesmo Se humilhou” (Fp 2:7, 8, ARA). Sim, Jesus não veio a este mundo unicamente por vontade do Pai (Jo 3:16). Veio por Sua própria escolha.
Talvez, hoje, você também deva se esvaziar, renunciar a certos direitos para que alguém seja abençoado. Pense nisso e tenha um feliz Natal! 

domingo, 24 de dezembro de 2023

VIDA SOCIAL

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

24 de dezembro

VIDA SOCIAL

Alegrei-me quando me disseram: “Vamos à Casa do Senhor.” Salmo 122:1


Quando este salmo foi escrito, a Casa do Senhor estava em Jerusalém. Em todo o Israel, naquela época, esse era o único lugar de adoração aceito por Deus. A alegria do salmista por estar na Casa do Senhor também incluía a satisfação de estar acompanhado por outros. Foram seus companheiros que o haviam convidado, dizendo: “Vamos à Casa do Senhor.” Fiéis de todas as cidades peregrinavam em direção ao lugar de culto (v. 4). Eram todos “irmãos e amigos” (v. 8).

Não podemos separar a vida social da religião. Devemos ser uma irmandade, uma família. A amizade é uma grande ajuda para conservar os membros da igreja firmes na fé. Todo tipo de atividade social patrocinada pela igreja pode estar diretamente relacionado à vida espiritual, na medida em que contribui para um melhor entrosamento dos membros. Pode ser um passeio, uma excursão, um piquenique, um junta-panelas, a prática de um esporte, um chá de panela, um chá de bebê, uma festa de aniversário, etc.

Todos precisamos de amizades dentro da igreja. Nossos melhores e maiores amigos deveriam ser nossos irmãos de fé. Sem dúvida, isso contribui para termos mais satisfação em ir à Casa de Deus e participar do culto. Deus quer nos usar em nossos relacionamentos. Podemos ser uma bênção para outros; e eles, uma bênção para nós. Quando há alguém que precisa de conforto e consolo, podemos, por meio de nossas palavras, levar-lhe alívio. Se não houver palavras, podemos dar um aperto de mão, um abraço, como se estivéssemos dizendo: “Eu estou com você, pode contar comigo.”

Em nossos relacionamentos, parece que gostamos de falar de nós mesmos. Contudo, deveríamos procurar ouvir mais. Alguns necessitam abrir o coração para alguém de confiança. Querem desabafar algo. Ouvindo, talvez descubramos suas dificuldades e possamos dizer uma palavra que os ilumine. Também é importante saber guardar segredo sobre qualquer confidência, se houver.
Além disso, fazer coisas juntos é um excelente meio para promover a união. Portanto, valorize os encontros sociais promovidos por sua igreja. Você poderá se surpreender com os resultados abençoados.

sábado, 23 de dezembro de 2023

VIDA ESPIRITUAL

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

23 de dezembro

VIDA ESPIRITUAL

Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossas transgressões, nos deu vida juntamente com Cristo – pela graça vocês são salvos. Efésios 2:4, 5


natureza humana, em sua origem, era santa, perfeita e estava em plena harmonia com o Criador. O ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, foi formado com corpo, mente e espírito.

O corpo físico o identifica com o reino animal. A mente é chamada na Bíblia de coração e, em alguns contextos, de alma (1Ts 5:23), abrangendo as faculdades intelectuais, as emoções e a vontade. O espírito, por sua vez, é aquele aspecto que nos torna capazes de manter comunhão com Deus e de perceber e apreciar as coisas espirituais. Isso nenhum animal possui.

O propósito de Deus ao criar a humanidade foi que esta refletisse cada vez melhor Sua imagem e glória. Todas as suas capacidades poderiam ser desenvolvidas. Contudo, devido à entrada do pecado, a natureza humana foi transformada integralmente. O corpo, a mente e o espírito foram afetados. Iniciou-se um processo de deterioração do corpo e da mente, e sua morte espiritual foi imediata (Ef 2:1, 5). O ser humano se tornou alienado de Deus e perdeu o desejo e a capacidade de conhecê-Lo. Suas faculdades espirituais deixaram de funcionar, e ele se tornou incapaz de se interessar por assuntos espirituais.

Felizmente, Deus concebeu um plano para recuperar a humanidade e restaurá-la à Sua imagem e semelhança, de modo a conduzi-la à perfeição original. Esse plano centraliza-se na pessoa e na obra de Cristo e continua em andamento por meio de Seu Espírito. Por causa de Seu amor, Aquele que deu Seu Filho por nós envia também Seu Espírito e Sua Palavra. Quando o pecador ouve a Palavra e crê, ocorre uma ressurreição espiritual. Ele recebe vida de Deus (Ef 2:4, 5).

