domingo, 8 de março de 2020

O AJUDADOR E A AJUDADORA

MEDITAÇÃO DIÁRIA

08 de março
O AJUDADOR E A AJUDADORA

Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio. Salmo 146:5

No contexto profissional, qualquer função acrescida da identificação “auxiliar” caracteriza uma pessoa que está associada a outra para ajudá-la em suas atribuições, exercendo assim um papel secundário em relação à atividade principal. Contudo, ao louvar a Deus pelas maravilhas que opera em favor de Seu povo, o salmista O identifica como “auxílio”. Toda pessoa que O tem como seu auxílio é feliz.

Acaso, seria Deus um auxílio ou ajudador secundário? Obviamente não! Sabemos quem é Ele. Testemunhamos as maravilhas do Seu poder e sabedoria. Além disso, o próprio salmista enumerou as razões pelas quais o Senhor é nosso auxílio: Fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a Sua fidelidade. Que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O Senhor liberta os encarcerados. O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos. O Senhor guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva […]. O Senhor reina para sempre (Sl 146:6-10).

A palavra original hebraica aqui traduzida como auxílio é ezer. Ela nunca é usada na Bíblia para se referir a um auxiliar de posição secundária em relação a outra pessoa. O termo se refere a alguém que está em condições de prestar o auxílio necessário, realçando mais a capacidade em vez da condição subordinada de quem ajuda. É muito significativo o fato de que a palavra ezer aparece no livro de Gênesis, quando Deus expressou o plano de criar uma companheira para Adão: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea’” (Gn 2:18). A propósito, a palavra traduzida pela expressão “que lhe seja idônea” é neged, que significa “equivalente a”, “correspondente a”, “complemento”, “igual a”, “adequado a”.

Como se vê, a expressão “auxiliadora idônea”, aplicada à mulher, expressa a ideia de um ser que tem capacidade de prestar auxílio, sem que seja inferior ao homem. Infelizmente, esse conceito parece ter se perdido em muitas culturas atuais, assim como no passado na cultura judaica. Em contraposição, a atitude de Jesus em relação às mulheres sempre foi positiva e singular.

Deus sabia não ser bom para o homem viver sem a graça, a ternura, a sensibilidade e a presença da mulher. Ela não foi criada para lhe ser uma serviçal, mas para tornar plena a vida humana. Parafraseando o sábio, quem tem uma mulher em sua vida encontrou uma joia de valor incalculável!

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

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