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sexta-feira, 11 de julho de 2025

PREGAÇÃO E CULTURA

 Devocional Diário - Descobertas da fé

11 de julho

PREGAÇÃO E CULTURA

Para com os judeus, fiz-me como judeu, a fim de ganhar os judeus. 1 Coríntios 9:20


Um grande desafio da pregação é contextualizar o evangelho para diferentes culturas. Até que ponto podemos adaptar a mensagem? Onde estaria o limite? Certamente, evitar a adequação a fim de proteger a doutrina não é a solução do problema.

O missionário Barry Irwin conta o que ocorreu aos nativos da Nova Guiné depois que aceitaram Jesus e foram batizados. Por anos, eles devolveram o dízimo, frequentaram os cultos e seguiram os costumes da igreja. Até que um dia foram ao pastor e disseram: “Agora já devemos ter feito o bastante para pagar a Jesus por Sua morte.” Então, eles voltaram ao paganismo.

A falta de uma contextualização fez com que entendessem o sacrifício de Cristo como uma dívida que os missionários contraíram. Então, para ajudá-los a quitá-la, concordaram em abster-se, por um tempo, das coisas que seriam consideradas pecaminosas aos olhos da religião dos brancos.

A adaptação cultural do evangelho foi praticada por Paulo, sem esquecer que fé e cultura possuem nuances diferentes. A cultura relaciona-se com a natureza e tende a ser dinâmica, ao passo que a fé enfatiza a autoridade da revelação e é mais conservadora. Como Paulo lidou com isso?

Em primeiro lugar, quando a abnegação se fez necessária, ele abriu mão de certos direitos. Embora pudesse comer carne, ter uma esposa e viver do dízimo, ele renunciou a esses privilégios para não causar escândalo na pregação (1Co 9:4-18).

Em segundo lugar, Paulo se fez servo daqueles que evangelizou. “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível” (v. 19). É um perigo cair na arrogância missionária. Não podemos nos sentir superiores àqueles que buscamos alcançar para Cristo. Tão importante quanto pregar é ter sensibilidade para aprender com aqueles que queremos evangelizar.

Por fim, Paulo adaptou a mensagem sem comprometer a doutrina. Para isso, permaneceu dentro da revelação, “não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo” (v. 21). Sua adequação não ultrapassava o limite das Escrituras, pois tradições humanas são negociáveis, mas os princípios divinos não. Que tal adotarmos hoje o modelo de Paulo?

https://mais.cpb.com.br/meditacao/pregacao-e-cultura/

domingo, 22 de junho de 2025

Êxodo 17 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - Êxodo 17
Comentário Pr Héber Toth Armí


ÊXODO 17 – O Deus da Bíblia é incrível; Ele revela Sua graciosa bondade até aos ingratos murmuradores. Ele já havia libertado Israel das mãos da nação mais poderosa de então; havia aberto o Mar Vermelho para livrar Israel e afogar inimigos opressores (Êxodo 14:31); havia dado carne e maná diário para fartar a Israel (Êxodo 16:8, 11-14). Contudo, a reclamação não foi eliminada do povo ingrato.

Então, Deus mostrará Seu poder extraindo água de rocha para saciá-los e concederá vitória numa guerra contra um poderoso exército. Depois, “o Senhor disse a Moisés: ‘Escreva isto num rolo, como memorial, e declare a Josué que farei que os amalequitas sejam esquecidos para sempre debaixo do céu’. Moisés construiu um altar e chamou-lhe ‘o Senhor é a minha bandeira’” (Êxodo 17:14-15).

Toda essa didática foi insuficiente para ensinar e educar espiritualmente o povo que acabara de libertar-se da escravidão. Porém, a realidade no Novo Testamento mostra quão difícil é ao pecador entregar-se inteiramente a Deus. Note que o apóstolo Paulo também lida com a negligência dos cristãos em 1 Coríntios 10:1-5 quando escreve:

“Porquanto não quero, irmãos, que vocês ignorem o fato de que todos os nossos antepassados estiveram sob a nuvem e todos passaram pelo mar. Em Moisés, todos eles foram batizados na nuvem e no mar. Todos comeram do mesmo alimento espiritual e beberam da mesma bebida espiritual; pois bebiam da rocha espiritual que os acompanhava, e essa rocha era Cristo. Contudo, Deus não se agradou da maioria deles; por isso os seus corpos ficaram espalhados no deserto”.

Portanto, fica claro que “não existe o contraste que muitas vezes se afirma haver entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a lei de Deus e o evangelho de Cristo, entre os requisitos da dispensação judaica e os da cristã. Toda alma salva da antiga dispensação era salva por Cristo tão verdadeiramente quanto somos salvos por Ele hoje em dia. Os patriarcas e profetas eram cristãos. A promessa do evangelho foi dada ao primeiro casal no Éden, quando havia se separado de Deus, pela transgressão. O evangelho foi pregado a Abraão. Os hebreus todos beberam da Rocha espiritual, que era Cristo” (Ellen White, CBASD, v. 6, p. 1179-1180).

Aprendamos a lição: Menos reclamação, mais gratidão! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

O JUSTO JUÍZO DE DEUS

 Meditação Diária

4 de setembro

O JUSTO JUÍZO DE DEUS

Você [...] pensa que conseguirá se livrar do juízo de Deus? [...] Por ser teimoso e ter um coração impenitente, você acumula contra si mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus. Romanos 2:3, 5

evangelho consiste em uma mensagem positiva sobre o inigualável amor de Deus em Cristo e o que Ele tem feito para nos salvar. Também contém a repetida advertência do que ocorrerá àqueles que recusarem esse amor e de como enfrentarão o juízo de Deus (Jo 3:36). Uma passagem bíblica esclarecedora sobre o juízo é Romanos 2:1 a 11. Ela revela que, diante do tribunal de Deus, cada ser humano confrontará cinco perigos.

