domingo, 30 de abril de 2023

O RICO E LÁZARO

 O RICO E LÁZARO

Deus conhece o coração de vocês; [...] aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus. Lucas 16:15

Uma parábola não conta necessariamente uma história real. O que interessa é a lição espiritual que ela apresenta. Esse é o caso da parábola do rico e Lázaro, narrada em Lucas 16. Nela os mortos têm olhos, dedo e língua. Estão vendo, falando, ouvindo, pensando e sentindo. O Céu e o inferno estão separados, mas tão próximos que é possível aos habitantes de um desses lugares ver o que acontece no outro e se comunicar com os que estão lá. Tudo em evidente desacordo com o que a Bíblia fala sobre o estado dos mortos (Ec 9:5, 6, 10; 1Ts 4:16, 17). 

Histórias como essa eram comuns tanto no Egito quanto na Palestina. Jesus utilizou uma delas para ensinar algo importante. Nos primeiros versos desse capítulo, Jesus conta uma parábola ensinando que não podemos servir a Deus e às riquezas ao mesmo tempo. Os fariseus avarentos não concordaram e zombaram Dele. Para eles, a prosperidade era um sinal do favor de Deus. A adversidade e a pobreza eram indicativos de que a pessoa estava sob a condenação divina.

Foi esse o contexto da parábola. Nela há um claro contraste entre um homem abastado e um indigente. O rico se veste como um rei. Cada refeição é um banquete. Ele tem cinco irmãos e se preocupa com eles. Em suma: ele tem riquezas, muitas coisas e bons relacionamentos. Se os fariseus estiverem certos, depois de sua morte ele irá para o Céu. 

O outro, Lázaro, é miserável. Não tem moradia. Vive ao relento à porta da casa do rico. Seu corpo está coberto de feridas. Não tem família nem recursos para o mais básico: a alimentação. Vive de sobras, disputando migalhas com os vira-latas que lambem suas feridas. Se os fariseus estiverem certos, quando Lázaro morrer, irá para o inferno.

No fim da parábola, para surpresa de todos, acontece exatamente o oposto. O rico se perde, e o indigente herda o reino de Deus. Isso nos serve de alerta. Não ponhamos o coração no dinheiro e naquilo que ele pode comprar. Façamos o bem com o que Deus nos deu e confiemos unicamente em Sua graça para nossa salvação.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

30 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-rico-e-lazaro/
https://youtu.be/AcaQzVcgkx4

Jó 36 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 36
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 36 – Embora possamos não entender as razões pelas quais enfrentamos situações complexas, difíceis e dolorosas, Deus tem planos perfeitos e não desperdiça oportunidade para ensinar-nos preciosas e valiosas lições, que enriquecem a vida e a fé.

Até a presença de Eliú teve seu valor no relato inspirado. Sua “aparição é marcada por uma ascendência ilustre que, possivelmente, o liga a Abraão (Buz era sobrinho de Abraão; Gn 22:21) e até mesmo faz dele um antepassado de Davi (Rão era antepassado de Davi; Rt 4:19). Diferente dos três amigos de Jó, que eram edomitas, Eliú era definitivamente um hebreu. Por isso, ele começou o seu discurso afirmando que havia recebido inspiração divina direta (Jó 32:6-10) que, finalmente, o levou a falar contra os homens mais velhos e, presumivelmente, mais sábios (Jó 32:11-22)”. Todavia, em Jó 35 e 36, ele retrata “uma imagem sombria de Deus, descrevendo-O como um Ser distante, muito longe da esfera humana e sem nenhum interesse na vida individual da humanidade”, informa Clifford Goldstein.

Isso explica porque Eliú forneceu “uma última defesa do Senhor, personificando e ampliando as crenças teológicas do grupo” (Paul House).

Da perspectiva de John Hartley, Eliú ofereceu quatro pontos fundamentais:

1. O sofrimento pode ser uma medida disciplinar visando salvar Jó de um destino pior (33:19-33).
2. Jó não deveria questionar ou culpar Deus (34:5-9).
3. Deus governa de forma justa (34:10-30).
4. Jó deveria prestar atenção aos ensinamentos de Deus e meditar sobre Seus propósitos (36:5-37:24).

Como os cinco sábios desconheciam que “Jó foi apanhado no meio de um desafio celestial” (Jó 1 e 2), era impossível acertar em suas afirmações. Mesmo que Eliú estivesse abordando a pedagogia do sofrimento (Jó 36:1-23) e a majestade de Deus (Jó 36:24-33), ainda estava limitado desprovido da informação dos dois primeiros capítulos do livro de Jó. Conquanto, “embora Eliú introduza algum elemento novo, enfatizando a natureza instrutiva do sofrimento, ele pouco defende ou altera radicalmente a perspectiva dos demais amigos”. Desta forma, “como os outros, ele não admite, na sua teologia, um Deus que permite que o íntegro, o puro [Jó 1:1-5], sofra”, salientou House.

Limitados como Eliú, corremos riscos de aderir a seus conceitos; entretanto, Deus almeja ampliar nossa compreensão através do estudo do livro de Jó. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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sábado, 29 de abril de 2023

CUIDADO!

 CUIDADO!

Tenham cuidado para que ninguém venha a enredá-los com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo. Porque Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. Colossenses 2:8, 9

No ano 62 d.C., o pastor Epafras viajou para Roma. Precisava encontrar Paulo, a fim de receber orientação para enfrentar uma heresia que já havia afetado alguns irmãos da igreja de Colossos (Cl 1:7, 8; 4:12, 13). Ela ainda não tinha um nome, mas no segundo século seria conhecida como gnosticismo – do termo gnosis, que significa “conhecimento”. Esse falso ensino misturava o evangelho com o misticismo oriental e ideias judaicas.

O gnosticismo ensinava que Deus havia criado vários seres espirituais de diversas categorias, os quais tinham realizado a criação material e serviam de intermediários entre Ele e a humanidade. Cristo seria apenas um deles. Assim, o gnosticismo negava a encarnação, a divindade de Cristo e a redenção efetuada por Ele na cruz. Também afirmava que a salvação era obtida por meio de um conhecimento superior – alcançado só por uns poucos –, e não pela fé. Avaliava a matéria como má e incentivava o desprezo pelo corpo. Valorizava a prática de cerimônias e abstinências judaicas e o culto aos anjos. Essa heresia assediou a igreja por 150 anos. O Novo Testamento contém oito epístolas que buscam desmascará-la.

Então, guiado pelo Espírito de Deus, Paulo escreveu uma carta à igreja de Colossos, na qual combatia esses falsos ensinamentos e expunha a majestade de Cristo e a perfeição da redenção efetuada por Ele. Nela, o apóstolo declarou que em Jesus “temos a redenção, a remissão dos pecados”, que Ele “é a imagem do Deus invisível” e que “tudo foi criado por meio Dele e para Ele. […] Nele tudo subsiste. Deus achou por bem que […], por meio Dele, reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a Terra, quer nos Céus” (Cl 1:14-17, 19, 20).

Hoje, há muitos falsos ensinos com outros nomes e propostas atrativas. Alguns deles aparentando muita erudição, mas todos com o mesmo objetivo: afastar-nos do caminho de Deus. Cuidado! Escolha permanecer com Cristo e Seu puro evangelho. Assim você estará seguro. 

MEDITAÇÃO DIÁRIA

29 de abril

https://mais.cpb.com.br/meditacao/cuid

ado

https://youtu.be/0puB8n7pP2Q

Jó 35 Comentário

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Jó 35

Comentário: Pr. Heber Toth Armí

JÓ 35 – Aquele que repreende aos outros precisa ter ciência e consciência que pode estar absurdamente mais equivocado quanto àqueles a quem intenta repreender.

• Eliú repreende Elifaz, Bildade e Zofar por não persuadirem a Jó com seus argumentos.

• Eliú repreende Jó por declarar inocência perante Deus, diante das tragédias vivenciadas.

“O discurso de Eliú abrange seis capítulo do livro de Jó (32-37). É o mais longo discurso ininterrupto de todo o livro. Começa após o término da fala de Jó (31:40) e é motivado por uma declaração quádrupla sobre a ira de Eliú. Essa manifestação se encontra na introdução prosaica do discurso dele (32:1-5) e merece um comentário: Eliú entendia a declaração de inocência de Jó como uma tentativa de autojustificação arrogante. Ele também estava irado com os três amigos, pois eles não haviam conseguido convencer Jó de sua culpa. Todo o seu discurso surgiu da ira, que não é um bom ponto de partida para nenhuma discussão, mesmo se apresentada como santa e justa” (Clifford Goldstein).

• A ira motivou Eliú a preocupar-se mais em provar estar certo do que oferecer consolo/ajuda a Jó.

• A irritabilidade levou Eliú a introduzir seu discurso em Jó 35 com perguntas retóricas bastante agressivas, insinuando que Jó era presunçoso ao falar a Deus como falava.

• A fúria de Eliú o fez discursar com autoritarismo e arrogância, repreendendo Jó por suas acusações “injustas” diante de Deus (Jó 35:4-16).

A acusação dele a Jó é que “abre a sua boca para dizer palavras vãs; em sua ignorância multiplica palavras” (Jó 35:16). Isto é uma autoacusação projetada em Jó! A projeção é um conceito psicológico que descreve um mecanismo de defesa em que uma pessoa atribui a outra seus próprios sentimentos, desejos, impulsos ou pensamentos indesejados ou não reconhecidos.

