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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Refletindo a Luz do Céu

Refletindo a Cristo
Refletindo a Luz do Céu
31 de dezembro

Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Mat. 5:14 e 15.

“Vós sois a luz do mundo”, disse Cristo aos Seus discípulos. Mat. 5:14. Assim como o Sol se move pelo céu dissipando as sombras da noite, e enchendo o mundo de resplendor, assim também os seguidores de Jesus devem deixar que sua luz dissipe as trevas morais de um mundo que jaz em pecado. Mas eles não têm luz própria; é a luz do Céu que eles devem refletir ao mundo.

“Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.” Mat. 5:14. Nossos pensamentos e propósitos são as fontes secretas da ação, e portanto, determinam o caráter. O propósito formado no coração não precisa ser expresso em palavras e ações para se tornar pecado e levar a pessoa à condenação. Todo pensamento, sentimento e inclinação, embora invisíveis ao homem, são discernidos pelos olhos de Deus. Mas unicamente quando o mal que se enraizou no coração produz os seus frutos em palavras ou ações ilícitas, é que o homem pode julgar o caráter do seu próximo.

O cristão é um representante de Cristo, e deve mostrar ao mundo o poder transformador da graça divina. Ele é uma carta viva da verdade, conhecida e lida por todos os homens. A regra dada por Cristo através da qual devemos concluir quem são os Seus verdadeiros seguidores é: “Pelos seus frutos os conhecereis.” Mat. 7:20. …

A vida piedosa e a conversação santificada do cristão são um testemunho diário contra o pecado e os pecadores. Mas ele precisa apresentar a Cristo, e não o eu. Cristo é a grande solução para o pecado. Nosso compassivo Redentor nos proveu da ajuda necessária. Ele está esperando para imputar Sua justiça ao penitente sincero, e despertar em seu coração um amor divino que unicamente o nosso gracioso Redentor pode inspirar. Assim sendo, que todos nós que professamos ser Suas testemunhas na Terra, Seus embaixadores da corte celestial, glorifiquemos Aquele a quem representamos sendo fiéis ao nosso depósito. …

Todo aquele que finalmente se apossa da vida eterna, manifestará mesmo aqui zelo e devoção no serviço de Deus. Ele não abandonará o posto do dever à aproximação de provações, reveses ou acusações. Será um diligente estudioso das Escrituras, e seguirá a luz ao esta brilhar sobre o seu caminho. Quando um claro requisito escriturístico for apresentado, ele não se deterá para indagar: “Que dirão meus amigos se eu me alinhar ao lado do povo de Deus?” Sabedor de seu dever, ele o cumprirá cordial e destemidamente.

Desses leais seguidores Jesus declara que não Se envergonha de chamá-los irmãos. O Deus da verdade estará de seu lado, e jamais os desamparará. Todas as aparentes perdas pela causa de Cristo serão por eles consideradas como ganho infinito. Signs of the Times, 25 de março de 1886.


Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo, 1986 – Pág. 371 –

A pedagogia de Deus- Êxodo 30

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica - Êxodo 30
Comentários Heber Toth Armí

A pedagogia de Deus


Quem é o maior pedagogo? Quem usou melhor didática ao transmitir com simplicidade assuntos complexos?

Não há como pensar num Ser mais didático que Deus. Sua pedagogia supera a de qualquer pedagogo; Ele extrapola didáticas e pedagogias do mundo deixando-nos – além de exemplos didáticos – preciosos e especiais ensinamentos.

Como mais expoente pedagogo, Deus ensina Moisés a ensinar; é transmitindo ensinamento que alunos aprendem. Sobretudo, Deus usa outros recursos didáticos com profundos significados. Assim, através de Moisés, do Santuário e rituais sagrados Ele quer que aprendamos grandes verdades que farão diferença em nossa vida.

Nós aprendemos ouvindo, ensinando, envolvendo, principalmente fazendo. Como Moisés, devemos ouvir a Palavra de Deus, transmitir aos outros, envolver-nos com ensinamentos divinos e, aplicando-os diariamente.

O Santuário é a didática de Deus para apresentar o plano de salvação, a forma de adoração e o evangelho que liberta da condenação.

1. Deus ensina através da fumaça do altar do incenso que a oração constante deve sempre subir ao céu (vs. 1-10); Deus Se satisfaz com orações assim como era agradável o cheiro de incenso.

2. Deve-se levar a sério a oração, ela deve ser pura, não contaminada com egoísmo e desejos pervertidos (vs. 30-34).

3. Todos somos pecadores e o preço do pecado é a morte; ninguém está livre da condenação, portanto, todos precisam de libertação – ricos não devem menos nem mais que os pobres (vs. 10-16).

4. A bacia de bronze ensinava a necessidade de limpeza, não apenas física, mas da limpeza moral; os germes e bactérias do pecado devem ser lavados de nosso caminhar e proceder (vs. 17-21).

5. A santa unção com óleo é essencial para que haja verdadeira adoração ao Senhor; não devemos deturpar este assunto; é preciso reverência e submissão antes de qualquer ação (vs. 22-33).

