sexta-feira, 24 de maio de 2024

Teoceno

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
24 de maio
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Teoceno

Nós, porém, segundo a promessa de Deus, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça. 2 Pedro 3:13

Entramos em uma nova era geológica chamada pelos cientistas de Antropoceno. É a era em que o impacto humano está radicalmente afetando o planeta. A atmosfera tem sido alterada com a emissão de gases, os aquíferos têm sido poluídos, e as grandes áreas verdes da Terra têm sido desflorestadas. Além de tudo isso, só nos últimos 500 anos, 322 espécies de animais e plantas foram extintas.

Os efeitos do egoísmo humano estão afetando o mundo de forma exponencial. Nos países mais ricos, quase 50% do alimento é jogado fora. Segundo a ONG Mãos Unidas, cerca de 1,3 milhão de pessoas vivem com menos de 1 dólar por dia. A mortalidade infantil chega a 6 milhões de crianças, dos quais 5 milhões morrem por desnutrição. Quase metade das mulheres que morrem por homicídio é vítima do marido ou companheiro. Em nível global, cerca de 20% das adolescentes sofreram violência ou abuso sexual.

O que está acontecendo? Na verdade, estamos vivendo a proposta do governo de Satanás. Sei que essa declaração é muito forte, mas o pecado é o que está provocando esse desequilíbrio. Desde aquele fatídico dia em que Adão viu cair a primeira folha de árvore, a deterioração só tem aumentado. Jesus pregou a igualdade e o respeito entre as pessoas, o cuidado aos necessitados, a preocupação com a natureza e o compromisso global, mas Sua mensagem não tem recebido atenção. No entanto, ainda há a esperança de que nós sejamos diferentes. Precisamos de uma mudança radical, uma reforma do nosso ser. A forma como vivemos hoje deve ficar no passado, aquilo que Paulo expressou ao dizer: “Entre eles também nós todos andamos no passado, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais” (Ef 2:3). Aceitando as propostas de Cristo, começamos uma nova era geológica, a era de Deus, o “Teoceno”. A Bíblia chama isso de “reino dos Céus”, o qual se origina nos corações e se estende pela eternidade.

Deus nos promete novos céus e nova terra. Céus e terra repletos de criaturas, de vegetação e de pessoas em harmonia. Céus e terra sem pecado. Céus e terra que começam hoje em você.

Daniel 12 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 12
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 12 – As predições bíblicas são extraordinárias! “As profecias que o grande EU SOU tem dado em Sua Palavra, unindo elo com elo na cadeia dos acontecimentos, da eternidade do passado à eternidade no futuro, dizem-nos onde estamos hoje na sucessão dos séculos, e o que se pode esperar no tempo por vir. Tudo o que a profecia tem predito que haveria de acontecer, até o presente, tem tomado lugar nas páginas da História, e podemos estar certos de que tudo quanto ainda está por suceder será cumprido no seu devido tempo” (EGW, PR, 536).

• Diante dos tenebrosos e terríveis acontecimentos do tempo do fim, Miguel, que é Cristo, assumirá visivelmente Seu papel de Defensor do povo de Deus. Antes da libertação, enfrentaremos um tempo de angústia sem precedentes, e este é um sinal de que Jesus está prestes a atuar em nosso mundo (Daniel 12:1).

• Em Daniel 12:2 temos uma revelação peculiar de uma ressurreição especial. Antes da ressurreição geral dos justos, ressuscitam alguns ímpios (Apocalipse 1:7) e também alguns justos, dentre eles, Daniel – ressuscitam para testemunhar todo o processo da vinda de Cristo (Daniel 12:13).

• O tempo do fim teve início em 1798, no fim do período de 1260 anos (Daniel 12:5-7). A partir desse tempo, as profecias de Daniel seriam destravadas, aumentando o conhecimento bíblico e profético. Os estudiosos (sábios) brilharão como as estrelas, compartilhando a mensagem de redenção e da vida terna ao mundo inteiro, mesmo em meio à duras provações e impiedades (Daniel 12:3-4, 8-10).

• O período de 1290 dias/anos vai da conversão de Clóvis, em 538 d.C. e a ascensão do poder político da Igreja Cristã Medieval até 1798, com a prisão do Papa Pio VI.

• O período de 1335 dias/anos começa no mesmo ponto, mas termina um pouco à frente, em 1843-1844, com um movimento de protestantes indo além do protestantismo tradicional. Surgiu com os adventistas um despertar do estudo profético que levou os piedosos cristãos ao entendimento da segunda vinda de Cristo iminente (Daniel 12:11-12).

Fica evidente que podemos ter certeza da intervenção de Cristo na História humana. Não estamos abandonados neste mundo tenebroso. A história chegará a um clímax, o bem vencerá... e, quem estiver totalmente comprometido com Cristo desfrutará da vitória final.

Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 23 de maio de 2024

O outro zero

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
23 de maio

O outro zero

Temam o Senhor, vocês que são os Seus santos, pois nada falta aos que O temem. Salmo 34:9


Amir Aczel passou a vida procurando a pedra K-127. Aczel era um matemático que buscava as origens do número zero. Ele sabia que, em 1931, o arqueólogo George Coedès tinha descoberto uma pedra no Camboja na qual estava estampada a primeira representação desse número. Mas a pedra desapareceu, e só em 2013 Aczel finalmente a encontrou abandonada em um galpão de Angkor Wat. Foi interessante descobrir que o primeiro registro de um zero está ligado ao budismo. Parece que esse número estava vinculado com o nada que os monges dessa religião vivem buscando.

Na Bíblia, porém, o zero se identifica com a ausência de necessidades, e esse estado é vivido junto a Deus. Por si só, o ser humano tem uma existência com múltiplas carências. O pecado nos distancia do equilíbrio e, como consequência, gera misérias. Mas, ao lado de Deus, tudo é satisfeito. Ele somente nos pede uma coisa para que Sua promessa seja cumprida: temor. Temer a Deus nos transforma em pessoas de bem, santos que têm tudo o que precisam, pois são conscientes daquilo que realmente vale a pena. O que precisamos fazer para temê-Lo? Encontramos em Ezequiel uma descrição bem detalhada. Uma pessoa que teme ao Senhor é alguém que “não oprime ninguém, mas devolve ao devedor a coisa penhorada e não rouba; reparte o seu pão com o faminto e cobre com roupas aquele que está nu; não empresta para ter lucro e não cobra juros; desvia a sua mão da injustiça e é imparcial ao julgar uma questão entre duas pessoas; anda nos […] estatutos e guarda os […] juízos [divinos], procedendo retamente –, esse tal é justo e certamente viverá, diz o Senhor Deus” (Ez 18:7-9).

Estar bem com Deus tem muito a ver com os outros. Há zero de orgulho e, portanto, não nutrimos os problemas. Há zero de cobiça e, consequentemente, não buscamos o que é prescindível. Há zero de mentira e, por essa razão, vivemos sem incoerências. Há zero de egoísmo e, como resultado, nos alegramos com a felicidade dos outros. Há zero de carências, pois vivemos o tudo de Deus.
Essa experiência espetacular, no entanto, só será possível se tivermos uma vida de oração e reflexão na Palavra. Analise: Como anda seu relacionamento com Deus?

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Daniel 11 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 11
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 11 – Apesar dos conflitos/guerras entre nações/impérios, e da supremacia e ascensão de tiranos, Deus mantém o controle soberano sobre a história dos seres humanos.

Daniel 11 serve como uma ponte entre a história e a escatologia, fornecendo uma visão detalhada dos conflitos humanos e a esperança final da intervenção divina. É uma das passagens mais detalhadas e complexas do livro de Daniel, oferecendo uma visão profética que abrange vários séculos de história, onde a resistência dos fiéis é destacada, refletindo um chamado à perseverança em meio à tribulação.

Conforme revelado em Daniel 9:26 haverá guerras e desolações até o fim; Daniel 11:19-20, 44-45 expande essa informação.

• Os primeiros versículos descrevem os reis da Pérsia e o surgimento de um poderoso rei grego que teria seu reino dividido pelos seus quatro generais após sua morte, identificado por Alexandre, o Grande.

• Depois, a profecia revelou a ascensão de Roma como Império secular/pagão (Daniel 11:14-22), e como Império Eclesiástico assumindo a religião cristã (Daniel 11:23-44).

• Os últimos versículos são puramente escatológicos – eventos conflitivos do tempo do fim, antecedendo ao advento de Cristo (Daniel 11:40-45).

“O tempo presente é de dominante interesse para todo vivente. Governadores e estadistas, homens que ocupam posições de confiança e autoridade, homens e mulheres pensantes de todas as classes, têm sua atenção posta nos acontecimentos que tomam lugar ao nosso redor. Estão observando as relações que existem entre as nações. Eles examinam a intensidade que está tomando posse de cada elemento terreno, e reconhecem que algo grande e decisivo está para acontecer – que o mundo está no limiar de uma crise estupenda. Na Bíblia, e na Bíblia só, permite uma visão correta dessas coisas” (EGW, PR, 537).

