quarta-feira, 17 de julho de 2024

Imagens da igreja

 Devocional Diário 

Vislumbres da eternidade 

17 de julho

https://mais.cpb.com.br/meditacao/imagens-da-igreja/

Imagens da igreja

Ele é como árvore plantada junto a uma corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo o que ele faz será bem-sucedido. Salmo 1:3

Às vezes fico pensando a que Jesus compararia Sua igreja hoje. Que ilustração Ele utilizaria para que percebêssemos qual é sua missão? Alguns poderiam pensar que o melhor exemplo seria um “benjamim” (também chamado de “tê” ou “plugue triplo”). Todos queremos estar conectados ao mesmo tempo à fonte de energia para carregar nossas baterias. Essa é uma imagem que corresponde ao conceito que muitos cristãos têm da igreja. Mas a igreja não é uma experiência temporária e “energética”, quase mística, que recebemos de forma passiva. Outros poderiam relacioná-la a um hospital. De fato, essa é uma comparação que tenho escutado muitas vezes. É verdade que, como pecadores, vamos a Jesus para ser curados, mas seria muito triste que alguém que está curado não deixasse o centro de saúde. Embora não se reconheça, a atitude de muitos nos faria pensar que a igreja é como um palco, porém ir à igreja é muito mais do que assistir a um concerto. Embora gostemos de nos vestir bem ou observar como os outros se vestem, a igreja não é um desfile de moda, assim como a plataforma não é uma passarela. Embora nos deleitemos com um sermão agradável, a igreja não é um show de variedades.

Acho que, nestes tempos de desmatamento, Jesus nos compararia a um bosque. Primeiro, porque costumamos perder a visão do todo e levamos em conta apenas os galhos e as folhas. Vivemos batalhas pessoais e superficiais, quando deveríamos partilhar vitórias coletivas. Segundo, porque em uma floresta a totalidade é tão importante quanto a individualidade. Na igreja, deixamos de ser nós mesmos, com nossos dons e talentos; e, pela influência do Espírito Santo, somos um povo com uma identidade e uma missão. Terceiro, porque uma floresta cresce graças à relação e à cooperação de todos os seus componentes. A igreja é um projeto em que as relações e a cooperação são imprescindíveis. Uma floresta é um ecossistema que traz salubridade ao entorno. A igreja existe para oferecer a salvação e o vigor de Cristo a todos aqueles que nos rodeiam.

Nunca se esqueça: necessitamos uns dos outros para formar o belo bosque junto às águas da vida. 

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Zacarias 5 Comentário

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Zacarias 5
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


ZACARIAS 5 – O contexto histórico de Zacarias é crucial para compreender suas mensagens. O profeta é contemporâneo de Ageu, e ambos enfrentam o desafio de revitalizar a comunidade no processo da reconstrução do Templo e na restauração espiritual, após o retorno dos judeus do cativeiro babilônico. As visões de Zacarias servem tanto como advertências quanto como mensagens de esperança, incentivando o povo a afastar-se do pecado e a confiar na intervenção divina para sua restauração.

“Algo particularmente interessante nos escritos de Zacarias é o registro das oito visões, cheias de imagens dramáticas (Zc 1:7-21; 2:1-13; 3:1-10; 4:1-14; 5:1-11; 6:1-15). Essas imagens e outros aspectos da obra do profeta, tanto nas visões como nos oráculos que se seguem (Zc 9:1-11:17; 12:1-14:21), são elementos de um tipo especial de profecia, descrita tecnicamente como ‘apocalíptica’. Esses elementos incluem o uso abundante de animais simbólicos, intervenções dramáticas e impressionantes de Yahweh na história humana, cenas bizarras de vasos e rolos voadores etc. Essa linguagem apocalíptica já fora empregada antes por Ezequiel e até mesmo por Isaías, mas nenhum profeta supera Zacarias no uso desse método de revelação” (Luter Boyd).

As visões de Zacarias 5 são complexas e ricas em simbolismos, que refletem tanto o contexto histórico de seu tempo quanto temas teológicos profundos:

• A primeira visão do pergaminho voador (vs. 1-4) destaca a condenação do pecado, especificamente o perjúrio e o roubo, indicando um julgamento iminente e abrangente sobre os pecadores.

• A segunda visão da mulher dentro de um cesto (vs. 5-11) simboliza a iniquidade sendo retirada de Israel, enfatizando a purificação e restauração da comunidade.

Teologicamente, Zacarias 5 confronta-nos com a seriedade do pecado e a inevitabilidade do julgamento divino, mas também nos oferece uma visão da graça purificadora de Deus. O rolo/pergaminho voador é um lembrete de que a Lei de Deus ainda é a norma válida pela qual a humanidade é medida, e que a violação desta Lei tem sérias consequências. A mulher no cesto, por outro lado, ilustra a remoção do pecado do povo de Deus, apontando para a promessa divina de purificar o povo e restaurar a justiça.

Assim, Zacarias 5 nos desafia a refletir sobre a santidade e a justiça de Deus, bem como Seu compromisso contínuo em nos redimir! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí

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terça-feira, 16 de julho de 2024

Espelho

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
16 de julho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/espelho-4/

Espelho

Aqui não pode haver mais grego e judeu, circuncisão e incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre, mas Cristo é tudo e está em todos. Colossenses 3:11

Um dos programas comunitários da Universidade Andrews de que eu mais gosto se chama MIRROR (Motivating Inclusive Relationships and Respect of Others through Reflection, isto é, “Motivando Relações Inclusivas e de Respeito Para com os Outros Através da Reflexão”). Em inglês, as iniciais formam a palavra que significa “espelho”. É um bom jogo de palavras, pois não existe melhor reflexo daquilo que somos do que a imagem que vemos de nós mesmos nos outros.

Se somos cristãos, a inclusão é uma atitude fundamental. Diante da diferença devemos reagir com abertura e não com rejeição. Pode ser que fiquemos chocados com determinado tipo de roupa, de comida, de estilo de vida, mas nunca devemos nos esquecer de que, por trás dessas diferenças, existem pessoas. Nenhum de nós quer rejeitar a Cristo, mas é bom lembrar que é isso que estamos fazendo quando damos as costas a alguém. Seguramente, exercitar a inclusão nos tirará da zona de conforto.

Se somos cristãos, o respeito deve fazer parte de nossa natureza. Vivemos em uma sociedade que prega muito a tolerância. Porém, desenvolver o respeito é ainda melhor. A tolerância nos ensina a suportar as coisas que nos desagradam, mas o respeito nos ajuda a enxergar o que há de melhor nos outros. Se “Cristo é tudo” para nós, nossa maneira de entender a vida é diferente, porque Seu jeito de ser fica impregnado em nós. Jesus amava tanto que era capaz de contemplar em cada pessoa o que havia de melhor nela. Ao amarmos as pessoas, o respeito por elas surgirá de forma natural.

Gosto muito de prestar atenção em como estou me refletindo nas demais pessoas. Muitas vezes, devo reconhecer que preciso modificar certas atitudes. Outras vezes – e dou graças a Deus por isso –, observo que estou um pouco mais parecido com Jesus. Há tantas diferenças que nos falam de um Deus criativo! Ele gosta da variedade das cores, das formas, dos pensamentos e dos sonhos. O Senhor deseja que compreendamos mais e aceitemos o Seu modo de agir, que apreciemos Sua maneira de pensar e que partilhemos de Seu grande sonho: que Cristo habite em cada coração.

Você tem feito sua parte para que isso aconteça?

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Zacarias 4 Comentário

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Zacarias 4

Comentário: Pr. Heber Toth Armí

ZACARIAS 4 – A melhor forma de enfrentar os desafios é confiando no poder divino; diante do desânimo por causa de uma sequência de fracassos em fazer a vontade de Deus, nada melhor que depender da atuação sobrenatural do Espírito Santo.

“Os israelitas estavam desanimados por causa dos fracassados planos de reconstruir o Templo de Jerusalém. A queda de Babilônia em 539 a.C. havia despertado esperanças em todos os judeus de que retornariam a Jerusalém e começariam a reconstrução, mas surgiu grande oposição e o projeto foi interrompido” (Bíblia do Discípulo). Da mesma forma que os israelitas enfrentaram oposição ao tentar reconstruir o Templo, nós também enfrentamos obstáculos em projetos e sonhos pessoais e como povo de Deus. Contudo, a confiança em Deus capacita-nos a transformar essas dificuldades em triunfos, nos guiando e fortalecendo em cada passo.

Os maiores desafios tornam-se oportunidades de vitória quando confiamos no poder do Espírito Santo. Diante do desânimo causado pelos fracassos, como o que os judeus sentiram ao ver seus planos interrompidos, é essencial buscar a atuação sobrenatural do Espírito. Ele nos oferece renovação e nos motiva a continuar, mesmo quando parece impossível avançar.

Note como Zacarias 4 auxilia-nos em nossa perseverança especialmente enfrentando resistências:

• Quando enfrentamos desafios e desânimos precisamos confiar no poder de Deus ao invés de depender de esforços humanos (Zacarias 4:1-6).

• Quando a missão não avança facilmente nem se vê grandes resultados, precisamos nos alegrar com os pequenos começos, pois Deus Se alegra com o progresso e com cada pequeno passo dado com fé em Sua direção (Zacarias 4:7-14).

