sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

A ESPERANÇA DA SEGUNDA VINDA

 A ESPERANÇA DA SEGUNDA VINDA

Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! Apocalipse 22:20

Em todas as épocas, a vinda do Senhor tem sido a esperança de Seus verdadeiros seguidores. A última promessa do Salvador no Monte das Oliveiras, de que Ele viria outra vez, iluminou o futuro aos Seus discípulos; encheu o coração deles com uma alegria e uma esperança tão grandes que as tristezas não poderiam apagar […].

Em meio a sofrimento e perseguição, o aparecimento “do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” foi “a bendita esperança” (Tt 2:13). Quando os cristãos tessalonicenses estavam cheios de pesar ao sepultarem seus queridos, que pensavam que estariam vivos para testemunhar a vinda de Jesus, Paulo, seu instrutor, apontou-lhes a ressurreição que ocorreria por ocasião do advento do Salvador. Então os mortos em Cristo ressurgiriam e, juntamente com os vivos, seriam arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. “E, assim”, disse ele, “estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1Ts 4:16-18). […]

Do calabouço, da tortura, da forca, onde santos e mártires testificaram da verdade, vem ao longo dos séculos a voz de sua fé e esperança. Estando “certos da ressurreição pessoal de Cristo e, por conseguinte, de sua própria, por ocasião da vinda de Jesus, desprezavam a morte e se colocavam acima dela”. […]

Esperavam pelo “Senhor vindo do Céu, nas nuvens, com a glória de Seu Pai” […]. Os valdenses nutriam a mesma fé. […]

Na rochosa ilha de Patmos, o discípulo amado ouviu a promessa: “Certamente, venho sem demora” e, em sua ansiosa resposta, sintetizou a prece da igreja em toda a sua peregrinação: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20) (O Grande Conflito, p. 258, 259, 302, 303).

Ellen G. White, 4/1/1977

Meditação Diária 31/12/2021

As trombetas- Apocalipse 9

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Apocalipse 9

Comentário Pr Heber Toth Armí

Geralmente nos perdemos em pontos irrelevantes nas revelações apocalípticas, e ficamos desprovidos de sua real mensagem.

A mensagem de suas páginas não são datas e bestas esquisitas, ou potências mundiais e poderes demoníacos. Além disso, também “não é meramente vaticinar o curso futuro da história da Igreja. Sua maior preocupação é pastoral: Guiar e aconselhar aos crentes em Cristo Jesus em tempos de perseguição, animá-los a perseverar até o fim na verdadeira fé, e admoestá-los e alertá-los contra o engano e as crenças falsas” (Hans K. LaRondelle).

Desta forma, o último livro da Bíblia tem uma importância vital para o verdadeiro cristão. Isso faz com que o enganador use todos os meios para impedir você de interpretar corretamente a mensagem nele contido. Mas, avance!

Alberto R. Treiyer apresenta resumidamente:

• Trombetas de 1 a 4: Juízos contra a Roma Pagã Imperial, que perseguia e destruía aos fieis servos de Deus no início do cristianismo.

• Trombetas 5 e 6: Juízos contra Roma Papal Medieval (incluindo a Roma Oriental).

• Sétima trombeta: Tempo do fim (juízo final sobre Roma Papal ressuscitada e a humanidade que a segue).

Deus envia juízos visando salvar aos perdidos. Observe o capítulo em análise:

• Quinta trombeta (vs. 1-12): Começa uma nova seção dentro da profecia das sete trombetas, que fica claro em 8:13. Os juízos das três últimas trombetas são mais severos e mais intensos que os juízos anteriores.

• Sexta trombeta (vs. 13-21): Serve de aviso preparatório à sétima trombeta. Seu propósito é mostrar ao leitor que a dureza do coração humano insubmisso ao Deus que usa diversos recursos. Nem mesmo pela dor e morte, tais pessoas se humilham para arrepender-se de seus pecados e buscar a salvação em Cristo.

“Notamos que João vê a sexta trombeta ligada ainda à obra intercessora do altar de incenso no lugar santíssimo do templo celestial (v. 13). Graças a essa obra ‘contínua’ a intercessão celestial, o juízo das seis primeiras trombetas que caem sobre Babilônia (símbolo de Roma), se dão com misericórdia, não ainda numa dimensão total e universal. Jesus continua ‘sempre vivo para interceder’ pelos ‘que se aproximam dEle’, como os antigos sacerdotes o faziam no templo terrestre (Hebreus 7:25). Isso sacia ‘a ira’ de Deus” (Treiyer).

Pecados cauterizam a consciência, renunciemo-los! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

AUTOR E CONSUMADOR

 AUTOR E CONSUMADOR

Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus. Hebreus 12:2

Na margem do rio Irauádi, ao norte de Mandalay, Birmânia [Myanmar], há um curioso monumento às deficiências humanas. Tem 45 metros de altura e abrange diversos quarteirões de uma cidade. É uma construção sólida e maciça de tijolos. Erigido por ordem de um antigo rei birmanês, para servir de base ao que deveria ser o maior templo pagão do mundo, é agora um grande montão de tijolos. O dinheiro do rei não acabou, mas sua confiança se esgotou: a superstição entrou em cena, e seus esforços foram abandonados.

Não é bom começar um projeto e não concluí-lo. Com Deus, porém, isso não ocorre. Ele é o Alfa e o Ômega, o A e o Z, o princípio e o fim. Ele sempre termina o que começa. Concluiu a obra da criação (Gn 2:1). Jesus veio à Terra a fim de realizar a obra de Seu Pai (Jo 4:34), e, ao morrer, pôde declarar que foi bemsucedido. Começou uma obra semelhante no mundo e também a concluirá (Rm 9:28). Aquele que iniciou a história da Terra é o mesmo que a terminará.

No texto bíblico de hoje, Paulo diz que Cristo é o Consumador de nossa fé. Depois de morrer pelos nossos pecados, Jesus não nos abandonou à nossa própria sorte. Ele nos dá a semente da fé e continua a nutri-la. Inicia nossa fé pela justificação, declarando-nos livres de nossos pecados passados. Depois, mediante Seu Espírito, efetua a obra da santificação, ensinando-nos Sua vontade, desenvolvendo hábitos de obediência, fortalecendo nossa confiança e polindo nosso caráter.

Embora o desenvolvimento do caráter seja obra de Deus (ver Ef 2:10), devemos cooperar. Precisamos nos submeter a Ele num processo diário e contínuo. No contexto do verso de hoje, é declarado que devemos nos desembaraçar “de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, e [correr] com perseverança a carreira que nos está proposta” (Hb 12:1). Temos de estar dispostos a resistir até as últimas consequências (Hb 12:4).

Raymond H. Woolsey, 13/2/1979

Meditação Diária 30/05/2021

As trombetas - Apocalipse 8

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Apocalipse 8

Comentário Pr Heber Toth Armí

Quando pensamos que o livro esplendoroso do capítulo 5 se abriria na ruptura do sétimo selo, encontramos apenas: “…houve silêncio no Céu por volta de meia hora” (v. 1). Então, imediatamente começou outra séria de sete: As trombetas.

Há suspense nas profecias. A revelação é gradativa, com conteúdo progressivo. A didática divina visa nossa compreensão. O contexto revela que o texto refere-se ao tempo de João na ilha de Patmos; e, descreve a oração dos santos/crentes das igrejas da Ásia Menor (vs. 2-3), em resposta à tribulação (Apocalipse 1:9), quando clamam por intervenção divina.

O objetivo é mostrar que, em meio à tribulação, as orações dos fieis são atendidas por Cristo (8:4), no Santuário Celestial. Ou seja, Cristo está atento ao sofrimento de Seus seguidores, em todas as épocas, embora geralmente imperceptível (Apocalipse 6:10).

Há uma íntima relação entre a profecia dos selos e das trombetas:

• Ambas estão divididas na mesma proporção: um bloco de 4 com os cavalos (selos) e, um bloco de 3, com os ais (trombetas, Apocalipse 8:13).

• Ambas possuem um intervalo/parêntese/interlúdio (Apocalipse 7 // Apocalipse 10-11:15).

• Ambas iniciam e terminam simultaneamente: Vão desde a época de João até a volta de Jesus (6:14; 8:1; 11:15).

O capítulo 8 visa apresentar rapidamente apenas as quatro primeiras trombetas, no qual temos:

1. Como as orações de fato chegam a Cristo que intercede no Céu, a resposta é evidente quando o anjo toma fogo do altar e o atira à Terra (v. 5).

2. Expectativa (v. 6). O que vem a seguir acontece como reação divina às fervorosas orações dos crentes:

• A primeira trombeta anuncia um julgamento com uma prévia pequena de destruição da vegetação (v. 7);

• A segunda trombeta proclama, com uma destruição parcial na fauna e comércio marítimos, um futuro julgamento total (vs. 8-9);

• A terceira trombeta revela a vinda de um juízo mediante a contaminação das fontes de água potável (vs. 10-11);

• A quarta trombeta prenuncia o juízo vindouro ao atingir a terça parte do sol, da lua e das estrelas (v. 12).

Desde que Jesus assumiu a intercessão no Céu, a profecia das trombetas foram, na história, prenúncios de um juízo final!

Nossa oração promove ação no Céu, com grandes resultados na Terra! Então, vamos orar mais? – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

O MODELO PERFEITO

 O MODELO PERFEITO

Para isto mesmo vocês foram chamados, [...] Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando exemplo para que vocês sigam os Seus passos. 1 Pedro 2:21

Aqueles que manifestam descrença sentirão pouco entusiasmo quando o céu estiver reluzente e tudo se mostrar animador. Quando, porém, a batalha for difícil, quando precisarmos demonstrar esperança contra todas as probabilidades e levar nossas súplicas ao trono da graça em meio à escuridão profunda, então os descrentes falarão da boa terra de Canaã, mas destacarão os perigos a ser enfrentados. Ficarão detidos nas fortalezas e nos gigantes que encontraremos. Nesse momento, a voz do fiel Calebe será ouvida: “A terra pela qual passamos para espiar é terra muitíssimo boa. Se o Senhor Se agradar de nós, então nos fará entrar e nos dará essa terra, que é uma terra que mana leite e mel” (Nm 14:7, 8).

