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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

SOFRIMENTO INEXPLICADO

 Devocional Diário - Descobertas da fé

25 de setembro

SOFRIMENTO INEXPLICADO


Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste? Mateus 27:46

Jesus recitou o Salmo 22:1 na hora de Sua morte. No entanto, nem Ele nem o salmista receberam qualquer explicação para seu sofrimento. Ambos ouviram apenas o silêncio de Deus: “Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego” (v. 2). No caso de Jesus, Ele sabia que deveria sofrer, mas, por não usar Sua onisciência enquanto ser humano, havia pontos obscuros no processo, os quais Ele aceitou pela fé.

O capelão da Primeira Guerra Mundial, Studdert Kennedy, costumava dizer que, se uma pessoa não fosse perturbada pelo problema da dor, ela estaria sofrendo de um endurecimento do coração ou de um amolecimento do cérebro. Isso é verdade.

Seria, então, o silêncio de Deus uma prova de Sua indiferença? Certamente não. Pare e pense: 99,9% de todo conhecimento produzido ainda é um mistério para você. Não dá para saber tudo. Você pode ser um excelente advogado e desconhecer física quântica. Pode ser médico e não entender nada de filosofia. Isso sem contar que cada área tem suas próprias especializações.

Um engenheiro nunca é só um engenheiro. Ele pode ser um engenheiro civil, agrônomo ou mecânico. Da mesma forma, um biólogo pode ser um virologista, um micologista (especialista em fungos) ou outros mais. Ou seja, há aspectos de suas próprias áreas que eles desconhecem.

Além disso, a principal característica do especialista é não explicar detalhes do que está fazendo. Se todo médico explicasse medicina a cada consulta, não conseguiria tratar seus pacientes. Afinal, são muitos anos de ensino e experiência, que não podem ser resumidos em uma consulta. É necessário confiar no especialista e deixar que ele faça seu trabalho, mesmo que não entendamos tudo o que está fazendo.

Ora, se temos tanta confiança em especialistas humanos que cometem erros, por que não confiaríamos em Deus, que é infalível? Enquanto estivermos deste lado da eternidade, haverá coisas que não entenderemos. Foi a confiança em Deus, e não qualquer resposta aos seus questionamentos, que fez Jó ficar firme em meio à dor. Portanto, confie no Senhor. Esse especialista não erra jamais.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/sofrimento-inexplicado/

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

JESUS ERA BELO?

 Devocional Diário - Descobertas da fé

29 de agosto

JESUS ERA BELO?

Ao entrar no mundo, Cristo disse: “Sacrifício e oferta não quiseste, mas preparaste um corpo para Mim.” Hebreus 10:5


Como seria o rosto de Jesus? Nossa imaginação fervilha com inúmeras possibilidades. Conta-se que um quadro que ficava na parede da família Kellogg Norton estampava a gravura mais parecida com o rosto de Jesus, de acordo com Ellen White, uma das pioneiras do movimento adventista.

Para algumas pessoas, Apocalipse 1:14 e 15 oferece uma pista das características físicas de Jesus: “A cabeça e os cabelos Dele eram brancos como alva lã, como neve. Os olhos eram como chama de fogo.” No entanto, o texto é uma descrição gloriosa de Cristo semelhante à que vemos em Daniel 10:5 e 6. A visão não fala de cor nem etnia, mas de luminosidade!

Em 2001, a BBC de Londres mostrou o trabalho do especialista forense Richard Neave, que utilizou três crânios de judeus do século 1 para criar uma modelagem 3D do possível rosto de Cristo. Tenho minhas dúvidas. Imagine daqui a 2 mil anos alguém pegando três crânios aleatórios de pessoas que viveram em sua cidade, para, a partir deles, tentar reconstruir o seu rosto? Isso só funcionaria em uma cidade cheia de indivíduos extremamente semelhantes entre si.

Outro texto que circula na internet é uma suposta carta atribuída a Públio Lentulus, endereçada ao imperador Tibério, descrevendo fisicamente Jesus. Mas já provaram que se trata de uma grosseira falsificação medieval.

Os próprios apóstolos não se preocuparam em fazer um retrato falado de Jesus. Certamente, Ele seria um cidadão de Seu tempo, com pele morena, cabelos um tanto crespos, de castanho-escuros a pretos, e estatura média. Um típico homem do Oriente Médio.

Há, porém, um texto de Isaías 53:2 que surpreende: “Olhamos para Ele, mas não havia nenhuma beleza que nos agradasse.” Muitos pensam que essa seria a prova de que Jesus não era bonito. Não vejo dessa forma. O texto está descrevendo Seu sacrifício. Na cruz, Ele parecia amaldiçoado, abandonado por Deus, destituído de qualquer beleza. Quem poderia imaginar que o gesto mais belo de amor se traduziria na cena mais horrível que poderíamos descrever? A maldição que nos pertencia caiu sem piedade sobre o inocente Filho de Deus. Você já agradeceu a Deus por tanto amor?

https://mais.cpb.com.br/meditacao/Jesus-era-belo?/

terça-feira, 12 de agosto de 2025

POR QUE CHORAR?

 Devocional Diário - Descobertas da fé

12 de agosto

POR QUE CHORAR?

Jesus chorou. João 11:35


O texto bíblico de hoje é o menor versículo do Novo Testamento. Mas, apesar de seu tamanho, ele apresenta uma das mais significativas revelações acerca de Cristo. O Filho de Deus participou totalmente do sofrimento humano; Sua dor nunca foi teatral. Ele sentiu na pele a angústia que nós sentimos, especialmente a angústia da morte.

Por isso, Deus entende quando choramos, pois as lágrimas escorrendo pelo rosto são um inconfundível pedido de ajuda. Junto delas podem vir gritos, soluços, suspiros ou o queixo trêmulo, com os cantos da boca virados para baixo. Esses fenômenos ocorrem porque nossa respiração e o batimento cardíaco mudam radicalmente quando estamos chorando, e isso não é uma peculiaridade humana; ocorre também com os animais.

Embora alguns biólogos insistam em dizer que o choro é uma atividade exclusivamente humana, vários cientistas têm afirmado que os animais também choram, como é o caso dos cavalos e dos bois. Crocodilos que vivem no mar também choram, mas não por estarem tristes; esse é o meio de limpar o excesso de sal que fica em seus olhos. Daí a expressão “lágrimas de crocodilo”, ou seja, chorar sem nenhuma emoção.