O perigo de conhecer (v. 1). Quem é capaz de discernir a verdade ou a falsidade em outra pessoa demonstra ser responsável por sua própria conduta naquele ponto. Se ele souber mais do que o outro, será ainda mais responsável.
O perigo de pecar (v. 2). A base do julgamento é a verdade, não nossa racionalização. A condenação está sobre aqueles que pecam, não apenas sobre aqueles que admitem que pecam. Não há segurança no pecado.

O perigo de julgar (v. 3). É bastante comum a tendência humana de condenar alguém por um pecado mas fazer uma exceção para si mesmo quando o pratica. Porém, a Escritura adverte, indagando: “Você […] pensa que conseguirá se livrar do juízo de Deus?” Assim, enquanto parece que o indivíduo apenas julga o outro, em realidade está condenando a si mesmo.

O perigo de desprezar o tribunal divino e o modo como ele opera (v. 4). A misericórdia de Deus é frequentemente confundida com indulgência. As riquezas de Sua bondade, tolerância e longanimidade – manifestadas com a intenção de conduzir o transgressor ao arrependimento – são vistas com desdém, como fraqueza ou frouxidão. A demora em punir é tomada como desistência da punição. Que grande engano!

O perigo de endurecer o coração (v. 5). Quem rejeita as ternas misericórdias de Deus se torna, progressivamente, insensível à voz divina, de modo que suas ofensas e sua respectiva punição vão se acumulando, aguardando o tempo do acerto de contas, no juízo.

Escolhamos, hoje, “a riqueza da bondade da tolerância e da paciência de Deus” (v. 4), com a confiança de que, ao final, receberemos a vida eterna (v. 6, 7). 

https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-justo-juizo-de-deus/

https://youtu.be/zwsT7118-TQ

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

EVANGELHO

Meditação Diária

25 de agosto

https://mais.cpb.com.br/meditacao/evangelho/

EVANGELHO

Sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a insensatos. Por isso, quanto a mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vocês que estão em Roma. Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Romanos 1:14-16

Embora Paulo não conhecesse Roma, a capital do império, desejou muitas vezes viajar para lá e abençoar os cristãos mediante seu ministério, mas sempre foi impedido. Principalmente por seu propósito de pregar primeiro nos lugares em que Cristo era desconhecido (Rm 15:20-24). Então, enquanto estava empenhado em sua terceira viagem missionária, escreveu-lhes uma carta. Nela, encontramos o texto de hoje. Destaco três declarações que merecem consideração.

A primeira delas é “sou devedor”. Paulo se opusera tenazmente à igreja e ao evangelho, mas Deus interferiu em sua vida e o iluminou para que ele entendesse e aceitasse o evangelho. Ele também lhe enviou uma mensagem, orientando-o para que fosse “testemunha Dele diante de todos” (At 22:15). Desse modo, ele sentia ter uma dívida de evangelização para com todo tipo de gente: civilizados, incivilizados, cultos e ignorantes.

A segunda afirmação é “estou pronto a anunciar o evangelho”. Paulo sabia que Deus o havia capacitado para a tarefa de evangelizar e estava disposto a cumpri-la, mesmo na sofisticada Roma, com seus estadistas, poetas, historiadores, oficiais e homens da ciência e da literatura. Quando a oportunidade chegasse, ele a aproveitaria.

A terceira declaração é “não me envergonho do evangelho”. Paulo reconhecia quão tola parecia aos sábios do mundo essa história de salvação pela fé em Alguém que morreu e ressuscitou, mas isso não o envergonhava. Ele sabia, inclusive por experiência, que o evangelho é poderoso para salvar. Em realidade, a expressão “não me envergonho” é uma figura de linguagem que afirma algo por meio da negação. Assim, ele está de fato declarando que se orgulha do evangelho e considera um grande privilégio poder proclamá-lo.

Sentir-se devedor, orgulhar-se do evangelho e estar pronto a anunciá-lo pode ser nossa experiência. Viva, hoje, o poder do evangelho! 

https://youtu.be/9I2iaE-Tbr4

segunda-feira, 1 de maio de 2023

DESAFIOS DA MISSÃO

DESAFIOS DA MISSÃO

Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a insensatos. Por isso, quanto a mim, estou pronto a anunciar o evangelho. Romanos 1:14, 15

Pela graça de Deus, o evangelho nos alcançou e mudou completamente nossa vida. Somos novas criaturas e estamos sendo transformados à imagem de Cristo, dia a dia, pelo Espírito de Deus (2Co 3:18). Seu plano, porém, é maior. Inclui salvar outras pessoas por nosso intermédio. O que podemos fazer?

Primeiramente, temos que reconhecer nossa responsabilidade. Somos devedores. Recebemos o evangelho e precisamos repassá-lo, sabendo que tudo deve ser realizado pelo poder de Deus. Por isso é necessário orar. Precisamos orar em favor de todos que se empenham em evangelizar. A Igreja Adventista do Sétimo Dia com suas muitas instituições e as Sociedades Bíblicas espalhadas pelo mundo são bons exemplos. Também devemos orar em favor daqueles que estão sendo evangelizados, para que deixem o reino das trevas e ingressem no reino de Cristo.

Podemos espalhar a Palavra, ensinando tudo aquilo que Cristo ordenou (Mt 28:20), cuidando para não modificar nem descaracterizar a mensagem, que inclui Seu amor, mas também Sua ira contra o mal (Ef 2:1-5). Falar de Sua graça, mas também de Sua justiça (Rm 2:4-10). É imprescindível, ainda, descobrir e desenvolver nossos dons espirituais (1Co 12), com os quais realizaremos uma variedade de ministérios que abençoarão muitas pessoas com a salvação.

A igreja deve enviar missionários, como aconteceu com a igreja primitiva (At 11:22; 13:1-5), e fazer uso de estratégias missionárias. Paulo agia desse modo. Em qualquer lugar aonde o Espírito de Deus o guiasse, sua estratégia inicial era alcançar as sinagogas. Somente depois ele pregava aos gentios, ajudado pelos judeus conversos. É necessário, ainda, dar suporte aos missionários, a exemplo dos filipenses que contribuíram com suas finanças para que Paulo realizasse sua obra missionária (Fp 4:10-20).

