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domingo, 25 de setembro de 2016

Jó 6 Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Jó 6

Comentários do Pr. Heber Toth Armí
O sofredor ouviu com atenção as sentenças de Elifaz. Percebe-se respeito nos diálogos e maturidade nos personagens envolvidos. Argumentos são buscados para justificar ou explicar o sofrimento. Temos muito que aprender...

• Jó reconhece que suas palavras foram precipitadas ao quebrar o silêncio, após sete dias um olhando para a cara do outro, sem dizer uma palavra (vs. 1-3);
• Jó, sendo sábio, mas com visão limitada, ousou interpretar seu sofrimento como vindo de Deus. Isso porque ele não sabia o que sabemos sobre o diálogo de Deus com Satanás no Céu (v. 4);
• Jó questionou sua sorte, mas não se rendeu nem agiu conforme sugeriu Elifaz em sua fala (vs. 5-12);
• Jó revela certo grau de desespero, não viu luz no fim do túnel, nem mesmo o fim do túnel; ele se sentiu no fundo do posso e, só quem passa pela mesma situação poderá entender a dor de sua alma – isso deu-se, em parte, pela frieza de seus supostos amigos (vs. 13-14);
• Jó tencionou descrever os sentimentos que pairaram em sua alma, a solidão que sentia (vs. 15-21);
• Jó defendeu-se das acusações proferidas por Elifaz alegando serem infundadas, suas conclusões foram mal interpretadas e suas críticas foram sem provas (vs. 22-30).
Reflita:
“Se Jó pudesse tão-somente ter conhecido os planos dos céus pouco antes de lhe sobrevir a provação, como a nós é permitido vislumbrá-los no prólogo do poema, e se pudesse tão-só ter sabido previamente o resultado de seu sofrimento, como Deus o conhecia de antemão e como nós o vemos agora... teria reagido a tudo de forma diferente!” diz J. Sidlow Baxter.
E acrescenta: “Mas, por outro lado, este é justamente o traço distintivo que dá ao livro inteiro seu significado para nós: Jó não sabia; e, por mais simples que esse traço possa parecer, é por não reconhecer sua importância que a maioria dos leitores perde a mensagem do livro”.
1. Às vezes é melhor não saber o que está por trás de nossa dor e sofrimento, mas pretender crescer através dos infortúnios da existência.
2. Não haveria busca por respostas ou amadurecimento intelectual caso já soubéssemos tudo o que passa nos bastidores de nossa vida.
A falta de informação deve levar-nos à submissão total a Deus! Busquemos reavivamento!
Heber Toth Armí /    



sábado, 24 de setembro de 2016

Jó 5 Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Jó 5

Comentários do Pr. Heber Toth Armí
Sempre que Satanás ataca, seu objetivo é fazer com que suas vítimas vivam independentes de Deus; ou seja, ele provoca problemas financeiros, familiares e de saúde visando que andemos segundo nosso parecer, nossas vontades e nossos sentimentos até que, descartemos Deus, Sua vontade e planos para nossa vida.

Precisamos estudar e conhecer a própria filosofia de vida baseada na revelação clara da verdade a fim de não cair nos laços da ignorância camuflada de conhecimento. É essencial fazer um ajuste em nossa filosofia de vida, inclusive, ou especialmente, a religiosa, para que nos habilitemos a dar maiores contribuições aos pecadores que vivem por instinto, às vezes, até pior que os animais.

John E. Hartley destaca assim os pontos do primeiro discurso filosófico de Elifaz:
1. Uma palavra de consolo (4:1-6);
2. A doutrina da retribuição (4:7-11);
3. Comunicação de uma visão (4:12-21);
4. A humanidade sem um mediador (5:1-7);
5. Apelo a Jó para buscar a Deus (5:8-16)
6. Capacidade de libertação de Deus (5:17-27).

A conclusão de Elifaz era que “Jó deveria aceitar o castigo divino porque Deus cuidaria dele e endireitaria todas as coisas afinal!” (Bíblia Andrews).

