sábado, 24 de julho de 2021

Esperança Para Todos

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

24 de julho, sábado

Esperança Para Todos

Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores. 1 Timóteo 1:15

“Você tem seis meses de vida.” Essa foi a sentença de morte que Howard Cradle recebeu de seu médico em 1914. Seu corpo estava arruinado em virtude do vício em álcool durante sete anos. Tristonho, lembrou-se do passado desperdiçado, do caráter arruinado e do dinheiro esbanjado. Além de tudo, havia se tornado viciado em jogo.

Alguém poderia descer mais baixo? Howard sofrera tanto tempo as misérias do pecado que começou a odiá-lo. Sabia que devia haver uma vida melhor. Ele queria muito recomeçar sua vida! Mas o médico lhe dissera que só tinha seis meses de graça. Sentiu o desejo de rever seu lar e conversar com seus pais, que eram cristãos. Ao voltar à velha casa no sítio, lembrou-se da infância feliz que passara ali. Ao se aproximar, podia imaginar sua mãe de joelhos, orando, como era seu costume. Será que sua mãe o receberia? No íntimo sabia que sim.

Não foi desapontado. Viu o mesmo sorriso, o mesmo acolhimento caloroso. Howard ainda era o menino dela.

– Mãe, estou cansado de pecar! – exclamou. – Pequei demais e não há esperança para mim.

Ela o beijou ternamente e lhe disse:

– Filho, venho orando há 12 anos para ouvir você dizer que está cansado do pecado. – Então pegou uma Bíblia e leu em voz alta: “Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve” (Is 1:18).

– Por favor leia de novo, mãe.

Ela leu essa passagem várias vezes, e então se ajoelharam para orar. Ficaram ali diante de Deus bastante tempo em oração. Howard orou a noite toda. Quando acordou, pareceu-lhe que toda a beleza do Céu tinha invadido a pequena casa.

Imediatamente, Howard Cradle começou a contar a história de sua vida a quem quisesse ouvi-la. Testemunhou de seu Salvador nas ruas, em tavernas, lojas, prefeituras, igrejas e auditórios. Milhares de pessoas aceitaram a Cristo como resultado de seu testemunho. Sua personalidade radiante fez dele um grande vendedor de automóveis. Mas sua paixão era pregar a Cristo, o que fez em igrejas e pelo rádio.

Suas últimas palavras em seu leito de morte, 25 anos depois, foram para que seus ouvintes aceitassem a Cristo como seu Salvador.

Siegfried J. Schwantes, 16/3/1991

A morte de Jesus -João 19

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 19

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Que as profundas e terríveis experiências de Cristo num extraordinário gesto de sacrifício penetrem profundamente nossa mente a tal ponto de inundar nosso coração com o amor divino até alcançar a transformação substancial de nossa existência.

1. Estude este capítulo com oração e atenção. Perceba como Pilatos intentou apaziguar à turbulenta multidão que intentava matar o inocente Jesus utilizando estratégias crudelíssimas. Observe que Jesus foi terrivelmente açoitado, torturado. Tente imaginar Jesus sofrendo a humilhação da zombaria da jocosa coroação com coroa toda de espinhos, um manto de púrpura real, e bofetadas; visando satisfazer a sede por sangue dos opositores…

• Contudo, os sedentos de sangue não se satisfizeram. Queriam mais! Tomados de ódio e fúria, líderes religiosos e guardas exigiram crucificação ao visivelmente inocente que alegava e demonstrava ser o Filho de Deus. Pilatos não sabia mais o quê fazer, senão atender à súplica por vingança (vs. 1-11).

2. Preste atenção nos argumentos dos judeus intentando convencer Pilatos a levar à crudelíssima morte de cruz ao meigo e amoroso Jesus. Imagine a cena: Era dia 14 de Nisã, de preparação da celebração nacional da Páscoa. Pilatos volta-se contra os judeus e os ridiculariza com seus argumentos: “Eis o vosso rei”. Por que ter medo de alguém arruinado e passivo como este pobre coitado?

• Depois disto, os judeus se submeteram a um rei pagão, César, para não se submeterem a Jesus. Pilatos estava inclinado a soltar Jesus, entretanto, apenas cede, dando consentimento ao veredicto judaico que se lhe oferecia. Apesar disse, Jesus cumpre a Palavra de Deus, torna-Se a realidade da profecia, é crucificado, despido e morto diante de Sua mãe (vs. 12-29).

3. Reflita profundamente em cada detalhe apresentado por João. Medite demoradamente no lado aberto de Jesus depois de morto e, em Seu enterro… (vs. 30-42).

• “A morte de Jesus certamente foi singular, e muitos supõem que foi causada por uma ruptura no coração, i.e., coração partido. O sofrimento e a pressão de Sua humanidade imaculada ao tornar-se oferta pelo pecado foi demais para seu corpo físico, que não suportou, provocando o rompimento do coração – o sangue acumulou-se no pericárdio, dividindo-se em massa aquosa e em espécie de coágulo sanguíneo” (Merril F. Unger).

Como ficar indiferente diante de cenas assim?

“Senhor, impressiona-nos!” – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Perfeição na Esfera Humana

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

23 de julho, sexta

Perfeição na Esfera Humana

Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. Mateus 5:48

Nosso Salvador entende tudo acerca da natureza humana e diz a cada ser humano: “Sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5:48). Como Deus é perfeito em Sua esfera, assim deve o homem ser perfeito em sua esfera. Os que recebem a Cristo acham-se entre o número daqueles aos quais são pronunciadas as palavras tão cheias de esperança: “A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no Seu nome” (Jo 1:12). Essas palavras nos declaram que não devemos nos contentar com nada menos do que o melhor e mais elevado caráter, um caráter formado à semelhança divina. Ao se processar um caráter tal, a vida, a fé, a pureza da religião, constituem um exemplo edificante para outros. (Medicina e Salvação, p. 112, 113).

Mas os que esperam contemplar uma transformação mágica em seu caráter sem resoluto esforço de sua parte para vencer o pecado, esses serão decepcionados. Não temos motivo para temer enquanto olharmos a Jesus; razão alguma para duvidar de que Ele seja capaz de salvar perfeitamente a todos os que a Ele se chegam; mas podemos, sim, temer constantemente que nossa velha natureza de novo alcance a supremacia, que o inimigo elabore alguma cilada pela qual nos tornemos outra vez cativos seus. Devemos operar nossa salvação com temor e tremor, pois é Deus que opera em nós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade. Com nossas faculdades limitadas, devemos ser tão santos em nossa esfera como Deus é santo na Sua. Na medida de nossa capacidade, devemos tornar manifesta a verdade, o amor e a excelência do caráter divino. Como a cera toma a impressão do sinete, assim deve a alma tomar a impressão do Espírito de Deus e reter a imagem de Cristo.

Devemos crescer diariamente em amabilidade espiritual. Havemos de falhar muitas vezes em nossos esforços por copiar o Modelo divino. Muitas vezes havemos de nos prostrar em pranto aos pés de Jesus, por motivo de nossas faltas e erros; mas não devemos desanimar; cumpre orar mais fervorosamente, crer mais plenamente, e tentar de novo, com mais constância, crescer na semelhança de nosso Senhor (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 336, 337).

Ellen G. White, 7/8/1977

Submissão a Cristo - João 18

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 18

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Os evangelistas ampliam nossa visão da pessoa e obra de Jesus. De quantos mais ângulos observarmos a Jesus, mais O apreciaremos. Por isso existem os quatro evangelhos.

Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas se assemelham entre si, sendo chamados, desta forma, de Sinóticos. D. A. Carson, comentando sobre isso, declara o seguinte:

As diferenças mais frequentes levantadas por João e os Sinóticos são três:

1. Os romanos têm um papel mais central em João que nos Sinóticos: eles inclusive aparecem na cena da prisão (18:3), e Pilatos toma muito espaço.

2. Não só não há registro em João da agonia de Jesus no Getsêmani, mas também, em geral, há muito esforço em mostrar que Jesus está no controle. Não há menção do beijo traiçoeiro de Judas: Jesus vai em direção à Sua prisão (18:1, 4) e controla o curso dos eventos. Ele interroga Seus captores e demonstra de tal forma Sua glória que eles caem para trás no chão (18:3-8).

3. Há diversas passagens em João que não têm nenhum paralelo nos Sinóticos:

a) O ato de levar Jesus a Anás (18:12-14);

b) Sua resposta ao sumo sacerdote e o oficial que lhe bateu (18:19-24);

c) Os diálogos entre Jesus e Pilatos (18:28-37; 19:9-11);

d) Os diálogos entre Pilatos e os judeus (18:28-32; 19:4-7, 13-16);

e) A declaração de que Jesus levou Sua própria cruz (19:17);

f) Um excurso [desvio do tema principal, digressão] sobre o significado da inscrição na cruz (19:20-22);

g) A criação do elo entre Sua mãe e o discípulo amado (19:26-27);

h) O grito na cruz (19:30).

Merril F. Unger observa que “Jesus disse a Pilatos que Seu reino (Sl 45.3,6; Is 9.6,7; Zc 9.9) não era deste mundo, i.e., deste sistema mundial satânico baseado em princípios de orgulho, luxúria e guerra, [vs. 36]. Se Seu reino fosse assim, então Seus servos lutariam. Jesus enfatizava a verdadeira natureza do Seu reino, em gritante contraste com Roma e outros governos do mundo”.

Pergunto, ao deparar-se com o sistema de governo de Cristo como você reage?

• Como Anás?

• Como Pilatos?

• Como Pedro?

• Como o povo judeu?

• Como discípulo medroso?

Devemos trilhar o caminho da total submissão a Cristo para que pertençamos ao Reino de Deus. Envolver-se com tal reino transforma nossa conduta radicalmente desde agora! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 22 de julho de 2021

O Peso da Consciência

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

22 de julho, quinta

O PESO DA CONSCIÊNCIA

Por isso, também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens. Atos 24:16

Um operário ganhava muito pouco para sustentar a família. Certo dia, não resistindo às dificuldades financeiras, furtou algumas joias da loja onde trabalhava como faxineiro, escondendo-as dentro de sua marmita. Ao passar pela portaria, o porteiro lhe disse: “Pode passar. Você é crente, e eu sei que os crentes são honestos.”

