terça-feira, 29 de setembro de 2020

DEUS DE TODOS

MEDITAÇÃO DIÁRIA

 29 de setembro
DEUS DE TODOS

Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Êxodo 3:6

No tempo em que ouviu essa declaração feita pelo próprio Deus, Moisés tinha 80 anos e estava em Midiã, para onde havia fugido depois de haver matado um egípcio. Cuidava das ovelhas de Jetro, seu sogro. Em seu anonimato, foi chamado pelo Senhor para libertar Seu povo do cativeiro egípcio. Para que não tivesse nenhuma dúvida sobre quem dialogava com ele, num cenário incomum diante de uma sarça ardente, o Senhor Se apresentou como o Deus de seus antepassados.

Na expressão “Deus de teu pai”, estão incluídos os três patriarcas mencionados em seguida, em virtude da relação deles com Deus, Sua aliança e as promessas que a fundamentaram. Com a vida cheia de altos e baixos, à semelhança de todo ser humano, aqueles homens creram nas promessas feitas por um Deus fiel e, Nele, arriscaram tudo. Abraão deixou a própria terra “sem saber aonde ia” (Gn 12:1-3; Hb 11:8). Tempos depois, não hesitou em atender o pedido para que Isaque fosse oferecido em sacrifício (Gn 22:2). Entretanto, Abraão não foi perfeito (Gn 16; 20).

Isaque foi obediente a Deus e aos pais; porém, tinha fraquezas (Gn 26:6-9). O que diríamos de Jacó e sua conivência com a fraude tramada pela mãe, Rebeca? Anos depois de sua fuga, abençoado com descendentes e bens, Jacó se encontrou com Deus, lutou com Ele e venceu. Apesar de si mesmo, o Senhor lhe dissera: “Eu serei contigo” (Gn 31:3).

O Senhor foi o Deus desses homens não por causa de algum merecimento deles mesmos, mas por Sua graça e fidelidade à aliança estabelecida. Foi o Deus deles, assim como foi de Moisés e de Anrão, seu pai. Além da firmeza de fé e da linhagem sacerdotal desse homem, nenhum feito grandioso é atribuído a ele. Pelos critérios atuais de avaliação das pessoas, talvez ele não fosse notado em sua simplicidade e discrição. Mas Deus também era seu Deus, de sua esposa, Joquebede, e de tantos outros antes e depois deles. É meu Deus e seu Deus!

Quer você seja um obediente e fervoroso “Abraão” ou um “Isaque”, descrito por alguns como tendo temperamento passivo, alegre-se! Deus é seu Deus. Caso se perceba igual a Jacó com seus erros e acertos, Anrão, Joquebede ou Moisés, agradeça! Deus é seu Deus. É tendo como base quem Ele é, não o que somos, que o Senhor nos trata. O “Eu sou” garante ser todas as coisas para aqueles que O buscam como Seus filhos.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Exibição Ególatra - Isaías 39

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 
Leitura Bíblica - Isaías 39
Comentário Pr Heber Toth Armí 

Exibição Ególatra

A exibição ególatra das próprias riquezas materiais traz consequências infernais. Ezequias, rei que se empenhou para erradicar a idolatria em seu reino, idolatrou bens materiais – como fazem adoradores dos falsos deuses.

Ezequias, aquele que recebera de Deus cura miraculosa duma enfermidade mortal, desperdiçou uma oportunidade de ouro ao valorizar mais as riquezas do que o Deus que as deu.

• Atenção: Filosofias capitalistas desviam-nos dos caminhos da verdadeira religião.

Visitas ilustres, homens importantes, com intenções políticas visitaram o rei Ezequias devido a sua cura e, provavelmente, pelo retrocesso do sol adorado como deus em diversas nações; mas, em vez de falar do Deus verdadeiro, Ezequias revelou sua vaidade.

A vaidade faz o indivíduo ser educado, mas com segundas intenções. Promove a política da boa vizinhança, visando algo de seu próprio interesse. Por fim desconsidera o cuidado, a direção, a proteção e a bênção de Deus – o verdadeiro responsável por tudo o que temos e somos (vs. 1-4).

A vaidade conduz até o piedoso, que recebeu uma graça miraculosa de Deus, à ingenuidade espiritual. A ingenuidade não discerne perigos por agir independente de Deus. Nem percebe o mal de priorizar coisas em vez de glorificar a Deus. Não distingue as oportunidades que Deus dá para testemunhar dEle, por isso, usa tais oportunidades para falar de si mesmo ignorando as consequências de perder a oportunidade de ouro (vs. 5-8).

A vaidade materialista demonstra-se ambição que preocupa-se apenas com o presente, não pensa no futuro. Por isso, a exploração exagerada da natureza, o desperdício abundante de água, o aumento das fábricas que eliminam gases que diminuem a camada de ozônio, que resultam em aquecimento global, derretimento das geleiras, gerando assim grandes catástrofes no presente, mas principalmente no futuro…

Eis o mal da vaidade: A filosofia materialista rouba…

• …os dízimos para investir em si mesmo tirando a oportunidade da pregação do evangelho.
• …a glória de Deus para exaltar-se.
• …o lugar de Deus, pois Sua missão não é importante para o materialista.

“O rei estava desfrutando sua fama e fortuna e, ao que parece, negligenciando sua vida espiritual”, conclui Warren W. Wiersbe sobre Ezequias.

E quanto a nós? Não estamos aproveitando as bênçãos de Deus para nos engrandecermos diante das pessoas em vez de exaltarmos a Deus? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Tudo Tem Limite

MEDITAÇÃO DIÁRIA

28 de setembro
Tudo Tem Limite

Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam. 1 Coríntios 10:23

Em 1 Coríntios, por duas vezes o apóstolo Paulo faz a afirmação de nosso verso de hoje. Na primeira (1Co 6:12), o lembrete foi transmitido após advertências que chamavam atenção contra o litígio entre irmãos de fé e o liberalismo sexual promovido por alguns membros daquela igreja. Seguramente, havia uma interpretação distorcida do conceito de liberdade cristã, como se ela fosse aval para uma conduta libertina. A expressão “todas as coisas me são lícitas” parecia haver se tornado o lema no qual se fundamentava o comportamento indecente.

Na segunda referência (1Co 10:23), Paulo começa a concluir a discussão iniciada no capítulo 8, sobre comida sacrificada aos ídolos e os limites da liberdade cristã. Comer ou não comer, para o apóstolo, era indiferente; afinal, entre outras razões, não existe outro deus igual ou superior ao Senhor, o único Deus verdadeiro (1Co 8:4). Entretanto, se essa atitude fosse abalar a fé dos cristãos menos experientes, deveria ser contida em benefício deles.

Nos dois casos, não devemos nos esquecer do pressuposto de que “todas as coisas” não incluem restrições expressamente condenadas pelas Escrituras como, por exemplo, a promiscuidade moral mencionada pelo apóstolo. Contudo, há práticas que nada significam para alguns cristãos, mas causam reações negativas em outros. Nem por isso, devemos nos esquecer do fato de que nenhum de nós é uma ilha. O que fazemos pode afetar espiritualmente, de modo positivo ou negativo, nosso irmão ou irmã. No convívio conosco, ele deve ser ajudado a crescer em sua experiência espiritual. “Ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de outrem” (1Co 10:24).

“Este verso [1Co 10:23] coloca uma faca no egoísmo”, opina Grant Richison. “O princípio do amor motiva o crente a agir de uma forma que beneficie ou edifique os outros. A vida cristã transcende o ego. Essa vida é mais do que autoindulgência. Os cristãos têm a oportunidade de usar sua liberdade para a glória de Deus. Viver nossa vida para o benefício de outros é uma indicação de maturidade espiritual. Os cristãos precisam viver um com o outro graciosamente, especialmente quando se trata das áreas cinzentas do cristianismo” (Verse-by-verse Commentary, 1Co 10:23).

O conselho de Paulo permanece tão oportuno para nós quanto foi naqueles dias. É uma das expressões de nosso amor ao próximo.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Especialidades de Deus- Isaías 38

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 38
Comentário Pr Heber Toth Armí 

Especialidades de Deus

Libertar, operar milagres e perdoar são especialidades de Deus. Ainda tem mais…

• O futuro é tão conhecido por Deus que Ele sabe até o dia de nossa morte. O profeta Isaías orienta ao rei Ezequias quanto à morte que lhe sobreviria em breve (v. 1).
• A morte não vence a Deus, mas Deus vence a morte. Nada tira Deus do controle, a não ser que rejeitemos o controle de Deus sobre nossa vida. Ezequias sabia disso e, perturbado com o anúncio do profeta, clamou a Deus chorando em alta voz. Ele não pediu mais vida, apenas apresentou sua vida piedosa (vs. 2-3).
• O profeta é servo da mensagem, não dono dela. Isaías poderia passar por falso profeta que, ora diz uma coisa, ora diz outra. Todavia, isso apenas revela humildade em um sincero servo de Deus. Isaías retorna num curto espaço de tempo a Ezequias para dizer-lhe que sua doença mortal seria curada. Além disso, profetiza a libertação de Jerusalém do rei assírio (vs. 4-6).

“No intervalo entre a informação dada no versículo 6 e a do versículo 7, II Reis relata a instrução de Isaías para aplicar ao tumor uma pasta de figos, bem como o pedido de Ezequias por um sinal. Neste capítulo, esses versículos são reservados para o fim [vs. 21-23], mas de qualquer forma, cronologicamente eles localizam-se aqui […]. A maneira pela qual esse milagre se manifesta… está intimamente associada… com os costumes medicinais em voga, fato que não exclui a possibilidade de que Deus tenha usado o poder terapêutico inerente aos figos, de forma que a sua eficácia é usada no contexto do milagre divino” (J. Ridderbos).

O cântico de Ezequias pode-se dividir em duas partes:

• Antes da cura (vs. 1-16): Vê a morte solapando sua vida precocemente, lamenta continuar o prazer de estar com Deus e a companhia dos amigos, sente como se os seus ossos estivessem quebrados; aflito, geme e busca ao Senhor, expõe em oração a amargura de sua alma e suplica por restauração da saúde e vida.
• Depois da cura (vs. 17-20): Louva ao Senhor pelo livramento e perdão, glorifica e adora a Deus pelo que fez.

