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terça-feira, 21 de outubro de 2025

RUMORES

 RUMORES

Não dê falso testemunho contra o seu próximo. Êxodo 20:16

Alguém disse certa vez que todos nós temos a tendência natural de “fofocar” ou, para amenizar o termo, “compartilhar informações uns com os outros”. Tanto é que vemos aplicativos de notícias e nos sentimos mal quando somos os últimos a saber de uma notícia bombástica.

Se isso é verdade, por que não podemos aproveitar a situação para criar uma corrente do bem? Já que temos a tendência de buscar informações e passá-las adiante, então podemos fazer isso divulgando boas notícias. Por exemplo, suponha que você ouça alguém elogiando um colega. Imagine como ele ficaria feliz se você compartilhasse o elogio positivo com ele. Essa boa notícia pode encontrá-lo em um momento difícil, e essa informação pode trazer um grande alento.

Outra situação seria a de reconhecer quando alguém lhe trata bem ou é competente em um atendimento. Se a atendente da companhia aérea nos trata mal, abrimos uma reclamação no SAC, mas se nos trata bem, dificilmente mandamos um e-mail mencionando o ocorrido.

Certa vez, em um restaurante de Salvador, vi um aviso que dizia: “Tratamos bem nossos clientes, pois, uma vez satisfeitos, eles nos recomendarão para cinco pessoas, mas, se saírem chateados, falarão para mil.” Por isso, dizem que notícia boa vem a pé e a ruim vem a galope. Pior ainda
é quando a notícia ruim é um rumor, muitas vezes falso, que se espalha acerca de uma pessoa.

Psicólogos afirmam que o hábito de espalhar rumores pode surgir de uma baixa autoestima ou do desejo de ser aceito. Mas, no fundo, continua sendo um defeito de caráter passível de repreensão. Entre as consequências negativas da fofoca, os especialistas apontam: perda de tempo e produtividade, erosão da confiança e do estímulo, ansiedade e tensão, confusão, atrito, prejuízo na carreira e perda de boas relações.

As consequências negativas da fofoca surgem em qualquer ambiente, seja doméstico ou profissional, tornando o local tóxico para aqueles que convivem nele. É contra esse comportamento que Deus nos adverte no nono mandamento. Ao seguirmos esse princípio, nos tornamos verdadeiros agentes do bem, promovendo a verdade com amor e prudência.

Devocional Diário: 21 de Outubro - RUMORES | Descobertas da Fé
https://youtube.com/watch?v=hkquhmpglgM&si=a7YZv8LVBfwJDcdg

sábado, 30 de março de 2024

Síndrome de Antoñita

 Devocional Diário

Síndrome de Antoñita

Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Êxodo 20:16, ARA

Na Espanha, o período do pós-guerra foi difícil. O país tinha ficado isolado do resto da Europa, e as condições econômicas eram realmente difíceis, sobretudo nas cidades. Foi nesse contexto que Borita Casas, escritora de literatura infantil, criou uma personagem que ficou muito famosa: Antoñita la Fantástica. A personagem era uma menina que fugia da realidade com suas fantasias. Entre outras coisas, ela falava com os musaranhos (mamíferos parecidos com ratos), viajava para o país de Babia, dialogava com uma lâmpada ou com as velas de um bolo de aniversário. A personagem ficou tão popular que até hoje, na Espanha, se costuma dizer que alguém “está pensando nos musaranhos” ou “está em Babia” quando se desconecta da realidade.

Preocupa-me o que podemos chamar de Síndrome de Antoñita. Essa síndrome ocorre quando uma pessoa vive na fantasia, mentindo para si mesma e para os demais. É uma maneira de transgredir o mandamento, pois deforma a vida, convertendo-a em falsidade. Por vezes, como aconteceu na Espanha do pós-guerra, isso resulta em um ambiente adverso ou nocivo, uma forma de fugir do que é negativo. Além do mais, viver na fantasia nos inibe de desenvolver a resiliência e superar a frustração.

Já tive alunos com essa síndrome, mas o caso que mencionarei alcançou níveis muito intensos. O pai havia falecido quando ele ainda era um menino, e a mãe, uma mulher melindrosa, o havia criado em meio a desculpas. Se o filho não estudasse, era por causa da atitude dos professores ou de doenças espontâneas que o afligiam. Se apresentasse uma moral questionável, isso se devia às amizades ou à pouca motivação que recebia na igreja. O moço vivia uma mentira. Eu escutei dele as desculpas mais incríveis. No começo, eu ficava indignado, mas logo passei a ter pena de sua experiência de vida. Por não abandonar a fantasia, nunca foi capaz de crescer como pessoa.

No Getsêmani, Jesus não mentiu para Si mesmo. Em vez disso, enfrentou a tentação apegando-Se ao Deus da verdade. Ante os tormentos da cruz, não enganou a Si mesmo – morreu clamando pela presença do Pai. Nós O tomamos como exemplo. Por isso, não mentimos para nós mesmos; ao contrário, oramos pedindo coragem para encarar a realidade.

Vislumbres da eternidade
30 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/sindrome-de-antonita/


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Salmos 60 Comentário

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