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domingo, 29 de dezembro de 2024

Esperança que vence a morte

Devocional Diário - Vislumbres da Eternidade


29  de dezembro

Esperança que vence a morte

Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá.” João 11:25

A escuridão reinava. O sábado havia sido longo e triste, e o céu estava silencioso. Mas, então, a vida retornou. O anjo, com solenidade, moveu a pedra, e a terra tremeu. Foi quando a luz iluminou tudo. Jesus saiu da tumba; o amor tinha vencido.

Nesse dia, a tumba de José de Arimateia se tornou o maior projetor de esperança que já existiu. Nada, nem mesmo o quasar ULAS J1120+0641, o objeto interestelar mais brilhante do Universo, poderia se comparar a essa luz. Tudo ficou claro naquele momento. Na cruz, o caráter de Deus e de Seu Filho encarnado foi definido com transparência: amor. Na ressurreição, a divindade de Jesus foi confirmada. Os holofotes estavam sobre a natureza e qualidade divinas, e ficou comprovado que não existe bondade maior. Deus havia vencido.

Essa vitória diminui a morte e amplia a esperança. Afinal, para o cristão, a morte é apenas um sono, um momento de silêncio e escuridão. A vida está escondida com Cristo em Deus, e, quando Cristo Se manifestar, os fiéis também serão manifestados com Ele, em glória.

A luz que vem da ressurreição continua a iluminar nossa vida e projetar nossa esperança. Assim como Jesus venceu a morte, nós também viveremos, acreditando Nele. Não é emocionante pensar nisso? Imagine o momento em que a voz do Salvador será ouvida do Céu, entrando nas sepulturas e abrindo os túmulos. Os mortos em Cristo ressurgirão, e a igreja será glorificada com Ele. Esse é o poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos e que Ele usará para erguer Sua igreja.

Nos momentos sombrios, olhe para a tumba de José de Arimateia e veja que está vazia. Jesus não está mais lá. Lembre-se de que há um Deus amoroso que deu tudo por você, que venceu por você e que deseja voltar. Apegue-se a Ele e espere por Ele.

Que essa verdade possa iluminar seus dias e renovar sua esperança. Que a luz da ressurreição possa brilhar em seu caminho, guiando-o para um futuro glorioso ao lado do Senhor. Creia, confie, aguarde, pois Aquele que venceu a morte está ao seu lado e irá até o fim com você.

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domingo, 20 de outubro de 2024

Deus supre o que falta

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
20 de outubro

Deus supre o que falta

E o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, tudo aquilo de que vocês precisam. Filipenses 4:19


Permita-me compartilhar duas experiências que me marcaram profundamente e me levaram a uma reflexão sobre a atitude do amor. A primeira experiência se passou em minha adolescência, quando eu já estudava havia alguns anos em Valência, na Espanha. Havia um piquenique da igreja no campo e me ofereci para fazer um prato típico da culinária espanhola. Embora nunca tivesse preparado para tantas pessoas, achei que seria fácil. Porém, durante o preparo, percebi que os ingredientes que eu havia levado não seriam suficientes. Foi então que minha mãe se aproximou e ofereceu ajuda, tendo ela preparado tudo o que era necessário para a execução daquela receita. Sua oferta de amor me tocou profundamente e até hoje sou grato por sua atitude generosa.

A segunda experiência que quero compartilhar ocorreu quando eu era um jovem pastor em Barcelona, responsável por coordenar as atividades dos jovens na igreja. Lutávamos constantemente para obter recursos financeiros para nossos projetos, e muitas vezes ficávamos aquém do valor necessário. Porém, em momentos de desespero, algo maravilhoso acontecia: alguém trazia uma oferta exatamente no valor que faltava. Não sabíamos de onde vinha, mas sabíamos que nossas necessidades eram supridas. Deus agia de maneira misteriosa, mas clara, deixando evidente que Ele nos amava e cuidava de nós.

Essas experiências me levaram a uma conclusão: Deus age de maneira surpreendente e amorosa em nossa vida, suprindo aquilo que nos falta. E Ele costuma fazer isso por intermédio de pessoas. Embora nunca sejamos perfeitos no sentido absoluto da palavra, podemos chegar mais perto da perfeição por meio da prática do amor. Como disse o apóstolo Pedro: “Acima de tudo, porém, tenham muito amor uns para com os outros, porque o amor cobre a multidão de pecados” (1Pe 4:8).

Experimente amar mais, e você verá que sua vida mudará para melhor. Quando amamos, permitimos que Deus nos use para suprir as necessidades de outros; porém, os mais beneficiados somos nós mesmos. Além disso, enquanto você se preocupa em prover às necessidades do seu próximo, Deus cuida de suas necessidades e resolve seus problemas.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

A matemática da salvação

Devocional Diário


Vislumbres da eternidade
17 de outubro

A matemática da salvação

Assim diz o Senhor: “Por nada vocês foram vendidos, e sem dinheiro serão resgatados.” Isaías 52:3


Martin Gardner, um cientista e matemático que divulgou sua paixão por meio de provas e desafios numéricos, cativou muitos jovens e adultos ao longo dos anos. Hoje, proponho um exercício que segue o estilo de Gardner. A pergunta é simples: Quanto tempo você leva para resolver este problema: 256 x 3 x 45 x 3.961 x 77 x 488 x 2.809 x 0?

Pode parecer que este problema não tem nada a ver com nossa devoção diária, mas a verdade é que ele se assemelha muito à forma como buscamos a salvação. Acreditamos que podemos fazer algo para sermos salvos e, assim, somamos ou multiplicamos nossas ações. Vamos colecionando cifras até que chegamos ao final da conta e percebemos que tudo é multiplicado por zero, resultando em nada. Quanto tempo teríamos poupado se tivéssemos olhado primeiro para o final!

Satanás não valoriza o que fazemos e nada do que oferecemos pode satisfazer suas exigências. O inimigo adora multiplicar por zero; não me refiro a dinheiro, mas a vidas. Para ele, não somos nada, mas para Deus, somos tudo. Satanás sequestrou nosso planeta, após o pecado, e nos usou como reféns. Mas o sangue de Cristo nos libertou do cativeiro. Portanto, a salvação não é gratuita, mesmo que a recebamos assim. Ela custou a entrega do Filho de Deus. Não houve dinheiro, mas sim um custo elevadíssimo.

