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domingo, 7 de setembro de 2025

INDEPENDÊNCIA OU MORTE

 Devocional Diário - Descobertas da fé

7 de setembro

INDEPENDÊNCIA OU MORTE

Se, pois, o Filho os libertar, vocês serão verdadeiramente livres. João 8:36


O dia de hoje marca um dos mais importantes feriados cívicos do Brasil. Você conhece a história desde o ensino fundamental. Quando lecionei para o curso de História no Unasp em 1998, amava contar para os alunos certos bastidores desse acontecimento, que nem sempre são mencionados nos livros didáticos.

Sobre a Independência propriamente dita, lembro-me de destacar os seguintes pontos:

1. O grito do Ipiranga não ocorreu exatamente às margens de um rio. O episódio se deu em uma colina próxima ao “riacho” Ipiranga, hoje canalizado, cujo curso atual nem mesmo corresponde ao que existia naquele tempo.

2. Dom Pedro e sua comitiva não estavam usando trajes de gala, como retratado no famoso quadro de Pedro Américo. Eles estavam vestidos com fardas de campanha, apropriadas para viagens longas. E esqueça os corcéis puro-sangue; todos estavam montados em mulas.

3. Muitos historiadores colocam dúvidas sobre a famosa frase “independência ou morte”. Dom Pedro, aliás, estava durante todo o dia sofrendo de fortes cólicas abdominais, o que eliminava qualquer chance de dar um “brado retumbante”!

4. Por fim, a independência não foi algo pacífico, heroico nem imediato. Negociações políticas, concessões e conflitos se seguiram até 1825, três anos após o famoso 7 de setembro, quando Portugal finalmente reconheceu nossa independência e ainda cobrou por ela.

Sem invalidar a importância do acontecimento, deixe-me compará-lo à morte de Jesus e seu significado. O que era um dilema para o Brasil, independência ou morte, era uma consequência para Cristo: Independência só pela morte. Sem o sacrifício do Filho de Deus, jamais seríamos livres.

A humilhação de Jesus foi tão grande que, ao contrário de Dom Pedro, não havia obra de arte que pudesse amenizá-la. Jesus não estava em uma colina gloriosa cercado de Sua guarda pessoal. Ele Se entregou como ovelha muda diante de seus tosquiadores. Hoje, como cidadão, presto homenagens ao Ipiranga. Mas, como cristão, presto adoração ao Homem do Calvário. Foi lá que encontrei minha verdadeira libertação.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/independencia-ou-morte-2/

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

INDEPENDÊNCIA OU MORTE

 Meditação Diária

7 de setembro

INDEPENDÊNCIA OU MORTE

O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para [...] proclamar libertação aos cativos. Isaías 61:1

Há dois séculos havia intensa agitação em nossa terra. As diversas autoridades portuguesas eram olhadas com desconfiança e muito criticadas. Nessa atmosfera de intranquilidade, alguns patriotas desejosos da independência do país começaram a se reunir para tratar do assunto. Surgiram novos jornais, associações e clubes que tinham como objetivo defender a causa da independência.

A Assembleia de Portugal desejava que Dom Pedro retornasse. Contudo, os brasileiros prepararam um documento com 8 mil assinaturas pedindo a ele que permanecesse em nossa terra. Ele decidiu ficar. Aquele dia, 9 de janeiro de 1822, ficou conhecido como o “Dia do Fico”. Em agosto do mesmo ano, surgiu um documento conhecido como “Manifesto do Povo Mineiro aos Brasileiros”, que recomendava união e independência.

Dias depois, vieram ordens e anúncios de Portugal: aqueles que persuadiram Dom Pedro a permanecer no Brasil estavam sendo processados. Dom Pedro devia retornar para Portugal, e um novo ministério havia sido nomeado. Na ocasião, Dom Pedro estava próximo à capital de São Paulo, quando foi alcançado pelo correio que lhe entregou esses documentos. Ao ler, tomado de emoção e erguendo sua espada, bradou: “Independência ou morte!” Eram 16h30 de 7 de setembro de 1822. Com isso, os brasileiros ficaram livres do governo português, mas dependentes de um novo governo, tendo Dom Pedro como imperador.

Nas disputas terrenas, a independência de um poder leva à dependência de outro. De certa forma, isso ilustra uma verdade espiritual. Todos estávamos dominados pelo governo de Satanás. Não tínhamos sabedoria nem força para escapar, mas Jesus proclamou libertação aos cativos. Essa libertação não foi efetivada apenas por um brado momentâneo. Por meio de Sua encarnação, Seu viver perfeito, Sua morte vicária, Sua ressurreição e mediação e o envio de Seu Espírito, Cristo nos libertou do domínio do pecado e de Satanás (Rm 6:14). Agora, podemos viver sob um novo governo, o de Cristo (Rm 6:18, 22). Precisamos escolher entre independência do mal ou morte eterna. Escolha, hoje, submeter-se à vontade e ao governo de Cristo.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/independencia-ou-morte/
https://youtu.be/z8Us64uqeCI

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