Se agirmos desse modo, poderemos contar com as promessas de Deus. Teremos a constante presença de Cristo (Mt 28:20) e participaremos do término da pregação do evangelho (Mt 24:14). Veremos então uma multidão vinda do oriente e do ocidente (Lc 13:29), de toda nação, tribo, língua e povo, pessoas eternamente salvas no reino de Deus (Ap 7:9). 

● MEDITAÇÃO DIÁRIA
1 de maio
https://mais.cpb.com.br/meditacao/desafios-da-missao/

domingo, 16 de outubro de 2022

O PRÍNCIPE DA VIDA

O PRÍNCIPE DA VIDA

Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando todo tipo de doenças e enfermidades entre o povo. Mateus 4:23

Repousa sobre todos os que estão empenhados na obra do Senhor a responsabilidade do cumprimento da ordem: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos” (Mt 28:19, 20). 

   Cristo mesmo nos deu o exemplo de como devemos trabalhar. Leia o capítulo quatro de Mateus e aprenda os métodos que Cristo, o Príncipe da vida, seguiu em Seus ensinos. “E, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, na região de Zebulom e Naftali. Isso aconteceu para se cumprir o que tinha sido dito por meio do profeta Isaías: ‘Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios! O povo que vivia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz’” (Mt 4:13-16). 

   “Caminhando junto ao mar da Galileia, Jesus viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André. Eles lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. Jesus lhes disse: ‘Venham Comigo, e Eu os farei pescadores de gente.’ Então eles deixaram imediatamente as redes e O seguiram. Pouco mais adiante, Jesus viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, o irmão dele. Eles estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e Jesus os chamou. Então eles, no mesmo instante, deixaram o barco e seu pai e seguiram Jesus” (Mt 4:18-22). 

   Esses humildes pescadores foram os primeiros discípulos de Cristo. Ele não disse que eles deveriam receber certa importância por seus serviços. Deveriam participar com Ele de Sua abnegação e sacrifícios. […] 

   Em todo o sentido da palavra, Cristo foi um médico-missionário. Veio a este mundo para pregar o evangelho e curar os enfermos. Veio como restaurador da saúde tanto do corpo como da alma dos seres humanos. Sua mensagem era que a obediência às leis do reino de Deus dará aos homens e mulheres saúde e prosperidade (Conselhos Sobre Saúde, p. 316, 317). 

   PARA REFLETIR: Você já estudou os métodos que Jesus usava para ministrar às necessidades físicas e espirituais dos perdidos? O que você pode aprender com o método de trabalho de Cristo? 

MEDITAÇÃO DIÁRIA

Domingo, 16 de outubro

segunda-feira, 18 de julho de 2022

O CRISTO DA DISPENSAÇÃO EVANGÉLICA

 O CRISTO DA DISPENSAÇÃO EVANGÉLICA

Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no Seu nome. João 1:12

Desde os dias de Paulo até o presente, Deus tem chamado por intermédio de Seu Espírito Santo tanto judeus quanto gentios. “Para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm 2:11), declarou Paulo. O apóstolo consideravase devedor “tanto a gregos como a bárbaros” (Rm 1:14), bem como a judeus; mas jamais perdeu de vista as indiscutíveis vantagens dos judeus sobre outros povos, “principalmente” porque lhes “foram confiados os oráculos de Deus” (Rm 3:2). “O evangelho”, declarou Paulo, “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm 1:16, 17). É desse evangelho de Cristo, igualmente eficaz para judeus e gentios, que, em sua carta aos romanos, o apóstolo declara não se envergonhar. 

Quando esse evangelho for apresentado em sua plenitude aos judeus, muitos aceitarão Cristo como o Messias. Entre os ministros cristãos, há poucos que se sentem chamados a trabalhar pelo povo judeu; mas aos que têm sido passados por alto, bem como a todos os outros, deve chegar a mensagem de misericórdia e esperança em Cristo. 

Na proclamação final do evangelho, quando deverá ser feito um trabalho especial pelas classes de pessoas até então negligenciadas, Deus espera que Seus mensageiros tenham interesse especial pelo povo judeu, que se encontra em todas as partes da Terra. Quando as Escrituras do Antigo Testamento forem relacionadas com o Novo em uma explanação do eterno propósito de Jeová, isso será para muitos judeus como o raiar de uma nova criação, a ressurreição da esperança. Ao verem o Cristo da dispensação evangélica retratado nas páginas das Escrituras do Antigo Testamento, e perceberem quão claramente o Novo Testamento explica o Antigo, suas adormecidas faculdades despertarão, e eles reconhecerão Jesus como o Salvador do mundo. Pela fé, muitos receberão a Cristo como Redentor. Em relação a eles se cumprirão as palavras: “A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no Seu nome” (Jo 1:12) (Atos dos Apóstolos, p. 242 [380, 381]). 

PARA REFLETIR: O que você tem em comum com os judeus que pode servir de ponte para compartilhar as verdades bíblicas acerca do caráter messiânico de Jesus?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Evangelho Transformador - 1Pedro 2

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - 1Pedro 2

Comentário Pr Heber Toth Armí

 Os crentes que inicialmente receberam esta carta de Pedro estavam espalhados nas províncias do Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia (1:1). Cerca de 2000 anos depois, serve para orientar e motivar o coração dos crentes espalhados pelo mundo – inclusive você!

Diferentemente dos ignorantes e superficiais no estudo da Bíblia, a mensagem de Pedro é para quem sofrera perseguição por causa da Palavra de Deus, continuava sofrendo por estarem espalhados pelas províncias romanas, e ainda experimentariam desafios ainda maiores por causa de sua fé em Jesus.

• Quando olhamos para a revelação do fim no Apocalipse, podemos reconhecer o quanto precisamos mais da mensagem de Pedro do que seus primeiro leitores.