O candelabro de ouro simboliza a luz divina e a iluminação espiritual, sustentada pelo Espírito Santo, representado pelo azeite. As duas oliveiras são identificadas como Zorobabel e Josué, os dois líderes ungidos por Deus para servir ao povo e para avançar na reconstrução do Templo. Representam as funções complementares de liderança espiritual (sacerdotal) e civil (governamental) sob a unção divina.

A visão de Zacarias 4 prefigura a necessidade de uma liderança que é simultaneamente ungida por Deus para governar e guiar o povo espiritualmente. É certo que o sucesso na obra de Deus depende de Seu Espírito e não de esforços humanos!

Perseverar na missão, confiando no poder divino, é a chave para vencer qualquer oposição! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 15 de julho de 2024

Em Cristo

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
15 de julho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/em-cristo-3/

Em Cristo

Assim sendo, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vocês são um em Cristo Jesus. Gálatas 3:28

Sou espanhol, de classe média, homem. Não renego esses rótulos ainda que eles não me definam totalmente. Não escolhi nascer onde nasci, embora sinta saudade dos olivais da minha terra. Não escolhi ser da classe social a que pertenço, ainda que goste de ter certo tempo livre e o suficiente para viver. Não escolhi meu sexo e não tenho nenhuma dúvida relacionada a isso. Mas, sim, escolhi ser cristão e compartilhar essa experiência com outros.

Séculos se passaram desde que Jesus deixou claro que todos somos igualmente filhos de Deus. No entanto, parece que esse é um assunto que ainda não ficou resolvido na igreja. O lugar em que nascemos não tem a menor importância; o que vale mesmo são as experiências para as quais nascemos a cada dia. Para Jesus, o lugar de onde você veio é secundário; o que importa para Ele é aonde você vai chegar.

Séculos se passaram desde que Jesus deixou claro que as coisas que possuímos não têm importância; o que importa é o que somos. No entanto, parece que esse é um assunto que ainda não ficou resolvido na igreja. Dirigir um carro alemão, ter um chalé na costa do Mediterrâneo ou usar uma joia de muitos quilates não são coisas relevantes; o que vale mesmo é como nos conduzimos na vida, onde está o nosso coração. Para Jesus, nossa condição social é algo secundário; o que importa para Ele é a grandeza de caráter.

Séculos se passaram desde que Jesus deixou claro que a discriminação baseada no sexo é resultado do pecado. No entanto, parece que o assunto ainda não ficou resolvido entre nós. Mais importante do que ser homem ou mulher, é ser filho de Deus. Para Jesus, o sexo da pessoa é secundário; o que importa para Ele é pertencer à Sua família, que se desenvolvam vínculos de proximidade e que o nosso viver melhore os outros.

Escolhemos ser cristãos, e isso é algo muito especial. Primeiro, porque não nos custou nada. É um presente. Segundo, porque essa escolha nos permite viver a oportunidade de fazer as coisas melhor, sem rótulos. E esse não é um assunto de pouca importância. Escolhemos a igreja de Cristo, e aqui as coisas devem ser feitas da melhor maneira.

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Zacarias 3 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Zacarias 3
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


ZACARIAS 3 – A restauração física para Deus tem sentido se antes houver restauração espiritual. A libertação do cativeiro babilônico só teria valido a pena para os judeus se eles tivessem se libertado da escravidão do pecado.

Sendo profeta e da linhagem sacerdotal, Zacarias demonstrou grande interesse no Templo e no restabelecimento dos cultos de adoração. E, de Zacarias 3, grandes temas sobressaem e merecem nossa atenção:

1. A escolha de um líder religioso (Josué) destaca a importância da liderança espiritual na obra de restauração e renovação. Para Deus, os líderes espirituais sempre tiveram papeis essenciais na administração do Seu amado povo. Deus mesmo os instituiu e os estabeleceu. Deus preza por eles, porque através deles Sua palavra chega ao Seu povo.

2. Contudo, o mais elevado líder espiritual não é melhor que o próprio povo espiritualmente trôpego em seus pecados. O sumo sacerdote humano era tão carente da graça e da misericórdia de Deus quanto o próprio povo. O processo de salvação só tem efeito caso seja operado por Deus e Seu Filho Jesus Cristo.

3. Diante destes fatos, temos um promotor de justiça e um provedor de justiça. Ainda que as acusações de Satanás possam ser verdadeiras e Cristo conheça profundamente nossos fétidos e imundos pecados (vida de imundícia), Ele nos defende em vez de condenar. Ele aplica Sua justiça sobre nós. E faz mais, Ele assumir nossa injustiça. Por outro lado, Satanás explora nossa injustiça.

• Satanás usa a verdade para incriminar fiéis – muitos se orgulham de fazer o mesmo dentro das igrejas.
• Jesus usa a verdade para resgatar pecadores – muitos de nós precisamos aprender a agir como Jesus.

4. Alguns questionam advogados cristãos que defendem criminosos/párias da sociedade. O que estes não percebem é que Jesus é o ícone da defesa dos piores criminosos, dos transgressores da suprema Lei do Universo do Legislador Celestial.

Josué encontra abrigo no Anjo do Senhor – o próprio Cristo. Depois, o texto deixa a parábola, e passa a utilizar símbolos:

• Servo (Zacarias 3:8).
• Renovo (Zacarias 3:8).
• Pedra (Zacarias 3:9).
• Redentor (Zacarias 3:9).
• Aquele que traz a paz (Zacarias 3:10).

Todos estes símbolos apontam para Cristo. “Aquele que foi então a esperança de Israel, sua defesa, justiça e redenção, é a esperança da igreja hoje” (EGW). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 14 de julho de 2024

Incenso

 Devocional Diário 

Vislumbres da eternidade 

14 de julho

https://mais.cpb.com.br/meditacao/incenso/

Incenso

Abraão casou com outra mulher, que se chamava Quetura. Gênesis 25:1

Há pessoas que viveram no anonimato e das quais temos pouca informação. No entanto, algumas delas deram origem a muitos povos. É o caso de Quetura, a segunda esposa de Abraão. Sabemos que o nome dela significa “incenso” e podemos imaginar que ela foi uma boa companheira para o patriarca, porque ele teve seis filhos com ela. Alguns comentaristas judeus interpretam que Quetura seria a própria Agar, que, após ficar distante por uns anos, teria voltado para Abraão. Não há certeza quanto a isso. Ambas foram concubinas, mas nada indica que fossem a mesma pessoa. 

Seja como for, Quetura permitiu que a promessa de Deus se cumprisse e que Abraão se tornasse pai de uma multidão de nações – pelo menos as dos países árabes e do leste de Canaã. Segundo Flávio Josefo, um dos descendentes de Abraão, Éfer, foi quem deu nome ao continente africano. Poderia aquela nobre matriarca imaginar que sua influência chegaria tão longe? 

A grande maioria das pessoas realmente importantes não está registrada nos anais da história nem nas genealogias dos relatos oficiais. Tais indivíduos mal sobrevivem alguns anos nas lembranças familiares, entre os casos curiosos e as histórias da infância. A maioria das pessoas verdadeiramente importantes faz o que têm que fazer sem levar em conta o prestígio ou reconhecimento. A maioria das pessoas importantes ama cada dia, cuida dos detalhes, sorri em meio ao desconforto e torna excepcional o cotidiano. Elas são como um bom incenso, que perfuma o ambiente, embora não o vejamos. 

Vivemos em uma época de pessoas viciadas em protagonismo. A maior contribuição que podemos dar a este planeta, no entanto, é a de torná-lo melhor; e, para isso, não é preciso que haja mais exposição do que carinho. Pense no pequeno bebê a quem os magos levaram seus presentes. Sem ostentar qualquer pompa, aqueles sábios foram iluminados pela grandeza da promessa divina e encontraram seu cumprimento em algo tão pequenino. Deus não precisa de publicidade, pois Sua imensidão se concentra no amor. 

Sejamos como Quetura: aparentemente sem importância, mas construtores de certezas. Que o perfume de nossa presença desperte as recordações mais importantes – as da salvação.

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Zacarias 2 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Zacarias 2

Comentário: Pr. Heber Toth Armí

ZACARIAS 2 – Este texto descreve uma visão em que um homem com uma corda de medir mede Jerusalém, simbolizando a restauração e a futura prosperidade da nação; essa medição é um ato de preparação e proteção, demonstrando a intenção de Deus de estabelecer uma morada segura e gloriosa para Seu povo.

Zacarias 2:8 diz “Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Ele me enviou para buscar a Sua glória entre as nações que saquearam vocês [judeus], porque todo o que tocar em vocês, toca na menina dos olhos dEle’”. 

• O uso da expressão “menina dos olhos” indica a proteção e o cuidado amoroso de Deus por Seu povo. 

O homem com a corda de medir está medindo Jerusalém para garantir sua futura segurança e prosperidade. Esta visão mostra a intenção de Deus de proteger e abençoar Seu povo. O contexto é de restauração física e espiritual após o exílio babilônico, antes da primeira vinda de Cristo.