Diferentemente do altar de sacrifícios localizado no átrio do Santuário, Deus instruiu Moisés a fazer o altar de incenso dentro do tabernáculo (vs. 1-10). Antes de chegar ao que ele representava, seria necessário passar por todo o processo ritualístico orientado por Deus. Logo, apenas quem foi redimido (vs. 11-16), purificado (vs. 17-21) e ungido (vs. 34-38) aproxima-se de Deus verdadeiramente pela oração, louvor e adoração (vs. 34-38).

Sendo Deus o melhor pedagogo, só não aprende quem não quer! Reavivemo-nos! Heber Toth Armí
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domingo, 30 de dezembro de 2018

Os Limpos de Coração Hão de Vê-Lo

Refletindo a Cristo

30 de dezembro
Os Limpos de Coração Hão de Vê-Lo

O que ama a pureza do coração e tem graça nos seus lábios terá por seu amigo o Rei. Prov. 22:11.


Na cidade de Deus não entrará coisa alguma que contamine. Todos quantos houverem de ser seus moradores, hão de se ter tornado aqui puros de coração. A pessoa que está aprendendo de Jesus manifestará crescente desagrado pelas maneiras descuidosas, pela linguagem indecente e pensamentos vulgares. Quando Cristo habita no coração, haverá pureza e refinamento de idéias e maneiras.

Mas as palavras de Jesus: “Bem-aventurados os limpos de coração” (Mat. 5:8), têm um mais profundo sentido – não somente puros no sentido em que o mundo entende a pureza, livres do que é sensual, puros de concupiscências, mas fiéis nos íntimos desígnios e motivos da alma, isentos de orgulho e de interesse egoísta, humildes, abnegados, semelhantes a uma criança. …

Mas para os corações que foram purificados pela presença do Espírito Santo, tudo diverso. Estes podem conhecer a Deus. Moisés estava oculto na fenda da rocha quando lhe foi revelada a glória do Senhor; e é quando nos encontramos escondidos em Cristo que contemplamos o amor de Deus.

“O que ama a pureza do coração e tem graça nos seus lábios terá por seu amigo o Rei.” Prov. 22:11. Pela fé, nós O contemplamos aqui no presente. Em nossa experiência diária, distinguimos Sua bondade e compaixão nas manifestações de Sua providência. … Os limpos de coração vêem a Deus em uma nova e mais carinhosa relação, como seu Salvador; e ao passo que Lhe distinguem a pureza e a beleza do caráter, anelam refletir a Sua imagem. Vêem-nO como um Pai ansioso de abraçar um filho arrependido, e o coração enche-se-lhes de indizível alegria e de abundante glória.

Os limpos de coração percebem o Criador nas obras de Sua poderosa mão, nas belas coisas que enchem o Universo. Em Sua palavra escrita, lêem em mais distintos traços a revelação de Sua misericórdia, Sua bondade e Sua graça. … A beleza e preciosidade da verdade, não percebidas pelos sábios do mundo, estão sendo constantemente desdobradas aos que experimentam um confiante e infantil desejo de conhecer e cumprir a vontade de Deus. Discernimos a verdade mediante o tornar-nos, nós mesmos, participantes da natureza divina.

Os puros de coração vivem como na visível presença de Deus durante o tempo que Ele lhes concede neste mundo. E também O verão face a face no estado futuro, imortal, assim como fazia Adão quando andava e falava com Deus no Éden. “Agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face.” I Cor. 13:12. O Maior Discurso de Cristo, págs. 24-27.

Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo – Pág. 370

Consagração - Êxodo 29

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica - Êxodo 29
Comentários Pr. Heber Toth Armí

Consagração


Consagração é dedicação integral ao Senhor. Deus não quer um compromisso parcial, mas uma entrega total para servi-lO em todo tempo e todo lugar. No período da nova aliança todo crente é sacerdote de Deus, portanto temos muito que aprender da consagração plena dos sacerdotes da aliança sinaítica.

O capítulo em apreço revela que a consagração deve atingir todas as áreas da vida, não apenas algumas:

1. A dedicação a Deus e ao Seu serviço requer unção e submissão total a Deus, não tradições eclesiásticas sem base bíblica (vs. 1-28);

2. A vestimenta dos consagrados é orientada por Deus, não ditada pela moda mundana (vs. 29-30);

3. A alimentação dos consagrados é orientada por Deus, não pelo gosto pessoal (vs. 31-34);

4. A consagração exige rituais e ofertas orientados por Deus, não pela imaginação humana (vs. 35-46).

Deus rejeita dedicação pela metade a Ele, assim como pessoas em sã consciência não aceitaria casar-se com alguém parcialmente comprometido. Ninguém normalmente aceita compromisso sério com pessoas apenas parcialmente comprometidas – quanto mais Deus que é santo, Soberano e Criador do Universo.

Prescreve-se neste capítulo “que sejam levados ao santuário um novilho (para um sacrifício pelo pecado), dois carneiros (um para o holocausto e outro para o ritual da consagração), bolos de azeite sem fermento e coscorões também sem fermento, untadas de azeite (para uma oferta de comunhão). Em seguida, após um banho e a investidura, são ungidos Arão e seus filhos” (Comentario Biblico San Jeronimo, v. 1, p. 197).

