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domingo, 9 de março de 2025

MULHER DE PODER

 Devocional Diário - Descobertas da fé

9 de março

MULHER DE PODER

Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias. Provérbios 31:10


Em 2016, um raro selo de 2.600 anos foi encontrado próximo às muralhas da cidade velha de Jerusalém. Na antiguidade, os selos eram carimbos pressionados sobre um pedaço de argila, utilizados para fechar documentos, cartas ou jarros de comida.

Geralmente, os selos pertenciam à elite ou àqueles que ocupavam cargos de confiança no governo. Eles ficavam o tempo todo com o dono e, após sua morte, eram depositados em arquivos públicos para evitar que caíssem em mãos alheias. Um exemplo desse tipo foi encontrado em um
edifício administrativo e pertencia a uma mulher chamada Eliana bat Gael, que provavelmente vivera na época do rei Jeoaquim.

Um selo geralmente apresentava o nome do proprietário, sua filiação e, menos frequentemente, seu ofício. O selo de Eliana diz que ela era filha (bat) de Gael. Era raro uma mulher ser identificada pelo nome de seu pai; o mais comum era ser chamada pelo nome de seu marido.

Esse detalhe sugere a possibilidade de Eliana ter sido uma líder do povo durante a ameaça babilônica. Embora não tenhamos como provar isso, uma coisa é certa: esse achado confirma que mulheres podiam ter papel de destaque nos tempos bíblicos.

Mesmo que a Bíblia tenha sido escrita a partir de uma perspectiva masculina dos fatos, ela preservou a importância das mulheres na história do povo de Deus. Elas desempenharam papéis fundamentais na criação e preservação do povo hebreu, na conquista de Canaã, na liderança dos juízes, no período da monarquia, no exílio, na genealogia de Jesus, em Seu ministério, Sua morte e ressurreição, bem como na formação do cristianismo.

As mulheres também participaram na construção de cidades (1Cr 7:24) e na reconstrução dos muros de Jerusalém (Ne 3:12). A mulher virtuosa de Provérbios 31 comandava empregados, administrava bens e comprava mercadorias. Ou seja, muito antes de qualquer “empoderamento” feminino, Deus já concedia às mulheres o verdadeiro poder do Espírito, o mesmo dado aos homens. Um poder que se aperfeiçoa não na força das pessoas, mas “na fraqueza” que as acompanha (2Co 12:9).

https://mais.cpb.com.br/meditacao/mulher-de-poder/

sábado, 8 de março de 2025

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 Devocional Diário - Descobertas da fé

8 de março

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

E o homem disse: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; será chamada varoa, porque do varão foi tirada.” Gênesis 2:23


Houve, certa vez, uma discussão na qual um fiel não concordou com o elogio que o pregador tinha feito à figura de Eva. Para ele, a mulher deveria ser inferior, pois foi criada da costela de Adão e formada depois dele.

O pregador tentou explicar que o fato de Eva ter sido criada a partir da costela indicava igualdade no Gênesis. Ela não veio da cabeça de Adão para dominá-lo nem dos pés para ser pisada. Ela foi tirada do lado para ser sua companheira. Além disso, o fato de ter sido criada depois não significa muito, considerando que o homem também foi criado depois dos animais e nem por isso era inferior a eles.

O Gênesis não desqualifica a mulher perante o homem. A ordem para que ela se sujeitasse ao marido foi uma condição necessária para a procriação após a queda. Se não houvesse a sujeição de um ao outro, eles se separariam para diferentes partes do planeta e não haveria descendência para contar a história.

Mesmo sendo a primeira a comer do fruto, Eva se tornou o canal de esperança da humanidade. Em Gênesis 3, após anunciar as consequências do erro que cometeram, Deus disse que um Salvador seria enviado para reverter a sentença de morte. E de onde Ele viria? Do ventre da mulher.

Assim, era de Eva que sairia o Doador da vida, com a tarefa de pisar na cabeça da serpente. Foi por isso que Adão deu à sua mulher o nome de Eva, que quer dizer “aquela que carrega a vida”. A “semente da mulher” traria de volta a vida eterna que ambos haviam perdido. Ser mulher e mãe, mesmo sofrendo dores para dar à luz, deixou de ser um castigo para se tornar um privilégio. Ela era, aos olhos do homem, a compensação de sua perda, o antídoto para sua doença, a esperança para a realidade.

