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quarta-feira, 19 de abril de 2023

CRISTO E A IRA DE DEUS

  CRISTO E A IRA DE DEUS

   Mas, a respeito do Filho, diz: “O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de justiça é o cetro do Teu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniquidade. Hebreus 1:8, 9

   O autor da Carta aos Hebreus argumenta que uma das provas da divindade de Jesus pode ser vista em Seu amor à justiça e Seu ódio à iniquidade (Hb 1:9), e o evangelho revela a ira de Deus como uma característica tanto de Sua vida quanto de Seus ensinos. É verdade que as referências diretas a esse tema são raras (Mc 1:41, 43; 3:5). Nenhum de Seus milagres e sinais teve caráter punitivo porque, em Seu primeiro advento, Cristo veio com o propósito de salvar, não de executar juízo (Jo 3:17; 12:47).

   Quando andou entre nós, Ele Se indignava quando alguém se posicionava contra Deus. Por isso, Ele Se irou contra Satanás (Mt 4:10; 16:23), contra os demônios (Mc 1:25; 9:25; Lc 4:41) e contra os fariseus (Mt 12:34; 15:7; 23:33), por causa da “dureza do seu coração” (Mc 3:5, 6; cf. Lc 6:6, 7). Ele também Se irou contra aquelas cidades que recusaram Seus apelos para conversão (Mt 11:20-24), contra os vendedores do templo, que, por sua profanação, mostravam que não levavam Deus a sério (Mt 21:12, 13; Jo 2:13-17), e contra os discípulos por sua falta de fé (Mt 17:17).

   Em Seu ministério, a ira misturava-se à compaixão (Mc 3:5), e em todos os casos foi a misericórdia desprezada e o amor ferido que despertaram Sua ira. Seus ensinos ainda revelam que Sua ira contra o mal será evidente nos eventos finais da história humana (Mt 7:23), quando Ele castigará (Lc 12:46) e destruirá Seus inimigos (Lc 19:27), que serão lançados no fogo (Mt 13:41).

   Textos messiânicos que se encontram nos Salmos e nos livros proféticos incluem a ira. Os evangelhos registram as situações em que Jesus ficou indignado, o que Ele ensinou sobre a ira divina e Seu sofrimento na cruz quando a experimentou. As epístolas discorrem sobre o significado, a importância e o alcance dessa ira. E o Apocalipse de João prevê a vinda gloriosa de Cristo para executá-la. Portanto, as Escrituras revelam que a obra de Cristo em nosso favor está intimamente relacionada ao tema da ira de Deus.

   Hoje, mediante nossas escolhas, podemos, como Jesus, amar a justiça e odiar a iniquidade. 

MEDITAÇÃO DIÁRIA

19 de abril
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terça-feira, 18 de abril de 2023

CRISTO, O ALVO DA IRA DE DEUS

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

18 de abril

       CRISTO, O ALVO DA IRA DE DEUS

   Ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas feridas fomos sarados. Isaías 53:5

   A morte de Cristo é fundamental na doutrina cristã e está relacionada à atuação da ira de Deus. Quando olhamos para o que ocorreu na cruz do Calvário, somos tocados pelo sofrimento de Cristo e podemos perceber quatro aspectos da dor que Ele experimentou na cruz. Primeiramente, a dor física envolvida na morte por crucificação – uma das formas mais terríveis já inventadas pelo ser humano para levar alguém à morte. Houve também a dor psicológica de assumir a culpa por nossos pecados – o que causou intensa agonia, pelo fato de essa culpa ser tão contrária à Sua natureza pura. Acrescente-se a dor de ser abandonado por Deus e pelas pessoas (Mt 27:46; 26:56), enfrentando sozinho os pecados colocados sobre Ele. A maior dor, contudo, foi sofrer a ira de Deus contra os pecados dos seres humanos, armazenada com longanimidade desde o primeiro pecado no Éden.

   Sua morte e sofrimento tiveram a natureza de punição. É dito: “O Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (Is 53:6). Cristo sofreu nas mãos dos seres humanos, de quem recebeu sofrimento físico e morte, mas somente Deus poderia fazer cair sobre Ele a iniquidade de outros. Somente Deus poderia imputar o pecado de todos Àquele que Ele escolheu.

   Qual foi o objetivo da punição de Cristo? Não foi para Sua própria correção, porque é dito que Ele “nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em Sua boca” (Is 53:9, ARA). Não foi para Sua própria instrução na vontade de Deus, porque Ele estava findando Seu período de prova neste mundo, tendo consumado tudo que o Pai Lhe dera para realizar (Jo 19:30). Não foi para que servisse de exemplo para os outros, porque Ele foi um exemplo em Sua obediência, mas não em Sua punição.

   Conforme evidenciado no texto, as causas da punição foram “nossas transgressões”, “nossas iniquidades”, “o pecado de muitos” (Is 53:5, 6, 12). Graças a Deus porque, mediante a dádiva e a morte de Seu Filho, Sua ira foi desviada de nós, nossas transgressões já foram punidas, e nossos pecados, perdoados. Nós “fomos sarados”. Aleluia!