Deus tem poder para reverter qualquer situação e quaisquer quadros clínicos. Ele merece nosso louvor! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 27 de setembro de 2020

O Desaforo e a Glória

MEDITAÇÃO DIÁRIA
27 de setembro
O Desaforo e a Glória

A sabedoria do homem lhe dá paciência; sua glória é ignorar as ofensas. Provérbios 19:11, NVI

Você e eu conhecemos muitas pessoas admiráveis. Se tomarmos tempo para enumerar as qualidades que revelam em sua conduta, seguramente entre elas estará a habilidade em ignorar e superar insultos. À semelhança de um riacho contornando pedras em seu curso, elas vão neutralizando a intempestividade dos agressores verbais. Entretanto, isso não parece natural à natureza humana. Sujeitos a um turbilhão de pressões em nosso dia a dia, facilmente nos tornamos inflamáveis, a ponto de explodir diante de qualquer fagulha.

Desse modo, geralmente quando nos sentimos ofendidos, o primeiro impulso é devolver a provocação com a mesma moeda. Quantas vezes temos nos precipitado em avaliações de atitudes, palavras e mesmo de pessoas! Então cedemos ao descontrole verbal, magoamos e somos magoados por algo insignificante. Pequenas incompreensões podem causar, às vezes, conflitos intensos e quase intermináveis, porque alguém não foi sábio e paciente para digerir com espírito manso e humilde a questão envolvida.

Certamente você já ouviu a expressão “não levar desaforo para casa”. Com ela, algumas pessoas autopromovidas a fortes e invencíveis costumam se vangloriar de ter dado uma resposta “no mesmo nível” a uma provocação ou ofensa. Isso não é sábio. Os estragos podem ser imensos, e o reparo, penoso. Decididamente, não vale a pena. Salomão chama atenção para a importância da “resposta branda” (Pv 15:1), e compara a “maçãs de ouro em salvas de prata” a palavra certa dita no momento certo (Pv 25:11). Paulo confrontou os coríntios com esta questão: “Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o prejuízo” em nome da paz? (1Co 6:7, NVI). Cristo ensinou: “A qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra” (Mt 5:39). Evidentemente, não é fácil para o ser humano. Contudo, tendo sido vítima de dolorosas ofensas, Ele está disposto a nos conceder graça e força para fazê-lo.

Você percebeu que essa atitude significa “glória” para seu autor? Deus a promete para quem perdoa. O perdão oferecido pode restaurar o ofensor. Que o Senhor nos ajude!
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Com Deus, somos invencíveis - Isaías 37

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 37
Comentário Pr Heber Toth Armí 

Com Deus, somos invencíveis

Se estamos do lado de Deus, quem poderá derrotar-nos? Nem mesmo uma máquina de guerra aparentemente insuperável, nem mesmo o diabo e seu exército!

Com Deus, somos invencíveis! Observe a história deste capítulo…

Cerca de 45 km de onde estava Ezequias, Senaqueribe havia conquistado Laquis. Seu exército era extremamente poderoso e habilidoso. Suas estratégias eram lógicas e racionais. Aparentemente, não aceitar a proposta de Senaqueribe seria ousadia ignorante que causaria o inevitável desastre.

“Se Deus não viesse em resgate de Judá, as ameaças do rabsaqué se teriam cumprido literalmente. Esta era uma ocasião de profundo exame de coração e oração para Judá. A calamidade com que eles se defrontavam os levou para mais perto de Deus… Se Deus não os tivesse protegido, muitos teriam morrido, e outros teriam perdido a esperança na vida de um Messias. Então, qual teria sido o futuro do povo de Deus?” (Roy Gane).

Deus entrou em cena, Ele agiu a fim de responder aos argumentos do inimigo, para:

1. Provar que Ele não era como os demais deuses derrotados dos outros povos conquistados;
2. Revelar que as súplicas por ajuda, libertação e salvação são, graciosa e bondosamente, respondidas;
3. Mostrar que a confiança nEle faz total diferença diante das ameaças impostas pelas circunstâncias que conspiram contra nossa fé.

Aos piedosos que se humilham e buscam ao buscar a Deus estendem perante Ele seus problemas e oram com fé em Seu poder, serão surpreendidos com a resposta divina. A graça de Deus faz por nós o que não merecemos, e muito mais do que imaginamos.

Ao enfrentar desafios que aparecem e ameaçam, considere estes pontos:

• …busque ao Senhor em oração sincera, humildemente, mas fervorosamente (v. 1);
• …consulte aos profetas de Deus, busque orientação nas Sagradas Escrituras (vs. 2-13);
• …deixe Deus tomar conta de tudo; não exija o quê fazer, ou como deve agir (vs. 14-20);
• …atente para o profeta que Deus usa para te orientar, incentivar e fortalecer a confiança nEle (vs. 21-35);
• …observe atentamente o magnífico e poderoso livramento de Deus em resposta a tua entrega total (vs. 36-38).

Com apenas um anjo Deus nos surpreende ao mostrar que Ele está no controle e pode atender qualquer um de nossos clamores! Queira torná-lO conhecido como desejou Ezequias! – Heber Toth Armí.
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sábado, 26 de setembro de 2020

Deus Ciumento?

MEDITAÇÃO DIÁRIA

26 de setembro
Deus Ciumento?

Ou vocês acham que é sem razão que a Escritura diz que o Espírito que Ele fez habitar em nós tem forte ciúmes? Tiago 4:5, NVI

Insegurança, demonstração de cuidado, egoísmo, prova de amor são apenas algumas das definições para um sentimento controverso e potencialmente destruidor de relacionamentos como é o ciúme. Por causa dele, lares são desfeitos e amizades são abaladas. Embora, no primeiro caso, seja justificável uma reação defensiva equilibrada a uma ameaça real à exclusividade do afeto, há também exageros motivados por desconfiança infundada. No segundo caso, o problema tende mais à inveja, irmã gêmea do ciúme. Em ambos, é preciso haver oração, autocrítica e comunicação.

Na monumental descrição que fez do amor, Paulo disse: “O amor […] não arde em ciúmes” (1Co 13:4). Embora tenha princípios que fundamentam o amor conjugal, esse capítulo trata do amor em sua abrangência maior, além dos limites familiares. Ele está entre dois capítulos sobre a controvérsia dos dons espirituais na igreja de Corinto. O amor se sobrepõe a todos os dons, como dom maior, solução divina para os atritos interpessoais. Ele não comporta ideais que visam à satisfação egoísta de uma pessoa em detrimento das outras.

Então, por que, ou de que maneira, Deus teria “fortes ciúmes”? Não encontrando em nenhuma outra parte da Bíblia essa expressão, eruditos apresentam uma série de possíveis razões literárias para seu aparecimento ali. Uma delas é a seguinte: “Nossa lealdade a Deus e ao mundo eterno é um tema do ciúme de Deus […]. O uso de tais termos como ‘ciúme’, ‘ira’, ‘prazer’, referindo-se às atitudes divinas, expressa as realidades divinas como a linguagem humana inexata” (Russel Champlin, O Novo Testamento Interpretado, v. 6, p. 65).

Há outros textos bíblicos nos quais o próprio Deus Se apresenta como zeloso (Êx 20:5; Dt 32:16; Js 24:19; Sl 78:58; Ez 39:25; entre outros). Com tal sentimento, Ele anseia por nós e deseja ter-nos cada vez mais perto Dele. Deve reinar absoluto, sem rivais ameaçadores à Sua primazia em nossas afeições. O que Tiago diz a você e a mim é que nosso Criador e Redentor, por meio do Espírito em nós, deseja nos fazer totalmente, exclusivamente e para sempre Dele. Acaso, precisaríamos de algo além da cruz para termos uma ideia da intensidade dessa demonstração de “fortes ciúmes”? O ciúme humano pressupõe exigência; o de Deus, entrega.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Confiar em Deus - Isaías 36

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 36
Comentário Pr Heber Toth Armí 

 É grande o desafio de viver confiando em Deus num mundo que desafia constantemente tal confiança. A sociedade incrédula, a filosofia anti-Deus verdadeiro e, cercados por estúpidos líderes políticos pagãos, tornam real a necessidade de uma fé concreta em Deus.

Antes de considerar alguns pontos importantes do capítulo, amplie tua visão desta nova seção:

“Os capítulos 36-39 formam um parêntese histórico ligando a primeira parte do livro (caps. 1-35), que consiste em profecias de juízos e bênçãos originárias do período assírio, à segunda parte, composta de profecias de consolo que emanam do período babilônico. O nome de Ezequias é mencionado cerca de 35 vezes nessa seção, que é, às vezes, intitulada Volume de Ezequias. Essa seção é quase idêntica ao texto de 1Rs 18.13-20-19. É provável que Isaías tenha escrito o material, que foi mais tarde incorporado à história do corte de Judá e, por último, a Reis” (Merril F. Unger).

Além de I Reis, este episódio encontra-se resumidamente em II Crônicas 32:1-31. Citado por três vezes na Bíblia este relato precisa ser considerado como extremamente relevante aos servos de Deus de todas as épocas e lugares.

Os miraculosos detalhes destas histórias “nos lembram de que não há qualquer circunstância que possamos imaginar que limite o poder de Deus para nos salvar”; além disso, deixam claro que, “ter confiança em Deus quando enfrentamos desvantagens esmagadoras não faz sentido para as pessoas” (Lawrence O. Richard).

Em 701 a.C. Senaqueribe, por meio de Rabsaqué, atacou psicológica e teologicamente ao rei Ezequias e seu povo, por motivos banais. Daqui extraímos estas lições:

• Indivíduos astutos nos atacam alegando que ninguém, nem mesmo Deus, pode nos salvar de suas mãos.
• Inimigos do povo de Deus que acham que estão sendo usados por Deus atacam aos crentes desprezando-os e ridicularizando suas forças.
• Insolentes provocadores ameaçam com argumentos racionais e lógicos, inclusive teológicos, intentando minar a fé do povo de Deus.