Apesar dos conflitos, Deus está atuando em nossa história caótica. “Nos anais da História humana o crescimento das nações e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do homem. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte parece determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na Palavra de Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade” (EGW, Educação, 173).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Tempo de milagres

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
22 de maio

Tempo de milagres

Deus faz coisas grandes e insondáveis, maravilhas que não se podem enumerar. Jó 5:9


O ano de 1905 é considerado o annus mirabilis (ano milagroso) de Albert Einstein. Até então, tudo parecia mais ou menos normal em suas atividades como cientista. Nesse ano, porém, ele publicou quatro estudos que o levaram ao topo da admiração acadêmica. Um deles falava da teoria da relatividade especial e, a partir desse momento, a Física deu um giro radical.

Suas ideias outorgaram ao cientista alemão a alcunha de homem mais inteligente do século 20. Em minha maneira de entender, entretanto, sua frase mais sábia foi: “Quero conhecer os pensamentos de Deus; o resto são detalhes.”

Era um dia de provação para o jovem Rabi que fazia milagres. Alguns desejavam avaliar Seus métodos e descobrir quais eram Seus truques. Outros O viam como a única esperança. Um deles, um paralítico, chegou prostrado em seu leito, com a ajuda de alguns amigos (ver Lc 5:17-26). Já era um pouco tarde, e o lugar estava lotado. Não havia como entrar – pelo menos de maneira normal. Eles subiram até o telhado da casa e baixaram o homem bem no meio da sala. Ao vê-lo, Jesus achou por bem transformar a vida daquele pobre homem tirando a culpa que ele carregava. Assim, o Salvador disse ao paralítico: “Seus pecados estão perdoados.” Os críticos, os escribas e os fariseus presentes não podiam acreditar no que tinham ouvido. Aquilo era uma blasfêmia. Jesus leu o pensamento deles e propôs o que era ainda mais difícil para aqueles que não enxergam além das coisas materiais. Com segurança, o jovem Rabi lhes mostrou que tinha autoridade para perdoar pecados. Então disse ao paralítico: “Levante-se, pegue o seu leito e vá para casa.” Para muitos, aquele foi um dia extraordinário, mas, para Jesus, foi um dia ordinário.

Não tenho nada a dizer para Einstein acerca da Física. Ele me supera em muito. Além disso, como ele mesmo dizia, tudo isso são detalhes. Penso igual a ele no que diz respeito à grandeza dos pensamentos divinos. Deus pensa no bem e faz o bem. Ele vê nosso presente e planeja nosso futuro.

Há algum fardo que você está carregando e que precisa que Jesus retire? Algum milagre que está buscando? Vá até ele! Não precisa ser um gênio para saber que Deus deseja uma vida plena para você. 

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Daniel 10 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 10
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 10 – Mesmo sendo um capítulo de conteúdo histórico em meio a importantes capítulos proféticos, Daniel 10 transcende a narrativa histórica ao abrir uma janela para a realidade espiritual invisível à natural percepção humana.

Em Daniel 10 somos incentivados a refletir em nossa própria jornada espiritual e a compreender a importância da oração, da humildade e da confiança no plano estabelecido por Deus. Considere sua estrutura:

• A preparação de Daniel (10:1-3) – A preocupação aplicada à oração chega até os ouvidos de Deus.
• A visão de Daniel (10:4-9) – O grande conflito cósmico entre o bem e o mal é absolutamente real, não imaginário, teórico ou filosófico.
• A conversa com o mensageiro celestial (10:10-21) – Cristo vencerá sobre todos os poderes opositores visíveis e invisíveis.

Esta narrativa inspirada revela que embora os poderes políticos e impérios humanos e até orquestrações diabólicas intentem impedir a implantação do reino de Deus, o Senhor instituirá Seu Reino eterno.

Daniel 10 destaca a realidade da batalha espiritual nas regiões celestiais, um tema que aparece no Novo Testamento, particularmente em Efésios 6:12, onde Paulo escreve sobre a luta “contra os dominadores deste mundo de trevas, contras as forças espirituais do mal nas regiões celestiais”.

A descrição do Ser celestial que Daniel vê tem semelhanças com as visões de João na Ilha de Patmos, (Apocalipse 1), apontando para Cristo, que derrotou Satanás e seus anjos demoníacos no Céu (Apocalipse 12:7-12). Apocalipse 12 descreve uma batalha celestial entre Miguel e Seus anjos contra o Dragão (o Diabo) e seus anjos, ecoando a luta espiritual descrita em Daniel 10:13, onde Miguel, um dos Príncipes principais, vem ajudar na batalha contra os principados malignos.

No Calvário foi onde Jesus travou ferozmente a batalha cruel entre os poderes sobrenaturais do mal, e “tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz” (Colossenses 2:15). “Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, Ele também participou dessa condição humana, para que, por Sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o Diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” (Hebreus 2:14-15).

Evidentemente, Daniel revela que Cristo entra na batalha real em prol da humanidade. Por isso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 21 de maio de 2024

Dando a cara

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
21 de maio
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Dando a cara

Não tema, porque Eu estou com você; não fique com medo, porque Eu sou o seu Deus. Eu lhe dou forças; sim, Eu o ajudo; sim, Eu o seguro com a mão direita da Minha justiça. Isaías 41:10


Eu era apenas um adolescente que estudava longe de casa quando chegou a notícia. Minha mãe tinha contraído uma estranha doença e estava hospitalizada. Passei aquela noite sem dormir, pensando em como poderia ajudar, mesmo estando distante. Orei e, depois, li a Bíblia. Ali encontrei o texto de hoje, o qual me encheu de consolo. Na manhã seguinte, bem cedo, fui até a agência dos Correios e mandei um telegrama com as palavras desse verso para meus pais. Tenho certeza de que essas palavras consolaram minha família. E Deus cumpriu Sua promessa: Sua poderosa mão nos susteve nos momentos de dificuldade.

Passados os anos, ao estudar esse verso no idioma original, descobri que ele poderia ser traduzido da seguinte forma: “Porque Eu sou o seu Deus que lhe dá forças, dou a Minha cara para ajudar você; dou a Minha cara para segurar você com a mão direita da Minha justiça.” Acho excepcional o fato de que alguém como Deus dê a cara por nós, ou seja, que assuma todas as responsabilidades por nós. Um Deus que não somente nos apoia, mas que também nos defende, que compra nossas brigas.

Você chegou a pensar a quem se refere a expressão “mão direita da Minha justiça”? Ellen G. White esclarece: “Que promessa preciosa! Podemos pedir bastante ao nosso bondoso Pai celestial. Grandes bênçãos estão reservadas para nós. Podemos crer em Deus, confiar Nele e, assim fazendo, glorificar Seu nome. Mesmo que sejamos vencidos pelo inimigo, não somos repelidos, abandonados nem rejeitados por Deus. Não! Cristo está à direita de Deus e faz intercessão por nós” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 266 [319]). Jesus é a mão direita de Deus, essa mão que se estende ao mundo para oferecer Sua graça; essa mão que é estendida ao Pai para que Ele contemple as cicatrizes que fazem lembrar que tudo se cumpriu conforme Sua palavra.

A grandiosa promessa de Deus é que Ele estará conosco em todos os momentos, sustentando-nos com Seu poderoso braço, defendendo-nos em todas as adversidades e nos oferecendo a solução mais sublime e perfeita que já existiu: Jesus Cristo, nosso Salvador. Que promessa espetacular!

Daniel 9 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 9
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 9 – Ciente que as profecias estavam perto de se cumprirem (Jeremias 25:1-14; 29:10-14) e ciente da indiferença do povo frente à disciplina corretiva divina, Daniel se pôs não a criticar o povo, mas a interceder por ele (Daniel 9:1-19); na sequência, recebeu uma profecia mais elaborada apontando para uma libertação maior que a libertação do cativeiro babilônico (Daniel 9:20-27).

A profecia das “setenta semanas” é complexa; ela revela detalhes da vinda do Messias e Sua missão em prol não apenas de Israel, mas de toda a humanidade. Considerando que, na linguagem profética “semanas” são entendidas como “sete” anos, então esse período corresponde a 490 anos (70x7 anos = 490).

Sete semanas (49 anos) + sessenta e duas semanas (434 anos) totalizando 483 anos: Este período inicia em 457 a.C. com a “promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém”, pelo rei Artarxerxes (Esdras 7:6-8).

Até o Ungido indica que o período das 70 semanas culmina com a presença de Cristo, o Messias exercendo Seu ministério na Terra. “Segunda a profecia, durante o período das 70 semanas, especialmente na última, o Messias seria morto. Este período termina no ano 34 d.C. Portanto, Jesus inicia Seu ministério no começo daquela ‘semana’, ou seja, no ano 27 d.C. quando João Batista O batizou (Mt 3:16-17). ‘No meio da semana’, no ano 31 d.C., Jesus foi crucificado no Calvário (João 19:30). No ano 34 d.C., no fim das 70 semanas proféticas (Dn 9:24, após o apedrejamento de Estêvão, os apóstolos foram pregar aos gentios” (Bíblia do Discípulo).

Na 70ª semana, em 7 anos Cristo...

