segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

O tema central da Bíblia

MEDITAÇÃO DIÁRIA

Segunda-feira, 18 de janeiro

O tema central da Bíblia

Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é. 1 João 3:2

Para fins educativos, nenhuma parte da Bíblia é de maior valor do que suas biografias. Elas diferem de todas as outras por serem absolutamente fiéis. É impossível a qualquer ser finito interpretar corretamente, em tudo, os feitos de outra pessoa. Ninguém, a não ser Aquele que lê o coração, que enxerga a fonte secreta dos intuitos e das ações, pode, com verdade absoluta, delinear o caráter ou dar uma descrição fiel de uma vida humana. Somente na Palavra de Deus se encontra tal esboço biográfico.

Nenhuma verdade é ensinada mais claramente na Bíblia do que esta: o que fazemos é o resultado do que somos. Em grande parte, as experiências da vida são o fruto de nossos pensamentos e nossas ações. […]

O tema central da Bíblia, em redor do qual giram todos os outros, é o plano da redenção, a restauração da imagem de Deus no ser humano. Desde a primeira sugestão de esperança na sentença pronunciada no Éden até aquela última gloriosa promessa do Apocalipse – “verão o Seu rosto, e na testa terão escrito o nome de Deus” (Ap 22:4, NTLH) –, o empenho de cada livro e passagem da Bíblia é o desdobramento desse maravilhoso tema: o reerguimento de homens e mulheres, ou seja, o poder de Deus “que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15:57).

Aquele que assimila esse pensamento tem diante de si um campo infinito para estudo. Possui a chave que lhe abrirá todo o tesouro da Palavra de Deus.

A ciência da redenção é a ciência de todas as ciências; o que constitui o estudo dos anjos e de todos os seres dos mundos não caídos; o tema que ocupa a atenção de nosso Senhor e Salvador; tema que se acha incluído no propósito originado na mente do Infinito, propósito esse que “desde tempos eternos esteve oculto” (Rm 16:25, ARC) e que será o estudo dos remidos de Deus ao longo da eternidade. Esse é o mais elevado estudo no qual uma pessoa deve se envolver. Nenhum outro estudo avivará tanto a mente e enobrecerá tanto a vida. […]

A energia criadora que trouxe os mundos à existência está na Palavra de Deus. Essa Palavra comunica poder e gera vida. Cada ordenança é uma promessa; quando é aceita voluntariamente e recebida no coração, traz consigo a vida do Ser infinito. Transforma a natureza, restaurando-a à imagem de Deus (Educação, p. 101, 87).

Ellen G. White, 16/1/2017

Profecia contra Tiro - Ezequiel 27

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 27

Comentário Pr Heber Toth Armí 

As profecias bíblicas são muito interessantes e impressionam a cada crente que dedicar seu tempo a estudá-las.

Observe estas comparações proféticas:

• Do mesmo jeito que o julgamento de Tiro afetou suas músicas (Ezequiel 26:13), Deus extinguirá às músicas da Babilônia espiritual no fim dos tempos (Apocalipse 18:22).

• A grandiosidade de Tiro representada por um grande navio comercial (Ezequiel 26:16-17, 29), é também usada para a Babilônia mística (Apocalipse 18:17, 19, 23).

• Assim como a queda de Tiro suscitou um lamento mundial (Ezequiel 26:17; 27:30-32, 36), o mesmo se dará com a Babilônia espiritual (Apocalipse 18:9-11, 15-19).

• Tiro pereceu, embora fosse uma afamada cidade (Ezequiel 26:17), Babilônia foi devastada, embora tivesse domínio sobre os reis da Terra (Apocalipse 18:10, 18-19).

• Uma grande tempestade afundaria o navio Tiro e ele não mais seria encontrado (Ezequiel 26:19, 21; 27:26-27, 34, 36); Babilônia também será arrojada no profundo mar (Apocalipse 18:21).

• Tiro era forte no comércio internacional (Ezequiel 27:3, 36), Babilônia teve grandes comerciantes no mundo (Apocalipse 18:15, 23).

• A profecia de Ezequiel enfatiza as mercadorias de Tiro (27:27), a profecia de João enfatiza a mercadoria da Babilônia mundial (Apocalipse 18:11).

• Ezequiel declara que “lançarão pó sobre a cabeça” de Tiro (27:30); João usa a mesma expressão para a Babilônia (Apocalipse 18:19).

• Um sentimento de nostalgia é evidente na pergunta “Quem foi Tiro…?” (27:32); o mesmo sentimento se percebe em Apocalipse 18:10, 18-19.

• Tiro favoreceu o enriquecimento dos reis da Terra (Ezequiel 27:33), Babilônia enriqueceu os políticos do mundo (Apocalipse 18:9, 15).

• As riquezas de Tiro promoveram orgulho (Ezequiel 28:5), com Babilônia não foi diferente (Apocalipse 18:14-15, 17, 19).

• Deus puniria Tiro com estrangeiros de diversas nações (Ezequiel 28:7); as nações se ajuntarão num lugar chamado Armagedom, onde Babilônia enfrentará seu julgamento (Apocalipse 16:16; 17:14; 19:11, 15, 19).

• Fogo consumiu e reduziu a cinzas a megalomaníaca cidade de Tiro (Ezequiel 28:18), o mesmo castigo consumirá a megalomaníaca Babilônia apocalíptica (Apocalipse 17:16; 18:8-9).

As profecias do Antigo Testamento são a base para se entender as profecias do Novo Testamento. Quem negligencia o complemento entre o Antigo e o Novo Testamento cai em especulações teológicas sem fundamento.

O passado explica o futuro!

Vamos reavivar no estudo da Bíblia e de suas profecias para preparar-nos para o fim dos tempos? – Heber Toth Armí.

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domingo, 17 de janeiro de 2021

Novidade de vida

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Domingo, 17 de janeiro

Novidade de vida

Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na Sua morte? Fomos, pois, sepultados com Ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Romanos 6:3, 4

Daniel, um jovem numa terra não cristã, após ouvir a boa notícia do evangelho, deixou seus costumes pagãos e se tornou seguidor de Jesus. O novo cristão andou por sua vila convidando amigos para irem à sua casa no dia seguinte a fim de testemunhar um evento muito especial. Disse-lhes que seria sepultado no jardim da frente e queria que todos estivessem lá. Naturalmente, não demorou muito para que a vila inteira soubesse do assunto.

No dia seguinte, todos se perguntavam se Daniel morreria mesmo e seria sepultado como dissera que aconteceria. Enquanto a multidão se reunia,

viram-no cavando um grande buraco no jardim.

– O que você está fazendo? – perguntaram alguns.

– Ora, cavando minha sepultura – respondeu ele.

A essa altura, os moradores da vila acreditaram que ele falava sério mesmo. Quando o missionário chegou e ajudou a encher o buraco com água, os aldeões se comprimiram para testemunhar aquilo que para eles era uma cena estranha. O missionário conduziu Daniel para dentro da sepultura líquida do batismo e o imergiu. O rapaz subiu como uma nova pessoa em Cristo. Daniel morreu e foi sepultado, mas um novo Daniel passou a viver para dar testemunho do poder transformador de Jesus.

Sem uma positiva mudança, o batismo não tem sentido. No texto bíblico de hoje, Paulo nos informa que, assim como Jesus morreu, foi sepultado e ressuscitado dentre os mortos, assim devemos morrer para o pecado, sepultar nossa vida pecaminosa na água do batismo e ressuscitar para uma nova realidade em Cristo. Devemos andar “em novidade de vida”.

Nunca me esquecerei do dia em que fui batizado e entendi que estava morrendo para o pecado e o eu, exatamente como se estivesse sendo colocado na sepultura e depois erguendo-me para andar em “novidade de vida”. Jesus promete nos erguer da morte de uma vida miserável e cheia de pecado para que “também andemos nós em novidade de vida”. É essa a sua experiência? Você está hoje andando em “novidade de vida” com Jesus?

H. M. S. Richards Jr., 14/8/2004

Profecia contra Tiro -Ezequiel 26

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 26

Comentário Pr Heber Toth Armí 

O olhar divino está atento a tudo. Deus não deixa o mal escarnecer do bem. Ele é intolerante às desgraças causadas pelo pecado; portanto, o Seu juízo é o meio de impedir as ações do diabo por sobre a criação e as criaturas.

Os filisteus do capítulo anterior (vs. 15-17) receberam uma profecia de Ezequiel por causa de seu espírito de vingança para com o povo de Deus. “A hostilidade entres os dois povos remonta à época dos Juízes e durou vários anos” (Siegfried J. Schwantes). “Seu ódio infindável de Judá trairia sobre eles a vingança do Senhor” (William MacDonald).

Tudo o que os seres humanos semearem, isso também colherão. Com Deus não se brinca e ninguém pode driblá-lO, enganá-lO ou suborná-lO.

Com Tiro, não seria diferente. Ezequiel profetiza contra esse povo também. É a quinta nação alvo da revelação divina. E, também aqui, temos muitas lições a aprender.

1. Desejar ou celebrar a ruína das pessoas são formas de autodestruir-se (vs. 1-3).

2. Cobiçar as coisas alheias, movido por ambição e poder, é o caminho da queda (vs. 4-14).

3. A notícia da ruína de uma nação poderosa serve de alerta para outras nações que estão no mesmo caminho da destruição (vs. 15-21).

A profecia declara que Tiro, por seu orgulho e arrogância, desejo de supremacia em detrimento da desgraça dos outros, se tornaria em mero “enxugadouro de redes”. W. M. Thomson comenta sobre Tiro:

“A ilha propriamente dita tem não mais de 1,6 quilômetro de extensão. A parte que se projeta para o sul além do istmo mede cerca de quatrocentos metros de largura e apresenta um terreno rochoso e irregular. Ocupada hoje em dia por apenas alguns pescadores é, de fato, um ‘enxugadouro de redes’”.

Reflita! A Palavra de Deus…

• …não falha, ela se cumpre mesmo quando não parece provável seu comprimento.

• …é clara, devemos dar a atenção a tudo o que está escrito na Bíblia, revelado para nosso bem, nossa salvação e absolvição no dia do juízo.

