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segunda-feira, 23 de outubro de 2023

PEDRO

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

23 de outubro

PEDRO

Eu, porém, orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E você, quando voltar para Mim, fortaleça os seus irmãos. Lucas 22:32

Uma maneira como Deus nos ensina é por meio da vida de outras pessoas, principalmente aquelas descritas na Bíblia. No Novo Testamento, uma das figuras de destaque é o apóstolo Pedro. Como nós, ele teve altos e baixos. Caminhou, tropeçou, caiu, levantou-se e continuou. Um aspecto positivo é sua sinceridade, como naquelas ocasiões em que ele disse a Jesus: “Darei a minha vida pelo senhor” (Jo 13:37) e “de modo nenhum O negarei” (Mt 26:35). Ele também tinha discernimento espiritual em certa medida. Em uma reunião com os 12 discípulos, quando o Mestre lhes perguntou: “E vocês, quem dizem que Eu sou?”, Pedro rapidamente respondeu: “O Senhor é o Cristo” (Mt 16:15, 16). Em outra ocasião, respondendo à outra indagação, ele disse: “O Senhor é o Santo de Deus” (Jo 6:69).

Na vida de Pedro, também sobressaem alguns aspectos negativos. Fica evidente que ele estava fortemente apegado à tradição judaica sobre o Messias, por exemplo (Mt 16:21, 22). Quanto ao temperamento, ele era impulsivo. Tinha muita confiança própria e pouca confiança em Deus (Mt 26:31-35). Porém, o que mais se destacou foi sua negação de Cristo. Ele fez isso repetidamente. Na primeira vez, ele simplesmente negou (Mt 26:70). Na segunda, negou e jurou (v. 72). Na terceira, negou, jurou e praguejou (v. 74), de modo que transparecesse que ele não tinha nada a ver com Jesus.

A narrativa bíblica também revela o que Jesus fez por Pedro. Primeiramente o acolheu (Jo 1:40-42). Quando André havia reconhecido Jesus como Messias, trouxe seu irmão Pedro à presença do Mestre. E Ele o recebeu, apesar de seus defeitos de caráter. Posteriormente, próximo ao final de Seu ministério terrestre, Jesus avisou Pedro das investidas de Satanás sobre ele, assegurou-lhe que orava por ele e, antes de adverti-lo, falou-lhe palavras de esperança (Lc 22:31-34).

Depois da ressurreição, Jesus não Se esqueceu dele. Diante de todos os companheiros, Pedro teve a oportunidade de afirmar repetidamente seu amor pelo Mestre (Jo 21:15-18).

Da mesma forma, Jesus nos conhece. Não desanima apesar de nossas debilidades. Ele está disposto a nos transformar e nos conduzir com segurança ao Seu reino.
https://youtu.be/J6TtLIvCCDE

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

A ROCHA DA SALVAÇÃO DE ISRAEL

 A ROCHA DA SALVAÇÃO DE ISRAEL

   Também Eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja. Mateus 16:18

   A palavra Pedro significa “pedra”, uma pedra movediça. Pedro não era a rocha sobre a qual a igreja estava fundada. As portas do inferno prevaleceram contra ele quando negou seu Senhor com maldições e juramentos. A igreja foi edificada sobre Aquele contra quem as portas do inferno não podiam prevalecer.

   Séculos antes do advento do Salvador, Moisés havia falado a respeito da Rocha da salvação de Israel (Dt 32:4). O salmista cantara sobre “a Rocha da minha fortaleza” (Sl 62:7, ARC). Isaías tinha registrado: “Assim diz o Senhor Deus: ‘Eis que ponho em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada” (Is 28:16). O próprio Pedro, escrevendo por inspiração, aplicou essa profecia a Jesus. Ele disse: “Já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso. Chegando-vos para Ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual” (1Pe 2:3-5, ARA).

   “Ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3:11). “Sobre esta pedra”, disse Jesus, “edificarei a Minha igreja” (Mt 16:18). Na presença de Deus e de todos os seres celestiais, na presença do invisível exército do inferno, Cristo fundou Sua igreja sobre a Rocha viva. A Rocha é Ele próprio, Seu corpo, quebrantado e ferido por nós. Contra a igreja edificada sobre esse fundamento, as portas do inferno não prevalecerão.

