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sábado, 4 de julho de 2026

Jó 8 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 8
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 8 – Nossas concepções e percepções da vida sempre estão baseadas em alguma fonte de informação. Os dois amigos de Jó deixam evidente quais são suas fontes, onde se baseiam para levantar seus “rebuscados” argumentos.

Elifaz afirmou que um Espírito falou com ele; nesta visão reside a base de sua argumentação contra Jó, seu conceito sobre a divindade e a natureza (Jó 4:12-17).

Diferente de Elifaz, Bildade fez uso de outra fonte para basear sua argumentação filosófica e teológica. Ele se apegou à tradição, alegando que a sabedoria e o conhecimento dos antigos superam a tudo o que Jó pudesse saber ou entender (Jó 8:8-10).

Apesar das diferentes fontes de informação, o aflito e sofredor Jó não encontrou alívio nas palavras de Elifaz nem de Bildade. Considerando o todo do livro em análise, percebe-se que as interpretações de Elifaz e Bildade são defeituosas, cheias de falhas e, por isso, estão longe de obter a verdadeira sabedoria divina. A revelação de Elifaz pode ser considerada apenas como uma experiência subjetiva; por outro lado, a tradição de Bildade pode levar à estagnação e à falta de profundidade, impedindo o progresso e o avanço da verdade.

O pentecostalismo moderno enfatiza a experiência pessoal com Deus, valoriza a revelação divina direta e pessoal, em contraposição à tradição religiosa e à autoridade de líderes religiosos e teólogos. A experiência de Elifaz deve servir de alerta aos que vivem uma espiritualidade subjetiva, que usam a autoridade da experiência e revelação para criticar, condenar e humilhar as pessoas.

Em contrapartida, o tradicionalismo religioso preza pela tradição e a autoridade dos mestres do passado, e valorizam dogmas e práticas estabelecidas há muito tempo. A interpretação desta fonte de orientação é administrada por líderes religiosos e instituições, em vez de uma experiência direta e pessoal com Deus. Os tradicionalistas devem considerar o legado negativo de Bildade, para evitar cair no mesmo erro.

É importante buscar experiências espirituais e conhecer a teologia dos antepassados; porém, tudo deve ser avaliado, examinado, passando pelo crivo da Palavra de Deus; senão, seu uso fará mais mal do que bem (Jó 8:1-7, 11-21). Para não ser trágico, o discernimento verdadeiro do que é correto deve vir do estudo sistemático da Palavra divina.

Diante destes alertas, reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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A Justiça de Deus Jó 8

 
Jó 8 -Comentários
O capítulo 8 traz o segundo discurso do livro, desta vez de Bildade. Ele fala muitas verdades sobre a justiça de Deus, mas com uma aplicação equivocada ao sofrimento de Jó.

A Justiça de Deus e o Erro dos Julgamentos Humanos

Versículo-chave
"Eis que Deus não rejeita ao íntegro, nem toma pela mão os malfeitores." (Jó 8:20)

Contexto
Após o discurso de Elifaz (Jó 4 e 5) e a resposta de Jó (Jó 6 e 7), surge Bildade, o suíta. Ele representa a tradição dos antigos e acredita que o sofrimento é sempre consequência direta do pecado.
Para Bildade, Deus é absolutamente justo. Nisso ele está certo. O problema é que conclui que, se Jó está sofrendo tanto, certamente pecou gravemente.
O leitor, porém, já sabe desde os capítulos 1 e 2 que essa conclusão é falsa. Deus havia declarado Jó um homem íntegro e reto.
Esse contraste nos ensina uma importante lição: conhecer uma verdade sobre Deus não significa aplicá-la corretamente.

📖 Comentários por versículos

Versículos 1-4
Bildade repreende Jó.
Bildade considera exageradas as palavras de Jó.
Ele afirma que Deus jamais perverte a justiça.
Chega ao ponto de dizer que os filhos de Jó morreram porque pecaram.
Comentário
Aqui encontramos uma das declarações mais insensíveis do livro.
Embora Deus seja justo, Bildade presume conhecer os motivos de Deus sem possuir todas as informações.
Lição
Nem todo sofrimento revela culpa.
Precisamos ter muito cuidado antes de interpretar as tragédias da vida das pessoas.

Versículos 5-7
Um convite ao arrependimento.
Bildade afirma:
"Se você buscar a Deus, Ele restaurará sua vida."
Comentário
Buscar a Deus sempre é correto.
O erro está em pressupor que Jó precisava arrepender-se de um pecado oculto.
Aplicação
Devemos buscar Deus em qualquer circunstância, não apenas quando pensamos estar sendo disciplinados.

