quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Resistir

 DEVOCIONAL DIÁRIO - VISLUMBRES DA ETERNIDADE

Quinta-feira, 29 de fevereiro

     Resistir

   Permaneçam em Mim, e Eu permanecerei em vocês. Como o ramo não pode produzir fruto de si mesmo se não permanecer na videira, assim vocês não podem dar fruto se não permanecerem em Mim. João 15:4


   Ela mal tinha entrado na adolescência quando foi trancada na torre de Constance, na pequena vila francesa de Aigues-Mortes. Marie Durand era uma jovem crente a quem aprisionaram para que ela dedurasse o irmão dela, um pastor huguenote. Ela permaneceu ali por 38 anos. Diz a tradição que, na borda de um poço daquele lugar, ela escreveu uma palavra que mostra o segredo de sua força interior: “Resistir!”

   Marie é um exemplo de resiliência, como também o são Fati Hassane, presidente de um banco de sementes do Níger; Malala Yousafzai, do Paquistão, que defende o direito que as meninas têm de estudar; ou Teresa Perales, que, apesar de ser paraplégica, tem 26 medalhas paraolímpicas. O que leva essas mulheres a serem tão diferentes? Normalmente, as pessoas resilientes realizam tarefas criativas. O esforço na busca de outras alternativas fortalece sua capacidade de enfrentar problemas. Talvez seja essa a razão para elas estarem sempre fazendo coisas novas. Elas costumam ser realistas, reconhecendo a situação em que estão. Não ficam atadas a sonhos improváveis e buscam maneiras de se adaptar sem perder sua identidade. Além disso, gostam de estar rodeadas de pessoas positivas porque, juntas, podem desenvolver novos projetos. É possível que seja essa a causa que as leve a ser pessoas de bom humor, gerando alegria em qualquer situação. Também são seres reflexivos e flexíveis. Adaptam-se aos outros para melhorar as coisas, mas o fazem meditando bem sobre o que é realmente importante. Por último, são pessoas de fé.

   Edith Stein, vítima do holocausto, escreveu: “Quanto mais escuridão se faz ao nosso redor, mais devemos abrir o coração à luz que vem do alto.” A fé em Jesus nos permite ter a verdadeira visão da existência. Graças à Sua resiliência, podemos ser resilientes. Graças à Sua morte, sabemos que teremos vida. Mas, para isso, temos que permanecer Nele. Conectados pela fé, veremos como a fortaleza, a identidade e a integridade virão naturalmente. Com Seu sangue, Ele grava em nosso coração: “Resistam!”

Jeremias 32 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Jeremias 32

Comentário: Pr. Heber Toth Armí

JEREMIAS 32 – Este capítulo complementa o anterior. Ambos retratam a esperança e a confiança no plano redentor de Deus a Israel, mesmo em tempos de crise, provação e juízo.

• Jeremias 31 estabelece a promessa de restauração e renovação feita por Deus ao Seu povo, enquanto Jeremias 32 demonstra a fé e a obediência de Jeremias ao agir conforme essa promessa, mesmo em meio às adversidades. O contexto era um período de grande tumulto e incerteza ao povo de Deus. 

• No capítulo 32 Jeremias é instruído a comprar um campo em Anatote, demonstrando sua fé na promessa divina de restauração. Esta ação simbólica mostra a confiança dele na fidelidade de Deus para cumprir Suas promessas, apesar de circunstâncias desfavoráveis. A compra do campo serve como uma confirmação prática e tangível das promessas feitas por Deus no capítulo 31. Ao comprar o campo, Jeremias demonstra sua crença na restauração futura da Terra de Judá e na fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas diante de situações críticas.

Com a ação prática de Jeremias comprar, assinar documentos, pegar a escritura e guardá-las há uma profecia prática e real ao povo de Deus, aflito por causa de Babilônia, sofrendo as consequências de seus pecados: 

“Assim diz o Senhor: ‘Assim como Eu trouxe toda esta grande desgraça sobre este povo, também lhes darei a prosperidade que lhes prometo. De novo serão compradas propriedades nesta terra, da qual vocês dizem: “É uma terra arrasada, sem homens nem animais, pois foi entregue nas mãos dos babilônios”. Propriedades serão compradas por prata e escrituras serão assinadas e seladas diante de testemunhas... porque Eu restaurarei a sorte deles’, declara o Senhor” (Jeremias 32:42-44).

O Deus da aliança promete: “Farei com eles uma aliança permanente” (Jeremias 32:40). O próprio Deus que declarou “Eu Sou o Senhor, o Deus de toda a humanidade”, também indagou: “Há alguma coisa difícil demais para mim?” (Jeremias 32:27) é Quem promete e cumprirá Suas promessas.

A aliança divina tem a ver com toda a humanidade, assim como a promessa de restauração/redenção inclui a todos nós (Romanos 8:18-23). Deus tem autoridade universal, Ele é onipotente. Somos desafiados a confiar em Seu poder e capacidade de realizar o impossível, mesmo em meio às circunstâncias mais desesperadoras. Precisamos conhecer mais Suas promessas! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Excessivamente preocupados

DEVOCIONAL DIÁRIO - VISLUMBRES DA ETERNIDADE

Quarta-feira, 28 de fevereiro

     Excessivamente preocupados


   A parte que caiu entre espinhos, estes são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. Lucas 8:14, 15.


   A terapeuta estendeu seu braço na direção de um copo com água até a metade e perguntou para a classe quanto pesava aquele copo. As repostas giraram em torno de 250 gramas. A jovem doutora fez lembrar que ela não estava falando do peso absoluto, mas do peso relativo. Alguns responderam que 250 gramas era pouco, mas tiveram que aceitar que tudo dependia do tempo. Se segurassem o copo por um minuto, pesaria pouco, mas se tivessem que segurá-lo por uma hora, pesaria muito. Após a ilustração veio a aplicação: “As preocupações são como este copo com água. Se você pensar nelas por um instante, tudo bem. Se pensar nelas um pouco mais, começará a doer. Se pensar nelas o dia todo, você acabará se sentindo paralisado e incapaz de fazer qualquer coisa.”

   Jesus disse o mesmo, mas, valendo-Se de um exemplo da cultura campestre, falou de um semeador que saiu a semear. Parte das sementes caiu entre espinhos e foi sufocada nesse ambiente adverso. Cristo fala de quão difícil é crescer se só pensamos em riquezas e prazer. Ele também mencionou o excesso de preocupação, que revela falta de segurança. Essa atitude nos deixa instáveis e enfraquecidos na fé. A verdadeira fé produz confiança em Deus e constância de caráter.

   A semente que caiu em terra boa cresceu de forma constante e deu frutos naturalmente. Somos chamados para ser pessoas que se preocupam apenas na medida necessária para avançarmos na vida espiritual. Por quê? Em primeiro lugar, porque temos em quem confiar. Deus não falha. Portanto, a ansiedade não deveria controlar nossa existência, pois não há motivo para ser assim. Antes de mais nada, a fé é confiança, e a confiança não tem medo da incerteza. Em segundo lugar, porque, embora os problemas nos afetem, eles têm solução. Nossa cosmovisão nos proporciona um horizonte onde há esperança, e a esperança é a melhor saída para qualquer tribulação.

   Em síntese, proponha-se a assumir uma atitude de bondade e equilíbrio; coloque-se nas mãos de Deus e se preocupe apenas na medida necessária para você crescer. 

Jeremias 31 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse


Leitura Bíblica – Jeremias 31
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 31 – Estamos diante de uma das passagens mais poéticas e significativas do Livro de Jeremias, a qual retrata a promessa de restauração e renovação feita por Deus ao Seu povo, exilado na Babilônia.

• O capítulo inicia (vs. 1-17) com promessas de restauração, que traria alegria e esperança que acompanham essa promessa; para isso, Jeremias usou metáforas e imagens: Uma nova primavera após um longo inverno de sofrimento. “Pois a Sua ira [de Deus] só dura um instante mas o Seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria”, declara Davi (Salmo 30:5). O amor de Deus é imensurável pelos pecadores!

• Na sequência, Jeremias trata do amor eterno de Deus por Seu povo utilizando imagens de reconciliação e renovação do relacionamento entre Deus e Israel. A restauração é resultado de um relacionamento pessoal, íntegro e íntimo com Deus; dessa relação alicerçada na fidelidade reside o plano redentor de Deus para toda a humanidade. Assim, uma nova aliança é revelada ao remanescente que retornaria à Terra Prometida (Jeremias 31:18-37).

• O capítulo encerra (vs. 38-40) confirmando a promessa de restauração para os judeus, revelando prosperidade e segurança ao povo de Deus sob a nova aliança.

Hebreus 8:8-12 é uma citação direta de Jeremias 31:31-34. Ambas as passagens tratam da instituição de uma nova aliança entre Deus e Seu povo. Em Jeremias, é profetizado que essa nova aliança iria diferir da antiga, quebrada pelo povo de Israel, agora a Lei seria escrita no coração dos crentes. Em Hebreus, essa nova aliança é associada à promessa de Deus de colocar Suas leis na mente e escrevê-las no coração dos fiéis.

Tanto em Jeremias quanto em Hebreus, destaca-se que, através dessa nova aliança, o perdão seria outorgado ao povo. Deus não mais Se lembraria dos pecados do povo, pois será misericordioso para com Suas iniquidades.

