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sábado, 28 de março de 2026

I Crônicas 8 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – I Crônicas 8
Comentário: Pr.  Heber
Toth Armí

I Crônicas 8 - A graça divina não nos livra das desgraças de nossos pecados, mas nas desgraças causadas por eles.

Deus nunca pretendeu que Israel tivesse rei além dEle. Como houve resistência a Deus e insistência na instituição de um reino terrestre, o Soberano do Universo cedeu à exigência da criatura. O capítulo em questão visa mostrar, ao leitor, a tribo da qual saiu o primeiro rei de Israel, cujo reinado deu início à monarquia israelita.

“As genealogias que o cronista formula de Israel terminam com um segundo relato longo de Benjamim (ver 7:6-12) [...] mas seu final segue outro rumo. Ao fechar suas genealogias com um longo relato de Benjamim, o cronista elevou esta tribo ao nível de Judá e Levi”.

Avançando em seu comentário sobre este capítulo Richard Pratt Jr. explica que um segundo registro da genealogia de Benjamim “é que o cronista distinguia dois grupos de benjamitas. Quando as tribos setentrionais se separaram de Judá por volta de 922 a.C., a tribo de Benjamim dividiu sua lealdade. Alguns benjamitas seguiram para o norte (ver 1Rs 11:31,32), enquanto outros permaneceram com Judá (ver 1Rs 12:21) [...]. O segundo registro... se concentra nos benjamitas que foram leais a Jerusalém... Esses benjamitas receberam atenção maior porque foram fieis ao monarca de Jerusalém e ao Templo, tal como foram Judá e Levi”.

O comentário Bíblico Adventista divide assim este capítulo:

1. Os filhos de Benjamim e os chefes das famílias (vs. 1-32);

2. A linhagem de Saul e Jônatas (vs. 33-40).

As 12 tribos de Israel foram unificadas por Saul. Mas, a nação foi divida em dois reinos após a morte de Salomão: Ao sul, o reino de Judá, composto das duas tribos: Judá e Benjamim; e, ao norte, o reino de Israel, formado pelas outras 10 tribos, que ficaram conhecidas como “as dez tribos perdidas de Israel”, após terem o reino invadido pela Assíria em 722 a.C.

• Seguir os planos divinos é melhor que lutar por nossas maiores ambições humanas. Ignorar estes planos significa assinar nosso fracasso.

No tempo do cronista, havia sobrado apenas as tribos de Judá e Benjamim. As quais foram cativas em Babilônia, mas Deus não desistiu de investir nestes remanescentes! Que bom, assim a Bíblia foi preservada!

“Senhor, reaviva-nos espiritualmente!” Heber Toth Armí /

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz

sexta-feira, 27 de março de 2026

Entre gerações

 “Entre gerações e dores, Deus constrói propósito”

Comentários – 1 Crônicas 7

🔹 1. Genealogias que revelam propósito
O capítulo continua o registro das tribos de Israel, destacando Issacar, Benjamim, Naftali, Manassés (meia tribo), Efraim e Aser.
Essas listas não são apenas históricas — mostram que Deus organiza, preserva e acompanha gerações, cumprindo Suas promessas ao longo do tempo.

🔹 2. Issacar: homens de valor e liderança (v.1-5)
A tribo de Issacar é descrita como composta por homens valentes e chefes de famílias, numerosos e preparados.
👉 Lição: Deus busca pessoas firmes, responsáveis e comprometidas, não apenas em palavras, mas em atitude.

🔹 3. Benjamim: guerreiros habilidosos (v.6-12)
Os descendentes de Benjamim também são apresentados como homens fortes e preparados para a guerra.
👉 Lição: Cada tribo tinha sua função — isso nos ensina sobre diversidade de dons dentro do povo de Deus.

🔹 4. Naftali: brevidade no registro (v.13)
A genealogia de Naftali é bem curta, mencionando apenas seus filhos.
👉 Lição: Mesmo quando pouco é dito, Deus não deixa ninguém de fora. O silêncio não significa esquecimento.