   Como a igreja parecia fraca quando Cristo proferiu essas palavras! Havia apenas um grupo de crentes, contra os quais se dirigiria todo o poder dos demônios e dos seres humanos maus. No entanto, os seguidores de Cristo não deveriam temer. Edificados sobre a Rocha de sua fortaleza, não poderiam ser vencidos.

   Durante 6 mil anos, a fé tem sido edificada sobre Cristo. Por 6 mil anos, as inundações e tempestades da ira satânica têm açoitado a Rocha de nossa salvação. Contudo, ela permanece inabalável.

   Pedro havia expressado a verdade que é o fundamento da fé da igreja, e Jesus o honrou então como o representante de todo o corpo de crentes (O Desejado de Todas as Nações, p. 328, 329 [413]). 


   PARA REFLETIR: Que papel você desempenha em ajudar Cristo a sustentar e proteger a Sua igreja? 

MEDITAÇÃO DIÁRIA

 2 de novembro

sábado, 5 de fevereiro de 2022

O SANTO VIGIA

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

O SANTO VIGIA

05/02/2022

Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os Seus ouvidos estão abertos ao seu clamor. Salmo 34:15

Enquanto Pedro ainda se encontrava em Jope, foi chamado por Deus para levar o evangelho a Cornélio, um centurião romano que vivia em Cesareia.

Esse homem era rico e de linhagem nobre, e ocupava uma posição de honra em um cargo de confiança. Embora fosse pagão de nascimento, ensino e educação, adquirira o conhecimento de Deus pelo contato com os judeus e O adorava com coração verdadeiro, demonstrando a sinceridade de sua fé pela compaixão para com os pobres. Era conhecido longe e perto por sua beneficência, e sua vida honesta lhe dava boa reputação entre judeus e gentios. Sua influência era uma bênção a todos os que entravam em contato com ele. O relato inspirado o descreve como uma pessoa religiosa e temente a Deus, como também toda a sua família. Ele praticava a caridade e era um homem de oração (At 10:2).

Crendo em Deus como o Criador do Céu e da Terra, Cornélio O reverenciava, reconhecia Sua autoridade e procurava Seu conselho em todos os negócios da vida. Era fiel a Jeová em sua vida doméstica e em seus deveres oficiais. Erguera em seu lar um altar a Deus, pois não ousava efetuar seus planos ou encarar suas responsabilidades sem o auxílio divino.

Embora Cornélio cresse nas profecias e esperasse a vinda do Messias, não conhecia o evangelho como revelado na vida e morte de Cristo. Não era membro da igreja judaica e teria sido considerado pelos rabinos como pagão e imundo. Mas o mesmo santo Vigia que dissera de Abraão: “Eu o escolhi” (Gn 18:19) conhecia também Cornélio, e lhe enviou uma mensagem direta do Céu.

O anjo apareceu ao centurião quando ele estava orando. Ouvindo que alguém o chamava pelo nome, Cornélio ficou assustado. Mesmo assim, compreendeu que o mensageiro vinha da parte de Deus, e disse: “Que é, Senhor?” (At 10:4). O anjo respondeu: “As suas orações e as suas esmolas subiram para memória diante de Deus. Agora envie mensageiros a Jope e mande chamar Simão, que também é chamado de Pedro. Ele está hospedado com Simão, curtidor, cuja residência está situada à beira-mar” (v. 4-6).

Os detalhes dessas informações […] mostram que o Céu está ciente da história e ocupação dos seres humanos de todas as condições de vida. Deus está familiarizado com a experiência e os afazeres do humilde trabalhador, bem como com os do rei em seu trono (Atos dos Apóstolos, p. 84, 85 [132-134]).