Jeremias e Hebreus falam sobre um relacionamento íntimo entre Deus e Seu povo. Os dois livros afirmam que todos, do menor ao maior, conhecerão a Deus pessoalmente, sendo Seus discípulos fiéis. A aliança com os judeus é a mesma para os cristãos!

Em Jeremias 31 temos o cerne do evangelho, que revela o divino amor redentor. Reavivemo-nos renovando nosso compromisso com o Deus da aliança! – Heber Toth Armí.
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Lecitina espiritual

DEVOCIONAL DIÁRIO - VISLUMBRES DA ETERNIDADE

 27 de fevereiro

Lecitina espiritual

   Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Por isso, permaneçam firmes e não se submetam, de novo, a jugo de escravidão. Gálatas 5:1

   A cidade de Maó, na ilha de Minorca, é famosa por ser a origem de um dos produtos gastronômicos mais reconhecidos no mundo: a maionese. Embora esse ingrediente seja tão comum na cozinha mediterrânea, mal se conhece a complexidade do seu processo de produção. Por quê? Porque há elementos na natureza que não se misturam, e esse delicioso tempero é composto por dois deles. Certamente você já tentou mais de uma vez unir água e óleo e observou que, por mais que sejam agitadas, as duas substâncias voltam a se separar. A maionese é composta de óleo e água (porque o ovo é composto de 80% de água). Como é que esses elementos se misturam? Por causa de uma substância que se encontra no ovo que permite que, juntos, os dois elementos criem uma emulsão. Essa substância é a lecitina. Sem a lecitina não haveria maionese.

   O que dá estabilidade à vida espiritual de um cristão? Existem dois elementos que parecem impossíveis de ser misturados: a fé e as obras. Já sabemos que há os que vivem só de obras. Para esses nunca há o suficiente para pagar a salvação. Há também os que vivem só de fé, desvinculados da realidade, ilhados no misticismo do intangível. Todavia, valendo-nos da comparação com a maionese, Jesus, como a lecitina, chega à nossa vida, e o impossível se torna realidade. Cristo é a emulsão que nos converte em pessoas religiosas, de fé e de obras. Como disse Ellen G. White, “é essencial ter fé em Jesus e acreditar que você é salvo por meio Dele; mas há perigo em assumir a posição que muitos assumem ao dizer: ‘Estou salvo.’ Muitos têm dito: ‘Realize boas obras e você viverá’; mas, sem Cristo, ninguém pode fazer boas obras. Muitos, nos dias atuais, dizem: ‘Creia tão somente; creia e você viverá.’ A fé e as obras andam juntas; o crer e o fazer se misturam entre si” (Review and Herald, 1° de novembro de 1892).

   O que devemos fazer quando a maionese desanda? É fácil: mais ovo, ou seja, mais lecitina. O que devemos fazer quando voltamos a ser escravos do pecado? É fácil: arrependimento e mais Cristo em nossa vida. E não se esqueça: Cristo sempre é o fundamento de uma religião bem construída.

Jeremias 30 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 30
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 30 – A Bíblia é bem mais que um livro comum. Ela existe porque Deus pediu que Suas Palavras fossem escritas.

Em Jeremias 30, “o profeta foi instruído a escrever o que foi revelado a ele a respeito da restauração de Israel, e este registro é encontrado nos cap. 30 e 31. Essas promessas da restauração futura foram registradas pelo profeta imediatamente após a troca de cartas no cap. 29”, argui o Comentário Bíblico Adventista.

Ao considerarmos Jeremias 30, encontramos o próprio Deus instruindo Seu profeta a escrever Suas Palavras que lhe foram reveladas sobre a restauração de Israel. Este registro, que abrangem os capítulos subsequentes, é uma manifestação tangível da tamanha importância da Palavra escrita de Deus. Alguns pontos merecem ser analisados:

• A Palavra escrita é duradoura e acessível. Enquanto a transmissão oral de ensinamentos e histórias pode ser suscetível a distorções e esquecimento mais que aquilo que foi registrado, um registro escrito oferece uma forma concreta e duradoura de preservar a mensagem de Deus de forma mais pura. Isso garante que gerações futuras tenham acesso à mesma revelação divina entregue aos antepassados.
• A Palavra escrita tem a capacidade de alcançar um público mais amplo. Enquanto a pregação oral é limitada a determinado grupo de pessoas num determinado momento, um texto pode ser traduzido e distribuído para alcançar pessoas em todas as partes do mundo – para todas as épocas. Isso implica que a mensagem de Deus não está confinada a uma cultura, língua ou período de tempo específico; é aceitável a todos, em todos os lugares. O que foi enviado à Babilônia, chegou até nós hoje, graças à escrita!
• A Palavra escrita de Deus é uma fonte de autoridade e orientação para aqueles que buscam viver uma vida em conformidade com Sua vontade. Em um mundo repleto de opiniões e ideologias conflitantes, as Escrituras fornecem um fundamento sólido e inabalável sobre o qual construir nossa vida e tomar decisões.

Jeremias 30 foi uma fonte de esperança e consolo para o povo de Deus num período de grande tribulação. Mesmo enfrentando o exílio, podiam confiar nas promessas registradas por Jeremias de que Deus ainda estava no controle e que um futuro de restauração e bênção estava reservado para eles.

Também precisamos dessas verdades! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Gambito

 Gambito

Meus amados irmãos, sejam firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o trabalho de vocês não é vão. 1 Coríntios 15:58

Embora nem todo tipo de recreação seja aconselhável, podemos pelo menos tirar lições espirituais de alguns jogos. O xadrez, por exemplo, pode servir de ilustração para a vida cristã. Você sabe o que é um “gambito”? Consiste em sacrificar uma peça do tabuleiro com o objetivo de obter uma posição mais vantajosa. Quem usa essa estratégia tem grandes chances de vencer a partida. Pensando na vida cristã, a mesma coisa acontece. Vivemos experiências adversas para que, com o tempo, compreendamos que elas foram para nosso benefício. Embora dolorosas, agradecemos depois a Deus por elas.

Conheço uma jovem professora que prestou concurso para um cargo público. Um dos exames seria realizado no sábado, e ela, como prevê a lei, pediu que mudassem a data. A mídia divulgou o caso e publicou notícias depreciativas, o que gerou uma atitude negativa nos examinadores. A jovem não passou no concurso, enquanto outras professoras, da mesma igreja, que foram fazer o exame no sábado foram aprovadas. Como entender isso? O fiel não prospera? Claro que prospera, mas é que ainda estamos na metade do jogo. Um gambito não significa que a partida acabou. Estou certo de que, lá na eternidade, quando essa professora olhar para trás, verá que aquela experiência permitiu que ela crescesse e amadurecesse como pessoa.

Aos olhos de todos, Cristo sofrera uma derrota brutal ao ser pendurado na cruz. Seu corpo inerte pendendo no madeiro poderia representar uma vitória do mal. Mas era, na verdade, o movimento imprescindível para que a jogada magistral de Deus fosse realizada. Um gambito – o Filho de Deus crucificado – em troca de milhões e milhões de salvos. Bem que a jogada valeu a pena! Penso em Maria, mãe de Jesus. Penso naquele sábado de silêncio, nos discípulos aterrorizados e desamparados, nas multidões sem esperança. Mas veio o terremoto e O despertou da morte. Milhares de ressuscitados deram testemunho de Sua jogada.

Estamos na metade da partida e nem sempre entendemos o jogo. É lógico: nosso Pai joga bem melhor do que nós. Ele sabe o que faz. Permita que Ele movimente a peça. No fim, você será o vencedor. 

Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
26 de fevereiro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/gambito/
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Jeremias 29 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 29
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 29 – Neste capítulo encontramos “várias cartas: uma de Jeremias aos exilados (vs. 1-14); outra sobre os falsos profetas judeus na Babilônia, à qual Jeremias respondeu (vs. 15-23); outra ainda de Semaías para os sacerdotes do templo, falando sobre Jeremias e que o profeta leu (vs. 24-29); e mais uma de Jeremias aos exilados, falando sobre Semaías (vs. 30-32). Manter uma correspondência como essa não era difícil naqueles dias, pois havia missões diplomáticas frequentes entre Jerusalém e Babilônia (v. 3), e Jeremias tinha amigos nos altos calões do governo”, sintetiza Warren Wiersbe.

O uso de cartas para orientar o povo de Deus quanto aos falsos profetas, pregadores fraudulentos e mestres enganadores com mensagens falsas de esperança foi uma prática crucial na época de Jeremias, e continuou sendo relevante no Novo Testamento. Há muitos textos apologéticos escritos em forma de epístolas cristãs mostrando quão importante é defender a verdade frente à tantas investidas contra ela.

• As cartas permitiam que Jeremias se comunicasse diretamente com os exilados e outros membros do povo de Deus, oferendo orientação clara e direta sobre questões importantes, como identificar falsos profetas e discernir a verdadeira esperança.

• As cartas eram uma maneira eficaz de preservar a mensagem de Jeremias e disseminá-la entre o povo disperso. Mesmo quando não era possível estar presente pessoalmente, Jeremias podia enviar suas instruções e advertências por escrito. Isso era uma forma de desenvolvimento tecnológico da época, mostrando que hoje podemos utilizar meios de comunicação desenvolvido na atualidade, como redes sociais, e-mails, bloggers, etc.