O sacrifício de consagração deve ser diário (vs. 38-46). Ninguém estará plenamente consagrado sem tornar a santificação uma prática diária. A seguir temos uma sugestão de Ellen G. White uma oração de consagração:

“Eis a minha vida, Senhor, inteira ao Teu dispor. Aos Teus pés, os planos meus todos deponho. Um instrumento ao teu serviço quero hoje ser. Permanece em mim, e permite que tudo que eu fizer, em comunhão Contigo seja feito”.

A consagração do pecador exige a morte, e Jesus morreu para que isso seja possível. Jesus Se santifica a fim de santificar-nos (João 17:19). Diz White: “Os que, em todas as coisas põem a Deus como primeiro e último, e o melhor, são as pessoas mais felizes do mundo” (Ellen G. White).

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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sábado, 29 de dezembro de 2018

Nosso Glorioso Destino

Refletindo a Cristo

29 de dezembro
Nosso Glorioso Destino

Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam. I Cor. 2:9.

Mediante o evangelho, almas degradadas e escravizadas por Satanás devem ser redimidas para partilhar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. O desígnio divino não é meramente livrar do sofrimento inevitável resultante do pecado, mas salvar do próprio pecado. A alma, corrompida e deformada, tem de ser purificada, transformada, a fim de poder ser revestida da “graça do Senhor, nosso Deus” (Sal. 90:17), conforme a “imagem de Seu Filho”. Rom. 8:29. “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que O amam.” I Cor. 2:9. Unicamente a eternidade pode revelar o glorioso destino a que o homem, restaurado à imagem de Deus, pode atingir.

Para podermos alcançar esse elevado ideal, o que leva a alma a tropeçar precisa ser sacrificado. É mediante a vontade que o pecado retém seu domínio sobre nós. … Parece-nos muitas vezes que, sujeitar a vontade a Deus é o mesmo que consentir em atravessar a vida mutilado ou aleijado. É melhor, porém, diz Cristo, que o eu seja mutilado, ferido, aleijado, contanto que possais entrar na vida. …

Deus é a fonte da vida, e só podemos ter vida ao nos acharmos em comunhão com Ele. Separados de Deus, a existência nos pertencerá por um pouco de tempo, mas não possuímos a vida. … Unicamente por meio da entrega de nossa vontade a Deus, é-Lhe possível comunicar-nos vida. Só mediante o receber Sua vida pela entrega do próprio eu é possível, disse Jesus, serem vencidos aqueles pecados ocultos que mencionei. É possível que os sepulteis em vosso coração, e os oculteis dos olhos humanos, mas como subsistireis na presença de Deus? …

Para o pecado, seja onde for que ele se encontre, Deus é um fogo consumidor. …

Exigirá um sacrifício o entregar-se a Deus; é, porém, um sacrifício do inferior pelo mais elevado, do terreno pelo espiritual, do perecível pelo eterno. Não é o desígnio de Deus que nossa vontade seja destruída; pois é unicamente mediante o exercício da mesma que nos é possível efetuar aquilo que Ele quer que façamos. Nossa vontade deve ser sujeita à Sua a fim de que a tornemos a receber purificada e refinada, e tão ligada em correspondência com o Divino, que Ele possa, por nosso intermédio, derramar as torrentes de Seu amor e poder. Se bem que essa entrega possa parecer amarga e dolorosa ao coração voluntário, extraviado, ela te é, todavia, muito útil.

Enquanto não caiu coxo e impotente sobre o peito do anjo do concerto, não conheceu Jacó a vitória da fé triunfante, recebendo o título de príncipe de Deus. O Maior Discurso de Cristo, págs. 60-62.


Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo, 1986 – Pág. 369 –

Vestes Sacerdotais- Êxodo 28

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica- Êxodo 28
Comentários Bíblicos Pr. Heber Toth Armí


Vestes Sacerdotais

O evangelho é eterno; o mesmo evangelho do Novo Testamento foi proclamado pelo maior evangelista no Antigo Testamento. Deus evangelizou os israelitas com emblemas do santuário e seus rituais.

Ao considerar Hebreus 4:2, Frank B. Holbrook destacou: “Se os israelitas, em sua jornada do Egito, possuíam o mesmo evangelho que os cristãos receberam, é seguro inferir que eles o receberam por meio dos rituais do sistema do santuário”.

No capítulo em apreço nota-se Deus dando ordens sobre o quê Moisés deveria fazer:

1. Incluir a Arão e seus filhos no sistema sacerdotal (vs. 1-5);

2. Os detalhes das roupas que usaria o Sumo Sacerdote (vs. 6-29);

3. A forma direta que Deus usaria para responder perguntas objetivas: Urim e Tumim (v. 30);

4. Mais adereços às indumentárias dos representantes do Senhor perante o povo e do povo perante o Senhor (vs. 31-43).

“O santuário é um dos principais instrumentos divinos para nos ensinar o significado do evangelho”, observou Martin Pröbstle.

Milian Lauritz Andreasen atesta: “Quando compreendemos que os serviços efetuados no tabernáculo [santuário] [...] eram símbolos de um ministério mais elevado no verdadeiro tabernáculo do Céu; que todo ritual e os sacrifícios todos apontavam para o verdadeiro Cordeiro de Deus, o santuário passa a ter importância ainda maior. Nele é revelado o evangelho”.