Em Apocalipse 11:1-2, João é instruído a medir o templo de Deus, o altar e os adoradores, mas a área externa do templo é deixada fora, pois será entregue aos gentios. Esta medição simboliza proteção e separação. O contexto aqui é escatológico, apontando para o tempo após o período de opressão papal (Babilônia apocalíptica), antes da segunda vinda de Cristo.

A conexão hermenêutica entre Zacarias 2 e Apocalipse 11 reside na imagem do homem com a corda de medir e o simbolismo associado à proteção e cuidado de Deus por Seu povo. Ambas as passagens enfatizam a especial atenção que Deus dá aos judeus do passado e aos adoradores fiéis do tempo do fim, indicando que Ele vê qualquer ataque contra eles como um ataque contra Si mesmo. 

Essa interpretação destaca a contínua fidelidade de Deus e Seu comprometimento em proteger e restaurar Seu povo, seja na era pós-exílica de Zacarias ou nos eventos finais, descritos nas profecias escatológicas de Apocalipse.

• Assim como Deus considerou qualquer ataque contra Israel como ataque a Si mesmo, Ele também vê qualquer ameaça aos Seus adoradores nos últimos dias com a mesma seriedade.

• A proteção e o compromisso de Deus em restaurar Seu povo mostram que Ele nunca abandona Seus seguidores, mesmo nos momentos difíceis.

Precisamos acreditar nestas verdades para, então, reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí

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sábado, 13 de julho de 2024

Refrões da casa

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
13 de julho
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Refrões da casa

Meu filho, ouça o ensino de seu pai e não despreze a instrução de sua mãe. Porque serão um diadema de graça para a sua cabeça e colares para o seu pescoço. Provérbios 1:8, 9

O livro de Provérbios é uma fonte de conhecimento para cada aspecto da vida, assim como para os assuntos relacionados à família. Ler suas mensagens é encontrar as mais valiosas pérolas de sabedoria. Nesse sentido, proponho algumas reflexões que provêm desse belo livro.

1 “Quem teme o Senhor tem forte amparo, e isso é refúgio para os Seus filhos” (Pv 14:26). Vivemos momentos de preocupação social, e nem sempre sabemos em quem depositar nossa confiança. Provérbios nos recomenda respeitar a Deus de maneira adequada, pois essa atitude traz proteção aos Seus filhos.

2 “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15:1). A palavra carinhosa é capaz de demolir qualquer tensão. Nunca pensemos que o abuso verbal ou a palavra fora do tom contribuem para uma boa educação, porque não é assim. Exercitar a arte de falar adequadamente é uma prática que resolve muitas dificuldades.

3 “Corrija o seu filho, e você terá descanso; ele será um prazer para a sua alma” (Pv 29:17). Alguns pais pensam que devem ser apenas amigos dos filhos, e os filhos acabam sendo órfãos de pais vivos. A correção precisa ser aplicada de forma didática, inteligente e madura, mas é preciso aplicá-la. Afinal, os filhos precisam conhecer os limites da vida. Os filhos são muito mais felizes com uma boa orientação do que sem ela.

4 “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos” (Pv 17:22). A melhor atitude é a de ser positivo. Ter bom humor é uma dessas virtudes sobre as quais devemos falar mais em casa com nossos queridos. Existem famílias antipáticas que vivem de forma deprimida e doentia. Há famílias frívolas que vivem sob a ditadura das emoções descontroladas. E existem as famílias alegres e com bom humor equilibrado, o que é muito saudável.

Esses são apenas alguns refrões do belíssimo livro de Provérbios. Há muitos mais ali, e tudo com uma sabedoria prodigiosa. Leia o livro. Leia-o a sós, em seu culto pessoal. Leia-o em grupo, no culto familiar. Procure aplicar os pensamentos ali encontrados à sua vida diária. Procure vivê-los, pois eles foram escritos para isso.

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Zacarias 1 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Zacarias 1
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


ZACARIAS 1 – Quem era Zacarias?

Foi “profeta, filho de Baraquias e neto de Ido (Ed 5:1; Zc 1:1)... Sua primeira mensagem registrada foi dada no segundo ano de reinado (520/519 a.C.) de Dario (Zc 1:1). É possível que ele tenha nascido na Babilônia. Assim como Jeremias e Ezequiel, ele era tanto profeta como sacerdote. Chega-se a essa conclusão porque ele pertencia à casa de Ido, e um importante sacerdote chamado Ido retornou com Zorobabel (Ne 12:1, 4)... O livro de Zacarias contém mensagens dirigidas a Zorobabel, líder político da nação, Josué, o sumo sacerdote, e ao povo como um todo... Com o profeta Ageu, Zacarias foi fundamental no estímulo aos judeus que retomaram as atividades de restauração do templo e de conclusão do edifício (Ed 5:1, 2)”, esclarece o Dicionário Bíblico Adventista.

Zacarias 1 inicia com um chamado à restauração e esperança para os judeus após o exílio na Babilônia. É um chamado ao arrependimento e retorno a Deus (vs. 1-6).

• Deus anseia por um relacionamento genuíno com Seu povo.

Após esse chamado inicial, o profeta apresenta duas visões: Dos cavalos (Zacarias 1:7-17) e dos quatro chifres e os artesões (Zacarias 1:18-21). Estas visões visam frisar que Deus está no controle das nações da Terra, e Ele vencerá as forças do mal e implantará Seus planos.

• Mas, nenhuma restauração fará sentido sem reconciliação com Deus.

Luter Boyd diz que o papel duplo de Zacarias “como sacerdote e profeta não é único no Antigo Testamento (veja Samuel, Jeremias e Ezequiel)”, isso “explica o seu interesse incomum pelas questões sacerdotais (veja Zc 3:1-5; 4:1-6, 11-14; 6:9-15; 8:18-19; 14:16-21)... Proporcionalmente ao seu tamanho, Zacarias é o livro do Antigo Testamento citado com mais frequência no Novo Testamento. É especialmente rico em alusões messiânicas (Zc 9:9 – Mt 21:5; Jo 12:15; Zc 9:11 – Mt 26:28; Mc 14:24; Lc 22:20; 1Co 11:25; Hb 13:20; Zc 11:12 – Mt 26:15; 27:9; Zc 12:10 – Jo 19:37; Zc 13:7 – Mt 26:31; Mc 14:27), o que indica sua importância para a primitiva comunidade cristã. Seu lugar quase ao término do cânon dos profetas do Antigo Testamento dá a esse livro um senso de antecipação, como se já observasse a obra salvadora de Deus em Cristo”.

Jesus é fundamental para nossa restauração. Portanto, reavivemo-nos nEle diariamente! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 12 de julho de 2024

No caminho

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
12 de julho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/no-caminho/

No caminho

Ensine a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele. Provérbios 22:6


O rabino Israel Kegan explicava o conceito de educação religiosa fazendo uma comparação. Dizia que o ensino é como uma panela no fogo. Tanto a panela quanto o fogo estão quentes, mas enquanto o fogo sempre mantém seu calor, a panela não. Se ela se afasta do fogo, esfria-se. Segundo ele, a educação de nossos filhos deve estar mais focalizada em criar neles o “fogo” da comunhão com Deus do que em torná-los “panelas” que contenham nossos ensinamentos. Para Kegan, sem uma relação pessoal com o divino, é muito difícil que nossos filhos ou netos conservem o legado espiritual.

Adiantando-se a esse conceito, o livro de Provérbios nos dá o segredo de uma educação correta. São quatro conselhos que devemos levar em consideração:

1. “Ensine”. O ensino é uma atividade essencialmente prática. Devemos ensinar nossos filhos a estar mais interessados em conhecer e amar a Deus do que em seguir certos rituais. Para isso, devemos manter, nós mesmos, um relacionamento com o Senhor, pois a melhor maneira de ensinar é vivendo o que se ensina.

2. Respeite a “criança”. No original hebraico, a palavra também faz referência aos adolescentes. Educar é uma tarefa muito desafiadora. No entanto, não podemos jogar a toalha; temos que estar com nossos filhos enquanto constroem sua identidade, mas mantendo a distância adequada para que consigam, por si mesmos, se encontrar.

3. Eduque “no” caminho. A palavra traduzida como “no” é muito interessante no original e significa literalmente “sobre a boca”. É que a boca tem muitos significados em hebraico, a maioria deles relacionada com nossa identidade e seus limites. Quando consideramos o pronome “seu”, presente no original, tudo fica mais claro: a educação deve ser pensada com foco na criança. Devemos ajudá-la a crescer como pessoa, e não a ser uma cópia nossa.

4. Compreenda o “caminho”. Na Bíblia, essa palavra está relacionada à conduta, que é a expressão da nossa maneira de viver a religião. Uma religião de fé natural gera, de maneira também natural, hábitos pessoais e projetos de vida. A religião não é uma mochila e sim o trajeto. Ela deve conduzir a Deus.

Pratique esses conselhos, e os resultados certamente virão.

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Ageu 2 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ageu 2

Comentário: Pr. Heber Toth Armí

AGEU 2 – O templo de Salomão havia sido destruído em 586 a.C. pelos babilônios, e a reconstrução enfrentava muitos desafios após o retorno dos judeus do exílio, incluindo apatia e desmotivação do próprio povo de Deus. Ageu e Zacarias foram divinamente levantados para encorajar o povo e retomar a obra da reconstrução do templo (Esdras 5:1-2).

