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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Mais misericórdia

 Devocional Diário:Fonte de Alegria

14 de Fevereiro

Mais misericórdia

Jesus [...] disse: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Vão e aprendam o que significa: ‘Quero misericórdia, e não sacrifício.’ Pois não vim chamar justos, e sim pecadores”. Mateus 9:12

As ofertas queimadas e os sacrifícios não eram aceitáveis a Deus, na antiguidade, a menos que fosse reto o espírito com que eram oferecidos. Disse Samuel: “Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça a palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (1Sm 15:22). Todo o dinheiro da Terra não pode comprar a bênção de Deus, nem assegurar-lhe uma única vitória.

Muitos fariam todo e qualquer sacrifício, menos exatamente aquele que devem fazer, que é entregarem-se, submeterem sua vontade à vontade de Deus (T4, p. 75, 76 [84]).

“Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar” (1Sm 15:22). E, sem obediência e amor desinteressado, as ofertas mais ricas são pobres demais para serem apresentadas ao Dono de todas as coisas (T3, p. 52 [57]).

Deus não ordenou nada que não fosse essencial, e não há outro modo de manifestar reverência tão agradável a Ele como pela obediência àquilo que Ele falou (CPPE, p. 82 [111]).

“Quero misericórdia, e não sacrifício; conhecimento de Deus, mais do que holocaustos” (Os 6:6).

https://youtube.com/watch?v=0MaNNO19LPk&si=byt3jVDjnkaVYIcF

domingo, 1 de fevereiro de 2026

O Censo, o Coração e o Altar

 O Censo, o Coração e o Altar

📖 2 Samuel 24 – Comentários

🔹 Contexto Geral
2 Samuel 24 encerra o livro com um episódio marcante do reinado de Davi: o censo do povo. À primeira vista, contar o povo parece algo neutro, mas o texto revela que a motivação de Davi não estava alinhada com a vontade de Deus. O capítulo destaca temas como orgulho, dependência humana, pecado, arrependimento, juízo e misericórdia divina.

🔹 O Censo e a Falha Espiritual (2Sm 24:1–9)
Davi ordena o censo de Israel, mesmo após a advertência de Joabe. O problema não era o ato administrativo em si, mas a confiança deslocada — Davi buscou segurança nos números, e não em Deus. Isso revela como até líderes espirituais maduros podem, em momentos de prosperidade, cair na tentação da autossuficiência.
👉 Lição: Quando confiamos em recursos humanos mais do que em Deus, abrimos espaço para o erro espiritual.

🔹 Consciência, Arrependimento e Confissão (2Sm 24:10)
Após o censo, o coração de Davi é tocado. Ele reconhece o pecado sem justificativas e clama pela misericórdia divina. Esse versículo mostra a diferença entre um coração orgulhoso e um coração segundo Deus: sensibilidade ao erro e disposição para se arrepender.
👉 Lição: Deus valoriza mais um coração quebrantado do que uma vida sem falhas aparentes.

🔹 Juízo com Misericórdia (2Sm 24:11–17)
Por meio do profeta Gade, Deus oferece a Davi três opções de juízo. Davi escolhe cair nas mãos do Senhor, pois reconhece que a misericórdia de Deus é maior do que qualquer proteção humana. Mesmo no castigo, Deus limita a destruição e ouve o clamor do rei.
👉 Lição: Quando erramos, o melhor lugar para cair é sempre nas mãos de Deus.

🔹 O Altar e o Custo da Adoração (2Sm 24:18–25)
Davi constrói um altar na eira de Araúna e se recusa a oferecer a Deus algo que não lhe custe nada. Esse ato demonstra que a verdadeira adoração envolve entrega, sacrifício e obediência. O local do altar torna-se significativo na história de Israel, sendo mais tarde associado ao templo.
👉 Lição: A adoração genuína não é conveniente, mas transformadora.

🔹 Temas Principais do Capítulo
.Confiança em Deus versus confiança humana
.Orgulho espiritual
.Arrependimento sincero
.Justiça temperada com misericórdia
Adoração que tem custo

➡️Aplicação para Hoje
Examine onde você tem buscado segurança: em números, recursos ou em Deus.
Não ignore a voz da consciência quando o Espírito Santo corrige.
Lembre-se: Deus disciplina, mas não abandona.

Ofereça a Deus uma adoração que venha do coração, mesmo quando exige renúncia.
💌 t.me/bibliaG

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

“Misericórdia sem arrependimento”

 “Misericórdia sem arrependimento

📖 2 Samuel 14 — Comentários

Contexto Geral

Este capítulo mostra a tentativa de Joabe de reconciliar o rei Davi com seu filho Absalão, após o assassinato de Amnom. Embora Absalão fosse trazido de volta a Jerusalém, a reconciliação foi incompleta, preparando o terreno para conflitos futuros.

Principais Ensinamentos do Capítulo

1️⃣ A sabedoria usada com interesses humanos (vv. 1–20)
Joabe percebe que o coração de Davi estava inclinado a Absalão, mas o rei não tomava iniciativa. Então, usa uma mulher sábia de Tecoa, que conta uma história comovente para despertar a misericórdia de Davi.
📌 Lição:
A sabedoria pode ser usada tanto para o bem quanto para manipulação. Nem toda palavra sensata nasce de uma motivação pura.

2️⃣ Deus não rejeita para sempre, mas requer arrependimento (v. 14)
“Porque certamente morreremos… mas Deus não tira a vida; antes, usa de meios para que o banido não permaneça afastado d’Ele.”

📌 Lição espiritual profunda:
Este versículo revela o coração misericordioso de Deus, que sempre cria caminhos para restauração. Porém, restauração verdadeira envolve arrependimento e transformação, não apenas retorno físico.

3️⃣ Reconciliação sem confronto gera feridas ocultas (vv. 21–28)
Absalão volta a Jerusalém, mas Davi não permite que ele veja sua face por dois anos.
📌 Lição:
Evitar o diálogo pode parecer paz, mas é apenas silêncio. Feridas não tratadas produzem amargura, orgulho e rebelião.

4️⃣ Beleza exterior não substitui caráter (vv. 25–27)
Absalão era admirado por sua aparência, cabelo e porte, mas sua beleza não refletia um coração transformado.
📌 Lição:
Deus olha para o coração. Aparência, carisma ou popularidade não garantem maturidade espiritual.

5️⃣ Permissão sem disciplina prepara quedas futuras
Quando finalmente Davi recebe Absalão, o faz sem correção, sem confissão, sem restauração moral.