Jesus nos multiplica pelo infinito e nos dá a esperança de vida eterna. A batalha entre o zero (Satanás) e o infinito (Cristo) era indeterminada e incerta, mas a ressurreição de Cristo deixou claro que o infinito venceu. A vitória de Jesus resolve todos os problemas da humanidade, sejam matemáticos ou existenciais.

É hora de refletir sobre seus problemas. Como você os multiplica? Com mais problemas, dúvidas, falta de fé? Tome cuidado, pois, no fim, essa prática leva você ao zero, ao nada. Mas se você os multiplica pela esperança, pela confiança e pela fé em Jesus, verá que tudo começa a se encaixar e você deixará de ser um número para se tornar uma pessoa. Para Deus, você vale tudo, e Ele arrisca o infinito, pois Seu amor se inclina até você. Portanto, coloque-se no lugar certo da operação e comece já a desfrutar da eternidade ao lado do Deus que resolve todos os problemas.

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terça-feira, 8 de outubro de 2024

Experiência necessária

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
8 de outubro

Experiência necessária

Fique em pé na presença dos idosos, honre a presença do ancião e tema o seu Deus. Eu sou o Senhor. Levítico 19:32

Vivemos em uma era em que a obsolescência é planejada, em que os produtos são fabricados para durar por um tempo determinado antes de se tornarem inúteis. Essa mentalidade nos força a atualizar constantemente nossas tecnologias, roupas e nossos conhecimentos. Não queremos parecer ultrapassados, então nos submetemos a essas mudanças constantes.

Essa mentalidade de descartar o velho em busca do novo nos leva a trocar nossos carros, redecorar nossas casas, renovar nossos guarda-roupas, fazer cursos para nos mantermos atualizados e ler os últimos livros da lista dos mais vendidos. As coisas do passado são consideradas obsoletas e sem interesse. Infelizmente, essa visão também se estende às pessoas. Consideramos aqueles que não estão familiarizados com a tecnologia ou não sabem as palavras da moda como desatualizados ou ultrapassados. E se essas pessoas também são idosas, muitas vezes as tratamos com desdém e as ridicularizamos.

No entanto, precisamos dos mais velhos, pois ninguém conhece a vida melhor do que eles. A vida não é apenas tecnologia e moda, é construída com sentimentos, experiências, memórias e sabedoria. Qualquer um pode usar um telefone celular, mas nem todos têm a sabedoria e a perspectiva da vida que vêm com a idade avançada. Deus pede que respeitemos os mais velhos, aqueles que têm cabelos grisalhos e compreensão, rostos enrugados e olhos serenos. Se aprendermos a respeitar os idosos, também aprenderemos a respeitar a Deus, pois isso significa compreender que cada pessoa é valiosa e necessária.

Respeitar os mais velhos é amar sem restrições, independentemente da idade ou da condição. Cada um de nós é uma criatura de Deus, e todos nós temos um papel importante neste mundo. Devemos valorizar a sabedoria que vem com a idade, ouvir os conselhos dos mais velhos e aprender com eles. Se seguirmos essa filosofia, teremos um futuro mais brilhante e mais humano. Portanto, trate os mais velhos com respeito e carinho, e você estará dando um grande passo em direção a um mundo melhor e mais justo.

Como diz a Bíblia, “os cabelos brancos são uma coroa de honra que é encontrada no caminho da justiça” (Pv 16:31).

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domingo, 15 de setembro de 2024

Celebrações

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
15 de
setembro

Celebrações

O Senhor, o Deus de vocês, os abençoará em todas as suas colheitas e em tudo o que vocês fizerem, e por isso vocês certamente poderão se alegrar. Deuteronômio 16:15

No último semestre de cada ano, é comum a publicação do tão esperado calendário de trabalho do ano seguinte. No entanto, embora receba o nome de “calendário de trabalho”, não passa de um calendário de feriados. De fato, os feriados são o que mais chama a atenção das pessoas, e é difícil ignorar as curiosidades que existem em torno de cada um deles. Os países com mais feriados no mundo são a Índia e a Colômbia, com incríveis 18 dias. O Japão e a Coreia do Sul vêm logo em seguida com 16 feriados, enquanto Argentina e Chile têm 15 dias e a Espanha, 14. Entre os feriados mais curiosos está o “Dia dos Adultos” no Japão, que celebra os jovens que completaram 20 anos, e, na Austrália, o arremesso de atuns é uma das atividades favoritas durante o dia nacional.

Contudo, no calendário divino dado ao povo hebreu, havia sete festas solenes que totalizavam cerca de 20 feriados. Deus quer que as pessoas se deleitem juntas e se reúnam com alegria. Ele próprio inventou a ideia de descansar das preocupações materiais uma sétima parte do tempo, assim como nos anos sabáticos e jubileus, além das festas. A palavra em hebraico que se refere a esses eventos é chag, que soa como uma gargalhada. Os hebreus celebravam com muita alegria a festa da independência deles do Egito, conhecida como Páscoa e Pães Asmos, quando Jeová, o Libertador, os tirou da escravidão. Eles também celebravam a Festa das Primeiras Colheitas, em gratidão a Deus pelos frutos do campo, além de sua especial “Festa de Ação de Graças”, na qual os israelitas acampavam para celebrá-la, reconheciam que haviam se comportado mal e se arrependiam.

Observando o calendário divino, notamos a importância de celebrar o Senhor em nossa vida diária. Em vez de nos concentrarmos apenas nos dias de folga, devemos lembrar que Deus deseja que vivamos em alegria e constante louvor. O descanso é fundamental para que possamos lidar com nossas preocupações materiais e emocionais, mas a adoração é primordial. Enfim, devemos celebrar mais o tempo com Deus e com os nossos irmãos em Cristo, para que possamos viver com mais plenitude e gratidão.

Você tem celebrado as coisas boas da vida na presença do Senhor?