🔹 5. Manassés: detalhes familiares (v.14-19)
Aqui aparecem informações mais específicas, inclusive nomes de mulheres, mostrando a continuidade da linhagem.
👉 Lição: Deus se importa com detalhes da história familiar — Ele vê o que muitos não veem.

🔹 6. Efraim: dor, perda e restauração (v.20-29)
Esse é um dos trechos mais marcantes:
Os filhos de Efraim são mortos pelos homens de Gate, trazendo grande tristeza. Efraim chora profundamente.
Mas depois nasce outro filho, Berias, cujo nome está ligado à dor vivida.
👉 Lição profunda:
A dor faz parte da caminhada
Mesmo em meio ao sofrimento, Deus permite recomeços
A história não termina na perda

Destaque:
Seerá, filha de Efraim, edificou cidades — um sinal de que Deus transforma dor em construção e legado.

🔹 7. Aser: prosperidade e preparo (v.30-40)
A tribo de Aser é descrita como numerosa, próspera e cheia de homens aptos para a guerra.
👉 Lição: Quando Deus abençoa, Ele também capacita. Prosperidade no reino de Deus vem acompanhada de responsabilidade e preparo.

Lições espirituais principais

✔ Deus conhece cada nome e cada história
✔ Força espiritual é necessária para enfrentar batalhas
✔ A dor não cancela o propósito
✔ Deus usa homens e mulheres
✔ O crescimento vem de Deus

👉"Deus escreve histórias de propósito até mesmo nas páginas marcadas pela dor."
💌 t.me/bibliaG

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

1 Samuel 16 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - 1 Samuel 16
Comentário
 Pr Heber Toth Armí

I SAMUEL 16 – O exclusivismo não caracteriza o caráter do Deus da Bíblia. A religião bíblica não estreita a mente, pelo contrário, expande-a.

Note que Saul pertencia à tribo de Benjamim, de família nobre e rica (I Samuel 9:1-2); entretanto, a revelação apontava a realeza para a tribo de Judá (Gênesis 49:10). Saul fora escolhido por Deus conforme o perfil apreciado pela visão humana (I Samuel 10:23-24), mas Davi seria escolhido segundo o coração de Deus (I Samuel 13:13-14).

Jessé, pai de Davi, “foi descendente de Judá e neto de Boaz e Rute (Rt 4:18-22; Mt 1:2-5; Lc 3:32). Jessé teve oito filhos, dos quais Davi era o mais jovem (1Sm 17:12-14). A lista em 1 Crônicas 2:13-15 menciona apenas sete, mas o oitavo parece ter sido Eliú, que pode ter morrido sem deixar descendência (1Cr 27:18). Jessé também teve duas filhas, ou, talvez, enteadas (1Cr 2:16; cf. 2Sm 17:25). Jessé e sua família viviam em Belém quando Samuel, por ordem divina, foi ungir Davi como futuro rei de Israel (1Sm 16:1-13)”; assim, o Dicionário Bíblico Adventista amplia nossa compreensão da família do adolescente que fora ungido para ocupar o lugar do indisciplinado rei Saul (I Samuel 16:14-23).

Curiosamente, baseado na genealogia de Cristo, em Mateus 1:5, “é possível que a mãe de Boaz seja Raabe, a prostituta de Jericó (Js 2); isso pode significar que [o avô de Davi teve] tanto uma mãe como uma esposa gentia”, observa Boyd Luter.

Considerando estas peculiaridades, considera-se que o rei ancestral do Messias não era israelita puro. Ironicamente, Davi não sendo puramente israelita foi mais íntegro diante de Deus do que Saul, que era israelita puro.

Isso não é algo novo; pois, Calebe era líder representante da tribo de Judá, sendo seu pai quenezeu (Números 32:12), uma “tribo ou subtribo de Canaã... mencionados, pela primeira vez, entre os possuidores de Canaã no tempo de Abraão (Gn 15:19)... Acredita-se que os quenezeus também estivessem relacionados com os queneus”, (Dicionário Bíblico Adventista), os quais foram preservados por Saul (I Samuel 15:6).

Note que a visão de Deus é bem mais abrangente que a nossa percepção; por isso, precisamos de Sua revelação para reformular nossa cosmovisão da vida, da religião e da salvação.

