sexta-feira, 29 de maio de 2020

Adoração – Salmos 117

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 117
Comentário: Pr.  Toth Armí

Este é o menor dos salmos, com uma mensagem que inclui o mundo inteiro. Eu e você somos contemplados nele.

“Uma compreensão correta deste salmo nos ajuda a dar o devido valor a pelo menos quatro privilégios do povo de Deus”, afirma Warren W. Wiersbe. Os quais ele destaca:

• Adorar a Deus (v. 1a): …Quando louvamos ao Senhor, não apenas Lhe falamos de Sua grandeza, mas também O elogiamos diante daqueles que ouvem nossos cânticos. A adoração e o louvor são as ocupações mais elevadas às quais podemos dedicar nossa voz e as atividades que nos ocuparão por toda a eternidade!

• Compartilhar o evangelho (v. 1b): …A Igreja de hoje deve levar a luz do evangelho a todo o mundo (Atos 13:47). Paulo cita esse versículo em Romanos 15:11, como parte de sua explicação sobre a relação entre a igreja e Israel. Os apóstolos e outros judeus cristãos da igreja primitiva louvavam ao Senhor tanto entre judeus quanto entre gentios (Romanos 15:9), conforme relata o Livro de Atos. Por meio desse testemunho cada vez mais amplo, muitos gentios vieram a crer em Cristo e passaram a louvar a Deus com os cristãos judeus (Romanos 15:10), pois cristãos judeus e gentios constituíam um só corpo em Cristo (Efésios 2:11-22)….

• Depender do grande amor de Deus (v. 2a): …Se não fosse pela bondade misericordiosa de Deus, ainda estaríamos em trevas, condenados à morte… Somos salvos pela graça e vivemos pela graça, dependendo exclusivamente da generosidade do Senhor em Jesus Cristo. Uma igreja arrogante é uma igreja fraca. Desfrutar o louvor dos homens é perder a bênção de Deus [ver Efésios 2:8-10; Lamentações 3:22]…

• Descansar nas promessas de Deus (v. 2b): …Quando Deus nos chama para fazer alguma coisa, Ele é fiel e nos ajuda a cumprir nossa missão (I Tessalonicenses 5:24). Confiar em nossa fé é o mesmo que crer na fé, mas confiar na fidelidade de Deus é crer no Senhor. Nossa segurança é a Palavra de Deus e o Deus da Palavra.

1, Deus não quer crentes enclausurados em quatro paredes, mas espalhados aos quatro cantos do mundo testemunhando do Seu gracioso caráter.

2. Deus não quer um povo exclusivista, mas inclusivista – que inclui todos os povos na adoração.

Sejamos crentes benevolentes! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

MAIS DE DEUS

MEDITAÇÃO DIÁRIA

29 de maio
MAIS DE DEUS

Rogo-Te que me mostres a Tua glória. Êxodo 33:18

Ao pé do monte Horebe, os israelitas esperavam pela volta de Moisés, que havia subido ao monte para conversar com Deus. Em um ímpeto de impaciên-cia, esqueceram-se das maravilhas realizadas pelo Senhor em favor deles. Em um gesto extremamente ofensivo Àquele que os libertara do Egito, fizeram, com a inaceitável aprovação de Arão, um bezerro de ouro para adoração. Com um misto de indignação e misericórdia, Deus informou a Moisés que não mais acompanharia o povo. A decisão era a expressão de Sua indignação pelo pecado cometido e também a manifestação de Sua misericórdia, uma vez que o povo seria poupado da destruição, caso voltasse a violar a aliança.

Como resultado, Moisés colocou a tenda da congregação fora do acampamento, indicando que a presença de Deus havia se afastado de Israel. Sem Ele, não teria o menor sentido prosseguir. A presença divina era mais preciosa do que tudo o que pudessem desfrutar em Canaã; melhor seria que morressem todos no deserto do que tentar avançar sem ela. Na vida, não chegaremos a lugar algum sem a direção de Deus!

Consciente dessa realidade, Moisés buscou o Senhor e foi contemplado pela graça infinita. A graça jamais falha. Sempre a encontraremos, se Dele nos aproximarmos em humildade e disposição para fazer Sua vontade. Em resposta, o líder de Israel obteve a confirmação da bendita companhia do Altíssimo. Poderia ter se dado como satisfeito, mas ele quis mais. Aproveitando aquele favor de Deus, Moisés não economizou em seu pedido e rogou por uma revelação completa: “Rogo-Te que me mostres a Tua glória.” Não se mostrou como mendigo pedindo centavos, quando sabia que podia obter uma fortuna.

Deus tem sempre mais para nos dar Dele mesmo. Pode não nos dar tudo, porque somos limitados para receber, assim como, por misericórdia, não mostrou toda Sua glória a Moisés. Nenhum ser humano sobreviveria a ela. Entretanto, colocando-se ao abrigo da rocha, Moisés teve um vislumbre daquela glória que, depois, foi completamente revelada a ele, ao ser ressuscitado e levado para o Céu.

A rocha em Horebe era símbolo de Cristo, nosso refúgio e salvação. Pela fé Nele, podemos ter uma visão pálida, “como em espelho” (1Co 13:12), da glória divina. Receberemos Dele cada vez mais ao buscá-Lo intensamente, em comunhão. Assim, “somos transformados de glória em glória, na Sua própria imagem” (2Co 3:18), até o momento em que O veremos face a face, em toda plenitude.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Quando estamos no limite - Salmos 116

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 
Leitura Bíblica – Salmos 116
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

O sofrimento aqui no mundo pode ser amenizado com um compromisso sério com o Deus que habita no Céu, que, apesar da distância de residência, Ele não mede esforços para nos atender em nossas necessidades.

Aqueles que creem, confiam e submetem-se a Deus através da oração suplicante possuem a mais nobre postura para receber grandes bênçãos derramadas das sublimes alturas celestiais. Temos muito que aprender de Davi ao humilhar-se ao extremo diante do Supremo Salvador, reconhecendo nossa tremenda necessidade de ajuda.

Matthew Henry divide da seguinte forma este Salmo:

1. A grande aflição e perigo em que o salmista estava que quase o levou ao desespero (vs. 3, 10-11);
2. O pedido que ele fez a Deus nessa aflição (v. 4);
3. A experiência que teve da bondade de Deus para com ele em resposta à oração:
a) Deus ouviu-o (vs. 1-2);
b) Deus teve compaixão dele (vs. 5-6);
c) Deus libertou-o (v. 8).
4. O cuidado que teve em relação ao reconhecimento que tinha de fazer pela bondade de Deus para com ele (v. 12):
a) Ele amaria a Deus (v. 1);
b) Ele continuaria a recorrer a Ele (vs. 2, 13, 17);
c) Ele descansaria no Senhor (v. 7);
d) Ele andaria diante dele (v. 9);
e) Ele pagará publicamente seus votos de ação de graças, nos quais reconheceria o terno cuidado de Deus para com ele (vs. 13-15, 17-19);
f) Ele continuaria a ser o servo fiel de Deus até o fim de sua vida (v. 16).

Muitos se desesperam por não aceitarem dar nenhum passo em direção ao Ser que tem a única solução para sua aflição.

• Uma vida desprovida de oração certamente será repleta de situações desesperadoras.

Outros encontram esperança/solução em Deus, porém, não avançam como Davi fez neste Salmo, em gratidão e ação de graças ao Salvador que operou em Seu favor.

• Precisamos reconhecer coisas sublimes Deus nos fez e permitir que o coração se incline ainda mais em devoção a Ele.

Quando estamos no limite, Deus nos salva; quando não sabemos o quê fazer, Deus nos auxilia; quando a morte nos amedronta, Deus nos acalma; quando ninguém nos ouve, Deus nos acode!

Por isso, devemos amar a Deus, ser-Lhe fiel, comprometer-se com Ele e adorar-Lhe! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

DE REJEITADO A HERÓI

MEDITAÇÃO DIÁRIA

28 de maio
DE REJEITADO A HERÓI

Então, Jefté foi com os anciãos de Gileade, e o povo o pôs por cabeça e chefe sobre si; e Jefté proferiu todas as suas palavras perante o Senhor em Mispa. Juízes 11:11

Tristes relatos de pessoas que sofrem discriminação são frequentes em nosso cotidiano. As queixas se repetem, de crianças e adolescentes sofrendo bullying a adultos vítimas de alguma humilhação. Etnia, posição econômica e social, aparência física, confissão religiosa; bem, a lista de causas é longa. Nos últimos anos, dispositivos judiciais foram elaborados para impor limites a muitas atitudes que, antigamente, eram consideradas apenas “brincadeiras inofensivas”.

Atualmente, existe forte cobrança da sociedade para que haja tolerância em relação a estilos de vida que contrariam os princípios bíblicos. Como cristãos, precisamos atentar para o fato de que a discordância em relação a esses comportamentos não nos isenta de cumprir o mandamento de amar todas as pessoas com o amor de Jesus (Jo 13:34). Devemos ser vigilantes sobre nós mesmos e depender da graça divina, a fim de que não sejamos traídos por nossa natureza pecaminosa sem amor.

A rejeição causa feridas emocionais profundas em suas vítimas, algumas das quais chegam ao extremo de tirar a própria vida. Jefté não chegou a esse ponto, embora inicialmente tivesse reagido muito negativamente à situação. Identificado como “valente”, valoroso, ele era filho de Gileade, homem rico e de nível social expressivo; porém, sua mãe era prostituta (Jz 11:1). Estigmatizado por isso, uma das consequências foi sua exclusão da herança da família paterna. Essa decisão o empurrou na direção de Tobe, para onde fugiu e se juntou a “um bando de vadios” (v. 3, NVI).

Deus tinha planos para Jefté. Em uma demonstração de que não existe situação desfavorável que não possa ser revertida pelo Senhor, Deus fez de Jefté um líder bem-sucedido. Levou-o de volta a Gileade, a convite dos líderes locais, como líder do povo israelita no confronto contra os amonitas. Vencida a batalha, Jefté foi empossado como comandante em Israel (v. 4-11).