Então, observe bem os pontos do segundo capítulo de sua carta:

Ao refugiarmo-nos em Cristo, somos desafiados a abdicar de cinco pecados repugnantes para Deus (v. 1):

• Malícia/maldade;

• Mentira/falsidade;

• Fingimento/hipocrisia;

• Inveja/cobiça;

• Maledicências/críticas/calúnias/boatos/fofocas.

Para lidarmos com os desafios impostos pelos inimigos de Cristo, é necessário (vs. 2-3):

• Alimentar-se da Palavra de Deus;

• Alimentar-se diariamente de alimentos espirituais, assim como do alimento físico;

• Não substituir o leite integral da Palavra de Deus por leite desnatado, muito menos por fast-foo espiritual ou procurar lixo religioso nas fábricas do inferno.

Para fortalecermo-nos na fé, precisamos refletir a Cristo (vs. 4-10):

• Ele é a Pedra viva, a Pedra Angular;

• Precisamos ser pedrinhas na construção de Sua igreja;

• As pedrinhas formam o corpo de Cristo, que é o cabeça, ou seja, precisamos estar ligados à igreja verdadeira para anunciar ao mundo o que Cristo fez.

Para resistir às provas da vida, é necessária a união entre os irmãos (vs. 11-25). Para isso,

• Cada cristão não deve esperar o próximo agir corretamente, mas agir corretamente para com o próximo;

• O cristão reconhece ser peregrino neste mundo indo para o lar celestial, mas sem agir incorretamente com os governadores deste mundo;

• Cristãos não promovem ou apontam problemas políticos do mundo, mas solução bíblica.

O evangelho que não transforma é falso. Pois, “uma vida semelhante à de Cristo é o mais poderoso argumento que pode ser apresentado em favor do cristianismo, e que o cristão que não é fiel à sua profissão causa mais dano ao mundo do que um mundano” (Ellen G. White).

Reavalie teus conceitos… valorize o reino celestial! – Heber Toth Armí

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Vamos nos reavivar biblicamente? - Gálatas 5

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica -  Gálatas 5

Comentário Pr Heber Toth Armí 

 Vamos nos reavivar biblicamente?

• Na primeira parte da carta de Paulo aos crentes da Galácia, o evangelho da graça é ousadamente defendido (1:1-2:11).

• No coração da carta, na parte central, o evangelho da graça é claramente explicado (3:1-4:31).

• Na parte final, após usar diversos recursos retóricos, Paulo, com muita força argumentativa, apresenta o evangelho da graça aplicado à vida diária do pecador arrependido e convertido a Cristo (5:1-6:18).

Isso porque Satanás faz tudo o que pode para que não tenhamos contato com o verdadeiro evangelho. Ele ilude, induzindo as pessoas a acreditarem que o evangelho delas, que é humano, pareça ser o evangelho de Cristo.

O falso evangelho escraviza tanto quanto qualquer filosofia pagã. Parece com o verdadeiro, mas não oferece o mesmo resultado. A verdadeira e plena libertação que gera a mais pura satisfação resultante da reconciliação com Deus só pode experimentar quem assimila à sua vida o verdadeiro evangelho.

A religião aceita e apregoada por muitos tende depositar sua confiança na obediência à Lei de Deus, e/ou em outras normas eclesiásticas, a fim de obter aceitação de Deus e o perdão dos seus pecados – essa é a essência do legalismo.

É importante identificar a enorme diferença existente entre o evangelho e o legalismo, caso você não queira cair na ilusão quanto à religião que você professa.

• O evangelho é relacionamento com Cristo e confiança em Seus méritos que resultam em redenção; o legalismo baseia-se no mérito pessoal, confiança própria e, camufla a escravidão do pecado.

• O evangelho significa colocar a confiança em Cristo mediante a fé que resulta em liberdade do pecado, enquanto o legalismo sugere a confiança nas próprias forças e habilidades humanas para alcançar a graça divina.

• O evangelho produz alegria, felicidade, serviço e compaixão pelo próximo; o legalismo oprime, isola, além de promover orgulho e jactância ilusórios.

É impossível viver o verdadeiro evangelho à parte do Espírito Santo. Para viver no Espírito deve-se mortificar a carne. A morte para o eu é imprescindível para a vida no Espírito.

• Você aceita?

Enfim, o capítulo é prático. Samuel Ngewa sintetiza: “Implicações da justificação pela fé”:

1. Permanecer firmes e viver em liberdade (vs. 1-12);

2. Viver pelo Espírito (vs. 13-26).

É através do Espírito que poderemos reavivar-nos verdadeiramente! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Missão de Paulo- 2 Coríntios 4

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica -  2 Coríntios 4

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Esse é um capítulo fantástico!

Nos versículos 1-6 Paulo aborda a magnificência do evangelho. Comentando estes versículos, Hernandes Dias Lopes destaca seis características desse evangelho que não é produto da invenção humana, mas da revelação divina: Tal evangelho…

1. …é concedido pela misericórdia divina, e não pelo mérito humano (v. 1);

2. …nos dá forças para enfrentar o sofrimento (v. 1);

3. …nos capacita a ser íntegros na pregação (v. 2);

• O cristão verdadeiro vive na luz;

• O cristão verdadeiro não usa truques para pregar a Palavra;

• O cristão verdadeiro não adultera a Palavra para ganhar os ouvintes;

• O cristão verdadeiro vive de forma transparente na presença de Deus e dos homens.

4. …nos adverte acerca de uma terrível oposição (vs. 3-4):

• O evangelho salva ou condena;

• O diabo interfere na mente dos ouvintes;

• O diabo ataca os incrédulos com a cegueira espiritual.

5. …nos mantém longe da presunção (v. 5);

6. …nos evidencia um poderoso milagre (v. 6).

