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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Levítico 23 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - Levítico 23
Comentário Pr Heber Toth Armí


LEVÍTICO 23 – As festas orientadas por Deus são pedagógicas. Como estão relacionadas ao Santuário, elas ensinam o processo da salvação; o objetivo é a proclamação do evangelho para reavivar o povo de Deus e, evangelizar àqueles que ainda não pertencem a esse povo.

Levítico 23 trata de sete festas instituídas pelo Senhor: Páscoa (Levítico 23:4-5); dos Pães Asmos (Levítico 23:6-8); das Primícias (Levítico 23:9-14); Pentecostes (Levítico 23:15-22); das Trombetas (Levítico 23:23-25); da Expiação (Levítico 23:26-32); e, dos Tabernáculos (Levítico 23:23-44).

A sequência dessas festividades nos brinda um calendário profético. O ano deveria começar com a Páscoa, indicando o sacrifício de Cristo (Mateus 26:27-28; 27:46; João 19:31-37; substituída pela Santa Ceia 1 Coríntios 5:7; 11:23-26); ligando com a festa das primícias que retratava a ressurreição de Cristo e dos primeiros frutos da salvação (1 Coríntios 15:20-21; Apocalipse 14:4). Ao retirar o fermento na festa dos Pães Asmos, ilustrava a obra de santificação do pecador liberto do pecado pelo sangue de Cristo (Êxodo 12:8-20; 1 Coríntios 5:6-8; 15:22; Apocalipse 14:4-5). No quinquagésimo dia na sequência, acontecia o Pentecostes, que retratava a descida do Espírito Santo sobre o crente, apontando para a “Chuva Temporã” (Joel 2:23; Atos 2:1-41) e a “Chuva Serôdia” (Joel 2:23; Apocalipse 14:6; 18:1).

No sétimo mês do calendário religioso de Deus, acontecia a festa das trombetas, alertando os salvos para os eventos subsequentes, como sendo sinais do segundo advento de Cristo ou prenúncios do juízo (João 12:31; Apocalipse 8:1-9:19; 1 Pedro 4:17; Apocalipse 14:7; Joel 2:1). O décimo dia do sétimo mês era o Dia da Expiação, apontando para a purificação do povo que aceitou o sacrifício provido por Deus (Malaquias 3:1-3; 1 Coríntios 3:16-17; 2 Coríntios 6:16-17; Daniel 8:14; Apocalipse 11:19; 14:6-12, 20). Finalmente, a festa dos Tabernáculos encerra a celebração didática de Deus mostrando a alegria no Céu por Cristo graciosamente oportunizar a morada dos fieis na Pátria Celestial (Zacarias 14:16; Apocalipse 7:9-12; 14:1-5; 19:6-10; 21:1-22:7).

Jesus está ilustrado na oferta de sacrifício e no Sacerdote que tudo faz perante o Senhor a fim de que Sua entrega e ministério sejam aceitos em favor de nós; já que somos indignos de qualquer favor, Sua graça está claramente em evidência nesses rituais, cuja finalidade é levar-nos para morar no Céu. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Levítico 10 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - Levítico 10
Comentário Pr Heber Toth Armí


LEVÍTICO 10 – Existe diferença entre o sagrado e o profano, ainda que muitos não concordem com tal distinção. Não considerar essa diferença implica em aberta desobediência às orientações de Deus, o que caracteriza pecado gravíssimo.

Levítico 10 é um breve interlúdio didático, porém dramático, que explica de forma radical o perigo de misturar o santo com o profano. Os sacerdotes Nadabe e Abiú, ambos filhos do Sumo Sacerdote Arão, não muito tempo da consagração deles, “pegaram, cada um o seu incensário, nos quais ascenderam fogo, acrescentaram incenso e trouxeram fogo estranho perante o Senhor, sem que tivessem sido autorizados”, começa o registro histórico.

Saiu fogo da presença do Senhor e os consumiu imediatamente. Arão silencia pela perda de seus filhos displicentes. Depois de retirar os cadáveres do acampamento, Moisés destacou os devidos cuidados quanto ao ministério do Santuário. Inclusive repreendeu fortemente aos sacerdotes Eleazar e Itamar, mas foram justificados com a explicação de Arão.

Levítico 10:10 é um apelo contundente que merece total atenção: “Vocês têm que fazer separação entre o santo e o profano, entre o puro e o impuro, ensinar aos israelitas...”. A gritante diferença entre sagrado e profano é tão contrastante quanto a vida e a morte.

A intemperança no comer e beber obscurece a mente impedindo-a de distinguir entre o sagrado e o profano. Pessoas embriagadas com as iguarias deste mundo, não perceberão a diferença entre certo e errado. É perigoso sem possuir “clara percepção da diferença entre o santo e o profano, entre o puro e o impuro (Is 28:7)”, destaca o Comentário Bíblico Adventista.

A negligência em diferenciar o santo do profano resulta em sérias consequências. Nadabe e Abiú não eram ingênuos espirituais. Eles subiram com Moisés e os setenta anciãos ao Monte Sinai; viram a glória de Deus, comeram e beberam em Sua presença (Êxodo 24:9-11). Depois dessa experiência, perderam a reverência. Amor e temor devem ser a referência do pecador diante do Senhor.

Portanto, deveríamos saber considerar devidamente as coisas sagradas, por exemplo:

• O casamento (Levítico 20:10-21; Hebreus 12:4).
• O sábado (Levítico 23:3; Ezequiel 20:12, 20).
• O dízimo (Levítico 27:30; Mateus 23:23).

A religião bíblica é séria; não deve ser tratada nem praticada levianamente (Atos 5:1-10). Para agir corretamente, reavivemos nosso senso daquilo que é santo! – Heber Toth Armí.


#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Êxodo 35 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - Êxodo 35
Comentário Pr Héber Toth Armí


ÊXODO 35 – Assim como a presença de Deus com Israel resultou do livramento da escravidão egípcia (Êxodo 1:1-15:27), Sua presença conosco liberta-nos da escravidão do pecado (Mateus 1:21-23; João 8:32-34). Por conseguinte, a presença constante de Deus com pecadores exige obediência ao compromisso da aliança realizada por Ele – explícito na segunda parte do livro (Êxodo 16:1-40:38). O tabernáculo era o evangelho em símbolos, evidenciando que o verdadeiro evangélico é fiel ao Provedor do Evangelho (Mateus 24:11-13; Apocalipse 14:6-7, 12).

