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terça-feira, 27 de maio de 2025

CONFLITO NO CÉU

 Devocional Diário - Descobertas da fé

27 de maio

CONFLITO NO CÉU

Então estourou a guerra no Céu. Miguel e os Seus anjos lutaram contra o dragão. Apocalipse 12:7

A batalha celestial entre Miguel e o dragão vermelho é um dos episódios mais fortes descritos no Apocalipse. A descrição é vívida e sugere não apenas um duelo de ideias, mas uma batalha literal entre os exércitos celestiais.

Considerando que Miguel é o mesmo Anjo do Senhor, reconhecido como uma manifestação única de Deus no Antigo Testamento, podemos afirmar que, no Apocalipse, Ele não é meramente um “anjo” que luta contra o dragão, mas, sim, um Ser divino, sob cujo comando estão todas as hostes celestiais.

Diante da realidade dessa batalha, surge a pergunta: Como o diabo consegue enfrentar Deus e Seus anjos? De fato, se o Altíssimo batalhasse contra qualquer oponente, não precisaria de nenhum exército de anjos ao Seu lado. E mais, não haveria luta, mas, sim, um massacre. Afinal de contas, quem seria capaz de resistir a alguns golpes do poder divino?

Sendo assim, a batalha celestial de Apocalipse 12 me faz refletir sobre alguns aspectos. Primeiro: Deus em Si mesmo seria suficiente para acabar com esse conflito antes mesmo que começasse, mas preferiu contar com Suas criaturas ao Seu lado. Segundo: Deus não lutou em Seu nível divino, caso contrário, nem haveria luta. Ele Se “esvaziou” para lutar, assumindo a forma de servo. Terceiro: O adversário não pode alegar que a guerra foi injusta e desigual.

Apesar do confronto, o que concedeu a vitória ao bem não foi tanto o poder com o qual Miguel poderia ter lutado, mas a força de Seu caráter e a autoridade de Sua justiça. No enfrentamento pelo corpo de Moisés, por exemplo, Ele apenas disse: “O Senhor repreenda você” (Jd 9).

Mais uma vez, o nome escolhido por Ele, “Miguel”, era, por si só, um enfrentamento jurídico contra o dragão, descrito como “a antiga serpente”, uma clara alusão a Gênesis 3. Através da serpente, o diabo disse a Eva que, ao pecar, ela e seu marido se tornariam “iguais a Deus”. No entanto, Miguel em hebraico significa “ninguém é igual a Deus”.

O que aprendemos desse conflito? Que estamos envolvidos em uma guerra cósmica do bem contra o mal. Nela, não há trégua ou neutralidade. Só falta saber de que lado você está.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/conflito-no-ceu/

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Mensagem ao Céu

 Devocional Diário - Vislumbres da Eternidade

27  de dezembro

Mensagem ao Céu

Aquele que dá testemunho destas coisas diz: “Certamente venho sem demora.” Amém! Vem, Senhor Jesus! Apocalipse 22:20


Em 2016, Linus e Sabina Jack partiram da ilha de Weno, na Micronésia, em direção à ilha de Tamatam. Levavam consigo apenas mantimentos e nada mais. E, inevitavelmente, se perderam. O que fazer em meio à vastidão do oceano? Sem meios de comunicação, o casal escreveu um enorme “SOS” na orla da ilha de Fayu, próxima ao Havaí. Foi somente alguns dias depois, quando um avião da marinha dos Estados Unidos avistou a mensagem, que o resgate pôde ser providenciado. Acho essa história um autêntico símbolo. Que mensagens enviamos ao Céu?

As linhas de Nazca, no Peru, são outro exemplo de mensagem enviada ao céu. Observando as figuras de macacos, aranhas, pássaros, flores e aquela conhecida como “o astronauta”, podemos imaginar muitas teorias acerca do seu significado. Alguns afirmam que as figuras eram calendários astronômicos, enquanto outros dizem que se tratavam de templos ao ar livre. Independentemente da interpretação, fica claro que as pessoas que as criaram desejavam enviar uma mensagem ao céu que falasse de sua identidade.

Hoje, com a ajuda do Google Maps, podemos ver muitas outras mensagens que falam de diversas identidades. Menciono duas. Em Ciudad Juárez, no México, uma imagem de um imenso cavalo na montanha revela a paixão dos seus habitantes pelos equinos. As Palm Islands, em Dubai, por sua vez, são um exemplo de uma mensagem ao céu que fala do luxo e da riqueza do lugar.