Versículos 8-10
A tradição dos antigos.
Bildade pede que Jó consulte a sabedoria das gerações anteriores.
Comentário
A experiência dos mais velhos possui grande valor.
Porém, tradição nunca substitui a revelação de Deus.
Nem toda crença antiga está correta.
Aplicação
Valorize a experiência dos que vieram antes de nós, mas sempre examine tudo à luz da Palavra de Deus.

Versículos 11-19
As ilustrações da natureza.
Bildade utiliza várias imagens:
o papiro sem água;
a planta sem umidade;
a teia de aranha;
a árvore arrancada.
Todas ilustram a fragilidade do ímpio.
Comentário
As comparações são verdadeiras em muitos casos.
O problema é aplicá-las diretamente à vida de Jó.
Lição
Uma verdade bíblica aplicada fora do contexto pode produzir injustiça.

Versículos 20-22
A esperança final.
Bildade termina dizendo:
Deus não rejeita o justo.
Os ímpios acabarão derrotados.
Comentário
Curiosamente, essa declaração é verdadeira.
No final do livro, Deus realmente restaura Jó.
Mas não porque Jó estava pagando por um pecado.
A restauração acontece porque Deus é soberano e fiel.

Lições espirituais

1. Deus continua sendo justo, mesmo quando não entendemos Seus caminhos.
Nossa compreensão é limitada.
A justiça divina vai muito além da lógica humana.

2. Nem todo sofrimento é consequência de pecado pessoal.
Essa é uma das maiores mensagens do livro de Jó.
Jesus também ensinou isso ao falar do cego de nascença (João 9).

3. A compaixão vale mais que julgamentos precipitados.
Os amigos de Jó falavam muito sobre Deus.
Jó precisava, porém, de alguém que chorasse com ele.
Às vezes, um abraço vale mais do que muitos argumentos.

4. Devemos usar a verdade com amor.
Conhecimento sem amor pode machucar.
A verdade precisa ser acompanhada de graça, misericórdia e sensibilidade.

Aplicação para a vida
•Evite julgar o sofrimento das pessoas.
•Antes de falar, procure ouvir.
•Confie na justiça de Deus, mesmo quando as circunstâncias parecem injustas.
Seja uma presença que consola, e não alguém que aumenta a dor.
Lembre-se de que Deus conhece a história completa, enquanto nós vemos apenas uma pequena parte.

Frase para guardar no coração
"Quem conhece apenas parte da história nunca deve agir como juiz da vida de alguém."

#Biblia #PalavraDeDeus #Jó8 #EstudoBiblico

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Jó 5 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 5
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 5 – A compreensão do sofrimento depende mais da visão teológica da pessoa que de conhecimento filosófico, sociológico e psicológico.

Comparando o discurso de Elifaz com os primeiros capítulos do livro de Jó, perceberemos duas perspectivas em relação ao sofrimento de Jó, sua causa e seu significado.

O livro inicia apresentando Jó como um homem justo e temente a Deus, abençoado economicamente, desfrutando de um ambiente familiar feliz. Até que Deus permitiu a Satanás testar a fé desse homem consagrado, consentindo que perdesse tudo o que tinha – família, prosperidade e saúde. Contudo, apesar de indescritível dor e sofrimento, Jó não se revoltou contra Deus; ao contrário, preservou sua fidelidade e sua adoração apesar da adversidade.

Em contraste, em Jó 5 Elifaz aponta que o sofrimento de Jó devia resultar de um pecado pessoal. Então, em sua abordagem incentivou Jó a buscar misericórdia divina e arrepender-se; caso seguisse este caminho, poderia desfrutar novamente as preciosas bênçãos de Deus. Mesmo sugerindo que o sofrimento possa caracterizar uma disciplina paterna, Elifaz colocou ênfase especialmente na necessidade de Jó arrepender-se de algum pecado particular.

• Tal diferença fundamental na perspectiva do sofrimento norteará o livro todo.
• Ao refletirmos no discurso dos personagens, não devemos esquecer a introdução do livro.
• Esquecer as informações privilegiadas em Jó 1 e 2, implicará em tatear no escuro – como os amigos de Jó diante do sofrimento.