O fruto do ventre de uma mulher salvaria a humanidade e permitiria a celebração deste dia voltado para elas. Por isso, parabéns a todas pelo Dia Internacional da Mulher. Que cada uma de vocês seja, de um modo ou de outro, portadora da vida, vivendo em seu corpo o sentido do nome de Eva.

https://mais.cpb.com.br/meditacao/dia-internacional-da-mulher/

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

A mulher x dragão - Apocalipse 12

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Apocalipse 12

Comentário Pr Heber Toth Armí

Você se lembra do livro de Apocalipse 5? Ele não é o mesmo do capítulo 10! O livrinho aberto aponta para as profecias inteligíveis de Daniel entendidas no tempo do fim, o que ocorreu desde 1840. E quanto ao livro esplendoroso selado com sete selos?

Observe estes tópicos extraídos de Ranko Stefanovic:

• Prólogo (Apocalipse 1:1-8);

• As mensagens às 7 igrejas (Apocalipse 1:9-3:22);

• A abertura do livro selado (Apocalipse 4-11);

• O conteúdo do livro com 7 selos (Apocalipse 12:1-22:5);

• Epílogo (Apocalipse 22:6-21).

O capítulo 12 é introduz o conteúdo do livro selado. Jacques B. Doukhan destaca: Após apresentar “as densas tormentas da história da igreja, as nuvens agora se dissipam para revelar as cores da esperança (Mateus 16:2). Ao dragão da terra, que ataca à mulher (primeiro sinal, Apocalipse 12), e convoca às forças do mar e da terra (segundo e terceiro sinal, Apocalipse 13), lhe respondem, desde os céus que ainda ressoam com hinos de esperança (interlúdio, Apocalipse 14:1-5), três anjos que portam a mensagem de esperança (quarto, quinto e sexto sinais, vs. 6-13). Ao término deste triple clamor, a presença de Deus invade os céus (sétimo sinal, Apocalipse 14 a 20).

Observe estas verdades extraídas do capítulo 12:

• A mulher representa a igreja. Por ser pura, ela representa a igreja verdadeira. Essa igreja foi o povo judeu, de onde nasceu o Messias através de Maria. As dores de parto referem aos muitos desafios vividos pelo menino Jesus, como a fuga ao Egito para não ser morto por Herodes (vs. 1-2).

• O dragão representa ao diabo, o qual levou a terça parte dos anjos de Deus para suas ideologias quando foi expulso do Céu por promover a guerra naquele ambiente perfeito. Por isso, ao nascer Jesus para salvar a humanidade, Satanás O atacou de todas as formas; contudo, Jesus venceu (vs. 3-5);

• Como Satanás não conseguiu nada com Cristo, focou na mulher: A igreja instituída por Cristo. Entretanto, as providências divinas não permitiram a derrota da igreja (vs. 6-17).

Sabendo que falta pouco tempo para seu fim, Satanás atira toda sua ira contra a igreja verdadeira no tempo do fim. Esta igreja tem suas características no versículo 17; e seus membros vencem pelo sangue do Cordeiro, pela Palavra e, pelo testemunho. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

terça-feira, 9 de março de 2021

Igualdade entre homem e mulher

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Terça-feira, 9 de março

Igualdade entre homem e mulher

Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. Gênesis 2:18

Depois de haver criado tudo o que existe, no sexto dia Deus criou o homem e lhe deu um trabalho. Sua tarefa foi dar nome a todos os animais da Terra. E entre eles, Adão não encontrou ninguém que lhe fosse igual. Sentiu-se só. E Deus, sábio e companheiro, resolveu o problema de solidão, dando Eva a Adão. Desde então, a solidão do homem foi resolvida com a companhia de uma mulher, sempre que essa mulher lhe seja dada por Deus. No caso de Adão, a mulher foi dada por um ato criador; os demais homens recebem essa dádiva por meio do casamento.

