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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Daniel 6- Comentários de Koot van Wyk


Daniel 6
Comentários  de  Koot van Wyk

O general de Ciro, Gubaru (ou Gobryas), que tomou Babilônia, também foi o seu primeiro governante, sob o nome de Dario, o Medo (v. 1).

Daniel foi colocado como um dos três supervisores dos 120 sátrapas ou governadores escolhidos pelo rei e, com a ajuda de Deus, distinguiu-se como um bom estadista muito acima dos outros dois altos oficiais do rei. Estes, invejosos de Daniel, tentaram, em vão, encontrar alguma acusação contra ele (v. 4). Daniel não se corrompia e era extremamente trabalhador e confiável. Legalmente não podiam fazer nada contra ele; então eles foram buscar algo contra ele em sua religião (v. 5).

Dissimulando honrar ao rei, eles o persuadiram a emitir um decreto que não poderia ser revogado: no período de 30 dias ninguém poderia fazer petição a qualquer deus ou pessoa, a não ser para Dario, sob pena de ser lançado na cova dos leões (v. 7).

Quando Daniel ouviu falar acerca do decreto, abriu as janelas de sua casa e continuou orando a Deus três vezes por dia, como sempre fizera. Nada mudara para ele (v. 10). Daniel sabia que a adoração contínua e a oração eram a chave para o sucesso espiritual de sua vida. Ao testemunharem isto, os inimigos de Daniel o acusaram de desobediência ao decreto do rei.

O rei só neste momento entendeu a armadilha em que caíra e ficou consternado com a noticia, porque gostava muito de Daniel (v. 14). Dario buscou de todas as maneiras salvá-lo porém, sem sucesso (v. 15) – a lei dos medos e persas estava acima dele. A muito contragosto, Dario ordenou que se baixasse o ancião, que teria 83/84 anos na época, através de cordas na cova dos leões, expressando a ele o sincero desejo de que seu Deus o salvasse (v. 16). Em seguida, a cova foi fechada com uma pedra e selada com o selo do rei e os selos dos nobres (v. 17).

Nesta noite não houve para Dario sono, comida ou entretenimento (v. 18). Imediatamente aos primeiros raios do sol correu para a cova para ver o que acontecera (v. 19). Com aperto no coração, já esperando pelo pior, chamou Daniel para ver se ainda estava vivo (v. 20). Para grande alegria de Dario, Daniel, de dentro da cova, louvou a Deus por ter sido salvo dos leões, sem qualquer ferida sequer (vv. 21, 23). Então, os papéis se inverteram e os acusadores de Daniel foram jogados, junto com suas mulheres e filhos na cova dos leões, onde foram imediatamente devorados (v. 24).

Este episódio claramente inspirado pelo inimigo de Deus teve como resultado exaltá-Lo ainda mais, pois em todo o reino se fez conhecido, por decreto real, que “Ele é o Deus vivo e que permanece para sempre; o Seu reino não será destruído, e o seu domínio não terá fim.” (vv. 25-26). Este decreto foi colocado nos arquivos do reino para que os futuros governantes dos medos e persas tivessem dele conhecimento. Através dele, Dario testemunhou que Deus resgata e salva, opera sinais e maravilhas no céu como na terra (v. 27) para livrar os seus. Dario estava aqui não só relatando o passado, mas também profetizando e descrevendo a obra de salvação de Deus em Jesus.

Naquele ano e no próximo Daniel prosperou, tanto no reinado de Dario quanto no de Ciro, que o sucedeu no trono. A última data que temos notícias de Daniel foi o ano de 536 aC, no terceiro ano de Ciro, quando ele teve a longa visão dos capítulos 10 a 11, sobre os reinos que se sucedem até a ressurreição dos justos, no fim dos tempos.

Querido Deus,
Diariamente teu povo remanescente é alvo de críticas, falsas acusações e perseguições. O objetivo é diminuir a sua influência para o bem. Resgata e protege, Senhor, o Teu povo, não só das acusações, quanto de estar entre os acusadores. Em Teu Santo Nome oramos. Amém.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Daniel 5-Comentários


Leitura Bíblica  - Daniel 5
Comentários  de  Koot van Wyk

Todos nós conhecemos os eventos da última noite do império babilônico: uma festa regada a muito vinho com todos os nobres da Babilônia, no auge de uma guerra, com os inimigos persas à porta da cidade fortaleza que se achava inexpugnável. O espírito de busca ao prazer de Belsazar seguia a expressão comum na época: “comamos, bebamos, porque amanhã morreremos” (Is 22:13 NVI) – como uma profecia. No auge da orgia, quando todos já estavam altamente embriagados, Belsazar, o anfitrião, manda vir as taças que haviam sido tomadas do templo de Jerusalém para que nelas bebessem em homenagem aos deuses da Babilônia.

Neste momento, dedos de uma mão de forma humana escrevem misteriosa inscrição na parede do palácio, dando fim, de vez, às festividades e deixando todos atônitos e tremendo de medo.

Tendo os sábios falhado em ler as inscrições e dar o seu sentido, a rainha mãe (mãe de Belsazar e esposa de Nabonido, adorador da lua e que se refugiara na cidade de Tema) lembra Belsazar de Daniel. O profeta, desde os tempos de seu avô, Nabucodonosor, mostrara capacidade de “interpretar sonhos e resolver enigmas e mistérios” (v. 12 NVI), tendo convivido e influenciado todos os famosos reis babilônicos. Daniel, agora com 83 anos, é trazido até eles. O porte nobre, digno e seguro do ancião contrasta com o estado deplorável, confuso e amedrontado dos jovens que até há pouco se divertiam sem limites. Daniel relembra a história que a família real conhecia muito bem: a loucura de seu avô após sua arrogante grandeza e sua cura, numa lição divina de humildade e assim, de forma sutil e diplomática, repreende a postura de Belsazar.