PARA REFLETIR: Quem está aguardando fielmente uma mensagem especial da parte do Senhor, que Ele pode querer entregar por seu intermédio?

domingo, 20 de setembro de 2020

Sobre As Águas

MEDITAÇÃO DIÁRIA

20 de setembro
Sobre As Águas

Respondendo-Lhe Pedro, disse: Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter Contigo, por sobre as águas. Mateus 14:28

O que não fazem os seres vivos, mesmos os irracionais, pela própria sobrevivência? Com o passar do tempo, cabras que habitam áreas desérticas no Marrocos tiveram que aprender a subir em grupos na árvore de argan, em busca do fruto para alimentação. Na Itália, cabras selvagens foram vistas tentando subir 50 metros de um paredão em busca de alimento. Como seres humanos, também não nos rendemos à possibilidade de morte. Enquanto houver chance de viver, não a descartaremos.

Em 2003, Fernando Ivan Ostrowski tinha 18 anos e estudava na Rússia. Em certa madrugada de novembro, ele foi acordado pelo som da sirene e pelos gritos que anunciavam um incêndio no residencial da universidade onde morava com colegas estrangeiros. Foi o último a acordar, mas, com muita serenidade e acalmando os demais, ele não hesitou em pular do quinto andar. Tendo a queda amortecida pela neve, mesmo assim sofreu alguns ferimentos. Com essa atitude, escapou da morte, que ceifou 36 estudantes na ocasião.

Acostumado com os desafios da vida de pescador, certa noite, Pedro temeu a fúria da ventania que, durante uma tempestade, ameaçava o barco no qual estava com os demais discípulos. A visão de Jesus andando sobre as águas na direção deles inicialmente os assustou; em seguida, porém, trouxe esperança ao apóstolo. “Senhor, se és Tu, manda-me ir ter Contigo, por sobre as águas!” Esse era um clamor, não apenas um teste. É certo que havia o risco de naufrágio no caminho proposto, mas Pedro sabia que, no fim, Cristo o esperava. Ao convite do Mestre, começou a andar como em terra firme, até que o erro de desviar o olhar para a força do vento por pouco não o destruiu. Sem o olhar da fé posto unicamente no Salvador, morreremos afogados no mar do medo e da dúvida.

Foi em um barco prestes a ser tragado pela tempestade que John Newton se libertou da vida imoral em que havia mergulhado. Na ocasião, clamou a Deus por socorro e foi ouvido. Tempos mais tarde, solicitado a falar sobre sua experiência, debilitado, o autor do hino “Graça excelsa” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, no 208) respondeu: “Minha memória praticamente se foi; mas ainda me lembro de duas coisas: sou um grande pecador, mas Cristo é um grande Salvador” (John Gillespie, Ideas Matter, p. 72). Devemos nos lembrar sempre dessa verdade.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Pedro Fortaleceu os Aflitos

Refletindo a Cristo
Pedro Fortaleceu os Aflitos - 13 de dezembro

Para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo. I Ped. 1:7.

Os seres humanos, dados eles próprios ao mal, são inclinados a tratar duramente com os tentados e os que erram. Eles não podem ler o coração; não conhecem suas lutas e pesares. Necessitam aprender a respeito da repreensão que é amor, do golpe que fere para curar, da advertência que fala de esperança.

Durante seu ministério, Pedro vigiou fielmente o rebanho que lhe fora confiado, tornando-se assim digno do encargo e responsabilidades que lhe foram outorgados pelo Salvador. Exaltou sempre a Jesus de Nazaré como a Esperança de Israel, o Salvador da humanidade. Mantinha sua própria vida sob a disciplina do Mestre por excelência. Buscava, por todos os meios ao seu alcance, educar os crentes para o serviço ativo. Seu piedoso exemplo e incansável atividade inspiravam muitos jovens promissores a se entregarem inteiramente à obra do ministério. Com o passar do tempo a influência do apóstolo como educador e líder cresceu; e conquanto jamais perdesse de vista sua preocupação de trabalhar especialmente pelos judeus, levou contudo seu testemunho a muitas terras, e fortaleceu a fé de multidões no evangelho.

Nos últimos anos de seu ministério, Pedro foi inspirado a escrever aos crentes “dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia”. I Ped. 1:1. Suas epístolas foram o meio de reavivar o ânimo e fortalecer a fé daqueles que estavam sofrendo provas e aflições, e de renovar as boas obras dos que, assediados por tentações de toda ordem, estavam em perigo de perder seu apego a Deus. Essas cartas levam a impressão de terem sido escritas por alguém em quem os sofrimentos de Cristo, bem como Sua consolação, tinham sido abundantes; alguém cujo ser todo tinha sido transformado pela graça, e cuja esperança de vida eterna era certa e firme.