O fato de Deus dar a mulher ao homem colocou Adão, e todos os demais, em um status superior em relação ao sexo feminino? O relato da criação de Eva nada tem que justifique essa visão. Pelo contrário, destaca vários elementos que se referem à sua igualdade. Essa igualdade é retratada no conceito de auxiliadora idônea, na própria criação de Eva e na união matrimonial.

Ao definir a mulher como auxiliadora idônea, Deus colocou duas ideias importantes para se entender a unidade do casal. Em hebraico, a palavra “auxiliadora” nunca é usada para designar um ajudante subordinado. Refere-se a uma pessoa que tem a capacidade de prestar auxílio. Por isso, o próprio Deus Se define como auxiliador do homem.

O fato de Deus ter poder e auxiliar o ser humano é visto na criação dos céus e da terra, do mar e de tudo o que neles há. Além disso, o Criador guarda a verdade, faz justiça, dá pão aos famintos, liberta os cativos, abre os olhos dos cegos, levanta os caídos, ama os justos, guarda os estrangeiros, ampara os órfãos e as viúvas e reina para todo o sempre (Sl 146:5-10). Deus é auxiliador do ser humano porque está plenamente capacitado para ajudá-lo e quer fazer isso. Auxiliar não é demérito.

O mesmo ocorre com a palavra “idônea”. Em hebraico, significa “equivalente”, “duplicado”, “parte oposta”, “complementar de outra”. Por determinação divina, a mulher está plenamente capacitada para auxiliar o homem como uma pessoa igual a ele.

A criação de Eva também descreve sua igualdade com o homem. Há entre homem e mulher uma diferença de sexo, mas isso não deve criar separação ou desigualdade, mas produzir unidade e multiplicação, no casamento.

Mario Veloso, 12/10/1997

segunda-feira, 8 de março de 2021

Como Jesus tratava as mulheres

 MEDITAÇÃO DIÁRIA


Segunda-feira, 8 de março

Como Jesus tratava as mulheres

Neste ponto, chegaram os Seus discípulos e se admiraram de que estivesse falando com uma mulher. João 4:27

No Oriente, um homem não aborda uma mulher estranha na rua e conversa com ela. Os judeus consideravam extremamente impróprio que um homem, especialmente um rabino, dialogasse com uma mulher em público. Uma de suas regras estipulava que “nenhum homem deveria falar com uma mulher na rua, nem mesmo com a própria esposa”. Daí a surpresa dos discípulos ao encontrar seu Mestre envolvido em conversação com uma mulher, junto ao poço de Jacó.

Entretanto, Jesus era assim mesmo: Ele não tinha preconceitos, nem contra os samaritanos, nem contra as mulheres, nem contra ninguém. Em Seu grande amor pelos seres humanos, Ele elevou a posição das mulheres de Seu tempo, vítimas de preconceito e discriminação. Os judeus as consideravam seres inferiores e não permitiam que elas adentrassem o templo além do átrio das mulheres, e menos ainda que tomassem parte ativa no culto, falando ou orando em voz alta. Os mais radicais diziam que era melhor queimar a lei do que ensiná-la a uma mulher.

Cristo quebrou esses padrões, tratando as mulheres como iguais, pois nas reuniões em que Ele pregava tanto homens como mulheres tinham o privilégio de ouvi-Lo. O ensinamento judaico prescrevia também que a mulher ficasse em casa e só saísse à rua com permissão do marido. No ministério de Jesus, porém, as mulheres acompanhavam o grupo apostólico ao se deslocar de um lugar para outro (Lc 8:1-3). Várias delas foram objeto de Seus milagres e compaixão, como a siro-fenícia, a filha de Jairo, a viúva de Naim e outras.

Ao proceder assim, Cristo estava, na verdade, restituindo à mulher a igualdade com o homem que lhe havia conferido na criação: “Eva foi criada de uma costela tirada do lado de Adão, significando que não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob os pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como igual, e ser amada e protegida por ele” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 22).

Vamos devolver à mulher o seu lugar de honra, não só hoje, o Dia Internacional da Mulher, mas em todos os dias de nossa vida.

Rubem Scheffel, 8/3/2010

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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Que Imagem!

MEDITAÇÃO DIÁRIA

15 de outubro

Que Imagem!

Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27

O título desta reflexão pode soar em três tons diferentes. O primeiro expressa a sensação de encanto que temos diante de um belo quadro da natureza ou ao admirar o trabalho irretocável de um grande artista. Esse é o sentimento que, de acordo com alguns estudiosos das artes, teria envolvido Michelangelo depois de concluir a escultura “Moisés”. Extasiado com a perfeição da obra, ele teria batido com o cinzel no joelho da escultura e ordenado: “Fala!” Da mesma forma, numa viagem às nossas origens, imagino o Artista supremo expressando Seu sentimento de satisfação: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn 1:31). Não que ficasse surpreso com a própria capacidade criadora, mas, sendo Ele o Criador da beleza e perfeição, é também seu admirador maior.

Criado à imagem de Deus, o ser humano deveria espelhá-la “tanto na aparência exterior quanto no caráter” (Ellen White, Patriarcas e Profetas, p. 45). De acordo com Joseph Benson, “na imagem natural, mas especialmente na imagem moral, na conformidade de todos os seus poderes com a vontade de Deus; seu entendimento claramente discernido, julgamento correto, suas afeições e escolhas abraçando seu principal bem; sem erro no conhecimento, sem desordem nas paixões nem irregularidade ou descontrole de seus apetites. Todas as faculdades do corpo e da mente postas a serviço da glória de Deus e da própria felicidade” (Commentary of the Old and New Testaments, Gn 1:27).

Assim, o ser humano foi criado como uma cópia da santidade e da qualidade de vida divina. Todavia, com a essência dessa semelhança tendo sido manchada pelo pecado, hoje imaginamos o que éramos, o que deveríamos ser, mas não somos. Então, em tons de lamento, expressamos: “Que imagem desfigurada!” Ela está extremamente distorcida por meio de um destruidor processo do mal que parece só aumentar no transcurso dos séculos.

Entretanto, imagens estragadas e sem valor algum podem ser restauradas. Não somos irrecuperáveis, desde que nos entreguemos aos cuidados do Autor e Restaurador da imagem: o próprio Deus. Ele está trabalhando, e não temos a menor condição de dar a Ele opiniões quanto ao que deva ser transformado. Ele sabe, tem como fazê-lo e fará. Isso nos remete ao momento em que, com a imagem divina refeita em nós, vamos dizer entre suspiros: “Que imagem!” Não dá para descrever isso agora, mas nada perdemos por esperar com fé.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

sábado, 1 de agosto de 2020

Provérbios são aplicáveis universalmente

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 
Leitura Bíblica – Provérbios 31
Comentário: Pr. Heber Toth Armí

Certamente não foram apenas judeus que escreveram as palavras de Deus. Outra coisa, Deus nunca menosprezou mulheres, pelo co ntrário, na Bíblia ela sempre é valorizada pelo Criador.

Este capítulo em foco “desdobra-se em duas partes, ambas são declarações da mãe de Lemuel. O fato de que Lemuel e sua mãe provavelmente não sejam israelitas demonstra não somente a natureza universal da natureza do movimento da sabedoria, mas também a aceitação da sabedoria bíblica fora de Israel”, explica o teólogo Paulo R. House.

Desta forma, o próprio livro de Provérbios prova que suas aplicações servem para todos nós ainda hoje. Todos eles são aplicáveis universalmente, inclusive estes:

1. Pessoas sábias fogem da devassidão e da lascívia. A falta de sabedoria na escolha do cônjuge é a perdição inclusive de reis e rainhas (vs. 1-3).

2. Ainda que bebidas alcoólicas tenham alguma utilidade, os sábios não devem prejudicar sua capacidade de liderar, administrar, julgar e decidir ingerindo álcool (vs. 4-7).

3. Os reis e governadores, os políticos em geral, têm a obrigação de defender aos desamparados e prestar auxílio aos necessitados, nada deve fazê-los desviar-se destas responsabilidades – o constituiria loucura (vs. 8-9).

