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domingo, 7 de dezembro de 2025

Visão geral de Rute 3

 

📖 Comentários de Rute 3

Visão Geral do Capítulo

Rute 3 marca o momento em que Noemi passa da dor para a esperança, propondo que Rute reivindique proteção e redenção conforme o costume do goel (resgatador). O capítulo combina fé,prática,pureza,iniciativa e confiança na providência de Deus.

📌 Versículos 1–2: A Iniciativa de Noemi
Noemi, agora mais fortalecida, deseja “descanso” para Rute — um lar seguro e provisão estável. Ela reconhece em Boaz um parente resgatador (goel), alguém capaz de garantir futuro e proteção legal à família de Elimeleque.
👉 Aqui vemos amor prático e fé amadurecida.

📌 Versículos 3–4: As instruções de Noemi
“Lava-te, unge-te, veste-te…” — simbolizam preparar-se para um novo tempo. Rute deveria agir com discrição e sabedoria, respeitando os costumes da época.
O gesto de se deitar aos pés de Boaz não tinha caráter imoral, mas representava uma petição humilde pelo papel de resgatador.
👉 Aplicação: há momentos em que Deus abre portas, mas exige que demos passos de fé e obediência.

📌 Versículo 5: Obediência de Rute
Rute responde: “Tudo quanto me disseres, farei.
Seu espírito obediente e humilde mostram seu caráter. Ela confia na sabedoria de Noemi e na direção de Deus.

📌 Versículos 6–9: Rute pede proteção
Durante a noite da debulha, quando Boaz acorda, Rute faz o pedido:
Estende o teu manto sobre a tua serva” — expressão que significa pedir proteção, casamento e resgate legal.
É uma cena de pureza, respeito e total submissão à vontade de Deus.
👉 Rute não buscava vantagens pessoais, mas a restauração da linhagem de Noemi.

📌 Versículos 10–11: A resposta de Boaz
Boaz abençoa Rute e reconhece seu caráter excelente:
Toda a cidade sabe que és mulher virtuosa.
Ele destaca que Rute escolheu agir com bondade, não buscando um jovem por interesse, mas obedecendo ao propósito maior.
👉 Boaz é um homem de honra, e sua reação comprova que Deus já estava preparando o futuro de ambos.

📌 Versículos 12–13: Integridade de Boaz
Boaz revela que há outro parente ainda mais próximo. Em vez de agir impulsivamente, ele se compromete a fazer o que é correto segundo a lei.
👉 Integridade raríssima: Boaz não age movido pela emoção, mas pelos princípios de Deus.

📌 Versículos 14–15: Preservando a reputação
Rute retorna antes que amanheça, evitando mal-entendidos.
Boaz ainda a presenteia com seis medidas de cevada para Noemi, como sinal de compromisso e cuidado.
👉 Quando Deus age, tudo é feito com honra, diligência e testemunho limpo.

📌 Versículos 16–18: A espera confiada
Noemi reconhece que Boaz é um homem que “não descansará enquanto não resolver a questão”.
Agora, Rute deve apenas confiar — ela fez sua parte; o restante está nas mãos de Deus.
👉 Há tempos de agir e tempos de esperar com fé.

 Temas Espirituais Principais de Rute 3

▪︎Providência divina atuando por trás de cada detalhe.
▪︎Pureza e honra nas relações.
▪︎Obediência que abre portas que o esforço humano não consegue.
▪︎Redenção como símbolo da obra de Cristo.
▪︎Esperança depois da dor — Noemi passa do vazio ao vislumbre de restauração.
💌 t.me/bibliaG

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Rute 4 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - Rute 4
Comentário Pr Heber Toth Armí

RUTE 4 – Qualquer sociedade tem sua legislação. Qualquer cidadão de bem deveria respeitar as leis civis de seu país (Romanos 13:1-7; Tito 3:1; 1 Pedro 2:13-17) – tendo exceção apenas quando contrasta com princípios divinos (Atos 5:29).

Israel possuía uma lei chamada levirato, a qual consistia no casamento do irmão do marido falecido com a viúva a fim de suscitar descendência para seu irmão morto. Na ausência de irmão disponível para casar, um parente próximo poderia fazê-lo (Deuteronômio 25:5-10). Tal casamento levirato só ocorreria caso o primeiro marido falecesse sem deixar filhos; do contrário, era proibido casar-se com a cunhada (Levítico 18:16; 20:21; Mateus 14:3-4).

A lei do levirato ia além do marido falecido. Viúva e sem filho, Rute não tinha um cunhado legal para cumprir o voto do levirato. Por isso, a oportunidade de casar-se com a moabita fora oferecida ao parente mais próximo de seu marido morto. Ao recusar-se a casar e redimir Rute, liberou Boaz para ser o goel/libertador, e casar-se com a nora de Noemi e “comprar” a sua terra.