Deus quer alcançar mais pessoas! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
#ebiblico #rpsp #palavraeficaz‌‌

domingo, 25 de novembro de 2018

Gênesis 44

Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse
Gênesis 44 (leia em sua Bíblia)

Comentários: Pr. Heber Toth Armí

Transformação

Quando Deus age, coisas incríveis acontecem. Quando Ele atua na família situações complexas se resolvem de forma inimaginável.

Assim como Deus usou José para executar Seus planos, agora quer usar você, caso te disponibilizes assim como José. Os irmãos de José revelaram terem sido transformados. Já não eram mais aos mesmos. Eles estavam mudados.

Judá, cerca de 20 anos atrás havia sugerido a venda de José por 20 moedas de pratas. Agora, estava Judá diante de José a suplicar em favor de Benjamim, a ponto de ficar preso em lugar do irmão caçula (vs. 16-34). Judá havia enterrado dois de seus três filhos. Ele sentiu na pele o que fizera a seu pai vendendo José. Ele certamente aprendeu a lição de forma triste, mas aprendeu!

Judá já estava viúvo, tinha tido um caso com a nora viúva, a qual gerou gêmeos dele. Os sofrimentos do pecado fizeram Judá mudar de vida. “O cruel e impiedoso Judá de tempos atrás agora entregaria sua própria liberdade e ficaria como escravo ‘em lugar do jovem’ [Benjamim]” (Arthur J. Ferch).

Isso “era suficiente para José, [agora ele] tinha suficiente evidência de uma transformação radical nos corações de seus irmãos”, observa Ferch. A humildade era uma grande evidência de transformação de caráter. Confessar erros e culpas sem questionar, sem jactância e sem orgulho é o auge de uma conversão:

“Nossa culpa está diante do senhor e estamos dispostos a ser seus escravos. Estamos todos na mesma situação e somos tão culpados quanto àquele que foi encontrado com o cálice” (v. 16, AM).

Reflexão:
1. Toda pessoa deste mundo é pecadora e Deus quer salvar cada uma: Ele lidou com José no Egito e com sua família em Canaã e, agora aproximou José e seus irmãos para se reconciliarem após 20 anos de separação.

2. Deus tem um método especial próprio para cada família: Ele usou José com suas estratégias e testes a fim de despertar a consciência e conduzir seus irmãos ao reconhecimento da culpa e do erro; e, permitiu que Judá perdesse dois filhos para sentir na pele o que seu pai tinha sentido ao perder José.

É melhor sofrer o castigo de nossos pecados e convertermos do que perder a salvação. Deixe Deus te corrigir! – Heber Toth Armí

domingo, 23 de agosto de 2015

Gênesis 43 Comentários: Stephen Bauer

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica: Gênesis 43
Comentários: Stephen Bauer

O drama continua. Jacó não quer enviar Benjamim ao Egito. Vemos também evidências de mudança nos irmãos. Eles se simpatizam com Jacó e parecem agora apoiar Benjamim como sendo o filho predileto. Talvez numa tentativa de aplacar a consciência culpada, Rúben se oferece para ser responsável pela segurança de Benjamim, dizendo a Jacó que ele pode matar seus dois filhos se ele não voltar com Benjamim, são e salvo (Gên 42:37). Talvez Rúben ainda esteja tentando recuperar o favor de seu pai.

A necessidade de sobrevivência, no entanto, finalmente força Jacó a ceder. Depois de Jacó recriminar seus filhos pela perda de um dos irmãos, Judá intervém. Judá, o antagonista, agora começa a se tornar Judá, o co-herói. Ele se faz de garantia para Jacó da segurança de Benjamim. Este não é o mesmo Judá que vimos em Gn 37,tramando para ganhar poder na família.

O drama agora se torna mais denso quando Benjamin chega ao Egito com seus irmãos. José agora testa os ciúmes dos irmãos contra Benjamin, dando-lhe mais presentes, porções maiores de comida, etc. Nenhuma reação indicadora de ciúme irrompe. Eles se alegram com José, sem saber quem ele é.

Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Southern Adventist University
Collegedale, Tennessee, EUA





Salmos 76 Comentário

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