• …nos alerta graciosamente, mostrando quais serão os resultados de nossos maus atos se os mantivermos.

Tiro foi inicialmente conquistada por Nabucodonosor, mas totalmente destruída por Alexandre Magno. A profecia de Ezequiel se cumpriu perfeitamente; as outras profecias bíblicas logo terão também seu pleno cumprimento. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 16 de janeiro de 2021

Tesouros em vasos de barro

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Sábado, 16 de janeiro

Tesouros em vasos de barro

Se olharem apenas para nós, vocês podem perder o brilho. Levamos a mensagem preciosa em vasos de barro sem adornos, ou seja, em nossa vida. Isso é para impedir que alguém pense que o incomparável poder de Deus nos pertence. 2 Coríntios 4:7, A Mensagem

Cristãos são pessoas comuns que fazem coisas extraordinárias. Eles aparentam ser tão humanos – e são –, mas Deus opera por meio deles para Sua glória. Sua graça toma posse de simples vasos de barro e os torna depositários do poder divino.

É possível que você já tenha ouvido falar em Desmond Doss, personagem do filme Até o Último Homem e do livro Soldado Desarmado. Esse militar não combatente adventista do sétimo dia recebeu a Medalha de Honra do Congresso dos Estados Unidos pela coragem extraordinária durante a Batalha de Okinawa, na Segunda Guerra Mundial. Doss foi um herói, mas, do ponto de vista do mundo, a princípio, ele não parecia nem agia como um. Ele foi um indivíduo comum, e muito humilde, que rendia glória a Deus por tudo o que fazia.

A mesma coisa acontece com a igreja. Do ponto de vista humano, a igreja é totalmente humana, sujeita às mesmas forças e fraquezas, falhas e intrigas de qualquer outro agrupamento humano. Realmente, a igreja é humana, mas não totalmente. Ela é tão divina quanto humana, e Deus está realizando Seus propósitos divinos por meio de simples vasos de barro.

“Desde o princípio, Deus planejou que Sua igreja refletisse às pessoas Sua plenitude e suficiência. Os membros da igreja, que Ele chamou das trevas para Sua maravilhosa luz, devem manifestar Sua glória. A igreja é a depositária das riquezas da graça de Cristo; por meio dela, a demonstração final e plena do amor de Deus será manifesta no devido tempo, até mesmo aos ‘principados e potestades nos lugares celestiais’” (Ef 3:10) (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 7).

Assim, todo aquele que professa o nome de Jesus recebe um desafio: “Cristo confiou à igreja uma sagrada responsabilidade. Cada membro deve ser um conduto através do qual Deus possa comunicar ao mundo os tesouros de Sua graça, as insondáveis riquezas de Cristo” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 381).

Hoje Deus quer tomar minha vida comum e fazer algo extraordinário com ela. Para o mundo expectante pode parecer algo totalmente enfadonho, mas aos olhos do Céu será belo. Senhor, toma este vaso de barro que sou eu e usa-o hoje para a Tua glória!

William G. Johnsson, 20/12/2012

Ezequiel profetiza contra nações

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 25

Comentário Pr Heber Toth Armí 

O texto bíblico, em Ezequiel, nos traz preciosos ensinamentos para nortear nossa vida e fortalecer nossa convicção nos planos divinos.

Os capítulos de Ezequiel 25 a 32 deveriam ser estudados em paralelo com os capítulos de Isaías 13 a 23 e de Jeremias 46 a 51. As nações destes capítulos são julgadas pelo Deus de Israel, pois Ele não tolera o pecado na vida de nenhum habitante deste planeta.

No capítulo em pauta, Ezequiel profetiza contra as seguintes nações:

1. Amom (vs. 1-7);

2. Moabe (vs. 8-11);

3. Edom (vs. 12-14).

Estas três nações tinham parentescos com Israel. Amonitas e moabitas eram filhos incestuosos de Ló com suas duas filhas (ver Gênesis 19:29-38). Os edomitas são os descendentes de Esaú, que por vender seu direito à primogenitura por um prato de lentilhas vermelhas, ficou conhecido como Edom, que quer dizer avermelhado.

Esaú era irmão gêmeo de Jacó que se tornou Israel, filhos de Isaque. Amom e Moabe eram sobrinhos de Abraão, o pai da fé, que gerou a Isaque, o filho da promessa.

Estas três nações poderiam ter seguido o exemplo de Abraão na questão da ética e da religião, mas preferiram um código de ética pautado pelo pecado e uma religião pagã, politeísta e intolerante aos princípios do verdadeiro Deus.

A independência ao Deus verdadeiro e a negligência aos Seus nobres princípios morais interferem na forma de lidar com o próximo. O analfabetismo teológico desemboca numa ética questionável. A ignorância na revelação de Deus torna o ser humano ignorante e intolerante até com seus parentes.

Anote em teu coração estas verdades:

• Brigas familiares causam dores e tragédias, isso é falta de aplicar os princípios de Deus na vida familiar.

• Uma religião pessoal sem base bíblica não possui poder de transformar o terrível coração dos nossos parentes.

• Imoralidades, corrupções e falta de ética com o próximo atraem o julgamento do Deus verdadeiro.

Portanto, dediquemo-nos a viver as verdades reveladas na Palavra de Deus; pois, além de vivermos mais felizes aqui neste mundo seremos absolvidos no dia do juízo!

Como o pecado penetrou em cada canto do mundo, Deus tomou providências para erradicá-lo de todos os lugares. Nada escapará de Sua vista; assim, o mal não driblará Deus e, então, o bem vencerá plenamente!

Amigos… animemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Sê limpo

 MEDITAÇÃO DIÁRIA


Sexta-feira, 15 de janeiro

Sê limpo

E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra. Mateus 8:3

Nos tempos bíblicos, a lepra era a “mais temida” de todas as enfermidades. “Profundamente arraigada e mortal, era considerada símbolo do pecado” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 200). Tudo o que o leproso tocava era considerado impuro, e acreditava-se que até sua respiração era contaminada. Banido da sociedade, da família e dos amigos, sua presença era considerada como contaminadora. Se alguém se aproximasse dele, exigia-se que o doente gritasse: “Imundo! Imundo!”

A lepra é às vezes chamada de “doença anestésica”, pois em sua fase inicial não existe nenhum sofrimento, tornando-se ela a mais mortal de todas. Gradativamente ela consome o corpo da pessoa. Os cabelos e as unhas apodrecem e caem. As juntas dos dedos se reduzem e em geral desaparecem. Todo o corpo é atingido.

Certa vez, quando Jesus estava ensinando no lago, um leproso observava de longe. Ao ver que o coxo, o cego e o paralítico eram curados, a fé foi fortalecida no coração. Esquecendo-se de todas as restrições, aproximou-se depressa. Seu corpo está em terrível decomposição. Ao abrir caminho por entre a multidão, as pessoas recuam cheias de terror. Lançando-se aos pés de Jesus, exclama: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me.” Jesus coloca a mão sobre ele e diz: “Quero, fica limpo” (Mt 8:2, 3). Imediatamente a carne do leproso adquire vigor, os nervos se tornam sensíveis de novo, os músculos se fortalecem. “A aspereza e escamosidade características da pele atingida por lepra desapareceram, sendo substituídas por um tom suave, como o da pele de uma criança saudável” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 201).

O pecado é semelhante à lepra. Isaías afirma: “Toda cabeça está doente, e todo o coração, enfermo. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo” (Is 1:5, 6).

Graças a Deus, Jesus não tem medo de nos tocar! Ele está tão desejoso de pôr a mão e nos purificar do pecado, como o estava ao curar o leproso.

Joe Engelkemier, 26/10/1972

Mensagens de Ezequiel - Ezequiel 24

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 24

Comentário Pr Heber Toth Armí 

A realidade cruel em que se encontra nossa sociedade se deve ao abandono da verdade revelada por Deus em Sua Palavra.

Neste capítulo, “as inúmeras mensagens de Ezequiel para os exilados judeus espiritualmente cegos chegam a seu ponto culminante com um tom grave” – diz Warren Wiersbe.

E, continua:

“Este capítulo encerra a seção do livro que se concentra na destruição de Jerusalém (caps. 4-24) e é dividido em duas partes: uma parábola sobre uma panela (Ez 24:1-14) e um ‘sermão prático’ envolvendo a morte súbita da esposa do profeta (vv. 15-27). Depois disso, Ezequiel trata do juízo de Deus sobre as nações gentias (caps. 25-32) e de suas gloriosas promessas para o povo de Israel”.

Do capítulo em análise, extraímos os seguintes ensinamentos:

• Colocar a panela ao fogo e deitar-lhe água mostra o início do julgamento. Os pedaços de carne acrescentados eram os judeus de Jerusalém buscando abrigo nas cidades vizinhas. A fervura e o cozimento eram o sofrimento pelo sítio babilônico. Deus não quer destruir – Ele inicia devagar e progressivamente sua disciplina, intentando mostrar que o mal não compensa (vs. 1-5).

• A panela enferrujada é a cidade de Jerusalém, “a cidade sanguinária”. A imundícia moral tomou conta total de seus habitantes que nem  vergonha sentiam pelo que faziam. Deus faria com que a lenha fosse amontoada, o fogo aceso, a carne cozida, os ossos se queimarem… até a panela esvaziar-se. Deus coloca freio no desenvolvimento do pecado purificando Seu povo; todavia este prefere o pecado (vs. 5-14).

• Ezequiel era casado, sua esposa era “a delícia de seus olhos”. Subitamente ela morreria, segundo a orientação divina; e, ele não deveria adotar manifestações externas de luto. Assim como um profeta está disposto a tudo para ver a salvação dos pecadores, Deus também – a tal ponto de enviar Seu Filho para morrer de forma cruel, violenta e vergonhosa pelos pecadores (vs. 15-18).

• Os filhos dos judeus e o templo como objeto de “orgulho de seu poder” seriam destruídos pelos caldeus. Então, a dor seria tão grande que ninguém lamentaria ou choraria, apenas gemeria igual que Ezequiel pela morte da esposa (vs. 19-27). É isso que o pecado oferece!