Apesar das dificuldades e sofrimentos, das pressões e oposições, o discípulo de Cristo precisa proclamar o evangelho. O “trio Discípulos”, baseou-se nos versículos 7-11 para uma música magnífica, da qual destaco alguns trechos:

Se o Senhor mandar seguir

Seja feito até o fim

Jogo a rede ou vou pregar

Em terra firme ou alto mar

[…]

Eles pensaram que me fariam recuar

A glória é pesada e a tribulação é leve e já vai passar

[…]

Somos abatidos, mas não destruídos

Ainda há boa obra, eu sei

Seu amor é o primeiro e o último em tudo que farei

Somos perseguidos, mas não desamparados

Glorio-me na Sua cruz

Esperança irrompe do sangue de Jesus…

Merril F. Unger, comentando os versículos 12-18 descreve que o texto revela um segredo interior da natureza espiritual. Esse segredo abrange:

• A crucificação de si mesmo (v. 12);

• Uma fé intensa (v. 13);

• Uma radiante esperança (v. 14);

• Esquecimento de si mesmo (v. 15);

• Força espiritual (v. 16);

• Opinião correta (v. 17); e,

• Um sábio objetivo de vida (v. 18).

No versículo 15 temos a “declaração de missão pessoal de Paulo: (1) servir aos outros; (2) multiplicar a graça; (3) aumentar as ações de graça e (4) dar glória a Deus” (Bíblia de Estudo Andrews).

Aprendamos com Paulo! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Liberdade Cristã - - 1 Coríntios 9

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica -  1 Coríntios 9

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Assim como para qualquer esporte é necessário disciplina, treino e determinação para alcançar um alvo, também deve ser a vida cristã.

“Em I Coríntios 9, Paulo abre o coração, e fala de sua vida e obra como o apóstolo”; ele “mostra por sua própria vida e trabalho a ideia principal a que dá início no capítulo 8. A liberdade cristã sempre leva em conta a consciência de outros cristãos, e está disposta a abrir mão voluntariamente de seus direitos para que o evangelho avance. Esta é a verdadeira liberdade”, comenta John Mc Vay; o qual nos oferece também o seguinte esboço:

· Renúncia de direitos (vs. 1-18). Como ministro do evangelho e líder eclesiástico, o apóstolo Paulo tinha direito de viver de seu trabalho, como os demais apóstolos. Porém, abriu mão desse direito, preferindo sustentar-se com o trabalho das próprias mãos, para evitar qualquer acusação de benefício próprio ou lucro.

· Versatilidade (vs. 19-23). Paulo não era crente camaleão. Ele praticava as profundas convicções pelas quais finalmente daria a vida. Contudo, em seu ministério, era sensível às diferenças de cultura e de antecedentes. Ele adaptava o método e a pregação de acordo com a compreensão de seu público.

· Um colega na corrida da vida (vs. 24-27). Embora Deus houvesse confiado a Paulo pesadas responsabilidades e privilégios, ele percebia que era basicamente igual a qualquer outro crente que se esforçava para alcançar o alvo da vida eterna. E, como qualquer outra pessoa, poderia deixar de atingir aquele alvo. Esses versos refutam fortemente o ensino de que “uma vez salvo, salvo para sempre”.

Ao enfatizar os últimos versículos, Vay explica: “Paulo nos leva a Isthmia, 14 quilômetros a leste de Corinto, sítio dos importantes jogos patrocinados por Corinto. Aqui, ele nos convida a assistir à corrida, a ver os boxeadores lutarem, e a tirar exemplo do disciplinado treinamento dos atletas. Enquanto ainda interessado em demonstrar como dirige seu ministério, ele estimula os discípulos cristãos a retirarem lições por si mesmos… Alguns sugerem que Paulo pode ter assistido aos jogos durante sua estada em Corinto e ajudado a fornecer tendas para os milhares de competidores e atletas”.

Quem despreza a piedade prática aqui na terra não terá o céu como destino. Portanto, reavivemo-nos: Vivamos o cristianismo! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz

domingo, 5 de setembro de 2021

Evangelho- é o poder de Deus -Romanos 13

   Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Romanos 13

Comentário Pr Heber Toth Armí 

A mensagem deste capítulo é melhor entendida se vinculada ao capítulo anterior. Este é o segundo capítulo em que Paulo oferece aplicações práticas do efeito real e verdadeiro na vida de alguém que se converteu por inteiro ao evangelho.

O evangelho é o poder de Deus, não a teoria de Deus. Seu objetivo não é fornecer meramente informação, mas poderosamente transformação.

O capítulo anterior encerrou falando de paz e amor. Mario Veloso destaca que, “o crente que se entrega ao bem, aceito por Deus, e com o poder do Espírito Santo, realiza somente o bem. Consegue superar e vencer o mal. Tem uma conduta que corresponde à vida nova em Cristo”.

Na sequência, sugiro a divisão do capítulo 13, conforme Veloso:

1. Conduta em relação às autoridades (vs. 1-7):

a) Todas as autoridades provêm de Deus;

b) Autoridade dos magistrados;

c) Razão para sujeição às autoridades:

• Para evitar castigo;

• Por causa da consciência;

• Porque estão a serviço de Deus.

2. Conduta do crente para com o próximo (vs. 8-10);

3. Uma conduta à luz do dia: Obras do amor (vs. 11-14).

Segundo o capítulo anterior, o amor deve ser sincero (12:9) ter discernimento claro quanto ao que é certo e o que é errado (12:9), e respeitar e honrar ao próximo (12:10).

No final do capítulo 13, Paulo deixa alguns princípios interessantes sobre o amor que devem caracterizar o verdadeiro cristão.

• Amar ao próximo é uma dívida que nunca será possível ser paga, mas deve-se investir no seu pagamento.

• Amar aos outros significa o cumprimento da Lei de Deus, a qual é essencialmente amor.

• Amar de verdade é recusar-se determinantemente a fazer qualquer mal contra qualquer pessoa.

