sexta-feira, 14 de junho de 2024

O melhor argumento

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
14 de junho
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O melhor argumento

Assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. 1 Pedro 2:15

O poder do cristianismo e sua influência no mundo são temas que despertam grande interesse em muitas pessoas. O filósofo espanhol José Antonio Marina, em seu livro Por Qué Soy Cristiano (Por Que Sou Cristão), destaca a importância da experiência pessoal para compreender o significado atual do cristianismo. Ele enfatiza que tal experiência pertence ao âmbito privado de cada indivíduo e que não pode ser imposta ou aceita sem questionamentos. No entanto, Marina reconhece que a reflexão de um grupo de judeus sobre os eventos que ocorreram no início da era cristã gerou uma civilização inteira, o que é uma das mais notáveis aventuras do espírito humano.

Ao refletirmos sobre os primeiros seguidores de Jesus, podemos supor que não foram os discursos eloquentes, os recursos econômicos, as trajetórias acadêmicas ou os milagres que geraram o movimento social que mudou o mundo. A razão para essa transformação foi o amor e a bondade dos cristãos. Tertuliano, em um de seus escritos, menciona que os pagãos diziam dos cristãos: “Vejam como se amam!” Essa demonstração de amor e o anelo por fazer o bem impactou profundamente o mundo. Os cristãos seguiram a mensagem de Jesus e se comprometeram a viver uma vida exemplar, a mais nobre aventura do ser humano: ser uma pessoa boa. Nenhuma outra argumentação é tão poderosa quanto a vida realmente comprometida com Cristo, pois somente dessa maneira é possível enfrentar qualquer situação com amor, qualquer agressão com bondade e qualquer dúvida com esperança.

Voltaire, um famoso cético, afirmava que gostaria que seu alfaiate e barbeiro fossem bons cristãos, a fim de garantir um preço justo em seus ternos e confiar em quem cuidava de seu pescoço. O mundo não seria o mesmo sem a influência de Jesus e a bondade encarnada em seus seguidores. Como disse Teresa de Calcutá, “nossa tarefa é inspirar cristãos e não cristãos a realizar obras de amor. E cada obra de amor feita com todo o coração aproxima as pessoas de Deus”.

A melodia do bem é capaz de acalmar o ruído daqueles que não creem. Essa é a tarefa dos cristãos, e Deus Se encarrega do resto.

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Amós 4 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Amós 4
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


AMÓS 4 – A devastação natural reflete uma ruptura na ordem da natureza criada por Deus, indicando que o pecado humano afeta drasticamente toda a criação (Romanos 8:22-23).

Ao fazer um paralelo temático entre Joel 1 e Amós 4 obtemos uma visão rica sobre a natureza divina e da humanidade. Apesar dos contextos diferentes de ambos, os dois profetas compartilham a visão teológica de que os desastres naturais podem ser interpretados como mensagens de Deus chamando pessoas ao arrependimento: Ambos os profetas destacam a importância de um verdadeiro retorno a Deus, não apenas em palavras, mas em ações, tanto em termos de justiça prática quanto na adoração sincera; pois, a persistência na teimosia e indiferença ao arrependimento resultam em um julgamento iminente e severo, sublinhando a seriedade do Dia do Senhor.

• Joel descreve uma devastadora praga de gafanhotos que arrasa a terra, afetando a todos os aspectos da vida, desde a agricultura ao culto religioso. A praga é vista como um prenúncio do Dia do Senhor, um tempo de julgamento divino. O profeta faz um apelo urgente ao arrependimento e ao clamor ao Senhor.

• Amós 4 condena as mulheres ricas de Samaria (vacas de Basã) e a idolatria em Betel e Gilgal. Ele enumera punições progressivas, como desastres enviados por Deus para advertência (fome, seca, pragas de gafanhoto, derrota militar); contudo, apesar dessas calamidades, Israel não se voltou para Deus.

• Joel conclama o povo ao jejum, ao pranto e ao clamor ao Senhor, indicando que o arrependimento pode reverter o desastre. Ele retrata uma resposta mais esperançosa, onde ele acredita que o povo pode se voltar para Deus através do arrependimento e rituais religiosos apropriados diante dos desastres.

• Amós 4 mostra que, apesar dos repetidos desastres, Israel não se arrependeu, destacando a teimosia do povo e a inevitabilidade do julgamento divino. Este profeta é mais pessimista em relação à resposta do povo. Apesar das repetidas advertências naturais, o povo de Israel não se arrependeu (vs. 6, 8-11).

Isso se repetiu na história cristã e, se aplica a nós que vivemos no tempo do fim (Apocalipse 8:2-9:21; 14:6-7).

Amós 4 encerra com uma advertência severa: “Prepare-se para encontrar-se com Seu Deus” indicando que o tempo para arrependimento se esgota, e o julgamento torna-se inevitável. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 13 de junho de 2024

Legendas

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
13 de junho
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Legendas

Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Mas vocês deviam fazer estas coisas, sem omitir aquelas! Mateus 23:23

Este é um dos textos de Ellen G. White que eu mais aprecio, porque coloca a lei no lugar adequado: “A lei é uma imagem do caráter divino. Pode-se contemplar no Pai celestial uma perfeita manifestação dos princípios que são o fundamento de Seu governo” (O Maior Discurso de Cristo, p. 55 [77]).

A lei divina não é simplesmente um conjunto de normas a serem cumpridas, mas sim o invólucro da graça, repleto do anelo de um mundo justo, da afeição pelos outros e da confiança em Deus.

Comparar a lei com as legendas de um filme é muito ilustrativo. Assim como as legendas nos permitem compreender a profundidade de um documentário japonês, por exemplo, os mandamentos nos ajudam a compreender a grandeza de Deus. Cada pôr do sol, cada ação de amor e cada reflexão sobre nossas vidas podem ser entendidos a partir das leis que regem o Universo e se traduzem nos preceitos do Eterno. Dessa forma, podemos contemplar o caráter de Deus em todos os lugares e ratificar que Sua perfeição está no fato de que Ele é bom.

Mas como aplicar esses princípios em nossa vida? Não se trata de seguir a lei de forma legalista, mas sim de ter uma relação verdadeira com Deus, que nos leva a fazer o bem naturalmente. Não podemos ser perfeitos no sentido legal, mas podemos ser bons em outros sentidos. Podemos ajudar a fazer deste mundo um lugar mais justo, trazendo alegria e empatia para os dias cinzentos. Podemos compartilhar nossa fé e confiança com aqueles que não a têm, mostrando-lhes o amor de Deus por meio de nossas ações.

No final das contas, o Senhor deseja que nossas legendas sejam melhores do que nossos títulos acadêmicos ou profissionais, que nossa vida seja compreendida pelas experiências que temos e que sejamos como Cristo a cada dia. E esse desejo pode ser o nosso também. Podemos orar para que Deus nos ajude a colocar em prática os princípios da lei e a fazer do amor e da justiça nossas prioridades. Pois só assim poderemos experimentar a verdadeira liberdade que vem de um relacionamento profundo com o Criador.

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Amós 3 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Amós 3
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


AMÓS 3 – Devemos aproximar da Bíblia com reverência e obediência todos os dias, permitindo que Sua mensagem divina molde nossas decisões e ações e também nossa sociedade caótica.

A voz do profeta Amós ecoa pelos séculos, trazendo uma mensagem intransigente para nossa sociedade secularizada e igrejas negligentes. Ele adverte que os privilégios não são um fim em si mesmo, mas um chamado á responsabilidade. A falha em viver à altura de nossas bênçãos resulta inevitavelmente no juízo divino.

• Nações privilegiadas têm a tendência de se afogar em sua autossuficiência, esquecendo que o poder e a riqueza trazem consigo um dever imenso de promover o bem-estar comum. A prosperidade não deve ser uma fortaleza de egoísmo, mas uma plataforma para ações altruístas. A negligência de tal dever clama por um julgamento inevitável – como se vê em Amós 3, na experiência de Israel.

• As igrejas cristãs, assim como as nações, não estão isentas deste chamado. São, na verdade, duplamente responsáveis. A igreja que é dedicada às suas práticas religiosas internas, mas falha em ser um farol de justiça, compaixão e verdade na sociedade, despreza seu privilégio, e comete um sacrilégio contra sua própria missão. Assim, a negligência espiritual e moral da igreja é uma afronta direta ao coração de Deus e ao propósito de sua existência. A complacência é o prelúdio da ruína, e a justiça divina não falhará em sua execução (Amós 3:1-6, 8-15).