Argumentos insolentes, blasfêmias petulantes, interpretações equivocadas e retóricas com lógica ainda ameaçam a fé de universitários cristãos com o mesmo ímpeto de Rabsaqué.

Portanto, é necessário aprender com Ezequias que, por mais que os ataques sejam palavras que pareçam lanças afiadas, cujo objetivo é humilhar os fieis, e deixar-nos sem palavras… confiar em Deus faz total diferença! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

O Salmo da Fé

MEDITAÇÃO DIÁRIA

25 de setembro
O Salmo da Fé

O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei temor? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei? Salmo 27:1

A força religiosa do século 16 podia ser vista no prevalecente conceito de Deus como criador e mantenedor de todas as coisas. Naquele período, surgiu a Reforma Protestante, rompendo tradições e apontando um caminho de fé para a salvação oferecida por Deus. Nesse contexto, a Universidade de Oxford, na Inglaterra, passou a ostentar em seu escudo o lema Dominus illuminatio mea, expressão latina das primeiras palavras do Salmo 27: “O Senhor é a minha luz”. A mesma frase também é lema de outras instituições educacionais ao redor do mundo.

Não existe nada que transmita maior segurança do que a realidade realçada por essas palavras de confiança em Deus. Fugindo sob intensa pressão, escondendo-se em cavernas e buscando abrigo nas rochas, Davi recebeu inspiração para escrever o salmo que tem sido chamado “o salmo da fé”. Não deixou que os perigos e as ameaças lhe atormentassem. Para ele, a suficiência de Deus era tudo de que precisava. Estava seguro de que a iluminadora presença do Senhor espantaria as trevas que o envolviam. Na salvação divina, ele poderia descansar e encontrar serenidade para viver aquela experiência. Nas palavras de Lloyd John Ogilvie, Deus “não apenas concede luz, ou mera ideia luminosa sobre como encontrar saída para alguma dificuldade. Ele é a luz. Em Sua presença, conheceremos Sua vontade para qualquer situação” (Caindo na Grandeza, p. 62).

Estando protegido por Deus, por que haveria de temer? Permanecer na presença do Altíssimo foi tudo o que o poeta desejou (v. 4), a fim de ser abençoado pela reflexão em Sua bondade e pelo recebimento de Suas orientações, “todos os dias”, disse ele. Aliás, no íntimo, Davi sentia que o Senhor o convidava: “Busque a Minha face!” Ele não tinha alternativa senão atendê-Lo. Assim, podia enfrentar o futuro, cheio de confiança, esperança e ânimo (v. 13, 14).

Matthew Henry afirmou: “O Senhor, que é a luz do crente, é também a salvação e a força de sua vida; não só por quem, mas em quem ele mora e se move. A graciosa presença de Deus, Seu poder, Sua promessa, Sua prontidão para ouvir a oração, o testemunho do Espírito Santo no coração de Seus filhos; esses são os segredos de Seu tabernáculo. Nesses segredos, os santos encontram a razão daquela santa segurança e paz de espírito que podem desfrutar à vontade” (Matthew Henry’s Concise Commentary on the Whole Bible, Sl 27:1-6).
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Promessa de Restauração - Isaías 35

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 35
Comentário Pr Heber Toth Armí 

 O Éden perdido precisa, e será restaurado. Mas, como? Isso é impossível ao ser humano, mas não para Deus. O caos deste mundo terá fim! Deus está trabalhando para restaurar o Éden.

O capítulo anterior enfatiza a erradicação do mal e dos efeitos do pecado na natureza. O capítulo em questão mostra os privilégios dos poucos pecadores que aceitarem e se submeterem ao plano de salvação. Enquanto Edom é destruído, o Éden será restaurado.

1. A terra amaldiçoada devido ao pecado (Gênesis 3:17-18; 4:12) será abençoada com o reino messiânico (Isaías 35:1). Toda a criação geme e aguarda o dia da restauração, a qual beneficiará aos remanescentes redimidos, submissos ao Espírito Santo (Romanos 8:18-23).

2. A beleza da natureza perdida pela deterioração do pecado voltará quando Deus a restaurar para os Seus restaurados filhos (v. 2):

a) Deus dará a glória do Líbano até ao árido deserto;
b) Deus dará o esplendor do monte Carmelo e de Sarom;
c) Pois, a glória e o esplendor do Senhor se farão presentes.

3. A restauração da terra desgraçada pelo pecado trará alegria imensurável aos libertos do pecado. “O uso de vários termos que expressam alegria é notável: ‘alegrar’, ‘exultar’, ‘florescer como narciso’, ‘florescer abundantemente’, ‘jubilar de alegria e exultar’ (v. 1, 2)” (Bíblia Andrews).

4. A promessa de restauração visa abençoar psicologicamente. Desperta esperança, motivação, determinação, unidade e companheirismo nos crentes (vs. 3-4).

5. A promessa envolve bênçãos físicas, tais como cego enxergar, surdo passar a ouvir, aleijado ser restaurado, mudo começar a cantar; pois, tudo na natureza será reparado (vs. 5-6). “A linguagem destes versículos foi usada por Jesus para relatar suas realizações a João Batista, apresentando-lhe evidências do amanhecer da era de salvação anunciada pelo profeta Isaías (ver Mt 11:2-4; Lc 7:18-23)” (Bíblia Andrews).

6. O cumprimento desta profecia poderia ter sido completado na primeira vinda do Messias (ou antes); entretanto, o povo não correspondeu à expectativa divina (vs. 8-10). Conquanto, “o cumprimento final das profecias deste capítulo ocorrerá na segunda vinda de Cristo e na nova terra” (Bíblia Andrews).

Apesar da desobediência dos judeus, as promessas de Deus se cumprirão plenamente (ver Apocalipse 21:1-5). É possível estarmos todos inclusos nelas, caso nos entreguemos 100% ao judeu Jesus reavivando-nos diariamente!

Anime-se! Alegre-se! – Heber Toth Armí.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Nem Tanto Nem Tão Pouco

MEDITAÇÃO DIÁRIA

24 de setembro
Nem Tanto Nem Tão Pouco

“Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os perca de vista.” Provérbios 3:21, NVI

No mundo profissional e dos negócios, pessoas muito exigentes consigo mesmas e com as demais formam duas faces da moeda do perfeccionismo. Uma das faces é positiva e pode abrir as portas do sucesso profissional a alguém. Que empresa não olha com bons olhos alguém sempre disposto a andar uma segunda milha no trabalho, começar cedo e sair tarde, e que desenvolve a criatividade, procurando realizar mais que o comum? O que dizer de pessoas que investem no próprio crescimento, tendo em vista ser cada vez mais excelentes em tudo o que lhes vem às mãos, atentas a todos os detalhes de um projeto e cuidando para que nada escape ao melhor julgamento?

O lado negativo da moeda reluz quando as virtudes demonstradas no caminho da excelência se tornam obsessão, imprimindo hábitos de intransigência e intolerância. Aí o comportamento se torna doentio. Distanciando-se da percepção da realidade de que é apenas ser humano, com limitações, vulnerável a imprevistos e traições, às vezes, da própria superdimensionada capacidade, o perfeccionista acaba sofrendo terrivelmente por não aceitar erros até insignificantes e que podem ser facilmente reparados. Não menos piores são as consequências quando outras pessoas estão envolvidas no processo. Geralmente se tornam alvos de críticas ferozes. Os prejuízos emocionais e relacionais desse comportamento são altamente destrutivos.

Se é assim no âmbito material, esse quadro apenas esboça o que pode ser visto no contexto espiritual. É um fato estabelecido que devemos buscar a excelência em nosso desenvolvimento cristão, assim como é certo que a única manifestação de caráter absolutamente perfeito, inerentemente sem erros, somente foi vista na vida de Cristo. Somos todos pecadores. Cada um de nós, em sua esfera, tem lutas a vencer. Sabedores disso, precisamos recorrer ininterruptamente ao auxílio da graça celestial a fim de sermos conduzidos às vitórias da fé. Não ignoremos que outros companheiros de jornada precisam ser beneficiados pela fluência dessa graça em nossas atitudes para com eles.

Conhecedor dessa realidade, o sábio Salomão realçou em nosso texto a importância do equilíbrio que deve caracterizar a vida saudável em todos os aspectos. Assim, longe dos extremos, prosseguimos na esperança e no temor do Senhor, aguardando ativamente (1Jo 3:3) a consumação da obra de Cristo em nós, em Sua vinda.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Buscai no Livro do Senhor - Isaías 34

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 34
Comentário Pr Heber Toth Armí 

A grande batalha entre o bem e o mal está em rápido desenvolvimento; logo chegará ao seu auge! O armagedom faz parte deste grande conflito que é mais que real, é literalmente espiritual.

Pare! Pense…

1. A guerra espiritual é global; todos os habitantes do mundo todo estão envolvidos neste conflito (v. 1).

2. Deus nunca está limitado pela geografia, Sua jurisprudência é universal (v. 2); Sua santa presença no mundo fará com que o exército celestial se dissolva; o céu enrolará como pergaminho; os corpos celestes cairão; e, os pecadores morrerão por não suportarem a Sua glória (vs. 3-4).

3. Edom é uma ilustração do julgamento divino sobre as nações do Planeta Terra. O mundo se transformará numa terrível carnificina global quando Deus lidar com os exércitos do mal, formado por pessoas que enredaram-se no pecado (vs. 5-7).

4. O juízo contra a impenitente Edom é uma amostra do que acontecerá com os impenitentes habitantes do mundo (vs. 8-15):

a) Serão consumidos pelo fogo, não viverão eternamente entre o fogo como os salvos, visto no capítulo anterior.
b) O inferno não é um lugar à parte da Terra. Não está localizado em algum ponto do Universo; a sentença será dada no mundo e, todos os condenados morrerão.
c) Fogo que não se apaga e fumaça que sobe de geração em geração revelam que nenhuma matéria resistirá ao fogo. “Afirma-se que a devastação de Edom duraria para sempre, queimando de dia e de noite, um conceito comumente associado a queimar eternamente no inferno. Todavia, Edom não queimou para sempre. A expressão bíblica tem a intenção de dizer que o fogo não será extinto antes de consumir por completo aquilo que está queimando, até não restar nada” (Bíblia de Estudo Andrews).