📌 Consequência:
No capítulo seguinte, Absalão começa a conquistar o coração do povo e planejar a rebelião.

Aplicações para a Vida
Misericórdia precisa andar junto com verdade
Perdão sem arrependimento não transforma
Líderes e pais precisam de coragem para confrontar em amor
O silêncio pode ser tão prejudicial quanto a dureza
Deus sempre oferece restauração, mas espera resposta do coração

🙏 Reflexão Final
2 Samuel 14 nos ensina que Deus restaura, mas não ignora o pecado. A verdadeira paz nasce quando há arrependimento, diálogo e obediência.
💌t.me/bibliaG

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

A misericórdia que restaura

 📖 2 Samuel 12 - Comentários

Do confronto ao arrependimento: a misericórdia que restaura

Em 2 Samuel 12, Deus envia o profeta Natã para confrontar Davi após seu pecado. Em vez de acusá-lo diretamente, Natã usa uma parábola simples, porém profunda, revelando a injustiça cometida e despertando a consciência do rei. Ao reconhecer que “o homem que fez isso merece a morte”, Davi acaba julgando a si mesmo.

Quando Natã declara: “Tu és esse homem”, a verdade rompe as defesas do coração. Davi não se justifica nem transfere a culpa; ele confessa: “Pequei contra o Senhor.” Esse reconhecimento sincero marca o início do arrependimento e da restauração.
Embora Deus perdoe Davi, as consequências do pecado permanecem. A morte do filho nascido do adultério mostra que o perdão não anula automaticamente os efeitos das escolhas erradas. Ainda assim, a graça divina se manifesta: Davi se humilha, aceita a disciplina e volta a adorar ao Senhor.

O capítulo termina com esperança. Deus concede a Davi e Bate-Seba um novo filho, Salomão, chamado “amado do Senhor”. Isso revela que, mesmo após quedas profundas, o arrependimento genuíno abre caminho para a restauração e para novos começos.

🔎 Lições centrais:
•Deus confronta o pecado por amor.
•O verdadeiro arrependimento começa com confissão sincera.
•O perdão de Deus é real, mas as consequências educam e restauram.
•A graça divina é maior que o pecado quando há coração quebrantado.

📖 2 Samuel 12 — Comentários por Versículo (síntese)
v.1–4 — Natã apresenta a parábola do rico e do pobre, despertando o senso de justiça de Davi antes de confrontar seu pecado. Deus usa a verdade com sabedoria e misericórdia.
v.5–6 — Davi reage com indignação, julgando o homem da parábola; sem perceber, pronuncia juízo contra si mesmo.
v.7 — “Tu és esse homem.” O confronto direto revela o pecado oculto. A Palavra de Deus expõe o coração.
v.8 — Deus relembra tudo o que concedeu a Davi, evidenciando a ingratidão e a gravidade da transgressão.
v.9 — O pecado é descrito como desprezo à Palavra do Senhor; toda desobediência é, antes de tudo, contra Deus.
v.10 — São anunciadas as consequências: a espada não se apartaria da casa de Davi, mostrando que o pecado gera efeitos duradouros.
v.11–12 — A disciplina divina seria pública, contrastando com o pecado cometido em segredo.
v.13 — Davi confessa: “Pequei contra o Senhor.” O arrependimento sincero traz perdão imediato, embora não elimine todas as consequências.
v.14 — O pecado trouxe escândalo ao nome de Deus; a morte do filho é apresentada como resultado dessa afronta.
v.15 — A enfermidade da criança evidencia a seriedade da disciplina divina.
v.16–17 — Davi jejua e ora intensamente, revelando um coração quebrantado e dependente de Deus.
v.18 — A morte do filho confirma a palavra do Senhor; Davi aceita o juízo sem rebelião.
v.19–20 — Davi se levanta, adora e segue adiante, demonstrando submissão à vontade de Deus.
v.21–23 — Davi explica sua atitude: esperança enquanto havia vida e aceitação após a morte, expressando fé madura.
v.24–25 — O nascimento de Salomão simboliza restauração e graça; Deus transforma dor em esperança.
v.26–31 — Davi volta a liderar Israel com responsabilidade, mostrando que Deus restaura o chamado após o arrependimento.

Aplicação Prática — 2 Samuel 12
•Permita o confronto da Palavra: aceite correções de Deus e de pessoas usadas por Ele, sem endurecer o coração.
•Confesse sem justificativas: reconheça o pecado com sinceridade, lembrando que o arrependimento abre o caminho para a restauração.
•Aceite as consequências com humildade: confie que a disciplina de Deus tem propósito educativo e restaurador.
•Volte a adorar mesmo em meio à dor: a verdadeira fé se manifesta quando escolhemos adorar apesar das perdas.
•Siga em frente com esperança: Deus perdoa, restaura e concede novos começos a quem se arrepende de coração.

 Princípio para a vida:
Um coração quebrantado atrai a misericórdia de Deus e permite que Ele transforme quedas em aprendizado e maturidade espiritual.
💌 t.me/bibliaG

sábado, 20 de dezembro de 2025

O verdadeiro Rei continua sendo o Senhor

 📖 Comentários de 1 Samuel 12

🔹 Contexto Geral
1 Samuel 12 registra o discurso de despedida de Samuel como líder e juiz de Israel. Embora o povo já tivesse um rei, Samuel reafirma que o verdadeiro Rei continua sendo o Senhor. O capítulo é um chamado solene à memória, ao arrependimento e à fidelidade.

1️⃣ A integridade do servo de Deus (vs. 1–5)
Samuel apresenta sua vida como testemunho público. Ele não explorou, não oprimiu, nem se aproveitou do povo.
👉 Lição: A liderança espiritual genuína é marcada por integridade, transparência e temor a Deus. Uma vida reta glorifica a Deus mais do que palavras.

2️⃣ A fidelidade histórica de Deus (vs. 6–12)
Samuel relembra os feitos do Senhor desde o Êxodo até o presente. Deus sempre libertou Seu povo quando este clamou, apesar de repetidas infidelidades.
👉 Lição: A infidelidade humana nunca anulou a fidelidade constante de Deus. Esquecer o passado com Deus leva à ingratidão e à rebeldia.

3️⃣ O erro do povo ao pedir um rei (vs. 12)
Israel pediu um rei movido pelo medo e pela comparação com outras nações, rejeitando o governo direto de Deus.
👉 Lição: Decisões tomadas pelo medo revelam falta de confiança no Senhor. Nem tudo o que parece lógico ou popular é a vontade de Deus.