No início de sua primeira carta, o encanecido servo de Deus rende a seu Senhor tributo de louvor e graças. “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”, exclama, “que, segundo a Sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar.” I Ped. 1:3 e 4. …

Nesta esperança de uma herança segura na Terra renovada rejubilavam-se os primeiros cristãos, mesmo em tempos de severa prova e aflição. Atos dos Apóstolos, págs. 516-518.
Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo
Pág. 353

terça-feira, 27 de novembro de 2018

A Qualificação Essencial Para o Serviço

Refletindo a Cristo

A Qualificação Essencial Para o Serviço -27 de novembro

Perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-Me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo. Ele lhe disse: Apascenta os Meus cordeiros. João 21:15.

Pouca menção se faz no livro de Atos quanto ao último trabalho do apóstolo Pedro. …

Aumentando o número de crentes em Jerusalém e outros lugares visitados pelos mensageiros da cruz, os talentos do apóstolo Pedro se provaram de inestimável valor para a primitiva igreja cristã. A influência de seu testemunho referente a Jesus de Nazaré se estendia amplamente. Sobre ele havia sido posta dupla responsabilidade. Dava ele perante os incrédulos positivo testemunho com respeito ao Messias, trabalhando fervorosamente para a conversão deles, fazendo ao mesmo tempo trabalho especial pelos crentes, fortalecendo-os na fé em Cristo.

Foi depois de haver sido levado à renúncia do eu e à inteira confiança no poder divino, que Pedro recebeu o chamado para agir como um subpastor. Cristo havia dito a Pedro, antes de este O haver negado: “Quando te converteres, fortalece os teus irmãos.” Luc. 22:32. Essas palavras denotavam a ampla e eficiente obra que este apóstolo devia fazer no futuro pelos que viessem para a fé. Para esta obra a própria experiência do pecado, do sofrimento e arrependimento de Pedro o havia preparado. Não antes que tivesse ele reconhecido sua fraqueza, poderia conhecer a necessidade que tem o crente de confiar em Cristo. Em meio à tormenta da tentação ele compreendeu que o homem só pode andar seguramente quando, em absoluta desconfiança própria, confia no Salvador. …

Cristo fez menção a Pedro de uma única condição de serviço – “Amas-Me?” João 21:17. Esta é a qualificação essencial. …

O amor de Cristo não é um sentimento volúvel, mas um princípio vivo, o qual se manifesta como um poder permanente no coração. …

A maneira do Salvador tratar com Pedro tinha uma lição para ele e para seus irmãos. Conquanto tivesse Pedro negado a seu Senhor, o amor de Jesus por ele jamais vacilara. E ao assumir o apóstolo o encargo de ministrar a outros, devia tratar o transgressor com paciência, simpatia e compassivo amor. Lembrando sua própria fraqueza e queda, devia tratar as ovelhas e cordeiros entregues a seu cuidado com a mesma ternura que Cristo tivera com ele. …

Exaltou sempre a Jesus de Nazaré como a Esperança de Israel, o Salvador da humanidade. Mantinha sua própria vida sob a disciplina do Mestre por excelência. Buscava, por todos os meios ao seu alcance, educar os crentes para o serviço ativo. Atos dos Apóstolos, págs. 514-516.


Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo – Pág. 337 –


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Atos 15 Comentários de Alice Voorheis

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - Atos 15
Comentários  de  Alice Voorheis

O início cuidadosamente registrado da organização da igreja cristã primitiva indica que a natureza humana não mudou muito desde então.

Atos 15:1 introduz um problema que levou a um conflito na igreja local em Antioquia, e requeria uma solução. Então, esta igreja enviou uma pequena delegação, incluindo Paulo e Barnabé, a Jerusalém para que o Conselho Geral resolvesse a questão. Muito bem acolhidos pelos anciãos e apóstolos, eles explicaram o assunto de sua missão que, ao ser debatido gerou muita discussão.