À nossa volta, existem pessoas que parecem estar vivas. Têm um corpo forte e saudável. São inteligentes e espertas, mas estão mortas espiritualmente. Vivem como se Deus não existisse. Levemos a elas a Palavra. Ao crerem em Jesus, receberão a verdadeira vida. 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

VENDO O INVISÍVEL

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

22 de dezembro

VENDO O INVISÍVEL

Pela fé, Moisés abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a ira do rei, pois permaneceu firme como quem vê Aquele que é invisível. Hebreus 11:27

mais destacado exemplo de idolatria na experiência do povo de Deus no Antigo Testamento foi visto no episódio da adoração ao bezerro de ouro (Êx 32:1-10). “Acostumados, no Egito, com as representações materiais da divindade, era difícil para eles confiar em um ser invisível; por isso ainda dependiam de Moisés para alimentar sua fé. Agora ele havia sido tirado deles […]. Entre as coisas consideradas pelos egípcios como símbolos da divindade, estava o boi ou o bezerro. E foi pela sugestão dos que haviam praticado essa forma de idolatria no Egito, que então foi feito e adorado um bezerro” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 266, 267 [315, 316]).

Eles queriam ver para poder seguir. Mas a religião da Bíblia é alicerçada na fé (Hb 11:6). Moisés foi capaz de ver Aquele que é invisível. Noé nunca havia visto um dilúvio; no entanto, pela fé, ele o viu chegando e fez o que Deus lhe ordenara. Abraão, pela fé, viu uma cidade celestial, dispôs-se a abrir mão de seu lar terreno para seguir a Deus e, embora velho e sem filhos, viu uma multidão de descendentes. Todos os heróis da fé (Hb 11) realizaram seus feitos porque viram o invisível e creram que Deus concede a retribuição àqueles que O buscam (Hb 11:6).

A obediência ao primeiro e segundo mandamentos da santa lei de Deus se reflete na adoração exclusiva ao Deus invisível. Um exemplo de fidelidade nesse ponto é encontrado na história dos três amigos de Daniel (Dn 3). O rei da Babilônia planejou um evento de adoração. Apenas os líderes do império foram convocados. Entre eles, estavam os amigos de Daniel. O risco de morte era alto e imediato. Mas, de modo algum, eles adorariam uma imagem. Quando a banda tocou, todos se curvaram, menos os três hebreus. Foi-lhes oferecida uma segunda oportunidade, mas eles a recusaram. Ficaram firmes, não dando valor à imagem visível, mas crendo no Deus invisível. No momento certo, o Senhor Se tornou visível e pôs fim à provação.

Hoje, em meio às nossas lutas, somos convidados a andar pela fé, vendo o que não é visível, com os olhos fixos em Cristo, até que Ele Se manifeste outra vez e nos abençoe para sempre com Sua presença.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

VENCENDO A TENTAÇÃO

 MEDITAÇÃO

21 de dezembro

VENCENDO A TENTAÇÃO

Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm lá do alto, descendo do Pai das luzes [...]. Pois, segundo o Seu querer, Ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das Suas criaturas. Tiago 1:17, 18

Um dos ardis do diabo é nos convencer de que Deus não Se importa conosco, não nos ama, não cuida de nós, não quer nosso bem. Ele insinuou isso a Eva no Éden e a Jesus no deserto. Em contrapartida, a bondade de Deus é uma grande proteção para não cedermos à tentação. Tiago apresenta algumas informações sobre Deus que assinalam Sua bondade.

Primeiramente, como Deus é Pai, Ele dá boas dádivas. Mais do que isso, o modo de Ele dar Suas dádivas também é bom. A expressão “todo dom perfeito” pode ser traduzida como “todo ato de dar”. Deus sempre concede Suas bênçãos com amor. Assim, tanto aquilo que Deus oferece quanto a maneira como o faz são bons. Além disso, Suas dádivas são concedidas constantemente. O gerúndio “descendo” significa “descendo continuamente”. Suas dádivas não são ocasionais, mas constantes. Elas continuarão a vir sobre nós porque Ele não muda. De fato, Ele não pode mudar para pior porque é santo, nem para melhor porque é perfeito.