• Nesse contexto, uma das motivações divinas para o povo foi declarar o envio do “Desejados de Todas as Nações”, expressão única na Bíblia, carregada de significado; a qual faz referência direta ao Messias, Jesus Cristo, cuja vinda traria paz e glória ao templo e ao mundo inteiro (Ageu 2:1-7).

• Essa promessa parece paradoxal, visto que o segundo templo, em termos físicos e materiais, não possuía a mesma magnificência do templo antigo. No entanto, a glória maior referida aqui está relacionada à presença do próprio Messias, que estaria presente no templo. Jesus, durante Seu ministério terrestre, ensinou e realizou milagres no segundo templo, trazendo consigo a presença divina, cumprindo assim a profecia de Ageu (Ageu 2:8-23).

Jesus como “O Desejado de Todas as Nações” reforça a centralidade de Cristo na história da salvação da humanidade. A profecia de Ageu aponta para a encarnação de Cristo, à vinda dAquele que traria a verdadeira paz e reconciliação entre Deus e os pecadores.

A promessa de paz em Ageu 2:9 tem uma dimensão escatológica. Jesus é o Príncipe da Paz (Isaías 9:6); embora em sua primeira vinda Ele inaugura o Reino de Deus, a paz plena será realizada em Sua segunda vinda, quando todas as coisas serão restauradas. Mas, também aponta para o fim do milênio, quando a glória de Deus encherá não apenas um templo físico, mas todo o cosmo. 

A promessa de glória e paz associada à vinda do Messias não só encorajou aos pobres exilados a reconstruírem o templo, mas também apontou para uma realidade maior, onde Cristo traria a verdadeira redenção e paz. 

• A glória do segundo templo não reside em sua estrutura física, mas na presença de Jesus, que trouxe e trará a plenitude da verdadeira glória e paz no mundo. 

• Desfrutamos vislumbres dessa paz quando Cristo Se torna realmente o Desejado de nosso coração! 

Diante disso, precisamos permitir que a mensagem de Ageu reavive nosso desânimo! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 11 de julho de 2024

Irmãos

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
11 de julho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/irmaos-2/

Irmãos

Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! Salmo 133:1


Normalmente, a relação mais duradoura que existe é a de irmãos. São as pessoas com quem compartilhamos uma união mais prolongada durante a vida e, com frequência, é com eles que vivenciamos uma quantidade maior de experiências. Essa é a razão pela qual os irmãos servem como exemplo da relação própria da vida na igreja.

O normal é que os irmãos se amem. Não se trata de um afeto nascido forçosamente de afinidades ou de atrações, mas do resultado de terem compartilhado momentos marcantes da infância. E esse vínculo permanece, ainda que haja opiniões diferentes e até opostas. Chega até a ser estranho, pois um irmão é perdoado de coisas que, se fosse outra pessoa, dificilmente deixaríamos passar. É que se trata de seu irmão e, de forma inquestionável, você deseja a redenção dele.

Era exatamente esse o desejo de Deus quando decidiu ilustrar a vivência dos membros da igreja entre si com a palavra “irmãos”. Pode ser que não existam afinidades e que as nossas perspectivas sejam muito diferentes, mas os irmãos se amam mesmo assim. Além disso, Deus quer que nossa relação seja a mais duradoura da história. Ele planejou que vivêssemos juntos a eternidade. Sim, eu sei que você acha isso uma “eternidade”, mas a eternidade é assim mesmo – muito tempo.

Como isso será possível? Com muito amor. Os irmãos se respeitam. Eles se conhecem publicamente e privadamente, e se respeitam. Tratam o que é público com os códigos do que é público e o que é privado com os códigos do que é privado. O que se pode mencionar, eles mencionam; o que é melhor guardar silêncio, guardam silêncio. As calúnias não deviam estar presentes nos comentários entre irmãos. Em nossa boca não deveriam estar nem o desprestígio, nem o estereótipo, nem a difamação. Isso não é coisa de irmãos. De acordo com o verso de hoje, nossa união como irmãos deve ser agradável, exalando uma fragrância suave.

O melhor desse assunto é que esse vínculo de carinho já deve começar aqui. Devemos ver nossos irmãos de fé como se fossem nossos irmãos de sangue. Não devemos ignorar seus defeitos, mas colocar acima deles as suas virtudes. Devemos estar presentes quando eles precisam de nós. Devemos, enfim, ser uma família, pois a eternidade já está chegando!

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Ageu 1 Comentário:

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ageu 1
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


AGEU 1 – As profecias de Ageu foram entregues durante o período pós-exílico, quando os judeus retornaram do cativeiro babilônico e começaram a reconstruir Jerusalém e seu templo. O profeta Ageu iniciou seu ministério em 520 a.C. incentivando o povo a retomar a construção do templo, que havia sido interrompida por cerca de 16 anos devido à oposição e desmotivação.

Ageu incentivou a importância do templo como símbolo da presença de Deus e alertou sobre as consequências da negligência espiritual. Suas mensagens foram diretas e urgentes, levando o povo a retomar e concluir a obra do Senhor. A cronologia neste texto é relevante para a compreensão da sua mensagem.

• 1º dia do sexto mês do 2º ano do reinado de Dario (Ageu 1:1):

A palavra do Senhor veio por meio do profeta Ageu a Zorobabel e Josué.
Início da profecia de Ageu.

• Entre o 1º e o 24º dia do sexto mês (Ageu 1:2-13):

O povo que retornara do exílio babilônico declarava que ainda não era o tempo de reconstruir a Casa do Senhor.
O Senhor questiona o povo sobre sua negligência e descreve as consequências: Colheitas pobres, fome, sede, frio, salários insuficientes, etc.
O Senhor ordena que o povo suba ao monte, traga madeira e construa o templo.
Zorobabel, Josué e o restante do povo obedecem e temem ao Senhor.
Ageu transmite a mensagem de encorajamento do Senhor: “Eu estou com vocês”.

• 24º dia do sexto mês do 2º ano do reinado de Dario (Ageu 1:14-15):

Deus encoraja Zorobabel, Josué e todo o povo.
O povo reage à mensagem de Ageu e ao encorajamento de Deus.
Inicia o trabalho de reconstrução do templo do Senhor.

Há várias lições sobre esse texto:

• Os planos e tempos de Deus diferem dos nossos; então, devemos estar atentos à Sua direção.
• É fácil aos seres humanos priorizar suas próprias necessidades e desejos sobre as prioridades de Deus, portanto precisamos das mensagens de Ageu.
• Os líderes atentos à vontade de Deus guiam as pessoas de acordo com os planos divinos.
• A liderança piedosa e obediente pode inspirar e influenciar positivamente os liderados.

Deus não apenas nos chama à ação, mas também nos encoraja e motiva, mostrando-nos que nossa obediência a Ele traz tanto bênçãos espirituais quanto materiais. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quarta-feira, 10 de julho de 2024

A escolha certa

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
10 de julho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/a-escolha-certa-2/

A escolha certa

Se vocês não quiserem servir ao Senhor, escolham hoje a quem vão servir: se aos deuses a quem os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra vocês estão morando. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Josué 24:15


Ele tinha vivido tanto que as lembranças se amontoavam. Ainda mantinha na memória os anos de escravidão no Egito. Ainda podia sentir o cheiro do sangue que puseram nos umbrais das portas na noite de Páscoa, o da maresia ao atravessarem o Mar Vermelho, o odor que subia da areia do deserto e o aroma adocicado que exalava do maná. Lembrava-se de sua pequenez diante dos filhos de Anaque e de como caíram as muralhas de Jericó. Sentia a umidade da água do Jordão pouco antes de ela se recolher para a passagem da arca. E as primeiras chuvas naquela terra que manava leite e mel. E as batalhas nas quais Deus Se manifestou. Tantas lembranças fortaleceram sua fé, e ele sentiu que aquele era o momento, porque as suas forças começavam a fraquejar.

Então ele reuniu o povo em Siló, um lugar estratégico, porque ali se encontrava a arca da aliança, símbolo da presença de Deus. Josué decidiu que eles mesmos deviam escolher onde poriam o seu coração. E propôs aos israelitas que, voluntariamente, averiguassem como estava o mercado das crenças. De um lado, tinham os deuses mesopotâmicos. Eram deidades violentas que consideravam as pessoas como meros servos. Também havia os deuses de Canaã, dorminhocos como Baal, que gostavam de excessos e de sacrifícios. Do outro lado, Jeová, que fazia parte de sua história e que lhes havia mostrado Seu poder de forma maravilhosa.

Josué começou a votação de maneira pessoal: “Eu e a minha casa votaremos no Senhor. E vocês, em quem vão votar?” Pelo jeito “democrático” de Josué, certamente ele havia consultado os membros de sua família e tribo quanto ao que queriam fazer. Dada a firmeza de sua afirmação, era certo que eles o haviam apoiado unanimemente, e isso lhe deu força para apresentar sua decisão. Uma posição tão clara que o resto do povo seguiu seu exemplo e deu o seu voto para Deus.

A coerência e a relação familiar de Josué são um exemplo a ser imitado, que nos ensina a crescer quando permitimos que Deus participe de nossa história.