O versículo 7 é chave no livro de Amós. Ele nos convida a considerar a maneira como Deus Se comunica com a humanidade antes de executar Seu juízo. Destaca a disposição dEle em revelar Seus planos aos Seus servos, os profetas, antes dos acontecimentos se concretizarem.

Advertir as nações antes de executar Seu julgamento (Amós 1:3-2:16) revela a paciência e a vontade de Deus de dar ao pecador a oportunidade de arrependimento. As advertências dadas a Damasco, Gaza, Tiro, Edom, Amom, Moabe, Judá e Israel deixam claro que o juízo de Deus não é arbitrário. Cada sentença é precedida por uma explicação detalhada das transgressões cometidas.

Essa transparência mostra a justiça de Deus, que deseja que entendamos as consequências de nossos atos e a necessidade de nos afastarmos dos pecados.

É fato que Deus não deseja nossa destruição, mas nossa restauração! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 12 de junho de 2024

“Atitude pizza”

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
12 de junho

     “Atitude pizza”

Não nos cansemos de fazer o bem, porque no tempo certo faremos a colheita, se não desanimarmos. Gálatas 6:9

Devemos muito aos italianos, não apenas pela sua contribuição no mundo da arte, política e economia, mas especialmente pela sua influência na culinária. Através do uso de três ingredientes simples – farinha de trigo, tomate e queijo –, os italianos criaram (ou aperfeiçoaram) um prato que conquistou o mundo inteiro: a pizza. É um alimento versátil que se adapta a qualquer paladar. Pode ser encontrada em qualquer lugar do mundo, e em cada lugar ela tem seu toque especial. É tão adaptável que até pizzas com lombo de rã e carne de crocodilo, ou com mel no lugar de molho de tomate, são vendidas em alguns países. A pizza serve como metáfora para nossa vida, pois, assim como essa comida, devemos ser versáteis e nos adaptar a cada situação desafiadora. 

Um dos maiores desafios para nós pecadores é amar como Cristo nos ama. Fazer o bem para os amigos é fácil, pois a bondade é natural quando recebemos bondade. No entanto, devemos ir além e fazer o bem a todos, inclusive aos nossos inimigos, pessoas com quem não simpatizamos, pessoas insuportáveis e com quem não somos compatíveis. Em outras palavras, devemos amar e fazer o bem até a quem não merece. Essa atitude deve ser constante, não apenas para um dia específico, mas para todos os dias. Devemos praticar a bondade com paciência e constância, não somente por alguns instantes, mas em todos os momentos. Isso é o que nos torna cooperadores de Deus. 

Devemos reconhecer que somos servos do Altíssimo em todas as ocasiões da vida. E, como tais, ter uma postura versátil como a pizza em todas as áreas de nosso viver, sobretudo no fazer o bem. 

Apesar de inicialmente estranhas, pizzas de sabores exóticos podem se revelar deliciosas. A pizza aguenta tudo – todos os sabores e temperos –, assim como devemos aguentar todas as adversidades e continuar a fazer o bem. Devemos ter uma atitude sempre positiva e, assim como a pizza, que se adapta a qualquer paladar e situação, nos adaptar aos múltiplos desafios de nossa jornada cristã. 

Deus quer revelar ao mundo o sabor e o tempero do evangelho por intermédio da sua vida. Que sua influência neste dia seja saborosa e, acima de tudo, transformadora.
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Amós 2 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Amós 2
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


AMÓS 2 – Numa cultura de relativismo moral e ceticismo espiritual, muitos veem a Bíblia meramente como um conjunto de conselhos éticos, úteis mas não essenciais. Esta visão diminui a autoridade divina das Escrituras e enfraquece o compromisso com a fé cristã.

Os dois primeiros capítulos do livro de Amós, oferecem uma poderosa correção dessa tendência, destacando a Palavra de Deus como uma mensagem viva, cheia de juízo e esperança, não meramente um manual de ética. Desde o início, o profeta afirma não estar falando por si mesmo, mas como porta-voz de Deus. Amós não traz conselhos; ele traz a Palavra direta de Deus (Amós 1:1) – Esta é uma declaração de autoridade divina, que transcende a sabedoria humana e demanda atenção e obediência.

Amós 1:3-2:3 detalha os juízos divinos contra várias nações enraizadas em religiões falsas. Cada julgamento inicia com a sentença: “Por três transgressões de..., e ainda mais por quatro, não anularei o castigo” (1:3, 6, 9, 11, 13; 3:1). Este padrão reforça que Deus não ignora o pecado, não importa a nação ou o contexto – A justiça de Deus é universal e imparcial, mostrando que as Escrituras não são uma coleção de normas morais, mas a revelação da justiça divina. Deus é o Juiz Supremo, Sua Palavra é a sentença final.

Amós 2:4-16, através de Seu profeta, Deus não poupa Israel nem Judá. Judá recebe condenação por rejeitar a Lei divina e seguir práticas religiosas falsas, enquanto Israel recebe condenação por sua injustiça social e opressão aos pobres – Isso mostra que a relação com Deus e a adesão a Sua Palavra são questões de vida ou morte. Não são simples diretrizes para uma vida melhor, são mandamentos que definem a fidelidade ou a infidelidade ao Deus vivo. Assim, a fidelidade a Sua Palavra é a linha entre a bênção e a maldição (Deuteronômio 27:1-28:68).

Diante da superficialidade espiritual,

• As igrejas devem investir em ensino teológico que enfatize a autoridade divina das Escrituras; isso inclui sermões que vão além das lições de moral.

• Os pregadores devem comprometer-se com a pregação expositiva, onde o texto bíblico é explicado e aplicado em seu contexto original e na vida contemporânea.

• Os crentes devem estudar profundamente a Bíblia, como a viva e eficaz Palavra Divina (Hebreus 4:12).

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 11 de junho de 2024

Influenciadores

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
11 de junho

Influenciadores

Naquele tempo havia gigantes na Terra, e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Estes foram valentes, homens de renome, na antiguidade. Gênesis 6:4


Os gigantes mencionados em Gênesis 6:4 têm sido objeto de inúmeras interpretações, principalmente porque a palavra grega usada na Septuaginta pode denotar “algo muito grande”. No entanto, o sentido original da palavra hebraica é “cair” ou “fazer cair”. Independentemente do significado do termo empregado, podemos supor que essas pessoas tinham poder e influência tão grandes que eram capazes de fazer multidões caírem ao seu redor. Eles eram pessoas de renome, cuja influência era tão grande que ficaram famosas desde os períodos mais remotos.

Infelizmente, a influência dessas pessoas foi para o mal, como o restante do relato bíblico revela, e sua atitude violenta e depravada arrastou muitos para o mesmo caminho. O ambiente que gerou essa influência ficou tão insustentável que Deus decidiu dar fim àquela situação, enviando o dilúvio.

Atualmente, chamamos de “influenciadores” as pessoas que são capazes de influenciar multidões em diversas áreas, desde o mercado até a política. Os influenciadores são os “gigantes” dos nossos dias, e a questão-chave é até onde vai a influência dessas pessoas sobre nós. Precisamos estar cientes de como esses influenciadores podem nos afetar e tomar decisões bem pensadas sobre como lidar com essa influência. Por outro lado, também temos a responsabilidade de influenciar os outros, e a pergunta-chave é: Qual será a nossa influência? Seremos pessoas que alegram o ambiente ou que o deixam tenso? Seremos pessoas que agregam ou que subtraem? Essas são questões importantes que devemos considerar em nossa existência.

Podemos ser poderosos influenciadores, mesmo sem ter uma conta no YouTube ou no Instagram. Você pode ser um gigante em influenciar pessoas para a vida eterna. Deixe Deus transformar sua vida e permita que sua influência alcance aqueles que precisam conhecer o amor e a graça Dele. Não subestime o poder de sua influência e saiba que o Eterno pode usá-lo para mudar vidas. Seja uma luz neste mundo e impacte positivamente aqueles que estão ao seu redor. Que seu objetivo seja conquistar seguidores para Cristo.

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Amós 1 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Amós 1
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


AMÓS 1 – No tempo de Amós, Israel vivia em grande prosperidade, mas também em profunda corrupção moral e idolatria desenfreada.

Seu ministério profético “se desenrolou na parte final do reinado do próspero e idólatra Jeroboão II (c.793-753 a.C.), quando em Judá reinava Azarias (Uzias) (c.792-740 a.C.). Portanto, o tempo de Amós seria aproximadamente 765-750 a.C. Foi uma época de prosperidade econômica e padrão de vida luxuoso, de corrupção moral e irrefreada idolatria. Amós dirigiu sua ardente oratória contra esses pecados”, contextualiza Merrill Unger.