Uma perspectiva limitada da vida confunde nossa percepção da realidade. Em Jó 5 Elifaz reconheceu a piedade de seu amigo, considerando que Deus abençoa os fieis. Todavia, na sequência, sugeriu que Jó sofria devido a algum pecado particular, pois sua dor não era apenas parte natural da vida neste mundo corrompido pelo mal (Jó 5:6). Consequentemente, seu apelo a Jó visava arrependimento, pedindo que não desprezasse a disciplina corretiva divina (Jó 5:17-18).

Fica evidente no discurso de Elifaz que nem todos os bons conselhos são úteis; devemos cuidar no aconselhar e no receber conselhos, mesmo sendo bíblicos e sábios!

Diante disso, Jó 5:1-27 oferece-nos importantes aplicações:

• A justiça e a piedade não blindam ninguém diante do sofrimento.
• Nem sempre o sofrimento é resultado de algum pecado pessoal.
• É preciso ter muito cuidado ao aconselhar àqueles que sofrem.
• Precisamos da revelação divina para compreender melhor a vida.

Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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Falsa interpretação Jó 5

 Estudo de Jó 5

A falsa interpretação do sofrimento e a verdadeira esperança em Deus

Versículo-chave:
"Bem-aventurado é o homem a quem Deus corrige; não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso." (Jó 5:17)

Contexto
No capítulo anterior, Elifaz afirmou que os justos não perecem sem motivo. Agora ele continua seu argumento, aconselhando Jó a buscar a Deus e aceitar o sofrimento como disciplina divina.
Embora Elifaz descreva corretamente vários atributos de Deus — Sua justiça, poder, cuidado e misericórdia — ele parte de uma premissa errada: acredita que todo sofrimento é consequência direta de algum pecado específico.
O leitor, porém, já sabe desde os capítulos 1 e 2 que Jó sofre não por causa de pecado, mas porque Deus permitiu uma prova extraordinária.
Esse contraste nos ajuda a compreender que nem sempre conhecemos os propósitos de Deus por trás da dor.

Comentários por versículos

Versículos 1–7
Elifaz afirma que o sofrimento dos ímpios é consequência da própria insensatez.
Ele desafia Jó a procurar alguém que confirme sua inocência.
Segundo Elifaz, a aflição não surge por acaso.
"Porque a aflição não procede do pó..."
Em parte isso é verdade: Deus continua soberano.
Mas Elifaz conclui erroneamente que o sofrimento de Jó só poderia ser consequência de culpa.
Lição:
Nem toda dor é castigo.
Jesus ensinou isso em João 9 ao falar do homem cego de nascença.

Versículos 8–16
Elifaz aconselha Jó a buscar a Deus.
Essa é provavelmente a parte mais bonita do discurso.
Ele descreve Deus como Aquele que:
faz grandes maravilhas;
envia chuva;
exalta os humildes;
frustra os planos dos maus;
salva os necessitados.
Tudo isso é absolutamente verdadeiro.
O problema não está na descrição de Deus.
O problema está na aplicação.
Elifaz pressupõe que Jó não está buscando a Deus.
O leitor sabe justamente o contrário.

Versículos 17–27
Elifaz fala sobre a disciplina do Senhor.
O versículo 17 será citado séculos depois em Hebreus 12:5-6.
A disciplina realmente é uma expressão do amor divino.
Mas nem todo sofrimento é disciplina.
Às vezes Deus:
prova;
amadurece;
fortalece;
revela Sua glória;
prepara Seus servos para missões maiores.
Elifaz promete prosperidade, segurança, longa vida e paz caso Jó aceite essa correção.
Essas promessas refletem princípios gerais da sabedoria bíblica, mas não podem ser transformadas em regras absolutas.

Ensinamentos espirituais
1. Nem toda pessoa que sofre está sendo castigada.
Esse é um dos maiores ensinos do livro de Jó.
Precisamos evitar julgamentos precipitados.
2. Podemos conhecer verdades sobre Deus e ainda aplicá-las de maneira errada.
Elifaz conhecia muitas verdades.
Faltava-lhe compaixão.
A verdade sem amor pode ferir profundamente.
3. Deus continua governando todas as coisas.
Mesmo quando não entendemos Seu agir, Deus permanece no controle.
Nada foge de Sua soberania.
4. A disciplina existe, mas não explica todos os sofrimentos.
Às vezes Deus corrige.
Outras vezes Deus prova.
Outras vezes simplesmente realiza um propósito que ainda não conseguimos enxergar.
5. Nossa primeira atitude diante da dor deve ser buscar a Deus.
Nesse ponto Elifaz estava certo.
A presença de Deus é o lugar mais seguro durante as crises.