O amor é a essência do caráter cristão. Por amar a Cristo, aguarda ardentemente encontrar-se com Ele. Por isso…

1. Busca sabedoria a fim de ter discernimento do tempo em que vive.

2. Discerne a atitude apropriada que deve ter no tempo do fim.

A teologia de Romanos mostra que o pecador que aceitou a justificação operada por Deus através de Cristo caminha pela estrada da santificação, avançando diariamente.

Quem se despiu das vestes do pecado, se reveste do manto da justiça de Cristo. O novo nascimento não nos deixa na velha vida!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

As boas novas - Atos 14

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Atos dos Apóstolos 14

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Pela graça divina o evangelho se espalha. O evangelho tem poder de penetrar em muitos corações quando compartilhado pelo poder do Espírito Santo. Contudo, os missionários regidos por Deus enfrentam não apenas oposição mas incompreensão, rejeição e até perseguição.

O capítulo 14 de Atos é assim esboçado por F. F. Bruce, no capítulo “Icônio, Listra e Derbe” de seu livro:

1. Aventuras em Icônio (vs. 1-7);

2. Cura milagrosa em Listra (vs. 8-13);

3. Proclamação do Deus vivo (vs. 14-18);

4. Perseguidos em Listra, os missionários vão a Derbe e depois voltam sobre seus passos (vs. 19-23);

5. Retorno a Antiquia pelo rio Orontes (vs. 24-28).

Deus abriu as portas para os apóstolos anunciarem as boas novas de salvação aos gentios. A pregação ousada/destemida foi o método usado. Uma multidão de judeus e gregos creu; todavia houve alguns incrédulos entre os judeus que, motivados por sua descrença, incitaram e irritaram os ânimos dos gentios contra os evangelistas (vs. 1-2).

Reflita que em todos os tempos:

• Apesar dos obstáculos (adversidades), aqueles que fazem a vontade de Deus continuam perseverantemente falando ousadamente no Senhor, confirmando a palavra de Sua graça e realizando sinais e prodígios graciosos (v. 3).

• O verdadeiro evangelho suscita ódio aos que preferem à mentira. O coração desprovido de amor não mede esforços para atacar aos Servos do Senhor. Ao serem expulsos, os dedicados missionários insistem na pregação do evangelho por onde vão (vs. 4-7).

• A cosmovisão de pessoas moldadas por filosofias e tradições antibíblicas interpreta incorretamente a exposição do evangelho, deturpa conceitos divinos e age cegamente. Neste caso, pessoas assim precisam do esforço dos crentes a fim de corrigirem a visão distorcida; as palavras dos cristãos devem ter como propósito a conversão dos pagãos (vs. 8-18).

• O Grande Conflito é mais nítido quando o verdadeiro evangelho entra em contado direto com o reino das trevas. Paulo sentiu na pele o que realmente isso significa. Ele foi apedrejado, arrastado e diagnosticado morto após pregar o evangelho, mas Deus preservou sua vida (vs. 19-20).

• O instrutor bíblico deve fazer discípulos pregando antes, durante e depois da conversão das pessoas. Não se deve esquecer os recém-conversos, enquanto amadurecem é importante instruí-los na liderança eclesiástica (vs. 21-23).

• Relatar testemunhos missionários enriquece/aviva a igreja de Cristo (vs. 27-28).

Reavivemo-nos! Vamos evangelizar mais… – Heber Toth Armí

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz

domingo, 22 de novembro de 2020

Evangelho ornamentado

MEDITAÇÃO DIÁRIA

22 de novembro

Evangelho ornamentado

Ensine os escravos a [...] mostrarem que são inteiramente dignos de confiança, para que assim tornem atraente, em tudo, o ensino de Deus, nosso Salvador. Tito 2:9, 10, NVI

Cansadas de receber más notícias todos os dias, as pessoas precisam ouvir a maravilha do evangelho e a esperança que ele contém. Em meio a tantos atos de deslealdade, fraudes e desonestidade, elas desejam encontrar alguém que seja digno de confiança. Os cristãos têm as duas coisas: na palavra e no estilo de vida. Por meio desses dois recursos, eles podem apresentar a beleza inigualável do evangelho, seu amor e sua pureza, acima de todos os atrativos criados pelo mundo com o propósito de superá-lo no interesse das pessoas.

Infelizmente, há o risco de que alguns cristãos apaguem essa beleza pela imposição de critérios pessoais aos ensinamentos do Mestre, acrescentando a eles as próprias tradições e seus conceitos, à semelhança dos fariseus do tempo de Jesus (Lc 11:46). Que atração imaginamos existir num evangelho que seja apresentado à margem do amor, da graça e da misericórdia Daquele que é seu autor? O legalismo é extremamente prejudicial à fé e à salvação de alguém. Ao contrário de atrair ao evangelho, ele causa repulsa.

Isso nos leva à outra forma de eliminar a atratividade dos ensinamentos de Cristo: a incoerência entre a teoria e prática no estilo de vida. Paulo falou sobre isso a Tito, a propósito dos escravos. Russell Champlin lembra que, durante muito tempo, o cristianismo conviveu com a escravidão, “tentando apenas humanizar a prática”, até que “o amor cristão destruiu a citada instituição, mas isso precisou da passagem de muitos séculos” (O Novo Testamento Interpretado, v. 5, p. 630). Ao mesmo tempo, escravos também aceitavam a Cristo e se convertiam. Entretanto, antes dessa nova e transformadora experiência, tinham muitas oportunidades de se comportar indignamente no exercício de suas atividades, e efetivamente o faziam: roubavam seus senhores, insurgiam-se contra eles, fraudavam e causavam prejuízos.

