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sábado, 11 de julho de 2026

A maior alegria

 Devocional Diário

11 de Julho -
A maior alegria

Qual de vocês é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? E, quando a encontra, põe-na sobre os ombros, cheio de alegria. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: “Alegrem-se comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.” Lucas 15:4-
6

A parábola da ovelha perdida deve ser considerada um lema em todo lar. O divino Pastor deixa as 99 e vai ao deserto em busca da que se perdeu. Há mato cerrado, atoleiros, perigosas fendas nas rochas, e o Pastor sabe que, se a ovelha se encontra em qualquer desses lugares, é preciso que uma mão amiga a ajude a sair. Ao ouvir-lhe de longe o balido, Ele enfrenta toda e qualquer dificuldade para salvar Sua ovelha perdida. Ao encontrá-la, não a repreende. Alegra-Se simplesmente por havê-la encontrado com vida. Com mão firme e delicada ao mesmo tempo, afasta os espinhos ou tira-a do lamaçal; ergue-a ternamente e a coloca ao ombro, levando-a de volta ao redil. O puro e imaculado Redentor conduz o pecaminoso, o impuro.

O Portador de pecados carrega a enlameada ovelha; tão precioso, no entanto, é Seu fardo, que Se regozija, cantando: “Achei a Minha ovelha perdida” (Lc 15:6). […]

Precisamos ter em mente a grande alegria manifestada pelo Pastor ao reaver a perdida. Convoca Seus amigos: “Alegrem-se Comigo, porque já achei a Minha ovelha perdida” (Lc 15:6). E o Céu inteiro ecoa a nota da alegria. O próprio Pai, com cânticos Se alegra por aquela que foi resgatada. Que santo êxtase de júbilo é expresso nessa parábola! E dessa alegria temos o privilégio de partilhar. Estamos nós, que temos esse exemplo diante de nós, cooperando com Aquele que deseja salvar o perdido? Somos colaboradores de Cristo? (T6, p. 102, 103 [124, 125]).
https://youtube.com/watch?v=y6EIFC5qWys&is=55mc6DPMTwCyCNy_

segunda-feira, 31 de julho de 2023

NOSSAS LÂMPADAS ESTÃO SE APAGANDO?

 Meditação Diária

31 de julho

NOSSAS LÂMPADAS ESTÃO SE APAGANDO?

Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis o noivo! Saiam ao encontro dele!” [...] E as imprudentes disseram às prudentes: “Deem a nós um pouco do óleo que vocês trouxeram, porque as nossas lamparinas estão se apagando.” Mateus 25:6, 8

Era noite. Jesus e Seus discípulos estavam no Monte das Oliveiras. Dali podiam contemplar, não muito distante, uma moradia esplendidamente iluminada e um grupo de pessoas que aguardava a vinda do noivo para o casamento.

Naqueles dias, as festividades de muitos casamentos tinham início à noite e podiam durar vários dias. A noiva se vestia e se adornava na casa de seus pais. Seus convidados iam para essa casa e ali ficavam esperando a chegada do noivo. Este, por sua vez, preparava-se em sua casa e ali recebia seus familiares e amigos. Em seguida, o noivo e seus convidados caminhavam pelas ruas da cidade até a casa onde estavam a noiva e os convidados dela, quando todos se misturavam, formando apenas um grupo. Dali dirigiam-se para a casa do noivo, onde ocorreria, de fato, a festa. Como já era noite, um grupo de moças, amigas da noiva, cada qual com uma tocha ou lamparina amarrada na ponta de uma vara, iluminava o caminho.

Aproveitando a cena que tinham diante dos olhos, Jesus contou a parábola das dez virgens (Mt 25:1-12). Nela, a noiva não é mencionada. Em lugar de descrever Seu povo por meio da figura da noiva, como em outros textos bíblicos, Jesus o representa com a ilustração das dez virgens, amigas da noiva. De modo especial, elas ilustram a igreja que viverá nos últimos dias. Os dois grupos, prudentes e imprudentes, representam as duas classes que, dentro da igreja, dizem estar à espera de Jesus.

Se Jesus viesse no dia do batismo de alguns cristãos ou logo após sua conversão, eles estariam prontos. No entanto, o amor e a fé de muitos estão esfriando, e, se continuarem assim, eles não estarão preparados. Distanciam-se cada vez mais de Deus e de Seus caminhos, de modo que não terão Seu Espírito quando Jesus voltar. Quando for dito: “Aí vem o noivo!”, muitos que antes tiveram a lâmpada brilhando estarão com ela apagada. Mesmo agora, quantos há que já estão sem azeite, sem o Espírito de Deus em sua vida? Hoje, examine seu coração. Sua lâmpada está se apagando?

https://mais.cpb.com.br/meditacao/nossas-lampadas-estao-se-apagando/

https://youtu.be/lTRdgMCIj_0

domingo, 30 de abril de 2023

O RICO E LÁZARO

 O RICO E LÁZARO

Deus conhece o coração de vocês; [...] aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus. Lucas 16:15

Uma parábola não conta necessariamente uma história real. O que interessa é a lição espiritual que ela apresenta. Esse é o caso da parábola do rico e Lázaro, narrada em Lucas 16. Nela os mortos têm olhos, dedo e língua. Estão vendo, falando, ouvindo, pensando e sentindo. O Céu e o inferno estão separados, mas tão próximos que é possível aos habitantes de um desses lugares ver o que acontece no outro e se comunicar com os que estão lá. Tudo em evidente desacordo com o que a Bíblia fala sobre o estado dos mortos (Ec 9:5, 6, 10; 1Ts 4:16, 17). 

