sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Isaías 15 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Isaías 15
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


ISAÍAS 15 – Se nosso coração estiver enternecido pela compaixão e amor divinos, nos comoveremos diante do sofrimento alheio – ainda que a dor seja pela ação da justiça divina.

Isaías 15 é uma mensagem a respeito de Moabe. É uma profecia proferida em forte linguagem poética, descrevendo a devastação do reino moabita de uma forma que evoca emoção e reflexão.

O século 8 a.C foi um período de grande instabilidade na região do Oriente Médio, e a Assíria emergiu como uma potência dominante. Moabe, como muitos outros reinos da região, estava sujeito às pressões e ameaças da Assíria.

O contexto político envolve a dinâmica de poder entre as nações e as consequências para Moabe. Além do olhar político, o profeta enxergou e comunicou o que Deus lhe revelou; e, neste caso, “quando Nabucodonosor marchou contra Judá, em 597 a.C., para sufocar a revolta liderada por Joaquim, rei de Judá, os caldeus tiverem apoio dos moabitas (II Reis 24:2). Esta atitude pouco cordial dos moabitas pode ter dado ensejo a esta profecia”, comenta Siegfried Schwantes.

Zoar, uma cidade ao sul de Moabe, representa a extensão do clamor; o caminho de Luíte pode simbolizar um ritual de lamento; e a menção de Horonaim, uma cidade moabita, indica que a destruição seria proclamada ao longo do caminho, aumentando ainda mais o lamento e a aflição (Isaías 15:5, 9).

A menção de várias  cidades moabitas indica que a lamentação se estenderia por toda terra (Isaías 15:1-4, 6-8). “Era tão terrível o açoite que viria sobre Moabe que mesmo os soldados estariam em pânico e gritariam de terror. Os que deveriam ajudar não poderiam fazê-lo, os que deviam ter coragem se encheriam de terror... A cena representada diante do profeta é tão terrível que seu coração se comove de piedade e clama pelo povo ferido” (CBASD).

• Diferente dos moabitas que promoveram sofrimento, os representantes de Deus se compadecem dos que sofrem pelas consequências dos próprios erros.
• O amor cristão nos instiga a sentir a dor do próximo, mesmo que essa dor tenha lógica e motivos para existir.
• Por mais que as pessoas mereçam a desgraça pelos seus pecados, quem serve a Deus sente empatia pelos sofredores, assim como revela o profeta Isaías!

Busquemos um coração como o de Isaías! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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