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quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Narciso e Goldmund

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade

29 de agosto


Narciso e Goldmund

Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se! Filipenses 4:4


Alfonso, um nome que me remete a boas lembranças, um amigo querido da adolescência. Com ele, compartilhei momentos inesquecíveis. O evangelho era o que nos unia, a vontade de servir como missionários, de viver uma vida com propósito, de fazer a diferença no mundo. Lembro-me dos sonhos que nutríamos, dos planos que fazíamos. Mas a vida, essa misteriosa senhora, nem sempre nos leva pelos caminhos que desejamos.

Alfonso se afastou de Deus, perdeu-se em escolhas equivocadas, em terrenos escuros. As drogas o consumiram, mas a família e as pessoas de bem o ajudaram a sair desse abismo. Anos depois, tive a chance de revê-lo. Eu era um pastor de jovens, e ele, um amigo a quem eu não via fazia tempo. O reencontro foi emocionante, o carinho que sentimos um pelo outro ultrapassou a distância temporal. Alfonso me presenteou com um livro, Narciso e Goldmund – do premiado Hermann Hesse – cuja história ele achava que era paralela à nossa. O livro trata de dois rapazes que viviam em um mosteiro, e a escolha que cada um deles fez para suas vidas – um saindo para “viver a vida” e o outro seguindo a vida religiosa.

Alfonso aprendeu, nos últimos anos de sua existência, que a religião não pode ser uma imposição, uma obrigação enfadonha, mas sim uma vivência alegre e plena. Ele quis pôr sua vida na Vida, aquela que habita unicamente em Deus. E, ao ler o livro que ele me presenteou, compreendi que Goldmund se equivocou ao escolher uma vida de desordem, e que Narciso também errou ao buscar uma ordem sem vida. A verdadeira sabedoria consiste em encontrar o equilíbrio entre a vida e a ordem, em viver plenamente a vida que Deus nos proporciona.

Alfonso já não está mais entre nós, mas sua mensagem permanece viva em meu coração. A alegria em Deus deve ser constante, devemos encontrar motivos para nos alegrar em todos os momentos, seja no dia do nosso batismo, no dia do nosso casamento, no dia do perdão ou no dia do testemunho. Devemos ser felizes em Cristo e agradecer continuamente as bênçãos que recebemos.

Agradeço ao meu amigo Alfonso o ensinamento dessa valiosa lição, e a você, que me lê agora, sugiro que nunca se esqueça disto: viva a vida em Deus e desfrute dela plenamente.

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segunda-feira, 15 de abril de 2024

Fruta nossa de cada dia

 Devocional Diário

Fruta nossa de cada dia

E o Senhor Deus ordenou ao homem: “De toda árvore do jardim você pode comer […].” Gênesis 2:16

A primeira vez que vi uma fruta-pão, fiquei impressionado. Para um europeu, ver frutas daquele tamanho não deixa de ser surpreendente. Não existe maçã, laranja ou qualquer fruta silvestre que adquira as dimensões da fruta-pão. Ao observarmos exemplares dessa fruta é impossível não voltarmos nossos pensamentos para as árvores do Éden. Se esse espécime é assim, como seriam aqueles? Que frutos aquelas árvores dariam? Como seriam os sabores? Imagino que, no Éden, algumas frutas fossem doces; outras, ácidas; outras, amargas e até mesmo salgadas. O Éden era uma imensa dispensa de frutas frescas, acessíveis e deliciosas.

Essa é a dieta para a qual fomos programados. Como nossas mesas mudaram! Os suflês, as tortas, os carpaccios, as lasanhas e os hambúrgueres afetam não somente nosso paladar como também nossa saúde. As frutas, por outro lado, deleitam e, mais do que isso, trazem vitalidade. Atualmente, qualquer nutricionista confirma a necessidade de ingerirmos porções de frutas todos os dias.

Em nossa vida espiritual, não é somente a prática da oração ou da leitura da Bíblia que são importantes, mas também a alimentação. Procuramos ser pessoas melhores nos comportando bem, falando de maneira adequada e vivendo na verdade. Esse caminho de melhorias também tem a ver com o que comemos, e é aí que as frutas nos ajudam a retornar, pouco a pouco, ao Éden. Não estou dizendo que nos tornemos frugívoros, mas que nossa consciência também associe o que é saudável à salvação. Atitudes saudáveis nos proporcionarão uma melhor recepção das coisas espirituais.

Ao morder uma maçã, uma fatia de melão ou, se tiver sorte, uma fruta-pão, pense em como eram o porte e a majestade das árvores edênicas. Transporte então seu pensamento para o futuro e dê rédeas soltas à imaginação. Pense no Céu; pense em como será na nova Terra. Mas não fique só na imaginação. Procure se alimentar melhor desde agora, para ter mente e corpo sãos para servir ao Senhor. Acima de tudo, nutra sua natureza espiritual por meio da comunhão com Deus.

A velha e conhecida receita é a melhor: oração, estudo da Bíblia e testemunho – eis o segredo de uma vida espiritual forte e plenamente saudável.

Vislumbres da eternidade
15 de abril
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quinta-feira, 11 de abril de 2024

Engenharia invertida

 Devocional Diário

Engenharia invertida

Irmãos, devemos sempre dar graças a Deus por vocês, como convém, pois a fé que vocês têm cresce cada vez mais, e o amor que todos vocês têm uns pelos outros vai aumentando. 2 Tessalonicenses 1:3

Tenho um amigo engenheiro que é especialista em todo tipo de motores e máquinas, podendo desmontá-las e montá-las com admirável precisão. O mais surpreendente é que ele pode desmontar uma máquina nova nunca vista antes, analisar cada peça e compreender cada detalhe do seu funcionamento. E mais: a partir desse conhecimento, ele pode construir uma máquina que funciona muito melhor do que a original. Dizemos que ele tem o dom da engenharia invertida – ele precisa desmontar para compreender.