Histórias como essa eram comuns tanto no Egito quanto na Palestina. Jesus utilizou uma delas para ensinar algo importante. Nos primeiros versos desse capítulo, Jesus conta uma parábola ensinando que não podemos servir a Deus e às riquezas ao mesmo tempo. Os fariseus avarentos não concordaram e zombaram Dele. Para eles, a prosperidade era um sinal do favor de Deus. A adversidade e a pobreza eram indicativos de que a pessoa estava sob a condenação divina.

Foi esse o contexto da parábola. Nela há um claro contraste entre um homem abastado e um indigente. O rico se veste como um rei. Cada refeição é um banquete. Ele tem cinco irmãos e se preocupa com eles. Em suma: ele tem riquezas, muitas coisas e bons relacionamentos. Se os fariseus estiverem certos, depois de sua morte ele irá para o Céu. 

O outro, Lázaro, é miserável. Não tem moradia. Vive ao relento à porta da casa do rico. Seu corpo está coberto de feridas. Não tem família nem recursos para o mais básico: a alimentação. Vive de sobras, disputando migalhas com os vira-latas que lambem suas feridas. Se os fariseus estiverem certos, quando Lázaro morrer, irá para o inferno.

No fim da parábola, para surpresa de todos, acontece exatamente o oposto. O rico se perde, e o indigente herda o reino de Deus. Isso nos serve de alerta. Não ponhamos o coração no dinheiro e naquilo que ele pode comprar. Façamos o bem com o que Deus nos deu e confiemos unicamente em Sua graça para nossa salvação.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

30 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-rico-e-lazaro/
https://youtu.be/AcaQzVcgkx4

quarta-feira, 12 de abril de 2023

Conhecendo A Deus

 Conhecendo A Deus

E a vida eterna é esta: que conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. João 17:3

Na parábola dos talentos (Mt 25:14-30), dois servos foram empreendedores e obedientes, fizeram o seu melhor e, no devido tempo, foram recompensados. Porém, o terceiro servo não produziu e não trabalhou. Ele simplesmente enterrou seu talento. Por que ele agiu assim? Por ter uma ideia errada a respeito de seu patrão. Para ele, o homem era severo, duro e desonesto. O patrão não era assim, mas aquele servo pensava que fosse. Essa compreensão errada sobre o caráter do patrão o deixou temeroso, e o medo o paralisou, tornando-o inativo. Quantos cristãos têm uma vida parecida com a desse homem? Fazem pouco ou nada para Deus e Sua causa porque têm uma visão distorcida Dele. Ellen G. White escreveu: "Multidões têm um conceito errado de Deus e de Seus atributos, e estão servindo a um falso deus assim como estavam os adoradores de Baal" (Profetas e Reis, p. 104 [177]). Qual é sua compreensão sobre Deus? Poderia você possuir uma visão tão incorreta de Seus atributos que o Deus que você imagina existe apenas em seus pensamentos?

Em Sua oração sacerdotal, Jesus disse ao Pai: "E a vida eterna é esta: que conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (Jo 17:3). Quando conhecemos a Deus como Ele é, alcançamos a salvação, a vida eterna. Na linguagem bíblica, "conhecer" alguém não é apenas uma atividade intelectual. Implica relacionamento. Assim, conheço alguém quando me relaciono constantemente com essa pessoa. Conhecer alguém leva tempo. Precisamos estar ao seu lado em diferentes situações, observando seu modo de reagir; precisamos ouvi-lo e precisamos falar-lhe.

De igual modo, adquirimos conhecimento de Deus da mesma forma. Temos que falar a Ele e fazemos isso pela oração. Temos que escutá-Lo, e isso ocorre quando nos dispomos a estudar Sua Palavra. Precisamos observar como Ele tem agido na história e como age atualmente na igreja e no mundo. Precisamos andar com Ele a cada dia, o que equivale a seguir Suas orientações para nossa vida. É isso que nos leva a conhecê-Lo. Então, quando agirmos desse modo, confiaremos mais Nele, nós O amaremos mais e teremos mais prazer em Sua companhia.

MEDITAÇÃO DIÁRIA

12 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/conhecendo-a-deus/ 
https://youtu.be/LPvbS93uEwg

quinta-feira, 2 de março de 2023

ALEGRIA NO CÉU

ALEGRIA NO CÉU


Alegrem-se comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Lucas 15:6

Lucas 15 é um dos capítulos mais conhecidos e amados de toda a Bíblia. Nele encontramos três parábolas. Embora possam ser estudadas isoladamente, algumas de suas lições só podem ser captadas quando temos uma visão do conjunto. As três destacam o amor de Deus. As duas primeiras apresentam o amor que sai à procura, e a terceira enfatiza o amor perdoador. A parábola da ovelha ilustra o amor de Jesus, deixando os Céus e vindo a este mundo, arriscando Sua vida para salvar o ser humano. A da dracma retrata a obra amorosa do Espírito Santo que, iluminando e buscando com diligência, procura reconquistar o pecador. E a do filho pródigo destaca o amor perdoador do Pai.