Nesse sentido, quando Eliú emitiu tal acusação estava projetando a si mesmo na pessoa de Jó. Seu discurso foi o mais longo (multiplicou palavras), não conseguia definir o assunto do sofrimento como gostaria, e falava palavras vãs porque desconhecia fatos além de sua compreensão (Jó 1-2). 

A projeção faz o acusado sentir-se injustiçado e incompreendido. Assim, supondo ser sábio, Eliú agia como tolo, ferindo ainda mais o pobre, miserável, sofredor e coitado Jó.

Cuidemos para não projetar nossas falhas aos outros! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz


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sexta-feira, 28 de abril de 2023

CUIDADO COM A LÍNGUA

 CUIDADO COM A LÍNGUA

Põe guarda à minha boca, Senhor; vigia a porta dos meus lábios. Salmo 141:3

Quando eu era um jovem pastor e trabalhava na região que hoje é o Mato Grosso do Sul, várias vezes passei por uma estrada de chão batido e vi uma placa de metal, fixada no alto de uma árvore, à entrada de um sítio. Com grandes letras, a placa dizia: “Homem ou mulher fuxiqueiro ou que leva e traz, favor não entrar no meu lote.” Eu não me preocupava com algum erro de português naquela escrita, mas ficava imaginando o que de tão grave acontecera para a pessoa chegar a colocar uma placa com aqueles dizeres bem na entrada de suas terras. Também ficava considerando que é correto ter a mesma atitude de indisposição diante de boatos e calúnias.

A Bíblia nos apresenta os resultados do mau uso da língua. Na meditação para este dia, destacamos dois deles. De acordo com Provérbios, uma das atitudes que Deus mais detesta é quando alguém “semeia discórdia entre irmãos” (Pv 6:19). Abominável para Ele é alguém usar sua língua para separar as pessoas.

Outro resultado nefasto é o prejuízo que incide sobre aquele que está difamando. Lemos em Provérbios: “O que fala demais arruína a si mesmo”, e “a boca do tolo é a sua própria destruição” (Pv 13:3; 18:7). Sobre isso, Ellen G. White escreveu: “A maledicência é uma dupla maldição, que recai mais pesadamente sobre quem fala do que sobre quem ouve. Quem espalha as sementes da dissensão e discórdia colhe em sua própria vida os frutos mortais. O próprio ato de olhar para o mal nos outros desenvolve o mal em quem olha” (Obreiros Evangélicos, p. 479).

Deus espera que não aceitemos afronta contra o nosso próximo (Sl 15:1, 3) e que sequer suspeitemos mal dele (1Co 13:5). Deus deseja que esperemos e creiamos no melhor (1Co 13:7). O conselho inspirado é: “Cultivem o hábito de falar bem do próximo. Detenham-se sobre as boas qualidades daqueles com quem vocês estão associados e olhem o quanto menos possível para seus erros e fraquezas. Quando tentados a se queixarem do que alguém disse ou fez, louvem alguma coisa na vida ou caráter dessa pessoa” (Obreiros Evangélicos, p. 479).

Hoje, você pode contar com a ajuda de Deus nessa área de sua vida. Peça que Ele o ajude a guardar sua boca e a vigiar a porta de seus lábios.

Jó 34 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 34
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 34 – Em qualquer debate é necessário ser justo, coerente e leal. Contudo, isto é raro na esfera humana. Por bem intencionado que um indivíduo seja, pode falhar ao tentar colocar suas próprias opiniões.

Veja Eliú, que após ouvir o debate longo de Jó, Elifaz, Bildade e Zofar, quis contribuir com o tema do sofrimento. Porém, na ânsia de estar certo, comete erros, como qualquer ser humano.

Nos seus dois primeiros discursos (Jó 33 e 34), das três vezes que fez referência ao que Jó disse, uma vez colocou palavras na boca de Jó que Jó nunca proferiu, outra vez ele acertou, mas na terceira deturpou a citação de Jó. Eliú afirmou:

• “Você disse ao meu alcance; eu ouvi bem as palavras: ‘Estou limpo e sem pecado; estou puro e sem culpa” (Jó 33:8-9). “Jó não havia dito isso”, afirma o comentário da Bíblia Andrews. Quem, na verdade disse algo nesse sentido em referência à Jó, foi Zofar (Jó 11:4).

• “Jó afirma: ‘Sou inocente, mas Deus me nega justiça. Apesar de eu estar certo, sou considerado mentiroso; apesar de estar sem culpa, Sua flecha me causa ferida incurável’” (Jó 34:5-6). “A citação está correta desta vez (ver 6:4; 27:2)” (Bíblia Andrews). Porém, ignora fortes declarações de fé expressas por Jó (Jó 19:25-27).

• “Pois diz: ‘Não dá lucro agradar a Deus’” (Jó 34:9). Na verdade, Eliú faz “uma distorção” do discurso de Jó, pois, em realidade, “Jó havia dito que os perversos pensam que a vida é assim (21:15)” (Bíblia Andrews).

Eliú tenta falar em nome de Deus, todavia perverte as falas do homem de Deus. Além de acusado pelos três velhos amigos, Jó era mal compreendido por Eliú, que sugeria ser mediador entre ele e Deus (Jó 33:23-24).

Devemos estar alerta com que faz citação do que os outros disseram. Considere:

• A integridade numa discussão depende de honestidade intelectual onde qualquer citação de alguém deve ser precisa e justa.
• Uma citação fora do contexto pode mudar completamente sentido original das palavras; portanto, é importante considerar todo o contexto que envolveu originalmente a citação.
• Não é correto distorcer a fala do outro para manter nosso ponto-de-vista!

Cuidado! Pior que distorcer as palavras de uma pessoa, é distorcer a Palavra de Deus (II Pedro 3:16). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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quinta-feira, 27 de abril de 2023

CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS

 CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS

Cuidado com os falsos profetas, que se apresentam a vocês disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Mateus 7:15

Sabendo do valor do dom profético, Satanás começou bem cedo a enviar seus mensageiros, os falsos profetas, com o intuito de confundir e arruinar as pessoas. Com frequência, esses representantes do maligno usam um pouco de bondade e de verdade misturadas com o erro. Assim, seu poder de persuasão é maior. Aqueles que estão sendo iludidos olham para as coisas boas que o tal profeta diz ou faz e imaginam que ele seja um mensageiro de Deus, não percebendo que essa porção de verdade ou de bondade visa apenas disfarçar o engano.

Certa vez, Ezequiel foi incumbido por Deus de profetizar contra os falsos profetas. Em sua mensagem, encontramos algumas informações sobre eles: (1) suas visões eram mentirosas; (2) eles profetizavam coisas de seu coração, que de fato não haviam visto, era pura adivinhação; (3) o Senhor não os enviara; (4) a obra deles visava ao engano, e Deus estava contra eles (Ez 13:1-10).

Jesus também nos alertou a respeito dos falsos profetas. Ele declarou que eles pareceriam ovelhas, mas seriam, de fato, lobos vorazes (Mt 7:15). Eles alegariam vir em Seu nome (Mt 24:5), seriam em grande número e conseguiriam enganar muita gente (v. 11).

Os apóstolos acrescentaram que os falsos profetas surgiriam de dentro do próprio povo de Deus. Pedro escreveu: “Assim como surgiram falsos profetas no meio do povo, também haverá falsos mestres entre vocês. Eles introduzirão heresias destruidoras” (2Pe 2:1). Paulo, falando aos anciãos de Éfeso, alertou: “Eu sei que, depois da minha partida, aparecerão no meio de vocês lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que até mesmo entre vocês se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás de si. Portanto, vigiem” (At 20:29-31).

Como vimos, desde os dias do Antigo Testamento até hoje, tem havido falsos profetas. Eles estarão em atividade até que Cristo venha pela segunda vez. Com seus enganos, eles têm desviado muitos do caminho verdadeiro. Por isso, enquanto aguardamos o retorno do Salvador, tenhamos cuidado. Vigiemos a fim de permanecer na verdade. 

MEDITAÇÃO DIÁRIA

27 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cuidado-com-os-falsos-profetas/

https://youtu.be/X7H-uynWF_E

Jó 33 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 33
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 33 – Sem submissão total à revelação de Deus ficaremos tateando nas trevas da ignorância, acreditando sinceramente possuir inteligência.

Eliú faz tentativas de oferecer respostas às perguntas e dúvidas de Jó sobre a natureza de Deus e o propósito do sofrimento. Para isso, segue uma estrutura tripartite em seu discurso ao deprimente Jó:

Introdução (Jó 33:1-7):

• Eliú apresentou-se como quem tem mensagens de Deus para Jó.
• Seu propósito visava convencer Jó a ouvir suas palavras.
• Ele garantiu que seria sincero e só falaria a verdade.

Conteúdo do discurso (Jó 33:8-30):

• Eliú repreende Jó por alegar impecabilidade diante de Deus.
• Argumenta que todos os humanos são merecedores de punição por serem pecadores.
• Reforça a tese de Elifaz, Bildade e Zofar, porém, vai além ao argumentar que Deus pode enviar aflições para corrigir e disciplinar as pessoas.
• Ele enfatiza a importância de ouvir a voz de Deus e arrepender-se perante Ele.

Apelo final (Jó 33:31-33):

• Primeiramente, incentiva Jó a falar.
• Imediatamente, incentiva Jó a calar-se.
• Eliú pretende ensinar sabedoria a Jó.