O sagrado dia de sábado é o anel ou aliança de compromisso de Deus com Seu amado povo (Êxodo 35:1-3). É na demonstração de reconhecimento desse dia que o povo revela Seu compromisso com Deus. “Esse princípio básico da adoração de Israel foi mais uma vez declarado e salientado” destaca Merrill F. Unger. Deus relembra várias vezes a sacralidade do sábado, para que o secularismo, o materialismo, o hedonismo, o humanismo, e o racionalismo não obscureçam sua relevância (Êxodo 16:1-34; 20:8-11; 23:10-23; 31:12-17; 34:21).

Assim como Deus separou Seu povo para ser santo, separou o sábado para o lembrar de viver em santidade. “Deus salvou Seu antigo povo de Israel e fez aliança com ele, exigindo dele um estilo de vida coerente com esse chamado santo. Ele exige de todos os que consideram seu povo essa mesma adesão a Seus padrões imutáveis”, argui Eugene H. Merrill.

Enquanto que em Êxodo 25:1 a 31:17 encontramos instruções de Deus para construir o tabernáculo para que Ele pudesse habitar em meio dos pecadores, em Êxodo 35:1 a 40:38 somos informados de como aconteceu a construção do tabernáculo. Essa arquitetura deveria unir o compromisso de Deus de habitar com Seu povo e o compromisso do povo que recebeu o privilégio da presença divina.

Bezalel e Aoliabe citados em Êxodo 31:1-11, principais artesões da tenda divina, foram novamente destacados em Êxodo 35:30-35. Seus talentos, dados por Deus, mais uma vez observados, mostram a importância dos talentos no serviço a Deus!

Nossa atitude diante do tempo, tesouro e talentos revela nosso real compromisso com Deus! Tempo (Êxodo 35:1-3), Tesouro/recursos financeiros (Êxodo 35:4-29) e Talentos/dons (Êxodo 35:30-35) devem ser integralmente consagrados ao Senhor!

Se Deus não for Senhor de tudo em nosso coração, certamente não O consideremos Senhor de nada! Reavivemo-nos completamente! – Heber Toth Armí.

#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

sábado, 21 de junho de 2025

Êxodo 16 Comentário

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Êxodo 16
Comentário Pr Héber Toth Armí


ÊXODO 16 – Satanás está sempre intentando desvirtuar o caráter amoroso de Deus. Sem discernimento bíblico de quem é Deus, a adoração perde sua essência.

Através de poderosos atos, o caráter de Deus é devidamente revelado. Seu objetivo em tirar Israel do Egito era que pudessem adorá-Lo livremente no deserto (Êxodo 8:20, 25-29; 10:7-11, 24-25). A adoração deve ser como Ele ordena (Êxodo 8:27). As músicas em Êxodo 15 foram demonstrações de adoração a Deus por Seus maravilhosos feitos, porém a adoração envolve mais que louvores. Para isso, Deus relembrou Seu sagrado dia de sábado, cujo teor sagrado havia perdido nas exigências da escravidão (Gênesis 2:1-3).

O ato de Deus dar o maná, oferecia ao povo uma forma didática e pedagógica para ensinar dependência total dEle. Tal dependência também deve ser nosso foco de aprendizagem para não cairmos nas amargas reclamações que chateiam ao Deus que está disposto a tudo por Seu povo (Romanos 8:32; 1 Coríntios 10:31; 1 Tessalonicenses 5:16-19; 1 Timóteo 6:5-8; Hebreus 13:5).

Sábado não é dia de ganha pão. O milagre do maná era visto diariamente, cujo clímax estava no sábado. No dia de preparação para o sábado, o maná caia em dobro; podia-se guardá-lo para o sábado sem que deteriorasse. Esse ensinamento combate o descontentamento, a ambição materialista e gera gratidão; também promove o descanso que Deus quer dar aos que estão agitados numa sociedade impaciente e irrequieta pelo estresse causado pelo pecado.

Devemos entender que Deus sabe o que é melhor. Aprendamos com Paulo em Sua experiência em Filipenses 4:19, o qual declarou: “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as gloriosas riquezas em Cristo Jesus”.

Ciente que reclamação interfere na adoração, Deus usa estratégias para transformar nossa reclamação em adoração. Ele deseja curar nosso ferido e atribulado coração.

Em João 6:48-50 Jesus revela ser o alimento espiritual, mais importante que Maná; contudo, em Apocalipse 2:17, Ele mesmo prometeu: “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor darei do maná escondido”.

Aqueles que trocam as iguarias mundanas pelas iguarias celestiais participarão de um banquete especial, preparado pelo Cristo que morreu para dar-nos vida mais significativa que a vida obtida pelo pão de cada dia (Mateus 4:4).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

sexta-feira, 18 de abril de 2025

Gênesis 2 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - Gênesis 2
Comentário Pr Heber Toth Armí


GÊNESIS 2 – O livro de Gênesis revela quem somos em um mundo com muitas vozes tentando nos diminuir, humilhar e nos tirar a dignidade concedida por Deus. Os versículos 7 e 22 deste capítulo nos informam que fomos criados por Deus, modelados por Suas próprias mãos.

Moisés se aproximou dos escravos israelitas no Egito e apresentou seu novo livro: Gênesis. Talvez Gênesis seja ainda mais necessário a nós nestes últimos dias do que o foi para seu primeiro público alvo. Gênesis revela nossa nobre origem quando estamos submergido numa sociedade que debate ideias degradantes procurando obstruir os princípios divinos que nos dão valor e sentindo à vida.

Gênesis 2 mostra que Deus pensou em tudo visando proporcionar o maior bem e felicidade às  pessoas  O representariam no mundo recém criado. Inspirado por Deus, Moisés nos mostra com maestria que os seres humanos são frutos do plano de um Deus de amor, idealizado e originado em Seu coração, criados por Suas próprias mãos; ou seja, não somos resultados de um caos, uma explosão evolutiva ou um desenvolvimento melhorado de uma criatura inferior.

Gênesis 2 revela que originalmente os humanos foram colocados num jardim perfeito plantado por Deus. Os filhos de Abraão não foram criados para serem escravos, nem para serem humilhados nos fornos de tijolos, amassando barro na escravidão, tratados pior do que tratam animais. Com Gênesis, Deus almeja apresentar o valor da humanidade.