Acaso, hoje estarei escrevendo a alguém que se sente vítima de alguma forma de preconceito? Lembre-se desta frase atribuída a Jean Paul Sartre: “Não importa o que os outros fizeram com você, importa o que você fez com o que os outros fizeram de você.” Sugiro que leve isso a Deus e não minimize Seu poder transformador. Se esse não for o seu caso, mas conhece alguém afetado por essa situação, reacenda no coração dessa pessoa a chama da graça. Ame-a.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Priorizem a Deus - Salmos 115

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 115
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Estudar profundamente as Escrituras robustece a fé, e fortalece a estrutura do indivíduo ao colocar em prática os princípios dali extraídos.

Os resultados são ainda mais evidentes quando cada crente entende que os receptores da mensagem divina são transmissores dessa mensagem para promover a vida da humanidade desfalecida.

Priorizar Deus em nosso viver diário é a melhor forma de passar nossa existência desde o berço até a sepultura. Reflita…

• As sábias instruções divinas nos dão suporte para nossas ações;
• As incomparáveis revelações escriturísticas dão o norte para nossas decisões;
• As elevadas informações inspiradas são úteis para rejeitarmos filosofias pagãs e religiões fraudulentas.

Antes de esboçar os pontos importantes do Salmo em foco, abra a tua mente para que sejas moldado pelas revelações do Senhor e não pelas informações humanas (ou pior, criadas pelos demônios).

1. Os ignorantes desprezam a Deus e provocam ao Seu povo; até o Senhor operar, deixando-os sem argumentos (vs. 1-3). Um dia os incrédulos terão que responder por suas atitudes e ficarão sem palavras.

2. Deuses falsos, imagens de esculturas de pessoas boas que morreram, ídolos, embora sejam de materiais valiosos, são obras das mãos humanas (vs. 4-8), que podem ter…

• boca, mas são incapazes de predizer o futuro;
• olhos, mas não velam pelo povo;
• ouvidos, mas não ouvem a aflição dos sofredores;
• nariz, mas não sentem cheiro das ofertas;
• mãos, mas não seguram nem abençoam nada;
• pés, mas não saem do lugar sem ajuda de alguém.

3. Há um enorme contraste na existência de quem deposita sua fé no Deus vivo e aqueles que confiam em insignificantes ídolos. É bem melhor servir a Deus corretamente (vs. 9-15).

4. A crença em imagens de esculturas (ídolos) tem muitas razões para ter sido aceita, a principal delas é a rejeição da crença de que os mortos se encontram inertes e, em silêncio absoluto. Nada sabem e nada fazem (vs. 17-18).

Não priorizar a Deus facilita a absorção de crenças espúrias, a aceitação de doutrinas falsas e ao terrível ato de criar deuses, que não passam de ídolos absolutamente inúteis. Pois, quando Deus não ocupa o primeiro lugar em nossa vida, inventamos, reverenciamos e adoramos o que não é Deus de fato.

Experimente: A presença divina certamente transforma nossa vida! – Heber Toth Armí.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

A AVÓ DA MORTE

MEDITAÇÃO DIÁRIA

27 de maio
A AVÓ DA MORTE

Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado gera a morte. Tiago 1:15

Depois de haver dito ser “bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação” (Tg 1:12), o apóstolo Tiago esclarece seus leitores de que tentação e pecado não vêm de Deus. O inimigo é o tentador e tem se ocupado em colocar diante de nós estímulos que nos convidam a pecar. No entanto, é fato que, em última instância, por causa de nossa natureza pecaminosa, somos nós quem decidimos ceder ao pecado. Nossos desejos mal administrados, a cobiça interior, nos levam a esse ponto.

Precisamos nos lembrar de que desejo e cobiça não são a mesma coisa. Existem desejos legítimos que podem e devem ser satisfeitos nos limites dos planos de Deus para a felicidade de Seus filhos. Não há pecado no mero desejo pelo bem, pela alegria, pela comida, pelo dinheiro ganho honestamente ou pelo vestuário. Mas, quando cedemos a isso de maneira imprópria, passando a desejar além da satisfação experimentada, transpomos o limite do legítimo e avançamos para o excesso, o ilegítimo. Isso é cobiça. É o desejo de ter o que não está a nosso alcance. Insatisfeito com o que tem, o cobiçoso deseja o que não tem nem pode ter, violando a lei de Deus, cujo décimo mandamento nos ordena a não cobiçar coisa alguma (Êx 20:17). Agir ao contrário disso é pecar.

Comentando a situação com que nos deparamos diariamente, Ellen White escreveu: “Vivemos em meio a uma epidemia de crime, diante da qual ficam estupefatos os homens pensantes e tementes a Deus em toda parte. A corrupção que predomina está além da descrição humana. Cada dia traz novas revelações de conflitos políticos, de subornos e fraudes. Cada dia traz seu registro de violência e ilegalidade, de indiferença aos sofrimentos do próximo, de brutal e diabólica destruição de vidas humanas” (A Ciência do Bom Viver, p. 142, 143).

Essa situação só pode ser explicada pela cobiça que impulsiona o ser humano sem Deus. Nas entranhas da nossa mente e do nosso coração, ela é a genitora do pecado em todas as suas expressões. O pecado por sua vez é o genitor da morte, em todas as suas formas. Todo ser humano que se entregue ao pecado deve refletir que, por esse caminho, será levado à morte moral, espiritual, temporal e, finalmente, eterna.

Precisamos de graça e sabedoria para que, exercitando corretamente nossa vontade, encontremos satisfação e felicidade plenas em Deus e em Suas provisões para nós. Assim, seremos libertos da cobiça.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

terça-feira, 26 de maio de 2020

Deus é por nós -Salmos 114

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 114
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

O Salmo em foco é arte antiga para revelar verdades eternas. “O salmista usa metáforas poéticas intensas para ensinar história e teologia, uma abordagem que estimula a imaginação e que toca o coração” comenta Warren W. Wiersbe; o qual divide o texto inspirado em quatro tópicos:

• Deus é por nós (v. 1);
• Deus está conosco (v. 2a);
• Deus está acima de nós (v. 2b);
• Deus está adiante de nós (vs. 3-8).

Se Deus é por nós precisamos decidir ficar ao lado dEle para que coisas grandiosas aconteçam em nosso favor. Se Deus está conosco precisamos ter sensibilidade para sentir Sua presença operando em nossa vida. Se Deus está acima de nós, temos um Ser superior a tudo em quem podemos confiar e nos aconselhar. Se Deus está adiante de nós, temos um guia para nos guiar daqui para o reino dos Céus…

Maior que o êxodo israelita é o êxodo do reino das trevas para o reino da luz; mais impactante que a libertação da escravidão babilônica é a libertação da escravidão do pecado. Embora o êxodo israelita liderado por Moisés seja real, serve como ilustração de um Libertador bem maior liderando os cristãos ao reino dos Céus…

Jesus é o caminho, a verdade e a vida; sem Ele ninguém chega a lugar algum que tenha real sentido. Ele é o Emanuel, Deus conosco; enviado do Pai para nos libertar do pecado e nos levar à Pátria Celestial. Ele é maior que Moisés, e mais poderoso que Josué. Seu reino é maior que o de Davi; e, Sua sabedoria ultrapassa a de Salomão.

Jesus é a verdade que nos liberta. Albert Einstein disse algo interessante sobre a importância da libertação: “Meço o valor de um homem pela medida em que ele se liberta de seu próprio eu”. Jesus morreu para que isso seja possível, para que tenhamos valor. Atualmente o povo de Deus é Sua igreja!

Deus pode…

• …mudar qualquer situação;
• …libertar-nos de qualquer escravidão;
• …outorgar-nos recursos humanamente impensáveis para nosso bem;
• …fazer qualquer coisa por aqueles que fazem Sua vontade.

Aceitar a graça divina implica ser livre de nossa desgraça! A presença de Deus em nossa vida faz uma diferença radical. Nossa busca por Sua vontade nos trará total felicidade.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

QUIETUDE E CONFIANÇA

MEDITAÇÃO DIÁRIA

26 de maio

  • QUIETUDE E CONFIANÇA


Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força, mas não o quisestes. Isaías 30:15

O comportamento de Judá sempre foi marcado pela inconstância. Muitas vezes o povo de Deus era encontrado estabelecendo alianças com potências do Norte e do Sul, aliando-se ora com a Assíria ora com o Egito. Em Isaías 30, o profeta denuncia mais um desses atos, que levou o reino a buscar ajuda no lugar errado. Isaías apelou para que os judeus rompessem a dependência do Egito e voltassem a confiar em Deus (v. 1, 2). Era inútil confiar em uma nação pagã, que rejeitava a palavra do Senhor, como garantia de segurança no futuro (v. 5-7).

Não há meio-termo quando o assunto é dependência de Deus. Ou confiamos inteiramente Nele ou confiamos na oposição a Ele. Nesse último caso, as dificuldades não tardarão em se avolumar, colocando-nos na trilha para o fracasso e a destruição, a menos que nos arrependamos e voltemos para a fonte de nossa força. Daí a advertência divina transmitida pelo profeta: conversão e sossego, tranquilidade e confiança em Deus, como segredo da vitória.

Conversão é retorno incondicional, sem reservas, a Deus. Nessa experiência, recebemos a paz e a serenidade que nos permitem esperar Nele, dissipando todo resquício de hesitação. Por ser gerador de confiança e força, o descanso, ou quietude, resultante da conversão a Deus nos liberta dos temores. Isso não significa eliminação automática dos obstáculos nem que devamos nos manter em passividade indolente. Significa dissipação da ansiedade, substituída pela certeza de que, no devido tempo, o socorro nos virá do lugar certo. O Senhor agirá favoravelmente à nossa causa.