4️⃣ Obediência: o caminho da bênção (vs. 13–15)
Samuel estabelece uma condição clara: tanto o povo quanto o rei prosperariam se temessem ao Senhor e obedecessem à Sua voz.
👉 Lição: A bênção não depende da forma de governo, mas da submissão à vontade de Deus.

5️⃣ O sinal do juízo e o despertar do arrependimento (vs. 16–19)
Deus envia trovões e chuva em tempo impróprio, confirmando o pecado do povo. Diante disso, Israel teme e pede intercessão.
👉 Lição: Deus usa sinais e circunstâncias para despertar consciências adormecidas. O temor saudável conduz ao arrependimento.

6️⃣ Misericórdia e esperança apesar do erro (vs. 20–22)
Samuel conforta o povo: embora tenham pecado, Deus não os rejeitaria por causa do Seu grande nome.
👉 Lição: O arrependimento sincero abre espaço para a misericórdia divina, mesmo após escolhas erradas.

7️⃣ O compromisso contínuo do intercessor (vs. 23–25)
Samuel declara que jamais deixaria de orar pelo povo e de ensiná-los o caminho certo.
👉 Lição: A verdadeira liderança espiritual intercede, ensina e persevera, mesmo quando é rejeitada.

✨ Mensagem Central de 1 Samuel 12
Deus é fiel, justo e misericordioso. O sucesso espiritual não depende de estruturas humanas, mas de temer ao Senhor, obedecer à Sua Palavra e permanecer firmemente ligados a Ele.
💌t.me/BibliaG

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

O ERRO DE JONAS

 Devocional Diário - Descobertas da fé

8 de agosto

O ERRO DE JONAS

Sabia que Tu és Deus bondoso e compassivo, tardio em irar-Se e grande em misericórdia, e que mudas de ideia quanto ao mal que anunciaste. Jonas 4:2

As palavras que abrem o devocional de hoje fazem parte da frustrada oração de Jonas ao perceber que Deus havia poupado Nínive da destruição. Ele era um profeta incumbido por Deus de pregar contra os pecados da cidade. Temendo os riscos, Jonas foge da missão divina, mas, finalmente, aceita pregar para o povo.

O problema, por incrível que pareça, é que seus ouvintes aceitaram o apelo ao arrependimento, e isso não trouxe alegria ao profeta. Seu debate com Deus revela um espírito amargurado: “Sabia que Tu és Deus bondoso e compassivo”, ou seja, que “o Senhor atiça o espírito de vingança para depois mandar que perdoemos”.

Aqui, Jonas recita uma espécie de credo extraído de Êxodo 34:6 e 7, que diz: “O Senhor Deus compassivo e bondoso, tardio em irar-Se e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a maldade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocente o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até a terceira e quarta geração!”

Embora Jonas reconhecesse a realidade da misericórdia divina, ele parecia valorizar mais a parte que trata da punição dos pecadores. Essa é uma característica das pessoas certinhas demais. Sejamos honestos: muitos daqueles que se acham bons sentem desprezo pelos que consideram maus.

Mesmo que usem uma linguagem politicamente correta, o inconsciente os trai ao comentarem com sarcasmo os erros daqueles que se tornaram especialistas em fazer coisas erradas. Como apreciadores de obras de arte, eles descrevem com indisfarçada alegria escândalos notórios como
se fossem maravilhas da depravação.

A princípio, seus comentários parecem imbuídos de santa indignação, mas não conseguem esconder que são como o fariseu que orava: “Ó Deus, graças Te dou porque não sou como os demais homens” (Lc 18:11).

Deus foi misericordioso até mesmo com Jonas, o qual, apesar de seus defeitos, foi usado como profeta. Tenhamos, pois, a humildade para entender que o pano de saco e as cinzas do arrependimento também nos pertencem, e não apenas àqueles que condenamos.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-erro-de-jonas/

sexta-feira, 27 de junho de 2025

Êxodo 22 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - Êxodo 22
Comentário Pr Héber Toth Armí


ÊXODO 22 – Deus preza pela vida, justiça e misericórdia e anseia que aqueles que O têm como Deus também apreciem a vida, a justiça e a misericórdia.

A ética bíblica está baseada no princípio do amor. O amor sem a prática não passa de mera teoria. A justiça sem amor não passa de atitudes frias e intolerância implacável. Assim, nas leis específicas apresentadas por Deus ao Seu povo, “nota-se que algumas são severas e outras brandas, ilustrando outra vez a justiça e a misericórdia de Deus (ver Sl 85:10; 89:14). Deus é tanto misericordioso para com o fiel fraco e desvalido quanto é severo com o pecador ousado e obstinado”, analisa o Comentário Bíblico Adventista.

O amor deve estar presente no seio do povo de Deus. Submeter-se a Deus implica importar-se com a vida alheia. Vários tópicos desse capítulo são vistos neste texto de Ellen White:

“O amor ao dinheiro e o amor da ostentação têm transformado este mundo num covil de ladrões e salteadores. As Escrituras pintam a ganância e opressão que prevalecerão precisamente antes da segunda vinda de Cristo... Os costumes do mundo não são normas para o cristão. Ele não deve imitar suas práticas sutis, suas astúcias, suas extorsões. Todo ato injusto para com o próximo é uma violação da regra áurea... Toda tentativa de tirar vantagem da ignorância, fraqueza ou infortúnio de outrem, é registrada como fraude no livro-razão do Céu. Aquele que sinceramente teme a Deus, preferiria antes labutar dia e noite e comer o pão da pobreza, a condescender com a paixão do ganho que oprima a viúva e o órfão, ou prive o estrangeiro de seu direito. O mais leve afastamento da retidão derriba as barreiras, e prepara o coração para injustiça maior. É precisamente quando um homem chega ao ponto de tirar vantagem para si da desvantagem de outrem, que sua alma se tornará insensível à influência do Espírito de Deus. O engano obtido a tal preço é uma terrível perda” (PR, 651-652).

Injustiça e imoralidade, espiritualidade falsa e feitiçaria, depravação sexual e exploração social, devem ser eliminados do povo de Deus antes que esses pecados eliminem a verdadeira religião de nossa sociedade.