 Finalmente Pedro levantou-se e disse: “Por que vocês estão questionando a sinceridade desses novos crentes gentios? Vocês duvidam que Deus os aceitou? Deus promete a salvação ‘pela graça, por meio da fé’ [cf v.11; Ef 2:8] em Jesus” e esses novos crentes são aceitos por Deus, do mesmo modo que os judeus são aceitos” *.

O discurso de Pedro preparou o Conselho para ouvir Paulo e Barnabé. Quando estes acabaram de argumentar, Tiago, irmão de Jesus, que estava presidindo o Conselho, baseou a síntese do seu sermão na declaração de Pedro a respeito da aceitação de Deus dos novos crentes em Sua igreja. Tiago reconheceu que a conversão dos gentios havia sido profetizada (Amós 9:12) e era parte do plano de Deus. Ele falou com autoridade ao dizer: “Minha sentença é …”

Em seguida, Tiago propôs que não se trouxessem dificuldades desnecessárias a esses novos crentes, mas que se lhes enviasse uma carta detalhando a decisão do Conselho, com a solução: abster-se de carnes oferecidas a ídolos, da prostituição e de comer animais estrangulados e seu sangue. Não se menciona aqui a guarda do Sábado, que fazia parte da Lei.

Este não foi um decreto da parte de Tiago, como se fosse uma decisão de um homem só, mas foi confirmada pelos apóstolos, anciãos e pelo Conselho Geral. A passagem no versículo 22 poderia ser traduzida como: “foi ordenado” ou “foi votado” e, em seguida, “aceito por toda a igreja”.

A carta “solução” foi escrita assegurando aos novos cristãos que eles e os líderes em Jerusalém eram todos irmãos em Cristo. Ela foi enviada por representantes escolhidos para os membros em Antioquia, e recebida com muita gratidão!

Após muita oração e discussão que respeitara as convicções de todos os envolvidos, a crise foi evitada. Foram tomados aqui passos significativos na organização da igreja!

Do mesmo modo, no início de nossa igreja, Tiago White insistiu na necessidade da organização da mesma. Os delegados então se reuniram, o assunto foi levado a uma votação, um nome foi escolhido, um corpo de crentes foi estabelecido e a igreja teve início e cresceu. Nós a consideramos  a igreja de Deus.

Depois de ler o livro de Atos, você não sente também o desejo de se envolver mais em sua igreja local, no bairro onde você mora, na comunidade, cidade, ou em campos missionários distantes, para ajudar a terminar o trabalho de Mateus 24:14?

Alice Voorheis



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Atos 12 Comentários de Andrew McChesney

Reavivados por Sua Palavra

Atos 12
Andrew McChesney

A igreja cristã enfrentava sua pior crise desde a crucificação de Jesus. O Rei Herodes tinha executado o primeiro apóstolo, Tiago, e aprisionado a Pedro com a intenção de matá-lo em breve.

Pouco antes de sua planejada execução Pedro dormia “entre dois soldados, acorrentado com duas cadeias, e sentinelas à porta guardavam o cárcere” (verso 6, ARA). Talvez ele imaginasse que esta poderia ser sua última noite. A fé de Pedro entretanto era forte e permitia que ele dormisse naquelas circunstâncias. Mas o tempo de Pedro ainda não havia chegado e um anjo o conduziu para fora da prisão.

Tendo perdido um apóstolo para executar, Herodes explodiu em raiva e ordenou que os guardas da prisão fossem mortos. Pedro foi libertado por um anjo e os guardas foram mortos. Isto oferece uma lição para nós. Assim como pessoas são abençoadas pela associação com os justos, pessoas sofrem por se associarem com os ímpios.

Querido Deus, dá-me discernimento para andar com os sábios e evitar a companhia dos tolos. Aumenta a minha fé de tal maneira que eu consiga dormir, mesmo quando cercado por lutas e dificuldades, por saber que estás assentado no trono do Céu e diriges todo o universo. Amém.