• Acabou com a transgressão – Reconciliação.
• Deu fim ao pecado – Perdão.
• Expiou as culpas – Purificação.
• Trouxe justiça eterna – Justificação.
• Cumpriu a visão e a profecia – Ministério profetizado.
• Ungiu o santíssimo – Começou Seu ministério no Santuário Celestial.
• Foi morto – Morte substitutiva na cruz.
• Deu fim ao sacrifício e à oferta – Tornou obsoleto os serviços do Santuário Terrestre.
• Fez aliança com muitos – Missão evangelística aos gentios.

Deste ponto em diante, até o fim, haverá conflitos entre as nações e sofrimento da humanidade (Daniel 9:26), contudo, o evangelho será pregado em todo o mundo, e então virá o fim (Mateus 24:1-14). O fim do mundo tem a ver com a restauração final.

Há esperança! Podemos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 20 de maio de 2024

Mais que marionetes

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
20 de maio
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Mais que marionetes

Você falará com ele e lhe porá na boca as palavras; Eu serei com a sua boca e com a dele e ensinarei a vocês o que devem fazer. Êxodo 4:15


Há quem diga que Euricles de Atenas foi o primeiro ventríloquo da história, mas a verdade é que muito tempo antes dele, no distante Egito, essa arte de dar vida a um boneco e fazê-lo falar já era praticada. Em algumas religiões do antigo Oriente Médio, era comum que os deuses “possuíssem” seus sacerdotes ou sacerdotisas, que então falavam em nome dos deuses como se fossem médiuns. Através desse processo, muitas mensagens eram transmitidas aos reis.

Ao contrário desses casos, Deus não é um ventríloquo. Ele não toma posse das pessoas para cumprir Seus propósitos. Deus trabalha em cooperação com os seres humanos e, em Seus projetos de missão, somos muito mais do que meros instrumentos. A cada proposta que o Senhor nos faz, crescemos em imitação de Seu caráter. Isso foi evidenciado na história de Moisés e Arão, que, trabalhando juntos, se tornaram as vozes de Deus. Eles não eram meros fantoches nas mãos divinas; pelo contrário, eram seres livres e pensantes. O Senhor prometeu que eles teriam as palavras adequadas, pois os ajudaria a entender o que era necessário.

O Eterno não Se agrada de adoradores que memorizam coisas da vida espiritual e as repetem como papagaios. Ele prefere que tenhamos diálogos, debates, e que encontremos experiências em comum. Ele quer que aprendamos ao lado Dele e promete colocar palavras em nossa boca, pois deseja que sejamos Seus mensageiros. Não se trata de repetição, mas de uma relação verdadeira. Será que as expressões religiosas que utilizamos todos os dias são realmente nossas ou são apenas frases adquiridas? Será que, de fato, estamos no caminho da fé ou apenas a seguimos superficialmente?

Deus promete mudar nossa vida, se permitirmos. Ele quer que sejamos quem somos juntos Dele, sem deixar nossa personalidade de lado. É uma questão de aproximação e confiança. Se confiarmos em Deus, Ele nos guiará para que possamos cumprir a missão que Ele tem para nós.

Portanto, entregue-se ao soberano Deus e confie que Ele fará grandes coisas por você e através de você. Peça que o Senhor use grandemente sua vida para fazer a diferença na sociedade e no meio em que você vive.

Daniel 8 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 8
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 8 – Deus está no controle da história mundial e tem um plano especial para Seu povo; este plano está associado ao Santuário Celestial e ao juízo investigativo iniciado em 1844, conforme indica a profecia dos versículos 13 e 14 em seu contexto literário, histórico e profético:

“Então ouvi dois anjos conversando, e um deles perguntou ao outro: ‘Quanto tempo durarão os acontecimentos anunciados por esta visão? Até quando será suprimido o sacrifício diário e a rebelião devastadora prevalecerá? Até quando o santuário e seu exército ficarão entregues ao poder do chifre pequeno e serão pisoteados?’ Ele me disse: ‘Isso tudo levará duas mil e trezentas tardes e manhãs; então, o santuário será reconsagrado’”.

A Bíblia do Discípulo destaca que “a visão descreve um carneiro e suas atividades [Medo-Persa] (v. 3-4), um bode e suas atividades [Grécia] (v. 5-8), e um pequeno chifre, sua origem, expansão e extraordinária atividade [Roma Papal opressora] (v. 9-12). A audição também faz parte da revelação sobrenatural dada a Daniel. Apresenta o diálogo de pergunta e resposta dos seres celestiais, enquadrado na linha do tempo dos eventos que se estendem além das 2.300 tardes e manhãs”.

Este período de 2.300 dias/anos estende-se desde a época do Império Medo-Persa até iniciar o juízo investigativo. “Começa com o decreto do rei Artarxerxes, da Pérsia, para reconstruir e restaurar Jerusalém (Esdras 7:6-8)” (Bíblia do Discípulo). Vai de 457 a.C., culminando em 1844 d.C., pois, profeticamente “um dia” equivale a “um ano” (Números 14:34);

As perguntas dos anjos enfocam o Santuário. Considerando que o véu do Santuário Terrestre rasgou-se sobrenaturalmente ao Jesus morrer na cruz (Mateus 27:51), encerrou o objetivo pelo qual fora erigido; agora, focamos “no verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu” (Hebreus 8:2). Assim, com o estudo e restauração da doutrina bíblica do Santuário Celestial, as verdades outrora deitadas por terra com êxito pelo cristianismo/catolicismo medieval (Daniel 7:25; 8:1-27) passaram a ser redescobertas.

• O estudo correto das profecias bíblicas abre nossos olhos em meio ao conflito cósmico em que estamos envolvidos.

Pautando-se nas visões proféticas de Daniel 2 e 7, o capítulo 8 amplia a perspectiva sobre o futuro dos reinos terrestres e os eventos que afetam ao povo de Deus. Felizmente, estamos vivendo o tempo do fim (Daniel 8:17). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 19 de maio de 2024

Espera ativa

 Devocional Diário 

Vislumbres da eternidade 

19 de maio

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Espera ativa

Não deixarei que fiquem órfãos; voltarei para junto de vocês. João 14:18

O general Douglas MacArthur, um homem de coragem e determinação, estava cercado pelas tropas japonesas no arquipélago das Filipinas durante a Segunda Guerra Mundial. Ele queria continuar lutando, mesmo que isso significasse sacrificar sua vida, mas recebeu ordens para abandonar o local e ir defender as bases americanas na Austrália. Antes de partir, ele deixou uma frase que ecoaria por toda a história: “Eu voltarei!” Essas palavras ficaram famosas e se tornaram um símbolo de fidelidade e compromisso, graças à sua comprovada reputação de cumprir o que dizia.

Jesus, no final de Seu ministério terreno, conversou com Seus discípulos para orientá-los e encorajá-los. Ele lhes disse que estava partindo, mas que voltaria. Essa promessa encheu o coração de Seus seguidores com uma esperança ardente, que se tornou a saudação maranata (“o Senhor vem”). Essa expressão substituiu o tradicional shalom (“paz”) e se tornou um símbolo de que a plenitude de paz só será alcançada na volta de Cristo. Até hoje, os crentes anelam por essa promessa, porque ela é a única solução para os problemas do mundo. Quando pronunciamos essa simples expressão, reavivamos a esperança de que Jesus voltará, e os inimigos de Deus tremem diante disso.

No entanto, a promessa de Cristo é ainda mais completa do que a de MacArthur. Ele acrescentou que não nos deixaria sozinhos e que, enquanto não voltasse, estaríamos sempre acompanhados pelo Espírito Santo. Esse dom da graça nos permite viver no reino dos Céus, mesmo que ele ainda não tenha chegado. O Espírito Santo coloca em nosso coração o desejo de salvar pessoas, e por isso construímos igrejas, escolas, hospitais; é por isso que pregamos o evangelho a cada criatura. Fazemos isso porque sabemos que Cristo voltará e que nossa espera deve ser ativa e dinâmica. Enquanto esperamos, cabe a nós buscar nossa própria salvação e a dos outros.

“Voltarei para junto de vocês” é uma certeza extraordinária, cheia de esperança e alegria. Você acredita nessa promessa? Ela é a garantia de que nossos sonhos serão realizados, de que não somos órfãos e de que nosso Salvador virá nos encontrar. Apegue-se de todo o coração à promessa de Cristo, e sua vida terá muito mais brilho e beleza.

Daniel 7 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 7
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 7 – O profeta Daniel recebeu uma visão de Deus onde viu quatro animais representando os impérios mundiais, seguidos pela visão do Filho do Homem (Jesus) recebendo poder e autoridade do Ancião de Dias (Deus Pai). Essa figura messiânica, o Filho do Homem, estabelecerá um Reino eterno e universal, como fora mostrado em sonho para Nabucodonosor em Daniel 2.

Tanto em Daniel 2 quanto em Daniel 7, a poderosa mensagem profética revela o destino das nações deste mundo e o triunfo final do Reino de Deus. Uma síntese de Daniel 7 nos auxilia na compreensão de sua mensagem:

• Daniel descreve a visão dos quatro grandes animais que representam quatro impérios mundiais: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Cada um desses impérios tem sua época de domínio e opressão ao povo de Deus (Daniel 7:1-8).

