sexta-feira, 31 de março de 2023

CHUVAS DE BÊNÇÃOS

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

31 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/chuvas-de-bencaos/

CHUVAS DE BÊNÇÃOS

Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no Senhor, vosso Deus, porque Ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia. Joel 2:23, ARA

Se a revelação bíblica ocorresse hoje, provavelmente a verdade seria ilustrada com coisas, situações e profissões da atualidade. Assim, teríamos parábolas e outras figuras de linguagem sobre a geladeira, o relógio, a torneira, a lâmpada, o automóvel, o celular, a internet, o pedreiro, o médico, a secretária, o gerente, e muitas outras coisas que fazem parte da nossa realidade.

Como a revelação bíblica foi apresentada a uma sociedade essencialmente agropastoril, seus escritores ilustraram a verdade com figuras extraídas de seu contexto cultural. Eles falavam de campo, arado, sementes, flores e frutos, de animais e dos fenômenos da natureza, como o vento, a estiagem, o relâmpago e a chuva.

O plano que Deus fez para nos salvar inclui a poderosa atuação do Espírito Santo. Ele vem para habitar em Seu povo, abençoá-lo de diversas formas e conduzi-lo até a vitória final. Os profetas falaram a Seu respeito empregando a figura das chuvas, tão necessárias para a produção dos cereais. Enquanto as primeiras chuvas faziam a semente germinar e a planta crescer, as últimas amadureciam os grãos da espiga, preparando-os para ser ceifados.

Essas chuvas se aplicam tanto à igreja quanto ao indivíduo. Para a igreja, a chuva temporã, que veio a partir do Pentecostes, deu a ela condições de se estabelecer e evangelizar o mundo. A chuva serôdia, por sua vez, a preparará para anunciar com poder a última mensagem e a capacitará a enfrentar os últimos acontecimentos e a receber com alegria o Senhor em Seu retorno.

Para o indivíduo, a primeira chuva ocorre quando este recebe a semente do evangelho, a segunda coincide com a da igreja. É dito que “é dado o Espírito Santo para levar avante, de um estágio para outro, o processo de crescimento espiritual. O amadurecimento do grão representa a terminação do trabalho da graça de Deus na pessoa” (Testemunhos Para Ministros, p. 506).

Podemos, hoje, ter a presença do Espírito de Deus nos preparando para o segundo advento. Que Ele venha e nos transforme à imagem de Cristo!
https://youtu.be/U1jX5J8jGe8

Jó 6 Comentário:

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 6
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 6 – Já fui advertido quanto ao perigo de aprofundar-me na filosofia da vida. Alertaram-me quanto ao risco em toda filosofia; porém, quando leio o livro de Jó, vejo muita filosofia presente quase que em cada página. E, Ellen White afirma veementemente: “A Palavra de Deus é a verdadeira filosofia, ciência genuína”.

Jó 6 contém ao menos cinco revelações importantes relacionados à filosofia:

• A verdadeira filosofia reconhece a fragilidade da condição humana: Jó descreveu sua vida como transitória e sua dor mais pesada que a areia dos mares.
• A verdadeira filosofia percebe a tremenda necessidade de compaixão e empatia por quem sobre: Jó, em seus pensamentos profundos, expressando sua aflição em termos vívidos e poéticos, reconheceu a necessidade de compreensão, credibilidade, empatia e compaixão.
• A verdadeira filosofia destaca a importância de buscar a verdade: Entre as incompreensões de seus amigos e de suas interpretações superficiais da situação, Jó mergulhou fundo na busca pela verdade e pelo entendimento como itens essenciais na lida com as dificuldades complexas da vida.
• A verdadeira filosofia admite a limitação da sabedoria humana: Sendo sábio e consagrado às elevadas coisas de Deus, Jó admitiu humildemente não compreender a razão do seu sofrimento.
• A verdadeira filosofia nota a tremenda necessidade de submeter-se inteiramente a Deus e depender de Sua revelação: Para Jó, Deus é poderoso e sábio; por isso confia nEle em meio à dor – mostrando-nos que a confiança em Deus em meio às incertezas é essencial ao enfrentar as adversidade da existência mesmo sem ver a mão da providência.

A vida humana não é simples, é complexa. A existência no Planeta Terra é repleta de aflições (Jó 6:1-7). A dificuldade e a dor afligem a nossa alma deixando-nos desprovidos de explicações satisfatórias. A relação entre Deus e o sofrimento humano é extremamente complexa (Jó 6:8-13). A mente fica um turbilhão, e as emoções explodem como vulcões em erupção, almejando mais do que nunca compaixão, bondade, empatia e misericórdia (Jó 6:14-30).

Só quem experimenta aflições e angústias profundas compreende isso. Nestas horas, questiona-se a Deus; contudo, é nestas circunstâncias que a confiança nELe se torna indispensável.

Nesse contexto, a filosofia coloca-nos nas pontas dos pés para olharmos um pouco mais longe no horizonte. Busquemos pela verdadeira filosofia revelada na Bíblia! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quinta-feira, 30 de março de 2023

CARTA A LAODICEIA

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

CARTA A LAODICEIA

Aconselho que você compre de Mim ouro refinado pelo fogo, para que você seja, de fato, rico. Compre vestes brancas para se vestir, a fim de que a vergonha de sua nudez não fique evidente, e colírio para ungir os olhos, a fim de que você possa ver. Apocalipse 3:18

A cidade de Laodiceia localizava-se em um entroncamento de três estradas romanas importantes, o que fez dela um centro comercial e financeiro importante. Ela abrigava fortunas enormes. Isso favorecia seus cidadãos a se tornarem orgulhosos, independentes e arrogantes. Em seu entorno, eram criadas ovelhas de lã negra. Logo surgiram fábricas que faziam tecidos, roupas e tapetes – muito procurados por gente de todas as partes. Também havia ali uma espécie de laboratório, muito famoso, que fabricava e vendia uma pomada para o tratamento dos ouvidos e um pó usado para o preparo de um colírio.

Na mensagem à igreja de Laodiceia, depois de expor sua situação de pobreza, miséria, nudez e cegueira espirituais, Jesus oferece o que ela precisa para cumprir sua missão e ser vitoriosa. Primeiramente, para que ela saia da situação de pobreza, Ele oferece ouro, que representa a fé e o amor. Essa igreja, que vive a iminência da volta de Cristo, é pobre nessas duas coisas. Isso nos lembra as palavras de Cristo aos discípulos: “Quando o Filho do Homem vier, será que ainda encontrará fé sobre a Terra?” (Lc 18:8). “E, por se multiplicar a maldade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24:12).

A igreja também está nua, assim como Eva sentiu-se depois de pecar contra o Criador. Por isso, Jesus lhe oferece uma vestimenta adequada. Não as vestes confeccionadas nos teares das fábricas locais, mas vestes brancas, que simbolizam a pureza e a justiça que Cristo concede ao pecador.

A mensagem também declara que a igreja é cega, pois não percebe sua condição espiritual. Contudo, Jesus é capaz de lhe restaurar a vista, como fez com Bartimeu. Ele oferece o colírio celestial, que consiste na sabedoria para distinguir o certo do errado e perceber o mal sob qualquer disfarce. É como Tiago já havia escrito: “Se […] algum de vocês necessita de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá com generosidade” (Tg 1:5).

Portanto, Laodiceia está mal, mas há esperança. Ela ainda pode se arrepender, ir a Jesus e Dele receber tudo o que lhe falta.
 29 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/carta-a-laodiceia/
https://youtu.be/WhuxMxgFHcs
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Jó 5 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 5

Comentário: Pr. Heber Toth Armí

JÓ 5 – A compreensão do sofrimento depende mais da visão teológica da pessoa que de conhecimento filosófico, sociológico e psicológico.

Comparando o discurso de Elifaz com os primeiros capítulos do livro de Jó, perceberemos duas perspectivas em relação ao sofrimento de Jó, sua causa e seu significado.

O livro inicia apresentando Jó como um homem justo e temente a Deus, abençoado economicamente, desfrutando de um ambiente familiar feliz. Até que Deus permitiu a Satanás testar a fé desse homem consagrado, consentindo que perdesse tudo o que tinha – família, prosperidade e saúde. Contudo, apesar de indescritível dor e sofrimento, Jó não se revoltou contra Deus; ao contrário, preservou sua fidelidade e sua adoração apesar da adversidade.

Em contraste, em Jó 5 Elifaz aponta que o sofrimento de Jó devia resultar de um pecado pessoal. Então, em sua abordagem incentivou Jó a buscar misericórdia divina e arrepender-se; caso seguisse este caminho, poderia desfrutar novamente as preciosas bênçãos de Deus. Mesmo sugerindo que o sofrimento possa caracterizar uma disciplina paterna, Elifaz colocou ênfase especialmente na necessidade de Jó arrepender-se de algum pecado particular.

• Tal diferença fundamental na perspectiva do sofrimento norteará o livro todo.
• Ao refletirmos no discurso dos personagens, não devemos esquecer a introdução do livro.
• Esquecer as informações privilegiadas em Jó 1 e 2, implicará em tatear no escuro – como os amigos de Jó diante do sofrimento.

Uma perspectiva limitada da vida confunde nossa percepção da realidade. Em Jó 5 Elifaz reconheceu a piedade de seu amigo, considerando que Deus abençoa os fieis. Todavia, na sequência, sugeriu que Jó sofria devido a algum pecado particular, pois sua dor não era apenas parte natural da vida neste mundo corrompido pelo mal (Jó 5:6). Consequentemente, seu apelo a Jó visava arrependimento, pedindo que não desprezasse a disciplina corretiva divina (Jó 5:17-18).