5. Estude a Bíblia para ficar alerta. “Buscai no Livro do Senhor e lede”. As promessas reveladas cumprirão. Quem nelas confia se alegrará ao perceber a mão de Deus operando a salvação dos que se comprometem com o plano divino e, entenderão o julgamento dos que rejeitam a Deus (vs. 16-17). “Os juízos sobre os inimigos nacionais do antigo Israel em seus territórios servem como tipos ou profecias do Armagedom” (Hans K. LaRondelle).

Atenção: Estude mais a Bíblia para teu próprio bem! – Heber Toth Arm

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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Sob Pressão

MEDITAÇÃO DIÁRIA

23 de setembro
Sob Pressão

Fiel é esta palavra: Se já morremos com Ele, também viveremos com Ele. 2 Timóteo 2:11

Romeno de ascendência judaica, Richard Wurmbrand (1909-2001), depois de um período como agente comunista, aceitou Cristo como o Messias em 1938, tornando-se pastor. Dez anos depois, foi preso por causa de sua fé. Durante 14 anos, sobreviveu em uma das piores cadeias de seu país, longe da esposa, Sabina, e do filho, Mihai, de apenas nove anos. O relato que ele fez do tratamento desumano e torturante dispensado aos presos é simplesmente espantoso. Mesmo diante da morte, Richard ainda encontrava forças para manter a fé, pregar e levar detentos a Jesus. Certa ocasião, tentando animar outro cristão presidiário, disse: “Você pode pensar que agora não há razão para esperança. Todavia, o momento mais escuro da noite é o que se avizinha do nascer do sol. Os cristãos creem que a aurora há de raiar. A fé pode ser declarada em duas locuções: ‘ainda que o’ e ‘mesmo assim’, como disse Jó: ‘Ainda que o Senhor me mate, mesmo assim Nele esperarei.’ Elas nos ensinam a ter fé nos momentos mais tenebrosos” (Nos Subterrâneos de Deus, p. 90).

Em 1950, a esposa também foi encarcerada, torturada e submetida a trabalho forçado durante três anos. Finalmente em liberdade, o pastor Richard escreveu no prefácio de seu livro: “Os anos de prisão não me pareceram demasiado longos, porque descobri, sozinho em minha cela, que, além da fé e do amor, há em Deus um deleite: um profundo e extraordinário êxtase de felicidade, a que nada no mundo se pode comparar” (p. vii).

É certo que nem todos vivenciaremos experiência igual. O mundo nem sempre dá boas-vindas aos que são fiéis a Deus e à Sua verdade. Há um preço a pagar. Morrendo com Cristo (Rm 6:4), temos o privilégio de viver e andar com Ele, pisando as marcas deixadas por Ele ao longo das subidas íngremes e dos vales do caminho de provas e sofrimentos. Usando possivelmente as palavras de um cântico litúrgico dos cristãos de seu tempo, Paulo enfatizou para Timóteo as vantagens dessa experiência (2Tm 2:11-13). “Se perseveramos, também com Ele reinaremos” (v. 12). Não existe chance de falha na promessa feita por Deus.

“Seja paciente, soldado cristão. Ainda um pouco, e Aquele que há de vir virá. A noite fatigante está quase passada. Em breve será dada a recompensa; o dia eterno há de raiar. […] Não há tempo para se desperdiçar em inúteis lamentos” (Ellen White, Serviço Cristão, p. 275). Por isso, persevere até o fim.

Grandes Verdades - Isaías 33

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 33
Comentário Pr Heber Toth Armí 

Neste capítulo chegamos ao final de uma série de meia dúzia de “AIS” proféticos; os quais iniciam no capítulo 28. Preste atenção…

Todos os seis Ais “tratam especialmente de Jerusalém, que é sempre o centro de toda a atuação terrena de Deus. Embora o primeiro ‘ai’ (28) dirija suas palavras de abertura aos ‘bêbados de Efraim’, esses são usados apenas como uma advertência para Judá. As palavras ‘também estes’ no versículo 7 (compare com o versículo 14) mudam o ‘ai’, dirigindo-o a Judá. E, apesar de um último desses ‘ais’ falar anonimamente da Assíria, como o ‘destruidor’, ainda assim a mensagem é dirigida claramente a Jerusalém. Assim sendo, os seis ‘ais’ do capítulo 5 sobre Jerusalém encontram agora um paralelo nesses outros seis”.

Após estas observações, J. Sidlow Baxter extrai a seguinte aplicação: “A cidade de maior privilégio é a cidade de maior responsabilidade”.

Ai dos incrédulos! Quão terrível é ignorar o plano do Messias, nosso único Salvador! Que tragédia optar por caminhos de desespero em vez de humildemente aceitar o caminho da paz!

Apesar dos ais contra os bêbados de Efraim e Judá, os hipócritas de Ariel, os impenitentes perversos de Jerusalém, os rebeldes, os aliados incrédulos e o destruidor assírio, a série de ais termina com tom positivo, conforme sintetiza John N. Oswalt:
O REI REDIME A SIÃO – Isaías 33

1. Lamento pelo destruidor (vs. 1-6);

2. O Senhor é nosso Rei:
a) Agora me levantarei (vs. 7-16);
b) O Rei em Sua formosura (vs. 17-24).
Neste capítulo tem grandes verdades: Quem viverá eternamente no fogo não são os ímpios, mas os salvos. As pessoas interpretam a Bíblia de forma inversa ao que ela ensina.

Os bons, não os maus, estarão eternamente envoltos nas chamas de Deus. Veja as perguntas do versículo 14. Depois, observe quem estará no fogo devorador no versículo 15. Aquele que…
• vive de maneira decente;
• fala a verdade;
• odeia a exploração;
• recusa o suborno;
• rejeita a violência;
• evita as diversões perniciosas.

Os que não agem assim serão devorados pelo fogo consumidor (vs. 11-12; Hebreus 12:28-29). Os que pautam suas convicções pela Palavra receberá as bênçãos prometida por Deus aos futuros moradores da Nova Jerusalém (v. 24).

Não seja ignorante, conheça os planos divinos em Sua Palavra! – Heber Toth Armí.
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terça-feira, 22 de setembro de 2020

Vida Em Um Olhar

MEDITAÇÃO DIÁRIA
22 de setembro
Vida Em Um Olhar

Eles se aproximaram de Felipe [...],com um pedido: “Senhor, queremos ver Jesus”. João 12:21, NVI


  Com sua fantástica estrutura, o olho foi definido pelo neurocientista Mark Bear, em seu livro Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso, como um “órgão especializado para a detecção, localização e análise da luz” (p. 297). Ele é o início do caminho pelo qual as imagens captadas chegam ao cérebro. Nessa interação olho-cérebro, somos capacitados a ver todas as coisas. Porém, há riscos. Que tipo de imagens, das incontáveis entre as captadas, permitimos ser gravadas no excepcional computador que é nosso cérebro? Em quais nos demoramos em admiração? Certa ocasião, Antônio Vieira disse que “a maior graça da natureza, e o maior perigo da graça, são os olhos. São duas luzes do corpo, são dois laços da alma”. Por uma fresta apenas dessas duas “janelas da alma”, pode entrar o brilho embaçado convidativo ao pecado, ou a graça da luz divina, cabendo-nos a decisão de apagar um e aceitar o outro.

   “Travamos um combate incessante contra os poderes das trevas. […] A mente é o campo onde a batalha será decidida, para o bem ou para o mal. Nela, todos os dias se processam milhares de pensamentos e pequenas decisões que determinarão a grande decisão que, no final da História, todas as pessoas terão que tomar. Através de mecanismos intrincados, tudo o que os sentidos captam (odores, sons, imagens) causa impressões indeléveis na mente. Essas impressões comandam os sentimentos, ditam as escolhas e direcionam as decisões” (Elizeu Lira, Intoxicação Digital, p. 163).

   Acima de tudo o que o mundo pode expor diante de nossos olhos, acima de todos os mais exaltados seres da Terra, há Alguém a quem podemos e devemos procurar ver, ainda que não seja literalmente agora. Foi o que Davi decidiu fazer: “Pois em Ti, Senhor Deus, estão fitos os meus olhos” (Sl 141:8). Contemplando pela fé a Sua glória, somos transformados (2Co 3:18), e libertados da “vontade de ter o que agrada aos olhos” (1Jo 2:16; NTLH).

   O pedido feito pelos gregos deve ser renovado a cada pulsar do nosso coração pois, em contemplá-Lo, está o segredo da vida cristã vitoriosa. Devemos fazê-lo, cada vez com maior atenção, sem desvios e fixamente, a cada segundo da nossa existência, como disse Theodore Monod, “até o momento em que passarmos do tempo para a eternidade, da Terra ao Céu”. Ali, nossos olhos experimentarão, sem lágrimas, o encanto de vê-Lo eternamente em toda a Sua glória.

Moradas de Paz - Isaías 32

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 32
Comentário Pr Heber Toth Armí 

Uma vida, família, igreja e até nação entregue a Cristo, quando regida pelo Espírito Santo, transforma até o deserto estéril em terra fértil (um bosque); a injustiça cede lugar à justiça; e, a vida agitada, corrida e estressante converte-se em paz, quietude e tranquilidade.

Pecadores que se convertem a Cristo, o Rei justo, se tornam príncipes que representam o Messias neste mundo insípido, imoral e tomado pelas trevas do mal (vs. 1-2). Cada crente, verdadeiramente cristão, cheio do Espírito Santo, será…

1. …um esconderijo contra os vendavais da vida para os que buscarem conselhos, orientações e ouvirem de seus lábios a mensagem do evangelho.
2. …um refúgio contra as tempestades insurgentes neste mundo de injustiça, perversidade e desgraças;
3. …como um manancial àqueles que estão áridos numa terra seca de verdades, de amor, e espiritualidade viva;
4. …como a sombra de uma grande Rocha para os que sofrem no calor das investidas do diabo, das injustiças dos agentes dos demônios, e da falta de proteção em uma sociedade pautada pelo pecado.