Ainda não se sabe exatamente como funciona o mecanismo que provoca o choro. Porém, pesquisas indicam que as lágrimas ajudam a eliminar substâncias produzidas durante o estresse. Quando os canais lacrimais não conseguem lidar com essas substâncias, o que é recolhido escorre pelas narinas e pelo suor do rosto. Por isso, sentimos alívio depois que choramos. Essas substâncias eliminadas poderiam, a longo prazo, causar danos ao organismo. Portanto, quem segura o choro deveria deixar de lado o orgulho e permitir que as lágrimas banhem seu rosto. Dizem que uma pessoa chora, em média, 250 mil vezes durante sua vida. É muito choro, não é mesmo? Mas não se preocupe: esse rio de sofrimento vai acabar.

Há momentos em que uma única lágrima substitui dezenas de frases. Quando lhe faltarem palavras para expressar sua dor, chore aos pés de Cristo. Ele também chorou, e não há vergonha nisso. Jesus entende o que é sofrer, ser rejeitado, incompreendido e odiado. Ele confortará você.
Um dia, derramaremos a última lágrima, e certamente será de emoção por estarmos com Deus. Com alegria, nos despediremos da tristeza.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/por-que-chorar?/

quarta-feira, 11 de junho de 2025

O ESCÂNDALO DE JESUS

 Devocional Diário - Descobertas da fé

11 de junho

O ESCÂNDALO DE JESUS

Mas nós pregamos o Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios. 1 Coríntios 1:23

Os brasileiros estão frequentemente expostos à palavra “escândalo”: CPI, compra de votos, desvio de verba pública, entre muitos outros exemplos. Um escândalo é aquilo que contraria a ordem estabelecida, que causa perplexidade e indignação, algo que realmente incomoda. Infelizmente, a corrupção está deixando de ser um escândalo para se tornar rotina em nossa sociedade.

Jesus foi um escândalo, mas não no sentido que a Bíblia desaprova. Ele não era um escândalo por ser desonesto ou por buscar holofotes. Sua santidade incomodava uma geração hipócrita. Ele nasceu, viveu, morreu e ressuscitou causando perplexidade.

Cristo foi gerado em uma jovem que ainda não havia completado o rito de casamento. A história de que ela seria virgem e engravidou por um milagre de Deus certamente não convenceu a maioria, que, como vimos no texto de ontem, preferiu acreditar em uma versão que deu a Jesus a fama de bastardo.

Tanto Sua origem quanto Sua procedência Lhe trouxeram problemas. O Mestre foi criado em uma terra de provincianos, considerados pela elite de Jerusalém como judeus de segunda categoria. Sua cidade era tão mal falada que dela se dizia: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1:46).

Não por acaso, Jesus foi condenado como perturbador da ordem pública e teve a morte mais infame de Sua época. Os escândalos continuaram depois disso. Correu o boato de que Sua ressurreição era uma fraude.

Os escândalos envolvendo Jesus não se assemelhavam ao alvoroço de uma personalidade famosa que gera engajamento. Eles representavam a maneira irônica pela qual Deus separava os bodes das ovelhas. Parafraseando Theodore Lowi, a corrupção é uma constante na história
humana; o que oscila é sua revelação. No entanto, o escândalo, enquanto denúncia, pode não diminuir a corrupção, mas torna as pessoas de bem mais atentas na escolha de seu caminho. Há momentos para acompanhar o fluxo e momentos para nadar contra ele. Feliz é aquele que tem o Espírito de Cristo para discernir qual direção tomar.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-escandalo-de-Jesus/

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

JESUS OU PITÁGORAS? – PARTE 2

 Devocional Diário - Descobertas da fé

24 de fevereiro

JESUS OU PITÁGORAS? – PARTE 2

Porque a loucura de Deus é mais sábia do que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte do que a força humana. 1 Coríntios 1:25


O que muitos lembram sobre Pitágoras é o famoso teorema que leva seu nome: “Em um triângulo retângulo, a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.” Muitos podem não gostar desse conceito, mas sem ele não teríamos os cálculos básicos da construção civil nem a evolução da geometria. Sem o teorema, seria impossível construir um prédio ou planejar uma malha viária que acomodasse tantos carros em São Paulo. Assim, Pitágoras está mais presente no cotidiano do que imaginamos.

Como vimos, o problema é que não sabemos ao certo se ele foi o criador desse teorema. E como os céticos lidam com isso? O escritor Marcelo Gleiser, autor do livro A Dança do Universo, tenta amenizar a questão, admitindo que Pitágoras poderia até ser uma lenda e mesmo assim continuaria grandioso. Para Gleiser, o poder de um mito não está em ser falso ou verdadeiro, mas em ser efetivo. Ou seja, não é tão importante se foi ou não Pitágoras o autor dessa relação entre números e natureza. O mito inspirou grandes pensadores, de Copérnico e Kepler a Newton e Einstein. Nisso está sua grandeza.

Ora, se for assim, o evangelho, que não tem nada de mitológico, seria ainda maior, pois influenciou mais gente que Pitágoras. Quantos na história deram a vida por sua interpretação do teorema? Já o evangelho inspirou milhares de mártires por Cristo. Dizer a um criminoso que Jesus pode salvá-lo tem mais poder do que ensinar-lhe que a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. Claro que a educação faz evoluir a sociedade, mas só o evangelho tem o poder de transformá-la. Jesus não quer fazer de você um cidadão melhorado; Ele quer torná-lo uma nova criatura.

Quantos abandonaram o crime ao se tornarem matemáticos, e quantos o fizeram ao se tornarem cristãos? E não é apenas nisso que reside a singularidade do evangelho. Se Pitágoras for um mito, nada muda, pois a matemática pode existir sem ele. Já o cristianismo jamais existiria à parte da figura histórica de Jesus. O teorema sobrevive sem Pitágoras, mas o evangelho é nada sem Cristo. Nossa fé não se sustenta no aprendizado de um teorema, mas no relacionamento com o Filho de Deus.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/Jesus-ou-Pitagoras-parte-2/

domingo, 23 de fevereiro de 2025

JESUS OU PITÁGORAS? – PARTE 1

 Devocional Diário - Descobertas da fé

23 de fevereiro

JESUS OU PITÁGORAS? – PARTE 1

Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, ela é poder de Deus. 1 Coríntios 1:18


Certa vez, o matemático ateu Bertrand Russell, um crítico ácido do cristianismo, afirmou que deveríamos parar de perder tempo com Jesus e nos dedicarmos mais a Pitágoras, considerado por ele como o homem mais inteligente da história. Russell dizia que Jesus era um mito, enquanto Pitágoras era real.

Segundo Russell, apenas pessoas ingênuas continuariam a acreditar na lenda do Carpinteiro que salva, enquanto as mentes elevadas deveriam reconhecer Pitágoras como pai da ciência, o fundador da matemática e pilar da cultura ocidental.

