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domingo, 29 de março de 2026

I Crônicas 9 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – I Crônicas 9
Comentário: Pr.  Heber
Toth Armí

Importância dos Registros genealógicos

I Crônicas 9 - Tem quem não gosta de arroz integral e abominam pão integral. Tem quem valoriza miojo ou comidas rápidas sem nutrientes por permitir que o paladar seja critério para avaliação do que lhe é importante comer. Assim também tem quem prefere alimentos espirituais pobres, sem nutrientes.

• Nós precisamos de toda Palavra que sai da boca de Deus. Nosso alimento espiritual deve ser integral, deve envolver cada um dos 1189 capítulos sem deixar de fora nenhum dos 31.102 versículos bíblicos.

• Contudo, muitos selecionam apenas o que gostam das Escrituras, descartando assim muitas de Suas preciosidades, as quais são nutrientes importantes para fortalecer a fé.

As genealogias são as Escrituras mais desprezadas. Na Bíblia tem muitas delas. Os nove primeiros capítulos de I Crônicas estão impregnados delas; as quais não estão nas páginas sagradas para serem negligenciadas ou desprezadas.

Atenção: Registros genealógicos eram zelosamente arquivados em Israel. O antigo povo de Deus prezava pelas genealogias; então, por que desprezá-las?

Neste capítulo, após listar as tribos israelitas (v. 1), o cronista destaca a revitalização de Jerusalém pelos exilados libertos da babilônia. Todos aqueles que retornam das consequências do pecado devem ser readmitido no povo de Deus.

A sequência abaixo segue os tópicos destacados por Martin J. Selman:
• Reassentamento das cidades (v. 2);
• Leigos em Jerusalém (vs. 3-9);
• Sacerdotes em Jerusalém (vs. 10-13);
• Levitas em Jerusalém (vs. 14-16);
• Porteiros em Jerusalém (vs. 17-32);
• Músicos em Jerusalém (v. 33);
• Conclusão (v. 34).

Deus conseguiu que voltassem pessoas que poderia preservar o verdadeiro culto e a verdadeira adoração. Deus era com Fineias (v. 20) porque Ele não abandonara ao Seu povo. A infidelidade humana resulta em cativeiro, mas a fidelidade de Deus resultou em libertação.

Por fim, o cronista retorna à família de Saul (vs. 35-44): O primeiro e último de sua linhagem que reinou no povo de Deus devido a sua infidelidade.

1. Deus escolheu cada pecador para a salvação, mas todo aquele que arrogantemente rejeitar essa escolha sofrerá as terríveis consequências.

2. Assim como Saul perdeu o privilégio de participar da genealogia messiânica, muitos rejeitam o privilégio de pertencer à família do Messias ao ser indiferente em relação à igreja – o corpo de Cristo neste mundo.

Faça parte da família de Cristo. Comprometa-se integralmente com Ele! – Heber Toth Armí /

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

sábado, 28 de março de 2026

I Crônicas 8 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – I Crônicas 8
Comentário: Pr.  Heber
Toth Armí

I Crônicas 8 - A graça divina não nos livra das desgraças de nossos pecados, mas nas desgraças causadas por eles.

Deus nunca pretendeu que Israel tivesse rei além dEle. Como houve resistência a Deus e insistência na instituição de um reino terrestre, o Soberano do Universo cedeu à exigência da criatura. O capítulo em questão visa mostrar, ao leitor, a tribo da qual saiu o primeiro rei de Israel, cujo reinado deu início à monarquia israelita.

“As genealogias que o cronista formula de Israel terminam com um segundo relato longo de Benjamim (ver 7:6-12) [...] mas seu final segue outro rumo. Ao fechar suas genealogias com um longo relato de Benjamim, o cronista elevou esta tribo ao nível de Judá e Levi”.

Avançando em seu comentário sobre este capítulo Richard Pratt Jr. explica que um segundo registro da genealogia de Benjamim “é que o cronista distinguia dois grupos de benjamitas. Quando as tribos setentrionais se separaram de Judá por volta de 922 a.C., a tribo de Benjamim dividiu sua lealdade. Alguns benjamitas seguiram para o norte (ver 1Rs 11:31,32), enquanto outros permaneceram com Judá (ver 1Rs 12:21) [...]. O segundo registro... se concentra nos benjamitas que foram leais a Jerusalém... Esses benjamitas receberam atenção maior porque foram fieis ao monarca de Jerusalém e ao Templo, tal como foram Judá e Levi”.

O comentário Bíblico Adventista divide assim este capítulo:

1. Os filhos de Benjamim e os chefes das famílias (vs. 1-32);

2. A linhagem de Saul e Jônatas (vs. 33-40).

As 12 tribos de Israel foram unificadas por Saul. Mas, a nação foi divida em dois reinos após a morte de Salomão: Ao sul, o reino de Judá, composto das duas tribos: Judá e Benjamim; e, ao norte, o reino de Israel, formado pelas outras 10 tribos, que ficaram conhecidas como “as dez tribos perdidas de Israel”, após terem o reino invadido pela Assíria em 722 a.C.

• Seguir os planos divinos é melhor que lutar por nossas maiores ambições humanas. Ignorar estes planos significa assinar nosso fracasso.

No tempo do cronista, havia sobrado apenas as tribos de Judá e Benjamim. As quais foram cativas em Babilônia, mas Deus não desistiu de investir nestes remanescentes! Que bom, assim a Bíblia foi preservada!

“Senhor, reaviva-nos espiritualmente!” Heber Toth Armí /

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

Raízes que Preparam Propósitos

 Raízes que Preparam Propósitos

Contexto – 1 Crônicas 8

Este capítulo apresenta a genealogia da tribo de Benjamim, destacando especialmente a linhagem que levaria ao rei Saul. Embora pareça apenas uma lista de nomes, ele revela como Deus acompanha cada geração, preservando famílias e preparando o caminho para cumprir Seus propósitos.

