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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Os juízos de Deus -Ezequiel 26

Os juízos de Deus

Esta profecia foi pronunciada no primeiro mês, do décimo primeiro ano (v. 1), e a queda de Jerusalém ocorreu no nono dia do quarto mês do décimo primeiro ano do reinado de Zedequias, quando a cidade foi arrombada pelos babilônios.

Assim, esta profecia contra Tiro foi pronunciada três meses antes da tomada de Jerusalém pelos babilônios, porque já era muito grande a aflição e a ruína dos judeus dentro da cidade, porque o sítio já durava cerca de 15 meses, e havia grande escassez de alimentos e água, e muitos estavam sendo consumidos pela peste e pela fome.

Com isso, Tiro que disputava a liderança comercial na parte oriental do Mediterrâneo, que era costeada por Israel ao Sul, e por Tiro e Sidom ao Norte, elevou-se contra a ruína dos judeus, pensando que assumiriam tal liderança, esquecidos que o Senhor tinha também um juízo contra ambas cidades, conforme descrito nesse livro do profeta Ezequiel.

Tiro estava pensando em aumentar as suas riquezas e glória, com a queda total de Israel, e que dominaria absoluta o comércio marítimo no Mediterrâneo, aumentando ainda mais a fama que os fenícios tinham de hábeis comerciantes navais.

Todavia não somente não perderiam tal fama, como perderiam para sempre tal glória, tal a grandeza da destruição que viria da parte do Senhor sobre a impiedade e idolatria deles.

O corte que Tiro receberia lhe serviria então de bem para o futuro, e não para o seu mal; porque não haveria limites para a sua cobiça de acumular riquezas e glória, conforme o Senhor revelou o que havia nos corações dos governantes, comerciantes e do povo daquela cidade.


 Tiro seria colocada então como um sinal não apenas para si mesma, mas para todas as nações com as quais comerciava, de que acumular riquezas mundanas não é o objetivo de vida esperado por Deus. Porque tais riquezas não podem livrar quando o Senhor derrama os Seus juízos sobre aqueles que andam após a ganância de seus corações. 
Pr Silvio Dutra

terça-feira, 22 de julho de 2014

" E o perdão" Ezequiel 25

Reavivados por Sua Palavra
“E o perdão?”
 Ross Cole

Quando alguém tem problemas de visão, necessita de textos escritos em letras grandes para poder ler. Judá apresentou tanta dificuldade para ouvir Jeremias em Jerusalém e Ezequiel na Babilônia, que estes profetas tiveram que gritar (Ez 1 a 23).

Mas agora o inacreditável aconteceu e Jerusalém caiu. A noiva do Senhor está morta. Agora é o momento de mensagens de apoio e conforto para os sobreviventes (Ez 33 a 48).

Mas antes da restauração, a raiva e a revolta geralmente se manifestam. Raiva por todos aqueles que causaram sofrimento e dor (Ez 25 a 32).

Os inimigos opositores de longa data são abordados em primeiro lugar. Amom e Moabe são parentes dos israelitas, descendentes de Ló. Edom e Seir também o são, da linhagem de Esaú. No entanto, muitas vezes, a animosidade entre parentes pode ser muito mais profunda do que entre meros conhecidos. E temos ainda, neste capítulo, os filisteus, que sempre foram inimigos.

Devo confessar minha sensação de desconforto com a intensidade deste capítulo. Não parece correto exigir tal derramamento de sangue. No entanto, certamente existe um lugar para sentir raiva daqueles que nos ferem e até mesmo para sentir alegria pela sua derrota. Nenhuma emoção é ruim em si mesma. Como você usa essas emoções é que conta.

“E o perdão?” Sim, o perdão é importante. Mas primeiro você tem que sentir a intensidade da ofensa recebida; não diga apenas que perdoa. O perdão não deve ser apenas desculpar o erro, sem encarar e superar a dor do que foi feito. O verdadeiro perdão  encara a mágoa indesculpável, mas apesar da dor sentida; perdoa. O Calvário demonstra o quanto custou caro o oferecimento do perdão divino. A doação da graça custou a sentença de morte.