1. O Sumo sacerdote e sacerdotes representam Cristo.

2. A função que exerceria os sacerdotes terrestres apontaria para as obras de Cristo tanto na Terra como no Céu.

3. O Urim e o Tumim eram duas pedras que seriam usadas para obter resposta divinas; Jesus é a maior resposta do Universo neste mundo, a pedra angular.

4. No Apocalipse Jesus aparece com as roupas talares de Sacerdote que intercede em favor de Seu povo e de Sumo Sacerdote que executa o juízo para vindicar o Seu povo e sentenciar inimigos.

“Tudo que dizia respeito ao vestuário e conduta dos sacerdotes devia ser de molde a impressionar o esplendor com um entusiasmo da santidade de Deus, de Seu culto, e da pureza exigida dos que entravam em Sua presença” – explica-nos Ellen G. White.

Ao contemplar Jesus através do que lemos, devemos reverenciá-lO como nosso soberano Redentor que almeja levar-nos à presença do Pai Celestial.

“Senhor, ajuda-me compreender melhor Tua revelação” – Heber Toth Armí
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O Testemunho Triunfante de Paulo

Refletindo a Cristo

28 de dezembro
O Testemunho Triunfante de Paulo

Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia. II Tim. 4:7 e 8.

Este homem de fé [Paulo]contempla a escada da visão de Jacó, que representa Cristo, e que ligou a Terra com o Céu, o homem finito com o infinito Deus. Sua fé se fortalece na recordação de como os patriarcas e profetas confiaram nAquele que é também seu arrimo e consolação, e por quem está dando a vida. Desses santos homens que de século em século deram testemunho de sua fé, ouve ele a segurança de que Deus é verdadeiro. De seus coobreiros apóstolos, que, para pregar o evangelho de Cristo, saíram a enfrentar o fanatismo religioso e as superstições pagãs, a perseguição e o desprezo, que não tiveram a vida por preciosa desde que pudessem levar a luz da verdade em meio aos escuros labirintos da incredulidade – desses ele ouve o testemunho de Jesus como o Filho de Deus, o Salvador do mundo. Do cavalete, das fogueiras, das masmorras, das covas e cavernas da Terra ecoa em seus ouvidos o grito de triunfo dos mártires. Ele ouve o testemunho de almas firmes que, embora despojadas, afligidas, atormentadas, dão testemunho da fé, destemido e solene, declarando: “Porque sei em quem tenho crido.” II Tim. 1:12. Esses, que entregam a vida pela fé, declaram ao mundo que Aquele em quem têm crido é capaz de salvá-los perfeitamente.

Resgatado pelo sacrifício de Cristo, lavado do pecado em Seu sangue, e revestido de Sua justiça, Paulo tem em si mesmo o testemunho de que sua alma é preciosa à vista de seu Redentor. Sua vida está escondida com Cristo em Deus, e ele está persuadido de que Aquele que conquistou a morte é capaz de guardar o seu depósito. Seu espírito se apega à promessa do Salvador: “Eu o ressuscitarei no último dia.” João 6:40. Seus pensamentos e esperanças estão centralizados na segunda vinda de seu Senhor. E quando a espada do carrasco desce e a sombra da morte cai sobre o mártir, seu último pensamento avança, do mesmo modo que o primeiro quando ressuscitar, para encontrar o Doador da vida, que o há de convidar para o regozijo dos santos. …

Como o clangor de uma trombeta, sua voz tem repercutido através de todos os séculos, enrijando com sua coragem milhares de testemunhas de Cristo, e despertando em milhares de corações, feridos pela tristeza, o eco de sua alegria triunfante: … “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, … me dará naquele dia.” II Tim. 4:7 e 8. Atos dos Apóstolos, págs. 512 e 513.


Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo – Pág. 368 –

A teologia do santuário- Êxodo 27

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica- Êxodo 27
Comentários Bíblicos Pr. Heber Toth Armí

A teologia do santuário


A teologia do santuário é base do livro de Hebreus no Novo Testamento, e precisamos dele tanto quanto precisamos de cada livro bíblico.

Inspirando-me nas divisões realizadas por Merril Frederick Unger, temos os seguintes tópicos no capítulo em foco:

1. O altar de bronze com 222cm de cada lado e 133cm de altura; localizado logo na entrada do pátio significava que o derramamento de sangue (expiação) é fundamental para o pecador aproximar-se de Deus (vs. 1-8);

2. O átrio. Cortinas protegendo o Santuário indicavam a necessidade de retidão para o verdadeiro culto, sendo que elas impediam às pessoas de entrarem de qualquer lugar; entrada somente pela porta (vs. 9-19);

3. O azeite para a luz simbolismo do Espírito Santo nas lâmpadas que apontam para Cristo (vs. 20-21).

Após entrar pela porta, logo adiante estava “o altar de cobre que se sacrificavam os animais”, reflete Kay Arthur, o qual aponta para a “morte do Cordeiro de Deus por nossos pecados na cruz do Calvário”. Desta forma, Deus está evangelizando os israelitas e o mundo.

“O Santuário! Assunto solene! Grande núcleo em torno do qual se agrupam as gloriosas constelações da verdade presente!” exclamou Urias Smith.