Se Davi houvesse se lembrado da bondade de Deus, não teria cometido o pecado com Bate-Seba. Isso foi o que Natã lhe disse quando Deus o enviou para repreender o rei (2Sm 12:7-9). Também pode ser dito que a lembrança da bondade de Deus refreou José quando este foi tentado (Gn 39:8, 9). Quando perceber que está sendo tentado, lembre-se da bondade de Deus em sua vida.

Outro recurso para não cairmos em tentação é ter a convicção de que somos filhos de Deus. Ele nos gerou (1Jo 3:9). Fomos, de fato, gerados por intermédio da Palavra de Deus (1Pe 1:23) para sermos primícias de Suas criaturas, ou seja, o melhor de todas as criaturas de Deus. Partilhamos da natureza divina. Somente nós, seres humanos, temos o privilégio de Deus ter Se tornado um de nós.

Portanto, sabendo que Deus é um Pai bondoso que nos tem concedido incontáveis bênçãos, suportemos com perseverança as provas e tentações, com a confiança de que, ao final, receberemos a coroa da vida (Tg 1:12). 

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

FALSA FÉ

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

18 de dezembro

FALSA FÉ

Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação [...], homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. Judas 4, ARA

Algumas vezes me deparei com carros, caminhonetes e caminhões nos quais constava a inscrição “Presente de Deus”. Nessas ocasiões, eu pensava que todos os donos daqueles veículos fossem pessoas agradecidas ao bondoso Pai celestial. Certo dia, porém, fiquei sabendo que um dos maiores traficantes do Brasil costumava presentear seus melhores parceiros com algum veículo em que constava a inscrição “Presente de Deus”. Ou seja, nem sempre essa inscrição em um automóvel será uma verdadeira demonstração de gratidão ao Criador.

A falsificação da fé já estava presente na era apostólica. Falsos mestres, sorrateiramente, invadiam a igreja e deturpavam a doutrina. Sabendo disso, os apóstolos escreveram as epístolas, cujo objetivo era, também, combater as heresias e manter a doutrina pura. A Carta de Judas, por exemplo, revela o que os falsos mestres ensinavam e como se comportavam.

Os falsos mestres são enganadores. Por isso, não são o que aparentam. Eles parecem irmãos, mas quando participam das reuniões de fraternidade estão apenas preocupados consigo mesmos. Parecem pastores, mas apascentam a si mesmos. Parecem uma boa nuvem que vai trazer a chuva tão esperada, mas, levada pelos ventos, não chove onde é necessária. Eles parecem árvores frutíferas, mas não têm frutos nem raízes. Estiveram espiritualmente mortos antes de conhecer o evangelho e, depois de o abandonarem, morreram uma segunda vez.

Esses enganadores são o que não aparentam. São como as rochas submersas – um perigo para os navegadores. Se você ficar por perto vai se dar mal. Afaste-se. Os faróis existem para alertar sobre rochas submersas, e a Carta de Judas é um farol que nos incentiva a ficar longe dos falsos mestres. Eles se assemelham às ondas que espumejam a própria sujeira e às estrelas cadentes que brilham por um momento e logo desaparecem.

Diferentemente da doutrina verdadeira, a heresia vem do inimigo de Deus. Ela é seu instrumento para nos afastar de nosso Pai. Fuja da heresia! Escolha estar do lado da verdade. 

https://youtu.be/VVnTIcHAl30

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

VIDA A DOIS

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

18 de dezembro

VIDA A DOIS

Não é bom que o homem esteja só; farei para ele uma auxiliadora que seja semelhante a ele. Gênesis 2:18


Ao longo do relato da criação é dito: “E Deus viu que isso era bom” (Gn 1:10, 12, 18, 21). Contudo, em algum momento do sexto dia, ao avaliar algo que acabara de criar, Deus disse que algo não era bom. Não porque fosse defeituoso, mas porque estava incompleto. Ele disse: “Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer-lhe uma companheira.” Então, formou a mulher e a trouxe ao homem. Agora, ao vê-los juntos, acompanhados de todas as coisas criadas, Deus faz uma nova avaliação: “Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom” (Gn 1:31).

O ser humano não foi criado para viver em solidão. Ele necessita de companhia para se sentir realizado e feliz, e a melhor companhia que pode ter está no casamento. É por meio desse vínculo especial que as necessidades físicas, mentais e sociais do homem e da mulher podem ser mais bem supridas. Diz a Bíblia: “Melhor é serem dois do que um” (Ec 4:9), porque um pode apoiar o outro, um pode ajudar o outro. Unidos produzem mais e são mais fortes na luta contra as adversidades.

