domingo, 22 de novembro de 2020

Evangelho ornamentado

MEDITAÇÃO DIÁRIA

22 de novembro

Evangelho ornamentado

Ensine os escravos a [...] mostrarem que são inteiramente dignos de confiança, para que assim tornem atraente, em tudo, o ensino de Deus, nosso Salvador. Tito 2:9, 10, NVI

Cansadas de receber más notícias todos os dias, as pessoas precisam ouvir a maravilha do evangelho e a esperança que ele contém. Em meio a tantos atos de deslealdade, fraudes e desonestidade, elas desejam encontrar alguém que seja digno de confiança. Os cristãos têm as duas coisas: na palavra e no estilo de vida. Por meio desses dois recursos, eles podem apresentar a beleza inigualável do evangelho, seu amor e sua pureza, acima de todos os atrativos criados pelo mundo com o propósito de superá-lo no interesse das pessoas.

Infelizmente, há o risco de que alguns cristãos apaguem essa beleza pela imposição de critérios pessoais aos ensinamentos do Mestre, acrescentando a eles as próprias tradições e seus conceitos, à semelhança dos fariseus do tempo de Jesus (Lc 11:46). Que atração imaginamos existir num evangelho que seja apresentado à margem do amor, da graça e da misericórdia Daquele que é seu autor? O legalismo é extremamente prejudicial à fé e à salvação de alguém. Ao contrário de atrair ao evangelho, ele causa repulsa.

Isso nos leva à outra forma de eliminar a atratividade dos ensinamentos de Cristo: a incoerência entre a teoria e prática no estilo de vida. Paulo falou sobre isso a Tito, a propósito dos escravos. Russell Champlin lembra que, durante muito tempo, o cristianismo conviveu com a escravidão, “tentando apenas humanizar a prática”, até que “o amor cristão destruiu a citada instituição, mas isso precisou da passagem de muitos séculos” (O Novo Testamento Interpretado, v. 5, p. 630). Ao mesmo tempo, escravos também aceitavam a Cristo e se convertiam. Entretanto, antes dessa nova e transformadora experiência, tinham muitas oportunidades de se comportar indignamente no exercício de suas atividades, e efetivamente o faziam: roubavam seus senhores, insurgiam-se contra eles, fraudavam e causavam prejuízos.

O fato de que tivessem aceitado Jesus naturalmente requeria que o mau procedimento fosse abandonado. Isso, Paulo esclareceu, por uma razão forte: tornar “atraente, em tudo, o ensino de Deus, nosso Salvador”. As pessoas precisam disso. A palavra “contextualização”, tão usada entre nós, implica a necessidade de tornar o evangelho o mais relevante e atraente possível para os ouvintes. No entanto, acima de tudo o que for proposto nesse sentido, nada é mais poderoso do que o testemunho vivo.

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