Andrew McChesney



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Atos 11 Comentários de Andrew McChesney

Reavivados por Sua Palavra

Atos 11
Andrew McChesney

Em Atos 11 somos lembrados do poder de um testemunho pessoal, apenas dois capítulos depois da poderosa história da conversão de Paulo, em Atos 9. Este capítulo começa com o retorno de Pedro a Jerusalém, onde ele foi imediatamente denunciado pelos companheiros judeus por comer com Cornélio , um gentio. Em vez de discutir, Pedro simplesmente explica detalhadamente sua visão sobre as carnes impuras (Atos 10). Ele concluiu dizendo aos “apóstolos e outros irmãos” reunidos que Jesus queria que o Espírito Santo fosse outorgado para os gentios como para os judeus.

Os corações irritados então se acalmaram. Os ouvintes rapidamente abandonaram seus preconceitos de longa data contra os gentios e “não apresentaram mais objeções e louvaram a Deus, dizendo: ‘Então, Deus concedeu arrependimento para a vida até mesmo aos gentios!'”(verso 18).

Esse é o poder do testemunho pessoal! A reação dos apóstolos nos é também um lembrete de que a visão de Pedro não cancelou as restrições alimentares do Antigo Testamento como algumas denominações religiosas ensinam hoje. Se assim fosse, os apóstolos teriam dito “Agora podemos comer todos os tipos de carne! ”

O capítulo termina com o estabelecimento da primeira agência cristã de socorro e apoio social. Mas, em vez de organizar a distribuição de alimentos para uma área de desastre como a Agência Adventista de Recursos Assistenciais (ADRA) faz hoje, esta organização em Antioquia tomou conhecimento por uma profecia de uma crise que estava para ocorrer na Judeia. Então eles prepararam carregamentos de ajuda humanitária: “Um deles, Ágabo, levantou-se e pelo Espírito predisse que uma grande fome sobreviria a todo o mundo romano, o que aconteceu durante o reinado de Cláudio. Os discípulos, cada um segundo as suas possibilidades, decidiram providenciar ajuda para os irmãos que viviam na Judéia.”(versos 28, 29 NVI). Como seria útil se pudéssemos nos preparar com antecedência para os desastres de hoje!

“Querido Deus, eu posso não ter uma visão como a de Pedro para compartilhar, mas compreendo o poder dos testemunhos pessoais. Ensina-me a partilhar a minha experiência de fé mais eficazmente de forma que os ouvintes Te glorifiquem, dizendo: ‘Que maravilha, Deus concedeu arrependimento para a vida até mesmo a [seu nome]!’ Amém “.

Andrew McChesney


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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Atos 10 Comentários de Andrew McChesney

Reavivados por Sua Palavra
Atos 10
Andrew McChesney

A instrução de Paulo para “orar sem cessar” (1 Ts. 5:17) me incomodava. Não poderia significar andar com as mãos cruzadas e os olhos fechados durante todo o dia. Atos 10 fornece uma resposta.

Cornélio, um líder militar temente a Deus e gentio, orou sem cessar. O relato é que “ele e toda a sua família eram religiosos e tementes a Deus; dava muitas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus” (v 2 NVI). O significado de “orava continuamente a Deus” é encontrado no versículo 7. Aqui Cornélio pediu ajuda “dentre aqueles que estavam com ele continuamente.” (NKJV).  Será que cada servo doméstico e soldado ficavam em torno de Cornélio o dia todo? Isso seria impossível, porque eles também dormiam, comiam, e se banhavam.

A ideia de um servo estar continuamente, sem cessar, com seu mestre é um estado de espírito, uma disposição contínua. O servo está sempre pronto a cumprir as ordens do mestre. Orar sem cessar é também um estado de espírito. A conexão entre Deus e nós nunca deve ser cortada. Devemos sempre estar ouvindo a voz de Deus e prontos a fazer a Sua vontade.

Deus respondeu às orações de Cornélio não apenas porque ele orava sem cessar. Observe o que o anjo disse: “Suas orações e esmolas subiram como oferta memorial diante de Deus.” (v. 4 NVI). Três vezes lemos que Cornélio orava e ajudava com dinheiro generosamente a outras pessoas (versos 2, 4, 31). Deus percebe nossas orações e nossos atos.