E não parou de impressionar-se com o tema do santuário: “Como ele abre à nossa compreensão o plano da salvação! Como ele remove o véu da posição de nosso Senhor no Céu! Que alo de glória ele lança sobre Seu ministério! Que divina harmonia ele estabelece na Palavra de Deus! Que inundação de luz ele derrama sobre o cumprimento da profecia no passado!”

Após olhar ao passado, este estudioso da Bíblia passou a olhar ao futuro, e continuou falando do santuário e sua importância para o presente: “Como ele [o Santuário] fortalece as poderosas verdades destes últimos dias! Que glória ele lança sobre o futuro! Com que esperança, alegria e consolação ele enche o coração do cristão! Assunto glorioso!”.

Após estas magníficas exclamações sobre o santuário, Smith arremata seu pensamento, dizendo que “sua importância [do santuário] não pode ser exagerada nem superestimada”.

Interessante, não? Agora reflita:

• Deus não empenhou-Se tanto nesse assunto para ser rejeitado por nós!

• Precisamos dedicar tempo a esse assunto porque Deus também Se empenhou nele!

Valorizemos o que Deus valoriza para reavivarmo-nos espiritualmente! – Heber Toth Armí
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

A Gloriosa Libertação do Povo de Deus

Refletindo a Cristo

27 de dezembro

A Gloriosa Libertação do Povo de Deus

Pois, no dia da adversidade, Ele me ocultará no Seu pavilhão; no recôndito do Seu tabernáculo, me acolherá; elevar-me-á sobre uma rocha. Sal. 27:5.

Com ardente anseio, o povo de Deus aguarda os sinais de seu Rei vindouro. Ao serem consultadas as sentinelas: “Guarda, que houve de noite?” é dada sem vacilação a resposta: “Vem a manhã, e, também, a noite.” Isa. 21:11 e 12. Brilha a luz nas nuvens, sobre o cume das montanhas. Revelar-se-á em breve a Sua glória. …

Os céus incendem com o raiar do dia eterno e, qual melodia de cânticos angelicais, soam ao ouvido as palavras: “Permanecei firmes em vossa fidelidade. O auxílio vem.” …

O precioso Salvador enviará auxílio exatamente quando dele necessitarmos. O caminho para o Céu acha-se consagrado pelas Suas pegadas. Cada espinho que fere nossos pés, feriu os Seus. A cruz que somos chamados a carregar, Ele a levou antes de nós. O Senhor permite que venham os conflitos, a fim de prepararem a alma para a paz. O tempo de angústia é uma prova terrível para o povo de Deus; é, porém, a ocasião de todo verdadeiro crente olhar para cima, e pela fé verá o arco da promessa circundando-o. …

Os olhos de Deus, vendo através dos séculos, fixaram-se na crise que Seu povo deve enfrentar quando os poderes terrestres contra ele se dispuserem. Como o exilado cativo, estarão receosos da morte pela fome, ou pela violência. Mas o Santo, que diante de Israel dividiu o Mar Vermelho, manifestará Seu grande poder, libertando-o do cativeiro. “Eles serão Meus, diz o Senhor dos exércitos, naquele dia que farei, serão para Mim particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho, que o serve.” Mal. 3:17. Se o sangue das fiéis testemunhas de Cristo fosse derramado nessa ocasião, não seria como o sangue dos mártires, qual semente lançada a fim de produzir uma colheita para Deus. Sua fidelidade não seria testemunho para convencer outros da verdade; pois que o coração endurecido rebateu as ondas de misericórdia até não mais voltarem. Se os justos fossem agora abandonados para caírem como presa de seus inimigos, seria um triunfo para o príncipe das trevas. Diz o salmista: “No dia da adversidade me esconderá no Seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá.” Sal. 27:5. Cristo falou: “Vai, pois, povo Meu, entra nos teus quartos e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o Senhor sairá do Seu lugar para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniqüidade.” Isa. 26:20 e 21. Glorioso será o livramento dos que pacientemente esperaram pela Sua vinda, e cujos nomes estão escritos no livro da vida. O Grande Conflito, págs. 632-634.


Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo – Pág. 367 –

O tabernáculo- Êxodo 26

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica- Êxodo 26
Comentários Bíblicos Pr. Heber Toth Armí

O tabernáculo


Cristãos, igrejas, líderes espirituais, presbíteros, pastores, etc. que ignoram a doutrina do Santuário ignoram boa parte da Bíblia.

A Palavra de Deus não tem prazo de validade. Nenhum de seus temas é irrelevante, ou desatualizado. O tema do santuário permeia toda a Bíblia, mas é ignorado por muitos – embora o santuário transmita a mensagem que Deus nunca virou as costas aos pecadores!

Observe o que escreveu Kay Arthur: “Cada peça do mobiliário do tabernáculo remetia para a obra do Senhor Jesus Cristo”. Sendo assim, ser indiferente a um tema tão importante, é uma forma sutil de rejeitar não só a totalidade da Bíblia, mas também Jesus e Sua obra em nosso favor.

Se o Espírito Santo despertou teu interesse para esse assunto, observe os seguintes tópicos. DEUS ORDENA...

1. ...a construção, apresenta os detalhes e a organização do santuário – nada foi conforme o pecador desejou, mas como o Senhor prescreveu (vs. 1-14);

2. ...como fazer detalhadamente cada parede, identifica materiais e tamanho das tábuas do tabernáculo – Deus se preocupa até com mínimos detalhes (vs. 15-30);

3. ...divisórias dentro do santuário, nomeia-as e dá inclusive as cores das cortinas (vs. 31-27).