Homens e mulheres de coragem são necessários hoje; pessoas que arrisquem algo em prol da verdade; indivíduos sóbrios, mas não sombrios e desanimados; pessoas que vigiem em oração e cujas orações se misturem a uma fé viva e ativa. Podemos ser alegres e até jubilosos. Em meio a cada tentação, nossa linguagem deve expressar fé, esperança e coragem. Não devemos condescender com a leviandade e os gracejos. Nenhuma expressão vulgar deve escapar de nossos lábios, pois Satanás se aproveita disso. Estamos vivendo a hora solene do juízo, na qual devemos afligir a alma, confessar nossos erros, arrepender-nos de nossos pecados e orar uns pelos outros para sermos curados.

Se nos convertermos, não representaremos mais a Satanás por meio de um caráter distorcido e unilateral. Em vez disso, em caráter, palavras e atos nos conformaremos com o Modelo perfeito que nos foi dado na vida de Cristo. A menos que sigamos esse exemplo, nossas práticas erradas nos encerrarão nas armadilhas de Satanás. Não podemos nos dar ao luxo de flertar com o tentador – de persistir em um hábito errôneo, de acariciar um pecado preferido. Se confessarmos e abandonarmos nossos pecados, se nos aproximarmos de Jesus em penitência e humildade de alma, reconhecendo nossa incapacidade de remover a mancha do pecado, e dependermos completamente dos méritos de um Salvador crucificado, poderemos esperar o perdão, pois Sua Palavra é certa. Ele disse que perdoará nossas transgressões e eliminará nossos pecados. Devemos demorar nossos pensamentos no amor e na compaixão incomparáveis de Jesus, não na própria indignidade e condição pecaminosa (Review and Herald, 13 de maio de 1884).

PARA REFLETIR: Há algo em sua vida que tem impedido você de seguir a Cristo de forma mais completa?

Meditação Diária 29/05/2021

Eventos Finais - Apocalipse 7

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Apocalipse 7

Comentário Pr Heber Toth Armí

Alguns pontos precisam ser preliminarmente considerados:

1. O período abrangente da profecia dos selos inicia na cruz (Apocalipse 5:5-6) e vai até o segundo advento de Jesus (Apocalipse 6:12-17).

2. A profecia está quase toda cumprida. Seis dos sete selos já estão abertos. Após a abertura do sexto selo, encontramo-nos na metade de seus eventos:

• Apocalipse 6:12-13 apontam para os eventos dos anos 1755 (terremoto de Lisboa) e queda de estrelas em 1833 observada em diversos países.

• Apocalipse 6:14-17 estão para acontecer num futuro próximo, é o que falta para, então, abrir-se o último selo (8:1).

3. Antes da abertura do último selo, há uma pausa para responder à pergunta final no relato dos eventos do sexto selo: “…chegou o grande dia deles; e quem poderá suportar?” (6:17).

Esta pergunta aponta um juízo mundial realizado no grande Dia do Senhor (Isaías 63:4; Jeremias 30:7; Joel 1:15; 2:1-3, 11, 31-32; Sofonias 1:14-18; Apocalipse 16:14).

Jesus, o guerreiro vitorioso (no primeiro selo), tratou dos eventos dos demais: O segundo, terceiro e quarto selos relacionam-se com Mateus 24:6-8: Guerras, rumores de guerras, nações e reinos contra outros e fome; o quinto selo relaciona-se com Mateus 24:9-13: Tribulação, ódio e morte aos cristãos; o sexto selo relaciona-se com Mateus 24:29-31: Sol e lua escurecem, estrelas caem, os poderes celestiais são abalados; consequentemente, os povos se lamentarão.

Apocalipse 7 foi inserido para mostrar que, no decorrer dos eventos finais da caótica história mundial, ainda que os fieis passem por experiências difíceis, Jesus está no controle de tudo. Ele está dirigindo a História Geral para um fim glorioso. E, enquanto o caos prolifera-se no mundo, os crentes encontram força e proteção em Cristo.

Observe a síntese do capítulo:

1. A primeira cena revela acontecimentos na Terra (vs. 1-8):

• Os anjos de Deus seguram os ventos do caos até os crentes fieis serem selados.

• Os 144.000 representam todos os crentes vivos antes do Grande Dia da ira do Cordeiro.

• O selo na testa indica proteção.

2. A segunda cena revela acontecimentos no Céu (vs. 9-17):

• Além de protegidos, os crentes estarão distantes do ambiente do mal.

• Inúmeros crentes de todos os tempos estarão juntos no Céu.

Confiemos em Deus e reavivemo-nos diariamente! Preparemo-nos para a abertura do sétimo selo! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

A ESPERANÇA DA SEGUNDA VINDA

 A ESPERANÇA DA SEGUNDA VINDA

Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! Apocalipse 22:20

   Em todas as épocas, a vinda do Senhor tem sido a esperança de Seus verdadeiros seguidores. A última promessa do Salvador no Monte das Oliveiras, de que Ele viria outra vez, iluminou o futuro aos Seus discípulos; encheu o coração deles com uma alegria e uma esperança tão grandes que as tristezas não poderiam apagar [...].

   Em meio a sofrimento e perseguição, o aparecimento “do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” foi “a bendita esperança” (Tt 2:13). Quando os cristãos tessalonicenses estavam cheios de pesar ao sepultarem seus queridos, que pensavam que estariam vivos para testemunhar a vinda de Jesus, Paulo, seu instrutor, apontou-lhes a ressurreição que ocorreria por ocasião do advento do Salvador. Então os mortos em Cristo ressurgiriam e, juntamente com os vivos, seriam arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. “E, assim”, disse ele, “estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1Ts 4:16-18). [...]

   Do calabouço, da tortura, da forca, onde santos e mártires testificaram da verdade, vem ao longo dos séculos a voz de sua fé e esperança. Estando “certos da ressurreição pessoal de Cristo e, por conseguinte, de sua própria, por ocasião da vinda de Jesus, desprezavam a morte e se colocavam acima dela”. [...]

   Esperavam pelo “Senhor vindo do Céu, nas nuvens, com a glória de Seu Pai” [...]. Os valdenses nutriam a mesma fé. [...]

   Na rochosa ilha de Patmos, o discípulo amado ouviu a promessa: “Certamente, venho sem demora” e, em sua ansiosa resposta, sintetizou a prece da igreja em toda a sua peregrinação: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20) (O Grande Conflito, p. 258, 259, 302, 303). 

Ellen G. White, 4/1/1977

MEDITAÇÃO DIÁRIA - 31 DE DEZEMBRO

Os selos e cavaleiros- Apocalipse 6

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Apocalipse 6

Comentário Pr Heber Toth Armí

O livro selado, do capítulo anterior, precisa ser aberto. Foi achado alguém digno que o abrirá; contudo, antes de abri-lo, cada selo que o prende deve ser retirado.

Os capítulos subsequentes tratam do que acontece no mundo quando cada selo se abre no Céu. Um detalhe que fica nítido é que o significado dos selos não possui o mesmo conteúdo do livro. Ou seja, abertura dos selos não equivale à abertura do livro. Então, a abertura dos selos nada mais é que preliminares, para se abrir o livro.

Ao Cristo tomar o livro em Suas mãos (5:8) e receber louvores por ser Ele o único que conquistou a dignidade de tomá-lo e tirar seus selos, revelando assim controle sobre o caos da humanidade (5:9-12), começou a abrir cada selo. Observe esta análise:

• Os quatro primeiros selos formam um bloco unido pela presença de cavalos e cavaleiros (vs. 1-8);

• O quinto selo trata especificamente da igreja perseguida, sofrida e martirizada pelos opressores e inimigos dos servos de Deus (vs. 9-11);

• O penúltimo selo refere-se claramente aos eventos que dão abertura à segunda vinda de Cristo (vs. 12-17).

• O último dos sete selos está separado (8:1) por uma explicação-resposta (7:1-17) à pergunta no final do sexto selo (6:17).

Na abertura dos selos, os cavalos coloridos e seus cavaleiros parecem chamar-nos mais a atenção. O que significam? O profeta Zacarias teve uma visão semelhante; veja Zacarias 1:8-17; 6:1-8 e depois observe:

1. O primeiro cavalo e seu cavaleiro diferem dos outros três (vs. 1-2). Seus aspectos são positivos como, cor branca (Apocalipse 3:4-5; 19:11), coroa (Apocalipse 2:10; 14:14), e, vitória (Apocalipse 3:21; 5:5; 19:11-16); não causam sofrimento como os demais, ele aponta à vitória de Cristo.

2. Os outros cavalos e cavaleiros apresentam aspectos negativos:

• O cavalo vermelho e seu cavaleiro intentariam a paz através da guerra e muitas mortes (vs. 3-4);

• O cavalo preto e o cavaleiro e balança intentam resolver a fome espiritual com justiça própria, alheios ao evangelho representado pelo vinho e o azeite (vs. 5-6);

• O cavalo amarelo-esverdeado representa a morte pela rejeição do evangelho (vs. 7-8).

Reaviva-te: Fuja de qualquer tentativa humana que promete sucesso! A única forma de alcançar verdadeira vitória é seguir ao cavalo branco e Seu Cavaleiro! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

NOVAMENTE NO LAR!

NOVAMENTE NO LAR!

Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. 1 Coríntios 15:22, 23

Por entre as oscilações da terra, o clarão do relâmpago e o estrondo do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos […]. Por toda a extensão da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. A Terra inteira ecoará o som dos passos da multidão extraordinariamente grande, composta de pessoas de toda nação, tribo, língua e povo. […]

Todos saem do túmulo com a mesma estatura que tinham quando entraram ali. Adão, que está em pé entre a multidão dos ressuscitados, apresenta grande altura e porte físico imponente, com uma estatura pouco menor que a do Filho de Deus. É notável o contraste entre Adão e as pessoas das gerações posteriores. Nesse detalhe se vê a grande degeneração sofrida pela raça humana. No entanto, todos ressurgem com a beleza e o vigor da eterna juventude. […]

Os resgatados são recebidos na cidade de Deus, e um triunfante clamor de adoração ecoa nos ares. O primeiro Adão está prestes a se encontrar com o segundo. O Filho de Deus está em pé, com os braços estendidos para receber o pai de nossa raça – o ser que Ele criou e que pecou contra seu Criador, e por cujo pecado os sinais da crucifixão aparecem no corpo do Salvador. Ao perceber as marcas dos ferimentos causados pelos pregos, Adão não abraça seu Senhor, mas se lança em humilhação aos Seus pés, exclamando: “Digno é o Cordeiro que foi morto” (Ap 5:12). Com ternura, o Salvador o levanta, convidando-o a contemplar de novo o lar edênico do qual, tanto tempo atrás, havia sido exilado. […]

Essa reunião é testemunhada pelos anjos que choraram quando Adão caiu em pecado e transbordaram de alegria quando Jesus ascendeu ao Céu, depois de ressurgido, tendo aberto a sepultura por todos os que cressem em Seu nome. Contemplam agora a obra da redenção completa e unem as vozes no cântico de louvor (O Grande Conflito, p. 534, 536, 537).

Ellen G. White, 2/7/1995

Meditação Diária 27/05/2021


Solução para a crise no Céu e na Terra - Apocalipse 5

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Apocalipse 5

Comentário Pr Heber Toth Armí

Por incrível que pareça, o Apocalipse não é um livro de mistérios – não para os verdadeiros servos de Deus. Ele é a revelação dos mistérios divinos para nós.

Faço destas palavras de J. Sidlow Baxter as minhas: “Seria considerada uma afronta afirmarmos aqui que o livro é um dos mais fáceis de entender? Nós dizemos isso e queremos dizê-lo […]. Insistimos que, em seu significado abrangente e em sua mensagem central, é possível ao homem comum compreendê-lo”.

Analise:

No capítulo em pauta, o céu estava em crise. A situação administrativa do Universo havia chegado numa situação sem saída. Nesta situação crítica, João, que fora transportado para lá, chorava copiosamente.

A situação tornou-se crítica por haver um livro muito importante que ninguém conseguia abrir. Sem abri-lo, o Apocalipse não tinha como continuar nem mesmo a história da humanidade neste mundo contaminado pela malignidade do pecado. Se ali estivéssemos, choraríamos tanto quanto João.

Em busca de solução, procurou-se por todo o Céu, por toda a Terra, até debaixo dela, contudo, não houve qualquer sucesso. A situação era realmente crítica: Ninguém podia abrir o livro. Tal ação não era questão de poder ou autoridade, mas de dignidade.

• Tal livro pode ser interpretado como sendo “o Livro da Vida (13:8; 21:27), o Livro do Testemunho (Dt 17:18-20; 2Rs 11:12-17), a escritura do universo (ver Jr 32:6-15), o rolo de julgamento de Ezequiel (Ez 2:9-3:3) ou o registro da história humana”. E, a cena, “representa o que ocorreu no Céu após a ascensão de Jesus (ver At 1:9-11), em 31 d.C.” (Bíblia Andrews).

Enquanto João chorava desesperadamente (vs. 1-4), um dos 24 anciãos disse-lhe: “Não chore! Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (v. 5).

Jesus ocupa o centro da revelação. Ele complementa a cena anterior:

• (4:2-8) – A glória do Pai Celestial = A glória do Cordeiro (5:5-7).

• (4:8-11) – Adoração a Deus Pai = Adoração ao Cordeiro (5:8-12).

• (4:8, 11) – Hinos ao Criador = Hinos ao Redentor (5:9-10, 12).

• (4:9-10) – Narrativa explicativa = Narrativa explicativa (5:12).

Jesus é a solução para a crise no Céu e na Terra. Reavivemo-nos: Ele deve ser central em nossa vida caso queiramos ter paz e esperança! – Heber Toth Armí.

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domingo, 26 de dezembro de 2021

QUE HORAS SÃO?

 QUE HORAS SÃO?


Andai com sabedoria [...] remindo o tempo. Colossenses 4:5, ARC

Com exceção talvez da costumeira saudação: “Tudo bem?”, uma das perguntas que mais ouvimos é “Que horas são?” Quando o marido se mexe ao amanhecer, a esposa sonolenta pergunta: “Que horas são?” O noivo tenso no altar, enquanto aguarda a chegada da amada, pergunta ao padrinho de casamento: “Que horas são?” O soldado, esperando o fim do expediente, faz a mesma pergunta. O paciente de hospital, depois de uma delicada cirurgia do coração, também quer saber a hora de receber alta. Essa provavelmente seja a pergunta mais significativa.

Você tem percebido como ultimamente a sociedade está escravizada sob a tirania do relógio? Vivemos e morremos com base nas “ordens” dele. Comemos, dormimos, trabalhamos e descansamos de acordo com suas prescrições inexoráveis. Casais apaixonados trocam olhares e declarações com ele em perspectiva, as escolas funcionam em função dele, as rodas do comércio giram por ele, e os pregadores pregam sob seu olhar de desagrado.

“Que horas são?” é uma pergunta séria. Em uma torre na Universidade de Oxford, logo abaixo do relógio estão as seguintes palavras em latim: “Elas passam e são cobradas da nossa conta.” O dever do cristão é contar o tempo, não por um mostrador ou um relógio, mas pelas realizações de cada dia. Remir o tempo é mais do que simplesmente se abster da ociosidade e frivolidade. Envolve tirar vantagem de cada momento para agir positivamente em favor do bem. “É pecado desperdiçar nosso tempo. [...] Se cada momento fosse [...] empregado do modo adequado, teríamos tempo para tudo de que necessitamos [...]. Rapazes e moças, não têm tempo a perder. [...] Busquem remir o tempo” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 322, 301).

Lord Chesterfield escreveu a seu filho: “Aprenda o verdadeiro valor do tempo. Agarre, aproveite e desfrute cada momento dele.” Em seu Almanaque do Pobre Ricardo, Benjamin Franklin incluiu esta preciosidade: “Não esbanje o tempo, pois é o material do qual é feita a vida.” Outro sábio declarou que “um homem pode ser jovem em anos, porém velho em horas se não houver perdido tempo”. Albert Schweitzer, famoso médico-missionário, idoso, ainda encarando um admirável dever inacabado, disse tristemente: “Algumas vezes eu desejo poder ficar parado numa esquina da rua, com o chapéu na mão, a fim de que os transeuntes possam lançar a mim suas horas supérfluas.”

“Não passemos em ociosidade as horas preciosas que Deus nos deu a fim de aperfeiçoarmos o caráter para o Céu” (Ellen G. White, Maravilhosa Graça, p. 306).

Floyd Rittenhouse, 17/3/1984

Meditação Diária 26/05/2021

O lugar do Trono de Deus - Apocalipse 4

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Apocalipse 4

Comentário Pr Heber Toth Armí

No trono celestial é onde o Deus Criador recebe adoração total de Suas criaturas. “Note que os três membros da Trindade aparecem nas cenas do Santuário/da sala do trono nos cap. 4-5 (o Pai, 4:2; o Espírito Santo, 4:5; 5:6; Jesus, 5:5-6; ver também 1:4-5; 22:16-21)” (Bíblia Andrews).

A partir deste capítulo temos uma visão que alcança seu clímax no capítulo 8:1. Nos capítulos 4-5 temos a cena de abertura da profecia e nos capítulos 6:1-8:1 veremos a abertura dos sete selos.

O lugar do Trono de Deus é onde acontece a reunião administrativa do Universo. As principais decisões do mundo acontecem nesse ambiente solene (vs. 1-2). No capítulo supracitado observa-se a participação das seguintes personagens:

• Os 24 anciãos: Ao redor do trono principal há 24 tronos (vs. 3-4). Esses tronos foram ocupados por pessoas resgatadas dos sepulcros, junto com Cristo (Mateus 27:52-53); fato este, confirmado por Paulo (Efésios 4:8) e, visto por João, no Céu. Provavelmente, sejam representantes dos salvos das doze tribos de Israel e dos doze apóstolos, ou melhor, representam os salvos do Antigo e Novo Testamento; pois, trajam vestes brancas e possuem coroas, como predito em Apocalipse 2:10; 3:4-5. Eles são, para nós, a garantia de sucesso do plano divino de redenção da humanidade.

• Os quatro seres viventes: Estas criaturas especiais (vs. 6-8) são melhores compreendidas estudando os escritos proféticos de Ezequiel e Isaías. Em Ezequiel 1:5-21 e 10:20 são chamadas de Querubins. E, Isaías 6:2-3 informa-nos que os seres com seis asas são serafins que cantam ao redor do trono em destaque, com um arco-íris ao redor e relâmpagos, vozes e trovões, e onde ardem sete tochas de fogo e, está assentado Aquele que é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e sardônio.

• As três pessoas da Divindade: O cântico de adoração dos seres viventes revela, no final do capítulo, quem assentava no Trono principal: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso…” (v. 8); juntamente com o louvor responsivo dos 24 anciãos: “Tu és digno. Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder porque todas as coisas tu criastes…” (vs. 9-11).

Unamo-nos em adoração com estes fervorosos seres no Céu, por entendermos que o Criador reina soberanamente! Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 25 de dezembro de 2021

NATAL DA GRATIDÃO

 NATAL DA GRATIDÃO

Porque um Menino nos nasceu, um Filho Se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6

A celebração de hoje é maior do que uma data. É o reconhecimento de que realmente precisamos do Salvador que Deus nos enviou. No dia de hoje, temos a oportunidade especial de agradecer o fato de a “manjedoura, a cruz e o túmulo estarem vazios, mas o trono não” (James Bradson).