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

O Tribunal Divino é imparcial

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Romanos 2

Comentário Pr Heber Toth Armí 

O caráter de Deus tem dois aspectos, assim como a moeda tem dois lados. Há um desequilíbrio quando se enfatiza mais o amor do que a justiça de Deus. Consequentemente, o evangelho se torna incompleto, e, o impacto não será tão grande quando deveria.

A ira também faz parte do caráter de Deus. A introdução da carta de Romanos deixa isso bem evidente, pena que muitos crentes a ignoram. Observe o final do primeiro capítulo antes de entrar na análise do segundo capítulo. Deus Se ira porque…

• …os pecadores mudaram a glória divina em idolatria; consequentemente, foram entregues à imundícia (vs. 19-23).

• …os seres humanos substituíram a verdade divina pela mentira; consequentemente, foram entregues a grosseiras imoralidades (vs. 25-26);

• …Suas criaturas inteligentes desprezaram o conhecimento divino; consequentemente foram entregues à vil mentalidade e conduta pervertida (vs. 28-32).

O pecado nos torna alvos da ira divina. O mal nos rouba a sabedoria, ficamos destituídos de percepção: Por isso, fazemos coisas que condenamos no próximo (Romanos 2:1). Este segundo capítulo nos revela que:

• Ao julgar o pecador, a sentença divina se baseia na verdade divina, não na mera opinião humana empapuçada de convicção, ciência e filosofia (vs. 2-5);

• O veredicto de Deus é que cada pecador recebe retribuição de seus próprios atos (vs. 6-10);

• O Tribunal Divino é imparcial em relação aos pecadores (vs. 11-15);

• O mais importante de tudo, é que a toda ação divina está em harmonia com o evangelho, as boas novas de salvação (v. 16).

O gentio ou incrédulo não é inocente por sua ignorância; nem mesmo o judeu por seu privilégio da revelação de Deus. Para que não haja diferença, Paulo argumenta:

• Não há razão para orgulhar-se de privilégios espirituais (vs. 17-20);

• A falta de transformação diante dos privilégios aumenta a condenação dos irresponsáveis (vs. 21-22);

• O mau testemunho é pedra de tropeço aos incrédulos, além de desonrar ao nome de Deus (vs. 23-24);

• O mero formalismo religioso é hipocrisia, isso pode ser considerado pior que nunca ter conhecido a revelação de Deus (vs. 25-29).

Não há como fugir, com ou sem privilégios espirituais, desprovidos do evangelho estamos todos perdidos. Contudo, o desespero se desfaz frente ao muito que Deus fez, faz e quer fazer por nós. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz

sábado, 11 de julho de 2015

Apocalipse 15 Comentários de Garth Bainbridge

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica   Apocalipse 15
Comentários  de  Garth Bainbridge

No início de Apocalipse 15, João vê “sete anjos com as sete últimas pragas”, com as quais “se completa a ira de Deus” (v. 1). As sete pragas são a expressão definitiva e completa do juízo divino contra as forças do mal, juízo que culmina com a segunda vinda de Jesus. Este capítulo marca o fim da provação, após a qual “o vinho da ira de Deus” será derramado sem misericórdia sobre os ímpios (ver 14:10).

As pessoas sempre se esforçaram para entender o conceito da ira de Deus. Incapazes de negar o ensino bíblico de um Deus que responde com ira ao mal, alguns tentam redefini-la como sendo mera consequência natural ou, no máximo, a retirada da mão protetora de Deus. Mas não podemos esquecer as expressões muito claras que indicam que Sua ira é o Seu ato divino de justo julgamento sobre o mal e os seus autores. Os juízos de Deus são muito reais e devidamente justificados.

Por esta razão, no verso 2 o foco se move momentaneamente para aqueles que acabarão por ser vitoriosos sobre a besta, sua imagem e sua marca. Eles cantam uma canção reconhecendo a justeza dos julgamentos de Deus nas últimas pragas: “Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos” (v. 3). Afinal de contas, nós não deveríamos esperar que um Deus santo respondesse com justiça à terrível natureza destrutiva do mal?

Tenha em mente, contudo, que a mão que dirige o derramamento das pragas foi primeiro pregada a uma cruz por esses mesmos pecados que agora estão sendo julgados e punidos. No Calvário foi demonstrado que o Deus que é totalmente justo, também é totalmente misericordioso. Neste último ato de justiça, ninguém poderia levantar um ponto de interrogação sobre sua misericórdia.

A segunda estrofe da canção diz: “Quem não te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o teu nome? Pois tu somente és santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de justiças se tornaram manifestos” (v. 4).

Tanto justiça quanto misericórdia trazem glória ao Seu nome; ambas são exibidas igualmente em Seus atos de justiça; ambas O revelam como santo. A justiça e a misericórdia estão perfeitamente integradas em Sua natureza divina.

Unamo-nos, salvos de todas as nações, a adorar perante Ele.

Garth Bainbridge
Sydney, Austrália


domingo, 12 de outubro de 2014

Sofonias 3 Comentários


Sofonias 3
Pr. Heber Toth Armí

Sem justiça, Deus não teria caráter. Contudo, Sua justiça exige providências contra o pecado que assola o mundo e tudo o que nele há; consequentemente, é necessário um julgamento rigoroso.