À noite, porém, o homem não conseguiu dormir. Sua consciência acusava-o, repetindo-lhe incessantemente a voz do porteiro: “Você é crente, e eu sei que os crentes são honestos.” No dia seguinte, não suportando mais o sentimento de culpa, o faxineiro resolveu confessar seu erro e devolver as joias.

Esta é a coisa certa a fazer: reparar o erro e pedir perdão às pessoas ofendidas e a Deus, perdoar-se a si mesmo e dormir tranquilo. Tomar tranquilizantes, sedativos ou antidepressivos não é o remédio para uma consciência culpada.

O escritor Chuck Colson narra, em um de seus livros, o caso de um homem que não se perdoou pelo que fez durante a Segunda Guerra Mundial. Dos 24 criminosos de guerra julgados em Nuremberg, Albert Speer foi o único que admitiu sua culpa por ter sido colaborador de Hitler. Como consequência, passou 20 anos na prisão de Spandau.

Ao ser libertado, foi entrevistado pelo jornalista David Hartman, que lhe perguntou: “O senhor disse que a culpa jamais pode ser perdoada, ou pelo menos não deveria. O senhor ainda pensa assim?”

Speer respondeu: “Cumpri uma sentença de 20 anos, e agora deveria dizer que sou um homem livre, que minha consciência está limpa por eu ter passado todo esse tempo na prisão, como castigo. Mas não posso fazer isso. Eu ainda carrego o peso do que aconteceu com milhões de pessoas durante a época de Hitler, e não consigo me livrar dessa culpa. Não creio que seja possível.”

Colson desejou escrever a Speer e falar-lhe a respeito de Jesus e de Sua morte na cruz. Quis lhe falar a respeito do perdão de Deus. Mas não houve tempo, pois Speer faleceu logo depois dessa entrevista. Ele morreu sem saber que Deus “é quem perdoa todas as [...] iniquidades; quem sara todas as [...] enfermidades” (Sl 103:3).

Se você se sente culpado por algum pecado, peça perdão à pessoa ofendida (se for possível), peça perdão a Deus, e então perdoe-se. Deus já o perdoou. Assim você voltará a dormir. E a viver.

Rubem Scheffel, 26/1/2010

A oração de Jesus - João 17

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 17

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Orar é tão importante que Jesus, mesmo sendo divino, orou ao Pai. Se Ele, que era perfeito, precisava de oração enquanto esteve neste mundo, quanto mais nós!

Jesus era um Deus de oração para que, ao olharmos para Seu exemplo, sejamos homens e mulheres de oração. D. A. Carson sugere o seguinte esboço para o capítulo da oração de Jesus:

1. Jesus ora por Sua glorificação (vs. 1-5);

2. Jesus ora por Seus discípulos:

a) Base de Jesus para esta oração (vs. 6-11a);

b) Jesus ora para que Seus discípulos sejam protegidos (vs. 11b-16);

c) Jesus ora para que Seus discípulos sejam santificados (vs. 17-19).

3. Jesus ora por aqueles que creem (vs. 20-23);

4. Jesus ora para que todos os crentes sejam aperfeiçoados para poder ver a glória de Jesus (vs. 24-26).

Existe uma intimidade entre Jesus e o Pai que por mais profundo que penetremos nessa oração, dificilmente a entenderemos plenamente.

“A oração inteira é uma bela ilustração de intercessão de nosso amado Senhor à mão direita de Deus. Nenhuma palavra contra Seu povo; nenhuma referência às suas falhas ou deficiências… Não. Ele só fala deles segundo o propósito do Pai, como em associação com Ele, e como os recipientes da plenitude que Ele trouxe do céu para conferir a eles… Todas as petições em particular a favor do Seu povo se referem às coisas espirituais: Todas têm referência às bênçãos celestiais. O Senhor não pede riquezas para eles, nem honras, nem influência mundial, ou grandes propriedades, mas ora mui sinceramente que sejam guardados do mal, separados do mundo, qualificados para as obrigações e elevados em segurança ao lar celestial. Prosperidade da alma é a melhor prosperidade; é o índice da verdadeira prosperidade” (Marcos Rainsford).

Ao meditar nesta oração especial de Jesus realizada antes da Sua morte na cruz, você precisa…

• Entender que antes mesmo de interceder no Céu por você, Cristo intercedeu na Terra.

• Compreender a abrangência desta oração de Cristo: Ele orou por Si, pelos discípulos e pelos crentes de todos os tempos e lugares.

• Aprender a usufruir intensamente dos benefícios da intercessão de Cristo.

• Permitir que Deus responda em você a oração de Jesus em relação à união e à missão.

“Senhor, desperta-nos, reaviva-nos, restaura-nos, reforma-nos, usa-nos…” – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 21 de julho de 2021

PARADOXO DA INESPERABILIDADE

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

21 DE JULHO, QUARTA

PARADOXO DA INESPERABILIDADE

Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos. Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não O tínhamos em estima. Isaías 53:2, 3, NVI

O orgulho, às vezes, tem que tirar o chapéu para a humildade, o ceticismo é obrigado a se curvar diante do incrível, a rotina é surpreendida pelo imprevisível. “De onde menos se espera, daí é que não sai nada”, disse o humorista Barão de Itararé. Contudo, de onde menos se espera pode vir o inesperado. É delicioso quando alguém por quem não se dá nada vira a expectativa ao avesso. Afinal, por que a altura, a força, a aparência, a riqueza e o poder têm que ganhar sempre?

O “paradoxo da inesperabilidade” ocorre quando o menino magricela que está no banco de reserva entra em campo, sai driblando todo mundo, dá um chapéu no zagueiro grandalhão e completa a jogada com um gol de placa. Ou mesmo quando alguém como o desconhecido Paul Potts, dente quebrado, canta uma ária num programa de TV, mostra um timbre de voz excepcional, surpreende o júri e vence a competição.

Porém, acima de qualquer fato inesperado está a figura do Messias sofredor. Sendo singular, veio como alguém comum; sendo rico, veio como pobre; sendo rei, veio como servo. Filho de Deus em forma humana, Ele não apareceu com o perfil de um líder imponente, um magnata endinheirado, um modelo de beleza. Não usou nenhum esplendor espetaculoso para capturar nossa admiração. Sua grandeza estava oculta aos olhares superficiais. A elite judaica o desprezou, o que significa que a sociedade influente não viu mérito nele. As pessoas preferiam não notá-lo, como se fosse ninguém. Solitário, incompreendido, usando métodos não ortodoxos, Ele fugiu ao roteiro idealizado para o Messias. Quem poderia imaginar que Ele seria assim?

No entanto, esse personagem rejeitado trouxe luz com um brilho inigualável para um planeta em trevas, mostrou amor em uma magnitude desconhecida num mundo sem graça, revelou o valor inestimável de pessoas sem importância. O Homem que morreu como se fosse indefeso era o mais poderoso de todos. O guerreiro ferido na maior de todas as batalhas estava lá para oferecer a vitória aos derrotados. Inesperadamente, o Messias era Deus entre os homens, e não tínhamos percebido.

Ao contemplar essa figura de Isaías 53, deixe o “paradoxo da inesperabilidade” se manifestar diante de você. Em vez de desviar o rosto e rejeitar Jesus, olhe para Ele. Você será surpreendido pelo inesperado.

Marcos De Benedicto, 8/4/2016

O Espirito Santo guiará a Igreja - João 16

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 16

Comentário Pr Heber Toth Armí 

 A profundidade dos discursos de Jesus exige nosso tempo e habilidade para entender suas importantes verdades espirituais.

Note bem que, “os capítulos 14, 15, 15 e 17 têm, cada um, um tema central […]. Mesmo assim, num estudo mais detalhado, fica claro que uma conexão orgânica e lógica percorre todos estes capítulos: a nota predominante do capítulo 14 é de conforto (‘Que o coração de vocês não fique mais perturbado’); do capítulo 15 é de admoestação (‘permaneçam em mim… amem uns aos outros… também testemunhem’); e do capítulo 16, de profecia (‘Eles os expulsarão das sinagogas’), enquanto o capítulo 17 contém a Oração Sacerdotal, famosa por sua simplicidade e ternura” (William Hendriksen).

O capítulo oferece-nos os seguintes pontos:

• Enquanto os discípulos pregassem com paixão da verdade do amor divino, ódio brotaria do coração de muitos a tal ponto de promoverem uma perseguição, iludidos com suas crenças equivocadas (vs. 1-4);

• Jesus enviaria o Consolador para os capacitar, encorajar, ensinar e torná-lO real mesmo após a Sua partida (vs. 4-15);

• Jesus promete transformar tristezas em alegrias aos crentes que O amam e esperam encontrá-lO pessoalmente (vs. 16-22);

• A oração feita em nome de Jesus é o meio para conectar-se ao Pai diante das adversidades provocadas pelas pessoas perversas. Orações respondidas geram alegria sem medida (vs. 23-28);

• Jesus, mesmo sendo divino, enfrentaria a morte a fim de promover a paz no coração dos discípulos em meio ao grande conflito entre o bem e o mal existente no mundo (vs. 29-33).

Existe uma sequência do capítulo 15 para o 16, e uma ampliação dos temas proclamados por Jesus. “Enquanto no capítulo 15 os discípulos foram informados sobre o que eles deviam fazer, no capítulo 16 Jesus prediz o que o Deus Triúno iria fazer pelos discípulos em vista desse espírito de ódio e perseguição. Algo desse teor já fora dito em 15.26. Agora se expande o tema. O Espírito Santo condenará o mundo, e guiará a Igreja a toda a verdade. O Filho dará alegria ao coração dos discípulos (por meio de Sua gloriosa ressurreição e pelo envio do Espírito). O Pai continuará a amá-los. Portanto, a vitória é certa” (Hendriksen).

Temos inúmeras razões para reavivamo-nos espiritualmente! Por que permanecer apáticos?

Aprofundemo-nos nas Palavras de Cristo! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 20 de julho de 2021

Ainda Há Tempo

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

20 de julho, terça

Ainda Há Tempo

Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. Apocalipse 22:11

Jesus ainda está realizando Sua obra de intercessão no santuário celestial. Enquanto isso, a mensagem do terceiro anjo está sendo pregada em todo o mundo. Chegará, porém, o momento em que nosso Intercessor levantará as mãos e com grande voz dirá: “Está feito.” Ao ouvirem essas palavras, os anjos deporão suas coroas e ouvirão as palavras registradas em Apocalipse 22:11: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.”

