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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Sabedoria que preserva a unidade

 Sabedoria que preserva a unidade

2 Samuel 20 – Comentários

Contexto Geral
Após a restauração de Davi ao trono, Israel ainda vivia um clima de instabilidade política e divisão entre as tribos. Esse capítulo mostra como rebeliões internas continuavam ameaçando a unidade do reino, revelando que a verdadeira restauração não acontece apenas no trono, mas no coração do povo.

1. A Rebelião de Seba (2Sm 20:1–2)
Seba, um homem de Benjamim, aproveita o momento de tensão para incitar uma nova rebelião contra Davi. Muitos israelitas o seguem, enquanto Judá permanece fiel ao rei.
📌 Lição:
Um coração dividido é terreno fértil para rebeliões. Onde falta submissão a Deus, surgem líderes que promovem separação.

2. Davi reorganiza o reino (2Sm 20:3–7)
Davi trata das consequências da rebelião anterior e reorganiza sua liderança militar. Joabe retoma o comando do exército, mostrando que decisões práticas e firmes eram necessárias para preservar o reino.
📌 Lição:
A restauração exige ajustes difíceis. Liderar envolve corrigir erros e agir com sabedoria, mesmo quando isso é doloroso.

3. A morte de Amasa (2Sm 20:8–13)
Joabe mata Amasa de forma traiçoeira para recuperar sua posição. Embora eficiente militarmente, Joabe age sem justiça.
📌 Lição:
Resultados não justificam meios errados. Deus se importa tanto com o caráter quanto com a vitória.

4. A sabedoria que salva uma cidade (2Sm 20:14–22)
Uma mulher sábia de Abel-Bete-Maacá negocia com Joabe e impede a destruição da cidade, entregando Seba.
📌 Lição:
A sabedoria e o diálogo podem evitar grandes tragédias. Deus usa pessoas simples para promover paz e preservar vidas.

5. Ordem restaurada no reino (2Sm 20:23–26)
O capítulo termina com a lista dos oficiais de Davi, sinalizando estabilidade após a crise.
📌 Lição:
Quando a rebelião é confrontada e a sabedoria prevalece, a ordem pode ser restaurada.

Mensagem Central
2 Samuel 20 ensina que a unidade do povo de Deus é preciosa e frágil. Rebelião, ambição e orgulho geram divisão, mas a sabedoria, a submissão e a liderança guiada por Deus restauram a paz.

Aplicação Espiritual
2 Samuel 20 nos ensina que a unidade do povo de Deus precisa ser protegida com vigilância e sabedoria. Rebeliões surgem quando o coração se afasta da submissão ao Senhor, mas Deus usa atitudes sábias, humildes e pacificadoras para impedir grandes destruições.

Espiritualmente, somos chamados a discernir quando uma situação exige firmeza e quando pede diálogo. A mulher sábia de Abel nos lembra que uma palavra guiada por Deus pode salvar famílias, igrejas e relacionamentos. Já a atitude de Joabe nos alerta para o perigo de vencer batalhas externas enquanto se perde no caráter.

Aplicar essa lição é escolher ser instrumento de paz, agir com justiça e buscar a vontade de Deus acima de interesses pessoais, para que a unidade seja preservada e o nome do Senhor glorificado.
💌 t.me/bibliaG

sábado, 10 de janeiro de 2026

Paz com Deus

 Devocional Diário: Fonte de Alegria

10 de Janeiro
Paz com Deus

Há fraude no coração dos que planejam o mal, mas os que aconselham a paz têm alegria. Provérbios 12:20

O coração que se encontra em harmonia com Deus partilha da paz do Céu e difunde ao redor de si sua bendita influência. O espírito de paz repousará como orvalho sobre os corações desgostosos e turbados pelos conflitos mundanos (MDC, p. 23, 24 [28]).

“Bem-aventurados os pacificadores” (Mt 5:9). A paz de Cristo provém da verdade. É harmonia com Deus. O mundo está em inimizade com a lei divina; os pecadores acham-se em inimizade com seu Criador, e, como resultado, em inimizade uns com os outros. Mas o salmista declara: “Grande paz têm os que amam a Tua lei; para eles não há nada que os faça tropeçar” (Sl 119:165). As pessoas não conseguem fabricar a paz. Os projetos humanos de purificação e reerguimento dos indivíduos ou da sociedade são incapazes de produzir paz, porque não alcançam o coração. O único poder capaz de criar ou perpetuar a verdadeira paz é a graça de Cristo. Quando esta é implantada no coração, expulsa os maus desejos que causam luta e dissensão. “Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça crescerá a murta” (Is 55:13); e a vida deserta “exultará e florescerá como o narciso” (Is 35:1) (DTN, p. 235 [304, 305]).

https://youtube.com/watch?v=P0sq-W5_MeU&si=GO-SF-gRmTlUJENw

sexta-feira, 6 de junho de 2025

PAZ PERIGOSA

 Devocional Diário - Descobertas da fé

6 de junho

PAZ PERIGOSA

Deixo com vocês a paz, a Minha paz lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Que o coração de vocês não fique angustiado nem com medo. João 14:27


Existe uma armadilha nas virtudes. Alguns acreditam que, por serem chamadas de “virtudes”, estão livres de qualquer falha. No entanto, assim como alimentos de qualidade podem se deteriorar, as virtudes também podem se degenerar.

O contexto imediato do versículo de hoje trata da partida de Cristo para o Céu. Portanto, é natural entender Suas palavras de despedida em relação ao cumprimento usual dos judeus, que até hoje dizem shalom (paz), tanto ao chegar quanto ao partir.

Cristo promete deixar o dom da paz como legado. Não é qualquer paz, como a ausência de problemas. “A Minha paz lhes dou”, disse Jesus. Lembremos que, ao Jesus nascer, os anjos cantaram: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na Terra entre os homens” (Lc 2:14). Após ressuscitar, Ele disse aos discípulos: “Que a paz esteja com vocês” (24:36).

O contraste entre essa paz e a paz artificial deste mundo demonstra a existência de uma virtude alterada, que está fora do prazo de validade e não oferece mais a eficácia original de sua natureza. Trata-se de uma calmaria que não tranquiliza ou que o faz apenas de maneira temporária, como um paliativo que alivia a dor, mas não cura a doença.