Aplicações para a vida
Para a vida pessoal
Antes de perguntar: "O que fiz de errado?", pergunte:
"Senhor, o que desejas me ensinar durante esta fase?"

Para a família
Evite interpretar rapidamente o sofrimento de alguém como consequência de pecado.
A família cristã deve oferecer apoio, oração e acolhimento.

Para a igreja
Devemos ser conhecidos mais pela compaixão do que pelos julgamentos.
Muitas pessoas precisam primeiro ser abraçadas para depois serem aconselhadas.
Para momentos de sofrimento
Nem sempre receberemos respostas imediatas.
Mas sempre podemos confiar no caráter de Deus.

💌 t.me/bibliaG
#Biblia #PalavraDeDeus #Jó5 #EstudoBiblico

terça-feira, 30 de junho de 2026

Quando a Teologia Não Consola

 Comentários – Jó 4

Quando a Teologia Não Consola:

O Primeiro Discurso de Elifaz

Versículo-chave

"Lembra-te agora: qual é o inocente que jamais pereceu? E onde foram os retos destruídos?" (Jó 4:7)

Contexto
Após sete dias em silêncio (Jó 2:13) e o intenso desabafo de Jó no capítulo 3, seus amigos começam a falar.
Elifaz, o temanita, provavelmente era o mais velho e experiente do grupo. Seu discurso é respeitoso no início, mas baseia-se em uma ideia muito comum na época: todo sofrimento é consequência direta de algum pecado.
Existe uma parte de verdade nisso: Deus realmente recompensa a fidelidade e condena o pecado. Porém Elifaz transforma esse princípio em uma regra absoluta, esquecendo que existem situações em que Deus permite o sofrimento para cumprir propósitos maiores.
O leitor sabe algo que Elifaz não sabe: Deus havia declarado que Jó era íntegro (Jó 1:8). Isso torna suas conclusões injustas.

Comentários por versículos

●Versículos 1-2
"Se intentarmos falar-te, enfa
dar-te-ás?"
•Elifaz inicia com delicadeza.
•Ele reconhece que Jó está profundamente ferido.
•Sua intenção parece ser ajudar.
Lição
Antes de aconselhar alguém, devemos agir com sensibilidade.

●Versículos 3-6
Elifaz lembra que Jó havia fortalecido muitas pessoas.
Agora pergunta:
"Por que você desanima justamente quando a prova chegou até você?"
Há certa verdade nisso.
Todos nós percebemos como é diferente aconselhar e sofrer.
Mas Elifaz começa a insinuar que a fé de Jó não era tão firme quanto parecia.
•Aplicação
A dor pode abalar até os mais fortes.
Isso não significa falta de fé.

●Versículos 7-11
Aqui aparece o erro principal.
Elifaz afirma:
"Nunca vi um inoce
nte perecer."
Segundo ele:
•quem sofre...
certamente pecou.
Essa é a chamada teologia da retribuição imediata.
O problema?
Nem sempre ela corresponde à realidade.
Jesus desmentiu essa ideia ao falar sobre o cego de nascença (João 9:1-3).
Também vemos isso em José, Jeremias, Daniel, Paulo e no próprio Cristo.
●Grande lição
Nem todo sofrimento é castigo.
Às vezes é disciplina.
Às vezes é consequência natural.
Às vezes é resultado do grande conflito entre o bem e o mal.
Às vezes Deus simplesmente está realizando algo que ainda não conseguimos compreender.

●Versículos 12-16
Elifaz conta uma experiência sobrenatural.
Durante a noite, um espírito apareceu.
Ele descreve medo, silêncio e uma figura misteriosa.
A Bíblia não incentiva a fundamentar doutrinas em experiências sobrenaturais.
Toda experiência precisa ser julgada pela Palavra de Deus.
●
Versículos 17-21
A mensagem recebida dizia:
"Pode o mortal ser mais justo que Deus?"
Essa afirmação é verdadeira.
Nenhum ser humano é mais puro do que Deus.
Entretanto, Elifaz usa essa verdade para concluir algo errado:
"Logo, Jó deve ter pecado gravemente."
Ele mistura uma verdade com uma aplicação equivocada.
Isso é um alerta importante para todo estudante da Bíblia.