• As cartas foram úteis para que o profeta lidasse com os desafios de sua época com os falsos pregadores, que enganavam ao povo com mensagens de esperança falsa e ilusória. Jeremias respondeu a esta crise espiritual de maneira precisa e oportuna – temos muito que aprender com esse profeta ágil e habilidoso daquele tempo.

• As cartas serviam para Deus cuidar de Seu povo através da escrita dos profetas. Jeremias garantia a fidelidade ao verdadeiro ensino divino através de suas missivas e protegia o povo da decepção e do erro espiritual. Desta forma, podemos afirmar que as Escrituras Sagradas são cartas de Deus para nós, visando proteger-nos e orientar-nos em meio a tantas vozes enganadoras de hoje.

Leiamos atentamente as cartas de nosso amoroso Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 25 de fevereiro de 2024

Areias movediças

 Areias movediças

Tirou-me de um poço de perdição, de um atoleiro de lama; colocou os meus pés sobre uma rocha e firmou os meus passos. Salmo 40:2

Estávamos fazendo uma caminhada e atravessamos um rio. À minha frente, ia meu professor de Biologia. Em dado momento, achei que outra área da margem fosse mais sólida e fui até lá. Foi só eu pisar na terra que comecei a afundar. Foi um momento de incerteza, até que me alcançaram e, a muito custo, saí dali. Nunca vou me esquecer da terrível sensação de instabilidade.

Davi faz referência a uma situação semelhante ao comparar sua vida sem Deus. O Senhor o havia tirado do lamaçal e o colocara em solo firme. É possível que, em diversas ocasiões, você tenha se sentido como Davi no Salmo 40, no meio de areias movediças e com medo de que a vida lhe estivesse puxando para baixo. Mas Deus é capaz de tirar você dessas situações. Ele lhe dá estabilidade e fortalece seu caminhar.

Em hebraico, um dos significados da palavra fé faz referência a essa estabilidade que a confiança em Deus traz. Aparece em Deuteronômio 32:4, quando diz: “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os Seus caminhos são juízo. Deus é fidelidade, e Nele não há injustiça; é justo e reto.” Não existe instabilidade em Deus, pois Ele é a Rocha, o Ser mais confiável do Universo. Etã, o ezraíta, é um dos salmistas que melhor descrevem essa fé. No Salmo 89, ele diz que nunca deixará de falar dela (v. 1), que se estabelece em cada recanto do Universo (v. 2), que os santos a celebram (v. 5), que rodeia a natureza de Deus (v. 8), que é essencial na relação com o Senhor (v. 24), que jamais lhe faltará (v. 33) e que é a mesma fé que o relacionou com Davi (v. 49). Em resumo, é uma fé que cria vínculos, que dá segurança e fortaleza.

O que é que lhe traz insegurança? Será o futuro em seu emprego? A situação econômica? Uma vida espiritual irregular? O sentimento de culpa? Se for isso, pare de se afundar. É hora de sair do lodo viscoso, das areias movediças da vida. É impossível fazer isso sozinho; você precisa Dele. Você precisa se agarrar, pela fé, à Rocha. A Bíblia diz que Deus tudo pode e que Ele ama você de maneira plena. Você só tem que pedir, e Ele vai lhe dar a estabilidade de Etã e de Davi, pessoas que se firmaram no Senhor.

Devocional Diário 

Vislumbres da eternidade 

25 de fevereiro

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Jeremias 28 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 28
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 28 – Da mesma forma que o povo de Judá precisou lidar com escolhas difíceis baseadas nas mensagens de verdadeiros e falsos profetas, também somos desafiados a discernir e seguir a vontade de Deus em meio a uma sociedade impregnada de vozes e perspectivas conflitantes.

O contexto histórico do livro de Jeremias é o período que antecede e inclui a queda de Jerusalém e o Reino de Judá diante da invasão babilônica no século VI a.C. Nessa época Jeremias pregou advertindo ao povo sobre a iminente destruição devido à infidelidade social e religiosa. No capítulo 28, Jeremias confrontou Hananias, um falso profeta que contradisse suas mensagens, afirmando que o cativeiro babilônico terminaria rapidamente. Jeremias, por sua vez, sustentara que o exílio duraria 70 anos, conforme Deus lhe revelara.

Como identificar um profeta verdadeiro entre falsos profetas?

• Primeiramente, é preciso estar ciente que a única autoridade para a fé e prática é a Palavra de Deus, esse é o princípio do Sola Scriptura. A mensagem de Jeremias é autenticada como verdadeira, porque está alinhada com profecias anteriores (Levítico 26:1-46; Deuteronômio 28:1-68; etc.).
• Em segundo lugar, é necessário adotar a totalidade das Escrituras ao interpretar um texto específico. Diferentemente de Jeremias, Hananias parece ser motivado em agradar a si mesmo e seus ouvintes, oferecendo uma mensagem mais otimista em contraste com a “severidade” das advertências de Jeremias – a qual está em harmonia com a vontade de Deus em toda a Escritura (II Crônicas 36:15-23).

Sob as lentes do Sola e Tota Scriptura, o confronto entre Jeremias e Hananias lembra-nos da importância da autoridade das Escrituras na formação da fé e no discernimento da verdade. Jeremias manteve sua posição com base nas promessas e profecias anteriores, enquanto Hananias negligenciou ou reinterpretou seletivamente a revelação divina, tornando-a mais agradável, interessante.

A linguagem e a retórica utilizadas por Jeremias e Hananias revelam suas respectivas convicções e estratégias de comunicação. Enquanto Jeremias é incisivo e firme em sua proclamação, Hananias é mais conciliador e assertivo em suas afirmações.

O confronto entre Jeremias e Hananias destaca a importância da interpretação profética cuidadosa das Escrituras, especialmente diante de crises em que várias vozes concorrentes surgem, apresentando interpretações divergentes.

Aprendamos a discernir a voz de Deus em meio às múltiplas vozes contemporâneas! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 24 de fevereiro de 2024

Essa é a história

 Essa é a história

Nós, porém, invocaremos o nome do Senhor, nosso Deus. Salmo 20:7

Talvez seja minha interpretação da história. Talvez minha cosmovisão faça com que eu a perceba dessa maneira. O certo é que foi assim que vivi essa história e é assim que eu a conto, para que você se lembre de que Deus é grande e de que Ele participa das nossas histórias.

Sempre gostei do texto de 2 Crônicas 7:11: “Assim, Salomão acabou de construir a Casa do Senhor e o palácio real. Tudo o que Salomão tinha planejado fazer na Casa do Senhor e no seu palácio ele efetuou com sucesso.” Várias razões fazem desse um verso relevante para mim. Em primeiro lugar, Salomão é um personagem muito emblemático para os que vivem no mundo acadêmico, pois ele se destaca ao colocar a sabedoria acima de qualquer outra coisa. Em segundo lugar, porque decide colocar as coisas espirituais em seu devido lugar, isto é, na primeira posição. Mas, para ser sincero, eu achava que ele fosse um modelo para outra época. Até que passei pela seguinte experiência.

A Universidade Adventista do Prata já levava várias décadas sem um templo, e os cultos eram realizados no ginásio poliesportivo. Como esse espaço não contava com ar-condicionado, passávamos frio no inverno e calor no verão. Na sexta-feira, o local era organizado como igreja e, no domingo, como um espaço esportivo. Mas foi dado um passo de fé. Investiu-se o que não se podia investir, e as obras da casa de Deus avançaram. Os membros, desde os mais idosos até os mais jovens, ajudaram na construção, e quando os caminhões trouxeram os bancos, dezenas de pessoas se dispuseram para descarregá-los. Sem dívidas, a obra foi concluída e, com espírito de gratidão, oferecida a Deus. Valeu a pena! Agora tínhamos silêncio, conforto, proximidade e – que bom! – a presença de Deus.

Econômica e academicamente, a universidade começou a prosperar. Embora o país passasse por dificuldades, inflação e instabilidade política, vimos a mão de Deus atuando sobre nosso colégio.

Talvez seja a minha interpretação da história e alguns questionem essa maneira de pensar. Pode ser. O certo é que foi assim que vivi essa história e é assim que eu a conto, para que você se lembre de que Deus é grande e de que Ele participa das nossas histórias. Jamais se esqueça disso. 

Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
23 de fevereiro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/essa-e-a-historia/

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Jeremias 27 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 27
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 27 – O profeta foi ordenado por Deus a enviar mensagens aos reis de Edom, Moabe, Amom, Tiro e Sidom – nações pagãs –, bem como ao rei de Judá, advertindo-os de que devem submeter-se ao jugo de Nabucodonosor, caso contrário, enfrentariam a destruição.

Embora Jeremias fosse profeta de Judá, sua responsabilidade incluía transmitir a Palavra de Deus a outras nações e líderes estrangeiros (Jeremias 1:4). Pois o Deus de Israel é soberano sobre todas as nações, Ele é o Criador da Terra e de seus habitantes, inclusive os animais. Como proprietário de todas as terras, Deus a dá a quem Ele quiser:

“Agora, Sou Eu mesmo que entrego todas as nações nas mãos do meu servo Nabucodonosor, rei da Babilônia, sujeitei a ele até mesmo os animais selvagens. Todas as nações estarão sujeitas a ele, a seu filho e a seu neto; até que chegue a hora em que a terra dele seja subjugada por muitas nações e por reis poderosos” (Jeremias 27:5-7).