Porque muitos estão negligenciando os princípios morais divinos nada vai frear a corrupção, imoralidade e perversidade de nossa nação, senão o juízo divino! Reavivemo-nos! Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Agindo como José

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Quinta-feira, 14 de janeiro

Agindo como José

Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. Gênesis 45:4, 5

Elementos da atitude perdoadora de José em relação a seus irmãos podem ser vistos em uma narrativa relatada por Frederico A. Roblee. Ele conta que, há alguns anos, em uma onda de antissemitismo em uma universidade de Nova York, um estudante atacou um colega judeu com tanta violência que imaginou que o tinha matado. Em pânico, o agressor fugiu e, despistando a polícia, viajou para um país distante. Após alguns anos naquele lugar, prosperou e se tornou funcionário de uma empresa de artigos domésticos. Contraiu uma enfermidade séria, e os patrões mandaram chamar um especialista renomado. Qual não foi seu susto ao descobrir que esse especialista era aquele judeu a quem ele havia espancado.

Curvo e coxo como ficou depois da agressão, o judeu disse calmamente ao homem que havia lhe machucado tanto: “Sei que alguns pensamentos podem estar preocupando você. Vou lhe dizer algumas palavras, e colocaremos uma pedra no ocorrido. Passei dois anos num hospital. Isso me deu tempo bastante para refletir. Levou-me a tomar a firme resolução de fazer o bem a todos os que, como o senhor, acham que os judeus não devem ter os direitos e as oportunidades comuns aos demais. […] Minha deformidade tem sido uma força, um incentivo e não um empecilho intransponível. Não tenho ressentimento contra o senhor. Ao contrário, vou lhe oferecer todos os recursos.”

As histórias de José e desse judeu moderno nos ensinam várias coisas: primeiro, a injustiça sofrida não precisa barrar o caminho ao sucesso; segundo, a roda da vida muitas vezes dá uma volta completa, obrigando-nos a olhar de frente nossos pecados. Não se esqueça de que uma das grandes realizações de um homem nobre é sua boa vontade para perdoar seus maiores inimigos.

Norval F. Pease, 24/4/1970

Apostasia Israel e Judá - Ezequiel 23

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 23

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Esquecer de Deus significa abraçar ao pecado e seu originador. Virar as costas para Deus significa pegar atalhos para tentar ser feliz e se perceber trilhar as avenidas que levam ao sofrimento, ao caos, à morte, ao inferno.

Vamos refletir biblicamente…

“Ezequiel recebeu instruções para conduzir os exilados a mais uma reconsideração de sua história passada; e, para fazê-lo, ele se valeu de uma alegoria ou exposição figurada […]. A alegoria das duas moças revela que a paixão de Israel pela idolatria e pelos costumes do mundo começou no Egito, muito antes do Êxodo, e acabou causando a ruína de ambas as partes do povo israelita” (Frank Holbrook).

Oolá e Oolibá são duas irmãs religiosas que se tornaram prostitutas espirituais por traírem a Deus com deuses insignificantes, assim como uma bela mulher bem casada que troca seu excelente marido por um traficante preso na cadeia sem nada de bom para oferecer.

Israel, com sua capital Samaria, e Judá com sua capital Jerusalém, estão contemplados nesta profecia. A revelação apresenta a crescente apostasia na história e mostra o verdadeiro fim que a rebeldia oferece.

1. Israel e Samaria descambam para uma terrível apostasia, e atraem desgraças e sofrimento pelo peso de seus pecados contra Deus (vs. 1-10);

2. Judá e Jerusalém não aprenderam com os erros de sua irmã, pelo contrário, os judeus seguiram pelo mesmo caminho de Israel e o destino deles não seria muito diferente (vs. 11-35);

3. Judá e Israel se tornaram duas irmãs semelhantes nas atitudes e também no destino; o Espírito Santo fez questão que suas histórias fossem relatadas nas páginas sagradas para nos servirem de advertência, visando nos despertar para o caminho, a verdade e a vida (vs. 45-49).

O resultado da infidelidade é a infelicidade. A rejeição da graça traz por consequência a desgraça. O sofrimento vem por falta de reavivamento.

Assim como a idolatria é a apostasia da verdadeira religião, a luxúria vira lamúria, a avareza se transforma em tristeza, a ambição atrai a frustração;

As pessoas não gostam das consequências do pecado e querem livrar-se delas. Contudo, não há como se livrar das consequências do pecado sem se livrar do pecado. Nossa única alternativa é Jesus, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Salvação gratuita

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Quarta-feira, 13 de janeiro

Salvação gratuita

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 6:23

Govinda era um estudante de medicina na Índia. De volta para casa nas férias, ele aceitou o convite do Dr. Sundaram para assistir a estudos bíblicos. A princípio, participava apenas por curiosidade. Depois começou a se aborrecer ao ouvir o mestre cristão explicar que Deus considera a justiça do homem como trapo de imundícia e que a vida eterna é um dom somente para aqueles que aceitam a Cristo.

– Qual é o valor, então, de meus sacrifícios, meus labores e boas obras?

Mesmo que o estudo lhe contrariasse, ele gostava do Dr. Sundaram e, quando chegou o dia de voltar à universidade, fez-lhe uma visita de despedida. Levou uma planta rara e pediu ao professor que a recebesse como presente.

– Govinda, eu tenho que lhe pagar o que custou essa planta – disse o doutor. Govinda ficou corado. Um pouco magoado, ele respondeu:

– Dr. Sundaram, a planta é um presente, não está à venda.

O doutor o olhou seriamente e disse:

– Govinda, eu aceito a planta como uma dádiva e lhe agradeço por ela. Agora, meu rapaz, peço-lhe que aceite o oferecimento da salvação do mesmo modo, lembrando que é também uma dádiva que não se compra.

Depois de meses de luta, aquele valente rapaz aceitou o dom gratuito de Deus e começou a se preparar para contar a outros essas boas-novas.

A salvação é um dom gratuito de Deus. Não a podemos adquirir com boas obras, penitências ou sacrifícios. Como diz o Salmo 49:7 e 8: “Ninguém pode salvar a si mesmo, nem pagar a Deus o preço da sua vida, pois não há dinheiro que pague a vida de alguém. Por mais dinheiro que uma pessoa tenha” (NTLH).

Fere o orgulho humano receber a salvação como um dom gratuito. Toda religião pagã leva em sua bandeira o lema: “Salvação pelas obras”. Somente aquele que reconhece a santidade de Deus e a gravidade do pecado começa a compreender por que somente o sangue de Cristo poderia resgatá-lo da morte.

Em vez de se ressentir, como o jovem indiano, de que a salvação não pode ser comprada, nos alegremos com a maravilhosa verdade anunciada em Efésios 2:8 e 9: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.”

Siegfried J. Schwantes, 29/1/1991

Negligências Espirituais...Ezequiel 22

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 22

Comentário Pr Heber Toth Armí 

O mal tomou conta do mundo. É uma pandemia que deixou o mundo em pandemônios.

Pior que os mais terríveis vírus, o pecado se alastrou em cada canto de nosso planeta e faz estragos na vida de seus habitantes.

Com esta revelação ao profeta Ezequiel, Deus almejava mostrar aos judeus e a nós uma lista de pecados e o juízo que eles atraem aos que os praticam. Veja com atenção estes pontos:

1. Leia a lista de pecados do povo de Deus que os levou à desgraça (vs. 1-6).

2. A degradação resultante do pecado na vida daqueles que foram chamados para revelar Deus ao mundo (vs. 17-22).

3. A negligência nacional é resultado de negligências espirituais individuais. Ninguém se dispôs a influenciar para o bem, então Deus colocaria um freio nos efeitos do mal disciplinando aos negligentes e indiferentes (vs. 23-31).

“A única coisa que podia impedir a Deus de derramar sobre uma nação ímpia Sua ira seria a presença de um intercessor”, afirma Siegfried J. Schwantes.

Hoje temos brechas em nossa vida espiritual, em nossa família, em nossas escolas, em nossas igrejas, etc. O inimigo aproveita qualquer brechinha para penetrar e implantar o mal.

Os demônios são como animais de rapina que fazem suas habitações nas ruínas de nossos muros. Os puros princípios morais das Escrituras estão ruindo não só em nossa igreja e sociedade, mas principalmente em nossa família.

Orgulho, inveja, desrespeito ao templo do Espírito Santo, vaidade, avareza, materialismo, egoísmo e tantas outras características satânicas têm solapado nosso muro de proteção contra as desgraças…

Precisamos

• …parar de transgredir a Lei de Deus, devemos observá-la integralmente e influenciar com palavras e atitudes a outros a fazerem o mesmo.

• …parar de profanar as coisas santas de Deus e convidar outros a honrarem e prezarem pelas coisas espirituais.

• …deixar a indiferença e ter ousadia para fazer a diferença para atrair outras pessoas que levantem a bandeira da verdade em um mundo tomado pela imoralidade, perversidade, promiscuidade.

• …mostrar nosso compromisso com o Criador que deixou o sábado como evidência de uma aliança com o pecador.

• …destruir o pecado que está ruindo nossa vida espiritual, nossa família e igreja.

• …erguer muros que protejam nossa sociedade e espiritualidade.

• …priorizar Deus e Sua Palavra!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Quem é o meu próximo?

MEDITAÇÃO DIÁRIA

Terça-feira, 12 de janeiro

Quem é o meu próximo?

Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? Lucas 10:36

Em resposta à pergunta do doutor da lei, Jesus contou a parábola do bom samaritano. Se perguntarmos “quem é o meu próximo?”, claramente estamos indicando que deve haver aqueles que não são considerados próximos. Com essa pergunta, o escriba requeria uma regra para a discriminação. Mas Jesus não lhe ofereceu isso.

Jesus respondeu com uma história: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores” (Lc 10:30). Semimorto e coberto de sangue, é impossível identificá-lo. Quem é ele? Qual seria seu nome e profissão? Seria rico ou pobre? Era filho de quem? Judeu ou samaritano? Essas são perguntas que gostamos de fazer. Jesus, porém, não Se preocupa com esses detalhes. O homem estava inteiramente nas mãos “do outro”. Por ali passaram um sacerdote e um levita, depois das atividades religiosas no templo, em Jerusalém. Viram o homem em necessidade, mas seguiram adiante. Na sequência, poderíamos esperar que o herói fosse um leigo israelita. Jesus, contudo, introduz uma figura completamente inesperada: um samaritano. Em Seus dias, os samaritanos não eram vistos como bons.