Mulheres e homens, gentios e judeus, podem ser igualmente sábios. Reflita nesta declaração do Dr. House:

“O livro é concluído com uma extensa definição de uma boa esposa (31:10). A mãe de Lemuel inclui toda característica de uma mulher honrada que poderia possivelmente contrastar com a característica da mulher má em outra parte do livro (7:6-27). Essa esposa trabalha incansável, efetiva e valentemente (31:10-24). Ela fala palavras sábias e tem força e dignidade (31:25-26). A mãe de Lemuel a elogia com o louvor mais alto que o livro oferece: ela teme o Senhor (31:27-31). Mais uma vez é a relação com Yahweh que conduz à vida sábia. Esse princípio é verdade para homens e mulheres, israelitas e gentios”.

Agur, Lemuel e sua mãe são provas reais de que a sabedoria está acessível inclusive aos não judeus, sejam homens ou mulheres. Rute, a Sulamita de Cântico dos cânticos, Abigail e Maria, mãe de Jesus, são exemplos de mulheres sábias.

Já que todos podem ser sábios… por que não…

• …livrarmo-nos de vez da loucura?
• …obtermos sabedoria?
• …seguirmos diariamente os passos indicados em Provérbios?

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

domingo, 8 de março de 2020

O AJUDADOR E A AJUDADORA

MEDITAÇÃO DIÁRIA

08 de março
O AJUDADOR E A AJUDADORA

Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio. Salmo 146:5

No contexto profissional, qualquer função acrescida da identificação “auxiliar” caracteriza uma pessoa que está associada a outra para ajudá-la em suas atribuições, exercendo assim um papel secundário em relação à atividade principal. Contudo, ao louvar a Deus pelas maravilhas que opera em favor de Seu povo, o salmista O identifica como “auxílio”. Toda pessoa que O tem como seu auxílio é feliz.

Acaso, seria Deus um auxílio ou ajudador secundário? Obviamente não! Sabemos quem é Ele. Testemunhamos as maravilhas do Seu poder e sabedoria. Além disso, o próprio salmista enumerou as razões pelas quais o Senhor é nosso auxílio: Fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a Sua fidelidade. Que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O Senhor liberta os encarcerados. O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos. O Senhor guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva […]. O Senhor reina para sempre (Sl 146:6-10).

A palavra original hebraica aqui traduzida como auxílio é ezer. Ela nunca é usada na Bíblia para se referir a um auxiliar de posição secundária em relação a outra pessoa. O termo se refere a alguém que está em condições de prestar o auxílio necessário, realçando mais a capacidade em vez da condição subordinada de quem ajuda. É muito significativo o fato de que a palavra ezer aparece no livro de Gênesis, quando Deus expressou o plano de criar uma companheira para Adão: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea’” (Gn 2:18). A propósito, a palavra traduzida pela expressão “que lhe seja idônea” é neged, que significa “equivalente a”, “correspondente a”, “complemento”, “igual a”, “adequado a”.

Como se vê, a expressão “auxiliadora idônea”, aplicada à mulher, expressa a ideia de um ser que tem capacidade de prestar auxílio, sem que seja inferior ao homem. Infelizmente, esse conceito parece ter se perdido em muitas culturas atuais, assim como no passado na cultura judaica. Em contraposição, a atitude de Jesus em relação às mulheres sempre foi positiva e singular.

Deus sabia não ser bom para o homem viver sem a graça, a ternura, a sensibilidade e a presença da mulher. Ela não foi criada para lhe ser uma serviçal, mas para tornar plena a vida humana. Parafraseando o sábio, quem tem uma mulher em sua vida encontrou uma joia de valor incalculável!

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Purificação da mulher - Levítico 12

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica - Levítico 12
Comentários Heber Toth Armí


Purificação da mulher

A vida humana deriva da vida divina. Não haveria vida se não houvesse Deus. A morte é resultado do pecado. O pecado desconecta o ser humano da fonte da vida, e, isso resulta em interrupção/cessação da vida.

O salário do pecado é a morte. Para qualquer pecado, a morte é a sentença. Santidade não combina com pecaminosidade. Deus é intolerante ao pecado. O pecado opõe-se a Deus e Deus opõe-Se ao pecado.