Isso fazia muito sentido em uma época em que a grande propaganda era a “pax romana”, um período iniciado com Augusto César e considerado uma era de prosperidade que encantava as pessoas. No entanto, não se tratava de uma paz genuína.

Hoje também presenciamos um entendimento leviano da paz. Pessoas que cedem às tentações costumam ter paz em um primeiro momento. Elas se dizem bem-resolvidas e até convidam outros a parar de lutar contra os sentimentos e apetites. Porém, as consequências inevitavelmente chegam, e aquela paz de cinco minutos custou a perda de grandes resultados.

Às vezes, é necessário travar uma guerra para conquistar a paz. Por isso, precisamos lutar contra o eu, munidos pela graça de Cristo. Somente assim teremos uma paz eterna, gratificante e sem arrependimentos. Você quer essa paz?

https://mais.cpb.com.br/meditacao/paz-perigosa/

domingo, 2 de junho de 2024

Paz na guerra

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
2 de junho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/paz-na-guerra/

Paz na guerra

Falei essas coisas para que em Mim vocês tenham paz. No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: Eu venci o mundo. João 16:33


Muitas pessoas desejam viver confortavelmente, sem problemas e com tranquilidade. No entanto, essa realidade nem sempre é possível, já que o mundo está cheio de tribulações e dificuldades. A paz que Jesus nos oferece não é simplesmente um conforto, mas sim uma plenitude interior e certeza nos momentos de aflição. A confiança em Deus traz uma segurança vital que nada pode substituir. É possível ter paz, mesmo em meio à guerra.

O livro Paz na Guerra, do escritor Miguel de Unamuno, fala sobre sua infância e juventude em meio a canhões, escombros, combates e mortes. Embora o título do livro pareça enfatizar a paz, o romance analisa as questões sociais que levaram às batalhas, descreve massacres e separação de famílias. A ideia é enfatizar a guerra e a perda de fé de Unamuno. Sem fé não há esperança e sem esperança é difícil falar de paz.

No romance de nossa existência, porém, a paz celestial é a protagonista. É um tipo de paz que só Deus pode dar. Aqueles que confiam no Senhor experimentam uma paz que vai além da comodidade e do conforto, uma satisfação que está presente mesmo nos momentos mais complicados. A fé é a fonte de esperança que nos permite enfrentar as tribulações e lutar por dias melhores.

A experiência da paz na guerra pode ser vista em situações cotidianas. Um ente querido de 21 anos com leucemia que não teme a morte; um pai que fala da esperança da ressurreição ao lado do corpo do filho; familiares que falam das coisas engraçadas que o pai recém-falecido dizia; e uma mãe que canta uma canção de ninar para o filho após uma enchente. Essas experiências mostram que a paz pode ser encontrada mesmo nas circunstâncias mais atrozes.

Apesar das guerras e tribulações que enfrentamos neste mundo, ainda podemos experimentar a paz que Jesus nos oferece. Ele já venceu e continua vencendo a cada dia, e nos convida a nos unir a Ele em Sua vitória. A paz do Céu conservará tranquilo o nosso coração, enquanto a confiança em Deus nos dá a segurança vital que nada mais pode fornecer.

Eu encorajo você a experimentar essa paz e confiar em Jesus como um guia e protetor em tempos de guerra e aflição.

terça-feira, 6 de setembro de 2022

FONTE DE PERDÃO E DE PAZ

 A VERDADEIRA FONTE DE PERDÃO E DE PAZ

Por causa do Teu nome, Senhor, perdoa a minha iniquidade, que é grande. Salmo 25:11

Os crentes de Corinto, antes tão propensos a perder de vista seu alto chamado em Cristo, tinham desenvolvido a força do caráter cristão. Suas palavras e seus atos revelavam o poder transformador da graça de Deus, e eles eram agora uma grande força para o bem nesse centro de paganismo e superstição. Junto de seus amados companheiros e desses fiéis conversos, o espírito cansado e abatido do apóstolo encontrou repouso.

Durante sua permanência em Corinto, Paulo teve tempo para pensar em novos e mais vastos campos de trabalho. Sua planejada viagem a Roma ocupava de forma especial seus pensamentos. Ver a fé cristã firmemente estabelecida no grande centro do mundo conhecido naquela época era uma de suas mais preciosas esperanças, um de seus mais acalentados planos. Uma igreja já havia sido estabelecida em Roma, e o apóstolo desejava conseguir a colaboração dos crentes dessa comunidade na obra a ser promovida na Itália e em outros países. Com o objetivo de preparar o caminho para seus trabalhos entre esses irmãos, muitos dos quais ele desconhecia até então, enviou-lhes uma carta, anunciando sua intenção de visitar Roma e sua esperança de fincar a bandeira da cruz na Espanha.

Em sua carta aos romanos, Paulo expôs os grandes princípios do evangelho. Ele declarou sua posição nas questões que estavam perturbando as igrejas judaicas e gentílicas. Além disso, mostrou que as esperanças e promessas que antes haviam pertencido aos judeus eram, agora, oferecidas também aos gentios.

Com grande clareza e poder, o apóstolo apresentou a doutrina da justificação pela fé em Cristo. Ele esperava que outras igrejas também pudessem ser ajudadas pela instrução enviada aos cristãos de Roma; mas não podia prever o vasto alcance da influência de suas palavras! Ao longo dos séculos, a grande verdade da justificação pela fé tem permanecido como um poderoso farol, guiando os pecadores arrependidos ao caminho da vida. Foi essa luz que dissipou as trevas que envolviam a mente de Lutero e lhe revelou o poder do sangue de Cristo para purificar do pecado. A mesma luz tem guiado à verdadeira Fonte de perdão e de paz milhares de vidas sobrecarregadas de pecado (Atos dos Apóstolos, p. 237, 238 [372-374]).