Aplicando esse conceito à minha igreja, meu sonho é que ela tivesse mais fé e amor entre os irmãos. No entanto, devido a muitos preconceitos, temos muito que melhorar. É aqui que entra a engenharia invertida. Pense em alguém difícil de se relacionar e tente se lembrar dos momentos que causaram desconforto em você e as razões pelas quais você passou a ver a pessoa dessa forma. Você conhece as circunstâncias que moldam a vida dessa pessoa? Sabe se algum problema a preocupa? Vai tudo bem no trabalho dela? E na família? Pergunte-se como você se sentiria se fosse essa pessoa. É bom nos colocarmos no lugar do outro. Isso nos ajuda a compreendê-la como pessoa e a intuir seus sentimentos.

Essa etapa precisa de muita honestidade da sua parte: Como você analisaria essa pessoa se ela fosse alguém de quem você gostasse muito? Nosso ponto de vista muda muito em função dos vínculos que temos com a pessoa.

Última pergunta: Como você avaliaria essa pessoa se você a amasse como Deus a ama? É difícil, mas é vital, pois, dessa maneira, você pode criar uma imagem adequada dela, uma vez que esse exercício o ajuda a ver de forma panorâmica.

Depois da engenharia invertida, é hora de montar tudo de novo. E aqui está a chave: procure melhorar a mecânica da relação. Com a ajuda de Deus e muita oração, procure colocar cada peça no seu lugar, lubrificando tudo com o óleo do amor e do perdão.

Espero que seus esforços se concretizem em uma comunidade de pessoas que não somente cresçam na fé como também no amor! Esteja certo de que o primeiro beneficiado será você.

Vislumbres da eternidade
9 de abril
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segunda-feira, 8 de abril de 2024

Ficção versus realidade

 Devocional Diário 

Ficção versus realidade

Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados […]. Gênesis 2:4


Em 1628, Charles Perrault nasceu em Paris. Ele se tornou famoso por compor histórias como “O Gato de Botas”, “A Bela Adormecida”, “Cinderela” e “Chapeuzinho Vermelho”. Durante quase quatro séculos, essas histórias têm sido contadas como ficção. Mas a pós-modernidade parece ter mudado tudo – o que é histórico está sendo considerado lendário; e o lendário, histórico. Os universos inventados e fantasiados estão sendo tratados como realidade.

Para muitos, a Bíblia se encontra inserida no terreno da ficção. Na opinião desses, as origens são míticas, e os que creem nessas coisas são pessoas ingênuas. O relato bíblico, muito pelo contrário, não foi composto com esse objetivo. Não existem indicadores literários que mostrem que seja uma ficção. Ao contrário, o relato se apresenta como história. Um exemplo disso é a palavra “gênese” (toledot), encontrada em Gênesis 2:4. Toledot, que poderíamos traduzir literalmente como “gerações”, envolve tanto ascendentes como descendentes. Esse termo é tão relevante que podemos dividir o livro do Gênesis pelo número de vezes que o termo aparece (2:4; 5:1; 6:9; 11:10; 25:12; 36:1; 37:2). De tão significativo, o termo tem o sentido de história – não a macro-história, que nada tem a ver com o cotidiano, mas a micro-história, que é construída a cada dia. É uma história associada à aliança com Deus e, portanto, à participação de Deus na vida das pessoas.

Deus não é ficção. Nós não somos ficção. Todos vivemos em um Universo real, em um conflito real. As decisões que tomamos diariamente, em harmonia ou não com a vontade divina, definirão para sempre o desfecho desse enredo.

Em 1976, morreu em Wallingford, Inglaterra, Agatha Christie, uma enfermeira que acabaria escrevendo novelas policiais e românticas. A seguinte frase é de autoria dela: “Não reconhecemos os momentos realmente importantes da vida até que seja tarde demais.” Lamento dizer, mas ela se equivocou. Se a cada dia lermos a história com Deus, distanciando-nos de expectativas ilusórias e confiando que Ele participa de nossa vida, reconheceremos imediatamente o que é verdadeiramente relevante. Vivamos a história com Ele. O resto será apenas contos. 

Vislumbres da eternidade
8 de abril
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sábado, 6 de abril de 2024

Indicadores

 Devocional Diário

Indicadores

A sabedoria lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, gentil, amigável, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Tiago 3:17


Atualmente, um dos instrumentos mais úteis para quantificar ou especificar um estudo são os “indicadores”. Como o nome já demonstra, esses instrumentos sinalizam se o que pretendemos avaliar está dentro das medidas apropriadas.

O apóstolo Tiago, depois de discursar sobre a falsa sabedoria, apresenta sete indicadores que nos permitem conhecer a sabedoria de Deus. Quer saber onde você se situa quanto a essa sabedoria? Façamos um teste:

Pura. A verdadeira sabedoria não se aloja em um coração impuro. Não há lugar para meias verdades nem para meios compromissos. Você vive numa zona cinzenta ou prefere o colorido?

Pacífica. A pessoa realmente sábia tem uma relação tranquila com Deus e com o próximo. Ela não precisa competir nem brigar. Há pessoas que, por se considerarem muito acadêmicas, vivem em constantes discussões. Você tem necessidade de debater e de enfrentar os outros só porque sente que está com a razão, ou prefere promover um ambiente positivo?

Gentil. Existem muitos que abusam dos outros quando têm razão, mas a sabedoria divina é indulgente. Ter razão não lhe dá o direito de ser depreciativo com os outros. Você é afetuoso, mesmo sabendo que está certo?

Amigável. A sabedoria de Deus não somente se alegra com o bem, como também o torna uma realidade, sempre com docilidade.

Cheia de misericórdia e de bons frutos. Tiago não está falando de um pouco de empatia ou de contribuir para uma ONG nos fins de semana. Ele fala de ser caridoso e carinhoso sempre. Você se preocupa com os outros a cada instante de sua vida? Transforma suas preocupações em soluções?

Imparcial. Alguns pensam que ser um intelectual é ser escravo das dúvidas. No entanto, estar junto a Deus é viver na verdade. Naturalmente, às vezes, você faz uma pausa para considerar as opiniões opostas, mas não se deixa levar por qualquer posição alheia.

Sem fingimento. Não há falsidade na sabedoria verdadeira. Existem pessoas que não hesitam em atribuir méritos a si mesmas sem merecê-los. Você é o que é ou apenas mantém uma imagem?