Mas, afinal, qual seria a mensagem que gostaríamos de enviar ao Céu? Ao construir o novo templo da Universidade Adventista do Prata (UAP), em 2011, a comunidade se fez essa pergunta. Como poderiam oferecer uma mensagem que mostrasse sua identidade a todos que a observassem do alto? A resposta foi clara e uníssona: o texto de Apocalipse 22:20, “Vem, Senhor Jesus!” E assim foi feito. A frase foi colocada em frente à entrada da igreja e pode ser lida no Google Maps. A mensagem que a comunidade deseja enviar ao céu é clara e direta: a segunda vinda de Jesus é nosso anelo.

Você também pode enviar sua mensagem ao Céu. Pode ser uma oração, um pedido de ajuda ou uma declaração de amor. O importante é que essa mensagem expresse sua identidade e sua esperança.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/mensagem-ao-ceu/

sexta-feira, 17 de maio de 2024

O frescor que vem do Céu

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
17 de maio
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-frescor-que-vem-do-ceu/

O frescor que vem do Céu

Se você dispuser o coração e estender as mãos para Deus; se lançar para longe a iniquidade de suas mãos e não permitir que a injustiça habite na sua tenda, então você levantará o seu rosto sem mácula, estará seguro e não temerá. Jó 11:13-15

Desde minha infância, uma lembrança muito vívida sempre me acompanha: a imagem de meu pai lavando o rosto pela manhã. Com suas mãos em formato de concha, ele apanhava a água da pia e a levava ao rosto, criando um som borbulhante que ecoava pelo banheiro. Muitas vezes, tentei imitá-lo, especialmente nos dias quentes de verão, buscando aquele frescor que nos faz sentir renovados e prontos para enfrentar o mundo novamente.

Entretanto, na verdade, esse frescor que buscamos em nossa rotina diária é insuficiente para nos trazer verdadeira paz e renovação. Precisamos do frescor divino, da graça de Cristo e da alegria da santidade. Ellen G. White nos lembra que “a mesma mente divina que opera na natureza fala ao coração das pessoas e cria nelas um irresistível desejo de obter algo que não possuem” (Caminho a Cristo, p. 25 [28]). É essa busca por algo mais, uma sede por algo que nos preencha de verdade, que nos leve à presença de Deus.

Para obtermos esse frescor divino, precisamos primeiramente abrir o coração para receber a graça de Deus. Em segundo lugar, precisamos colocar nossas mãos à obra, dedicando-nos à obra de Deus mais do que aos nossos próprios projetos limitados. Em terceiro lugar, devemos nos livrar dos pecados que nos impedem de seguir em frente e nos afastam da presença do Senhor. E, em quarto lugar, devemos buscar a justiça em nossa vida, deixando de lado aquilo que é injusto em nosso entorno.

Quando permitimos que Deus entre e dirija nosso viver, Ele transforma tudo o que somos e tudo o que fazemos. As coisas que antes pareciam tão difíceis agora se tornam mais fáceis, e as preocupações que antes nos assombravam são substituídas pela paz interior. É como se uma nova perspectiva se abrisse diante de nós, uma perspectiva de alegria e paz que antes parecia inatingível. Então, se você estiver cansado das pressões e demandas do dia a dia, se estiver procurando algo mais na vida, algo que realmente satisfaça sua alma, não hesite: experimente sem demora o frescor que vem do Céu.

domingo, 30 de abril de 2023

O RICO E LÁZARO

 O RICO E LÁZARO

Deus conhece o coração de vocês; [...] aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus. Lucas 16:15

Uma parábola não conta necessariamente uma história real. O que interessa é a lição espiritual que ela apresenta. Esse é o caso da parábola do rico e Lázaro, narrada em Lucas 16. Nela os mortos têm olhos, dedo e língua. Estão vendo, falando, ouvindo, pensando e sentindo. O Céu e o inferno estão separados, mas tão próximos que é possível aos habitantes de um desses lugares ver o que acontece no outro e se comunicar com os que estão lá. Tudo em evidente desacordo com o que a Bíblia fala sobre o estado dos mortos (Ec 9:5, 6, 10; 1Ts 4:16, 17). 

Histórias como essa eram comuns tanto no Egito quanto na Palestina. Jesus utilizou uma delas para ensinar algo importante. Nos primeiros versos desse capítulo, Jesus conta uma parábola ensinando que não podemos servir a Deus e às riquezas ao mesmo tempo. Os fariseus avarentos não concordaram e zombaram Dele. Para eles, a prosperidade era um sinal do favor de Deus. A adversidade e a pobreza eram indicativos de que a pessoa estava sob a condenação divina.