Naquele momento solene, todos os casos terão sido decididos para vida ou para morte. A porta da graça estará fechada para sempre. Não haverá mais oportunidade para arrependimento. Cristo terá encerrado a obra de expiação por Seu povo, e seus pecados terão sido apagados. Esse evento marcará também a retirada do Espírito Santo da Terra. De que lado estaremos quando Jesus disser: “Está feito”?

Certo jovem, nascido em um lar adventista, impressionou-se tanto com o livro O Grande Conflito que o leu em menos de uma semana. Um capítulo, entretanto, deixou-o perplexo: “O Grande Juízo de Investigação”. E sua perplexidade aumentou quando leu sobre o fechamento da porta da graça. Passou vários dias preocupado, achando que seu nome poderia ser analisado e investigado a qualquer momento. Criado num ambiente legalista, não via outra coisa senão um Deus vingativo, disposto a fazer um acerto de contas.

Quando o pastor da igreja notou que o jovem andava com o semblante abatido, procurou saber o que estava acontecendo. Falou-lhe pacientemente sobre o amor e a misericórdia de Deus, e o rapaz começou a compreender a maravilhosa verdade de que Jesus veio ao mundo para buscar o que havia se perdido. Ele nos ama profundamente e não quer que nenhum de nós esteja fora do círculo de Sua misericórdia. Ao ser analisado, cada nome será objeto de uma obra que nenhum juiz humano pode realizar: equilibrar justiça com amor. Ao longo deste dia, procuremos valorizar o tempo de graça que ainda nos resta.

Rubens S. Lessa, 17/1/2000

Cristianismo é relacionamento - João 15

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 15

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Estar ligado a Jesus significa desligar-se do mundo; isso resulta em ser estranho e perseguido no mundo.

O capítulo em pauta pode ser assim dividido, como sugere o Comentário Bíblico Adventista:

1. A consolação e o amor mútuos entre Cristo e Seus seguidores, representados na parábola da videira (vs. 1-17);

2. Conforto em meio ao ódio e à perseguição do mundo (vs. 18-25);

3. O trabalho do Espírito Santo e dos apóstolos (vs. 26-27).

Cristianismo é relacionamento íntimo com Cristo. É ligação constante a Ele em toda situação. “O propósito fundamental da analogia da vara da videira era descrever um relacionamento permanente entre Cristo e o crente, semelhante ao firmado entre Israel e Yahveh, para que desse muito fruto (cf. Is. 5:2; Os 10:1)” (William E. Hull).

• Sem relacionamento íntimo entre o pecador perdoado e o Cristo encarnado não existe cristianismo verdadeiro.

• Os cristãos falsos serão descartados como imprestáveis, inúteis, indignos do Céu.

• Os frutos evidenciam os verdadeiros cristãos em relação aos falsos, sem frutos.

• Deus opera, através da poda, o amadurecimento do cristão genuíno.

“Por todo o discurso de despedida o objetivo básico era definir o modo como os discípulos, após a partida de Jesus, deviam reproduzir, em sua vida comunitária, e então ampliar, através da história, estas realidades centrais da vida terrena de seu Senhor. Depois de reunir Seus seguidores no círculo de amor que compartilhava com o Pai (15:1-7), Jesus agora os convida a entrar na arena da luta que travariam com o mundo. Ironicamente, receberiam o privilégio de se identificarem com Jesus não somente por darem muito fruto, mas também por terem que enfrentar muita perseguição” (Hull).

• Permanência na Palavra e a perseverança na oração produzem o sucesso na existência cristã.

• Frequência na obediência do discípulo de Cristo resulta da consciência de sua dependência.

• Amor é a essência do discípulo persistentemente ligado a Cristo.

• Dificuldades provocadas pelo mundo devem gerar paciência e confiança no crente, ciente de que o Espírito Santo atuará para seu bem em toda circunstância.

Os verdadeiros e fervorosos crentes na década de 1870 reconheceram: “Tínhamos inimigos implacáveis na cidade que vigiavam cada passo que dávamos e estavam prontos a usar qualquer ação imprudente para nos prejudicar” (J. N. Loughborough).

Apesar dos desafios, reavivemo-nos biblicamente! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 19 de julho de 2021

Tema Frequente da Bíblia

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

19 de julho, segunda

Tema Frequente da Bíblia

O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra. Salmo 34:7

Nos dias dos pioneiros adventistas, no Centro-Oeste dos Estados Unidos, muitos povoados sofreram com invasões indígenas. Em uma noite tempestuosa, um grupo de índios guerreiros atravessou o rio Wabash e chegou a Indiana. O chefe abriu de manso a porta de uma cabana e viu uma família de joelhos, tendo a Bíblia aberta diante deles. Ele fechou a porta tão silenciosamente como a abrira e disse a seus guerreiros que não molestassem aquela gente. “Eles estão falando ao Grande Espírito, e Ele ficaria indignado.” Na manhã seguinte, a família viu as casas dos vizinhos reduzidas a cinzas e não podia compreender porque tinha sido poupada.

Não sabemos os perigos que nos cercam, mas temos a certeza de que “o anjo do Senhor se acampa ao redor” de nós para nos livrar. Os anjos não vêm e vão; eles se acampam ao redor dos filhos de Deus. É uma proteção permanente.

Na Bíblia, existem mais referência a anjos do que a batismos; as Escrituras falam mais de anjos do que do Céu, do sábado e de muitos outros assuntos importantes. Porém, ouvimos poucos sermões sobre esse interessante e importante tema. Os anjos são magníficos em força e guardam os mandamentos de Deus (Sl 103:20). São espíritos ministradores em favor dos que hão de herdar a salvação (Hb 1:14). Aparecem e desaparecem conforme o mandado divino. Protegem os que temem a Deus e são enviados para nosso livramento.

Tememos nós a Deus? Se é assim, temos o companheirismo e a proteção desses “ministros Seus” que fazem “a Sua vontade” (Sl 103:21). Essa prometida guarda angélica revela a importância de todos os discípulos de Cristo, mesmo “estes pequeninos; porque Eu vos afirmo que os Seus anjos nos céus veem incessantemente a face de Meu Pai” (Mt 18:10).

H. M. S. Richards, 19/4/1957

Promessas - João 14

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 14

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Só vai morar com Cristo no Céu (v. 3) aquele que, aqui na Terra, permite que Cristo e o Pai façam morada em seu interior mediante a atuação do Espírito Santo (vs. 17-23).

Guardar a Palavra e os mandamentos divinos são evidências de alguém que permitiu que a Trindade fizesse morada em seu coração (vs. 15, 20-24).

Até chegar o momento de ir à Casa do Pai o crente enfrentará muitos desafios no mundo. Contudo, visando cuidar dos que são Seus, Jesus conforta-os com a promessa de Sua segunda vinda (vs. 1-3) e com a vinda e presença constante do Espírito Santo, chamado por Ele de Consolador (vs. 16-19; 25-26).

Por conseguinte, essa ligação íntima com os três seres da Divindade dá ao crente a possibilidade de fazer grandes obras (vs. 10-12) e recebe o privilégio de orar e ser atendido sobrenaturalmente (vs. 13-14).

Jesus veio ao mundo morrer numa cruz a fim de abrir caminho para que o aflito pecador, condenado por seus pecados, tivesse, não apenas vida, mas também indescritível alegria, paz, felicidade e esperança (vs. 4-9, 27-31).

Além dessas verdades importantes, ainda te convido a ampliar tua visão espiritual:

A teologia de João apresenta Jesus como Divino, por isso citou sete frases de Jesus contendo EU SOU, ligadas…

1. …ao pão da vida (6:35, 41, 48, 51);

2. …à luz do mundo (8:12; 9:5);

3. …à porta das ovelhas (10:7, 9);

4. …ao bom Pastor (10:11, 14)

5. …à ressurreição e a vida (11:25-26);

6. …ao Caminho, à Verdade e à Vida (14:6);

7. …à Videira Verdadeira (15:1).

Desta forma, quem não está em Jesus não é nada, nem será ou terá nada, nem mesmo fé. Para tornar possível nossa entrega a Cristo, João enfatizou/focou o Espírito Santo, em cinco textos: Ele…

• …é outro Ser, porém, da mesma espécie de Cristo (14:16-17);

• …relembrará e ensinará o que Jesus ensinou (14:25-26);

• …testemunhará de Jesus através dos crentes (15:26-27);

• …trabalhará pela conversão da humanidade (16:8-11);

• …ampliará/complementará a revelação dada por Cristo (16:12-13).

Pela intervenção de Cristo, a graça do Pai e, a operação sobrenatural do Espírito Santo “devemos volver-nos com fé a Jesus Cristo e mostrar nosso amor a Deus mediante a obediência a Seus mandamentos” (Ellen G. White).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 18 de julho de 2021

Amor na Igreja de Deus

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

18 de julho, domingo

Amor na Igreja de Deus

Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço. 1 João 2:10

[Entre os cristãos], pouco a pouco, houve uma mudança. Os crentes começaram a olhar os defeitos uns dos outros. Concentrando-se nos erros e dando lugar a severas críticas, perderam de vista o Salvador e Seu amor. Tornaram-se mais estritos na observância de cerimônias exteriores e mais rigorosos na teoria do que na prática da fé. Em seu zelo para condenar os outros, passavam por alto os próprios erros. Perderam o amor fraternal que Cristo havia ordenado que tivessem. [...]

Percebendo que o amor fraternal estava diminuindo na igreja, João insistiu com os crentes sobre a constante necessidade desse amor. Suas cartas à igreja estão repletas desse pensamento. Ele escreveu: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1Jo 4:7-11). [...]

Não é a oposição do mundo o que mais ameaça a igreja de Cristo. É o mal cultivado no coração dos crentes que acarreta suas mais graves derrotas, e que mais atrasa o progresso da causa de Deus. [...] Por outro lado, o mais forte testemunho de que Deus enviou Seu Filho ao mundo é a existência de harmonia e união entre as pessoas de variados temperamentos que compõem Sua igreja. É privilégio dos seguidores de Cristo dar esse testemunho. No entanto, para fazer isso, precisam se colocar sob a liderança de Cristo. O caráter deles precisa se amoldar ao Seu caráter, e a vontade deles à Sua vontade.