Todos esses indicadores devem servir de incentivo para desenvolvermos a verdadeira sabedoria. Busque-a agora mesmo! 

Vislumbres da eternidade
6 de abril
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sexta-feira, 5 de abril de 2024

Deus é justo

 Devocional Diário

Deus é justo

Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão inexplicáveis são os Seus juízos, e quão insondáveis são os Seus caminhos! Romanos 11:33

A primeira imagem de Deus que vem à mente de um cristão que lê o Antigo Testamento talvez seja a da ira. Essa interpretação, além de generalizada e generalista, não resiste a um estudo detalhado da Bíblia. Como o antigo teólogo Marcião, há aqueles que identificam no Antigo Testamento um Deus judeu e mau, e no Novo Testamento um que é cristão e bom.

Muitos dos problemas que alguns têm com Deus residem no fato de que emitem opiniões embora lhes faltem dados. Recebem informações tendenciosas e, a partir do seu ceticismo, pretendem propor rótulos para o divino. Os ímpios projetam o que há no próprio coração, não aquilo que é exposto pela Bíblia. Deus é violento? Não. Se lermos com atenção o Salmo 11, entenderemos que Ele é bem diferente: Ele é justo. O que alguns podem confundir com violência não é outra coisa senão o juízo divino. Eles veem a cena, mas não o filme.

Nesse hino, Davi nos conta que ele confiou em Deus e as coisas começaram a se encaixar. Primeiro, ele compreendeu como os ímpios agem (v. 2). Segundo, que Deus é um Juiz universal (v. 4) e “Seus olhos estão atentos, as Suas pálpebras sondam os filhos dos homens”. É evidente que Ele tem todos os dados e não há sumário judicial que Lhe resista. Sem dúvida, o homem reto receberá as consequências da sua natureza, e – atenção! – o ímpio também.

Você poderá dizer que estou sendo muito duro. Mas é assim: o mal é uma irregularidade de causa e também de efeito. Ninguém quer que chova calamidades sobre si (v. 6), mas essa é a consequência justa quando não procedemos corretamente. Inflamado, Davi chega a dizer que “por ser justo, o Senhor ama a justiça” (v. 7). Existem pessoas que são justas porque “assim diz a lei”, e existem pessoas que são justas porque, além disso, “assim manda o seu coração”. Nosso Deus gosta de ser justo porque, sem sombra de dúvida, Ele é o melhor dos melhores. É por isso que Davi nos recomenda sermos pessoas de bem e que, consequentemente, um dia, contemplemos o Senhor face a face (v. 7). Em suma, nem sempre entenderemos a Deus, mas é certo que há sabedoria em Seus juízos.

Vislumbres da eternidade
5 de abril
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quarta-feira, 3 de abril de 2024

Cálculo formidável

 Devocional Diário

Cálculo formidável

[Deus] conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome. Grande é o Senhor nosso e mui poderoso; o Seu entendimento não se pode medir. Salmo 147:4, 5

Está claro que Deus não vê o mundo como o vemos. Temos uma amostra disso no uso que Ele faz da matemática, pois, para Ele, os números são muito mais do que parecem. Veja alguns exemplos:
a) 1 = 3. A Divindade é uma, mas Se manifesta em três Pessoas. É difícil compreender, mas assim é. Quando o próprio Jesus nos fala da missão que devemos cumprir, em nome da Divindade, Ele ordena: “Vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28:19). Deus prefere a relação ao conteúdo.

b) 5 é maior que 10 mil. Assim diz Paulo em 1 Coríntios 14:19: “Contudo, na igreja prefiro falar cinco palavras com o meu entendimento, para instruir os outros, do que falar dez mil palavras em línguas.” Exceto pelas expressões pentecostais, há quem fale muito sem que ninguém consiga entender. Já sabemos que proporção e poucas palavras com sentido comum valem muito mais do que discursos ininteligíveis, pois Deus gosta do que é autêntico.

c) 5 = 5 mil + 12x. Poucas vezes a comida rendeu tanto como naquele momento da história. João 6:13 diz: “Assim, pois, o fizeram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram depois que todos tinham comido.” É que os milagres são assim: superam toda lógica e até a matemática. Ludwig Wittgenstein dizia a respeito da matemática: “Se um problema pode ser levantado, ele também pode ser resolvido.” E Deus é espetacular na resolução de problemas.

Como mencionei antes, está claro que Deus não vê o mundo como nós o vemos. Nós somos incapazes de contar as estrelas; Ele dá nome a cada uma delas. Somos limitados, mas “o que é impossível para o ser humano é possível para Deus” (Lc 18:27). Além disso, sabemos que, para Ele, as relações são mais importantes do que a soma; a complementaridade, mais do que a divisão; a qualidade, mais do que a quantidade; a possibilidade, mais do que a improbabilidade. E, sobretudo, Ele arrisca o infinito por alguém como você e eu. Seus cálculos são formidáveis, por isso confie Nele. Deus sabe o que faz.

Vislumbres da eternidade
3 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/calculo-formidavel/
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terça-feira, 2 de abril de 2024

Belezas naturais

 Devocional Diário

Belezas naturais

Deus fez tudo formoso no seu devido tempo. Também pôs a eternidade no coração do ser humano, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim. Eclesiastes 3:11

O Museu Guggenheim Bilbao é uma obra do arquiteto canadense Frank Gehry. O edifício tem um aspecto muito especial com suas curvas e irregularidades e sua superfície de titânio. Esse aspecto varia em função da luz do Sol e do volume das nuvens, proporcionando diferentes cores e matizes. Qual é o segredo dessa beleza? É fácil: a utilização da biomimética, ou seja, a imitação da natureza.

Em Harare, Zimbábue, há um edifício que foi construído imitando a estrutura de um cupinzeiro. O prédio se mantém frio de maneira natural, utilizando somente 10% da energia de um edifício convencional. Como diria Provérbios 6:6: “Vá ter com a formiga, ó preguiçoso! Observe os caminhos dela e seja sábio.”