Foi esse o contexto da parábola. Nela há um claro contraste entre um homem abastado e um indigente. O rico se veste como um rei. Cada refeição é um banquete. Ele tem cinco irmãos e se preocupa com eles. Em suma: ele tem riquezas, muitas coisas e bons relacionamentos. Se os fariseus estiverem certos, depois de sua morte ele irá para o Céu. 

O outro, Lázaro, é miserável. Não tem moradia. Vive ao relento à porta da casa do rico. Seu corpo está coberto de feridas. Não tem família nem recursos para o mais básico: a alimentação. Vive de sobras, disputando migalhas com os vira-latas que lambem suas feridas. Se os fariseus estiverem certos, quando Lázaro morrer, irá para o inferno.

No fim da parábola, para surpresa de todos, acontece exatamente o oposto. O rico se perde, e o indigente herda o reino de Deus. Isso nos serve de alerta. Não ponhamos o coração no dinheiro e naquilo que ele pode comprar. Façamos o bem com o que Deus nos deu e confiemos unicamente em Sua graça para nossa salvação.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

30 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-rico-e-lazaro/
https://youtu.be/AcaQzVcgkx4

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

A REALIDADE DO CÉU

 A REALIDADE DO CÉU

Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam.” Deus, porém, revelou isso a nós por meio do Espírito. 1 Coríntios 2:9, 10

Se você fizer um estudo bíblico para entender como será a vida dos salvos após o término do grande conflito entre o bem e o mal, vai constatar que há dois tipos de informação: o que haverá e o que não haverá. A maior parte da revelação é sobre a descontinuidade, o que não haverá. Nesse caso, são mencionadas coisas conhecidas, decorrentes da presença do pecado em nosso mundo. Por isso, o Apocalipse, tratando da vida futura, declara: “Já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21:4). Referindo-se à cidade santa, acrescenta: “Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Ap 22:15).

Quando tentamos descobrir o que haverá na vida futura, encontramos pouca informação. Isso ocorre porque ela será tão diferente, tão desconhecida para nós, que os próprios profetas que puderam ver pelo menos algumas cenas e ouvir alguns sons tiveram muita dificuldade em compartilhar essas informações, ou mesmo se calaram. Paulo, por exemplo, certa vez declarou que “foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras indizíveis, que homem nenhum tem permissão para repetir” (2Co 12:4). Assim, ele nunca compartilhou o que viu e ouviu.

No entanto, outro apóstolo teve uma série de visões a respeito do futuro glorioso. Por seu intermédio, o Espírito de Deus nos revelou algumas coisas. João escreveu: “Vi novo céu e nova Terra […]. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus” (Ap 21:1, 2). Então, passou a dar detalhes sobre o lugar.

O texto para nossa reflexão se refere à nossa imaginação. Quando tentamos pensar no que Deus prometeu para aqueles que O amam, emperramos. Apesar de não termos os detalhes de que gostaríamos, todas as informações e promessas disponíveis revelam que será um lugar fantástico e muito desejável. Deus nos quer lá e está empenhado para que isso aconteça. Que nosso propósito de estar naquele lindo lar influencie nossas decisões e nossa conduta hoje.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

17 de janeiro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/a-realidade-do-ceu/
https://youtu.be/D_672FmAmvc
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

A OBRA DE CRISTO NO CÉU

A OBRA DE CRISTO NO CÉU

Tendo, pois, Jesus, o Filho de Deus, como grande Sumo Sacerdote que adentrou os Céus [...], aproximemo-nos do trono da graça com confiança. Hebreus 4:14, 16

Depois de vir a este mundo e Se tornar um de nós, viver uma vida sem pecado, morrer na cruz em nosso lugar e ressuscitar, Jesus “adentrou os Céus” e “assentou-Se à direita da Majestade, nas alturas” (Hb 4:14; 1:3), no “trono da graça”. A expressão “trono da graça” implica que há um reino da graça. Esse reino, uma promessa desde o Éden perdido, tornou-se realidade quando Cristo morreu e ressuscitou. Naquela ocasião, ele foi estabelecido de fato, pois Deus cumpriu Sua promessa por meio do Filho.

O trono da graça aponta para a oportunidade de salvação. O reino de Deus possui duas etapas. Na primeira, ele é chamado de reino da graça; na segunda, de reino da glória. Jesus está assentado no trono da graça porque ainda vivemos no tempo da graça, em que há oportunidade de salvação. Mas, “quando vier o Filho do Homem na Sua majestade e todos os anjos com Ele, então, Se assentará no trono da Sua glória” (Mt 25:31) e terá início o reino da glória, quando o tempo da salvação terá passado. Por isso, o apelo é repetido na Carta aos Hebreus: “Hoje, se ouvirem a Sua voz, não endureçam o coração” (Hb 3:7, 8, 15; 4:7). Atualmente, vivemos sob o reinado da graça e ainda podemos nos aproximar do trono de Cristo e buscar Seu auxílio.