“Novo mandamento vos dou”, disse Cristo. “Assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (Jo 13:34). Que maravilhosa declaração! Mas como é pouco praticada! Lamentavelmente, o amor fraternal está faltando na igreja de Deus hoje em dia. Muitos que professam amar o Salvador não amam uns aos outros. Os incrédulos estão observando para ver se a fé dos professos cristãos está exercendo uma influência santificadora na vida dessas pessoas. [...] Somos todos membros de uma mesma família, todos filhos do mesmo Pai celestial, com a mesma bendita esperança da imortalidade. O laço que nos une deve ser fraterno e afetuoso (Atos dos Apóstolos, p. 349, 350).

Ellen G. White, 27/7/1986

Santa Ceia - João 13

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 13

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Todos os que têm parte com Cristo devem participar da Santa Ceia (ilustrado no caso de Pedro), embora nem todos os que participam tem parte com Cristo (ilustrado no caso de Judas).

Assim como Jesus fez, Seus servos devem tratar os Pedros e os Judas com bondade, não com indiferença. Jesus conhecia o coração de ambos, mas não impediu nenhum deles de participar da cerimônia tão sagrada como é Ceia instituída para relembrar Sua morte.

Humildade e serviço pautados pelo amor genuíno formam a característica basilar do cristianismo. Sem amor real regendo nossas ações o cristianismo perde sua essência.

• De que adianta cumprir todas as práticas religiosas sendo uma pessoa egoísta, avarenta, orgulhosa, arrogante, ambiciosa, fraudulenta e traidora?

O amor transcende aos erros alheios, trata os Judas da igreja assim como trata os Pedros, sempre com amor. Em outras palavras, assim como Jesus amou, também devemos amar uns aos outros. Jesus deu Sua vida por pecadores de todos os tipos (inclusive a nós), Ele não os evitou nem os desprezou. Devemos agir da mesma forma!

Discípulos sem amor são como carros velozes sem motor. Ou como potentes aviões sem combustível.

Reflita nestes pontos:

• Em relação ao que parece natural à natureza humana referente à grandeza, Jesus mostrou uma direção oposta: Em vez de riqueza, fama e poder é necessário viver a humildade e o serviço à humanidade, apesar de suas mazelas (vs. 1-11).

• Em relação ao que parece natural à alma da liderança, Jesus apontou um caminho contrário: O líder verdadeiro não é aquele que está acima dos liderados ou que manda mais, é aquele que ama e serve mais, inclusive pessoas indignas desse amor e serviço (vs. 12-38).

“Na Santa Ceia, quando Jesus ‘tomando uma toalha, cingiu-Se com ela’ para lavar os pés dos discípulos (João 13:4-15), Ele ensinou repetidamente que a realização não vem do poder mas do serviço. Foi por isso que Ele ordenou [o que temos nos versículos 14-15]. ‘Sejam como Eu’, Jesus está dizendo. ‘Sirvam como Eu. Amem como Eu. Vivam como Eu’. Não é suficiente tomar o título de diácono ou diaconisa, ancião ou pastor, bispo ou presidente. Ao contrário, tome a toalha. Sem tornar-se um servo, não pode haver liderança no ministério” (Jon Paulien).

Reflita! – Heber Toth Armí.

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sábado, 17 de julho de 2021

A Longa Demora

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

17 de julho, sábado

A Longa Demora

Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento. 2 Pedro 3:9

Foi em 1755 que ocorreu o primeiro grande sinal do retorno de Jesus, o terremoto predito em Apocalipse 6:12. Então veio o Dia Escuro de 19 de maio de 1780. Em seguida a esse evento, em 1798, a profecia dos 1.260 anos terminou, marcando o início do “tempo do fim”. No dia 13 de novembro de 1833, aconteceu a queda de estrelas conforme descreve o Apocalipse, seguida pelo começo do juízo investigativo em 1844.

Cada uma dessas datas é uma solene lembrança de que a volta de Cristo está bem próxima. Já são passados mais de dois séculos desde o aparecimento dos primeiros sinais.

O que tem acontecido? Ellen White escreveu em 1868: “A manhã é adiada em misericórdia, porque se o Mestre viesse, muitos seriam achados desprevenidos. A recusa de Deus em permitir que Seu povo pereça tem sido a razão de tão longa demora” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 194). Se essa já era uma longa demora em 1868, o que dizer de hoje?

A Nova Bíblia Inglesa traduz o nosso texto desta forma: “Não que o Senhor seja lento em cumprir Sua promessa, como muitos supõem, mas porque Ele é muito paciente convosco, porque não é de Sua vontade que nenhum se perca.” Por causa de Seu grande amor, Deus tem demonstrado uma brandura quase inacreditável. Ele não deseja que você, eu ou qualquer outro venha a se perder.

Décadas após décadas, a tempestade tem sido segurada. Os anjos de Deus têm seus vigilantes olhos sobre o escuro ressoar dos trovões e recusam permitir que os ventos se rompam no furioso alarido do Armagedom. Mas existe um ponto além do qual não pode haver mais demora? Poderia esse ponto ter sido quase atingido? Deus nos ajude a estarmos preparados!

Joe Engelkemier, 3/1/1972.

O convite - João 12

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 12

Comentário Pr Heber Toth Armí 

As festas judaicas se cumpriram em, e com Cristo. As festas bíblicas ensinam. Elas foram instituições divinas para servirem pedagogicamente ao Evangelho no Antigo Testamento.

No capítulo em pauta revela que a Páscoa se aproximava, quando Jesus, o Cordeiro de Deus, Se tornaria a Páscoa do crente (João 1:29; I Coríntios 5:7).

Observe estes pontos no texto inspirado:

· O convívio de Jesus com Seus amigos: Além dos doze discípulos, Jesus tinha três amigos em Betânia: Marta, a trabalhadeira; Maria, uma ex-prostituta; e, Lázaro, um ex-morto. Ao ser ungido e ter os pés massageados por Maria, Judas questionou o inadequado gasto em produtos de valor, mas fez isso porque era ambicioso e ladrão. Ele logo estaria vendendo Jesus por preço de escravo. Jesus Se relacionava amigavelmente com diversos tipos de pessoas (vs. 1-12).

· O relacionamento de Jesus com os gentios: Além dos judeus que vinham para a festa da Páscoa, para ver Lázaro e homenagear a Jesus, alguns gregos quiseram ter um encontro com Cristo. Jesus, então, reconhece ter chegado a sua hora, a hora de ser glorificado, através de Seu sacrifício. Seu objetivo não era atrair apenas os gregos, mas todas as nações, quando Ele fosse erguido na cruz; além dos judeus, todos os gentios também (vs. 13-36).

· A relação de Jesus com os judeus: Chegou a hora de Jesus Se esconder dos judeus. Todo tipo de oportunidade lhes fora dadas. Contudo, a todas, eles rejeitaram. Crendo no que queriam, demonstraram preferência pela incredulidade. Por desprezarem a Palavra de Deus, preferiram as trevas antes que a luz. Por rejeitarem a Jesus, estavam optando pela rejeição no dia do juízo, automaticamente escolhiam o caminho da morte em vez da vida (vs. 37-50).

Reflita:

Como André, devemos crer em Jesus, aceitá-lO como Salvador e tornar-se seu discípulo. Com André devemos aprender o método mais eficaz e simples da evangelização. Geralmente, quando André é mencionado pelo evangelista João, ele está conduzindo pessoas a Jesus (estude João 1:40-42; 6:8-9; 12:22).

O convite para seguir a Jesus é para mim e para você: “Se qualquer um de vocês quiser me servir, seja meu seguidor. Aí vocês estarão onde eu estiver, prontos para servir. O Pai honrará e recompensará quem me servir” (v. 26).

“Senhor, ajuda-nos a servir-Te” – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 16 de julho de 2021

Novo Estilo de Vida

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

16 de julho, sexta

Novo Estilo de Vida

Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim. Gálatas 2:20

O eu deve ser morto se desejamos ser contados entre os seguidores de Cristo. O apóstolo diz: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. [...] Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus” (Cl 3:1, 3). “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5:17).

Quando homens e mulheres são convertidos a Deus, um novo gosto moral se forma; e eles amam as coisas que Deus ama, pois sua vida está ligada à vida de Jesus pelas correntes douradas das promessas imutáveis. Seu coração é atraído a Deus. Sua oração é: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da Tua lei” (Sl 119:18). Na regra imutável veem o caráter do Redentor e sabem que, ainda que tenham pecado, não serão salvos em seus pecados, mas de seus pecados, pois Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. É através do sangue de Cristo que são levados para perto de Deus.

Ao contemplar a justiça de Cristo nos preceitos divinos, exclamam: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma” (Sl 19:7). Quando pecadores são perdoados de suas transgressões por meio dos méritos de Cristo, quando são vestidos com a justiça de Cristo mediante a fé Nele, declaram com o salmista: “Quão doces são as Tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca” (Sl 119:103). Isso é conversão.

Quando o Espírito de Deus controla a mente e o coração, Ele volta o coração dos pais aos filhos, e o desobediente à sabedoria do justo. A lei de Jeová será então considerada uma transcrição do caráter divino e brota uma nova canção de corações que foram tocados pela graça divina, pois constatam que a promessa de Deus foi cumprida em sua experiência, que suas transgressões foram perdoadas e seus pecados perdoados. Eles se arrependeram perante Deus pela violação da Sua lei e exerceram fé para com nosso Senhor Jesus Cristo, o qual morreu para sua justificação (Review and Herald, 21 de junho de 1892).

Ellen G. White, 1º/7/2009

Lázaro - João 11

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 11

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Temas espirituais são importantes e relevantes para todas as pessoas. A revelação bíblica deve ser a base da cosmovisão de todo ser humano. Sem ela, o conceito de antropologia será equivocado.

É muito fácil endeusar conceitos próprios e atacar/desprezar verdadeiros conceitos, tratando-os com preconceitos.

Por que os judeus rejeitaram Jesus? Observe que, na parábola do rico e Lázaro, o rico sugere que, se alguém dos mortos voltasse à vida, os vivos creriam em Jesus (Lucas 16:30).

Em João 11, Lázaro morreu, ficou quatro dias morto, Jesus chegou para ressuscitá-lo e trouxe-o de volta à vida. Os mesmos líderes religiosos que ouviram os relatos de Cristo em Lucas 15:2 e 16:14 quando contou a parábola do rico e Lázaro, souberam do magnifico milagre da ressurreição literal de Lázaro (João 11:46).