Essa confiança abrange todos os aspectos da vida, é o segredo da paz e do poder. Desconfiar de Deus é se afastar Dele, é desviar-se da fé que tem Nele seu fundamento e seu alvo, para direcioná-la a recursos humanos falíveis.

O correto exercício do livre-arbítrio é fundamental nesse processo. Caso o povo se arrependesse e voltasse para Deus, descansando em Sua providência, confiando em Sua bondade e obedecendo às Suas ordens, a nação seria poupada, Infelizmente, eles não estavam dispostos. Mas o Deus que não desiste estava disposto a estender Sua misericórdia: “O Senhor espera o momento de ser bondoso com vocês; Ele ainda Se levantará para mostrar-lhes compaixão” (v. 18, NVI).

Até quando nossa teimosia nos manterá travando o combate espiritual com nossas armas ou com armas oferecidas por outros senhores?

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Louvar a Deus – Salmos 113

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 113
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Não há coisa tão boa quanto estudar a Bíblia e aplicar os princípios divinos em nossa vida, pena que muitos desprezam essa fonte de prazer.

Louvar a Deus é expressão de todo aquele que O conhece de verdade e mantêm relacionamento sério com Ele. Os Salmos deixam isso muito claro. Na sequência do saltério temos três grupos notáveis de louvores, conhecidos como “Hallel” (isto é, “louvor” em hebraico):

1. O Hallel egípcio (Salmos 113-116);
2. O grande Hallel (Salmos 120-136);
3. O Hallel final (Salmo 145-150).

Sobre o Salmo 113, Merril F. Unger divide assim “louvado seja o Senhor pelo que Ele é [vs. 1-6), e pelo que Ele faz” [vs. 7-9]. Duane A. Garret o compara “com o cântico de Ana em 1Samuel 2:1-10”. Após considerar estas informações, avance nesta reflexão. No que…

1. …nem todos os que dizem serem servos de Deus são de fato; portanto, devemos rever nossas atitudes diante dEle e então, começar a louvá-lO de todo coração.
2. …os desanimados e indiferentes precisam de incentivos para priorizar Deus em sua rotina diário.
3. …os ignorantes e esquecidos precisam ser informados ou lembrados dos grandes atos de Deus aos pequeninos da Terra.

O Salmo 113 tem impactante mensagem para fazer uma lavagem cerebral em quem está com a mente poluída de indiferença, entupida de entulhos imorais, e abarrotada de conceitos errôneos.

William MacDonald, declara: “Nosso Deus é infinitamente exaltado, e portanto, digno de louvor” e, então esboça:

• POR QUEM? Por todos os Seus servos (v. 1);

• COMO? Ao bendizer Seu nome, ou seja, agradecer-Lhe por tudo o que Ele é (v. 2a);

• COM QUE FREQUÊNCIA? Agora e para sempre, continuamente (v. 2b);

• ONDE? Em todo lugar, desde as terras onde nasce o sol até onde ele se põe (v. 3a);

• POR QUE? 1) Por sua grandeza (v. 4), 2) Por Seu caráter incomparável (v. 5) Por Sua visão ilimitada (v. 6).

Deus realmente merece ser adorado por todos, pois além dos pontos acima, o Salmo diz que Ele atende ao pobre em sua miséria, o coitado em sua desonra, e o infeliz em sua tristeza (vs. 7-9) – Deus exalta aos humildes! (Tiago 4:6; I Pedro 5:5).

Reavivemo-nos! O Majestoso Deus Se inclina para atender aos desventurados pecadores! Adoremos-Lhe! – Heber Toth Armí.



#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

Vingança

MEDITAÇÃO DIÁRIA
25 de maio
Vingança

Não te vingarás. Levítico 19:18

Característica da natureza humana desde que o pecado a maculou, a vingança tem sido muito discutida por estudiosos do comportamento humano. Para alguns, ela tem um lado positivo, quando a pessoa que se sentiu ofendida deixa de usar violência contra o suposto ofensor e prefere superar o problema, buscando o caminho da excelência. É o caso, por exemplo, de um empregado que se sentiu preterido em favor de outro diante de uma promoção no trabalho. Em vez de prejudicar o concorrente, trata de melhorar sua performance de olho em uma chance futura. Há também o exemplo de um atleta que, em algum momento, teve o desempenho questionado, mas decide dedicar-se ao máximo nos treinamentos, a fim de provar o contrário em ocasiões posteriores.

O aspecto negativo, de acordo com psicólogos, é que a vingança pode minar a capacidade de raciocínio e levar a pessoa ofendida à prática de ações impensadas contra o suposto ofensor, sob o impulso do ódio e do pessimismo. Ela vai se tornando mais insensível e fria, deixando de ver o lado bom das situações e das pessoas, passando a adotar o isolamento social. A isso, acrescentam-se males físicos, considerando que o desejo de vingança estimula a produção dos hormônios diretamente relacionados ao estresse e à ansiedade.

A Bíblia nos adverte contra o desejo e a prática da vingança, apresentando-nos a opção do amor, mesmo por quem nos ofende. Jesus foi claro quando ensinou: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5:43, 44). E Paulo acrescentou: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: ‘A Mim pertence a vingança, Eu é que retribuirei’, diz o Senhor” (Rm 12:19).

Somos ensinados a deixar todas as questões nas mãos de Deus; deixar que Ele seja o juiz de nossas causas. Pagar o mal com o mal suscita o mal, como uma bola de neve. O Senhor, justo e amoroso juiz, sabe como administrar todas as questões interpessoais. A Ele pertence o direito de premiar ou castigar, condenar ou inocentar. Quando tomamos a vingança em nossas mãos, também tomamos um direito que a Ele pertence; agimos nós mesmos em Seu lugar, como semideuses.

Sendo irmãos pelo mesmo sangue que verteu no Calvário, seria demais pensar em deixar nas mãos do Pai tudo o que ameace nossa paz?


Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

domingo, 24 de maio de 2020

Os que temem ao Senhor– Salmos 112

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 112
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Somente se Deus for temido e reverenciado como o primeiro em nossa vida, encontraremos sentido em nossa existência. Um estilo de vida desprovido das sábias instruções de Deus e distante de Sua presença resultam em dias frustrantes, tristes e deprimentes.

Martinho Lutero percebeu a importância da Bíblia para sua vida, por isso declarou: “Nas Escrituras, cada florzinha é uma campina”. Leia o Salmo 112, dedique tempo a meditar em cada sentença. Peça sabedoria para compreender essas sublimes palavras. Então, avance nesta reflexão…

Não há nada mais útil do que aprender e viver a mensagem oriunda do Céu. Observe com atenção estes pontos:

• Os que temem ao Senhor reverenciando-O acima de tudo serão bem-aventurados (v. 1);
• Os que têm seu prazer não nos barzinhos deste mundo, nem nas boates, danceterias, ou shows demoníacos, mas nos princípios divinos, serão benditos neste mundo (v. 1);
• Os que temem ao Senhor e têm prazer em Seus mandamentos terão filhos abençoados, estáveis, equilibrados e saudáveis (v. 2);
• Os que experimentam as bênçãos da obediência e da piedade vivem milagres neste mundo deprimente, tenebroso e corrupto – vivem na luz, apesar das trevas (vs. 3-4);
• Os que refletem o caráter gracioso, compassivo e justo de Deus serão ricamente abençoados em seus afazeres, não serão iludidos nem fracassados, nem mesmo abalados diante de rumores e fofocas (vs. 5-7);
• Os que colocam sua confiança em Deus somente agem com generosidade para com os carentes sem medo de serem prejudicados com isso, pois sabem que Deus cuidará muito bem de sua vida (vs. 8-9);
• Por outro lado, os que não temem a Deus, que não confiam em Suas providências, que apegam em recursos materiais e ignoram os princípios espirituais, verão que de nada valeu a pena em sua vida de egoísmo e vaidades (v. 10).

Viver sem Deus é ter uma vida oca, vazia, desprovida de satisfação. Sem as bênçãos de Deus e a segurança que Ele nos dá, nada preencherá nosso coração! Sejamos conscientes e, obedientes!

“Se alguém achar que a mensagem bíblica é irrelevante, e for com essa opinião para o túmulo, um dia irá descobrir que não existia nenhuma outra coisa que fosse mais relevante” (David Lloyd-Jones).

Coloque Deus em primeiro lugar para que tua vida tenha mais sentido! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

MARAVILHAS DA GRAÇA

MEDITAÇÃO DIÁRIA

24 de maio
MARAVILHAS DA GRAÇA

Meditarei no glorioso esplendor da Tua majestade e nas Tuas maravilhas. Salmo 145:5

Pessoas sentadas, imóveis, com as pernas cruzadas em posição de lótus, deitadas ou em outras posições exóticas em espaços públicos já não despertam a curiosidade. Nós as vemos e sabemos que estão imersas na prática da meditação, segundo suas crenças orientais. Às posições, elas associam técnicas específicas a fim de alcançar objetivos como relaxar e obter alguma ligação espiritual mística.

A prática da meditação também está presente na Bíblia, mas com enfoque diferente. Essa foi uma conduta habitual na experiência de Davi. A respeito disso, ele faz várias referências no livro dos Salmos. Por exemplo, o rei desejou que sua meditação fosse agradável a Deus (Sl 104:34). A lei e os preceitos divinos eram tema constante nessa prática (Sl 119:105; 48, 78). Também mencionou que ter a lei como assunto de sua meditação, “de dia e de noite” é característica do homem que teme ao Senhor (Sl 1:2). Há outros exemplos de personagens das Escrituras que também meditavam: Isaque (Gn 24:63), Pedro (At 10:19) e o próprio Jesus, que tomava tempo para meditar e orar (Mt 14:13; Lc 5:16).

Na meditação cristã, nós nos desligamos de tudo a nosso redor e, pela fé, entramos na presença de Deus. Permitimos que Ele nos fale, ouvimos a Sua voz e a Ele nos dirigimos, em um diálogo que amplia nossa visão espiritual e nos transforma, inspirando em nós a disposição de obedecer à Sua Palavra. Nessa experiência, saímos da teoria e vivenciamos de maneira prática o que significa ser amigos de Jesus. Então não damos nem mesmo um passo sem a certeza de que Ele vai conosco e fala conosco. Precisamos dessa experiência.