O fato de que tivessem aceitado Jesus naturalmente requeria que o mau procedimento fosse abandonado. Isso, Paulo esclareceu, por uma razão forte: tornar “atraente, em tudo, o ensino de Deus, nosso Salvador”. As pessoas precisam disso. A palavra “contextualização”, tão usada entre nós, implica a necessidade de tornar o evangelho o mais relevante e atraente possível para os ouvintes. No entanto, acima de tudo o que for proposto nesse sentido, nada é mais poderoso do que o testemunho vivo.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Alcançado Pela Graça

MEDITAÇÃO DIÁRIA

25 de Junho
Alcançado Pela Graça 

E respondendo ele [o eunuco], disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Atos 8:37

Por mais difíceis que sejam as circunstâncias para a proclamação do evangelho, Deus encontrará meios de torná-lo conhecido, estejam as dificuldades relacionadas às limitações humanas dos Seus mensageiros ou à perseguição que tenta abafar sua voz. Foi assim nos dias da igreja apostólica. A dispersão resultante da perseguição contra os primeiros cristãos facilitou a divulgação da mensagem nos lugares para onde eles se dirigiam. Em Samaria, muitos se converteram graças à pregação de Filipe (At 8:4-8), mas Deus tinha ainda outros propósitos. “Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza” (v. 26). Não lhe foi dito o motivo da viagem nem ele perguntou isso ao anjo. A comunicação chegara da parte de Deus. Isso lhe bastava.

Durante a jornada, aconteceu o encontro providencial de Filipe com um eunuco, etíope, funcionário responsável pelos tesouros de Candace, rainha da Etiópia. Depois de adorar a Deus, ele voltava para casa por um caminho deserto na região de Gaza. Provavelmente se tratasse de um prosélito judeu que, por sua condição física, era impedido de entrar no santuário, de acordo com as leis prevalecentes (Dt 23:1). Entretanto, não era descartado pela graça. Por intermédio do profeta Isaías, Deus prometeu que os eunucos poderiam ser admitidos como membros da aliança (Is 56:4-8). À procura disso, ele foi encontrado por Filipe. “Anjos de Deus estavam auxiliando esse homem que buscava luz, e ele estava sendo atraído para o Salvador. Pelo ministério do Espírito Santo, o Senhor o pôs em contato com quem poderia guiá-lo à luz” (Ellen White, Atos dos Apóstolos, p. 107).

Em obediência à nova ordem, o servo de Deus se aproximou dele e o viu lendo a respeito do Messias, no livro de Isaías (At 8:28, 29). Então teve início o diálogo que levou o eunuco à decisão. Alcançado pela graça que desconhece preconceitos e barreiras, convencido da realidade de Cristo como Messias divino e a Ele convertido, o etíope foi batizado. Qualquer pessoa, independente de sua origem étnica, posição cultural, econômica ou social pode vivenciar essa experiência.

Uma dessas pessoas poderá cruzar seu caminho hoje. Mantenha-se alerta à voz de Deus e deixe-se usar por Ele.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

O Conhecimento de Deus Cobrirá a Terra

A Fé Pela Qual Eu Vivo

31 de dezembro  
O Conhecimento de Deus Cobrirá a Terra

Porque a Terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. Isa. 11:9.

Ao entrarmos no reino de Deus, para ali passar a eternidade, as provações, dificuldades e perplexidades que aqui tivemos se reduzirão a uma insignificância. Nossa vida se comparará com a vida de Deus. E Recebereis Poder (Meditações Matinais, 1999), pág. 363.

Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo.

Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão vôo incansável para os mundos distantes… Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não-caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. …

Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor. …

Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor. O Grande Conflito, págs. 677 e 678.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959 – Pág. 370

Evangelho, vitória, vida eterna, glória

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Recompensa Para Quem Testemunhou

A Fé Pela Qual Eu Vivo

30 de dezembro 
Recompensa Para Quem Testemunhou

Os sábios, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente. Dan. 12:3.

Em nossa vida aqui, posto que terrestre e restrita pelo pecado, a maior alegria e mais elevada educação se encontram no serviço em favor de outrem. E no futuro estado, livres das limitações próprias da humanidade pecaminosa, será no serviço que se encontrará a nossa máxima alegria e mais elevada educação. Educação, pág. 309.

“Se a obra que alguém edificou… permanecer, esse receberá galardão.” I Cor. 3:14. Magnífica será a recompensa concedida quando os obreiros fiéis se reunirem em torno do trono de Deus e do Cordeiro. … Foram co-participantes dos sofrimentos de Cristo, foram coobreiros Seus no plano da redenção, e com Ele participam da alegria de ver almas salvas no reino de Deus, para ali louvarem a Deus durante toda a eternidade. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 432.

Disse certa vez um crente que, quando chegasse ao Céu, esperava defrontar-se com três motivos de admiração. Admirar-se-ia de lá encontrar alguns que não esperava encontrar. Surpreender-se-ia de não encontrar alguns que esperava encontrar, e, por fim, ficaria sobretudo admirado por ver que um pecador tão indigno como ele, estivesse no Paraíso de Deus. Muitos que na Terra ocuparam altos cargos como cristãos, não se encontrarão entre a multidão feliz que circundará o trono. Os que tiveram conhecimento e talento, e todavia se deleitaram em disputas e impiedosas contendas, não terão lugar entre os remidos. … Desejavam realizar alguma grande obra, para que fossem admirados e lisonjeados pelos homens, mas seus nomes não foram inscritos no livro da vida, do Cordeiro. “Não vos conheço”, são as tristes palavras que Cristo dirige aos tais. Mas aqueles cuja vida foi aformoseada por pequenos atos de bondade, por ternas palavras de afeição e simpatia, cujo coração fugia das lutas e contendas, que nunca fizeram uma grande obra com o fim de ser louvados pelos homens, esses se acham inscritos no livro da vida do Cordeiro. Embora o mundo os considerasse insignificantes, são aprovados por Deus perante o Universo reunido. Ficam surpresos ao ouvir dos lábios do divino Mestre: “Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mat. 25:34. Signs of the Times, 24 de fevereiro de 1890.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959 – Pág. 369


domingo, 29 de dezembro de 2019

A Corrida da Vida Eterna

A Fé Pela Qual Eu Vivo

29 de dezembro  
A Corrida da Vida Eterna

Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta. Heb. 12:1.