Não podemos concluir Atos 10 sem discutir uma infeliz má interpretação. Muitos cristãos apontam para este capítulo para dizer que Deus cancelou as restrições alimentares do Antigo Testamento ao ordenar a Pedro que comesse carne imunda e repreendeu ao apóstolo quando ele se recusou a comê-la. Mas Pedro mostra claramente que a questão aqui não era sobre alimentos puros ou impuros, mas sobre a expansão do evangelho incluindo tanto judeus quanto gentios. “Deus me mostrou que eu não deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum”, disse Pedro. “Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade” (Atos 10:28, 34 NVI).

“Querido Deus, ensina-me a orar continuamente como Cornélio. Ajuda-me a manter essa conexão constante com o Senhor. E que, ao mesmo tempo, meus atos ascendam como cheiro suave diante de Ti hoje e todos os dias. Amém. ”

Andrew McChesney


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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Atos 5 Comentários de Melody Mason

Reavivados por Sua Palavra
Leitura Bíblica  - Atos 5
Comentários  de  Melody Mason

O início deste capítulo aborda algumas questões muito importantes a respeito de nossas motivações que eu acredito que todos nós enfrentamos. Os crentes estava vendendo suas terras e trazendo o dinheiro a Pedro e João para distribuir aos necessitados. Diz o texto sagrado que “Não havia pessoas necessitadas entre eles.” (Atos 4:34 NVI). No entanto, mesmo durante este tempo de grande liberalidade na igreja, alguns retinham de forma egoísta seus bens.

Aqui encontramos a história de Ananias e Safira, que fingindo ser também altruístas, venderam suas terras. No entanto, em vez de trazerem todo o dinheiro da venda (como se esperava), trouxeram somente parte dele. Provavelmente eles se justificavam em seus corações, dizendo: “Tudo bem se não contarmos tudo a Pedro e João; Deus sabe que o amamos. E nós usaremos esta parte que retivemos para uma boa causa.”

Infelizmente, tenho ouvido pessoas usar raciocínio semelhante para justificar “mentiras” como essas. “Deus conhece o meu coração! Ele sabe que eu O amo. Eu estou dizendo o que escolhi dizer para sobreviver, mas está tudo bem, porque Deus me ama!”

É interessante notar que a resposta de Pedro para a oferta parcial não foi: “Por que você mentiu para nós?” Mas em vez disso, ele disse “Você não mentiu aos homens, mas sim a Deus.” Alguém poderia perguntar: como é que se mente para Deus, se Deus tudo sabe? Contudo, se não estamos sendo honestos em nossas relações com os outros, embora isso possa parecer uma coisa pequena para nós, é realmente Deus quem estamos desonrando, porque Deus olha para os nossos motivos.

No passado eu me preocupava muito com o que os outros pensavam de mim (e eu ainda faço às vezes!). Mas aprendi que é mais importante me preocupar com o que Deus pensa de mim. Quando faço algo para Deus, sempre me preocupo em saber se estou fazendo aquilo buscando a aprovação dos outros ou porque quero honrar a Deus. Isto é o que eu desejo. E oro por isso. Não apenas para aparecer bem diante dos outros, mas para realmente fazer o que é direito, vindo de um coração puro diante de Deus. “O homem olha para a aparência externa, mas Deus olha para o coração” (I Samuel 16: 7). Qual é a condição de seu coração hoje?

Melody (Melodious Eco) Mason

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Atos 4 Comentários de Melody Mason

Reavivados por Sua Palavra

 Atos 4
Melody Mason

Infelizmente, quando milagres estão acontecendo, o diabo trabalha procurando parar as bênçãos. Por essa razão não demorou muito até Pedro e João serem presos pelos líderes religiosos da época e rudemente questionados, “Com que poder ou em nome de quem vocês fizeram isso?” (v. 7, NVI). Eles poderiam ter ficado com medo e respondido de forma a contornar a questão ou tirar o foco de Jesus. Afinal de contas, eles sabiam o que havia acontecido com Jesus. Ele fora crucificado! Mas eles não tentaram encobrir a verdade. Em vez disso, Pedro, com ousadia, respondeu: “saibam os senhores e todo o povo de Israel que por meio do nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem os senhores crucificaram, mas a quem Deus ressuscitou dos mortos, este homem está aí curado diante dos senhores” (v. 10).