Comentários
🔹 A tribo de Benjamim recebe destaque especial, pois dela surgiria o primeiro rei de Israel, Saul.
🔹 Nomes e famílias mostram organização, pertencimento e identidade do povo de Deus.
🔹 Deus valoriza cada pessoa — mesmo aquelas que não aparecem em grandes histórias têm seu lugar no plano divino.
🔹 A repetição de nomes e linhagens reforça a fidelidade de Deus ao longo das gerações.

 Aplicação Espiritual
Mesmo quando sua vida parece comum ou sem grandes acontecimentos, Deus está escrevendo sua história. Assim como nas genealogias, cada detalhe importa. Você faz parte de um propósito maior!

Frase de Impacto
“Deus escreve grandes histórias através de vidas que muitos considerariam apenas nomes.”
💌t.me/bibliaG

quinta-feira, 26 de março de 2026

Chamados para Servir ao Senhor

 Chamados para Servir ao Senhor

Comentários – 1 Crônicas 6

📝 Contexto:
1 Crônicas 6 apresenta a genealogia da tribo de Levi, destacando aqueles que foram separados para o serviço no templo. O capítulo enfatiza especialmente os sacerdotes, os levitas responsáveis pela música e a distribuição das cidades que lhes foram dadas. Mais do que uma lista de nomes, o texto revela a organização, a fidelidade e o propósito de Deus ao longo das gerações, mostrando que o serviço a Ele é uma honra e um chamado contínuo.

 1 Crônicas 6:
🔹 1. A importância da tribo de Levi
O capítulo destaca a tribo de Levi como separada por Deus para o serviço sagrado. Diferente das outras tribos, eles não tinham foco em terras ou conquistas, mas em servir ao Senhor. Isso nos ensina que o maior privilégio não é possuir, mas pertencer e servir a Deus.

🔹 2. Deus é um Deus de ordem e continuidade
As genealogias mostram uma linhagem organizada, revelando que Deus trabalha através das gerações. Nada é por acaso — cada nome faz parte de um propósito maior.
👉 Isso nos lembra que nossa história também está sendo escrita por Deus.

🔹 3. O valor do louvor na adoração
Homens como Hemã, Asafe e Jedutum foram separados para o ministério da música. O louvor não era apenas algo emocional, mas um ministério sério e organizado.
👉 Louvar a Deus é uma responsabilidade espiritual, não apenas uma expressão momentânea.

🔹 4. Herança espiritual acima da material
Os levitas receberam cidades espalhadas entre as tribos, mostrando que sua herança principal era o próprio Deus.
👉 Nem sempre Deus nos dá o que é visível, mas sempre nos dá o que é eterno.

🔹 5. Deus usa pessoas comuns em Seu plano
Muitos nomes parecem desconhecidos, mas todos foram importantes no plano divino.
👉 Isso nos ensina que, mesmo quando não somos vistos, Deus conhece e valoriza nossa fidelidade.

Lição central
Servir a Deus com fidelidade, em qualquer função, é mais valioso do que qualquer posição ou conquista humana.

👉“Mais importante do que ter um nome lembrado na terra é viver uma vida dedicada ao serviço de Deus.”
💌t.me/bibliaG

segunda-feira, 23 de março de 2026

A Linhagem Real e o Propósito Divino

A Linhagem Real e o Propósito Divino

Comentários – 1 Crônicas 3

🔹 1. A linhagem de Davi é destacada
O capítulo apresenta a genealogia do rei Davi, começando com seus filhos nascidos em Hebrom e depois em Jerusalém. Isso mostra a importância da descendência real no plano de Deus.
👉 Davi não foi apenas um grande rei, mas também parte essencial da promessa messiânica.

🔹 2. A diversidade de filhos e mães
Os filhos de Davi vieram de diferentes esposas, revelando uma família complexa. Isso também nos lembra que, mesmo com imperfeições humanas, Deus continua conduzindo Seu propósito.
👉 Deus escreve Sua história mesmo em meio às fragilidades humanas.

🔹 3. A linhagem de Salomão
O texto segue destacando a descendência de Salomão, passando por reis de Judá como Roboão, Abias, Asa, Josafá e outros.
👉 Essa linhagem é importante porque conduz até o cumprimento da promessa do Messias.

🔹 4. Continuidade apesar do exílio
A genealogia continua mesmo após o exílio babilônico, mostrando que o plano de Deus não foi interrompido.
👉 Mesmo em tempos difíceis, Deus preserva Seu povo e Suas promessas.

🔹 5. Deus é fiel às Suas promessas
Este capítulo pode parecer apenas uma lista de nomes, mas revela algo profundo: Deus mantém Sua aliança com Davi.
👉 A promessa de um rei eterno (cumprida em Cristo) está sendo cuidadosamente preservada.

📙Lição Espiritual
Nada do que Deus promete se perde com o tempo.
Mesmo quando não vemos, Ele está trabalhando nos bastidores da nossa história.

Contexto de 1 Crônicas 3
🔹 1. Parte de uma grande genealogia
O livro de 1 Crônicas começa com várias genealogias (capítulos 1 a 9). O objetivo é mostrar a origem do povo de Deus desde Adão até o período pós-exílio.
👉 O capítulo 3 está dentro dessa sequência e foca especialmente na família do rei Davi.
🔹 2. Ênfase na linhagem real
Diferente de outros registros, aqui o destaque está na descendência de Davi, pois Deus havia feito uma promessa a ele: sua linhagem teria um reino eterno.
👉 Isso conecta diretamente com a esperança do Messias.
🔹 3. Público original: pós-exílio
O livro foi escrito para os judeus que voltaram do exílio na Babilônia. Eles precisavam lembrar:
Quem eram
De onde vinham
Que ainda eram o povo escolhido
👉 A genealogia reafirma identidade e esperança.
🔹 4. Continuidade da promessa
Mesmo após a queda de Jerusalém e o exílio, a linhagem de Davi não foi interrompida.
👉 Deus continuava no controle da história.
🔹 5. Preparação para o restante do livro
Essas genealogias preparam o leitor para entender a importância de Davi nos capítulos seguintes, onde seu reinado será destacado.