Em síntese, parece que Eliú queria falar sem interrupções, convicto que suas palavras eram tão poderosas, importantes e relevantes que não deveriam ser interrompidas, ou contestadas. Isso sugere que Eliú achava-se dono da verdade, e não estava nem um pouco aberto a questionamentos ou dúvidas. Tal atitude revela uma pequena janela para a complexidade das relações interpessoais, indicando a perplexidade das discussões e comunicação humanas.

Será que atualmente existem pessoas como Eliú? Analise: Pessoas como Eliú...

• Acreditam que suas opiniões e perspectivas são as únicas corretas.
• Não dão abertura a questionamentos que confrontem suas opiniões.
• Falam demais.
• Não consideram importantes as opiniões alheias.
• Criticam e mal interpretam as ponderações dos outros.

Observe que, “Jó disse que não mentia (6:30), que não era perverso (10:7), que era justo e reto (12:4) e que não havia desobedecido a Deus (23:11-12), mas em nenhum momento afirmou ser irrepreensível. Persistiu em asseverar sua integridade (2:3; 27:4-5), mas nunca declarou ser perfeito. Na verdade, negou que o fosse (9:20-21). A premissa de Eliú [33:9] era equivocada, pois confundiu as palavras de Jó com as de Zofar [11:4]” (Warren Wiersbe). Ou seja, nem todo...

• sincero fala com sinceridade!
• mensageiro de Deus fala a Palavra de Deus!

Cuidado, vamos reavivarmo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.
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quarta-feira, 26 de abril de 2023

CUIDADO AO AVALIAR

 CUIDADO AO AVALIAR

Não julguem. Mateus 7:1

Julgar é avaliar. Essa é uma capacidade concedida por Deus aos seres humanos, e nós a usamos constantemente. Precisamos avaliar situações com as quais nos deparamos, objetos que pretendemos comprar e até pessoas que cogitamos contratar para algum serviço ou com quem sonhamos ter algum tipo de relacionamento. De fato, é impossível viver nesse mundo sem efetuar julgamentos. Não é isso que Jesus está condenando. Nesse mesmo capítulo, logo depois, Cristo nos diz que devemos avaliar e julgar aquelas pessoas que se apresentam como profetas, porque algumas delas, embora disfarçadas de ovelhas, são como lobos vorazes por dentro (v. 15).

Podemos avaliar alguém pelos frutos – aquilo que fica evidente e é percebido por nós (v. 16, 17) –, mas não o que está em seu coração. O que está sendo proibido é a avaliação das motivações das pessoas e o julgamento com base em critérios pessoais.

Também é verdade que, por vezes, falamos mal do próximo porque julgamos mal, e julgamos mal porque tiramos conclusões apressadas sem possuir todos os elementos necessários. Devemos estar cientes de que a falta de informação pode comprometer nosso entendimento da realidade. Como consequência, isso pode afetar nossas decisões e os procedimentos que iremos adotar.

Geralmente as questões problemáticas com as quais nos deparamos podem ser abordadas a partir de outros pontos de vista, e estes precisam ser considerados. Em outras palavras, é necessário que busquemos conhecer tudo que for possível sobre um caso antes de tomarmos uma decisão. Isso vale tanto para os assuntos pessoais quanto para aqueles que envolvem um grupo de pessoas, como é o caso das comissões de todo tipo.

Além disso, boatos passados adiante são repetidamente acrescidos de exageros e detalhes que, de fato, não ocorreram. Como diz o ditado, “quem conta um conto aumenta um ponto”. Algumas vezes, quando temos pouca informação sobre um caso, é comum permitirmos que nossa imaginação trabalhe para preencher o que está faltando e, a partir daí, aceitarmos isso como expressão da realidade. Somente Deus sabe quanta tristeza, dor, desavença e ira tem sobrevindo ao mundo por causa desse procedimento. Por isso, antes de julgar alguém, pense bem. Não promova o mal, nem para si mesmo nem para os outros.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

26 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cuidado-ao-avaliar/
https://youtu.be/E-HaZq66TTE

Jó 32 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 32
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 32 – A retórica, como arte da comunicação, se usada com sabedoria, integridade e graça, não para manipular e enganar os ouvintes, pode ser de grande valia para transmitir ensinamentos divinos.

Eliú foi comunicar nato, que deve ter ficado calado devido a sua pouca idade diante de grandes e experientes sábios em seus discursos rebuscados. Porém, ao ouvir atentamente os quatro preletores – Jó, Elifaz, Bildade e Zofar – defendendo suas posições, ficou indignado e decidiu quebrar o silêncio deixado por Jó. Iniciou seu monólogo com técnicas de retóricas e linguagem poética, visando envolver sua audiência e exercer influência com uma mensagem memorável e impactante!

É possível perceber que Jó insinuava ser mais justo que Deus. “Jó havia afirmado que ele estava certo, e Deus, errado”, por isso Eliú não ficaria calado; contudo, “Eliú se propõe a fazer sua parte para ajudar Jó... Eliú sentiu-se compelido a falar. Revela-se cheio de palavras e se compara a odres cheios de vinho, estando prestes a arrebentar-se” (Comentário Bíblia Andrews).

Observe estas técnicas de comunicação de Eliú em Jó 32:

• Introdução: Antes de apresentar algum conteúdo, apresente-se, explique a razão de discursar, apesar das desvantagens (Jó 32:1-5).
• Autoridade argumentativa: Sabedoria não vem com a idade apenas, mas também e principalmente com a inspiração divina (Jó 32:6-10).
• Antítese: Eliú repreende a Jó por argumentar contra Deus e censura seus amigos pela incapacidade de responder a Jó; todos os filósofos deveriam submeter-se inteiramente à sabedoria que vem de Deus e à Sua soberana vontade (Jó 32:11-14).
• Retórica da indignação: Não com grosseria, brutalidade ou agressividade, mas com maestria poética e retórica da imagem, pode-se enfatizar a justiça de Deus frente à injustiça humana (Jó 32:15-22).

Para captar a atenção do público e apresentar uma mensagem clara é imprescindível utilizar a retórica como ferramenta. Para tanto,

• Conheça o público alvo: Além de respeitar a audiência, é importante conhecê-la para adaptar a mensagem conforme sua necessidade e expectativa.
• Preze pela clareza e a objetividade: Não se pode deixar espaço para interpretações ambíguas ou duvidosas, para que a mensagem seja compreendida e apreendida.
• Mantenha a paciência e a calma: Ao discursar é importante manter a compostura, evitando reações emocionais negativas que possam comprometer a mensagem.

Sejamos sábios ao transmitir a mensagem de Deus. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 25 de abril de 2023

O SERVO DOS SERVOS

 O SERVO DOS SERVOS

Cristo Jesus, [...] mesmo existindo na forma de Deus, [...] Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se semelhante aos seres humanos. [...] Ele Se humilhou, tornando-Se obediente até a morte, e morte de cruz. Filipenses 2:5-8

No interior paulista, morava um rico fazendeiro. Ele possuía terras e gado em Goiás e no Mato Grosso. Há muitos anos, na fazenda ao norte do Mato Grosso, muito distante de qualquer cidade, desapareceram algumas máquinas, implementos agrícolas e animais. Um empregado foi encontrado morto. A polícia foi comunicada. Examinaram o lugar, mas nada descobriram.

As mortes e os roubos continuaram. Em sua casa, o fazendeiro se reuniu com seu único filho. Discutindo sobre o que fazer, elaboraram um plano. Dias mais tarde, apareceu naquela fazenda um moço, descalço e pobremente vestido, pedindo emprego. Como precisavam de trabalhadores, ele foi logo contratado. Ninguém sabia, mas aquele jovem era o filho do fazendeiro. Durante três meses, ele trabalhou como os outros empregados, comeu a mesma comida que eles, dormiu em um colchão de palha, como acontecia com os outros, e morou em uma casinha rústica como seus companheiros. Seu objetivo era encontrar uma solução para o problema.

Depois de viver no lugar por três meses, ele descobriu que uma quadrilha havia se infiltrado na fazenda. Sabendo quem eram seus integrantes e tendo as provas necessárias para condená-los, mandou um recado ao pai, que chegou repentinamente com a polícia. Mediante as informações do filho, os criminosos foram presos e afastados para sempre daquele lugar.

Será que, naqueles três meses em que esteve na fazenda, o moço deixou de ser filho do fazendeiro? Deixou de correr em seu corpo o sangue recebido de seu pai? Deixou de ser dono e herdeiro de tudo? Não! Naqueles meses, ele poderia ter comido a melhor refeição, dormido na melhor cama, morado na sede da fazenda e ficado sem trabalhar. Contudo, para resolver um problema, ele temporariamente se dispôs a não usar sua autoridade nem seus privilégios.

Essa história – inventada – ilustra o fato de que Cristo, quando esteve aqui, era Deus, mas não usou a plenitude de Seus poderes até que Sua missão estivesse concluída. Sua humilhação foi o que garantiu a vitória sobre o inimigo, e hoje podemos ter a certeza de que o mal um dia findará .