Quando alguém assume o casamento, espera receber carinho, compreensão, apoio e segurança; mas também deve estar disposto a dar as mesmas coisas e tudo que puder para fazer o outro feliz e para que o casamento seja vitorioso.

Certa manhã, vi um passarinho preto piando desesperadamente no jardim. Então apareceu um pássaro bem menor que o alimentava. Um amigo me explicou que aquele era um filhote de chupim, um pássaro que não choca os ovos. Ele os coloca no ninho de um tico-tico, que os choca. Depois que nascem os filhotes, o tico-tico os alimenta como se fossem seus. Assim, eu havia visto um chupim filhote sugando tudo que podia de um tico-tico bem menor do que ele.

Infelizmente, há pessoas que têm uma compreensão errada do casamento. Elas se casam apenas pensando em receber, em exigir, em sugar do outro tudo o que puderem. São verdadeiros chupins. Em vez disso, marido e mulher devem estar dispostos a dar, a contribuir, a fazer tudo que puderem para abençoar um ao outro. Os que agem assim podem contar com a bênção de Deus. No casamento e na vida, o que você pode fazer para tornar o outro feliz?

domingo, 17 de dezembro de 2023

COM MODÉSTIA

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

17 de dezembro
COM MODÉSTIA

Que as mulheres, em traje decente, se enfeitem com modéstia e bom senso, não com tranças no cabelo, ouro, pérolas ou roupas caras, porém com boas obras, como convém a mulheres que professam ser piedosas. 1 Timóteo 2:9, 10

Na caminhada cristã, todos nós precisamos, vez e outra, receber conselhos, admoestações e até repreensões da parte de Deus. Essas coisas são para nosso bem, para que nos conservemos firmes em Seu caminho. O texto de hoje chama a nossa atenção para a aparência e o vestuário das filhas de Deus. Os textos bíblicos que tratam do assunto são poucos e costumam ser endereçados especialmente para as mulheres, porque esse assunto costuma estar mais ligado à natureza e à psicologia femininas. De qualquer modo, os princípios envolvidos servem para todos e se aplicam também a outros usos e costumes.

Além do texto acima, de Paulo, temos um texto de Pedro. Ele escreveu: “Que a beleza de vocês não seja exterior, como tranças nos cabelos, joias de ouro e vestidos finos, mas que ela esteja no ser interior, uma beleza permanente de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe 3:3, 4).

Cada agrupamento humano tem sua cultura e seus costumes quanto à apresentação pessoal. As próprias vestimentas do povo de Deus nos tempos bíblicos eram bem diferentes das que usamos atualmente em nosso país. Observe que esses textos bíblicos não apresentam detalhes de estilo, tamanho, formato e cores. Contudo, trazem instruções gerais e abrangentes que nos servem de guia. Assim, o traje deve ser, primeiramente, decoroso – ou seja, digno, decente, honroso, com pudor. Deve ser modesto – quer dizer, despretensioso, sem vaidade, comedido. Deve ainda ser sóbrio, moderado, simples. A admoestação é para não focar nas joias e vestidos caros ou luxuosos, aquelas coisas que chamam demais a atenção para nós.

Quem deseja obedecer à Palavra de Deus deve comparar sua aparência pessoal e seu vestuário a essas orientações bíblicas e verificar se há algo em que possa melhorar. Seu Salvador quer ser o Senhor em todas as áreas de sua vida. Você tem disposição para ouvir Suas orientações? 

sábado, 16 de dezembro de 2023

PRESENTE QUEBRADO

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

16 de dezembro

PRESENTE QUEBRADO

Cada um oferecerá na proporção em que possa dar, segundo a bênção que o Senhor, seu Deus, lhe houver concedido. Deuteronômio 16:17

Quando jovem, escutei uma história que tentarei repassar para você. Mais um ano escolar começava. Desde o primeiro dia, Paulo ficou impressionado e apaixonado por uma colega. Seu amor foi correspondido. Algumas semanas se passaram, e Beth o convidou para a festa de seu aniversário, que ocorreria em alguns dias. Paulo ficou preocupado, pois ele era pobre, e Beth, rica. Como poderia dar a ela um bom presente? Começou a procurar algo que fosse bom, bonito e barato.

Certo dia, entrou em uma loja de objetos finos. Ficou espantado com os preços elevados. Contudo, em uma prateleira, viu um vaso que chamou a sua atenção. Estranhou que seu preço fosse tão acessível em comparação com os demais. A balconista explicou que aquele vaso fora quebrado, e suas partes estavam apenas encaixadas umas às outras. Paulo teve uma ideia. Comprou o vaso e pediu que o embrulhassem em papel para presente. Enquanto o pacote era feito, ele ficou examinando outros objetos importados que estavam expostos.