Então, nosso objetivo é avançar ousadamente na contramão da sociedade em decomposição. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

sábado, 1 de junho de 2024

Obras de misericórdia

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
de junho
https://mais.cpb.com.br/meditacao/obras-de-misericordia/

Obras de misericórdia

Fiel é esta palavra, e quero que você fale ousadamente a respeito dessas coisas, para que os que creem em Deus se empenhem na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas para todas as pessoas. Tito 3:8


Se nos apoiássemos nesse texto de Tito fora do seu contexto, poderíamos chegar à conclusão de que devemos nos ocupar continuamente com as boas obras e que, dessa maneira, talvez possamos obter a salvação. No entanto, é só você ler os versículos anteriores para verificar que não é assim. Paulo deixa bem claro que a salvação é uma manifestação da bondade e do amor de Deus e que a recebemos pela misericórdia de Cristo e a renovação no Espírito Santo. As obras de justiça não contam para a redenção. Paulo também afirma que, após abrigarmos essa verdade em nosso coração, devemos nos ocupar com as obras de misericórdia, isto é, viver com Cristo em tamanha intensidade que isso se reflita em nossas ações, e que cresçamos naquilo que é virtuoso.

É isso que Ellen G. White apresenta ao se referir a Jesus, nosso modelo: “Nosso Salvador era a luz do mundo; mas o mundo não O conheceu. Ele estava constantemente empenhado em obras de misericórdia, derramando luz sobre o caminho de todos; todavia, não chamava a atenção daqueles com quem Se misturava para que contemplassem Sua incomparável virtude, Sua renúncia, sacrifício e benevolência. […] O mais precioso fruto da santificação é a graça da mansidão. Quando essa graça reina no coração, a disposição é moldada por sua influência. Há uma contínua confiança em Deus e uma submissão da própria vontade à Dele” (Conselhos Para a Igreja, p. 51 [51, 52]).

Sugiro que você faça como o nosso Mestre. Ajude a suprir as necessidades dos outros: dê de comer ao faminto, de beber ao sedento, abrigo ao sem-teto, roupa ao desnudo, companhia aos enfermos e aos presos. Dê também conhecimento ao ignorante, conselho ao necessitado, correção ao equivocado, consolo ao triste, respeito ao que é diferente e perdão para todos. Você verá que essas coisas não determinam sua salvação, mas revelam seu caráter.

As obras podem não garantir nossa entrada no Céu, mas são uma evidência de que fomos salvos por Jesus. Por isso, Deus e as pessoas esperam frutos de nós. Vamos fazer a diferença no mundo com nossas boas obras! 

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Deuteronômio 9 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Deuteronômio 9

Comentário Pr Heber Toth Armí

DEUTERONÔMIO 9 – A vacina é um meio de precaver grandes desgraças. Nesse capítulo Deus mostra Suas vacinas contra soberba, contra orgulho e contra arrogância. Também poder ser vistos como sinais de alertas!

Continuando à mensagem do capítulo anterior, Deuteronômio 9 revela que o povo de Deus deve reconhecer que os benefícios celestiais recebidos eram inteiramente fruto da maravilhosa graça divina – jamais qualquer um dos produtos resultaram/resultariam da força e da justiça do povo (Deuteronômio 9:1-6).

Moisés era apenas mediador, mas não o autor ou responsável último pelas bênçãos e dádivas divinas. Ele era um ser humano comum, como qualquer outro que teve privilégios com Deus a fim de liderar o povo – cuja inclinação era enorme para a idolatria, para murmurações e reclamações infindáveis, para a insatisfação e rejeição das dádivas divinas; revelando, assim, a conduta regida pela rebeldia, que carecia constantemente de apelos veementes (Deuteronômio 9:7-29).

É reiterado que Deus falou e também escreveu. Sim, Deus fala e escreve. Portanto, precisamos dar atenção a Ele (Deuteronômio 9:10). Deus reescreve, quando necessário; e, o faz por misericórdia, é importante ouvi-Lo (Deuteronômio 10:1-2).

Deus Se ira, Ele é intolerante máximo ao pecado. Sua santidade não aceita de forma alguma a pecaminosidade. Porém, por outro lado Deus também é paciente. Moisés intercede, conversa com Deus, e Ele cede às súplicas de um homem. A graça é nítida. A misericórdia é imensurável. A compaixão de Deus é indescritível. A Sua justiça é revelada para dar mais ênfase a Sua graça, indica Paulo em Romanos 5:20-21. 

“O Senhor é o Deus que intervêm em nossa história, unindo Sua misericórdia à Sua justiça. Assim, Ele prova que é um Deus de amor, verdade e justiça, dando-nos confiança para enfrentar um futuro cheio de incertezas” diz Jirí Moskala.

Apesar de todas essas tentativas (vacinas) visando impedir que o povo não se afastasse do caminho certo, o povo falhou. Não que Deus não fosse excelente pedagogo, mas pela presença real do grande conflito. 

Além de Deus, há um poder antagônico que trabalha incessantemente para desviar o povo. Satanás conseguiu levar Israel no início da jornada a adorar o bezerro de ouro; no tempo do fim, conseguirá levar o mundo a adorar à besta e a Sua imagem (Apocalipse 13). 

Fiquemos alerta! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Deus de Misericórdia - Êxodo 34

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Êxodo 34

Comentário Pr Héber Toth Armí

ÊXODO 34 – Embora o Deus todo-poderoso e santo Se ire devido a Sua total intolerância ao pecado, essa ira revelada serve para acentuar ainda mais a riqueza de Sua bondade, misericórdia e compaixão com o pecador miserável.

No livro de Êxodo, conscientizamo-nos de que quanto melhor compreendermos a essência do caráter do Deus libertador, mais motivados os adoradores deverão estar para cultuá-Lo. Cada capítulo vai esclarecendo que a doxologia aceitável a Deus é aquela que é orientada e pautada tendo por base a teologia pura e correta.

Para isso, desde as primeiras páginas do livro, o próprio Deus vem revelando mais e mais o Seu caráter extraordinário; visto inclusive em Sua estratégia inicial de tirar Israel do Egito de forma pacífica, solicitando ao Faraó deixar Seu primogênito cultuá-Lo no deserto. Caso houvesse resistência, haveriam consequências (Êxodo 4:21-23; 5:1-3). Nove assustadoras pragas deveriam servir de advertência ao Faraó; o qual em sua ignorância destruiu o Egito e, em sua dureza de coração, não pensou em seu primogênito como Deus pensava no dEle.

Além dessa bondade de Deus com o obstinado Faraó, era notória a riqueza de Sua bondade e compassivo cuidado com os afligidos israelitas – os quais desconheciam o Pai amoroso que tinham. Ao revelar-Se, cada ato Seu era importante. Sua demonstração de amor era gritante. Ao conhecer Sua graça, cada pecador deveria motivar-se à adoração contagiante. Assim, quanto mais O conhecermos, nosso louvor deve ser cada vez mais vibrante. Quanto mais intimamente estivermos de Deus, mais radiante será nossa adoração. 