Essa declaração, feita por alguém que havia recebido o Prêmio Nobel de Literatura, tinha grande peso. O tratado de Russell, Principia Mathematica, era uma obra monumental sobre os fundamentos da lógica, mostrando, sem dúvida, sua mente brilhante. A retórica de Russell parecia incontestável.

No entanto, o mais estranho é que qualquer aluno de filosofia sabe que Pitágoras é uma figura incerta em termos históricos. Embora suas ideias estejam bem documentadas, não existem relatos contemporâneos que confirmem sua biografia. O que temos são relatos tardios e fantasiosos.

Pitágoras pode até ser lembrado como matemático, filósofo e idealizador do teorema que leva seu nome. Contudo, na antiguidade, era mais conhecido como líder de uma seita mística, obcecado por numerologia, transmigração de almas e vegetarianismo, embora odiasse legumes. O regime alimentar que ensinava não tinha nada a ver com um estilo de vida saudável. Pitágoras acreditava que seres humanos poderiam renascer como animais. Logo, quem comesse carne estaria devorando alguém reencarnado. Seria isso superior aos ensinos de Cristo? Jamais.

Então, por que Russell enaltecia tanto Pitágoras, quando há mais provas históricas sobre Jesus? Não se sabe ao certo, mas talvez um pensamento de G. K. Chesterton forneça a resposta: “Não há problema em não acreditar em Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer bobagem” (citado em The Monstrosity of Christ, p. 87). De fato, a cada dia, convenço-me mais de que erudição e sabedoria não são sinônimos perfeitos. Portanto, cuidado com os gênios deste mundo.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/Jesus-ou-Pitagoras-parte-1/

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Um Jesus de verdade

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
28 de junho

Um Jesus de verdade

Por que você vê o cisco no olho do seu irmão, mas não repara na trave que está no seu próprio? Mateus 7:3

Recordo-me do primeiro filme que vi sobre Jesus, O Evangelho Segundo São Mateus, de Pier Paolo Pasolini. A imagem daquele Jesus em preto e branco, sobre vidas cinzentas, ainda me entristece. Agradeço por ter conhecido o Jesus do clássico Ben-Hur, que trouxe cor para minha vida. No entanto, foi somente no final de minha adolescência, ao ler Ellen G. White, que encontrei a imagem mais completa de Jesus. Um trecho de seus escritos representa bem esse encontro: “Procurei desviar-me de Seu olhar, sentindo-me incapaz de suportá-lo por ser tão penetrante. Ele, porém, aproximou-Se com um sorriso e, pondo a mão sobre minha cabeça, disse: ‘Não tema!’ O som de Sua doce voz agitou-me o coração com uma felicidade que nunca antes havia experimentado” (Primeiros Escritos, p. 93, 94 [80, 81]).

O Jesus dos evangelhos é uma figura de amor, cura e salvação, que também tem bom humor. Em Sua época, Jesus usava exageros e ilustrações para transmitir Suas mensagens, como quando disse que “é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus”. Embora essa mensagem seja forte, a imagem é engraçada. Jesus gostava das pessoas, mas também tinha que dizer o que precisava ser dito, por isso usava parábolas e humor.

Esses métodos gentis para momentos difíceis são uma boa lição para nossa vida. Independentemente da situação em que nos encontramos, seguir a atitude de Jesus em momentos complicados pode nos ajudar a superá-los. Ele nos ensina que é possível ser amoroso e gentil, mesmo quando se tem que ser direto e claro.

A presença de Jesus pode despertar em nós uma santa reverência e um amor inexprimível. É a lembrança de Seu sorriso amoroso que nos enche de alegria e nos dá força para seguir em frente, mesmo nos momentos mais difíceis.

Ao seguir o exemplo de Jesus, podemos aprender a amar as pessoas e a expressar nosso amor de maneira gentil e clara. Afinal, a mensagem de Cristo é uma mensagem de amor e esperança, que nos ensina a buscar a verdade e a iluminar o mundo com o amor de Deus.

Nunca se esqueça: sua vida é o maior sermão que você poderá pregar. Portanto, reflita Jesus. Que o mundo O conheça através de você.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/um-jesus-de-verdade/

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quinta-feira, 10 de agosto de 2023

O CONHECIMENTO DE DEUS

 Meditação Diária

10 de agosto

O CONHECIMENTO DE DEUS

E a vida eterna é esta: que conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. João 17:3


Na linguagem bíblica, “conhecer” uma pessoa não é uma atividade meramente intelectual. Não basta apenas ter visto alguém muitas vezes, saber seu nome, sua profissão e seu endereço. Conhecer implica relacionamento. Eu conheço alguém quando nos relacionamos constantemente. Preciso ouvi-lo, preciso falar-lhe e preciso estar ao seu lado em diferentes situações, observando seu modo de reagir.

O que acontece quando conhecemos bem alguém que possui um bom caráter? Quanto mais o conhecemos, mais acreditamos nele, mais o amamos e mais temos prazer em estar em sua presença. O mesmo acontece em nosso relacionamento com Deus. Quanto mais O conhecemos, mais confiamos Nele, mais O amamos e mais prazer temos em estar em Sua companhia.

Como adquirimos conhecimento de Deus? Podemos conhecê-Lo mediante Suas obras. Desse modo, se observarmos a natureza, por exemplo, podemos aprender sobre Sua divindade e Seu grandioso poder (Rm 1:20; Sl 19:1). Também aprendemos sobre Ele ao considerarmos Sua providência (Sl 66:5). Precisamos observar e meditar no modo como Ele tem agido na história e como age atualmente na igreja, no mundo e em nossa vida.

Também obtemos conhecimento de Deus ao estudar Sua Palavra (Jo 5:39). Isso pode ocorrer de modo individual e coletivo. Deus costuma usar outras pessoas que têm mais maturidade espiritual e mais conhecimento da Bíblia para nos ensinar. Por isso, quando frequentamos as reuniões de culto, podemos ser ricamente abençoados com o estudo da Palavra e aprender coisas sobre Deus que não descobriríamos sozinhos.