“O parente mais chegado se mostrou indisposto a tomar Rute como esposa para poder ter o direito de possuir a terra; Boaz, ao contrário, mostrou-se disposto a comprar a terra, já que essa era a condição para ter Rute como esposa”, observa o Comentário Bíblico Adventista.

Boaz casou-se por amor, mas seguiu os ditames legais de sua época, deixando maravilhoso legado aos jovens desregrados da geração atual.

“O livro de Rute conclui com uma curta genealogia, ligando Perez (filho de Judá) com Davi. Obede, filho de Rute e Boaz, torna-se o pai de Jessé, o pai de Davi, o maior rei de Israel. O próprio Messias viria ao mundo mil anos depois do grande monarca, sendo chamado de Filho de Davi. O autor do livro de Rute não olha apenas para Obede. Ele levanta seus olhos para a história da redenção. Deus não estava trabalhando apenas para prover bênçãos materiais a Noemi, Rute e o povo de Belém. Ele estava preparando o cenário para a chegada de Davi... O nome de Davi trazia consigo a esperança do Messias em um novo tempo de paz, justiça e liberdade, em que o pecado e a morte seriam vencidos” (Hernandes Dias Lopes).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

sábado, 3 de setembro de 2022

Rute 1 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - Rute 1
Comentário Pr Heber Toth Armí

RUTE 1 – A esperança desaparecida no livro de Juízes renasce no livro de Rute. Não foi nenhum juiz/libertador humano que resolveu o caos e anarquia israelitas. “A vitória final viria mesmo com Jesus, nosso divino Libertador, Juiz e Rei (ver Apoc. 5:9-14). Jesus foi descendente de Rute (Mat. 1:5), a mulher moabita que guardou a aliança de lealdade a Deus e às pessoas, durante o período dos ‘juízes’”, arrazoa Roy Gane.

Enquanto o povo de Deus andava na débil faísca de sua própria compreensão, a moabita Rute aprendeu a andar na luz da Palavra de Deus. É possível que pagãos possam avançar mais rápida e intensamente rumo à vontade divina do que os próprios cristãos. Incompreensivelmente! Embora a moralidade e a espiritualidade despencassem na vida do povo de Deus, a vida de Rute se elevou do paganismo para fazer parte do remanescente fiel que Deus sempre preservou na história mundial.

Assim como Raabe (de Jericó), Rute de Moabe converteu-se ao povo de Deus, abriu mão de seus ídolos, e de seu povo pagão para unir-se ao povo que Deus usava para atingir Seus elevados e nobres propósitos evangelísticos. Como Raabe e Rute, todos os pagãos poderiam experimentar os benefícios da conversão, e fazerem parte do povo que tinha a promessa divina de um galardão especial. Mas rejeitaram!

A história de Rute começa com a família de Elimeleque fugindo de Belém para as terras pagãs de Moabe. Ao invés de buscar a Deus, buscou-se refúgio entre pagãos (Rute 1:1-2); a única coisa positiva nesta decisão foi o casamento de seus filhos; pois a situação foi pior em Moabe do que era em Belém. Elimeleque e seus filhos morreram deixando Noemi com duas noras. Amargurada... Noemi decidiu retornar a Belém; Rute a acompanhou deixando tudo para trás (Rute 1:3-22).

Rute é moça de caráter. Determinada. Fiel. Segura. Comprometida. Sincera. É possível existir excelentes mulheres para casar mesmo fora do povo de Deus. Aquela situação deploravelmente triste da história de Noemi foi útil para salvar esta excelente jovem moabita, a qual tornou-se parte da genealogia de Jesus (Mateus 1:5).

O livro da ex-pagã Rute conta a história do remanescente fiel do período dos juízes, mostrando que Deus sempre tem os Seus – mesmo em meio ao caos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

domingo, 7 de junho de 2020

Do Desespero À Felicidade

MEDITAÇÃO DIÁRIA

07 de junho
DO DESESPERO À FELICIDADE

As mulheres disseram a Noemi: Seja o Senhor bendito, que não deixou, hoje, de te dar um neto que será teu resgatador, e seja afamado em Israel o nome deste. Ele será restaurador da tua vida e consolador da tua velhice, pois tua nora, que te ama o deu à luz. Rute 4:14, 15

Em setembro de 2015, a foto do corpinho morto de Aylan Kurdi em uma praia da Turquia chocou o mundo. Procedente da cidade turca de Bodrum, o bote que levava outras pessoas, incluindo a família de Aylan, dirigia-se à ilha de Kos, mas não chegou ao destino. Da família Kurdi, morreram Aylan, de três anos, seu irmão, de cinco anos, e sua mãe, de 35 anos. O pai, Abdulá, foi resgatado pela guarda costeira turca. Os passageiros do bote tentavam fugir da perseguição de extremistas islâmicos e, certamente, ampliariam o número dos cerca de 70 milhões de refugiados que, segundo a Agência das Nações Unidas para Refugiados, espalham-se pelo mundo, tentando recomeçar a vida em outros países.