Os falsos profetas ignoram a grandeza, majestade e soberania de Deus. Por conseguinte, falam mentiras como se fossem verdades. Jeremias adverte contra os pregadores da falsidade. Embora alertara veementemente que os pagãos não ouvissem seus profetas falsos, seus adivinhos, seus intérpretes de sonhos, seus médiuns e seus feiticeiros que contrariam a mensagem de Jeremias (Jeremias 27:8-11), o povo de Deus não estava livre de pregadores enganadores; por isso, Jeremias entregou a Zedequias, rei de Judá, e aos sacerdotes do templo, a mesma mensagem – havia apenas alguns acréscimos relacionados à mobília do templo (Jeremias 27:12-21).

Todos devem saber que Deus está no controle. Como Soberano Ele conduz a História do mundo (Jeremias 27:21). Diante disso, ouvir pessoas que não ouvem a Deus significa trilhar o caminho da desgraça, do sofrimento e da destruição. Portanto,

• É essencial discernir entre as vozes que realmente representam a vontade de Deus e aquelas que não o fazem.
• Devemos estar dispostos a seguir as instruções divinas, mesmo que pareçam absurdas ou contrárias à sabedoria humana.
• Em vez de confiar em nossa própria compreensão ou na sabedoria humana, devemos buscar continuamente a orientação divina em todas as áreas da vida.

Seguir os princípios bíblicos nos conduzem ao caminho da vida que Deus deseja para todos nós! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

A única rocha

 A única rocha

Pois quem é Deus além do Senhor? E quem é Rocha senão o nosso Deus? 2 Samuel 22:32, NVI

Davi se livrara da perseguição de Saul e de seus inimigos e, em um ato de louvor, começou a cantar um hino: “O Senhor é a minha Rocha, a minha Fortaleza e o meu Libertador; o meu Deus é a minha Rocha, em que me refugio” (2Sm 22:2, 3, NVI). Aqui Davi pronuncia sua confiança no Eterno e sua decisão de tornar o Senhor seu único Deus.

Essa não era a atitude religiosa que os hebreus costumavam ter naquela época. A maioria cria em Deus e, embora O considerasse o mais importante, também adorava outros deuses. Alguns, por conta de tradições familiares, gostavam de incluir seus antepassados em seus ritos. Outros, mais hedonistas e dados aos prazeres, preferiam adorar as deusas cananeias. Esses eram fascinados pelas festas celebradas na escuridão dos bosques ou no alto das colinas. Foram encontrados restos arqueológicos de centros de adoração hebraicos que representam o Senhor como uma grande pedra, sendo que, a Seu lado, aparecem outras pedras menores, possivelmente deusas como Anate ou Aserá.

Entretanto, Davi proclamava abertamente: “Quem é Deus além do Senhor? E quem é Rocha senão o nosso Deus?” Não há ninguém, absolutamente ninguém, que seja Deus; ninguém, exceto o Senhor. Ninguém tem o poder de ser a Rocha. Ele é a fonte de toda estabilidade, e Seu poder é único.

Por vezes, somos tentados a nos apoiar sobre outras plataformas além da divina. Achamos que, se trabalharmos arduamente e tivermos sucesso econômico, tudo estará assegurado. Colocamos uma pedra ao lado da pedra de Deus. Supomos que se formos inteligentes e tivermos muitos contatos e amizades, a vida ficará mais tolerável. E colocamos outra pedra. Cremos que, por termos muitas responsabilidades eclesiásticas e realizarmos um monte de boas obras, de alguma maneira estamos ajudando em nossa salvação. Outra pedra, e outra, e talvez mais outra. Até que nossas pedras encobrem a de Deus. Um dia, vem o terremoto da adversidade e compreendemos a futilidade de nossas pedras. Somente então entendemos que só há uma Rocha.

Não permita que suas pedras distraiam você. Suba na Pedra verdadeira e exclame: “O Senhor é a minha Rocha, a minha Fortaleza e o meu Libertador”.

Devocional Diário 

Vislumbres da eternidade 

23 de fevereiro

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Jeremias 26 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 26
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 26 – A Palavra de Deus no livro de Jeremias mistura repreensão, advertência, promessa de restauração, justiça, misericórdia, fidelidade e aliança. Deus o escolheu para revelar Suas mensagens para aquele tempo e para a história. Ele denuncia a idolatria, a injustiça social, a corrupção e a rebeldia, e mostra que, sem reação positiva ao chamado para voltar-se a Deus, as consequências seriam nefastas.

Por mais habilidoso que fosse Jeremias nas palavras, seus ouvintes não reagiram como deveriam. Embora não fossem apenas negativas – havia graça, misericórdia, promessa de restauração, esperança em suas mensagens – mesmo assim o povo voltou-se contra o representante de Deus. Por conseguinte, o profeta experimentou profundamente o fardo de proclamar a Palavra divina, como se vê na tentativa de matá-lo em Jeremias 26.

Jeremias não foi o único a sofrer o peso da Palavra profética. Havia também um homem que profetizava contra Jerusalém e Judá, chamado Urias, filho de Semaías, de Quiriate-Jearim. Quando o rei Jeoiaquim e seus oficiais ouviram suas palavras, procuraram matá-lo, mas Urias fugiu ao Egito. No entanto, Jeoiaquim mandou homens para trazê-lo de volta, e então foi morto pelo rei do povo de Deus (Jeremias 26:20-23). Graças a Aicão, filho de Safã, Jeremias não teve o mesmo destino que Urias (Jeremias 26:24).

Porém, Jeremias fora levado perante líderes espirituais, bem como perante o povo, para ser julgado por suas palavras proféticas. Contudo, alguns anciãos o defenderam com base nas Escrituras, nas profecias de Miquéias, não com base no gosto pessoal (Jeremias 26:1-19). Daqui, extraímos importantes lições de vida:

• Todo líder espiritual deve ser avaliado pela Palavra de Deus, não pelo gosto pessoal para não cairmos no engano que resultará em grande mal.
• O pregador enraizado nas Escrituras deve ser respeitado e protegido, pois suas mensagens não são meramente suas opiniões, mas revelações divinas.
• Como os nobres de Judá que defenderam Jeremias com base nas profecias de Miquéias, devemos examinar as Escrituras para confirmar a veracidade das mensagens que ouvimos.
• Não devemos seguir pregadores por preferência pessoal ou afinidade. A verdade das Escrituras deve ser valorizada acima de qualquer inclinação pessoal.
• Em vez de seguir cegamente o que ensinam certos líderes religiosos, devemos examinar tudo à luz da Bíblia, como fizeram os bereanos em Atos 17:10-12.

Reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Remake

 Remake

Isaque, pois, ficou em Gerar. Gênesis 26:6

O filme “Que Espere o Céu” é um dos mais recriados na história do cinema. Um dos remakes que causou mais impacto leva o título de O Céu Pode Esperar (1978). Um remake só pode ser feito de um filme, uma vez que, por se tratar de ficção, a repetição é aceitável.

Já não é tão normal encontrar em um texto histórico um conteúdo quase idêntico a outro anterior, que é o que ocorre com Gênesis 20 e 26. Ambos os relatos ocorrem em Gerar, principal cidade dos filisteus. Nos dois casos, o protagonista (Abraão ou Isaque) tem medo de dizer quem é sua esposa, por ela ser bela. Ambos chegam a mentir, dizendo que ela é irmã. As duas histórias apresentam um tal de Abimeleque, rei local, que se enamora das esposas-irmãs (Sara e Rebeca). Ele é castigado por um pecado que ignora e recrimina os protagonistas (pai e filho). No fim, tudo acaba bem.

Tantas são as coincidências que alguns estudiosos chegaram a pensar que os relatos foram inventados. Ambos ocorrem em tempos de fome. A região de Gerar era mais propícia para a obtenção de recursos alimentícios; portanto, é lógico que tanto Abraão quanto Isaque se dirigissem a áreas férteis como aquela. Tanto um protagonista quanto o outro tinham parentesco com as respectivas esposas, e dizer que elas eram suas irmãs (expressão hebraica que pode incluir primas e tias) não era totalmente mentira em nenhum dos casos. Também não é de se estranhar que o gene da beleza fosse comum nas mulheres da família e que isso causasse um certo temor, pois os filisteus não eram exatamente pessoas pacíficas.
Resta a questão da mentira. Nesse caso, só temos que nos lembrar do ditado que diz: “O homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra.” Ocorre que somos humanos e nos equivocamos, assim como se equivocaram nossos pais e como, infelizmente, se equivocarão nossos filhos.

O que verdadeiramente importa nessas narrativas é que, apesar dos remakes, a paciência de Deus não acaba facilmente, nem as oportunidades se esgotam. Podemos afirmar que “O Senhor é o único Deus que nos acolhe duas vezes diante da mesma transgressão.” É por isso que o salmista nos faz lembrar: “Ele fez memoráveis as Suas maravilhas; bondoso e compassivo é o Senhor” (Sl 111:4). Louvado seja nosso Deus! 

Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
22 de fevereiro
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Jeremias 25 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 25
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 25 – A profecia é interessante. Deus revela eventos impressionantes antes mesmo de ocorrerem. Pelo menos 5 informações relevantes encontramos em Jeremias 25:

• Deus declara que enviaria Nabucodonosor, rei da Babilônia, para punir Judá – Seu povo, e as nações ao redor devido à infidelidade e suas iniquidades (Jeremias 25:1-11).