Sobretudo, conhecemos a Deus por meio de Seu Filho amado (Lc 10:22). Quando nos dedicamos a meditar sobre Sua pessoa, Seus ensinos e Suas obras, estamos aprendendo sobre Deus. Por isso Jesus disse aos discípulos: “Quem vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9). Precisamos usar bem nosso tempo e aproveitar as oportunidades para prosseguir no conhecimento do Senhor. Assim seremos ricamente abençoados. E a maior bênção será a vida eterna.


https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-conhecimento-de-deus/
https://youtu.be/I19oMYJ8vqA

sábado, 22 de julho de 2023

MOISÉS E ELIAS

 Meditação Diária

22 de julho

MOISÉS E ELIAS

Jesus foi transfigurado diante deles. O Seu rosto resplandecia como o Sol, e as Suas roupas se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Jesus. Mateus 17:2, 3

Quando Jesus foi transfigurado, Deus enviou Moisés e Elias para conversar com Ele. O que eles foram fazer? Embora frequentemente rodeado por multidões, Jesus sentia-Se sozinho. Até mesmo Seus discípulos não compreendiam bem Sua missão. Ele precisava de um conforto especial do Pai. Respondendo à Sua oração, Deus não mandou anjos de luz, mas dois homens que haviam passado por situações semelhantes às Suas. Mais do que ninguém, eles poderiam confortá-lo e animá-lo.

Moisés e Elias tinham suportado sofrimentos e tristezas e cooperado com Deus para a salvação de muitas pessoas. Moisés intercedera por Israel. Estivera disposto a dar a própria vida pelo povo (Êx 32:32). Durante 40 anos no deserto, enfrentara lutas e murmurações: do povo, dos líderes e até da família. Moisés sabia o que é amar e se sacrificar e não ser compreendido. Ele podia confortar Jesus e animá-lo.

Elias também sabia o que era estar só. Sozinho, comparecera diante de Acabe e anunciara o juízo de Deus que viria por meio de um longo período de seca. Sozinho, estivera por longos meses escondido junto ao ribeiro de Querite. Sozinho, estivera no Carmelo para defender a Deus contra os adoradores de Baal. Sim, Elias podia entender o que Jesus passava e também era capaz de manifestar simpatia e dar esperança.

Lucas 9:31 informa que eles falavam de Sua “partida”, de Sua morte. Literalmente, falavam de Seu “êxodo”. Como Moisés liderara um êxodo do Egito rumo a Canaã, brevemente Jesus faria Seu êxodo deste mundo e voltaria para o Céu, abrindo assim o caminho para que todos os que Nele cressem pudessem um dia segui-Lo. Moisés e Elias disseram a Jesus que até ali Ele cumprira fielmente Sua missão e que o Céu O aprovava. Eles O animaram a continuar até o fim e a completar Sua obra, enfrentando a cruz como fora planejado desde a eternidade.

Como Jesus, algumas vezes passamos por dias tristes, sombrios, quando parece que nada dá certo, que as pessoas à nossa volta não nos entendem e que nosso trabalho não significa muita coisa. Porém, Deus está vendo. No momento certo, Ele encontrará uma maneira de nos confortar e animar. 
https://youtu.be/LLgCfQMGbxs

terça-feira, 25 de abril de 2023

O SERVO DOS SERVOS

 O SERVO DOS SERVOS

Cristo Jesus, [...] mesmo existindo na forma de Deus, [...] Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se semelhante aos seres humanos. [...] Ele Se humilhou, tornando-Se obediente até a morte, e morte de cruz. Filipenses 2:5-8

No interior paulista, morava um rico fazendeiro. Ele possuía terras e gado em Goiás e no Mato Grosso. Há muitos anos, na fazenda ao norte do Mato Grosso, muito distante de qualquer cidade, desapareceram algumas máquinas, implementos agrícolas e animais. Um empregado foi encontrado morto. A polícia foi comunicada. Examinaram o lugar, mas nada descobriram.

As mortes e os roubos continuaram. Em sua casa, o fazendeiro se reuniu com seu único filho. Discutindo sobre o que fazer, elaboraram um plano. Dias mais tarde, apareceu naquela fazenda um moço, descalço e pobremente vestido, pedindo emprego. Como precisavam de trabalhadores, ele foi logo contratado. Ninguém sabia, mas aquele jovem era o filho do fazendeiro. Durante três meses, ele trabalhou como os outros empregados, comeu a mesma comida que eles, dormiu em um colchão de palha, como acontecia com os outros, e morou em uma casinha rústica como seus companheiros. Seu objetivo era encontrar uma solução para o problema.

Depois de viver no lugar por três meses, ele descobriu que uma quadrilha havia se infiltrado na fazenda. Sabendo quem eram seus integrantes e tendo as provas necessárias para condená-los, mandou um recado ao pai, que chegou repentinamente com a polícia. Mediante as informações do filho, os criminosos foram presos e afastados para sempre daquele lugar.

Será que, naqueles três meses em que esteve na fazenda, o moço deixou de ser filho do fazendeiro? Deixou de correr em seu corpo o sangue recebido de seu pai? Deixou de ser dono e herdeiro de tudo? Não! Naqueles meses, ele poderia ter comido a melhor refeição, dormido na melhor cama, morado na sede da fazenda e ficado sem trabalhar. Contudo, para resolver um problema, ele temporariamente se dispôs a não usar sua autoridade nem seus privilégios.

Essa história – inventada – ilustra o fato de que Cristo, quando esteve aqui, era Deus, mas não usou a plenitude de Seus poderes até que Sua missão estivesse concluída. Sua humilhação foi o que garantiu a vitória sobre o inimigo, e hoje podemos ter a certeza de que o mal um dia findará .

MEDITAÇÃO DIÁRIA

25 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-servo-dos-servos/

https://youtu.be/8RV-gDfM3hs
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domingo, 19 de fevereiro de 2023

SUA CRUZ⁷

 SUA CRUZ

Quem não tomar a sua cruz e vier após Mim não pode ser Meu discípulo. Lucas 14:27

Jesus havia Se tornado famoso. Grandes multidões O seguiam. Seus ensinos e milagres cativavam o povo. Foi então que Ele lhes disse as palavras do verso para nossa meditação. Os romanos dominavam o lugar e usavam a crucifixão para executar criminosos e rebeldes. Eles crucificaram milhares de pessoas na Palestina e fizeram o mesmo em outros lugares que haviam conquistado. Aqueles que escutavam Jesus já haviam visto muitas cruzes. Quando viam um homem carregando uma cruz, cercado por soldados romanos, sabiam que aquela era uma caminhada só de ida. Não havia escapatória. Tomar a cruz implicava morte.

As cruzes eram feitas por carpinteiros, sob encomenda. No entanto, apenas o governo as encomendava. Jamais alguém encomendou uma cruz para si mesmo. Os homens ambicionavam possuir muitas coisas, mas ninguém queria uma cruz. A cruz estava vinculada a fortes sentimentos de tristeza, humilhação, vergonha e sofrimento.