MEDITAÇÃO DIÁRIA

25 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-servo-dos-servos/

https://youtu.be/8RV-gDfM3hs

Jó 31 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 31
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 31 – Estudando correta e profundamente as fortes palavras de Jó, as quais em meio às mais profundas aflições, foram inspiradas pelo Espírito Santo, é possível extrair preciosas lições para aplicar a nossa existência; tais como:

1. Quem nega a realidade presente se fecha para possíveis realidades no futuro, perdendo assim a oportunidade de desenvolver-se aprendendo com as dificuldades.
2. A existência neste mundo pode ser dura, mas é justamente na luta que encontramos a força, a sabedoria e a fé em Deus para continuar seguindo em frente.
3. Em tempos de aflição, é sumamente importante manter a integridade e evitar cair na tentação de mentir ou agir com falsidade para evitar consequências ameaçadoras nitidamente previsíveis.
4. É extremamente relevante buscar a verdade e a transparência, mesmo que isso implique ter de enfrentar a desaprovação das pessoas que nos cercam.

Até aqui, nas palavras de Jó, especialmente no capítulo em análise, podemos alegar que o texto inspirado nos apresenta a importância da integridade, da fé (esperança), do autoconhecimento, da oração a Deus e da humildade. Em seu discurso final, Jó focou na integridade e fidelidade de Deus, apesar de suas indescritíveis dificuldades. Ao longo do capítulo 31, ele arguiu não haver nenhuma falha moral ou ética que justifique ou explique sua tamanha dor, e crê que Deus possa ter Suas próprias razões para permitir que ele sofra terríveis aflições.

Ao encerrar seu último discurso com “aqui terminam as palavras de Jó” (Jó 31:40), Moisés está deixando claro que Jó não tinha mais nada a dizer. Esgotaram seus argumentos. Porém os versículos que antecedem tal afirmação mostram-nos que Jó deixou a última palavra com Deus, reconhecendo que só Ele pode justificar ou condenar suas ações e decidir seu futuro.

Jó falou suas últimas palavras, porém submeteu-se mostrando que Deus tem a última palavra.

Aqui entra então, provavelmente a maior lição espiritual deixada para nós: Reconhecer que, quando o ser humano não tem mais nada para dizer, Deus está além de nossos limites. Devemos confiar nEle para guiar-nos e julgar-nos! Ao encerrar nossas justificativas e defesas, devemos ser humildes e submissos ao Soberano do Universo.

Nosso papel é ser fiel nos verões, primaveras, outonos e invernos da existência. Reflitamos no exemplo de Jó, e, reavivemo-nos constantemente! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 24 de abril de 2023

CRISTO, O REDENTOR

CRISTO, O REDENTOR

Ele nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do Seu Filho amado, em quem temos a redenção, a remissão dos pecados. Colossenses 1:13, 14

O texto para nossa meditação pertence a um dos mais significativos parágrafos da Bíblia a respeito da pessoa e obra de Cristo. Ele destaca a primazia do Filho em virtude de Sua relação com Deus, com o Universo e com a igreja.

É dito que “Ele nos libertou do poder das trevas”, uma libertação do estado de separação de Deus e ignorância espiritual em que o ser humano é escravo do pecado. Nesse estado, uma força irresistível o arrasta para um abismo sem qualquer significado. É a condição de cegueira, ódio e miséria em que vivem os súditos do maligno. “Sua mentalidade, sua ética, seus ideais, tudo está em oposição a Deus” (Silas Alves Falcão, Meditações em Colossenses, p. 33). Mas a luz brilhou nas trevas. Jesus iluminou o mundo com a fulgurante luz de Sua presença (Jo 1:4, 5; 8:12) e nos libertou pagando o preço do resgate. Nele “temos a redenção, a remissão dos pecados”.

Redenção é salvação mediante o pagamento de um preço. O apóstolo Pedro, tratando do mesmo assunto, declara: “Não foi mediante coisas perecíveis, como prata ou ouro, que vocês foram resgatados da vida inútil que seus pais lhes legaram, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula” (1Pe 1:18, 19). Empregando outras palavras, Paulo afirma que Ele fez “a paz pelo sangue da Sua cruz” (Cl 1:19). Mas fez mais que isso.

Ele nos transportou para Seu reino. Desse modo, deixamos de ser escravos do terrível tirano que comanda o reino das trevas e fomos transportados para outro reino. Ingressamos nessa nova realidade pela experiência do novo nascimento (Jo 3:3) e passamos a fazer parte da família real, sendo herdeiros do Rei (Rm 8:16, 17). Que grande abismo atravessamos! Como mudou nossa condição!

Hoje, louvemos o Rei porque Ele nos libertou do império das trevas mediante Sua morte na cruz e nos trouxe para Seu reino. Vivamos em Sua luz!

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

24 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cristo-o-redentor/

Jó 30 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 30
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 30 – A forma utilizada por Jó de lidar com o sofrimento não é comum. O psiquiatra William Glasser salientou:

“Na tentativa malograda de suprir suas necessidades, qualquer que seja o comportamento escolhido pelos pacientes, todos eles apresentam uma característica em comum: Todos negam a realidade do mundo ao seu redor”.

Embora Jó relembrou o passado no capítulo anterior, no capítulo em pauta ele enfrentou o presente – diferente de outros indivíduos duramente afligidos.

Ele apresentou o passado para contrastar com o presente. Não era uma fuga da realidade, mas uma forma de destacar sua calamidade:

• Em Jó 29:7-11, Jó era o mais respeitado; em Jó 30:1-15, não era mais.
• Em Jó 29:2-6, Jó era o mais abençoado, em Jó 30:16-23, não era mais.
• Em Jó 29:12-17, Jó socorria os necessitados; em 30:24-25, não tinha quem o socorresse.
• Em Jó 29:18-20, Jó tinha perspectiva para sua vida; em Jó 30:26-28, não via futuro para ele.
• Em Jó 29:21-25, Jó tinha um ministério; em Jó 30:29-31, perdeu seu ministério.

Jó 30 é uma extraordinária aula de sabedoria para aqueles que anseiam compreender o valor da existência e a importância de encarar a realidade com perseverança. Sendo solapado por diversas adversidades e sofrimentos, ele era sábio o suficiente para ter consciência da loucura de usar o passado como esconderijo ou fuga; a sabedoria requer que encaremos a realidade do presente com sinceridade e seriedade.

• Nos altos e baixos da vida, em situações felizes e deprimentes, é necessário coragem para encarar as dificuldades objetivando seguir em frente!

• É preciso estar presente no momento presente, conscientes de nossas escolhas e das consequências que podem resultar delas.

• Em vez de escravizarmos com preocupações excessivas ou em nossos sentimentos nostálgicos, devemos olhar para a realidade com ousadia e determinação.

• Não é sábio apegar-se a lembranças de dias melhores pensando ser esse o método para melhorar o futuro.

Se, como Jó, aprendermos a lidar com sabedoria e coragem com a realidade do presente confiando no Deus onipotente, certamente construiremos um futuro decente para nós e para as pessoas a quem amamos.

Jó expôs sua dor e angústia resultantes da reviravolta que assolou sua vida. A fuga da realidade presente pode ser tentadora, mas somente o enfrentamento das dificuldades promove crescimento pessoal! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 23 de abril de 2023

CRISTO E O UNIVERSO

 CRISTO E O UNIVERSO

Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois Nele foram criadas todas as coisas. [...]. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste. Colossenses 1:15-17

Em sua carta aos irmãos de Colossos, Paulo escreveu um dos textos bíblicos mais esclarecedores a respeito da pessoa e da obra do Filho de Deus. Além de apresentar a relação de Cristo com Deus e com a igreja, mostra Sua relação com o Universo. Ele é apresentado como “o primogênito de toda a criação” (v. 15). Quando Deus queria demonstrar que alguém era especialmente honrado a Seus olhos, Ele o chamava de primogênito. Por isso, Ele chama Israel de primogênito (Êx 4:22) e também Davi (Sl 89:20, 27), embora este fosse o oitavo filho de Jessé (1Sm 16:10-13). Isso indica um lugar de honra diante de Deus. É nesse sentido que a expressão é aqui empregada. Paulo queria dizer que Cristo tem uma posição de honra sobre toda a criação, ou seja, Ele é o cabeça, o Criador de todas as coisas.

O verso seguinte confirma isso ao declarar que o motivo pelo qual Ele é assim chamado é que “tudo foi criado por meio Dele” (Cl 1:16). Todas as coisas visíveis e invisíveis, na Terra e nos céus, incluindo as ordens de seres espirituais – chamadas de tronos, soberanias, principados e potestades –, foram criadas por Cristo. “Tudo foi criado […] para Ele” (v. 16), para cumprir Seus desejos, servir-Lhe e promover Sua glória. Ele é o Senhor da criação.

“Ele é antes de todas as coisas” (v. 17). Cada coisa criada depende de algo anterior a si mesma para sua existência, mas não Cristo. “Ele é antes de todas as coisas”, autoexistente, não dependendo de nada nem de ninguém. Ele é eterno. A última página da Bíblia registra Suas palavras: “Eu sou o Alfa […], o Primeiro […], o Princípio” (Ap 22:13). O apóstolo ainda acrescenta que “Nele tudo subsiste” (Cl 1:17), todas as coisas permanecem juntas. Ele não apenas criou o Universo, mas também o mantém. É o responsável por seu funcionamento.

Hoje, lembremo-nos de que fomos criados por Cristo. Ele mantém o controle de todas as coisas, incluindo aquelas que nos afetam diretamente. Vamos confiar Nele, adorá-Lo e viver para obedecer-Lhe!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

23 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cristo-e-o-universo/
https://youtu.be/w8r1w8TGrBA

Jó 29 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 29
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 29 – Como um indivíduo considerado líder respeitado e honrado em sua comunidade pode ser taxado como alguém que sofre por distúrbios de caráter?