No dia do aniversário, Paulo colocou sua melhor roupa e apanhou o presente para a amada. O coração batia forte ao se aproximar da casa de Beth. Estava, agora, no belo jardim, e todos podiam vê-lo, quando, de repente – conforme havia planejado –, tropeçou e deixou cair o pacote. Rapidamente, Beth, seus familiares e amigos vieram ao seu encontro. Haviam visto o tropeço. Todos queriam ver o presente do namorado.

“Penso que o presente se quebrou”, disse Paulo. “Não importa”, respondeu Beth, “o que vale é a intenção”. O pacote foi aberto. A decepção foi geral, inclusive para Paulo. A balconista havia embrulhado separadamente os cacos do vaso, depois os colocara em uma bonita caixa de presente. Não é preciso dizer que o namoro terminou.

Quando você vai à casa de Deus e leva seu presente, é ele um5 vaso quebrado? Um dízimo fragmentado? Uma oferta defeituosa, que não corresponde às bênçãos que você tem recebido do Senhor? Que amor é esse? Lembre-se: “Deus ama quem dá com alegria” (2Co 9:7).

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

PERDOE

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

15 de dezembro

PERDOE

Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem também uns aos outros. Colossenses 3:13


Pode haver pessoas que queiram nosso perdão. São aquelas que reconhecem que nos prejudicaram por palavras, ações ou omissões, de modo planejado ou pelo desejo do momento. Algumas, antes, eram amigas e queridas. Mantinham bom relacionamento conosco; outras, não. Nosso relacionamento era mínimo ou nulo. Enfim, quando alguém nos pede perdão, temos duas opções: perdoar ou não.

O que queremos dizer por “não perdoar o ofensor”? Significa guardar mágoa ou até ódio, desejando que ele se dê mal na vida e que o próprio Deus não lhe seja favorável. Pode incluir o espírito de vingança e a realização de ações correspondentes.

O que significa “perdoar o ofensor”? Que eu devo esquecer o que houve? Não! Em nenhum lugar da Bíblia é ensinado que aquele que perdoa esquece, como é dito popularmente. A Bíblia afirma que Deus, quando perdoa, esquece (Is 43:25). Mesmo esse “esquecer” de Deus não significa que Ele não Se lembra. Por isso, embora Ele tenha perdoado a geração de Israel que saiu do Egito (Nm 14:19, 20), séculos depois lembrou aos seus descendentes os pecados dos seus antepassados, a fim de que não imitassem o mau exemplo deles (Sl 106:24-26). Deus é perfeito, inclusive em conhecimento, e não sofre de amnésia. Declarar que Deus esquece o pecado é só um modo de dizer que, em Seu trato conosco, Ele não leva em conta o pecado que Ele mesmo perdoou.

Perdoar comunica a ideia de que, havendo a possibilidade de me vingar, escolho não fazer isso. Revela que não vou guardar mágoa, inclusive para meu próprio bem, pois guardar mágoa é como tomar veneno esperando que o outro morra. Indica que eu não desejo o mal para o ofensor, mas o considero como alvo do amor de Deus, sabendo que Cristo deu a Sua vida por ele e que ele é um candidato ao Céu, assim como eu. Significa, ainda, que eu entreguei o assunto a Deus. Ele, que conhece tudo que aconteceu e que é perfeitamente justo e misericordioso, vai fazer o que é certo. Por isso, posso ficar em paz.

Quando o ofendido deve perdoar? O ideal é que o perdão ocorra no momento em que a ofensa é praticada. Jesus fez assim (Lc 23:34). Estêvão também (At 7:59, 60). Esse procedimento só é possível pela graça de Deus e acontece na vida de cristãos com maturidade espiritual. 

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

MURO DE PROTEÇÃO

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

14 de dezembro

MURO DE PROTEÇÃO

Que o seu coração retenha as Minhas palavras; guarde os Meus mandamentos e você viverá. Provérbios 4:4


Certo dia, há muitos anos, resolvi fazer uma caminhada junto à estrada vicinal que dá acesso ao campus do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), em Engenheiro Coelho. A estrada rural estava quase deserta. Um carro que vinha no mesmo sentido passou por mim e parou a uns 200 metros. Uma porta se abriu, e um cachorro desceu. A porta se fechou, e o carro seguiu em frente. O animal me viu e veio em minha direção. Era um poodle preto. Seu pelo brilhante estava bem aparado e cuidado. Era um cão jovem e bem esperto. Resolveu caminhar comigo. Enquanto eu caminhava, ele ficava ziguezagueando pela pista de asfalto.