PARA REFLETIR: A verdade da justificação pela fé em Jesus tem levado paz vida?
https://youtu.be/DHm7Hd-2RvI

MEDITAÇÃO DIÁRIA

6 de setembro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/a-verdadeira-fonte-de-perdao-e-de-paz/

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

A VERDADEIRA FONTE DE PERDÃO E DE PAZ

 A VERDADEIRA FONTE DE PERDÃO E DE PAZ

Por causa do Teu nome, Senhor, perdoa a minha iniquidade, que é grande. Salmo 25:11

Os crentes de Corinto, antes tão propensos a perder de vista seu alto chamado em Cristo, tinham desenvolvido a força do caráter cristão. Suas palavras e seus atos revelavam o poder transformador da graça de Deus, e eles eram agora uma grande força para o bem nesse centro de paganismo e superstição. Junto de seus amados companheiros e desses fiéis conversos, o espírito cansado e abatido do apóstolo encontrou repouso.
Durante sua permanência em Corinto, Paulo teve tempo para pensar em novos e mais vastos campos de trabalho. Sua planejada viagem a Roma ocupava de forma especial seus pensamentos. Ver a fé cristã firmemente estabelecida no grande centro do mundo conhecido naquela época era uma de suas mais preciosas esperanças, um de seus mais acalentados planos. Uma igreja já havia sido estabelecida em Roma, e o apóstolo desejava conseguir a colaboração dos crentes dessa comunidade na obra a ser promovida na Itália e em outros países. Com o objetivo de preparar o caminho para seus trabalhos entre esses irmãos, muitos dos quais ele desconhecia até então, enviou-lhes uma carta, anunciando sua intenção de visitar Roma e sua esperança de fincar a bandeira da cruz na Espanha.

Em sua carta aos romanos, Paulo expôs os grandes princípios do evangelho. Ele declarou sua posição nas questões que estavam perturbando as igrejas judaicas e gentílicas. Além disso, mostrou que as esperanças e promessas que antes haviam pertencido aos judeus eram, agora, oferecidas também aos gentios.

Com grande clareza e poder, o apóstolo apresentou a doutrina da justificação pela fé em Cristo. Ele esperava que outras igrejas também pudessem ser ajudadas pela instrução enviada aos cristãos de Roma; mas não podia prever o vasto alcance da influência de suas palavras! Ao longo dos séculos, a grande verdade da justificação pela fé tem permanecido como um poderoso farol, guiando os pecadores arrependidos ao caminho da vida. Foi essa luz que dissipou as trevas que envolviam a mente de Lutero e lhe revelou o poder do sangue de Cristo para purificar do pecado. A mesma luz tem guiado à verdadeira Fonte de perdão e de paz milhares de vidas sobrecarregadas de pecado (Atos dos Apóstolos, p. 237, 238 [372-374]).

PARA REFLETIR: A verdade da justificação pela fé em Jesus tem levado paz vida?
https://youtu.be/DHm7Hd-2RvI

sábado, 16 de abril de 2022

Ofertas -Levítico 3

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Levítico 3

Comentário Pr Héber Toth Armí

LEVÍTICO 3 – Existe harmonia no Pentateuco. Perceba que “o livro de Êxodo concluiu com a construção do tabernáculo (Êx 35-40), mas permanecia uma questão: Como o povo de Deus deveria adorá-lO nessa estrutura? O livro de Levítico foi escrito para tratar desse interesse chave. A revelação divina foi dada a Moisés durante o período de 50 dias entre a montagem do tabernáculo na base do Monte Sinai e a partida do povo rumo à Terra Prometida”, informa-nos Steve J. Lawson.

A oferta pacífica realizada com gado miúdo indica que a paz que o pecador desfruta dá-se pelo sacrifício de Cristo, O qual pagou terrível preço de fogo para livrar-nos do lago de fogo (Apocalipse 20:15).

Jesus é o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo para salvar-nos (Apocalipse 13:8). Ele deu Sua inocente e justa vida para resgatar e restaurar pecadores miseráveis; tal gesto esteve ilustrado na chamada “oferta de comunhão” (Levítico 3:1). A religião bíblica não está desprovida de racionalidade, nem de sentimentos positivos. O perdão oferecido por Deus através do sacrifício de Cristo promove indescritível paz, alegria e satisfação quando o pecador participa da comunhão restabelecida com o Criador (1 Pedro 1:3-9).

A oferta de paz era celebração pelas graças alcançadas por Deus em que o crente celebrava diante dEle e dos irmãos da fé, ao redor da mesa da comunhão.

A oferta de paz visava promover satisfação ao coração carregado de pecados, aflito pelos sentimentos de culpa. Essa oferta comemora o precioso significado do sangue de Cristo, o qual é a própria paz no coração liberto das garras do pecado (Efésios 2:4).

A oferta pacífica convidava ao relacionamento restaurado com Deus e com os irmãos, resultava da verdadeira satisfação no coração perdoado. Atualmente, o ofertante fiel, comprometido, instruído e piedoso experimenta o doce sentimento da paz que o mundo não pode dar (João 14:27; 16:33).

É através do Príncipe da Paz (Isaías 9:6) que podemos desfrutar do perdão e da reconciliação com Deus. 

A essência da redenção consiste da gratidão do adorador estar em paz com o Criador, com o ser humano e consigo mesmo. O preço para obter tal paz está no sangue derramado de Cristo, sacrificado por nós! 

Portanto, entregue-nos Àquele que sacrificou-Se por nós! Alegremo-nos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

sábado, 2 de janeiro de 2021

Paz na tempestade

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Sábado, 2 de janeiro

Paz na tempestade

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo. Salmo 23:4

Erasmo de Rotterdam, o maior intelectual europeu do século 16, viu-se, certa vez, face a face com a morte durante uma viagem marítima. O veleiro no qual viajava encalhou e começou a despedaçar. Quase todos a bordo reagiram histericamente. Alguns passageiros invocavam seus santos, implorando auxílio, outros cantavam hinos ou oravam em voz alta.

No entanto, Erasmo notou alguém que agiu de modo diferente. “De todos nós”, escreveu ele, “quem permaneceu com mais serenidade foi uma jovem mulher que segurava em seus braços um bebê, ao qual estava amamentando. Ela foi a única que não gritou, chorou ou negociou com o Céu. A única coisa que fez foi orar calmamente, em voz baixa, enquanto abraçava com

firmeza o bebê.”

Erasmo entendeu que aquela oração era apenas uma continuação da vida regular de comunhão daquela senhora. Ela não pediu favores especiais. Simplesmente confiava em Deus.

Quando o barco começou a afundar, a jovem mãe foi colocada numa prancha, deram-lhe um pedaço de mastro para ela usar como remo, e despacharam-na para o meio das ondas. Precisava segurar o bebê com uma das mãos, enquanto tentava remar com a outra. Poucos acreditavam que ela pudesse sobreviver à forte arrebentação.