Se tivéssemos estado no lugar de Pedro, o que teríamos feito? Creio que a resposta a essa pergunta está na forma como lidamos com as pequenas provas hoje. Quando alguém questiona nossas crenças, nosso estilo de vida, ou nossa fé, tentamos esconder o fato de que somos cristãos adventistas do sétimo dia, ou aproveitamos a oportunidade para compartilhar com ousadia a respeito do nosso Senhor e Salvador e as verdades de Sua Palavra?

Está chegando a hora em que todos os cristãos fiéis serão levado aos tribunais por causa de sua fé. Na verdade, muitos de nossos irmãos ao redor do mundo já estão experimentando este tipo de provação. Mas a Bíblia nos diz: “Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria” (1 Pedro 4:12, 13, NVI).

Em Mateus 10:32 somos lembrados das palavras de Jesus: “Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus”

O objetivo da nossa vida deve ser esse: obter a aprovação de Deus e não dos homens. Portanto, não importa o que aconteça, seja fiel a Deus hoje!

Melody (Melodious Eco) Mason

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

João 21 Comentários de Christopher Bullock


João 21
Christopher Bullock

Este capítulo parece um final extra deste Evangelho, tendo em vista o encerramento que João fez no último capítulo (20:31). Ele agora deixa claro o mandato missionário do Senhor ressuscitado para o mundo.

Jesus encontra Seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, o nome romano para o Mar da Galileia. Eles então pegam 153 peixes. O pai da igreja Jerônimo sugeriu que esta é uma pesca perfeita tendo em vista que na época havia apenas 153 diferentes variedades de peixes conhecidas. Para ele, isso significava a missão mundial que Jesus dera aos Seus discípulos. Eles deveriam buscar pessoas em todas as nações.

“Vou pescar”, diz Pedro, e seis outros discípulos se juntam a ele. É um retorno ao que estão familiarizados, porque Jesus já não está entre eles. Mas eles não pescam nenhum peixe. Jesus então aparece na praia e diz: “Lançai a rede do lado direito.” É uma pesca milagrosa sem que a rede se rasgasse. Depois de 3 anos e meio, eles já estão acostumados a milagres. Na primeira pesca milagrosa a rede se rasgou e Pedro declarou: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!”(Lucas 5:8 NVI).

Jesus os havia chamado para serem pescadores de homens e agora Ele vem para renovar essa vocação e para restaurar o chamado de Pedro para segui-Lo. Jesus se dirige a Simão Pedro utilizando o seu nome completo, o que indica a seriedade das perguntas. “Você me ama?”, três vezes Jesus pergunta a Pedro. Três vezes Pedro diz: “Sim”, mas na terceira vez ele se sente envergonhado e ferido e responde simplesmente: ” “Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo”. (v.17 NVI). Jesus responde: “Cuide dos meus cordeiros … Pastoreie as minhas ovelhas … Cuide das minhas ovelhas” (vv 17, 18 NVI).

Sim, Jesus sabe que Pedro O ama, mas será que este amor será forte o suficiente a ponto dele obedecer a missão confiada aos discípulos? Há a necessidade de pescar peixes, mas também de discipular e alimentar os cordeiros e ovelhas. Os convertidos devem ser cuidados. Os crentes devem ser discipulados. Jesus deixa claro aqui que alimentar os novos convertidos era tão importante quanto adquirir novos conversos.

Jesus, então, prediz a morte “com a qual Pedro iria glorificar a Deus”, e lhe diz: “Siga-me!” (v 19 NVI). A oferta de Pedro de dar a sua vida se cumpriria (João 13:37). Pedro, impulsivo como sempre, quer saber o que vai acontecer com João. Jesus diz a ele que isso não lhe importa, que apenas O siga, e não se preocupe com os outros.

As coisas não mudaram. Nós continuamos muito propensos a olhar para a vida dos outros e corrigirmos suas vidas, até nos detalhes. Mas Jesus simplesmente nos chama: “Siga-me!”

João termina o seu evangelho; o seu testemunho chega ao final. É claro que João não registrou tudo o que Jesus fez, mas que o que ele registrou é tudo que precisamos para nos conduzir à fé e à vida em Jesus.

Christopher Bullock



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