Como alguém que foi fonte de orientação aos necessitados, defensor dos fracos e árbitro justo para problemas alheios pode ser condenado ferozmente por aqueles que se dizem amigos?

Isso aconteceu a Jó; e, pode acontecer-nos também. Cuidemos para não estar entre os críticos do bem e, sintamo-nos em paz caso sejamos alvos desses críticos. Os amigos de Jó o acusavam sem evidência e fundamento algum. Sua anamnese anterior ao sofrimento revela que além de ser benquisto em sua comunidade, auxílio aos vulneráveis, advogado dos indefesos e juiz justo dos problemas alheios, Jó possuía reputação inabalável de integridade moral e retidão em palavras e ações. Portanto, não havia sequer uma prova para as acusações de Elifaz, Bildade e Zofar contra ele!

Por outro lado, a aprovação divina (Jó 1:1) da pessoa de Jó convida-nos a observar melhor seu perfil:

• Jó dava importância à integridade: Integridade é essencial para uma vida adequada diante de Deus e dos homens; agir de forma correta e honesta em todos os negócios e relações pessoais resulta em respeito e admiração pelas pessoas ao redor (Jó 29:14).

• Jó valorizava a justiça: É importante ser justo e equitativo nos relacionamentos interpessoais. Não é justo explorar pessoas necessitadas, mas sim ajudá-las! Não é sábio diante de Deus nem dos homens aceitar suborno ou ser corrupto nas negociações e transações comerciais (Jó 29:15-16).

• Jó compreendia a relevância da empatia: É nobre importar-se com os outros e procurar ajudá-los em suas carências. Pobres, viúvas e órfãos são alvos de atenção, além de proteção, dos que praticam a verdadeira religião (Jó 29:12-17; Tiago 1:27).

• Jó praticava a sabedoria divina: Ser humilde para, através de Deus, entender o mundo e seus mistérios, significa praticar a sabedoria para tomar decisões certas e bem fundamentadas (Jó 29:1-11, 21-24).

• Jó apreciava ser boa influência: Exercer influência para o bem é ser bênção onde Deus nos colocou. Devemos almejar destacar-se na sociedade para influenciá-la ainda mais para o bem (Jó 29:25).

É importante saber que mesmo fazendo as coisas certas esperando pelo bem (Jó 29:18-20), neste mundo injusto, é possível ser terrivelmente acometido pelo mal! Contudo, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 22 de abril de 2023

CRISTO É O RECONCILIADOR

 CRISTO É O RECONCILIADOR

Porque Deus achou por bem que, Nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da Sua cruz, por meio Dele, reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a Terra, quer nos Céus. Colossenses 1:19, 20

Por causa do pecado, tornamo-nos inimigos de Deus, tanto em nossos pensamentos quanto em nossa conduta. Mas Cristo, mediante Sua morte, proveu a reconciliação. Podemos ser amigos de Deus e estar em paz com Ele. O texto de hoje declara três pontos sobre a reconciliação: sua fonte, seu alcance e suas bênçãos. A fonte é a cruz de Cristo, Sua iniciativa para nos atrair a Si. Ali se revela o poder, a santidade, a justiça e o amor de Deus. A cruz ocupa o lugar central no plano que Ele fez para nos salvar.

O alcance da salvação abrange todas as coisas em todo o cosmo. Um dia, o Universo foi perfeito, mas o pecado – primeiro no Céu, com Lúcifer, depois na Terra, com Adão e Eva – quebrou a harmonia que havia em toda a criação (Rm 8:22). Contudo, Cristo fará voltar a harmonia em todas as obras de Deus. Ele reconciliará Consigo mesmo todas as coisas no Céu e na Terra. Mesmo os seres celestiais que não pecaram são beneficiados pela obra reconciliadora efetuada por Cristo, no sentido de que obtiveram uma visão muito mais nítida do amor e da sabedoria de Deus (Ef 3:10). Isso os aproximou ainda mais do Criador. Também devemos recordar que foi somente depois que Cristo derrotou Satanás na cruz que os habitantes do Céu puderam festejar, pois as ações do inimigo ficariam, dali em diante, confinadas a este mundo (Ap 12:10-12).

Essa reconciliação provê incontáveis bênçãos para nós. A primeira delas é a paz com Deus (Cl 1:20). O pecador reconciliado sabe que foi perdoado e recebido como filho querido do Pai, por isso tem prazer em viver em Sua presença. Essa paz com Deus o leva a ter paz consigo mesmo e a se empenhar em viver em paz com seu semelhante.

Outra bênção alcançada pela reconciliação é a transformação do caráter. Por causa do sacrifício de Cristo, Deus nos considera e nos torna “santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Cl 1:22), livres de manchas, defeitos e acusações.

Hoje, podemos ter a convicção de que fomos perdoados, estamos reconciliados com Deus e somos santos perante Seus olhos.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

22 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cristo-e-o-reconciliador/
https://youtu.be/pllNiWsXJRk

Jó 28 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 28
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 28 – Do sofrimento à sabedoria, dos diálogos de lamentos à reflexão sobre a sabedoria; esta é a experiência do sábio Jó neste capítulo.

Analise e considere que, em relação a seus amigos...

• ...Jó discordava da concepção de sofrimento como punição divina imediata para pecados cometidos.

• ...Jó rejeitava a noção de que a prosperidade material era sinal de alguém aprovado e abençoado por Deus.

• ...Jó abominava a visão de que Deus fosse Juiz inflexível indisposto a perdoar pecados ou que não Se importava com a justiça humana.

• ...Jó recusava a crença de que a sabedoria humana é capaz de compreender plenamente os misteriosos caminhos de Deus.

• ...Jó divergia deles com relação à ideia de confessar pecados para barganhar com Deus a fim de que seus problemas fossem resolvidos.

A maneira de Jó entender a sabedoria diferia significativamente da forma de seus amigos. Isso porque a fonte da sabedoria modifica o resultado:

• A verdadeira sabedoria não é encontrada mediante a exploração da terra ou da busca de tesouros materiais.
• A real sabedoria é bem mais preciosa que qualquer riqueza material; contudo, assim como tesouros escondidos, ela só pode ser encontrada por quem a procura diligentemente.
• A sabedoria verdadeira não pode ser negociada; nem pode ser alcançada mediante o uso do poder, das habilidades ou esforços humanos. Ela é dom/presente de Deus.

Textos como Provérbios 1:7; 3:13-18; 9:10 e Tiago 3:13-17 ampliam a concepção da sabedoria descrita no livro de Jó. Contudo, a síntese da sabedoria divina está em Jó 28:28. Desta forma, considerando o capítulo em pauta, destaca-se que:

• O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.
• A sabedoria deve ser humildemente buscada com diligência como dom de Deus.
• Sabedoria consiste em apartar-se do mal.
• A sabedoria divina nos guia a uma vida justa e reta.
• A sabedoria deve ser praticada e aplicada na vida diária.
• A sabedoria precisa ser cultivada, portanto requer disciplina para ser preservada.
• A sabedoria deve ser compartilhada para abençoar aos outros.

Sabedoria é viver para Deus neste mundo mal! Na visão divina, Jó “era homem íntegro e justo; temia a Deus e evitava fazer o mal” (Jó 1:1); então, conforme Jó 28, ele vivia a essência da verdadeira sabedoria.

Assimilemos seu legado de sabedoria à nossa vida, e reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 21 de abril de 2023

CRISTO, CABEÇA DA IGREJA

CRISTO, CABEÇA DA IGREJA

Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para ter a primazia em todas as coisas. Colossenses 1:18

A igreja é uma instituição fundada por Jesus com o objetivo de fazer discípulos, batizar e ensinar o que Cristo ordenou (Mt 28:18-20). Os diversos anciãos, pastores e administradores da igreja, embora tenham grande valor e sejam instrumentos de Deus, são membros do corpo e não sua cabeça. A igreja não deve ser regida por qualquer indivíduo nem pelos membros como um todo. Sua estrutura de governo é apenas uma forma pela qual a vontade de Cristo é executada. Ele é o chefe, o primeiro em posição, e deve continuar a ser o cabeça de Sua igreja.

O fato de Ele ser o cabeça significa que também o é na vida de cada cristão. Isso implica que devemos Lhe prestar uma obediência individual. Somente quando isso acontece é que a unidade do corpo se torna uma realidade (Guy Appéré, O Mistério de Cristo, p. 47).

Escrevendo aos colossenses, Paulo declara que uma das razões por que Cristo tem direito à autoridade suprema na igreja é o fato de Ele ser “o primogênito dentre os mortos”. A palavra “primogênito” é usada no sentido de posição e não de ordem, pois Ele não foi o primeiro a ressuscitar. Contudo, Ele é o vencedor da morte, por meio de quem todos os fiéis que passarem pela morte viverão. Ele declarou à irmã de Lázaro: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11:25). Ao idoso João, em Patmos, Ele disse: “Não tenha medo. Eu sou o Primeiro e o Último. Eu sou Aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre. Tenho autoridade sobre a morte e sobre o mundo dos mortos” (Ap 1:18, NTLH).

Cristo foi chamado de “o primogênito de toda a criação” (Cl 1:15) porque deu origem à criação natural. Também é o primogênito dos mortos, considerando que por Ele tem início uma nova criação. Ele é o princípio dessa nova criação, assim como fora o princípio da antiga, isso porque Sua ressurreição é uma garantia de nossa própria ressurreição (1Co 15:20-23).