 Resumo do Contexto
1 Crônicas 3 não é apenas uma lista de nomes —
é a prova de que Deus preserva Sua promessa através das gerações, mesmo em tempos de crise.

🧠 MAPA MENTAL – 1 Crônicas 3

1. Tema Central
➡️ Linhagem do rei Davi
➡️ Continuidade da promessa de Deus

2. Filhos de Davi em Hebrom
Amnom
Daniel
Absalão
Adonias
Sefatias
Itreão
👉 Primeira fase do reinado de Davi

3. Filhos de Davi em Jerusalém
Destaque para:
Salomão
Outros filhos (total: 13)
👉 Período consolidado do reino

4. Descendência de Salomão (reis de Judá)
Roboão
Abias
Asa
Josafá
Jorão
Uzias
Jotão
Acaz
Ezequias
Manassés
Josias
👉 Continuidade da linhagem real

5. Período do Exílio
Jeconias (levado para Babilônia)
👉 Momento de crise, mas não de fim

6. Pós-Exílio (esperança renovada)
Descendentes continuam sendo registrados
👉 Deus preserva Sua promessa

Mensagem Central do Mapa
➡️ Deus é fiel em todas as gerações
➡️ Sua promessa não falha
➡️ Mesmo em tempos difíceis, Ele continua agindo
💌 t.me/bibliaG

domingo, 22 de março de 2026

1 Crônicas 2 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - 1 Crônicas 2
Comentário
Pr Heber Toth

I CRÔNICAS 2 – O plano de Deus inclui todas as pessoas; Seu interesse é salvar cada indivíduo neste planeta tomado pelo pecado. Suas ações com Israel visam alcançar nações mundiais.

É importante considerar que os livros paralelos de I e II Reis abordam a história do ponto de vista profético; já, Crônicas, é um texto sacerdotal, de cunho teológico. Observe:

Como governador soberano, Deus escolhe um indivíduo no Planeta: Abraão (I Crônicas 1:27). Dentre seus descendentes, escolhe uma nação: Israel (I Crônicas 1:34). Dentre os doze filhos de Jacó/Israel (I Crônicas 2:1-2), Deus seleciona uma tribo: Judá (I Crônicas 2:3-55). E, de dessa tribo, escolhe reis; dos quais descenderia a linhagem do Messias profeticamente prometido: Davi e Salomão (I Crônicas 3:1-24).

I Crônicas 2 apresenta a genealogia de Davi, filho de Jessé, e neto de Boaz. Sua ascendência vem de mãe moabita, Rute (Rute 4:13-22). Estrangeiros não são desvalorizados nem ignorados por Deus. Além de Davi não descender com sangue puro, na genealogia de Judá é citado Calebe, com Bezalel concluindo sua genealogia (I Crônicas 2:19-20). Calebe era filho de Jefoné, o quenezeu (Números 32:12); que, mesmo não sendo israelita, tornou-se líder da tribo de Judá.

Se considerada com atenção, a genealogia apresenta importantes e relevantes curiosidades. Observe outra delas: Um pai dá uma de suas filhas para casar-se com um escravo egípcio, indicando não haver discriminação racial nem mesmo social (I Crônicas 2:34-35).

O autor consagrado, inspirado pelo Espírito Santo, iniciou com Adão (I Crônicas 1:1), pai da raça humana; e, fechou o ciclo com Ciro – rei pagão do Império Persa (II Crônicas 36:22-23), mostrando que Deus é o regente da história mundial, não apenas da nação de Israel. Israel é apenas um grão de areia num complexo da História Universal.

Embora Deus esteja aberto para incluir em Seu povo todo tipo de indivíduos - inclusive cananitas – Ele não tolera (por isso, elimina) pessoas como Er e Acar/Acã que possuem conduta perversa ou causa desgraça quebrando princípios claros de Sua Palavra (I Crônicas 2:3, 7; Josué 7:1-26).

No entanto, Deus anseia salvar pecadores! Mesmo que Gênesis 38 destaque os horrorosos pecados originários de Judá e sua família, de sua tribo viria o Messias.

Evidentemente, a graça divina atua na desgraça humana! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

sexta-feira, 20 de março de 2026

1 Crônicas 1 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - 1 Crônicas 1
Comentário
Pr Heber Toth

I CRÔNICAS 1 – Na organização dos livros na Bíblia Hebraica, I e II Crônicas encerram os escritos sagrados. Eles não reiteram meramente histórias dos livros bíblicos de Reis. Então, no que eles diferem?

Reis aborda eventos antecedentes ao cativeiro de Israel e, posteriormente de Judá. Crônicas, aborda teologicamente esses eventos após depois de ocorrerem.

Reis não é um ponto de vista diferente de Crônicas; ambos são complementares, de ângulos cronológicos diferentes:

II Reis encerrou com uma expectava sombria para o povo de Deus. Israel, o reino do norte, tornara-se cativos mais de 100 anos antes quando foi concluído o livro. Judá, no final do livro de II Reis, teve sua capital saqueada, o templo fora tomado pelo fogo, a terra com suas plantações estava arrasada, e a população estava exilada em Babilônia... Quanta tristeza!

I Crônicas foi escrito após o retorno do cativeiro da Babilônia. Isso deve ajudar a entender sua mensagem; e, então, compreender o que Deus quer nos ensinar, após a entrega e morte de Cristo e Sua ressurreição neste planeta assolado pelos inimigos de Seu povo.

Enquanto os livros de Reis enfatizam aspectos políticos, Crônicas enfatizam o templo e seus serviços. Deste modo, a reflexão teológica de Crônicas visa alertar o remanescente para encontrar-se com o cumprimento das profecias messiânicas. A retrospectiva parte de Adão e avança rapidamente com vários nomes que despertam a memória de quem leu todo o Antigo Testamento.

Para nós hoje, seu objetivo é direcionar nossa compreensão da importância da preparação para o segundo advento do Messias.

O primeiro capítulo trata...