Quando proferiu essas palavras, Jesus ainda não havia sido crucificado. Nenhum de Seus seguidores sequer imaginava que isso seria possível. Mas, no tempo certo, aconteceu. Hoje, olhando para trás, sabemos como era a cruz de Jesus e o que significou tomá-la. Ele também não a desejava. Era jovem, saudável e não queria morrer. Chegou a orar insistentemente para não ter que passar por essa experiência, que Ele chamou de “cálice”. Triste e angustiado, prostrado em oração, Ele disse: “Meu Pai, se é possível, que passe de Mim este cálice!” Mas logo acrescentou: “Contudo, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt 26:39). Então, Jesus tomou a Sua cruz, e o mundo nunca mais foi o mesmo. Glórias a Deus por isso!

Contudo, Jesus diz que há uma cruz para cada um e que precisamos tomar aquela que é nossa. Na sequência, Ele explica que nossa cruz é a vontade de Deus para nossa vida. Para tomar nossa cruz, é preciso renunciar a tudo o mais (Lc 14:33). Para você ser um discípulo é necessário dizer “não” para si mesmo e “sim” para Jesus. Isso significa negar a si mesmo e entregar a Ele sua vontade, colocando-a em submissão à vontade Dele. Isso deve ser feito todos os dias (Lc 9:23). Portanto, hoje, Deus tem planos para sua vida. Há uma cruz esperando por você. Tome-a!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

19 de janeiro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/sua-cruz/

https://youtu.be/GfkxRkmdUGU
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sábado, 31 de dezembro de 2022

O FIADOR DA RAÇA HUMANA

  O FIADOR DA RAÇA HUMANA

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 6:23

Então os portais da cidade de Deus se abrem completamente, e a multidão de anjos passa por eles em uma explosão de arrebatadora melodia.

Ali está o trono e, ao seu redor, o arco-íris da promessa. Ali estão querubins e serafins. Os comandantes das hostes celestiais, os filhos de Deus, os representantes dos mundos não caídos, estão reunidos. A assembleia celestial, perante a qual Lúcifer acusou Deus e Seu Filho, os representantes daqueles reinos imaculados sobre os quais Satanás pensava em estabelecer seu domínio; todos estão ali para dar as boas-vindas ao Redentor. Estão ansiosos para celebrar o triunfo Dele e glorificar seu Rei.

Ele, porém, os detém com um gesto. Ainda não. Não pode receber a coroa de glória e as vestes reais. Ele entra na presença do Pai. Mostra a fronte ferida, Seu lado atingido e os pés dilacerados. Ergue as mãos com as marcas dos pregos. Aponta para os sinais de Seu triunfo; apresenta a Deus o feixe movido: aqueles que ressuscitaram com Ele como representantes da grande multidão que sairá do sepulcro em Sua segunda vinda. Aproxima-Se do Pai, que fica extremamente feliz com cada pecador que se arrepende (ver Lc 15:10; Sf 3:17). Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados, o Pai e o Filho Se uniram em aliança para redimir o ser humano, caso ele fosse vencido por Satanás. Deram as mãos, em um solene compromisso de que Cristo Se tornaria o Fiador da raça humana. Esse compromisso foi cumprido por Jesus. Quando sobre a cruz soltou o brado “Está consumado!” (Jo 19:30), estava Se dirigindo ao Pai. O pacto foi plenamente satisfeito. E agora Ele declara: “Pai, está consumado! Fiz, ó Meu Deus, a Tua vontade. Concluí a obra da redenção. Se a Tua justiça está satisfeita, ‘a Minha vontade é que, onde Eu estou, também estejam Comigo os que Me deste’ (Jo 17:24).”

Ouve-se a voz de Deus proclamando que a justiça está satisfeita. Satanás está vencido. Os filhos de Cristo, que lutam e se esforçam na Terra, são “agradáveis […] no Amado” (Ef 1:6, ARC) (O Desejado de Todas as Nações, p. 671 [833, 834]).

PARA REFLETIR: De que maneira a aceitação do sacrifício de Jesus por Deus e a derrota de Satanás lhe dão poder para prosseguir vitorioso todos os dias até Cristo voltar?
https://youtu.be/NGw9acoAEsI

MEDITAÇÃO DIÁRIA

31 de dezembro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-fiador-da-raca-humana/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

ALGUÉM SEMELHANTE AOS FILHOS DOS HOMENS

 ALGUÉM SEMELHANTE AOS FILHOS DOS HOMENS

Pois vocês conhecem a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por amor de vocês, para que, por meio da pobreza Dele, vocês se tornassem ricos. 2 Coríntios 8:9

Jesus, o resplendor da glória do Pai, “não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. Pelo contrário, Ele Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se semelhante aos seres humanos” (Fp 2:6, 7). Consentiu em passar por todas as humildes experiências da vida andando entre os filhos dos homens, não como rei, exigindo homenagens, mas como Alguém cuja missão era servir aos outros. Não havia em Sua maneira de ser nenhum traço de fanatismo ou de fria austeridade. O Redentor do mundo tinha uma natureza superior à dos anjos, mas, unidas à Sua divina majestade, achavam-se a mansidão e a humildade que atraíam todos a Ele.

Jesus Se esvaziou a Si mesmo e, em tudo quanto fez, o próprio eu não aparecia. Subordinava todas as coisas à vontade de Seu Pai. Quando Sua missão na Terra estava prestes a terminar, foi-Lhe possível dizer: “Eu Te glorifiquei na Terra, realizando a obra que Me deste para fazer” (Jo 17:4). Ele nos pede: “Aprendam de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11:29). “Se alguém quer vir após Mim, negue a si mesmo” (Mt 16:24); que o próprio eu seja destronado e nunca mais possua a supremacia em suas escolhas.

Aquele que contempla a Cristo em Sua abnegação e humildade de coração será constrangido a dizer, como o fez Daniel quando viu Alguém semelhante aos filhos dos homens: “Não restou força em mim. O meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e perdi as forças” (Dn 10:8). A presunção e supremacia própria em que nos gloriamos são vistas em sua verdadeira vileza, como testemunhos de servidão a Satanás. A natureza humana está sempre lutando por se manifestar, pronta para a luta. No entanto, aquele que aprende de Cristo se esvazia do próprio eu, do orgulho, do desejo de supremacia, e há silêncio na alma. O próprio eu é colocado ao dispor do Espírito Santo. Não continuamos ansiosos por chegar à posição mais elevada. Não temos o desejo de nos aglomerar ou acotovelar para ser notados, mas sentimos que nosso mais alto lugar é aos pés de nosso Salvador. Olhamos para Jesus, esperando que Sua mão nos conduza, escutando Sua voz em busca de guia (O Maior Discurso de Cristo, p. 14, 15).

