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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Cristo, a alegria do Pai

 Devocional Diário:Fonte de Alegria

3 de Fevereiro

Cristo, a alegria do Pai


Estava lá [...] quando fixava ao mar os seus limites, para que as águas não transgredissem a Sua ordem. Quando Ele compunha os fundamentos da Terra, Eu estava com Ele e era o Seu arquiteto. Dia após dia Eu era a Sua alegria, divertindo-Me em todo o tempo na Sua presença. Provérbios 8:28-30

O Soberano do Universo não estava só em Sua obra de beneficência. Ele tinha um companheiro, um cooperador que poderia apreciar Seus propósitos e participar de Sua alegria ao dar felicidade aos seres criados. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus” (Jo 1:1, 2). Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai – um em natureza, caráter e propósito –, o único ser que poderia partilhar de todos os conselhos e propósitos de Deus. “Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9:6, ARA). […] E o Filho de Deus declara a respeito de Si mesmo: “O Senhor Me possuía no início de Sua obra, antes de Suas obras mais antigas […] quando compunha os fundamentos da Terra; então, Eu estava com Ele e era Seu arquiteto, dia após dia, Eu era as Suas delícias, folgando perante Ele em todo o tempo” (Pv 8:22, 29, 30, ARA) (PP, p. 9, 10 [34]).

“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois Nele foram criadas todas as coisas, nos Céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste” (Cl 1:15–17).

https://youtube.com/watch?v=-wPIHZQzbe0&si=jm78QQ31qvNM_zaT

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

A NOBREZA DE CRISTO

 Devocional Diário - Descobertas da Fé

12 de Dezembro

A NOBREZA DE CRISTO

Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra. Filipenses 2:9, 10


Não há nada que possamos acrescentar a Deus. Mas então por que o versículo de hoje diz que o Pai elevou o nome de Jesus? Ele já não era grandioso desde sempre?

Sim, Cristo era, desde a eternidade, 100% divino no sentido exato da palavra (cf. Mq 5:2; Cl 2:9), e foi nessa condição que Lúcifer lançou dúvidas sobre Seu caráter. Mas quais seriam as chances justas de um anjo argumentar seu ponto de vista, ainda que seja um equívoco? Como poderia uma criatura discutir com Deus?

Conta-se que, certa vez, o imperador Adriano perguntou ao filósofo Favorino por que este sempre lhe dava razão, mesmo quando o próprio monarca sabia que estava errado? Favorino respondeu: “É fácil, meu senhor. Faço isso porque é perigoso demais não dar razão a quem possui 20 legiões de soldados para sustentar sua opinião sobre qualquer coisa.”

Com Deus não foi assim. Você já parou para pensar que somente o fato de existir um grande conflito entre o bem e o mal já prova que Deus não lidou com Lúcifer usando Seus poderes divinos? Se o fizesse, não haveria grande conflito, mas um grande massacre. Um anjo que resiste a Deus seria menos que uma formiga que resiste a um elefante.

Cristo Se esvaziou, disse Paulo, e assumiu a forma de servo. Conversou com os anjos no nível em que estavam; instou com o rebelde para que se arrependesse e, por fim, humilhou-Se ainda mais, assumindo a forma humana e morrendo pendurado na cruz.

É aqui que vejo Sua grandeza. Cristo continuou sendo Deus, mesmo não usando Seus poderes divinos em favor próprio. Diferentemente de Adriano, Ele não precisava de legiões nem coroa para continuar sendo rei. Seu caráter e nobreza iam além de Seu brilho ou de Sua onipotência.

Por isso, ao retornar glorificado ao Céu, Jesus recebeu um nome grandioso. Antes da cruz, Ele era Deus por natureza; depois da cruz, Ele continuou sendo Deus por natureza, mas Se tornou ainda mais digno de honra. Esse é o caráter do nosso Deus! Ele preferiu morrer a passar a eternidade longe de nós. Que resposta você daria a esse grande amor?

https://youtube.com/watch?v=JW0FLrT25a8&si=XwULpad1ANj07T2b

terça-feira, 8 de julho de 2025

JESUS ESTÁ AÍ?

 Devocional Diário - Descobertas da fé

8 de julho

JESUS ESTÁ AÍ?

Senhor, queremos ver Jesus. João 12:21


Certo dia, um grupo de gregos que havia subido a Jerusalém para participar da festa da Páscoa pediu a um dos 12 apóstolos para ver Jesus. A Bíblia diz: “Estes se dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e lhe pediram: ‘Senhor, queremos ver Jesus.’ Filipe foi dizê-lo a André, e André e Filipe o comunicaram a Jesus” (Jo 12:21, 22).

Pelo contexto, tudo indica que esses homens eram estudiosos não judeus, talvez filósofos, interessados em conhecer mais sobre o judaísmo. Por isso, foram a Jerusalém durante a festa religiosa. É possível que tenham ouvido falar de Jesus e, assim como os magos que saíram do Oriente para ver o Menino, eles também foram para conhecer o Cristo.

O fato de terem ido até Filipe poderia ser incidental, ou talvez fosse porque ele provavelmente soubesse falar grego e poderia traduzir a conversa. O nome “Filipe” é de origem grega, o que sugere que ele poderia ter alguma familiaridade com a cultura grega. Em apoio a essa ideia, está o fato de ele ter se dirigido a André, outro discípulo com um nome grego, para ambos levarem o pedido dos estrangeiros até Jesus.

O interesse daqueles homens foi um bálsamo para Jesus, que já sentia as angústias da aproximação de Sua morte. Em quatro dias, Ele seria crucificado, de modo que o encontro com aqueles gregos era um prenúncio de que Seu sacrifício converteria muitos não judeus.

O texto omite o diálogo com os homens. Aparentemente, a analogia do grão que morre para dar fruto foi dita aos discípulos. De qualquer modo, existe algo simbólico aqui, como escreveu Mário Veloso: “Se os gregos representam o mundo não judeu, o método de aproximar-se de Cristo, através dos apóstolos, pode significar que o evangelho chegará a todo o mundo através dos discípulos do Senhor. Cristo não irá pessoalmente a todas as nações da Terra, mas Seus discípulos irão. E conduzirão esses povos a Cristo” (Comentário do Evangelho de João, p. 259).

