quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

O MAIOR DOS SOFREDORES

 O MAIOR DOS SOFREDORES

   E Ele é a propiciação pelos nossos pecados – e não somente pelos nossos próprios, mas também pelos do mundo inteiro. 1 João 2:2

   O perfeito exemplo do amor de Cristo como filho resplandece com grande brilho por entre a neblina dos séculos. Durante cerca de 30 anos, Jesus, em Seu trabalho diário, havia ajudado nas responsabilidades domésticas. Agora, mesmo em Sua última agonia, Ele Se lembrou de cuidar de Sua mãe viúva e aflita. A mesma atitude se manifestará em todo discípulo de nosso Senhor. Os que seguem a Cristo sentirão ser parte de sua religião respeitar os pais e suprir suas necessidades. Do coração em que há o amor de Cristo, o pai e a mãe nunca deixarão de receber cuidado e afetuosa compaixão.

   Agora o Senhor da glória, o Resgate da humanidade, estava para morrer. Entregando a preciosa vida, Cristo não foi sustentado por triunfante alegria. Havia somente trevas opressoras. O que O oprimia não era o medo da morte. Nem a dor e a vergonha da cruz causavam Sua inexprimível angústia. Cristo foi o maior dos Sofredores, mas Seu sofrimento vinha do senso da malignidade do pecado, ao saber que, por meio da familiaridade com o mal, o ser humano tinha deixado de perceber a monstruosidade dele. Cristo viu como é profundo o domínio do pecado no coração humano e quão poucos estariam dispostos a romper com esse poder. Sabia que, sem o auxílio divino, a humanidade teria que morrer, e via multidões perecendo quando poderiam receber o abundante auxílio.

   A iniquidade de todos nós foi posta sobre Cristo como nosso substituto e fiador. Ele foi contado como transgressor para nos livrar da condenação da lei. A culpa de todo descendente de Adão pesava sobre Ele. A ira de Deus contra o pecado e a terrível manifestação de Seu desagrado por causa da iniquidade encheram de profunda tristeza o coração de Seu Filho. Durante toda a vida, Cristo havia anunciado ao mundo decaído as boas-novas da misericórdia do Pai, de Seu amor cheio de perdão. A salvação para o maior dos pecadores era o tema de Seus discursos. Mas agora, com o terrível peso de culpa que carregava, não podia ver a face reconciliadora do Pai. O afastamento do rosto divino, nessa hora de suprema angústia, feriu Seu coração com uma dor que nunca poderá ser compreendida pelo ser humano. Essa agonia era tão grande que Ele mal sentia a dor física (O Desejado de Todas as Nações, p. 605 [752, 753]).

   PARA REFLETIR: O que você sente ao saber que Aquele que foi separado do Pai na hora da Sua angústia mais profunda não permite que nada o separe do Seu amor?

MEDITAÇÃO DIÁRIA

14 de dezembro

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