• ...da descendência de Adão após o pecado (I Crônicas 1:1-4),
• ...dos descendentes dos filhos de Noé após o dilúvio (I Crônicas 1:5-23),
• ...dos filhos de Sem após a Torre de Babel que deram origem aos semitas/israelitas (I Crônicas 1:24-27),
• ...dos descendentes de Abraão, após seu chamado nas terras de Babilônia (I Crônicas 1:28-34),
• ...e, dos descendentes de Esaú – irmão de Jacó/Israel; de Seir e dos reis e líderes edomitas (I Crônicas 1:43-53).

Crônicas foca a história da humanidade tendo em vista o resgate que Deus promove e promete após a queda no pecado. Embora fossem indiferentes à verdadeira espiritualidade, Deus não ignorou a descendência de Esaú. Seu propósito é salvar a todos!

Por isso, precisamos reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

domingo, 26 de outubro de 2025

GENEALOGIAS

 GENEALOGIAS

Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Mateus 1:1

Com raras exceções, genealogias não interessam às pessoas comuns. Dificilmente queremos saber quem foi o tataravô de um colega, por exemplo. Talvez por isso, nosso RG se limite a apresentar apenas o nome de nossos pais. Mas, no Oriente, desde os tempos bíblicos até hoje, é importante saber quem são os ancestrais.

É comum os beduínos do deserto citarem de cor entre 10 e 14 gerações de seus antepassados. Eu mesmo vi isso quando estive com os hawawires no deserto de Baiuda, no Sudão. Para eles, não dá para saber quem você é se não souber de onde você vem.

Conhecer a ancestralidade pode salvar uma criança que se perde. Diferentes clãs podem compartilhar uma linhagem comum, o que pode facilitar o encontro caso desconhecidos a encontrem. Foi assim que Rebeca se apresentou para o servo de Abraão (Gn 24: 24) e Jacó para Raquel (29:12).

Na Babilônia, as linhagens garantiam direitos e privilégios aos chamados mar bane, ou “filhos dos ancestrais”. A genealogia era mais valorizada do que a individualidade, e o mesmo ocorria com os hebreus. Podemos observar isso na preocupação de Esdras e Neemias em resgatar as genealogias dos que retornaram do exílio (Ed 2:59-63; 10:9-44; Ne 13:23-28).

O que podemos aprender desse costume oriental? A importância de saber quem realmente somos. Psicólogos recomendam que os pacientes avaliem a árvore genealógica de sua família. Isso permite aprofundar as raízes inconscientes que explicam muito de sua angústia. A psicogenealo-
gia parte do pressuposto de que uma pessoa pode carregar o fardo emocional de seus ancestrais, o que afeta significativamente seu presente.

Além disso, em um contexto espiritual, reconhecer nossa ancestralidade de fé revela nossa identidade e pertencimento. Desde a infância, somos ensinados a decorar nosso nome completo, os de nossos pais e o endereço de nossa casa. Por quê? Para que, se nos perdermos, saibamos
para onde voltar.

Você está perdido, longe de casa? “Volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55:7). Saber de onde viemos e quem somos nos dá a certeza de para onde iremos.

Devocional Diário: 26 de Outubro - GENEALOGIAS | Descobertas da Fé
https://youtube.com/watch?v=pKUJBUlStM0&si=Yzn6hEFdkyihdLQ5

domingo, 17 de março de 2024

Genealogias

 Devocional Diário

Genealogias

Jesus […], filho de Davi, […] filho de Abraão, […] filho de Adão, filho de Deus. Lucas 3:23, 31, 34, 38

Por que há tantas genealogias na Bíblia? Podemos achar que as genealogias não fazem muito sentido, mas a verdade é que elas nos proporcionam valores e recordações. Em primeiro lugar, elas apontam para a veracidade da Bíblia, pois são documentos históricos. Isso quer dizer que aquilo que estamos lendo não é um mito. Em segundo lugar, elas nos falam da origem dos povos. Ter raízes envolve pertencimento, vínculos. Imagine o povo hebreu, que escutava as genealogias no deserto. Esse era um povo composto de escravos que não sabia quem era. Saber de onde provinham lhes proporcionava segurança e certezas. As genealogias eram as lembranças da família. O Deus deles era o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

Por último, as genealogias enfatizam valores. Não são censos. São passagens que contêm mensagens de relevância. Por exemplo, por que tanta insistência, nas primeiras genealogias, em mencionar os anos que viveu cada personagem? Certamente porque querem mostrar que o mundo nem sempre foi igual e que houve um tempo em que o ser humano estava menos afetado pelo pecado.

Por que os livros das Crônicas mencionam tantos lugares? É fácil: o povo voltava do exílio e tinha que retornar às suas terras de origem. Mencionar o lugar do qual procediam era como “voltar aos seus rincões”. Por que a genealogia apresentada por Mateus consiste em três blocos de 14 gerações cada uma? (Mt 1:17). Porque, para os judeus, o Messias era um descendente de Davi, e o valor numérico do nome Davi, em hebraico, soma 14 ([D = 4] +[w = 6] + [d = 4]). Jesus, portanto, era 3 x 14, ou seja, o Messias dos messias. E por que Lucas teria dito que Jesus era, “conforme se pensava” (Lc 3:23), filho de José? Porque a genealogia não é a de José, mas de Maria. Curioso, não?

Lembro-me de minha avó abrindo um álbum de fotos enquanto mencionava os nomes e as histórias de pessoas que não conheci. Eu carrego o nome do meu avô. Mal me lembro dele, mas tenho visto tantas fotos e escutado tantas histórias sobre ele que encontro sentido quando me chamam pelo sobrenome. Deus faz algo semelhante com as genealogias. Elas nos mostram que temos um passado e, portanto, que sabemos quem somos. E você? Sabe de onde vem?

Vislumbres da eternidade
17 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/genealogias/
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

1 Crônicas 6 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - 1 Crônicas 6
Comentário
 Pr Heber Toth

I CRÔNICAS 6 – A Bíblia não é como Gibi, ou jornal, que se lê rapidamente e geralmente sem reflexão. Sua leitura exige tempo, submissão a Deus, abrir o coração, com muita oração... a fim de aprofundar em sua mensagem espiritual.