• Daniel apresenta o clímax da mensagem profética: O Filho do Homem e o Reino Eterno. O tribunal celestial se reúne e o Filho do Homem é representado diante do Ancião de Dias, O qual recebe autoridade e domínio eterno sobre todas as nações, inaugurando o Reino de Deus (Daniel 7:9-14).

• Daniel oferece a interpretação da visão: Os reinos deste mundo serão sucedidos pelo Reino de Deus, estabelecido por Seu Filho – identificado como Filho do Homem (Daniel 7:15-28).

O apóstolo Paulo, em I Coríntios 15:25 nos dá uma visão neotestamentária de Daniel 7. Ali ele declara: “Pois é necessário que Ele (Cristo) reine até que todos os Seus inimigos sejam postos debaixo de Seus pés”. Esse inimigo inclui Satanás, os demônios, e inclusive a morte, o último inimigo a ser destruído (I Coríntios 15:26; Apocalipse 20:11-15).

Paulo e Daniel apontam para a autoridade e o domínio de Cristo sobre todas as coisas, tanto no presente quanto no futuro. Em Daniel 7, vemos a visão profética do estabelecimento do Reino eterno de Cristo, enquanto em I Coríntios 15:25, vemos essa autoridade sendo exercida continuamente até que todos os inimigos estejam subjugados.

Noutras palavras, Jesus não sossegará enquanto não resolver plenamente o problema do pecado causado por Lúcifer que, desde o Céu intenta usurpar Seu trono e destruir a verdade, e continua ainda aqui no mundo através de nações que buscam glórias e honras devidas unicamente a Deus (Daniel 7:25).

Diante destas informações, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 18 de maio de 2024

Jovens a serviço

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
18 de maio
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Jovens a serviço

Expondo estas coisas aos irmãos, você será um bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que você tem seguido. 1 Timóteo 4:6

Há alguns dias, estudamos um verso bíblico que é frequentemente mencionado nos batismos. Mas hoje, eu gostaria de explorar outro texto que, embora menos conhecido, traz uma mensagem poderosa e inspiradora para os jovens de todas as épocas.

Esse texto foi dirigido a Timóteo, um jovem que tinha responsabilidades na igreja. E é interessante notar como, mesmo na Antiguidade, a igreja dava aos jovens a oportunidade de se comprometerem e serem úteis em seu serviço a Deus.

Mas como são os jovens de hoje? Muitos acreditam que a juventude é o momento de experimentar coisas que estão fora dos princípios divinos, como se isso fosse uma fase temporária que logo passará. Contudo, esse conceito é equivocado. O errado é sempre errado, não importa a idade que se tenha. É por isso que Paulo, em sua carta a Timóteo, pede que ele seja um exemplo para os fiéis em todos os aspectos de sua vida

E como um jovem pode ser um exemplo? Primeiro, é preciso abandonar a ideia de que ser jovem é pouca coisa. Pelo contrário, a juventude é um período espetacular da vida, repleto de energia, criatividade e idealismo. Um jovem pode pregar a Palavra com a força e convicção dos que creem de verdade. Pode direcionar suas energias para o que é realmente importante, sem se deixar distrair pelas tentações mundanas. Pode amar com pureza e entusiasmo, sem as decepções que a vida adulta muitas vezes traz. E pode revigorar a vida espiritual de toda a igreja com suas ideias e projetos inovadores.

Seguir esses conselhos não é fácil, é claro. É preciso resistir à pressão dos amigos e colegas que querem levá-lo por caminhos errados. É preciso manter-se fiel aos princípios divinos, mesmo quando isso significa ir contra a maré. Mas se você perseverar, a promessa de ser um colaborador de Jesus se cumprirá em sua vida.

Por isso, querido jovem, não subestime a importância de sua juventude. Você é um instrumento poderoso nas mãos de Deus, capaz de realizar grandes coisas em Seu nome. Siga os conselhos de Paulo, seja um exemplo em tudo o que fizer, e verá como Deus pode usá-lo para transformar a realidade.

Daniel 6 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 6
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 6 – Sempre foi arriscado servir a Deus na política: Muitos perdem a salvação comprometendo princípios quando deveriam renunciar até a vida pelos princípios do reino de Deus!

Uma importante verdade, neste relato, é sobre o envolvimento de fiéis na política. Não é pecado ser político honesto e fazer política correta; o problema é corromper-se (Daniel 6:1-5). Daniel mostra que a pressão contra a fé é grande no meio político quando pretende-se viver centrado em Deus.

Outra verdade relevante é quanto à intolerância religiosa. Daniel 6 trata de um decreto real emitido pelo rei Dario, que proibia qualquer pessoa de fazer orações a qualquer deus ou homem, exceto ao próprio rei, sob pena de ser lançado na cova dos leões. Deparamo-nos assim com um exemplo de como decretos legais podem ser utilizados pelo poder estatal para impor sua autoridade e controlar práticas religiosas e comportamentos dos cidadãos.

No centro do conflito está a liberdade religiosa de Daniel e sua recusa em comprometer suas crenças em face da lei do rei. Daniel continuou a orar a seu Deus, conforme sua prática habitual, desafiando assim o decreto real. Sua conduta destaca a importância da liberdade religiosa como um direito humano fundamental, que vai além das leis estatais (Mateus 10:22; 22:21; Atos 4:19). A capacidade de professar e praticar a própria fé sem coerção ou punição estatal é essencial para a dignidade humana.

Daniel 6 oferece várias lições valiosas que podem ser aplicadas aos desafios contemporâneos relacionados à liberdade e à intolerância religiosa:

• Primeiramente, destaca a importância de proteger e preservar a liberdade religiosa como um direito humano fundamental, garantindo que os indivíduos tenham o direito de professar e praticar suas crenças sem medo de retaliação ou coerção.

• Em segundo lugar, alerta contra o perigo dos decretos legais que buscam restringir ou suprimir a liberdade religiosa em nome do controle estatal. Os governos devem ser cuidadosos ao promulgar leis que podem violar direitos fundamentais dos cidadãos.

• Por fim, a história de Daniel lembra-nos da necessidade de combater a intolerância religiosa em todas as suas formas (Daniel 6:6-15, 26), promovendo o respeito mútuo, a compreensão e a convivência pacífica entre pessoas de crenças diferentes.

Mais importante de tudo é que Deus livra Seus servos (Daniel 6:13-28). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 17 de maio de 2024

O frescor que vem do Céu

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
17 de maio
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O frescor que vem do Céu

Se você dispuser o coração e estender as mãos para Deus; se lançar para longe a iniquidade de suas mãos e não permitir que a injustiça habite na sua tenda, então você levantará o seu rosto sem mácula, estará seguro e não temerá. Jó 11:13-15

Desde minha infância, uma lembrança muito vívida sempre me acompanha: a imagem de meu pai lavando o rosto pela manhã. Com suas mãos em formato de concha, ele apanhava a água da pia e a levava ao rosto, criando um som borbulhante que ecoava pelo banheiro. Muitas vezes, tentei imitá-lo, especialmente nos dias quentes de verão, buscando aquele frescor que nos faz sentir renovados e prontos para enfrentar o mundo novamente.

Entretanto, na verdade, esse frescor que buscamos em nossa rotina diária é insuficiente para nos trazer verdadeira paz e renovação. Precisamos do frescor divino, da graça de Cristo e da alegria da santidade. Ellen G. White nos lembra que “a mesma mente divina que opera na natureza fala ao coração das pessoas e cria nelas um irresistível desejo de obter algo que não possuem” (Caminho a Cristo, p. 25 [28]). É essa busca por algo mais, uma sede por algo que nos preencha de verdade, que nos leve à presença de Deus.

Para obtermos esse frescor divino, precisamos primeiramente abrir o coração para receber a graça de Deus. Em segundo lugar, precisamos colocar nossas mãos à obra, dedicando-nos à obra de Deus mais do que aos nossos próprios projetos limitados. Em terceiro lugar, devemos nos livrar dos pecados que nos impedem de seguir em frente e nos afastam da presença do Senhor. E, em quarto lugar, devemos buscar a justiça em nossa vida, deixando de lado aquilo que é injusto em nosso entorno.

Quando permitimos que Deus entre e dirija nosso viver, Ele transforma tudo o que somos e tudo o que fazemos. As coisas que antes pareciam tão difíceis agora se tornam mais fáceis, e as preocupações que antes nos assombravam são substituídas pela paz interior. É como se uma nova perspectiva se abrisse diante de nós, uma perspectiva de alegria e paz que antes parecia inatingível. Então, se você estiver cansado das pressões e demandas do dia a dia, se estiver procurando algo mais na vida, algo que realmente satisfaça sua alma, não hesite: experimente sem demora o frescor que vem do Céu.

Daniel 5 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 5
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 5 – A queda de Babilônia ocupa vários capítulos da Bíblia. Importantes profetas de Deus dedicaram-se a escrever sobre ela:

• Isaías 13:1-14:23; 21:1-10; 39:1-8; 43:14; 48:14-22.
• Jeremias 20:1-6; 21:1-8; 25:11-14; 27:1-22; 29:1-3; 32:1-5; 35:11; 39:1-18; 41:18; 42:7-12; 50:1-52:34.
• Ezequiel 17:11-21; 21:1-27; 26:7; 29:17-20; 30:24-25; 32:11.