Existem outros exemplos como esses: o traje de natação Fastskin FSII, que imita a pele dos tubarões para que o atleta possa nadar mais rápido; painéis solares que seguem o padrão das asas das borboletas para ser mais eficientes; tintas que repelem a água como a flor de lótus; ou coletores de água que imitam o escaravelho. São desenhos muito especiais com algo em comum: imitar o que já foi criado. É que, antes de o Museu Guggenheim Bilbao existir, já havia Sol e nuvens que mudam de cor constantemente. Antes do edifício exótico de Harare, já havia cupinzeiros com altos níveis de sustentabilidade. Podemos dizer o mesmo do tubarão, das borboletas, da flor de lótus e dos escaravelhos.

Deus é assim. Tudo que Ele faz é eficaz e, ao mesmo tempo, belo. Não se trata apenas de formas, mas de beleza com alto rendimento. Ao contemplarmos essas criações, compreenderemos que elas não são obra do acaso, mas que há Alguém por trás de toda essa perfeição. Ele fez tudo isso porque nos ama, porque queria que vivêssemos em um mundo belo e útil. Mesmo manchado pelo nosso pecado, o planeta em que vivemos ainda é um extraordinário testemunho do amor de Deus.

Quando refletimos no carinho manifestado pelo Eterno em cada detalhe, nosso interior se enche de esperança e fé. Ao meditarmos nas belezas naturais, receberemos uma amostra grátis do mundo porvir, a eternidade que Deus colocou em nosso coração. 

Vislumbres da eternidade
2 de abril
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segunda-feira, 1 de abril de 2024

Muito mais sábios

 Devocional Diário

Muito mais sábios

Quem é sábio, que entenda estas coisas! Quem é inteligente, que as compreenda! Porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão. Oseias 14:9

Um dos conceitos mais destorcidos que circula por este mundo tem a ver com a sabedoria. Quem é realmente sábio? Para alguns, são os que possuem títulos e uma trajetória acadêmica. Realizar estudos é um privilégio que, normalmente, traz conhecimento, embora nem sempre nos torne mais sábios. De fato, a sabedoria não costuma ser um objetivo que figura nas competências dos estudos universitários. Para outros, tem a ver com experiências da vida, como viajar muito e partilhar momentos com pessoas de culturas diferentes. Viajar é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada, porque aumenta o respeito pelos outros. Porém, tampouco é a chave para ser sábio. Ser sábio consiste em ver o mundo com os olhos de Deus e viver com essa visão.

O homem mais sábio que viveu na Terra, Salomão, disse assim em Provérbios 9:10: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; conhecer o Santo é ter entendimento.” Como afirma Ellen G. White, “todo ser humano tem a oportunidade, até certo ponto, de se tornar tudo quanto escolher ser. As bênçãos desta vida, bem como as do porvir, estão a seu alcance. Pode edificar um caráter de valor duradouro, conseguindo nova energia a cada passo. Pode avançar diariamente em conhecimento e sabedoria, cônscio de novos prazeres enquanto progride, acrescentando virtude a virtude, graça a graça. Suas faculdades se desenvolverão pelo uso; quanto maior sabedoria ele adquirir, tanto maior será sua capacidade para adquirir. Sua inteligência, conhecimento e virtude se desenvolverão assim com maior vigor e mais perfeita simetria” (Conselhos Sobre Saúde, p. 107).

Diante dessas considerações, eu gostaria de perguntar novamente: Quem é realmente sábio? A resposta é bem simples: você, se assim o quiser. E continuo perguntando: Você quer ver com os olhos de Deus? Quer viver uma experiência de crescimento constante? Essa experiência e realidade podem se tornar suas se você desejar. Mas, para isso, precisará seguir os conselhos e princípios que Deus deixou em Sua Palavra.

Que tal começar a ser um sábio hoje?

Vislumbres da eternidade
1 de abril
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domingo, 31 de março de 2024

Ordem alterada

 Devocional Diário

Ordem alterada

Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo. Êxodo 20:17, ARA


Anos atrás, eu estava pregando em uma igreja e, na parte de trás do templo, vi duas tábuas da lei. O artista havia estampado em hebraico os números de cada mandamento e colocado quatro números em uma tábua e seis na seguinte. Só havia um problema. Na primeira tábua, em vez de pôr 1, 2, 3 e 4, ele havia posto 10, 1, 2 e 3. Como ninguém sabia hebraico, não notaram o equívoco. Aquilo me pareceu muito significativo, uma vez que o mandamento que mais afeta nossa sociedade é o décimo.

Em linhas gerais, todos crescemos em entornos urbanos. Em 1800, só a cidade de Pequim já tinha mais de 1 milhão de habitantes, e a maioria da população mundial vivia no campo. Em 1900, cerca de 150 milhões de habitantes viviam nas cidades. No ano 2000, esse número subiu para 3 bilhões. Em 2008, a metade do mundo vivia em cidades. Embora essa situação apresente algumas vantagens, ela acaba exigindo um estilo de vida de dependência mútua e comércio. Nossas necessidades básicas têm se multiplicado em âmbitos que vão desde a moda (vestuário variável) até a decoração (moradia variável) e à delicatessen (alimentação variável). Para que essas mudanças constantes sejam produzidas, o comércio estimula o desejo. Vivemos na sociedade do temporário e do desejável. A roupa da moda (que não se limita a mudar somente a cada estação do ano), o equipamento da moda (e as inovações são constantes), o carro da moda (antes, de combustível fóssil; agora, elétrico) – são tantas coisas, que vivemos constantemente correndo atrás dos desejos que nos são estimulados.

Acho que é hora de pararmos e voltarmos à grandeza que existe na simplicidade. É certo que menos é mais, sobretudo quando o menos tem a ver com uma visão melhor de nós mesmos. Talvez tenhamos que sair por um tempo da cidade, deixar o celular em casa e redescobrir uma paisagem da natureza.

Independentemente do que seja necessário fazer, volte às origens, e você sentirá desejos mais saudáveis, desejos que o ajudarão a se distanciar das coisas e se aproximar das pessoas e de Deus. Com Ele o menos é mais. 