Diante disso, surge a pergunta: Que tipo de igreja os “de fora” encontrarão quando nos procurarem pedindo para ver Jesus? Imagine alguém chegando em sua casa e perguntando: “É aqui que mora Jesus?” Como responderíamos? Tendo o privilégio de ser Seus representantes, o que o mundo pensa de Cristo pelo modo como vivemos e falamos Dele?

https://mais.cpb.com.br/meditacao/Jesus-esta-ai?/

segunda-feira, 26 de maio de 2025

CRISTO EM PROVÉRBIOS – PARTE 2

Devocional Diário - Descobertas da fé


26 de maio

CRISTO EM PROVÉRBIOS – PARTE 2

Antes que os montes fossem firmados, antes de haver colinas, Eu nasci. Provérbios 8:25


Ontem vimos a respeito da exaltação da Sabedoria, que é Cristo, em Provérbios 8. Também vimos Sua participação no ato criador de Deus. Hoje, quero destacar algumas frases desconcertantes para quem crê na divindade de Cristo: “O Senhor Me possuía no início de Sua obra” (Pv 8:22); “Fui estabelecida” (v. 23); “Nasci antes de haver abismos” (v. 24).

Esses versículos parecem dizer que a Sabedoria teve um começo e era sujeita a Deus, portanto não estava em pé de igualdade com Ele. Como entender isso?

A linguagem que vai do versículo 22 ao 26 exprime um modo técnico de falar da entronização de um príncipe. Um texto assírio do século 13 a.C. fala da coroação de Tukulti-Ninurta I, com expressões muitos parecidas com Provérbios 8 e o Salmo 2:6 e 7. No dia da posse, o príncipe, que governaria em corregência com seu pai, era simbolicamente “criado, formado, nascido”. Não se tratava, pois, do início de sua existência, mas do começo de um novo cargo.

O mesmo ocorre com a Sabedoria. Quando se diz “fui estabelecida desde a eternidade; nasci antes de haver abismos”, isso não significa que não fosse eterna, e sim que naquele momento, antes da criação do Universo, Ela assumiu um trono. A linguagem é técnica e reproduz o mesmo discurso que se fazia quando um príncipe recebia sua coroa. Nesse dia, o pai “gerava” simbolicamente o filho, entronizando-o (Sl 2:7).

Isso significa que, em algum tempo antes da criação e da encarnação, Cristo, mesmo sendo eterno, assumiu uma função subordinada ao Pai. Por qual motivo? Richard Davidson explica que ali Cristo assumiu um papel mediador. Mesmo sem pecado, as criaturas precisavam de um
conhecimento de Deus que sua condição limitada não podia dar.

Conquanto o Pai continuasse a representar a natureza transcendente da Divindade, o Filho aceitou Se esvaziar (cf. Fp 2:5-11) para representar o aspecto imanente de Deus. Isso não é uma questão de inferioridade, mas de subordinação voluntária. No futuro, essa mesma condescendência O levaria a tornar-Se humano, não apenas para revelar o Pai, mas para salvar os que estavam separados Dele. Que amor grandioso, não é mesmo?

https://mais.cpb.com.br/meditacao/Cristo-em-proverbios-parte-2/

domingo, 25 de maio de 2025

CRISTO EM PROVÉRBIOS – PARTE 1

 Devocional Diário - Descobertas da fé

25 de maio

CRISTO EM PROVÉRBIOS – PARTE 1

A Sabedoria Se coloca no topo dos lugares elevados, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas. Provérbios 8:2


Provérbios 8 é um dos textos mais lindos sobre Cristo no Antigo Testamento. Trata-se de um poema de estilo particularmente elevado e solene, escrito por Salomão em referência à Sabedoria.

Mas quem é a Sabedoria? Note que não se trata de uma personificação poética de um atributo divino, muito menos o elogio a uma deusa cósmica. O texto fala de um Ser pessoal (v. 12), com sentimentos, razão e vontade, que possui as mesmas prerrogativas de Deus (v. 13, 35). A Sabedoria governa, julga por Si mesma, ama e pode ser amada (v. 16, 17).

Na criação, Ela estava com Deus; tudo foi feito por meio Dela (v. 22-30). Humana não seria, muito menos angelical. Afinal, qual dos anjos, por mais elevado que seja, pode dizer às criaturas: “Quem Me encontra encontra a vida” (v. 35)? De igual modo, a sentença “Eu, a Sabedoria, moro com a prudência” (v. 12) é análoga à expressão idiomática “Eu, o Senhor”, que aparece várias vezes na Bíblia Sagrada.

Insisto na pergunta: Quem é a Sabedoria? O apóstolo Paulo responde: “Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus” (1Co 1:24). Por isso, Provérbios estava profeticamente falando de Jesus antes de Sua encarnação. E não somente Provérbios, mas toda a Bíblia apontava para Cristo.

O teólogo Norman Geisler afirmou: “Na lei, encontramos o fundamento para Cristo. Na história, encontramos a preparação para Cristo. Na poesia, encontramos a aspiração a Cristo. Nos profetas, encontramos a expectativa de Cristo. Nos evangelhos, encontramos a manifestação de Cristo. Em Atos, encontramos a propagação de Cristo. Nas epístolas, encontramos a interpretação de Cristo. No Apocalipse, encontramos a consumação em Cristo” (A General Introduction to the Bible, p. 29).

É interessante notar que Provérbios descreve Deus criando todas as coisas ao lado da Sabedoria, que é Cristo. Até a ciência, indiretamente, confirma isso. Foi com grande espanto que o pesquisador James Jeans, teórico da relatividade e mecânica quântica, admitiu: “Quanto mais a ciência progride, menos o Universo se parece com um relógio, e mais se assemelha a um pensamento.” Um pensamento divino, chamado Cristo, a Sabedoria de Deus. Que tal buscá-Lo mais de perto hoje?

https://mais.cpb.com.br/meditacao/Cristo-em-proverbios-parte-1/

sexta-feira, 16 de maio de 2025

A RECOMPENSA DE CRISTO

 Devocional Diário - Descobertas da fé

16 de maio

A RECOMPENSA DE CRISTO

Por isso, Eu Lhe darei a Sua parte com os grandes, e com os poderosos Ele repartirá o despojo, pois derramou a Sua alma na morte e foi contado com os transgressores. Isaías 53:12


Pelo título de hoje, alguns podem pensar que falarei sobre a recompensa que Cristo nos oferece, mas o enfoque será outro. Quero falar daquilo que Cristo recebeu como recompensa. Por isso, faço menção a Isaías 53:12.