Em meio ao luxo e ao conforto, muitos esquecem os princípios de justiça e integridade que deveriam guiar suas ações na vida diária. Enquanto refletirmos sobre os desafios dos nossos dias, somos chamados a redescobrir esses princípios essenciais para reconstruir uma sociedade mais justa e compassiva.

Enquanto avançarmos nas páginas do livro de Amós, assimile estes princípios:

• Estude e compreenda os erros do passado para evitar repeti-los, utilizando a sabedoria histórica para guiar suas ações presentes e futuras.
• Mantenha a honestidade e a ética em suas ações e decisões, independentemente da prosperidade econômica ao teu redor.
• Independentemente de tua posição ou sucesso econômico, permaneça humilde e ciente das necessidades dos outros.
• Mantenha padrões morais elevados e encoraje outros a fazer o mesmo, combatendo a decadência moral da sociedade.
• Encontre equilíbrio entre a prosperidade material e a espiritualidade genuína, evitando a hipocrisia religiosa.
• Mantenha-se fiel a princípios éticos sólidos, independentemente das circunstâncias externas.
• Tenha coragem de opor-se a práticas corruptas e imorais, mesmo que sejam comuns na sociedade.
• Cultive uma vida espiritual ou de fé que inspire a prática do bem e da justiça.
• Mostre compreensão e apoio, especialmente aos que sofrem injustiças.
• Fale contra os males e a corrupção, ainda que seja impopular ou arriscado, como fez Amós em sua época.

Amós 1:2 introduz seu livro, fornecendo uma imagem poderosa e vívida da Palavra de Deus. Nele temos:

• Declaração do profeta: “O Senhor ruge de Sião e troveja de Jerusalém” – Iminência do julgamento.
• Consequências do bramido divino: “Secam-se as pastagens dos pastores e murcha o topo do Carmelo” – Resultados da desobediência.

Amós 1:1 a 2:16 revela o julgamento de Israel e das nações vizinhas. A lição é clara: Deus encara nossa realidade com muita seriedade, também precisamos encará-la assim! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 10 de junho de 2024

Nawartouna

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
10 de junho
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Nawartouna

Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos Céus. Mateus 5:16


O versículo acima nos exorta a brilhar como luz diante dos outros, para que possam ver as boas obras que fazemos e glorificar ao Senhor. O artista franco-tunisiano “eL Seed” entendeu essa mensagem e a colocou em prática em um bairro marginalizado do Cairo chamado Manshiyat Naser, onde o lixo da cidade é utilizado para alimentar porcos. Ao embelezar as paredes do bairro com sua arte, eL Seed foi chamado pelos moradores de Nawartouna, que significa “Você nos trouxe luz”. A experiência do artista ensina que devemos ser luz para as pessoas, independentemente da condição social delas, e que a luz pode brilhar em qualquer lugar e sobre qualquer pessoa.

Ao levar a luz aos outros, devemos fazê-lo de forma visível e sem medo. Não podemos ter receio de dar cor, permitir contrastes e pintar vidas, pois essas coisas geram algo positivo. A luz que transmitimos pode enxugar as lágrimas da existência humana e inspirar esperança, e não devemos esconder essa luz debaixo de nada. Com a capacitação do Espírito Santo, devemos nos esforçar para fazer o bem, como a Estação Espacial Internacional, que brilha intensamente no céu, mesmo que seja necessário um grande esforço para mantê-la lá.

O exemplo de eL Seed mostra que, ao levar luz aos outros, podemos embelezar não apenas o espírito das pessoas, mas também os lugares em que vivem. A arte do artista transformou Manshiyat Naser, um bairro marginalizado e esquecido, em um local de beleza e inspiração. Ao levar a luz do evangelho aos seres humanos em trevas, podemos promover a paz e a unidade e, acima de tudo, conduzir pessoas ao Céu.

Por meio de nossas ações, Deus deseja revelar ao mundo Seu caráter amoroso, bondoso e misericordioso. Ele deseja que o mundo O conheça através de nós, e isso é uma grande responsabilidade. Não podemos nos esconder atrás de nossos medos e inseguranças, mas precisamos confiar no Senhor e permitir que nos use para iluminar este mundo escuro. Que possam dizer de nós: “Essas pessoas nos trouxeram luz.” Que sejamos uma fonte de inspiração, a fim de que aqueles que vivem no pecado mudem de vida.

Peça a Deus que o ajude a ser a luz do mundo que Ele o chamou para ser.

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Joel 3 Comentário

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Joel 3
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JOEL 3 – Vivemos numa era sem precedentes na história cristã, onde o acesso a Bíblia e a materiais teológicos é mais fácil e abundante do que nunca. Bíblias de estudo, comentários, artigos acadêmicos, vídeos e podcasts estão disponíveis a um clique de distância. No entanto, paradoxalmente, nunca o conhecimento das Escrituras e a profundidade da prática religiosa diária foram tão superficiais.

O fenômeno do analfabetismo bíblico em meio à abundância de recursos teológicos pode ser dos seguintes fatores:

• Excesso de informação pode causar uma sobrecarga cognitiva, levando os cristãos a consumir informações superficialmente, sem reflexão profunda e sem aplicação prática.
• O uso da fé como produto de consumo seguindo a filosofia materialista que busca bens materiais que satisfaçam desejos imediatos e conveniências pessoais, em vez de renúncia do eu e dos desejos carnais para viver um profundo e transformador compromisso com os ensinamentos das Escrituras.
• O aprendizado bíblico profundo é geralmente substituído por programas superficiais de igrejas que priorizam o “louvorzão” e não incentivam estudo, reflexão e aplicação prática das Escrituras.
• A sociedade contemporânea, marcada pelo imediatismo e superficialidade, influencia a forma como os cristãos se relacionam com Deus e Sua Palavra; por isso, não há dedicação e reverência necessária para um verdadeiro crescimento espiritual.

Para enfrentar a superficialidade religiosa atual, precisamos de pregadores corajosos como Joel que leve sua audiência a:

1. Reconhecer a tenebrosa situação atual (Joel 3:1-8): Assim como Deus chama nações ao julgamento, devemos chamar as pessoas ao arrependimento e à reflexão de nossa superficialidade espiritual.
2. Retorno à dependência de Deus (Joel 3:9-16): Assim como Joel convoca o povo para a guerra e à dependência de Deus para a vitória, os cristãos devem retornar a uma dependência genuína de Deus, reconhecendo que não devemos permanecer indecisos, pois o Senhor logo vem.
3. Reviver a espiritualidade bíblica (Joel 3:17-21): Joel fala de um futuro de abundância e bênçãos ao povo de Deus – aos que Lhe submetem como único Senhor; para isso, é necessário:

• Investir em discipulado que encorajem a meditação, reflexão e aplicação das Escrituras na vida diária.
• Promover encontros de adoração, fortalecendo a fé e o conhecimento bíblico de forma prática e vivencial.
• Desenvolver educação teológica contextualizada, para todas as pessoas e idades.

Este é o caminho do reavivamento! – Heber Toth Armí.

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domingo, 9 de junho de 2024

Citius, altius, fortius… optimus

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
9 de junho
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Citius, altius, fortius… optimus

É bom ser sempre zeloso pelo bem […]. Gálatas 4:18


Em 1896, o barão Pierre de Coubertin apresentou o discurso que deu início aos Jogos Olímpicos da Idade Moderna, propondo a frase “Citius, altius, fortius” como emblema dos jogos. Essa expressão, que significa “Mais rápido! Mais alto! Mais forte!”, incentiva a superação e a busca pelo máximo em todas as áreas da vida. Desde então, ela tem acompanhado milhares de atletas em sua busca pela excelência. No entanto, em uma competição, não é apenas o desempenho que importa, mas também o espírito de bondade e solidariedade.

Um exemplo disso aconteceu nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, durante a prova de 5 mil metros femininos. As atletas Nikki Hamblin, da Nova Zelândia, e Abbey D’Agostino, dos Estados Unidos, caíram durante a corrida. Em vez de continuar o percurso e buscar sua própria vitória, Abbey decidiu ajudar Nikki a se levantar e prosseguir a corrida junto com ela. Mesmo com a dor de uma lesão, Abbey não parou, pois agora Nikki a incentivava a seguir em frente, e ambas cruzaram a linha de chegada abraçadas. Essa demonstração de bondade e solidariedade é o que torna o espírito olímpico verdadeiramente inspirador.