Por isso, este deve ser o Natal da gratidão. Concentre-se em doar, agindo de modo diferente de muitos, que esperam apenas receber. Siga o exemplo de Deus, que “amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito” (Jo 3:16, ARC). Que tal resgatar o significado mais profundo do Natal com algumas atitudes diferentes?

Ofereça presentes a pessoas carentes. Tudo o que você der a elas estará dando ao próprio Jesus, o verdadeiro motivo da celebração (Mt 25:40).

Separe uma oferta especial. Essa é uma oportunidade para pensar menos em si mesmo e fazer mais pela causa Daquele de quem celebramos o nascimento. Ellen White aconselha: “Deus Se alegraria muito se, no Natal, cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas. […] Os galhos dela devem estar carregados com o fruto de ouro e prata da bondade de vocês, e apresentem isso a Deus como seu presente de Natal” (Review and Herald, 11 de dezembro de 1879).

Compartilhe salvação. Ao fazer isso, você resgata a essência do Natal, repetindo a atitude dos anjos, que proclamaram aos pastores a maior notícia da história da humanidade: nasceu o Salvador (ver Lc 2:11). O Natal oferece uma excelente oportunidade para contar ao mundo que o Menino nascido em Belém em breve voltará.

Celebre este Natal de forma completa. Primeiro, agradecendo por ter recebido o melhor Presente, pois “um Menino nos nasceu, um Filho Se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9:6). Mas também compartilhando o que Deus lhe deu. Afinal, como disse Tim Keller, “nunca poderíamos chegar ao Céu por conta própria, mas Deus veio até nós”.

Faça deste Natal o mais marcante e significativo, não pelo que já recebeu ou ainda receberá, mas pelo que será capaz de oferecer.

Erton Köhler, 25/12/2019

Meditação Diária 25/05/2021

NATAL DA GRATIDÃO

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As sete Igrejas (2) Apocalipse 3

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Apocalipse 3

Comentário Pr Heber Toth Armí

Jesus fez uma promessa antes de subir aos Céus, em Mateus 28:18-20, aos crentes:

“Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.

Após ressuscitar, Jesus passou 40 dias com Seus discípulos, depois subiu ao Céu (Atos 1:3). Decorridos 70 anos, quando os apóstolos tinham sido martirizados (exceto João), e a igreja perseguida, Jesus apareceu em Patmos para consolar o aflito apóstolo, revelando que cumpria a promessa de estar presente.

Isso explica porque cada carta às sete igrejas menciona Jesus com títulos característicos da visão de João no capítulo 1. Observe: “Estas são as palavras daquele que…”

1. “…tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os sete candelabros de ouro” (2:1; conf. 1:12-13, 16, 20).

2. “…é o Primeiro e o Último, que morreu e tornou a viver” (2:8; conf. 1:17-18);

3. “…tem a espada afiada de dois gumes” (2:12; conf. 2:16);

4. …é o “Filho de Deus, cujos olhos são como chamas de fogo e os pés como bronze reluzente” (2:18; conf. 1:14-15);

5. “…tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas…” (3:1; conf. 1:4, 16);

6. “…é santo e verdadeiro, que tem as chaves de Davi…” (3:7; conf. 1:14, 18);

7. …é o “Amém, a Testemunha Fiel e Verdadeira, o Soberano da Criação de Deus” (3:14; conf. 1:5).

A síntese do capítulo 3, de G. K. Beale, revela que:

• Cristo condena à igreja de Sardes por sua falta de testemunho e suas transigências e anima-a a superar tudo isto para herdar as bênçãos de uma vida de salvação (vs. 1-6);

• Cristo elogia à igreja de Filadéfia por perseverar em seu testemunho, no qual Ele dará a seus membros mais autoridade, e anima-os a seguir perseverando para conseguir uma comunhão e identificação com Ele no fim dos tempos (vs. 7-13);

• Cristo condena à igreja de Laodiceia por seu testemunho ineficaz e sua deplorável condição espiritual e exorta a seus membros a perseverar convertendo-se em testemunhas fieis e renovando sua comunhão com Ele para então reinar com Ele (vs. 14-22).

Sardes ilustra a igreja sem vida; Filadélfia, a igreja missionária; e, Laodiceia, a igreja morna. Aprendamos que testemunhar é a melhor forma de desenvolver-se espiritualmente; ação missionária é o segredo da vida espiritual. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

SALVAÇÃO PARA OS PASTORES

SALVAÇÃO PARA OS PASTORES

E, ausentando-se deles os anjos para o Céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer. Lucas 2:15

O Natal nos traz à mente vários elementos que caracterizam o nascimento de Jesus: estrebaria, vacas, manjedoura, Maria olhando para um nenê envolto em panos. Também pensamos em três magos montados em camelos e nos pastores que cuidavam de seus rebanhos à noite, assustados com o anjo que lhes apareceu.

Em geral, consideramos os pastores como indivíduos protetores, destemidos, capazes de enfrentar animais selvagens em defesa do seu rebanho. Sem dúvida, temos boas razões para isso, pois a história de Israel se estende através de uma linhagem de pastores, desde Davi, o pastor que defendia suas ovelhas de leões e ursos, até Abraão, Isaque e Jacó, os pais da nação israelita e, retrocedendo, até Abel, o primeiro pastor. O ofício de pastor, assim como o do agricultor, é o mais antigo do mundo.

No Novo Testamento, Jesus comparou o amor de Deus por Seus filhos extraviados com o de um pastor que sai em busca da ovelha perdida. Em João 10:11, Jesus Se compara ao bom pastor, que dá a vida pelas ovelhas.

Tudo isso sugere que os pastores do tempo de Jesus eram profissionais respeitados, dignos, portanto, de serem os receptores das boas-novas que o anjo lhes anunciou. Entretanto, o escritor Joaquim Jeremias, que estudou as condições sociais existentes na Palestina nos tempos do Novo Testamento, afirma que os pastores não tinham uma boa reputação, pois eram quase sempre desonestos. Os líderes espirituais de Israel diziam que um pai não devia ensinar essa profissão aos filhos, pois era um “ofício de ladrões”, e equiparavam os pastores aos coletores de impostos, tidos como “pecadores”.

Se é assim, por que os anjos anunciaram o nascimento de Jesus a essa classe desprezada, e não a pessoas de prestígio social? A resposta é dada por Jesus, em Lucas 5:31 e 32: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.”

E essa é uma boa notícia para nós ainda hoje, pois Deus continua chamando pecadores para o Seu reino.

Rubem Scheffel, 25/12/2010

Meditação Diária 24/12/2021

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Às sete igrejas - Apocalipse 2

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Apocalipse 2

Comentário Pr Heber Toth Armí

Originalmente o livro foi escrito de Patmos para 7 das igrejas cristãs da Ásia, conforme temos em Apocalipse 1:11, que diz:

“Escreva num livro o que você vê. Envie-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia”.

João, aflito na prisão de Pátmos, obediente à voz do majestoso e glorioso Cristo, faz conforme a ordem que recebeu. No final do livro, no capítulo 22:16, o Revelador declara:

“Eu, Jesus, enviei meu anjo para testificar a respeito dessas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e o Ramo de Davi, a Brilhante Estrela da Manhã”.

Com base no teor profético-estatológico do livro e pautando-nos por estes dois versículos, concluímos que, cada uma das cartas às 7 igrejas podem ser assim aplicadas a…:

1. …Qualquer congregação local com características semelhantes às igrejas destinatárias;

2. …Qualquer membro da igreja que tenha características apresentadas nas igrejas;

3. …Qualquer geração de cristãos de qualquer época da história cujas características coadunam com as igrejas da Ásia citadas no Apocalipse;

4. …Sete períodos cronológicos da história eclesiástica começando com a época de João, o escritor do Apocalipse.

O capítulo 2 pode ser assim sintetizado, conforme G. K. Beale:

· Cristo elogia à igreja de Éfeso por sua ortodoxia e condena sua falta de testemunho, exortando-a a superar esta carência para herdar a vida eterna (vs. 1-7);

· Cristo elogia à igreja de Esmirna por suportar a tribulação e anima a continuar sendo fiel em previsão de uma iminente e mais severa perseguição para poder herdar a vida eterna e o reino celestial (vs. 8-11);

· Cristo elogia à igreja de Pérgamo por perseverar em seu testemunho em meio à perseguição, e condena sua permissividade com a idolatria, exortando-a a vencer isso para não ser condenada e poder conseguir uma comunhão e identificação com Cristo no fim dos tempos (vs. 12-17).

· Cristo elogia à igreja de Tiatira por seu testemunho cristão, e condena sua permissividade com a idolatria, exortando-a a vencer isto para não ser condenada e poder ter autoridade no fim dos tempos junto com Cristo (vs. 18-29).

Éfeso refere-se à igreja sem amor; Esmirna, à igreja perseguida; Pérgamo, à igreja profanada; Tiatira, à igreja paganizada. A sequência mostra um esfriamento espiritual e afastamento da fé; contudo, devemos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

ROTEIRO DE VIAGEM

ROTEIRO DE VIAGEM

O Senhor disse a Abrão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que Eu lhe mostrarei.” Gênesis 12:1, NVI

Será que Deus se interessa por nosso futuro? Nas encruzilhadas da vida, você já procurou a direção divina, pedindo a Deus um roteiro de viagem? Recebeu um mapa ou teve que conviver com o silêncio?

Ao concluir o ensino médio, Gerald ainda não sabia o que iria fazer. Deveria continuar no ministério musical, estudar medicina ou, seguindo a tradição dos avôs e do pai, tornar-se pastor? Angustiado, iniciou um pacto de oração pedindo que Deus lhe mostrasse o caminho, o que levou a dois anos de espera. Seu período de 18 meses de serviço público na Alemanha, uma alternativa ao serviço militar obrigatório, estava para terminar, e ele continuava perdido.