Elas salientam o valor que uma pessoa tem para Deus: o pastor arriscou a vida para salvar uma única ovelha; a mulher se empenhou ao máximo e fez tudo quanto pôde para achar aquela dracma; e o pai recebeu da melhor maneira seu filho e fez uma grande festa para celebrar a volta daquele que havia partido. Isso deve nos lembrar que, “se houvesse apenas uma alma perdida, Cristo teria morrido por ela” (Parábolas de Jesus, p. 104 [187]).

Esse texto é conhecido como o capítulo dos perdidos, porque todas as suas parábolas falam de algo perdido. A primeira conta de um animal perdido; a segunda, de um objeto perdido; e a terceira, de um homem perdido. Mas podemos chamá-lo de “o capítulo da alegria”, uma vez que todas as histórias têm um final feliz. O pastor, ao achar a ovelha, retorna cheio de júbilo; a mulher, após encontrar sua moeda, convida as amigas para que se alegrem com ela; o pai, porque o filho voltou, organiza uma festa para que todos possam se alegrar. Se você já passou pela experiência de recuperar algo de valor, então pode compreender o contentamento desses personagens. Essa nota de alegria do pastor, da mulher e do pai reflete a alegria que há no coração de Deus quando um pecador se arrepende.

Os três relatos terminam com final feliz e com vitória: a ovelha foi devolvida ao curral; a dracma, a seu devido lugar; e o filho pródigo voltou ao lar. O mesmo se dará no que diz respeito ao plano da redenção. A humanidade será restaurada à imagem do Criador, e o próprio Universo retornará à perfeição original. Por isso, podemos nos alegrar!

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

2 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/alegria-no-ceu/
 
https://youtu.be/xFxG84FZTfw
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domingo, 12 de fevereiro de 2023

PÉROLA PRECIOSA

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

12 de fevereiro

  PÉROLA PRECIOSA

O reino dos Céus é também semelhante a um homem que negocia e procura boas pérolas. Quando encontrou uma pérola de grande valor, ele foi, vendeu tudo o que tinha e comprou a pérola. Mateus 13:45, 46

Quando um molusco marítimo abre suas conchas, um grão de areia pode entrar e ficar depositado em sua tenra carne, irritando-a. É como um cisco que entra em nossos olhos, causando incômodo. Nós logo agimos para retirá-lo. A ostra, por sua vez, produz uma substância prateada chamada nácar. Nesse processo, que pode durar até três anos, o pequeno intruso não é expulso, mas vagarosamente envolvido em finas camadas dessa substância, formando uma pérola.

As pérolas estão entre as joias mais cobiçadas do mundo, e as melhores são encontradas nas águas tranquilas dos mares do Sul, na região da Austrália. Na natureza, raramente encontramos uma pérola perfeita, pois ela adquire o formato semelhante ao do intruso que começou o processo. Quase sempre é irregular. No entanto, em 1914, um japonês descobriu uma forma de obter pérolas perfeitas. Para tanto, é necessário colocar dentro da ostra um núcleo artificial perfeitamente esférico, de 6 a 9 milímetros, que dá início ao processo. Essa técnica possibilita que 50% das pérolas produzidas sejam perfeitas.

A maioria das pérolas é branca, o tipo mais procurado pelos joalheiros, mas algumas têm tonalidades douradas, rosas e azuis. O tamanho médio de uma pérola é de 14 milímetros de diâmetro, o mesmo tamanho de uma bolinha de gude, mas é possível encontrar pérolas maiores. Em 1990, foi encontrada a maior pérola descoberta até então, com 21 milímetros de diâmetro – a pérola das pérolas.

Na parábola contada por Jesus, a pérola de grande valor representa Ele mesmo e tudo quanto pode nos oferecer neste mundo e no vindouro. Isso inclui graça, perdão, justiça, paz, felicidade, amor, fé, vida eterna, a cidade santa e tudo que Deus tem preparado para aqueles que O amam.

O negociante encontrou, finalmente, a pérola especial que tanto procurava. Mas ela ainda não era sua. Precisava pagar o preço. Você já se encontrou com Jesus e percebeu que somente Ele pode preencher o vazio de seu coração? Mas Ele é seu? Você já pagou o preço? Já abandonou tudo que é necessário para segui-Lo fielmente? 
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quarta-feira, 19 de outubro de 2022

2 Samuel 12 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - 2 Samuel 12
Comentário
Pr Heber Toth Armí

II SAMUEL 12 – Nem sempre reconhecemos que nossos erros são pecados que ofendem a Deus. A consciência cauterizada não enxerga a pecaminosidade em que encontra nossa natureza carnal. Se Deus não revelar nossos erros, facilmente consideramos que somos bons naquilo que fazemos.