Em nosso texto, Davi nos lembra de temas para meditação: a grandeza e os feitos de Deus. Certamente, isso envolve as maravilhas da criação, na terra e no espaço, as intervenções divinas contra os inimigos e a maravilha da graça com que ele foi agraciado. A esse cenário somos levados pelo salmista. A imensidão do mesmo Deus, os sucessivos livramentos de que somos alvo e as maravilhas da graça que nos alcança devem capturar nossa mente, esvaziá-la de tudo o que é supérfluo e enchê-la de Deus.

Pensemos em Deus neste dia. Cantemos a Ele, relembremos e celebremos Seus feitos em nosso favor. Deliciemo-nos com as imagens do imenso quadro da natureza. Falemos a Ele, ouçamos Sua voz. Sejamos-Lhe agradecidos pelas maravilhas da graça com que nos envolve.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

sábado, 23 de maio de 2020

Busque a Deus- Salmos 111

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 111
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Eu não acredito que todos os que buscam a Deus na primeira hora do dia têm Deus como prioridade em Sua vida; mas, acredito que todos os que têm Deus como primeiro em sua vida dedicam as primeiras horas do dia para consagrar-se para as atividades rotineiras.

Suponho que muitos que dedicam a primeira hora do dia a Deus, O ignoram nas outras 23 horas do dia. Esse é um problema! Pois, como bem colocou o Dr. Adolfo Suárez, “Cristo é Senhor de tudo, ou não é Senhor de nada”.

O Salmo para nossa meditação é o 111. Pegue a tua Bíblia e cave-a fundo para extrair do texto sagrado preciosas lições para tua vida.

 Considere:

1. Deus faz tão grandes coisas pelos seres humanos desprovidos de graça que uma assembleia de justos deveria congregar-se para adorá-lO; Seus feitos são gloriosos e majestosos, todos deveriam considerar Suas obras e colocar o coração nelas (vs. 1-3);
2. Deus revela Sua imensurável generosidade e Sua magnífica piedade aos que O temem neste mundo de aflição e angústia (vs. 4-6);
3. Deus revela Seu caráter em Suas poderosas e bondosas ações para com os habitantes deste planeta. Ele é honesto, verdadeiro, fiel, reto e santo (vs. 7-9);
4. Deus é capaz de arriscar-se ao máximo a fim de resgatar ao pecador condenado à morte eterna. Ele deu Jesus, Seu único Filho, para pagar o preço de nossos pecados. Tem como ignorar um Deus assim? Tem como não louvar a um Salvador desse? (v. 10).

O ser humano neste mundo de pecado não teria esperança alguma se não fosse a Bíblia e o Deus que deixou-nos esse Livro.

1. Carecemos das magníficas obras de Deus para viver (vs. 1-3);
2. Precisamos dos graciosos recursos de Deus para que sejamos alguém (vs. 4-6);
3. Dependemos dos mandamentos de Deus para alcançar sabedoria (vs. 7-8, 10);
4. Necessitamos de libertação para salvar-nos da condenação de nossos pecados (v. 9).

Deus já merece nossa adoração pelo gracioso plano de salvação, ainda mais recebendo tantas outras bênçãos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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Frutos no deserto

MEDITAÇÃO DIÁRIA

23 de maio
Frutos no deserto

Plantou Abraão tamargueiras em Berseba e invocou ali o nome do Senhor. Gênesis 21:33

Tamargueira é uma árvore ou arbusto pertencente à família das tamarináceas. Cresce lentamente, tem a madeira macia, tronco retorcido e pequenas folhas verdes em forma de escamas, comprimidas perto dos ramos. Por essa razão, não sofrem grande perda de umidade pela transpiração, o que possibilita seu crescimento em desertos e dunas de areia. Trata-se de uma árvore resistente, provedora de sombra e frutos. Há, inclusive, uma espécie de tamargueira que, perfurada pelo inseto cochonilha, libera gotas de uma seiva semelhante ao mel. Em alguns lugares, essa substância é extraída e vendida como maná, que não é o do milagre mencionado em Êxodo 16.

A Bíblia diz que Abraão, ao fazer aliança com Abimeleque, plantou um bosque com tamargueiras em Berseba e ali invocou o nome do Senhor. Em Gibeá, Saul também se sentou à sombra de uma tamargueira (1Sm 22:6, NVI), tendo posteriormente sido sepultado com seus filhos sob uma árvore semelhante, em Jabes-Gileade (1Sm 31:13, NVI).

Versões bíblicas como, por exemplo, a Almeida Revista e Corrigida, traduzem Jeremias 48:6 da seguinte maneira: “Fugi, salvai a vossa vida; sede como a tamargueira no deserto”. Era o apelo profético que anunciava os juízos de Deus sobre várias cidades cujos habitantes haviam caído na maldade e na incredulidade. Elas seriam desoladas. A tamargueira ou arbusto, conforme versões modernas, indicava simbolicamente a resistência incomum diante de adversidades. A planta consegue sobreviver por aprofundar suas raízes ao máximo em busca de água.

Nós também devemos fixar nossas raízes em Deus, manancial de água da vida, e confiar Nele, acima de qualquer ajuda humana ou bens materiais. Ele é nosso socorro, fonte de força e certeza de vitória sobre as ameaças de inimigos, quaisquer que sejam eles. Somente em Deus superaremos a aridez que mina nossas energias espirituais.

A sequidão e a temperatura causticante do deserto não impedem que as tamargueiras floresçam, deem sombra e fruto, devido à capacidade de captar água a longas distâncias e absorver a luz do Sol. De igual modo, os cristãos não devem encontrar nas adversidades um empecilho a que produzam frutos por meio dos quais honrem a Deus e abençoem pessoas necessitadas de refrigério e nutrição espiritual.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Salmo Messiânico - Salmos 110

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 110
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Devemos estudar a Bíblia para encontrar Cristo nela, para que Ele transforme nossa vida transtornada pelo pecado. Isso só é possível mediante a ajuda do Espírito Santo, o qual está por trás de cada texto inspirado.

Martinho Lutero fez a seguinte declaração: “Da mesma forma como vamos até o berço tão-somente para encontrar um bebê, também recorremos às Escrituras apenas para encontrar Cristo”.

O Salmo 110 é evidentemente messiânico. É fácil encontrar Cristo nele. Glauber Araújo, em sua exegese do Salmo, conclui que ele “apresenta o Messias como um rei vitorioso na luta contra seus inimigos, bem como um sacerdote que ministra pelo povo perante YHWH. Ele recebe poder e honra de YHWH e se assenta à sua direita. De seu trono (Sião) Ele rege a nação e tem o apoio de seu povo que se une a Ele em suas batalhas. Seus inimigos lhe são subjugados e finalmente eliminados”.

Araújo ainda destaca que, “além da função de rei, [o salmo] agrega a função de sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Ele [Jesus] julga os povos e executa a sentença para finalmente obter a vitória total… Devido às várias referências encontradas no NT, entendemos que Ele está assentado à direita de Deus e, conforme o livro de Hebreus indica, é sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Esse salmo apresenta implicações cristológicas, eclesiológicas e escatológicas que devem ser consideradas dentro da luta de YHWH contra o mal”.

Esse salmo, declara o Comentário bíblico NVI de F. F. Bruce, “é o texto mais citado ou aludido no NT (cf. At 3.34,35; 1Co 15.25; Ef 1.20; Cl 3.1; 1Pe 3.22)… O autor aos Hebreus deu muito valor a este salmo; ele desenvolveu a aplicação do v. 4 ao fato de Cristo exercer o sacerdócio celestial, não araônico, depois do sacrifício do Calvário (Hb 1.3,13; 5:6-10; 6.20-10:21)”.

Conforme relata o Salmo, Jesus…

1. …como Rei está organizando Seu povo como um exército para obter juntos a vitória final, a qual será total, sobre Seus inimigos de todas as espécies (vs. 1-3).
2. …como Sumo Sacerdote julgará todos os reis e nações do mundo inteiro para eliminar o mal por completo do Planeta Terra (vs. 4-7).

Hoje, peça que Jesus reine em, e, interceda por tua vida! – Heber Toth Armí.

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APENAS CONFIE

MEDITAÇÃO DIÁRIA
22 de maio

APENAS CONFIE

Não temas, crê somente. Lucas 8:50

O capítulo 8 do evangelho de Lucas apresenta alguns episódios nos quais o medo transparece. O primeiro relata uma tempestade que apanhou Jesus e os discípulos no mar da Galileia. Calmamente, o Mestre dormia, enquanto os discípulos ficaram apavorados (v. 22-25). O segundo narra um milagre na terra dos gadarenos. Diante da libertadora presença de Jesus, os demônios que escravizavam um homem temeram e foram expulsos. A manifestação de poder e soberania de Cristo deixou as pessoas que assistiam à cena e os comerciantes de porcos, nos quais os agentes malignos encontraram morada, completamente assustados (v. 27-39).

Quem pode afirmar que jamais tenha temido coisa alguma? Embora a certeza da salvação pela graça de Jesus nos permita trilhar um caminho de brilhantes esperanças, ainda estamos no mundo. Isso nos expõe a perigos de todo tipo. Muitas pessoas nutrem algum nível de medo em relação à violência, instabilidade política e econômica, enfermidade, crise familiar, entre outras ameaças. Porém, conforme Franklin Roosevelt, “a única coisa que devemos temer é o próprio medo”.