O número 7 é especial para Deus. Gênesis 1:1 possui 7 palavras no hebraico. Gênesis 2:2 contém 2X7 palavras, ou seja, 14 palavras. O capítulo 2 encerra um ciclo de 7 parágrafos do relato de nossa origem falando do sétimo dia da criação.

No sexto dia, Deus havia criado os animais terrestres, o homem e a mulher. Havia plantado um jardim para o casal, ministrara o primeiro casamento e presenteado Seu jardim aos noivos recém-casados. O sétimo dia da criação de Deus era o primeiro dia inteiro do primeiro casal da história. A lua-de-mel foi uma viagem espetacular com Deus apresentando Sua criação!

Esse dia especial foi o sábado: O dia em que Deus parou de criar para dedicar a Seus filhos. Deus ainda anseia por esse relacionamento especial para o qual fomos criados. Devemos ansiar por esse relacionamento também.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Um mandamento delicioso

 Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
27 de setembro

Um mandamento delicioso

Se vigiarem os seus pés, para não profanarem o sábado; se deixarem de cuidar dos seus próprios interesses no Meu santo dia; se chamarem ao sábado de “meu prazer” e “santo dia do Senhor, digno de honra”; se guardarem o sábado, não seguindo os seus próprios caminhos, não pretendendo fazer a sua própria vontade, nem falando palavras vãs, então vocês terão no Senhor a sua fonte de alegria. Isaías 58:13, 14

Os especialistas ainda debatem sobre qual país produz o melhor chocolate do mundo: alguns afirmam que é a Suíça, outros defendem a Bélgica, enquanto outros citam o México e o Equador. No entanto, para mim, o melhor chocolate do mundo é servido em xícaras em uma pequena cidade do sul da Espanha. Desde a infância, lembro-me da cremosidade e densidade do chocolate, acompanhado por churros, o que me traz à memória muitas boas recordações da família e de celebrações especiais.

Tenho um amigo judeu que celebra o sábado em vez de simplesmente guardá-lo, e ele acredita que há uma grande diferença. Deus propõe que o sábado seja algo delicioso para nós, não apenas um mandamento a ser cumprido. Devemos associá-lo com as coisas mais preciosas e agradáveis da vida e considerá-lo uma antecipação do que será cada dia na nova Terra. É um dia para abandonar nossas preocupações e desfrutar da alegria do Espírito Santo.

Ressalto que guardar o sábado não é uma questão insignificante, uma vez que se trata de vida eterna. O sábado é uma amostra do que será o futuro, e passar a eternidade entediado com meros rituais não é o que Deus deseja para nós. Para mim, o sábado é o melhor dia da semana, repleto de boas recordações, reuniões familiares, passeios na natureza, debates sobre o divino e Escolas Sabatinas. Dou graças a Deus por permitir que eu abandone o que é meu no dia santo para desfrutar do que é Dele.

Convido você a saborear o sábado como uma iguaria, fazendo dele um dia para desfrutar das coisas mais preciosas da vida e se lembrar das bênçãos de Deus. Isso certamente lhe trará mais alegria, paz e significado à existência, pois o sábado é um dia especial e abençoado que vale a pena celebrar.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/um-mandamento-delicioso/

segunda-feira, 25 de março de 2024

Lembra-te

 Devocional Diário

Lembra-te

Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Êxodo 20:8, ARA

Falar do sábado como uma imposição é falar apenas de tempo. Quando começa ou quando termina? O que posso ou não fazer? O que acontece quando viajamos a um país com fuso horário diferente? Nada de errado, mas há uma visão melhor. Falar do sábado como uma relação é falar de encontro.

Quando o sábado se torna uma relação de amor com Deus, ele se transforma em algo especial. É por isso que toda atividade se sujeita a esse desejado momento no qual cessamos as atividades deste mundo para entrar em um modo de antecipação da nova Terra. Cada novo sábado é a experiência de como será um dia junto ao Senhor na Nova Jerusalém. Desfrutaremos da Sua presença a cada instante e sentiremos a alegria de contemplar em primeira mão nosso amado Deus.

Ter o sábado em mente não apenas nos permite lembrá-lo – o que seria uma mera marcação em nosso calendário –, como também esperá-lo da mesma forma como esperamos alguém que amamos. A espera gera expectativa, e esse sonho nos permite criar mais vínculos com Deus.

Abraham Joshua Heschel dizia que Deus poderia ter construído um templo em qualquer lugar do mundo, mas isso limitaria o acesso de Seus adoradores. Assim, Ele criou um “templo no tempo”, no qual todos podem adorá-Lo independentemente de onde estiverem. Heschel acrescenta que, além disso, o sábado não somente é guardado (como norma), mas também se celebra (como festa). Não é um momento para limitações, mas para liberdade. É por isso que não ficamos atados às obrigações e preocupações da semana – nem nós nem aqueles que eventualmente trabalham para nós e que, talvez, não conheçam a Palavra de Deus. Parece-me de uma enorme sensibilidade que Deus Se lembre dos “outros”, os que não são, mas poderiam ser, os “servos” que nos rodeiam. Eles também merecem desfrutar do Seu templo no tempo. Digo isso porque observo que estamos ficando muito relaxados quanto a esse assunto. Celebrar o santo sábado é um privilégio para todos.

Quando o sábado se converte em uma relação de amor com Deus, ele deixa de ser um estorvo e passa a ser um momento especial pelo qual ansiamos. Não é tão difícil; basta amarmos a Deus e, de forma natural, buscaremos esse encontro. Por isso, digo uma vez mais: Ame-O de todo o coração! 

Vislumbres da eternidade
25 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/lembra-te-2/

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quarta-feira, 15 de novembro de 2023

SANTIFIQUEMOS O SÁBADO

 MEDITAÇÃO DIÁRIA - MARAVILHOSO DEUS


15 de novembro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/santifiquemos-o-sabado/

SANTIFIQUEMOS O SÁBADO

Lembre-se do dia de sábado, para o santificar. [...] O sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, seu Deus [...]. Porque em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou. Êxodo 20:8-11

No relato da criação está presente o princípio da separação. Deus separou a luz das trevas, o dia da noite, as águas da terra, o ser humano dos animais e, finalmente, o sábado foi separado dos outros seis dias. Somente o sábado foi santificado e abençoado pelo Criador.