Esse é o único “não religioso” da história. Com isso, Jesus desfere um poderoso golpe em todo preconceito e complexo de superioridade. A ação do samaritano é a perfeita representação do amor ao próximo. “Compadeceu-se dele” (Lc 10:33). Utilizou as provisões de sua viagem para servir ao desconhecido. Levou-o para uma estalagem, “tratou dele” (Lc 10:34) e prometeu cobrir gastos adicionais. Note, então, a pergunta: “Qual dos três foi o próximo?” Você percebe o que Jesus está dizendo? O próximo não é o que recebe a ação, mas aquele que a pratica. O sacerdote e o levita eram apenas personagens, encenando a religião. Segundo Jesus, nós não escolhemos quem é nosso próximo, apenas agimos ou não como tal. A questão fica definida para sempre.

“Qual dos três foi o próximo?” O mestre da lei evita mesmo pronunciar a desprezada palavra “samaritano” e utiliza uma evasiva: “O que agiu com misericórdia.” Ele recebeu a resposta não esperada: demonstre misericórdia mesmo aos inimigos, como o samaritano. E isso é possível apenas quando a vida é dominada pelo princípio do amor, a evidência de que conhecemos o segredo da vida eterna. Para o Senhor, a questão real não é “quem é o meu próximo?”, mas “quem sou eu?” Sou pessoa ou personagem?

Amin A. Rodor, 12/9/2014

Misericórdia de Deus pela humanidade - Ezequiel 21

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 21

Comentário Pr Heber Toth Armí 

A misericórdia de Deus pela humanidade miserável foi a razão de Israel ter sido preservado, como se percebe no capítulo anterior. Entretanto, imoralidades, promiscuidades, perversidades e todo tipo de iniquidade não passam despercebidos ao Juiz do Universo.

Neste capítulo, 16 vezes a espada é citada. Deus julga!

• Ezequiel geme como um homem sentindo uma tristeza imensurável e uma grande dor. Se alguém perguntasse sobre essa nova dramatização, deveria dizer que se referia à destruição total de Jerusalém – até então destruída parcialmente (vs. 1-7).

• Além de gritar e gemer numa nova encenação, agora Ezequiel deveria dar pancadas nas coxas e bater palmas. Assim chamaria a atenção para a real situação e previsões proféticas para o futuro em breve, em que Babilônia despedaçaria Judá e Deus bateria palmas quando o juízo sobre o pecado estivesse em andamento (vs. 8-17).

• Deus estava no controle dos judeus e dos babilônios – inclusive quando tudo parecia fora de controle, um pandemônio horrível. O pecado do povo havia provocado o caos político, econômico e social; contudo, Deus estava agindo para reverter o efeito do pecado. O rei Zedequias sofreria tudo o que arrogantemente plantara de errado (vs. 18-26).

• A solução para os judeus e o restante do mundo estava na vinda do Messias. Assim, diante das trevas morais, da necessidade de líderes piedosos, e fieis mergulhados num desespero sem igual, Deus ainda despertava a esperança no coração deles (v. 27).

• A imoralidade e corrupção não ficam sem punição em lugar algum. Deus não está apenas observando Seu povo, Ele percebe o pecado em todas as suas formas em todos os lugares. Os amonitas também colheriam os resultados de suas rebeldias como exemplo do que o restante do mundo enfrentará se não abrir mão do pecado (vs. 28-32).

Deus demorou para punir Israel devido à Sua misericórdia. Hoje também somos alvos dessa misericórdia.

• O que seria de nosso país se Deus agisse conosco como agiu com Israel no passado?

• O que diria Deus se Ele apresentasse o diagnóstico da igreja hoje?

• E se o diagnóstico fosse de nossa vida, como seria?

Jesus é a solução para nossa situação; Ele tem capacidade de salvar-nos de nossa condição pecaminosa. Mas, quem preferir ao pecado antes que a Cristo colherá as consequências de suas escolhas.

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Crescimento em Cristo

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Segunda-feira, 11 de janeiro

Crescimento em Cristo

Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo Naquele que é a cabeça, Cristo. Efésios 4:15, NVI

No crescimento espiritual, somos desafiados a sair de onde estamos para um estágio melhor. Falando desse esforço, o apóstolo Pedro diz: “Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude, à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor” (2Pe 1:5-7, NVI).

No início dessa epístola, Pedro apresenta uma escada de crescimento cristão e no fim da carta diz: “Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 3:18, NVI). Sem ferir a seriedade do texto, poderíamos chamar essas características de “suplemento espiritual”. Por isso, o apóstolo recomenda que sejam acrescentadas à fé. Ele menciona sete suplementos.

O primeiro degrau no crescimento espiritual é a virtude, excelência moral. O segundo é o conhecimento, especialmente a educação espiritual. Segue-se o domínio próprio ou autocontrole, a capacidade de conter e dominar nossos desejos. Depois do domínio próprio, vem a perseverança, ou seja, aprender a continuar com paciência. A piedade, o amor fraternal e o amor desinteressado são os últimos. Devemos crescer espiritualmente em cada um desses sete degraus.

Com essa escada, o apóstolo apresenta outros conceitos relacionados ao crescimento cristão. O primeiro é o poder de Deus. Ele diz: “Seu divino poder nos deu tudo de que necessitamos” (2Pe 1:3, NVI). Vou subir essa escada, vou crescer, não pelo meu próprio poder, mas pelo poder de Deus. “É Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade Dele” (Fp 2:13, NVI).

O segundo conceito é o do empenho humano. Além do poder divino, também existe o esforço humano: “Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês” (2Pe 1:10, NVI). Como disse Bradley Nassif: “A graça se opõe ao mérito, mas não ao esforço.” Deus vai fazer tudo para minha salvação, menos a minha parte. Agora que você foi salvo, pode ir a Deus e perguntar: “Senhor, o que devo fazer? Mostra-me a Tua vontade. Dá-me ideia do que devo ou não fazer para crescer na graça.”

José Maria Barbosa Silva, 25/2/2011

A mensagem de Ezequiel 20

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 20

Comentário Pr Heber Toth Armí 

A mensagem de Ezequiel 20:

1. Uma análise nas motivações de Deus diante dos execráveis erros de Israel revela Seu interesse em salvar o mundo.

2. Uma observação na recapitulação histórica desde a saída de Israel do Egito até o cativeiro em Babilônia irá nos mostrar o agir missionário de Deus.

3. Uma análise à teologia da história evidencia o interesse missionário de Deus.

I. DEUS RESGATA IDÓLATRAS DA ESCRAVIDÃO POR AMOR AO MUNDO – EZEQUIEL 20:1-9

Líderes de Israel em cativeiro procuraram ao profeta Ezequiel no ano 591 a.C. com objetivos errados. Deus só cumpriu o juramento que fizera de tirar o povo de Israel do Egito para que Seu nome não fosse profanado aos olhos das nações que sabiam de Sua promessa de libertação aos israelitas.

Deus retém Sua ira com Seu amor.

II. DEUS PRESERVA A VIDA DE SEU POVO REBELDE POR AMOR AO MUNDO – EZEQUIEL 20:10-17

Mesmo não merecendo Deus tirou Israel da escravidão egípcia e o levou para instruir no deserto. No Monte Sinal fez compromisso com os israelitas e deu condições para viverem; mas eles reagiram negativamente, rejeitaram a lei de Deus, profanando especialmente o sábado, sinal externo da aliança espiritual.

Deus só não destruiu Seus filhos insurgentes e desprezíveis no Sinai por amor de Seu nome, evitando que Seu nome fosse profanado aos olhos das nações.

A ira de Deus tem mais limites que Sua compaixão!

III. DEUS SE COMPADECE DE SEUS FILHOS PERVERSOS POR AMOR AO MUNDO – Ezequiel 20:18-26

Devido à teimosia, dureza de coração e rebeldia do povo que recebia total atenção do Céu, Deus o levou a peregrinar no deserto como amorosa disciplina corretiva, mas, a segunda geração, os filhos dos rebeldes, respondeu se rebelando contra Deus descuidando das Leis de Deus, desobedecendo-a, voltando-se aos ídolos dos pais.

Deus só não acabou com a nação de Israel no deserto por amor de Seu nome, evitando que Seu nome fosse profanado aos olhos das nações.

A ira de Deus cede à Sua bondade!

IV. DEUS SÓ NÃO TOMA DE VOLTA O PRESENTE DADO A ISRAEL PORQUE ELE AMA AO MUNDO – Ezequiel 20:27-29

A Terra Prometida era a melhor e mais linda de todas da região, Deus a deu a Israel; porém eles não só deram as costas a Ele, mas provocaram Sua ira adorando os ídolos da terra, chegando a fazer sacrifícios humanos.

Deus não expulsou fatalmente a Israel da Terra Prometida só porque desejava que as nações soubessem que Ele é o Senhor.

O amor de Deus suplanta Sua ira!

V. DEUS AGIRÁ PARA QUE TODOS SAIBAM QUEM ELE É – Ezequiel 20:30-44

Deus tinha motivos de sobra para destruir Israel, mas em vez disso, apenas permitiu seu cativeiro nas terras estrangeiras. Dus mostrou aos anciãos que foram a Ezequiel questionar a Deus pelas condições humilhantes em que viviam, que o tratamento que recebiam era consequência das suas escolhas e seus atos.

Após castigo e disciplina, Deus resgataria Israel do cativeiro babilônico com mão poderosa e braço forte objetivando revelar Seu poder e santidade a Israel e ao mundo.

O amor de Deus é incrível, imensurável e sublime!

CONCLUSÃO:

1. Deus quer impactar o mundo, não com Sua ira, mas com Seu amor, fidelidade e compaixão.

2. Deus quer tornar-Se conhecido por Suas qualidades exclusivas, incomparáveis e sublimes: Fidelidade, misericórdia, graça e bondade.