Deus é caprichoso, detalhista, comprometido, estrategista, engenheiro, arquiteto, etc. Seu conhecimento vai além de pós-doutorado de todas as áreas. Ele entende tudo sobre qualquer assunto!

Havia simetria, combinação, perfeição e estética no santuário.

“O tabernáculo era composto de duas áreas: o Santo Lugar (medindo aproximadamente 9 m de comprimento x 4,5 m de largura) e o Santo dos Santos (cerca de 4,5 m de comprimento x 4,5 m de largura)” – William MacDonald atualizou em medidas conhecidas.

“Bem andarão os crentes ao estudar o santuário e seu ritual” declarou Milian Lauritz Andreasen. E, completou: “Encerram estes lições preciosas para estudioso devoto... A missão de Cristo como Sumo sacerdote é a própria essência do Cristianismo, o coração da obra expiatória”.

Então, avancemos...

1. O santuário teria dez cortinas de linho branco com fios azuis, púrpura e vermelhos entrelaçados formando figuras de querubins/anjos – evidenciando a presença de seres celestiais;

2. Aproximadamente vinte vezes, neste capítulo, Deus ordena fazer algo; pois, tudo deveria ser conforme o modelo revelado (v. 30).

Deus tem grandes revelações para quem está insatisfeito com superficialidades!

“Senhor, liberta-nos de nossa negligência! Amém” – Heber Toth Armí
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

O Santuário- Êxodo 25

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica- Êxodo 25
Comentários Bíblicos Pr. Heber Toth Armí


O Santuário

Deus explora o visual para evangelizar. O evangelho sempre foi real, mas no Antigo Testamento estava ilustrado nos emblemas do Santuário.

O Santuário era a forma de Deus dizer que queria habitar entre pecadores, e uma forma de declarar que desejava salvá-los do pecado e suas terríveis consequências. O Santuário é o esboço concreto da graça.

O texto informa-nos que...

1. O povo ofertou ao Senhor para construir uma casa para Ele – Deus quer a participação do povo no processo de envolvimento com as pessoas (vs. 1-9);

2. Deus orientou a fabricação da arca da aliança com base no contexto em que estavam: deserto. Argolas e varas só seriam úteis enquanto o santuário fosse portátil (vs. 10-16);

3. Deus pediu que fosse feito um propiciatório que ficasse sobre a arca da aliança contendo duas imagens de querubins modelados em ouro, de onde Deus falaria com Moisés (vs. 17-22);

4. Deus pediu que fizesse uma mesa onde seria colocado doze pães, conforme o número de tribos de Israel (vs. 23-30);

5. Moisés deveria fazer também um candelabro com sete pontas como lâmpadas para iluminar o ambiente (vs. 31-40).

Há muitíssimos detalhes nestes quarentas versículos; portanto, me aterei a apenas alguns pontos:

• Todo o capítulo é exatamente o que Deus disse a Moisés (v. 1). Toda a narrativa está em primeira pessoa.

• Deus dá detalhes sobre a medida das mobílias, o material a ser utilizado e os detalhes ornamentais dos móveis, por exemplo, cálices com formato de amêndoas, um botão e uma flor... (v. 33).

• O próprio Deus que proibiu o uso de imagens pediu que fosse feito dois querubins de ouro maciço mostrando que nem toda imagem é idolatria, mas a atitude diante das imagens (v. 18).

• O santuário seria o meio pelo qual Deus habitaria no meio de Israel, era o modelo de uma realidade celestial e uma forma de Deus comunicar boas novas ao povo (vs. 8-9, 22, 40).

Você acha irrelevante o tema do santuário? O santuário é a única construção civil do mundo que o engenheiro e o arquiteto é Deus; Ele proveu a planta. Por que não valorizar mais este imóvel?

Deus quer comunicar-Se conosco (v. 22)! Deus quer falar-nos através deste texto, vamos atentar para Suas Palavras? Heber Toth Armí
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O Cântico dos Remidos

Refletindo a Cristo

26 de dezembro
O Cântico dos Remidos

E a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado. Isa. 61:3.
Milhões desceram ao túmulo carregados de infâmia, porque firmemente se recusavam a render-se às enganosas pretensões de Satanás. … Mas agora “Deus mesmo é o Juiz”. Sal. 50:6. Revogam-se agora as decisões da Terra. … Não mais são fracos, aflitos, dispersos e opressos. Doravante devem estar sempre com o Senhor. Acham-se diante do trono com vestes mais ricas do que já usaram os mais honrados da Terra. Estão coroados com diademas mais gloriosos do que os que já foram colocados na fronte dos monarcas terrestres. Os dias de dores e prantos acabaram-se para sempre. O Rei da glória enxugou as lágrimas de todos os rostos; removeu-se toda a causa de pesar. Por entre o agitar dos ramos de palmeiras, derramam um cântico de louvor, claro, suave e melodioso; todas as vozes apreendem a harmonia até que reboa pelas abóbadas do céu a antífona: “Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.” Apoc. 7:10. …

Nesta vida podemos apenas começar a compreender o maravilhoso tema da redenção. … Todavia, com o máximo esforço de nossa faculdade mental, deixamos de apreender seu completo significado. O comprimento e a largura, a profundidade e a altura do amor que redime não são senão palidamente compreendidos. O plano da redenção não será amplamente penetrado, mesmo quando os resgatados virem assim como eles são vistos, e conhecerem como são conhecidos; antes, através das eras eternas, novas verdades desdobrar-se-ão de contínuo à mente cheia de admiração e deleite. Posto que os pesares, dores e tentações da Terra estejam terminados, e removidas suas causas, sempre terá o povo de Deus um conhecimento distinto, inteligente, do que custou a sua salvação.