No entanto, sua fé e coragem lhe valeram nesse momento difícil, e ela e o bebê foram os primeiros a chegar à praia. Erasmo jamais se esqueceu da calma daquela mãe ao enfrentar uma situação tão difícil. Ela não se entregou ao desespero nem se apegou a deuses falsos. Seu único auxílio e esperança estavam em Deus. Não em um Deus de última hora, a quem a maioria recorre em caso de emergência, mas no Deus com quem convivia diariamente, em uma relação de fé e amizade.

Estamos nós preparados para desfrutar paz em meio à tempestade? Confiamos em Deus sem reservas, mesmo quando nosso barco parece afundar?

Reconheçamos nossa fragilidade, segurando a mão do Pai, nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente, não só nas tribulações, mas em todos os momentos da vida.

Rubem Scheffel, 9/7/2010

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Moradas de Paz - Isaías 32

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Isaías 32
Comentário Pr Heber Toth Armí 

Uma vida, família, igreja e até nação entregue a Cristo, quando regida pelo Espírito Santo, transforma até o deserto estéril em terra fértil (um bosque); a injustiça cede lugar à justiça; e, a vida agitada, corrida e estressante converte-se em paz, quietude e tranquilidade.

Pecadores que se convertem a Cristo, o Rei justo, se tornam príncipes que representam o Messias neste mundo insípido, imoral e tomado pelas trevas do mal (vs. 1-2). Cada crente, verdadeiramente cristão, cheio do Espírito Santo, será…

1. …um esconderijo contra os vendavais da vida para os que buscarem conselhos, orientações e ouvirem de seus lábios a mensagem do evangelho.
2. …um refúgio contra as tempestades insurgentes neste mundo de injustiça, perversidade e desgraças;
3. …como um manancial àqueles que estão áridos numa terra seca de verdades, de amor, e espiritualidade viva;
4. …como a sombra de uma grande Rocha para os que sofrem no calor das investidas do diabo, das injustiças dos agentes dos demônios, e da falta de proteção em uma sociedade pautada pelo pecado.

O pecado reverte os planos divinos, destrói a criação e deturpa o caráter do ser humano criado à imagem de Deus. A natureza e a sociedade tornam-se um caos, catástrofes se tornam ameaças e os valores são invertidos. Entretanto, Deus estabeleceu um plano para julgar e condenar ao mal; e, então, restaurar tudo o que o pecado arruinou (vs. 3-14).

Para isso, Jesus, o Messias, veio para salvar aos pecadores; e, o Espírito Santo foi enviado para transformar aos transgressores. O coração de quem se entrega a Cristo e é regido pelo Espírito Santo caracteriza-se com “antes” e “depois” de ser reavivado (vs. 15-18):

• De árido passou a fértil, produz o fruto do Espírito;
• De injusto passou a justo;
• De tortuoso passou a reto;
• De incrédulo passou a ter fé;
• De impaciente/inquieto passou a ter paz/descanso.

Embora continuem num mundo perverso, os conversos que promovem o bem serão bem-aventurados até o dia em que Deus dará um basta total ao poder do mal e seus promotores (vs. 18-20).

Precisamos de mais pessoas convertidas a Cristo, cheias do Espírito Santo. Precisamos de mais crentes reavivados que façam a diferença na sociedade. Precisamos impactar o mundo com o poder celestial, sendo representantes divinos! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #rbhw

quarta-feira, 25 de março de 2020

PAZ DE VERDADE

MEDITAÇÃO DIÁRIA

 25 de março
PAZ DE VERDADE

Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo. João 16:33

As palavras do texto de hoje fazem parte do discurso que Jesus proferiu ao Se despedir dos discípulos (Jo 13–17). Essa é uma fala recheada de promessas, orientações, apelos à unidade, à santificação e ao engajamento na missão. São palavras de um Pai e Pastor a filhos e ovelhas carentes e frágeis, que logo ficariam sem Sua presença física.

De fato, não é agradável nos despedirmos de pessoas queridas. Nessas ocasiões, duas coisas especialmente servem de conforto: a promessa de um reencontro e a garantia de que nem os que vão nem os que ficam se esquecerão mutuamente. Quem é pai ou mãe sabe muito bem o que é isso, quando se despede de filhos e filhas que vivem distantes.

Logo no início do discurso de despedida (Jo 14:1-3), Jesus prometeu que haverá reencontro. No fim dele (Jo 17:24), orou em favor disso. Também garantiu que a comunicação entre Ele e os discípulos seria mantida por meio do ministério do Consolador, o Espírito Santo. Este os guiaria, capacitaria para o cumprimento da missão, inspiraria e os tornaria sábios a fim de superarem obstáculos e desafios ao longo da caminhada.

Sofrimentos não estariam descartados; mas, em meio às aflições, Nele encontrariam paz. A paz de Cristo não significa apenas uma imitação de paz. Tudo o que tem origem Nele é pleno, elevado e abundante. Portanto, não se trata de paz semelhante à que o mundo oferece: “Deixo-vos a paz; a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo” (Jo 14:27).

Muitas vezes, a paz que o mundo oferece é enganosa, mais parecendo conformismo com o pecado. Considerando que nem sempre as consequências são colhidas imediatamente, o transgressor tende a pensar que a escolha feita foi a melhor. Isso parece implícito na errônea ideia de Oscar Wilde, segundo a qual “a melhor maneira de vencer uma tentação é ceder a ela”. Ou seja, se a luta contra a tentação perturba, deixe de lutar, ceda e fique “em paz”. É um sentimento passageiro. Os resultados têm sido devastadores para quem segue por esse caminho.

Somente Jesus oferece paz que “excede todo entendimento” (Fp 4:7), acalma em meio às mais violentas provações e nos mantêm olhando fixamente para a coroa, mesmo estando sob o peso da cruz de cada dia. Apesar das tempestades no oceano da existência, podemos ter a garantia de que a paz de Cristo trará a bonança em tempo oportuno.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Profetas da Paz

A Fé Pela Qual Eu Vivo
2 de dezembro
Profetas da Paz


Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. I Tess. 5:3.