Deus é o criador do tempo e Seu soberano. Ele o marcou para nós, dividindo-o em dias, semanas, meses e anos. Alguém poderia perguntar: Por que um dia tem 24 horas? Por que não tem mais ou menos? A resposta é que 24 horas é aproximadamente o tempo que a Terra leva para dar uma volta sobre seu próprio eixo. E o mês? Por que possui cerca de 30 dias? Por que não é formado por 20 ou 50 dias? Porque cerca de 30 dias é o tempo necessário para que a Lua orbite ao redor da Terra. E o ano? Por que ele é formado por 365 dias? O ano não poderia ser maior ou menor? Ocorre que 365 dias é o tempo que a Terra leva para orbitar ao redor do Sol.
Você percebeu que não mencionamos a semana. Por que a semana tem sete dias? Embora os outros marcadores de tempo estejam vinculados à movimentação dos astros em nosso sistema solar, isso não ocorre com a semana. Não há nenhuma movimentação de astros em sua relação com a Terra que dure sete dias. A semana de sete dias tem sua origem na criação. Deus a estabeleceu, e o sábado nos lembra essa realidade.

Na história humana anterior a Cristo não houve alteração na sequência da semana. Se tivesse ocorrido, Ele teria feito a correção. Mas isso não foi necessário. Ele guardou o mesmo sétimo dia. Além disso, de Cristo até o presente, houve diversas mudanças no calendário, mas elas nunca afetaram o ciclo semanal. O sábado de nossos dias é o mesmo dos dias de Cristo, o mesmo desde a criação. Santifiquemos esse dia! 

https://youtu.be/Js-zTbre3bI?si=xuhlfeoRFb09PDjw

domingo, 5 de fevereiro de 2023

A guarda do Sábado

A guarda do Sábado

Certamente vocês guardarão os Meus sábados, pois é sinal entre Mim e vocês [...]. Aquele que o profanar morrerá; quem nesse dia fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo. Êxodo 31:13, 14

Há muitos anos, eu estava caminhando no campus de uma instituição adventista no início da tarde de sábado. Passando em frente ao prédio onde fazíamos os cultos, vi um grupo de jovens que chegara ao local carregando ripas de madeira e ferramentas. Naquele momento, eles estavam serrando madeira e cravando pregos. Estranhando aquilo, aproximei-me e os cumprimentei. Perguntei o que estavam fazendo, e eles responderam que, naquela tarde, haveria um concurso de temperança no programa de jovens e que um colega deles seria um dos oradores. Eles estavam ali com a missão de preparar um suporte onde seria afixado um cartaz que ele usaria.

Imediatamente, lembrei-me de uma orientação bíblica sobre a guarda do sábado e do respectivo comentário de Ellen G. White. Diz respeito ao que ocorreu com Israel junto ao monte Sinai. Depois de entrarem em aliança com Deus e ouvirem a proclamação dos Seus mandamentos, eles receberam a ordem de fazer um santuário (Êx 25:8) e a orientação minuciosa para preparar tudo que seria empregado para cultuar a Deus. Feito isso, Deus repetiu apenas um mandamento, aquele que ordena guardar o sábado (Êx 31:12-17).

Comentando essa passagem bíblica, Ellen White escreveu: “Acabavam de ser dadas instruções para o levantamento imediato do tabernáculo para o serviço de Deus; e agora, sendo que o objetivo em vista era a glória de Deus, e também porque tinham grande necessidade de um lugar de culto, o povo poderia concluir que estariam justificados trabalhando naquela construção ao sábado. Para os guardar de tal erro, foi feita uma advertência. Mesmo a santidade e urgência daquela obra especial para Deus não os deviam levar a infringir Seu santo dia de repouso” (Patriarcas e Profetas, p. 264 [314]).

A conclusão óbvia é que nem tudo que é feito para Deus e Sua obra pode ser realizado no sábado. Por isso, pedi àqueles jovens que cessassem seu trabalho, pois o que pretendiam fazer devia ter sido feito antes do sábado. E nós? Precisamos reavaliar nossa maneira de guardar o sábado?

MEDITAÇÃO DIÁRIA

4 de fevereiro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/a-guarda-do-sabado/
https://youtu.be/kwBQ0HUx3tA
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sábado, 26 de novembro de 2022

O SENHOR DO SÁBADO

 O SENHOR DO SÁBADO

Porque o Filho do Homem é Senhor do sábado. Mateus 12:8

Pedindo aos ouvintes que não se maravilhassem, Cristo apresentou diante deles, em visão ainda mais ampla, o mistério do futuro: “Não fiquem maravilhados com isso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a voz Dele e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo 5:28, 29).

Essa certeza da vida futura era o que Israel por tanto tempo aguardara e esperava receber no advento do Messias. Sobre eles estava brilhando a única luz que pode iluminar as sombras da sepultura. No entanto, a obstinação é cega. Jesus tinha violado as tradições dos judeus e desprezado a autoridade deles. Por isso eles não queriam crer.

O tempo, o local, a ocasião, a intensidade dos sentimentos na assembleia; tudo se combinou para tornar mais impressionantes as palavras de Jesus perante o Sinédrio. As maiores autoridades religiosas da nação estavam tentando tirar a vida Daquele que Se declarava o restaurador de Israel. O Senhor do sábado havia sido citado perante um tribunal terrestre para responder à acusação de violar a lei sabática. Ao declarar com tanta eloquência Sua missão, Seus juízes contemplaram-No espantados e enfurecidos. Entretanto, Suas palavras não podiam ser respondidas. Não podiam condená-Lo. Jesus não dava aos sacerdotes e rabinos o direito de interrogar sobre Sua obra ou interferir nela. Não tinham essa autoridade. Suas pretensões se baseavam no próprio orgulho e na arrogância. Ele Se recusava a Se reconhecer culpado de suas acusações ou ser doutrinado por eles.
Em vez de Se desculpar do ato de que se queixavam ou explicar Sua intenção em praticá-lo, Jesus Se voltou contra os líderes, e o acusado Se tornou acusador. Repreendeu-os por sua dureza de coração e ignorância sobre as Escrituras. Declarou que tinham rejeitado a Palavra de Deus, da mesma forma como haviam feito Àquele a quem Deus enviara. “Vocês examinam as Escrituras, porque julgam ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim” (Jo 5:39).

Em cada página, seja de história, mandamento ou profecia, brilha nas Escrituras do Antigo Testamento a glória do Filho de Deus. Naquilo em que era uma instituição divina, o sistema do judaísmo servia como uma compacta profecia do evangelho (O Desejado de Todas as Nações, p. 160, 161 [211]). 