Sendo completamente humano e completamente Deus, Cristo está qualificado para ser nosso mediador – Aquele que está no meio, entre Deus e a humanidade. Por isso, Ele é capaz de religar o ser humano a Deus, trazendo Deus à humanidade e levando a humanidade a Deus. De todos os sacerdotes que já existiram neste mundo, apenas Cristo possui essa dupla natureza, sendo o verdadeiro sacerdote para o qual os outros apontavam. Por isso, o texto O distingue como “grande” sacerdote.

Porque Ele Se tornou um de nós, passando pela tentação e pelo sofrimento, como Sacerdote, Ele pode Se compadecer de nossas fraquezas e oferecer toda ajuda de que precisamos. Se formos a Ele, encontraremos misericórdia, graça e socorro (Hb 4:16) – a verdadeira ajuda para cada tentação e dificuldade, no momento certo. Assim, não perca a oportunidade e vá até Ele em busca de ajuda.

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

3 de fevereiro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/a-obra-de-cristo-no-ceu/
https://youtu.be/K1nbWqFlt6E
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

PENSE NO CÉU

PENSE NO CÉU

   Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam. Deus, porém, revelou isso a nós por meio do Espírito. 1 Coríntios 2:9, 10

   As palavras do texto de hoje são usadas por Ellen G. White para retratar nosso futuro com Deus em um Universo sem pecado. Elas nos apresentam verdades essenciais. Uma delas é que, por meio de Seu Espírito, Deus nos revela como será a eternidade, e sabemos que Ele o faz mediante o dom de profecia. 

   Enquanto o povo de Israel caminhava para a Terra Prometida, espias foram enviados para percorrer a terra e trazer informações sobre o lugar (Dt 1:22-25). Do mesmo modo, enquanto viajamos para o lar celestial, Deus tem empregado profetas como nossos espias. Mediante sonhos e visões, eles têm conhecido algo sobre o Céu e a vida futura e nos têm contado o que viram. Exemplos disso podem ser encontrados no Apocalipse. 

   O texto também trata de uma de nossas faculdades mentais: a imaginação. Sabemos que ela tem sido útil para o progresso científico, nos avanços tecnológicos e em quase todo empreendimento humano. Na verdade, ela está presente sempre que temos alguma esperança. Porém, quando pensamos no galardão que Deus prometeu para aqueles que O amam, nossa imaginação fica muito aquém da realidade. 

   Mesmo assim, somos incentivados a pensar no lar celestial: “Enquanto vocês encontram satisfação nas atraentes belezas da Terra, pensem no mundo por vir, que não terá nenhuma mancha de pecado e de morte; a face da natureza não mais apresentará as sombras da maldição. Imaginem estar no lar dos remidos e lembrem-se de que ele será mais glorioso do que pode pintar a mais brilhante imaginação. Nos variados dons de Deus na natureza só discernimos o mais pálido vislumbre de Sua glória” (A Maravilhosa Graça de Deus, p. 357). 

  
Embora a linguagem e a imaginação humanas não alcancem a plenitude do que Deus preparou para nós (2Co 12:1-4), devemos imaginar-nos no lar celestial desfrutando de seus encantos. Logo esse sonho se transformará em realidade! 

MEDITAÇÃO DIÁRIA - MARAVILHOSO DEUS 

25 de janeiro

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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

A MAJESTADE DO CÉU

 A MAJESTADE DO CÉU

Em Suas obras há glória e majestade, e a Sua justiça permanece para sempre. Salmo 111:3

Foi na ordenação dos doze apóstolos que se deram os primeiros passos na organização da igreja que, depois da partida de Cristo, devia levar avante Sua obra na Terra. A respeito dessa ordenação, o relato diz: “Depois, Jesus subiu ao monte e chamou os que Ele quis, e vieram para junto Dele. Então designou doze, aos quais chamou de apóstolos, para estarem com Ele e para os enviar a pregar” (Mc 3:13, 14). 