O mau servo diz em seu coração: “O meu Senhor tarde virá.” Mat. 24:48. Não diz que Cristo não virá. Não zomba da ideia de Sua segunda vinda. Mas, em seu coração e por suas ações e palavras declara que a vinda do Senhor demora. Afasta da mente dos outros a convicção de que o Senhor presto virá. Sua influência leva os homens a uma presunçosa, negligente demora. São confirmados em sua mundanidade e torpor. Paixões terrestres, pensamentos corruptos tomam posse da mente. O mau servo come e bebe com os bêbados, une-se com o mundo na busca do prazer. Espanca seus conservos, acusando e condenando aqueles que são fiéis a seu Mestre. … O advento de Cristo surpreenderá os falsos mestres. Eles estão dizendo: “Paz e segurança.” Como os sacerdotes e mestres antes da queda de Jerusalém, assim esperam eles que a igreja goze de prosperidade e glória terrenas. Os sinais dos tempos, eles interpretam como prognóstico dessas coisas. Mas, que diz a Palavra inspirada? – “Então lhes sobrevirá repentina destruição.” I Tess. 5:3. Como um laço virá o dia de Deus sobre toda a Terra, sobre todos os que fazem deste mundo sua pátria. …

Os homens estão retardando a vinda do Senhor. Riem das advertências. Ouve-se a arrogância: “Todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” II Ped. 3:4. “O dia de amanhã será como este e ainda maior e mais famoso.” Isa. 56:12. Aprofundar-nos-emos no amor do prazer. Mas Cristo diz: “Eis que venho como ladrão.” Apoc. 16:15. Ao mesmo tempo que o mundo está perguntando zombeteiramente: “Onde está a promessa da Sua vinda?” (II Ped. 3:4) estão-se cumprindo os sinais. Enquanto eles gritam: “Paz e segurança”, aproxima-se repentina destruição. Quando o escarnecedor, o rejeitador da verdade, se tem tornado presunçoso; quando a rotina do trabalho nos vários ramos de ganhar dinheiro é prosseguida sem consideração para com princípios; quando o estudante está ansiosamente buscando o conhecimento de tudo menos a Bíblia, Cristo vem como ladrão. O Desejado de Todas as Nações, págs. 635 e 636.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959 – Pág. 342

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Alegria e Paz no Espírito Santo

A Fé Pela Qual Eu Vivo
25 de abril
Alegria e Paz no Espírito Santo


Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Rom. 14:17.

As promessas são: “E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo.” Ezeq. 36:26. Esta provisão nos é feita mediante o mérito da justiça de Cristo; “e o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça repouso e segurança para sempre.” Isa. 32:17. Aqueles que experimentarem a operação mencionada nessas palavras sentirão que a inquietação e a insegurança serão eliminadas e em Cristo encontrarão repouso para seu espírito. Seu mérito, Sua justiça são creditados na vida do crente, e o cristão desfruta paz interior e alegria no Espírito Santo. The Youth’s Instructor, 18 de maio de 1893.

O Senhor deseja ver felizes todos os Seus filhos, em paz e obediência. …

A felicidade que se busca por motivos egoístas, fora do caminho do dever, é volúvel, caprichosa e transitória; dissipa-se, deixando n’alma uma sensação de isolamento e pesar; no serviço de Deus, porém, há satisfação e alegria. O cristão não tem de andar por veredas incertas; não é abandonado a vãos desgostos e decepções. Ainda que não nos sejam dados os prazeres desta vida, podemos, não obstante, sentir-nos felizes por esperar a vida por vir.

Mas mesmo aqui podem os cristãos fruir a alegria da comunhão com Cristo; é-lhes dado possuir a luz do Seu amor, o perpétuo conforto de Sua presença. Cada passo da vida nos pode levar mais perto de Jesus, pode-nos trazer uma mais profunda experiência de Seu amor, conduzindo-nos um passo mais próximo do bendito lar de paz. Caminho a Cristo, págs. 124 e 125.

Em crer há paz e alegria no Espírito Santo. O crer traz paz, e a confiança em Deus traz alegria. Crede, crede! diz meu coração, crede. Descansai em Deus. Ele pode guardar aquilo que Lhe confiastes. Ele vos fará mais do que vencedores por Aquele que vos amou. Testimonies, vol. 2, págs. 319 e 320.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959 – Pág. 121

domingo, 7 de abril de 2019

Paz Mediante a Cruz

A Fé Pela Qual Eu Vivo
7 de abril
Paz Mediante a Cruz


Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Rom. 8:1.

Se os pecadores forem levados a contemplar com fervor a cruz, se alcançarem visão ampla do Salvador crucificado, reconhecerão a profundeza da compaixão de Deus e a malignidade do pecado. Atos dos Apóstolos, pág. 209.

À medida que vossa consciência foi sendo despertada pelo Espírito Santo, vistes algo da malignidade do pecado, de seu poder, sua culpa, sua miséria; e o olhais com aversão. … Almejais então o perdão, a pureza, a liberdade. Harmonia com Deus, Sua semelhança – que podeis fazer para alcançá-las?

Paz, eis a vossa necessidade – o perdão, a paz e o amor celestes em vossa alma. O dinheiro não a pode comprar, não a consegue a inteligência, nem a sabedoria a alcança. Mas Deus vo-la oferece como um dom, “sem dinheiro e sem preço”. Isa. 55:1. …

Ide, pois, a Ele e pedi-Lhe que vos lave de vossos pecados e vos dê um coração novo. Crede então que o fará, porque assim prometeu. … É nosso privilégio ir a Jesus e sermos purificados, e apresentar-nos perante a lei sem timidez nem remorso. Caminho a Cristo, págs. 49-51.

Quando ao pé da cruz o pecador contempla Aquele que morreu para salvá-lo, pode rejubilar-se com grande alegria, pois seus pecados estão perdoados. Ao ajoelhar-se em fé junto à cruz alcançou ele o mais alto lugar que o homem pode atingir. Atos dos Apóstolos, págs. 209 e 210.

Agradecei a Deus o dom de Seu Filho amado, e orai para que Ele não tenha, para vós, morrido em vão. O Espírito convida-vos hoje. Vinde a Jesus de todo o vosso coração, e podereis invocar Sua bênção.

Ao lerdes as promessas, lembrai-vos de que são a expressão de amor e misericórdia indizíveis. … Sim, tão-somente crede que Deus é vossa ajuda. Ele quer restaurar no homem Sua imagem moral. À medida que dEle vos aproximardes, em arrependimento e confissão, Ele Se aproximará de vós, com misericórdia e perdão. Caminho a Cristo, págs. 54 e 55.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959 – Pág. 103

Paz Mediante a Cruz

A Fé Pela Qual Eu Vivo
7 de abril
Paz Mediante a Cruz


Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Rom. 8:1.