Considerando que Cristo é Deus e possui absolutamente tudo por natureza, como poderíamos recompensá-Lo? O que poderíamos oferecer que Ele já não tivesse? Seria como oferecer a titularidade de um clube para quem já é dono dele.

Não há nada que possamos acrescentar à riqueza de Deus, nem informação que aumente Seu conhecimento, nem luz que potencialize Sua glória. Então, o que poderia ser a recompensa de Cristo?

Talvez Isaías 53:12 nos responda. Vários estudiosos apontam que a maioria das traduções modernas não transmite exatamente o que o hebraico diz. A forma como as palavras são traduzidas pode parecer um elogio fraco: o Servo de Deus recebendo honra entre os grandes, mas apenas como um herói entre muitos. Isso não parece fazer sentido.

Note como a versão inglesa da Sociedade de Publicação Judaica traduz esse texto: “Certamente Lhe darei muitos como Sua porção; Ele receberá a multidão como Seu despojo.” Essa tradução muda completamente o sentido do texto. Aqui, quem fala é Deus Pai, e o Servo não está recebendo um prêmio entre os grandes. As multidões são sua recompensa.

Assim, ser salvo significa aceitar ser entregue a Cristo como recompensa por Seu sofrimento em nosso favor. No entanto, ninguém é dado contra a sua própria vontade. Isso significa que, mesmo sendo nosso dono por direito (pois Ele nos adquiriu na cruz), o Senhor não nos recebe se não aceitarmos pertencer a Ele. É nesse sentido que podemos nos dar a Deus, mesmo que Ele, em essência, já tenha tudo.

Isso é impressionante. O Servo Sofredor não merece apenas menções honrosas; Ele merece que multidões sejam dadas a Ele, desde que não sejam forçadas a isso. Já pensou? O Deus que criou e redimiu você jamais o salva sem o seu consentimento. Que resposta você daria a Jesus hoje?

https://mais.cpb.com.br/meditacao/a-recompensa-de-Cristo/

quarta-feira, 16 de abril de 2025

CRUCIFICADOS COM CRISTO

 Devocional Diário - Descobertas da fé

16 de abril

CRUCIFICADOS COM CRISTO

Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Gálatas 2:19, 20


Todos os movimentos sociais, sejam religiosos, políticos ou esportivos, são caracterizados pelo uso de um símbolo que os identifica perante a sociedade. Os judeus são identificados pela estrela de Davi; os muçulmanos, pela lua crescente; e os cristãos, pela cruz. Mas você sabia que existem pelo menos 385 tipos diferentes de cruzes? Quem traz essa informação é a Enciclopédia Heráldica, editada por William Berry. Nela, o autor explica que a maioria dessas cruzes é posterior à época de Cristo e não tem nenhum significado especial a não ser como emblema de família.

No entanto, mesmo nos tempos romanos, havia diferentes tipos de cruzes. Sêneca, que foi advogado em Roma e tutor do sanguinário Nero, descreveu uma cena horrível de pessoas crucificadas em Roma que ele mesmo presenciou: “Lá eu vi cruzes, não apenas de uma forma, mas de várias, diferentemente planejadas para diferentes pessoas. Alguns penduravam suas vítimas com a cabeça para baixo, enquanto outros pregavam suas partes íntimas, outros ainda estendiam os braços [da vítima] sobre o patibulum” (De Consolatione ad Marciam 20.3).

O patibulum era um poste horizontal que cruzava sobre outro em posição vertical, chamado stipes, de modo que o condenado ficasse na posição de um “T”. Embora o modelo pudesse variar um pouco, dificilmente os romanos fugiam dessa forma de crucifixão, exceto em casos específicos nos quais uma quantidade muito grande de condenados era morta de uma só vez, como ocorreu na destruição de Jerusalém, quando começaram a pregar pessoas em árvores por não terem mais cruzes suficientes para tantos condenados.

É muito importante estudar esses detalhes para termos uma compreensão histórica de como deve ter sido a morte do Filho de Deus. Contudo, de nada valerão essas informações se não estivermos dispostos a ser crucificados com Cristo. Isso significa priorizar a vontade de Deus em vez da nossa, aceitar o sofrimento como parte da carreira cristã e permitir que nosso eu morra para que Cristo viva em nós. Sem essa disposição por parte daqueles que creem, a história da cruz não passará de um evento histórico que é interessante, mas não salva ninguém.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/crucificados-com-Cristo-/

terça-feira, 26 de setembro de 2023

TRIBUNAL DE CRISTO

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

26 de setembro

TRIBUNAL DE CRISTO

É necessário que todos nós compareçamos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo. 2 Coríntios 5:10

Deus nos ama e procura pôr um fim na maldade, no pecado e em todas as suas consequências. Todo o Céu está empenhado para que voltem a imperar a justiça e o amor. Nesse processo, é necessária uma obra de juízo que evidencie quem são aqueles que se colocaram ao lado de Deus e os que rejeitaram Sua graça e se apegaram ao mal. Ficará evidente a justiça de Deus em recompensar uns e em punir outros. Por isso, o julgamento divino é mencionado repetidamente em Sua Palavra.
Esse julgamento abrangerá toda a humanidade (Rm 14:10), o que inclui os vivos e os mortos (1Pe 4:5). Mesmo aqueles que já foram castigados parcialmente, como é o caso dos habitantes de Sodoma, serão julgados (Mt 11:23, 24).

No Céu há registros fiéis a nosso respeito (Ap 20:12), de modo que o julgamento abrangerá todos os aspectos de nossa vida: as ações (Ec 12:14), as palavras (Mt 12:36, 37) e até os segredos (Rm 2:16). Tudo será comparado com a lei de Deus, a norma da justiça (Tg 2:8-13). Como Deus acompanhou tudo o que fizemos, dissemos e até leu as intenções de nosso coração, Seu veredito será absolutamente justo (Sl 9:7, 8).

O julgamento divino não segue o padrão do direito romano, americano ou brasileiro. Na verdade, é semelhante ao de Israel dos tempos bíblicos, quando o próprio advogado poderia ser o juiz. Por isso, Cristo é apresentado como Juiz (Jo 5:22, 27; Rm 2:16), mas também como Advogado (1Jo 2:1).