Ao passarmos em frente a um sítio cercado com tela de arame, os cães que estavam ali ficaram alvoroçados e latiram muito. O poodle parecia feliz. Diferentemente daqueles cães, ele estava livre. Podia ir aonde bem quisesse. Cerca de um quilômetro depois, três jovens que caminhavam em sentido contrário passaram por mim e me cumprimentaram. O poodle preferiu me abandonar e acompanhá-las. Pouco depois, passou um carro indo na mesma direção que elas. Logo ouvi o barulho de uma freada.

Olhei para trás e, à distância, vi que a porta do carro se abriu, as moças entraram, e o carro desapareceu. E o cãozinho? De longe, eu via apenas um pontinho preto no asfalto. Quando voltei pelo mesmo caminho, constatei que o animalzinho, de fato, fora atropelado. Ele estava morto.

Não pude deixar de comparar o poodle e o que lhe aconteceu à situação dos cães do sítio. O animalzinho que não tinha restrições também não tinha segurança e acabou tendo um fim trágico. Os cães, por sua vez, embora limitados, estavam seguros. A mesma cerca que os limitava servia para protegê-los.

Isso nos lembra a lei de Deus. “Suas proibições são a segura garantia de felicidade na obediência. […] Para os obedientes ela é um muro de proteção. Contemplamos nela a bondade de Deus, que […] procura resguardá-los dos males que resultam da transgressão” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 199 [235]). Portanto, sejamos obedientes. Isso será bom para nós.

https://youtu.be/jZ_4kaq_SIQ

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

UM MORREU POR TODOS

MEDITAÇÃO DIÁRIA

13 de dezembro

     UM MORREU POR TODOS

   O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 6:23

   Ao criar o ser humano, Deus quis fazê-lo como um ser moral com quem pudesse Se relacionar pessoalmente. Por isso, o fez à Sua imagem e semelhança (Gn 1:26, 27), com uma consciência moral na qual inscreveu a mesma lei da santidade que é atributo de Sua natureza (Rm 2:11-16). A harmonia do ser humano com essa lei glorificaria o Criador e resultaria em felicidade e vida eterna, enquanto sua transgressão desonraria a Deus e teria como efeito a manifestação de Sua ira na forma da punição incluída na lei – a morte.

   O pecado torna a pessoa devedora à lei, culpada e merecedora da morte. O pecado nunca pode ser tratado separadamente da morte. Havendo pecado, deve haver morte. Por ser justo, Deus não pode, simplesmente, fechar os olhos ao pecado e desculpá-lo.

   Alguém pode indagar: “Por que a lei não pode ser relaxada de modo a não punir seus transgressores?” Ocorre que a lei não é algo que Deus desejou criar à parte de Si mesmo e que poderia ser de um jeito ou de outro, como acontece com as leis humanas, constantemente alteradas, aperfeiçoadas ou anuladas, ou que se modificam porque os tempos são outros e os costumes mudaram. A lei é uma expressão da própria natureza santa de Deus. Por isso, só pode ser o que é. Como Deus é perfeito e imutável (Ml 3:6; Tg 1:17), assim também é Sua lei.

   A boa notícia é que Deus aceita uma substituição. Outro ser que, além de divino, também seja humano, mas sem pecado e que esteja à altura da lei pode substituir o pecador se este aceitar a substituição. Em todo o Universo, só há uma Pessoa que preenche essas condições: Cristo. Como nosso substituto, Ele pagou nossa dívida à justiça de Deus (Mc 10:45; Rm 5:17-19; 1Pe 2:21; 3:18). A lei não foi cancelada (Rm 3:31; 7:7, 12), mas a condenação da lei sobre o pecador foi (Rm 8:1). O documento de dívida foi encravado por Ele na cruz, e assim ficamos isentos (Cl 2:14). Como escreveu o apóstolo, “um morreu por todos; logo, todos morreram” (2Co 5:14).

   Sendo assim, para nossa eterna felicidade, aceitemos a Cristo como nosso Substituto e glorifiquemos a Deus por haver provido nossa salvação. 

Unido aos anjos

  Devocional Diário 29 de Julho Unido aos anjos Bendigam o Senhor todos os Seus exércitos, ministros Seus, que fazem a Sua vontade. Salmo 10...