Se os pecadores forem levados a contemplar com fervor a cruz, se alcançarem visão ampla do Salvador crucificado, reconhecerão a profundeza da compaixão de Deus e a malignidade do pecado. Atos dos Apóstolos, pág. 209.

À medida que vossa consciência foi sendo despertada pelo Espírito Santo, vistes algo da malignidade do pecado, de seu poder, sua culpa, sua miséria; e o olhais com aversão. … Almejais então o perdão, a pureza, a liberdade. Harmonia com Deus, Sua semelhança – que podeis fazer para alcançá-las?

Paz, eis a vossa necessidade – o perdão, a paz e o amor celestes em vossa alma. O dinheiro não a pode comprar, não a consegue a inteligência, nem a sabedoria a alcança. Mas Deus vo-la oferece como um dom, “sem dinheiro e sem preço”. Isa. 55:1. …

Ide, pois, a Ele e pedi-Lhe que vos lave de vossos pecados e vos dê um coração novo. Crede então que o fará, porque assim prometeu. … É nosso privilégio ir a Jesus e sermos purificados, e apresentar-nos perante a lei sem timidez nem remorso. Caminho a Cristo, págs. 49-51.

Quando ao pé da cruz o pecador contempla Aquele que morreu para salvá-lo, pode rejubilar-se com grande alegria, pois seus pecados estão perdoados. Ao ajoelhar-se em fé junto à cruz alcançou ele o mais alto lugar que o homem pode atingir. Atos dos Apóstolos, págs. 209 e 210.

Agradecei a Deus o dom de Seu Filho amado, e orai para que Ele não tenha, para vós, morrido em vão. O Espírito convida-vos hoje. Vinde a Jesus de todo o vosso coração, e podereis invocar Sua bênção.

Ao lerdes as promessas, lembrai-vos de que são a expressão de amor e misericórdia indizíveis. … Sim, tão-somente crede que Deus é vossa ajuda. Ele quer restaurar no homem Sua imagem moral. À medida que dEle vos aproximardes, em arrependimento e confissão, Ele Se aproximará de vós, com misericórdia e perdão. Caminho a Cristo, págs. 54 e 55.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959 – Pág. 103

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Representando a Cristo em Tudo

Refletindo a Cristo
20 de dezembro

Representando a Cristo em Tudo


E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. II Tess. 3:13.

Que poderíamos dizer para despertar aqueles que professam ser seguidores de Cristo, no sentido da solene responsabilidade que repousa sobre eles? Não há voz que os desperte para trabalhar enquanto é dia? Nosso divino Artífice deu Sua vida por um mundo perdido. Quem há de negar-se a si mesmo e fazer algum sacrifício a fim de salvar pessoas pelas quais Ele morreu?

Em cada ato da vida os cristãos devem procurar representar a Cristo – procurar fazer Seu serviço parecer atraente. Ninguém deve tornar a religião repulsiva por meio de suspiros e gestos e uma lista de suas provações, atos de abnegação, e sacrifícios. Não desmintais vossa profissão de fé através de impaciência e descontentamento. Permiti que as virtudes do Espírito se manifestem em bondade, mansidão, longanimidade, alegria, e amor. Que se perceba que o amor de Cristo é um motivo duradouro; que vossa religião não é uma vestimenta a ser despida para favorecer circunstâncias, mas um princípio, calmo, firme, invariável. É uma lástima que o orgulho, a descrença e o egoísmo, como um traiçoeiro câncer, estejam devorando a religiosidade vital do coração de muitos professos cristãos! …

O amor a Jesus será visto, será sentido. Ele não pode ser ocultado. Esse amor exerce um maravilhoso poder: ele torna o tímido ousado, o indolente diligente, o ignorante sábio. Torna o gago eloquente, e desperta o intelecto adormecido para uma nova vida e vigor. Torna o desalentado esperançoso, e o triste jubiloso. O amor a Cristo levará o seu possuidor a aceitar responsabilidades por Sua causa, e a assumi-las em Sua força. O amor a Cristo não se intimidará diante da tribulação, nem se afastará do dever por motivo de acusações. …

Ter paz em Cristo é de maior valor do que todos os tesouros da Terra. Busquemos ao Senhor de todo o nosso coração, aprendamos com Cristo a ser mansos e humildes, para que encontremos descanso para a alma. Despertemos nossas energias adormecidas, e tornemo-nos ativos, zelosos, fervorosos. O próprio exemplo e a conduta, bem como as palavras do cristão devem ser de modo a despertar no pecador o desejo de vir à Fonte da vida.

Assim, abramos o coração para os resplendentes raios do Sol da Justiça. Trabalhemos alegremente, jubilosamente no serviço de nosso Mestre. Louvemo-Lo, não apenas por meio de nossas palavras na congregação dos Seus santos, mas através de uma vida bem ordenada e de uma conversação espiritual – uma vida de ativo e nobre esforço cristão. Tenhamos diligência em assegurar nosso chamado e eleição, lembrando-nos de que triunfaremos no final, se não nos cansarmos de fazer o bem. Signs of the Times, 24 de junho de 1886.

Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo,Pág. 360

sábado, 13 de outubro de 2018

Colheremos o que Tivermos Semeado

Refletindo a Cristo

Colheremos o que Tivermos Semeado-13 de outubro

Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente. II Tim. 2:24.

Os que se acham verdadeiramente ligados a Deus não terão desavenças uns com os outros. O espírito de harmonia, paz, amor e o Espírito Santo atuando em seu coração, criará harmonia, amor e unidade. O contrário disso atua nos filhos de Satanás; eles estão em contínua contradição. Contenda, inveja e ciúme são os elementos dominantes. A característica do cristão é a mansidão de Cristo. Benignidade, bondade, misericórdia e amor são originários da Infinita Sabedoria, enquanto o oposto é o mau fruto de um coração que não está em harmonia com Jesus Cristo. …

Que obra é esta – a educação de filhos! … Se os pais tivessem aprendido mais de Cristo e menos do mundo, se tivessem se preocupado menos em imitar os costumes e modas da era presente, e dedicado tempo e paciente esforço para moldar a mente e o caráter de seus filhos segundo o Modelo divino, poderiam então enviá-los adiante com integridade moral a ser aplicada aos ramos da educação a fim de qualificá-los para qualquer cargo de confiança. …

A colheita é nossa, para ceifarmos o que tivermos semeado. Se semeardes inveja, desconfiança, ciúme, amor-próprio, amargor de pensamentos e sentimentos, podeis estar certos de que esta será a vossa colheita. Será semear ventos para colher tempestades.