O pecado reverte os planos divinos, destrói a criação e deturpa o caráter do ser humano criado à imagem de Deus. A natureza e a sociedade tornam-se um caos, catástrofes se tornam ameaças e os valores são invertidos. Entretanto, Deus estabeleceu um plano para julgar e condenar ao mal; e, então, restaurar tudo o que o pecado arruinou (vs. 3-14).

Para isso, Jesus, o Messias, veio para salvar aos pecadores; e, o Espírito Santo foi enviado para transformar aos transgressores. O coração de quem se entrega a Cristo e é regido pelo Espírito Santo caracteriza-se com “antes” e “depois” de ser reavivado (vs. 15-18):

• De árido passou a fértil, produz o fruto do Espírito;
• De injusto passou a justo;
• De tortuoso passou a reto;
• De incrédulo passou a ter fé;
• De impaciente/inquieto passou a ter paz/descanso.

Embora continuem num mundo perverso, os conversos que promovem o bem serão bem-aventurados até o dia em que Deus dará um basta total ao poder do mal e seus promotores (vs. 18-20).

Precisamos de mais pessoas convertidas a Cristo, cheias do Espírito Santo. Precisamos de mais crentes reavivados que façam a diferença na sociedade. Precisamos impactar o mundo com o poder celestial, sendo representantes divinos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Contrastes -

MEDITAÇÃO DIÁRIA

21 de setembro
Contrastes

O que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado. Lucas 18:14

“Dois homens”, disse Jesus, “subiram ao templo com o propósito de orar” (Lc 18:10). Um era fariseu, e o outro era publicano. O primeiro era um religioso instruído, fiel dizimista e praticante das doutrinas. Orava diariamente, jejuava com regularidade e frequentava assiduamente os cultos. Vivia com aparente dignidade. Entretanto, na oração feita ao chegar ao templo, com soberba, não economizou expressões descritivas de seus feitos diante de Deus. Entendia que nada precisava pedir, porém tinha muito a mostrar: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens […], nem ainda como este publicano” (v. 11). Com isso, usurpou vaidosamente a função de julgar os seres humanos.

O publicano, cobrador de impostos, fazia parte de uma classe com alto índice de rejeição. Muitos deles eram corruptos e desonestos. Aquele homem era consciente disso. O espírito e a atitude com que proferiu sua prece refletiam seu senso de indignidade e desvalorização. Certamente, vivia sob a constante lembrança de suas práticas censuráveis, atormentado pelo sentimento de culpa. Sabendo que era rejeitado, entendeu que nada podia esperar, além da misericórdia divina. Isso ele buscou de todo o coração, e recebeu graça e perdão.

 O fariseu, ao contrário, imaginou-se acima da graça, embora devesse estar ciente de que nossos atos de justiça praticados fora de um relacionamento de fé com Deus, e para exaltação própria, são apenas “trapo de imundícia” (Is 64:6). Disso também devemos estar cientes, sempre.

“O próprio eu nada parecia ao publicano senão vergonha”, escreveu Ellen White. “Assim precisa ser considerado por todos os que buscam a Deus. Pela fé – fé que renuncia a toda confiança própria – precisa o necessitado suplicante apropriar-se do poder infinito. Nenhuma cerimônia exterior pode substituir a simples fé e renúncia completa do eu. Todavia, ninguém se pode esvaziar a si mesmo do eu. Somente pode consentir em que Cristo execute a obra. Então a linguagem da alma será: Senhor, toma meu coração; pois não o posso dar. É Tua propriedade. […] Salva-me a despeito de mim mesmo, tão fraco e tão dessemelhante de Cristo” (Parábolas de Jesus, p. 159).

Somente em humilhação e sincero reconhecimento de nossa necessidade somos exaltados, pela graça de Deus.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santosu

Deus quer salvar - Isaías 31

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 31
Comentário Pr Heber Toth Armí 

Querer saber mais que Deus é o cúmulo da loucura. Acreditar e confiar em qualquer pessoa ou coisa em lugar de Deus é o cúmulo do orgulho e da arrogância.

O orgulho impede as pessoas enxergarem sua real condição e necessidade de um salvador divino. O profeta Isaías, neste capítulo…

1. Reitera a tragédia que sofreria aqueles que depositassem sua confiança no Egito e não na Palavra de Deus (vs. 1-3);
2. Demonstra que, apesar do fracasso e descaso de Deus que resultaria em tragédia nacional do povo escolhido, Deus promete resgatar Seu povo (vs. 4-9);
3. Apresenta um Deus apaixonado insistindo com pessoas negligentes, indiferentes e rebeldes a voltarem a comprometer-se com Ele (vs. 6-7);
4. Mostra a esperança de salvação/restauração que toda e qualquer deformação causada pela desgraça do pecado aconteceria mediante a graça e o poder manifestados pelo Messias, o Salvador (vs. 8-9).

No tempo do fim, nenhum poder humano restará. Como todo o poder no Céu quanto na Terra fora dada a Cristo por Ele ter vencido a Satanás, aos demônios, ao pecado e à morte, quando instituir Seu reino não permitirá que outros poderes concorram com Ele (Mateus 28:18).

Adão e Eva perderam seu posto de governantes deste mundo ao cederem espaço ao diabo (Gênesis 1:26-28; Salmo 8:5-8). Satanás lutava para preservar tudo em Suas mãos, mas Cristo veio e reconquistou tudo o que o mal tinha tomado (Lucas 4:6: Atos 2:14-36).

De acordo com o evangelista Lucas, o diabo tem a seu poder muitos governos que intentam impedir que o reino de Deus seja estabelecido; entretanto, todo esforço satânico e toda guerra diabólica serão extintos pelo poder do Messias.

Porém, como Deus quer salvar; Ele, certamente, usará todo recurso para atrair até inimigos do Seu povo. Caso eles rejeitem Sua estratégia, não há nada mais a ser feito. O orgulho é um obstáculo à fé tanto para os crentes como para os incrédulos. Confiar nas próprias opiniões parecem mais atraentes que confiar no Senhor.

O orgulho é o “Eu” em evidência. Todos tem orgulho, exceto aqueles que morreram para o eu para que Cristo viva no lugar desse eu, como demonstra Paulo em Gálatas 2:20.

Reavivemo-nos! Sejamos súditos do reino de Deus! “Senhor, guia-nos sempre. Amém!”– Heber Toth Armí.

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domingo, 20 de setembro de 2020

Sobre As Águas

MEDITAÇÃO DIÁRIA

20 de setembro
Sobre As Águas

Respondendo-Lhe Pedro, disse: Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter Contigo, por sobre as águas. Mateus 14:28

O que não fazem os seres vivos, mesmos os irracionais, pela própria sobrevivência? Com o passar do tempo, cabras que habitam áreas desérticas no Marrocos tiveram que aprender a subir em grupos na árvore de argan, em busca do fruto para alimentação. Na Itália, cabras selvagens foram vistas tentando subir 50 metros de um paredão em busca de alimento. Como seres humanos, também não nos rendemos à possibilidade de morte. Enquanto houver chance de viver, não a descartaremos.

Em 2003, Fernando Ivan Ostrowski tinha 18 anos e estudava na Rússia. Em certa madrugada de novembro, ele foi acordado pelo som da sirene e pelos gritos que anunciavam um incêndio no residencial da universidade onde morava com colegas estrangeiros. Foi o último a acordar, mas, com muita serenidade e acalmando os demais, ele não hesitou em pular do quinto andar. Tendo a queda amortecida pela neve, mesmo assim sofreu alguns ferimentos. Com essa atitude, escapou da morte, que ceifou 36 estudantes na ocasião.

Acostumado com os desafios da vida de pescador, certa noite, Pedro temeu a fúria da ventania que, durante uma tempestade, ameaçava o barco no qual estava com os demais discípulos. A visão de Jesus andando sobre as águas na direção deles inicialmente os assustou; em seguida, porém, trouxe esperança ao apóstolo. “Senhor, se és Tu, manda-me ir ter Contigo, por sobre as águas!” Esse era um clamor, não apenas um teste. É certo que havia o risco de naufrágio no caminho proposto, mas Pedro sabia que, no fim, Cristo o esperava. Ao convite do Mestre, começou a andar como em terra firme, até que o erro de desviar o olhar para a força do vento por pouco não o destruiu. Sem o olhar da fé posto unicamente no Salvador, morreremos afogados no mar do medo e da dúvida.

Foi em um barco prestes a ser tragado pela tempestade que John Newton se libertou da vida imoral em que havia mergulhado. Na ocasião, clamou a Deus por socorro e foi ouvido. Tempos mais tarde, solicitado a falar sobre sua experiência, debilitado, o autor do hino “Graça excelsa” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, no 208) respondeu: “Minha memória praticamente se foi; mas ainda me lembro de duas coisas: sou um grande pecador, mas Cristo é um grande Salvador” (John Gillespie, Ideas Matter, p. 72). Devemos nos lembrar sempre dessa verdade.

Doença do Orgulho -Isaías 30

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 
Leitura Bíblica - Isaías 30
Comentário Pr Heber Toth Armí

O orgulho nos submete a nós mesmos e nos torna independentes de Deus. Agostinho disse: “Orgulho não é grandeza, mas inchaço. E o que está inchado parece grande, mas é doença”.

O importante império egípcio se tornaria inútil porque rejeitou arrogantemente a Deus (vs. 1-18). O remanescente dependente de Deus se alegrará, enquanto que o império assírio verá a própria ruína, como o Egito (vs. 19-33). Segurança só existe no poder divino!

Aprenda como a doença do orgulho leva pessoas e cidades ao desastre; depois elimine esse mal antes que ele te elimine. Medite…

• A rebeldia é um dos sintomas do orgulho. Autoconfiança leva indivíduos a decidirem pelo que acham melhor que aquilo que Deus lhes propõe. Estes orgulhosos buscam conselhos e orientações em nações/política (ou pessoas, instituições) que parecem transmitir segurança. Mas, o resultado será humilhação, vergonha e fracassos. A ruína do Egito será a desgraça de quem confiou nessa nação pensando ser invencível como Deus (vs. 1-8).