O tema do juízo sobre Judá e Jerusalém é recorrente na Bíblia toda. A destruição de Jerusalém e o exílio do povo judeu para a Babilônia são eventos históricos documentados em II Reis e II Crônicas. Profetas como Isaías e Miquéias também profetizaram sobre o juízo iminente sobre Judá por causa de sua infidelidade a Deus e a injustiça para com o próximo – referindo-se às duas tábuas da Lei. Moisés, especificamente, profetizara que o afastamento de Deus, dispersaria o povo entre as nações (Deuteronômio 4:25-31).

• Deus revela que as nações serviriam ao rei da Babilônia por um período de setenta anos (Jeremias 25:11-14).

Textos como este foi alvo de estudo e reflexão de Daniel, especialmente no capítulo 9, onde o profeta buscou entender o tempo do exílio babilônico.

• Deus explica o motivo do julgamento da maldade através de uma lista de nações que serão punidas e entregues ao domínio de Nabucodonosor (Jeremias 25:15-29).

A ideia de Deus julgando não apenas Israel, mas também as nações, é comum em várias partes da Bíblia. Por exemplo, Joel fala sobre o julgamento das nações no “Vale da Decisão” (Joel 3:1-3, 12-14); e Sofonias também descreve o julgamento de várias nações (Sofonias 2:4-15).

• Deus promete punir também a Babilônia que serviu de instrumento em Suas mãos para executar justiça no mundo, pois inclusive eles praticaram maldades (Jeremias 25:12-14, 29-38).

Inúmeros textos profetizaram a queda de Babilônia, especialmente Isaías (Isaías 13:1-22; 47:1-15). João apoiou-se nestas profecias para descrever o julgamento final (Apocalipse 17:1-18:24).

• Deus menciona uma taça cheia de vinho da Sua ira, que Ele mesmo faria com que as nações bebessem até ficarem embriagadas, representando o julgamento e a punição que enviaria sobre elas (Jeremias 25:15-29).

Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento a ideia da taça da ira divina é utilizada para descrever o juízo sobre os pecadores impenitentes (Salmo 75:8; Apocalipse 14:9-10; 16:19; 19:15).

Estudar a Bíblia expande a mente! Reavivemo-nos com a riqueza de sua mensagem! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Jeremias 24 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 24
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 24 – Aqui encontramos um chamado à reflexão sobre nossa relação com Deus e nosso compromisso com Sua vontade. Permita que Deus fale profundamente ao teu coração; para isso, dedique-se à oração por compreensão.

“O contexto sugere que a visão ocorreu pouco depois de Jeoaquim ter sido levado cativo (597 a.C.)”, indica o Comentário Bíblico Adventista. O texto profético informa que Jeremias viu dois cestos de figos postos diante do Templo. Assim, Deus usou o símbolo dos figos bons e maus numa profecia visando comunicar uma mensagem visualmente poderosa e acessível ao povo. Os figos representavam os judeus da época de Jeremias:

• Os figos bons simbolizavam aqueles que foram exilados para a Babilônia, enquanto os figos ruins representaram aqueles que permaneceram na terra de Judá. Desta forma, os símbolos serviram para ilustrar a distinção entre os fiéis que Deus preservariam e os ímpios que sofreriam o julgamento divino.
• O cativeiro babilônico foi representado pelos figos bons, pois mesmo no exílio, o povo poderia ser restaurado e renovado espiritualmente. Por outro lado, os figos ruins representam aqueles que permaneceram na terra e enfrentaram a devastação e a destruição.

“Os que fossem levados cativos estavam destinados a se sair melhor do que os que permanecessem na terra. Eles pareciam dispostos a aceitar a liderança de Deus, mesmo que isso significasse um cativeiro pessoal” (CBASD).

O símbolo profético desta visão de Jeremias ensina-nos atualmente sobre a justiça de Deus e Sua fidelidade em distinguir os justos e os ímpios. Desta forma, somos incentivados a considerar nossas escolhas e ações, reconhecendo que elas têm resultados tanto a curto quanto a longo prazo (Apocalipse 22:11-15).

Aprofundando, é possível perceber que Deus não tolera o pecado, por isso o exílio; mas, também demonstra Sua misericórdia ao disciplinar Seu povo objetivando levar pessoas ao arrependimento e à redenção. Para isso, carecemos de discernimento espiritual para conhecer as intenções divinas e os propósitos sublimes em nossa vida!

Num mundo marcado por buscas incessantes de conforto e prazer, a ideia de submeter-se à disciplina pode parecer contraintuitiva e inclusive objetável. Contudo, quando rendemo-nos à vontade de Deus, arrependidos de nossos pecados, encontramos reavivamento espiritual, renovação e crescimento, e a promessa da preservação divina mesmo em meio às dificuldades (Jeremias 24:4-7; Apocalipse 3:19-21).

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Oportunidades

 Oportunidades

Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. João 12:24

Foi muito triste o que aconteceu com Judas. Satanás o havia induzido a trair o Mestre. O ponto fraco do discípulo era o dinheiro. Sua condição era tão patética que não hesitou em entregar Jesus com uma das maiores expressões de carinho: um beijo. Que paradoxo! Ele sabia onde poderia encontrar o Mestre, pois eles haviam se reunido muitas vezes naquele lugar. Podemos até perguntar: Será que tantos momentos de companheirismo e amizade não serviram para nada? Bem, esse é um dos efeitos do pecado. Ele converte os amigos em coisas, modifica as lembranças a seu bel-prazer, desfigura as relações. Mateus 27:3 diz que, depois de entregar Jesus, Judas ficou com remorso. Algumas versões dizem que ele “se arrependeu”, mas o verbo original (metamelomai) tem um significado mais superficial. Algo como “lamentar-se”. O lamento não é o mesmo que o arrependimento, pois está vinculado ao medo das consequências. Esse sentimento não provocou mudança, e Judas acabou se enforcando. Que fim lamentável!

Com Pedro foi diferente. Ele negou o Mestre três vezes e não hesitou em usar os piores perjúrios que conhecia. Em Mateus 26:75 afirma-se que, ao se dar conta do que havia feito, ele “chorou amargamente”. Poderíamos pensar que, como Judas, aquilo fosse um simples lamento; mas, quando observamos sua conduta, chegamos à conclusão de que era arrependimento verdadeiro. Por quê? Por causa das mudanças. Em João 21:17, quando Pedro teve a oportunidade de esclarecer as coisas com o Mestre, ele ficou “triste” (lype?). Essa é uma palavra que fala de um sentimento profundo e verdadeiro.

Judas só pensava em seu bolso, chegando a crer que seu pecado podia ser solucionado se devolvesse as 30 moedas. Ele não havia entendido que, quando nos equivocamos, a culpa é nossa e a solução é de Outro. Pedro, após três anos vivendo com o Mestre, compreendeu a grandeza do Pescador de homens. Ele queria passar por uma “repescagem” e procurou Aquele que gosta de dar novas oportunidades. É só ler a Bíblia para entender quão carinhoso o Senhor é. Pedro mudou e, graças a ele, muitos também mudaram. Você também tem essa oportunidade. Busque o Senhor da segunda chance. 

Devocional Diário 

Vislumbres da eternidade 

20 de fevereiro

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Jeremias 23 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 23
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 23 – Antes de abordar a questão dos falsos pastores e profetas, o profeta Jeremias profetizou a restauração do povo de Deus disperso. O capítulo apresenta a salvação, julgamento e o reinado do Messias, nisso consiste a esperança do verdadeiro crente.

Embora seja importante o vislumbre messiânico nesta profecia (Jeremias 23:1-8), sua relevância destaca-se pela existência de falsos profetas que intentam ruir a espiritualidade do povo de Deus. Jeremias lamenta a existência desses falsos pregadores, mas Deus revela-lhe o resultado vergonhoso que terão (Jeremias 23:9-40).

Em Jeremias 23, pelo menos cinco características destacam-se nos falsos pregadores:

• Destroem e dispersam as pessoas do povo de Deus (Jeremias 23:1), pois em vez de serem coerentes com suas funções espirituais/eclesiásticas de guiar o povo para a justiça e retidão, eles praticam ações más e promovem a impiedade entre o povo (Jeremias 23:9-14).
• Enganam e iludem seus ouvintes propagando suas próprias visões e suas previsões vazias; são pregações apresentadas com convicção e ousadia, porém originam-se da própria mente deles – não vêm do trono de Deus, mas dos caldeirões do inferno. Portanto, suas palavras não têm poder para edificar ou transformar a vida de ninguém, apenas de transtornar (Jeremias 23:1, 16).
• Agem conforme a própria vontade, desta forma desobedecem a Deus e desprezam Seus preciosos mandamentos (Jeremias 23:17-18). Por isso, quando prometem paz, seus seguidores e apoiadores encontrarão a ruína – suas esperanças falsas enganam o povo.
• Embora aparentam ser dedicados religiosos, eles não foram enviados por Deus – consequentemente, não possuem qualquer autoridade divina de falar em Seu nome (Jeremias 23:21); seus sonhos e profecias são contra a Palavra de Deus e serão sentenciados por essa Palavra (Jeremias 23:25-29, 33-36).
• Em vez de cuidar do povo, eles cuidam de si mesmos; a motivação deles é egoísta; são movidos por ganância, status e prestígios – por isso, exploram o povo, ignoram a verdade e desprezam a Deus (Jeremias 23:22-24, 30-32). Isso explica por que Deus os condena (Jeremias 23:37-40).