Hoje, permita que Cristo seja o cabeça de sua vida e o conduza em todos os seus relacionamentos e em tudo que você fizer. 

https://youtu.be/MuDbfeUuCDc
MEDITAÇÃO DIÁRIA

21 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cristo-cabeca-da-igreja/

Jó 27 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Jó 27

Comentário: Pr. Heber Toth Armí

JÓ 27 – Há quem concorda com a teologia dos amigos de Jó; há quem acredita que dá para aproveitar alguma coisa e, também quem discorda veementemente das elucubrações teológicas do trio opositor.

Neste capítulo, fica claro que “era impossível para Jó concordar com a teologia de seus amigos”, afirma o comentário da Bíblia da mulher. Em Jó 27:5 Jó rejeita fortemente a visão de mundo e de Deus que seus amigos defendiam. Ele estava convicto da própria inocência, apesar das insistentes acusações dos amigos. Jó mantinha sua concepção de que seus sofrimentos não eram colheitas de plantações de pecados que ele havia cultivado.

Jó sabia que Elifaz, Bildade e Zofar estavam equivocados em sua interpretação da realidade, e de sua espiritualidade. Já sabia quão íntegro fora; quão fiel e consagrado a Deus foi em toda sua vida; estava ciente que seu sofrimento era injusto; e, apegou-se tenazmente a tudo isso. Ele só queria entender como Deus permitia tanto sofrimento!

Jó se recusava a acreditar que Deus o punia por algo que ele não havia feito. Sem entendê-lo, seus amigos o pressionavam, acusando até mesmo de pecados secretos, ocultos. Por mais fortes que fossem a junção de todos os argumentos deles, Jó estava firme e convicto de que estavam equivocados. Por isso, neste capítulo:

• Jó declara que não renunciaria à sua integridade, ainda que tal integridade lhe custasse a vida (Jó 27:1-6).

• Jó apresenta a ideia de que Deus é justo – que Ele não é injusto com os justos; a punição divina é contra os ímpios, os injustos é que serão destruídos como se uma tempestade os varresse repentinamente (Jó 27:7-23).

• Jó confirma sua dependência da justiça de Cristo; nesta justiça residia sua esperança. No final, os justos triunfarão, enquanto os ímpios perecerão; portanto, qualquer esperança dos ímpios é vã (Jó 27:13-23).

Tanto Jó quanto seus amigos (e nós também) precisavam ter consciência de que os habitantes deste mundo vivem numa frenética batalha entre o bem e o mal. Neste grande conflito, que é uma batalha cósmica, há injustiça, crueldade e destruição. Inocentes e indefesos se tornam vulneráveis pela investidas do agente do mal. Por isso, é importante considerar sempre os primeiros capítulos do livro de Jó! 

Ampliemos nossa visão de mundo. Reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 20 de abril de 2023

CRISTO É DIVINO

 CRISTO É DIVINO

Ele [...] nos transportou para o reino do Seu Filho amado [...]. Ele é a imagem do Deus invisível [...]. Porque Deus achou por bem que, Nele, residisse toda a plenitude. Colossenses 1:13, 15, 19

Esse fabuloso texto bíblico nos fala a respeito de Cristo. Ele é apresentado como o Filho de Deus (v. 13). O que isso significa? Para entendermos a Bíblia, precisamos considerar que ela foi escrita de acordo com a mentalidade oriental, diferente da nossa em muitos aspectos. Assim, se há 2 mil anos alguém dissesse que você era filho de seu pai, os orientais não pensariam que você era mais jovem que seu pai, mas que tinha a mesma natureza que ele. Ou seja, “filho de peixe peixinho é”. Desse modo, quando as Escrituras declaram que Jesus é Filho de Deus, não querem ensinar que Ele surgiu depois do Pai ou que deve ao Pai Sua existência. O que isso significa é que Ele tem a mesma essência de Deus, que Ele é igual a Deus. O próprio Pai deu testemunho dizendo: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me agrado” (Mt 3:17; 17:5). Jesus Se alegrou quando Pedro declarou: “O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16:16).

Ele também é a imagem de Deus (Cl 1:15). Adão foi criado à imagem de Deus, mas o pecado entrou na natureza humana e no mundo, de modo que o reflexo dessa imagem foi ofuscado. Então, veio o segundo Adão – Cristo –, a perfeita e exata imagem do Pai. Não uma cópia, mas o original, pois Ele “é a expressão exata do Seu ser” (Hb 1:3). Jesus é a manifestação de Deus e a mais completa e perfeita revelação do Pai, o único que pode tornar visível, para os seres humanos, o Deus invisível. É como Ele disse: “Quem vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9).

Além disso, Nele reside a plenitude divina (Cl 1:19; 2:9), o que significa que Cristo é eterno, onisciente, onipresente e tem todo o poder. Tudo o que há no Pai há no Filho. Nada pode ser tirado Dele.

O texto também se refere ao “reino do Seu Filho” (Cl 1:13); portanto, Ele é rei. Enquanto vivemos no tempo da graça, Seu reino entre nós é espiritual e abrange todos aqueles que O aceitam como Salvador e Senhor. Mas, quando o plano da salvação se concretizar, Seu reino será visível e glorioso. Abarcará todas as coisas e todas as criaturas em todo o Universo. Portanto, Cristo é divino. Podemos adorá-Lo agora!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

20 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cristo-e-divino/
https://youtu.be/rAkaEZJiaBg

Jó 26 Comentário:

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 26
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 26 – A cosmovisão de um indivíduo se forma por uma série de fatores, como cultura, religião, filosofia, experiências, tradições familiares e educação. Dependendo da cosmovisão formada, será o modo que a realidade ao seu redor será interpretada – isso inclui o propósito da existência humana, a ideia de certo e errado, e, a existência divina.

Quando nossa cosmovisão está alinhada com a Bíblia, seremos capazes de compreender melhor a natureza da realidade, a existência de Deus, a moralidade e, o propósito da vida. Pois, a Bíblia é uma fonte confiável da revelação do Criador da vida, da natureza e do mundo em que vivemos. Sua Palavra é um manual que nos guia a um conhecimento mais elevado de nós mesmos, da realidade ao nosso redor e da realidade espiritual, além de fornecer um conjunto de valores morais e éticos que favorecem nas tomadas de decisões e na forma como vivemos o tempo de vida que Deus nos concede.

Bildade e Jó ilustram bem esses conceitos. Observe atentamente o contraste:

• A cosmovisão individual de Bildade (Jó 25) é marcada por sua ênfase na transcendência de Deus e na insignificância humana diante dEle. Para este indivíduo, a humanidade não passa de vermes insignificantes diante de Deus, e não há forma de alguém ser considerado justo diante dEle. Portanto, seu foco está na ideia de que a humanidade precisa humilhar-se perante Deus e buscar Sua misericórdia, reconhecendo a infinita grandeza e transcendência divina.

• Por outro lado, a cosmovisão de Jó (Jó 26) também reconhece a transcendência de Deus, porém enfatiza que Ele age em todos os lugares e está presente em Sua criação (imanência). Sua cosmovisão se baseia no conceito de que Deus é justo e que Sua sabedoria e poder são insondáveis, contudo, mesmo assim estão revelados na criação, o que leva Jó a confiar em Deus, apesar de sentir a própria insignificância diante da grandeza divina.

A diferença de cosmovisão afeta nossas ações:

• Enquanto Bildade enfatizava a humilhação diante de Deus, Jó enfatizava a confiança.
• Enquanto desespero, desamparo e desesperança resultariam da cosmovisão de Bildade, Jó prezava pela confiança e fé em Deus em meio às dificuldades.

Precisamos alinhar nossa cosmovisão com a Bíblia para lidarmos melhor com a vida! Reavivemo-nos no estudo da Palavra! – Heber Toth Armí.
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quarta-feira, 19 de abril de 2023

CRISTO E A IRA DE DEUS

  CRISTO E A IRA DE DEUS

   Mas, a respeito do Filho, diz: “O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de justiça é o cetro do Teu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniquidade. Hebreus 1:8, 9

   O autor da Carta aos Hebreus argumenta que uma das provas da divindade de Jesus pode ser vista em Seu amor à justiça e Seu ódio à iniquidade (Hb 1:9), e o evangelho revela a ira de Deus como uma característica tanto de Sua vida quanto de Seus ensinos. É verdade que as referências diretas a esse tema são raras (Mc 1:41, 43; 3:5). Nenhum de Seus milagres e sinais teve caráter punitivo porque, em Seu primeiro advento, Cristo veio com o propósito de salvar, não de executar juízo (Jo 3:17; 12:47).

   Quando andou entre nós, Ele Se indignava quando alguém se posicionava contra Deus. Por isso, Ele Se irou contra Satanás (Mt 4:10; 16:23), contra os demônios (Mc 1:25; 9:25; Lc 4:41) e contra os fariseus (Mt 12:34; 15:7; 23:33), por causa da “dureza do seu coração” (Mc 3:5, 6; cf. Lc 6:6, 7). Ele também Se irou contra aquelas cidades que recusaram Seus apelos para conversão (Mt 11:20-24), contra os vendedores do templo, que, por sua profanação, mostravam que não levavam Deus a sério (Mt 21:12, 13; Jo 2:13-17), e contra os discípulos por sua falta de fé (Mt 17:17).