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Sofonias 3 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Sofonias 3
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SOFONIAS 3 – Apesar de pequeno, o livro de Sofonias contém uma grande mensagem, poderosa e relevante para os dias atuais.

Em Sofonias 3 somos confrontados tanto com a severidade do julgamento divino quanto com a esperança de restauração e redenção. Note estes dois aspectos:

• Um quadro sombrio do julgamento divino: Sofonias 3 começa com uma denúncia veemente contra Jerusalém, a “cidade rebelde, impura e opressora”. A corrupção e a injustiça permeavam todos os níveis da sociedade. Os líderes eram como “leões que rugem”, os juízes “lobos vespertinos” que nada deixavam para o amanhecer. Os profetas eram “irresponsáveis... homens traiçoeiros” e, os sacerdotes profanavam “o santuário” e faziam “violência à lei” (Sofonias 3:1-4).

Esta descrição de uma sociedade corrompida e injusta é tristemente familiar no contexto atual. Em muitos lugares do mundo, vemos líderes políticos que abusam do poder, sistemas judiciais que falham em garantir a justiça, e líderes religiosos que traem a confiança de seus seguidores. A mensagem de Sofonias é um lembrete severo de que tais comportamentos não passam despercebidos aos olhos de Deus.

O julgamento divino será inevitável àqueles que persistem na injustiça e na corrupção. Sofonias 3:7 destaca a paciência de Deus e Sua disposição de perdoar e restaurar, mas Sua justiça não pode ser eternamente adiada. Porquanto, Deus declara: “O mundo inteiro será consumido pelo fogo da minha zelosa ira” (Sofonias 3:8).

• Um quadro brilhante de esperança provida por Deus: Sofonias 3 não termina com a condenação. Deus promete restaurar os povos, purificar os lábios para que todos possam invocar o Seu nome e servi-Lo de comum acordo (Sofonias 3:9). Tais palavras de purificação e unidade são raios brilhantes em meio às trevas do julgamento.

A restauração vai além de Israel, envolve todas as nações. Os que se dispuserem a servir a Deus lhe “trarão ofertas”. Os “mansos e humildes”, refletindo a Cristo (Mateus 11:29), serão preservados, pois permitiram ser transformados de seu orgulho e altivez (Sofonias 3:10-12). Sofonias 3:13 refere-se ao remanescente fiel, fazendo eco aos 144.000 que não se achou engano em sua boca (Apocalipse 14:1-5).

Sofonias conclui com uma celebração da alegria e amor de Deus pelo Seu povo; com uma das mais belas imagens bíblicas de Deus como Salvador amoroso e jubiloso!

Alegremo-nos com Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 9 de julho de 2024

Religião de família

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
9 de julho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/religiao-de-familia/

Religião de família

Quando se encerrava um ciclo de banquetes, Jó chamava os seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles. Pois Jó pensava assim: “Talvez os meus filhos tenham pecado e blasfemado contra Deus em seu coração.” Jó fazia isso continuamente. Jó 1:5

Jó era fiel a Deus e odiava o pecado. Além disso, era pai de uma extensa família de sete filhos e três filhas. Era tão rico que podia ser considerado o homem de maior influência de todo o Oriente. Podemos dizer que Jó dava um bom testemunho dos crentes em Deus. Estou certo de que, em muitas ocasiões, comentou-se que ele era muito abençoado porque fazia o que era certo e porque o seu Deus era melhor e mais generoso do que outros deuses.

No entanto, Jó tinha um problema dentro de casa. A vivência religiosa não é algo que se herda ou que se possa obrigar. Um pai pode ser uma pessoa muito fiel e não acontecer o mesmo com o restante dos membros da família. E isso ocorria com os filhos de Jó. Eles preferiam viver o momento e suas festas em curto prazo do que pensar na eternidade. Jó conhecia essas irregularidades e, como pai responsável, oferecia sacrifícios pelos pecados dos filhos. Talvez pensasse que, fazendo isso, eles se voltariam para Deus e mudariam de vida.

Gostaria que você imaginasse esses filhos ao lado do pai no momento dos sacrifícios: olheiras enormes, fruto de noites sem dormir, olhar cansado por causa das festas, posição submissa e desejosa de que aquilo terminasse logo, suspiros de tédio. Eles não tinham o menor interesse na religião. Jó era um homem espiritual; seus filhos não.

Talvez você seja pai, e Jó deva ser o seu modelo. O anelo de que os nossos entes mais queridos se encontrem com Jesus e vivam um relacionamento vivo com Ele nunca deve cessar. Talvez você seja filho. Se assim for, os filhos de Jó não devem ser seus modelos. A religião familiar não se herda; ela se aprende. Não estamos falando de ritos, de costumes ou de formas. Falamos de um encontro pessoal – sim, pessoal – com Deus. Não há suficientes sacrifícios de um pai que superem um minuto de relação verdadeira com o Senhor. Compartilhar a religião da família é uma coisa boa. Viver a religião da família é espetacular.

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Sofonias 2 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Sofonias 2
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SOFONIAS 2 – O foco profético de Sofonias é exortar quem tem privilégio às suas mensagens a examinar a própria vida, a arrepender-se de seus pecados e a viver em fidelidade a Deus, confiando em Sua misericórdia e graça.

Sofonias 2 contém uma série de advertências e juízos contra várias nações, bem como um chamado ao arrependimento ao povo de Deus. Analisando o texto à luz do contexto atual, várias aplicações podem ser extraídas para os habitantes do século 21:

Sofonias inicia com chamado ao arrependimento. Para os leitores contemporâneos, isso é um lembrete da importância de reconhecer os próprios erros, buscar a reconciliação e voltar-se para Deus, ou para os valores e princípios divinos que devem guiar a vida de cada ser moralmente criado por Deus (Sofonias 2:1-3).

O texto enfatiza a necessidade de buscar a justiça, a retidão e a humildade. No século 21, podemos entender isso como um chamado para agir com integridade, lutar contra a corrupção em nossa própria vida, promover a equidade na sociedade e defender os direitos dos vulneráveis.

A profecia aponta para as consequências de nossas ações. As revelações de juízo contra as nações vizinhas de Judá (Sofonias 2:4-15) lembram que todas as ações têm consequências. No contexto atual, isso é uma chamada à responsabilidade individual e coletiva, destacando que atos de injustiça, opressão e imoralidade trarão consequências negativas, indesejadas.

Embora o texto contenha muitas mensagens de juízo, também há uma nota de esperança àqueles que buscam a justiça e a retidão (Sofonias 2:7, 9, 11). Para os últimos dias, podemos entender a mensagem de Sofonias como um incentivo a fazer o que é certo, a praticar o bem, mesmo diante das adversidades escatológicas (Apocalipse 13:1-18). Sofonias 2:1-3 fala sobre reunir-se e unir-se com propósito nobre. Num mundo muitas vezes divido por conflitos e polarizações, essa mensagem pode ser vista como um apelo à unidade, cooperação e esforço conjunto para enfrentar os desafios que antecedem à segunda vinda dAquele que orou por unidade de Sua igreja (João 17:20-23).

Examine sua vida, arrependa-se e viva em fidelidade a Deus, confiando em Sua misericórdia e graça.

Mesmo em meio ao juízo divino, há esperança para aqueles que buscam a justiça e a retidão. Mantenha a fé e pratique o bem! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 8 de julho de 2024

Primeiro em casa

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
8 de julho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/primeiro-em-casa/

Primeiro em casa

Abrão disse a Ló: “Não deveria haver conflito entre mim e você e entre os meus pastores e os seus pastores, porque somos parentes chegados.” Gênesis 13:8


Para ir ao campo missionário, você só precisa primeiro tomar o desjejum com sua família. Para ser um bom evangelista, você só precisa primeiro falar de Jesus na sua casa. Para ser um pregador de multidões, você só precisa primeiro contar uma história para os seus filhos, netos ou irmãos antes de dormir. Para ser um grande teólogo, você só precisa primeiro responder às dúvidas cotidianas dos que estão ao seu redor. É que tudo começa no lar.

Estudos em religião demonstram a enorme importância que a família tem para a moralidade e a espiritualidade. Ainda que se viva em um lugar onde não haja uma escola cristã que ensine os valores em que cremos, ainda que a igreja que frequentamos seja complicada, se vivermos a religião em família, ficaremos impregnados da verdadeira compreensão sobre Deus. Esses estudos mostram que existem dois fatores importantes. Primeiro, a necessidade de os pais compartilharem sua experiência com Jesus. As crianças ou os jovens não precisam apenas de normas; eles precisam entender como é manter uma conexão íntima com as coisas espirituais. Segundo, um sentido familiar de serviço. O serviço começa em casa, ajudando nas tarefas domésticas. Mas não fica nisso; deve se estender aos demais. “Ajudar” devia ser um dos objetivos essenciais da família, pois é assim que podemos reunir as condições necessárias para realizar um bom trabalho de equipe: vínculos afetivos, origens comuns e ideais compartilhados. A família que ajuda cresce na fé.