Isaías previu que Babilônia seria devastada e não seria novamente habitada. Jeremias predisse que as águas de Babilônia secariam e que a cidade seria destruída, tornando-se um montão de ruínas. E, o próprio Nabucodonosor recebe a mensagem de que seu império teria um fim. Em seu sonho em Daniel 2, o rei da Babilônia ficou ciente, através da estátua com diferentes metais, que seu reino seria sucedido por outro inferior ao seu (Daniel 2:39).

Embora Nabucodonosor discordasse de Deus e intentasse mudar o rumo da história (Daniel 3), é Deus que muda a história do rei (Daniel 4). Apesar de toda investida contra o que Deus revelara, e a prepotência, arrogância e autoconfiança de Belsazar, aquilo que estava predito aconteceu a Babilônia (Daniel 5).

Em Daniel 5 o cumprimento foi quase simultâneo à profecia. Daniel interpretou a escrita na parede durante o banquete de Belsazar, filho de Nabonido. A interpretação do profeta foi uma profecia direta da queda iminente de Babilônia para os medo-persas naquela mesma noite festiva (Daniel 5:17-28). A profecia cumpriu-se quando o exército Dario desviou o rio Eufrates para entrar na cidade sem resistência e capturá-la (Daniel 5:29-31).

Esse evento é base para as profecias de João, no livro de Apocalipse. Considere:

• A escrita na parede pode ser vista como um prenúncio do registro celestial de ações humanas encontrado em Apocalipse 20:12.
• Enquanto Daniel descreve a sucessão de impérios terrenos e a soberania final de Deus sobre eles, Apocalipse mostra a batalha cósmica entre o Cordeiro e as forças do mal, culminando na vitória definitiva de Cristo e no estabelecimento de Seu reino eterno.
• Em Daniel 5, Belsazar é julgado por sua arrogância e profanação dos objetos sagrados do templo de Jerusalém. Da mesma forma, “BABILÔNIA, A GRANDE; A MÃE DAS PROSTITUTAS E DAS PRÁTICAS REPUGNANTES DA TERRA” (Apocalipse 17:5), “em apenas uma hora chegou a sua condenação” (Apocalipse 18:10) pelos mesmos motivos que a Babilônia histórica caiu (ver Apocalipse 17:1-18:24).

Conheçamos as profecias e reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 16 de maio de 2024

1729

 Devocional Diário 

Vislumbres da eternidade 

16 de maio

1729

Quanto a mim, eu buscaria a Deus e a Ele entregaria a minha causa. Deus faz coisas grandes e insondáveis, maravilhas que não se podem enumerar. Jó 5:8, 9

Um dos melhores matemáticos do século 20 foi Srinivasa Aiyangar Ramanujan. Ele nasceu no dia 22 de dezembro de 1887, em Madras, de uma família tradicional da Índia. Desde cedo, Ramanujan mostrou uma incrível facilidade para os números, apesar de não gostar muito de frequentar a escola. Com muito esforço e dedicação, ele se tornou um dos matemáticos mais renomados da Universidade de Cambridge. Foram inúmeras as equações que Ramanujan desenvolveu e resolveu ao longo de sua vida, mas uma das mais fascinantes está vinculada ao “número taxicab”.

Godfrey Harold Hardy, um matemático britânico, visitou Ramanujan em um hospital e, para estabelecer uma conversa, mencionou que havia chegado em um táxi de número 1729, achando que isso fosse irrelevante. No entanto, Ramanujan discordou e explicou que aquele número era muito interessante, pois era “o menor número que se pode expressar como a soma de dois cubos positivos em ‘n’ ou mais maneiras diferentes”. E foi assim que o “número taxicab” ficou conhecido.

Ramanujan acreditava que “uma equação não faz sentido a menos que represente um pensamento de Deus”. Essa frase inspira o desejo de crescer e compreender a imensidão dos pensamentos divinos. Mesmo que não seja possível medir a criatividade de Deus, podemos vislumbrar um pouco de Sua majestade e anelar ser partícipes de Seus pensamentos. Ele não nos promete que vamos entender tudo, mas nos promete que vai participar de nossa história e nos ajudar a alcançar o verdadeiro sucesso.

Jó é um exemplo de confiança mesmo quando não compreendemos o que está acontecendo. Somos pequenos e limitados, mas, nas mãos de Deus, temos a promessa de que cresceremos exponencialmente para o infinito. Por isso, devemos entregar nossas causas a Ele, confiar em Seus pensamentos divinos e deixar que Ele nos conduza pelos caminhos que nos levarão à eterna felicidade.

Assim como Ramanujan, nós também devemos nos inspirar na imensidão da criatividade de Deus, confiar em Sua orientação e entregar nossas causas em Suas mãos. Dessa forma, alcançaremos aquilo que o Senhor tem reservado para nós.

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Daniel 4 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 4
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 4 – O relato deste capítulo desafia-nos a examinar as próprias atitudes em relação ao poder, questionando se estamos usando nossa influência para o bem ou para nossa própria glória egoísta.

Em Daniel 4, somos apresentados à figura imponente de Nabucodonosor, rei da pomposa Babilônia, cujo domínio estendia-se sobre vastas terras e povos. É essencial notar que Nabucodonosor personifica não apenas um monarca histórico, mas também um arquétipo humano universal: o poderoso, o influente, o elitizado. No entanto, sua história é marcada por uma jornada tumultuosa, culminando numa lição profunda de humilhação e redenção.

A narrativa inicia com Nabucodonosor desfrutando do esplendor de sua posição privilegiada na sociedade. Ele contemplava a grandeza de sua cidade imperial. Assim, logo no início, encontramos um eco da mentalidade contemporânea que muitas vezes associa o sucesso e a grandeza ao poder e à autoridade, à riqueza material e ao prestígio social.

Um sonho perturbador assolou o sono do rei, tratando de uma guinada surpreendente na sua existência: Sua queda iminente. Daniel, o profeta cativo, foi convocado a interpretar o sonho e advertiu-o monarca sobre o perigo que o aguarda caso não se arrependesse da soberba e injustiça. Aqui contém uma mensagem que ecoa nos salões elegantes da elite contemporânea:

• A verdadeira grandeza não reside na acumulação de poder e riquezas, mas na justiça, na humildade e no cuidado com os vulneráveis da sociedade.

A história do rei babilônico atinge seu clímax quando sua arrogância foi punida e ele ficou privado de seu reino, passando a viver como um animal selvagem, até reconhecer a soberania divina. Desta forma, a história de Nabucodonosor não termina com sua queda, mas com sua redenção. Após reconhecer a soberania de Deus, ele foi restaurado ao trono e expressou louvor ao Deus soberano. Isso nos lembra que...

• Não importa quão altos elevamo-nos na escala social, a verdadeira dignidade reside em nossa relação com Deus e na capacidade de reconhecer nossa humanidade compartilhada com outros seres humanos (Salmo 41:1-3).

A mensagem de Daniel 4 ressoa poderosamente nos círculos mais altos da sociedade contemporânea. Ela nos desafia a repensar nossas noções de grandeza, lembrando-nos que a verdadeira nobreza reside na humildade, na justiça e no serviço aos outros (Daniel 4:27; Provérbios 24:11-12; Tiago 1:27).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 15 de maio de 2024

Verso favorito

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
15 de maio

Verso favorito

Não foi isso que Eu ordenei? Seja forte e corajoso! Não tenha medo, nem fique assustado, porque o Senhor, seu Deus, estará com você por onde quer que você andar. Josué 1:9

Após muitos anos de experiência na igreja, algumas coisas ficaram evidentes para mim. Por exemplo, crianças são curiosas e querem se sentir incluídas. Elas gostam de saber que Deus Se importa com elas. Por outro lado, os jovens casados têm grande interesse na educação de seus filhos e, muitas vezes, renovam seu relacionamento com a igreja por causa disso. No entanto, um fato me deixou intrigado ao longo dos anos: Por que tantos adolescentes escolhem Josué 1:9 como seu versículo favorito no momento do batismo? Pensei que pudesse ser devido à frequência deles à Escola Sabatina e ao clube dos Desbravadores, mas a razão é mais profunda.

Os adolescentes estão em busca de sua identidade, e muitas vezes lutam com incertezas e inseguranças. Eles precisam sentir que são capazes de superar seus medos e desafios. Josué 1:9 fala sobre ser corajoso e não ter medo, o que é uma mensagem poderosa para eles. É uma ordem para ser ativo e constante, em vez de preguiçoso e hesitante. É importante para eles saberem que Deus é seu amigo e que Ele sempre estará com eles. Isso traz uma sensação de segurança e confiança.

As crianças, os adolescentes e os jovens são a igreja do presente, não do futuro. É importante que os pais vivam a fé em casa, pois isso influencia seus filhos. A igreja é uma família, e todos têm algo a contribuir e precisam uns dos outros. Os jovens são uma parte vital da igreja, com sua energia, entusiasmo e paixão por aventuras e missões. Envolvê-los nas atividades da igreja é essencial para mantê-los engajados e interessados. Desafios saudáveis e o plantio da semente da missão em seus corações são fundamentais para ajudá-los a ser corajosos e valorosos.