   Em Seu ministério, a ira misturava-se à compaixão (Mc 3:5), e em todos os casos foi a misericórdia desprezada e o amor ferido que despertaram Sua ira. Seus ensinos ainda revelam que Sua ira contra o mal será evidente nos eventos finais da história humana (Mt 7:23), quando Ele castigará (Lc 12:46) e destruirá Seus inimigos (Lc 19:27), que serão lançados no fogo (Mt 13:41).

   Textos messiânicos que se encontram nos Salmos e nos livros proféticos incluem a ira. Os evangelhos registram as situações em que Jesus ficou indignado, o que Ele ensinou sobre a ira divina e Seu sofrimento na cruz quando a experimentou. As epístolas discorrem sobre o significado, a importância e o alcance dessa ira. E o Apocalipse de João prevê a vinda gloriosa de Cristo para executá-la. Portanto, as Escrituras revelam que a obra de Cristo em nosso favor está intimamente relacionada ao tema da ira de Deus.

   Hoje, mediante nossas escolhas, podemos, como Jesus, amar a justiça e odiar a iniquidade. 

MEDITAÇÃO DIÁRIA

19 de abril

Jó 25 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 25
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 25 – Além da vida ser injusta, a maioria das pessoas está à favor do engano, do erro teológico e, das ilusórias opiniões pessoais.

Jó não podia ver Deus em seus amigos. Elifaz, Bildade e Zofar concordavam entre si em suas teologias esdrúxulas; porém, nenhum deles se uniu a Jó que estava mais certo que todos eles. A pressão sobre Jó era desproporcional. Três pessoas saudáveis contra um deploravelmente doente. As mais rebuscadas palavras de Jó não convenciam nenhum dos seus oponentes. Jó estava em grande desvantagem!

Diante disso, fica evidente que devemos estar sempre atentos; pois, a maioria, geralmente, está trilhando o caminho errado, defendendo conceitos equivocados e, combatendo quem está mais avançado na descoberta pela verdade.

A maioria dos professos cristãos em todos os tempos esteve e ainda está iludida com seu “cristianismo”. A esmagadora maioria faz total confusão entre a verdadeira espiritualidade e a falsa religiosidade. Geralmente, a maioria segue meias verdades, ou conceitos superficiais, como se fossem verdades integrais. Infelizmente, a maioria tem ingerido a verdade com porções venenosas de mentiras perniciosas.

Em seu breve discurso, observe as meias verdades de Bildade:

• Ele fala da transcendência de Deus; mas, ignora Sua imanência: Ao apresentar apenas a transcendência de Deus, Bildade transmite uma ideia equivocado do Ser de Deus -  como se Deus estivesse bem distante e, de certa forma, desconectado das questões pequenas das pessoas, neste mundo finito num universo infinito. Isso leva a uma concepção errônea de que Ele não Se importa com os dilemas humanos. Mesmo com o sacrifício de Cristo provando o contrário, ainda tem quem pensa equivocadamente de Deus como pregava Bildade!

• Ele fala da insignificância humana ignorando que Deus criou os seres humanos à Sua imagem e semelhança: Alegando que a humanidade não passa de larvas e vermes, Bildade ignora a dignidade e o valor intrínsecos oriundos da imagem e semelhança divinas. Em outras palavras, ele sugere que intrinsecamente os seres humanos são corruptos; portanto, desprovidos de valor.

Na verdade, para Deus, valemos mais que prata e ouro! Ele nos comprou com o precioso sangue de Seu amado Filho, que veio morrer em nosso lugar (I Pedro 1:18-20).

Influenciados não por Bildade, mas pela mensagem bíblica, podemos revigorar-nos frente às mensagens humilhantes de pessoas ignorantes! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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terça-feira, 18 de abril de 2023

CRISTO, O ALVO DA IRA DE DEUS

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

18 de abril

       CRISTO, O ALVO DA IRA DE DEUS

   Ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas feridas fomos sarados. Isaías 53:5

   A morte de Cristo é fundamental na doutrina cristã e está relacionada à atuação da ira de Deus. Quando olhamos para o que ocorreu na cruz do Calvário, somos tocados pelo sofrimento de Cristo e podemos perceber quatro aspectos da dor que Ele experimentou na cruz. Primeiramente, a dor física envolvida na morte por crucificação – uma das formas mais terríveis já inventadas pelo ser humano para levar alguém à morte. Houve também a dor psicológica de assumir a culpa por nossos pecados – o que causou intensa agonia, pelo fato de essa culpa ser tão contrária à Sua natureza pura. Acrescente-se a dor de ser abandonado por Deus e pelas pessoas (Mt 27:46; 26:56), enfrentando sozinho os pecados colocados sobre Ele. A maior dor, contudo, foi sofrer a ira de Deus contra os pecados dos seres humanos, armazenada com longanimidade desde o primeiro pecado no Éden.

   Sua morte e sofrimento tiveram a natureza de punição. É dito: “O Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (Is 53:6). Cristo sofreu nas mãos dos seres humanos, de quem recebeu sofrimento físico e morte, mas somente Deus poderia fazer cair sobre Ele a iniquidade de outros. Somente Deus poderia imputar o pecado de todos Àquele que Ele escolheu.

   Qual foi o objetivo da punição de Cristo? Não foi para Sua própria correção, porque é dito que Ele “nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em Sua boca” (Is 53:9, ARA). Não foi para Sua própria instrução na vontade de Deus, porque Ele estava findando Seu período de prova neste mundo, tendo consumado tudo que o Pai Lhe dera para realizar (Jo 19:30). Não foi para que servisse de exemplo para os outros, porque Ele foi um exemplo em Sua obediência, mas não em Sua punição.

   Conforme evidenciado no texto, as causas da punição foram “nossas transgressões”, “nossas iniquidades”, “o pecado de muitos” (Is 53:5, 6, 12). Graças a Deus porque, mediante a dádiva e a morte de Seu Filho, Sua ira foi desviada de nós, nossas transgressões já foram punidas, e nossos pecados, perdoados. Nós “fomos sarados”. Aleluia!

Jó 24 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 24
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 24 – A vida é injusta. Uma análise criteriosa ao nosso redor, ou mesmo à nossa própria vida, não restará dúvidas quanto à injustiça existente no mundo.

Neste capítulo, Jó aborda de forma geral, pelo menos três premissas intrigantes:

• Pessoas más são abençoadas: Jó discursa sobre as bênçãos dos injustos; ele questiona por que Deus permite que os ímpios prosperem e desfrutem de uma vida de luxo e conforto, enquanto os justos sofrem e são oprimidos. Em sua análise, Jó destaca que os perversos plantam e colhem como donos da Terra, roubam e exploram os necessitados sem sofrer consequências; ainda vivem sem medo e sem culpa, como se fossem blindados.

• Os bons são afligidos: Jó argumenta que os justos são assaltados por inúmeras formas de injustiças; os órfãos são privados de seus direitos, as viúvas são maltratadas pelos poderosos, os famintos são deixados sem alimentos, os vulneráveis e os aflitos não têm a quem recorrer. O poder e a ganância tomam conta da sociedade, onde vale tudo para manter-se no poder. Deste modo, a injustiça é negada aos mais fracos e a impunidade domina entre os grandes.

• A injustiça sobressai em nossa sociedade: Esta constatação leva a questionamentos sobre Deus: Por que Ele permite que tais coisas acontecem? Por que Ele não interfere para proteger os justos e punir os ímpios? Não é injusto os ímpios terem vantagens sobre Seus servos fieis?

Em meio a uma sociedade opressiva e cercado pela injustiça social, Jó ensina em que esperança apegar-se:

• Jó 24:22 – Jó mostra que embora os ímpios pareçam blindados, o poder de Deus pode erradicá-los a qualquer momento. Aqui há esperança aos justos injustiçados pelas mãos dos perversos; a justiça divina julgará as injustiças humanas – nenhuma ficará impune!

• Jó 24:24 – Jó indica que a vida dos ímpios é passageira; independente do que façam com seu poder ou com suas riquezas, a morte os alcançará. Eles não têm a perspectiva da vida eterna; ainda que queiram, não a terão!

Conquanto este capítulo do discurso de Jó apresente uma visão realista das injustiças da existência neste mundo de pecado, ao mesmo tempo oferece uma mensagem de esperança para quem se apega a Deus e confia em Sua administração! Assim, é possível reavivar-se em meio ao sofrimento! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 17 de abril de 2023

CRISTO, NOSSO GRANDE SACERDOTE

 CRISTO, NOSSO GRANDE SACERDOTE

Embora fosse Filho, [...] tornou-Se o Autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem. Hebreus 5:8, 9

O plano que Deus elaborou para resgatar este mundo e restaurar a humanidade centraliza-se na pessoa e na obra de Cristo. Diz respeito aos Seus atributos e ao que Ele fez, faz e fará por nós. Sua encarnação é coisa do passado, também Sua luta contra o pecado, Seu sofrimento, Sua morte e ressurreição. Já Sua segunda vinda e a criação de novos céus e nova Terra estão no futuro. No presente, porém, está a Sua intercessão no santuário do Céu. Aquele que tanto nos amou a ponto de dar Sua vida por nós e que virá nos buscar não está tirando longas férias nem Se encontra de braços cruzados, mas está bem ativo exercendo uma função sacerdotal junto ao trono do Universo, o que é imprescindível para nossa salvação. Sobre isso, Ellen G. White escreveu: “A intercessão de Cristo no santuário celestial, em favor do ser humano, é tão essencial ao plano da redenção como foi Sua morte sobre a cruz” (O Grande Conflito, p. 409 [489]).