A cruz de Cristo será a ciência e cântico dos remidos por toda a eternidade. No Cristo glorificado eles contemplarão o Cristo crucificado. Jamais se olvidará que Aquele cujo poder criou e manteve os inumeráveis mundos através dos vastos domínios do espaço, o Amado de Deus, a Majestade do Céu, Aquele a quem querubins e resplendentes serafins se deleitavam em adorar – humilhou-Se para levantar o homem decaído; que Ele arrostou a culpa e a ignomínia do pecado e a ocultação da face de Seu Pai, até que as misérias de um mundo perdido Lhe quebrantaram o coração e aniquilaram a vida na cruz do Calvário. O fato de o Criador de todos os mundos, o Árbitro de todos os destinos, deixar Sua glória e humilhar-Se por amor do homem, despertará eternamente a admiração e a adoração do Universo. Ao olharem as nações dos salvos para o seu Redentor e contemplarem a glória eterna do Pai resplandecendo em Seu semblante; ao verem o Seu trono que é de eternidade em eternidade, e saberem que Seu reino não terá fim, irrompem num hino arrebatador: “Digno, digno é o Cordeiro que foi morto, e nos remiu para Deus com Seu mui precioso sangue!” …

Misericórdia, ternura e amor paternal são vistos a confundir-se com santidade, justiça e poder. Enquanto contemplamos a majestade de Seu trono, alto e sublime, vemos Seu caráter em suas manifestações de misericórdia, e compreendemos, como nunca dantes, a significação daquele título enternecedor: “Pai nosso.” O Grande Conflito, págs. 650-652.

Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo, 1986.
– Pág. 366 –


terça-feira, 25 de dezembro de 2018

“Glória a Deus nas Alturas”

Refletindo a Cristo
25 de dezembro
Glória a Deus nas Alturas

E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens. Lucas 2:13 e 14.

Rogo-vos, irmãos e irmãs, que façais do Natal uma bênção para vós e para os outros. O nascimento de Jesus […] foi celebrado pelos exércitos celestiais. Anjos de Deus, na forma de uma estrela, orientaram os magos em sua missão, à procura de Jesus. Eles vieram com presentes e preciosas dádivas de incenso e mirra a fim de fazerem sua oferenda ao Rei menino predito na profecia. Eles seguiram os fulgurantes mensageiros com convicção e grande júbilo.

Os anjos […] apareceram aos humildes pastores que guardavam os seus rebanhos à noite, nas planícies de Belém. Primeiramente apareceu um anjo, revestido da armadura celestial, e deixou tão surpresos e amedrontados os pastores que eles apenas puderam contemplar a maravilhosa glória do visitante celestial com indizível assombro. O anjo do Senhor veio a eles e disse: “Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria […]: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2:10 e 11). […]

Mal haviam seus olhos se habituado à gloriosa presença daquele anjo, eis que toda a planície foi iluminada com a esplendorosa glória da multidão de anjos que povoou as planícies de Belém. O anjo acalmou os temores dos pastores antes de abrir-lhes os olhos para contemplar a multidão dos exércitos celestiais, todos louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens” (Lucas 2:14).

Então a melodia celestial foi ouvida por ouvidos mortais, e o coral celestial, após encerrar sua memorável antífona, voltou para o Céu. A luz desvaneceu-se gradualmente, e as sombras da noite novamente caíram sobre as colinas e planícies de Belém; mas no coração dos pastores permaneceu o quadro mais esplendoroso que o homem mortal jamais contemplou, bem como a bendita promessa e certeza do advento do Salvador dos homens a este mundo, e que encheu seus corações de júbilo, mesclado com fé e o admirável amor a Deus. (Review and Herald, 9 de dezembro de 1884).

Os que amam a Deus devem sentir profundo interesse nas crianças e jovens. A eles Deus pode revelar Sua verdade e salvação. Jesus chama os pequeninos que nEle creem, “cordeiros de Seu rebanho”. Ele tem amor especial e interesse pelas crianças. […] A mais preciosa dádiva que as crianças podem oferecer a Jesus é o vigor de sua infância. (Review and Herald, 17 de dezembro de 1889).


Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo,– Pág. 365 –

Leis Divinas- Êxodo 24

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica- Êxodo 24
Comentários Bíblicos Pr. Heber Toth Armí


Leis Divinas

Muitos fazem diferença entre Lei de Deus (Moral=Dez Mandamentos) e Lei de Moisés (mosaica=cerimonial). Entretanto, na Bíblia, Moisés não formulou nenhuma lei.