3. Deus quer alcançar toda nação com Seus estratégicos atos missionários, a despeito dos erros e defeitos de Seu povo.

APELO:

1. Deixe Deus te alcançar com Seu amor e graça.

2. Deixe Deus te impactar com Sua fidelidade e misericórdia.

3. Deixe Deus te transformar e te salvar.

Pr. Heber Toth Armí

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domingo, 10 de janeiro de 2021

O incomparável Jesus Cristo

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Domingo, 10 de janeiro

O incomparável Jesus Cristo

E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. Filipenses 2:11

O impacto de Jesus sobre a história e a vida de homens e mulheres é inigualável. Muitos governantes, líderes militares, políticos, gênios, artistas, filósofos e teólogos vieram e se foram. Alguns entraram para a história. Mas todos eles estão soterrados nas areias do tempo. Apenas Cristo permanece tão atual como o jornal que vai sair amanhã. Ele inspirou milhares de livros e músicas. Seu lugar entre todos os nomes é insuperável.

James Allan Francis escreveu uma belíssima página sobre Jesus Cristo, com o título “Uma Vida Solitária”:

“Ele nasceu numa vila obscura, filho de uma camponesa. Cresceu em outra vila, onde trabalhou numa carpintaria até os 30 anos. Então por três anos foi um pregador itinerante. Nunca escreveu um livro. […] Nunca teve uma família ou possuiu uma casa. Ele não cursou uma faculdade. […] Nunca viajou mais de 350 quilômetros além do lugar onde nasceu. Não fez qualquer uma daquelas coisas que normalmente associamos com grandeza. Tinha apenas 33 anos quando a maré da opinião pública se ergueu contra Ele. Seus amigos O abandonaram. Foi entregue aos inimigos e suportou o escárnio de um julgamento injusto. Foi pregado numa cruz entre dois ladrões. Enquanto morria, Seus executores disputavam Seu manto, Sua única propriedade. Depois de morto, foi colocado em um túmulo emprestado pela piedade de um amigo.


“Dezenove séculos vieram e se foram. Hoje Ele permanece como o personagem central da humanidade, o líder de todo avanço humano. Todos os exércitos que já marcharam, todos os navios que já navegaram, todos os parlamentos que já se reuniram, todos os reis que já reinaram, colocados juntos, não tiveram sobre a vida dos homens neste planeta o impacto que teve essa única vida solitária.”


De muitas maneiras, Seus inimigos têm tentado transformá-Lo em um mito e descaracterizar Sua identidade exclusiva. Filmes e canções irreverentes, produtos da ficção humana, surgem de tempos em tempos. Nisso eles não ficam muito longe dos Seus inimigos clássicos: Anás, Caifás, o Sinédrio, Herodes, Pilatos, fariseus e saduceus. Mas Jesus permanece e tem a última palavra sobre a vida e a morte. Seja hoje uma testemunha Dele, onde você estiver.

Amin A. Rodor, 16/4/2014

Lamento -Ezequiel 19

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 19

Comentário Pr Heber Toth Armí 

A realidade humana não limita a Deus. Do real desespero da humanidade Deus suscita esperança. Nada O impede de agir no mundo para beneficiar aos pecadores.

O capítulo em análise ensina-nos preciosas lições que valem nossa total atenção. Ele pode ser assim dividido para que obtenhamos uma visão geral de seu conteúdo:

1. Um lamento pelos líderes:

a) A leoa, símbolo de Judá (v. 2; ver Gênesis 49:9; I Reis 10:18-20).

b) Um leãozinho, levado ao Egito (vs. 1-4; ver Jeremias 22:10-12; II Reis 23:30-34)

c) Outro leãozinho, deportado para Babilônia (vs. 5-9; Jeremias 22:24-30; II Reis 24:8-16).

2. Um lamento pela terra prometida:

a) A videira, um retrato da nação dos judeus, o povo de Deus (v. 10; ver Isaías 5:1-7; Jeremias 2:21).

b) Os galhos fortes, símbolos do rei Zedequias (v. 11; ver Ezequiel 17:13).

c) O vento oriental que arrastou os galhos fortes representam as investidas de Nabucodonosor contra Jerusalém levando os príncipes judeus cativos para Babilônia (vs. 12-14; ver Jeremias 52:1-11).

Lamentos são expressões de aflições diante de uma realidade desesperadora. Motivadas pela angústia e amargura da alma, a infelicidade e a tristeza são expressas em palavras com tons fúnebres.

Com a realidade de uma nação despencando sem ninguém capaz de frear a apostasia… que, consequentemente, fora literalmente arrancada com furor e lançada por terra tornando-se deserta, tendo seus habitantes deportados para o exílio… realmente era lamentável!

Além disso, o rei “Joaquim foi seguido no trono por seu tio Zedequias, mas o reinado deste foi tão apagado que para todos os efeitos a dinastia terminou com Joaquim. Assim pensavam os judeus e mesmo Ezequiel, tanto assim que profecias são sempre datadas no início do cativeiro de Joaquim, sem referência alguma a Zedequias […]. No desastre final não restou nem mesmo uma vara da estirpe real que pudesse empunhar o cetro de Davi” (Siegfried J. Schwantes).

• Se era o fim da dinastia davídica, não havia grande razão para desesperar?

• Como viria o Messias se a promessa baseava-se na dinastia davídica?

Apesar dos pesares, o Leão da tribo de Judá se levantaria sobre a Terra, como de fato aconteceu; e, logo dominará para sempre todo o Universo (Miqueias 5:2; Apocalipse 5:5). Portanto, troque teu lamento por reavivamento!

Compartilhe esta esperança! – Heber Toth Armí.

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sábado, 9 de janeiro de 2021

Em vão

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Sábado, 9 de janeiro

Em vão

Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Salmo 127:1

“Sou o rei do mundo, sou o maior”, gritava o jovem boxeador no dia 25 de fevereiro de 1964, diante das câmeras de TV no quadrilátero do Miami Beach Convention Hall. Mohamed Ali acabava de se tornar campeão dos pesos pesados com apenas 22 anos. “O mundo inteiro está a meus pés, escrevam isso”, disse aos jornalistas.

E era verdade. Naquele ano, o mundo inteiro estava a seus pés. Em 1996, o mundo inteiro o viu enfraquecido, por ocasião das Olimpíadas de Atlanta. Mal conseguia acender a tocha olímpica. Evidentemente, não era mais o “rei do mundo” nem o “melhor”. Estava envelhecido e deteriorado pelo Mal de Parkinson.

O salmista previa algo semelhante a isso ao afirmar: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.” Não se atreva a viver sem a certeza de que Jesus está no controle de seus empreendimentos. Seu trabalho, esforço e dedicação só terão sentido se “o Senhor construir a casa”.

Pense grande. Olhe longe. Trabalhe, mas pergunte-se: Quem está no centro dos meus planos? Isso é vital. Outro dia, um milionário excêntrico reuniu seus amigos para passar o réveillon em seu iate de 10 milhões de dólares e gastou a bagatela de um milhão de dólares na festa. Naquela noite, os fogos de artifício iluminaram a escuridão no mar do Caribe, e todos levantaram as taças de champanhe, desejando “saúde, dinheiro e amor”, mas dezembro do ano seguinte não chegou para ele. Um infarto fulminante ceifou sua vida no mês de junho.

A vida humana é frágil como a flor. Hoje é, amanhã não é mais. Murcha como a erva do campo. Desaparece como a nuvem levada pelo vento. Portanto, coloque Deus no fundamento de seus projetos porque, sem Ele, “inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde” (Sl 127:2).

Trabalhe em sociedade com Deus. O homem do campo ara a terra e planta a semente. Mas se Deus não fizer sair o sol e cair a chuva, de que serve todo o trabalho? Assim acontece em outras áreas da vida. “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.”

Alejandro Bullón, 3/1/2007

Responsabilidade individual - Ezequiel 18

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 18

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Na faculdade de teologia, eu tinha um professor, Gerson Pires de Araújo, que seguidamente repetia a seguinte premissa: “Ah! Se cada um soubesse que é dono do seu próprio destino”.

Essa grande verdade se acha no capítulo em análise… Estude-o com atenção e oração!

“Um dos principais fundamentos da Escritura é apresentado nesse capítulo (também ensinado em Dt 24.16; 2Rs 14.6). O castigo é proporcional à fé e à conduta de cada pessoa. Ele havia predito a punição que recairia sobre a nação, mas a razão era o pecado individual (cf. 3.16-21; 14.12-20; 33.1-20)” (John MacArthur).

Este é “um capítulo singular sobre a responsabilidade de cada pessoa pelas próprias ações. Questiona a visão de que o juízo resultava dos pecados da geração passada (citada em forma de provérbio no v. 2). No contexto, encontra-se a incompreensão das passagens bíblicas acerca da punição que se estende até a terceira ou quarta geração (ver Êx 20:5, 6; 34:7; Dt 5:9, 10). Três gerações são mencionadas neste capítulo: um homem justo (Ez 18:5), seu filho ladrão (v. 10) e o filho arrependido do ladrão (v. 14), a fim de demonstrar que cada um é responsável pela própria vida. Desse modo, prestará contas perante Deus e será julgado segundo as próprias obras. Estes princípios são explicados nos v. 21-24 (ver também 33:12-20). O comportamento revela nossas escolhas, atitudes, valores e, portanto, nosso caráter” (Bíblia Andrews).

• Quando não assumimos nossos erros, facilmente podemos acusar falsamente a Deus (vs. 1-13).

• Deus não Se defende, Ele apresenta a doutrina da responsabilidade individual diante da vida e do juízo (vs. 14-32).

Esse assunto é bem interessante e amplo, deve ser interpretado com equilíbrio. Warren Wiersbe observa:

“A culpa e a condenação pelo pecado do pai ou da mãe não podiam ser passadas adiante para os filhos, contudo as consequências do pecado dos pais podiam trazer sofrimento para a família […]. Nem Jeremias nem Ezequiel negaram que pessoas inocentes estavam sofrendo em decorrência dos pecados dos líderes judeus ímpios (Lm 5:7). Contudo, se opuseram ao fato de o povo estar usando o provérbio como desculpa para seus próprios pecados, afirmando que sua geração não era culpada de desobediência”.

Antes de querer achar um culpado para nossos erros, devemos assumi-los e confessá-los a Deus! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Bem-aventurado ou feliz?