Com 15 dias de férias pela frente, Gerald e seu amigo Mathias decidiram escalar os Alpes suíços. Era início de outubro, outono na Europa. Com duas barracas velhas, muito entusiasmo e pouco dinheiro, partiram para St. Moritz, na Suíça. Passaram uma semana maravilhosa. Na sexta-feira à tarde, enquanto se dirigiam ao lugar em que desejavam passar o sábado, o tempo começou a mudar. No topo da montanha, perto de um pequeno lago de águas glaciais, montaram a barraca. Depois de um mergulho gelado e uma sopa quente, receberam o sábado e entraram nos sacos de dormir.

Gerald acordou à noite em meio a uma tempestade assustadora. Relâmpagos riscavam o céu em rápida sucessão, acompanhados pela trilha sonora dos trovões. A barraca precária, com estacas de ferro apontando para céu, perfeitos magnetos para atrair raios, estava cheia de água. Imóvel, apavorado, Gerald ficou com medo de morrer. Depois de um tempo, ele começou a fazer um balanço da vida e clamou a Deus: “Senhor, se for da Tua vontade que eu Te sirva em tempo integral, por favor, faze com que essa tempestade pare quando eu disser amém.” Quando terminou a oração, um silêncio solene invadiu a barraca. Era como se alguém houvesse desligado o interruptor.

Em casa, a mãe o abraçou e, antes que ele contasse o ocorrido, ela disse: “Tenho a impressão de que você deve estudar Teologia.” Diante da objeção anterior da mãe, que achava a vida de pastor muito difícil, Gerald ficou de queixo caído. Relatou sua experiência na montanha. Eles riram e choraram juntos. Gerald Klingbeil se tornou um respeitado teólogo e editor.

Não sei se Deus vai responder a você com trovões ou dizer “vá para a terra que Eu lhe mostrarei”, mas de algum modo Ele o guiará. Porém, pedir informação a Deus sobre o caminho certo só faz sentido se você estiver disposto a seguir o roteiro indicado e ultrapassar as fronteiras de seu mapa pessoal.

Marcos De Benedicto, 5/1/2016

Meditação Diária 23/12/2021

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A mensagem de João no Apocalipse - Apocalipse 1

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Apocalipse 1

Comentário Pr Heber Toth Armí

O esboço do primeiro capítulo atiça nosso interesse:

1. Título e objetivo do livro (vs. 1-3):

· Há bênçãos para quem estuda Apocalipse.

2. Missiva introdutória (vs. 4-8):

· Após saudação, há uma tríplice expressão de louvor.

3. Vocação profética de João (vs. 9-20):

· Contém uma doxologia, uma profecia e uma autoproclamação da parte de Deus antes do apóstolo apresentar sua situação, o que ouviu e viu; depois recebe sua missão.

O Espírito Santo prepara-nos para a mensagem de João no Apocalipse. Observe o que escreveu Isaac Newton:

“Parece que há uma alusão ao Apocalipse na Epístola de Pedro e na aos Hebreus: Consequentemente, devem ter sido escritas antes desta. Tais alusões em Hebreus parecem-me o discurso referente ao Sumo-Sacerdote no Tabernáculo Celeste, o qual é simultaneamente Sacerdote e Rei, como era Melquisedeque; e as que se referem à Palavra de Deus como sendo afiada espada de dois gumes; o repouso milenar; a terra cujo fim é ser queimada, supostamente pelo lago de fogo; o julgamento e a viva indignação que devorará os adversários; a cidade celeste que tem alicerces cujo Construtor e Autor é Deus; a nuvem de testemunha; o monte Sião; a Jerusalém celeste; a grande assembleia; os espíritos dos justos que se tornaram perfeitos, etc.; a ressurreição; o abalo dos Céus e da Terra e sua mudança, para que um novo Céu, nova Terra e novo Reino que não pode ser abalado, possa ser estabelecido”.

“Já na primeira Epístola de Pedro, ocorre isto: ‘a revelação de Jesus Cristo’, expressão repetida duas ou três vezes (1Pd 1:7, 13; 4:13; 5:1); o sangue de Cristo como o ‘do Cordeiro que foi imolado, desde o princípio do mundo’ (Apoc. 13:8); a construção ‘espiritual’ no céu (Apoc. 21); e ‘uma herança incorruptível, e que não pode contaminar-se, nem murchar, reservada nos céus para nós, a quem o poder de Deus guarda, pela fé, para a salvação, que está preparada para se manifestar no último tempo (1Pd 1:4-5); o sacerdócio real (Apoc. 1:6; 5:10); o santo sacerdócio (Apoc. 20:6); o começo do julgamento na Casa de Deus (Apoc. 20:4, 12); e a igreja da Babilônia (Apoc. 17)”.

Não apenas estas cartas preparam-nos para o Apocalipse, mas toda a Bíblia o faz. Estudemo-lo avidamente para reavivarmo-nos espiritualmente! – Heber Toth Armí

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

UMA ESCOLHA CORAJOSA

UMA ESCOLHA CORAJOSA

E, já agora, sou de oitenta e cinco anos. Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou. [...] Agora, pois, dá-me este monte. Josué 14:10-12

Precisamente antes de Josué começar a distribuição da Terra Prometida às várias tribos, houve um momento muito comovente na história de Israel. Um homem de 85 anos de idade avançou para apresentar a reivindicação de um pedaço da propriedade imobiliária. Estava naquela idade da vida em que muitos estariam contentes em se assentar em uma cadeira de balanço e recordar os anos passados, mas não foi esse o caso de Calebe. Ele e Josué eram agora os mais velhos membros do acampamento, e Calebe queria Hebrom. “Dá-me este monte!” (Js 14:12) ressoa com uma grande coragem fundamentada na fé no Deus do Céu.

E por que entre todos os lugares ele escolheu Hebrom? Calebe conhecia algo acerca daquela região. Os temíveis gigantes anaquins habitavam ali. Também por conta deles, o relatório da maioria dos espias havia sido pessimista. Anos antes, Calebe, que não tinha se deixado intimidar pelos habitantes do local, resolveu que era por aquele pedaço da terra que lutaria.

A escolha de Calebe não estava baseada em sua força. Não era somente porque tinha vivido de modo saudável que podia ser um guerreiro na velhice. Como ele afirmou a Josué, sua confiança se firmava no fato de que havia perseverado “em seguir o Senhor”, seu Deus (Js 14:8). Ele se fundamentou nas promessas de Deus. Não havia reservas com Calebe. Não esperou para agir com cautela, mas confiou no poder do Senhor. Quando Deus disse que enviaria o temor adiante dos israelitas para expulsar o inimigo, Calebe acreditou em cada palavra.

Esse é o motivo por que ele entrou nessa grande causa. Tinha um senso de missão para com a obra de Deus. E não somente tomou Hebrom, mas continuou a lutar. Não se instalou para usufruir sua herança.

Quando nos deparamos com dificuldades aparentemente insuperáveis e as tentações do inimigo nos assaltam como gigantes, é prudente relembrar a petição desse velho guerreiro e dizer com ele: “Dá-me este monte!”

Jan S. Doward, 4/3/1985

Falsificadores espirituais -Judas 1

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Judas 1

Comentário Pr Heber Toth Armí

 É preciso tomar muito cuidado com a falsificação do evangelho, pois a cada dia fica mais comum a proliferação de falsos cristãos.

Desde os sermões de Jesus, é notório o apelo para cuidar com falsificadores espirituais. Os apóstolos não apenas lidaram com tais falsificadores, mas também alertaram aos seus leitores a tomarem cuidados com eles. Estamos diante de uma carta inteira falando sobre isso, leia Judas várias vezes; depois, acompanhe cada linha deste comentário:

1. Os manipuladores do evangelho são perversos, sem deixar de ser sútil; porém, o Espírito Santo quer que você os identifique: Eles…

• …se envolvem discretamente com os cristãos (v. 4);

• …não são pessoas transformadas pelo evangelho, seus frutos revelam isso (vs. 4, 14-15, 18);

• …transformam a liberdade da graça de Cristo em libertinagem, em graça barata (v. 4);

• …não aceitam que Jesus seja o único Soberano, diminuem Sua autoridade e poder (v. 4).

2. Pela leitura da carta de Judas fica claro que nem toda religião é correta, nem todo aquele que fala de Deus tem o Espírito Santo, que nem todo aquele que alega ser cristão o é de fato e nem todo evangelho pregado é verdadeiro. O líder espiritual deve cuidar para que o rebanho de Deus não esteja comendo alimento espiritual contaminado (Atos 20:28-30; Ezequiel; 3:17-19).

3. Tanto cristãos genuínos quanto os cristãos hereges precisam saber que Deus é:

• O glorioso e gracioso Criador, Redentor, Legislador e Juiz do Universo (vs. 4, 24);

• Misericordioso e Majestoso (vs. 2, 25);

• Amoroso e justo (vs. 2, 6, 15, 21);

• Cheio de paz e de poder (vs. 2, 25);8k

• O autor da salvação e também da destruição (vs. 3, 5);

• Senhor do tempo e da eternidade (vs. 4, 25).

4. Cada cristão precisa conhecer a Bíblia inteira, para saber, pelas histórias do êxodo (v. 5), da rebelião de Satanás (v. 6), de Sodoma e Gomorra (v. 7), da morte de Moisés (v. 9), de Caim (v. 11), de Corá (v. 11), de Enoque (vs. 14-15) e de Adão (v. 14), que a verdadeira fé e obediência contam muito para Deus.

Quem não tem tempo para estudar e lutar pela verdade bíblica certamente se envolverá com doutrinas falsas que afastam do verdadeiro evangelho. Portanto, reavivemo-nos na Palavra de Deus! Avancemos! – Heber Toth Armí.