●Lições espirituais
1. Nem toda verdade é aplicada corretamente.
É possível conhecer textos bíblicos e ainda interpretar mal a situação de alguém.
Precisamos de discernimento e compaixão.
2. Sofrer não significa estar longe de Deus.
Jó era justamente o homem mais fiel de sua geração.
Mesmo assim sofreu intensamente.
3. Devemos tomar cuidado ao explicar o sofrimento alheio.
Nem sempre sabemos o que Deus está fazendo.
É melhor consolar do que acusar.
4. Experiências espirituais nunca substituem as Escrituras.
Sentimentos, sonhos e visões devem sempre ser avaliados à luz da Palavra de Deus.

●Aplicação para a vida
•Evite julgar quem está passando por provações.
•Seja um consolador, não um acusador.
•Confie que Deus conhece toda a história, mesmo quando você conhece apenas um capítulo.
•Continue fiel, ainda que não compreenda o motivo da luta.
•Lembre-se de que Deus pode estar realizando uma obra invisível enquanto você enfrenta uma prova.

💌 t.me/bibliaG
#Biblia #PalavraDeDeus #Jó4 #EstudoBiblico

sábado, 6 de dezembro de 2025

O ADVERSÁRIO DE DEUS

 Devocional Diário:  Descobertas da Fé

6 de Dezembro

O ADVERSÁRIO DE DEUS

Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se diante do Senhor, veio também Satanás entre eles. Jó 1:6


Existe um detalhe do livro de Jó que passa despercebido por muitos estudiosos. Refiro-me ao título de Satanás, que entra audaciosamente em uma audiência com Deus, sem ser convidado. Digo título porque ele é chamado em hebraico de hassatan, literalmente “o” satanás – há um artigo definido no texto original. Embora satan às vezes seja usado como um apelido, nesse contexto específico, não estamos diante de um nome próprio, pois os nomes próprios não têm artigo em hebraico.

Satan significa, entre outras coisas, um adversário jurídico, como um promotor em nossos tribunais de justiça. A diferença básica é que, enquanto um promotor atua profissionalmente em favor de alguém, em muitos casos, no antigo Oriente Médio, quem desempenhava o papel de
satan advogava em causa própria.

Quando alguém se sentia lesado, apresentava sua queixa ao juiz que o nomeava adversário legal contra a outra parte. Assim, ele protestava juridicamente pedindo a reparação do dano.

Esse modelo jurídico é o que ilustra a cena em que o diabo surge como satan diante de Deus. Seu discurso era uma demanda judicial, reclamando a vida humana. Seu domínio não era moral, mas legal. Ele havia confiscado o planeta após o pecado de nossos primeiros pais e, agora, acusava Deus de não reconhecer seu senhorio.

Foi por causa dos seres celestiais que acompanhavam o processo que o Senhor permitiu que Jó fosse testado. Sua fidelidade era um forte argumento contra a tese de Satanás. A firmeza de Jó era a prova de que Deus ainda reinava neste mundo, sem obrigar que ninguém O servisse. Por isso, a vitória do patriarca também era uma vitória para Deus, mostrando que Ele não era um tirano e que ninguém era coagido a aceitar Sua graça. Jó, sem saber do contexto, suportou seu sofrimento com resignação, tornando-se uma peça-chave para desmontar a tese do inimigo.

Hoje, assim como Jó, o sofrimento que você enfrenta pode fazer parte de um plano maior que só será compreendido na eternidade. Seja como for, desminta o diabo com sua firmeza, sirva a Cristo e mostre às pessoas e aos anjos que Deus ainda reina por aqui.

https://youtube.com/watch?v=YO079_4Vwto&si=L9WZI_SLPnhxpOyA

quarta-feira, 29 de março de 2023

Jó 4 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jó 4
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JÓ 4 – Nossa concepção é limitada, não enxergamos a realidade espiritual; a não ser que dependamos da revelação de Deus. Nossas limitações levam-nos a agir geralmente de forma imprudente com quem precisa ser compreendido, amado e ouvido. Precisamos aprender reagir corretamente ao sofrimento alheio.

Elifaz retrucou Jó. Sua base foi sua teologia. Ele respondeu veementemente às expressões desesperadas de seu amigo que enfrentava angústia nas provações.

Elifaz começou aparentemente de forma compassiva, porém, logo partiu para um ataque acusatório com conselhos imprudentes. A abordagem teológica de Elifaz tem apoio bíblico (Salmo 94:12-13; Provérbios 1:7; 3:11-12), porém sua interpretação da revelação, tanto quanto da condição de Jó, foram extremamente simplistas.