A igreja deve ser um lugar inclusivo e amoroso onde as pessoas possam crescer juntas em sua fé, independentemente da idade ou situação. A mensagem de Josué 1:9 é relevante para todas as idades. É importante encorajarmos uns aos outros e guiar as novas gerações a um relacionamento mais profundo com Deus. Mas comece tendo você mesmo essa experiência.

Seja forte e corajoso! O Senhor está com você.

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Daniel 3 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - Daniel 3

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Percepção espiritual e equilíbrio religioso são fundamentais à vitória em qualquer situação. Pessoas desprovidas de percepção não enxergam o perigo ou não distinguem o certo do errado. E, sem equilíbrio religioso, crentes tornam-se apáticos ou fanáticos.

Quase todo o povo de Deus estava exilado na Babilônia. Todos foram convocados para celebrar civil e religiosamente a megalomaníaca Babilônia. Exilados e livres de todos os lados compareceram na festa comemorativa.

A estátua era uma adulteração do sonho dado por Deus a Nabucodonosor, extrapolação da interpretação concedida através do jovem Daniel, em atendimento à oração por auxílio à vida de Daniel e seus amigos. No sonho, só a cabeça de ouro representava Babilônia; porém, a estátua fora feita inteiramente de ouro, além de não sugerir a pedra do sonho.

Adorar a estátua implicava reconhecer a eternidade de Babilônia e seus deuses, compactuar com a perversão dos planos divinos e ignorar a esperança do reino de Deus. Quase todos os judeus condescenderam e sacrificaram sua religião; somente três jovens permaneceram firmes em face da ameaça de serem queimados vivos na fornalha ardente.

Reflita: Por que Sadraque, Mesaque e Abde-Nego não cederam à pressão da massa ou à má influência do povo de Deus? Eles corriam perigo e poderiam, até, justificar sua atitude! Afinal, sem eles quem estaria na corte pagã brilhando nas trevas do pecado?

Qual segredo da firmeza deles?

• Percepção espiritual;

• Equilíbrio religioso.

Eles ganharam isso pela…

• …Consagração do corpo a Deus (Daniel 1);

• …Comunhão perseverante (Daniel 2).

Provavelmente sabiam que “o apetite pervertido faz com que o cérebro enfraqueça, de modo que os homens não possam pensar com argúcia e clareza, nem idear planos que levem ao êxito as coisas temporais; e muito menos poderão pôr um intelecto culto em suas transações religiosas. São incapazes de distinguir as coisas sagradas e eternas das que são comuns e temporais” (Ellen G. White).

Adoração adulterada. Decreto de morte. Idolatria. Rejeição aos princípios divinos. União do poder político com o religioso… – os ingredientes de Daniel 3 estão presentes em Apocalipse 13. Inclusive a promessa de Isaías 43:2 vista na vida dos três hebreus se cumprirá em Apocalipse 13.

Apenas quem tiver percepção espiritual e equilíbrio religioso não cederá à pressão do poder que intentará destruir aos fieis antes do advento de Cristo. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 14 de maio de 2024

Soneca

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
14 de maio
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Soneca

Venham a Mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e Eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o Meu jugo e aprendam de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma. Mateus 11:28, 29

James Maas, um pesquisador que se dedica a estudar a soneca, tem chamado atenção por seus escritos sobre a influência da power nap (soneca revigorante) em nossa vida. Segundo ele, dedicar alguns minutos para desligar-se das atividades do dia e tirar uma soneca pode ser uma prática muito saudável. É interessante como um simples ato de descanso pode impactar tão positivamente nosso bem-estar.

Mas e se transportarmos essa ideia para a vida espiritual? Jesus Cristo nos promete que, em meio às batalhas espirituais, podemos nos aproximar de Sua sala de descanso e ali descarregar nossas preocupações para, assim, encontrar a paz e o repouso de que precisamos. Tirar uma “soneca em Jesus” é revigorante e nos permite voltar às nossas atividades cotidianas com ânimo renovado e vontade de melhorar nossa vida. Não são necessárias muitas horas, mas um tempo de qualidade para se desligar e se conectar com o divino. No sábado, dia sagrado de descanso, de maneira especial, temos a oportunidade de desfrutar de uma revitalizante “soneca” física, emocional e espiritual.
Jesus usa a imagem do jugo para representar a carga compartilhada, que é carregada por dois, formando uma junta. Ele nos convida a seguir Seus passos e compartilhar Sua carga, pois Ele é forte e pacificador. Para acessar Sua “sala de soneca” ou compartilhar Seu jugo, é necessário seguir o Mestre e imitar Sua humildade de coração.

O descanso que Jesus oferece é eficaz e restaurador, e foi capaz de beneficiar milhares de pessoas ao longo dos séculos. É 100% natural e ecológico, com a garantia de uma eternidade ao Seu lado.

Se você está cansado e precisando de descanso e renovação, que tal tirar uma “soneca” nos braços do Mestre? Sua promessa de alívio e descanso é real e está ao alcance de todos que se aproximam Dele com humildade e confiança. Deixe as preocupações e o cansaço de lado e entregue-se ao descanso que só Ele pode proporcionar. 

Daniel 2 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 2
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 2 – Os escritos do profeta Daniel são frequentemente comparados ao último livro da Bíblia, o Apocalipse, por sua profundidade profética e sua mensagem relevante para os tempos atuais.

Daniel 2 trata de sonhos e suas interpretações, consultas a sábios e astrólogos para compreender eventos futuros. Mostra como o poder político exerce sua autoridade e capacidade de emitir decretos severos para executar quem quiser. Demonstra a importância da diplomacia, sabedoria e bom senso na administração, como exemplificado por Daniel ao interceder pela vida dos outros sábios.

Sobretudo, a narrativa destaca a relevância de crer num Deus soberano que administra a história das nações e revela mistérios aos Seus servos. Apresenta a ideia de que o poder e autoridade dos governadores são concedidos por Deus, e eles devem reconhecer Sua soberania (Daniel 2:20-23, 36-38, 47).

Os metais da estátua vista em sonho por Nabucodonosor foram interpretados por Daniel como uma sucessão de reinos. Temos a ascensão e queda de impérios, representados na visão da estátua:

• Cabeça de ouro: Império Babilônico.
• Peito e braços de prata: Império Medo-Persa.
• Ventre e coxas de bronze: Império Grego, de Alexandre, o Grande.
• Pernas de ferro: Império Romano.
• Pés de ferro e barro: A divisão do Império Romano, originando a Europa.
• Pedra que esmigalha a estátua: Representa o Reino Imutável de Deus, que destruirá todos os reinos/impérios terrenos para estabelecer Seu Reino de amor.

Quase tudo se cumpriu daquilo que a estátua representa; estamos no período dos pés, aguardando a chegada da pedra (Daniel 2:34-35, 44-45). Deste capítulo, muitas verdades são preciosas, importantíssimas, merecendo nosso apreço:

A estátua representa a sucessão de impérios que governariam sobre a Terra, desde o Império Babilônico até o estabelecimento de um Reino que realmente será indestrutível.

O fato de diferentes materiais da estátua serem reduzidos à pó revela transitoriedade e fragilidade dos reinos/impérios humanos em contraste com permanência e solidez do reino de Deus.

A visão oferece esperança real àqueles que confiam em Deus. Independentemente dos desafios, opressão política, tribulações, etc. enfrentados ao longo da história, o plano de Deus prevalecerá no final.

A “Pedra” não significa a primeira vinda de Cristo; também não se limita à Sua segunda vinda. Somente no final do milênio o Reino de Deus será absoluto (Apocalipse 17:1-22:6). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 13 de maio de 2024

Religião ao vivo

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
13 de maio

Religião ao vivo

Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam. Isaías 40:31


Lembro-me vividamente da primeira vez que vi uma águia. Foi na casa de um senhor que tinha o estranho hábito de empalhar animais mortos. Olhei para a majestosa ave com admiração, mas não consegui deixar de sentir um certo desconforto ao vê-la presa para sempre naquela pose estática e sem vida.

Posteriormente, vi outras águias na televisão, nos documentários de Félix Rodriguez de la Fuente, e em um zoológico em Córdoba. Mas a experiência mais memorável ocorreu quando visitei o Parque Natural de Cazorla. Lá, pude observar um magnífico exemplar da ave em seu habitat natural, deixando-se levar pelas correntes de ar quente, subindo em círculos, de asas estendidas e com todo o esplêndido vigor da natureza. Foi então que entendi o que Isaías quis dizer com “os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias”.

Assim como minha experiência com a águia, a religião também pode ser vista de diferentes perspectivas. Pode ser apenas uma tradição transmitida de geração em geração, sem vida ou significado próprio. Ou pode ser algo que experimentamos apenas virtualmente, sem realmente mergulhar em uma vivência espiritual. Podemos ir à igreja toda a nossa vida e ainda assim nunca ter um encontro real com Cristo.

Mas há uma forma de religião que é viva e vibrante, que nos leva a lugares inesperados e nos permite experimentar a graça de Deus em todo o seu esplendor. É como a águia que voa livre, sem amarras, e se deixa levar pelas correntes de ar. É a religião que vivemos ao vivo e em cores, que nos faz sentir a presença de Jesus como uma corrente térmica que nos eleva a novos patamares da existência.