Há outras razões, além de conflitos bélicos, pelas quais pessoas deixam suas origens em busca de melhores condições de sobrevivência. Pobreza e calamidades naturais estão entre elas. No Brasil, o fenômeno da seca tem empurrado muitas pessoas para centros mais desenvolvidos. Há quem obtenha êxito; mas também há quem se dê mal e retorne à terra natal.

Esse lado amargo do êxodo em busca de melhores condições de vida foi experimentado pela israelita Noemi. Por causa de uma grande seca que se abateu sobre Israel, ela deixou Belém de Judá rumo às terras de Moabe junto ao esposo, Elimeleque, e os filhos, Malon e Quiliom. Lá ficou viúva, restando-lhe a companhia dos filhos e das noras moabitas, Rute e Orfa. No entanto, os filhos também morreram; e Noemi retornou a Belém na companhia de Rute, que aceitou servir ao Deus de Israel. As palavras com que reagiu aos comentários sobre sua chegada a Belém traduzem seu desespero: “Não me chameis Noemi; chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Ditosa eu parti, porém o Senhor me fez voltar pobre” (Rt 1:20, 21).

Graças à providência de Deus, Rute foi colher espigas nos campos de Boaz, um parente do esposo de Noemi. Ambos se apaixonaram, casaram-se e, desse relacionamento, nasceu Obede que se tornou pai de Jessé, portanto, avô de Davi e ancestral de Jesus Cristo. O que mais Noemi poderia ter desejado? A esperança e a realização pessoal foram resgatadas em seu coração, uma bênção do Deus que nos conduz, mesmo quando sentimos o peso do mundo desabando sobre nós.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

sábado, 22 de janeiro de 2011

*Maravilhoso Jesus- Rute 1:16





Uma tríplice história de amor

Rute, porém, respondeu: Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus! Rute 1:16 NVI

Localizado entre as batalhas sangrentas de Josué e as guerras de 1 Samuel encontramos o pequeno livro de Rute. Uma jóia literária e de sabedoria espiritual, que apresenta uma tríplice história de amor.

As famosas palavras do nosso verso de hoje nos apresentam a primeira história de amor – o amor de uma mulher por sua sogra. É uma afeição extraordinária, uma afeição totalmente desprovida de interesse financeiro. O esposo de Rute estava morto. Noemi não tinha mais filhos, e as duas mulheres eram de diferentes raças e culturas. Por séculos piadas tem sido feitas a respeito de sogras. Mas Rute era uma pessoa incomum e Noemi ainda mais incomum. Um laço puro e desinteressado de amor unia essas duas mulheres que tinham tão pouco em comum.

Rute, uma jovem mulher e uma estrangeira se encontra com Boaz. Assim tem início a segunda história de amor do livro de Rute. Boaz é famoso na cidade, “era um homem rico e influente” (Rute 2:1). Ele é dono de lavouras e emprega e despede funcionários. Ele fala como se fosse consideravelmente mais velho que Rute, chamando-a de “minha filha” (verso 8). É uma união improvável – o rico fazendeiro e a pobre viúva estrangeira – mas eles se apaixonam. Rute, a Moabita, torna-se membro da linhagem da qual viria a Messias (Rute 4:13-22; Mateus 1:5-16).

Existe uma terceira história de amor aqui? Sim, existe. Pois Boaz, que agiu de forma tão benevolente para com Rute, é também o “parente resgatador”, aquele que tem o direito de redimir (Rute 3:12; 4:4-6). A lei do parente resgatador, dada por Deus aos Israelitas, foi uma sábia provisão para socorrer famílias passando por situações difíceis. Por suas diretrizes, pessoas que estavam passando por dificuldades financeiras não podiam ser vendidas como escravas ou ter suas terras vendidas, sua mais preciosa possessão. Ao invés disso, seu parente mais próximo deveria intervir para “redimir” a terra, assegurando que esta continuasse a pertencer à família. A lei exigia também o cuidado de uma viúva que havia ficado sem filhos.

Portanto Boaz e Rute contam uma terceira história – a história do amor de Cristo por nós. Nós estamos empobrecidos, sozinhos, estrangeiros; mas Ele é o parente “resgatador”. Ao se tornar homem, ao se tornar um conosco, Ele adquiriu o direito de nos redimir.

☆☆☆☆☆☆




ORAÇÃO

Querido Deus, se algum dia eu passar por dificuldades financeiras ou situações muito difíceis lembra-me de que tenho a Ti como o meu amoroso “resgatador”. E para as lutas de hoje, dá-me a certeza da Tua companhia. Em nome de Jesus. Amém.

Autor: William G. Johnsson

O caminho largo não é o que parece

  Devocional Diário: 2 de Agosto O caminho largo não é o que parece Vocês pensam que Eu tenho prazer na morte do ímpio? – diz o Senhor Deus....