Finalmente, temos Jairo que, angustiado, procurou em Jesus o socorro para a filhinha dele. Seu nome significa “quem Yahweh ilumina”. Era chefe da sinagoga, provavelmente líder dos anciãos, influente na comunidade, mas que trazia no peito o enorme temor da morte, uma necessidade além do que sua influência e religiosidade podiam suprir. Foi sob o peso desse fardo que ele, suplicante, atirou-se aos pés de Cristo. No trajeto para a casa do líder judaico, o Salvador ainda teve tempo de estancar a hemorragia de uma mulher sofredora (v. 43-48). Certamente apressado, temendo o passar do tempo, Jairo recebeu a pior notícia que poderia ter imaginado: “Tua filha já está morta, não incomodes mais o Mestre” (v. 49).

Contudo, acima dos temores e da própria morte está Jesus. Tendo-O sempre acessível, nada precisamos temer; apenas crer Nele, conforme Sua resposta ao desespero de Jairo. Quando “terrores de morte” nos assaltarem (Sl 55:4), devemos nos voltar a Cristo, que nos diz serenamente: “Não temas, crê somente”.

Aqui na Terra nunca teremos uma vida sem perigos ou ameaças, mas Jesus é nossa garantia contra os temores. Ele dissipa as tempestades da vida, põe os demônios em fuga e já venceu a morte por mim e por você.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Oração de um homem- Salmos 109

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 109
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Você já foi despedido do emprego por uma armação estratégica de alguém? Você sofreu punição porque alguém te acusou injustamente? Você já fez o bem e recebeu o mal como recompensa? Você já foi tratado com inveja, raiva e ódio por pessoas problemáticas?

Davi sofreu terrivelmente nas mãos de inconsequentes. Por isso ele fez orações em prol de justiça divina contra tais indivíduos. Antes de avançar, considere o sentimento de…

• …uma jovem que preserva sua pureza virginal para o casamento sendo estuprada por jovens frios e imorais, bêbados e drogados.
• …filhos que assistem ao assassinato de seus pais por delinquentes cruéis.
• …um pai que descobre que seus filhos estão sendo violentados sexualmente por amigos da família.
• …um membro da igreja que fica sabendo que seu líder religioso explora financeiramente os membros para adquirir drogas.

Davi indigna-se por coisas não tão ruins quanto estas. Observe o tipo de indivíduos que Davi tem em mente ao escrever esse salmo imprecatório (lista extraída da Bíblia de Estudo Andrews). Eles…

• Pervertem a verdade;
• Mentem;
• Acusam falsamente;
• Usam de má-fé na amizade;
• Odeiam;
• Atacam sem causa;
• Pagam o bem com o mal;
• Exploram os que lhes apresentam solicitações;
• São cruéis;
• Assassinam;
• Não ajudam aos necessitados;
• Menosprezam as pessoas;
• Abusam; e,
• Amaldiçoam o tempo todo.

Os cristãos não têm sangue de barata; contudo, não fazem justiça com as próprias mãos. Eles usam o recurso da oração. Observe…

1. O clamor do sofredor (vs. 1-5);
2. A intolerância à injustiça e ao pecado (vs. 6-20);
3. O anseio por justiça (vs. 21-29);
4. A aclamação ao Supremo Juiz (vs. 30-31).

Alguns pensam que salmos imprecatórios não são inspirados; outros, que eles estão ultrapassados aos cristãos, mas não aos judeus. Existem evangélicos que creem que eles sejam de natureza profética, não imprecatória; ainda outros alegam que eles devem ser entendidos figuradamente como sendo os sentimentos divinos no indivíduo que ora.

Entretanto, nenhum dos salmos perdeu sua relevância com a morte de Cristo. Sua morte ajuda-nos a ver relevância nas imprecações inspiradas. Revelando o que o pecado tem feito com um Ser puro, bondoso e santo ficamos ainda mais indignados, com mais aversão ao pecado.

Ao inclinarmos para falar de nossos sentimentos ao justo Juiz, levantaremos para, então, O exaltar. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí

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TEMPO DE PAUSA

MEDITAÇÃO DIÁRIA

21 de maio
TEMPO DE PAUSA

Então, foram a sós no barco para um lugar solitário. Marcos 6:32

Entre os mais de um bilhão de habitantes da China, país mais populoso do mundo, está Liu Shengjia. Ele vive sozinho na aldeia de Xuenshanshe, no norte do país, depois que as cerca de 20 famílias do lugar resolveram partir rumo a grandes centros em busca de melhores condições de vida. Liu preferiu ficar cuidando da mãe e de um irmão menor que morreram não muito tempo depois. Nem assim ele mudou de ideia. Sai apenas para comprar alimentos, diz ter superado o medo inicial do uivo noturno de cães selvagens e que está em paz com seu estilo de vida.

Faz alguns anos, uma equipe de geólogos encontrou em uma região da Sibéria o russo Karp Lykov e alguns remanescentes de sua família, seguidores da seita dos “velhos crentes”, ramificação da Igreja Ortodoxa Russa. Lykov foi “empurrado” para as matas pela perseguição aos membros da seita, que divergia da religião oficial. A família viveu 40 anos sem manter contato com mais ninguém, reinventando-se para atender às necessidades básicas de sobrevivência.

Esses são casos extremos que talvez não encontrem seguidores espontâneos nos dias de hoje, pois não parece comum alguém querer viver em solidão. Normalmente, ela é circunstancial. Por essa razão, quando somos por ela surpreendidos, sempre buscamos alguma companhia. Por outro lado, um sinônimo pouco empregado para a solidão expressa seu significado positivo, necessário, e que devemos buscar: solitude; isto é, o momento de afastar-se do burburinho e do corre-corre, para avaliar a vida, refletir e ter comunhão com Deus. Conforme afirmou Paul Tillich, “a solidão expressa a dor de estar sozinho. A solitude expressa a glória de estar sozinho” (The Eternal Now).

Jesus nos incentivou a ter essa experiência com Seu exemplo. Antes de iniciar Seu ministério, esteve por 40 dias a sós no deserto (Mt 4:1-11). Ao escolher os discípulos, orou a sós durante uma noite (Lc 6:12). A sós orou de madrugada (Mc 1:35). Ao lado dos discípulos, tendo atendido multidões, de modo que “não tinham tempo nem para comer”, convidou-os para descansar à parte e “foram sós […] para um lugar solitário” (Mc 6:31, 32).

Tão certo como fomos criados para os relacionamentos, não nos relacionaremos de modo benéfico com os semelhantes nem com nós mesmos, a menos que, a sós, realimentemos nosso relacionamento com Deus.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Deus cuida e abençoa Seu povo - Salmos 108

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 
Leitura Bíblica – Salmos 108
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

A Bíblia fala continuamente ao coração do leitor; na verdade, Deus fala diretamente ao pecador submisso que aplica seu coração ao estudo genuíno de Sua Palavra.

É possível que Davi tenha feito adaptações dos salmos 57 e 60 para a elaboração do salmo em questão. Os vs. 1-5 assemelham-se a Salmo 57:7-11; enquanto que, os últimos versículos são semelhantes a Salmo 60:5-12. A inspiração não é estática, ela é flexível dentro da revelação originada em Deus.

Até o tom e o objetivo do salmo mudaram após as adaptações realizadas por Davi da revelação recebida de Deus. “Para uso nosso”, diz Derek Kidner, “aqueles salmos anteriores podem muito bem servir para tempos de perigo pessoal ou coletivo, mas este é para tempos que exigem novas iniciativas e venturas de fé”.

A Bíblia não foi ditada! Warren W. Wiersbe faz esta aplicação contundente: “A verdade de Deus pode ser adaptada a situações novas, e cânticos podem se tornar um ‘cântico novo’ quando novos desafios são superados com uma teologia imutável”.

O conceito de revelação e inspiração deve ser melhor compreendido em nossa mente para não limitarmos o que Deus ampliou. Após essa explicação, foquemos nestes ensinamentos:

• Precisamos reavivar-nos para cantar exultantes louvores mesmo no escuro, na expectativa de um lindo amanhecer com Deus. Esse louvor extrapola as quatro paredes do lar tornando-se um meio de testemunhar ao mundo da imensurável misericórdia e fidelidade do Deus vivo e verdadeiro (vs. 1-5).
• Não é necessário as condições estarem como queremos para louvar a Deus; o salmista emite uma oração após louvar, onde fica evidente que era uma súplica em prol de seu povo que sofria nas mãos de opressores e não viam nenhuma luz no fim do túnel (v. 5).
• As orações despertam nossa esperança e confiança em Deus, nos faz relembrar do poder de Deus ao nos aproximarmos dEle. Deus cuida e abençoa ao Seu amado povo e promete-lhe a vitória sobre os inimigos e opressores (vs. 7-9).
• Da oração para os fatos, da esperança para a realidade, parece que Deus abandonou ao Seu povo. Esse é um problema que nós mesmos adquirimos por falta de discernimento (vs. 10-11).
• É preciso orar ainda mais para, então, celebrar as proezas que Deus fará (vs. 12-13).

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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VISÃO DA GLÓRIA

MEDITAÇÃO DIÁRIA

20 de maio
VISÃO DA GLÓRIA

Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Isaías 6:5

Nestes dias em que recebemos incentivos para despertar a “energia interior que existe em cada um de nós”, muitas pessoas parecem ter perdido o senso das próprias limitações, nutrindo arrogância e orgulho. Na vida espiritual isso é trágico. Jesus repreendeu a presunção e vaidade dos líderes religiosos que não eram coerentes e sinceros na prática da teoria que impunham aos ouvintes.

Devemos viver sob a consciência de que fomos comprados pelo preço da vida de Cristo, deposta em sacrifício na cruz. Entretanto, nenhum bem existe em nós (Rm 7:18), e a constante dependência da graça divina é nossa segurança.

O profeta Isaías exemplificou o sentimento de indignidade pessoal diante da glória de Deus e experimentou a maneira pela qual o Senhor trata aqueles que se reconhecem na mesma situação. O rei Uzias governou durante 52 anos (2Rs 15:1, 2; 2Cr 26:1), em parte dos quais Isaías exerceu seu ministério profético. Durante a maior parte do tempo, ele foi um bom rei, seguindo os passos de seu antepassado Davi. Contudo, tendo-se fortalecido, sucumbiu ao orgulho, entrou no templo e ofereceu incenso, usurpando atribuição exclusiva dos sacerdotes. Como consequência de seu ato, ficou leproso e morreu no ano 740 a.C. (2Cr 26:16-23).