Deus nos convida a ter essa experiência de vivacidade religiosa. Ele nos promete que, se abrirmos nosso coração e desejarmos verdadeiramente, poderemos ter esse encontro íntimo e transformador com Ele. Então, deixemos de lado as experiências religiosas enjauladas, artificiais e virtuais, e permitamos que a vida espiritual floresça em toda a sua beleza e vigor. Vivamos com Jesus, e sintamos a alegria e a paz que só Ele pode nos dar.

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Daniel 1 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 1
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 1 – Encontramos, neste texto inspirado, insights profundos sobre como lidar com as adversidades da vida, especialmente quando enfrentamos as consequências dos erros alheios, e, como permanecer fiel a Deus mesmo em tempos difíceis.

Considere atentamente:

• Precisamos reconhecer a ação de Deus na história: Sendo que Deus está no controle, a narrativa do rei Ezequias ilustra como a negligência espiritual e a falta de testemunho podem ter ramificações não apenas para o indivíduo, mas para toda uma nação (Isaías 38-39). Na sequência, veio-lhe a profecia através de Isaías: “Alguns de seus próprios descendentes serão levados, e eles se tornarão eunucos no palácio do rei da Babilônia” (II Reis 20:18). Daniel e seus amigos eram da realeza, sofrendo as consequências pela negligência de seus antepassados (Daniel 1:1-4).

• Precisamos compreender as causas das adversidades: Os problemas da vida podem resultar da negligência espiritual e da vida pervertida dos outros. O cativeiro babilônico era uma consequência inevitável da incessante rejeição aos apelos de Deus ao povo de Israel; conquanto, os quatro amigos fiéis e piedosos sofreram as consequências dos erros nacionais.

• Precisamos agir conforme a vontade de Deus em meio às adversidades: Os quatro jovens fiéis nos ensinam a não lamentar as consequências dos erros alheios, a não ser indiferentes a Deus por causa do sofrimento resultante da negligência dos antepassados, e a não afrouxar nossos princípios e fidelidade a Deus – mesmo sofrendo as consequências dos erros que não comentemos. Eles perseveraram na fé e no compromisso com Deus e Sua vontade, mesmo em meio a uma sociedade em declínio espiritual (Daniel 1:5-21).

Fica claro no texto que a apostasia da igreja, a negligência espiritual e a corrupção moral têm consequências tangíveis que não podem ser subestimadas. Contudo, é importante reconhecer que, mesmo em meio à desolação, Deus não está ausente; Ele está ativamente envolvido na vida dos que Lhe são fiéis.

É importante notar que a fidelidade não é uma postura passiva e resignada diante do sofrimento; há uma escolha ativa e deliberada de agir corretamente, mesmo que implique em consequências.

Desta forma, Daniel e seus amigos desafiam-nos a não nos tornarmos vítimas das circunstâncias adversas, mas a permanecer firmes na fé e compromisso com Deus – independente do preço a pagar.

Portanto, reavivemo-nos através destes exemplos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 12 de maio de 2024

Crescimento completo

Devocional Diário


Vislumbres da eternidade

12 de maio

Crescimento completo

E assim, pela fé, que Cristo habite no coração de vocês, estando vocês enraizados e alicerçados em amor. Efésios
3:17


O escritor norte-americano Neal Stephenson, falando sobre ética, escreveu: “Qualquer um que crescer vendo televisão, sem contato com religião ou filosofia, for criado num clima de relativismo moral e estudar em uma universidade onde os pós-modernos se desdobram para demolir as noções tradicionais de verdade e qualidade, sairá para o mundo como um ser humano bastante incapaz.” É uma análise realmente crua que nos faz pensar, já que todos queremos ter as destrezas próprias de um ser humano.

Nesse sentido, devemos agradecer a Cristo a melhora constante de nossa vida e a incorporação de ferramentas que nos tornam úteis para as pessoas que nos rodeiam. Primeiro, porque Ele nos mostra os segredos do amor e, a partir dessa plataforma, começamos a entender o Universo. É a partir da perspectiva de Cristo que compreendemos que as coisas não giram em torno de nós, mas de Deus, pois Ele é a maior fonte de amor da natureza. Segundo, porque a medida das coisas não é a nossa medida. Nós medimos por metros, por horas, por quilogramas, por status, por etnia, por gênero. Deus mede por infinito, por eternidade, por graça, por dons, por humanidade, por amor. É por isso que nossos planos nunca dão certo se Deus não está ao nosso lado. Nossa capacidade se deve ao Seu poder; nosso conhecimento, à Sua sabedoria. Seu amor supera tudo que conhecemos. Ali, bem perto Dele, à beira dos Seus atos, percebemos os detalhes do que somos e nos sentimos incompletos.

Por onde começamos a crescer? Pode parecer estranho, mas, em grande medida, o crescimento começa pelos joelhos. Alessandro Manzoni afirmava: “O homem cresce quando se ajoelha.” Ou, como disse Ellen G. White, “nosso Pai celestial deseja derramar sobre nós a plenitude de Suas bênçãos. É nosso privilégio beber em grande medida da fonte de amor ilimitado. É surpreendente notar que oramos tão pouco” (Caminho a Cristo, p. 82 [94]).

Não perca a oportunidade de conversar com o Eterno por meio da oração. Ele está sempre pronto a ouvir e agir em favor de Seus filhos, nos transformando em pessoas mais capazes, bondosas e melhores do que fomos ontem. As maiores vitórias são conquistadas pela comunhão com Deus.

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Ezequiel 48 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 48
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 48 – Este último capítulo do livro do profeta Ezequiel oferece significativos tópicos, que merecem nossa atenção:

• Distribuição da terra: A terra deveria ser dividida entre as tribos de Israel, destacando a justiça e a equidade na distribuição da herança.
• A importância da justiça: A maneira como a terra deveria ser dividida reflete a importância da justiça e da equidade nas relações entre as tribos israelitas.
• Inclusão e pertencimento: Cada tribo recebe sua porção de terra, o que destaca o senso de pertencimento e identidade entre as tribos de Israel.
• Promessas cumpridas: A distribuição da terra é uma realização das promessas feitas por Deus a Abraão reiterada aos demais patriarcas, revelando a fidelidade divina.
• Lição de cooperação: a distribuição da terra enfatiza a importância da cooperação entre as tribos para alcançar objetivos comuns e prosperidade mútua.
• Herança: A terra deveria ser vista como uma herança que deve ser cuidada e administrada com responsabilidade.
• Unidade na diversidade: Embora as tribos tenham terras separadas, elas ainda são partes de uma nação unificada, mostrando a importância da unidade na diversidade.

Agora, vamos refletir:

Em Mateus 19:28 Jesus promete aos Seus discípulos que, na regeneração do mundo, eles se assentarão em doze tronos para julgar as tribos de Israel, apontando para uma restauração das tribos israelitas, semelhante à distribuição da terra em Ezequiel 48.

Em Atos 3:21 o apóstolo Pedro fala sobre os tempos de restauração de todas as coisas, que Deus anunciou por meio dos profetas; isso inclui a restauração de Israel, que pode ser vista como uma realização da visão escatológica de Ezequiel 48.

Em Romanos 11:25-27 o apóstolo Paulo fala sobre a restauração de Israel em termos escatológicos, mencionando que “todo o Israel será salvo”; tal promessa de unidade e restauração está alinhada com a visão de unidade e pertencimento em Ezequiel 48.

Em Apocalipse 21 e 22, João, discípulo amado, descreve a Nova Jerusalém descendo do Céu, onde não mais haverá separação entre Deus e Seu precioso povo. Essa visão de uma perfeita cidade santa reflete a projeção escatológica de Ezequiel, onde a Terra é restaurada e o povo de Deus vive em comunhão plena com Ele – conforme a promessa da última frase do livro do profeta Ezequiel.

Podemos fazer parte dessa profecia. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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sábado, 11 de maio de 2024

Continue o bom trabalho

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
11 de maio
https://mais.cpb.com.br/meditacao/continue-o-bom-trabalho/

Continue o bom trabalho

Fale a toda a congregação dos filhos de Israel e diga-lhes: Sejam santos, porque Eu, o Senhor, o Deus de vocês, sou Santo. Levítico 19:2


De acordo com a Bíblia, um santo é uma pessoa especial graças a outra Pessoa, e que procura ter a atitude adequada para se parecer cada dia mais com essa Pessoa: Jesus Cristo. Fato é que todos os crentes deveriam ser santos. Por quê? Porque estar com Deus, viver com Cristo, faz de nós pessoas melhores.

Permita-me comparar isso a um ambiente de escola. No cristianismo, todo mundo tem matrícula grátis, uma bolsa de estudos que cobre tudo, um Mestre excepcional e a possibilidade de alcançar muitas e ótimas competências. O que é preciso? Esforço. Sendo esforçados, receberemos, de quando em quando, um retorno pelo nosso progresso. Às vezes, a nota nos sugerirá que devemos tentar novamente. Tudo bem, pois, se você for esforçado, terá todas as oportunidades de que precisar. O melhor é quando você lê debaixo da sua nota: “Continue o bom trabalho”, pois isso quer dizer que você está no caminho certo.