Imaginemos a impressionante cena: a Majestade do Céu tendo em torno de Si os doze que haviam sido escolhidos por Ele. Logo os separaria para a obra que lhes havia designado. Por meio desses frágeis instrumentos, mediante Sua Palavra e Seu Espírito, Ele decidiu colocar a salvação ao alcance de todos. Deus e os anjos contemplavam aquele momento com alegria e júbilo. O Pai sabia que, por intermédio desses homens, a luz do Céu brilharia; que as palavras ditas por eles ao testemunharem de Seu Filho ecoariam de geração em geração até a consumação dos séculos. 

Os discípulos deviam sair como testemunhas de Cristo para anunciar ao mundo o que Dele tinham visto e ouvido. Sua missão era a mais importante a que seres humanos já haviam sido chamados, inferior apenas à do próprio Cristo. Eles deviam ser colaboradores de Deus na salvação da humanidade. Como no Antigo Testamento os doze patriarcas ocupavam o lugar de representantes de Israel, assim os doze apóstolos representam a igreja cristã. 

Durante Seu ministério terrestre, Cristo deu início à obra de derrubar o muro de separação entre judeus e pagãos e anunciar a salvação a toda a humanidade. Embora fosse judeu, misturava-Se livremente com os samaritanos, anulando os costumes farisaicos dos judeus com respeito a esse desprezado povo. Dormia sob seu teto, comia de sua mesa e ensinava em suas ruas. 

O Salvador desejava muito mostrar aos discípulos a verdade referente à demolição da “parede de separação” (Ef 2:14) entre Israel e as outras nações – de que “os gentios são coerdeiros” com os judeus, “e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho” (Ef 3:6) (Atos dos Apóstolos, p. 12, 13 [18, 19]). 

https://youtu.be/yHn5l1VKqiw

MEDITAÇÃO DIÁRIA

18 de agosto 

https://mais.cpb.com.br/meditacao/a-majestade-do-ceu/

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

O CÉU COMEÇA AQUI

MEDITAÇÃO DIÁRIA

4 De Agosto, Quarta

 O CÉU COMEÇA AQUI

Como é grande a Tua bondade, que reservaste aos que Te temem, da qual usas, perante os filhos dos homens, para com os que em Ti se refugiam! Salmo 31:19

   Enquanto escrevo, tenho um profundo senso de gratidão pelo amoroso cuidado de nosso Salvador por todos nós. Quando leio a Palavra de Deus e me ajoelho em oração, fico tão impressionada com a bondade e a misericórdia de Deus que não consigo fazer minha petição sem chorar. Meu coração é enternecido e quebrantado quando medito na bondade e no amor de meu Pai celestial. Tenho cada vez mais fome e sede de Jesus. Cristo foi crucificado por mim, e por acaso vou me queixar se estou crucificada com Ele?

   Jamais senti mais ardente desejo de justiça do que no tempo presente. Nas horas da noite em que estou acordada, minha oração é a seguinte: “Senhor, ensina Teu povo a buscar e salvar as ovelhas perdidas.”

   Não sabemos o que se acha diante de nós, e nossa única segurança está em andar com Cristo, apegados à Sua mão e tendo o coração repleto de perfeita confiança. Não disse Ele: “Que os homens se apoderem da Minha força e façam paz Comigo; sim, que façam paz Comigo”? (Is 27:5). Permaneçamos bem perto do Salvador. Andemos humildemente com Ele, estando cheios de Sua mansidão. Seja o próprio eu escondido com Ele em Deus. [...]

   Meu coração dói quando me é mostrado quantos há que fazem do eu seu ídolo. Cristo pagou o preço da redenção por todos. A Ele pertence o serviço de todas as suas capacidades. Mas o coração dessas pessoas está cheio de amor-próprio [...]. Elas não atentam para as palavras: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me” (Mc 8:34). [...]

   Entre aqueles aos quais sobrevirá amargo desapontamento no dia do final ajuste de contas estarão alguns que têm sido religiosos exteriormente e que aparentemente têm levado uma vida cristã. Mas o próprio eu está entretecido em tudo o que fazem. Orgulham-se de sua moralidade, de sua influência, de sua capacidade para colocar-se numa posição mais elevada que os outros e de seu conhecimento da verdade, pois julgam que isso lhes conquistará o louvor de Cristo. “Senhor,” alegam eles, “comíamos e bebíamos na Tua presença, e ensinavas em nossas ruas” (Lc 13:25, 26). “Porventura, não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres?” (Mt 7:22) (Carta 91, 1904).

Ellen G. White, 18/2/1980

sábado, 28 de dezembro de 2019

O Céu, Lugar Real

A Fé Pela Qual Eu Vivo

28 de dezembro 
O Céu, Lugar Real

E o Meu povo habitará em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso. Isaías 32:18.