O superlativo de “bom” em latim é uma palavra irregular, talvez porque a bondade seja algo raro e, por isso, mereça uma palavra especial. Essa palavra é “optimus”, que significa “o melhor do melhor”. O que Abbey e Nikki fizeram foi verdadeiramente “optimus”, colocando o que realmente importa em primeiro lugar: a bondade, a solidariedade e a empatia.

Em um mundo competitivo, como o que vivemos hoje, é fácil perder o foco do que realmente importa. É comum investirmos tempo e energia no trabalho, nas posses e em outros compromissos, mas é importante lembrar que o que realmente importa é sermos as melhores pessoas que pudermos ser. Isso significa sermos excelentes em nossas atividades mas também sermos bondosos, solidários e empáticos com os outros.

Como cristãos, somos chamados a buscar a excelência em tudo o que fazemos, mas também a colocar em primeiro lugar os valores que Jesus nos ensinou, como o amor ao próximo, a bondade e a solidariedade. Pela graça de Deus, sejamos mais do que bons, sejamos “optimus”.
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Joel 2 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Joel 2
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JOEL 2 – Considerando o contexto teológico de Joel, podemos extrair as seguintes aplicações:

• Os males deste mundo são sinais claros de que precisamos urgentemente alinhar nossa vida com a vontade divina.

• Neste mundo caótico, nossa verdadeira segurança não está na ausência de calamidades, mas na essência de um coração arrependido diante de Deus.

• O sofrimento ao nosso redor deve nos despertar para a fragilidade da vida e a urgência do arrependimento.

O sincretismo religioso da época do profeta Joel envolvia uma mistura de práticas e crenças pagãs com a adoração a Deus. Os religiosos da época não via mal nenhum nisso. Para eles, estava tudo certo. Esse fenômeno pode ser observado na cultura contemporânea de várias maneiras, onde a fé cristã frequentemente se mistura com influências culturais, tradições seculares e outras religiões. As pessoas muitas vezes incorporam práticas que não estão alinhadas com os verdadeiros ensinamentos bíblicos, resultando numa forma de adoração diluída e comprometida. Assim...

• Muitos cristãos atualmente misturam rituais pagãos com adoração, combinam práticas seculares com liderança eclesiástica e tradições culturais com sua fé. Isso pode incluir desde superstições até a adoção de filosofias que não se alinham com a Bíblia.

• A influência do materialismo e do secularismo tende a levar aos cristãos a priorizarem bens materiais e sucesso mundano sobre os valores espirituais, comprometendo o relacionamento deles com Deus.

• A sociedade contemporânea muitas vezes promove o relativismo moral, onde os padrões bíblicos de certo e errado são vistos como subjetivos e ajustáveis a preferências individuais, seja em casa, no trabalho e também na igreja – inclusive na adoração a Deus.

Joel 2 oferece uma mensagem poderosa de arrependimento e restauração que é extremamente relevante para os dias atuais:

• Deus promete restaurar aquilo que nosso afastamento da fé nos tirou; apesar das consequências de nossos erros, há esperança de renovação e restauração através da reconciliação com Deus (Joel 2:1-27).
• Deus convida Seu povo a experimentar um arrependimento genuíno e sincero. Isso equivale a reconhecer falhas e afastar-se das influências de grupos que diluíram as doutrinas bíblicas, e então retornar a um relacionamento autêntico com Deus (Joel 2:12-13).
• Deus promete enviar profusamente Seu Espírito Santo àqueles que viverem em plena dependência dEle, durante os eventos cataclísmicos dos últimos dias (Joel 2:28-32).

Portanto, vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 8 de junho de 2024

Estação do bem

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade

8 de junho

Estação do bem

Não deixe de fazer o bem aos que dele precisam, estando em sua mão o poder de fazê-lo. Provérbios 3:27

A estação de trem de Kyu-Shirataki, localizada em uma área remota da ilha de Hokkaido, no Japão, esteve à beira da desativação em 2013. Com pouca utilização e uma população escassa ao redor, a Japan Railways decidiu que não valia a pena mantê-la aberta. No entanto, alguns pais pediram à empresa que mantivesse a estação aberta para que seus filhos pudessem ir à escola. A empresa concordou, e a estação continuou funcionando com apenas dois trens por dia, para que poucas crianças e, posteriormente, uma única menina pudesse ir à escola. Esse exemplo destaca a importância de fazer o bem quando se tem a oportunidade de fazê-lo, independentemente da sua escala.

Fazer o bem é uma responsabilidade que todos devem assumir. Não é suficiente ter o poder para fazer o bem; é preciso ter a vontade de fazê-lo. Em muitos casos, a falta de vontade é a razão pela qual as mudanças não são implementadas. Todos têm a capacidade de melhorar o mundo ao seu redor, e é um dever moral fazê-lo. Se não fizermos o bem de forma constante, o que mais nos resta?

Na Bíblia, o atributo divino da “boa vontade” é mencionado mais vezes do que o atributo de “todo-poderoso”. Deus é poderoso, mas Ele também Se inclina a fazer o bem sempre que há necessidade. E se a vontade de Deus é fazer o bem, então a nossa também deveria ser.

Faça uma lista das coisas boas que você sabe fazer e, em seguida, faça outra lista de pessoas que precisam de ajuda. Tente combinar suas habilidades com as necessidades das pessoas e ofereça ajuda. A estação de Kyu-Shirataki é um exemplo de que mesmo as ações mais pequeninas podem ter um impacto positivo na vida das pessoas. Aproveite a oportunidade de fazer o bem sempre que puder.

Fazer o bem está ao alcance de todos, e é algo que todos nós devemos buscar. Pequenos atos de bondade e generosidade podem fazer uma grande diferença na vida das pessoas, assim como a abertura da estação fez a diferença para aquela menina. Deus nos deu o dom da vida e nos presenteia diariamente com oportunidades de fazer o bem e impactar positivamente a realidade daqueles que vivem ao nosso redor. Então, por que não começar agora mesmo?

https://mais.cpb.com.br/meditacao/estacao-do-bem/

Joel 1 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Joel 1
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JOEL 1 – O profeta Joel relaciona a crise nacional de Israel em sua época com a situação da terra, sugerindo que os desastres físicos podem ser sintomas de uma doença espiritual mais profunda. Desta forma, seu primeiro capítulo desafia-nos a ver além das aparências das calamidades naturais e a buscar um entendimento mais profundo do papel dessas experiências em nossa vida espiritual.

Através da exortação à oração, ao jejum e ao arrependimento, Joel lembra-nos que as crises podem ser oportunidades para aproximar-nos de Deus e a renovarmos nossa fé. Assim, mesmo em meio à devastação, podemos encontrar caminhos para a cura espiritual e a esperança pode ser renovada!

O profeta vê a calamidade como uma oportunidade para despertar a humanidade para uma revitalização da fé e do compromisso com Deus. Assim como a terra precisa ser restaurada após a passagem dos gafanhotos, o espírito do povo deve ser reavivado após um período de afastamento de Deus.

• Cada tragédia, desastre e catástrofe é um convite de Deus para refletir sobre nossa própria vida e buscar a reconciliação com Ele.

• A situação ao nosso redor é um espelho refletindo a nossa real necessidade de redenção; certamente Deus não está buscando nossa condenação, mas nosso arrependimento e transformação que nos levará à salvação.

• O sofrimento ao nosso redor deve despertar-nos para a fragilidade da vida e a urgência do arrependimento (Lucas 13:1-5).

Complementando, Joel mostra a importância dos líderes tomarem a dianteira no processo de reavivamento (Joel 1:13-20). Ele pede que proclamem um dia de oração e jejum, convocando o povo a voltar-se para Deus. A liderança espiritual precisa ser proativa em tempos de crise. Os verdadeiros líderes do povo de Deus precisam inspirar as pessoas a buscarem uma renovação sincera de seu relacionamento com Deus.

Passos no processo de reavivamento:

1. Reconhecimento sincero das falhas (pecados); necessidade profunda de examinar a própria vida e atitudes, reconhecendo a urgência de mudança.
2. Arrependimento sincero é essencial para que haja reavivamento.
3. Jejum e oração; o jejum simboliza a abstinência das distrações mundanas, a oração é o meio de comunicação e reconexão com Deus.
4. Renovação do compromisso com Deus; isso equivale à obediência e ao serviço a Deus, vivendo de acordo com Seus preceitos.