PARA REFLETIR: O que você pode aprender com a forma de Jesus lidar com o Sinédrio? 

MEDITAÇÃO DIÁRIA

26 de novembro
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-senhor-do-sabado/

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Levítico 25 Comentário

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Levítico 26

Comentário Pr Heber Toth Armí

LEVÍTICO 26 – Deus requer nossa obediência. Não obediência parcial aos Dez Mandamentos, mas a tudo o que a Lei Cerimonial requeria; a primeira condena o transgressor, a segunda, o caminho da absolvição.

Após condenar o culto à ídolos, Deus estabelece Seu sistema de adoração na redenção. “O tabernáculo foi projetado exclusivamente para a adoração. Era o lugar onde Deus Se encontrava com Seu povo. Usá-lo para qualquer outra coisa que não fosse adoração era considerado a mais rude blasfêmia... A organização do acampamento sugere que a adoração era central a toda outra atividade” ( John MacArthur).

O imperativo de Deus em Levítico 26:2 deve ocupar nossa atenção: “Guardem os meus sábados e reverenciem o meu Santuário. Eu sou o SENHOR”.

Preste atenção: “O sábado e o santuário são, por assim dizer, dois templos diferentes. O sábado é um templo no tempo, e o santuário é um templo no espaço. Deus quer encontrar-Se com Seu povo em determinado tempo e espaço. Para estar conosco, Deus tem de penetrar no mundo criado – o mundo do tempo e do espaço. Por isso, as doutrinas do sábado e do santuário são extremamente importantes para nossa compreensão de Deus e de Suas criaturas. Ele não faz parte daquilo que foi criado, mas não está ausente da criação efetuada por Seu poder... Os dois [santuário e sábado] são portas para o Infinito. Podemos adorar a Deus porque Ele tornou-Se acessível a nós no tempo e no espaço. Isto tem, naturalmente, importante influência sobre nossa compreensão da obra de Cristo. Em Cristo, Deus penetrou no tempo e no espaço de maneira permanente. Por conseguinte, o sábado e o santuário devem ser interpretados em relação com a obra de Cristo” (Leslie Hardinge e Frank Holbrook).

Ao ser adorado, Deus Se faz presente entre Seu povo, trazendo benefícios de Sua maravilhosa companhia (Levítico 26:1-13). Desobediência resulta em ausência de Deus, acarretando terríveis consequências (Levítico 26:14-39). Porém, tão importante quanto a obediência é a consciência do arrependimento (Levítico 26:40-46).

O capítulo encerra mostrando que o amor de Deus é a essência da verdadeira religião. Ele permite consequências para que abandonemos o que nos faz abandoná-Lo. 

O Deus santo, que exige santidade, aguarda ansiosamente pela presença do pecador disposto a confessar seus pecados. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Construção do tabernáculo- Êxodo 35

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Êxodo 35

Comentário Pr Héber Toth Armí

ÊXODO 35 – Assim como a presença de Deus com Israel resultou do livramento da escravidão egípcia (Êxodo 1:1-15:27), Sua presença conosco liberta-nos da escravidão do pecado (Mateus 1:21-23; João 8:32-34). Por conseguinte, a presença constante de Deus com pecadores exige obediência ao compromisso da aliança realizada por Ele – explícito na segunda parte do livro (Êxodo 16:1-40:38). O tabernáculo era o evangelho em símbolos, evidenciando que o verdadeiro evangélico é fiel ao Provedor do Evangelho (Mateus 24:11-13; Apocalipse 14:6-7, 12).

O sagrado dia de sábado é o anel ou aliança de compromisso de Deus com Seu amado povo (Êxodo 35:1-3). É na demonstração de reconhecimento desse dia que o povo revela Seu compromisso com Deus. “Esse princípio básico da adoração de Israel foi mais uma vez declarado e salientado” destaca Merrill F. Unger. Deus relembra várias vezes a sacralidade do sábado, para que o secularismo, o materialismo, o hedonismo, o humanismo, e o racionalismo não obscureçam sua relevância (Êxodo 16:1-34; 20:8-11; 23:10-23; 31:12-17; 34:21).

Assim como Deus separou Seu povo para ser santo, separou o sábado para o lembrar de viver em santidade. “Deus salvou Seu antigo povo de Israel e fez aliança com ele, exigindo dele um estilo de vida coerente com esse chamado santo. Ele exige de todos os que consideram seu povo essa mesma adesão a Seus padrões imutáveis”, argui Eugene H. Merrill.

Enquanto que em Êxodo 25:1 a 31:17 encontramos instruções de Deus para construir o tabernáculo para que Ele pudesse habitar em meio dos pecadores, em Êxodo 35:1 a 40:38 somos informados de como aconteceu a construção do tabernáculo. Essa arquitetura deveria unir o compromisso de Deus de habitar com Seu povo e o compromisso do povo que recebeu o privilégio da presença divina. 

Bezalel e Aoliabe citados em Êxodo 31:1-11, principais artesões da tenda divina, foram novamente destacados em Êxodo 35:30-35. Seus talentos, dados por Deus, mais uma vez observados, mostram a importância dos talentos no serviço a Deus! 

Nossa atitude diante do tempo, tesouro e talentos revela nosso real compromisso com Deus! Tempo (Êxodo 35:1-3), Tesouro/recursos financeiros (Êxodo 35:4-29) e Talentos/dons (Êxodo 35:30-35) devem ser integralmente consagrados ao Senhor!

Se Deus não for Senhor de tudo em nosso coração, certamente não O consideremos Senhor de nada! Reavivemo-nos completamente! – Heber Toth Armí.

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domingo, 20 de março de 2022

Maná X Sábado - Êxodo 16

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Êxodo 16

Comentário Pr Héber Toth Armí

ÊXODO 16 – Satanás está sempre intentando desvirtuar o caráter amoroso de Deus. Sem discernimento bíblico de quem é Deus, a adoração perde sua essência. 

Através de poderosos atos, o caráter de Deus é devidamente revelado. Seu objetivo em tirar Israel do Egito era que pudessem adorá-Lo livremente no deserto (Êxodo 8:20, 25-29; 10:7-11, 24-25). A adoração deve ser como Ele ordena (Êxodo 8:27). As músicas em Êxodo 15 foram demonstrações de adoração a Deus por Seus maravilhosos feitos, porém a adoração envolve mais que louvores. Para isso, Deus relembrou Seu sagrado dia de sábado, cujo teor sagrado havia perdido nas exigências da escravidão (Gênesis 2:1-3).