No dia do juízo, não será usada uma balança com dois pratos para pesar em um deles o mal que fizemos e, no outro, o bem que praticamos, de modo que o veredito seja dado com base no prato que pese mais. O que conta no tribunal de Cristo é se O aceitamos como nosso Substituto, que pagou toda a nossa dívida, ou desprezamos Sua graça. No fim, para quem O rejeitou, todos os pecados permanecem registrados, aguardando a devida punição. Para quem está em Cristo, todos os pecados são perdoados e apagados. O apóstolo Paulo assegurou: “Não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1). Hoje, aceite a Cristo e abandone o pecado. 


https://mais.cpb.com.br/meditacao/tribunal-de-cristo/
https://youtube.com/watch?v=1d4i7jQWq5s&si=oUQAHoFqwrzG6rQ2

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

INDEPENDÊNCIA OU MORTE

 Meditação Diária

7 de setembro

INDEPENDÊNCIA OU MORTE

O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para [...] proclamar libertação aos cativos. Isaías 61:1

Há dois séculos havia intensa agitação em nossa terra. As diversas autoridades portuguesas eram olhadas com desconfiança e muito criticadas. Nessa atmosfera de intranquilidade, alguns patriotas desejosos da independência do país começaram a se reunir para tratar do assunto. Surgiram novos jornais, associações e clubes que tinham como objetivo defender a causa da independência.

A Assembleia de Portugal desejava que Dom Pedro retornasse. Contudo, os brasileiros prepararam um documento com 8 mil assinaturas pedindo a ele que permanecesse em nossa terra. Ele decidiu ficar. Aquele dia, 9 de janeiro de 1822, ficou conhecido como o “Dia do Fico”. Em agosto do mesmo ano, surgiu um documento conhecido como “Manifesto do Povo Mineiro aos Brasileiros”, que recomendava união e independência.

Dias depois, vieram ordens e anúncios de Portugal: aqueles que persuadiram Dom Pedro a permanecer no Brasil estavam sendo processados. Dom Pedro devia retornar para Portugal, e um novo ministério havia sido nomeado. Na ocasião, Dom Pedro estava próximo à capital de São Paulo, quando foi alcançado pelo correio que lhe entregou esses documentos. Ao ler, tomado de emoção e erguendo sua espada, bradou: “Independência ou morte!” Eram 16h30 de 7 de setembro de 1822. Com isso, os brasileiros ficaram livres do governo português, mas dependentes de um novo governo, tendo Dom Pedro como imperador.

Nas disputas terrenas, a independência de um poder leva à dependência de outro. De certa forma, isso ilustra uma verdade espiritual. Todos estávamos dominados pelo governo de Satanás. Não tínhamos sabedoria nem força para escapar, mas Jesus proclamou libertação aos cativos. Essa libertação não foi efetivada apenas por um brado momentâneo. Por meio de Sua encarnação, Seu viver perfeito, Sua morte vicária, Sua ressurreição e mediação e o envio de Seu Espírito, Cristo nos libertou do domínio do pecado e de Satanás (Rm 6:14). Agora, podemos viver sob um novo governo, o de Cristo (Rm 6:18, 22). Precisamos escolher entre independência do mal ou morte eterna. Escolha, hoje, submeter-se à vontade e ao governo de Cristo.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/independencia-ou-morte/
https://youtu.be/z8Us64uqeCI

segunda-feira, 5 de junho de 2023

ESTÁ PAGO! A QUEM?

 Meditação Diária

04 de junho

ESTÁ PAGO! A QUEM?

Não foi mediante coisas perecíveis, como prata ou ouro, que vocês foram resgatados [...], mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula. 1 Pedro 1:18, 19

Sendo que Jesus pagou o preço do nosso pecado na cruz, a pergunta que fica é: Afinal, quem recebeu o pagamento feito por Cristo? Alguns afirmam que a morte de Cristo teria sido um pagamento ao diabo, porque ele havia conquistado os seres humanos. Essa ideia se baseia naquelas passagens bíblicas que descrevem a humanidade como escravizada sob o domínio do príncipe das trevas. Essa foi uma crença muito popular durante os primeiros séculos da era cristã. Porém, ela não condiz com a revelação bíblica.

Lembre-se: Cristo é o verdadeiro criador e dono deste mundo. Tudo foi feito por Ele e para Ele (Jo 1:1-3; Cl 1:15, 16), inclusive a humanidade. Cristo não a deu nem a vendeu a Satanás. Este a tomou mediante o engano. Por isso, ao tentar recuperá-la, Cristo não devia nada ao inimigo, pois o que estava resgatando era Seu. Pondere, também, que o Filho de Deus sempre Se negou a negociar com o diabo. Quando foi tentado no deserto a fazê-lo, Ele Se recusou de imediato e com autoridade ordenou que o inimigo se retirasse (Mt 4:8-10).

Quando Cristo entregou Sua vida na cruz, Ele o fez ao Pai, e não ao inimigo (Lc 23:46). Ele satisfez completamente as exigências da justiça de Deus em relação ao pecado, e não as exigências do diabo. Portanto, não há indicativos de que a expiação realizada por Cristo tenha sido um pagamento ao inimigo.

Na realidade, o pecado acarretou uma grande dívida para com Deus. Essa dívida somente pôde ser paga por um Deus-homem, algo que foi realizado plenamente pelo sacrifício de Cristo. O que Sua justiça exigiu, Seu amor pagou! Como resultado, houve harmonia entre o amor de Deus e Sua justiça, de maneira que Deus pode ser visto não só como misericordioso, mas também como justo (Rm 3:23-26). Nossa dívida está paga. “Agora, pois, já não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1). Glória a Deus por isso!
https://mais.cpb.com.br/meditacao/esta-pago-!-a-quem-?/
https://youtu.be/7tqelQUyTC8

terça-feira, 25 de abril de 2023

O SERVO DOS SERVOS

 O SERVO DOS SERVOS

Cristo Jesus, [...] mesmo existindo na forma de Deus, [...] Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se semelhante aos seres humanos. [...] Ele Se humilhou, tornando-Se obediente até a morte, e morte de cruz. Filipenses 2:5-8

No interior paulista, morava um rico fazendeiro. Ele possuía terras e gado em Goiás e no Mato Grosso. Há muitos anos, na fazenda ao norte do Mato Grosso, muito distante de qualquer cidade, desapareceram algumas máquinas, implementos agrícolas e animais. Um empregado foi encontrado morto. A polícia foi comunicada. Examinaram o lugar, mas nada descobriram.