Então, vamos reavivar-nos? – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 7 de junho de 2024

Túnel de São Gotardo

 Devocional Diário 

Vislumbres da eternidade 

7 de junho

Túnel de São Gotardo

Aquele que atenta bem para a lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte que logo se esquece, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar. Tiago 1:25

O túnel de São Gotardo é uma obra impressionante da engenharia que liga Alemanha, Suíça e Itália, atravessando os Alpes em uma extensão de 57 quilômetros. Para construir esse túnel, foram necessárias máquinas gigantes conhecidas como tuneladoras, capazes de perfurar a rocha alpina. Curiosamente, essas máquinas têm nomes femininos, como Gabi 1, Gabi 2, Sissi e Heidi, e foram fabricadas com a precisão suíça, como exemplificado pelo desvio mínimo de Gabi 1 em apenas 5 milímetros do plano original.

Tiago, em sua epístola, fala sobre o sucesso na vida cristã a partir de uma perspectiva pouco comum. Ele acredita na fé ativa e na graça que se enquadra nos princípios do amor e que se concretiza nos mandamentos. Tiago nos aconselha a olhar atentamente para a lei e as indicações de Deus para que possamos funcionar bem e nos tornar livres em Cristo. A lei não deve nos escravizar, mas nos libertar.

A construção do túnel de São Gotardo exigiu perseverança, assim como a construção de um caráter cristão requer uma prática constante. Tiago destaca que a religião não deve ser uma atitude pontual, mas sim uma parte integral de nossa vida. Ele aconselha seus leitores a ser operosos praticantes, a fazer o bem e a fazê-lo bem. Tiago enfatiza que não podemos ser ouvintes que logo se esquecem, mas devemos perseverar na fé.

Tiago nos alerta também de que a religião não é algo insignificante que possamos esquecer. É importante lembrar que o pecado nos escraviza, enquanto a lei divina nos permite compreender o mundo e viver nele de maneira que sejamos livres em Cristo. Ele nos exorta a sermos constantes na prática da fé e a nos esforçarmos para fazer o bem em tudo o que realizamos.

Assim como a construção do túnel de São Gotardo exigiu um longo processo de planejamento, perseverança e precisão, a vida cristã também exige essas qualidades para alcançar sucesso. A fé cristã não é uma crença passiva, mas uma prática ativa que requer esforço contínuo.

Faça sua parte, e Deus fará a Dele. Mas lembre-se de que, para fazer sua parte, você também precisa da ajuda do Senhor.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/tunel-de-sao-gotardo/


Oséias 14 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Oséias 14
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


OSEIAS 14 – O profeta Oseias escreveu um livro extraordinário. O amor infinito, altruísta e gracioso permeia seus 14 capítulos. A Bíblia do Discípulo destaca que “o tema central do livro de Oseias é o amor de Deus por Seus filhos errantes... Deus perdoa os Seus filhos e filhas não porque eles merecem, mas porque Ele os ama”.

Nossa cultura moderna banalizou o amor. Isso pode afetar nosso relacionamento com Deus. “A sexualidade tornou-se despersonalizada e despersonalizante, um produto que vende qualquer coisa desde um aparelho de TV até uma barra de sabão. Tem-se tornado uma expressão da tentativa desesperada do homem moderno para fingir intimidade em um mundo de crescente isolamento e fragmentação”, argui John Fowler. Muitos cristãos da atualidade vivem este tipo de amor com Deus: Sem compromisso sério!

• O amor de muitos por Deus não é tão profundo como deveria ser.
• O adultério espiritual é mais evidente do que uma lealdade espiritual perseverante.
• Relacionamentos relapsos são mais comuns do que se imagina, por isso Deus não é prioridade entre a irmandade evangélica.

Contudo, o Deus de amor e misericórdia convida “volte”, “voltem para o Senhor”, ensinando até mesmo como agir e o que falar (Oseias 14:1-3). Com objetivo de obter resultados no apelo, Deus promete: “Eu curarei a infidelidade deles e os amarei de todo o meu coração, pois a minha ira desviou-se deles”; e, assegura honrar e exaltar os infiéis arrependidos (Oseias 14:4-8).

O último versículo do livro de Oseias ressoa com diversos textos bíblicos que enfatizam a importância da sabedoria, do discernimento e da justiça dos caminhos de Deus (Provérbios 1:7; Salmo 25:4-5; Isaías 55:8-9; Deuteronômio 30:15-16), os quais enriquecem a compreensão da mensagem do profeta: A sabedoria e o discernimento verdadeiros são demonstrados na consideração e na compreensão dos caminhos justos do Senhor, que guiam os justos à vida e fazem os rebeldes tropeçarem.

Reflita: A fidelidade no casamento é importante (Provérbios 5-9) tanto quanto no relacionamento com Deus, como demonstra Oseias. Então...

• Mantenha-se firme em seguir fielmente os ensinamentos divinos, sabendo que isso lhe trará estabilidade e crescimento, enquanto a rebeldia traz confusão e dificuldades.

• Evite os erros e tropeços da vida alinhando suas escolhas com os ensinamentos divinos, garantindo uma trajetória mais segura e bem-sucedida.

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 6 de junho de 2024

Apenas alguns segundos

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
6 de junho

Apenas alguns segundos

Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Tiago 1:14


Muitas vezes, associamos tentações a situações dramáticas, nas quais enfrentamos lutas internas intensas. No entanto, a maioria das tentações começa com questões aparentemente insignificantes, relacionadas mais às emoções e relações do que a outras coisas. Essas questões podem ser a origem de problemas maiores. Quando somos tentados a reagir com raiva, orgulho ou inveja, muitas vezes é difícil controlar nossas emoções diante de pequenos detalhes que minam nossa moral. É nesses momentos que precisamos de um método para enfrentar essas situações.

Hoje, proponho um método simples, chamado “Método dos Cinco Segundos”, que pode ajudar a controlar as emoções e permitir que tomemos decisões coerentes com nossos valores. Esse método envolve respirar tranquilamente por quatro segundos quando algo nos deixa nervosos ou incomodados. Esse tempo é suficiente para nos dar conta de que estamos reagindo de uma forma que não está de acordo com nossos ideais e maneira de enfrentar o mundo. Um segundo extra pode ser usado para tomar uma decisão coerente com os valores de um cristão.

Vivemos em um mundo acelerado, mas tirar um momento para refletir não é atrasar as coisas. Respirar profundamente e dar tempo para que o Senhor nos faça lembrar quem somos e qual é nossa missão neste mundo não só nos ajuda a resistir, mas também a desenvolver um caráter que é propício para o mundo vindouro. Fazer uma pausa para respirar e refletir é saudável para a vida espiritual e para o equilíbrio de todo o ser.

Após os cinco segundos de pausa e reflexão, é hora de agir de acordo com a orientação do Senhor. Aja com pureza, buscando a cura do seu coração e dos outros envolvidos na situação. Aja com carinho, demonstrando amor e empatia, compreendendo que todos somos seres humanos passíveis de erros. Aja com coerência, mantendo-se fiel aos seus valores e princípios cristãos, pois é isso que fará com que o coração de Deus se sinta orgulhoso de você. Pratique a paciência, a bondade e a humildade, e permita que o Eterno trabalhe em sua vida para que você possa enfrentar as tentações e os desafios diários com fé, força e coragem.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/apenas-alguns-segundos/

Oséias 13 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Oséias 13
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


OSEIAS 13 – Deus sente dor. Ele não é frio e calculista, ou blindado ao sofrimento. Ele Se entristece, fica indignado e Se ira quando traído. Obviamente, Sua ira não é doentia nem dura para sempre (Miqueias 5:15; 7:18). Oseias também revela que Deus não usa Sua ira para a destruição, mas tudo o que Ele faz visa a restauração dos culpados transgressores e traidores.

Ainda que para resgatar aos condenados tenha que pagar alto preço, Ele vai até as últimas consequências por amor (João 3:16). A Bíblia é o manual divino para conduzir pecadores à salvação. Deus age e atua em nossa história com intencionalidade:

• Oseias 2:16 contém a expressão “Naquele dia...”, apontando para um tempo quando Deus trará paz e restauração completa.

• Oseias 3 termina com a expressão “nos últimos dias”, indicando um tempo escatológico, o estabelecimento do reino eterno de Deus (ver Daniel 2 e 7).

• Oseias 6:1-3 trata de cura e restauração após um período de sofrimento, que pode ser um símbolo de reavivamento e reforma espiritual que ocorrerão nos últimos dias (Apocalipse 18:1).