Dizer que uma é Lei de Moisés e, outra, de Deus, confunde a teologia bíblica, anula partes da revelação e rebaixa para segunda categoria muitos textos bíblicos, ao considerá-los irrelevantes no século XXI.

O Legislador do Universo, pensando no melhor para todo ser humano, instituiu leis diversas em Sua Constituição à nação israelita, que deveria influenciar cada cultura do Planeta Terra. Nada do que Deus revelou perderia qualquer valor (Isaías 40:8).

Há distinção nas leis divinas, mas diferente daquela que muitos fazem. Perceba neste capítulo a divina distinção das leis:

• Um grupo de leis foi ESCRITO por DEUS; enquanto que outro grupo foi ESCRITO por MOISÉS – Claro! Inspirado pelo Espírito Santo ele escreveu as Palavras do Senhor (vs. 4, 12);

• Um grupo de leis foi escrito em tábuas de PEDRA; em contraste, o outro grupo foi escrito num LIVRO (vs. 7, 12).

Ao primeiro grupo, denominou-se Lei Moral; ao segundo, Lei Cerimonial. Proponho uma observação atenta do leitor: A Lei Moral equivale aos Dez Mandamentos; a Lei Cerimonial é aquela relacionada a cerimônias de mortes de animais.

A primeira condena o pecado e declara-nos culpados perante Deus; a segunda manifesta a graça em símbolos impactantes.

Muitos desprezam ambos os grupos de Leis ao não dar a devida importância que merecem. A Palavra de Deus não caduca, quem caduca é quem pensa saber mais que Deus: Uns proclamam que a Lei Moral foi abolida; outros, que a Lei Cerimonial foi revogada.

O capítulo revela mais verdades maravilhosas:

1. Deus faz aliança com pecadores condenados à morte pela Lei Mortal, a fim de salvá-los. Cada ato divino revela compromisso fidedigno; o povo deve responder com sonoro compromisso (vs. 1-8);

2. Após leitura dos estatutos e compromisso de ambas as partes, a aliança na Mesopotâmia era confirmada com comida; o que não faltou na aliança sinaítica, entre Deus e os israelitas (vs. 9-12).

Deus quer relacionar-Se com seres humanos, Ele faz de tudo para que pecadores experimentem Sua glória (vs. 13-18). Embora a Lei moral condena, a cerimonial resolve o problema: Ela revela Cristo! São emblemas da graça!

“Senhor, capacita-nos para entender. Reaviva-nos!” – Heber Toth Armí
@palavraeficaz
#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Proteção Durante o Tempo de Angústia

Refletindo a Cristo
24 de dezembro
Proteção Durante o Tempo de Angústia

O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. De dia não te molestará o Sol, nem de noite, a Lua. O Senhor te guardará de todo mal; guardará a tua alma. Sal. 121:5-7.

Quando Cristo cessar de interceder no santuário, será derramada a ira que, sem mistura, se ameaçara fazer cair sobre os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal (Apoc. 14:9 e 10). As pragas que sobrevieram ao Egito quando Deus estava prestes a libertar Israel, eram de caráter semelhante aos juízos mais terríveis e extensos que devem cair sobre o mundo precisamente antes do libertamento final do povo de Deus. …

Estas pragas não são universais, ao contrário os habitantes da Terra seriam inteiramente exterminados. Contudo serão os mais terríveis flagelos que já foram conhecidos por mortais. Todos os juízos sobre os homens, antes do final do tempo da graça, foram misturados com misericórdia. O sangue propiciatório de Cristo tem livrado o pecador de os receber na medida completa de sua culpa; mas no juízo final a ira é derramada sem mistura de misericórdia. …

O povo de Deus não estará livre de sofrimento; mas conquanto perseguidos e angustiados, conquanto suportem privações, e sofram pela falta de alimento, não serão abandonados a perecer. O Deus que cuidou de Elias, não desamparará nenhum de Seus abnegados filhos. Aquele que conta os cabelos de sua cabeça, deles cuidará; e no tempo de fome serão alimentados. Enquanto os ímpios estão a morrer de fome e pestilências, os anjos protegerão os justos, suprindo-lhes as necessidades. Para aquele que “anda em justiça” é esta promessa: “O seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas. Os aflitos e necessitados buscam águas, e não as há, e a sua língua se seca de sede; mas Eu, o Senhor, os ouvirei, Eu, o Deus de Israel, os não desampararei.” Isa. 33:16; 41:17.

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado”, os que O temem, contudo, se alegrarão no Senhor e exultarão no Deus de sua salvação (Hab. 3:17 e 18). …

“O Sol não te molestará de dia, nem a Lua, de noite. O Senhor te guardará de todo o mal; Ele guardará a tua alma.” Sal. 121:6 e 7 “Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Ele te cobrirá com as Suas penas, e debaixo das Suas asas estarás seguro. … Porque Tu, ó Senhor, és o meu refúgio! O Altíssimo é a tua habitação. Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.” Sal. 91:3-10. O Grande Conflito, págs. 627-630.

Os que hão de receber o selo do Deus vivo, e ser protegidos, no tempo de angústia, devem refletir completamente a imagem de Jesus. Primeiros Escritos, pág. 71.


Meditação Matinal de Ellen White – Refletindo a Cristo, – Pág. 364 –

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