Antes de adentrarmos no estudo do Apocalipse, diga-nos qual destes escritores você mais gostou e por quê:

Tiago?

Pedro?

João?

Judas?

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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

OS ESTADOS UNIDOS NA PROFECIA

OS ESTADOS UNIDOS NA PROFECIA

Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Apocalipse 13:11

Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte (O Grande Conflito, p. 440).

Aqui está uma impressionante figura da elevação e do crescimento de nossa nação [Estados Unidos]. E os chifres semelhantes aos de um cordeiro, emblemas de inocência e brandura, representam corretamente o caráter de nosso governo, segundo é expresso em seus dois princípios fundamentais: republicanismo e protestantismo (Spirit of Prophecy, v. 4, p. 277).

O Senhor tem feito mais pelos Estados Unidos do que por qualquer outro país sobre o qual brilha o sol. Aqui Ele proveu um asilo para Seu povo, onde possa ser adorado de acordo com os ditames da consciência. Aqui o cristianismo tem progredido em sua pureza. A vivificante doutrina do único Mediador entre Deus e o homem tem sido ensinada livremente. Era desígnio de Deus que este país sempre permanecesse livre para todas as pessoas O adorarem de acordo com os ditames da consciência. O objetivo Dele era que as instituições civis do país, em suas dilatadas produções, representassem a liberdade dos privilégios do evangelho.

Mas o inimigo de toda a justiça tem planos referentes ao propósito de Deus para este país. Ele suscitará empreendimentos que levem os homens a esquecer que há um Deus. A mundanidade e a cobiça, que é idolatria, prevalecerão mediante a atuação do arquienganador, até ser invalidada a lei de Deus em todos os seus aspectos (Manuscrito 17, 1906).

Foi-me mostrado que Satanás nos está furtivamente tomando a dianteira. A lei de Deus, pela intervenção de Satanás, será invalidada. Em nossa terra [Estados Unidos] de alardeada liberdade, a liberdade religiosa terá o seu fim (Evangelismo, p. 236).

Quando nossa nação, em seus conselhos legislativos, promulgar leis para coagir a consciência das pessoas no tocante a seus privilégios religiosos, impondo a observância do domingo e empregando o poder opressivo contra os que guardam o sábado do sétimo dia, a lei de Deus será, para todos os efeitos, invalidada em nosso país [Estados Unidos]; e a apostasia nacional será seguida pela ruína nacional (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1092).

Ellen G. White, 4/7/1977

Meditação Diária 21/12/202

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Exortação - 3 João 1

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - 3 João 1

Comentário Pr Heber Toth Armí

Já avançado em idade, sentindo o peso da experiência e calejado no lidar com diversas pessoas, o único apóstolo vivo dará uma aula de como aprender dos bons exemplos e como não seguir os maus elementos existentes dentro da igreja.  

Abra a tua Bíblia e leia esta minúscula carta de João várias vezes, em diferentes versões. Depois, observe atentamente este esboço, realizado por Karen H. Jobes:

1. Receptor da carta e saudação (vs. 1-4):

• Receptor da carta;

• Um desejo de bem-estar;

• Base da confiança do ancião;

• Exortação implícita.

2. Razão para escrever (v. 4):

• Confirmação da hospitalidade de Gaio;

• Exortação a fazer o certo.

3. O problema com Diótrefes (vs. 9-11):

• Não recebe exortação do ancião;

• Publicamente faz observações depreciativas sobre o ancião;

• Não acolhe a cristãos recomendados pelo ancião;

• Proíbe aos membros da igreja local acolhê-los;

• Expulsa da igreja aos que acolhem os enviados pelo ancião;

• Exortação a fazer o que é certo.

4. Apresentação de Demétrio (v. 12):

• Todos os que o conhecem dão bom testemunho dele;

• Demétrio fica confirmado pela verdade em si mesma;

• O ancião recomenda pessoalmente a Demétrio;

• O ancião confirma a veracidade de seu conhecimento da verdade.

5. Fechamento (vs. 13-15):

• Há mais para dizer, si se produz ou quando acontecer a visita do ancião;

• Benção de paz em situação problemática;

• Intercâmbio de saudações.

Assim como Gaio, precisamos dos conselhos do velho apóstolo João. Relacionado à conduta de Diótrefes, temos este apelo: “Amigo, não tenha parte nessa maldade”. Além disso: “Sirva de exemplo”. Porque é fato: “Quem faz o bem faz o trabalho de Deus. Quem faz o mal falsifica o que é de Deus e nada sabe sobre Ele” (v. 11).

Existem líderes e membros na igreja como Diótrefes, autoritários e egoístas; ore por eles, mas jamais seja como eles. Há, também, pessoas amáveis, compassivas e bondosas – como Demétrio – as quais são dignas da amizade dos servos de Deus.

“Nas três personalidades mencionadas nesta carta, temos três modelos de comportamento cristão na igreja. Podemos escolher imitar qualquer um dos três, mas não devemos ter ilusão quanto a chegar a resultados diferentes dos demonstrados” (Jonathan Gallagher).

Se um apóstolo escrevesse uma carta inspirada ao novo pastor de tua congregação, o que ele escreveria sobre você? – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

A TOLICE DO PECADO

A TOLICE DO PECADO

Mas o que peca contra Mim violenta a própria alma. Todos os que Me aborrecem amam a morte. Provérbios 8:36

A palavra pecado soa agressiva para o homem moderno. Ele prefere chamá-lo de fraqueza, debilidade ou desvio. Mas Deus chama o pecado de pecado. Não há alternativa. O verso de hoje ensina que, embora o pecado seja uma atitude contra Deus, a realidade é que a maior vítima é o próprio pecador, porque “violenta sua alma”, afirma Salomão.

É impressionante a miopia espiritual do ser humano. Peca porque quer ser feliz, porém erra o alvo e acaba sendo infeliz. Busca o prazer e encontra a dor, procura a realização, mas “violenta a alma”. Corre atrás de miragens e acaba perdido no deserto da vida. Não encontra paz. Sofre, tortura-se e envelhece sem achar o que busca. Segundo o texto de hoje, quem destrói a alma do pecador não é o diabo, ou o pecado, mas ele mesmo. Nada acontece sem o consentimento humano. O inimigo pode usar os argumentos mais fascinantes, prometer o que quiser, mas não pode obrigá-lo a pecar. Se o homem peca é porque aceita fazê-lo. Em algum momento do processo da tentação, decide entregar a vontade ao controle do inimigo.

A única segurança para o ser humano é entregar a vontade a Jesus, buscá- Lo todos os dias e depender constantemente Dele. Quem não faz isso “ama a morte”, diz Salomão. Naturalmente, a palavra amar não deve ser entendida em seu sentido próprio nesse contexto. Ninguém ama a morte de fato, mas quem se apega ao pecado age como se amasse o efeito final dele. O resultado de viver sem Cristo e andar no caminho errado é a morte eterna.

Você precisa ser feliz. A única maneira de isso ocorrer é fazer felizes as pessoas que você ama, criando um clima de compreensão, perdão e aceitação que só as pessoas que têm paz podem fazer.

Vá hoje mais uma vez a Jesus. Peça sabedoria para decidir, para sair e para entrar. Tenha certeza de que a felicidade se encontra na obediência à vontade divina. Submeta-se a Jesus e lembre-se do que Ele disse: “O que peca contra Mim violenta a própria alma. Todos os que Me aborrecem amam a morte.”

Alejandro Bullón, 22/1/2007

Amor a Deus e a submissão a Cristo - 2 João 1

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - 2 João 1

Comentário Pr Heber Toth Armí

O discípulo amado pega pesado nesta segunda carta enviada à igreja no primeiro século. Quanto a seus ensinamentos, carecemos talvez mais deles agora que os crentes de outrora.

Sua mensagem deve ser proclamada atualmente tanto quanto foi a motivação de João alertar os crentes. As verdades contidas nos treze versículos devem ser diligentemente aplicadas no viver diário do cristão quanto foi a intenção do apóstolo ao escrevê-las.

Embora o mandamento do amor deve ser devidamente seguido, e realmente devemos amar uns aos outros, a prática do amor tem limites. “Quando o enganador procura os crentes, eles não devem abrir suas casas para ele nem lhe dar boas vindas. Mas essa proibição não contradiz a regra cristã primitiva de demonstrar hospitalidade a estranhos (Hebreus 13:1)”, nem mesmo, “João está falando do viajante que precisava de hospedagem por uma noite. Ele se refere ao mestre que tem a intenção de destruir a igreja de Jesus Cristo” (Simon J. Kistemaker).

Por isso, a síntese desta carta pode ser assim elaborada:

• Saudação à senhora igreja, noiva de Cristo (vs. 1-4);

• Recomendação de fé e amor, a essência de um relacionamento íntimo com o Senhor (vs. 5-6);

• Advertência contra enganadores, não vendedores de produtos falsos, mas charlatões que pervertem o evangelho e a natureza de Cristo (v. 7);

• Aviso aos crentes: Que cuidem de si mesmos em relação aos que manipulam a fé (v. 8-9);

• Ultimato quanto ao fato de tornar-se cúmplice apoiando hereges e inimigos disfarçados dos cristãos (vs. 10-11);

• O amor anseia falar mais do que escrever, pois o sentimento fica limitado quando expresso em palavras escritas; por isso, João encerrou logo sua redação e propôs visitar a igreja destinatária desta missiva (vs. 12-13).

O amor a Deus e a submissão a Cristo tornam-nos fieis a Seus ensinamentos. Por isso, esta cartinha “é um tesouro num pequeno frasco, que convida os leitores de todas as idades a viver o amor e a verdade de Jesus Cristo” (Bíblia Andrews).

A atitude certa para com enganadores nos levará a ter atitudes corretas em relação a Cristo e a Sua verdade; portanto, é muito importante estudar esta carta que visa alertar-nos quanto a essa realidade!