• Em Oseias 13:4 o profeta sublinha a exclusividade de Deus como Senhor e Salvador. Deus pretende ser reconhecido universalmente como o único verdadeiro Soberano e Redentor. Isso é evidente no sermão apocalíptico de Cristo (Mateus 24:14), quando o evangelho será oportunizado a todos visando a salvação (Apocalipse 14:6-7).

• Oseias 13:9-12 reflete a ineficácia dos líderes e poderes humanos em salvar o povo, apontando para uma intervenção divina nos últimos dias. No fim dos tempos, a salvação virá somente de Deus, não de qualquer liderança humana, ainda que seja uma nova ordem mundial (Apocalipse 13, 17-18).

De forma geral, Oseias 13 trata da indignação de Deus contra o pecado; contudo, Deus oferece esperança ao desgraçado pecador, como vimos até aqui. Além disso, dois temas merecem destaque:

• Oseias 13:14 fala da redenção final do poder da morte. A vitória sobre a morte é um tema central na escatologia cristã, apontando para a ressurreição dos mortos e a vida eterna prometida no fim dos últimos dias (I Coríntios 15:50-57).

• A grande tribulação e julgamento dos últimos dias servirão para trazer justiça sobre os rebeldes (Oseias 13:15-16), a fim de promover a paz no Universo e no coração dos salvos.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 5 de junho de 2024

E se…?

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
5 de junho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/e-se/

E se…?

Terá tomou Abrão, seu filho, e Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã. Gênesis 11:31


O texto que lemos narra a história de Tera, que levou Abrão (seu filho), Ló (filho de Harã e neto de Tera) e Sarai (esposa de Abrão) e saiu de Ur dos caldeus em direção à terra de Canaã. Diante dessa passagem, podemos nos perguntar: E se Tera e sua família não tivessem saído de Ur? O que teria acontecido com eles? Teriam se tornado protagonistas em uma das muitas rixas entre os povos da região? Ou teriam se destacado na política e alcançado posições de honra? Poderiam ter falado de Deus, levando multidões à conversão? Talvez, mas nunca saberemos.

O mesmo pode ser dito se Abraão não tivesse deixado Harã ou se não tivesse ido ao monte Moriá. São possibilidades que, caso fossem diferentes, mudariam o curso da história. Mas o que sabemos é que Abraão e sua família valorizavam a vontade de Deus e reagiam positivamente a ela, mesmo quando isso significava deixar suas casas ou enfrentar grandes desafios.

Essas possibilidades alternativas são comuns em ficção, como no gênero conhecido como ucronia ou história alternativa. Mas, na vida real, o importante é reconhecer que Deus tem um plano para nossa vida e que devemos confiar Nele, mesmo quando não entendemos completamente as consequências de nossas escolhas. Não adianta ficar conjecturando como seria nossa vida se tal e tal coisa tivessem acontecido.

A fé de Abraão, Moisés, Davi, Maria, Pedro, Paulo e outros personagens nos ensina que, ao confiarmos em Deus, podemos superar qualquer adversidade e alcançar grandes realizações. Não sabemos como teria sido se as coisas fossem diferentes, mas o que sabemos é que Deus sempre cumpre Suas promessas e nos guia pelo caminho certo.

Muitas vezes ficamos presos a arrependimentos e remorsos do passado, ou preocupados com as possibilidades futuras, mas esquecemos que a vida acontece no momento presente. Ao entregarmos nossa vida nas mãos de Deus, podemos ter a certeza de que Ele guiará nossos passos e nos levará a lugares que jamais poderíamos imaginar. O importante é confiar e ter fé no plano que Ele tem para nós.

Em vez de perguntar como seria, pergunte como será.

Oséias 12 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Oséias 12
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


OSEIAS 12 – É inconcebível um homem decente, culto, honesto, fiel, dedicado, polido, generoso e atencioso casar-se com uma prostituta, imoral, indiferente, infiel, aproveitadora, e ingrata. Mas, Deus sendo santo e Soberano do Universo, assumiu conosco compromisso ainda mais sério, mesmo que sejamos miseráveis pecadores, ingratos, corruptos, imorais, infiéis e imundos.

Seu amor é imensurável, indescritível, infinito. Sua graça extrapola a lógica. Deus é muito mais que um Pai e Marido carinhoso, envolvido e atencioso (Oseias 11). Suas ações amorosas destacam-se pela compaixão e longanimidade, pela relutância em punir e por promessas de redenção que oferecem convites para a restauração.

Embora Oseias 11 mostre o amor compassivo de Deus, Oseias 12 enfatiza que a justiça divina requer uma resposta positiva (vs. 1-2).

Deus não usa Sua justiça para humilhar e destruir Seu povo. Suas ações são sempre pautadas no amor restaurador. Oseias 12:2-6 faz referência à história de Jacó para lembrar Israel de suas origens e de como Jacó, apesar de suas falhas, buscou a Deus e recebeu misericórdia. Tanto para Israel, quanto para nós, esse texto é um chamado para imitarmos o faltoso Jacó em seu arrependimento e busca intensa por Deus.

Não podemos ignorar nossos pecados, não podemos fazer de conta que não cometemos erros (I João 1:8, 10). Deus conhece nosso coração, nossas decisões e nossas ações; se ouvirmos a Ele, reconheceremos quão culpados e miseráveis somos e, como precisamos de um Salvador (Oseias 12:7-14). O qual, certamente já temos:

• “Meus filhinhos, escrevo a vocês estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo” (I João 2:1-2).

• “Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os Céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hebreus 4:14-16).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 4 de junho de 2024

Método Kubler-Ross

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
4 de junho

Método Kubler-Ross

Sejam fortes e corajosos, não tenham medo, nem fiquem apavorados diante deles, porque o Senhor, seu Deus, é quem vai com vocês; Ele não os deixará, nem os abandonará. Deuteronômio 31:6


Elisabeth Kübler-Ross, psiquiatra suíça, foi responsável por identificar e solucionar situações de luto, fornecendo às pessoas uma compreensão sobre as cinco fases que elas apresentam em tais situações: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. Segundo sua visão, as pessoas que já passaram por situações de sofrimento, luta e perda possuem uma sensibilidade e uma compreensão da vida que as tornam mais belas. No entanto, a sociedade, muitas vezes, evita enfrentar as adversidades e prefere passar pela vida sem enfrentar suas dores.

O texto bíblico de Deuteronômio 31:6 apresenta algumas chaves para a resiliência cristã. Em primeiro lugar, é preciso ser forte e enfrentar as adversidades. Em segundo lugar, é preciso ter uma atitude positiva e valente. Terceiro, é preciso superar o medo e confiar que é possível sobrepujar as dificuldades com a ajuda de Deus. E, por último, é preciso entender que não se está sozinho no processo, pois Deus está sempre ao nosso lado.

O pedido de Jesus, registrado em João 17:15, de que não fôssemos tirados do mundo, é uma demonstração clara de que o processo de enfrentar as adversidades é fundamental para nosso crescimento pessoal. É nas situações difíceis que somos desafiados a encontrar forças dentro de nós que talvez nem soubéssemos que tínhamos. É nelas que aprendemos a valorizar ainda mais as coisas boas da vida e a nos conectar com nosso senso de humanidade.

Embora possa parecer assustador enfrentar dificuldades, podemos encontrar conforto na ideia de que Deus está sempre ao nosso lado. Ele está no controle de tudo, e tudo está acontecendo por uma razão maior, mesmo que não possamos entendê-la completamente no momento.

A resiliência é um tema importante, principalmente em um mundo em constante mudança e cheio de desafios. Elisabeth Kübler-Ross e o texto bíblico registrado em Deuteronômio 31:6 nos oferecem uma visão positiva e encorajadora, enfatizando que é possível superar as dificuldades com força, coragem e a ajuda de Deus.

Anime-se, pois o Senhor está com você!

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Oséias 11 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Oséias 11
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


OSEIAS 11 – Um marido responsável e dedicado à sua esposa apresenta uma série de características que refletem compromisso e amor por sua esposa; tais como:

• Respeito e valorização: Trata a esposa com tato, valoriza-a e honra-a continuamente.
• Comunicação eficiente: Mantém uma comunicação aberta e honesta, mostra interesse genuíno no bem-estar da esposa.
• Compromisso e lealdade: Oferece apoio emocional em momentos difíceis, é presente para confortar e encorajar a esposa.
• Responsabilidade financeira: Contribui para a estabilidade financeira da família, para isso planeja e gere finanças de forma prudente visando a proteção e segurança da família.
• Tempo e atenção de qualidade: Dedica tempo juntos, valorizando momentos de qualidade; planeja atividades especiais para fortalecer o vínculo do casal.
• Desenvolvimento: Investe no crescimento da esposa, usa todos os meios para o desenvolvimento pessoal dela e o aperfeiçoamento do relacionamento.