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Sexta-feira, 8 de janeiro

Bem-aventurado ou feliz?

Felizes são vocês, os pobres, porque o Reino de Deus é de vocês. Lucas 6:20, NTLH

Cada uma das bem-aventuranças de Jesus em Mateus e Lucas começam com a palavra grega makarios. Essa expressão é traduzida em português de várias maneiras, incluindo “bem-aventurados” (ARA, ARC, NVI) e “felizes” (NTLH, BV). Existe a ideia de que crentes em Jesus devem ser felizes, pois são cidadãos do reino de Deus.

No entanto, “felizes” é uma tradução inadequada para makarios, porque a maioria de nós vê a felicidade como um estado subjetivo. Isto é, felicidade é como nos sentimos. Sentimo-nos tristes ou felizes.

A vida do cristão não pode ser fundamentada em algo subjetivo. Certa vez um rapaz veio até meu escritório totalmente frustrado porque não se sentia feliz. Esses sentimentos o haviam levado a um profundo desânimo espiritual. Afinal, Jesus não disse repetidas vezes que Seus seguidores são felizes? Se ele não estava feliz, não devia ser um cristão. Essa era sua conclusão. Algo devia estar errado em sua vida, mas ele não conseguia imaginar o que era. Como uma pessoa sincera, ele estava desesperado.

Expliquei a meu amigo estudante que ele havia entendido tudo errado. Aceitar a Deus não se relaciona com sentimentos subjetivos de felicidade ou tristeza, mas no fato objetivo de que Jesus morreu pelos nossos pecados e que todos os que aceitam Seu sacrifício pela fé recebem a graça salvadora e são adotados na família de Deus. Em outras palavras, ele era um bem-aventurado independentemente do modo como se sentisse.

Embora eu possa não me sentir feliz por estar sendo “perseguido por causa da justiça” (Mt 5:10), posso ainda ter paz porque tenho sido abençoado por Jesus. Essa é a realidade. Enquanto existe a consciência de que posso ser feliz por causa dessa paz de coração, a bem-aventurança é mais do que felicidade. “Bem-aventurados”, disse Jesus, “os humildes de espírito, porque deles é o reino dos Céus” (Mt 5:3).

George R. Knight, 7/1/2001

Deus no controle - Ezequiel 17

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 17

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Os proclamadores das mensagens divinas são como cozinheiros que preparam saborosos alimentos para pessoas que perderam o apetite pelos alimentos saudáveis.

Contudo, Deus continua variando o cardápio, procurando despertar rebeldes da letargia espiritual. Acompanhe estes pontos com atenção e oração:

• Visando chamar a atenção, o profeta usa alegoria com objetivo retórico. Quem sabe por uma forma mais compreensível a sabedoria profética alcançaria o coração dos ouvintes (vs. 1-2).

• As imagens enigmáticas deveriam despertar prazer de ouvir e fixar o ensinamento na mente do povo relapso. Já no início, Deus é o lavrador que Se dedica a Sua vinha. Planta-a em boa terra, próximo a abundantes águas. Seu crescimento foi impressionante. Babilônia, retratada como uma exuberante águia, sob a supervisão divina, atrai a vinha. Contudo, uma segunda águia, prende a atenção da vinha, a qual rejeita as intenções do lavrador e foge ao Seu propósito disciplinador (vs. 3-10).

• A interpretação da alegoria é uma explicação da conquista de Jerusalém por Nabucodonosor, quando tomou a Joaquim e sua corte real em 597 a.C. (ver II Reis 24:6-17). Joaquim foi bem tratado. Babilônia colocou em seu lugar no trono de Judá a Matanias, cujo nome foi alterado para Zedequias (II Reis 24:17) (vs. 11-12).

• No início havia submissão da parte de Zedequias a Babilônia, depois rebelou-se contra Nabucodonosor e fez aliança com o Egito. Quando Zedequias precisou contar com a ajuda egípcia, teve resposta positiva, mas nada impediu a queda de Jerusalém. Zedequias selou seu destino e o destino dos fugitivos ao romper com Babilônia e aliar-se com o Egito, demonstrando rebelião contra Deus (vs. 13-21).

• Deus, identificando-Se com a primeira águia, tomará um terno renovo e o plantará em um alto monte. Deus reavivará a linhagem davídica, de onde viria o Messias (vs. 22-24).

Aplicações: Deus…

…tem a última palavra, não a rebeldia, a rebelião ou a indiferença humana.

…está no controle mesmo quando Seu povo se esforça para agir contrário a Sua vontade.

…aviva a esperança nos corações desesperados usando variados recursos retóricos para alcançar Seus propósitos.

…enviou o Messias, da tribo de Judá, da linhagem de Davi, mesmo contra a vontade de Seu povo (João 1:10-11).

…quer salvar-nos de nossa rebeldia.

…anseia por nosso coração!

…espera nossa resposta!

Daremos atenção a Deus? – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

É apenas o começo

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Quinta-feira, 7 de janeiro

É apenas o começo

Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel? Êxodo 3:11

Para Deus, nossas aparentes derrotas são claras vitórias. Essa realidade está registrada em toda a Bíblia. Gosto de observar a forma como isso é destacado na história de Moisés. Muitas vezes, as coisas penderam para um fim dramático. O inimigo parecia comemorar dizendo: “É o fim!” Deus, porém, permitia que uma grande porta se abrisse para dizer: “É apenas o começo.”

Moisés nasceu escravo, num período em que todos os meninos hebreus deveriam ser mortos. Naquele momento, tudo parecia acabado. Dava para imaginar o inimigo dizendo: “Agora é o fim!” Pouco tempo depois, ao ser encontrado e adotado pela filha de Faraó, Moisés passou a ter não apenas garantia de vida, mas também o cuidado da própria família. Era como se Deus dissesse: “É apenas o começo das bênçãos que tenho para ele.”

Quando o menino cresceu, e sua mãe precisou devolvê-lo à filha de Faraó, o inimigo parecia dizer: “Agora, sim, é o fim!” Apesar disso, no período em que o jovem Moisés esteve no palácio, foi educado pelos melhores mestres, para mais tarde escrever a história de Jó e os cinco primeiros livros da Bíblia. Era como se Deus estivesse dizendo: “É apenas o começo.”

Quando Moisés matou o egípcio e fugiu para o deserto, parecia que o inimigo tinha razão em dizer: “Agora, realmente, é o fim!” Por outro lado, quando Deus o chamou na sarça ardente, após 40 anos e mostrando diferentes milagres, estava dizendo: “Isso é apenas o começo do que vou fazer por intermédio dele.”

Quando o povo estava diante do Mar Vermelho, preso entre as montanhas e o exército de Faraó, o inimigo estava comemorando: “Agora será o fim!” Mas Deus abriu o mar, o povo passou em terra seca e começou a jornada de conquista da Terra Prometida. Foi como se Deus estivesse dizendo: “Isso foi apenas o começo!”

Quando Moisés feriu a rocha e perdeu o direito de entrar na Terra Prometida, o inimigo acreditou: “Agora, sim, chegou o fim!” Então, do alto do monte Nebo, Moisés contemplou toda a terra, morreu, foi ressuscitado e levado ao Céu. E Deus confirmou: “Realmente, é apenas o começo.”

E assim pode ser conosco também. Tenha essa certeza sempre com você, durante suas atividades, planos e desafios pessoais. A vitória de Cristo torna nossas dificuldades apenas o começo de novas oportunidades e vitórias.

Erton Köhler, 24/9/2019

Adultério Espiritual - Ezequiel 16

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 


Leitura Bíblica - Ezequiel 16

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Este capítulo apresenta uma mulher infiel, possui imagem sexual explícita. A ideia é falar do adultério espiritual, mais comum pela idolatria, que é trocar Deus por qualquer coisa ou pessoa.

Dizem que o amor suporta mais a morte do que a traição. Ser traído é dolorido, a traição fere profundamente o coração. O adultério espiritual fere terrivelmente o coração de Deus, que neste texto é exemplificado como marido ferido, embora fora amoroso, fiel, dedicado, atencioso e responsável.

Por outro lado, Israel é visto como esposa de Deus; mas, seu caráter o condena, sua reputação não é boa. Além de desprezar o único Deus amoroso, Isarel O troca por qualquer coisa insignificante, descamba para a prostituição e adultério espiritual escancarado.

Após dar o título para o capítulo: “A mulher adúltera: Pisoteando a graça de Deus”, Daniel Isaac Block o sintetiza em cinco pontos:

1. Chamado ao comparecimento de Israel – intimação (vs. 1-3a);

2. A acusação de Jerusalém (vs. 3b-34);

3. A sentença de Jerusalém: Suspensão da graça (vs. 35-43);

4. Tal mãe, tal filha: Jerusalém desqualificada para a graça (vs. 44-56);

5. O duplo raio de esperança (vs. 53-63).

Deveríamos ler várias vezes esse capítulo em várias versões bíblicas. Faça isso; e, depois, com oração, medite nestas aplicações espirituais:

• Como Israel, podemos estar vivendo um romance aos trancos e barrancos com Deus, ferindo Seu coração e fazendo-O sofrer por nossa instabilidade emocional.

• Podemos cometer adultério sem nunca ter casado ou nunca ter traído nosso cônjuge; o adultério espiritual é real, pior que qualquer traição, pois significa trair nosso amado Criador e Salvador.

• Embora nossa safadeza espiritual seja evidente, e nossa infidelidade a Deus seja levada a julgamento, Deus está mais do que disposto a nos oferecer perdão para reatar o relacionamento arruinado.

• Da mesma forma que a traição conjugal atrai muitas desgraças, a traição espiritual não é diferente, pode ser pior – Israel caiu da graça e perdeu sua terra e liberdade.

• Apesar das práticas detestáveis dos pecadores, Deus não os abandona; pelo contrário, como um marido perdidamente apaixonado, propõe aceitar de volta os prostitutos, idólatras, ingratos, infiéis, imorais e adúlteros.

• Deus anseia nosso arrependimento; ao buscarmos Seu perdão, Ele restaura nossa condição e livra-nos da desgraça de nosso pecado.