Fica evidente no discurso de Elifaz que nem todos os bons conselhos são úteis; devemos cuidar no aconselhar e no receber conselhos, mesmo sendo bíblicos e sábios!

Diante disso, Jó 5:1-27 oferece-nos importantes aplicações:

• A justiça e a piedade não blindam ninguém diante do sofrimento.
• Nem sempre o sofrimento é resultado de algum pecado pessoal.
• É preciso ter muito cuidado ao aconselhar àqueles que sofrem.
• Precisamos da revelação divina para compreender melhor a vida.

Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quarta-feira, 29 de março de 2023

CANTARES

 CANTARES

As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo. Ainda que alguém oferecesse todos os bens da sua casa para comprar o amor, receberia em troca apenas desprezo. Cântico dos Cânticos 8:7

O livro bíblico conhecido como Cântico dos Cânticos ou Cantares é classificado por muitos eruditos como fazendo parte da literatura de sabedoria. Como os outros livros sapienciais, este se interessa pela condição humana e medita em um de seus aspectos vitais: o amor de um homem e de uma mulher.

A expressão “cântico dos cânticos” é um superlativo hebraico que qualifica este como o melhor ou mais belo dentre os mais de mil cânticos escritos por Salomão (1Rs 4:32). Em um mundo em que o mal se expande e é comum a quebra do padrão de matrimônio dado por Deus, Cantares celebra a dignidade e pureza do amor conjugal, que aproxima o homem e a mulher, e considera a vida sexual como um sadio realismo.

Podemos aprender, com Cantares, algumas lições de amor conjugal: os cônjuges sentem grande alegria em estar juntos (1:7; 2:10-14; 3:7, 8); eles não poupam palavras de elogio mútuo (1:8, 9, 16; 2:2, 3); e seu amor recíproco é muito forte, de modo que nada o pode igualar em valor nem destruí-lo (8:6, 7). Se você que lê esta meditação é casado, lembre-se de que essas são boas palavras para abençoar o seu casamento.

Nas Escrituras, esse tipo de amor serve para ilustrar o amor entre Deus e Seu povo. De fato, embora o maior valor de Cantares diga respeito ao amor no nível humano e conjugal, em sentido secundário devemos pensar nele como trazendo lições espirituais sobre nosso relacionamento com Deus. São elas: Cristo e Sua Igreja aguardam em expectativa a oportunidade de estar juntos para sempre (Jo 14:3; Rm 8:19-23; Fp 1:23; Ap 22:20); a igreja continuamente louva a Deus pela beleza de Seu caráter, por aquilo que Ele é (Sl 145), e Deus também demonstra Sua apreciação por Seu povo (Is 43:4); e o amor que nos liga a Deus é tão forte que nada nem ninguém pode extingui-lo (Jr 31:3, 4; Rm 8:38, 39).

Portanto, hoje, peça a Deus para encher de amor seu coração (Rm 5:5), valorize seu cônjuge, separe tempo para estar com ele, diga-lhe boas palavras e ame a Deus acima de tudo.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

29 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cantares/
https://youtu.be/gBLX1JuoRZc
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Jó 4 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 4
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 4 – Nossa concepção é limitada, não enxergamos a realidade espiritual; a não ser que dependamos da revelação de Deus. Nossas limitações levam-nos a agir geralmente de forma imprudente com quem precisa ser compreendido, amado e ouvido. Precisamos aprender reagir corretamente ao sofrimento alheio.

Elifaz retrucou Jó. Sua base foi sua teologia. Ele respondeu veementemente às expressões desesperadas de seu amigo que enfrentava angústia nas provações.

Elifaz começou aparentemente de forma compassiva, porém, logo partiu para um ataque acusatório com conselhos imprudentes. A abordagem teológica de Elifaz tem apoio bíblico (Salmo 94:12-13; Provérbios 1:7; 3:11-12), porém sua interpretação da revelação, tanto quanto da condição de Jó, foram extremamente simplistas.

Devido a uma compreensão superficial da religião, Elifaz agiu de forma equivocada ao acusar a Jó de ser culpado por seus próprios sofrimentos. O não considerar a possibilidade de Jó ser inocente e que suas aflições pudessem ter uma explicação diferente do que simplesmente uma punição divina por pecados específicos, resultaram de aplicar conceitos espirituais corretos no contexto errado. Tal interpretação simplista e imprecisa coloca em xeque a compaixão e a empatia que deveriam ser demonstradas a quem passa por uma tremenda crise, como a de Jó.

A preocupação em defender uma visão de Deus como Juiz que pune o mal atrapalha as pessoas de demonstrar empatia e compaixão a quem sofre. Elifaz apresenta uma visão teológica rigorosa e fria, seu objetivo visava impor uma solução aos problemas de Jó. Tal atitude resultou em falta de amor, acusação e condenação.

Se Jó já tinha grandes motivos de sobra para sofrer, quanto mais ao ser falsamente acusado em nome da sã teologia? A acusação dói, ainda mais quando ela é inadequada! O caso de Jó só piorava com o discurso de Elifaz criticando o inocente.

Leia atentamente Jó 4:1-21 e depois considere com oração:

• Não retribua o sofrimento da pessoa a pecados específicos.
• Não faça suposições ou julgamentos precipitados.
• Não seja ignorante ou insensível às emoções de quem sofre.
• Não deixe de demonstrar amor ao preocupar-se em dar soluções fáceis para situações complexas.
• Não culpe qualquer vítima assolada pela dor.

Geralmente, achar-se sábio significa ser tolo. Mais que oferecer respostas, ofereça compaixão a quem tanto precisa.

Vamos reavivar o amor para oferecê-lo a quem tem dor! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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terça-feira, 28 de março de 2023

CANTANDO PARA DEUS

 CANTANDO PARA DEUS

Que a palavra de Cristo habite ricamente em vocês. Instruam e aconselhem-se mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus com salmos, hinos e cânticos espirituais, com gratidão no coração. Colossenses 3:16

Esse texto revela duas maneiras pelas quais a Palavra de Deus pode permear nossa vida e nos abençoar. A primeira ocorre quando compartilhamos nossas experiências e nos aconselhamos mutuamente com irmãos de fé, citando os ensinos da Bíblia. A segunda consiste no louvor a Deus por meio do canto cujas palavras refletem a mensagem bíblica.
Podemos cantar para Deus por meio de salmos, hinos e cânticos espirituais. Os salmos são os poemas que formavam o hinário sem música de Israel. Foram utilizados também pelos primeiros cristãos que sabiam de memória muitos deles. Os salmos também são orações que, ao serem cantadas, possibilitam que todos pronunciem as mesmas palavras ao mesmo tempo.

No grego clássico, a expressão “hinos” se referia a poemas compostos em honra a um deus ou herói. No cristianismo, porém, os hinos são composições que exaltam a Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo – por causa de quem Ele é e pelo que tem feito (cf. Fp 2:6-11; Ef 5:14; Cl 1:13-20). Há alguns também que destacam a fidelidade de personagens bíblicos, como é o caso do hino intitulado “Faze como Daniel” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, n. 308). Os cânticos espirituais, por sua vez, são canções compostas sob a influência do Espírito Santo, que incluem outros propósitos (Ef 5:19; Cl 3:16).

No princípio do cristianismo, o canto envolvia a participação de todos os crentes no culto. Porém, na Idade Média, quando a igreja de modo geral se afastou de muitos ensinamentos bíblicos, a participação do povo foi abandonada. Durante mil anos, o povo foi proibido de cantar nos cultos. Ao ir às igrejas, eles apenas ouviam o louvor de uma classe chamada de cantores.

Posteriormente, quando surgiu a Reforma do século 16, houve uma grande mudança não apenas no ensino da Palavra de Deus, mas também na liturgia. Sob a liderança e o incentivo de Lutero, o povo voltou a cantar. Hoje, o canto congregacional é um elemento relevante em qualquer culto cristão. Por isso, cante com alegria, exaltando o nome de Deus. 

MEDITAÇÃO DIÁRIA

28 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cantando-para-deus/
https://youtu.be/0YbE2vky_FY
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Jó 3 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 3
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 3 – O sofrimento intenso pode levar alguém a olhar o dia de seu aniversário como sombrio. A dor que envolveu a Jó, o levou até amaldiçoar o dia de seu nascimento.

Este homem de Deus sofria de verdade, intensamente, ininterruptamente. Suas palavras, inspiradas pelo Espírito Santo, devem penetrar profundamente nosso âmago, objetivando inspirar-nos fortemente em meio aos terríveis sofrimentos da vida.

Em Jó 3, após um significativo período de silêncio, o sofredor expressa a sua dor em palavras. Ele abre a boca para expelir a angústia e aflição que lhe arrebatara as boas emoções. Ele sofria perdas, frustrações, inquietações, aflições, etc. Jó lamentou profundamente não ter morrido no parto para não ter que passar por todo sofrimento que o estava esmagando, e torturando-o.

Esse lamento inspirado em Jó 3 implica que, certas situações da vida não se resolvem com tentativas de controlar o que nos acontece, nem dá para resolver problemas simplesmente utilizando os métodos do pensamento positivo. Em ocasiões como as de Jó, tais tentativas não servem nem como paliativos!