PARA REFLETIR: Jesus jamais permitiu que o eu transparecesse em qualquer um dos Seus atos. Como você pode praticar um padrão tão elevado de abnegação na sua vida?
https://youtu.be/6Y87qyJocHM

MEDITAÇÃO DIÁRIA

5 de dezembro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/alguem-semelhante-aos-filhos-dos-homens/

sábado, 3 de dezembro de 2022

O PRIMEIRO GRANDE PROFESSOR

 O PRIMEIRO GRANDE PROFESSOR

Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, as multidões estavam maravilhadas com a Sua doutrina. Mateus 7:28

Existe o costume de exaltar livros e autores que não apresentam a base adequada da verdadeira educação. De que fonte esses autores obtiveram a sua sabedoria, boa parte da qual não merece nosso respeito, mesmo que os escritores sejam considerados sábios? Extraíram as suas lições do maior Professor que o mundo já conheceu? Se não, sem dúvida estão falhando. Aqueles que se preparam para as moradas celestiais devem receber a recomendação de fazer da Bíblia o seu principal livro de estudo.

Os autores populares não têm levado os alunos ao caminho que conduz à vida eterna. “E a vida eterna é esta: que conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3). Os escritores dos livros comuns nas nossas escolas são pessoas recomendadas e exaltadas. Mas a sua educação será deficiente em todos os aspectos, a menos que sejam instruídos na escola de Cristo e, por meio do conhecimento prático, deem testemunho da Palavra de Deus como o compêndio mais essencial para crianças e jovens. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Pv 9:10).

Devem ser elaborados livros que, colocados nas mãos dos estudantes, os eduquem para ter integridade inabalável e amor sincero e reverente pela verdade. O tipo de estudo absolutamente essencial para a formação do caráter e o preparo para a vida futura deveria ser apresentado a todo tempo. Cristo deveria ser exaltado como o primeiro grande Professor, o filho único de Deus, que está com o Pai desde a eternidade. O Filho de Deus foi o grande Professor enviado ao mundo para ser luz. “O Verbo Se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14). O Pai foi representado em Cristo, e a atenção dada à educação deve levar os alunos a olhar para Ele e crer que Jesus é a semelhança de Deus. Ele teve uma missão maravilhosa neste mundo, e Sua obra não apresentou a manifestação completa das Suas reivindicações pessoais à divindade; pois a Sua humilhação as ocultou…

O Seu caráter foi uma vida de obediência a todos os mandamentos de Deus e deve ser exemplo para todos os seres humanos sobre a face da Terra. A Sua vida foi a manifestação da lei na humanidade (Special Testimonies on Education, p. 229-231).

PARA REFLETIR: Quanto tempo por dia você dedica ao estudo da Palavra de Deus?

https://youtu.be/2qeiZZ1TPJI

MEDITAÇÃO DIÁRIA

3 de dezembro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-primeiro-grande-professor/

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

AQUELE QUE É MAIOR

 AQUELE QUE É MAIOR DO QUE MOISÉS

Se a questão for demasiadamente difícil para vocês, tragam para mim, e eu a ouvirei. Deuteronômio 1:17

Creiamos que o Senhor ouvirá nossas petições unidas. Com Ele, nada é impossível. O poderoso Conselheiro dirige a nós as mesmas palavras proferidas por Moisés: “Se a questão for demasiadamente difícil para vocês, tragam para mim, e eu a ouvirei” (Dt 1:17). Que mensagem alegre e esperançosa! Não aceitaremos esse gracioso convite? Aquele que é maior do que Moisés profere essas palavras, e elas ecoam por todas as eras até o Israel de Deus na atualidade. Quando o assunto causa perplexidade à sabedoria humana e é difícil demais até mesmo para as habilidades mais desenvolvidas, leve-o a Jesus. Aquele que disse em tom encorajador “tragam para Mim” não decepcionará nossas expectativas.

O necessário para nós é simplesmente exercer fé em Sua palavra de que Ele removerá todas as dificuldades e barreiras, tornando claro o que parece complexo e iluminando o que era escuro. Com Ele, nada é impossível. De algo tenho certeza: devemos descansar na promessa de Deus sem qualquer sombra de dúvida. Olhe e viva! “Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12:2). Ali, como sobre um alicerce firme, nós descansamos. A fé pode então traçar seu caminho, muitas vezes nublado e sem estrelas, enquanto tudo parece uma selva complicada. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem” (Hb 11:1).

A fé é capaz de superar provas, enfrentar tentações, suportar desapontamentos e conviver com eles. Permaneça firme diante de situações aparentemente intransponíveis, dizendo: “Tu és meu refúgio. Em Ti confio completamente, crendo na Palavra, porque os olhos da fé enxergam em Jesus o substituto e o penhor da humanidade. Estou ciente de que Cristo é a testemunha viva de que para sempre Deus é fiel.” A promessa se cumpre então em nós, no sim e no amém de Cristo Jesus.

As ondas de prova e tentação podem tentar nos submergir. Diante das aparências, será como se estivéssemos afundando debaixo de vagalhões espumosos que parecem conversar com a morte, enquanto nossa alma clama em angústia. Ele não nos socorrerá? O Senhor deixou de ser gracioso? Em Sua ira, encerrou Suas ternas misericórdias? Contemple a face de Seu ungido. Olhe então a glória da verdade, fidelidade, longanimidade e compaixão de Deus brilhando no rosto de Jesus Cristo, para nunca mais duvidar! (Carta 80, 1893).

PARA REFLETIR: Que situação é difícil demais para você suportar hoje? Que tal levá-la a Jesus?

MEDITAÇÃO DIÁRIA

16 de novembro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/aquele-que-e-maior-do-que-moises/

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

O GRANDE CENTRO

 O GRANDE CENTRO

Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste. Colossenses 1:17

Todos os discípulos tinham sérias falhas de caráter quando Jesus os chamou ao Seu serviço. O próprio João, que conviveu mais próximo Daquele que é manso e humilde, não era naturalmente manso e submisso. Ele e seu irmão foram chamados “filhos do trovão” (Mc 3:17). Durante o tempo que viveram com Jesus, todo menosprezo mostrado a Ele despertava a indignação e o espírito combativo deles. Gênio forte, vingança, espírito de crítica, tudo isso havia no discípulo amado. Era orgulhoso e desejava ser o primeiro no reino de Deus. Contudo, dia a dia, em contraste com seu temperamento impetuoso, contemplava a ternura e longanimidade de Jesus e aprendia Suas lições de humildade e paciência. Abriu o coração à influência divina e se tornou não somente ouvinte, mas também praticante das palavras do Mestre. O próprio eu foi escondido em Cristo. Aprendeu a levar o jugo de Jesus e a suportar Seu fardo.