Gosto da frase de Abrão para Ló: “porque somos parentes chegados”. No acerto das desavenças, quando os argumentos já não são conciliáveis, é importante recordar que somos uma família. Nem sempre coincidiremos com os membros de nossa família – o que é compreensível –, mas eles são nossos familiares e os amamos. Pessoalmente, com eles aprendi o que significa que Deus seja meu Pai, e Jesus, meu Irmão mais velho. Com eles compreendi que não é preciso ir tão longe para ser um missionário. Deseje o melhor para sua família e esteja presente para ajudá-la no que for necessário. Faça dela sua primeira missão. Faça do seu lar uma antecipação da nova Terra.
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Sofonias 1 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Sofonias 1

Comentário: Pr. Heber Toth Armí


SOFONIAS 1 – Pouco valor temos dado ao livro do Profeta Sofonias. Porém, ele é tão importante, relevante e interessante quanto qualquer outro livro inspirado das Sagradas Escrituras.

Russell Champlin faz a seguinte análise, que merece nossa atenção:

“Sofonias predisse a queda de Judá e de Jerusalém como acontecimentos inevitáveis (1.4-13), em face da degeneração religiosa que ali reinava. Todavia, esse julgamento local é visto pelo profeta contra o pano de fundo do quadro maior dos últimos dias, que as Escrituras também chamam de Dia do Senhor (1.4-18; 2:4-15). Por conseguinte, o propósito central do autor sagrado foi, principalmente, despertar os piedosos para que se voltassem de todo o coração ao Senhor, a fim de escaparem da condenação quando do futuro dia do juízo (2.1-3), tornando-se parte do remanescente que haverá de desfrutar as bênçãos do reino de Deus (3.8-20). Isso significa que o livro não é obsoleto para nós; antes, à medida que se aproximarem os últimos dias, mais e mais o livro terá aplicação e utilidade para nossa meditação e orientação”.

O profeta Sofonias, descendente do rei Ezequias, profetizou durante o reinado de Josias (Sofonias 1:1), porém, suas mensagens alcançam aos habitantes do mundo que vivem nos últimos dias da história humana. Considere:

• Há uma declaração de uma destruição universal, revelando a seriedade do pecado e a abrangência do julgamento de Deus tanto para os incrédulos quanto para os crentes hipócritas (Sofonias 1:2-6). Fica evidente a responsabilidade do povo de Deus em manter a pureza da adoração e a fidelidade ao Deus verdadeiro.

• Há um convite à reflexão através do silêncio. O que implica em referência diante do Senhor, pois o Dia do Senhor está próximo (Sofonias 1:7-13). Essa mensagem coincide com a primeira mensagem angélica em Apocalipse 14:6-7, que convida a humanidade, antes de terminar o tempo do fim, a temer a Deus e dar-Lhe glória, pois chegou a hora do juízo.

• Há uma descrição do grande dia do Senhor. Sendo que esse dia se aproxima, é de suma urgência a prática do arrependimento e a preparação espiritual, pois será um dia de angústia, tribulação, devastação e escuridão (Sofonias 1:14-17). O texto revela a realidade das consequências do pecado e a necessidade de buscar a misericórdia de Deus.

Diante dessas verdades, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 7 de julho de 2024

Artes marciais

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
7 de julho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/artes-marciais/

Artes marciais

Santifiquem a Cristo, como Senhor, no seu coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que pedir razão da esperança que vocês têm. 1 Pedro 3:15

Para mim, era um privilégio ir com ele a esse encontro. Eu era um estudante de Teologia, e ele, um professor que se destacava pelas suas habilidades apologéticas. Nas aulas havíamos estudado as diferentes técnicas e recursos para rebater os argumentos de outras denominações, e essa reunião podia ser uma experiência muito instrutiva. Entramos na casa, e o debate teve início. Um versículo era respondido com outro versículo, um raciocínio com outro, um ataque com uma defesa. Não restava dúvida de que meu professor estava muito bem treinado na técnica de debater, porque apresentava suas razões de maneira afiada e, às vezes, esmagadora. Não pude evitar: imaginei-me em um filme de artes marciais. Com golpes verbais – muito amáveis, mas eram golpes –, ele concluiu o encontro e saímos daquela casa. Nunca mais voltei a ver aquela pessoa e, por vezes, acho que foi melhor assim.

Um dia me encontrei com o texto de 1 Pedro 3:15 e compreendi que havíamos falhado. O mensageiro não somente tem uma mensagem; ele é a mensagem. Observe como um bom testemunho começa por você mesmo. Primeiro, a defesa deve ser feita com mansidão. A palavra dita no momento certo e com carinho faz muito bem. A atitude de fazer o bem, de ajudar os outros, é o princípio de diálogos intermináveis que são lembrados com afeto. Falar de Jesus com o espírito de Jesus muda tudo, pois Nele reside a mudança e a única vitória. Segundo, falar com respeito. Respeitar implica reconhecer o que há de melhor nos outros, pois em todos existem coisas boas. Quando eu apresento aquilo em que creio respeitando os demais, estou reconhecendo o princípio da liberdade pessoal, e isso se assemelha muito ao caráter de Deus.

Sempre achei muito divertido o enredo dos filmes de artes marciais. O personagem passa muitos anos meditando para se converter em uma arma mortífera. Que contradição! Não deveria ser esse o resultado da reflexão. Será que algo semelhante acontece conosco? Será que partilhamos nossa fé em sintonia com aquilo em que cremos? Sem dúvida, a batalha mais difícil começa com você mesmo. Hoje, peça a Deus que você seja mais manso e respeitoso.

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Habacuque 3 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Habacuque 3
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


HABACUQUE 3 – Até aqui ficou claro que a forma de Deus agir é bem superior à nossa forma de entender e, quando não compreendemos a justiça divina passamos a questioná-la; por fim, entendemos que a paciência divina contrasta com nossa intolerância, mas somos nós que devemos ser transformados, não Deus.

A jornada de Habacuque do desespero à esperança nos ensina lições valiosas sobre fé e resiliência em tempos de crise. Quando enfrentamos as dificuldades da vida, podemos ser tentados a nos afundar na angústia, mas a contemplação do maravilhoso caráter imutável de Deus nos oferece uma perspectiva renovada.

Quando as circunstâncias ao nosso redor parecem caóticas, lembrar-nos de que Deus está no controle traz paz ao nosso coração. Sua teofania, descrita de forma majestosa em Habacuque 3, nos lembra que Ele é poderoso para intervir na história mundial, trazendo justiça e redenção. Esta confiança é um chamado para que, em meio às trevas, elevemos nossos olhos e vejamos além do presente, aguardando com esperança a manifestação do Seu propósito.

A esperança escatológica expressa por Habacuque não é uma mera expectativa passiva, mas um convite à perseverança ativa. Num mundo cheio de incertezas, somos desafiados a viver com os olhos fixos nas grandiosas profecias/promessas da Bíblia, confiando que, assim como Deus agiu no passado, Ele continuará a agir no futuro, levando a história ao clímax: A gloriosa segunda vinda de Cristo. Esta perspectiva nos encoraja a enfrentar as dificuldades com uma fé inabalável, sabendo que nossa esperança não é em vão. A certeza de que Deus julgará o mal e restaurará a justiça nos dá força para perseverar, mesmo quando as circunstâncias parecem insuportáveis.

O cântico de Habacuque nos estimula a transformar nossa dor em louvor. Ao final do capítulo 3 de seu livro, vemos o profeta declarando que, mesmo sem recursos e alimentos, ele ainda se alegrará no Senhor. O justo certamente vive pela fé. Este é um poderoso lembrete de que a verdadeira alegria não depende das circunstâncias, mas da nossa relação com Deus. Essa postura de louvor em meio à adversidade não apenas transforma nosso coração, mas também serve de testemunho para os que nos observam, demonstrando que nossa fé é genuína e viva – esse é o segredo do reavivamento!

Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 6 de julho de 2024

Totalmente motivados

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
6 de julho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/totalmente-motivados/

Totalmente motivados

O Senhor disse a Abrão: “Saia da sua terra, da sua parentela e da casa do seu pai e vá para a terra que lhe mostrarei.” Gênesis 12:1

A ordem do Senhor a Abrão estava carregada de significado, pois a expressão “vá”, em hebraico, é bastante profunda. Ela tem o sentido atribuído pela maioria das traduções, mas poderíamos, também, dar a ela alguns outros matizes, uma vez que significa literalmente “vá para você” e fala de uma viagem rumo à verdadeira identidade de Abrão, uma viagem inesperada, mas cheia de esperança.

Na teoria de gestão de grupos, existe uma notável diferença entre “motivar” e “iludir”. Victor Vroom afirma que toda motivação responde a três chaves. A primeira chave é o valor que a pessoa dá à proposta. Por exemplo, se propomos a um grupo de jovens a possibilidade de dar a volta ao mundo, certamente eles darão valor a isso. Os jovens são fascinados por viagens! A segunda chave é que existam conhecimentos e capacidades para pôr a proposta em prática. Continuemos com o exemplo: os jovens sabem como montar roteiros, procurar hotéis, falar outros idiomas, e isso os anima a ir em frente. A terceira chave é que haja expectativas pessoais de alcançar o objetivo. Como a maioria dos jovens não tem o dinheiro necessário para dar a volta ao mundo, o entusiasmo diminui até que ficam desanimados. Portanto, a volta ao mundo, para muitos, é uma simples “ilusão”, não uma “motivação”.