“Senhor, ajude-nos a andar na verdade, amar de verdade, e fugir da falsidade!” – Heber Toth Armí.

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domingo, 19 de dezembro de 2021

ACIMA DOS REINOS TERRESTRES

 Meditação Diária 

ACIMA DOS REINOS TERRESTRES

Aquele, pois que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Mateus 5:19

As qualidades que brilham mais intensamente nos reinos do mundo não têm lugar no reino espiritual de Cristo. Aquilo que é altamente exaltado entre os homens e leva exaltação a seu possuidor, como casta, linhagem, posição ou riqueza, não é estimado no reino espiritual. O Senhor diz: “Aos que Me honram, honrarei” (1Sm 2:30). No reino de Cristo, os homens são distinguidos de acordo com sua piedade. […]

O reino do Céu é de uma ordem mais alta do que qualquer reino terrestre. Se havemos de desfrutar uma posição mais alta ou mais baixa, isso não será determinado por nossa linhagem, riqueza ou educação, mas pela natureza da obediência mostrada para com a Palavra de Deus. Os que têm estado a agir por egoísmo e ambição humana, que têm lutado para ser o maior, que se têm atribuído a si mesmos importância, que se têm considerado acima da obrigação de confessar falhas e erros não encontrarão lugar no reino de Deus.

Se os homens serão honrados como membros da família real de Deus, será determinado pela maneira em que enfrentam o teste e a prova a que Deus os submete na vida. Os que não têm sido abnegados, que não têm mostrado simpatia pelos sofrimentos de outros, que não têm cultivado os preciosos atributos do amor, que não têm manifestado paciência e mansidão na vida não serão mudados quando Cristo vier. […]

O caráter que manifestarmos agora decidirá nosso destino. Encontraremos a felicidade do Céu pondo-nos em conformidade com a vontade de Deus. E se os homens se tornarem membros da família real no Céu, será porque para eles o Céu começou na Terra. Nutriram a mente de Cristo e quando vem o chamado, “Filho, suba mais para o alto”, os justos levarão toda graça, aptidão preciosa e santificada para as cortes do alto e trocarão a Terra pelo Céu. Deus sabe quem são os súditos leais e fiéis de Seu reino na Terra, e os que fizerem Sua vontade aqui no mundo tal como é feita no Céu serão membros da família real de cima (Review and Herald, 26 de março de 1895).

https://mais.cpb.com.br/meditacao/acima-dos-reinos-terrestres//

Fé e comunhão - 1 João 5

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - 1 João 5

Comentário Pr Heber Toth Armí

Fica claro nestes cinco capítulos que “não há nada mais importante na vida cristã do que o amor”; que contrasta com o amor de quem não tem Cristo, pois, “somente porque experimentamos o amor que vemos na cruz é que amamos da maneira que distingue o cristão” (Leon Morris).

Morris ainda destaca que “é impressionante que” as cartas de João, “que dão tanta ênfase ao amor, tenham mais referências aos mandamentos de Deus do que qualquer outro livro do Novo Testamento”.

Assim, já na introdução do capítulo, João atesta que, “o teste da verdade para saber se amamos ou não os filhos de Deus é este: amamos a Deus? Guardamos Seus mandamentos? A prova de que amamos a Deus está na guarda dos Seus mandamentos, e eles não parecem difíceis” (vs. 1-3).

Avance em teu estudo. O esboço de Merrill F. Unger auxilia a obter visão mais geral do capítulo em questão:

1. Fé e comunhão:

• A fé nos insere na comunhão (vs. 1-3);

• A fé traz a vitória (vs. 4-5).


2. Testemunho e comunhão:

• O testemunho a respeito do Filho (vs. 6-10);

• A crença no testemunho de Deus (vs. 11-12).


3. A oração e a comunhão:

• A importância da certeza (v. 13);

• O poder da oração (vs. 14-15).

4. A comunhão na oração e o cristão pecador:

• A oração e o problema do pecado grave (vs. 16-17);

• O pecado e seu remédio (vs. 18-20);

• Incumbência final (v. 21).

A fé que não está pautada no amor é insignificante, sem valor para Deus. A fé que não se submete aos mandamentos divinos é deficiente, falha e insuficiente para agradar a Deus, pois está desprovida de submissão ao Salvador. A prática do amor altruísta é o cumprimento da Lei de Deus (Romanos 13:8; Tiago 2:8).

Aquele que é cristão de verdade, ama genuinamente; quem ama de verdade, apreciará grandemente a comunhão com Deus e com os membros de Sua igreja. A fé não repele, ela aproxima e atrai!

A fé em Jesus concede vitória sobre o pecado e o mundanismo; ela dá garantia de vida eterna, certeza da resposta às orações, e transforma nosso coração. Nascer de Deus significa renunciar ao mundo radicalmente.

Após refletir nessas profundas verdades, resta-nos erguer e reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 18 de dezembro de 2021

OITO PASSOS PARA SABER A VONTADE DE DEUS

 OITO PASSOS PARA SABER A VONTADE DE DEUS

Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as Minhas vistas, te darei conselho. Salmo 32:8

Se queremos conhecer a vontade de Deus a nosso respeito em determinada questão, em primeiro lugar, precisamos, pela graça de Deus, chegar ao ponto de abrir mão de nossos desejos e preferências. Isso só pode ser efetuado pelo poder de Deus e pela comunhão pessoal com Ele.

Em segundo lugar, não devemos ser dominados pelos sentimentos. Eles fazem parte da vida, e o Espírito Santo produz impressões e convicções que se assemelham ao que sentimos. Porém, é importante não basear as decisões unicamente no coração.

Em terceiro lugar, busquemos a vontade de Deus da maneira como é revelada em Sua Palavra. Haverá ocasiões em que Sua Palavra não revelará, por exemplo, se devemos nos mudar de uma cidade para outra. Há, contudo, princípios que se aplicam a muitas situações. Isso nos reconduz ao fato de que o principal propósito da Palavra de Deus é comunicação e informação.

Em quarto lugar, devemos levar em consideração as circunstâncias providenciais. Sejamos sensíveis às portas abertas ou fechadas. Consideremos a orientação que Ele nos deu no passado e vejamos se a decisão atual se ajusta a essa moldura.

Em quinto lugar, apresentemos a decisão ao Senhor em oração. Busquemos Sua orientação de joelhos, mediante a comunicação com Ele. Tomemos tempo para prestar atenção à voz tranquila e suave. Apresentemos o caso a Deus, dando permissão a Ele para cumprir Seus planos em nossa vida.

Em sexto lugar, busquemos o conselho de amigos cristãos. Pais piedosos, professores e pastores muitas vezes podem dar importantes sugestões. Não devemos deixar que os outros tomem decisões por nós, mas é preciso escutar o que eles têm a dizer.

Em sétimo lugar, tomemos uma decisão! Não fiquemos indecisos para sempre. Contemos então a Deus, em oração, qual foi a decisão tomada e avancemos de acordo com ela.

Em oitavo lugar, devemos pedir que Deus nos indique de algum modo se não interpretamos corretamente as orientações recebidas. Se permitirmos que o Senhor nos guie, seremos dirigidos por Ele, pois prometeu cumprir Seu propósito a nosso respeito.

Meditação Diária 18/12/2021

A comunhão do amor - 1 João 4

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - 1 João 4

Comentário Pr Heber Toth Armí

O amor do cristão difere do incrédulo. Neste capítulo, os tópicos destacados por Merrill F. Unger continuam na questão da comunhão. Observe com atenção:

1. O discernimento do erro e a comunhão:

• A presença do erro (v. 1);

• O claro teste do erro (vs. 2-6).

2. O amor e a manifestação da comunhão:

• Amor, característica da família (vs. 7-8);

• A suprema manifestação de amor (vs. 9-10);

• A obrigação de amar (vs. 11-12);

• O amor e a presença de Deus dentro de nós (vs. 13-16);

• A perfeição do amor em nós (vs. 17-18).

3. O incentivo ao amor e a comunhão:

• O incentivo ao amor é o amor de Deus por nós ao entregar Seu Filho (v. 19);

• A comunhão do amor. Nosso amor pelos irmãos prova nosso amor por Deus (vs. 20-21).

Nossa ligação a Cristo e Sua vontade é a proteção contra o erro e a falta de amor tão evidente não apenas na sociedade secular, mas também nos círculos religiosos das igrejas cristãs.

A falta de amor em nossas comunidades é a prova do quanto estamos desprovidos de espiritualidade. Nossa sociedade secular tem ditado até mesmo o ritmo das pessoas que alegam estar ligadas a Cristo.

A natureza de Deus é “verdade” que é intolerante com a falsidade; assim, como também, Seu caráter é essencialmente “amor,” que é intolerante à hipocrisia, à frieza, ao ódio e à indiferença. Por isso, quem tem Jesus no coração não vive preso a esses sentimentos diabólicos nem amarrado às injustiças e imoralidades sociais.

O efeito do amor e da verdade de Deus é visto nas decisões e atitudes de cada um de Seus representantes convertidos da filosofia secular. Assim, você tem Cristo no coração ou não tem, você é cristão ou não é.

• Tuas ações falam mais alto que tuas declarações!

Sendo que existem falsos cristãos, fique atento ao que toda pessoa intenta ensinar e, recorra sempre à Bíblia para examinar as doutrinas proclamadas por quem quer que seja. Assim como existem heresias, que são verdades adulteradas, há também sentimentos fingidos, como também existem cristãos falsificados. Então, muito cuidado!

Concentre-se em firmar tua vida em Deus e em Sua revelação, a fim de que não sejas um cristão apenas de fachada.

“Senhor, reaviva-nos!” – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

MOVENDO O BRAÇO DA ONIPOTÊNCIA

 MOVENDO O BRAÇO DA ONIPOTÊNCIA

Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo. Tiago 5:16

“Faz mais coisas a oração

Do que o mundo costuma sonhar.