Observe o todo, avance depois para os detalhes. Perceba o propósito do livro bíblico para que interpretes suas porções corretamente.

Após estas considerações, note que I Crônicas foca a teologia da história do povo de Deus. Por isso, a ênfase está na monarquia e na eclesiologia. Sendo assim, o cronista destaca a tribo de Judá e a de Levi; de Judá, porque o rei seria dessa tribo; de Levi, porque os operários do templo deveriam ser levitas. Por isso, mais espaço é dedicado a essas duas tribos do que às outras (I Crônicas 4:1-23; 6:1-81; compare com 4:24-5:26; 7:1-8:40).

I Crônicas 6 contêm 81 versículos indicando quanta importância o autor concedeu à questão litúrgica ou eclesiástica.

É possível perceber quatro partes nesse capítulo:

• A genealogia sumo-sacerdotal da linhagem de Arão recebe atenção primária ao tratar dos levitas (I Crônicas 6:1-15).

• A divisão dos filhos de Levi formavam três grupos; cada grupo liderado por um filho de Arão: Gérson, Coate e Merari (I Crônicas 6:16-30).

• Os músicos deviam seguir certas exigências: Ou deveriam ser nomeados por Davi, ou deveriam ser levitas subordinados à linhagem de Arão (I Crônicas 6:31-53).

• As habitações dos levitas deveriam seguir orientações especificadas por Deus, espalhando-se por todo o território geográfico do povo de Deus (I Crônicas 6:54-81).

Observando atentamente estes e outros detalhes do capítulo em análise; pode-se dizer que Deus espera que as coisas sagradas sejam tratadas com o máximo respeito, com total reverência e com absoluta submissão ao Deus que será adorado.

A liderança espiritual não deve ser qualquer um que alegar possuir algum chamado de Deus; os músicos não devem ser qualquer um que alegar ter alguma (ou muita) noção musical; e, a localização geográfica das habitações mostra que não se deve descuidar das heresias e falsas teorias que rondam o povo de Deus.

Todos os ministros do culto devem ser devidamente consagrados a Deus a fim de conduzirem o povo a uma adoração genuína ao Deus verdadeiro! Saiamos da mornidão, reavivemo-nos biblicamente na adoração! Façamos isso... – Heber Toth Armí.
#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

domingo, 23 de janeiro de 2022

A origem dos Povos - Gênesis 10

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Gênesis 10

Comentário Pr Heber Toth Armí

GÊNESIS 10 – Dos três filhos de Noé surgem três principais raças pós Dilúvio. O pecado não fora erradicado na catástrofe. No mesmo capítulo da aliança de Noé com Deus (Gênesis 9), vemos esse herói da fé (Hebreus 11:7) bêbado e amaldiçoando seu filho/neto praticante do pecado da zombaria.

Pequenos erros acarretam grandes problemas no presente e no futuro. Embriaguez, zombaria e fofoca atraem maldições. Noé embriagou-se e atraiu desgraça para sua casa; Cam, ao fofocar do erro do pai, atraiu maldição a sua posteridade. Embriagado, Noé se despiu mostrando que o desequilíbrio na vida espiritual derruba qualquer gigante da fé, acarretando desonra e vergonha.

Desrespeito com quem erra, humilhação, lascívia, vulgaridade, obscenidade e banalização tanto quanto a omissão, são pecados ridículos que atraem maldição. Cam, sem respeito ao pai, ao invés de cobri-lo (omissão), saiu contar ao irmão (fofoca). Diante de escândalos cometidos, o importante não é divulgação; espalhar o erro é tão errado quanto cometê-lo – se não for ainda pior. Ellen White é categórica ao afirmar:

“O Senhor nunca abençoa aquele que critica e acusa a seus irmãos, pois esta é a obra de Satanás” (Ev, 102).

“Cristo é menosprezado e profanado pelos que difamam Seus servos” (4T, 195).

“Em vez de críticas e censuras, tenham nossos irmãos palavras de animação e confiança para com os instrumentos do Senhor” (4T, 185).

Se pequenos erros atraem grandes problemas para a vida, os pequenos acertos acarretam maravilhosas bênçãos. É o que aprendemos com o ato de graça de Sem e Jafé ao cobrir a desgraça do pai (1 Pedro 4:8). Arthur J. Ferch declarou: “Ainda que podemos justificar o pecado, temos de examinar a nós mesmos humildemente, identificarmos com o pecador de forma compreensiva, exortar com amor e procurar em forma redentora cobrir a nudez do pecador”.

Isso faz parte do pano de fundo de Gênesis 10. Setenta nações são apresentadas:

14 nações de Jafé (10:2-5).

30 nações de Cam (10:6-20).

26 nações de Sem (10:21-32).

A origem de uma nação explica sua moralidade. Os canaanitas amaldiçoados se tornaram adoradores pagãos, cultuaram seus deuses através da perversão sexual. Destes surgiram os egípcios, babilônios, assírios e cananeus; os piores vizinhos de Israel.

Jesus descendeu de Sem, para abençoar com Seu amor a todas as nações. Siga-O! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Registros genealógicos 1Crônicas 09

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 
Leitura Bíblica – I Crônicas 9
Comentário: Pr.  Heber Toth Armí

Importância dos Registros genealógicos

Tem quem não gosta de arroz integral e abominam pão integral. Tem quem valoriza miojo ou comidas rápidas sem nutrientes por permitir que o paladar seja critério para avaliação do que lhe é importante comer. Assim também tem quem prefere alimentos espirituais pobres, sem nutrientes.

• Nós precisamos de toda Palavra que sai da boca de Deus. Nosso alimento espiritual deve ser integral, deve envolver cada um dos 1189 capítulos sem deixar de fora nenhum dos 31.102 versículos bíblicos.

• Contudo, muitos selecionam apenas o que gostam das Escrituras, descartando assim muitas de Suas preciosidades, as quais são nutrientes importantes para fortalecer a fé.