Sofrendo fortemente a dor do luto, tristeza profunda, desamparo, desespero, Jó desejou a morte antes que a vida. Ao refletir na morte, Jó sugere-a como alívio daquele sofrimento intenso. Este homem profundamente religioso poderia ser diagnosticado com sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).

Após considerar estas informações, reflita nos princípios extraídos do discurso de Jó:

• Não é errado o fiel ter sentimentos de tristeza quando enfrenta dias tenebrosos (Jó 3:1-10).
• Não é pecado expressar emoções negativas (Jó 3:11-19).
• Há liberdade para questionamentos na religião bíblica (Jó 3:20-26).

Um aspecto positivo neste contexto negativo é o fato de ser possível refletir numa busca por compreensão do propósito de Deus em meio ao sofrimento profundo, a amargura indescritível, e a dor intensa. O segredo no lidar com a angústia não está em aprofundar no problema, mas aprofundar-se na compreensão dos propósitos divinos, em mergulhar fundo numa reflexão buscando explicação, solução e satisfação.

É preciso considerar que Deus tem um propósito maior que a morte; por isso, não vale a pena extirpar a vida, pois o suicídio significa abortar importantes planos divinos para nós.

A fé em Deus sustenta o fiel em meio à intensa dor cruel. Para tanto, tenhamos sempre nossa fé reavivada! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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segunda-feira, 27 de março de 2023

BUSQUEM O SENHOR

 BUSQUEM O SENHOR

Busquem o Senhor e vocês viverão. Amós 5:6

Era o oitavo século antes de Cristo. O povo de Deus se dividira em dois: Israel, ao norte, que contava com dez tribos; e Judá, ao sul, com duas. Israel havia caído na idolatria, e Deus lhe enviara Seus profetas. Sua missão era repreender os pecados do povo e chamá-lo ao arrependimento (Am 3:7), mas o povo recusou (v. 10). Eles, isto é, os hebreus, caminhavam a passos largos para a destruição. Deus precisou falar de modo mais enérgico para despertá-los, para tirá-los do mau caminho e fazê-los retornar a Si.

Então lhes enviou a fome (Am 4:6). Talvez, na crise, O buscassem. Mas isso não aconteceu. Posteriormente, ao relembrar o ocorrido, Deus disse: “Mas vocês não se converteram a Mim” (v. 6). As chuvas, então, foram retidas, e lhes faltou tanto a água quanto o alimento. O resultado se repetiu, e o Senhor tornou a dizer: “Mas vocês não se converteram a Mim” (v. 8). Na sequência, vieram os gafanhotos, que consumiram todas as plantas, o que resultou em fome e morte. Ainda assim, permaneceram no erro e, novamente, é dito: “Mas vocês não se converteram a Mim” (v. 9). Deus, que continuava a insistir, enviou-lhes a peste e a guerra. Isso de nada adiantou, e a avaliação do Céu permaneceu: “Mas vocês não se converteram a Mim” (v. 10). Surgiu, depois, um fogo que consumiu alguns deles. Mesmo assim, não se desviaram de seus maus caminhos, e Deus tornou a dizer: “Mas não se converteram a Mim” (v. 11).

A destruição já estava à vista, mas ainda dava tempo de voltar para o Senhor. A mensagem divina para o povo era: “Prepare-se, ó Israel, para se encontrar com o seu Deus! ” (v. 12). Eles ainda podiam se preparar. E Deus insistiu: “Busquem a Mim e vocês viverão” (Am 5:4), “busquem o Senhor e vocês viverão” (v. 6), “busquem o bem e não o mal, para que vocês vivam” (v. 14).

Quando Deus vê Seus filhos andando por caminhos tortuosos, não fica de braços cruzados, apenas observando. Ele Se empenha para atraí-los. Quer que deem meia-volta, quer sua conversão. Ele usa métodos brandos e, se necessário, emprega outros mais enérgicos. Ainda assim, é possível desprezar todos os convites, repreensões e castigos. As dez tribos disseram “não” a Deus, de todos os modos possíveis. Por fim, foram destruídas.

Deus está continuamente agindo para nosso bem. Hoje, digamos “sim” a Seus apelos!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

27 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/busquem-o-senhor/
https://youtu.be/wc2REpyxnMY
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Jó 2 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 2
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 2 – A fé é mais importante na adversidade do que na prosperidade. Sua atuação é mais relevante diante da aflição do que diante da satisfação. Porém, ela precisa ser desenvolvida em dias de tranquilidade para ser usada em dias de turbulência.

Assimile as profundas lições de vida de Jó 2:

Jó lidou com problemas gigantescos provocados diretamente pelo Diabo. Simultaneamente, esse homem bom enfrentou complexos problemas financeiros, familiares e salutares. Jó precisou lidar com grandes perdas significativas – que fariam pessoas frágeis caírem em profunda depressão, ou buscar “solução” no suicídio.

• A resiliência de Jó transformou-se num poderoso legado para todos nós quando enfrentamos problemas.

O fiel servo de Deus, maduro espiritualmente, não é blindado ao sofrimento, nem possui sangue de barata. Ele não é insensível nem indolor diante da dor física e emocional. Após Satanás o atingir “com feridas terríveis, da sola dos pés ao alto da cabeça... Jó apanhou um caco de louça e com ela se raspava, sentado entre as cinzas”. Quando vieram seus amigos para consolá-lo “mal puderam reconhecê-lo e começaram a chorar em alta voz... Os três se assentaram no chão com ele, durante sete dias e sete noites. Ninguém lhe disse uma palavra, pois viam como era grande o seu sofrimento” (Jó 2:7-8, 11-13).

Embora tivesse muita fé, Jó se entristeceu profundamente, perdeu interesse em atividades outrora prazerosas, teve insônia, perda de apetite e de energia, etc. Assim, Satanás acreditava piamente que Jó perderia também a fé. Entretanto, ainda que a esposa o forçasse a abandonar a Deus, nada o convenceu a fazê-lo!

A resiliência de Jó mostra-nos que a fé desenvolvida chega a ser maior que as aflições causadas pelas mais terríveis adversidades. Por isso, é possível continuar confiando em Deus, independentemente das circunstâncias que nos assolam.

Além disso, Jó demonstra que mesmo sem entender nada, é possível enfrentar qualquer dificuldade mantendo viva a chama da fé. Na verdade, as aflições devem servir de grande motivação para colocar a fé em prática.

• Ainda que tudo conspire contra a fé, ela pode sobreviver.

Portanto, avancemos rumo à elevada filosofia de Jó: “Saí nu do ventre de minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor” (Jó 1:21). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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domingo, 26 de março de 2023

BRILHANDO MAIS E MAIS

 BRILHANDO MAIS E MAIS

A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. Provérbios 4:18, ARA

No momento em que somos, pela primeira vez, justificados – perdoados por Deus – começa o processo de santificação, que se desenvolve durante toda a nossa existência. À medida que o tempo passa, conhecemos mais o caráter de Deus e Sua vontade. Somos cada vez mais puros, consagrados e semelhantes a Cristo.

Como diz o livro de Provérbios, o caminho do justo é como a luz do Sol pela manhã. Para qualquer observador, o Sol vai crescendo de glória em glória, de um estágio a outro, até que, quando está no meio do céu, encontra-se com toda a força e brilho. Ele não saltou repentinamente da escuridão para seu apogeu, mas foi pouco a pouco. Assim é com o cristão. A partir da aceitação de Cristo e da justificação, haverá um contínuo desenvolvimento do caráter. Desse modo, refletiremos cada vez mais plenamente a imagem de Cristo (2Co 3:18).

Na Carta aos Romanos, quando Paulo argumenta sobre a justificação do pecador, ele chega a uma conclusão. Estas são suas palavras: “Concluímos, pois, que o ser humano é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3:28). Isso significa que as boas obras e a obediência não são um requisito para que sejamos justificados, perdoados. Ao nos justificar, Deus não leva em conta nossas boas obras, não importa quais sejam. Deus olha para a nossa fé, que é a resposta ao que Ele fez por nós, em Cristo.

Isso não é tudo. O mesmo apóstolo, no mesmo capítulo, tratando do mesmo assunto da salvação, ensina-nos que o fato de as obras não serem consideradas na justificação não as torna dispensáveis. Na verdade, o cristão será obediente e dará atenção aos mandamentos de Deus. Sua fé estabelecerá a lei de Deus em sua vida por meio da obediência. A fé em Cristo para o perdão dos pecados não anula a obediência, mas a produz. Sempre que alguém possui a verdadeira fé, produzirá obras como consequência natural. O argumento de Paulo é: “Anulamos, então, a lei por meio da fé? De modo nenhum! Pelo contrário, confirmamos a lei” (Rm 3:31).

Ao sentir os raios do Sol, lembre-se de que hoje é um ótimo dia para você brilhar mais do que ontem, para confirmar a lei de Deus em sua vida.
 MEDITAÇÃO DIÁRIA
26 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/brilhando-mais-e-mais/
https://youtu.be/yi9pjiHOlyI
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Jó 1 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 1
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 1 – Estamos perante uma obra-prima da literatura hebraica. O livro de Jó é bem sofisticado, contendo ampla gama de ideias e conceitos complexos. Em suas páginas encontram-se uma série de debates teológicos sobre o sofrimento humano, a justiça divina, a sabedoria, a soberania do Deus verdadeiro, a criação e a natureza humana.