Ao lavrar segunda vez os Dez Mandamentos, após Moisés ter despedaçado as primeiras tábuas de pedra, Deus revelou-Se compassivo, clemente, longânimo e grande em misericórdia e fidelidade. 

Devido à tamanha afronta a Deus na perversão da adoração, os israelitas deveriam ser punidos com morte; porém, ao serem poupados, Moisés adorou a Deus. Depois pediu pela graça de Sua presença ao povo (Êxodo 34:1-9). Então Deus renovou a aliança reiterando os ensinamentos graciosos até ali apresentados (Êxodo 34:10-27). A evidência de que Deus não desistiu dos israelitas estampava no resplandecente rosto de Moisés (Êxodo 34:29-35).

A prostituição espiritual afeta a adoração e nossa vida espiritual. É fundamental então estudar a Bíblia para evitar desvirtuar o culto prestado ao Deus que abomina rival na adoração!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

sábado, 26 de março de 2022

Êxodo 22 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Êxodo 22

Comentário Pr Héber Toth Armí

ÊXODO 22 – Deus preza pela vida, justiça e misericórdia e anseia que aqueles que O têm como Deus também apreciem a vida, a justiça e a misericórdia.

A ética bíblica está baseada no princípio do amor. O amor sem a prática não passa de mera teoria. A justiça sem amor não passa de atitudes frias e intolerância implacável. Assim, nas leis específicas apresentadas por Deus ao Seu povo, “nota-se que algumas são severas e outras brandas, ilustrando outra vez a justiça e a misericórdia de Deus (ver Sl 85:10; 89:14). Deus é tanto misericordioso para com o fiel fraco e desvalido quanto é severo com o pecador ousado e obstinado”, analisa o Comentário Bíblico Adventista.

O amor deve estar presente no seio do povo de Deus. Submeter-se a Deus implica importar-se com a vida alheia. Vários tópicos desse capítulo são vistos neste texto de Ellen White: 

“O amor ao dinheiro e o amor da ostentação têm transformado este mundo num covil de ladrões e salteadores. As Escrituras pintam a ganância e opressão que prevalecerão precisamente antes da segunda vinda de Cristo... Os costumes do mundo não são normas para o cristão. Ele não deve imitar suas práticas sutis, suas astúcias, suas extorsões. Todo ato injusto para com o próximo é uma violação da regra áurea... Toda tentativa de tirar vantagem da ignorância, fraqueza ou infortúnio de outrem, é registrada como fraude no livro-razão do Céu. Aquele que sinceramente teme a Deus, preferiria antes labutar dia e noite e comer o pão da pobreza, a condescender com a paixão do ganho que oprima a viúva e o órfão, ou prive o estrangeiro de seu direito. O mais leve afastamento da retidão derriba as barreiras, e prepara o coração para injustiça maior. É precisamente quando um homem chega ao ponto de tirar vantagem para si da desvantagem de outrem, que sua alma se tornará insensível à influência do Espírito de Deus. O engano obtido a tal preço é uma terrível perda” (PR, 651-652).

Injustiça e imoralidade, espiritualidade falsa e feitiçaria, depravação sexual e exploração social, devem ser eliminados do povo de Deus antes que esses pecados eliminem a verdadeira religião de nossa sociedade.

Então, nosso objetivo é avançar ousadamente na contramão da sociedade em decomposição. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

terça-feira, 15 de março de 2022

O PRESENTE DIÁRIO

 O PRESENTE DIÁRIO

As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a Tua fidelidade. Lamentações 3:22, 23

Como os seres humanos viveriam se as bênçãos do Céu não fluíssem constantemente sobre a sua vida? Deus doa continuamente para que os seres humanos possam doar constantemente. Não existe nenhum momento da vida em que os donativos e as ofertas não devam ser feitos de acordo com os recursos que Deus providencia.

Não é nosso o dinheiro que manuseamos. Os recursos pertencem a Deus, e Sua obra só pode avançar se Sua tesouraria receber doações e ofertas. Deus nos empresta meios para que devolvamos a Ele os recursos que Lhe pertencem. Se fielmente cumprirmos o nosso dever, sempre haverá o suficiente para as missões locais e estrangeiras.

Tudo o que fizermos precisa ser realizado com espírito voluntário. Devemos levar as nossas ofertas com alegria e gratidão. […] O serviço mais dispendioso que podemos fazer vale muito pouco em comparação com o dom de Deus ao nosso mundo. Cristo é um Presente diário. Deus O deu ao mundo e graciosamente usa os dons confiados aos Seus agentes humanos para o avanço da Sua obra. Assim mostramos que reconhecemos e confessamos que tudo pertence a Deus de forma completa e absoluta.

Deus nos chama para ser colaboradores Dele. Essa é a mensagem que Ele nos envia de diversas maneiras. A mensagem deve ser apresentada para aqueles que não conhecem o Senhor. A Bíblia precisa ser lida para quem quiser ouvir. O Espírito Santo coopera com aquele que abre as Escrituras para os outros. O ministro que é um pastor verdadeiro anuncia a Palavra ao povo. Isso é tudo que o agente humano pode fazer. Ele lança a semente, sem saber qual prosperará, se esta ou aquela. Mas Deus concede a multiplicação. Ele atrai, conduz e sonda o coração.

A obra precisa ser realizada em nosso país e em outras terras. Esse trabalho requer o dinheiro que o Senhor nos confia. As pessoas verdadeiramente convertidas têm a obrigação de realizar um trabalho que requer recursos e consagração. Deus não se propõe a vir a este mundo e distribuir ouro e prata. […] Não é a devolução dos dons confiados por Deus que torna a pessoa pobre. Mas a recusa em fazê-lo leva à pobreza, pois o maior propósito para o qual os recursos divinos devem ser usados é a manutenção dos obreiros na grande seara a ser colhida (Manuscrito 124, 1898).

PARA REFLETIR: Os dízimos são devolvidos. As ofertas são doadas. Quão generoso você é para com Deus?

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Misericórdia E Justiça Na Cruz

 Meditação Diária

Quarta-feira, 25 de agosto

MISERICÓRDIA E JUSTIÇA NA CRUZ

Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram. Salmo 85:10

A misericórdia e a justiça estavam separadas, em oposição uma à outra, afastadas por um grande abismo. Nosso Senhor e Redentor revestiu Sua divindade com a humanidade e produziu em favor do homem um caráter sem mancha, irrepreensível. Implantou Sua cruz entre o Céu e a Terra e fez dela um objeto de atração que atingiu os dois lados, atraindo a justiça e a misericórdia sobre do abismo. […] Nela um Ser igual a Deus levou a pena de toda injustiça e pecado. Perfeitamente satisfeita, a justiça se curvou reverentemente diante da cruz, dizendo: “Basta.”

