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sábado, 24 de maio de 2025

IMAGEM DE DEUS

 Devocional Diário - Descobertas da fé

24 de maio

IMAGEM DE DEUS

Então o Senhor Deus disse: “Eis que o homem se tornou como um de Nós, conhecedor do bem e do mal.” Gênesis 3:22


Em que sentido o homem, após pecar, se tornou como Deus? Como poderia Deus ser “conhecedor do bem e do mal” se essa é uma característica daqueles que pecam? O fato de Adão e Eva passarem a ser iguais a Deus após comerem do fruto sugere que o casal não era igual a Deus antes disso. Como entender essa condição, uma vez que fomos criados à imagem e semelhança de Deus?

Talvez seja esclarecedor abordar outra possível tradução do texto de Gênesis 3:22. Considerando que o verbo ser (hayah) aparece numa forma que pode ser traduzida como um pretérito, o sentido seria: “O homem foi como um de Nós.” Isso muda completamente a leitura, pois sugere um lamento divino pelo que o ser humano deixou de ser. Ele era como Deus, conhecedor do bem e do mal no sentido do discernimento, algo que ele perdeu por ter experimentado o pecado. A serpente enganou Eva oferecendo-lhe algo que ela e Adão já possuíam: serem semelhantes a Deus, tendo o discernimento do mal.

Mas como Adão e Eva poderiam ser a imagem e semelhança de Deus se Deus é inigualável? Colossenses 1:15 responde: “Ele [Cristo] é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.” Apesar de a condescendência do Filho de Deus em Se tornar servo ser algo mais atrelado à encarnação, esse movimento se iniciou muito antes de Seu nascimento em Belém. Começou desde a criação do Universo, quando Cristo voluntariamente aceitou “diminuir-Se” para comunicar o amor do Pai às criaturas.

É por isso que muitos, ao lerem o relato da criação em Provérbios 8:22 a 32, não entendem como Cristo, sendo divino, aparece como servo de Deus. Voltaremos a esse tema nas meditações seguintes. Por ora, basta saber que houve um esvaziamento voluntário do Filho de Deus, de modo que nossa semelhança com o Criador não significa que fomos elevados à categoria de deuses. Foi Ele que desceu ao nível de Suas criaturas.

Por isso, o trabalho da redenção consiste em restaurar essa imagem perdida de Deus em nós, e isso não tem nada a ver com qualquer tentativa de divinização do ser humano, como vemos em diferentes abordagens humanistas. Abra, portanto, seu coração a Cristo, pois somente Ele pode restaurar o que a serpente nos roubou.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/imagem-de-Deus-2/

segunda-feira, 26 de junho de 2023

IMAGENS DE DEUS

 Meditação Diária

26 de junho

IMAGENS DE DEUS

Quanto à imagem, esta é moldada pelo artífice; depois, o ourives a reveste de ouro e forja correntes de prata para ela. Isaías 40:19


Nos tempos bíblicos, as imagens eram talhadas em madeira e revestidas com algum metal precioso. Também havia imagens esculpidas em pedra ou feitas de metal fundido (Êx 34:17; 32:4). Sabe-se que algum tipo de imagem esteve em uso entre os ancestrais de Israel. A tradição judaica ortodoxa admite que o pai de Abraão, chamado Tera, era um fabricante de imagens.
Também pode ser percebido o uso de imagens na família de Jacó. Quando ele retornou para Canaã e recebeu a ordem de fazer um altar para Deus, levou sua família a se desfazer das imagens de outros deuses (Gn 35:1-4). Desde os primórdios, os israelitas sabiam que não deviam se envolver com imagens.

Posteriormente, quando Israel saiu do Egito e acampou junto ao monte Sinai, Deus entregou Sua lei e renovou a proibição. Nem o Deus verdadeiro podia ser representado por meio de imagens. Por quê? Primeiramente, porque nenhuma semelhança seria adequada. No livro de Isaías, a partir do capítulo 40, há uma longa seção em que se contrasta Deus com os ídolos. O profeta pergunta ao povo: “Com quem vocês querem comparar Deus? Com que imagem vocês O podem confrontar?” (Is 40:18).

Segundo o Novo Testamento, a representação de Deus por meio de imagens resulta no rebaixamento da concepção humana acerca da Divindade. Isso produz a degradação da humanidade (Rm 1:20-32). É necessário considerar que cada tipo de imagem provoca um novo tipo de falsa compreensão de Deus. Além disso, como as imagens podem ser manuseadas segundo a vontade dos seres humanos, há o perigo de os adoradores pensarem que podem controlar Deus.