Vislumbres da eternidade
31 de março
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sábado, 30 de março de 2024

Síndrome de Antoñita

 Devocional Diário

Síndrome de Antoñita

Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Êxodo 20:16, ARA

Na Espanha, o período do pós-guerra foi difícil. O país tinha ficado isolado do resto da Europa, e as condições econômicas eram realmente difíceis, sobretudo nas cidades. Foi nesse contexto que Borita Casas, escritora de literatura infantil, criou uma personagem que ficou muito famosa: Antoñita la Fantástica. A personagem era uma menina que fugia da realidade com suas fantasias. Entre outras coisas, ela falava com os musaranhos (mamíferos parecidos com ratos), viajava para o país de Babia, dialogava com uma lâmpada ou com as velas de um bolo de aniversário. A personagem ficou tão popular que até hoje, na Espanha, se costuma dizer que alguém “está pensando nos musaranhos” ou “está em Babia” quando se desconecta da realidade.

Preocupa-me o que podemos chamar de Síndrome de Antoñita. Essa síndrome ocorre quando uma pessoa vive na fantasia, mentindo para si mesma e para os demais. É uma maneira de transgredir o mandamento, pois deforma a vida, convertendo-a em falsidade. Por vezes, como aconteceu na Espanha do pós-guerra, isso resulta em um ambiente adverso ou nocivo, uma forma de fugir do que é negativo. Além do mais, viver na fantasia nos inibe de desenvolver a resiliência e superar a frustração.

Já tive alunos com essa síndrome, mas o caso que mencionarei alcançou níveis muito intensos. O pai havia falecido quando ele ainda era um menino, e a mãe, uma mulher melindrosa, o havia criado em meio a desculpas. Se o filho não estudasse, era por causa da atitude dos professores ou de doenças espontâneas que o afligiam. Se apresentasse uma moral questionável, isso se devia às amizades ou à pouca motivação que recebia na igreja. O moço vivia uma mentira. Eu escutei dele as desculpas mais incríveis. No começo, eu ficava indignado, mas logo passei a ter pena de sua experiência de vida. Por não abandonar a fantasia, nunca foi capaz de crescer como pessoa.

No Getsêmani, Jesus não mentiu para Si mesmo. Em vez disso, enfrentou a tentação apegando-Se ao Deus da verdade. Ante os tormentos da cruz, não enganou a Si mesmo – morreu clamando pela presença do Pai. Nós O tomamos como exemplo. Por isso, não mentimos para nós mesmos; ao contrário, oramos pedindo coragem para encarar a realidade.

Vislumbres da eternidade
30 de março
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sexta-feira, 29 de março de 2024

Roubos permitidos

 Devocional Diário

Roubos permitidos

Não furtarás. Êxodo 20:15, ARA


Existem roubos e roubos. Roubos muito alardeados, como o de Albert Spaggiari ao banco Société Générale de Nice (França), em 1976, considerado o roubo do século. Roubos absurdos, como o de David Goodhal, que, em 1978, tentou levar alguns objetos de um shopping enquanto ali acontecia uma convenção de detetives. Roubos insólitos, como o de uma praia da Jamaica, em que uma extensão de 700 metros de areia desapareceu. Nunca se explicou como isso aconteceu. Roubos esportivos, como o de Stamford Bridge, em 2009, no qual não marcaram pelo menos quatro pênaltis contra o Chelsea, que acabou perdendo a Liga dos Campeões da UEFA. O árbitro, Tom Henning Øvrebø, ainda hoje recebe cartas ameaçadoras.

Há roubos que são aceitos socialmente. Transgridem o mandamento, mas, como a maioria das pessoas pratica tal coisa, dizem que não há mal algum nisso. Por exemplo, parece que não há nenhum mal em defraudar os cofres públicos ou qualquer instituição que cobra impostos, embora Paulo alerte: “Paguem a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra” (Rm 13:7). Precisamos ser honestos no pagamento dos tributos.

Outro exemplo: copiar o que outro pensou sem dizer que o pensamento é dele. O plágio é um delito e impede nosso desenvolvimento pessoal. Não há nada que traga maior satisfação do que, graças a Deus, ter uma ideia. É como viver, por um instante, a criatividade do Senhor. Não perca a oportunidade de criar. Um esforço criativo leva a soluções que beneficiam sua maneira de enfrentar obstáculos.

Um último exemplo: material baixado da internet. A internet é o novo faroeste onde os “fora da lei” estão à solta. Basta ler os comentários de uma notícia para ver quão grosseiro pode ser o anonimato. Os “novos assaltantes” agora se dedicam a baixar filmes, séries, músicas, livros, etc. – tudo pirata! Quem é que não faz isso? Não sei, mas é pouca gente.

Muitos desses casos são até permitidos – ou ignorados –, mas são roubos. No final das contas, voltamos ao mesmo problema: falta de amor pelos outros. “O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:10).

Dê exemplo e seja honesto. Ame a Deus e ao próximo com sinceridade. 

Vislumbres da eternidade
29 de março
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quinta-feira, 28 de março de 2024

Wodaabe

 Devocional Diário

Wodaabe

Não adulterarás. Êxodo 20:14, ARA

Não há dúvida de que o festival de beleza mais exótico produzido no mundo é o de Guérewol. O festival é celebrado no final da época das chuvas, em setembro, pelos membros da tribo wodaabe, no Sahel africano. Para a nossa cultura, o que chama mais a atenção é que são os homens que competem. Eles se enfeitam durante mais de seis horas a fim de se mostrarem irresistíveis. Para isso, pintam o rosto de amarelo, os lábios de preto (assim ressaltam ainda mais seus dentes branquíssimos) e marcam o nariz para que pareça muito maior. Como se não fosse suficiente, arregalam os olhos porque isso é tido como extremamente belo. Três das mulheres mais lindas das aldeias atuam como juradas e escolhem os que em breve serão seus maridos. A tribo wodaabe é poliândrica e, por isso, as mulheres têm vários maridos.

Podemos até aceitar o costume de Guérewol. Afinal, estamos acostumados aos documentários sobre viagens em que se vê de tudo. “Mas esse negócio de poliandria” – você pode pensar –, “isso aí já é demais! Vários esposos para apenas uma mulher! Aonde vamos chegar?” Não vamos chegar; já estamos lá. A grande armadilha de nossa época passa pela sexualidade extemporânea, a sexualidade sem amor, a sexualidade explícita, a sexualidade hedonista e egoísta. O costume dos wodaabe não é mais irregular do que praticar sexo sem amor, não é mais irregular do que ser infiel, não é mais irregular do que “casar-se e dar-se em casamento” sem a bênção divina.