Peça perdão ao Senhor! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Amigos de Jesus

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Quarta-feira, 6 de janeiro

Amigos de Jesus

Eu lhes ordeno que se amem uns aos outros como Eu amo a vocês. E esta é a maneira de medir o amor – o maior amor é demonstrado quando uma pessoa entrega a vida pelos seus amigos; e vocês são os Meus amigos, se Me obedecerem. João 15:12-14, A Bíblia Viva

Quando as pessoas perguntavam a Charles Kingsley o segredo de sua vida bem-sucedida, ele respondia: “Eu tenho um Amigo.” Ele havia levado a sério a declaração de Jesus: “Vocês são os Meus amigos.” Amigo de Jesus! Não consigo pensar em nenhuma honra mais elevada ou privilégio maior.

Quando o rapazinho escocês Robert Moffatt saiu de casa, sua mãe o acompanhou por um pedaço do caminho. Então parou para despedir-se e acrescentou:

– Robert, quero que você me prometa uma coisa.

 – O quê? – perguntou ele.

 – Prometa-me uma coisa! – insistiu ela com ternura.

 – A senhora precisa me dizer o que é, antes de eu prometer.

– Robert – disse ela –, é algo que você pode fazer facilmente. Prometa isso a sua mãe.

Ele olhou o rosto dela e disse:

 – Está bem, mamãe; farei qualquer coisa que a senhora quiser.

 Ela cruzou as mãos por trás da cabeça dele, trouxe o rosto do filho para perto do dela e disse:

 – Robert, você está saindo para um mundo mau. Comece cada dia com Deus. Termine cada dia com Deus.

Ela o beijou. Aquele beijo tornou Jesus o amigo de Robert Moffatt. E com seu Amigo sempre ao lado, Moffatt se tornou o homem que conquistou a

África para Cristo.

Não foi a pregação de Moffatt que mudou a África; foi a sua vida. E a fonte do seu poder repousava na promessa que ele fizera à sua mãe de começar e terminar cada dia com Deus. O começo e o fim determinavam o que vinha no meio.

Em resposta aos que alegam que “Cristo não faz muita diferença na vida”, a própria vida de uma pessoa que é verdadeiramente amiga de Cristo testifica: “Ele faz toda a diferença no mundo.” Assim, quando você for amigo de Jesus, Ele mudará o mundo por seu intermédio!

Daniel Guild, 6/7/2004

Ramos de videira - Ezequiel 15

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 15

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Orgulho, arrogância, independência de Deus, incredulidade, vaidade são atitudes estúpidas, loucuras hediondas e irracionalidade desenfreada.

Sem Deus, pecadores não são nada nem valem nada. Quando prego isso, muitos sentem o orgulho ferido. Para falar da necessidade de um Salvador precisamos revelar a real situação do pecador.

Os pecadores só querem ouvir o que lhes interessa, que afaga ao ego, e promove prazer no pecado. É por isso que a mensagem verdadeiramente bíblica não agrada, mas sim os programas imorais da TV, filmes, seriados, e vídeos idiotas no Youtube que degradam.

Deus dá o diagnóstico, ainda que não gostamos, com o objetivo de despertar-nos para a necessidade de cura, de solução para nossa situação e da necessidade de um Salvador. Ninguém gosta de um diagnóstico negativo, mas é de extrema importância ser sincero – em Deus podemos confiar!

O povo de Deus é como ramos de videira…

• …até para combustível é inútil (vs. 1-5).

• …sem frutos somos inúteis (vs. 6-8).

• …se improdutíveis, nosso destino é o fogo.

O fogo se refere à Jerusalém quando incendiada e queimada parcialmente pelos babilônios em 597 a.C. Ainda viria um fogo do julgamento em 586 a.C. que a consumiria completamente (v. 7). O combustível para o fogo de Deus é o pecado, portanto, devemos desprezar o pecado para desfrutarmos da presença de Deus que vivifica e nos faz pessoas úteis.

Desta parábola a Israel, oferece-nos preciosas lições que devemos prestar atenção:

1. Como uma videira frondosa sem nutrientes se torna seca e imprestável, todo crente que não absorver de Cristo a seiva espiritual se secará e se tornará inútil.

2. Sendo que somente em Cristo o pecador pode produzir frutos, apenas viver meros rituais, ser legalista ou ser assíduo frequentador de igreja, não passa de práticas inúteis.

3. Imprestável, a única coisa a fazer é colocar fogo à vinha ou unir-se a Cristo.

Idolatria, imoralidade, perversidade ou a prática de qualquer tipo de pecado envenena e mata a verdadeira espiritualidade. Indiferença às coisas espirituais, apego as coisas materiais e acomodação frente aos perigos reais fazem com que até uma nação inteira enfrente a realidade da inutilidade diante do juízo divino.

Deus pode extrair das cinzas um remanescente frutífero: Jesus é a videira verdadeira, apeguemo-nos a Ele!

Vamos reavivar-nos? – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Pequenas coisas

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Terça-feira, 5 de janeiro

Pequenas coisas

Quem é fiel no pouco também é fiel no muito. Lucas 16:10

É a atenção cuidadosa ao que o mundo chama de “pequenas coisas” que torna a vida um sucesso. Pequenas ações de caridade, pequenos atos de abnegação, proferir singelas palavras de ajuda, estar atento contra pequenos pecados, isso é cristianismo. O grato reconhecimento das bênçãos diárias, o sábio aproveitamento das oportunidades cotidianas, o cultivo diligente dos talentos confiados às pessoas, isso é o que o Mestre requer.

Aquele que realiza fielmente pequenos deveres estará preparado para atender às demandas de maiores responsabilidades. O homem que é bondoso e cortês na vida diária, que é generoso e paciente em sua família, e cujo constante objetivo é tornar o lar feliz, será o primeiro a negar-se a si mesmo e a fazer sacrifícios quando o Mestre chamar. […]

A mais longa caminhada é efetuada dando um passo de cada vez. A sucessão de passos nos conduz ao fim da estrada. A corrente mais longa se compõe de elos separados. Se um desses elos for defeituoso, a corrente será inútil. Assim é com o caráter. O caráter equilibrado é formado por atos singulares e bem realizados. […]

A obra de Deus é perfeita como um todo porque é perfeita em cada uma de suas partes, por mais diminuta que seja. Ele forma a pequenina haste de capim com tanto cuidado como o que exerceria na formação de um mundo. […]

O que precisa ser feito merece ser feito com capricho. Qualquer que seja seu trabalho, faça-o fielmente. Fale a verdade no tocante às mínimas

coisas. Pratique cada dia atos cheios de amor e profira palavras animadoras. Espalhe sorrisos ao longo da estrada da vida. Se você proceder dessa maneira, Deus lhe dará Sua aprovação, e um dia Cristo lhe dirá: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mt 25:21).

No dia do juízo, os que foram fiéis em sua vida diária, que foram perspicazes em ver seu trabalho e realizá-lo, não pensando no louvor ou lucro, ouvirão as palavras: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25:34). Cristo não os elogia pelos discursos eloquentes que proferiram, pelo poder intelectual que manifestaram, ou pelas doações liberais que fizeram. É por efetuarem pequenas coisas que geralmente são passadas por alto que eles são recompensados

(The Youth’s Instructor, 17 de janeiro de 1901).

Ellen G. White, 28/11/1992

Idolos - Ezequiel 14

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 14

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Ídolos não são apenas pessoas ou objetos visíveis; quaisquer coisas ou pessoas que venerarmos tornam-se ídolos, até mesmo pessoas ou coisas invisíveis.

Ezequiel 14 oferece-nos dois pontos principais:

1. Ídolos do coração, invisíveis, porém reais (vs. 1-11):

• Ninguém consegue esconder-se de Deus, ou ocultar o que escondemos no coração: Amor por riquezas/jogos/novelas/seriados/filmes/fama/vícios/trabalho/etc.

• Nenhuma posição, por mais elevada, impedirá Deus de avaliar nosso coração.

• Nem o mais alto posto espiritual isenta Deus de observar ídolos secretos guardados em nosso íntimo.

• Os ídolos do coração…

…são obstáculos à verdadeira adoração;

…interferem na comunhão com Deus;

…interceptam a prática do serviço fiel a Deus.

• Deus…

…utiliza profetas para confrontar líderes espirituais que abrigam ídolos invisíveis.

…não pode conviver em corações entupidos com ídolos inúteis.

…quer restaurar pessoas que desgraçaram sua espiritualidade e consequentemente vivem as desgraças resultantes do adultério espiritual.

2. Juízo, salvação e esperança – a real intenção de Deus no julgamento (vs. 12-23):

• Rebeldia e rebelião em relação a Deus obstaculizam a possibilidade de salvação.

• Quem rejeita a mão estendida de Deus, em vez de salvação colherá tribulação.

• Esquecer-se do Criador fará o pecador buscar segurança material, ignorando o valor da busca pelas delícias espirituais.

• As terríveis consequências resultantes do pecado não destruirão ao remanescente fiel, independente da situação.

• Três exemplos de remanescente fiel devem despertar aos crentes infiéis:

…Noé, justo numa geração injusta, brilhava na sociedade de trevas antediluvianas;

…Daniel, fiel numa geração infiel, contemporâneo dos ouvintes de Ezequiel.

…Jó, sábio e rico, piedoso numa sociedade deprimente, exploradora e decadente.

• A salvação é individual, não é por procuração. Os fieis permanecem firmes ainda que caiam os céus; não terão por destino a condenação.

O juízo divino limita o pecado, e visa revelar quem é fiel e consagrado. A salvação é pessoal, individual. Entretanto, Deus almeja salvar multidões, povos e nações; por isso, apresenta-nos tais revelações.

Remanescente não é quem pertence ao grupo dos fieis, mas quem verdadeiramente é fiel. Estar entre o povo de Deus não é garantia de salvação, é preciso ter sua própria comunhão com Cristo, eliminar ídolos do coração, e perseverar na revelação da prática da verdadeira religião.

“Cada um é responsável por si diante de Deus” (Bíblia Andrews).

