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quarta-feira, 26 de abril de 2023

CUIDADO AO AVALIAR

 CUIDADO AO AVALIAR

Não julguem. Mateus 7:1

Julgar é avaliar. Essa é uma capacidade concedida por Deus aos seres humanos, e nós a usamos constantemente. Precisamos avaliar situações com as quais nos deparamos, objetos que pretendemos comprar e até pessoas que cogitamos contratar para algum serviço ou com quem sonhamos ter algum tipo de relacionamento. De fato, é impossível viver nesse mundo sem efetuar julgamentos. Não é isso que Jesus está condenando. Nesse mesmo capítulo, logo depois, Cristo nos diz que devemos avaliar e julgar aquelas pessoas que se apresentam como profetas, porque algumas delas, embora disfarçadas de ovelhas, são como lobos vorazes por dentro (v. 15).

Podemos avaliar alguém pelos frutos – aquilo que fica evidente e é percebido por nós (v. 16, 17) –, mas não o que está em seu coração. O que está sendo proibido é a avaliação das motivações das pessoas e o julgamento com base em critérios pessoais.

Também é verdade que, por vezes, falamos mal do próximo porque julgamos mal, e julgamos mal porque tiramos conclusões apressadas sem possuir todos os elementos necessários. Devemos estar cientes de que a falta de informação pode comprometer nosso entendimento da realidade. Como consequência, isso pode afetar nossas decisões e os procedimentos que iremos adotar.

Geralmente as questões problemáticas com as quais nos deparamos podem ser abordadas a partir de outros pontos de vista, e estes precisam ser considerados. Em outras palavras, é necessário que busquemos conhecer tudo que for possível sobre um caso antes de tomarmos uma decisão. Isso vale tanto para os assuntos pessoais quanto para aqueles que envolvem um grupo de pessoas, como é o caso das comissões de todo tipo.

Além disso, boatos passados adiante são repetidamente acrescidos de exageros e detalhes que, de fato, não ocorreram. Como diz o ditado, “quem conta um conto aumenta um ponto”. Algumas vezes, quando temos pouca informação sobre um caso, é comum permitirmos que nossa imaginação trabalhe para preencher o que está faltando e, a partir daí, aceitarmos isso como expressão da realidade. Somente Deus sabe quanta tristeza, dor, desavença e ira tem sobrevindo ao mundo por causa desse procedimento. Por isso, antes de julgar alguém, pense bem. Não promova o mal, nem para si mesmo nem para os outros.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

26 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/cuidado-ao-avaliar/
https://youtu.be/E-HaZq66TTE
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quarta-feira, 18 de março de 2015

I Coríntios 4 Comentários de Michael W. Campbell, Ph.D.

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - I Coríntios 4
Comentários  de Michael W. Campbell, Ph.D.

Este capítulo nos fala  acerca da importância da humildade. O conhecimento que temos de Deus é limitado, como indicado pelo fato de que o apóstolo Paulo descreve o nosso papel como meros “encarregados dos mistérios de Deus” (4:1, NVI). Nossa responsabilidade é a de sermos fiéis (v. 2). 

Uma das coisas mais difíceis é não julgar uns aos outros. Como pastor, e agora como professor de pastores, aprendi que é importante perceber que, muitas vezes, há mais na história do que sabemos.

Eu nunca esquecerei uma pessoa que queria ser batizada. Quando me sentei com o marido e sua mulher em meu escritório, cada um deles sentou-se em extremos opostos da sala. Depois de alguns minutos, decidi perguntar-lhes acerca do casamento deles. Ele confessou que se sentia atraído por outras mulheres. Embora eu estivesse feliz por ele desejar ser batizado, disse-lhe que, primeiro, precisávamos conversar sobre esse problema. Ele reagiu e chegou ao ponto de dizer aos outros que um pastor “mesquinho” não estava querendo batizá-lo. Os membros da Igreja vieram me perguntar por que eu não queria batizá-lo, mas não seria ético partilhar com eles o que realmente estava acontecendo.

Nós raramente sabemos a história toda, e, portanto, devemos ter cuidado de não julgar os outros, mas deixar o julgamento nas mãos de Deus. “Portanto, não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações” (v. 5). O apóstolo Paulo nos lembra que em nossa própria história há mais do que imaginamos. 

Como cristãos, representamos a Cristo perante o mundo, e perante o universo. “Viemos a ser um espetáculo para o mundo, tanto diante de anjos como de homens” (v. 9, NVI). Nossa história é parte de uma história maior.
“Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, respondemos amavelmente. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo” (vs. 12,13). É notável que quando o mártir cristão, João Huss, pereceu nas chamas, séculos atrás, por recusar desistir da sua fé, ele disse aos seus acusadores: “Deus é minha testemunha que… a principal intenção de minha pregação e de todos os meus outros atos ou escritos foi apenas levar os homens a abandonarem o pecado. Esta é a verdade acerca do Evangelho que eu escrevi, ensinei e preguei… Eu estou disposto a morrer com alegria hoje”. Quando ele foi amarrado a um poste, e as chamas e a fumaça subiam, sua voz podia ser ouvida cantando: “Jesus, Filho do Deus vivo, tem misericórdia de mim”.
Michael W. Campbell, Ph.D.




Salmos 56 Comentário

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