Nosso foco precisa ser a pessoa e obra do Messias, Ele é nossa única esperança; contudo, precisamos ficar bem atentos para não envolver-nos num emaranhado de opiniões humanas que nos enredam em conceitos errados e desviam-nos da verdade e do Salvador!

A Bíblia alerta-nos que precisamos tomar cuidado para não sermos enganados! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Uma lista para começar

 Uma lista para começar

Irmãos, procurem, com empenho cada vez maior, confirmar a vocação e a eleição de vocês; porque, fazendo assim, vocês jamais tropeçarão. 2 Pedro 1:10

Pedro confiava plenamente que a salvação depende da fé em Jesus. Mas, para ele, essa fé é acompanhada de um processo de crescimento espiritual. Esse processo leva a um caráter mais semelhante ao de Cristo. Em 2 Pedro 1:5 a 8, o apóstolo diz: “Por causa disso, concentrando todos os seus esforços, acrescentem à fé que vocês têm a virtude; à virtude, o conhecimento; ao conhecimento, o domínio próprio; ao domínio próprio, a perseverança; à perseverança, a piedade; à piedade, a fraternidade; à fraternidade, o amor.”

Como Pedro criaria essa lista em nossos dias? Acho que poderia ser algo assim:

1. Pense em Deus o tempo todo (virtude). A Bíblia nos propõe um método excepcional de comunicação com Deus. É um método que não precisa de espaço ou tempo especiais. Chama-se oração e está sempre à sua disposição.

2. Estude a Bíblia (conhecimento). O que Deus gosta e espera de você se encontra em Sua Palavra. É a maneira de saber como as coisas funcionam e como devemos proceder. Você precisa lembrar que sua opinião é importante, mas a vontade divina é fundamental.

3. Responda adequadamente e no devido tempo (domínio próprio). Um cristão é medido mais por suas reações do que por suas ações. As reações da sua vida dizem muito sobre seu crescimento espiritual. Sugiro que você comece a praticar a assertividade.

4. Deixe que Deus esteja em todos os detalhes (piedade). Se Deus estiver em sua vida, até as coisas mais pequeninas serão realizadas de outra maneira, pois sua natureza mudará.

5. Relacione-se com um grupo pequeno (fraternidade). A religião também se vive em grupo. Os grupos grandes são bons para os momentos solenes, enquanto os grupos menores têm a vantagem de criar vínculos. Essas rela-ções nos tornam mais empáticos e nos apoiam nos momentos de necessidade.

6. Viva o espírito que une o restante do Universo (amor). É bom se colocar em sintonia com todos os demais, aqueles que se encontram mais além deste pequeno planeta. Você só precisa de uma coisa: amar.

É uma proposta para começar. Poderia ser outra, mas não deixe de fazer sua lista com o Senhor e de vivê-la.

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Jeremias 22 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 22
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 22 – Deus vê a maldade que os perversos praticam, e, a injustiça não ficará impune. É por isso, que este capítulo contém profecias e advertências dirigidas aos líderes do povo de Deus, especificamente ao rei e à família real, por causa de sua injustiça e falta de piedade para com o povo.

Jeremias 22 “foi um oráculo introdutório para alertar a corte davídica [vs. 1-9] e consolar Salum (Jeoacaz), que reinou somente três meses e foi deportado para o Egito (608 a.C) [vs. 11-12]. Apresenta-se um oráculo a respeito de Jeoaquim (608-597 a.C.) [vs. 13-19], ímpio idólatra e adversário de Jeremias (cf. 2Rs 23:24-24:27). Pronuncia-se a condenação de Joaquim [vs. 20-30], que foi deportado para Babilônia. (No hebraico ele é chamado Conias, aqui e em 37:1; Jeconias, em 24:1; 27:30; cf. 2Rs 24:8-16; 25:27-30.)” explica Merrill Unger.

Alguns pontos sobressaem do texto sagrado:

1. Jeremias foi enviado para confrontar o rei Joaquim, filho de Josias, e aconselhá-lo a agir com justiça e retidão. A repreensão se deve à opressão sobre o povo e o egoísmo. É claro que políticos injustos serão condenados por Deus.
2. O profeta adverte os governos a administrarem com justiça, cuidarem dos pobres e oprimidos, protegerem os direitos dos estrangeiros, órfãos e viúvas, e não se deixarem levar pela ganância, ambição e corrupção.
3. Jeremias aponta às consequências da injustiça e idolatria. Judá cairia e Jerusalém seria destruída como resultado da injustiça, opressão e idolatria praticada pelos líderes e pelo povo. Através de Seu profeta, Deus evidencia que não poupará a linhagem real da punição, mesmo sendo de Seu próprio povo.
4. Jeremias apresenta promessas de bênçãos e restauração aos condenados transgressores. Caso reis e líderes políticos se arrependerem e agirem com justiça, Deus promete abençoar e restaurar, permitindo que administradores justos governem sobre o povo.

Em Jeremias 22, os líderes são

• alertados contra a exploração dos trabalhadores e a construção de riqueza através da injustiça (Jeremias 22:13).
• desafiados a refletir sobre a responsabilidade do poder e a necessidade de agir com justiça e integridade (Jeremias 22:14-15).
• Chamados a compreender que a posição de nenhum líder o isenta da responsabilidade de agir corretamente (Jeremias 22:16-17).

Há muitas verdades impactantes neste capítulo. Deus observa tudo. Nada Lhe passa despercebido! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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domingo, 18 de fevereiro de 2024

Mesmo que Ele não…

Mesmo que Ele não…


Mesmo que Ele não nos livre, fique sabendo, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que o senhor levantou. Daniel 3:18

Era um pouco menor em altura do que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro. Ali, na esplanada de Dura, erguia-se a estátua dedicada a Nabucodonosor. Desafiando a autoridade do Céu, era completamente de ouro, já que o rei pensava não somente que ele próprio fosse divino, mas que também tinha um império imperecível. Todos haviam sido convocados para mostrar submissão perante a autoridade suprema. Ali se encontravam os sátrapas, os líderes militares, os governadores civis, os ouvidores e conselheiros do governo e os superintendentes do tesouro público. Faziam-lhes companhia os doutores da lei, juízes e magistrados.

Ao som da música, todos deveriam se ajoelhar. Eram milhares, e a maioria já estava acostumada a esse ritual. Já tinham feito isso muitas vezes para chegar aonde estavam! Soaram os instrumentos e, com maior ou menor entusiasmo, todos se prostraram. Quer dizer, todos menos três indivíduos que permaneceram de pé. Uma cena extraordinária que não tinha como passar despercebida.

Imagine Nabucodonosor, cheio de orgulho por aquele ato de grandiosidade, observando aqueles três judeus de pé. Havia-se pensado nessa possibilidade. Não era por outra razão que a fornalha estava preparada. Mas quem iria ser tão inconsequente? Sim, isso costuma acontecer quando alguém tenta se colocar no lugar de Deus e outros o fazem lembrar que é um mero ser humano. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego deram testemunho de sua fé. Tinham certeza de que Deus os livraria daquela situação e agiram de acordo com isso. Ainda que as coisas não saíssem como pensavam – e aqui está a grandeza do testemunho deles –, eles continuariam fiéis ao único Deus.

Eles foram livrados da fornalha, mas e se não fosse assim? “Mesmo que Ele não nos livre…” – essa fala nos revela uma fé que vai além dos interesses pessoais, do final feliz, da religião como transação. É a fé verdadeira, aquela que segue adiante, apesar dos pesares. Existe a religião por interesse e a religião por relação. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego amavam tanto a Deus que jamais teriam sido infiéis a Ele, mesmo que tivessem graves problemas. Você faria o mesmo? 

Devocional Diário
Vislumbres da eternidade

18 de fevereiro
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Jeremias 21 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 21
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 21 – Deus envia a sentença de juízo, mas junto vai uma mensagem de esperança. A mensagem de juízo visa despertar os indivíduos iludidos para o arrependimento que resulta em perdão e salvação.

Infelizmente a esperança dos pecadores difere da esperança que Deus deseja que eles alimentem:

• Os mensageiros enviados pelo rei Zedequias ao profeta Jeremias tinham expectativas de que, miraculosamente, Deus livrasse Jerusalém das investidas da Babilônia. Para a decepção deles, o profeta alegou que Deus lutava em prol dos babilônios e não salvaria Jerusalém – a qual sofreria por peste, espada e fome. Zedequias e os sobreviventes seriam entregues à Babilônia (Jeremias 21:1-7).

• Observe atentamente no texto que, o Deus que declarou aos representantes do rei de Jerusalém: “Eu mesmo lutarei contra vocês com mão poderosa e braço forte, com ira, furor e grande indignação. Matarei os habitantes desta cidade, tanto homens como animais; eles morrerão de uma peste terrível” (Jeremias 21:5-6), apontou o caminho da esperança: “Ponho diante de vocês o caminho da vida e o caminho da morte. Todo aquele que ficar nesta cidade morrerá pela espada, pela fome ou pela peste. Mas todo o que sair e render-se aos babilônios, que cercam vocês, viverá; esse escapará com vida...” (Jeremias 21:8-10).