O enredo conta com discussão filosófica e teológica de alto nível. Contudo, sua linguagem é poética, incluindo uma série de figuras de linguagem e imagens poderosas visando atrair leitores para assuntos importantes. Desta forma, as temáticas de Jó são incompreensíveis apenas aos leitores superficiais, rasos e relapsos.

A didática desse livro é extraordinária. Inicia com relatos históricos, revelando-nos o que Jó desconhecia. Desde o início recebemos informações privilegiadas, que Jó não possuía. Abre-se a cortina do mundo natural, e mostra o que acontece sobrenaturalmente no mundo espiritual.

Ou seja, existe uma realidade além daquela que nossos sentidos podem perceber naturalmente. Entretanto, ainda que não podemos ver nem tocar, esse aspecto da vida não é ilusório, nem irreal, muito menos imaginário. Existe Deus, tanto quanto existe o Diabo – são seres mais reais que a realidade captada por nós.

Embora o texto exija uma leitura atenta e reflexiva para compreender ideias e conceitos complexos da vida, somos elevados para além dos sentidos humanos, a uma realidade sobrenatural – da qual todos nós estamos indubitavelmente envolvidos.

“As faculdades físicas e mentais, juntamente com as afeições, devem ser cultivadas de maneira que atinja a máxima eficiência”, diz Ellen White. Se nos desenvolvermos assim, Deus poderá usar-nos mais eficientemente. Moisés estudou nas melhores universidades de sua época; Deus usou suas habilidades intelectuais para escrever o primeiro livro inspirado que comporia as Escrituras Sagradas para instruir a humanidade. Note também, que o culto, instruído e intelectual apóstolo Paulo escreveu mais da metade dos livros do Novo Testamento.

Estudando Jó 1, encontramos:

• Descrição de Jó como indivíduo poderoso, pai e religioso.
• Diálogo entre Deus e Satanás.
• Revelações das investidas de Satanás a Jó e seus pertences.
• Atitude de Jó frente ao sofrimento.

O sofrimento é parte da vida, pois Satanás é real. Contudo, a realidade divina eleva o sofredor da aflição à adoração, pois Deus é superior ao mais terrível sofrimento. Portanto, reavivemo-nos: Louvemos ao Senhor, independente das circunstâncias! – Heber Toth Armí.
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sábado, 25 de março de 2023

BONDADE

 BONDADE

Deem graças ao Senhor, porque Ele é bom. 1 Crônicas 16:34

Antes de requerer que sejamos bondosos, as Escrituras declaram a bondade de Deus. Ela pode ser vista em Suas ações. Desde o princípio, revela-se nos preparativos que Ele fez para o surgimento do ser humano, a obra coroadora da criação. A luz, o firmamento, a vegetação, os animais – tudo era belo, puro e perfeito. A avaliação divina feita a cada dia daquela primeira semana constatava que tudo o que surgia era “bom”. Terminando a criação, ao fazer uma avaliação final de todas as Suas obras, “Deus viu o que havia feito, e eis que era muito bom” (Gn 1:31). Essa mesma bondade foi manifestada ao longo de todo o Antigo Testamento, no qual Deus é apresentado como o único que é exclusivamente bom (1Cr 16:34; 2Cr 5:13; Sl 16:2; 118:1). Esse fato ecoa no Novo Testamento nas palavras de Jesus: “Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus” (Mc 10:18).

Porém, o fato de somente Deus ser absolutamente bom não implica que o predicado “bom” não possa ser empregado para expressar as diferenças morais entre as pessoas, isto é, distinguir as boas das más (Mt 12:35; 25:21; Lc 6:45; 19:17). Ao criar o ser humano, Deus o fez como um ser moral com quem pudesse ter relações pessoais. Ele o criou à Sua imagem e semelhança (Gn 1:26, 27), com uma consciência moral na qual inscreveu a mesma lei que é reflexo de Sua natureza (Rm 2:11-16). Desse modo, como “a lei é santa e o mandamento é santo, justo e bom” (Rm 7:12), semelhantemente, o ser humano também era santo, justo e bom.

Quando Deus disse que tudo quanto criara era muito bom, isso também se referia ao homem e à mulher. Estes, ao saírem das mãos do Criador, eram muito bons. Mas o pecado alterou drasticamente a condição humana. Agindo contrariamente à orientação divina, o ser humano escolheu se relacionar com o mal. Por isso, deixou de ser bom. Contudo, Deus planejou mudar nossa condição e nos tornar bons novamente. Isso é possível mediante Seu plano de redenção.

Ao crermos em Cristo e recebermos Seu Espírito, começa a ser produzido em nós o fruto do Espírito. Esse fruto inclui a bondade (Gl 5:22), um aspecto do amor que se apresenta por meio de ações que se harmonizam com a lei de Deus. Hoje, permita que Ele atue em sua vida para torná-lo bom.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

25 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/bondade-3/
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Ester 10 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ester 10
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


ESTER 10 – Chegamos ao fim de um fantástico livro cujo título é de uma mulher. Seus ensinamentos valem ouro.

“Os acontecimentos registrados no livro ocorreram entre o sexto e o sétimo capítulo de Esdras, durante o reinado de Assuero (Xerxes), rei da Pérsia. O livro trata dos judeus que permaneceram na Babilônia e não voltaram para Jerusalém com o pequeno grupo liderado por Zorobabel (Ed 2). O nome deriva de sua personagem principal, Ester, a órfã que se tornou rainha. Ester é um nome persa que significa ‘estrela’, e talvez esse significado esteja ligado à deusa Istar. Hadassa, seu nome hebraico, significa ‘murta’”. Os eventos relatados sucederam em Susã, “uma das principais cidades da Pérsia... O profeta Daniel passou muito tempo nessa cidade (Dn 8), e Neemias trabalhou ali após a época de Ester (Ne 1)”, destaca William MacDonald.

Conquanto, Ester é um livro de extrema importância. Ele “apresenta uma parte da história dos judeus que não aparece em nenhum outro texto da Bíblia. Por exemplo, com base nessa história, aprendemos sobre a origem da Festa de Purim, a qual, como todos sabem, o povo judaico celebra até os dias de hoje”, aponta Carl Armerding.

Sua relevância na atualidade deve-se às suas singularidades. Uma delas é que, em suas páginas, não aparece nenhuma referência direta a Deus. Contudo, o leitor atento notará claramente a mão de Deus conduzindo cada aspecto da história dos judeus que permaneceram na Pérsia, tanto quanto dos que retornaram a Jerusalém. O caráter de Deus é exposto de forma singular; Ele atua silenciosamente em meio às complexas crises escuras da vida, para o bem daqueles que O buscam.

Uma órfã estrangeira exilada tornou-se rainha de uma forma duvidosa. Ester escondeu sua identidade conforme sugestão do tio, Mardoqueu. Esse judeu exilado tornou-se “o segundo na hierarquia, depois do rei Xerxes” – elevado na política persa, não esqueceu seus conterrâneos. Desta forma, foi “homem importante entre os judeus e foi muito amado por eles, pois trabalhou para o bem de seu povo e promoveu o bem-estar de todos” (Ester 10:3).

Mardoqueu seria enforcado e todos os judeus executados no Império Persa. A reviravolta evidencia a presença graciosa de Deus atuando na história. Esse Deus continua o mesmo, e está à nossa disposição! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 24 de março de 2023

UM LIVRO DA PARTE DE DEUS

 UM LIVRO DA PARTE DE DEUS

Nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo. 2 Pedro 1:21

Gosto de entrar nas grandes livrarias e examinar os livros oferecidos. Todos os anos são publicados milhares de novos títulos sobre os mais variados assuntos. Não importa sua profissão, você pode continuar a se aperfeiçoar por meio de bons livros. Em qualquer área do conhecimento humano, há aquelas obras que se destacam como referência. Algumas delas chegam a vender mais de um milhão de exemplares. Mas de todos os livros escritos, a Bíblia merece lugar de destaque. Ela continua a ser o livro mais traduzido, mais vendido, mais lido e mais amado no mundo.
Quem foram seus escritores? Eles eram homens dedicados ao serviço de Deus e plenamente comprometidos. Foram escolhidos por Deus e, ao longo de sua vida, receberam a educação e as experiências que os prepararam para a sagrada tarefa de escrever a Bíblia. Quando chegou o momento certo, cada um estava pronto para escrever as revelações que Deus lhe concedera.

Ao escrever a porção bíblica que lhes correspondia, eles foram guiados pelo Espírito de Deus, de modo que o conteúdo não fosse produto de suas próprias ideias ou imaginação. Eles escreveram aquilo que Deus queria que escrevessem. A supervisão do Espírito Santo sobre cada um fez da Bíblia a Palavra de Deus para o ser humano, e não a palavra humana a respeito de Deus. Sua mensagem vem da parte de Deus. É assim que devemos considerá-la.

Pelas páginas da Bíblia, sabemos quem é Deus, como é Seu caráter, quais são Seus atributos e o que Ele planejou para nós. Ela também nos diz quem somos, como surgimos, qual é nossa condição atual e como podemos ser transformados. Ela ilumina nossa vida e nosso caminho. Porém, faz mais do que isso. Quando a lemos em oração e com o sincero desejo de conhecer a verdade para poder obedecer a Deus, recebemos poder para viver cada vez mais em conformidade com Sua vontade.