Pela oferta feita em nosso favor, somos postos em terreno vantajoso. O pecador, atraído pelo poder de Cristo para sair da confederação do pecado, aproxima-se da cruz erguida e diante dela se prostra. Então surge uma nova criatura em Cristo Jesus. O pecador está limpo e purificado. Ele recebe um novo coração. A santidade percebe não ter nada mais a exigir. A obra da redenção envolvia consequências das quais é difícil para o ser humano ter qualquer concepção. Devia ser comunicada ao ser humano que lutava por se moldar à imagem divina, uma dotação dos tesouros celestiais, uma excelência de poder, que o colocasse acima dos anjos que nunca haviam caído. A batalha foi ferida, ganha a vitória. O conflito entre o pecado e a justiça exaltou o Senhor do Céu e estabeleceu diante da família humana salva, diante dos mundos não caídos e de todo o exército dos agentes do mal, do maior ao menor, a santidade, misericórdia, bondade e sabedoria de Deus.

Cristo na cruz foi o meio pelo qual a misericórdia e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram. Esse é o meio de mover o mundo (General Conference Bulletin, 1899).

A grandeza desse dom devia fornecer ao homem um tema de ação de graças e de louvor que perdurasse pelo tempo e a eternidade (The Youth’s Instructor, 13 de dezembro de 1894).

Ellen G. White, 24/8/1956 e 2005

segunda-feira, 29 de março de 2021

Deus Quer Justiça e Misericórdia -Miquéias 6

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Miquéias 6

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Deus é sensivelmente intolerante à hipocrisia. “O hipócrita não pode curtir a verdadeira espiritualidade, pois está envolvido pela aparência e não pela essência, absorto em si mesmo e não em Deus. O hipócrita fica parado naquilo que a espiritualidade aparenta ser” (Brennan Manning).

Observe com atenção que, para Álvaro César Pestana o livro profético de Miquéias tem três grandes ensinamentos:

1. Deus sente-se pessoalmente ofendido quando ocorrem injustiças sociais: Opressão e ganância não são pequenas faltas da sociedade humana que não têm nada a ver com Deus ou com a religião. Miqueias mostra que os pecados no trato de uns para com outros serão punidos pelo justiceiro maior, Deus.

2. A falsa segurança logo será desmascarada: Os judeus sempre achavam que por serem povo de Deus, guardiões do templo, nenhuma desgraça os alcançaria (3:11-12). Mas não há escape para quem provoca a ira de Deus. Não há refúgio.

3. Deus quer nosso coração e consagração e não apenas obediência externa: Este problema antigo e moderno ainda perturba os homens. É necessário adorar a Deus no dia a dia e não apenas nos momentos designados de “culto”.

O capítulo em pauta está relacionado com a hipocrisia, ou o legalismo. Fica claro que ninguém consegue salvar-se, mesmo oferecendo ou fazendo a Deus ofertas ou obras grandiosas.

• A falta de relacionamento íntimo e dependência de Deus a tal ponto de refletir a justiça e a misericórdia na prática resultará em uma religião enfadonha (vs. 1-8).

• Injustiça, exploração e opressão social presentes nos crentes que dizem servir a Deus atraem o julgamento e não livramento do Deus Onipotente, pois usar a máscara da religião significa pecar em nome de Deus e isso significa difamar o Seu santo nome (vs. 9-16).

“A primeira mensagem de Miqueias foi apresentada como uma cena que se desenrola no tribunal, e essa forma se repete em sua terceira mensagem. O Juiz declarou a acusação (Mq 6:1-8), pronunciou a sentença (Mq 6:6-7:7) e, em sua graça, prometeu misericórdia (Mq 7:7-20)! Miqueias usou esses fatores – culpa, castigo e misericórdia – como argumentos para suplicar ao povo que se arrependesse e que voltasse para o Senhor” (Warren W. Wiersbe).

Vamos rejeitar à hipocrisia! Sejamos súditos do reino do Messias! “Senhor, reaviva-nos para que sejamos íntegros!” – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz

segunda-feira, 20 de julho de 2020

O Exemplo da Oliveira

MEDITAÇÃO DIÁRIA

 20 de julho
O Exemplo da Oliveira

Quanto a Mim, porém, sou como uma oliveira verdejante, na Casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para todo o sempre. Salmo 52:8

Sentindo-se traído pelo edomita Doegue, homem de confiança de Saul, Davi escreveu o Salmo 52. Na tentativa de se promover, Doegue astutamente vigiou, fugiu de Nobe e foi informar Saul sobre a visita feita por Davi ao sacerdote Abimeleque, em busca de proteção contra a perseguição empreendida pelo rei. Em seguida, uma terrível matança dizimou os sacerdotes daquela cidade (1Sm 21:1-9; 22:11-19). Nesse salmo, o poeta de Israel reafirma a justiça de Deus contra os perversos, difamadores inescrupulosos, vaidosos, os que se utilizam da própria habilidade a fim de prejudicar o semelhante, e se vangloriam da maldade praticada. Tanto a pessoa que se sente vítima da famigerada “puxada de tapete” como quem planeja algo contra o semelhante precisam atentar para as lições dessa reflexão. Tão certo como o dia segue-se à noite, o Senhor reivindicará a causa de todo filho fiel que é injustiçado. Se isso não causa temor ou representa chance de retrocesso por parte do malfeitor, é motivo de consolo e esperança para a vítima.

Na situação em que estava, Davi decidiu permanecer no melhor lugar, ou seja, do lado de Deus. Assim, transformou a situação adversa em oportunidade para o crescimento espiritual: “Quanto a Mim, porém, sou como uma oliveira verdejante, na Casa de Deus”, com todo o vigor. Estando escondido, porém seguro e feliz na casa de Deus, ele havia sido protegido contra o inimigo destruidor, e isso requeria dele o humilde reconhecimento à bondade do Supremo benfeitor.

Então, Davi decidiu viver em adoração e gratidão a Deus. Ungido como rei, alimentaria e iluminaria espiritualmente seus súditos. Isso dá sentido ao simbolismo da oliveira utilizado no salmo. O azeite produzido pelo fruto dessa planta tinha uso litúrgico, na adoração e unção. Somadas ao uso alimentício e na iluminação, essas propriedades lembram também os genuínos cristãos. Espiritualmente vigorosos e frutíferos, eles florescem nos átrios do Senhor. Ungidos pela graça divina, não se deixando intimidar pela oposição e pelas provações, alimentam e iluminam um mundo faminto e mergulhado em trevas. São filhos da paz e exibem a beleza de Cristo.