• O orgulho se mostra também na arrogância; rejeita a verdade e a justiça, preferindo a opressão e a perversidade. Para estes, a verdade pura revelada por Deus é como um espinho num balão bonito, porém sensível, que almeja muito espaço só para si, mas estoura na ponta de qualquer espinho, virando lixo. Ou como um muro alto que cria barriga e cai, tornando-se entulho – assim nos faz o orgulho (vs. 9-14).

• O orgulho ainda é revelado na ousadia de rejeitar o único plano de redimir pecadores das consequências funestas do pecado. Rejeitar tal plano significa confiar que morrer perdido, mergulhado no pecado, é melhor que humilhar-se e arrepender-se aceitando a proposta de Deus (vs. 15-17).

• Deus, que é humilde, oferece gratuitamente a cura para todo orgulhoso. Ele é o Médico dos médicos e espera que nós, orgulhosos, sejamos Seus pacientes. Bons pacientes são aqueles que se entregam aos cuidados do médico e seguem à risca as suas prescrições, abandona hábitos e práticas que prejudicam a saúde e adere à práticas de bons hábitos para que haja cura – neste caso, espirituais (vs. 18-26).

• Como câncer, o orgulho será erradicado da terra, e quem não permitir que Deus o arranque, terá de enfrentar as consequências. Os libertos/curados se alegrarão (vs. 27-33).

Orgulho cega, entorpece! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 19 de setembro de 2020

Prioridades Invertidas

MEDITAÇÃO DIÁRIA

19 de setembro
Prioridades Invertidas

Pois o amor de Cristo nos constrange. 2 Coríntios 5:14

Em nosso cotidiano, costumamos alongar caminhos e postergar o cumprimento de tarefas. Isso acontece porque temos a tendência de nos preocupar com coisas importantes, deixando de nos concentrar naquilo que é essencial. Essa mesma experiência ocorre na vida espiritual de muitas pessoas presas a formas, ritos e aparência. Inicialmente pode soar chocante a declaração, mas há muitos cristãos professos que são impedidos de ver a beleza de Cristo porque colocam a igreja entre eles e o próprio Cristo.

Claro, a igreja é muito importante. Seus ensinamentos e suas normas não podem ser desprezados. O problema é fazer ou deixar de fazer coisas por causa da igreja. Algumas pessoas se comprometem como membros da igreja, sabem o que ela ordena e procuram cumprir à risca. Contudo, se norteiam a conduta ética, moral e espiritual apenas por causa dos requisitos da igreja, colocam-se em um terreno arriscado. Esquecem-se de que, em nossa humanidade tão vulnerável, pressionados por circunstâncias adversas, corremos o perigo de, em algum momento, cair em transgressão. Assim, fica óbvio que precisamos de uma motivação superior: Cristo, cuja visão não deve, jamais, ser obscurecida diante de nós.

“Sem Mim, nada podeis fazer” (Jo 15:5), disse o Mestre. No entanto, com Ele, constrangidos e impulsionados por Seu amor, tudo é possível; os sábios requerimentos, doutrinas e normas encontrados na Bíblia e ensinados pela igreja serão prazerosamente colocados em prática, sem questionamentos.

No verso de hoje, o verbo “constranger” significa “impelir”, “impulsionar” e também “controlar”. Foi assim que Paulo viveu e agiu. Também foi priorizando o essencial que José se manteve obediente às normas de pureza moral, quando foi tentado (Gn 39:11-13). A propósito, o pastor e escritor Clarence Macartney contou uma história segundo a qual, “quando José começou a falar de Deus com a tentadora, ela jogou a roupa sobre a estátua de um deus que estava no quarto e disse: ‘Agora ele não verá’, ao que ele respondeu: ‘O meu Deus vê!’” (Charles Swindoll, José, p. 47, 48). Esse é o ponto. Não é o medo das consequências, mas o prazer em ser fiel a Deus. Não é a regra da igreja; mas Cristo e Seu amor em primeiro lugar. Nossa resposta amorosa a esse amor nos constrange à lealdade a Ele e a Sua igreja.

Imprima isto na mente e no coração: “Tudo depende de nossa união com Cristo.”
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Insensibilidade Espiritual - Isaías 29

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 29
Comentário Pr Heber Toth Armí 

Você gosta de pessoas falsas? Aprecias quando as pessoas se aproximam de você com falsidades? Gostas daqueles que vivem uma mentira, tentando enganar com palavras e atitudes?

Se você, que não possui perfeição não tolera pessoas hipócritas, imagina um Deus santo! “O povo [de Deus da época de Isaías] caracterizava-se por insensibilidade espiritual, hipocrisia religiosa e falta de disposição em confiar o seu próprio destino a Deus” (Robert B. Chisholm).

Talvez não precisamos das mensagens de Isaías. Elas só foram úteis para Israel. No cristianismo, a religiosidade flui melhor que no judaísmo. Com uma Bíblia maior, nos tornamos pessoas melhores… Será? Vamos avaliar…

Será que as mesmas características do antigo povo de Deus não estão estampadas no atual povo de Deus? Será que…

1. Somos menos insensíveis espiritualmente? Estamos priorizando a Deus mais do que o povo de Israel no passado?
2. Estamos mais distantes da hipocrisia? Somos mais consagrados e piedosos do que os judeus de antigamente?
3. Temos mais disposição em confiar em Deus nosso futuro? Entregamos cada dia, cada decisão e todos os nossos planos para Deus dirigir, alterar alguma coisa ou substitui-los pelos Seus?

Proponho que, no mínimo, estamos iguais – há quem dirá que estamos piores! Se iguais ou piores, a Palavra de Deus está à nossa disposição como esteve para os antigos judeus. Reflita nestes pontos:

1. Descaso às coisas espirituais reduz tudo a nada: Ariel, o sagrado nome de Jerusalém, sofreria seu último cerco por inimigos destruidores (vs. 1-4; Miqueias 4:11; 5:4-15).
2. Os instrumentos de Deus que amarem ao pecado e abusarem do poder ultrapassando os planos de Deus sofrerão terríveis consequências, foi assim no passado e continuará assim até a consumação dos séculos (vs. 5-12; Zacarias 14:3, 12-15).
3. Cegueira religiosa e fria formalidade resultam em vida espiritual vazia de sentido e desprovida de propósitos nobres. Tais pessoas se decepcionarão consigo mesmas, pois serão vomitadas da boca de Deus, enquanto os humildes e sensíveis à vontade divina serão salvos (vs. 13-24; Apocalipse 3:14-21).

Sem a revelação forte e impactante da Palavra de Deus nos conformamos facilmente com nossa insensibilidade espiritual, hipocrisia religiosa e falta de disposição em confiar a vida inteira a Deus.

Por isso, na Bíblia somos confrontados para que sejamos reavivados! Aceitaremos? – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

No Caminho da Fé

MEDITAÇÃO DIÁRIA

18 de setembro
No Caminho da Fé

Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”. Romanos 1:17

Certa ocasião, um homem perguntou a uma senhora, membro da igreja: “Como Deus julgará uma pessoa que quer ter fé, mas não consegue?” Ele havia nascido e crescido em um lar cristão; porém, na adolescência, começou a perder o pouco entusiasmo que tinha pelos assuntos espirituais. Enveredou-se pelos descaminhos da vida em busca de prazer e preenchimento do vazio da alma. Com inclinação racionalista, acostumou-se a considerar as coisas na base de “ver para crer”.

Casou-se, e a vida com a esposa e os filhos ofereceu-lhe a oportunidade para lembrar os ensinamentos recebidos na infância e refletir sobre eles. Contudo, dizia não conseguir ter fé. Sob orientação daquela senhora cristã, foi animado a buscar a fé como um dom de Deus. Estou seguro de que o Senhor o atendeu. Com o passar do tempo, o interesse espiritual voltou a florescer naquele coração, até que uma grave enfermidade o acometeu. Felizmente, quatro dias antes de ele morrer, tive a chance de entrar no cenário dessa história para ouvi-lo confessar, no leito e com voz debilitada, sua aceitação de Cristo como Salvador.

É preciso ter fé. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). O justo vive “pela fé”, diz nosso verso de hoje. Somos salvos “mediante a fé”, como um “dom de Deus” (Ef 2:8), escreveu Paulo. De acordo com o apóstolo, a única maneira pela qual o cristão que foi salvo “mediante a fé” pode viver a justiça do evangelho é também pela mesma fé, “do princípio ao fim”; “de fé em fé”, passo a passo, conforme outra tradução. Isso implica entrega completa e constante de si mesmo aos cuidados do Senhor. Pela fé, encontraremos Nele motivação e sabedoria para tomar decisões relacionadas com a eternidade. Pela fé, receberemos Dele o poder necessário para lutar contra as forças do mal e vencê-las.

Entretanto, relacionando fé a explosões emotivas, alguns cristãos chegam a duvidar da autenticidade da própria experiência com a salvação. É claro que essa não é uma experiência fria e árida. Há lugar para emoções, mas a fé não depende delas. “É nesse ponto que milhares fracassam”, escreveu Ellen White. “Não põem à prova o que Deus diz. […] A vida em Cristo é uma vida de descanso. Pode não haver êxtase de sentimentos, mas deve existir uma confiança constante e tranquila. Sua esperança não está em si mesmo, mas em Cristo” (Caminho a Cristo, p. 52, 70). Ponha nisso a sua fé e viva em paz.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Estratégias de Deus - Isaías 28

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 28
Comentário Pr Heber Toth Armí 

Ouçam com atenção

Como estamos perdidos e condenados à morte por causa de nossos pecados, Deus criou métodos visando atrair-nos para Seu plano de libertação.

• Com nossos defeitos e erros Deus nos ama e quer moldar nosso caráter.