Como reagiram os líderes espirituais? Movidos de inveja pelo fato de Cristo atrair a atenção do povo, começaram a cogitar de matar “o homem que fazia muitos milagres” (vs. 47-57).

Para quem não quer crer, nem mesmo a ressurreição de defuntos é capaz de convencer. Note que, em João 12:9-11, ao invés de crerem em Jesus que deu vida a Lázaro, os líderes religiosos queriam tirar novamente a vida de Lázaro. Eis o fruto da incredulidade! A ignorância é cruel!

Sobre certos temas espirituais, Deus não nos quer ignorantes. Um deles é o tema da morte (II Tessalonicenses 4:13-17). Na ressurreição de Lázaro, Jesus intentará corrigir os distúrbios teológicos dos discípulos de outrora e dos de agora (João 11:1-45).

• Morte não é vida no espaço, no céu nem no inferno.

• Morte é um estado plenamente inconsciente, semelhante ao sono.

• Morte é cessação da vida, consequência do pecado, não um meio de salvação.

• Morte é o fim da vida, mas será destruída pela ressurreição operada por Cristo.

• Morte será aniquilada quando Cristo a matar no último dia.

• A morte encontra limite no poder do Autor da vida.

• A morte não vencerá nenhum crente, mas Cristo vencerá a morte para o crente.

• Morte não tem a palavra final, é Cristo que tem. Aleluia!

Por que muitos rejeitam o conceito bíblico de morte? Devido à sua cosmovisão baseada no paganismo.

Aprofunde-se na verdadeira antropologia bíblica para não enredar-se com filosofias espúrias sobre “vida” e “morte”!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 15 de julho de 2021

Cristo é a Porta e o Bom Pastor - João 10

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 10

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Os capítulos de João são ricos demais para pouco espaço. Por isso, talvez você espera mais do que encontra neste comentário. Objetivando apresentar todo o capítulo, as frases aqui se tornam apenas sínteses.

O capítulo em pauta, conforme o Comentário Bíblico Adventista, pode ser assim dividido:

1. Cristo é a Porta e o Bom Pastor (vs. 1-18);

2. Diversas opiniões sobre Cristo (vs. 19-23);

3. Jesus prova que é Filho de Deus por Suas obras (vs. 24-38);

4. Jesus escapa dos judeus (v. 39);

5. Jesus vai para além do Jordão, onde muitos creem nEle (vs. 40-41).

Jesus almeja que tomemos a decisão certa: Entrar pela porta certa; para isso, Ele é o Pastor certo. As diversas opiniões existentes sobre Ele não devem interferir no conceito que adquirimos do relacionamento com Ele.

Jesus deseja que O reconheçamos como Ele é: o Divino Filho de Deus; por isso, usa todos os meios possíveis intentando convencer-nos. Assim, por mais que muitos O odeiam, há muitas pessoas que creem nEle.

· O que pensar sobre Jesus é uma decisão que está nas mãos de cada um de nós!

Jesus nos alerta sobre falsos mestres religiosos. Estes grandes influenciadores não passam de enganadores. Contudo, as verdadeiras ovelhas de Cristo reconhecem a voz do Bom Pastor e rejeitam à voz do Pastor do Mal.

Jesus veio ao mundo a fim de dar vida aos pecadores condenados à morte. Ele quer que tenhamos vida plena, paz e alegria no coração. Ele Se entregou e morreu por amor a nós para que pudéssemos viver por Ele.

Todo argumento de Cristo teve seu fundamento nas Escrituras. Portanto, “creiamos que não apenas cada livro, mas todo capítulo, e não apenas cada capítulo, mas cada versículo, e não apenas cada versículo, mas cada palavra foi originalmente dada por inspiração divina” (J. C. Ryle).

Não foi fácil para Cristo lidar com a salvação dos perdidos, pois oposições surgiram de todas as formas e por todos os lados. Entretanto, Ele não retrocedeu. Agora, reflita:

· Por que deveríamos retroceder diante de tamanha entrega?

· Por que abandonar a Cristo, deixar Sua igreja, que é o “curral” onde deseja reunir “Seu rebanho”?

Diante das nossas perplexidades e necessidades podemos contar com orientação, proteção e apoio de Jesus. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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Geologia do Dilúvio

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

15 de julho, quinta

Geologia do Dilúvio

Prevaleceram as águas excessivamente sobre a terra e cobriram todos os altos montes que havia debaixo do céu. Quinze côvados acima deles prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos. Gênesis 7:19, 20

A maioria dos cientistas e muitos teólogos negam a historicidade do relato do dilúvio encontrado em Gênesis 6 a 8. Para eles, trata-se apenas de uma narrativa mitológica como a versão babilônica do dilúvio, denominada A Epopeia de Gilgamesh. Em contraste, as alusões bíblicas a Noé e ao dilúvio universal são levadas ao pé da letra tanto no Antigo Testamento (Sl 104:6-9) quanto no Novo (Mt 24:37-39; Hb 11:7; 1Pe 3:20; 2Pe 2:5; 3:6).

A Review and Herald de 5 de fevereiro de 1867 publicou um artigo de Daniel Bourdeau intitulado “Geology and the Bible” [A Geologia e a Bíblia]. O autor afirmou: “A geologia genuína é tão verdadeira quanto a Bíblia e não a contradiz. Pois a verdade não é capaz de contradizer a verdade. Entretanto, é estranho alguns pretenderem que exista discrepância entre a ciência e a Bíblia. É mais estranho ainda que alguns professem crer na Bíblia, mas adotem pontos de vista, supostamente por se basearem na geologia, que se encontram em contradição total com fatos bíblicos claros, alegando, porém, que há harmonia entre seus posicionamentos e as Escrituras.”

As bases científicas para esse pressuposto foram demonstradas pelo geólogo autodidata George McCready Price (1870-1963). Vários de seus livros forneceram evidências conclusivas de que as camadas geológicas não foram formadas por um lento processo evolucionista, mas por um dilúvio mundial. O estudioso definiu que a própria obra “limparia o solo das antigas estruturas evolucionistas”, para que outros criacionistas pudessem edificar sobre novas bases. Muitos criacionistas não adventistas reconhecem a contribuição notável desse pesquisador para a geologia do dilúvio.

Os evolucionistas acreditam que as camadas geológicas foram formadas por diversas eras que duraram milhões de anos. Para eles, já existiram incontáveis formas de vida mais primitivas, as quais morreram antes do surgimento dos seres humanos. Se esse fosse o caso, então a morte existiria muito antes do pecado de Adão e Eva (Gn 3). Em contrapartida, a aceitação do relato bíblico do dilúvio, conforme está escrito, também permite a defesa do ensino de que a morte entrou no mundo por meio do pecado de Adão (Rm 5:12). Somente com base nessa perspectiva, o plano da salvação faz sentido.

Alberto R. Timm, 5/2/2018

quarta-feira, 14 de julho de 2021

JESUS, Nosso Concerto

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

14 DE JULHO, QUARTA

JESUS, Nosso Concerto

Eu, o Senhor, Te chamei em justiça, tomar-Te-ei pela mão, e Te guardarei, e Te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios. Isaías 42:6

Na aliança de Deus com Abraão, animais foram mortos e colocados em montões. Em uma visão, o Senhor passou entre eles sob a forma de uma tocha de fogo. Por mais significativo que fosse tudo isso, era apenas uma sombra de um compromisso muito mais importante. A experiência de Abraão com Isaque no monte Moriá deu uma ideia do que Deus tinha em mente: Ele daria o próprio Filho como pagamento pela redenção da humanidade! É esse o sentido do que Ele disse por intermédio do profeta Isaías no texto bíblico de hoje.

Assim como os animais foram mortos e divididos na aliança abraâmica, Jesus, nossa Aliança, também foi morto e dividido, não em duas partes, mas em duas lealdades. Como Filho do Homem e Filho de Deus, Ele serve tanto a Deus como aos seres humanos. Conforme disse Isaías, Deus entregou Jesus à humanidade; deu-O voluntária e completamente, como aliança e garantia da salvação. Ele conserva a forma humana, e Sua morte constituiu uma garantia de que completará o plano da salvação, de que virá outra vez e de que dará a Terra renovada para Seus filhos.

O uso da palavra “aliança” na Bíblia nos ajuda a ver o profundo significado da última refeição de Cristo com Seus discípulos antes da crucifixão. Ao comer do mesmo pão e beber do mesmo cálice, os discípulos se uniram como irmãos, deixando de lado as disputas sobre quem era o maior. Isso realça a terrível natureza do ato de Judas em tomar o alimento da mão de Jesus e depois traí-Lo. Também lança alguma luz sobre a declaração de Jesus: “Este cálice é a nova aliança no Meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de Mim” (1Co 11:25). Ao participarmos do puro suco da uva na Ceia do Senhor, estamos celebrando uma aliança de sangue com Ele.

Finalmente, sobre o Calvário, Jesus selou a aliança, pondo-a em execução. A salvação não era mais uma promessa, mas um fato.

Nossa salvação é por causa das mãos de Jesus! Com uma, Ele segura a mão do Pai, e com a outra, a nossa. Com Seu sangue, Ele une para sempre a vida de Deus e a vida da humanidade.

Raymond H. Woolsey, 25/2/1979

Pecador restaurado - João 9

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 9

Comentário Pr Heber Toth Armí 

 É mais fácil para Jesus curar a cegueira dos que não enxergam do que a cegueira dos que enxergam. Olhe com oração e atenção para o esboço do capítulo em questão, realizado por D. A. Carson:

Jesus cura a um homem cego:

1. O sinal (vs. 1-12);

2. A investigação dos fariseus:

a) O primeiro interrogatório ao homem curado (vs. 13-17);

b) O interrogatório dos pais do homem (vs. 18-23);

c) O segundo interrogatório ao homem curado (vs. 24-34).

3. A visão do cego e a cegueira dos que veem (vs. 35-41).

Este capítulo está inserido num contexto de conflito iniciado em João 7:1. A oposição dos que deveriam ter recebido a Cristo (João 1:11) foi intensa (ver 7:1, 19, 23, 30, 32, 44; 8:6, 37, 48, 59; 9:22, 34; 10:20, 31-33, 39; 11:8, 16, 46-57; 12:10).