Assim, este capítulo revela a graça divina frente à desgraça humana caída na lama do pecado. A mulher foi a primeira a pecar, deveria ter morrido antes de induzir o homem a fazer o mesmo; contudo, é a mulher que tornou-se Eva, mãe de todos os viventes. Ambos deveriam morrer, mas recebem de Deus a graça de gerar filhos/vida.

Assim, quando a mulher gerava vidas/filhos, seja menino ou menina, ela deveria levar um cordeiro de um ano ao santuário para ser sacrificado/morto e um pombinho ou rolinha para expiação do pecado (v. 6). Se a mulher fosse pobre e não tivesse condições de levar um cordeiro, deveria oferecer dois pombinhos ou duas rolinhas (v. 8).

Sem exceção, deveria haver morte após o nascimento de toda criança.

Além disso, havia um ritual de purificação da mulher, não da criança quando nascesse.

1. Se fosse menino, a mulher deveria se resguardar por sete dias, e depois mais 33 dias deveria ficar em casa e não tocar nada sagrado.

2. Se fosse menina, a mulher deveria se resguardar por 15 dias, e depois mais 66 dias deveria ficar em casa e não tocar nada sagrado.

Nisso consiste o cuidado gracioso de Deus à mulher. Com essa lei ela esta estava livre para descansar das exaustivas atividades diárias quando recuperava suas forças. Também, Deus limitava as visitas que pudessem contaminá-la quando estava num período de maior risco de contrair infecções. Além de ser um momento de reflexão sobre como alguém que merece morte, gerava vida.

• “A declaração de impureza desempenha, portanto, uma função religiosa, simbólica e higiênica” (Merril F. Unger).

• “As normas do parto neste capítulo mostram o terno cuidado de Deus pelas mães. As mulheres, com certeza, ocupam um lugar de honra nos planos de Deus” (Francis D. Nichol).

Por tudo isso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
@palavraeficaz
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Deuterônômio 21 Comentários: John Ash

Reavivados por Sua Palavra
Leitura Bíblica: Deuterônômio 21
Comentários: John Ash

As palavras hebraicas e gregas para santidade transmitem a ideia de “ser separado.” Mas, separado do quê?

Do mundo, é claro.

A Bíblia nos diz que nós estamos “no mundo” (João 17:11), mas não devemos ser “do mundo” (Jo 17:16). Portanto, não é de se admirar que Deus continue interessado pelos pequenos detalhes de nossas vidas. Com certeza os tempos mudaram ao longo dos últimos 3000 anos, desde que Moisés enumerou esses detalhes do viver, mas neles existem princípios que podem ser aplicados e adaptados para o nosso dia. Podemos e devemos ser um povo “santo”.

Por exemplo: “lindas” mulheres cativas de guerra poderiam se tornar esposas de seus conquistadores. Esta miscigenação, entretanto, não era permitida com mulheres descendentes dos habitantes originais da Terra Prometida, tamanha a impiedade e decadência moral destes povos.

Mas as regras estabeleciam que mulheres cativas de guerra deveriam ser integradas à sociedade e tratadas com respeito e dignidade.

“Querido Deus, ajuda-me hoje a tratar todas as pessoas com respeito e dignidade, sempre permitindo que expressem livremente a sua individualidade.”

John Ash
União Missão Chinesa
Hong Kong

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Purificação da mulher

Leitura Bíblica  Levítico 12

Purificação da mulher
Comentários  Heber Toth Armí

A vida humana deriva da vida divina. Não haveria vida se não houvesse Deus. A morte é resultado do pecado. O pecado desconecta o ser humano da fonte da vida, e, isso resulta em interrupção/cessação da vida.

O salário do pecado é a morte. Para qualquer pecado, a morte é a sentença. Santidade não combina com pecaminosidade. Deus é intolerante ao pecado. O pecado opõe-se a Deus e Deus opõe-Se ao pecado.

Assim, este capítulo revela a graça divina frente à desgraça humana caída na lama do pecado. A mulher foi a primeira a pecar, deveria ter morrido antes de induzir o homem a fazer o mesmo; contudo, é a mulher que tornou-se Eva, mãe de todos os viventes. Ambos deveriam morrer, mas recebem de Deus a graça de gerar filhos/vida.

