quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Vidas e impasses

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
15 de fevereiro
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Vidas e impasses

Quando Rúben voltou à cisterna, eis que José não estava nela; então rasgou as suas roupas. E, voltando aos seus irmãos, disse: “O rapaz não está mais lá! E agora, o que eu vou fazer?” Gênesis 37:29, 30

Rúben era o primogênito e, como tal, estava exposto às exigências dessa posição. Naquele dia, ele outra vez deu de frente com suas dissonâncias. Por um lado, não queria perder o favor de seus irmãos. Por outro, não queria prejudicar José. Estava em um impasse, uma situação difícil de resolver. Rúben tentou resolver esse impasse com diplomacia, fazendo uma pausa. Aonde teria ido? Não sabemos. O que sabemos é que, em sua ausência, seus irmãos venderam José como escravo. Teria Rúben encontrado uma solução diplomática? Também não sabemos. O que sabemos é que sua passividade não ajudou muito.

Perturbado com a surpresa, ele ficou perdido e não sabia mais o que fazer e que direção tomar. “E agora, o que eu vou fazer?” Que pergunta! Que tristeza! José já estava a caminho do Egito, e Rúben não reagia; só pensava em si próprio e em como iria enfrentar seu pai. O medo começou a consumir sua capacidade de agir e viver. Sabemos que Rúben mentiu do mesmo jeito que seus irmãos. Não soube lavar seus pecados, só o rosto. E assim, ele e seus irmãos viveram com medo de que a verdade fosse um dia descoberta, indo e vindo de um lado para o outro sob a sombra do crime que haviam cometido.

Muitos de nós somos filhos da dissonância (Ap 3:14-22), da pós-modernidade, e nos atrai muito mais ficar bem do que fazer as coisas corretamente. Ante o impasse, fazemos uma pausa. Mas não somos obrigados a viver nesse laço. Podemos sair do relativismo e enfrentar a vida com coerência. Basta abrir a porta para Jesus, cear com Ele e Nele confiar como o princípio da vitória (Ap 3:20). Ele quer que estejamos em casa, bem perto e comprometidos. Além disso, Ele nos pede que clareemos os olhos com um pouco do colírio que nos faz ver a realidade das coisas. O medo é afastado, e um caminho é posto diante de nós. Então, com a visão clara, tudo pode ser enfrentado de outra maneira. Não há mais laços nem ofuscação. É quando podemos afirmar: “Contigo, Senhor, eu sei para onde irei.”

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