Muitas vezes temos pressa de que as pessoas cheguem a uma conclusão rapidamente. Ao abusado, ao quebrantado, deve ser permitido compreender a realidade da perda. O caminho da restauração não é ignorar a dor para, então, perdoar. É sentir a dor, reconhecer a dor e então perdoar e deixar a dor ir embora.

Neste capítulo, Ezequiel também retrata belas imagens de restauração, mas primeiro ele sente e expressa raiva das nações, com muita razão, aliás. Você não pode curar o que você não sente.

Senhor, conceda-nos, como parte de nossa cura, sentirmos a plenitude de nossa dor, assim como nos mostrastes a autenticidade da Sua.

Ross Cole
Avondale College, Austrália


http://www.palavraeficaz.com/

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Prova de Fé- Ezequiel 24

Lições de Vida


Prova de fé

O capítulo 24 nos apresenta novas metáforas: a parábola da panela incandescente e a morte da esposa de Ezequiel.

A Parábola de Carne numa Panela (24:1-14)

As palavras e os fatos constantes deste capítulo sucederam no dia em que Babilônia começou o sítio de Jerusalém no décimo dia do décimo mês do nono ano do reinado de Zedequias, que correspondia ao nono ano de Ezequiel no cativeiro em Babilônia (v. 1,2).

Novamente o profeta dramatizará a sua profecia. Agora ele deve colocar uma panela com água no lume (fogueira) e colocar carnes boas dentro. A carne sendo cozida representa a cidade de Jerusalém sendo assolada pela invasão da Babilônia. Deus quis mostrar o quanto Jerusalém era sanguinária, por isso, colocou a panela numa rocha sem vegetação para que o sangue aparecesse e subisse para Deus cheirar a indignação. Deus fará uma fogueira de Jerusalém. Não terá piedade, pois nunca se purificou de suas mentiras. Os povos verão e julgarão Jerusalém (v.1-14).

Ele coloca a panela enferrujada, vazia, sobre as brasas para tentar tirar a ferrugem, mas não consegue purificar a panela (24:11-12).A mensagem para Jerusalém: ela não seria purificada até Deus satisfazer a sua ira no julgamento da cidade sanguinária (24:13-14)

A viuvez de Ezequiel

O profeta passou por uma prova de fé, através de uma experiência muito triste (Ez 24:15-18).Agora o profeta recebe um grande golpe, contudo, Deus não quer que ele chore. A morte da mulher de Ezequiel representa a destruição do templo (24:15-27).De todas as ilustrações dramáticas do trabalho de Ezequiel, este deve ter sido a mais difícil.Deus falou para ele que a mulher do profeta ia morrer de repente, e que ele não poderia lamentar por ela (24:15-17).Pela manhã, ele falou ao povo e, à tarde, a mulher dele morreu (24:18).No dia seguinte, ele fez o que Deus mandou e não lamentou pela mulher (24:18)

O povo ficou intrigado com a atitude do profeta e quis saber o que significava.

Deus falou que ele tiraria a “delícia” dos olhos do povo – o templo em Jerusalém, e que os filhos deles seriam mortos (24:19-21) e como Ezequiel não tinha lamentado, eles não lamentariam (24:22-24) que ele não teria outras revelações de Deus até chegar um mensageiro com a notícia da destruição do templo (24:25-27)

Israel passou a amar mais o templo que a Deus - o verdadeiro motivo de sua construção. Ezequiel continuou seus esforços para mostrar ao povo a justiça de Deus e para chamar o povo rebelde ao arrependimento verdadeiro. Ele usou uma série de ilustrações para avisar o povo, chegando à cena difícil de aceitar, sem lamentação exposta, a morte de sua mulher. Já era tarde demais para salvar os habitantes de Jerusalém, mas Ezequiel ainda lutava para resgatar alguns dos restantes entre os cativos.

Hoje não é diferente. Privilégios divinos não nos isentam de tristezas terrenas. Seremos julgados de acordo com o nosso comportamento e com nossas ações. ‘Eu, o Senhor, falei. Chegou a hora de eu agir. Não me conterei; não terei piedade, nem voltarei atrás. Você será julgada de acordo com o seu comportamento e com as suas ações, palavra do Soberano Senhor’Ezequiel 24:14
Palavra e Ação

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