Além disso, Deus colocou alguns indicadores para fazermos nossas autoavaliações. Por exemplo, Miqueias 6:8 diz: “Ele já mostrou a você o que é bom; e o que o Senhor pede de você? Que pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com o seu Deus.” Veja que o texto não diz “seja justo” (algo impossível para nós, por nossas próprias forças). Ele propõe que pratiquemos a justiça. Não há nada melhor do que a prática para saber se você sabe ou não, se tem as competências ou não. A justiça é o dia a dia da nova Terra e, por essa razão, devemos conhecer perfeitamente o assunto. O segundo indicador é se verdadeiramente gostamos de amar os outros. Ou seja, você valoriza o amor? O amor é o princípio que rege o Universo, um conhecimento básico que você deve interiorizar. O terceiro indicador é ter uma conduta de humildade. O egoísmo e o orgulho fazem parte do desastre em que vivemos. Reconhecer Deus como Soberano e Senhor de sua vida é voltar às origens, ao mundo sem pecado. Só então você compreenderá a importância disso.

Por fim, tudo isso deve ser feito “com o seu Deus”, porque o Senhor é o nosso Tutor. Só com a ajuda Dele poderemos avançar na caminhada rumo ao Céu. Com Ele, o sucesso é garantido!

Ezequiel 47 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - Ezequiel 47
Comentário Pr Heber Toth Armí


EZEQUIEL 47 - A prioridade de Deus sempre foi estar entre os seres humanos, restaurando Seu povo,  embora os pecadores sempre tentassem se esquivar de Sua presença.

Ezequiel já profetizara a respeito do desejo divino de restaurar física, emocional e espiritual a nação de Israel após o exílio em Babilônia, através de Sua Palavra (Ezequiel 37).

Agora, o profeta expande o assunto. “Israel receberá vida a partir do templo, pois este constitui o verdadeiro foco e atenção na terra (47.1-48.35). Ezequiel deseja que o templo seja tão central na vida da nova comunidade na terra rejuvenescida assim como o tabernáculo outrora foi quando Israel se acampava ao seu redor” (Paul R. House).

Tudo no Santuário/Templo apontava para Cristo. Ali estava tipificado o plano da salvação. O significado de cada emblema e ações orientados por Deus deveria reavivar totalmente os judeus disciplinados com o castigo do cativeiro, assim como as águas que saem do templo, desde o altar até o oriente.

Se as águas não saem do templo não sairão de nenhum outro lugar. Caso esta não seja a fonte, a aridez espiritual tomará conta e nenhuma vida existirá (vs. 1-12). Deus é a fonte da vida – este é o sentido da água sair do templo (Joel 3:18; Zacarias 14:8). A Palavra de Deus deve ser pregada. Quanto mais água, mais vida – o mesmo se dá com a Palavra divina!

A água que flui do santuário de Deus, que é a mensagem do evangelho, restaura o deserto, faz crescer bonitas e frondosas árvores, forma rios, produz grandes quantidades de peixes. Assim, a igreja, ao pregar toda a mensagem do santuário, produzirá cura, vida, crescimento, frutos e avançará onde o pecado havia produzido morte.

Embora literalmente a profecia de Ezequiel não tenha se cumprido com os judeus (vs. 13-23), ela foi projetada para se cumprir para todos os crentes, culminando no céu.

• Tudo isso está relacionado com o derramamento do Espírito Santo profetizado por Cristo (João 7:37-39).

• “A obra é do Senhor, e não é Sua vontade que a força e eficiência seja centralizada em um lugar”, diz Ellen G. White.

• Em Apocalipse 22:1-2 João tem a visão do “rio da água da vida” que fluía “do trono de Deus e do Cordeiro” pela nova Jerusalém, que mantinha a árvore da vida cujas folhas “servem para a cura das nações”.

Cresçamos espiritualmente! – Heber Toth Armí.

#ebiblico #rpsp #palavraeficaz
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sexta-feira, 10 de maio de 2024

Efeitos colaterais

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
10 de maio

Efeitos colaterais

Abençoarei aqueles que o abençoarem e amaldiçoarei aquele que o amaldiçoar. Em você serão benditas todas as famílias da Terra. Gênesis 12:3


Falar das bênçãos de Deus é um tanto complicado, pois nem sempre entendemos o que é uma bênção. A confusão costuma acontecer quando pedimos algo e o que pedimos não nos é dado no tempo e da forma como tínhamos planejado. Também ocorre quando achamos que aquilo que estamos recebendo não é bom, enquanto os outros – os que “não merecem” – recebem sucesso, poder e posses.

Na vida de Abraão, com bênção ou sem bênção, Deus não era questionado. Hoje, queremos que nos expliquem tudo e, se a explicação não satisfaz nossa compreensão, ficamos insatisfeitos. Não devemos agir dessa forma. Há muitas coisas que não compreendemos agora e que serão esclarecidas um dia. Ellen G. White nos alerta: “Deus não conduz jamais Seus filhos de maneira diferente da que eles escolheriam se pudessem ver o fim desde o princípio, e discernir a glória do propósito que estão realizando como Seus colaboradores. Tudo quanto nos tem confundido acerca das providências de Deus será esclarecido no mundo vindouro. As coisas difíceis de serem compreendidas serão então explicadas. Os mistérios da graça nos serão desvendados. Naquilo em que nossa mente finita só via confusão e promessas desfeitas, veremos a mais perfeita e bela harmonia. Saberemos que o amor infinito dispôs as experiências que nos pareciam as mais difíceis” (O Cuidado de Deus, p. 62).

É importante sabermos que, enquanto esse momento de compreensão não chega, precisamos continuar sendo instrumentos de bênção. Abraão foi um homem de bem, e qualquer um que se aproximasse dele, por qualquer motivo, era abençoado. A família de Abraão criava cadeias de bondade. Não era nada mágico; era bem natural. Davam-se bem em família e tinham sociedades estáveis. Cuidavam do gado e este, como é normal, crescia. Por serem honestos, eram pessoas confiáveis, com quem se podia fazer negócios.

De igual modo, quando vivemos com Deus, geramos bênçãos. São “efeitos colaterais” da fé que nem sempre são entendidos, mas que nos fazem muito bem e fazem bem aos que estão ao nosso redor.

Seja bênção. Abençoe. E seja abençoado!

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Ezequiel 46 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - Ezequiel 46
Comentário Pr Heber Toth Armí


A filosofia do servo de Deus não faz da vida um móvel com gavetas, uma para o trabalho, outra para a família, outra para o lazer, etc.

Na vida do cristão, tudo deve estar consagrado a Deus, a família, os estudos, o trabalho, o lazer, inclusive … o comer e beber (1Cor 10:31)!

Tudo pertence a Deus. Portanto, nada deve estar desvinculado dEle – absolutamente!

Desde o capítulo 45 versículo 9 o profeta vem especificando as atribuições dos príncipes. Em Ezequiel 46:1-18 o profeta apresenta mais responsabilidades que caberiam aos príncipes:

• Quando e como o príncipe deveria entrar pelas portas do Novo Templo, para apresentar as ofertas no sábado e na lua nova, no início do mês;
• Havia limites para a entrada e atuação do príncipe. O povo permanecerá atrás do príncipe para adorar enquanto o sacerdote oferece os sacrifícios;
• O príncipe ofereceria sacrifícios como representante legal do povo, entregando-os aos sacerdotes para serem oferecidos no altar;
• Assim como a entrada e saída do povo no átrio exterior, seriam também as do príncipe: Uma porta para entrar e outra para sair, sempre opostas (v. 10);
• O príncipe deveria oferecer ofertas voluntárias;
• Os sacrifícios deveriam ser diários.
• A legislação sobre propriedade evita que o príncipe a perca em caráter permanente ou a expanda injustamente.

O final do capítulo revela que o novo Templo deveria conter cozinhas para os sacerdotes e também para o povo (vs. 19-24).

Tewoldemedhin Habtu comenta: “A presença dessas cozinhas nos lembra que o templo não era apenas um lugar de oração, mas também um local onde se preparavam e se consumiam refeições comunitárias. Observamos, portanto, no templo de Ezequiel, uma fusão de atividades espirituais e sociais. ‘A igreja cristã sofreu uma grande perda quando traçou uma linha divisória entre a vida espiritual e as atividades sociais’ (TOT)”.

Aplicações:

1. A despeito da negligência do povo, para Deus o sábado sempre foi considerado especial.
2. A dedicação total a Deus se nota naquilo que fazemos voluntariamente seguindo a Sua vontade e revelação.
3. A dedicação de um indivíduo a Deus se nota em suas ofertas de gratidão. Sua filosofia é: Conforme as possibilidades são as suas responsabilidades.
4. A adoração e a vida cotidiana estão intimamente ligadas no entendimento daquele que pensa biblicamente.

Senhor, molda nossa mente! – Heber Toth Armí.

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Teoceno

  Devocional Diário Vislumbres da eternidade 24 de maio https://mais.cpb.com.br/meditacao/teoceno/ Teoceno Nós, porém, segundo a promessa d...