Devido a uma compreensão superficial da religião, Elifaz agiu de forma equivocada ao acusar a Jó de ser culpado por seus próprios sofrimentos. O não considerar a possibilidade de Jó ser inocente e que suas aflições pudessem ter uma explicação diferente do que simplesmente uma punição divina por pecados específicos, resultaram de aplicar conceitos espirituais corretos no contexto errado. Tal interpretação simplista e imprecisa coloca em xeque a compaixão e a empatia que deveriam ser demonstradas a quem passa por uma tremenda crise, como a de Jó.

A preocupação em defender uma visão de Deus como Juiz que pune o mal atrapalha as pessoas de demonstrar empatia e compaixão a quem sofre. Elifaz apresenta uma visão teológica rigorosa e fria, seu objetivo visava impor uma solução aos problemas de Jó. Tal atitude resultou em falta de amor, acusação e condenação.

Se Jó já tinha grandes motivos de sobra para sofrer, quanto mais ao ser falsamente acusado em nome da sã teologia? A acusação dói, ainda mais quando ela é inadequada! O caso de Jó só piorava com o discurso de Elifaz criticando o inocente.

Leia atentamente Jó 4:1-21 e depois considere com oração:

• Não retribua o sofrimento da pessoa a pecados específicos.
• Não faça suposições ou julgamentos precipitados.
• Não seja ignorante ou insensível às emoções de quem sofre.
• Não deixe de demonstrar amor ao preocupar-se em dar soluções fáceis para situações complexas.
• Não culpe qualquer vítima assolada pela dor.

Geralmente, achar-se sábio significa ser tolo. Mais que oferecer respostas, ofereça compaixão a quem tanto precisa.

Vamos reavivar o amor para oferecê-lo a quem tem dor! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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domingo, 12 de março de 2023

AS MARCAS DE JÓ

 AS MARCAS DE JÓ

Havia um homem na terra de Uz cujo nome era Jó. Este homem era íntegro e reto, temia a Deus e se desviava do mal. Jó 1:1

A Bíblia não declara quem escreveu o livro de Jó. O Talmude Babilônico menciona que foi Moisés. Após haver fugido do Egito, Moisés tornou-se um pastor de ovelhas na região de Midiã durante 40 anos. Foi ali que ele escreveu o livro de Jó, de acordo com Ellen G. White. Provavelmente, os acontecimentos narrados nesse livro tenham ocorrido nos tempos dos patriarcas.

Além do povo de Israel, havia, na era patriarcal do Antigo Testamento, outros que acreditavam no Deus verdadeiro e O adoravam. Alguns deles chegaram a ser profetas e sacerdotes de Deus em suas comunidades. Um deles foi Melquisedeque, que era amigo de Abraão, rei da cidade de Salém e também sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14:18-20). Balaão foi outro exemplo. Antes de entrar em cena na história bíblica, já “tinha sido um bom homem e profeta de Deus”. Infelizmente, “havia apostatado e se entregado à cobiça” (Patriarcas e Profetas, p. 382 [439]). Há, ainda, o personagem conhecido como Jetro. Ele deu abrigo a Moisés e se tornou seu sogro. Jetro era sacerdote do mesmo Deus de Israel (Êx 18:1, 8-12).

Jó era um desses fiéis que não faziam parte do povo de Israel. Sua terra era Uz, no Oriente, ou seja, em algum lugar do outro lado do rio Jordão, nas terras árabes (Jó 1:1, 3). Ele também foi sacerdote de sua família e, pelo menos uma vez, intercedeu por seus amigos (Jó 1:5; 42:7-9).

O livro que conta sobre sua vida, seu sofrimento, sua perseverança e seu forte apego a Deus se inicia apresentando as qualidades de Jó. Em seguida, elas são repetidas pelo próprio Deus (Jó 1:8; 2:3). São quatro as marcas de Jó: Ele era íntegro, reto, temente a Deus e se desviava do mal. Faço-lhe agora uma pergunta: Se alguém fosse escrever um livro sobre você, seria possível descrevê-lo da mesma forma? Sugiro que você leia o texto para a reflexão mais uma vez e substitua algumas palavras: em lugar de ler “na terra de Uz”, coloque o nome da cidade onde você mora. Troque o nome de Jó pelo seu. Se você for mulher, faça o mesmo, anotando essa informação na parte que diz “homem”. Deus quer que essas características sejam suas também!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

12 de março

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Salmos 61 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse Leitura Bíblica – Salmos 61 Comentário: Pr. Heber Toth Armí SALMO 61 – A fragilidade humana é tão g...