Um receio de fazer com que a herança futura pareça demasiado material tem levado muitos a espiritualizar as mesmas verdades que nos levam a considerá-la nosso lar. Cristo afirmou a Seus discípulos haver ido preparar moradas para eles na casa de Seu Pai. Os que aceitam os ensinos da Palavra de Deus não serão totalmente ignorantes com respeito à morada celestial. …

Na Bíblia a herança dos salvos é chamada um país (Hebreus 11:14-16.) Ali o Pastor celestial conduz Seu rebanho às fontes de águas vivas. A árvore da vida produz seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. Existem torrentes sempre a fluir, claras como cristal, e ao lado delas, árvores ondeantes projetam sua sombra sobre as veredas preparadas para os resgatados do Senhor. Ali as extensas planícies avultam em colinas de beleza, e as montanhas de Deus erguem seus altivos píncaros. Nessas pacíficas planícies, ao lado daquelas correntes vivas, o povo de Deus, durante tanto tempo peregrino e errante, encontrará um lar.

“O meu povo habitará em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso” (Isaías 32:18). “Nunca mais se ouvirá de violência na tua Terra, de desolação ou destruição, nos teus termos; mas aos teus muros chamarás salvação, e às tuas portas, louvor” (Isaías 60:18). “Edificarão casas e as habitarão; e plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam; … os Meus eleitos gozarão das obras das suas mãos” (Isaías 65:21 e 22).

Ali, “o deserto e os lugares secos se alegrarão com isso; e o ermo exultará e florescerá como a rosa” (Isaías 35:1). “Em lugar do espinheiro, crescerá a faia, e, em lugar da sarça, crescerá a murta” (Isaías 55:13). “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, … e um menino pequeno os guiará” (Isaías 11:6). “Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da Minha santidade”, diz o Senhor (Isaías 11:9). O Grande Conflito, págs. 674-676.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959 – Pág. 367


quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

A Felicidade do Céu

A Fé Pela Qual Eu Vivo
25 de dezembro
A Felicidade do Céu


Quem vencer herdará todas as coisas, e Eu serei seu Deus, e ele será Meu filho. Apoc. 21:7.

Homem algum cai no Céu por engano. Ninguém vai para lá de olhos vendados. Caso tome tempo para considerar, toda pessoa saberá se está no caminho reto e estreito, ou na estrada larga que conduz à morte e ao inferno. The Bible Echo, 31 de julho de 1899.

Se não recebermos a religião de Cristo, nutrindo-nos da Palavra de Deus, não teremos direito à entrada na cidade de Deus. Havendo vivido de alimento terreno, tendo educado nossos gostos a amarem as coisas mundanas, não estaríamos aptos para as cortes celestes; não poderíamos apreciar a corrente pura, celestial que ali circula. As vozes dos anjos e a música de suas harpas não nos satisfariam. A ciência do Céu seria qual enigma para nosso espírito. Precisamos ter fome e sede da justiça de Cristo; necessitamos ser moldados e afeiçoados pela transformadora influência de Sua graça, para que estejamos aptos para a sociedade dos anjos. Review and Herald, 4 de maio de 1897.

Precisamos ter uma visão do futuro e da bem-aventurança do Céu. … Ali os remidos saúdam os que os dirigiram ao exaltado Salvador. Unem-se em louvar Aquele que morreu para que os seres humanos pudessem ter a vida que se mede pela vida de Deus. Cessou o conflito. Toda tribulação e luta chegou a seu termo. Hinos de vitória enchem todo o Céu ao estarem os remidos em torno do trono de Deus. Testimonies, vol. 8, pág. 44.

Então as nações não possuirão outra lei senão a do Céu. Juntas, constituirão uma família feliz, unida, trajada com as vestes de louvor e ações de graça. … Ante esse cenário as estrelas d’alva cantarão juntamente, e os filhos de Deus exultarão de alegria, ao Se unirem Deus e Cristo para proclamar: “Não mais haverá pecado, tampouco haverá morte.” Vida e Ensinos, pág. 229.

Precisamos acostumar-nos a falar do Céu, do belo Céu. Falar daquela existência que perdurará enquanto Deus existir, e então esquecereis vossas pequenas provas e dificuldades. Seja a mente atraída para Deus. Historical Sketches of S.D.A. Missions, pág. 146.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959 – Pág. 365

segunda-feira, 24 de junho de 2019

A Morte Tragada na Vitória

A Fé Pela Qual Eu Vivo
24 de junho
A Morte Tragada na Vitória


Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados, não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. 2Coríntios 5:4.