Os líderes religiosos confrontaram Jesus em relação aos seguintes temas:

1. Moisés e seus ensinamentos (7:1-8:11);

2. Abraão e sua filiação (8:12-59);

3. A filiação de Jesus (9:1-10:42);

4. O poder e autoridade de Cristo (11:1-12:11).

No capítulo em análise, Jesus é o Salvador completo do cego, o qual antes de encontrar-se com Cristo e ser curado era incapaz de enxergar, mendigava pedindo esmola, desamparado. Jesus aproximou-Se graciosamente dele, o estimulou e o curou. Então, o ex-cego passou a glorificar a Deus a tal ponto das pessoas perceberem seu testemunho (vs. 1-7);

O testemunho do cego não caiu bem aos ouvidos dos líderes religiosos. Apesar da reação negativa deles e de ser expulso da sinagoga, o ex-cego continuou exaltando a Cristo. Seus passos de fé devem instruir nossa caminhada espiritual:

• Primeiramente, o pecador ouve falar de Jesus (v. 11);

• Depois, adquire um pouco de conhecimento sobre Cristo, capaz de indentificá-lO como profeta (v. 17);

• Aprofundando mais no conhecimento de Cristo, o pecador restaurado O reconhece como Homem de Deus (vs. 31-33);

• O auge da fé está numa vivência capaz de notar que Jesus é verdadeiramente Filho de Deus (vs. 35-38).

Aos cegos espirituais, a realidade é limitada. Quem experimenta a cura pelo poder de Cristo enxerga a vida de outra forma. A fé eleva o foco do pecador e o faz testemunhar do Salvador, apesar dos obstáculos impostos pela oposição.

Estudemos a Bíblia e reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 13 de julho de 2021

Jesus É Melhor

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

13 de julho, terça

Jesus É Melhor

Tendo-Se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles. Hebreus 1:4

A Epístola aos Hebreus foi escrita como um estímulo, uma “palavra de exortação” (Hb 13:22). É um sermão destinado aos cristãos do 1º século.

A maioria da audiência da carta era de origem judaica e havia sido cristã por algum tempo. Eles se lembravam da pregação dos apóstolos, dos milagres experimentados e da poderosa ação do Espírito Santo. Nos primeiros anos, eles haviam sofrido insultos, perseguições, confisco de propriedades e tinham sido banidos das sinagogas. Progressivamente eles se cansaram. Ficaram desanimados. Com o passar do tempo, corriam o risco de se tornarem vítimas do pessimismo crônico.

O perfil desses cristãos apresenta grande correspondência com os cristãos modernos. Também nós, às vezes, nos tornamos deprimidos, desanimados, frustrados e pessimistas quanto ao resultado de termos aceitado a Cristo. Pela negligência da fé, passamos à descrença. Da descrença passamos ao endurecimento do coração. Desse ponto em diante, facilmente chegamos à dúvida sistemática, e a renúncia pública de Cristo está apenas a um passo.

Portanto, a exortação aos hebreus se aplica também a nós, que muitas vezes olhamos a vida cristã como que através de vidraças partidas. O argumento central da Epístola aos Hebreus é que Jesus é melhor do que tudo o que aqueles antigos cristãos haviam conhecido antes no judaísmo.

Jesus é uma revelação melhor do que aquela dada aos pais. Seu nome é melhor do que o nome de todos os patriarcas. Ele é um líder melhor que Moisés, um sacerdote melhor que Arão. Trouxe um sacerdócio superior ao sacerdócio levita. Ele estabeleceu um concerto melhor. Seu sangue é melhor que o sangue de touros, bodes e ovelhas. Em Cristo, esperamos um país melhor do que a Canaã do sonho israelita. Esperamos a Nova Jerusalém, do alto, melhor que a velha cidade, capital do judaísmo.

Em suma, Jesus Cristo é melhor para você também. Ele é superior a tudo o que você tenha deixado. Nada pode se comparar à Sua excelência. Não olhe para trás com saudosismo. Ele é superior a tudo o que você já conheceu. E não importa quanto ou o que lhe ofereçam, Jesus cobre qualquer oferta.

Amin A. Rodor, 4/5/2014

Jesus, Verdade que Liberta - João 8

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 8

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Conhecer Jesus é diferente de ter informações sobre Ele. “Os apóstolos sabiam muito pouco sobre Jesus, mas O conheciam. Nós tendemos saber muito sobre Ele, mas não sabemos gozar de íntima relação com Ele” (Richard C. Halverson).

Não adianta estudar Jesus, pois é só relacionamento constante com Ele que te fará conhecê-lO realmente.

Os discursos proferidos por Cristo revelam muito bem quem Ele é. É impossível ser verdadeiramente cristão desprezando Seus discursos. João os valorizou:

• Primeiro discurso: O novo nascimento, conversão (3:1-36);

• Segundo discurso: Jesus a água viva, refrigério espiritual (4:1-42);

• Terceiro discurso: O Filho é tão divino quanto o Pai Celestial (5:19-47);

• Quarto discurso: Jesus é o pão da vida, nutrição espiritual (6:22-66);

• Quinto discurso: O Espírito Santo vivifica (7:1-52);

• Sexto discurso: Jesus é a luz do mundo que ilumina em meio as trevas (8:12-59);

• Sétimo discurso: Jesus é o bom Pastor que dá Sua vida pelas ovelhas (10:1-42);

• Último discurso: Palavras de despedida (13:1-17:26).

Você deve estudar a Bíblia para conhecer a Jesus, mas estudar Jesus pode não significar relacionar-se com Ele. Observe estes pontos de João 8:

1. A mulher pega em adultério soube o que realmente significa ter um encontro genuíno com Cristo, sua vida mudou radicalmente (vs. 1-11);

2. Desconectado de Jesus não existe luz neste mundo tenebroso, por mais rituais que pratiquemos (vs. 12-20);

3. Jesus é a ligação entre o Céu e a Terra (vs. 21-30); esse assunto foi abordado com Nicodemos em João 3:14-16 e, ampliado no capítulo 12:32-34.

4. Jesus é a verdade que liberta, caso permaneçamos em Seus ensinamentos (vs. 31-40);

5. Jesus fez um contraste entre os humanos que são filhos de Deus e os que são filhos de Satanás; deixando evidente que os filhos do diabo (vs. 41-47)…

• …Ignoram a Palavra de Deus;

• …Confiam em si mesmos;

• …Odeiam mortalmente a Cristo;

• …Não apreciam a Cristo e nada que esteja relacionado a Ele;

• …Foram cegados por Satanás, consequentemente têm dificuldades de entender a Palavra;

• …Dão preferência mais à mentira que à verdade;

• …Têm aversão à Palavra de Deus.

6. Líderes religiosos contemporâneos de Jesus exemplificam para nós os filhos do diabo (vs. 48-59).

Apreciar a Palavra de Deus é essencial para se tornar Seus filhos! Firmar na verdade também! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 12 de julho de 2021

As Injustiças da Vida

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

12 de julho, segunda

As Injustiças da Vida

Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. 2 Pedro 3:13

Injustiçados. É assim que muitos se sentem na vida. Trabalham arduamente para alcançar um ideal, mas, na hora de desfrutar o pouco que a vida tem a oferecer, não podem por algum motivo.

Alguns depositam suas esperanças em um filho que acaba se desviando do caminho, perdendo-se nos labirintos do crime, das drogas, ou morrendo prematuramente. Então os pais exclamam desapontados: “O que eu fiz para merecer isto?”

Esse também poderia ter sido o sentimento de Moisés, após liderar o povo de Israel durante 40 anos de peregrinação pelo deserto. Ao se aproximar da Terra Prometida, Deus o mandou subir ao monte Nebo, ao cume de Pisga. “Ali o Senhor lhe mostrou a terra toda: de Gileade a Dã, toda a região de Naftali, o território de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá até o mar ocidental, o Neguebe e toda a região que vai do vale de Jericó, a cidade das palmeiras, até Zoar. E o Senhor lhe disse: ‘Esta é a terra que prometi sob juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó, quando lhes disse: Eu a darei a seus descendentes. Permiti que você a visse com os seus próprios olhos, mas você não atravessará o rio, não entrará nela” (Dt 34:1-4, NVI).

Que castigo por causa de um único erro: ter ferido a rocha quando deveria ter falado a ela (Nm 20:7-11)! Moisés poderia ter argumentado com Deus, dizendo: “Mas, Senhor, e os 40 anos de murmurações, contendas e desafios que suportei? Não valem nada? É verdade que perdi a paciência uma vez, mas ninguém é de ferro! É crueldade me mostrar a Terra Prometida, me deixar com água na boca, para então me dizer que não vou entrar nela. Que injustiça, Senhor!”

No entanto, não há registro de que Moisés tenha reclamado da decisão divina. Ele morreu ali mesmo, confiante no Senhor, e foi por Ele sepultado. E então vem o melhor: Deus o ressuscitou e o levou para aquela outra Terra Prometida, infinitamente melhor do que a terra de Gileade, que o território de Efraim, o vale de Jericó e tudo o mais. E isso deixa claro um ponto: esta vida não é justa. Só vamos experimentar a justiça, a misericórdia e o amor de Deus em sua plenitude quando chegarmos ao reino celestial.

Rubem Scheffel, 3/1/2010

Verdades Espirituais - João 7

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 7

Comentário Pr Heber Toth Armí 

O Evangelho de João foi escrito porque a igreja cristã estava sendo invadida por pessoas que negavam a natureza humana ou a natureza divina de Cristo. Portanto, como observa Álvaro César Pestana, este livro é o evangelho…

• …Da divindade de Jesus, nenhum livro explora tanto essa questão.

• …Do Espírito Santo, a promessa de Sua vinda torna-se um elemento fundamental no final do livro.

• …Do amor de Deus. Amor pelo Filho, amor pelos homens; amor do homem para Deus e Jesus, e amor dos seres humanos de uns para com outros.

• …De milagres. O uso do termo “sinais” referindo-se aos milagres mostra que estes indicavam a ação de Deus entre humanos.

A partir do capítulo em pauta, nota-se a existência de um conflito. Oposição ferrenha levanta-se contra Cristo após os sinais revelados e os sermões proclamados.

1. Antes da festa dos tabernáculos que relembrava o tempo em que Israel viveu no deserto em casas tipo tendas os irmãos e irmãs de Cristo não acreditaram em Jesus (vs. 1-9; ver Levítico 23:34-44).