As mortes e os roubos continuaram. Em sua casa, o fazendeiro se reuniu com seu único filho. Discutindo sobre o que fazer, elaboraram um plano. Dias mais tarde, apareceu naquela fazenda um moço, descalço e pobremente vestido, pedindo emprego. Como precisavam de trabalhadores, ele foi logo contratado. Ninguém sabia, mas aquele jovem era o filho do fazendeiro. Durante três meses, ele trabalhou como os outros empregados, comeu a mesma comida que eles, dormiu em um colchão de palha, como acontecia com os outros, e morou em uma casinha rústica como seus companheiros. Seu objetivo era encontrar uma solução para o problema.

Depois de viver no lugar por três meses, ele descobriu que uma quadrilha havia se infiltrado na fazenda. Sabendo quem eram seus integrantes e tendo as provas necessárias para condená-los, mandou um recado ao pai, que chegou repentinamente com a polícia. Mediante as informações do filho, os criminosos foram presos e afastados para sempre daquele lugar.

Será que, naqueles três meses em que esteve na fazenda, o moço deixou de ser filho do fazendeiro? Deixou de correr em seu corpo o sangue recebido de seu pai? Deixou de ser dono e herdeiro de tudo? Não! Naqueles meses, ele poderia ter comido a melhor refeição, dormido na melhor cama, morado na sede da fazenda e ficado sem trabalhar. Contudo, para resolver um problema, ele temporariamente se dispôs a não usar sua autoridade nem seus privilégios.

Essa história – inventada – ilustra o fato de que Cristo, quando esteve aqui, era Deus, mas não usou a plenitude de Seus poderes até que Sua missão estivesse concluída. Sua humilhação foi o que garantiu a vitória sobre o inimigo, e hoje podemos ter a certeza de que o mal um dia findará .

MEDITAÇÃO DIÁRIA

25 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-servo-dos-servos/

https://youtu.be/8RV-gDfM3hs
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domingo, 23 de abril de 2023

CRISTO E O UNIVERSO

 CRISTO E O UNIVERSO

Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois Nele foram criadas todas as coisas. [...]. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste. Colossenses 1:15-17

Em sua carta aos irmãos de Colossos, Paulo escreveu um dos textos bíblicos mais esclarecedores a respeito da pessoa e da obra do Filho de Deus. Além de apresentar a relação de Cristo com Deus e com a igreja, mostra Sua relação com o Universo. Ele é apresentado como “o primogênito de toda a criação” (v. 15). Quando Deus queria demonstrar que alguém era especialmente honrado a Seus olhos, Ele o chamava de primogênito. Por isso, Ele chama Israel de primogênito (Êx 4:22) e também Davi (Sl 89:20, 27), embora este fosse o oitavo filho de Jessé (1Sm 16:10-13). Isso indica um lugar de honra diante de Deus. É nesse sentido que a expressão é aqui empregada. Paulo queria dizer que Cristo tem uma posição de honra sobre toda a criação, ou seja, Ele é o cabeça, o Criador de todas as coisas.

O verso seguinte confirma isso ao declarar que o motivo pelo qual Ele é assim chamado é que “tudo foi criado por meio Dele” (Cl 1:16). Todas as coisas visíveis e invisíveis, na Terra e nos céus, incluindo as ordens de seres espirituais – chamadas de tronos, soberanias, principados e potestades –, foram criadas por Cristo. “Tudo foi criado […] para Ele” (v. 16), para cumprir Seus desejos, servir-Lhe e promover Sua glória. Ele é o Senhor da criação.

“Ele é antes de todas as coisas” (v. 17). Cada coisa criada depende de algo anterior a si mesma para sua existência, mas não Cristo. “Ele é antes de todas as coisas”, autoexistente, não dependendo de nada nem de ninguém. Ele é eterno. A última página da Bíblia registra Suas palavras: “Eu sou o Alfa […], o Primeiro […], o Princípio” (Ap 22:13). O apóstolo ainda acrescenta que “Nele tudo subsiste” (Cl 1:17), todas as coisas permanecem juntas. Ele não apenas criou o Universo, mas também o mantém. É o responsável por seu funcionamento.

Hoje, lembremo-nos de que fomos criados por Cristo. Ele mantém o controle de todas as coisas, incluindo aquelas que nos afetam diretamente. Vamos confiar Nele, adorá-Lo e viver para obedecer-Lhe!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

23 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cristo-e-o-universo/
https://youtu.be/w8r1w8TGrBA
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sábado, 22 de abril de 2023

CRISTO É O RECONCILIADOR

 CRISTO É O RECONCILIADOR

Porque Deus achou por bem que, Nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da Sua cruz, por meio Dele, reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a Terra, quer nos Céus. Colossenses 1:19, 20

Por causa do pecado, tornamo-nos inimigos de Deus, tanto em nossos pensamentos quanto em nossa conduta. Mas Cristo, mediante Sua morte, proveu a reconciliação. Podemos ser amigos de Deus e estar em paz com Ele. O texto de hoje declara três pontos sobre a reconciliação: sua fonte, seu alcance e suas bênçãos. A fonte é a cruz de Cristo, Sua iniciativa para nos atrair a Si. Ali se revela o poder, a santidade, a justiça e o amor de Deus. A cruz ocupa o lugar central no plano que Ele fez para nos salvar.

O alcance da salvação abrange todas as coisas em todo o cosmo. Um dia, o Universo foi perfeito, mas o pecado – primeiro no Céu, com Lúcifer, depois na Terra, com Adão e Eva – quebrou a harmonia que havia em toda a criação (Rm 8:22). Contudo, Cristo fará voltar a harmonia em todas as obras de Deus. Ele reconciliará Consigo mesmo todas as coisas no Céu e na Terra. Mesmo os seres celestiais que não pecaram são beneficiados pela obra reconciliadora efetuada por Cristo, no sentido de que obtiveram uma visão muito mais nítida do amor e da sabedoria de Deus (Ef 3:10). Isso os aproximou ainda mais do Criador. Também devemos recordar que foi somente depois que Cristo derrotou Satanás na cruz que os habitantes do Céu puderam festejar, pois as ações do inimigo ficariam, dali em diante, confinadas a este mundo (Ap 12:10-12).