Davi esquematizou para que sua transgressão não fosse descoberta. Fazemos isso pensando que, pelo fato de aparentemente ter dado certo praticar o que Deus reprova em Sua palavra, tudo estará correndo bem. Mas, a única forma de estarmos bem, é sendo confrontados por Deus em nossos pecados; e, então, sinceramente arrepender-nos, aceitando o perdão e correção de Deus. Natã confrontou a Davi com sabedoria, tato e misericórdia; Davi reconheceu seu erro e permitiu a correção de Deus, desfrutando do perdão celestial.

Nossa sociedade está mergulhada na lama da perversidade. A imoralidade sexual tem levado desde crianças a idosos à perversidade, transgredindo o padrão moral de comportamento instituído pelo nosso Fabricante; por isso, estamos desgraçadamente arruinados neste mundo de pecado. Precisamos não apenas de profetas Natãs nos dias atuais, mas também aprender a ser mais parecidos com Davi ao ser confrontado com nossos pecados.

É certo pensarmos que “Deus perdoou Davi e lhe preservou a vida”; entretanto, também devemos estar bem cientes que ele pagou um “preço terrível por um momento de prazer”, como observou Gene Getz. Mesmo com o perdão de Deus, o preço do prazer pecaminoso desenfreado cobrará muito caro. Se, porém, ainda rejeitar o perdão divino, o preço será a perdição e morte eterna.

A parábola que o profeta contou ao rei deve-se ao fato de que o pecador é mais exigente em relação aos outros do que em relação a si mesmo (II Samuel 12:1-5). É muito fácil exigir justiça quando outros erram, e esperar misericórdia quando nós erramos; por conseguinte, a parábola que serviu a Davi deve ser útil para despertar nossa indignação contra o pecado; e, ao Natã redirecionar a Davi a indignação pelo erro alheio (II Samuel 12:6-13), deve despertar-nos em nossa atual letargia espiritual.

Quando reconhecemos nossas faltas e busquemos a graça perdoadora de Deus, apesar das consequências de nossos pecados, adoraremos ao Senhor e voltaremos ao posto em que havíamos abandonado (II Samuel 11:1-4; 12:13-31). Eis o caminho do reavivamento! Trilharemos por ele hoje? – Heber Toth Armí.

#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Um rei repreendido

Um rei repreendido, 22 de Junho


Então, disse Natã a Davi: Tu és este homem. 2 Samuel 12:7.

Passando-se o tempo, o pecado de Davi para com Bate-Seba se tornou conhecido, e despertou a suspeita de que ele projetara a morte de Urias. O Senhor foi desonrado. Ele tinha favorecido e exaltado a Davi, e o pecado deste representou falsamente o caráter de Deus, lançando ignomínia ao Seu nome. Tendia a abaixar a norma da piedade em Israel, e diminuir em muitos espíritos a aversão pelo pecado; ao mesmo tempo, os que não amavam nem temiam a Deus se tornaram por meio daquele pecado audazes na transgressão.

Ao profeta Natã foi ordenado levar uma mensagem de reprovação a Davi. Era uma mensagem terrível pela sua severidade. A poucos soberanos tal censura poderia ser feita, a não ser com o preço de morte certa a quem a fizesse. Natã transmitiu resolutamente a sentença divina, e, contudo, com tal sabedoria do alto, que captou a simpatia do rei, despertou-lhe a consciência e arrancou-lhe dos lábios a sentença de morte sobre si. ...

Os criminosos podem, como fizera Davi, tentar esconder dos homens o seu crime; podem procurar sepultar a má ação, para sempre, longe das vistas ou do conhecimento humano; mas “todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos dAquele com quem temos de tratar”. Hebreus 4:13. — Patriarcas e Profetas, 720, 721.

A parábola da cordeira, apresentada pelo profeta Natã ao rei Davi, pode ser estudada por todos. ... Enquanto ele estava seguindo o seu caminho de condescendência própria e quebrantamento dos mandamentos de Deus, foi apresentada perante ele a parábola de um homem rico que furtou ao pobre sua única ovelha. Mas o rei estava tão completamente envolvido em suas vestes de pecado, que não se viu como pecador. Ele caiu na armadilha e... ditou a sentença sobre o homem, que ele supunha ser outro, condenando-o à morte. ...

Essa experiência foi muitíssimo penosa para Davi, mas foi também sobremodo benéfica. Não fora o espelho que Natã pôs diante dele, no qual ele pôde tão claramente reconhecer sua própria imagem, e ele poderia ter prosseguido sem reconhecer o seu abominável pecado, e teria sido arruinado. O reconhecimento de sua culpa foi a sua salvação. Ele se viu sob outra luz, como o Senhor o via, e por todo o tempo em que viveu ele se arrependeu de seu pecado. — The S.D.A. Bible Commentary 2:1023.


Este texto vem do livro devocional Vidas que Falam pelo Ellen G. White.
Para ver mais de seus livros, visite egwwritings.org

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Lucas 10 Comentários: Pr. Heber Toth Armí


Lucas 10

Pr. Heber Toth Armí

Algum tempo atrás li um pequeno grande livro; pequeno em páginas, grande em conteúdo. O livro “Oração Radical”, do professor de Homilética Derek Morris, foi baseado nos primeiros versículos deste fenomenal capítulo de Lucas.