Portanto, afaste-se de tudo aquilo que te afasta de Deus! Reaviva-te! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

“Ele não é pesado”

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Segunda-feira, 4 de janeiro

“Ele não é pesado”

Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo. Gálatas 6:2

Se você visitar a Cidade dos Meninos, fundada pelo padre Flanagan perto de Omaha, estado de Nebraska, verá uma estátua interessante, logo na entrada. O monumento representa dois meninos que um dia foram encontrados pelo padre. Um dos dois, com um sorriso radiante, carrega nas costas o outro, mais novo, que não pode andar. O padre perguntou ao mais velho se ele nunca se cansava de carregar seu companheiro. A resposta do menino é a memorável inscrição gravada na estátua: “Ele não é pesado; é meu irmão.”

A essência do cristianismo é o amor, expresso em palavras de ânimo, atos de bondade e ações caridosas. O amor sempre se revela em ações. O apóstolo João escreveu: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a Sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1Jo 3:16). Jesus revelou Seu amor na cruz. Cada gota de sangue nos fala de um amor que vai até o limite.

À luz desse amor, depomos nossa vida em amor, derramando-a em sacrifício pelos outros. Na cruz, também nós nos entregamos. Entregamo-nos não apenas a Jesus em sacrifício, mas à vasta comunidade cristã, por meio do serviço. “O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 470). “O amor não pode existir sem revelar-se em atos exteriores, assim como o fogo não pode ser mantido aceso sem combustível” (Ellen G. White, Testemunhos Para Igreja, v. 1, p. 695). “O dever tem um irmão gêmeo – o amor” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 62).

O amor sem ação ou sem dever é mero sentimentalismo. O dever sem amor é enfadonho. É rígido legalismo. O amor de Cristo transbordando em nosso coração alcança as pessoas ao nosso redor com atos de bondade. Nossa maior alegria é sermos bênçãos para os outros. Levar seus fardos não é um jugo irritante; é uma oportunidade muito bem-vinda de servir. O serviço é um glorioso ministério quando andamos nas pegadas Daquele “que não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20:28)

Como o garoto da Cidade dos Meninos, digamos sobre nosso semelhante: “Ele não é pesado; é meu irmão.”

Mark A. Finley, 12/6/2006

Falsos Profetas - Ezequiel 13

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 13

Comentário Pr Heber Toth Armí 

A intolerância divina à interpretação espúria de Suas palavras deve nos fazer refletir na veracidade e importância delas para nossa vida quando bem interpretadas.

No final do capítulo anterior Deus corrigiu a incredulidade e a indevida interpretação dos ouvintes das profecias de Ezequiel. Agora, o profeta pronuncia condenação aos falsos profetas e profetizas que intentaram formar a opinião do povo para desacreditar a Palavra de Deus.

• Deus condena profetas que se autodenominam Seus mensageiros, que se creem inspirados, mas não são. O que são, então? São charlatães egoístas espiritualmente, analfabetos quanto à teologia, e pobres na religião verdadeiramente bíblica (v. 1).

• Deus não enviou profetas que falam mensagens do próprio coração. As palavras do verdadeiro profeta são proferidas pelo Espírito Santo através do personagem, seja este homem ou mulher, independente da época e lugar (vs. 1-3).

• Deus não apoia profetas que premiam ao pecador e dizem que está tudo bem quando a moral decai, e é só crer em Deus que tudo dará certo. Quem se levanta e não denuncia pecados do povo, que ignora o juízo apresentado por Deus contra o pecado, é falso profeta e não acrescenta vida espiritual nem moral em seus ouvintes. O que eles fazem? Alimentam falsas esperanças e fortalecem as pessoas no apego ao pecado, à imoralidade e à perversidade religiosa (vs. 4-10).

• Deus julga aos falsos profetas. Estes serão condenados e sofrerão terríveis consequências por deturparem e minarem o poder das palavras dos verdadeiros mensageiros de Deus (vs. 13-16).

• Deus revela o problema na vida dos falsos profetas. Além de autoproclamarem profetas, eles usam práticas duvidosas para fortalecer as falsas promessas por eles proferidas. Exploram ao povo intentando obter recompensas materiais. Falam para agradar visando serem bem quistos em busca de autoridade e fama (vs. 17-19).

• Deus é intolerante com falsos profetas porque estes humilham aos justos e exaltam aos ímpios, incentivam a prática do pecado que levou o povo à disciplina. Por tudo isso, Deus destruirá as práticas espiritualistas e a influência deles (vs. 20-23).

A ignorância espiritual faz o povo apreciar pregadores que Deus não tolera. Muitos estão embriagados com doutrinas de demônios (I Timóteo 4:1). Quanto mais estudarmos as Escrituras Sagradas será mais fácil rejeitar falsos mensageiros.

Não se deixe enganar, reaviva-te! – Heber Toth Armí.

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domingo, 3 de janeiro de 2021

25 graus negativos

MEDITAÇÃO DIÁRIA

Domingo, 3 de janeiro

25 graus negativos

Vim do Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai. João 16:28

O início de 1999 foi gelado no estado de Michigan. Neve acumulada, neve caindo, a temperatura atingiu 25 graus negativos. Estávamos chegando ali e, para alguém acostumado ao verão tropical, dava para notar uma “pequena” diferença. Os amigos brasileiros foram incrivelmente solidários. Entre outras coisas, saíram comigo para comprar um carro. Porém, chegou o dia de nossos filhos irem para a escola, e eu ainda não havia conseguido o automóvel. A Larissa, nossa garotinha de oito anos, estava assustada. Afinal, seria seu primeiro dia de aula em um país estrangeiro. “Filha, você não pode deixar de estudar, mas eu estarei ao seu lado”, prometi.

De manhã, o característico ônibus amarelo chegou, minha esposa a colocou na condução, e eu não estava lá. Mas havia um motivo: estava transpondo a neve, rumo à escola, que ficava a uns três quilômetros de distância. Como eu não podia ir no ônibus, fui a pé. Quando a Larissa chegou à escola, dei-lhe um beijo e a levei para a sala de aula. Fiquei ali até ela se tranquilizar.

Enfrentar 25 graus negativos para acalmar minha menina foi mais do que natural. Não fiz isso porque gostasse de andar na neve ou porque imaginasse que um dia poderia contar esta pequena história num devocional. Enfrentei a neve porque a amo.

Fico pensando na jornada que Deus fez para nos tranquilizar. Em Cristo, Ele cruzou o espaço gelado e hostil a fim de estar conosco. O texto de hoje diz que o Filho veio do Pai e entrou no mundo, a grande escola da vida. Isso pode dar a impressão de que o Pai ficou no Céu apenas observando nossos temores. A realidade é outra: Deus estava em Cristo, que veio estar conosco.

O próprio Jesus enfrentou Seu dia de ir para a “escola”, a cruz, e sentiu-Se solitário. No mesmo contexto, depois de dizer que os discípulos O deixariam sozinho, Jesus completa: “Não estou só, porque o Pai está Comigo” (Jo 16:32). Deus não nos deixa sozinhos nem quando todos nos abandonam.

Ao embarcarmos rumo ao desconhecido, Deus nos tranquiliza. Ele não nos libera do aprendizado, mas promete estar ao nosso lado. Jesus acrescenta: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim” (Jo 16:33). Só a presença de Deus conosco pode pacificar nosso coração. Hoje, se você precisar tomar um ônibus amarelo, vermelho ou sem cor para a “escola”, não tenha medo. O Pai estará lá esperando para dar-lhe um beijo, ainda que Ele tenha que enfrentar 25 graus negativos ou cruzar toda a neve do Universo.

Marcos De Benedicto, 26/1/2016

Encenação ou dramatização - Ezequiel 12

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Ezequiel 12

Comentário Pr Heber Toth Armí 

A mensagem divina proclamada por diversos métodos deve representar todo esforço de Deus para alcançar o coração dos rebeldes pecadores.

1. Ezequiel deveria encenar o destino do rei de Judá, Zedequias: Juntar seus pertences na presença dos companheiros do cativeiro, cavar buraco na parede de sua casa à noite, e fingir estar fugindo cobrindo o rosto (vs. 1-7).

• Significado profético da dramatização: Diante de Babilônia conquistar tudo em Jerusalém, Zedequias arrumaria seus pertences pessoais visando fugir da cidade à noite. O exército de Babilônia o encontraria, furaria seus olhos, e o levaria cativo (vs. 8-16).

2. Ezequiel deveria encenar o destino dos judeus: Estremecer violentamente enquanto come e bebe com receio (vs. 17-18).

• O significado profético desta dramatização: Ao serem conquistados por Babilônia, os judeus seriam acometidos de ansiedade e desespero de tal forma que não tomariam suas refeições com satisfação (vs. 19-20).

Encenação ou dramatização “era um meio de transmitir informação a alguns que de outra maneira não escutariam. Muitas pessoas ouvirão somente o que lhes interessa. Algumas vezes devem receber novo conhecimento de forma surpreendente. Os cristãos devem ver a Ezequiel como um desafio a examinar nossos meios de comunicar o evangelho. Novos enfoques podem ser mais esclarecedores que os tradicionais” (L. John McGregor).

3. Ezequiel deveria explicar e corrigir interpretações equivocadas quanto às profecias anunciadas: O profeta deveria substituir o ditado contendo ceticismo por outro – contendo realismo imediato. Aos que criam em suas profecias para um futuro distante, o profeta alertou que teriam cumprimento iminente (vs. 21-28).

Alguns princípios extraídos do texto:

• Testemunho passivo não é ideal ao comunicador do evangelho. O missionário deve ter intencionalidade com criatividade ao evangelizar os rebeldes.

• A revelação divina deve ser comunicada ao mundo. Diz Davi Bosh: “A missão deve ser teológica, assim como a teologia deve ser missiológica”.

• Pregar nem sempre é evangelizar. Muitas vezes pessoas rejeitam não o evangelho que nós pregamos, mas o método que utilizamos para proclamá-lo.

• A criatividade na proclamação da mensagem do Céu aos habitantes da Terra deve ser parte essencial a todos aqueles que querem seguir o método bíblico sem se preocupar com os resultados.

• Explicação, correção e orientação também são importantes no evangelismo.

“Senhor, ajuda-nos a sermos evangelistas eficientes, para alcançarmos mais gente para Cristo” – Heber Toth Armí.

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O tema central da Bíblia

MEDITAÇÃO DIÁRIA Segunda-feira, 18 de janeiro O tema central da Bíblia Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que ...