O alvo primário de Deus é a salvação dos condenados. Cada ato Seu, mesmo que muitas vezes não compreendemos, serve para nos despertar para Seu perdão. Sua Palavra, a Bíblia Sagrada, é um dos muitos meios que Ele usa para alcançar nosso arruinado coração.

• Vida dissoluta, orgulho, arrogância e egoísmo dos crentes israelitas resultaria em castigo divino: Uma invasão assíria (vs. 1-4, 7-8).
• A Palavra de Deus revelou-lhes a situação deles e o perigo em que se encontravam por preferirem o pecado antes que o alerta divino, selando assim, seu infeliz destino (vs. 9-13).
• O objetivo de Deus é salvar, ainda que um pequeno remanescente, o qual nem isso seria possível se não fosse Seus métodos insistentes de atração e transformação (vs. 5-6).
• Querendo fugir da morte, os ignorantes fazem aliança com o pecado que promete prazer, mas paga com morte a seus clientes. Fazer planos com a morte e com o inferno não é nada sábio. Só existe segurança na Pedra divina: Cristo (vs. 14-20; Daniel 2:34; 9:27; I Pedro 2:8).
• Sem Cristo não há opção, a condenação é certa e nada poderá evitá-la. A única saída é confiar em Deus e em Seu Messias. Escarnecer de Deus e de Seu plano é assinar a própria sentença. Os líderes políticos e eclesiásticos que são responsáveis pelo povo deveriam saber e ensinar as verdades contidas nos versos 13-29.

“Assim como um lavrador poda, planta e colhe no devido tempo e usa os métodos adequados para cada atividade, assim também o Senhor lidaria com o Seu povo de maneira sábia e apropriada. Embora o julgamento fosse necessário [para Efraim e Judá], o Senhor não permitiria que fosse excessivo”, comenta Robert B. Chisholm.

As estratégias de Deus para nos salvar são muitas e Ele trata individualmente com cada pecador. A alguns Ele alerta, a outros Ele disciplina, a outros Ele deixa experimentar a vergonha do pecado, a outros o sofrimento. Mas a todos Ele almeja salvar.

Deixe Deus te libertar, guiar e moldar teu caráter! Você permite-lhe a poda? – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

O CUSTO DA SALVAÇÃO

MEDITAÇÃO DIÁRIA

17 de setembro
O CUSTO DA SALVAÇÃO

Não há salvação em nenhum outro; porque, abaixo do Céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. Atos 4:12

Religiões não cristãs em geral fundamentam a ideia de salvação no que o homem pode ser ou fazer. Mesmo alguns grupos cristãos defendem o acréscimo de algo, ou alguém mais, a Jesus Cristo. Contudo, Hans LaRondelle lembra que a “salvação é uma experiência de fé que redime nosso passado, enche de alegria nosso presente e aguarda com esperança um futuro glorioso. Alguns alimentam a ideia de que a salvação é uma recompensa por aceitar certas doutrinas da igreja; outros, por observar, da melhor maneira possível, as leis de Deus, especialmente os Dez Mandamentos” (O Que é Salvação, p. 9). Ele acrescenta: “A salvação é dom de Deus! Esse dom é Deus mesmo, manifestado em Seu Filho, Jesus Cristo. A Fonte da salvação é uma Pessoa” (p. 10).

Certa ocasião, depois de haverem curado um mendigo aleijado e direcionado a atenção do povo para Jesus, a fonte do poder operador do milagre, Pedro e João foram levados ao Sinédrio. Em seu depoimento, Pedro afirmou que Cristo, “a Pedra angular” rejeitada por aquelas autoridades, pode salvar não apenas das deformações físicas, mas especialmente das espirituais. Essa declaração é o fundamento da mensagem cristã; ou seja, Cristo é o único Salvador e Redentor prometido nas Escrituras. Não há nada nem ninguém senão Cristo, Seu nome, Sua Pessoa, Seu sacrifício, Sua justiça em que devamos buscar salvação. Nem homens nem anjos. Nem esforços pessoais nem tradições religiosas.

Mas o que torna Jesus tão singular para nossa salvação? No anúncio de Seu nascimento a Maria, encontramos Suas credenciais únicas: “O Ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1:35). O nascimento envolve o mistério da encarnação. O Salvador teria que ser humano. Assim, Ele Se tornou nosso substituto no cumprimento de todos os requerimentos divinos. Fez isso na condição de “Santo” e inocente. Somente um ser humano impoluto satisfaria os desígnios divinos. Além disso, somente Se tornando humano Ele poderia Se entregar para morrer em nosso lugar.

Finalmente, é “Filho de Deus”; portanto, divino. Como tal, podia obedecer em lugar de outros, morrer livremente e ressuscitar. Assim, humanidade, santidade e divindade são as credenciais de Cristo. A salvação nos chega de graça, mas nunca poderemos avaliar plenamente o altíssimo preço em renúncia e amoroso sacrifício que ela custou ao Salvador. Podemos apenas viver para agradecer.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

A vinha é do Senhor - Isaías 27

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 27
Comentário Pr Heber Toth Armí 

A vinha é do Senhor

Almejamos paz. Lutamos pela paz. A paz é possível, mas somente com Deus. Ele nos faz promessa de paz. Contudo, para cumprir, os poderes celestiais deverão lutar para que a obtenhamos. Essa batalha, chamamos “O Grande Conflito entre o bem e o mal”.

O mal tem suas forças e seus agentes. Quem está por trás do mal indica que o mal não é natural, mas sobrenatural. O profeta Isaías indica essa verdade no primeiro versículo deste capítulo:

1. Ele é grande e forte;
2. É um dragão;
3. Chamado de serpente veloz e sinuosa.

O apóstolo João, em Apocalipse 12:9, clareia mais nossa compreensão quando relata: “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás…”

A Bíblia de Estudo Andrews comenta: “Essa criatura misteriosa é descrita, neste contexto, como uma ‘serpente sinuosa’, um réptil do mar ou monstro marinho. O termo também ocorre em Jó 3:8; 41:1; Sl 74:14; 104:26”.

Qual é a mensagem do profeta Isaías? O ser sobrenatural, o originador de todo o mal no mundo, será castigado pelo Senhor. Ao utilizar sua dura espada implica que Deus matará o diabo e nunca mais existirá para infernizar a vida de ninguém em lugar algum (Gênesis 3:14-15). “E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo de vossos pés a Satanás” (Romanos 16:20).

Por isso, essa profecia é…

• …uma canção sobre a restauração da vinha de Deus (vs. 2-6);
• …uma demonstração de que valeu a pena os diversos métodos disciplinares do Senhor (vs. 7-9).
• …uma celebração por Deus aniquilar aos que promovem destruição (vs. 10-11);
• …uma promessa divina de vindicação aos oprimidos pelo mal (vs. 12-13).

A vinha de Deus em Isaías 5 estava imprestável, agora ela foi renovada, restaurada, e tornou-se útil. Deus usa inúmeros meios de podar sua vinha, muitos deles bem dolorosos; todavia, Ele certamente visa sempre a um fim proveitoso (João 15:1-11; I Coríntios 12:7).

A ideia de inferno eterno, com pessoas sofrendo de forma imortal, dá a sensação de que Deus não tem poder absoluto para resolver plenamente o problema do mal. A verdade é que o grande conflito entre o bem e o mal terá fim; assim, a vitória de Deus será total!

Vamos celebrar essa promessa? Alegremo-nos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armi

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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

O EIXO DA VIDA

MEDITAÇÃO DIÁRIA

16 de setembro
O EIXO DA VIDA

Contudo, não quereis vir a Mim para terdes vida. João 5:40

A divisão da contagem dos anos em antes e depois de Cristo é a mais simples indicação de que tudo gira em torno Dele. Sendo prometido como a suprema esperança de redenção para Adão e Eva (Gn 3:15), foi anunciado pelos profetas do Antigo Testamento e entrou para a História como Messias divino. Desse modo, apresentou-Se como o tema das Escrituras (Jo 5:39). Que outra razão além de Seu evangelho salvador e de Sua vinda poderia existir para a missão da igreja?

 “Cristo é o emancipador da História, que não apenas nos liberta da servidão de nossa natureza caída, mas de nossos medos, superstições e receios; libertanos das dependências bizarras. Ele nos liberta das tiranias e máscaras humanas, de nossas idolatrias, do governo de nossas alegrias incompletas. Cristo nos liberta da cultura, cheia de ídolos e modismos ridículos. Ajuda-nos a ver o que está por trás de toda sorte de aparências. Perdê-Lo significa ser reduzido ao nível do nada absoluto!” (Amin Rodor, Ministério, nov/dez, 2012, p. 7).

Contudo, os religiosos do tempo Dele não O reconheceram. Tendo as Escrituras nas mãos, consideravam-se possuidores da vida eterna revelada nelas, embora rejeitassem seu principal personagem: Jesus Cristo. Então, foram exortados a buscar com mais diligência e atenção, com visão direcionada para além dos preconceitos e da soberba. Entretanto, a arrogância da erudição religiosa, da vaidade do poder e da justificação própria os manteve cegos.

Ainda existem religiosos que, de alguma forma, revelam ter postura idêntica. São pessoas que, nas palavras de Johann Lange, “conhecem a casca da Bíblia, mas ignoram a amêndoa que ela contém. Perscrutam as Escrituras minuciosa, pedante e supersticiosamente na letra, sem que sintam simpatia alguma pela vida que nelas habita” (Russell Champlin, Novo Testamento Interpretado, v. 2, p. 351). A esses é dirigido o lamento: “Não quereis vir a Mim para terdes vida.”

Havia quem se aproximasse de Jesus para ouvir a exposição das Escrituras e admirasse o conhecimento demonstrado por ele. Alguns ficaram satisfeitos apenas com pães e peixes. Outros foram beneficiados ou se deixaram impressionar pelos milagres. No entanto, sem que Ele seja pessoalmente aceito e entronizado no coração como Senhor, não haverá vida em qualquer dimensão, transitória ou eterna. Pense nisso!
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Confiança em Deus - Isaías 26

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 26
Comentário Pr Heber Toth Armí 

Situação desesperadora desmotiva até as pessoas mais positivas. O contrário também é verdade, a esperança motiva até aos mais pessimistas. A esperança é a alavanca para o louvor ao Senhor que abre a eternidade aos mortais da Terra.