Se manifestardes bondade, amor, terna solicitude para com vossos alunos, colhereis o mesmo por sua vez. Se os professores forem severos, críticos, arbitrários, insensíveis quanto aos sentimentos dos outros, receberão o mesmo em troca. O homem que deseja preservar o respeito próprio e a dignidade precisa ter cuidado para não sacrificar o respeito e a dignidade dos outros. Esta regra deve ser religiosamente observada com os alunos mais apáticos, mais jovens e mais levianos.

O que Deus fará com esses jovens aparentemente desinteressantes, não o sabeis. Deus aceitou e escolheu, exatamente tais tipos para fazer uma grande obra para Ele. A atuação do Seu Espírito no coração tem atuado como uma pilha elétrica, despertando faculdades aparentemente entorpecidas para agirem com vigor e perseverança. O Senhor viu nessas pedras brutas o metal precioso que resistirá às tempestades e ao escaldante calor. Deus não vê como vê o homem; Deus não julga como julga o homem – Ele esquadrinha o coração. …

Os membros mais jovens da família de Deus ficarão impressionados com o fato de terem sido criados à imagem de seu Criador, e que o seu espírito deve representar o Espírito de Cristo. Manuscrito 2, 1881.


Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo, 1986 – Pág. 292

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Paz Além de Todo o Entendimento

Refletindo a Cristo

Paz Além de Todo o Entendimento - 21 de setembro

Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27.

Antes que nosso Senhor experimentasse Sua agonia na cruz, fez Seu testamento. Ele não possuía prata, ouro ou casas para deixar aos Seus discípulos. Era um homem pobre, no que diz respeito às posses terrestres. Poucos em Jerusalém eram tão pobres como Ele. Mas Ele deixou aos Seus discípulos uma dádiva mais rica do que qualquer rei da Terra poderia conceder aos seus súditos. “Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou”, disse Ele; “não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” João 14:27.

Ele lhes deixou a paz que havia sido Sua durante Sua vida na Terra, que havia estado com Ele em meio à pobreza, maus-tratos e perseguição, e que estaria com Ele durante Sua agonia no Getsêmani e na dolorosa cruz.

A vida do Salvador na Terra, embora vivida em meio a conflitos, foi uma vida de paz. Embora irados inimigos estivessem constantemente em seu encalço, Ele disse: “E Aquele que Me enviou está comigo, não Me deixou só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada.” João 8:29. Nenhuma tempestade de ira satânica podia perturbar a calma dessa perfeita comunhão com Deus. E Ele diz também a nós: “A Minha paz vos dou”.

Os que tomam a Cristo pela palavra, e entregam o coração aos Seus cuidados, e sua vida à Sua orientação, encontrarão paz e quietude. Nada no mundo pode entristecê-los quando Jesus os torna felizes por Sua presença. Na perfeita submissão há perfeita confiança. O Senhor diz: “Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em Ti.” Isa. 26:3. …

A experiência de cada homem testifica da veracidade das palavras da Escritura: “Mas os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar”. Isa. 57:20. … O pecado destruiu nossa paz. … As paixões dominadoras do coração nenhum poder humano pode controlar. … Nesse aspecto somos tão impotentes como o eram os discípulos para aquietar o furor da tempestade. Mas Aquele que falou mansamente às ondas do mar da Galileia, fala também palavras de paz a cada coração. Por mais feroz que seja a tempestade, os que se voltam para Jesus com o clamor: “Senhor, salva-nos” (Mat. 8:25), encontrarão libertação. Sua graça, que reconcilia a pessoa com Deus, acalma os conflitos das paixões humanas, e em Seu amor o coração repousa. “Fez cessar a tormenta, e as ondas se acalmaram. … E, assim, os levou ao desejado porto.” Sal. 107:29 e 30. …

O coração que está em harmonia com Deus é participante da paz do Céu, e repartirá sua bendita influência ao seu redor. O espírito de paz permanecerá como um bálsamo sobre os corações cansados e oprimidos pelos conflitos do mundo. Signs of the Times, 27 de dezembro de 1905.


Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo, 1986 – Pág. 270 –

domingo, 10 de maio de 2015

2 Tessalonicenses 3 Comentários: Pr. Heber Toth Armí

Lições de Vida  

Leitura Bíblica- 2 Tessalonicenses 3
Comentários: Pr. Heber Toth Armí

Há, no último capítulo aos tessalonicenses, muitas lições vitais que merecem atenção genuína. Deus não espera o melhor de nós, Ele quer fazer o melhor em nós:

1. Como Paulo, devemos desejar, orar e pedir oração para que sejamos o que Deus quer no quesito evangelístico: “Para que a Palavra do Senhor seja espalhada por toda parte e tenha boa recepção” a fim de que a salvação alcance multidões (vs. 1-2);

2. Cuidar para não ser cristão falso e orar para que os que querem prejudicar o desenvolvimento do evangelho não exerça nenhuma influência. “Que o Senhor tome vocês pela mão e os guie pelo caminho do amor de Deus e da perseverança em Cristo” (vs. 3-5);

3. Não ter preguiça nem para praticar o evangelho. “Se não fazem como Paulo ensinou [em relação ao evangelho] correm o perigo de andar como tolo ou louco, desordenadamente, loucamente, crendo em qualquer evangelho, menos no que ele transmitiu” (Raúl Quiroga). Ter preguiça em relação ao trabalho é terrível, pior ainda em relação ao evangelho (vs. 6-11);

4. Resolver problemas de preguiça na igreja: Colocar todos a trabalhar em paz comendo o próprio pão sem reclamar, tagarelar ou intrometer-se na vida alheia; comer seu próprio pão sem parasitar os outros; cristãos responsáveis devem ser exemplo aos desregrados; quem se recuse a deixar a preguiça deve ser denunciado à igreja e reparado seu erro; os dedicados não devem associar-se com desregrados preguiçosos; acomodados devem ser disciplinados com amor e advertido como irmão (vs. 12-15);

5. Como Paulo, devemos buscar a paz divina na presença de Deus (vs. 16-18).
Os preguiçosos devem aprender a trabalhar duro; os desregrados e relaxados da igreja devem entrar de cabeça no evangelismo; os fofoqueiros devem cuidar de si e fazer o bem em lugar de ficar cuidando da vida dos outros. Em relação aos desobedientes a estas regras, os crentes devem ficar longe deles (após tentarem corrigir com amor).