Preocupado com os rumos da nação, Isaías foi ao Templo em busca de orientação divina. Nesse contexto, teve uma revelação da glória de Deus. No entanto, a reação do profeta foi diferente da presunção de Uzias. Reconheceu-se indigno diante do esplendor descortinado diante dele. A visão do Senhor no trono e de serafins exaltando o Rei imortal o levou a entender a própria indignidade. “Ai de mim! Estou perdido!”, humildemente exclamou.

Ele sabia que era pecador e, sendo assim, não subsistiria na presença do Santíssimo. Mas, nas palavras de Troy Fitzgerald, “na hora mais escura, Deus conduziu Isaías ante Seu trono e ofereceu uma visão de glória ao profeta. Porém, em vez de lhe dar um conjunto de ordens de marcha que sem dúvida o oprimiriam, Deus lhe ofertou uma abundância da graça que lhe permitiu ficar em pé” (Perguntas de Deus Para Você, p. 168).

Ninguém que tenha uma visão correta de si mesmo, diante da santidade de Deus, permanece a mesma pessoa. Em humilde confissão é aceito, perdoado e purificado. Essa experiência está sempre a nosso alcance.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

terça-feira, 19 de maio de 2020

Deus é Misericordioso - Salmos 107

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 107
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

O livro de Salmos está dividido em cinco livros menores:

LIVRO I – Salmos 1-41
LIVRO II – Salmos 42-72
LIVRO III – Salmos 73-89
LIVRO IV – Salmos 90-106
LIVRO V – Salmos 107-150

O Salmo 107 é a abertura do quinto e último livro dentro do Livro de Salmos. Sua introdução (vs. 1-3) “dá ao salmo seu âmbito histórico na grande libertação de Israel do exílio, o tema sobre o qual o restante do salmo dá as variações. A palavra ‘remidos’ traz ecos do costume que obrigava o parente a se interpor para livrar seu aparentado próximo da dívida ou da escravidão. Deus fizera exatamente aquilo; e a palavra ‘congregou’ responde precisamente à oração de 106:47. Esta combinação entre a petição e a resposta tem persuadido alguns expositores que os Salmos 105-107 formam uma trilogia, a despeito da fronteira tradicional entre os Livros IV e V, contando a história da graça de Deus na Sua escolha e cuidado de Israel (105), Sua longanimidade e castigos (106) e, finalmente, Sua recuperação da nação (107). Kirkpatrick indica que há um elo entre os três na expressão ‘as terras’, que cristaliza a promessa (105:44), o castigo (106:27) e o salvamento (107:3)” (Derek Kidner).

O Salmo nos oferece quatro quadros em que pessoas experimentaram o livramento do Senhor quando clamaram com fervor: Os…

• …perdidos e errantes do deserto (vs. 4-9);
• …presos/cativos/escravos (vs. 10-16);
• …enfermos/doentes (vs. 17-22);
• …marinheiros solapados por tempestade violenta (vs. 23-32).

Deus está no controle de tudo e pode agir em qualquer adversidade, contudo, precisamos clamar a Ele com sinceridade (vs. 33-42).

Derek Kidner conclui seu comentário deste Salmo dizendo que “o livro de Oseias encerra-se com uma nota semelhante a esta [v. 43]: uma lembrança sóbria no sentido de não sermos levados pela eloquência, numa resposta pouco profunda àquilo que Deus fez em profundidade, ou na participação puramente imaginativa num capítulo da história. Neste quadro quádruplo da qual houve livramento, o leitor deve se reconhecer a si mesmo, e é a fidelidade de Deus que agora deve louvar com nova compreensão”.

Conforme o Salmo, Deus é…

• Bom;
• Misericordioso/gracioso;
• Fiel;
• Libertador/salvador;
• Abençoador.

Deus nos liberta das nossas aflições e nos redime dos nossos pecados para que O louvemos e anunciemos a Sua salvação (vs. 1-3). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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O “JUSTO” CARRANCUDO

MEDITAÇÃO DIÁRIA

19 de maio
O “JUSTO” CARRANCUDO

Olha! Todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu, serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Lucas 15:29, NVI

Certo homem muito influente na comunidade de fé caiu em pecado. O impacto foi tremendo! Os irmãos ficaram perplexos, mas expressavam o desejo de que logo ele fosse restaurado. Depois de alguns meses, a reação de alguns quando o pecador decidiu voltar foi surpreendente! Nem todos acreditavam na mudança e achavam que as provas de reconversão eram insuficientes. Felizmente, o homem foi reintegrado.

Sempre há pessoas com critérios particulares de justiça no trato com pecadores. Muitas vezes, sentindo-se superiores à luz dos próprios feitos, olham com desprezo aqueles que devem ser alvo do amor e da misericórdia. Na parábola, o filho mais velho personifica esse comportamento, semelhante ao que demonstravam os líderes religiosos daquele tempo para com as pessoas carentes de ver um raio de luz da graça perdoadora. É a carranca da justificação própria e do perfeccionismo legalista em contraste com o sorriso da graça em festa.

Se a reivindicação de sua parte na herança, feita pelo filho mais novo, era uma ofensa equivalente a dizer ao pai: “Eu desejava que você estivesse morto”, não menos cruel foi a atitude do filho mais velho, recusando-se a participar da festa para o irmão e discutindo com o pai diante dos convidados. Na cultura oriental, o respeito ao pai era fundamental. Além disso, segundo as regras de hospitalidade prevalecentes, talvez a aldeia inteira tivesse recebido convite. Ao filho mais velho cabia unir-se aos demais familiares nas boas-vindas aos convidados.

Contudo, tendo trabalhado esperando ganhar o favor do pai e da comunidade, se empenhado em obter o reconhecimento moral e se sentindo preterido, optou por desnudar seu lado egoísta e cheio de justiça própria. Ele não sabia apreciar a graça que busca, espera, recebe, abraça e restaura. Ao sair à sua procura, o pai ouviu a amarga contestação. E explicou que ele também podia ter tudo o que era da família, “como concessões imerecidas do amor”, não como pagamento pelos serviços prestados (Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 210).

Quem quer que tendo deixado o lar e para ele voltado arrependido é nosso irmão, filho do mesmo Pai. Parafraseando a escritora Carolyn Arends, ser motivo de uma festa promovida pela graça, para celebrar o retorno de alguém à casa do Pai, é um privilégio. Ser convidado a preparar e participar do banquete e do acolhimento ao pródigo é um presente de valor igual. Sob hipótese nenhuma o recuse!

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Deus em primeiro lugar -Salmos 106

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 106
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

A falta de reavivamento pleno está na vida desprovida de arrependimento genuíno. A falta de arrependimento nos dias atuais se deve ao fato de que Deus não é mais prioridade na vida de muita gente.

• Colocar Deus em primeiro lugar não significa apenas dedicar as primeiras horas do dia a Ele, embora aquele que O coloca em primeiro lugar não começará o dia sem buscar Sua presença.
• Colocar Deus em primeiro lugar é não colocar absolutamente nada mais como prioridade o dia inteiro. Nada na agenda nem de manhã, nem de tarde e nem de noite deve ocupar o lugar de Deus. Colocar Deus acima de tudo o que fizermos significa colocá-lO em primeiro lugar em nossa vida.
• Colocar Deus em primeiro lugar significa buscar Sua vontade acima de quaisquer das nossas vontades e desejos, sejam estes ruins ou bons. Porém, muitos do povo de Deus não têm Deus como prioridade em todas as coisas.

O que acontece com pessoas que não colocam Deus em primeiro lugar?

1. Praticam naturalmente o pecado sem perceberem a consciência acusando-os (v. 6);
2. Esquecem as orientações dadas por Deus no início da jornada espiritual (vs. 7-12);
3. Ignoram a providência divina evidente nos difíceis desertos da vida (vs. 13-18);
4. Desprezam a Deus com práticas que ferem Seus preciosos princípios de adoração (vs. 19-23);
5. Esquecem que Deus guia nos momentos críticos que exigem decisões e atitudes importantes (vs. 24-27);
6. Ignoram aos mandamentos de Deus quando os prazeres e as seduções pecaminosas parecem falar mais alto e forte ao coração e aos ouvidos (vs. 28-31);
7. Provocam aos líderes que Deus deixou para o bem de Seu povo (vs. 32-33);
8. Ignoram partes da missão divina, se acomoda e relaxa espiritualmente (vs. 34-39);
9. Sofrem as consequências dolorosas de atitudes espirituais mesquinhas (vs. 40-46).

“Por haverem deixado de executar Seu propósito [de Deus], tornaram-Lhe impossível cumprir as promessas de bênção. Não está fazendo o mesmo a igreja hodierna?” indaga Ellen G. White.

Pelo amor que Deus tem pelo povo negligente, somos motivamos a um louvor por Sua misericórdia e bondade no início do Salmo (vs. 1-5); e, advertidos com uma súplica por restauração oriunda do arrependimento, no final (vs. 47-48).

“Senhor, restaura-nos, reaviva-nos! Amém!” – Heber Toth Armí.

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AMOR SEM LIMITES

MEDITAÇÃO DIÁRIA

18 de maio
AMOR SEM LIMITES

Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. Lucas 15:20

O segundo pródigo na parábola do filho pródigo é o pai. Pródigo em amor, misericórdia e graça. Enquanto o filho esbanjava os bens que deveria ter retido, aguardando a chance para melhor e mais recompensadora utilização, o pai represava no coração uma cachoeira de amor, esperando o momento de abrir as comportas e extravasá-la sem contenções. Esse momento chegou. Ele, que não se cansava de olhar no horizonte todos os dias, finalmente pôde enxergar ao longe a silhueta em farrapos do filho que voltava. Reconhecendo-o, correu a seu encontro, abraçou-o e o beijou.