Há apenas uma imagem legítima de Deus. Ela foi feita a partir do barro pelo próprio Criador (Gn 2:7). Lemos no Gênesis: “Deus criou o ser humano à Sua imagem” (1:27). No entanto, o pecado nos desfigurou, de modo que estamos distantes da perfeição original. Deus, no entanto, está empenhado em nossa restauração. Sejamos como o barro nas mãos do oleiro. Deixemos que Deus complete Sua obra em nós, de maneira que sejamos “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, que é o Espírito” (2Co 3:18). 

https://mais.cpb.com.br/meditacao/imagens-de-deus/
https://youtu.be/boosmcJSUnk

quinta-feira, 20 de abril de 2023

CRISTO É DIVINO

 CRISTO É DIVINO

Ele [...] nos transportou para o reino do Seu Filho amado [...]. Ele é a imagem do Deus invisível [...]. Porque Deus achou por bem que, Nele, residisse toda a plenitude. Colossenses 1:13, 15, 19

Esse fabuloso texto bíblico nos fala a respeito de Cristo. Ele é apresentado como o Filho de Deus (v. 13). O que isso significa? Para entendermos a Bíblia, precisamos considerar que ela foi escrita de acordo com a mentalidade oriental, diferente da nossa em muitos aspectos. Assim, se há 2 mil anos alguém dissesse que você era filho de seu pai, os orientais não pensariam que você era mais jovem que seu pai, mas que tinha a mesma natureza que ele. Ou seja, “filho de peixe peixinho é”. Desse modo, quando as Escrituras declaram que Jesus é Filho de Deus, não querem ensinar que Ele surgiu depois do Pai ou que deve ao Pai Sua existência. O que isso significa é que Ele tem a mesma essência de Deus, que Ele é igual a Deus. O próprio Pai deu testemunho dizendo: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me agrado” (Mt 3:17; 17:5). Jesus Se alegrou quando Pedro declarou: “O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16:16).

Ele também é a imagem de Deus (Cl 1:15). Adão foi criado à imagem de Deus, mas o pecado entrou na natureza humana e no mundo, de modo que o reflexo dessa imagem foi ofuscado. Então, veio o segundo Adão – Cristo –, a perfeita e exata imagem do Pai. Não uma cópia, mas o original, pois Ele “é a expressão exata do Seu ser” (Hb 1:3). Jesus é a manifestação de Deus e a mais completa e perfeita revelação do Pai, o único que pode tornar visível, para os seres humanos, o Deus invisível. É como Ele disse: “Quem vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9).

Além disso, Nele reside a plenitude divina (Cl 1:19; 2:9), o que significa que Cristo é eterno, onisciente, onipresente e tem todo o poder. Tudo o que há no Pai há no Filho. Nada pode ser tirado Dele.

O texto também se refere ao “reino do Seu Filho” (Cl 1:13); portanto, Ele é rei. Enquanto vivemos no tempo da graça, Seu reino entre nós é espiritual e abrange todos aqueles que O aceitam como Salvador e Senhor. Mas, quando o plano da salvação se concretizar, Seu reino será visível e glorioso. Abarcará todas as coisas e todas as criaturas em todo o Universo. Portanto, Cristo é divino. Podemos adorá-Lo agora!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

20 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cristo-e-divino/
https://youtu.be/rAkaEZJiaBg

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Que Imagem!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

15 de outubro

Que Imagem!

Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27

O título desta reflexão pode soar em três tons diferentes. O primeiro expressa a sensação de encanto que temos diante de um belo quadro da natureza ou ao admirar o trabalho irretocável de um grande artista. Esse é o sentimento que, de acordo com alguns estudiosos das artes, teria envolvido Michelangelo depois de concluir a escultura “Moisés”. Extasiado com a perfeição da obra, ele teria batido com o cinzel no joelho da escultura e ordenado: “Fala!” Da mesma forma, numa viagem às nossas origens, imagino o Artista supremo expressando Seu sentimento de satisfação: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn 1:31). Não que ficasse surpreso com a própria capacidade criadora, mas, sendo Ele o Criador da beleza e perfeição, é também seu admirador maior.

Criado à imagem de Deus, o ser humano deveria espelhá-la “tanto na aparência exterior quanto no caráter” (Ellen White, Patriarcas e Profetas, p. 45). De acordo com Joseph Benson, “na imagem natural, mas especialmente na imagem moral, na conformidade de todos os seus poderes com a vontade de Deus; seu entendimento claramente discernido, julgamento correto, suas afeições e escolhas abraçando seu principal bem; sem erro no conhecimento, sem desordem nas paixões nem irregularidade ou descontrole de seus apetites. Todas as faculdades do corpo e da mente postas a serviço da glória de Deus e da própria felicidade” (Commentary of the Old and New Testaments, Gn 1:27).

Assim, o ser humano foi criado como uma cópia da santidade e da qualidade de vida divina. Todavia, com a essência dessa semelhança tendo sido manchada pelo pecado, hoje imaginamos o que éramos, o que deveríamos ser, mas não somos. Então, em tons de lamento, expressamos: “Que imagem desfigurada!” Ela está extremamente distorcida por meio de um destruidor processo do mal que parece só aumentar no transcurso dos séculos.

Entretanto, imagens estragadas e sem valor algum podem ser restauradas. Não somos irrecuperáveis, desde que nos entreguemos aos cuidados do Autor e Restaurador da imagem: o próprio Deus. Ele está trabalhando, e não temos a menor condição de dar a Ele opiniões quanto ao que deva ser transformado. Ele sabe, tem como fazê-lo e fará. Isso nos remete ao momento em que, com a imagem divina refeita em nós, vamos dizer entre suspiros: “Que imagem!” Não dá para descrever isso agora, mas nada perdemos por esperar com fé.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

O DECRETO DA VITÓRIA

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