Nas poucas palavras delimitadas aqui, fica impossível reverter todas as excelentes aplicações que o livro apresenta (mas fica a dica). Em resumo, deixo os pontos homileticamente organizados ao leitor desta postagem; extraídos dos versos 1 a 12 e 17:

1. Vendo o mundo por uma perspectiva radical: A seara é grande!

2. Reconhecendo um problema radical: Os ceifeiros são poucos!

3. Fazendo a oração radical: Rogai ao Senhor da seara que envie trabalhadores para Sua seara!

4. Enfrentando desafios radicais: Vos envio como cordeiros para o meio de lobos!

5. Trabalhando com dependência radical: Não levar nada para depender tudo de Deus!

6. Desfrutando alegria radical: “Regressaram possuídos de alegria” (v. 17).
Este é o melhor livro sobre esta porção da Bíblia que li. Vale à pena ter e ler esta obra. Continuando, o texto bíblico apresenta outros pontos interessantes:

1. Muitos não aceitarão o evangelho pregado com inteira dependência de Deus (vs. 13-16); não se iluda pensando que todo verdadeiro discípulo deve levar à conversão a todos os que forem evangelizados.

2. É preciso corrigir o foco de nossa alegria: não o sucesso (muitas conversões, excelentes pregações, realizações de grandes milagres e expulsão de demônios), mas o ter o nome no livro da vida deve nos alegrar de verdade (vs. 17-20).

3. Jesus é o Salvador dos pecadores que humildemente refletem Seu caráter bondoso e compassivo aos moribundos deste mundo; Jesus ilustra isso na parábola do bom samaritano (vs. 21-36). Não basta ser religioso, é preciso ser misericordioso.

4. Jesus quer comunhão, não agitação na religião. Temos de aprender a trabalhar como Marta, sem ignorar a melhor parte da vida cristã, a comunhão com Cristo, ilustrada no exemplo de Maria (vs. 38-42).

Lucas, um inspirado médico escritor, sintetizou com maestria os grandes ensinamentos do Mestre dos mestres. Todos eles são totalmente válidos para instruir nossa vida e nortear nosso cristianismo.

O que decidimos fazer com os ensinos de Cristo determinará nosso destino.

“Senhor, reaviva-me por Tua Palavra; torna-me assíduo leitor e praticante destas sublimes gemas espirituais. Amém!”

Imagens do Google 
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 “Antes de buscar a ajuda dos homens busque a ajuda de Deus.”

Comentários bíblicos dos livros de Genesis a Malaquias  você encontra em:


Lucas 10 Comentários de Douglas Jacobs


 Lucas 10
Douglas Jacobs

Nos capítulos anteriores, Lucas registra o rápido crescimento do ministério de Jesus. O ministério começa com o próprio Jesus, cresce com o recrutamento de Pedro e seus parceiros de pesca, inclui o chamado de Mateus e depois se completa com os doze discípulos. Jesus os orienta e, em seguida, os envia para curar e ensinar.

No capítulo 10, Lucas descreve uma nova expansão do ministério de Jesus. Ele nomeia mais setenta evangelistas para ir de dois em dois “adiante dele, a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir” (v 1 NVI).

Jesus diz a seus novos evangelistas: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita”(v 2 NVI). Jesus diria a mesma coisa para nós hoje? Ao ler em Lucas 10:1-24 os resultados da estratégia evangelística de Jesus, considere se temos imitado o ministério de Jesus para grandes multidões, bem como Sua estratégia de enviar equipes de dois discípulos para trabalhar de porta em porta em pequenas comunidades.

Os setenta evangelistas voltaram para Jesus “alegres” (v 17 NVI), por causa de seu sucesso e “exultou Jesus no Espírito Santo” (v 21 NVI). Nenhuma alegria na terra se compara com a alegria de ver o Espírito Santo trabalhando através de você para curar e salvar outros. Se a alegria é o resultado de testemunhar, qual é a nossa motivação para testemunhar?

A resposta de Lucas vem de um mestre da lei que tentou testar Jesus com esta pergunta: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?” (v 25 NVI). Jesus lhe respondeu com uma pergunta: “Que está escrito na Lei? Como interpretas?” (v 26 ARA). O perito na lei citou Deut. 6: 5 e Lev. 19:18 como sua resposta: “‘Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo'” (v 27 NVI). Jesus aprovou a resposta do intérprete da lei: “você respondeu corretamente; faça isso, e viverá” (v 28 NVI). Sentindo-se acusado, o advogado pergunta a Jesus: “E quem é o meu próximo?” (v 29 NVI).

Em resposta, Jesus contou a história de um samaritano que resgatou uma vítima quase morta de um assalto, depois que um sacerdote e um levita se recusaram a ajudá-lo. Então Jesus respondeu à pergunta do advogado, sobre quem seria seu próximo, perguntando-lhe: “Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” (v 36 NVI). A resposta do advogado, “aquele que teve misericórdia dele” (v 37 NVI), nos diz que ser um bom vizinho significa ser misericordioso para com quem precisa de ajuda.