1. Sem nenhum mérito, os pecadores que, humildemente, levantam sua face ao alto, visando enxergar pela fé ao Deus Criador que interessa por Seus filhos, reconhecem que Ele merece nosso louvor por Sua fidelidade e pelas Suas misericórdias.

• Os que confiam em Deus verão Sua bênção e desfrutarão de Sua salvação na Cidade Santa, a Nova Jerusalém (vs. 1-4);
• Arrogantes e orgulhosos que acham que há segurança maior e melhor que depositar sua confiança em Deus, se decepcionarão – se frustrarão amargamente (vs. 5-6).

2. A justiça divina é o alvo dos que reconhecem sua injustiça inerente. A justiça própria não passa de fedorentos trapos podres, por isso, não há justiça real desprovidos da justiça celestial.

• Os que confiam na justiça de Deus anseiam que ela se manifeste no mundo através de sua vida e mediante o julgamento no tribunal celestial (vs. 7-9);
• Os que ignoram e desprezam a justiça oferecida por Cristo buscarão em vão por justiça justa; contudo, mais cedo ou mais tarde perceberão que toda busca foi ilusão (vs. 10-11).

3. A ressurreição é uma evidência poderosa da ação de Deus em prol de Seus dependentes (vs. 12-21).

• A morte não será eterna para quem confia sua vida e seu futura a Deus. Na terra, estes se converteram, mas viverão no Céu. Os que morrem antes da segunda vinda de Cristo ressuscitarão para viver eternamente – primeiramente no céu, depois de mil anos voltará para a Terra.
• A morte eterna será o destino inalterado dos que rejeitarem ao Autor da vida. A indignação divina contra a malignidade do pecado resulta em um juízo e condenação eterna.

“Naquele dia” (v. 1) quando a Babilônia receber sua sentença, os salvos estarão em paz na “cidade forte”, a Nova Jerusalém. O Senhor é a segurança, a Rocha dos justos, que morreram para o “Eu” a tal ponto de dizerem: “Todas as nossas obras Tu as fazes por nós” (v. 12) e louvarem assim: “graças a Ti somente é que louvamos o Teu nome” (v. 13).

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí

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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Muralha de Fogo

MEDITAÇÃO DIÁRIA

15 de setembro
Muralha de Fogo

Pois Eu lhe serei, diz o Senhor, um muro de fogo em redor e Eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória. Zacarias 2:5

Referindo-nos aos relacionamentos, costumamos dizer que devemos construir pontes e destruir muros. As primeiras unem, aproximam; os últimos obviamente separam, distanciam, embora também protejam contra perigos.

O mundo conheceu muros famosos. Um deles foi o de Berlim, construído em agosto de 1961, nos tempos da Guerra Fria. Esse muro separava a porção da cidade sob o controle comunista (Berlim Oriental) da parte sob o regime capitalista (Berlim Ocidental). Com 66,5 km, 302 torres de vigilância, 127 redes eletrificadas com alarme e 255 pistas para cães ferozes, a estrutura era vigiada por militares comunistas autorizados a atirar para matar quem se atrevesse a fugir. Dezenas de pessoas foram mortas, feridas ou detidas. Familiares e amigos viveram separados sem nenhuma notícia, até que uma abertura política o fez ruir a partir do dia 9 de novembro de 1989.

Há também a Muralha da China, com 21.196 km de extensão, oito metros de altura e quatro de largura. Construída ao longo de quatro dinastias, a Grande Muralha, além de consolidar o império de Qin Shi Huang, teve várias finalidades, como proteger o país de invasores, controlar o comércio e regular o fluxo migratório. Em 2007, foi considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno, sendo visitada anualmente por mais de 4 milhões de turistas.

Lugar sagrado para o judaísmo, o Muro das Lamentações é parte remanescente do muro de arrimo do templo de Herodes. Ali, pessoas do mundo todo costumam orar e apresentar seus pedidos ao Altíssimo. Entre 1948 e 1967, o local ficou sob o domínio da Jordânia. Entretanto, após a Guerra dos Seis Dias, o controle da região passou para o estado de Israel.

Há outras muralhas famosas no mundo. Nos tempos bíblicos, cercar cidades com muros era também estratégia defensiva. Contudo, muitas foram atacadas e destruídas. Intransponível mesmo é o muro de proteção que Deus prometeu ser para Seu povo. Direcionada a Israel, a promessa era a garantia de Sua fidelidade ao propósito de fazer daquela nação o centro de Sua obra redentora para o mundo. Qual muro de fogo, Ele abrigaria Jerusalém contra inimigos. O que prometeu ser para Israel, promete ser hoje para nós: proteção contra os inimigos, quaisquer que sejam eles, e contra os males que planejem nos causar. Estando em nosso coração, Ele será a glória de nossa vida.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Cânticos de louvor - Isaias 25

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 25
Comentário Pr Heber Toth Armí 

Cantar é a expressão da gratidão do coração. É o louvor ao Senhor que opera em favor de Seu povo. É a manifestação incontida de adorar ao bondoso e misericordioso Deus.

A partir deste capítulo Isaías apresenta um “Livro de Cânticos” do remanescente fiel que provou da graça divina. Esta primeira canção refere-se aos acontecimentos narrados anteriormente:

1. Destruição das cidades iníquas que oprimiam ao povo Deus (v. 2; conferir 24:10). Profeticamente pode se referir à destruição da Babilônia histórica e escatológica (21:9; Jeremias 51:37; Apocalipse 18).
2. A conversão de pessoas do mundo inteiro e o reconhecimento da ação de Deus pelos incrédulos (v. 3; 24:14-16). Todo joelho se dobrará reconhecendo ao Senhor como reto Juiz (Filipenses 2:10-11; Apocalipse 15:2-4).
3. A vitória divina sobre os arrogantes, orgulhosos e indiferentes (vs. 2, 4-5; 24:21-22). Deus retribuirá aos opressores o mal que eles fizeram; assim, Ele manifestará auxílio aos oprimidos (Apocalipse 6:9-11).

Os atos de Deus em prol de Seus filhos fieis são como a de um pai que vê um cachorro feroz avançando sobre seu filhinho indefeso. O pai pega um pedaço de pau e corre atrás do cachorro que avança ferozmente no filho. Ele acerta a cabeça do cachorro, mata o cachorro que queria matar seu filho. O filho é salvo! Assim faz Deus com Seus filhos, porém, muitos não entendem o agir de Deus e O interpretam como um Deus duro, irascível e vingativo. Se Deus não fizesse nada seria negligente.

O bebê salvo das presas do cachorro é a alegria da família, assim como os filhos de Deus salvos das garras do mal é a alegria do Universo. A morte do cachorro trouxe alegria assim como a eliminação do mal do Universo impulsiona os salvos a cantar altos louvores (v. 1).

• Deus prepara uma festa aos salvos para celebrar a vitória (vs. 6-7; Salmo 23:5);
• Deus ressuscitará mortos, matará a morte, enxugará as lágrimas dos salvos e retirará tudo o que lhes aflige (v. 8).
• Deus será o centro e a alegria das canções dos redimidos (v. 9);
• Os ímpios serão destruídos para sempre deixando o Universo sem qualquer perigo (vs. 10-12; Malaquias 4:1-2).

Deus não é indiferente, por isso Ele não é negligente! Seu cuidado é evidente! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Profundo e Simples

MEDITAÇÃO DIÁRIA

14 de setembro
Profundo e Simples

Pois decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. 1 Coríntios 2:2

Ao ser abordado com questões bíblicas razoavelmente difíceis, um homem costumava se esquivar com esta resposta: “Só sei que somos salvos pela fé”. Sendo assim tão simples, o evangelho não é compreendido totalmente pelo ser humano. É simples porque tudo se resume neste fato: Um Deus Se fez homem, veio viver entre os homens e Se entregou em sacrifício, morrendo numa cruz, para salvar os pecadores. Aceitando Seu sacrifício substitutivo, pela fé, o ser humano é perdoado, recebe salvação e tem a chance de vida eterna com Deus. Então “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1).

Entretanto, não sendo simplório, o evangelho tem na simplicidade sua profundidade. Jesus Cristo é o Verbo divino, Criador (Jo 1:3), possuidor de “toda a plenitude da Divindade” (Cl 2:9), a respeito de quem é dito ser “antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Cl 1:16, 17). Diante disso, quem há que possa entender o fato de que Ele tenha Se esvaziado a Si mesmo, “vindo a ser servo, tornando-Se semelhante aos homens”, humilhando-Se a Si mesmo, sendo “obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2:7, 8)? O princípio motivador de tudo isso, o amor de Deus, será tema de estudo para os remidos por toda a eternidade.

Nos dias de Paulo, os intelectuais gregos, buscando sabedoria, se interessavam apenas em filosofar, teorizar e especular. Para eles, o evangelho era nada mais que loucura. Por sua vez, os judeus, em busca de sinais, se escandalizavam diante da história da cruz (1Co 1:22, 23). No entanto, o apóstolo tinha em Cristo, “e este crucificado”, o centro de sua pregação.

No mundo atual, reações idênticas àquelas não são raras. A sofisticada mentalidade humana em nossos dias não entende a mensagem do evangelho. Suas esperanças de vida melhor estão concentradas no conhecimento, progresso científico, riqueza, fama, prazer e relativismo. E mais: talvez alguns, mais familiarizados com o evangelho, ainda se perguntem: Sublime como é a salvação, acaso não exige que nos esforcemos na tentativa de praticar e acumular boas obras, a fim de que possamos merecê-la ou conquistá-la? Não, não existem alternativas ao evangelho puro, simples e profundo da graça de Deus, personificado em Jesus. Ele é o centro e a razão de nossa fé. Nosso esforço deve estar em buscá-Lo cada dia.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

DEUS DE TODOS

MEDITAÇÃO DIÁRIA  29 de setembro DEUS DE TODOS Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de ...