Jesus repreendia, advertia e alertava Seus discípulos; mas João e seus irmãos não O deixavam. Preferiam a Cristo, apesar das repreensões. O Salvador não Se afastava deles por causa de suas fraquezas e erros. Continuaram até o fim a partilhar de Suas provações, aprendendo as lições de Sua vida. Contemplando a Cristo, tiveram o caráter transformado.

Os apóstolos eram muito diferentes uns dos outros em hábitos e temperamento. Havia o publicano Levi Mateus e o colérico zelote Simão, intransigente inimigo da autoridade romana; o generoso e impulsivo Pedro e o abominável Judas; Tomé, fiel, embora temeroso; Filipe, lento para crer, inclinado à dúvida; e os ambiciosos e francos filhos de Zebedeu, com seus irmãos. Eles foram reunidos, com suas diferentes falhas, todos com tendências herdadas e desenvolvidas para o mal. No entanto, em Cristo e por meio Dele, fariam parte da família de Deus, aprendendo a se tornarem um na fé, na doutrina e no espírito. Teriam suas provas, suas ofensas mútuas e suas divergências de opinião; mas, enquanto Cristo habitasse no coração, não poderia haver discórdia. Seu amor levaria ao amor de uns pelos outros. As lições do Mestre conduziriam à harmonização de todas as diferenças, colocando os discípulos em unidade, até que tivessem a mesma mente e o mesmo discernimento. Cristo é o grande Centro, e eles deveriam se aproximar uns dos outros exatamente na proporção em que se aproximassem do centro (O Desejado de Todas as Nações, p. 228, 229 [295, 296]).

PARA REFLETIR: O que mudou em você desde que começou a andar com Jesus? Sua família notou alguma diferença?
https://youtu.be/U8UjazjY-8A

MEDITAÇÃO DIÁRIA

9 de novembro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-grande-centro/

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

MAJESTADE RECÉM-NASCIDA

  A MAJESTADE RECÉM-NASCIDA

   Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, O adoraram. Mateus 2:11

   Os magos saíram de Jerusalém sozinhos. Começava a noite quando saíram pelos portões, mas, para sua grande alegria, viram novamente a estrela e foram guiados a Belém. Diferentemente dos pastores, não tinham sido comunicados sobre a humilde condição da criança. Depois da longa viagem, haviam ficado decepcionados com a indiferença dos líderes judaicos e tinham deixado Jerusalém menos confiantes do que quando chegaram. Em Belém, não encontraram nenhuma guarda real protegendo a Majestade recém-nascida. Nenhum dos grandes da Terra estava presente. Jesus estava deitado em um berço. Os pais, simples camponeses, eram Seus únicos guardiões. Poderia ser este Aquele de quem estava escrito que iria restaurar “as tribos de Jacó e trazer de volta o remanescente de Israel”, que seria “luz para os gentios” e “salvação até os confins da Terra”? (Is 49:6). 

   “Entrando na casa, viram o Menino com Maria, Sua mãe. Prostrando-se, O adoraram” (Mt 2:11). Por trás da humilde aparência exterior de Jesus, reconheceram a presença da Divindade. Entregaram o coração a Ele como seu Salvador, apresentando então suas dádivas – “ouro, incenso e mirra” (v. 11). Que fé! Assim como, anos depois, foi falado sobre o centurião romano, poderia também ser dito a respeito dos magos do Oriente: “Nem mesmo em Israel encontrei fé como esta” (Mt 8:10). 

   Os magos não haviam percebido a verdadeira intenção de Herodes em relação a Jesus. Depois de terem cumprido o objetivo da viagem, prepararam-se para regressar a Jerusalém na intenção de informar o rei sobre o sucesso de sua missão. No entanto, em sonho, receberam a divina mensagem de não mais falar com ele. Desviando-se de Jerusalém, partiram para sua terra por outro caminho. 

   De modo semelhante, José recebeu um aviso para fugir para o Egito com Maria e a criança. E o anjo determinou: “Fique por lá até que eu avise você; porque Herodes há de procurar o Menino para matá-Lo” (Mt 2:13). José obedeceu sem demora, viajando à noite para garantir mais segurança. 

   Por meio dos magos, Deus havia chamado atenção da nação judaica para o nascimento de Seu Filho (O Desejado de Todas as Nações, p. 41, 42 [63, 64]). 

   PARA REFLETIR: Seria necessário Deus usar um não cristão para fazer aquilo que Ele deseja que você faça? 

MEDITAÇÃO DIÁRIA

14 de Outubro

domingo, 4 de setembro de 2022

O ÚNICO AUXILIADOR

 O ÚNICO AUXILIADOR



Jesus andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os oprimidos do diabo, porque Deus estava com Ele. Atos 10:38

Durante três anos, o Senhor da luz e glória havia entrado e saído por entre Seu povo. Ele “andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo” (At 10:38), aliviando os quebrantados de coração, pondo em liberdade os que estavam presos, restaurando a vista aos cegos, fazendo os coxos andarem e os surdos ouvirem, purificando os leprosos, ressuscitando os mortos e pregando o evangelho aos pobres (Lc 4:18; Mt 11:5). A todas essas classes igualmente foi dirigido o gracioso convite: “Venham a Mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e Eu os aliviarei” (Mt 11:28).

Embora Lhe fosse recompensado o bem com o mal, e Seu amor com o ódio (Sl 109:5), Ele prosseguiu firmemente em Sua missão de misericórdia. Jamais os que buscavam Sua graça foram rejeitados. Como viajante sem lar, tendo a perseguição e a penúria como porção diária, viveu para atender às necessidades e abrandar as desgraças humanas, para insistir com as pessoas a aceitarem o dom da vida. As ondas de misericórdia, rebatidas por aqueles corações obstinados, retornavam em uma onda mais forte de afetuoso e inexprimível amor. Israel, porém, se desviara de seu melhor Amigo e único Auxiliador. As súplicas de Seu amor haviam sido desprezadas, Seus conselhos repelidos e Suas advertências ridicularizadas.

A hora de esperança e perdão passava rapidamente. A taça da ira de Deus, por tanto tempo adiada, estava quase cheia. As nuvens que haviam se acumulado durante séculos de apostasia e rebelião, agora saturadas de ca- lamidades, estavam prestes a desabar sobre um povo criminoso; e o Único que os poderia salvar da condenação iminente havia sido menosprezado, injuriado, rejeitado e logo seria crucificado. No momento em que Cristo fosse erguido na cruz do Calvário, o tempo de Israel como nação favorecida e abençoada por Deus cessaria. A perda de uma pessoa que seja é uma calamidade infinitamente maior do que as riquezas e tesouros do mundo todo. No entanto, quando Cristo contemplava Jerusalém, estava diante da condenação de uma cidade inteira, de toda uma nação. Sim, aquela cidade e nação que foram escolhidas por Deus, Seu tesouro peculiar (O Grande Conflito, p. 15, 16 [20, 21]).