Abrão valorizava os pedidos de Deus e tinha a capacidade e o conhecimento para guiar um grupo a qualquer lugar, mas tudo seria uma simples ilusão se ele não tivesse dado esse salto de fé na direção de si próprio. E esse salto só pode ser realizado com Deus. Abrão não somente ficou motivado como também se moveu para onde Deus o guiava. Ele se moveu crescendo como pessoa. E cresceu tanto que deixou de se chamar Abrão, “pai exaltado”, para ser Abraão, “pai de multidões”.

Deus não quer que deixemos de ser quem somos; Ele quer que sejamos nós mesmos em nossa plenitude. Por isso, pede-nos para ir a Ele mediante um encontro com nós mesmos. Sim, é uma viagem de aventuras, mas também é a viagem mais fascinante que nos poderiam proporcionar. Nada de “ilusão”; entregue-se ao Senhor e simplesmente vá! Ele está no controle de tudo.
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Habacuque 2 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Habacuque 2

Comentário: Pr. Heber Toth Armí

HABACUQUE 2 – Em Habacuque 1 aprendemos que a virtude da paciência é uma realidade que devemos desenvolver para alinhar-nos com a natureza de Deus. Precisamos desvencilhar de conceitos e preconceitos para que nosso comportamento seja realmente moldado pelo Deus a Quem servimos e adoramos.

Em Habacuque 2, aprendemos várias lições profundas:

• Esperança na justiça divina: O profeta coloca-se numa posição de espera, aguardando a resposta de Deus. Tal atitude ensina-nos a ter paciência e a confiar que a justiça divina se manifestará no tempo e modo certos, mesmo quando as circunstâncias aparentam ser complexas e difíceis demais (Habacuque 2:1).

• O justo viverá pela fé: A tão aclamada frase “o justo viverá pela fé” destaca a importância da fidelidade em meio às incertezas da existência. Isso lembra-nos que a justiça e a confiança em Deus são fundamentais, independente das circunstâncias (Habacuque 2:2-4).

• Orgulho versus humildade: Deus condena a arrogância dos babilônios, destacando que o orgulho humano leva à destruição. Isso ensina-nos a importância da humildade e dependência de Deus, em vez de confiar nas próprias forças e habilidades (Habacuque 2:5).

• As consequências do mal: O profeta descreve cinco “ais” contra os opressores, mostrando que injustiça e maldade têm consequências inevitáveis. Isso reforça a certeza de que a justiça divina prevalecerá, no tempo e com métodos corretos (Habacuque 2:6-19).

• A soberania de Deus: Habacuque reafirma a soberania divina sobre todas as nações. Isso ensina-nos que, apesar das aparências, Deus está no controle e Seus propósitos Se cumprirão (Habacuque 2:20).

Em Habacuque 2, Deus conforta Seu profeta de várias maneiras, servindo para tranquilizar nosso coração neste mundo injusto e corrupto:

• Reafirmação da justiça divina: A justiça será feita, e os ímpios não ficarão impunes. Isso alivia a ansiedade em relação à aparente prosperidade dos perversos.

• Visão a longo prazo: Ao pedir para escrever a visão e esperar por seu cumprimento, enfatizando que a promessa não falhará, encoraja a paciência e a esperança, fundamentais para lidar com a incerteza.

• Relação de confiança: Ao afirmar que “o justo viverá pela sua fé”, Deus reforça a ideia de confiança e fidelidade, que é âncora emocional em tempos de crise.

Estas respostas divinas ajudam-nos a realinhar nossa perspectiva, encontrar consolo na soberania de Deus e desenvolver uma fé mais resiliente! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 5 de julho de 2024

Fluir

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
5 de julho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/fluir/

Fluir

Deus disse: “Que as águas sejam povoadas de enxames de seres vivos; e as aves voem sobre a terra, sob o firmamento dos céus.” Gênesis 1:20


Contemplar o céu da Praça da Catalunha, em Barcelona, é um espetáculo. Se desviarmos o olhar da revoada sincopada dos pombos urbanos, poderemos ver nuvens de estorninhos. É como se um notável coreógrafo os tivesse treinado na arte de fazer tudo sincronizadamente. Como se fossem um retalho de seda ao sabor do vento, eles se movem individualmente e em conjunto.

De certa maneira, eles se movem como um cardume. A organização e a sincronia de um cardume de sardinhas, por exemplo, são de beleza e estratégia semelhantes. Esse fluir deslizante que caracteriza os peixes – parecendo desafiar a lei da gravidade – é o mesmo que permite o movimento das aves. Voar e nadar são exemplos da fluidez de uma natureza em comum. Ao se deslocarem, todos são como um. A unidade contrastando com a união; a individualidade em grupo contrastando com o grupo individualizado.

Olhar para o chão da Praça da Catalunha também é um espetáculo. O movimento apressado dos transeuntes só é interrompido pelas pausas intermitentes diante das vitrines. Os objetos expostos desaceleram o fluir das pessoas, por culpa do desejo de comprar. O enxame humano parece viver em uma polinização contínua e consumista.

Em Mateus 9:9, temos um relato curtíssimo que vai ao cerne da questão: “Quando Jesus saiu dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e lhe disse: ‘Siga-Me!’ Ele se levantou e O seguiu.” Jesus tinha uma maneira de agir tão constante e salvífica que gerou movimento. Mateus estava em outra. Até aquele dia, tinha preferido estar no controle das coisas, contar as moedas e contar seus casos. Porém, um só olhar para Jesus, uma só palavra, e sua rotina mudou. Deixou a perambulação pelas coisas materiais e passou a “deslizar” pelo Espírito. E não há nada como deslizar pelo Espírito. As paisagens passam a ser vistas de outra perspectiva. Sente-se a leveza do ser sem lastro, compreende-se a existência desde dentro e com os outros.

Aonde você vai? Seja qual for a sua resposta, lembre-se de que Jesus o convida a segui-Lo. Experimente “fluir” com Ele.

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Habacuque 1 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Habacuque 1
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


HABACUQUE 1 – Habacuque inicia seu livro expressando perplexidade e angústia diante da aparente falta de ação de Deus perante a injustiça e violência em Judá. Habacuque clama a Deus, questionando até quando Ele permitiria tal desordem e corrupção.

A resposta de Deus, no entanto, revela a vastidão e complexidade de Seus planos: Ele estaria levantando os babilônios, um povo ainda mais impiedoso, para executar Seu julgamento contra Judá (Habacuque 1:5-11).

Essa resposta destaca a diferença fundamental entre a sabedoria divina e a compreensão humana; sendo Deus transcendente, possui perspectiva infinitamente mais ampla e profunda que a nossa. Sua onisciência permite-Lhe compreender e orquestrar eventos de maneira que nossa mente finita não pode apreender completamente. Assim, a resposta de Deus a Habacuque desafia-nos a reconhecer a limitação da nossa perspectiva.

• Não é sábio julgar acontecimentos com base em nosso limitado entendimento.

O questionamento de Habacuque sobre a justiça divina ressoa com uma luta universal presente na experiência humana: a tentativa de reconciliar a existência do mal e do sofrimento com a crença de um Deus justo e amoroso (Habacuque 1:1-4). Este dilema é um dos pilares da Teodiceia – campo da filosofia que busca justificar a justiça de Deus diante do mal no mundo.

Em Habacuque 1:12-17, o profeta inicialmente não compreende como Deus pode permitir que um povo ainda mais injusto, torna-se instrumento de Sua justiça. Este aparente paradoxo convida-nos a refletir sobre a complexidade da justiça divina para nossa mente limitada. De forma elementar, Deus não age conforme achamos como – e quando – deveria agir.

• Quando não compreendemos o agir de Deus, nosso desafio é manter a fé em Sua sabedoria e bondade, reconhecendo que nossa visão é parcial.
• A justiça divina pode envolver propósitos e desdobramentos que só serão plenamente desvendados na eternidade.

Habacuque clama por uma intervenção imediata de Deus contra a corrupção e a violência, refletindo nossa tendência humana à intolerância e à impaciência diante do mal. Em contraste, a resposta divina revela uma paciência que se estende além de nossa ínfima compreensão.

• O que parece-nos moroso é, na verdade, uma manifestação da longanimidade divina, que opera dentro de um plano eterno e perfeito (II Pedro 3:8-9).

Em termos de mudança de pensamento, a paciência divina nos convida para nossa própria transformação! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quinta-feira, 4 de julho de 2024

Pesquisadores do Reino

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
4 de julho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/pesquisadores-do-reino/

Pesquisadores do Reino

Todo escriba instruído no reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu depósito coisas novas e coisas velhas. Mateus 13:52


Qualquer estudante ou acadêmico deve se concentrar na pesquisa, no desenvolvimento e na inovação. Espera-se que o tempo investido em obter conhecimento da realidade (pesquisa) seja transferido para a vida cotidiana (desenvolvimento) e produza mudanças para melhor (inovação). Esses podem parecer conceitos atuais, mas, séculos atrás, Jesus já os havia proposto.

Em forma de parábolas, o Mestre esclareceu qual deve ser o enfoque de alguém que deseja crescer no reino dos Céus. Ele deixou claro que, em primeiro lugar, devemos perceber nossa realidade diante do espelho da lei de Deus, o que nos permite experimentar o arrependimento e nos motiva a ir a Jesus. Essa é uma etapa necessária de “pesquisa”.