Na epístola aos hebreus se salienta a inteireza de propósito que deve caracterizar a carreira do cristão para a vida eterna. … Inveja, malícia, ruins suspeitas, maledicências, cobiça – são embaraços que o cristão deve pôr de lado, se quiser correr com êxito a carreira para a imortalidade. Cada hábito ou prática que conduz ao pecado e leva a desonra a Cristo, precisa ser posto de lado, seja qual for o sacrifício. A bênção do Céu não pode acompanhar qualquer homem em violação dos eternos princípios de justiça. Um pecado acariciado é bastante para promover a degradação do caráter e desviar a outros.

“Se a tua mão te escandalizar”, disse o Salvador, “corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga, … e, se o teu pé te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares coxo na vida do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno.” Mar. 9:43-45. Se para salvar o corpo da morte, o pé ou a mão devem ser cortados, ou mesmo o olho arrancado, quão mais rápido deveria ser o cristão em afastar o pecado que conduz à morte!

Os competidores nos antigos jogos, depois de se haverem submetido à renúncia e rígida disciplina, não estavam ainda assim seguros da vitória. …

Tal não é o caso na milícia cristã. Ninguém que se submete às condições ficará desapontado ao fim da carreira. Ninguém que seja fervoroso e perseverante deixará de alcançar sucesso. Não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes a peleja. O mais fraco dos santos, bem como o mais forte, podem alcançar a coroa de glória imortal. Podem vencer todos os que, pelo poder da divina graça, conduzem a vida em conformidade com a vontade de Cristo. Atos dos Apóstolos, págs. 312 e 313.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959 – Pág. 368


sábado, 28 de dezembro de 2019

O Céu, Lugar Real

A Fé Pela Qual Eu Vivo

28 de dezembro 
O Céu, Lugar Real

E o Meu povo habitará em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso. Isaías 32:18.

Um receio de fazer com que a herança futura pareça demasiado material tem levado muitos a espiritualizar as mesmas verdades que nos levam a considerá-la nosso lar. Cristo afirmou a Seus discípulos haver ido preparar moradas para eles na casa de Seu Pai. Os que aceitam os ensinos da Palavra de Deus não serão totalmente ignorantes com respeito à morada celestial. …

Na Bíblia a herança dos salvos é chamada um país (Hebreus 11:14-16.) Ali o Pastor celestial conduz Seu rebanho às fontes de águas vivas. A árvore da vida produz seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. Existem torrentes sempre a fluir, claras como cristal, e ao lado delas, árvores ondeantes projetam sua sombra sobre as veredas preparadas para os resgatados do Senhor. Ali as extensas planícies avultam em colinas de beleza, e as montanhas de Deus erguem seus altivos píncaros. Nessas pacíficas planícies, ao lado daquelas correntes vivas, o povo de Deus, durante tanto tempo peregrino e errante, encontrará um lar.

“O meu povo habitará em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso” (Isaías 32:18). “Nunca mais se ouvirá de violência na tua Terra, de desolação ou destruição, nos teus termos; mas aos teus muros chamarás salvação, e às tuas portas, louvor” (Isaías 60:18). “Edificarão casas e as habitarão; e plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam; … os Meus eleitos gozarão das obras das suas mãos” (Isaías 65:21 e 22).

Ali, “o deserto e os lugares secos se alegrarão com isso; e o ermo exultará e florescerá como a rosa” (Isaías 35:1). “Em lugar do espinheiro, crescerá a faia, e, em lugar da sarça, crescerá a murta” (Isaías 55:13). “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, … e um menino pequeno os guiará” (Isaías 11:6). “Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da Minha santidade”, diz o Senhor (Isaías 11:9). O Grande Conflito, págs. 674-676.

Meditação Matinal de Ellen White – A Fé Pela Qual Eu Vivo, 1959 – Pág. 367


sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

O Céu Começa na Terra

A Fé Pela Qual Eu Vivo

27 de dezembro
O Céu Começa na Terra

Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Mat. 11:28.

O Céu deve começar aqui na Terra. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 211.

Os que se apegam à palavra de Cristo, e entregam a alma a Sua guarda, e a vida a Seu dispor, encontrarão paz e sossego. Coisa alguma no mundo os pode entristecer, quando Jesus os alegra com Sua presença. Na perfeita conformidade há descanso perfeito. O Senhor diz: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em Ti; porque ele confia em Ti.” Isa. 26:3. Nossa vida pode parecer um emaranhado; mas ao confiarmos ao sábio Obreiro-Mestre, Ele tirará dali o padrão de vida e caráter que O glorifique. E esse caráter que exprime a glória – o caráter – de Cristo, será aceito no Paraíso de Deus. Uma renovada raça andará com Ele de vestidos brancos, pois disso são dignos.

Quando por meio de Jesus, entramos no repouso, o Céu começa aqui. Atendemos-Lhe ao convite: Vinde, aprendei de Mim; e assim fazendo começamos a vida eterna. O Céu é um incessante aproximar-se de Deus por intermédio de Cristo. Quanto mais tempo estivermos no céu da bem-aventurança, tanto mais e sempre mais de glória nos será manifestado; e quanto mais conhecermos a Deus, tanto mais intensa será nossa felicidade. O Desejado de Todas as Nações, pág. 331.

Quando o povo de Deus estiver cheio de mansidão e ternura, compreenderá que Sua bandeira sobre eles é o amor, e Seu fruto lhes será mais doce ao paladar. Farão aqui embaixo um Céu em que se preparem para o Céu em cima. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 211.

Ao andarmos com Jesus nesta vida, podemos encher-nos de Seu amor, satisfazer-nos de Sua presença.

Tudo quanto a natureza humana é capaz de suportar, é-nos dado receber aqui. Mas que é isso comparado ao porvir? Ali “estão diante do trono de Deus e O servem de dia e de noite no Seu templo; e Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra. … Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida”. Apoc. 7:15-17. Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, pág. 651.


Jó 34 – Deus é Justo

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