A pureza fora e dentro do casamento parece uma virtude defasada e desnecessária. Não podemos esquecer que a pureza é o contexto da confiança, da sinceridade, da intimidade que não mostra apenas pele, mas coração. Nós buscamos a pureza do Éden porque vamos para um novo Éden.

O que nos resta do paraíso? O sábado e o casamento. Satanás tenta desvirtuar ambas as instituições, pois elas criam vínculos de intimidade com Deus e com nosso cônjuge. A sexualidade com amor, pureza, contexto e compromisso nos leva à realidade antes do pecado. Tudo mais não deixa de ser experiências sem futuro. Exóticas? Sim. Mas irregulares também. Por isso, ame de verdade. Ame seu cônjuge. Ame pura e exclusivamente, conforme a Palavra de Deus.

Vislumbres da eternidade
28 de março
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quarta-feira, 27 de março de 2024

Os demais assassinos

 Devocional Diário 

Os demais assassinos

Não matarás. Êxodo 20:13, ARA


Caim não havia aprendido a se relacionar com Deus. Sua indisciplina o levava a fazer coisas que não eram apropriadas. Era uma pessoa muito violenta e, por desenvolver essa tendência, acabou matando o irmão. O resto de sua existência ficou marcado por esse ato e pelo intenso medo de enfrentar o mesmo destino que seu irmão tinha sofrido. Caim foi o primeiro assassino, e isso a gente não esquece. Ocorre que a violência só gera violência.

Vivemos em um mundo em que, continuamente, faz-se referência à violência. São os desenhos animados exibidos por diferentes redes de televisão, as séries seguidas por multidões, os videogames, alguns esportes, etc. Tanto é assim que muita gente chega a pensar que as diferentes situações da vida podem ser solucionadas com a violência. Não há nada mais distante da realidade.

Além disso, vivemos na época dos assassinos, aqueles que não são perseguidos pela lei ou que estão na prisão. Vivemos em uma época de maus-tratos a entes queridos. Usam-se com normalidade palavras depreciativas e ácidas, o olhar destila ódio. Mata-se pouco a pouco e sem consciência disso. Na competição do ambiente de trabalho, vale tudo: a difamação (que mata a imagem de uma pessoa), a parcialidade (que mata a igualdade de oportunidades) e a opressão (que realmente afeta a saúde mental e física). Na família, os papéis foram alterados, e o respeito é a exceção.

O Ser com maior capacidade de ação do Universo, Deus, não resolve problemas pela força. Mais que isso, Ele respeita tanto as pessoas que lhes dá liberdade pessoal, ainda que se equivoquem. O Senhor nos revitaliza com Suas bênçãos (palavras afáveis), com Sua equanimidade (todos somos iguais perante Ele) e com Sua generosidade (nos permite crescer como pessoas).

Qual é o melhor método para solucionar um problema? Não é a violência, pois ela não resolve nada. É como disse Isaac Asimov: “A violência é o último recurso do incompetente.” Lembre-se das palavras de 1 João 4:18: “No amor não existe medo; pelo contrário, o perfeito amor lança fora o medo. Porque o medo envolve castigo, e quem teme não é aperfeiçoado no amor.” É muito fácil cumprir essa proposta. Olhe para os que o rodeiam e ame-os. 

Vislumbres da eternidade
26 de março
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terça-feira, 26 de março de 2024

O jogo da vida

 Devocional Diário

O jogo da vida

Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá. Êxodo 20:12, ARA

Para entendermos melhor este mandamento, vamos compará-lo a um videogame. Vamos chamá-lo de seikatsu – em homenagem aos japoneses, maiores criadores desse tipo de entretenimento. Ele tem as seguintes características:

1. É um jogo de colaboração. Isso quer dizer que o objetivo não é que você ganhe, mas que, quanto mais jogadores ganharem, mais níveis você terá como jogador. Os participantes mais competitivos acabam tendo uma pontuação baixa.

2. É um jogo no qual você só entra mediante recomendação. As pessoas que o recomendam são seus “pais” e, dependendo de como os trate no jogo, você criará uma relação de maior ou menor intensidade. A melhor estratégia é a que se chama “honrar”, o que significa que você deve ser generoso e respeitador para com eles. Isso dá muitos pontos.

3. Conforme o estrategista Paulo (Ef 6:1, 2), a relação de honra tem que ser “no Senhor”. Deus é o criador do jogo (muitos jogadores O chamam de “Senhor”) e já deixou bem claro no regulamento que esse honrar nunca pode contrariar as “dez palavras” (Decálogo) que refletem Sua vontade. Se alguém quebrar essas normas, o jogo é interrompido. Para reiniciá-lo, você deve baixar o aplicativo JESUS©, desenvolvido pelo jogador com maior pontuação da história.

4. Se você jogar direito, “honrando os seus pais”, você consegue vários bônus com muitas vidas. E se baixar o aplicativo JESUS© e o executar, você poderá ganhar vidas infinitas.

Dá para entender a comparação? Obviamente, isso diz respeito mais aos jovens, que são os que mais se sentem familiarizados com esse assunto. O melhor videogame que se pode jogar se chama “vida” (seikatsu, em japonês) e não se joga em uma tela, mas em nosso coração (um dispositivo incrível). É graças aos nossos pais que temos acesso a esse jogo. Nossa relação com eles é “no Senhor”, e, como Deus é amor, devemos amá-los. Essa relação de respeito torna a vida mais fácil, estável e duradoura.

Às vezes, porém, a coisa complica, não é verdade? Para esses casos, não há nada melhor do que JESUS© em sua vida. Eu O provei, e funciona maravilhosamente. Faça o mesmo!

Vislumbres da eternidade
26 de março
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Salmos 38 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse Leitura Bíblica – Salmos 38 Comentário: Pr. Heber Toth Armí SALMO 38 – Mesmo quando tudo parece per...