Essa reconciliação provê incontáveis bênçãos para nós. A primeira delas é a paz com Deus (Cl 1:20). O pecador reconciliado sabe que foi perdoado e recebido como filho querido do Pai, por isso tem prazer em viver em Sua presença. Essa paz com Deus o leva a ter paz consigo mesmo e a se empenhar em viver em paz com seu semelhante.

Outra bênção alcançada pela reconciliação é a transformação do caráter. Por causa do sacrifício de Cristo, Deus nos considera e nos torna “santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Cl 1:22), livres de manchas, defeitos e acusações.

Hoje, podemos ter a convicção de que fomos perdoados, estamos reconciliados com Deus e somos santos perante Seus olhos.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

22 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cristo-e-o-reconciliador/
https://youtu.be/pllNiWsXJRk
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sexta-feira, 21 de abril de 2023

CRISTO, CABEÇA DA IGREJA

CRISTO, CABEÇA DA IGREJA

Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para ter a primazia em todas as coisas. Colossenses 1:18

A igreja é uma instituição fundada por Jesus com o objetivo de fazer discípulos, batizar e ensinar o que Cristo ordenou (Mt 28:18-20). Os diversos anciãos, pastores e administradores da igreja, embora tenham grande valor e sejam instrumentos de Deus, são membros do corpo e não sua cabeça. A igreja não deve ser regida por qualquer indivíduo nem pelos membros como um todo. Sua estrutura de governo é apenas uma forma pela qual a vontade de Cristo é executada. Ele é o chefe, o primeiro em posição, e deve continuar a ser o cabeça de Sua igreja.

O fato de Ele ser o cabeça significa que também o é na vida de cada cristão. Isso implica que devemos Lhe prestar uma obediência individual. Somente quando isso acontece é que a unidade do corpo se torna uma realidade (Guy Appéré, O Mistério de Cristo, p. 47).

Escrevendo aos colossenses, Paulo declara que uma das razões por que Cristo tem direito à autoridade suprema na igreja é o fato de Ele ser “o primogênito dentre os mortos”. A palavra “primogênito” é usada no sentido de posição e não de ordem, pois Ele não foi o primeiro a ressuscitar. Contudo, Ele é o vencedor da morte, por meio de quem todos os fiéis que passarem pela morte viverão. Ele declarou à irmã de Lázaro: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11:25). Ao idoso João, em Patmos, Ele disse: “Não tenha medo. Eu sou o Primeiro e o Último. Eu sou Aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre. Tenho autoridade sobre a morte e sobre o mundo dos mortos” (Ap 1:18, NTLH).

Cristo foi chamado de “o primogênito de toda a criação” (Cl 1:15) porque deu origem à criação natural. Também é o primogênito dos mortos, considerando que por Ele tem início uma nova criação. Ele é o princípio dessa nova criação, assim como fora o princípio da antiga, isso porque Sua ressurreição é uma garantia de nossa própria ressurreição (1Co 15:20-23).

Hoje, permita que Cristo seja o cabeça de sua vida e o conduza em todos os seus relacionamentos e em tudo que você fizer. 

https://youtu.be/MuDbfeUuCDc
MEDITAÇÃO DIÁRIA

21 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cristo-cabeca-da-igreja/
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quinta-feira, 20 de abril de 2023

CRISTO É DIVINO

 CRISTO É DIVINO

Ele [...] nos transportou para o reino do Seu Filho amado [...]. Ele é a imagem do Deus invisível [...]. Porque Deus achou por bem que, Nele, residisse toda a plenitude. Colossenses 1:13, 15, 19

Esse fabuloso texto bíblico nos fala a respeito de Cristo. Ele é apresentado como o Filho de Deus (v. 13). O que isso significa? Para entendermos a Bíblia, precisamos considerar que ela foi escrita de acordo com a mentalidade oriental, diferente da nossa em muitos aspectos. Assim, se há 2 mil anos alguém dissesse que você era filho de seu pai, os orientais não pensariam que você era mais jovem que seu pai, mas que tinha a mesma natureza que ele. Ou seja, “filho de peixe peixinho é”. Desse modo, quando as Escrituras declaram que Jesus é Filho de Deus, não querem ensinar que Ele surgiu depois do Pai ou que deve ao Pai Sua existência. O que isso significa é que Ele tem a mesma essência de Deus, que Ele é igual a Deus. O próprio Pai deu testemunho dizendo: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me agrado” (Mt 3:17; 17:5). Jesus Se alegrou quando Pedro declarou: “O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16:16).

Ele também é a imagem de Deus (Cl 1:15). Adão foi criado à imagem de Deus, mas o pecado entrou na natureza humana e no mundo, de modo que o reflexo dessa imagem foi ofuscado. Então, veio o segundo Adão – Cristo –, a perfeita e exata imagem do Pai. Não uma cópia, mas o original, pois Ele “é a expressão exata do Seu ser” (Hb 1:3). Jesus é a manifestação de Deus e a mais completa e perfeita revelação do Pai, o único que pode tornar visível, para os seres humanos, o Deus invisível. É como Ele disse: “Quem vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9).

Além disso, Nele reside a plenitude divina (Cl 1:19; 2:9), o que significa que Cristo é eterno, onisciente, onipresente e tem todo o poder. Tudo o que há no Pai há no Filho. Nada pode ser tirado Dele.

O texto também se refere ao “reino do Seu Filho” (Cl 1:13); portanto, Ele é rei. Enquanto vivemos no tempo da graça, Seu reino entre nós é espiritual e abrange todos aqueles que O aceitam como Salvador e Senhor. Mas, quando o plano da salvação se concretizar, Seu reino será visível e glorioso. Abarcará todas as coisas e todas as criaturas em todo o Universo. Portanto, Cristo é divino. Podemos adorá-Lo agora!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

20 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cristo-e-divino/
https://youtu.be/rAkaEZJiaBg
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segunda-feira, 17 de abril de 2023

CRISTO, NOSSO GRANDE SACERDOTE

 CRISTO, NOSSO GRANDE SACERDOTE

Embora fosse Filho, [...] tornou-Se o Autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem. Hebreus 5:8, 9

O plano que Deus elaborou para resgatar este mundo e restaurar a humanidade centraliza-se na pessoa e na obra de Cristo. Diz respeito aos Seus atributos e ao que Ele fez, faz e fará por nós. Sua encarnação é coisa do passado, também Sua luta contra o pecado, Seu sofrimento, Sua morte e ressurreição. Já Sua segunda vinda e a criação de novos céus e nova Terra estão no futuro. No presente, porém, está a Sua intercessão no santuário do Céu. Aquele que tanto nos amou a ponto de dar Sua vida por nós e que virá nos buscar não está tirando longas férias nem Se encontra de braços cruzados, mas está bem ativo exercendo uma função sacerdotal junto ao trono do Universo, o que é imprescindível para nossa salvação. Sobre isso, Ellen G. White escreveu: “A intercessão de Cristo no santuário celestial, em favor do ser humano, é tão essencial ao plano da redenção como foi Sua morte sobre a cruz” (O Grande Conflito, p. 409 [489]).