A atitude do pai quebrou todo o protocolo cultural do Oriente Médio naqueles dias, ao fazê-lo se despojar de tudo, da própria dignidade, para expor seu amor e perdão, antes mesmo que o filho dissesse qualquer coisa. A iniciativa do retorno foi do filho necessitado; a disposição de reconciliar foi do pai. Pessoas de respeito, na posição dele, não corriam. Ele era um patriarca idoso, rico, que tinha autoridade, prestígio e trajava-se com roupas longas e especiais. Assim, o normal era caminhar com sobriedade e elegância.

Contudo, ele estava tão ansioso pelo regresso do filho que correu o mais rápido que pôde. Correndo, teria que levantar um pouco as vestes e mostrar as pernas. Algo inadmissível para um patriarca daquele nível! Mas ele o fez. Não há limites para o amor de um pai. Esse é um exemplo notável a pais em conflito com filhos rebeldes. Nada de impor condições, levar em conta convenções sociais, quando está em jogo a salvação deles. Justamente à semelhança do que o Pai Celestial faz em relação a nós.

O abraço e o beijo que selaram o reencontro foram seguidos da restauração completa: “Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés” (v. 22). Roupa e anel representam a reintegração à condição de antes, como se nada tivesse acontecido. Não seria apenas mais um trabalhador, mas o filho que sempre foi. A vergonha foi escondida pela graça perdoadora. O pai a tinha assumido com seu despojamento.

Você se lembra de algo parecido e que envolveu o Senhor da glória, você e eu? Na cruz, Jesus Se expôs à situação vergonhosa por amor de nós. O benefício eterno é nosso. Estávamos mortos e recebemos nova vida; perdidos e fomos achados. Dele somos filhos e filhas. Pela graça, herdeiros de tudo o que Ele tem. A festa é nossa!

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

domingo, 17 de maio de 2020

Ações De Deus Salmos 105

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 105
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Ações de Deus em prol de Seu povo

Meditar, refletir, discernir e relembrar os atos divinos na história humana nos fortalece a fé, nos dá convicção para testemunhar de Sua existência, amor e graça e, também nos dá segurança ao olhar para o futuro de nossa vida, família e igreja com esperança.

O Comentário bíblico F. F. Bruce destaca que “o povo de Deus se encontra para adorá-Lo. Esse salmo foi designado para ser um meio do Seu louvor. O seu tema geral é a fidelidade de Deus para com as Suas promessas (v. 8, 42). A história sagrada de Israel é esboçada de tal forma que destaca a lição espiritual de que Ele é absolutamente confiável e capaz de salvar e proteger”.

Do começo ao fim Deus esteve envolvido com Seu povo. Em cada fase do trajeto Deus esteve atuando. Deus não mudou. Ele continua fiel e gracioso como sempre foi. Como Derek Kidner destaca, os eventos do Salmo são:

• A promessa de uma terra (vs. 8-11);
• Proteção para os patriarcas (vs. 12-15);
• José abre caminho (vs. 16-22);
• Israel no Egito (vs. 23-25);
• Moisés e as pragas (vs. 26-36);
• O êxodo (vs. 37-42);
• A conquista [da terra prometida] (vs. 43-45).

Os Salmos 105 e 106 estão interligados. E, contém inúmeras lições para nos ensinar: “Amigos, lembrem-se da história e aprendam. Nossos antepassados foram guiados por uma nuvem e conduzidos milagrosamente através do mar […]. Mas experimentar as maravilhas e graça de Deus não pareceu significar muito, porque muitos deles foram vencidos pela tentação no terrível deserto, e Deus não ficou satisfeito” (I Coríntios 1:1-5).

Ellen G. White afirma que “a experiência de Israel, a que o apóstolo faz alusão nas palavras acima, e segundo é registrada nos Salmos 105 e 106, contém lições de advertência que o povo de Deus nestes últimos dias precisa especialmente estudar”.

Vamos estudá-las? Observe algunas…

• Ao relembrar as ações de Deus em prol de Seu povo nos enche o coração de satisfação (vs. 1-3);
• Ao relembrar as obras de Deus em benefício de Seu amado povo nos faz aumentar nossa confiança nEle (vs. 4-6);
• Ao relembrar a origem e a trajetória do povo de Deus nos fará ter uma base sólida para nossa fé (vs. 7-45).

Avance… Escreva outras lições que você aprendeu! Compartilhe-as!– Heber Toth Armí.
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O CHIQUEIRO E O KEZAZAH

MEDITAÇÃO DIÁRIA

17 de maio
O CHIQUEIRO E O KEZAZAH

Irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Lucas 15:18

As três parábolas encontradas em Lucas 15 retratam o interesse de Deus por pessoas que não costumamos valorizar. Pessoas que se afastam do Senhor, perdem-se e, por isso mesmo, tornam-se alvo de Seu amoroso esforço para resgatá-las. O fato de serem achadas por seu verdadeiro Proprietário, bom Pastor e Pai se torna motivo de alegria no Céu. A última das três parábolas, a do “filho pródigo”, é uma das histórias bíblicas mais queridas e conhecidas. Embora o título da parábola chame atenção para um personagem, os outros dois também se mostraram pródigos: um em virtudes; o outro, defeitos.

O filho pródigo é um protótipo de todos quantos ainda hoje amargam consequências devastadoras resultantes de escolhas drásticas. Em sua derrocada moral, social, material e espiritual, ele jamais poderia culpar fatores externos por seu fracasso. Não poderia se dizer vítima de ambiente, pressões culturais, família mal estruturada, educação deficiente ou quaisquer outros aspectos. Ele mesmo escolheu seu caminho. Idealizou, determinou, refletiu, planejou e o buscou.

Ao ferir o coração do pai solicitando-lhe sua parte na herança, ele sabia o que queria: ser autossuficiente, descobrir na prática o que em sua mente significava ser livre para satisfazer desejos e viver sem restrições. E assim foi. O resultado disso é conhecido e visto se repetindo todos os dias.

Tendo a fome batido às portas, o encontrou sem dinheiro, esbanjado com amigos e amigas, glutonaria e bebedice. Então, trabalhar e comer com porcos foi o que lhe restou. Não havia lugar mais baixo do que o chiqueiro. Dali, conseguiu ver apenas uma saída: voltar para os braços do pai. Mas teria que enfrentar a própria vergonha e a humilhação imposta pelo kezazah. Esse era um ritual por meio do qual a comunidade mostrava seu repúdio à pessoa que, tendo escolhido deixá-la, desperdiçasse os bens entre os gentios. No eventual retorno de quem o fizesse, o povo reunido quebraria um vaso de barro diante dele, como símbolo do desprezo e indignação.

Entretanto, “miserável como era, o pródigo achou esperança na convicção do amor do pai”. De fato, ninguém espera em vão nesse amor. Não importando quem seja, o que faça ou até onde vá um pródigo pecador, “uma cadeia dourada, a graça e compaixão do amor divino, é atada” a seu redor (Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 202).

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

sábado, 16 de maio de 2020

Deus glorioso, idealizador, criador e sustentador

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 104
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Faz muito bem aos seres pensantes erguerem seus olhos para além dos problemas desta vida e das angústias da alma humana para contemplar a beleza de um Deus que nos ama.

Uma análise do renomado teólogo Paul R. House reza:

“O salmo 104 comemora a criação de Yahweh e o cuidado que Ele tem com a terra. É difícil imaginar uma declaração mais completa acerca de quão longe vai o interesse divino pela ordem criada. Toda a história começa com o Senhor, que num momento específico começou todos os acontecimentos. Louvor é a resposta natural de todos os que compreendem a importância de reconhecer Yahweh como o único criador e sustentador”.

O salmo em análise oferece grandes verdades. Derek Kidner não exagera quando declara que “parece que o salmo [104] foi escrito para ser companheiro [do salmo 103] (a julgar pela abertura e encerramento, que se equiparam nos dois salmos). Juntos, os dois louvam a Deus como Salvador e Criador, Pai e Sustentador, ‘misericordioso e poderoso’. Na galáxia do Saltério, estas são estrelas gêmeas da primeira grandeza”.

Após estas preciosas informações, observe estes tópicos teológicos extraídos do texto inspirado:

• Deus é glorioso e magnífico (vs. 1-4);
• Deus é o idealizador, criador e organizador do Planeta Terra (vs. 5-6);
• Deus é o sustentador e o provedor da vida no mundo vegetal, animal e humano (vs. 10-23);
• Deus é dono da plenitude da sabedoria evidentes em suas múltiplas obras criativas (vs. 24-26);
• Deus é o mantenedor e o zelador de Suas criaturas (vs. 27-30);
• Deus é merecedor do louvor de toda a criação, entretanto somente o ser humano foi criado com capacidade de reconhecer isso. Contudo, somos ingratos quando não O louvamos (vs. 31-35).

Há muitos eruditos que percebem uma lógica sequencial deste Salmo em comparação com o relato da criação em Gênesis. Porém, vamos além: “A fluência do salmo segue livremente a ordem da criação, como relatada em Gênesis 1.1-31, mas conclui (v. 35) com uma alusão aos fatos do final dos tempos, registrados em Ap 20-22” (John MacArthur).

O Deus que criou o que o diabo estragou restaurará tudo à sua forma original. Hoje podemos ser novas criaturas (II Coríntios 5:17) aguardando novos céus e nova terra! (II Pedro 3:13) – Heber Toth Armí.

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Disciplina cheia de graça

MEDITAÇÃO DIÁRIA

16 de maio
Disciplina cheia de graça

Caia eu, pois, nas mãos do Senhor, porque são muitíssimas as Suas misericórdias, mas nas mãos dos homens não caia eu. 1 Crônicas 21:13

Davi sempre foi altamente favorecido por Deus. Enfrentou animais ferozes e um gigante e os venceu. Sobreviveu às artimanhas de Saul contra ele. Tendo assumido o trono de Israel, levou o reino a prosperar. Opositores internos e externos foram dominados, embora, à semelhança de todo mortal, o rei também tivesse cometido erros.