2. A multidão ia aumentando ao redor de Jesus, porém, os judeus alegavam que Ele não poderia ter vindo de Deus devido à uma cura realizada no sábado. Os argumentos da oposição atacaram os seguintes pontos:

• O caráter de Cristo: Uns discutiam que Ele era bom, outros questionavam alegando ser Ele um enganador (vs. 10-13);

• A doutrina de Cristo: Ao começar a ensinar no templo os judeus se admiraram com tanto conhecimento, por Ele não ter frequentado as escolas dos Rabis. Jesus aproveitou e questionou o ensino e as intenções assassinas de Seus opositores (vs. 14-19);

• A procedência de Cristo: Acusaram Jesus de estar possuído de demônio por revelar segredos do coração dos opositores que não conseguiam ver mais do que a mera superficialidade das coisas espirituais. Jesus declarou ter vindo de Deus (vs. 20-29).

3. Quanto mais Jesus falava pior ficava para Ele, mais confusão e oposição suscitavam mesmo num dia de festa (vs. 30-36).

4. No oitavo dia, encerrando a festa dos tabernáculos, as impactantes palavras de Jesus impressionaram a muitos positivamente, inclusive os guardas que saíram para prendê-lO e não O fizeram (vs. 37-53).

Quem não tem um coração disposto a obedecer não entenderá verdades espirituais (v. 17). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 11 de julho de 2021

Engano Que Custou Caro

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

11 de julho, domingo

Engano Que Custou Caro

Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias. Eclesiastes 7:29

O livro de Gênesis apresenta um relato bem definido da vida social e individual, e, todavia, não temos notícia de alguma criança que nascesse cega, surda, aleijada, deformada [...]. Não é mencionado um só caso de morte natural na infância, meninice ou juventude. Não há relato algum de homens e mulheres vitimados por doenças. Os obituários no livro de Gênesis declaram o seguinte: “Os dias todos da vida de Adão foram novecentos e trinta anos; e morreu” (Gn 5:5). “Todos os dias de Sete foram novecentos e doze anos; e morreu” Gn 5:8). [...]

Deus dotou a humanidade de tão grande força vital que ela tem resistido ao acúmulo de doenças [...] em consequência de hábitos pervertidos, e tem sobrevivido por 6 mil anos. Esse fato, por si mesmo, é suficiente para nos mostrar a força e a energia que Deus conferiu à humanidade na criação (Fundamentos da Educação Cristã, p. 22, 23).

Não tivesse Adão originalmente possuído maior poder físico do que os homens possuem agora, e a humanidade teria sido extinta. [...]

Deus não criou a humanidade em tão debilitada condição. Esse estado de coisas não é obra da Providência, mas do homem. Foi ocasionado pelos maus hábitos, pela violação das leis que Deus fez para governar a vida da humanidade (Conselhos Sobre Saúde, p. 19, 20).

Deus criou o homem para Sua própria glória, para que depois de testada e provada, a família humana pudesse tornar-se uma com a família celestial. Era o propósito de Deus repovoar o Céu com a família humana, caso ela se demonstrasse obediente a cada palavra divina (A Verdade Sobre os Anjos, p. 287).

Para Eva, desobedecer a Deus, provar o fruto da árvore proibida e tentar o esposo a também transgredir pareceu algo pequeno. No entanto, o pecado deles abriu as portas a uma enxurrada de desgraças sobre o mundo. Quem pode saber, no momento da tentação, as terríveis consequências que poderão resultar de um passo errado? (Patriarcas e Profetas, 37).

Ellen G. White, 1º/7/1995

Os milagres de Jesus - João 6

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 6

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Os milagres de Cristo descritos por João são seletivos, com objetivos claros. São apenas sete milagres identificados por sinais:

• Primeiro: Jesus transformou abundantes águas em vinho melhor do que aquele que era servido antes de acabar no casamento (João 2);

• Segundo: Jesus curou o filho do oficial romano estando longe desse filho (João 4);

• Terceiro: Jesus curou o paralítico de Betesda com 38 anos de idade, sem tocá-lo (João 5);

• Quarto: Jesus multiplicou pães e peixes para uma grande multidão (João 6:1-15);

• Quinto: Jesus andou por sobre as águas e salvou Seus discípulos (João 6:16-21);

• Sexto: Jesus curou um cego de nascença depois que ele se distanciou e lavou-se no tanque de Siloé (João 9);

• Último milagre: A ressurreição de Lázaro que esteve quatro dias morto (João 11).

O objetivo de João era mostrar milagres que Jesus fez sem tocar em quem precisava dEle. O único milagre citado por João em que Jesus tocou o necessitado é no caso do cego; contudo, o milagre só aconteceu quando ele se distanciou de Jesus obedecendo-O ao lavar seus olhos no tanque de Siloé.

Tudo isso está em harmonia com o propósito de João, que escreveu sobre Cristo quando já se havia passado mais de meio século que Ele subira ao Céu. Estando invisível entre as pessoas, João queria desenvolver a fé e estimular a crença cristã em seus leitores.

Do capítulo 6, temos ainda alguns pontos a considerar:

• Após alimentar a numerosa multidão tendo apenas cinco pães de cevada e dois peixinhos emprestados de um menino e, de haver andado por sobre as águas, Jesus revelou-Se como o Pão da Vida enviado do Céu para saciar a fome da alma da humanidade (vs. 1-40).

• Após Seu poderoso sermão, os ouvintes de Jesus tiveram reações confusas sobre Ele, e muitos O abandonaram dizendo: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (vs. 41-71).

Assim, fica claro que, como declarou Russel P. Sheed: “Cristãos têm uma inclinação muito maior para aceitar a Jesus do que para viver com o estilo de Jesus”.

Muitas vezes queremos Jesus, mas não Seus sermões; contudo, Suas mensagens são nutrientes para nosso coração!

Oremos: “Senhor, embora Tua Palavra seja dura para nós que somos resistentes aos Teus ensinamentos, precisamos dela. Reaviva-nos!” – Heber Toth Armí.

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sábado, 10 de julho de 2021

Um Dia Para Toda A Humanidade

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

10 de julho, sábado

Um Dia Para Toda A Humanidade

O Teu santo sábado lhes fizeste conhecer; preceitos, estatutos e lei, por intermédio de Moisés, Teu servo. Neemias 9:14

Há os que afirmam que o sábado só foi dado aos judeus, mas Deus nunca disse isso. Ele confiou o sábado ao povo de Israel como um depósito sagrado. No entanto, o próprio fato de que o deserto do Sinai, e não a Palestina, foi o lugar escolhido por Ele para proclamar Sua lei revela que o Senhor o destinou a toda a humanidade. A lei dos Dez Mandamentos é tão antiga como a criação. Portanto, a instituição do sábado não tem mais especial ligação com os judeus do que com todos os outros seres criados. Deus tornou a observância do sábado obrigatória a todos os seres humanos.

É afirmado claramente que “o sábado foi estabelecido por causa do homem” (Mc 2:27). Que todos os que correm o perigo de ser enganados quanto a esse ponto deem, pois, atenção à Palavra de Deus, e não aos argumentos humanos!

No Éden, referindo-Se à árvore do conhecimento, Deus disse a Adão: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:17). “Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn 3:4, 5). Adão atendeu à voz de Satanás lhe falando por meio da esposa; ele acreditou em outra voz; não naquela que proferiu a lei no Éden.

Todo ser humano foi posto à prova, assim como Adão e Eva no Éden. Como a árvore do conhecimento foi colocada no meio do jardim do Éden, assim também o mandamento do sábado é colocado no meio do Decálogo. Com relação ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, a restrição foi feita: “Dele não comereis, [...] para que não morrais” (Gn 3:3). Do sábado, Deus disse: Não O violarás, mas o santificarás. “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Êx 20:8). Assim como a árvore do conhecimento do bem e do mal foi um teste da obediência de Adão, o quarto mandamento é o teste que Deus deu para provar a lealdade de Seu povo. A experiência de Adão deve ser um alerta para nós até o tempo do fim. Ela nos adverte a não receber nenhuma declaração da boca de mortais ou de anjos que tire um jota ou til da sagrada lei de Jeová (Review and Herald, 30 de agosto de 1898).

Ellen G. White, 2/5/2009

As obras de Cristo

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 5

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Nosso estilo de vida deveria refletir a máxima expressão prática do cristianismo em toda situação. Temos muito que aprender com Cristo, o Mestre perfeito. Somente seguindo a Ele diariamente tal nível de vida será possível.

A vida de um cristão deve ser intencional. O mesmo objetivo que Jesus tinha ao aproximar-Se das pessoas, deveríamos, nós cristãos, também ter. As mesmas estratégias de atrair pessoas para o reino de Deus deveriam fazer parte de nossa vida. O mesmo propósito evangelístico de Cristo deveria ser o nosso.

Jesus supria as necessidades das pessoas antes de evangelizá-las. Observe este esboço:

• Ao transformar água em vinho Jesus supriu necessidades materiais (João 2);

• Ao lidar com Nicodemos e dizer da necessidade de nascer de novo, Jesus supria necessidades espirituais (João 3);

• Ao lidar com os prazeres da mulher samaritana, Jesus supria necessidades emocionais (João 4);

• Ao restaurar ao paralítico, Jesus supria necessidades de saúde (João 5);

• Ao saciar a fome da multidão multiplicando pães e peixes, Jesus supria necessidades físicas (João 6).

Após essa visão geral, foque os detalhes de João 5, onde os milagres desse capítulo ensinam grandes lições de vida:

Warren W. Wiersbe destaca os seguintes pontos:

1. O milagre: A salvação pela graça (vs. 1-16);

2. A mensagem: Cristo é igual a Deus (vs. 17-47):

a) A tripla igualdade de Cristo com o Pai:

• Em obras (vs. 17-21)

• Em julgamento (v. 22)

• Em honra (v. 23)

b) A tripla ressurreição:

• A ressurreição do pecador morto hoje (vs. 24-27)

• A ressurreição da vida (vs. 28-29a)

• A ressurreição da condenação (v. 29b)

c) O triplo testemunho da divindade de Cristo:

• João Batista (vs. 30-35)

• As obras de Cristo (v. 36)

• O Pai na Palavra (vs. 37-47)

Infelizmente, os líderes judeus “rejeitaram a Palavra (v. 38), não vieram a Ele (Jesus) (v. 40), não amaram a Deus (v. 42), não O receberam (v. 43), buscaram a glória dos homens, não a que vem de Deus (v. 44), e não escutaram Sua Palavra (v. 47). Não é de se espantar que não conseguissem crer e ser salvos!” (Wiersbe).