A santa ira de Deus move Suas ações; não sem antes revelar Sua infinita bondade e expressar Sua graça. Quanto mais entendimento se adquire sobre a santidade de Deus e Sua ira contra o pecado, mais valor se dará a Sua graciosa graça.

Talvez por isso Arthur W. Pinnk analisa: “Um estudo da concordância mostrará que nas Escrituras há mais referências à cólera, fúria e ira de Deus do que ao Seu amor e bondade”. Quem dá valor a isso dará maior valor ainda ao Seu amor e graça. Pois, onde estraríamos agora se não fossem tais atributos divinos?

O capítulo de nossa meditação pode ser assim esboçado:

1. Juízo sobre Jerusalém, a cidade da paz, não será poupada, nem as igrejas cristãs: Desobediência, resistência à correção, incredulidade e impiedade, ganância, leviandade, hipocrisia, tudo será castigado (vs. 1-7).

2. Um remanescente sobrará e será consolado, pois Deus vingará os perversos na segunda vinda de Cristo; e, os poucos fieis serão ricamente abençoados: Salvação total (vs. 8-20).

Deixe este pensamento expandir tua mente: “O plano da redenção, porém, tinha um propósito ainda mais amplo e profundo que a salvação do homem. Não foi apenas para isto que Jesus veio à Terra [...] considerar a lei de Deus como devia ser considerada. Foi para reivindicar o caráter de Deus perante o Universo” (Patriarcas e Profetas, p. 68).

Infelizmente, diante de tudo o que já foi revelado na Bíblia e no sacrifício de Cristo, apenas poucas pessoas se salvarão. Contudo, se não fosse a graça de Deus, nem mesmo estes se salvariam. “Portanto, cante, filha de Sião! Celebre, Israel! Filha de Jerusalém, alegre-se! Faça festa! [...] Não há mais o que temer do mal, nunca mais” (vs. 14-15).

Enquanto para quem não se preparou o dia do juízo será um terror, para os fieis, será a maior demonstração de amor, depois do Calvário! Os salvos estarão para sempre com a bênção da presença do Senhor: “As tristezas acumuladas [...] vão desvanecer...” (vs. 18-20). Louvado seja Deus!

O remanescente anda rumo à felicidade! Seja um remanescente! /Heber Toth Armí

Imagens do Google – editado por Palavra Eficaz
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sábado, 11 de outubro de 2014

Sofonias 2 Comentários


Sofonias 2
Pr. Heber Toth Armí

Se você concorda com Sofonias, então, está na hora de confrontarmos o pecado; de falar mais do juízo e da única forma de livrar-se da condenação. Tem muita gente enganada na estrada com destino ao inferno, pensando que chegará ao Céu. Ou você é servo de Deus, ou servo do pecado; não há meio termo: Ou vai para o Céu ou para o inferno.

Os profetas não brincavam com coisa séria, não faziam shows de suas mensagens: “Busquem o Eterno, todos vocês, que promovem paz com disciplina, que vivem segundo a justiça do Eterno. Busquem as estradas retas do Eterno. Busquem uma vida pacífica e disciplinada. Talvez assim sejam poupados no dia da ira do Eterno” (vs. 2-3).

Embora o tema da ira de Deus não atraia a atenção de pregadores que desejam popularidade, J. L. Packer observa que “uma das coisas mais impressionantes sobre a Bíblia é o vigor com que os dois Testamentos destacam a realidade e o terror da ira de Deus”. Ainda mais impressionante é continuarmos vivos mesmo sendo objetos da ira divina, devido a nossa teimosia.

O restante do capítulo refere-se à condenação da parte de Deus aos:
1. Filisteus (vs. 4-7);
2. Moabitas e amonitas (vs. 8-11);
3. Etíopes (v. 12);
4. Assírios, principalmente ninivitas (vs. 13-15).

Sofonias é abrangente na mensagem, contudo sucinto nas palavras. Martin Bucer afirma: “Quem deseja todos os oráculos secretos dos profetas resumidos em um único compêndio deve ler o breve livro de Sofonias”. Ele foi direto ao ponto. Veja o que ele havia dito no capítulo anterior representando a voz de Deus (1:12-13):

“Vou achar e castigar os gordos e preguiçosos, que estão sentados, divertindo-se e relaxando. Eles pensam: ‘O Eterno não faz nada, nem bem nem mal...’. Mas esperam para ver. Eles vão perder tudo o que possuem: dinheiro, casa e terra”.

Agora, ao iniciar o capítulo dois, o profeta expõe: “Portanto, preparem-se. Aprumem-se! Vocês são uma nação que não sabe o que quer. Façam isso antes de serem soprados para longe, como folhas na tempestade, antes que a ira do juízo do Eterno caia sobre vocês, antes que a ira do juízo do Eterno desça com força total”.

Arrependa-se! Converta-se! Prepare-se: Busque refúgio em Deus através de Jesus!/Heber Toth Armí

Imagens do Google – editado por Palavra Eficaz
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Salmos 56 Comentário

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