Jesus foi o Bom Vizinho, cuja morte e ressurreição nos curou dos efeitos do pecado. E, após curar-nos, Ele nos envia para levarmos a cura e as boas novas do reino de Deus para todos a quem nós encontramos.

Douglas Jacobs



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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Mateus 13 Comentários de Joey Norwood Tolbert


Mateus  13
Joey Norwood Tolbert

Mais uma vez vemos Jesus ensinando as multidões acerca do Reino dos Céus. Quando leio este capítulo eu vejo dois princípios em ação: o primeiro é que tudo começa a partir do relacionamento com o Salvador. O segundo é que devemos estar abertos à liderança do Espírito Santo.

Este capítulo mostra Jesus falando com as pessoas e usando parábolas. Essas histórias produzem um grande efeito sobre aqueles que estão abertos aos ensinamentos do Messias. A história que Jesus conta no início de Mateus 13 é sobre um fazendeiro que está a plantar sementes em um campo. Os discípulos ficam confusos e Jesus os incentivando a permitir que o Espírito de Deus lhes aguce os ouvidos. Ele diz que para abram seus corações para o significado mais profundo nas histórias.

Como podemos tornar-nos preparados para receber a semente? É ouvindo a Jesus e abrindo nossos corações e mentes para o Espírito Santo. Em seguida, como é que vamos melhorar a qualidade do solo? É cultivando meu relacionamento com Jesus e seguindo a orientação do Espírito Santo. O solo saudável produzirá uma colheita saudável.

Se temos uma visão errada do amor de Deus, produziremos uma colheita ruim ou nenhuma colheita. As pessoas com que entrarmos em contato receberão uma falsa compreensão de quem é Deus, quando nós mesmos estivermos fechados à orientação do Espírito Santo.

Há uma canção escrita por Kathleen Harris que explica isso muito bem:

“Se não for através de você, eu me pergunto, onde é que eles encontrarão Aquele que realmente se importa conosco? Se não for através de você, como eles encontrarão Aquele que cura o coração quebrado e dá vista aos cegos?

Se não for através de você, eu me pergunto, quem irá lhes mostrar amor; e só o amor pode tornar as coisas novas.

Se não for através de você, como eles aprenderão que existe Alguém que pode transformar o desespero deles em alegria?

Porque você é o único através de quem alguns verão a Jesus, você é o único através de quem alguns lerão a Palavra da Vida.

Então deixe que eles vejam em você Aquele que é tudo que eles realmente precisam. Você é o único através de quem alguns verão a Jesus.”

Mais à frente no capítulo encontramos outras parábolas que nos fornecem vislumbres do Reino dos Céus.

A parábola do fermento nos mostra que Deus quer Se fazer presente em cada parte de nossas vidas. Completa confiança nEle é essencial para a caminhada cristã.

As parábolas do tesouro escondido e da pérola nos mostram que Deus quer ser o primeiro em nossas vidas. Não deve haver nada nem ninguém maior que Deus.

A beleza de confiar e dar tudo a Deus pode ser vista na seguinte promessa: “Deleita-te também no SENHOR; e Ele te concederá os desejos do teu coração.” Salmo 37:4 (NVI). Mantenhamos um íntimo relacionamento com Jesus e aceitemos a direção do Espírito Santo em cada detalhe do nosso viver e  no dia da recompensa final veremos que Ele terá para nós o que realmente gostaríamos de possuir: um caráter semelhante a Jesus e a vida eterna.
Joey Norwood Tolbert




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sábado, 12 de julho de 2014

O que se espera do povo de DEUS- - Ezequiel 15

O que se espera do povo de DEUS

Em todas as épocas, uma coisa que é cobrada daqueles homens e mulheres que se propõem a seguir os valores do reino de Deus, o fruto de suas atitudes. No texto bíblico de hoje, o profeta procura mostrar que o povo de Israel se torna povo de Deus à medida que trabalha para o bem do outro e pratica a justiça.

Este é um texto pesado, duro, em que o profeta anuncia palavras severas da parte de Deus. Isto acontece porque o povo de Israel é rebelde e desobediente; não procura seguir as orientações do Senhor, E, por isso, esse povo rebelde vai ser comparado neste texto à videira. (Ezequiel 15.1,2). A madeira da videira que só serve para ser queimada e servir de lenha, assim seria Israel se continuasse a desobedecer ao Senhor.

O profeta vai contradizer o que alguns israelitas alegavam, de que eram melhores do que outros povos, por serem de Israel. O profeta alerta que eles em nada são melhores, pois pecam como qualquer outro povo e desafia para que se transformem em instrumento útil nas mãos de Deus.O que o povo deveria fazer – Voltar à prática da justiça e realizar o bem, pois só assim passariam a ser pessoas de valor.

O objetivo da videira é dar frutos e não apenas madeira para a lenha. O profeta faz isso para mostrar que o povo de Israel, devido ao seu pecado e desobediência é comparado a uma madeira difícil de ser trabalhada, a uma madeira que não se pode moldar de acordo com a vontade do escultor.