O ato de Deus dar o maná, oferecia ao povo uma forma didática e pedagógica para ensinar dependência total dEle. Tal dependência também deve ser nosso foco de aprendizagem para não cairmos nas amargas reclamações que chateiam ao Deus que está disposto a tudo por Seu povo (Romanos 8:32; 1 Coríntios 10:31; 1 Tessalonicenses 5:16-19; 1 Timóteo 6:5-8; Hebreus 13:5).

Sábado não é dia de ganha pão. O milagre do maná era visto diariamente, cujo clímax estava no sábado. No dia de preparação para o sábado, o maná caia em dobro; podia-se guardá-lo para o sábado sem que deteriorasse. Esse ensinamento combate o descontentamento, a ambição materialista e gera gratidão; também promove o descanso que Deus quer dar aos que estão agitados numa sociedade impaciente e irrequieta pelo estresse causado pelo pecado.

Devemos entender que Deus sabe o que é melhor. Aprendamos com Paulo em Sua experiência em Filipenses 4:19, o qual declarou: “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as gloriosas riquezas em Cristo Jesus”.

Ciente que reclamação interfere na adoração, Deus usa estratégias para transformar nossa reclamação em adoração. Ele deseja curar nosso ferido e atribulado coração. 

Em João 6:48-50 Jesus revela ser o alimento espiritual, mais importante que Maná; contudo, em Apocalipse 2:17, Ele mesmo prometeu: “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor darei do maná escondido”.

Aqueles que trocam as iguarias mundanas pelas iguarias celestiais participarão de um banquete especial, preparado pelo Cristo que morreu para dar-nos vida mais significativa que a vida obtida pelo pão de cada dia (Mateus 4:4).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 15 de janeiro de 2022

Presentes do jardim -Gênesis 2

 Gênesis 2

Presentes do jardim dos prazeres | Reflexão: Pr. Michelson Borges

“O homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Gênesis 2:24

O ser humano é tão especial e distinto dos animais, que o capítulo 2 de Gênesis amplia os detalhes relacionados à criação dele. Depois de Deus ter dito “façamos o ser humano à nossa imagem” (Gn 1:26), numa clara indicação de que a divindade trina estava envolvida nessa linda obra; depois de o Criador ter indicado a dieta original para todos os seres, ou seja, a vegetariana (Gn 1:29); Ele estabeleceu o memorial dessa criação perfeita: o santo sábado (Gn 2:1-3), e o deu de presente à humanidade. Deus mesmo fez uma pausa no sétimo dia e abençoou e santificou essa porção do tempo que, dali em diante, seria um lembrete semanal de Seu amor e de Seu poder.

O capítulo 2 de Gênesis contém verdades básicas e essenciais para a cosmovisão judaico-cristã. Nele é ensinado que o ser humano não possui dentro de si uma alma imortal, mas que ele é uma alma vivente (v. 7) formada por dois elementos: pó da terra e fôlego de vida. Fica claro, também, que essa condição de ser vivente dependeria da ligação com a fonte de vida (Deus) e da obediência à vontade Dele (v. 16, 17). 

O capítulo é concluído com a descrição de outro presente preciosíssimo (além da vida e do sábado): o casamento. Para o homem Deus criou a mulher, feita de um osso lateral dele, a costela – indicando companheirismo e igualdade essencial. Dois seres iguais, mas também diferentes, o que permite a complementaridade chamada de “uma só carne” (v. 24). 

No plano divino, primeiro é preciso que o par tenha maturidade para deixar a casa dos pais; depois é necessário que eles busquem a bênção de Deus pela união matrimonial; e só então estarão autorizados a desfrutar da intimidade sexual. Isso é o casamento bíblico. Portanto, assim como o sábado, o casamento é uma instituição criada por Deus lá no Éden para a felicidade do homem e da mulher.

Promessa: Deus proveu companhia para os primeiros seres humanos criados, alimento e um dia especial de descanso para eles. Ele provê todas as nossas necessidades. Ele cuida de nós.

Arqueologia: A palavra “Éden” pode ser traduzida por “deleite” ou “prazer”. No sítio de Eridu, no Golfo Pérsico, foram encontrados tabletes de argila que falam de um jardim no qual cresceu uma palmeira sagrada. Ecos da história bíblica estão presentes em outras culturas.

https://youtu.be/ElUOUIlGJzU




Criados por Deus - Genesis 2

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Gênesis 2

Comentário Pr Heber Toth Armí

GÊNESIS 2 – O livro de Gênesis revela quem somos em um mundo com muitas vozes tentando nos diminuir, humilhar e nos tirar a dignidade concedida por Deus. Os versículos 7 e 22 deste capítulo nos informam que fomos criados por Deus, modelados por Suas próprias mãos.

Moisés se aproximou dos escravos israelitas no Egito e apresentou seu novo livro: Gênesis. Talvez Gênesis seja ainda mais necessário a nós nestes últimos dias do que o foi para seu primeiro público alvo. Gênesis revela nossa nobre origem quando estamos submergido numa sociedade que debate ideias degradantes procurando obstruir os princípios divinos que nos dão valor e sentindo à vida. 

Gênesis 2 mostra que Deus pensou em tudo visando proporcionar o maior bem e felicidade às  pessoas  O representariam no mundo recém criado. Inspirado por Deus, Moisés nos mostra com maestria que os seres humanos são frutos do plano de um Deus de amor, idealizado e originado em Seu coração, criados por Suas próprias mãos; ou seja, não somos resultados de um caos, uma explosão evolutiva ou um desenvolvimento melhorado de uma criatura inferior.

Gênesis 2 revela que originalmente os humanos foram colocados num jardim perfeito plantado por Deus. Os filhos de Abraão não foram criados para serem escravos, nem para serem humilhados nos fornos de tijolos, amassando barro na escravidão, tratados pior do que tratam animais. Com Gênesis, Deus almeja apresentar o valor da humanidade.

O número 7 é especial para Deus. Gênesis 1:1 possui 7 palavras no hebraico. Gênesis 2:2 contém 2X7 palavras, ou seja, 14 palavras. O capítulo 2 encerra um ciclo de 7 parágrafos do relato de nossa origem falando do sétimo dia da criação.