Por isso, hoje, convido você a abrir a Bíblia e ler sua mensagem. Desse modo, hoje mesmo, você poderá receber sabedoria para tomar boas decisões e ter o poder de ser obediente.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

24 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/um-livro-da-parte-de-deus/
https://youtu.be/kU8pOdIWvO4
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Ester 9 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ester 9
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


ESTER 9 – A teologia da providência e soberania divinas está entrelaçada nos livros de Daniel, Neemias e Ester.

Os relatos de Daniel ocorreram no século VI a.C. durante os reinados dos reis Nabucodonosor, Belsazar e Dario. Os de Neemias referem-se ao século V a.C. após o retorno do exílio babilônico, durante o governo de Artarxerxes I. E, os eventos de Ester aconteceram durante o reinado do rei Xerxes, da Pérsia no século IV a.C.

O livro de Daniel revela Deus como Soberano sobre todos os Impérios, e Seu povo pode confiar em Sua proteção e intervenção na história. Neemias e Ester seguem essa mesma temática teológica.

Interessante que há uma relação incrível entre Daniel, Neemias e Ester. Todos os três estavam envolvidos diretamente com a política secular de nações pagãs. Uma grande diferença é que, enquanto Daniel e Ester nunca voltaram do exílio, Neemias retornou para liderar e governar sobre seu povo em Jerusalém. Contudo, nenhum deles fugiu para longe do mundo intentando evitar sua corruptora influência. Na providência divina, eles deviam estar no mundo, todavia não ser do mundo. Estando todos os três diante dos desafios da vida na corte, deviam permanecer íntegros, inteiramente comprometidos com Deus. Nenhum deles falhou em sua missão.

Assim como Daniel e Neemias, Ester foi fundamental para os judeus em seu tempo. O capítulo 9 é o maior de seu livro. Há pelo menos três princípios relevantes neste capítulo:

• É necessário preparação para enfrentar a oposição e ameaças de violência (Ester 9:1-5).
• Além de estratégias, é importante organizar uma agenda de combate ao mal (Ester 9:6-19).
• Após preparar-se e agir, é necessário celebrar com a vitória (Ester 9:20-32).

Diante da providência divina, da libertação miraculosa, e da união do povo para enfrentar o mal e alcançar a vitória, a festa do Purim é um legado de gratidão. Purim é um legado bíblico festivo de que as boas festas são momentos de celebrar a vida, agradecer pela existência e pelas oportunidades concedidas por Deus, e também uma importante oportunidade de renovar a determinação de honrar a vontade de Deus.

As festas deveriam ser momentos para lembrar as lições do passado, sonhar com o futuro glorioso e viver o presente com gratidão pela soberania divina. Festejamos, alegremo-nos, agradeçamos e, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quinta-feira, 23 de março de 2023

BÍBLIA X TRADIÇÃO

 BÍBLIA X TRADIÇÃO

Assim, pois, irmãos, fiquem firmes e guardem as tradições que lhes foram ensinadas, seja por palavra, seja por carta nossa. 2 Tessalonicenses 2:15

No fim da Idade Média, nos dias de Lutero, a teologia cristã dependia de quatro fontes básicas: as Escrituras Sagradas, a tradição da igreja, a experiência humana e a razão, sendo que as duas primeiras eram vistas como de maior valor.

Durante séculos, a igreja colocou suas tradições em posição de autoridade superior à da Bíblia. Isso resultou em muitas práticas e ideias não bíblicas. Alguns exemplos são as orações aos santos e a Maria, o dogma da concepção imaculada, a transubstanciação, o batismo de bebês, as indulgências e a autoridade papal.

Na verdade, é bom e necessário que a igreja tenha tradições (2Ts 2:15; 3:6). Elas têm um papel importante em tornar clara a doutrina cristã e organizar a prática cristã, mas não devem estar em desacordo com a Bíblia. As tradições não são o problema. Tradições não bíblicas é que o são. A Bíblia é o sólido alicerce no qual devemos basear as tradições da igreja.

Precisamos cuidar para que a subjetividade e a opinião pessoal não tirem a prioridade dos ensinamentos da Bíblia. Devemos rejeitar qualquer tradição ou ensino que não esteja em completa concordância com ela. O reformador Lutero, por exemplo, somente aceitava um ensinamento quando este preenchia três condições: (1) encontrava-se nas Escrituras, (2) era capaz de convencê-lo racionalmente de que as Escrituras realmente o fundamentavam e justificavam, e (3) era capaz de satisfazer sua consciência.

O trabalho de Lutero e de outros reformadores foi revelar o que a igreja devia ter feito. Em lugar de se apegar às tradições e repassá-las, a igreja devia ter dado alta prioridade à produção de cópias das Escrituras. Embora fosse impossível, naquela época, cada cristão possuir uma cópia completa da Bíblia, cada congregação local podia ter um exemplar da Bíblia, completa ou não. Os líderes da igreja também deviam ter feito do estudo das Escrituras sua mais alta prioridade, para que pudessem ensiná-las com precisão.

Portanto, edifiquemos nossa vida, nossa família e a igreja e suas tradições sobre o firme fundamento das Escrituras.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

23 de março

https://mais.cpb.com.br/meditacao/biblia-x-tradicao/

https://youtu.be/J4Pd6HiGe6w

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Ester 8 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ester 8
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


ESTER 8 – A Bíblia é um poço infinito de sabedoria.

Leia Ester 8, e depois reflita atentamente nos seguintes versículos:

• “A justiça dos justos os livra, mas o desejo dos infiéis os aprisiona... O justo é salvo das tribulações, e estas são transferidas para o ímpio. Com a boca o ímpio pretende destruir o próximo, mas pelo seu conhecimento o justo se livra” (Provérbios 11:6, 8-9).
• “Quando os justos prosperam a cidade exulta; quando os ímpios perecem, há cantos de alegria... Quem faz o bem aos outros a si mesmo o faz; o homem cruel causa o seu próprio mal” (Provérbios 11:10, 17).
• “Quem permanece na justiça viverá, mas quem sai em busca do mal corre para a morte... Esteja certo de que os ímpios não ficarão sem castigo, mas os justos serão poupados... Quem procura o bem será respeitado; já o mal vai de encontro a quem o busca” (Provérbios 11:19, 23, 27).
• “Se os justos recebem na Terra a punição que merecem, quando mais o ímpio e o pecador” (Provérbios 11:31).
• “A luz dos justos resplandece esplendidamente, mas a lâmpada dos ímpios apaga-se” (Provérbios 13:9).
• “A conversa do insensato traz vara para as suas costas, mas os lábios dos sábios os protegem... O sábio é cauteloso e evita o mal, mas o tolo é arrogante e dá-se por seguro” (Provérbios 14:3, 16).

Ester 8 mostra que a justiça produz alegria e celebração, enquanto a impiedade gera sofrimento e tristeza. Hamã, que planejou a destruição dos judeus acabou sendo enforcado na forca que mandou preparar para Mardoqueu, isso mostra que se plantarmos o mal contra os outros, colheremos o mal que plantarmos.

A segurança humana não está na arrogância, na ganância ou na violência; está em Deus. Além de Hamã ser enforcado, um novo decreto foi emitido permitindo que os judeus se defendessem de quem intentasse matá-los. Além disso, Ester recebeu do rei a casa de Hamã; e, Mardoqueu foi nomeado para o cargo de Hamã. Com isso, alegria imperou e muitos pagãos se converteram ao judaísmo.

Ester 8:17 revela a importância da confiança em Deus, da integridade e da sabedoria que resultam em ação divina na história e promove salvação. Nisso consiste o segredo da evangelização.

Vivamos com verdadeira sabedoria! Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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quarta-feira, 22 de março de 2023

BENIGNIDADE

 BENIGNIDADE

Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando uns aos outros, como também Deus, em Cristo, perdoou vocês. Efésios 4:32

“Benigno” é alguém amável, delicado, cortês e gentil. É o oposto de um indivíduo desagradável, rude e grosseiro. Há nas Escrituras diversos exemplos de pessoas que, por meio de suas ações, manifestaram a amabilidade que havia em seu coração. Examinemos um deles, no Antigo Testamento. Em 1 Samuel 25, encontramos um casal com essas características. A esposa era gentil; o marido, intratável. Ele se chamava Nabal, e ela Abigail. Nabal, cujo nome significa “insensato”, é descrito como alguém muito rico, possuidor de rebanhos e servos, mas “grosseiro e mau em tudo o que fazia” (v. 3). Na visão de seus servos e de sua esposa, era um “homem maligno” (v. 17, 25), ou seja, alguém desprezível.Certa vez, quando Davi era apenas um fugitivo, ele acampou com seus homens, durante várias semanas, nas proximidades da fazenda dessa família. Naqueles dias, eles ajudaram a proteger os rebanhos de Nabal de animais ferozes e de ladrões. Respeitaram a propriedade alheia, nunca tocando em nada do patrimônio daquele rico fazendeiro.

Tempos depois, em uma ocasião de muita prosperidade para Nabal, mas de necessidade para os homens de Davi, eles solicitaram alguma ajuda na forma de alimento, mas Nabal, além de se recusar, aos gritos, fez pouco caso de Davi e de seu grupo. Quando Davi soube do ocorrido, reuniu seus homens e dirigiu-se à casa de Nabal com a intenção de exterminar aquele homem e seus servos. Felizmente, um dos servos contou a Abigail o que aconteceria.