Há na Bíblia um livro dedicado a tratar dessa etapa tão importante no processo de nossa salvação. É a Carta aos Hebreus. Ela apresenta as características marcantes de um sacerdote: é alguém escolhido por Deus; deve ser humano, estar ele próprio “rodeado de fraquezas” e ser “capaz de condoer-se dos ignorantes e dos que erram”; e sua missão consiste em atuar em favor dos homens, inclusive oferecendo a Deus sacrifícios pelos pecados (Hb 5:1-4). Ora, se Cristo não tivesse deixado os Céus e Se tornado um de nós, Ele jamais poderia desempenhar essa função. Foi porque Ele Se humilhou e assumiu uma natureza de carne e sangue, como a nossa, que hoje possui todas essas especificações e está plenamente qualificado para ser nosso Sacerdote (Hb 2:14, 16, 18; 4:15; 5:10; 7:25; 9:11, 12).

Aceitemos, neste dia, Sua intercessão, confiando na Palavra de Deus, que nos diz: “Tendo, pois, Jesus, o Filho de Deus, como grande Sumo Sacerdote que adentrou os Céus, conservemos firmes a nossa confissão. […] Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno” (Hb 4:14, 16). 

MEDITAÇÃO DIÁRIA

17 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cristo-nosso-grande-sacerdote/
https://youtu.be/JlZoxDFBBHg

Jó 23 Comentário

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 
Leitura Bíblica – Jó 23
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

JÓ 23 – Pessoas de mente fechada mais complicam do que resolvem as coisas. Mais criam problemas do que soluções, ainda que acreditem que suas bizarrices são pérolas de sabedoria divinas. Cuidado!

Nem todos os religiosos são aprovados por Deus. Nem todos os conselheiros espirituais têm percepção e discernimento correto das coisas. O profeta Isaías é claro quanto a isso, ao dizer, sem meias palavras, que tem gente que se aproxima de Deus apenas com a boca, aparentemente honrando-O com os lábios, porém, estão com o coração bem distante dEle (Isaías 29:13). 

• Religião superficial causa mais estrago que pessoas indiferentes à religião.

Por isso, a mornidão causa náuseas em Deus. Pessoas de mente estreita diagnosticam uma coisa – “estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada”; quando, na verdade, o diagnóstico de Cristo é outro – “é miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e que está nu” (Apocalipse 3:16-17).

Religiosos assim são arrogantes, imponentes por fora, mas pobres por dentro. São petulantes a tal ponto de desprezar seus semelhantes. Estão inchados, doentes. Esse tipo de religião jogou Jó ao chão do fundo do poço. Mesmo lá na lama, ele declarou: “Contudo, não fui silenciado pelas trevas, pelas densas trevas que cobrem o meu rosto” (Jó 1:17).

• Mesmo não conseguindo encontrar Deus, sentindo como se Ele estivesse escondido, Jó almejava ardentemente que Ele Se Lhe revelasse (Jó 23:1-7).

• Mesmo que Deus estivesse oculto e não respondesse suas indagações e gritos de dor, Jó não desistiu dEle nem abandonou sua fé nEle (Jó 23:8-9).

• Mesmo sem entender a Deus, sem compreender Seus propósitos, nem Seu silêncio, Jó confiou que Ele pudesse ter propósito inclusive com o sofrimento, ciente de que Ele sempre sabe o que faz (Jó 23:10-16).

Há três dicas para se obter um nível de fé tão elevado como o de Jó. Anote:

• Precisamos estar cientes que Deus é soberano e está no controle de tudo, ainda que não entendamos tudo.
• Devemos falar com Deus abertamente mesmo sufocado pelas adversidades, ainda que seja só para expor preocupações e frustrações.
• Necessitamos ignorar as vozes de pessoas contaminadas com teologias do inferno, que intentam deturpar o caráter de Deus.

A fé em Deus é a única base para a perseverança em meio aos dissabores da vida! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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domingo, 16 de abril de 2023

CONTRIBUINDO DE BOA VONTADE

 CONTRIBUINDO DE BOA VONTADE

Se há boa vontade, a oferta será aceita conforme o que a pessoa tem e não segundo o que ela não tem. 2 Coríntios 8:12

Cerca de um ano antes de Paulo escrever sua segunda carta aos coríntios, eles haviam garantido ao jovem pastor Tito que participariam da coleta especial para socorrer os pobres de Jerusalém (v. 6), mas não haviam cumprido a promessa. Precisavam ser lembrados de seu compromisso. Foi isso que Paulo fez. Contribuir pela graça é um gesto que deve brotar de um coração voluntário. Não é resultado de alguma pressão ou constrangimento. Mark Twain, famoso escritor secular, conta que, certa vez, ao participar do culto em uma igreja cristã, ficou tão aborrecido com o modo pelo qual foi feito um apelo para as ofertas que, além de não contribuir conforme planejara, ainda tirou uma nota de dentro da salva.

Ao comentar esse texto bíblico, Warren W. Wiersbe afirma que “Deus vê a oferta que vem do coração, não apenas das mãos. Se o coração desejava dar com mais generosidade, mas não teve meios, Deus vê esse desejo e providencia para que seja devidamente registrado. […] Deus não vê a porção, mas sim a proporção. Se podíamos dar mais e não o fizemos, Deus sabe. Se desejávamos dar mais e não tínhamos como, Deus também sabe” (Comentário Bíblico Expositivo [Santo André, SP: Geográfica, 2006], v. 5, p. 859, 860).

Continuando em seu argumento, Paulo declara que a medida de dar é segundo o que alguém tem. Não se espera que alguém dê o que não tem (v. 12). Isso é ilustrado pelo recolhimento do maná durante a peregrinação de Israel no deserto (Êx 16:18). Pela manhã, cada israelita saía para recolher o precioso alimento, mas apenas o suficiente. Cerca de 2 litros por pessoa. Quem recolhia mais acabava partilhando o excesso com quem tinha recolhido menos. Ou seja, “quem recolheu muito não teve demais; e o que recolheu pouco não teve falta” (v. 15). A lição é clara: devemos guardar o que precisamos, compartilhar o que podemos e não acumular as bênçãos de Deus. Assim, ofertar evidencia nossa fé: obedecemos a Deus ajudando a suprir as necessidades de outros enquanto cremos que Ele suprirá tudo o que nos for necessário.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

16 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/contribuindo-de-boa-vontade/
https://youtu.be/pPRzNurq1BE

Jó 22 Comentário:

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 22
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 22 – Já pensou na dor de alguém justo e correto ser injustamente acusado de malvado, egoísta, ladrão, religiosamente irreverente, apóstata, orgulhoso, teimoso, indiferente aos necessitados e às práticas espirituais?

Nos 30 versículos de Jó 22, esta lista de pecados foi atribuída a Jó. Injusta e friamente, foi uma forte enxurrada de acusações.

Isso porque é a terceira rodada de discursos entre quatro filósofos; e, Jó era prova incontestável contra as teorias e filosofias de seus três amigos – os quais se irritaram por ficarem sem argumentos lógicos para refutar o moribundo Jó.

Para tentar sustentar seus conceitos, neste capítulo Elifaz apegou-se à mentiras esdrúxulas, aliando assim ao causador de todo sofrimento de Jó – Satanás, o tenebroso pai da mentira! Da mesma forma que arranjaram testemunhas falsas para incriminar Jesus e levá-lO à crucificação, Elifaz, Bildade e Zofar tiveram que apoiar-se na areia movediça das mentiras para continuarem promovendo suas convicções e crenças infundadas.

Fica óbvio que orgulhosos não abrem mão de suas convicções quando confrontados pela verdade. Para orgulhosos, é mais fácil agarrar-se à mentira; pois, é bem mais complicado render-se à verdade que confronta cosmovisões, concepções e antigas tradições milenares. Por isso, “crentes” apegados a doutrinas espúrias são indispostos a avaliarem suas crenças. O medo de estarem errados é maior que as consequências de estarem equivocados.

Portanto, os orgulhosos acham que serão humilhados quando confrontados com a verdade; por isso, fazem qualquer coisa para estarem por cima ou intentarem vencer quem se opõe à falsidade. Essa foi a razão pela qual Caim matou Abel (Gênesis 4:1-10), Jezabel exterminava profetas do Senhor (I Reis 18:1-16), e os líderes judeus intentaram matar Lázaro após Jesus tê-lo ressuscitado (João 12:9-11).

Na realidade a verdade não perde nada se investigada ou quando colocada à prova; quem perde, é a falsidade, a doutrina espúria, não a doutrina pura!

Ainda, em Jó 22:1-30, três alertas devem ser consideradas:

• Não se preocupe em ter todas as respostas ou entender plenamente os mistérios de Deus; ao contrário, confie na sabedoria e soberania divina.

• Não faça da religião uma fonte de orgulho e vaidade, porque isso leva à hipocrisia e à arrogância.

• Não use a religião para julgar/condenar aos outros. Em vez disso, seja compassivo e gracioso como Jesus.

Reflitamos e... reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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Penélope

  Devocional Diário Vislumbres da eternidade 21 de junho https://mais.cpb.com.br/meditacao/penelope/ Penélope Portanto, irmãos, sejam pacie...