Assim, quando a mulher gerava vidas/filhos, seja menino ou menina, ela deveria levar um cordeiro de um ano ao santuário para ser sacrificado/morto e um pombinho ou rolinha para expiação do pecado (v. 6). Se a mulher fosse pobre e não tivesse condições de levar um cordeiro, deveria oferecer dois pombinhos ou duas rolinhas (v. 8).

Sem exceção, deveria haver morte após o nascimento de toda criança.

Além disso, havia um ritual de purificação da mulher, não da criança quando nascesse.

1. Se fosse menino, a mulher deveria se resguardar por sete dias, e depois mais 33 dias deveria ficar em casa e não tocar nada sagrado.

2. Se fosse menina, a mulher deveria se resguardar por 15 dias, e depois mais 66 dias deveria ficar em casa e não tocar nada sagrado.

Nisso consiste o cuidado gracioso de Deus à mulher. Com essa lei ela esta estava livre para descansar das exaustivas atividades diárias quando recuperava suas forças. Também, Deus limitava as visitas que pudessem contaminá-la quando estava num período de maior risco de contrair infecções. Além de ser um momento de reflexão sobre como alguém que merece morte, gerava vida.

• “A declaração de impureza desempenha, portanto, uma função religiosa, simbólica e higiênica” (Merril F. Unger).

• “As normas do parto neste capítulo mostram o terno cuidado de Deus pelas mães. As mulheres, com certeza, ocupam um lugar de honra nos planos de Deus” (Francis D. Nichol).
Por tudo isso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí




domingo, 12 de julho de 2015

Apocalipse 17 Comentários de Garth Bainbridge

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica   Apocalipse 17
Comentários  de  Garth Bainbridge

Percebe-se claramente que Apocalipse 17 e 18 são uma expansão da sexta e sétima pragas, que retratam a ascensão e queda da Babilônia do fim dos tempos. O capítulo 17, de fato, se desenrola sob a direção de um dos anjos portadores de praga. Os seis primeiros versos introduzem a visão de uma mulher espalhafatosa montada em uma besta com sete cabeças e dez chifres. O nome dela é Babilônia. Ela tem um relacionamento adúltero com reis e embriaga os habitantes do mundo “com o vinho da sua prostituição” (v. 2 NVI). Ela mesma está “embriagada com o sangue … das testemunhas de Jesus” (v. 6 NVI).

O restante do capítulo explica a visão. Uma mulher no simbolismo profético representa o povo que professa ser de Deus – sinceros ou não. Uma besta [animal feroz] geralmente se refere a entidades políticas. Assim, a imagem apresentada é a de uma aliança profana entre Igreja e Estado, produzindo uma bebida intoxicante.

Esta bebida simboliza a corrupção do “vinho novo” (Mt 9:17) do evangelho e a pureza da verdade. O mundo embriagou-se nas filosofias e ensinamentos decorrentes desse casamento adúltero entre a igreja e o mundo. Dela é a religião que questiona nossa pecaminosidade e necessidade de um Salvador, encontrando milhares de outros pretensos caminhos para conseguir a entrada no céu. A religião da prostituta coloca o homem no trono de seu próprio destino, decidindo por si mesmo o que é certo [e o que é errado] e quais são os limites da nossa liberdade. Os mandamentos de Deus são relativizados e a fé de Jesus é desprezada – tudo para atender o orgulho e o esforço humano.

Encorajada por seu próprio glamour e pelo apoio de líderes e habitantes do mundo, ela lidera uma aliança internacional para a batalha do Armagedom. Eles “guerrearão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; e vencerão com Ele os seus chamados, escolhidos e fiéis” (v. 14 NVI), sem nenhuma arma que não a verdade e nenhuma defesa a não ser a fé.

Alguém poderia imaginar que a vitória seria desse ilustre e poderoso trio do mal. Mas o Cordeiro vence a besta, e seu fiel remanescente derrota a aliança mundial.

Jesus vence pelo amor, governa através do serviço, e salva por morrer. O humilde Cordeiro é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis.

Garth Bainbridge
Sydney, Austrália


Salmos 43 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse Leitura Bíblica – Salmos 43 Comentário: Pr. Heber Toth Armí SALMO 43 – Este é uma continuação do Sa...