Essa mulher sábia rapidamente providenciou alimento para Davi e seus homens e o enviou por meio de seus criados como um presente. Pouco depois, ela mesma foi ao encontro de Davi. Mediante suas ações e palavras, conseguiu impedir um grande massacre. O relato a descreve como uma mulher “inteligente” (v. 3), que agiu com “prudência” (v. 33). De fato, ela agiu com prontidão, foi humilde, assumiu a culpa e, com benignidade, desviou a ira de Davi e salvou muita gente.

Sejamos, hoje, benignos em todos os nossos relacionamentos. Desse modo, poderemos ser uma bênção para outros.
MEDITAÇÃO DIÁRIA
22 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/benignidade/
https://youtu.be/SooL9_M0hac
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Ester 7 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ester 7
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


ESTER 7 – Os eventos do livro de Ester não acontecem dentro do templo. Sua mensagem é para ser aplicada fora das quatro paredes da igreja. Todavia, a teologia deste livro é riquíssima, embora seja pouco explorada. Note:

• Deus é soberano: Ele comanda o Universo, controla o Planeta Terra e direciona a história mundial conforme Seus nobres propósitos. Ele usa indivíduos e eventos seculares objetivando estabelecer Seus planos. Quando não vemos nitidamente Sua presença, é certo que Ele está agindo nos bastidores para levar a cabo a salvação ao seu auge.
• Deus é justo: Em meio à injustiça e perseguição de Seu povo, Deus está atuando de forma invisível. Como Juiz universal, julga àqueles que intentam erradicar Seu povo e recompensa aos que defendem a justiça. Deus é intolerante à injustiça; mais cedo ou mais tarde Ele fará justiça contra os injustos.
• Deus toma providências: As adversidades não atrapalham as providências de Deus em prol de Seu povo. Ele pode usar pessoas improváveis e situações complexas para mostrar ser Ele soberano em qualquer situação. Sua defesa, Sua justiça e Sua providência não conhecem limites – devemos aprender a confiar em Seu poder.

Ester 7 pode parecer ter senso de justiça poética na forma em que Hamã foi punido por suas ações perversas, cruéis e corruptas; entretanto, a história geral do livro é uma narrativa séria e trágica de perseguição e genocídio planejados contra um povo, por capricho de um homem vaidoso. Tal cena será vista mais amplamente nos últimos capítulos da história humana, como está previsto em Apocalipse 13:11-18.

A queda do orgulhoso Hamã revela que a soberba precede a queda. A arrogância que anseia pela destruição alheia será destruída sem sair-se vencedora. Quem desejava a morte alheia teme a justiça contra sua injustiça. A ironia dramática mostra que a forca preparada para inocentes será usada por quem a preparou. O “feitiço” pode sim virar-se contra o “feiticeiro”. A injustiça cai na malha fina da justiça (Ester 7:9-10). Diante do tribunal celestial, o mesmo acontecerá àqueles que lutam contra Deus (Apocalipse 20).

Em certas condições pode parecer que, em nossa vida, o mal parece estar ganhando forças (Apocalipse 6:9-11); contudo, Ester 7 nos mostra que Deus está atento às injustiças e pode reverter qualquer situação. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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BENEFÍCIOS DA PROPICIAÇÃO

 BENEFÍCIOS DA PROPICIAÇÃO

Sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus apresentou como propiciação, no Seu sangue. Romanos 3:24, 25

Entre os pagãos, a propiciação era uma maneira jeitosa de o indivíduo, por meio de uma oferenda, mudar o pensamento de uma divindade, ou seja, influenciá-la para que lhe fosse favorável. Porém, na religião da Bíblia, a iniciativa da reconciliação entre Deus e o ser humano, bem como a oferta para apaziguar Sua ira, são obras de Deus (2Co 5:18, 19). O sacrifício de Cristo não tinha o objetivo de despertar amor no coração divino, mas manifestar o amor que lá se encontrava (Jo 3:16).

Foi o derramamento do sangue de Cristo, em sacrifício, que alcançou a propiciação, extinguindo a ira de Deus e nos redimindo da morte, porque Jesus ocupou nosso lugar como substituto e representante.

A propiciação demonstra a justiça de Deus. O que ocorreu na cruz evidenciou não apenas o perdão divino, mas também a justiça como fundamento para esse mesmo perdão. Em Cristo, Deus satisfez Suas próprias exigências santas, desviando do pecador a ira justa que ele merecia e voltando-a contra Si mesmo. Pelo sacrifício de Cristo, Deus satisfez, ou propiciou, Sua própria ira. Consequentemente, Deus não mais necessita de propiciação antes que possa perdoar, porque essa propiciação já foi feita por Cristo em favor de todo pecador.

A ideia de propiciação, conforme vemos na Carta aos Romanos, é a de que todos estão “debaixo do pecado” (Rm 3:9) e permanecem expostos à ira de Deus, tanto na sua manifestação presente quanto futura. Contudo, por causa da fé em Cristo – “a quem Deus apresentou como propiciação, no Seu sangue” (v. 25) –, “seremos por Ele salvos da ira” (Rm 5:9).

Nós, que éramos ímpios (Rm 4:5) e inimigos de Deus (Rm 5:10), fomos reconciliados com Ele (v. 10), justificados gratuitamente por Sua graça (Rm 3:24) e temos paz com Deus (Rm 5:1). Daqui em diante, Ele é por nós em todas as situações (Rm 8:31). Além disso, permanece a realidade de que os benefícios da propiciação são tão extensivos quanto o pecado: são oferecidos ao mundo inteiro (1Jo 2:2). Portanto, o sacrifício de Cristo é necessário a todos e suficiente para todos.

https://youtu.be/hwVJg2hNpPs

MEDITAÇÃO DIÁRIA

21 de março

https://mais.cpb.com.br/meditacao/beneficios-da-propiciacao/

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terça-feira, 21 de março de 2023

Ester 6 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ester 6
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


ESTER 6 – É possível usar e abusar do poder. O poder pode ser usado positiva ou negativamente. Dependendo como é usado, resultará em bênçãos ou trará estragos, desgraças e maldições.

Abuso do poder é visto primeiramente no rei autoritário; Xerxes/Assuero depôs sua esposa Vasti sem dó e piedade apenas porque ela não satisfez seus reclamos depravados de desfilar perante seus amigos bêbados (Ester 1).

Hamã, um grande político, abusa do poder ao usar sua posição de influência para persuadir o rei a emitir um decreto que permitiria a erradicação dos judeus do Império Persa. O auge de sua crueldade no abuso do poder revela-se em sua ordem de construir uma forca para enformar Mardoqueu/Mordecai (Ester 5:14).

O bom uso do poder é visto claramente na atitude da rainha Ester. Sua coragem e determinação reveladas em suas ações resultam poderosos exemplos de como é possível usar a influência para o bem. Ela arriscou-se para salvar seu povo em vulnerabilidade (Ester 4:15-16).

É também notória a forma em que Mardoqueu, tio de Ester, fez uso do poder, enquanto trabalhava de porteiro no palácio real. Sem se render à ameaça de Hamã, encorajou Ester a agir com coragem diante das situações absurdamente adversas. Ele também ousou frustrar a conspiração que visava assassinar o rei; fez isso sem intenção de tirar vantagens – em contraste com Hamã, que andava buscando honras para si (Ester 6:1-14).

No livro de Ester, “o autor faz uma reflexão sobre os objetivos do uso do poder. Quem quer que possua poder como um fim em si mesmo acabará como Hamã; e qualquer que use o poder como Mardoqueu será honrado, como disse Jesus: ‘O maior entre vocês será servo. Pois todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e todo aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado’ (Mt 23:11-12)” (Bíblia do Discípulo).

Contrastando Hamã e Mardoqueu, pode-se refletir no uso e abuso do poder. Enquanto o poder usado corretamente...

• ...possui motivações altruístas; o poder corrompido possui motivações egoístas.
• ...se dispõe a servir; o poder baseado no orgulho, egoísmo e vaidade abusa da autoridade.
• ...age com coragem pacífica; o poder deturpado age com violência infundada.
• ...se pauta na verdade; o poder maligno se pauta em fraudes.

Usemos nossa influência corretamente! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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segunda-feira, 20 de março de 2023

BENDITA ESPERANÇA

 BENDITA ESPERANÇA

Vivamos neste mundo de forma sensata, justa e piedosa, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Tito 2:12, 13

A esperança parece ser uma marca da humanidade. É comum ser dito que a esperança é a última que morre, e pessoas de todas as idades e classes sociais parecem tê-la. No entanto, é comum ver essa esperança se manifestando em relação a ganhos materiais ou a coisas desta vida. A esperança do cristão, por sua vez, é substancialmente diferente. Tem sólidos fundamentos: o caráter de Deus, Seus poderosos atos e Suas promessas (At 24:15; Rm 5:3-5; 1Ts 2:16). Seu foco está no retorno de Cristo, acontecimento chamado de “a bendita esperança”.

O plano da salvação compreende muito mais do que perdão e completo livramento do mal. Temos uma preciosa herança, somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo (Rm 8:17). Essa herança é preciosa, eterna e infinita. Ela começará a ser nossa a partir da volta de Cristo (Mt 25:34). A vida com Deus é rica de esperança, no poder do Espírito Santo (Rm 15:13), pois estamos cientes de que teremos um glorioso futuro se hoje formos fiéis a Cristo (Cl 1:5; Ap 21:1-7).