Sem um estilo de vida pautado pela Palavra toda pessoa está fadada à perdição eterna. Portanto, é imprescindível reavivar-nos pela Palavra.

Estudemos com mais afinco a Palavra de Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 9 de julho de 2021

Comprando Tempo

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

9 de julho, sexta

Comprando Tempo

Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. Salmo 90:12

Segundo uma história, certo homem teve um sonho no qual ele se viu passando junto a um estabelecimento bancário, onde se lia: “Vende-se tempo.” Curioso, ele entrou e viu uma longa fila de pessoas diante de um guichê. Ficou ali algum tempo e verificou como várias pessoas procuravam comprar tempo. Um deles explicou que tivera uma enfermidade maligna que podia ter sido tratada um ano antes e descobriu então que era tarde demais. Ele desejava comprar um ano de tempo. Um casal de rosto triste queria comprar 20 anos. Seu filho havia sido condenado à morte, e eles reconheceram que eram culpados disso, pois tinham negligenciado a educação dele. Pretendiam começar tudo de novo para reparar o mal. Outro homem desejava comprar 30 anos a fim de obter uma educação que havia negligenciado na juventude. E assim a história continua.

Muitas pessoas sonham poder voltar ao passado ou comprar de volta os anos gastos. Mas o tempo nunca mais volta. Infelizmente, essa é uma importante lição que poucos aprendem na juventude.

E mais: o tempo passa muito depressa depois da infância. Certa vez, presenciei um amigo dizer o seguinte a um senhor de 94 anos: “Creio que deve ter sido como uma eternidade o tempo que passou desde o tempo em que o senhor era jovem.” O idoso respondeu: “Filho, é como se fosse ontem.”

O tempo só tem valor quando é gasto tendo em vista a eternidade. A menos que gastemos nosso tempo como um investimento para a vida eterna, nós o estamos desperdiçando. Somos como o exército do leviano imperador romano Calígula, que, em vez de se preparar para defender o império, recebeu a tarefa de colher as mais lindas conchas nas praias.

Assim, quer tenhamos muito tempo para viver ou apenas breves anos diante de nós, vamos contar os nossos dias “para que alcancemos coração sábio”, e que nossa vida seja dedicada à esperança da eternidade.

Thomas A. Davis, 3/1/1967

Relacionamento com Jesus - João 4

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 4

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Você conhece a Cristo? Como avalias teu conhecimento sobre Ele? Que nota darias para tua intimidade e profundidade relacional com Aquele que Se doou completamente para te salvar?

Há cinco níveis no relacionamento com Jesus, do superficial ao mais profundo:

• Nivel 1: Jesus é desconhecido, um mero judeu (v. 9);

• Nível 2: Jesus é respeitado, embora questionado (vs. 11-12);

• Nível 3: Jesus é reconhecido como Senhor; há submissão da pessoa, mas sem interpretar corretamente Suas palavras (v. 15);

• Nível 4: Jesus é visto como profeta, conquanto Ele seja mais que profeta (v. 19);

• Nível 5: Jesus é tido como Ele realmente é, o Messias, Salvador dos pecadores (vs. 25-26).

A intenção de Jesus é que Seus seguidores não sejam superficiais, mas profundos discípulos. Em que nível deste você se encaixa? Jesus nos quer no nível máximo; mas, como saber se estamos no nível mais profundo? O próprio relato inspirado nos ajuda a entender quando estivermos envolvidos intensamente com Jesus.

1. Como só Jesus satisfaz, a pessoa se desapega facilmente de bens materiais, por mais importantes que sejam (vs. 13-14, 28).

2. Experimenta o perdão, transformação e passa por uma mudança radical de vida, sua rotina mudará totalmente (vs. 6-7, 10, 28).

3. Testemunha publicamente com palavras e com a vida a transformação operada por Cristo (vs. 16-18, 28-29).

4. Torna-se instrumento de salvação e graça aos que vivem na desgraça do pecado (vs. 14, 30, 39).

5. Possui fé contagiante, persuasão poderosa e convicção sobrenatural a ponto de conduzir muita gente ao encontro e intimidade com Cristo (vs. 40-42).

Jesus cria estratégia para desenvolver relacionamento íntimo conosco. Contudo, nossos preconceitos e ocupações tornam-se obstáculos para Ele.

Jesus desenvolveu relacionamento com a samaritana (vs. 1-30), com Seus discípulos (vs. 31-38), com os samaritanos (vs. 39-42), com os galileus (vs. 43-45), com um oficial do rei (vs. 46-54), e agora quer desenvolver com você, através destes relatos inspirados…

Do final do versículo 53 “fica bem claro que Deus ama ver as famílias unidas em Cristo. Sua vontade não é que haja famílias divididas no céu. Ele tem todo o cuidado de registrar o fato de que toda a casa creu no Seu Filho” – observa William MacDonald.

Portanto, que haja reavivamento em nossa família! Busquemos-lo! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 8 de julho de 2021

A Fuga do Filho

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

8 de julho, quinta

A Fuga do Filho

Absalão, porém, fugiu, e se foi a Talmai, filho de Amiúde, rei de Gesur. E Davi pranteava a seu filho todos os dias. 2 Samuel 13:37

Depois de minha pregação, alguém me disse: “Você precisa conversar com aquele rapaz. Ele esteve fora da igreja durante anos e retornou como resposta às orações incessantes de seu pai.” No fim da semana, o mesmo colega me apresentou àquele ancião que, durante 20 anos, tinha orado, cinco vezes por dia, pela volta do filho.

Quanto significa um filho na vida dos pais? “Davi pranteava a seu filho todos os dias”, diz o verso de hoje. Conheço pais que um dia trouxeram seu pequeno filho para apresentá-lo a Deus no altar. Porém, depois de crescido, o filho não quer saber mais nada de Jesus e anda por caminhos escabrosos, arruinando a saúde e o futuro. Constantemente recebo bilhetes de mães angustiadas, pedindo oração em favor do retorno de seus filhos.

Queridos pais, continuem clamando por seu filho todos os dias. Façam isso com lágrimas. Coloquem seu pedido nas mãos de Deus com insistência. Sejam como a viúva importuna de Lucas 18: batam, continuem batendo à porta e falem como Jacó: “Não Te deixarei [...] se não me abençoares” (Gn 32:26). O Senhor com certeza terá compaixão de seu filho e o trará de volta.

“Mas pastor”, você pode dizer, “o que Deus pode fazer se a decisão é pessoal, e meu filho não quer saber nada de Jesus?” É verdade que a decisão é pessoal, mas a oração de um pai por seu filho é poderosa e move o braço de Deus.

Talvez você seja um filho, daqueles que há muito tempo está afastado de Deus. É possível que nunca chegue a compreender o sofrimento de seus pais e muito menos o de Deus por sua causa, mas saiba que você é amado pelo Céu. O Senhor sempre o esperou. O perigo que você corre não é de que Deus Se canse de esperá-lo, mas de que você se canse de ouvir Sua voz e corra definitivamente para o deserto do pecado.

Jesus está disposto a entrar hoje em sua vida e revolucionar tudo, mas Ele não vai derrubar a porta e entrar contra a sua vontade. Você tem que querer, tem que decidir. A porta do coração se abre só do lado de dentro. Jesus simplesmente diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap 3:20).

Alejandro Bullón, 18/7/1994

Um Libertador Divino - João 3

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - João 3

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Temos a tendência de tornar a mensagem bíblica desequilibrada. Olhamos o lado da moeda que mais gostamos. Assim, nossa teologia torna-se manca, incompleta, defeituosa. Consequentemente, teremos uma visão distorcida de Deus.

1. Nicodemos possuía uma visão distorcida da teologia, contudo, ele foi buscar respostas, mesmo que tivesse de ir às escondidas, à noite (vs. 1-21). Ali Jesus deu aula de teologia, cristologia, soteriologia, hamartiologia, missiologia, etc. a um homem só.

2. João Batista intentava corrigir a visão das pessoas sobre o Messias quando era questionado por causa de alguma coisa que Jesus fazia. Sua teologia está em harmonia com a ensinada por Cristo, embora nunca tivesse recebido a aula que Nicodemos recebeu (vs. 22-36).

No capítulo em pauta existe um contraste pouco observado. Analise estes dois versículos, que não se contradizem, mas o contraste existente se complementa:

• Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o Seu único Filho, para que todo aquele que nEle crer não morra, mas tenha a vida eterna (João 3:16).

• Por isso quem crê no Filho tem a vida eterna; porém quem desobedece ao Filho nunca terá a vida eterna; mas sofrerá para sempre o castigo de Deus (João 3:36).

Ao comparar estes dois versículos, entendemos melhor nossa situação e desejaremos mais urgentemente um Libertador à altura de nossa condenação.

Consequentemente, compreenderemos que, se nossa maior e mais urgente necessidade fosse de…

• …informações, Deus teria enviado um pedagogo ou inventor da internet;

• …tecnologia, Deus teria enviado um cientista ou engenheiro eletrônico;

• …entretenimento, Deus teria enviado um artista, ator ou palhaço ao mundo;

• …dinheiro e riquezas, Deus teria nos enviado um economista ou contador;

• …moradia, Deus teria enviado um pedreiro ou engenheiro civil;

• …conselhos, Deus teria enviado um psicólogo ou conselheiro espiritual;

• …curas, Deus teria enviado um psiquiatra ou médico;

• …sabedoria, Deus teria enviado um filósofo.

Deus sabe que nossa maior necessidade é de um Libertador divino. Por isso, enviou Seu Filho para morrer por todo pecador a fim de oferecer-nos a possibilidade de vida eterna; porém, quem O rejeita revela preferência pela condenação/problema em detrimento da salvação/solução.

Infelizmente valorizamos mais necessidades secundárias como moradia, dinheiro, tecnologia, etc. Precisamos entender que tais coisas são ilusórias e não promovem vida eterna. Só Jesus realmente satisfaz nossa maior necessidade. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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Esperança Para Todos

  MEDITAÇÃO DIÁRIA 24 de julho, sábado Esperança Para Todos Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores. 1 Timóteo 1:15 “Você tem seis ...