Imagina um homem com tais características casado com uma mulher que o ignora, despreza, o abandona e o trai com um homem miserável, desgraçado, irresponsável, imoral e perigoso?

Normalmente, se a esposa continua a ignorá-lo, desprezá-lo e traí-lo, ele certamente vai considerar a separação como uma opção viável e prudente. Porém, Deus não abandona Seu povo nem quando a situação é bem pior! Deus sempre considera a possibilidade de recomeçar! Leia Oseias 11:1-12 com atenção e oração...

Ainda que enfrentar a traição e o desprezo de um cônjuge seja uma das experiências mais dolorosas que alguém pode passar, Deus sabia que passaria e assumiu esse risco, e lida com essa dor imensa quando nos afastamos dEle, traindo-O.

Indo além de um marido responsável e dedicado, Deus procura agir com bondade e amor indescritível com Seu povo que O traiu e o abandonou por um “traste” de deus/ídolo. Como “marido perfeito” Deus demonstra um amor profundo e constante a Israel; Ele valoriza e cuida, mesmo quando Seu povo não corresponde ao Seu amor.

Como bom comunicador, Deus fala abertamente de Sua dor e decepção pela infidelidade de Seu povo, mas também expressa Seu desejo de redenção e restauração. Ele não esconde Seus sentimentos, mas também não os vomita para humilhar/atacar, mas expõe Seu desejo de restaurar o relacionamento.

Deus não abandona Seu povo, mesmo quando este se volta para outros deuses e práticas imorais. Esse Deus merece nossa devoção... Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 3 de junho de 2024

Sobreviver

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
3 de junho
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Sobreviver

Tudo posso Naquele que me fortalece. Filipenses 4:13


Gianna Jessen é uma sobrevivente. Ela nasceu em 6 de abril de 1977, após sua mãe adolescente ter decidido abortar. Uma enfermeira salvou sua vida quando percebeu que ela ainda estava viva após aplicarem no útero de sua mãe uma injeção salina que deveria queimar e asfixiar a bebê de 30 semanas. Gianna foi depois diagnosticada com paralisia cerebral devido à técnica de aborto utilizada. Muitos especialistas sinalizaram que ela não seria capaz de andar ou sequer sustentar a cabeça, mas ela superou todas as expectativas e vive com uma atitude positiva e inspiradora. Seu testemunho sobre dar apoio e proteção aos mais fracos ainda motiva muitas pessoas, e ela agradece a Jesus a força que concede a ela.

Em 13 de outubro de 1972, um avião da Força Aérea Uruguaia caiu nos Andes. Dos 45 passageiros a bordo, apenas 16 sobreviveram. Entre os sobreviventes, estava Gustavo Zerbino, que afirmou que a luta pela sobrevivência começou quando souberam que as equipes de resgate haviam abandonado as buscas. Eles estavam sozinhos, exceto por sua fé em Deus. Os sobreviventes pelejaram para sobreviver e, finalmente, conseguiram. Eles resistiram e venceram.

Independentemente das dificuldades que enfrentamos em nossa vida, é importante lembrar que não lutamos sozinhos. Jesus está sempre ao nosso lado, dando-nos força e coragem para enfrentar os desafios. Quando seguimos Seu exemplo, podemos sorrir, ser gentis e fazer o bem, mesmo quando enfrentamos situações difíceis. A vida e o amor devem sobreviver, como Jesus nos ensinou. Devemos responder à adversidade com oportunidade, à rejeição com abraços e à violência com carinho. Encontramos força em Isaías 53:5, que diz que Jesus foi traspassado por causa de nossas transgressões e ferido por nossas iniquidades, e é pelas Suas feridas que somos curados.

Assim como Gianna Jessen e os sobreviventes do acidente nos Andes, podemos superar as dificuldades e lutar pela vida. Como Paulo exclamou em Filipenses 4:13, “tudo posso Naquele que me fortalece”. Com a ajuda de Deus, podemos enfrentar as adversidades e triunfar sobre elas. Devemos sempre nos lembrar de que nunca estamos sozinhos em nossas lutas e que a fé em Deus pode nos ajudar a superar qualquer coisa.

Oséias 10 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Oséias 10
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


OSEIAS 10 – Nesta porção sagrada o mensageiro de Deus expande o tema da infidelidade introduzido nos primeiros capítulos do livro, aplicando a metáfora pessoal da traição de Gomer à nação de Israel.

A idolatria e traição de Israel são paralelas à infidelidade conjugal de Gomer, e as consequências preditas em Oseias 10 são uma extensão do julgamento introduzido nos capítulos iniciais. A narrativa pessoal de Oseias e Gomer serve como ilustração vívida para a mensagem mais ampla sobre o relacionamento entre Deus e Seu povo.

Em Oseias 10, o profeta detalha como Israel desviou-se de Deus para a prostituição espiritual através da idolatria e da corrupção:

• O uso de bênçãos e recursos dados por Deus para si ou para investir na religião falsa em vez de servir a Deus. Prosperidade mal direcionada é idolatria, isto é, infidelidade ao Deus que abençoa (Oseias 10:1).

• O coração dividido é a essência do sincretismo. Não há como servir a dois senhores; a tentativa de servir a Deus e aos ídolos (política, bens materiais, prazeres pecaminosos, etc.) resulta em infidelidade total (Oseias 10:2).

• Falsidade e corrupção que promovem promessas vazias e acordos desonestos corroem a justiça na política e na sociedade. A falta de liderança sábia e correta gera desesperança e falta de direção, e resulta numa justiça corrompida, comparada a erva venenosa (Oseias 10:3-4).

• Adoração deturpada desemboca em vergonha aos adoradores hipócritas. A adoração ao bezerro de ouro em Bete-Áven simboliza a prostituição espiritual de Israel. A idolatria resultaria em vergonha e exílio, e o povo perderá os ídolos que tanto prezaram (Oseias 10:5-8).

• A traição de Israel a Deus não foi pontual – um deslize momentâneo; a referência à rebelião contínua desde Gibeá mostra a profundidade do problema (Oseias 10:9-10).

• Contudo, Deus intenta aplicar a disciplina visando a correção do Seu povo. Apesar do chamado ao arrependimento e à busca por justiça, Israel arou a impiedade e colheu a injustiça, confiando em sua própria força e não em Deus (Oseias 10:11-15).

Ao refletir sobre a história espiritual de Israel, aprendamos a...

a) confiar em Deus, não na própria força;
b) aceitar a disciplina de Deus para sermos restaurados;
c) adorar a Deus com sinceridade;
d) manter uma vida de arrependimento; e,
e) fugir da idolatria moderna.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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domingo, 2 de junho de 2024

Paz na guerra

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
2 de junho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/paz-na-guerra/

Paz na guerra

Falei essas coisas para que em Mim vocês tenham paz. No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: Eu venci o mundo. João 16:33


Muitas pessoas desejam viver confortavelmente, sem problemas e com tranquilidade. No entanto, essa realidade nem sempre é possível, já que o mundo está cheio de tribulações e dificuldades. A paz que Jesus nos oferece não é simplesmente um conforto, mas sim uma plenitude interior e certeza nos momentos de aflição. A confiança em Deus traz uma segurança vital que nada pode substituir. É possível ter paz, mesmo em meio à guerra.

O livro Paz na Guerra, do escritor Miguel de Unamuno, fala sobre sua infância e juventude em meio a canhões, escombros, combates e mortes. Embora o título do livro pareça enfatizar a paz, o romance analisa as questões sociais que levaram às batalhas, descreve massacres e separação de famílias. A ideia é enfatizar a guerra e a perda de fé de Unamuno. Sem fé não há esperança e sem esperança é difícil falar de paz.

No romance de nossa existência, porém, a paz celestial é a protagonista. É um tipo de paz que só Deus pode dar. Aqueles que confiam no Senhor experimentam uma paz que vai além da comodidade e do conforto, uma satisfação que está presente mesmo nos momentos mais complicados. A fé é a fonte de esperança que nos permite enfrentar as tribulações e lutar por dias melhores.