Por outro lado, uma existência sem esperança em Deus e em Suas promessas resulta na incerteza do amanhã, na certeza da morte e da transitoriedade da vida. É semelhante à vida de Salomão quando se encontrava longe de Deus. O indivíduo pode possuir tudo, mas isso não é o bastante, é pura canseira e vaidade, é como correr atrás do vento (Ec 1:8, 14; 2:1-11).

A esperança cristã tem efeitos muito positivos em nossa vida e realmente faz a diferença. Possui uma influência transformadora que muda nossas perspectivas e escolhas, trazendo alegria e paz em meio às lutas e decepções do presente. Remove o medo e o substitui pelo amor e pela confiança. Torna-nos atuantes e bastante esforçados na obra de Cristo (1Tm 4:10). Portanto, continuemos firmes na esperança!

“Jesus voltará, com poder voltará; / Os Seus levará para o Céu. / Iremos com Ele pra sempre morar / Num lar só de paz e de amor. / Estás pronto a ir e morar com Jesus, / O teu Salvador sem igual? / Estás pronto a ir e morar com Jesus, / A ir para o lar celestial?” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, n. 442). 

MEDITAÇÃO DIÁRIA

20 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/bendita-esperanca-4/
https://youtu.be/1z6gjE7-s3I
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Ester 5 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ester 5
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

 ESTER 5 – Os valores da vida precisam reger nossa existência, ainda que haja medo de coloca-los em prática, devido aos riscos de fazer a coisa certa em um ambiente perigoso.


Ester, a menina judia que ganhara o concurso de beleza para casar-se com o monarca da Pérsia, tornou-se a esposa do rei mais poderoso do mundo daquela época. Sua história outorga preciosíssimas lições a todas as gerações:

• Para arriscar a vida na prática da justiça é importante ter coragem e total confiança no Soberano do Universo (Ester 5:1-3). Ciente do risco de morte, Ester foi até o rei sem ser convidada. Certamente, essa confiança originava de sua dependência de Deus.
• Diante de situações arriscadas, quem deseja fazer uma grande obra em prol da justiça deve dar importância à humildade e generosidade (Ester 5:3-5). Sem arrogância, Ester ofereceu um baquete colocando-se à disposição das autoridades políticas da Pérsia; assim, ela alcançou o coração do rei, seu marido; porém, não terminou suas estratégias em prol de seu povo.
• Ligado aos valores anteriores, é necessário paciência e perseverança (Ester 5:6-8). Mesmo diante de Hamã, o arrogante inimigo de seu povo, Ester não perdeu a postura. Mesmo após Hamã ter conseguido o decreto que autorizava o massacre de todos os judeus, Ester não perdeu a paciência quando via nele sede de vingança contra seu primo Mardoqueu. Ela esperou o momento certo para solicitar auxílio do rei em favor dos judeus.
• Para lidar com situações de risco, além de coragem, confiança em Deus, humildade, generosidade, paciência e perseverança, também é essencial a boa comunicação (Ester 5:9-14). Diante da hipocrisia, ódio e intolerância de Hamã e sua família, Ester agia com bondade, generosidade e sabedoria para quem tinha orquestrado um plano maligno contra seu povo.

Um caráter moldado por nobres valores, promove comunicação saudável em tempos de crises. O plano de Hamã contra os judeus apresentava uma terrível crise iminente; porém, as táticas diplomáticas de Ester, escolhendo cuidadosamente suas palavras, usando uma abordagem estratégica, reverteriam a crise que ameaçava seu povo. Confiando em Deus, a diplomacia auxilia na resolução de conflitos, constrói relacionamentos e negocia acordos.

Comunicar-se eficazmente em situações tensas pode ser vital para proteger uma multidão de pessoas. Precisamos reavivar nossa comunicação no lar, no trabalho/colégio, no esporte...  – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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domingo, 19 de março de 2023

BÊNÇÃOS DO ESPÍRITO

 BÊNÇÃOS DO ESPÍRITO

Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas essas coisas, distribuindo-as a cada um, individualmente, conforme Ele quer. 1 Coríntios 12:11

Todas as pessoas têm dons naturais. Um dom natural é uma capacidade dada por Deus para fazer bem alguma coisa: ser pedreiro, costureiro, médico, engenheiro, tocar um instrumento musical, saber manusear um computador, cantar bem, ser um bom orador. O dom natural indica qual deve ser nossa profissão, nosso ganha-pão.

O crente, porém, além dos dons naturais, tem um dom ou um conjunto de dons espirituais. Um dom espiritual é uma capacidade concedida pelo Espírito Santo a alguém para exercer adequadamente uma tarefa dotada de significado espiritual e que auxilie a igreja no cumprimento da missão. Os dons espirituais são outorgados somente àqueles que, tendo ouvido o evangelho, creram em Cristo e O receberam como Salvador e Senhor de sua vida.

O Espírito Santo ainda nos concede as virtudes cristãs, chamadas de fruto do Espírito, que são o amor, a alegria, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio (Gl 5:22, 23; 1Co 12:4). Enquanto o dom diz respeito ao fazer, o fruto se refere ao ser. Cada cristão deve manifestar todas as qualidades do Espírito em sua vida, mas Deus não espera que cada cristão tenha todos os dons.

Enquanto um cristão tem um dom, outro pode ter outro dom. Paulo escreveu: “Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento. A um é dada, no mesmo Espírito, a fé; a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos. A um é dada a variedade de línguas e a outro, capacidade para interpretá-las” (1Co 12:8-10). O verso 11 acrescenta que essa distribuição é feita de modo individual: “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas essas coisas, distribuindo-as a cada um, individualmente, conforme Ele quer.”

Agora é um bom momento para você dedicar a Deus seus dons, naturais e espirituais. Lembre-se, porém, de que a maior evidência de que alguém está em íntima ligação com Deus não é possuir este ou aquele dom, mas manifestar em seu caráter e relacionamentos o fruto do Espírito – as preciosas virtudes cristãs.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

19 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/bencaos-do-espirito/
https://youtu.be/SyyMcGx0eiE
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Ester 4 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ester 4
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


ESTER 4 – Diante dos problemas que nos assolam, das ameaças que nos sobrevém e dos inimigos que se levantam, é imprescindível estar ciente que Deus cuida de cada detalhe; que buscá-Lo através da oração significa procurar pela melhor solução, que a coragem precisa ser mais desenvolvida que o medo, e confiar nas promessas divinas nos tranquilizam.

Diante de um iminente extermínio, os judeus passaram por uma experiência que deixou-nos preciosas lições de vida; pois, mesmo sem ver a Deus ou entender Seus planos, Ele está no controle da história e do mundo.

Além disso, diante de problemas aparentemente insolúveis, a oração deve ser utilizada com maior força, acompanhada de jejum – duas ferramentas para enfrentar terríveis dificuldades que nos sobrevém em situações de injustiças, ameaças e ódio mortal.

A intolerância religiosa exigiu atitude corajosa no contexto de Ester, e exigirá a mesma atitude de Mardoqueu no tempo do fim (Apocalipse 13). Para isso, precisamos ser influenciados pelos princípios revelados na Palavra de Deus, especificamente em Ester 4:

• Informe-se sobre a gravidade da situação: Como Mardoqueu estava ciente das consequências oriundas da intolerância religiosa, nós também precisamos conhecê-las, para então, saber como enfrentá-las.
• Procure apoio no lugar certo: Assim como Mardoqueu buscou ajuda em Ester, e esta buscou ajuda com o rei Xerxes, seu marido, não hesitemos em procurar ajuda de pessoas, políticos ou instituições organizacionais que combatem a intolerância religiosa.
• Clame a Deus consagrando-se através do jejum: Além de buscar intervenção, buscar a Deus com intensidade acalmará o coração diante das adversidades. Ester sabia bem disso, e seria bom que todos nós soubéssemos e praticássemos.
• Tenha coragem para agir sabiamente: Como Ester, é preciso ter coragem, e tomar as medidas certas, na hora certa, diante da pessoa certa. Às vezes, será preciso denunciar casos de intolerância religiosa às autoridades competentes, apoiar campanhas, promover projetos a favor da liberdade religiosa ou, promover diálogos inter-religiosos positivos.
• Acredite na providência de Deus: Este ponto é o mais importante. Há desequilíbrio quando se enfatiza mais a perseguição do que a intervenção divina.

Nestes últimos dias, devemos ser atores, não apenas observadores”, diz John Graz. A diferença entre resistir e desistir está apenas na primeira letra da palavra, mas os resultados são demasiadamente contrastantes!

Diante desses princípios deste capítulo, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 18 de março de 2023

BÊNÇÃOS DA SABEDORIA

 BÊNÇÃOS DA SABEDORIA

Quem entre vocês é sábio e inteligente? Mostre as suas obras em mansidão de sabedoria, mediante a sua boa conduta. Tiago 3:13

A Bíblia classifica como sábios especialmente aqueles que conseguem descobrir a resposta certa em momentos críticos e em questões práticas. Temos os exemplos de José, que orientou o faraó sobre como superar os anos de fome que viriam sobre o Egito (Gn 41:33, 37-40, 54, 57), e Salomão (1Rs 3:5, 9, 12, 13; 4:29-34), que apontou com muita facilidade e rapidez qual era a verdadeira mãe do bebê que lhe fora apresentado em um julgamento (1Rs 3:16-28). Jesus também é retratado como sábio. Uma profecia escrita 700 anos antes de Seu nascimento dizia que Ele teria o Espírito de sabedoria (Is 11:1, 2). Isso ficou evidente enquanto Ele escapava das ciladas que Lhe eram armadas (Mt 22:15-22; Jo 8:1-11).