Identificar os desregrados, admoestá-los e amá-los sem considerá-los inimigos são os passos para a restauração – essa restauração que Deus quer operar através dos cristãos dedicados.

“A maravilhosa graça do nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vocês” – Assim termina Paulo sua carta, e, faço de suas palavras a conclusão desta reflexão

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terça-feira, 28 de abril de 2015

Filipenses 4 Comentários: Pr. Heber Toth Armí

Lições de Vida  

Leitura Bíblica- Filipenses 4
Comentários: Pr. Heber Toth Armí

Após apelar para permanecer firmes no Senhor (v. 1), a Palavra de Deus mostra-nos os seguintes pontos ligados ao apelo pela unidade e a paz, conforme o Comentário Bíblico Broadman:

1. Evódia e Síndique (vs. 2-3);
2. A paz de Deus (vs. 4-7);
3. O que levar em conta (vs. 8-9);
4. Reação de Paulo aos presentes dos filipenses (vs. 10-20);
5. Saudações e bênçãos finais (vs. 21-23).

Neste capítulo há um imperativo: Alegrem-se no Senhor (v. 4). Paulo, da prisão, tendo razões para lamentar e reclamar da situação em que se encontrava, ordenou e reiterou a ordem de alegrar-se no Senhor.

O crente não é mal humorado. Não anda mostrando carranca aos outros. Ele é feliz! Tal felicidade acontece quando...
• ...se resolve diferenças (v. 2),
• ...equilíbrio evidencia que pertencemos a Deus (v. 5);
• ...substituímos preocupação por oração (v. 6);
• ...a paz de Deus invade coração e mente (v. 7);
• ...finalmente, nossos pensamentos forem elevados (v. 8).

Ainda neste capítulo encontra-se um dos versículos mais conhecidos de Paulo: “Tudo posso naquele que me fortalece”; contudo, muito mal interpretado.

O texto não diz que o cristão torna-se...
• ...super humano;
• ...super poderoso;
• ...alguém blindado;
• ...alguém que tudo o que planeja acontece;
• ...uma pessoa sem problemas;
• ...uma pessoa desprovida de sofrimento.

O contexto mostra que o fiel e verdadeiro cristão pode passar por quaisquer adversidades por piores que sejam, mas, independente de toda oposição e dificuldades, a tudo supera confiando em Deus (vs. 10-13).

A felicidade não é ausência de dificuldades, é essência teológica do cristianismo; Paulo conta seu testemunho e revela segredos:

“Já aprendi a estar contente, a despeito das circunstâncias. Fico satisfeito com muito ou com pouco. Encontrei a receita para estar alegre, com fome ou alimentado, com as mãos cheias ou vazias” – O segredo? Depender de Cristo em toda e qualquer situação.

“A carta se encerra com uma bênção. Possivelmente, Paulo esperava que ela fosse lida diante da igreja reunida. Pode ser por causa de um apoio deliberado à sua dominante preocupação com a unidade, que ele ora para que a graça de Cristo estivesse no espírito deles” (Broadman).

Deus não quer que colaboremos com a desunião e tristeza, mas com a união e alegria de Sua Igreja!

Reavivemo-nos! Dependamos de Cristo!

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 “Antes de buscar a ajuda dos homens busque a ajuda de Deus.”

Comentários bíblicos do Antigo e Novo Testamento você encontra em:


sábado, 24 de janeiro de 2015

João 16 Comentários: Pr. Heber Toth Armí


João 16
Pr. Heber Toth Armí

Crês no Espírito Santo? Enviá-lO para estar conosco nas horas difíceis foi uma das maravilhosas promessas proferidas por Jesus aos Seus discípulos.

John Paulien salienta que “a vida sem um senso da presença de Jesus é vazia. Quando Jesus deixou a Terra, Jesus enviou o Espírito Santo para ocupar o Seu lugar na vida dos discípulos. Embora fosse difícil à compreensão dos discípulos, esta solução era melhor para eles do que Sua presença física”.

“É importante para nós, muitas gerações depois do tempo de Cristo, perceber que a ausência física de Jesus não é impedimento para nós ou para nossa experiência com Ele. Podemos ser tudo o que Ele quer que sejamos, aqui e agora, mesmo que Ele não esteja entre nós como estava entre os discípulos. Pela presença do Espírito Santo, a Palavra de Jesus ainda é tão eficaz quanto o Seu toque”, diz Paulien.

Do capítulo em questão, aprendemos que Jesus:

1. Mostra a importância de enviar o Espírito Santo para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo – não para derrubar pessoas e fazê-las parecer dementes (vs. 1-15).

2. Mostra que os cristãos podem experimentar tristezas neste mundo; contudo, estas tristezas serão transformadas em alegria, agora, mas principalmente, em Seu retorno (vs. 16-22).

3. Apresenta a oração em Seu nome para achegarmos ao Pai; orando em nome de Jesus a oração será respondida para que nossa alegria seja completa – ainda neste mundo (vs. 23-28).

4. Apresenta que o cristão neste mundo alheio a Deus sofrerá tribulação; contudo, pelo fato de Jesus ter vencido ao mundo, quem vive em harmonia com Ele experimenta paz, independente da situação (vs. 29-33).

Apesar das tribulações, os cristãos podem descansar seguros de estar do lado vencedor. “Além disso, com a vinda do Espírito Santo, eles teriam novo poder de resignação e coragem para enfrentar o inimigo” (William MacDonald).

Jesus não iludiu com promessas de prosperidade, ausência de dificuldades... Ele prometeu paz!

“A educação do coração, o controle dos pensamentos, em cooperação com o Espírito Santo, levarão ao controle das palavras. Isto é verdadeira sabedoria, e assegurará a calma mental, contentamento e paz. Haverá alegria na contemplação das riquezas da graça de Deus”, afirma Ellen White.

É possível obter paz neste mundo turbulento!

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 “Antes de buscar a ajuda dos homens busque a ajuda de Deus.”

Comentários bíblicos dos livros de Genesis a Malaquias  você encontra em:


Deus Se agrada da retidão

  Devocional Diário: 1 de Agosto - Deus Se agrada da retidão Bem sei, meu Deus, que Tu provas os corações e que Te agradas da sinceridade. E...