A prática da justiça é um dos maiores desafios para o cristão de nosso tempo, mas, também, o era para o povo de Deus da época de Ezequiel. Deus nos desafia a praticar a justiça, a mudarmos nosso posicionamento e nosso estilo de vida, a fim de sermos instrumentos úteis nas mãos do nosso Criador.

Todos nós somos chamados para exercer uma responsabilidade como cristãos. Somos responsáveis uns pelos outros, pois o meu próximo é também meu irmão. Nossa vida tem que demonstrar sinceridade para com Deus e para com o próximo.

Se nos deixamos seduzir por nossos anseios e desejos, desobedecemos ao Senhor e nos tornamos rebeldes e desobedientes. É preciso que tenhamos um comportamento adequado aos valores do reino de Deus; é preciso que procuremos obedecer ao Senhor para que não soframos por nossos erros e escolhas malfeitas.

E preciso que abramos o nosso coração e mente para deixar o Espírito de Deus trabalhar em nós, Assim, necessitamos dar espaço para que Deus faça a sua vontade.

Precisamos estar alertas, pois o pecado não está relacionado apenas a sexo, roubo, mentira, mas tem a ver, também, com o egoísmo, indiferença, arrogância e avareza e necessitamos nos libertar de tudo aquilo que tem nos impedido de realizar a vontade de Deus e que tem impedido que Deus realize a sua vontade em nós; só assim poderemos escapar do destino que é dado à madeira da figueira.

O valor das pessoas não está na sua descendência, mas nas atitudes que realizam; não basta dizer quem é, tem que demonstrar isso com atos. Não basta apenas dizermos que somos cristãos e pertencemos à igreja tal e temos esse ou aquele cargo. É necessário que as pessoas, ao nosso redor, percebam isso, principalmente, pela prática da justiça e do amor.


Precisamos ser pessoas que se deixem trabalhar pela ação de Deus, devemos nos moldar pelo sofrimento do outro, pois a necessidade e carência de nosso próximo têm de nos levar a atitudes que mudem nossa maneira de agir e pensar, alinhando-a a vontade de Deus.
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Parábola acerca de uma videira - Ezequiel 15


Parábola acerca de uma videira 
Comentários  de  Pr Mohanraj Israel

Nos capítulos 15-17 temos três parábolas. Uma parábola é uma verdade envolta em uma história ou figura de linguagem. Boa parte do ensino de Jesus foi feito por meio de parábolas. Muitos dos profetas do Antigo Testamento, incluindo Ezequiel, também ensinaram desta maneira.

Ezequiel 15 é uma parábola acerca de uma videira. O profeta utiliza a metáfora da videira três vezes, ao longo de  cinco capítulos (15:1-8; 17:5-10; 19:10-14). O que a videira possui que a torna mais importante que outras árvores da floresta? Nada! Outras árvores produzem madeira útil, mas a madeira da videira é macia, frágil, torta, e, geralmente, de pequeno porte.

O único propósito da videira é dar frutos. Quando não dá fruto, é inferior a outras árvores. Então, se o povo de Deus perde o seu propósito distintivo de não dar frutos de justiça, então são mais inúteis do que as pessoas do mundo. Pela ótica da parábola, portanto, os judeus foram considerados inferiores a outras nações.

A palavra hebraica aqui para videira indica um ramo que só é útil quando está dando frutos. A madeira não é útil o suficiente para qualquer outra finalidade a não ser para alimentar o fogo. Portanto, como Israel não está produzindo frutos, o fogo do juízo de Deus é iminente. Ezequiel 15:8 diz: “Arrasarei a terra porque eles foram infiéis. Palavra do Soberano, o Senhor.” Se uma videira for frutífera, é valiosa, mas se não for frutífera, é sem valor e inútil – será lançada ao fogo. Isto simboliza a forma na qual Judá havia se tornado inútil para o Senhor e agora não servia para nenhum outro propósito além de ser queimado em julgamento.

Ezequiel muda aqui o sentido da metáfora bíblica da videira. Ela é geralmente uma imagem positiva na Bíblia (cf. João 15). Quando usada de forma negativa, apenas o seu mau fruto é condenado. Mas, agora, Ezequiel critica a própria natureza da videira: a inutilidade de sua madeira, em comparação com a madeira das outras árvores. Os moradores de Jerusalém são inúteis, diz ele, pela sua própria natureza!

Assim, o homem é capaz de produzir fruto precioso somente ao viver para Deus e para os outros; este é o propósito de sua existência. Se ele falhar neste aspecto, ele não tem qualquer utilidade e merece ser destruído. Isto se refere às pessoas que vivem no abandono total de Deus e da verdadeira religião!

Esta parábola é aplicada originariamente a Jerusalém. Porém, tomemos cuidados para que nós mesmos não vivamos de modo infrutífero. 