 PARA REFLETIR:  Em que ocasião você resistiu aos apelos misericordiosos de Jesus, apenas para vê-Lo voltar com uma demonstração ainda maior de o amor?

https://youtu.be/rmncSsExGNE

terça-feira, 30 de agosto de 2022

O ADORADO DOS ANJOS

O ADORADO DOS ANJOS

Ou você acha que não posso pedir a Meu Pai, e Ele Me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? Mateus 26:53

Entre os ouvintes de Cristo, muitos que moravam em Jerusalém conheciam os planos dos líderes contra Ele e, por uma força irresistível, sentiramse atraídos a Jesus. A convicção deles confirmava que Ele era o Filho de Deus. Mas Satanás estava pronto a incutir dúvidas e, para isso, o caminho estava preparado pelas próprias ideias erradas que tinham em relação ao Messias e Sua vinda. Em geral, acreditava-se que o Cristo nasceria em Belém, depois de algum tempo desapareceria e, após Sua segunda aparição, ninguém saberia de onde Ele viria. Muitos acreditavam que o Messias não teria parentesco natural algum com a humanidade. […]

Ao assim vacilarem entre a dúvida e a fé, Jesus leu os pensamentos deles e lhes respondeu: “Vocês não somente Me conhecem, mas também sabem de onde Eu sou. Eu não vim porque Eu, de mim mesmo, o quisesse, mas Aquele que Me enviou é verdadeiro, Aquele a quem vocês não conhecem” (Jo 7:28). Alegavam saber qual seria a origem de Cristo, mas estavam em completa ignorância sobre ela. Se tivessem vivido em harmonia com a vontade de Deus, teriam conhecido Seu Filho quando Se manifestou a eles.

Os ouvintes não podiam deixar de entender as palavras de Cristo. Eram, claramente, uma repetição do que Ele dissera na presença do Sinédrio, muitos meses antes, quando tinha declarado ser o Filho de Deus. Assim como, naquela ocasião, os líderes haviam procurado planejar Sua morte, tentavam agora apoderar-se Dele. Contudo, foram impedidos por um poder invisível, que limitou a fúria deles. […]

Entre o povo, muitos creram Nele e diziam: “Quando o Cristo vier, será que vai fazer maiores sinais do que este Homem tem feito?” (v. 31). Os líderes dos fariseus, que observavam ansiosamente o desenrolar dos acontecimentos, notaram as expressões de compaixão entre a multidão. Correndo para o líder dos sacerdotes, formularam planos para O prenderem. Entretanto, combinaram capturá-Lo quando estivesse só, pois não ousavam prendê-Lo diante do povo. Outra vez Jesus mostrou que lia o pensamento deles. “Ainda por um pouco de tempo estou com vocês”, disse Jesus; “depois irei para junto Daquele que Me enviou” (v. 33). Ele logo encontraria refúgio fora do alcance da zombaria e do ódio deles. Subiria ao Pai para ser novamente o Adorado dos anjos (O Desejado de Todas as Nações, p. 364, 365 [457, 458]).

PARA REFLETIR: Como os anjos se sentiram quando contemplaram o sofrimento de Jesus?

https://youtu.be/qcD79uwpmfM

MEDITAÇÃO DIÁRIA 

30 de agosto
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-adorado-dos-anjos/

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

O AUTOR E CONSUMADOR DE NOSSA FÉ

 O AUTOR E CONSUMADOR DE NOSSA FÉ

Aconselho que você compre de Mim ouro refinado pelo fogo, para que você seja, de fato, rico. Compre vestes brancas para se vestir, a fim de que a vergonha de sua nudez não fique evidente. Apocalipse 3:18

Jesus mostrou o poder dos falsos ensinos para destruir a capacidade de valorizar e desejar a verdade. Ele afirmou: “E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo, porque diz: ‘O velho é excelente’” (Lc 5:39). Toda a verdade dada ao mundo por meio de patriarcas e profetas resplandeceu com nova beleza nas palavras de Cristo. Entretanto, os escribas e fariseus não tinham qualquer desejo quanto ao precioso vinho novo. Enquanto não se esvaziassem das velhas tradições, costumes e práticas, não teriam lugar na mente e no coração para os ensinos de Cristo. […]

Uma religião legalista nunca poderá conduzir pessoas a Cristo, pois é destituída de amor e de Cristo. Jejuar ou orar com espírito de justificação própria é uma abominação aos olhos de Deus. A solene assembleia para o culto, a rotina das cerimônias religiosas, a humilhação externa, o sacrifício imposto mostram que aquele que pratica essas coisas se considera justo e habilitado para o Céu, mas tudo é engano. Nossas próprias obras jamais poderão comprar a salvação.

Como foi nos dias de Cristo, assim acontece agora; os fariseus não reconhecem sua necessidade espiritual. A eles se dirige a mensagem: “Você diz: ‘Sou rico, estou bem de vida e não preciso de nada.’ Mas você não sabe que é infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho que você compre de Mim ouro refinado pelo fogo, para que você seja, de fato, rico. Compre vestes brancas para se vestir, a fim de que a vergonha de sua nudez não fique evidente, e colírio para ungir os olhos, a fim de que você possa ver” (Ap 3:17, 18). Fé e amor são o ouro provado no fogo. Mas, no caso de muitos, o brilho do ouro se obscureceu e perdeu-se o precioso tesouro. A justiça de Cristo é para eles uma roupa sem uso, uma fonte intacta. […]

A pessoa deve se esvaziar do próprio eu antes de ser, no mais amplo sentido, um crente em Jesus. Quando se renuncia ao eu, então o Senhor pode tornar a pessoa em uma nova criatura. Novos odres podem conter o vinho novo. O amor de Cristo dará uma vida nova àquele que crê. O caráter de Cristo se manifestará naquele que contempla o Autor e Consumador de nossa fé (O Desejado de Todas as Nações, p. 215, 216 [279, 280]).

PARA REFLETIR: Você já se entregou a Cristo para se tornar uma nova criatura?
https://youtu.be/Efb4VgCcr3k

MEDITAÇÃO DIÁRIA

26 de agosto
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-autor-e-consumador-de-nossa-fe/

Salmos 80 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse Leitura Bíblica – Salmos 80 Comentário: Pr. Heber Toth Armí SALMO 80 – Ao enfrentar situações sem s...