Doador da vida vem para quebrar as cadeias da sepultura. Ele trará para fora os cativos e proclamará: “Eu sou a ressurreição e a vida.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 430.

Em parte alguma nas Escrituras Sagradas se encontra a declaração de que é por ocasião da morte que os justos vão para a sua recompensa e os ímpios ao seu castigo. Os patriarcas e profetas não fizeram tal afirmativa. Cristo e Seus apóstolos não fizeram sugestão alguma a esse respeito. A Bíblia claramente ensina que os mortos não vão imediatamente para o Céu. Eles são representados como estando a dormir até à ressurreição (1Tessalonicenses 4:14; Jó 14:10-12.) No mesmo dia em que se quebra a cadeia de prata, e se despedaça o copo de ouro (Eclesiastes 12:6), perecem os pensamentos dos homens. Os que descem à sepultura estão em silêncio. Não mais sabem de coisa alguma que se faz debaixo do Sol (Jó 14:21.) Bendito descanso para o justo cansado! Seja longo ou breve o tempo, não é para eles senão um momento. Dormem, e são despertados pela trombeta de Deus para uma imortalidade gloriosa. “Porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis. … Quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória” (1Coríntios 15:52-54). Ao serem eles chamados de seu profundo sono, começam a pensar exatamente onde haviam parado. A última sensação foi a agonia da morte, o último pensamento o de que estavam a cair sob o poder da sepultura. Ao se levantarem da tumba, seu primeiro alegre pensamento se expressará na triunfante aclamação: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” (1Coríntios 15:55). O Grande Conflito, págs. 549 e 550.

As agonias da morte foram as últimas coisas que eles sentiram. …

Quando eles acordarem, todo o sofrimento terá passado. … As portas da cidade de Deus se revolvem sobre seus gonzos, … e os resgatados de Deus entram pelo meio de querubins e serafins. Cristo lhes dá as boas-vindas e põe Sua bênção sobre eles: “Muito bem, servo bom e fiel; … entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25:21). Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 431.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959– Pág. 181

terça-feira, 18 de junho de 2019

O Estado do Homem na Morte

A Fé Pela Qual Eu Vivo
18 de junho
O Estado do Homem na Morte


Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Até o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram e já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Ecl. 9:5 e 6.

A teoria da imortalidade da alma foi uma das falsidades que Roma tomou emprestadas do paganismo, incorporando-a à religião da cristandade. Martinho Lutero classificou-a entre as “monstruosas fábulas que fazem parte do monturo romano dos decretos”. … Comentando as palavras de Salomão no Eclesiastes, de que os mortos não sabem coisa nenhuma, diz o reformador: “Outro passo provando que os mortos não têm. … sentimento. Não há ali”, diz ele, “deveres, ciência, conhecimento, sabedoria. Salomão opinou que os mortos estão a dormir, e nada sentem absolutamente. Pois os mortos ali jazem, não levando em conta nem dias nem anos; mas, quando despertarem, parecer-lhes-á haver dormido apenas um minuto.” O Grande Conflito, pág. 549.

O mártir Tyndale, referindo-se ao estado dos mortos, declarou: “Confesso abertamente que não estou persuadido de que eles já estejam na plena glória em que Cristo Se acha, ou em que estão os anjos eleitos de Deus. Tampouco é isto artigo de minha fé; pois, se assim fosse, não vejo nisto senão que o pregar a ressurreição da carne seria coisa vã.” O Grande Conflito, pág. 547.

Segundo a crença popular, os remidos no Céu estão a par de tudo que ocorre na Terra, e especialmente da vida dos amigos que deixaram após si. Mas como poderia ser fonte de felicidade para os mortos o saberem das dificuldades dos vivos? … E quão revoltante não é a crença de que, logo que o fôlego deixa o corpo, a alma do impenitente é entregue às chamas do inferno! Em quão profundas angústias deverão mergulhar os que vêem seus amigos passarem à sepultura sem se acharem preparados, para entrar numa eternidade de miséria e pecado! Muitos têm sido arrastados à insanidade por este inquietante pensamento. O Grande Conflito, pág. 545.

Cristo apresenta a morte, para Seus filhos crentes, como um sono. Sua vida está escondida com Cristo em Deus, e até que soe a última trombeta, os que morrem dormirão nEle. O Desejado de Todas as Nações, pág. 527.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959 – Pág. 175

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Buscando o Tesouro Celestial

A Fé Pela Qual Eu Vivo

13 de junho
Buscando o Tesouro Celestial

Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da Terra. Col. 3:2.