As genealogias são as Escrituras mais desprezadas. Na Bíblia tem muitas delas. Os nove primeiros capítulos de I Crônicas estão impregnados delas; as quais não estão nas páginas sagradas para serem negligenciadas ou desprezadas.

Atenção: Registros genealógicos eram zelosamente arquivados em Israel. O antigo povo de Deus prezava pelas genealogias; então, por que desprezá-las?

Neste capítulo, após listar as tribos israelitas (v. 1), o cronista destaca a revitalização de Jerusalém pelos exilados libertos da babilônia. Todos aqueles que retornam das consequências do pecado devem ser readmitido no povo de Deus.

A sequência abaixo segue os tópicos destacados por Martin J. Selman:
• Reassentamento das cidades (v. 2);
• Leigos em Jerusalém (vs. 3-9);
• Sacerdotes em Jerusalém (vs. 10-13);
• Levitas em Jerusalém (vs. 14-16);
• Porteiros em Jerusalém (vs. 17-32);
• Músicos em Jerusalém (v. 33);
• Conclusão (v. 34).

Deus conseguiu que voltassem pessoas que poderia preservar o verdadeiro culto e a verdadeira adoração. Deus era com Fineias (v. 20) porque Ele não abandonara ao Seu povo. A infidelidade humana resulta em cativeiro, mas a fidelidade de Deus resultou em libertação.

Por fim, o cronista retorna à família de Saul (vs. 35-44): O primeiro e último de sua linhagem que reinou no povo de Deus devido a sua infidelidade.

1. Deus escolheu cada pecador para a salvação, mas todo aquele que arrogantemente rejeitar essa escolha sofrerá as terríveis consequências.

2. Assim como Saul perdeu o privilégio de participar da genealogia messiânica, muitos rejeitam o privilégio de pertencer à família do Messias ao ser indiferente em relação à igreja – o corpo de Cristo neste mundo.

Faça parte da família de Cristo. Comprometa-se integralmente com Ele! – Heber Toth Armí /

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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Monarquia Israelita– I Crônicas 8

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica – I Crônicas 8
Comentário: Pr.  Heber Toth Armí

Monarquia Israelita

A graça divina não nos livra das desgraças de nossos pecados, mas nas desgraças causadas por eles.

Deus nunca pretendeu que Israel tivesse rei além dEle. Como houve resistência a Deus e insistência na instituição de um reino terrestre, o Soberano do Universo cedeu à exigência da criatura. O capítulo em questão visa mostrar, ao leitor, a tribo da qual saiu o primeiro rei de Israel, cujo reinado deu início à monarquia israelita.

“As genealogias que o cronista formula de Israel terminam com um segundo relato longo de Benjamim (ver 7:6-12) [...] mas seu final segue outro rumo. Ao fechar suas genealogias com um longo relato de Benjamim, o cronista elevou esta tribo ao nível de Judá e Levi”.

Avançando em seu comentário sobre este capítulo Richard Pratt Jr. explica que um segundo registro da genealogia de Benjamim “é que o cronista distinguia dois grupos de benjamitas. Quando as tribos setentrionais se separaram de Judá por volta de 922 a.C., a tribo de Benjamim dividiu sua lealdade. Alguns benjamitas seguiram para o norte (ver 1Rs 11:31,32), enquanto outros permaneceram com Judá (ver 1Rs 12:21) [...]. O segundo registro... se concentra nos benjamitas que foram leais a Jerusalém... Esses benjamitas receberam atenção maior porque foram fieis ao monarca de Jerusalém e ao Templo, tal como foram Judá e Levi”.

O comentário Bíblico Adventista divide assim este capítulo:

1. Os filhos de Benjamim e os chefes das famílias (vs. 1-32);

2. A linhagem de Saul e Jônatas (vs. 33-40).

As 12 tribos de Israel foram unificadas por Saul. Mas, a nação foi divida em dois reinos após a morte de Salomão: Ao sul, o reino de Judá, composto das duas tribos: Judá e Benjamim; e, ao norte, o reino de Israel, formado pelas outras 10 tribos, que ficaram conhecidas como “as dez tribos perdidas de Israel”, após terem o reino invadido pela Assíria em 722 a.C.

• Seguir os planos divinos é melhor que lutar por nossas maiores ambições humanas. Ignorar estes planos significa assinar nosso fracasso.

No tempo do cronista, havia sobrado apenas as tribos de Judá e Benjamim. As quais foram cativas em Babilônia, mas Deus não desistiu de investir nestes remanescentes! Que bom, assim a Bíblia foi preservada!

“Senhor, reaviva-nos espiritualmente!” Heber Toth Armí /

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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Genealogias de Crônicas– I Crônicas 3

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica – I Crônicas 3
Comentário: Pr. Heber
Toth Armí

Genealogias de Crônicas

O livro de Crônicas é tão inspirado quanto os 27 livros do Novo Testamento. Deixar de estudá-lo significa ignorar alimento espiritual que fortalece a fé, orientar a vida espiritual, além de ser mais um meio estratégico de conduzir-nos ao reavivamento.

A data do livro “é pós-exílica, e os livros [de Crônicas] aparecem no final da terceira parte do cânon hebraico, no local onde está Malaquias” observa Merril F. Unger.

As genealogias de Crônicas relembram a condução da história judaica pelas mãos divinas visando evangelizar ao mundo. Deus é um missionário nato, totalmente envolvido com inúmeras estratégias missionárias.

O capítulo em questão foca a tribo de Judá, “Judá aparece primeiro porque é dessa tribo que viria o Messias (Gn 49.8-12). Traça-se a linhagem de Davi a Zedequias [capítulo 3], e dão-se genealogias adicionais de Judá em 4.1-23” diz Unger.

• As esposas e filhos de Davi (vs. 1-3);
• Filhos de Davi nascidos em Jerusalém (vs. 4-9);
• Linhagem de Davi durante o cativeiro babilônico (vs. 10-16);
• Linhagem de Davi após o retorno do cativeiro (vs. 17-24).