Ao sermos tentados a usar os mesmos recursos tortuosos daqueles que nos perseguem, a única saída eficaz para acalmar o espírito e nos manter no caminho do dever é nos voltarmos para Deus. Essa é uma decisão altamente compensadora.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

domingo, 28 de junho de 2020

A bondade de Deus– Salmos 147

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 147
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

 A bondade de Deus para com a Sua criação deve motivar-nos a um compromisso de adoração com o Criador e Salvador do mundo.

O povo de Deus tem sérios motivos para render constantes louvores ao Senhor:

• Deus forma um povo a partir de uma humanidade deformada pelo pecado: Ele reconstrói a Sua igreja, liberta os escravizados, os protege e promove a paz no mundo, provê alimentos, e, fornece Suas santas e sagradas Leis, as quais são resultados de Sua imensurável graça (vs. 2, 13-14, 19-20).

• Deus age em nosso Planeta assim como Ele age no ambiente celestial: Em seu pleno poder sobre o Céu, Deus revela controle absoluto sobre cada uma das estrelas, planetas, cometas, e galáxias. Contudo, considerando a invasão de um sequestrador (Satanás) no mundo, precisamos pedir que a vontade divina seja feita na Terra, assim como é realizada no Céu (vs. 4-5).

• Deus atua soberanamente em Sua criação: Por agir diretamente na natureza, Deus envia a chuva para manter verdes as pastagens a fim de alimentar aos animais. Ele age no clima, no tempo, a fim de que haja neve, geada e ventos, tudo para beneficiar Sua criação (vs. 8-10, 15-18).

• Deus opera miraculosamente na vida dos aflitos que O buscam para a conversão: Os de coração ferido e angustiado que correm para Deus encontram curas para suas mazelas, restauração para sua situação, e perdão para suas culpas. Mas, os que fogem de Deus e correm para o pecado escolhem o desprezo dEle. Rejeição a Deus não tem solução, pois não existe solução real distante de Deus (vs. 3, 6, 11).

Por tudo isso e muito mais, o povo de Deus tem razões suficientes para louvar e convidar outros a adorar ao Deus que, além de nos criar, nos proporciona condição não apenas para viver neste mundo, mas para nos preparar para a eternidade. Portanto…

1. Vamos abrir a boca com todo entusiasmo para cantar louvores ao nosso grande Deus! (v. 1, 12);
2. Vamos usar a música da melhor qualidade, bem ensaiada e, bem selecionada para exaltar ao Deus que não merece nada menos que o melhor de nós! (v. 7).

Vamos cantar, adorar e convidar mais gente para se envolver com o Deus que nos ama incondicionalmente! – Heber Toth Armí.
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

terça-feira, 23 de junho de 2020

Clamor pela Misericórdia Divina- Salmos 142

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 142
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Se tem alguém na história e no mundo que sofreu e ainda é alvo de bulling é o crente. Aquele que crê em Deus e confia em Sua graça e vive a piedade prática, está sempre lidando com pessoas que o estão perseguindo, desprezando e humilhando.

O Salmo em apreço aponta-nos os seguintes princípios de vida:

• A comunhão com Deus é a oração que resulta em certeza diante do clamor de um coração aflito (v. 1);
• O melhor lugar para desabafar, derramar nossas queixas e expor nossas tribulações é na presença do Deus que nos oferece esperança (v. 2);
• A melhor pessoa para conhecer nossas fraquezas, nossos defeitos e falhas e, o que vai em nosso íntimo, é Deus – sem nos condenar ou rotular (v. 3);
• Desolado, desprezado, desvalorizado e desrespeitado, quem sofre bulling deve refugiar-se, não na solidão, na introversão ou na depressão, mas no Senhor Deus (v. 4);
• Onde os fracos não têm vez nem voz, o melhor a fazer não é lutar pelos seus próprios direitos, mas clamar a Deus: “Tu és o meu refúgio; és tudo o que tenho na terra dos viventes” (v. 5);
• Onde arrogantes e fortes pensam dominar, os abatidos, humildes e perseguidos devem pedir a atenção do Deus que preza por nossas orações (v. 6);
• Aqueles que anseiam por libertação estão procurando obter uma experiência miraculosa para, então, proclamar, louvar e adorar ao Deus que ama aos humildes e justos (v. 7).

“Cárcere” neste salmo é um “termo figurado que se refere aos problemas e a condições desesperadoras da vida, causadas por inimizade, perseguição e isolamento” (Bíblia Andrews). Que cristão nunca esteve num cárcere assim? Até Davi esteve… Jesus também!

Nota-se que, “mesmo em uma situação de desespero e depressão, Davi sabe que está nas mãos de Deus. Essa consciência lhe dá coragem renovada para confiar no Senhor, o único refúgio em sua vida” (Bíblia Andrews).

Quem sofre bulling deve,

1. …Saber que Deus está esperando nossas orações;
2. …Crer que Deus conhece cada uma de nossas condições;
3. …Confiar que Deus acode-nos em todas as nossas necessidades;
4. …Fazer do Senhor o único refúgio de sua vida – em todas as ocasiões.

Precisamos clamar pela misericórdia divina para que tenhamos paz nas tribulações! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

quarta-feira, 17 de junho de 2020

A Misericordia de Deus ,- Salmos 136

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 136
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

A misericórdia de Deus por nós é maior que nossa capacidade de compreendê-la. Sua graça é claramente revelada em nossa desgraça. Seus feitos generosos nos são outorgados sem nenhum merecimento.

Há, neste Salmo, quatro imperativos para louvar ao Senhor, que é bom, Deus dos deuses, Senhor dos senhores, e, Deus dos céus (vs. 1-3, 26). Entre os versículos 3 e 26 temos 22 razões para louvá-lO. Sim! Deus merece nosso louvor, porque…

1. …faz milagres (v. 4);
2. …formou o cosmo (v. 5);
3. …dispôs a terra sobre as águas (v. 6);
4. …encheu os céus de luz (v. 7);
5. …fez o sol para guardar o dia (v. 8);
6. …fez a Lua e as estrelas como guardiãs da noite (v. 9);
7. …abateu os primogênitos do Egito (v. 10);
8. …libertou Israel da opressão (v. 11);
9. …tomou conta de Israel com mão poderosa (v. 12);
10. …dividiu o Mar Vermelho (v. 13);
11. …conduziu Israel à seco pelo Mar Vermelho (v. 14);
12. …afogou o Faraó e seu exército no Mar Vermelho (v. 15);
13. …fez Seu povo marchar pelo deserto (v. 16);
14. …devastou vários reinos de todos os lados (v. 17);
15. …derrubou grandes reis (v. 18);
16. …destronou Seom, rei dos amorreus (v. 19);
17. …destronou Ogue, rei de Basã (v. 20);
18. …distribuiu o território dos inimigos como herança a Israel (v. 21);
19. …entregou a terra de volta a Israel depois do exílio (v. 22);
20. …se lembra de quando estamos caídos (v. 23);
21. …resgatou-nos de nossos inimigos (v. 24);
22. …cuida de cada um em tempos de necessidades (v. 25).