O Senhor revela a relativa avaliação que o homem faz do tempo e da eternidade, da Terra e do Céu. Ele nos admoestou: “Se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração.” Sal. 62:10. Elas têm valor quando usadas para o bem de outros e a glória de Deus; mas nenhum tesouro terrestre deve ser vossa porção, vosso deus ou vosso salvador. …

Deus prova o homem, alguns de certa maneira, e outros, de outra. Ele prova a alguns concedendo-lhes ricos patrimônios, e a outros retirando-lhes Seus favores. Prova os ricos para ver se eles amarão a Deus, o Doador, e ao próximo como a si mesmos. Quando o homem faz um uso correto desses recursos, Deus Se agrada e pode confiar-lhe mais altas responsabilidades. …

O mundo jamais crerá que levais a sério vossa fé, a menos que tenhais menos a dizer sobre coisas temporais e mais sobre as realidades do mundo eterno. Testimonies, vol. 5, págs. 260 e 261.

Há no homem mundano um ardente desejo de alguma coisa que ele não tem. Por força do hábito, dirige ele cada pensamento, cada propósito, no sentido de fazer provisão para o futuro, e, conforme vai ficando mais velho, torna-se cada vez mais ávido de conseguir tudo o que se possa ganhar. …

Toda essa energia, essa perseverança, essa determinação, toda essa atividade em busca do poder terreno, é o resultado da perversão de suas faculdades para um fim errado. Cada faculdade poderia pelo exercício ter sido cultivada ao mais elevado grau possível, para a vida celeste, imortal, e para o mais excelente e eterno peso de glória. Os costumes e práticas do homem mundano em sua perseverança e suas energias, e de se prevalecer de toda oportunidade para aumentar seus depósitos, deve ser uma lição àqueles que se dizem filhos de Deus e buscam glória, honra e imortalidade. …

Os filhos do mundo são mais sábios, em sua geração, que os filhos da luz, e nisso se vê sua sabedoria. Seu alvo é o ganho terreno, e nesse sentido dirigem todas as suas energias. Oxalá esse zelo caracterizasse o que peleja pelas riquezas eternas! Conselhos Sobre Mordomia, pág. 149.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959– Pág. 170

segunda-feira, 18 de março de 2019

Em Harmonia com o Céu

A Fé Pela Qual Eu Vivo
18 de março
Em Harmonia com o Céu

Muita paz têm os que amam a Tua lei, e para eles não há tropeço. Sal. 119:165.

Adão ensinou a seus descendentes a lei de Deus, e esta foi transmitida de pai a filho através de gerações sucessivas. Mas… poucos houve que as aceitaram e lhes prestaram obediência. Pela transgressão o mundo se degradou tanto que foi necessário, pelo dilúvio, limpá-lo de suas corrupções. A lei foi preservada por Noé e sua família, e Noé ensinou a seus descendentes os Dez Mandamentos. Como os homens de novo se afastassem de Deus, o Senhor escolheu Abraão, a respeito de quem declarou: “Abraão obedeceu à Minha voz, e guardou o Meu mandamento, os Meus preceitos, os Meus estatutos, e as Minhas leis.” Gên. 26:5. …

Com referência à lei proclamada no Sinai, diz Neemias: “Sobre o monte de Sinai desceste, e falaste com eles desde os Céus, e destes-lhes juízos retos e leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons.” Nee. 9:13. E Paulo, “apóstolo dos gentios”, declara: “A lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.” Rom. 7:12. Patriarcas e Profetas, págs. 363 e 635.

O mundo todo será julgado pela lei moral de acordo com a oportunidade que teve de a conhecer, ou pela razão, ou por tradição ou pela Palavra escrita. Signs of the Times, 9 de junho de 1881.

Vemos nela a bondade de Deus, pois revelando aos homens os imutáveis princípios de justiça, procura protegê-los dos males que resultam da transgressão. …

A lei é uma expressão do pensamento de Deus. Quando a recebemos em Cristo, ela se torna nosso pensamento. Ela nos eleva acima do poder dos desejos e tendências naturais, acima das tentações que conduzem ao pecado. “Muita paz têm os que amam a Tua lei, e para eles não há tropeço”. Não há paz na injustiça; os ímpios estão em guerra contra Deus. Mas aqueles que recebem a justiça da lei em Cristo, estão em harmonia com o Céu.

Quando recebida em Cristo, a lei realiza em nós a pureza de caráter que nos proporcionará alegria através dos tempos eternos. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.110.


Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959– Pág. 83 –

O DECRETO DA VITÓRIA

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