Vossa voz erguei então

Em Meu louvor dia a dia.

Pois que é mais o homem que a ovelha

Não dotada de razão,

Se conhece a seu Deus

Mas não Lhe estende as mãos

Por si e os queridos seus?”

Quão estimulantes são essas linhas de Alfred Tennyson, o prestigiado poeta inglês do século 19! Na verdade “faz mais coisas a oração do que o mundo costuma sonhar”. Ela pode mover o braço da Onipotência. Moisés orou, e Deus poupou os israelitas adoradores do bezerro de ouro no Sinai. Josué orou, e o Sol parou. Elias orou, e o fogo consumiu seu sacrifício no Carmelo. Eliseu orou, e o filho da sunamita foi ressuscitado. Salomão orou, e a glória de Deus encheu o templo. Neemias orou, e um rei pagão patrocinou a reconstrução de Jerusalém. Jó orou, e o Senhor lhe duplicou os bens terrenos, além de lhe tirar as aflições. Davi orou, e Deus lhe perdoou os pecados de impureza e homicídio. Ezequias orou, e um anjo destruiu 185 mil soldados inimigos. Daniel orou, e Deus fechou a boca de leões famintos. A igreja orou, e Pedro foi libertado da espada de Herodes. Paulo orou, e Êutico foi restituído à vida.

Nenhum desses suplicantes era isento de faltas, mas eram justos. Confiavam nos méritos do Cordeiro e no sangue derramado por Ele. Isso é requisito para uma fervorosa “oração eficaz”. Portanto, “leve suas necessidades, alegrias, tristezas, preocupações e seus temores a Deus. Você não conseguirá sobrecarregá-Lo, nem deixá-Lo cansado. […] Entregue a Ele todas as coisas que perturbam sua mente. Não há um só capítulo da nossa existência […] que Ele não possa ler nem dificuldade alguma tão complicada que não possa resolver” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 99, 100).

Kenneth H. Wood, 1o/10/1964

Meditação Diária 18/12/2021

Espelho - 1 João 3

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - 1 João 3

Comentário Pr Heber Toth Armí

Como agir corretamente diante de situações complicadas de relacionamento? A carta em análise oferece-nos princípios para o bom andamento das atividades na comunidade eclesiástica.

O capítulo supracitado pode ser assim sintetizado, conforme Merrill F. Unger:

1. O justo viver e a comunhão:

• O amor dado por Deus como incentivo à vida santa (v. 1);

• A vinda de Cristo como incentivo à vida santa (vs. 2-3);

• A vida santa como propósito da salvação (vs. 4-5);

• A vida santa e a comunhão (vs. 6-10).

2. Amor fraternal e comunhão:

• A comunhão no amor (vs. 11-15);

• A manifestação do amor (vs. 16-18);

3. A certeza cristã e a comunhão:

• A natureza da certeza (vs. 19-21);

• A realização da comunhão (vs. 22-24).

Esta carta serve de espelho. Nosso tipo de obediência aos mandamentos de Deus prova nosso nível de moralidade (2:3-6). Nosso jeito de amar serve de avaliação de nossa condição social (2:7-11). Nossa forma de expressar a fé prova nosso compromisso com a doutrina bíblica (2:18-27).

João Stott destaca, dos capítulos subsequentes, mais três itens para nossa avaliação: Uma elaboração da…

• …prova moral: justiça (2:28-3:10);

• …prova social: amor (3:11-18);

• …prova doutrinária: fé (4:1-6).

Ao aceitarmos o amor divino tornamo-nos diferentes dos egoístas do mundo. Como filhos de Deus, purificamo-nos dos feios traços comportamentais influenciados pelo diabo. Libertos da escravidão do pecado, somos livres para obedecer a Cristo, O qual morreu para tirar de nós os nossos pecados, inclusive o ódio.

O crente não assume impecabilidade, pois devido a sua vulnerabilidade espiritual, pode escorregar e ter recaídas; porém, não aceita permanecer caído, pois já não é mais escravo das garras do diabo – Nisto reside a diferença do pecador sem Cristo e do pecador com Cristo.

• O amor altruísta em lugar do amor egoísta é a maior evidência de que alguém realmente está convertido. Isso só é possível tendo Jesus no coração!

Desta forma, “a religião de Cristo revela-se como um princípio vitalizante e dominante, uma energia espiritual operante e viva. Quando o coração é aberto à influência celestial da verdade e do amor, esses princípios fluirão de novo como torrentes no deserto, fazendo que apareçam frutos onde agora há esterilidade e penúria” (Ellen G. White).

Olhemos no espelho espiritual desta carta e, então procuremos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

A VONTADE DE DEUS

Meditação Diária 16/12/2021

A VONTADE DE DEUS

Ensina-me a fazer a Tua vontade, pois Tu és o meu Deus. Salmo 143:10

Em nosso texto encontramos a súplica humilde de um homem angustiado. No verso anterior, Davi pede ao Senhor para ser protegido de seus adversários. Supõe-se que o salmista se referia aos soldados comandados por Absalão, seu ambicioso filho. Caso seja essa a situação, percebe-se o grande drama que afligia o rei. Inúmeras perguntas lhe assaltavam a mente: Retaliar a atitude do filho? Ceder a ele o trono? Que decisão seria aconselhável em face da rebelião?

Em circunstâncias assim, unicamente Deus poderia guiá-lo no caminho a seguir. Daí a súplica angustiada: “Ensina-me a fazer a Tua vontade, pois Tu és o meu Deus.”

À semelhança do salmista, quando torturados por problemas angustiantes, devemos também pedir ao Senhor que nos mostre Sua vontade e que, sobretudo, que nos habilite a realizá-la.

No Getsêmani, sentindo sobre Si as sombras da cruz, Jesus derramou a alma em oração e agonia. O peso esmagador dos pecados do mundo pesava sobre Seus ombros enfraquecidos. Nesse contexto, suplicou que, se fosse possível, aquela hora terrível passasse Dele. Conforta-nos o pensamento de que, no momento de Sua mais intensa agonia, Jesus também lançou mão dos recursos infinitos da oração.?

É impossível encontrar melhor prescrição que essa para os que estão aflitos. Deus é a primeira pessoa a quem devemos apresentar nossas angústias. Talvez não recebamos imediata resposta ou o alívio que buscamos. Mas o simples fato de que levamos nossos problemas ao Senhor nos fará bem.

Jesus, porém, não apenas buscou a Deus, mas Se dispôs a Se submeter à vontade do Pai: “Não seja o que Eu quero, e sim o que Tu queres ” (Mc 14:36).

Supliquemos a Deus duas coisas bem definidas: (1) que nos faça conhecida Sua vontade, especialmente nos momentos difíceis da vida; (2) e que nos ajude a executá-la para Sua glória e nosso próprio benefício. Só assim seremos abençoados com a promessa sintetizada nas palavras de Jesus: “Porque qualquer que fizer a vontade de Meu Pai […], esse é Meu irmão, irmã e mãe” (Mt 12:50).

Ore hoje como o Senhor ensinou: “Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6:10, NVI).

Meditação Diária 16/12/2021

Receita para desenvolver a comunhão - 1 João 2

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - 1 João 2

Comentário Pr Heber Toth Armí

Quando há conflitos, brigas e divisões numa comunidade é preciso saber o jeito certo de resolver. Igrejas cristãs com crentes genuínos enfrentam problemas de relacionamento, o certo não é se afastar, mas resolver os problemas.

Conforme pontuou Merrill F. Unger, após João apontar o fundamento da comunhão (a encarnação e a vida eterna 1:1-4) e revelar as condições da comunhão (andar na luz e confessar os pecados 1:5-10), João continuar aprofundando o tema:

1. Cristo, o advogado e a comunhão:

• Cristo, atuando como advogado, mantém a comunhão voltada para Deus (v. 1);

• A eficácia de Cristo como advogado (v. 2).

2. Obediência e comunhão:

• A certeza de estar em comunhão: a obediência (vs. 3-5);

• O dever do crente que afirma estar em comunhão: Imitar a Cristo permanecendo nEle (v. 6).

3. O amor fraternal e a comunhão:

• Amor, a expressão da comunhão (vs. 7-8);

• O ódio, a negação da comunhão (vs. 9-11).

4. Maturidade espiritual e a comunhão:

• A família do Pai (v. 12);

• A comunhão e crescimento cristão (vs. 13-14).

5. O perigo da secularidade e a comunhão:

• Alerta sobre o perigo: “não ameis o mundo”; “nem o que nele há” (v. 15);

• A razão do alerta: O amor pelo mundo exclui o amor de Deus e, o mundo é passageiro e efêmero (vs. 15-17).

6. A lealdade à fé e a comunhão:

• Desvio doutrinário, o adversário da comunhão (vs. 18-21);

• A essência do desvio doutrinário: Negação da divindade de Jesus (vs. 22-23).

7. Permanência em Cristo e a comunhão:

• O apego à verdade (vs. 24-26);

• A confiança no Espírito Santo (vs. 27-29).

Pelas dificuldades existentes nas comunidades seria mais fácil não congregar com outros irmãos. Além dos problemas de relacionamento, quantas coisas nos distraem tais como choro de crianças, e cochichos, na hora do culto! Contudo, congregar é o melhor método para promover a maturidade, utilizado por Aquele que instituiu a igreja como comunidade.

A falta de comunhão revela imaturidade. Como aprender tolerância se todos fossem iguais? Como desenvolver atos de graça se todos fossem merecedores de nossas boas ações?

No capítulo estudado temos a receita para desenvolver a comunhão, apliquemos cada princípio a nossa vida e reavivemo-nos!

Combatamos a desunião! Lutemos para promover a comunhão entre os irmãos! – Heber Toth Armí

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A ROCHA ETERNA

MEDITAÇÃO DIÁRIA Quarta-feira, 6 de julho  A ROCHA ETERNA    Chegando-se a Ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com...