quarta-feira, 30 de setembro de 2020

A Carta e o Autor

MEDITAÇÃO DIÁRIA

30 de setembro
A Carta e o Autor

Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos. 2 Coríntios 3:3, NVI

Apesar da facilidade das redes sociais na comunicação moderna, um britânico chamado Shaun Usher ainda se mantém ligado a cartas. Pelo menos com o objetivo de preservar lembranças de fatos e pessoas que ele julga importantes na História. No livro Cartas Extraordinárias, ele reuniu 125 cartas, entre as quais uma que Mahatma Gandhi escreveu a Hitler, em 1939, apelando para que o sanguinário ditador evitasse conflitos armados. Outra, de Albert Einstein para Franklin Roosevelt, no mesmo ano, incentivava o presidente norte-americano a avançar nas pesquisas que resultaram na fabricação da bomba atômica. A rainha Elizabeth II, após perceber que se esquecera de dar ao presidente Eisenhower, dos Estados Unidos, uma prometida receita de bolinhos que lhe servira com chá durante uma visita, escreveu uma carta se desculpando e enviando-a cinco meses depois do encontro em Londres.

Se o uso de cartas não é mais um recurso utilizado com a mesma frequência do passado, parece ainda haver lugar para cartas de recomendação de pessoas. Isso já era comum nos dias de Paulo para apresentar missionários entre as igrejas. Em Corinto, os críticos do apóstolo tentaram desautorizá-lo, argumentando que ele não levava carta de recomendação. A isso, ele respondeu ter a recomendação viva de seus conversos: “Vocês mesmos são a nossa carta” (2Co 3:2); e ampliou a abrangência da afirmação: “Vocês demonstram que são uma carta de Cristo” (v. 3).

A vida deles era o texto pelo qual o mundo podia identificá-los como cristãos leais. Assim é conosco. Somos cartas de Cristo que, mediante o Espírito Santo, imprime Sua vida em nós. Ao se depararem conosco, todas as pessoas entenderão facilmente a linguagem desse modelo de vida. Jesus é o texto limpo, em condições de ser entendido em nosso testemunho.

Aliás, Alexander MacLaren realçou que o trabalho de Cristo é duplo: Ele apaga o rascunho imprestável (Is 43:25) e escreve um novo texto: “Ele morreu para que você possa ser perdoado. Ele vive para que você possa ser purificado. Entregue-se a Ele, deixe que Sua expiação e Seu poder santificador lidem com toda a sua pecaminosidade, e as palavras sujas e maus pensamentos que foram marcados tão profundamente em sua natureza serão apagados. A mão Dele traçará na página, pobre e fina quanto seja, embranquecida pelo Seu sangue, belas letras e formas de Sua semelhança” (Expositions of Holy Scripture, 2Co 3:3).
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

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