Há na Bíblia um livro dedicado a tratar dessa etapa tão importante no processo de nossa salvação. É a Carta aos Hebreus. Ela apresenta as características marcantes de um sacerdote: é alguém escolhido por Deus; deve ser humano, estar ele próprio “rodeado de fraquezas” e ser “capaz de condoer-se dos ignorantes e dos que erram”; e sua missão consiste em atuar em favor dos homens, inclusive oferecendo a Deus sacrifícios pelos pecados (Hb 5:1-4). Ora, se Cristo não tivesse deixado os Céus e Se tornado um de nós, Ele jamais poderia desempenhar essa função. Foi porque Ele Se humilhou e assumiu uma natureza de carne e sangue, como a nossa, que hoje possui todas essas especificações e está plenamente qualificado para ser nosso Sacerdote (Hb 2:14, 16, 18; 4:15; 5:10; 7:25; 9:11, 12).

Aceitemos, neste dia, Sua intercessão, confiando na Palavra de Deus, que nos diz: “Tendo, pois, Jesus, o Filho de Deus, como grande Sumo Sacerdote que adentrou os Céus, conservemos firmes a nossa confissão. […] Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno” (Hb 4:14, 16). 

MEDITAÇÃO DIÁRIA

17 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cristo-nosso-grande-sacerdote/
https://youtu.be/JlZoxDFBBHg

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

A OBRA EXPIATÓRIA DE CRISTO

 A OBRA EXPIATÓRIA DE CRISTO

   Setenta semanas estão determinadas para o Seu povo e para a Sua santa cidade, para acabar com a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna. Daniel 9:24

   Expiação é um ritual oferecido a Deus com o propósito de remover a culpa do pecado e alcançar a reconciliação. Como cristãos, cremos na expiação realizada por Jesus. Ocorre que, nas Escrituras, alguns enxergam uma aparente contradição quanto ao alcance dessa expiação. Há textos que afirmam que ela foi realizada em favor de toda a humanidade (1Jo 2:2; 1Tm 2:6; 5:10; Tt 2:11; Jo 3:16; Rm 5:19); outros declaram que somente aqueles que se arrependem e creem são realmente salvos por ela (Ef 1:4; 2Tm 1:9, 10; Jo 17:9, 20).

   Na verdade, há harmonia entre esses textos quando se percebe que as passagens que apresentam a expiação como universal e ilimitada a consideraram de um ponto de vista objetivo e coletivo, como uma satisfação à justiça divina em um tempo específico da história, realizada de uma vez por todas. Dessa maneira, não há mais nada no tribunal divino contra a humanidade representada por Cristo. O outro grupo de passagens trata do aspecto subjetivo e diz respeito à aceitação individual da expiação mediante o arrependimento dos pecados e a fé na Pessoa e obra do Substituto.

   Isso pode ser ilustrado pelo que ocorreu na Páscoa original e pelo que ocorre em uma cerimônia de Santa Ceia. Na Páscoa, por ocasião da morte dos primogênitos na décima praga do Egito, a salvação dependia da morte do cordeiro, mas envolvia mais do que isso. O primogênito devia permanecer dentro da casa, cuja porta devia estar assinalada com sangue, e sob a mesa, o cordeiro morto, a fim de ser consumido por seus moradores (Êx 12:1-13). Na celebração da Santa Ceia, o pão deve ser comido; o vinho, bebido (1Co 11:23-26). Desse modo, em ambas as cerimônias, só ocorre bênção e salvação quando há recepção da parte humana.

   Por isso, embora a expiação feita por Cristo seja suficientemente ampla para incluir a todos e seja, de fato, a todos oferecida, ela encontra limitação no número de pessoas que a aceitam. Hoje, digamos “sim” a Jesus, aceitando a expiação que Ele fez por nós. 

MEDITAÇÃO DIÁRIA - MARAVILHOSO DEUS

6 de fevereiro

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

TROFÉUS DE CRISTO

 TROFÉUS DE CRISTO

Deus [...] nos deu vida juntamente com Cristo, [...] e com Ele nos fez assentar nas regiões celestiais [...] para mostrar nos tempos vindouros a suprema riqueza da Sua graça. Efésios 2:4, 6, 7

Deus nos fez assentar nos lugares celestiais. O que isso significa? A frase “lugares celestiais” é mencionada cinco vezes na Carta aos Efésios e não ocorre em mais nenhum lugar no Novo Testamento. Ela não se refere a um Céu futuro, mas à realidade espiritual presente. Em seus escritos, Paulo costuma nos identificar com Cristo. Desse modo, quando Ele morreu, nós morremos (Rm 6:3-6); quando Ele ressuscitou, nós ressuscitamos; quando Ele, depois da ascensão, Se assentou no trono do Céu (Hb 8:1), nós nos assentamos com Ele. Por causa do que Ele fez e porque respondemos com fé, nosso lugar de direito é lá, assentados no trono ao Seu lado (Ap 3:21). Ele nos representa.

Em nossa perspectiva, estamos aqui, neste planeta infestado pelo mal, assediados por toda sorte de tentações. Mas, da perspectiva divina, a vitória dos que creem em Seu Filho é tão certa que Ele já nos considera como assentados nos lugares celestiais.

“Aqueles que vão a Cristo, assentado à direita de Deus, podem viver na atmosfera do Céu enquanto estão aqui na Terra. Os crentes pertencem ao mundo celestial, porque a entrada de Cristo nas cortes celestiais é uma garantia da entrada de todos os que aceitam a salvação. A vida espiritual na Terra se torna, então, uma antecipação […] da celestial. Cristo está conosco pelo Espírito Santo (Mt 28:20) e nos considera como se já habitássemos com Ele” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 117).