Um desses momentos nublados da vida de Davi foi quando ele ordenou que se realizasse um censo da nação israelita. Na primeira menção a esse fato, é dito que o Senhor permitiu que o fizesse (2Sm 24:1), considerando que a Bíblia, às vezes, atribui a Deus aquilo que Ele não impede. Na segunda, a intromissão de Satanás é claramente referida (1Cr 21:1).

Recenseamentos não eram incomuns aos israelitas. Deus mesmo ordenou que Moisés o fizesse (Êx 30:12; Nm 1:2, 3; 26:2-4). Entretanto, no caso de Davi, o gesto pareceu ter a motivação de se gloriar no poder humano, quando Deus já lhe havia concedido provas de Sua direção nos negócios do reino. Isso foi pecaminoso. Embora advertido por Joabe sobre o perigo que seu ato representava, o rei não recuou. A resposta do desagrado divino sobre a nação não tardou.

Humildemente, Davi reconheceu: “Pequei muito!” Foram dadas a ele três opções de castigo: duas por meio de inimigos humanos. E a terceira, diretamente do Senhor. Familiarizado com as guerras e a impiedade humana, o rei entendia que, mesmo castigando, Deus é infinitamente mais gracioso. Escolheu a última alternativa.

É sempre assim. Somos propensos a assumir o papel de juízes implacáveis em relação a nossos semelhantes, enquanto Deus mescla justiça e misericórdia em Seu trato com eles e conosco. Estamos sempre julgando e condenando pessoas, sem nos preocuparmos em calçar seus sapatos e, de seu ângulo, avaliar tudo quanto as afeta. Adultos se esquecem de que foram crianças, adolescentes e jovens. Professores não se lembram de que foram alunos, patrões se esquecem de que foram empregados. Pais perdem de vista o tempo em que foram filhos. Em um conflito interpessoal, assumimos posição de um lado sem ouvir o outro.

Somos moldados pela disciplina de Deus, justamente porque nela sentimos o afago restaurador de Sua misericórdia. Não há um só ato da parte do Senhor que não seja motivado e conduzido com amor. Isso devemos imitar em todo trato com nosso semelhante.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Viva Simplesmente

MEDITAÇÃO DIÁRIA

14 de maio
Viva Simplesmente!

Contentem-se com o que vocês têm. Hebreus 13:5, NVI

A simplicidade é uma virtude que anda de mãos dadas com outras. A ela estão ligadas a franqueza, naturalidade e transparência dos nossos atos. Nada de afetação. Mas isso parece trafegar na direção contrária ao pensamento contemporâneo que nos impõe a ideia de que o melhor da vida se resume no acúmulo de coisas e na sofisticação do comportamento, geralmente ao preço da falta de paz, excesso de ansiedade e prejuízos, inclusive relacionais. Esses são apenas alguns frutos pouco saborosos que podem ser colhidos. Essas pessoas necessitam reencontrar o caminho da simplicidade que liberta dessa pressão consumista e permite ter paz de espírito.

Contudo, há o risco de se levar a simplicidade ao extremo, associando-a à conduta ascética, de renúncia dos recursos que conferem relativa qualidade à vida. O Senhor sempre quis abençoar Seu povo, reservando para os israelitas o que de melhor eles poderiam ter desejado. Moisés descreveu: “Porque o Senhor, teu Deus, te faz entrar numa boa terra, […] em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; […]. Comerás, e te fartarás, e louvarás o Senhor, teu Deus, pela boa terra que te deu” (Dt 8:7, 9, 10).

Jesus Cristo disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10:10). Nele encontramos vida de qualidade, espiritual e material. Ele nos ensina e ajuda a colocar as coisas materiais em sua verdadeira perspectiva, permitindo-nos possuí-las na medida em que sejam úteis para nosso bem-estar, sem deixarmos que elas nos possuam ou nos escravizem. Portanto, devemos exercer vigilância, a fim de que o interesse pelo material não seja um obstáculo em nossa corrida em busca do que nos satisfaz espiritualmente. Podemos ser libertos do labirinto das coisas e encontrar verdadeira alegria na simplicidade do que Deus, em Sua providência, nos conceder.

Depois de ter estado conosco durante alguns dias, justamente quando me aposentei, minha neta Luísa, então com cinco anos, voltou para casa levando as notícias: “O vovô Zinho não vai mais trabalhar. E ele tá rico! Comprou um carro, me levou ao parquinho e comprou dois sacos de pipocas!” Quanta pureza nessa expressão de contentamento com coisas simples, na mente infantil! Nenhum adulto precisa estacionar especificamente nesse nível, mas precisamos aprender a viver contentes e agradecidos pelo que temos.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Render Graças – Salmos 103

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 103
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Nossas orações podem ser individuais ou coletivas; pessoais ou nacionais; secretas ou públicas; para nosso próprio favor ou em favor dos outros (intercessora), mas nunca de forma egoísta e/ou desprovida de sinceridade.

O Comentário Bíblico Africano observa que “no salmo 102, o salmista expressou a Deus desânimo e aflição profundos sobre sua situação pessoal e a de sua nação. No salmo 103, muda de tom e agradece pelas muitas bênçãos que Deus concedeu a ele e à nação”.

• Sempre que orarmos extraindo palavras do fundo do coração, crendo que de fato Deus nos atende, certamente seremos atendidos; porém, tanto quanto somos atendidos devemos ser agradecidos.
• Sempre que orarmos por nós, deveríamos interceder por amigos, colegas de trabalho/escola, vizinhos, conterrâneos e pelas nações para que Deus atue para o bem de todos.

O Salmo em apreço pode ser dividido em três partes:

1. Devemos render graças a Deus por diversas razões. Devemos falar de nós mesmos e entregar-nos à reflexão para relembrar cada um dos benefícios que recebemos misericordiosamente de Deus (vs. 1-5). O salmista nos ajuda:
a) Ele perdoa cada um dos nossos pecados;
b) Ele cura cada uma de nossas doenças;
c) Ele nos liberta e salva de qualquer situação;
d) Ele nos coroa com amor e misericórdia;
e) Ele nos envolve com bondade;
f) Ele nos restaura e vivifica em Sua presença.

2. Devemos, como igreja ou como nação, coletivamente render graças ao Senhor (vs. 6-18); porque…
a) Ele faz justiça aos oprimidos da sociedade;
b) Ele não nos trata como merecemos, mas com misericórdia, amor, bondade e graça;
c) Ele perdoa nossos pecados, Jesus é Seu presente para nos livrar da condenação;
d) Ele sabe de nossas limitações, fraquezas e rebeldias, e nos trata como um Pai bondoso, mas firme para nos orientar e transformar.

3. Devemos nos unir aos seres de todo o Universo para render louvores ao Soberano Senhor (vs. 19-22):
a) Os exércitos de anjos louvam e obedecem ao Senhor, devemos nos unir a eles;
b) Todos os seres viventes do Universo devem louvar ao Criador.

Faça das palavras conclusivas do salmista as tuas palavras: “E você, ó minha alma, esteja pronta para falar bem do Eterno” (v. 22).

Senhor, ajuda-nos a louvar-Te como mereces! Amém. – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 14 de maio de 2020

SOBRE A ROCHA

MEDITAÇÃO DIÁRIA

14 de maio
SOBRE A ROCHA

Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Mateus 7:24

Essas palavras de Cristo fazem parte da comparação que Ele fez entre o homem prudente e o insensato em relação à aceitação ou rejeição de Seus ensinamentos. O insensato ouve, mas não aceita nem prática Suas palavras. É como alguém que constrói sobre a areia: vem a chuva e destrói a construção. O prudente ouve, aceita e prática Suas palavras. É como quem edifica sobre a rocha. A casa resiste às tormentas.

Essa casa nos faz pensar na vida edificada com bom senso, fundamentada nos princípios da Palavra de Deus. Permanecerá inabalável durante as tempestades ameaçadoras da existência. Também pode ser o lar, construído sobre a Rocha dos séculos, Jesus Cristo. Esse é o fundamento seguro no qual a família deve ser instituída e desenvolvida. Estando firmada sobre a Rocha, ela prevalecerá contra o tsunami de conceitos ultraliberais que jorram do mundo.

Ao relatar essa declaração de Cristo, Lucas acrescentou uma expressão significativa: o homem prudente “cavou fundo” (Lc 6:48, NVI). Isso implica intencionalidade, perseverança, tempo e esforço no trabalho de edificação.

Construir a família sobre a Rocha é tornar Cristo o centro e a razão de tudo no relacionamento entre esposo, esposa e filhos. É não dar um passo sem Ele; não tomar decisões sem a certeza da aprovação Dele. É convidá-Lo pela manhã, em busca de proteção, orientação e guia; continuar com Ele em todas as atividades, e louvá-Lo em gratidão no fim de cada dia.

Construir a família sobre a Rocha é rejeitar usar o material mundano – valores e máximas, a sensualidade e a ideia de ajuntamento descartável.

Finalmente, construir a família sobre a Rocha é aprender a perdoar com o perdão de Jesus, aceitar o outro como Ele aceita e amar com o amor divino. Esse tipo de amor simplesmente ama. Não está fundamentado em motivação egoísta nem depende de coisas que o passar do tempo leva consigo. Descobre valores infinitos em seres finitos. Não é sentimentalismo vazio, mas um princípio elevado e santo.

Lembre-se disto: “Só em Cristo é que se pode com segurança entrar para a aliança matrimonial. O amor humano deve fazer derivar do amor divino os seus laços mais íntimos. Só onde Cristo reina é que pode haver afeição profunda, verdadeira e altruísta” (Ellen White, A Ciência do Bom Viver, p. 358).

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Adoração – Salmos 117

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse  Leitura Bíblica – Salmos 117 Comentário: Pr.  Toth Armí Este é o menor dos salmos, com uma m...