A experiência da paz na guerra pode ser vista em situações cotidianas. Um ente querido de 21 anos com leucemia que não teme a morte; um pai que fala da esperança da ressurreição ao lado do corpo do filho; familiares que falam das coisas engraçadas que o pai recém-falecido dizia; e uma mãe que canta uma canção de ninar para o filho após uma enchente. Essas experiências mostram que a paz pode ser encontrada mesmo nas circunstâncias mais atrozes.

Apesar das guerras e tribulações que enfrentamos neste mundo, ainda podemos experimentar a paz que Jesus nos oferece. Ele já venceu e continua vencendo a cada dia, e nos convida a nos unir a Ele em Sua vitória. A paz do Céu conservará tranquilo o nosso coração, enquanto a confiança em Deus nos dá a segurança vital que nada mais pode fornecer.

Eu encorajo você a experimentar essa paz e confiar em Jesus como um guia e protetor em tempos de guerra e aflição.

Oséias 9 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Oséias 9

Comentário: Pr. Heber Toth Armí

OSEIAS 9 – O profeta Oseias enfatiza a severidade da impureza espiritual e moral de Efraim (Israel), resultando em julgamento e exílio.

A impureza espiritual está profundamente ligada à infidelidade a Deus (Levítico 11:1-15:33) e à rejeição à Sua aliança (Deuteronômio 28:1-68), como indicado no adultério vivido no casamento do profeta (Oseias 1:1-3:5).

Não foi somente Oseias que utilizou o conceito sagrado do matrimônio para tratar do relacionamento do povo com Deus. Outros profetas, como Isaías (Isaías 1:1-31) e Jeremias (Jeremias 2:1-3:25) usaram o conceito de impureza para descrever a condição do povo de Deus, mostrando que a verdadeira pureza é uma questão de fidelidade, sinceridade, honestidade, submissão e obediência a Deus. Desta forma, Oseias 9 serve como um poderoso aviso sobre as consequências da apostasia e a necessidade de arrependimento para a restauração da comunhão com Deus.

A mensagem Oseias 9 é uma forte advertência não apenas para quem se entregou declaradamente à corrupção religiosa, mas também para quem fica flertando com povos/denominações que vivem na imundícia carregando o nome de cristão. Quando assimilamos os sermões, as músicas, os cultos e a adoração de grupos mergulhados na impureza alimentar, sexual e moral, estamos absorvendo suas apostasias, afastando-nos de Deus de forma camuflada.

O adultério matrimonial resulta em terríveis consequências, assim como a infidelidade espiritual. Em Oseias 9, o profeta “enumera as características do banimento de Israel para a Assíria: Perda da alegria (vs. 1-2); exílio (vs. 3-6); perda do discernimento espiritual (vs. 7-9); declínio da taxa de natalidade (vs. 10-16); ser abandonada por Deus (v. 17)” – sintetiza John MacArthur.

Diante disso, fica evidente que:

• A verdadeira alegria vem da obediência a Deus. Quando buscamos satisfação em coisas mundanas e pecaminosas, nos contaminamos e acabamos encontrando apenas vazio e julgamento.

• A falta de discernimento leva o pervertido a rejeitar as mensagens dos servos de Deus. Na verdade, deve-se valorizar e ouvir atentamente aos verdadeiros mensageiros de Deus. A rejeição da revelação divina leva ao engano e à destruição.

• Da mesma forma que Israel se contaminou no culto de Baal-Peor, tornando-se abominável, muitos cristãos atualmente fazem o mesmo em graus diferentes. Em contrapartida, devemos manter firmemente nossa pureza espiritual, lembrando do valor que temos para Deus e eliminando tudo que possa afastar-nos dEle.

Para isso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

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sábado, 1 de junho de 2024

Obras de misericórdia

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
de junho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/obras-de-misericordia/

Obras de misericórdia

Fiel é esta palavra, e quero que você fale ousadamente a respeito dessas coisas, para que os que creem em Deus se empenhem na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas para todas as pessoas. Tito 3:8


Se nos apoiássemos nesse texto de Tito fora do seu contexto, poderíamos chegar à conclusão de que devemos nos ocupar continuamente com as boas obras e que, dessa maneira, talvez possamos obter a salvação. No entanto, é só você ler os versículos anteriores para verificar que não é assim. Paulo deixa bem claro que a salvação é uma manifestação da bondade e do amor de Deus e que a recebemos pela misericórdia de Cristo e a renovação no Espírito Santo. As obras de justiça não contam para a redenção. Paulo também afirma que, após abrigarmos essa verdade em nosso coração, devemos nos ocupar com as obras de misericórdia, isto é, viver com Cristo em tamanha intensidade que isso se reflita em nossas ações, e que cresçamos naquilo que é virtuoso.

É isso que Ellen G. White apresenta ao se referir a Jesus, nosso modelo: “Nosso Salvador era a luz do mundo; mas o mundo não O conheceu. Ele estava constantemente empenhado em obras de misericórdia, derramando luz sobre o caminho de todos; todavia, não chamava a atenção daqueles com quem Se misturava para que contemplassem Sua incomparável virtude, Sua renúncia, sacrifício e benevolência. […] O mais precioso fruto da santificação é a graça da mansidão. Quando essa graça reina no coração, a disposição é moldada por sua influência. Há uma contínua confiança em Deus e uma submissão da própria vontade à Dele” (Conselhos Para a Igreja, p. 51 [51, 52]).

Sugiro que você faça como o nosso Mestre. Ajude a suprir as necessidades dos outros: dê de comer ao faminto, de beber ao sedento, abrigo ao sem-teto, roupa ao desnudo, companhia aos enfermos e aos presos. Dê também conhecimento ao ignorante, conselho ao necessitado, correção ao equivocado, consolo ao triste, respeito ao que é diferente e perdão para todos. Você verá que essas coisas não determinam sua salvação, mas revelam seu caráter.

As obras podem não garantir nossa entrada no Céu, mas são uma evidência de que fomos salvos por Jesus. Por isso, Deus e as pessoas esperam frutos de nós. Vamos fazer a diferença no mundo com nossas boas obras! 

Oséias 8 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse


Leitura Bíblica – Oséias 8
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


OSEIAS 8 – O profeta foca um povo que desviou-se de Deus, incorporando práticas e crenças de nações vizinhas que serviam a deuses diferentes do Deus de Israel. Este sincretismo corrompeu a pureza da fé israelita, levando o povo à idolatria descarada e/ou camuflada, resultando na infidelidade no compromisso com Deus.

Três tópicos sobressaem em Oseias 8:

1. Anúncio do julgamento (Oseias 8:1-3): Israel, ao transgredir a aliança e rebelar-se contra a Lei de Deus, enfrentaria o julgamento divino iminente. Este julgamento é descrito como uma águia, rápida e implacável.

• Devemos estar atentos aos alertas de Deus em nossos dias. O pecado e a desobediência trazem consequências sérias. Toda vez que quisermos copiar a adoração de povos que negligenciam a Lei de Deus, devemos nos lembrar de que Deus vai julgar e condenar quem assim procede (Mateus 7:21-23).
• A trombeta de Deus nos chama fortemente ao arrependimento e à correção de nossos caminhos antes que encerre o tempo de oportunidade, a porta da graça.

2. Condenação da idolatria e sincretismo (Oseias 8:4-10): Estabelecer líderes sem a direção de Deus e criar ídolos mesmo de materiais preciosos, atraem a condenação divina. Ao adotar práticas de liderança e adoração de nações alheias à revelação de Deus corrompem o culto ao verdadeiro Deus.

• Precisamos discernir exclusivamente pela Palavra de Deus o que é certo e fugir de influências de práticas e crenças que destoam da revelação divina. O sincretismo religioso contamina a adoração, por isso Deus a abomina.
• Nossa adoração e liderança devem estar sempre alinhadas com a vontade do Ser adorado; sem as tendências humanísticas, com foco hedonistas, que tornam a adoração antropocêntrica.

3. Revelação das consequências do sincretismo (Oseias 8:11-14): A multiplicação de altares erigidos por Israel não era evidência de consagração, mas de corrupção religiosa. As leis e mandamentos de Deus tornaram-se estranhos aos supostos adoradores – como acontece atualmente. Nisso consiste o sincretismo religioso.

• Onde a verdadeira adoração é misturada com práticas mundanas, resulta numa religião espúria e corrupta. Quando nos afastamos da pureza da Palavra Divina, adoraremos de forma superficial e espúria.
• Para prezar pela pureza no culto devemos rejeitar qualquer forma de sincretismo, antes que soframos as consequências de nossas negligências.

Deus deseja uma adoração pura e fiel (Apocalipse 14:6-12).

Reavivemos nossa adoração! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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O melhor argumento

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