Como julgar alguém quando a base de nosso julgamento é imperfeita? Realmente a humanidade não tem nenhum mediador perante Deus? Quem precisava voltar-se para Deus e buscá-lO de verdade, Jó ou Elifaz?

Vamos pensar mais: Nos dias de hoje, não têm...
• ...crentes com doutrinas adulteradas convidando gente para converter-se a Deus?
• ...instituições religiosas deturpando o sacerdócio intercessório de Jesus acrescentando pessoas mortas nessa intercessão?
• ...pregadores que passam a ideia de que quem sofre é porque está longe de Deus?
Precisamos cuidar para que nossa opinião/convicção pessoal sobre Deus não deturpe Seu caráter santo, bondoso e misericordioso. Nossas ações refletem nossas crenças, portanto, precisamos basear-nos solidamente nossos pensamentos e filosofias na Palavra de Deus. Reflita:
• Sem dependência total de Deus para pensar, refletir e elaborar conceitos, falaremos um monte de baboseiras;
• Sem exame sério e profundo das Sagradas Escrituras, faremos teologia e/ou filosofia sem base sólida que resulta em meias verdades (mentiras camufladas de verdade).
• Sem a revelação de Deus os mais exímios pensadores ficam tagarelando sem resultados positivos para os sofredores.

Dependamos de Deus como Jó, independente do que os outros falem! Reavivemo-nos! Heber Toth Armí /     



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Jó 4 Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Jó 4

Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Jó era sábio; seus amigos também. Além disso, todos eram religiosos, crentes em Deus, como muitos de nós também somos – crente até o diabo é! (Tiago 2:19).

Pelo teor dos diálogos dos amigos de Jó, poderíamos afirmar que eles eram filósofos experientes. Assim como eles, muitos filósofos da história mergulharam fundo no tema do sofrimento humano; alguns descobriram coisas profundas e tem até quem provou cientificamente suas teorias. Elifaz não perde dos grandes filósofos da história:

• No verso 8 Elifaz fala do que viu, experimentou, provou cientificamente, fatos.

• Elifaz fala com convicção, sua fala revela introspecção, reflexão profunda, avaliação apurada; com isso, ele confronta as palavras de Jó – no capítulo anterior –, e condena Jó (vs. 1-8).

• Elifaz apresenta sua filosofia profunda sobre sofrimento. “Os v. 7 a 11 declaram a filosofia de que o sofrimento é uma punição direta por um pecado específico” (Francis D. Nichol). Muitos são adeptos dessa teoria!

• Elifaz acrescenta aspectos religiosos a sua filosofia; parece declarar uma visão secreta para fortalecer/solidificar seus argumentos filosóficos anteriores (vs. 12-21).

Elifaz, nos primeiros versículos de sua fala “resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado”. Na outra metade, a revelação que ele “descreve pode ser resumida como um vislumbre da grandeza e da bondade de Deus, em contraste com a pecaminosidade e fragilidade humana. No entanto, essas declarações não estão misturadas com simpatia, bondade e compreensão. O que Jó precisava ouvir é como ele pode manter sua confiança em Deus em meio ao terrível sofrimento. [Nesta parte] Elifaz meramente lhe disse o que ele já sabia – que devia confiar em Deus” (Nichol).

Platão, um grande filósofo da antiguidade declarou: “Quem pois, são os verdadeiros filósofos?” Ele mesmo responde: “Aqueles que que amam contemplar a verdade”.

• Mas, a verdade está bem acima do que pode ser captado pelos sentidos humanos. Verdadeiro filósofo, então, será aquele que aprofundar-se na revelação dada por Deus.

• Aos crentes submissos, o Senhor deu o Espírito Santo, que é o Espírito da verdade (João 14:17), e Ele nos guiará a toda a verdade (João 16:13).

O que faltou a Elifaz faltou a muitos filósofos, e ainda falta a muita gente! Portanto, vamos proclamar a verdade bíblica? Heber Toth Armí /  


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