Com nobres propósitos teológicos em mente, o autor de Crônicas, inspirado pelo Espírito Santo, incluiu vários nomes e omitiu outros. Por exemplo, é possível que Davi tivesse outras filhas além de Tamar, porém mencionou apenas ela para relembrar o leitor de que Davi, por suas muitas mulheres, com seus muitos filhos meio-irmãos, esta família real não foi perfeita.

Contudo Deus não se afastou da família de Davi. No final do cativeiro babilônico, é evidente um remanescente desta família:

• Senazar ou Sesbazar, foi quem liderou o primeiro grupo de judeus libertos do cativeiro, e deu início à fundação do Templo de Jerusalém que estava em ruínas (Esdras 1:8-11; 5:15-17).
• Zorobabel, provavelmente o mesmo descrito em Esdras 3:2, 8; 5:2; Neemias 12:1 e Ageu 1:12, 14; 2:2-23. O Comentário Bíblico Adventista declara: “Possivelmente seja o nome do príncipe com o qual Josué, o sumo sacerdote, conduziu os judeus no retorno do exílio, em cumprimento do decreto de Ciro”.

Amigos, nada nos separa do amor de Deus, nem o cativeiro, nem nossa desobediência, nem mesmo nosso pecado. E como entender Isaías 59:2? Lendo primeiramente Romanos 8:32-39 e, depois Lucas 18:26-27

Deixe Deus cuidar de tua família. Ele a quer salva!

Reavivemo-nos! Heber Toth Armí /

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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Deus age na história– I Crônicas 2

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica – I Crônicas 2
Comentário: Pr. Heber
Toth Armí

Deus age na história

A Palavra de Deus é inspiradora até quando se trata de genealogia. Alguns ignoram grandes partes da Bíblia pensando que nestes textos ignorados Deus não nos está dizendo nada. Será?

Numa época em que escrever era difícil, em que aquilo que deveria ser escrito deveria ser bem pensado e condensado, será que o Espírito Santo faria o escritor bíblico vaguear por palavras e parágrafos extensos sem finalidade alguma?

“Quantos sermões baseados em versículos de Crônicas ouvimos por ano? Temos diante de nós um dos livros mais negligenciados da Bíblia. Vários livros, artigos e comentários sobre o AT nem sequer o mencionam. Pastores, evangelistas e leigos leem apenas trechos desses dois livros [I e II Crônicas]. Muitas congregações cristãs leem Crônicas apenas em ocasiões especiais como a consagração de uma casa ou templo novo”.

Após fazer estas reflexões, Nupanga Weanzana, diz:

“Não obstante, Crônicas é a Palavra de Deus tanto quanto o restante da Bíblia e, portanto, não deve ser esquecido”. Se você se convenceu de estudar, leia o segundo capítulo de Crônicas e, então, observe:

1. Os descendentes de Abraão, filhos de Isaque, enfatizando Jacó/Israel. Edom, oriundo de Esaú (ver capítulo 1:34-54), embora o primogênito, vendera seu privilégio de linha messiânica por um prato de lentilhas (ver Gênesis 25:29-30; Hebreus 12:16); contudo, Deus agiu e continuou Seu plano com a linhagem de Jacó (vs. 1-2).

2. Os descendentes de Judá: Judá, não sendo o primogênito de Jacó, mas a tribo que permitiu Deus trabalhar mais com ela, foi de onde Deus escolheu Davi, o qual herdou o trono que seria do Messias, chamado de Filho de Davi, da tribo de Judá (vs. 3-55).

Os livros de Reis terminam falando do fim de Israel no cativeiro assírio e do castigo dos judeus no cativeiro babilônico. Após 70 os judeus voltaram a Jerusalém; a revelação visa mostrar que...

• Os judeus tem uma nobre origem;
• A esperança no Messias não deveria morrer.

“Os livros das Crônicas começando com Adão e Jacó, informando à comunidade restaurada em Judá que Deus ainda tinha planos para eles” (Bíblia de Estudo Andrews).

Deus não só conhece a história ou o futuro da história, Ele age na história. Deus está guiando à humanidade para Seu filho Jesus.

Compartilhe Jesus! Heber Toth Armí /

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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Estudando Crônicas -I Crônicas 1

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica – I Crônicas 1
Comentário: Pr. Heber
Toth Armí

Estudando Crônicas


“Quem pensa conhecer as Escrituras Sagradas, mas ignora Crônicas, engana-se a si mesmo” declara Eusébio Sefrônio Jerônimo em sua tradução a Vulgata.

O que aprendemos desta série de nomes que aparecem citados na introdução do livro de Crônicas? Por que o Espírito Santo permitiu que esses mais de 500 nomes dos primeiros 9 capítulos deste livro entrasse nas páginas sagradas dadas por Deus à humanidade?

Os livros de Crônicas “têm sinais de ser uma revisão de livros anteriores e canônicos do Antigo Testamento, sobretudo com base em I e II Samuel e I e II Reis, de acordo com os interesses e ideias do autor. O autor exibe interesse especial pelo templo de Jerusalém, com sua adoração e ritos. Também demonstra interesse especial pela doutrina da retribuição divina” (Russell Norman Champlin).

É possível perceber o que Deus quer ensinar-nos neste primeiro capítulo dando especial atenção ao livro inteiro de Crônicas, tendo em mente todo o compêndio de Deus inspirado pelo Espírito Santo. Observe com atenção estes 54 versículos:

1. Eles tratam de personagens históricos de Adão até o patriarca Abraão, o pai da nação do povo de Deus num mundo paganizado e deteriorado pelo pecado (vs. 1-27);

2. Eles também tratam dos filhos de Abraão, de cuja linhagem viria o Messias, o Salvador do mundo caído na ruína do pecado (vs. 28-54).

Ao estudar Crônicas, tenha em mente que estas genealogias são importantes a israelitas e gentios, aos judeus e às nações do mundo inteiro, pois, “Crônicas trata do verdadeiro Povo Eleito, descendente de Abraão, destinado a ser a linhagem pela qual viria o Messias” – observa Merril F. Unger.