As palavras na parede lidas por Daniel, MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM (mina, mina, shekel, upharsin, plural de peres) eram medidas persas de peso ou dinheiro*, mas que também se referiam às expressões: “numerar”, “pesar” e “cortar/dividir” ou “persas”. Para um bom entendedor babilônico, estas palavras expressavam a condenação do império.

Apesar de honrar a Daniel, concedendo a ele as honras de chefe de estado, como terceiro no reino, abaixo apenas de si e de seu pai, Nabonido, Belsazar não demonstrava arrependimento verdadeiro. Seu espírito, embriagado, não mais respondia ao Espírito de Deus, demonstrando apenas culpa.

Naquela mesma noite, o general medo Gubaru, que mais tarde passou a se chamar “Dario, o medo”, o governante mencionado em Daniel 6, tomou a cidade fortificada de Babilônia a partir do leito seco do desviado rio Eufrates, e entrou pelas portas internas, abertas pelos sacerdotes do deus Marduque, deixados de fora das festividades, de acordo com textos cuneiformes. A profecia de vida de Belsazar e seus nobres se cumpriu à risca: todos morreram naquela noite.

Belsazar recebera todas as informações e oportunidades para seguir e adorar o Deus verdadeiro, o Deus dos hebreus e de Daniel. Certamente conhecia as histórias do sonho da estátua e da fornalha, situações de crise e morte para os hebreus, transformada em livramento e exaltação.

Mas informação apenas não basta para um coração arrogante e determinado a fazer sua própria vontade, à revelia da voz do Espírito em sua consciência. É necessária humildade e entrega diária para que Deus possa operar a salvação em nós. Caso contrário, da consciência endurecida restará apenas a culpa. E culpa não traz benefício algum. Somente serve para induzir ao suicídio. É isto que cometemos em nossa vida quando nos afastamos de Deus. Como aconteceu com Belsazar.

* algo como “dólar, dólar, penny e meio dólar”, cf Andrews Study Bible.

Querido Deus,

que as bênçãos que recebemos não nos impeçam de reconhecer que Tu és a fonte de toda boa dádiva. E que com espírito humilde, possamos reconhecer que a Tua presença em nossa vida é a maior de todas as bênçãos que podemos  receber.

Koot van Wyk
Universidade Nacional de Kyungpook, Coreia do Sul



http://www.palavraeficaz.com/

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Rendendo-se a Deus- Daniel 4

Rendendo-se a Deus
Comentários: Pr. Heber Toth Armí

Conversão é mudança radical de vida; é abandonar o errado pelo certo, deixar a vida passada no erro por uma vida pautada pela Palavra de Deus; conversão é arrependimento, é ser outra pessoa bem diferente de antes. O rei idólatra, pagão, politeísta, arrogante e cruel converteu-se ao Deus de Israel.

Naturalmente, não foi fácil; entretanto, o maior rei do Planeta Terra rendeu-se ao maior Deus do Universo. Por isso, em seu livro El porvenir del mundo revelado, C. Marvyn Maxwell inicia seu comentário deste capítulo dizendo: 
“O quarto capítulo de Daniel foi escrito pelo rei Nabucodonosor. Impressionante! Mais impressionante ainda é o fato de que se trata de um edito oficial por meio do qual o monarca dá seu testemunho pessoal acerca de como Deus dirigiu a sua vida”.

Nabucodonosor foi inspirado ao escrever na Bíblia:
“O rei Nabucodonosor a todos – de todas as raças, cores e crenças do mundo: ‘Paz e prosperidade a todos! É um privilégio contar a vocês os grandes milagres que o Deus Altíssimo fez por mim.
“Seus milagres são impressionantes;
E suas maravilhas, surpreendentes.
Seu reino dura para sempre,
e seu governo soberano é eterno.
“Eu, Nabucodonosor, vivia tranquilo no meu palácio. Mas tive um sonho – quase um pesadelo – que me deixou abalado...’” (vs. 1-4, AM).

O rei do Império Babilônico sonhou com uma grande árvore. O orgulho do rei foi comparado a uma árvore mundial, cujos galhos chegavam ao céu. A árvore foi cortada. Então, descreveu-se um homem que perdeu o juízo, passando a comportar-se como animal. O sonho tornou-se real em Nabucodonosor. Por sete anos ele viveu e agiu como animal.

Entretanto, Nabucodonosor se arrependeu, e, a Deus se rendeu. Nas palavras de Jacques Doukhan, “até no posso da bestialidade, um indivíduo pode olhar para cima e reunir-se com a humanidade... Nabucodonosor se transformou em animal quando pensou que era um deus e olhava para baixo, desde o telhado de seu palácio real. Mas recuperou sua humanidade quando reconheceu que era um animal e olhou para cima, desde o pó de sua morada animalesca”.

O orgulho é entulho que impede a humildade de reconhecer a verdadeira Majestade. Afinal, só quem é capaz de ver além do próprio orgulho será salvo.

Como Nabucodonosor, renda-se ao Senhor
(adaptado)

Imagens do Google – editado por Palavra Eficaz

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