“Benignidade/misericórdia/amor do Senhor duram para sempre” aparecem 26 vezes neste Salmo, uma vez em cada verso. O maior ato de misericórdia no Universo foi demonstrado por Deus, ao dar Jesus para morrer por nós.

“Poderia o Senhor ter eliminado o pecador, destruindo-O totalmente; mas foi preferido o plano mais custoso… Cristo veio para manifestar o amor de Deus ao mundo, para atrair a Si o coração de todos os homens… O primeiro passo rumo da salvação é corresponder à atração do amor de Cristo” (Ellen G. White).

Como dura para sempre, hoje vamos usufruir da misericórdia de Deus e, louvá-lO por isso! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

domingo, 10 de maio de 2020

Celebração – Salmos 98

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – Salmos 98
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

A ordem da natureza destruída pelo pecado e a ordem da história proposta por Deus arruinada pela injustiça está sendo restaurada e logo estará concluída; porque todos os seres celestiais estão envolvidos no plano da salvação de alcance Universal.

Para uma visão mais ampliada do poder de Deus e Seu reino examine Isaías, capítulos 40 a 66. Depois volte tua atenção para o Salmo em questão. Veja este esboço:

• Vitória alcançada por Deus com Sua mão direita e braço santo (v. 1);
• Salvação anunciada baseada em Sua justiça pública (v. 2);
• Misericórdia e fidelidade divinas reveladas ao mundo inteiro (v. 3);
• Celebração incentivada com imperativos específicos a todos os seres viventes (vs. 4-9);
• Razão oferecida para a celebração: Deus virá à Terra julgar tudo com justiça e equidade (v. 9).

As palavras de abertura e conclusão deste Salmo são iguais as do Salmo 96. Israel, todas as nações e até mesmo a natureza devem unir-se para, juntos, celebrarem ao Deus verdadeiro.

Por exaltar a Deus como Rei, este é um dos Salmos chamados de Salmos da realeza de Deus; o qual inicia com energia e alegria ao render louvores atualizados e modernos ao Senhor. Depois, com maior ênfase, o salmista convoca as nações a cantarem alegre e entusiasticamente ao soberano Senhor. Além disso, objetivando tornar mais impactante o louvor e incorporar ainda mais a adoração, pede-se para incluir instrumentos musicais. Pois, o Deus Salvador e Juiz é digno de honra e glória.

O salmista convoca até o mar, os rios, os montes (a criação inteira) a adorar a Deus. A razão e a motivação para isso são os atos divinos no passado, maravilhas no presente e esperança no futuro.

O Salmo possui duas ênfases:

• Profética: Chegará o dia em que reinará paz perfeita em nosso planeta imperfeito. Nesse dia os sobreviventes (salvos) se alegrarão e expressarão com exultação louvor ao Salvador, de diversas formas, com diversos instrumentos, em paz e harmonia.
• Evangelística: Deus quer que todas as nações saibam de Sua existência, quer ser proclamado para que todos os povos O adorem. Os divinos atos miraculosos na igreja devem impactar ao mundo inteiro.

O que Deus faz em prol de Seu povo deve ser testemunhado a todos os povos. Testemunhemos de Deus! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

A MISERICÓRDIA DE DEUS

MEDITAÇÃO DIÁRIA
22 de janeiro
A MISERICÓRDIA DE DEUS

As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm f im; renovam-se cada manhã. Grande é a Tua fidelidade. Lamentações 3:22, 23

Nasce um novo dia! Certamente, o Senhor tem um cálice de bênçãos para nós hoje, ainda que sejamos provados. É mais uma etapa em nossa caminhada para a eternidade que nos aguarda. A que devemos tudo isso?

Aiden Tozer, em seu livro Mais Perto de Deus, amplia essa pergunta, sob uma perspectiva futura: “Quando nós atravessarmos os portais da eternidade, qual terá sido a razão pela qual estaremos ali? Quando estivermos às margens do mar ‘como que de vidro’, cantando o cântico da vitória sobre o pecado, a morte e o mal, quem ou o que nos terá dado o direito de nos perfilarmos junto à multidão de salvos? Que credenciais apresentaremos ao nos tornarmos súditos do reino da glória de Deus?”

Tozer responde: “Quando nós, os filhos das trevas, mediante o sangue da eterna aliança, alcançarmos afinal o lar de luz, teremos mil cordas em nossas harpas, mas a mais doce será a que entoar com maior perfeição a misericórdia de Deus” (p. 106). É por causa dela que não somos consumidos.

A misericórdia é um atributo de Deus, fonte infinita e inesgotável de bondade, que O dispõe a nos olhar e aceitar, compadecido de nossa miséria. O Antigo e o Novo Testamentos proclamam a misericórdia divina. O salmista diz: “Muitas, Senhor, são as Tuas misericórdias” (Sl 119:156). No Salmo 136, ele repete 26 vezes: “Sua misericórdia dura para sempre.”

Nosso texto assegura que as manifestações do amor de Deus são multiformes e jamais acabam. De fato, os versos 22 a 41 são o ápice não apenas do capítulo 3, mas de todo o livro. Neles é revelada a verdade sobre os propósitos e intenções de Deus para com Seu povo. Eles respondem às muitas interrogações que eventualmente surgem, pois nos deparamos com um Deus que, embora possa castigar, “não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens” (v. 33).

A experiência de Israel contém 70 anos de cativeiro babilônico, durante o qual a nação parecia abandonada e esquecida. Entretanto, o Senhor estava permitindo essa amarga experiência a fim de revelar a Seu povo a necessidade dele e convencê-lo de que ser fiel a Deus é uma atitude sábia. Nesse processo, garantiu ao povo de Israel o que nos garante hoje: “Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a Minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da Minha paz não será removida, diz o Senhor, que Se compadece de ti” (Is 54:10).

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

Salmos 36 Comentário

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