No sexto dia, Deus havia criado os animais terrestres, o homem e a mulher. Havia plantado um jardim para o casal, ministrara o primeiro casamento e presenteado Seu jardim aos noivos recém-casados. O sétimo dia da criação de Deus era o primeiro dia inteiro do primeiro casal da história. A lua-de-mel foi uma viagem espetacular com Deus apresentando Sua criação!

Esse dia especial foi o sábado: O dia em que Deus parou de criar para dedicar a Seus filhos. Deus ainda anseia por esse relacionamento especial para o qual fomos criados. Devemos ansiar por esse relacionamento também. 

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 22 de novembro de 2021

O Descanso de Deus - Hebreus 4

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Hebreus 4

Comentário Pr Heber Toth Armí 

No capítulo 3, o escritor inspirado “faz uma longa citação do Salmo 95 e fala dos descrentes que foram amaldiçoados por Deus e morreram no deserto. Embora o autor fale de descrentes no capítulo 3, ele se dirige e crentes no capítulo 4. A admoestação em 3.12-14 é agora resumida e é substancialmente aumentada em 4.1-11. A questão que é levantada é esta: A promessa de entrar no descanso de Deus que foi dada aos israelitas, mas perdida por causa da descrença, ainda é válida em nossos dias? A resposta é um sonoro sim. A mensagem de entrar no descanso que Deus promete é a mesma e ainda exige a aceitação pela fé. A certeza é que ‘nós que cremos entraremos no descanso’ (Hb 4.5)” (Simon Kistemaker).

As promessas do Antigo Testamento não caducaram com a descrença dos judeus, nem com a morte de Cristo. Na verdade, elas foram ampliadas. O descanso de Deus para Seu povo não é mais em algum lugar desse planeta, mas primeiramente em Jesus, o qual guiará e levará o crente para a Canaã Celestial, ou Pátria Superior (Hebreus 11:9-10, 16; 13:14).

• A continuidade da sacralidade do sábado, que nos instiga ao descanso semanal até hoje, nos garante o cumprimento do descanso na eternidade (vs. 1-11);

• A vivacidade e a perspicácia da Palavra de Deus, se devidamente utilizada, capacita e prepara o crente para o descanso eterno com o Deus da Palavra (vs. 12-13);

• A habilidade e autoridade de Cristo como Sumo Sacerdote dos que conservam firmes a sua confissão de fé, é a garantia total de que, apesar da nossa fraqueza, podemos nos apropriar da promessa divina (vs. 14-16).

Há uma linda música, cujo título é Before The Throne of God Above, da qual postarei algumas frases traduzidas:

Diante do trono de Deus nas alturas;

Eu tenho uma justificação forte e perfeita.

O Sumo Sacerdote cujo nome é Amor

Que sempre vive e advoga por mim.

[…]

Quando Satanás me tenta ao desespero

E mostra a culpa dentro de mim,

Para cima eu olho e vejo lá,

Aquele que deu um fim a todo meu pecado.

[…].

Minha alma é comprada pelo Seu sangue,

Minha vida está escondida com Cristo nas alturas…

Experimentemos essa realidade! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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sábado, 13 de novembro de 2021

O Dia Da Eternidade

 O DIA DA ETERNIDADE

Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. Gênesis 2:3

Aqueles seis dias haviam sido inigualáveis. Tudo era novo. Então o Senhor olhou para a paisagem, deu um sorriso de satisfação e disse que estava espetacular. Para celebrar aquele momento, ele cortou um pedaço do tempo, cravejou-o com bênçãos e santidade, deu-lhe o nome de sábado e presenteou-o ao jovem casal como símbolo de sua ligação eterna. Aquele tempo era tão maravilhoso que o próprio Deus gastou 24 horas desfrutando-o e mostrando para seus amigos como usufruí-lo. Por isso, o sábado tornou-se um dia diferente.

O sábado não é apenas a inauguração do mundo; é a celebração do Universo. Não é apenas a lembrança de um projeto inacabado; é o memorial de uma obra-prima concluída. Não é apenas a estreia de um casal; é a aurora da humanidade. Não é apenas um símbolo de consagração; é um selo de santidade. Não é apenas um mimo da criatura; é o presente do Criador. Não é apenas um indício de amizade; é uma expressão de amor. Não é apenas a oferta de um benefício; é a dádiva de uma bênção. Não é apenas um dia para recuperar a energia; é um dia para restaurar a vida. Não é apenas a chance de ver os amigos; é a oportunidade de encontrar o Senhor. Não é apenas um lembrete de que temos companhia; é a promessa de que não estamos sozinhos. Não é apenas um chamado para contemplar a criatividade; é o convite para apreciar a criação. Não é apenas a ligação entre a sexta e o domingo; é o elo entre todos os dias da semana. Não é apenas uma fuga da opressão; é o caminho da liberdade. Não é apenas uma pausa na correria; é uma interrupção na ansiedade. Não é apenas um dia de descanso físico; é um dia de cura espiritual. Não é apenas a hora de acender a luz; é o momento de iluminar a existência. Não é apenas sair da velocidade dos homens; é entrar no ritmo de Deus. Não é apenas um templo na mente; é um santuário no coração. Não é apenas uma bandeira judaica; é um estandarte divino. Não é apenas um desejo de felicidade; é uma explosão de alegria. Não é apenas a memória de um passado sem conflito; é a promessa de um futuro de paz. Não é apenas um dia para apreciar o tempo; é uma ocasião para desfrutar a eternidade.

“Guardar o sábado é participar da intenção de Deus para o ritmo da criação”, escreveu o teólogo Terence Fretheim. “Não guardar o sábado é uma violação da ordem criada; é retornar um aspecto dessa ordem ao caos. O que a criatura faz com o sábado tem efeitos cósmicos.” O sábado é um dia santo, independentemente de você guardá-lo ou não. Mas, se você o guardar, ele o guardará.