A sabedoria nos capacita a conviver com sucesso nos relacionamentos, tanto com Deus quanto com o próximo. Precisamos nos relacionar porque somos seres sociais (Gn 3:18). Temos necessidade de falar, de ouvir, de observar, de tocar e ser tocados. Isso é imprescindível para nossa saúde emocional e afeta todo o nosso ser. O rabino Harold Kushner afirmou: “‘Um só ser humano não é um ser humano.’ Nenhum de nós consegue ser verdadeiramente humano em situação de isolamento. As qualidades que nos fazem humanos só emergem através das maneiras pelas quais nos relacionamos com os outros.”

Tiago, escrevendo sobre a verdadeira sabedoria, indaga: “Quem entre vocês é sábio e inteligente?” A resposta que ele fornece diz respeito aos relacionamentos. Sábio é aquele que trata bem seu semelhante: que não tem inveja, não mente, não é faccioso, antes é manso e tem um procedimento digno. É imparcial, justo, sem fingimento, pacífico, tratável e cheio de misericórdia (Tg 3:13-18).

Lembre-se, ainda, de que, embora seja bom e até necessário reservar momentos para estar sozinho e repensar a vida, não é sábio se isolar e viver distante dos demais. O livro de Provérbios declara: “O solitário busca o seu próprio interesse e se opõe à verdadeira sabedoria” (Pv 18:1).

Hoje, peça a Deus que dê a você essa sabedoria e que o ajude a se portar com correção em seus relacionamentos e a fazer boas escolhas nas situações práticas da vida.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

18 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/bencaos-da-sabedoria/
 
https://youtu.be/pbtgFKavcsM
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Ester 3 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ester 3
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


ESTER 3 – Liberdade religiosa é o direito fundamental de cada indivíduo de adotar a religião que quiser, mudar de religião e viver a experiência de sua fé sem preocupação com discriminação ou perseguição. Por outro lado, a intolerância religiosa, ameaça à liberdade religiosa e também destrói os direitos humanos.

Mesmo tendo levado “séculos para se reconhecer [no mundo] que a liberdade religiosa é fundamental e um direito humano básico”, conforme apresenta John Graz, “a perseguição [religiosa] será um fato até a volta de Cristo e os verdadeiros discípulos de Jesus serão vítimas e não perseguidores [Apocalipse 13]”.

Graz indica a razão por trás da intolerância religiosa. “A intolerância religiosa nega a dignidade humana. A perseguição é o resultado da intolerância, que é produto do pecado. A coerção é o oposto da mensagem de Cristo que respeita a liberdade de escolha”. Por isso, afirmou que “a perseguição traz consigo a assinatura do diabo”.

O Comentário Bíblico Adventista afirma que “qualquer uso de força ou perseguição em assuntos religiosos é uma política inspirada por Satanás e não por Cristo”.

Em Ester 3 nota-se que pelo fato de Mardoqueu não se curvar nem se prostrar diante de Hamã, um oficial orgulhoso do rei persa, o próprio Hamã conspirou para exterminar todos os judeus da Pérsia que optaram por não retornarem a Jerusalém.

Desprovido de justiça, o ódio religioso pode resultar em consequências titânicas, elaborando planos legais de genocídio e massacre – mesmo contra quem não tenha feito qualquer mal. Portanto, “a intolerância religiosa é um sinal de ignorância e arrogância. Ela nega a diversidade humana e o valor de cada ser humano criado à imagem de Deus. Devemos buscar a verdade, o amor e a tolerância, para construir uma sociedade mais justa a fraterna”, observou Walter Bureggemann.

Ester 3 adverte-nos contra o perigo da intolerância religiosa, mostrando que o desrespeito à liberdade religiosa é uma violação da dignidade humana; e, movidos por ódio, intolerantes desprovidos de respeito ao próximo promovem planos de conflito, violência e genocídio. Por outro lado, também mostra a importância de respeitar a liberdade de escolha de cada indivíduo para manter a paz social e o bem da comunidade.

A convivência entre pessoas de denominações/crenças diferentes pode ser pacífica, se houver respeito mútuo. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sexta-feira, 17 de março de 2023

BÊNÇÃOS DA REVELAÇÃO

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

17 de março
BÊNÇÃOS DA REVELAÇÃO

   Pois o que se pode conhecer a respeito de Deus é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Romanos 1:19

Temos algum conhecimento inato ou intuitivo sobre Deus. A ideia de que Ele existe está impressa na mente humana. Embora nossos conceitos sobre Ele precisem ser desenvolvidos, nossa percepção de Sua existência é imediata. Não exige um processo de raciocínio ou demonstração lógica (Rm 2:14, 15). Temos, também, um conhecimento adquirido sobre Deus, que vem mediante observação, estudo e reflexão acerca da revelação. Esse conhecimento, embora parcial, é verdadeiro e digno de confiança. O cristianismo é, de fato, uma religião revelada, e a revelação é aquela que Deus fez de Si mesmo: Seus atributos, Seu caráter, Seus feitos e Seus planos para nós.

   Essa revelação nos impede de adorar deuses de nossa própria imaginação, criados à nossa imagem e semelhança, e nos conduz a um melhor relacionamento com o Deus verdadeiro. Ela nos leva a conhecê-Lo mais e, por isso mesmo, a confiar Nele e amá-Lo com mais intensidade, a ter mais tempo para estar em Sua companhia e a Lhe prestar um culto mais aprazível, que se harmonize com Sua natureza (Hb 12:28, 29). Essa revelação também aprimora nossa cosmovisão. Passamos a ver as situações da vida, as pessoas e o mundo que nos rodeia sob nova perspectiva.

   Além disso, o estudo dessa revelação é muito útil e deve causar impacto em nossa vida, porque serve de parâmetro para a moralidade. Em nossos dias há um relativismo moral. Cada um se comporta como quer. As pessoas não creem que haja uma lei moral externa a elas. Nossa sociedade está perdida, sem parâmetros. Mas a revelação de Deus mostra que Ele nos fez e nos deu uma lei cujos princípios básicos são o reflexo de Seu caráter. Sim, nós podemos saber o que é certo e o que é errado e qual tipo de conduta devemos ter. O salmista escreveu: “A revelação das Tuas palavras traz luz e dá entendimento aos simples” (Sl 119:130).

   Hoje, sejamos gratos a Deus por Sua revelação e abramos Sua Palavra escrita. Deus quer, mais uma vez, expandir nossa mente, consolar nosso coração e iluminar nosso caminho. “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor!” (Os 6:3).
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Ester 2 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ester 2
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


ESTER 2 – O Deus da Bíblia não é machista. Machista era a cultura em que a Bíblia foi produzida; porém, a Escritura também não é machista.

É a falta de verdadeiro discernimento espiritual que faz muitos supostos estudiosos concluírem que os relatos inspirados favoreçam ao machismo – quando, na verdade, o propósito divino é combater esse mal.

Leia diversas vezes Ester 1 e 2, depois note que, numa sociedade onde os homens prezavam por preservar sua autoridade, prestígio, poder e honra, fazendo das mulheres objetos de prazer, destaca-se a coragem de duas mulheres ousadas e determinadas: Vasti e Ester.

A Bíblia dá ênfase à Ester devido a sua sabedoria no lidar com situações exacerbadamente complexas, sem ser despedida ou executada.

Além do status inferior das mulheres na sociedade persa, e da opressão que sofriam, era comum a poligamia. O rei Assuero/Xerxes tivera muitas esposas e concubinas. Ao despedir Vasti, ficou desprovido de rainha. Foi então que, através de um concurso de beleza, escolheria sua próxima esposa, bela e maravilhosa!

O relato inspirado nos mostra que, mesmo numa cultura pagã, onde a sociedade geral desvaloriza as mulheres, elas ainda podem fazer a diferença e exercer tão grande influência e liderança chegando a alterar inclusive o curso da história nacional, quando parecia algo absolutamente impossível.

Uma importante informação fornecida por Heródoto, importante historiador contemporâneo a Xerxes/Assuero, mostra que Ester nem poderia participar do concurso: “Os persas têm leis e costumes diferentes dos de qualquer outro país. Eles não permitem que nenhum estrangeiro se case com uma persa, nem eles mesmos se casam com mulheres estrangeiras”.

Ester era judia, não persa. Isso automaticamente a excluía do concurso. Contudo, sua discrição (Ester 2:1-10) levou-a a entrar e vencê-lo como a mulher mais bela e encantadora – tornando-se uma influente rainha (Ester 2:10-23).

Analisando Ester 2, Charles Swindoll apresenta cinco características de coragem e sensibilidade para inspirar mulheres ao enfrentarem situações complexas: Ester...

• demonstrou encanto e elegância graciosos (Ester 2:9).
• demonstrou discrição e controle extraordinários (Ester 2:10).
• tinha um espírito sempre pronto a aprender (Ester 2:10, 20).
• demonstrou bondade e simpatia, apesar do ambiente que a cercava (Ester 2:15-17).
• mostrou respeito humilde pela autoridade (Ester 2:18, 20).

Homens e mulheres devem entender que as mulheres são extremamente importantes/relevantes na sociedade! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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No caminho

  Devocional Diário Vislumbres da eternidade 12 de julho https://mais.cpb.com.br/meditacao/no-caminho/ No caminho Ensine a criança no camin...