Tendo como referência o livro de Gênesis, o cronista cita:

• Adão, como pai de todas as nações (vs. 1-27). Verifique Gênesis 5, 10-11.

• Abraão, como pai da nação do povo de Deus, escolhido para uma missão mundial (vs. 28-54). Verifique Gênesis 25 e 36.

Abraão teve outros filhos além de Isaque. Com Agar ele teve Ismael, de onde surgem os árabes (vs. 28-31). Com Quetura/Cetura ele teve mais seis filhos, de onde surgem muitas outras nações (vs. 32-33). Mas, a ênfase está em Isaque, porque a Bíblia não é História do mundo, mas a história da salvação da humanidade.

Estude Crônicas! Reavive-se!
Heber Toth Armí /

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quarta-feira, 5 de junho de 2019

O livro de Rute-Conclusão-Rute 4

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica : Rute 4
Comentário:Pr. Heber Toth Armí


O livro de Rute-Conclusão

Deus não é machista e, nem tampouco a cultura bíblica. Além disso, a Bíblia não é exclusivista, ou regionalista. Rute era mulher, pagã, estrangeira, descendente de incesto (relação sexual da filha com o pai – ver Gênesis 19:37).

• “O livro de Rute é, em essência, um relato acerca de uma mulher, um livro sobre o qual Deus colocou seu selo de aprovação ao incluí-lo na biblioteca divina” (J. Vernon McGee).

Merril F. Unger destaca três pontos deste capítulo:

• O parente mais próximo renuncia ao seu direito (vs. 1-8).
• Boaz efetiva o resgate e casa com Rute (vs. 9-17).
• Genealogia messiânica (vs. 18-22).

“O livro de Rute conclui com uma curta genealogia, ligando Perez (filho de Judá) com Davi. Obede, filho de Rute e Boaz, torna-se o pai de Jessé, e Jessé, o pai de Davi, o maior rei de Israel. O próprio Messias viria ao mundo mil anos depois do grande monarca, sendo chamado filho de Davi”, comenta Hernandes Dias Lopes. E, então, acrescenta:

“O autor do livro de Rute não olha apenas para Obede, ele levanta seus olhos e vê mais além. Ele olha para a história da redenção. Deus não estava trabalhando apenas para prover bênçãos materiais a Noemi, Rute e ao povo de Belém. Ele estava preparando o cenário para a chegada de Davi... O nome Davi trazia consigo a esperança do Messias em um novo tempo de paz, justiça e liberdade, em que o pecado e a morte seriam vencidos. O livro de Rute abre as cortinas da esperança e aponta para Jesus”.

Sendo assim, se você, como...

• ...Noemi, afastou-se do povo de Deus, retorne imediatamente!
• ...Rute, precisa unir-se ao povo de Deus, faça-o imediatamente!

A história de Rute é uma grande história em poucos capítulos. Entretanto, extraímos extraordinárias lições para nossa vida, fé e caminhada rumo ao Salvador que quer transformar-nos! Quer fazer a máxima diferença? Deixe a Bíblia reger cada momento de tua existência!

• Alguém disse: “A maioria das pessoas quer mudar o mundo para melhorar sua vida. Quanto esforço mal empregado. Se tão somente se melhorassem a si mesmas, estariam melhor e também o estaria o mundo”.

Aceitar Jesus fez a diferença na vida de Rute! Aceite-O também de coração; então, teu viver será bem diferente!

Heber Toth Armí /

domingo, 2 de dezembro de 2018

Quem teme a Deus não terá medo de nada-Êxodo 1

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Leitura Bíblica- Êxodo 1
Comentários Bíblicos: Pr. Heber Toth Armí

Quem teme a Deus não terá medo de nada

Neste primeiro capítulo do segundo livro da Bíblia é perceptível a fé abrindo caminho em meio ao medo.

Êxodo começa onde terminou Gênesis, no Egito. Êxodo significa saída. É o livro que narra a saída dos israelitas após a libertação miraculosa da escravidão egípcia. Este capítulo é a introdução de toda a história do livro composto de 40 capítulos:

1. Conexão entre o livro de Êxodo com o livro de Gênesis. Genealogia introdutória. Narra o sucesso dos descendentes de José após sua morte (vs. 1-7);

2. Explicação da escravidão dos filhos de Jacó/Israel no Egito: Crescimento extraordinário da família de José o qual levou Faraó a ter medo deles (vs. 8-14);

3. Narração das atitudes de Faraó baseadas no medo: Matança/genocídio de bebês como meio de controle de natalidade devido a que todos os meios anteriores falharam (vs. 15-22).

Atitudes baseadas no medo geralmente levam outros a regirem por medo também. Ameaças são medos tentando intimidar os outros. Com medo, Faraó queria, ao decretar a morte dos bebês, assombrar aos israelitas que já enfrentavam a pressão de terem que trabalhar como escravos – e isso por cerca de quatro séculos.

Contudo, quem teme a Deus não terá medo de nada. As parteiras ousaram e desafiaram a ordem do Faraó. Sifrá e Puá têm seus nomes nas páginas sagradas como mulheres corajosas, não como mentirosas. O problema é que sempre focamos no problema quando não focamos em Deus e, não vemos que em meio aos problemas estas mulheres focaram em Deus.

Se acusarmos as parteiras de mentiras, estaremos do lado do acusador que queria destruir a nação donde viria o Messias. Antes de julgá-las e condená-las devemos colocar-nos no lugar delas: Escravas, ameaçadas, correndo riscos de perder a vida – não somente o emprego, etc.

Isso não justifica a mentira delas, mas revela que Deus atua independente dos méritos humanos. A graça sempre foi a forma de Deus lidar com nossa desgraça.

Alguém escreveu: “O medo aprisiona, a fé liberta; o medo paralisa, a fé dá poder; o medo desanima, a fé encoraja; o medo debilita, a fé cura; o medo torna inútil, a fé torna útil”.

Sifrá e Puá foram úteis a Deus embora tivessem falhas! Aleluia!

Reflita! Você tem fé ou tem medo? Heber Toth Armí
 
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Salmos 92 Comentário:

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