A etapa seguinte é o desenvolvimento. Paulo morria a cada dia em Cristo Jesus (1Co 15:31) e se tornava nova criatura (2Co 5:17). Isso faz parte do processo para ter um caráter semelhante ao de Cristo, o que chamamos também de “santificação”. Não consiste em sermos santarrões, mas em amadurecermos na fé, tornando-nos cada dia mais confiantes, mais crentes e muito mais responsáveis.

Por fim, vem a inovação. E como podemos realizá-la? Paulo nos aconselha a começar pondo nosso fundamento em Cristo, não em nossas teorias pessoais (1Co 3:11). Mesmo que nos achemos muito espertos, somos instruídos a ter um perfil discreto e a ser humildes, porque é a partir da humildade que se constrói melhor a realidade (1Co 3:18). Somos também orientados a não fazer algo para ter fama ou receber honra (1Co 3:21-23). Esse objetivo não permitiria que terminássemos no reino dos Céus. Por fim, devemos enfocar tudo com um espírito de serviço (1Co 4:1) e sendo fiéis (1Co 4:2). A generosidade (espírito colaborador) e a fidelidade (compromisso e constância) nos conduzirão a Jesus. No diploma Dele está escrito com clareza que Ele é “Fiel e Verdadeiro” (Ap 19:11). Tomara que a mesma declaração esteja escrita em nosso “diploma celestial”!

Você gostaria de matricular-se na pós-graduação do Céu? As inscrições estão abertas! E é muito fácil se inscrever. Coloque-se de joelhos e clame ao Senhor!

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Naum 3 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Naum 3
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


NAUM 3 – Além de mostrar que o arrependimento superficial não engana a justiça divina, o profeta Naum “menciona a libertação de todos os que viviam sob o poder da assíria”; assim, Naum também “relembra aos crentes que não existe uma eterna superpotência neste mundo. O Senhor está acima de todos os poderes políticos e marcou uma data para cumprir a Sua vontade” (Bíblia do Discípulo).

Considere o esboço de Naum realizado por Rodrigo Silva:

• O decreto de Deus contra Nínive (1:1-15).
• A vingança de Deus contra Nínive (2:1-13).
• O triunfo de Deus sobre Nínive (3:1-19).

A profecia que anuncia a queda de Nínive prevê a libertação de Judá do jugo opressor, anunciando um tempo de paz e celebração para o povo de Deus. Como salienta Daniel, “até que o Ancião de Dias veio e pronunciou a sentença a favor dos santos do Altíssimo” (Daniel 7:22). Naum garante que “o Senhor é bom, um refúgio em tempos de angústia. Ele protege os que nEle confiam”, mas, para pecadores impenitentes Ele será “uma enchente devastadora”, que os “expulsará... para a escuridão”; assim, “a tribulação não precisará vir uma segunda vez” (Naum 1:7-9).

Por conta disso, o profeta declarou: “Vejam sobre os montes os pés do que anuncia boas notícias e proclama a paz! Celebre as suas festas, ó Judá, e cumpra os seus votos. Nunca mais o perverso a invadirá; ele será completamente destruído” (Naum 1:15). Tais verdade concretizam-se no final dos mil anos, conforme Apocalipse 20:1-22:6. O mesmo se aplica à restauração proferida a favor de Judá e Israel em Naum 2:2, após o terror e julgamento dos arrogantes e prepotentes pecadores (Naum 2:8-13; ver Apocalipse 6:12-17); diante da assolação vindoura contra a prostituição moral e espiritual, os fiéis serão preservados por Deus (Naum 3:1-19; ver Apocalipse 7:1-17; 16:1-19:21).

Diante do juízo proclamado por Naum, Deus eliminará o mal do planeta Terra, e nunca mais se levantará. Por conseguinte, podemos abrigar a esperança de II Pedro 3:10-13:

“O dia do Senhor... virá... Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a Terra, e tudo o que nela há, será desnudada... Todavia, de acordo com a Sua promessa, esperamos novos Céus e nova Terra, onde habita a justiça”.

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quarta-feira, 3 de julho de 2024

Demais para…

 Devocional Diário 

Vislumbres da eternidade 

3 de julho

https://mais.cpb.com.br/meditacao/demais-para/

Demais para…

A filha de Faraó respondeu: “Vá.” A moça foi e chamou a mãe do menino. Êxodo 2:8

Essa história é muito interessante. Miriã ainda era uma adolescente quando sua mãe pediu que ela cuidasse do cesto com o bebê Moisés. Uma adolescente com as dúvidas de qualquer adolescente e as incertezas de alguém que está com sua identidade em formação. E ali ela estava, atrás dos juncos, quando a filha do faraó encontrou o menino. Miriã poderia ter permanecido em seu esconderijo, mas, com o viço e a espontaneidade próprios de uma adolescente, ela se apresentou e sugeriu uma ama para o menino. Foi um momento tenso, sem dúvida, pois quem estava ali era a filha do rei! Mas a coragem da adolescente permitiu que Moisés fosse criado pela própria mãe. Miriã fez o que devia fazer, apesar da pouca idade.

O “etarismo” (preconceito de idade) é um mal do nosso tempo. A sociedade aplica rótulos sociais e, sob tal influência, fazemos ou desejamos fazer coisas em função da idade que temos. “Sou jovem demais para assumir tal compromisso”; “estou ocupado demais para me encarregar daquilo”; “sou velho demais para lutar com isso”. Essas são algumas das frases que acompanham os que são afetados pelo etarismo. Frases que limitam as pessoas, enquadrando-as em espaços rígidos e fossilizadores.

Na área espiritual acontece o mesmo. Multidões de jovens pensam que ser religiosos e coerentes é só para depois de se tornarem adultos. Mas se equivocam, pois a Bíblia está repleta de pessoas que, como Miriã, foram fiéis ainda bem jovens. Muitos anciãos evitam fazer o que devem fazer por se sentirem sem forças e velhos. Quanto estamos perdendo por esse tipo de atitude! A experiência dos anos vividos com Cristo é de um valor incalculável. Muita gente está ocupada demais com seus negócios e afazeres, esperando que chegue o momento adequado para cumprir a missão – um momento que nunca chega. E, sem dúvida, o etarismo também afeta nossa vida espiritual.

Você não acha que já é hora de deixarmos nossas desculpas de lado e enfrentar os desafios? Há muito por fazer, e necessita-se de pessoas de todas as idades. Não existe “demais” que não possa ser superado, pois, com Cristo no coração, nunca é tarde. 


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Naum 2 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Naum 2

Comentário: Pr. Heber Toth Armí


NAUM 2 – Os profetas Naum e Jonas têm Nínive como tema central em seus livros e lidam com a relação de Deus com esta cidade pagã, imoral e perversa. Ambos anunciaram o juízo divino sobre Nínive devido à sua titânica iniquidade. No tempo de Jonas, os ninivitas se arrependeram; entretanto, no tempo de Naum, não há qualquer menção de confissão de pecados.

• Jonas enfatiza a possiblidade de misericórdia de Deus em resposta ao arrependimento humano; Naum enfatiza a justiça divina e a certeza do julgamento contra uma cidade que já havia retornado à maldade após uma fase de arrependimento.

• Jonas demonstra que Deus está incrivelmente disposto a perdoar aqueles que se arrependem sinceramente, enquanto Naum ilustra que o arrependimento superficial e temporário não impede o julgamento final de Deus contra o pecado persistente.

O arrependimento genuíno abre portas da misericórdia divina, mas se for meramente uma mudança temporária, o juízo é inevitável. Jonas exemplifica a mensagem de Amós 3:7, de que Deus não “faz coisa alguma sem revelar o Seu plano aos Seus servos, os profetas”; desta forma, Deus pretende oferecer salvação aos habitantes do mundo todo. Naum, complementando, anuncia o juízo iminente para aqueles que rejeitam o evangelho eterno (ver Apocalipse 14:6-12).

“O destruidor avança contra você, Nínive!... ‘Eu estou contra você’, declara o Senhor dos Exércitos” (Naum 2:1, 13). Do começo ao fim, Deus sentencia a capital de Assíria. Rodrigo Silva explica que “Naum escreveu na forma poética, utilizando imagens e simbolismo que o fazem próximo da literatura apocalíptica. Seu tom é marcadamente hostil contra Nínive, da qual ele descreve com maestria a futura destruição. O tema da ira divina choca-se com aquelas visões mais românticas da divindade que negam descrevê-lO como juiz e vingador. Porém, é importante reconhecer que, por trás da ira do Senhor em relação à Nínive, há uma profunda preocupação pelo sofrimento de vários povos que tinham sido conquistados, mortos, escravizados e aterrorizados por esse poder estrangeiro. Ou seja, o caráter irado de Deus justifica-se no sofrimento dos justos e opressão aos mais necessitados”.

Está claro: Deus está disposto a perdoar inclusive cidades ímpias como Nínive, caso se arrependam; no entanto, a paciência de Deus tem limites e Sua justiça prevalecerá contra a contínua maldade! Portanto, vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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Imagens da igreja

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