Jeremias 21 mostra-nos a soberania divina que permeia o macrocosmo da existência, onde a predestinação molda os destinos das nações e dos povos. Contudo, no microcosmo individual, reside a essência do livre-arbítrio, a capacidade inalienável de cada ser humano de fazer suas próprias escolhas e forjar seu próprio caminho.

As palavras do profeta deixam nítido que nós somos os arquitetos de nossas decisões, os mestres de nosso próprio destino, num constante embate entre a vontade divina e a nossa própria vontade. Nesse intrincado jogo de forças, somos desafiados a enfrentar as consequências de nossas escolhas, a aceitar a responsabilidade de nossas ações e a buscar incessantemente a sabedoria para discernir entre o certo e o errado!

Assim, enquanto somos guiados pelos desígnios divinos no grande sistema das coisas, somos também dotados da liberdade de moldar nossa consciência e vontade. Inclusive o rei poderia escolher fazer o certo e então evitar as consequências do erro, caso quisesse (Jeremias 21:11-14) – Qualquer juízo divino seria ilegítimo sem livre-arbítrio!

Usemos nossa liberdade para reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí!

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sábado, 17 de fevereiro de 2024

Vontade de festejar

Vontade de festejar


Haverá mais alegria no Céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Lucas 15:7

Ela perguntou: “O que é pior? Cometer um erro ou não se arrepender dele?” Não foi curto o silêncio que se seguiu. Dizem que a pessoa mais simples do mundo é capaz de fazer uma pergunta tão difícil que o mais sábio dos homens pode levar toda a vida para respondê-la. Aquela era uma dessas perguntas. Não havia uma resposta fácil.

Hoje, as pessoas não assumem mais a responsabilidade por seus erros. Lembro-me de certa pessoa que vinha cometendo um grave erro há muito tempo e veio à minha casa para ter uma conversa com o pastor e amigo. Tinha lágrima nos olhos, corpo encolhido, olhar esquivo. Parecia extremamente aflita. Por um momento, pensei que estivesse arrependida. Então, começou a acusar uma pessoa após a outra. Ela se recusava a reconhecer a verdadeira causa de sua realidade. Quando ela foi embora, eu tinha certeza de que suas falhas não se acabariam, pois ela não aceitava sua situação. E assim foi.

Qual é o maior problema? Cometer um erro ou não se arrepender dele? O ditado popular bem que poderia ser: “Diga-me que erro você cometeu, e direi quem você é.” Mas, na realidade, terminará dizendo: “Diga-me como você reage diante do seu erro, e direi quem você é.” Cometer um erro pode custar uma advertência, uma multa, a privação da liberdade e até mesmo a vida. Não se arrepender dele pode custar a eternidade.

O cristianismo tem outra atitude frente ao pecado. Em primeiro lugar, não evita abordar a realidade; ele a enfrenta. Reconhecer o erro é extremamente valioso porque é um passo essencial para se achar a solução. Em segundo lugar, essa situação gera um profundo sentimento de tristeza. Esse sentimento nada tem que ver com as consequências, mas com as relações. “Como pude falhar com um amigo, com Amigo? Eu O amo tanto que sinto como se fosse fatal ter feito o que fiz.” A contrição nos permite mudar de expressão. Não empregaremos mais o “é culpa de…”, mas o “graças a…”, pois a culpa é nossa e a solução é de Jesus. Graças a Cristo, uma mudança é produzida em nossa vida.

Você já se arrependeu sinceramente do que fez e clamou por perdão? Aproveite a oportunidade e faça isso agora. Hoje é o dia da salvação.

Devocional Diário
Vislumbres da eternidade

17 de fevereiro
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Jeremias 20 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 20
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 20 – Jeremias mantinha íntima comunhão com Deus e dEle recebia instruções e revelações verdadeiras. Assim, podia discernir a atitude errada de Pasur pela orientação e discernimento divinos.

Opondo-se e prendendo o profeta de Deus, colocando-o em um tronco por causa do que proclamava Jeremias, Pasur intentava reprimir a Palavra de Deus. Jeremias enfrentou oposição e perseguição por parte da liderança do povo de Deus por causa de sua fidelidade à mensagem que recebera. Pasur era sacerdote, e mandou espancar o enviado de Deus. Jeremias proferiu uma profecia direta e assustadora ao sacerdote (Jeremias 20:1-6).

Na sequência há uma lamentação do profeta Jeremias: “Senhor, Tu me enganaste, e eu fui enganado; foste mais forte do que eu e prevaleceste. Sou ridicularizado o dia inteiro; todos zombam de mim... a Palavra do Senhor trouxe-me insulto e censura o tempo todo... Todos os meus amigos estão esperando que eu tropece, e dizem: ‘Talvez ele se deixe enganar; então nós o venceremos e nos vingaremos dele’... Por que saí do ventre materno? Só para ver dificuldades e tristezas, e terminar os meus dias na maior decepção?” (Jeremias 20:7-18). Sobre isso Ellen White comenta:

“Com que desprezo a nação judaica tratou a mensagem que o Senhor lhe enviou através de seu profeta Jeremias!... A oposição contra a mensagem de Jeremias era tão forte, tantas vezes sofreu ele escárnio e zombaria, que disse: ‘Não me lembrarei dEle e já não falarei no Seu nome’ [Jr 20:9]. Sempre foi assim. Por causa da hostilidade, do ódio e da oposição manifestada contra a Palavra de Deus que veio como reprovação, muitos outros mensageiros de Deus decidiram tomar a mesma decisão que Jeremias. Mas o que este profeta do Senhor fez após essa decisão? Por mais que tentasse, não conseguiu ficar em paz. Logo que chegou às assembleias do povo, descobriu que o Espírito do Senhor era mais forte do que ele [ver Jeremias 20:9-10]”.

“Nesta geração, quando os servos de Deus falam a Palavra do Senhor para reprovar os malfeitores, para repreender os que introduzem princípios errôneos, não tem uma experiência semelhante à de Jeremias?”, indaga White.

Religiosos que pensam estarem certos confrontam os servos de Deus; devemos ficar atentos a isso para não rejeitar a Deus desprezando Seu enviado! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Vácuo envasado

 Vácuo envasado

Este, recebendo-as das mãos deles, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro de metal fundido. Então disseram: “São estes, ó Israel, os seus deuses, que tiraram você da terra do Egito.” Êxodo 32:4

Os israelitas tinham sido libertados da escravidão egípcia, da servidão a deuses excêntricos e da construção de templos. Tinham atravessado o mar e visto como o melhor exército do mundo pereceu sob as águas. Tinham desfrutado da coluna de nuvem que refrescava durante o dia e da coluna de fogo que aquecia durante a noite. Testemunharam maravilhas e, mesmo assim, poucos dias depois, puseram-se a fabricar imagens de metal. Como isso pôde acontecer?

Tenho uma resposta para essa incoerência. O escritor uruguaio Eduardo Galeano afirma: “Estamos em plena cultura do envasamento. O contrato matrimonial importa mais do que o amor; o funeral, mais do que o morto; a roupa, mais do que o corpo; e a missa, mais do que Deus.” No tempo do Êxodo, os israelitas também davam maior importância às formas religiosas do que à própria religião. Preferiam o tangível – embora ficassem submissos a ele – em vez de o pessoal, que os libertava. O pior é que vivemos – e talvez sempre tenha sido assim – em uma sociedade semelhante. Muitos preferem a embalagem da religião à própria religião. É por isso que preferem a experiência momentânea em vez da relação com Deus; a forma em vez do conteúdo. É mais fácil se curvar perante a estátua de um bezerro do que ter uma conversa franca com o Criador. É mais fácil ouvir um sermão do que dialogar com Deus. As formas não valem muito sem um conteúdo.

Imagine receber um presente embrulhado com a mais refinada técnica de embalagem, o furoshiki, e, ao abrir o pacote, você encontra… nada! Por mais que argumentassem que haviam empregado a técnica japonesa mais elegante, você continuaria reclamando que no pacote não há nada. De certa maneira, talvez seja assim que Deus Se sente quando só apresentamos a Ele a embalagem de nossa vida enquanto nosso coração está nas mãos de outros ídolos, estrelas e celebridades.

Proponho, portanto, que você dê mais importância ao amor, às pessoas e, claro, a Deus. Uma embalagem pode ser descartada; o amor, não. Uma embalagem pode ser reutilizada; Deus, jamais. 

Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
16 de fevereiro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/vacuo-envasado/
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Jeremias 19 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 19
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 19 – No capítulo anterior, o profeta foi até um oleiro. Agora, a dramatização tem a ver com a encenação de uma botija de barro quebrada. Assim, Deus intentava impactar o coração duro e resistente de Seu povo impenitente.

“Até aqui Jeremias lamentou a prosperidade dos ímpios, a aparente relutância divina em diminuir a dor do profeta, seu pecado e as claras conspirações contra sua vida. Todas essas preocupações fundem-se no lamento final. Como nos três lamentos anteriores, Jeremias encena um ato simbólico e prega ao povo. Cada ato procurou afastá-los da catástrofe, contudo o auto-engano que tanto valorizam impede-os de obedecer. Cada ato também piora a situação deles, pois no início são um objeto em péssimas condições, em seguida um povo de quem o remanescente deve se separar, então, um vaso nas mãos de Deus e finalmente um vaso despedaçado [Jeremias 19:1-15]. De novo o profeta explica que a idolatria será a causa da queda deles [vs. 4-6]. A paciência de Deus é evidente, embora aqui é Sua paciência que revela pecadores endurecidos em vez de crentes arrependidos”, explica Paul House.