O texto acrescenta que tudo o que Deus fez, em Cristo, por nós, foi “para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Sua graça” (Ef 2:7). Mostrar no sentido de expor um troféu. Quando alguém recebe um troféu, isso é feito publicamente. Ao ser exposto, é como se quem o conquistou dissesse: “Vejam o que fiz, vejam o que consegui!” Nós somos troféus da graça de Deus, e Ele quer nos apresentar. Por toda a eternidade, Deus mostrará os salvos aos mundos não caídos como troféus de Sua graça. Seremos a prova de que Deus é amor. Lembre-se disso hoje!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

https://mais.cpb.com.br/meditacao/trofeus-de-cristo/
26 de janeiro
https://youtu.be/_FeEe1YT_wY
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

A INTERCESSÃO DE CRISTO

 A INTERCESSÃO DE CRISTO

Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande Sumo Sacerdote que adentrou os Céus, conservemos firmes a nossa confissão. Hebreus 4:14

Nos tempos do Antigo Testamento, antes de Cristo ter morrido na cruz, quando um israelita desejava o perdão divino, ele devia ir ao santuário levando consigo um animal, geralmente um cordeiro, que era colocado sobre o altar. Então, com a mão sobre a cabeça do animal, confessava seus pecados e o sacrificava. Assim ocorriam o sacrifício e a confissão de pecados, mas faltava ainda uma ação antes do perdão: a intercessão do sacerdote. Somente depois que o sacerdote apresentasse o sangue a Deus é que o pecador seria perdoado (Lv 4:27-35).

Isso ilustra a importância da intercessão de Cristo em nosso favor. Ellen G. White escreveu: “A intercessão de Cristo no santuário celestial, em favor do ser humano, é tão essencial ao plano da redenção como foi Sua morte sobre a cruz” (O Grande Conflito, p. 409 [489]). Em realidade, “à luz dos tipos do santuário, a morte e o sacerdócio de Cristo formam uma unidade indivisível. Separada de Seu sacerdócio, a morte sacrifical de Cristo não teria poder algum. Separado de Sua morte sacrifical, Seu sacerdócio não teria significado algum. É a morte sacrifical e vicária de Jesus Cristo, unida a Seu ministério sacerdotal perante o Pai no Céu, que torna possível a salvação humana” (Frank B. Holbrook, O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo [Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2002], p. 59).

O plano que Deus elaborou para resgatar este mundo e restaurar a humanidade tem como centro a pessoa e obra de Cristo. Enfoca Seus atributos e o que Ele fez, faz e fará por nós. Sua encarnação, Seu sofrimento e Sua morte estão no passado. Sua segunda vinda e a criação de novos céus e nova Terra estão no futuro. No presente, porém, está Sua intercessão no santuário do Céu.

Aquele que tanto nos amou a ponto de dar Sua vida por nós e que virá nos buscar não tira férias nem Se encontra de braços cruzados. Ele está desempenhando uma função sacerdotal junto ao trono do Universo, o que é indispensável para nossa salvação. Uma vez que Cristo é nosso grande Sumo Sacerdote, podemos permanecer firmes no caminho de Deus e contar com Seu socorro em qualquer situação (v. 16).

 MEDITAÇÃO DIÁRIA
23 de janeiro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/a-intercessao-de-cristo-2/

https://youtu.be/jjBPYIg9Mfk
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

O MAIOR DOS SOFREDORES

 O MAIOR DOS SOFREDORES

   E Ele é a propiciação pelos nossos pecados – e não somente pelos nossos próprios, mas também pelos do mundo inteiro. 1 João 2:2

   O perfeito exemplo do amor de Cristo como filho resplandece com grande brilho por entre a neblina dos séculos. Durante cerca de 30 anos, Jesus, em Seu trabalho diário, havia ajudado nas responsabilidades domésticas. Agora, mesmo em Sua última agonia, Ele Se lembrou de cuidar de Sua mãe viúva e aflita. A mesma atitude se manifestará em todo discípulo de nosso Senhor. Os que seguem a Cristo sentirão ser parte de sua religião respeitar os pais e suprir suas necessidades. Do coração em que há o amor de Cristo, o pai e a mãe nunca deixarão de receber cuidado e afetuosa compaixão.

   Agora o Senhor da glória, o Resgate da humanidade, estava para morrer. Entregando a preciosa vida, Cristo não foi sustentado por triunfante alegria. Havia somente trevas opressoras. O que O oprimia não era o medo da morte. Nem a dor e a vergonha da cruz causavam Sua inexprimível angústia. Cristo foi o maior dos Sofredores, mas Seu sofrimento vinha do senso da malignidade do pecado, ao saber que, por meio da familiaridade com o mal, o ser humano tinha deixado de perceber a monstruosidade dele. Cristo viu como é profundo o domínio do pecado no coração humano e quão poucos estariam dispostos a romper com esse poder. Sabia que, sem o auxílio divino, a humanidade teria que morrer, e via multidões perecendo quando poderiam receber o abundante auxílio.

   A iniquidade de todos nós foi posta sobre Cristo como nosso substituto e fiador. Ele foi contado como transgressor para nos livrar da condenação da lei. A culpa de todo descendente de Adão pesava sobre Ele. A ira de Deus contra o pecado e a terrível manifestação de Seu desagrado por causa da iniquidade encheram de profunda tristeza o coração de Seu Filho. Durante toda a vida, Cristo havia anunciado ao mundo decaído as boas-novas da misericórdia do Pai, de Seu amor cheio de perdão. A salvação para o maior dos pecadores era o tema de Seus discursos. Mas agora, com o terrível peso de culpa que carregava, não podia ver a face reconciliadora do Pai. O afastamento do rosto divino, nessa hora de suprema angústia, feriu Seu coração com uma dor que nunca poderá ser compreendida pelo ser humano. Essa agonia era tão grande que Ele mal sentia a dor física (O Desejado de Todas as Nações, p. 605 [752, 753]).

   PARA REFLETIR: O que você sente ao saber que Aquele que foi separado do Pai na hora da Sua angústia mais profunda não permite que nada o separe do Seu amor?

MEDITAÇÃO DIÁRIA

14 de dezembro

Salmos 81 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse Leitura Bíblica – Salmos 81 Comentário: Pr. Heber Toth Armí SALMO 81 - Ingratidão é uma reação péss...