Marcos De Benedicto, 9/1/2016

Meditação Diária- 13/11/2021

https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-dia-da-eternidade//

sábado, 10 de julho de 2021

Um Dia Para Toda A Humanidade

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

10 de julho, sábado

Um Dia Para Toda A Humanidade

O Teu santo sábado lhes fizeste conhecer; preceitos, estatutos e lei, por intermédio de Moisés, Teu servo. Neemias 9:14

Há os que afirmam que o sábado só foi dado aos judeus, mas Deus nunca disse isso. Ele confiou o sábado ao povo de Israel como um depósito sagrado. No entanto, o próprio fato de que o deserto do Sinai, e não a Palestina, foi o lugar escolhido por Ele para proclamar Sua lei revela que o Senhor o destinou a toda a humanidade. A lei dos Dez Mandamentos é tão antiga como a criação. Portanto, a instituição do sábado não tem mais especial ligação com os judeus do que com todos os outros seres criados. Deus tornou a observância do sábado obrigatória a todos os seres humanos.

É afirmado claramente que “o sábado foi estabelecido por causa do homem” (Mc 2:27). Que todos os que correm o perigo de ser enganados quanto a esse ponto deem, pois, atenção à Palavra de Deus, e não aos argumentos humanos!

No Éden, referindo-Se à árvore do conhecimento, Deus disse a Adão: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:17). “Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn 3:4, 5). Adão atendeu à voz de Satanás lhe falando por meio da esposa; ele acreditou em outra voz; não naquela que proferiu a lei no Éden.

Todo ser humano foi posto à prova, assim como Adão e Eva no Éden. Como a árvore do conhecimento foi colocada no meio do jardim do Éden, assim também o mandamento do sábado é colocado no meio do Decálogo. Com relação ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, a restrição foi feita: “Dele não comereis, [...] para que não morrais” (Gn 3:3). Do sábado, Deus disse: Não O violarás, mas o santificarás. “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Êx 20:8). Assim como a árvore do conhecimento do bem e do mal foi um teste da obediência de Adão, o quarto mandamento é o teste que Deus deu para provar a lealdade de Seu povo. A experiência de Adão deve ser um alerta para nós até o tempo do fim. Ela nos adverte a não receber nenhuma declaração da boca de mortais ou de anjos que tire um jota ou til da sagrada lei de Jeová (Review and Herald, 30 de agosto de 1898).

Ellen G. White, 2/5/2009

sábado, 13 de março de 2021

Santificando o sábado

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Sábado, 13 de março

Santificando o sábado

Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse. Isaías 58:13, 14

 Em um antigo exemplar da Review and Herald, encontrei a seguinte ilustração usada pelo falecido pastor G. B. Thompson. “Sam Jones costumava contar uma história que ilustra bem o pecado da desobediência do sábado: Um homem necessitado encontrou um amigo, a quem solicitou algum dinheiro. Esse amigo tinha apenas sete dólares no bolso. Na bondade de seu coração, ele deu seis dólares ao amigo, explicando que reservava apenas um para si e sua família. O homem que tinha sido generoso prosseguiu seu caminho.

A noite chegou, e ele foi dormir. O homem que havia recebido os seis dólares foi à casa de seu benfeitor e, sorrateiramente, roubou-lhe o último dólar.

“‘Esse ladrão representa quem?’, perguntava então o Sr. Jones. ‘Ora, vocês examinam sua correspondência no sábado e fazem outros negócios. Deus tem somente sete dias; e deu a vocês seis para seus negócios e outras atividades seculares, mas vocês têm sorrateiramente roubado boa parte do sétimo.’”

Promover atividades seculares no sábado é apenas uma maneira e certamente a menos comum de quebrar o mandamento do sábado. “Não seguindo os teus caminhos” e “não pretendendo fazer a tua própria vontade” inclui muitos outros meios pelos quais o sábado pode ser transgredido. Vamos mencionar apenas alguns casos: o sábado pode ser quebrado passando-se muito tempo na cama, em viagens desnecessárias, em leituras seculares e em conversação que não esteja em harmonia com as horas sagradas.

Ao olharmos agora para as horas do sábado com nossa família e nossos amigos, tomemos a decisão de, com a graça de Deus, passar a guardar esse dia com o respeito que ele merece.

Thomas A. Davis, 25/3/1967

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sábado, 14 de novembro de 2020

O SELO DE DEUS

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

 14 de novembro

O SELO DE DEUS

Santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor, vosso Deus. Ezequiel 20:20

Se o senso de pertencimento a Deus que o Espírito imprime na consciência do cristão traz a marca da influência que Ele produz, habilitando-nos para o Céu, como vimos ontem, obviamente isso terá sua expressão natural no estilo de vida. A vida cristã não é uma experiência passiva, mas ativa de crescimento em Cristo. Esse desenvolvimento é evidenciado pela obediência a todos os princípios enunciados em Sua lei, cujo quarto mandamento se destaca como o distintivo da autoridade divina sobre toda a criação: “Porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx 20:11). Então, o Senhor descansou nesse dia, “abençoou o dia de sábado e o santificou”. Estabeleceu-o como memorial da criação e da própria vida (Gn 2:1-3).

Ao ser ligado à atividade criadora de Deus, o sábado ganha um significado que não se limita à questão do tempo. É sob esse ângulo que ele deve ser observado. Muito além de ser um dia em que as atividades materiais devem ser suspensas, o sábado é um dia cuja aceitação é nosso testemunho de submissão à soberania de Deus, Sua autoridade e direito de propriedade sobre nós. “Deus não queria um mundo que se apartasse Dele, queria-o dedicado a Ele. O sábado seria a marca dessa santidade e a expressão de que a vida do ser humano estava dedicada a Deus. Foi estabelecido para que o homem, liberado de todas as coisas que não concedem santidade, possa relacionar-se com Deus” (Mario Veloso, O Homem: Uma Pessoa Vivente, p. 46).

Ao realçar diante dos israelitas a importância de honrar o sábado, Deus deixou claro que essa seria a marca de lealdade e de que O reconheciam como Senhor. O fato de que Ele o tenha distinguido dessa maneira é extremamente importante para sua permanência e observância entre Seus filhos, em todos os tempos da História. Para o Israel espiritual, o sábado continua sendo o sinal, o distintivo externo que o mundo descrente pode ver naqueles que “ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou” (Ef 1:13, NVI).

Jesus Cristo é a inspiração maior para vivermos essa verdade. Ele, a Palavra encarnada, o Autor da lei, veio ao mundo por Ele criado, viveu entre homens, observando tudo o que a lei requeria. Da mesma forma, dá-nos graça e poder para fazer o mesmo.

Salmos 39 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse Leitura Bíblica – Salmos 39 Comentário: Pr. Heber Toth Armí SALMO 39 – Precisamos olhar além da efe...