“Porta do Oleiro” poderia ser “a porta dos cacos”, provavelmente “chamada assim porque levava ao local onde eram lançadas as peças de cerâmica quebradas. Se este for o caso, todo o cenário proveu Jeremias uma ilustração gráfica do que estava prestes a acontecer aos judeus devido a sua apostasia”. Desta forma, “por meio de uma encenação impressionante, o profeta deveria gravar essa verdade na mente do povo. A quebra da botija ilustrava dramaticamente os efeitos da invasão babilônica. No entanto, a ameaça era condicional. Ainda não era tarde demais para evitar a desgraça sobre a cidade e a nação (ver Jr 18:7-8). A frase ‘que não pode mais refazer-se’ não pretendia indicar que Deus havia retirado Suas promessas acerca de um retorno e reintegração na terra prometida após o cativeiro babilônico” (Comentário Bíblico Adventista).

Quais as lições de Jeremias 19?

• Os prazeres do pecado nos levam à destruição, se não nos arrependermos e voltarmo-nos para Deus.
• A paciência divina não é sinal de aprovação, mas oportunidade de arrependermo-nos e mudarmos de direção.
• Deus sabe que uma imagem vale mais que mil palavras, então usa encenações para atrair-nos à verdade.

Como reagiremos? Reavivar-nos-emos? – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Vidas e impasses

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
15 de fevereiro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/vidas-e-impasses/

Vidas e impasses

Quando Rúben voltou à cisterna, eis que José não estava nela; então rasgou as suas roupas. E, voltando aos seus irmãos, disse: “O rapaz não está mais lá! E agora, o que eu vou fazer?” Gênesis 37:29, 30

Rúben era o primogênito e, como tal, estava exposto às exigências dessa posição. Naquele dia, ele outra vez deu de frente com suas dissonâncias. Por um lado, não queria perder o favor de seus irmãos. Por outro, não queria prejudicar José. Estava em um impasse, uma situação difícil de resolver. Rúben tentou resolver esse impasse com diplomacia, fazendo uma pausa. Aonde teria ido? Não sabemos. O que sabemos é que, em sua ausência, seus irmãos venderam José como escravo. Teria Rúben encontrado uma solução diplomática? Também não sabemos. O que sabemos é que sua passividade não ajudou muito.

Perturbado com a surpresa, ele ficou perdido e não sabia mais o que fazer e que direção tomar. “E agora, o que eu vou fazer?” Que pergunta! Que tristeza! José já estava a caminho do Egito, e Rúben não reagia; só pensava em si próprio e em como iria enfrentar seu pai. O medo começou a consumir sua capacidade de agir e viver. Sabemos que Rúben mentiu do mesmo jeito que seus irmãos. Não soube lavar seus pecados, só o rosto. E assim, ele e seus irmãos viveram com medo de que a verdade fosse um dia descoberta, indo e vindo de um lado para o outro sob a sombra do crime que haviam cometido.

Muitos de nós somos filhos da dissonância (Ap 3:14-22), da pós-modernidade, e nos atrai muito mais ficar bem do que fazer as coisas corretamente. Ante o impasse, fazemos uma pausa. Mas não somos obrigados a viver nesse laço. Podemos sair do relativismo e enfrentar a vida com coerência. Basta abrir a porta para Jesus, cear com Ele e Nele confiar como o princípio da vitória (Ap 3:20). Ele quer que estejamos em casa, bem perto e comprometidos. Além disso, Ele nos pede que clareemos os olhos com um pouco do colírio que nos faz ver a realidade das coisas. O medo é afastado, e um caminho é posto diante de nós. Então, com a visão clara, tudo pode ser enfrentado de outra maneira. Não há mais laços nem ofuscação. É quando podemos afirmar: “Contigo, Senhor, eu sei para onde irei.”

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Jeremias 18 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 18
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 18 – Encenações e dramatizações são fundamentais no livro de Jeremias tanto quanto sua autobiografia. Deus é especialista em recursos visuais; Ele que instituiu o Tabernáculo para encenar o plano da redenção, foi além do sistema sacerdotal e sacrifical, como nota-se claramente em Jeremias.

Os relatos biográficos de Jeremias não são irrelevantes à teologia; Paul House salienta que “a biografia é, para o desenvolvimento da teologia, tão importante quanto sermões em poesia ou em prosa”.

A cena de Jeremias 18 em que o profeta foi ao oleiro, “lembra as pessoas de que, como qualquer vaso feito por um oleiro, elas são criação de Deus à disposição de Deus (18:1-12) e condena a amnésia espiritual delas (18:13-17). Para seu sofrimento, sua vida sofre nova ameaça. O povo decide continuar a dar ouvidos a seus profetas, sacerdotes e conselheiros (18:18), os próprios líderes que estão conduzindo-os à derrota (v. 14-17), de maneira que o efeito” do lamento de Jeremias é ajudá-lo a ficar do lado de Deus. “Parte do propósito do sofrimento é forçar o profeta, o remanescente, a depender só de Deus, na verdade a única defesa dos fiéis (1:17-19)” (House).

Merrill Unger, considerando que Deus anseia moldar Seu povo, demonstrou a Jeremias que “o mau desígnio poderia ser substituído pelo bom desígnio se Seu povo se arrependesse [Jeremias 18:1-11]. Mas o Senhor constatou sua pétrea impenitência [vs. 12-17], que foi demonstrada pelas ímpias tramas do povo contra Jeremias [v. 18], e lamentada pela oração imprecatória do profeta [vs. 19-23]”.

Diante de Jeremias 18, aprendemos que...

• ...Dramatização e a autobiografia proféticas permitem que as pessoas visualizem as verdades espirituais de uma maneira vívida e tangível, facilitando a compreensão e a absorção das mensagens.
• ...Encenações tocam as emoções dos espectadores, criando uma conexão emocional poderosa que pode impactar o coração e levar indivíduos a mudar o comportamento.
• ...Mensagens transmitidas através de dramatizações tendem a ser mais memoráveis, pois envolvem múltiplos sentidos e experiências sensoriais.
• ...Através de representações visuais e narrativas, as mensagens espirituais podem ser comunicadas de forma clara e concisa, evitando mal-entendidos e interpretações equivocadas.
• ...As encenações podem retratar situações da vida cotidiana, tornando mais fácil ao povo relacionar as mensagens espirituais com a própria vida.

Como responderemos às encenações do livro de Jeremias? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Que ou quem?

 Que ou quem?

Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim.” João 14:6

Tinha que ser Tomé! Ele era extremamente pragmático e dado a dúvidas. Jesus estava falando de esperança, de que temos um lugar no reino dos Céus, e lá veio Tomé com esta: “Não sabemos para onde o Senhor vai.” E acrescenta: “Como podemos saber o caminho?” Essa é a maneira de pensar dos que se baseiam nas obras. A pergunta deles sempre é: “O que…?” ou “Como…?” Com certeza, você alguma vez já ouviu alguém dizer: “O que tenho de fazer para ser salvo?” “Que mandamento é o mais importante?” Lamento dizer que essas são perguntas equivocadas. A verdadeira religião – aquela que se baseia na fé – se pergunta: “Quem…?” “Quem pode me salvar?” “Quem converte os mandamentos em meu estilo de vida?” “Quem me dá a mão ao caminhar?” A essas perguntas Jesus responde: “Sou Eu!”

Cristo é o caminho. Não há outro método, não há outra conduta, não há outro modelo. Contemplar a vida de Cristo é viver a certeza de como devemos proceder. Como diz Ellen G. White, “Jesus é atraente. Ele é cheio de amor, misericórdia e compaixão. Deseja ser nosso amigo, andar conosco por todos os acidentados caminhos da vida. Ele nos diz: ‘Eu sou o Senhor teu Deus; anda comigo e Eu encherei o teu caminho de luz” (Exaltai-O, p. 98).

Cristo é a verdade. A verdade não é uma abstração, mas uma pessoa. Isso é difícil de entender por causa da nossa cultura, mas é muito fácil de abraçar. Toda doutrina, toda norma, toda teologia está sintetizada em Jesus. Na realidade, tudo é muito mais simples do que parece.

Cristo é a vida. A plenitude da existência se encontra em Jesus. Viver em Cristo é realmente viver. Com Ele, tudo adquire sentido. Com Ele, compreendemos as experiências do passado, enfrentamos as realidades do presente e enxergamos o horizonte de uma vida sem fim. De maneira natural, essa vida dá vida. “Ele deu a cada um de nós um trabalho a fazer, de acordo com nossa capacidade; e é nosso privilégio desfrutar Sua bênção enquanto dedicamos o vigor do corpo e da mente à sua fiel execução, tendo em vista a glória de Seu nome” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 419).

Saber os meios e os porquês tem sua utilidade, mas, no fim das contas, quem salva é somente Jesus. Priorize o relacionamento com Ele. 

Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
14 de fevereiro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/que-ou-quem/

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Jenga e Lego

  Devocional Diário Vislumbres da eternidade 20 de julho https://mais.cpb.com.br/meditacao/jenga-e-lego/ Jenga e Lego Irmãos, pelo nome de ...