Acheguemo-nos a Cristo e busquemos permanecer nEle, praticando as Suas palavras.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia

terça-feira, 20 de maio de 2014

“Parábola viva” - Jeremias 19


Reavivados por Sua Palavra
“Parábola viva”  
 Dan Houghton

Tínhamos pessoas para jantar em casa e eu estava ajudando a lavar os pratos. Havia muita coisa a lavar e enquanto Karen lavava eu secava e guardava os pratos. Em certo momento, peguei um copo de cristal para secar e você já deve saber o que aconteceu: ele escorregou da minha mão e caiu no chão, se espatifando em um milhão de pedaços. Não havia mais nada a fazer além de varrer os pedaços para jogá-los no lixo.

Apesar do profeta de Deus estar sendo ameaçado e implorando ao Senhor por misericórdia para com o povo, Deus lhe diz: “Vá!” Ele tinha uma mensagem de julgamento divino que deveria ser dada de uma forma que não admitisse má interpretação. Então Deus orientou Jeremias que encenasse uma parábola.

Os anciãos do povo e os sacerdotes respeitavam Jeremias o suficiente a ponto de concordarem em acompanhá-lo ao lugar que o Senhor os havia mandado, o infame Vale dos Filhos de Hinom ou Geena. Este lugar, ao sul de Jerusalém, tornou-se mais tarde símbolo de destruição total. Foi o lugar onde os reis apóstatas ofereceram seus próprios filhos como sacrifícios aos deuses demônios Moloque e Baal. Era também o local onde o lixo da cidade era queimado.

Olhando para esta cena, Jeremias pronuncia a catástrofe iminente, arrolando os motivos. Era como se Deus quisesse que todos que ouvissem ou lessem esta mensagem entendessem a depravação a que chegara Seu povo. Deus declarou que a idéia de sacrificar crianças como holocaustos a Baal ou Moloque estava muito longe de Seu caráter e tal coisa nunca sequer deveria ser cogitada pelo povo. Somente da mente do inimigo poderia surgir a idéia de que Criador demandasse coisa tão terrível!

O profeta conclui quebrando um vaso de cerâmica criado para conter líquidos, como água ou óleo, em tantos pedaços que nunca poderiam ser colados novamente. Então o profeta repete novamente as acusações contra o povo por terem abandonado a Deus e ido atrás da adoração de demônios como se fossem seus deuses.

Jeremias termina a “parábola viva” declarando que toda a cidade se tornaria como o contaminado “Tofete”, um lugar específico no Vale do Hinom, onde o sacerdote de Moloque oficiava a queimava  crianças ainda com vida. O nome “Tofete” deriva de uma palavra que significa tambores e um comentarista sugere que os tambores eram usados para abafar os gritos das crianças quando estavam sendo sacrificadas.

Você pode imaginar a procissão de anciãos e sacerdotes retornando à cidade após esta experiência com Jeremias? Então, no Pátio do Santuário, o profeta repete a mensagem de Deus para que todos que por ali passassem tomassem dela conhecimento.

O mais difícil desta porção da Escritura é tentar entender como o povo de Deus caiu tão fundo. Como isso pôde acontecer a reis, sacerdotes, anciãos e pessoas? A resposta é que existe algo no vírus do pecado que é tão destruidor que sem a intervenção do poder do Evangelho em nossas vidas, nos destrói de dentro para fora.

“Obrigado, Pai Celestial, por Jesus e pelo poder do Evangelho para nossa transformação. Amém”.

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia

                       

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Talentos- MD-Mateus 25:21

Meditação Diária
Talentos

 “Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” (Mateus 25:21)

A parábola dos talentos revela uma lógica que, por incrível que pareça, não é percebida por todos. Muitos comparam o senhor da parábola a Deus e os talentos, neste caso uma quantia em dinheiro, com os recursos, dons e talentos que nós recebemos na vida.

A maneira que utilizamos estes recursos determinará os resultados que alcançaremos na vida.

Se você observar, tanto o que recebeu 5 talentos como o que recebeu 2 talentos tiveram o mesmo desempenho, conseguiram dobrar os valores que receberam. Enquanto o que recebeu 1 talento nada fez com ele.

Muitas pessoas reclamam da vida e acham-na injusta, pois se comparam a outras pessoas e ficam dizendo que se tivessem recebido o que elas receberam poderiam ser diferentes. Se fossem tão bonitas como elas são, se morassem naquela casa ou naquele bairro, se dirigissem aquele carro, se fossem filhos de outros pais, se tivessem aquela voz ou aquele dom.

Essas pessoas ficam focalizadas naquilo que não têm e usam isso como desculpa para sua falta de desempenho e compromisso.

No entanto, a atitude que Deus espera, refletida na parábola pelas palavras do senhor, é que se use com coragem, ousadia, responsabilidade e fé aquilo que temos, independentemente de quanto isso nos pareça pouco ou muito.

Caso não possuamos o talento que desejamos, utilizemos o talento que possuímos. Focalize o que você pode, e não o que não pode, fazer.

“Senhor, perdoa-me por reclamar que o que tenho é pouco e não usá-lo corretamente. Ajuda-me a usar todo o potencial que colocaste em mim.”
Vinicios Torres

Experimente Jesus através da leitura e meditação diária da Palavra de Deus, desfrute de suas promessas e tenha uma vida  renovada e vitoriosa.



Salmos 36 Comentário

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