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sábado, 27 de junho de 2020

Um Profeta Em Chamas

MEDITAÇÃO DIÁRIA

27 de Junho
Um Profeta Em Chamas

Quando pensei: não me lembrarei Dele e já não falarei no Seu nome, então, isso me foi no coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; já desfaleço de sofrer e não posso mais. Jeremias 20:9

Eu ainda era um adolescente sonhando com o momento em que daria início a meu preparo pastoral, quando me deparei com esse verso pela primeira vez. Tão intenso e profundo foi o impacto que ele exerceu em mim, que ficou gravado em minha mente e em meu coração com as mesmas palavras da versão bíblica a que tive acesso na ocasião: “Quando pensei: não me lembrarei Dele e já não falarei no Seu nome, então, a Sua Palavra me foi no coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; fiquei cansado de suportar e não consegui deter-me.”

Essa declaração está incluída em um lamento, no qual o profeta Jeremias, conhecido como pessoa sensível, expressou sentimentos próprios da humanidade, embora a história de sua vida e seu ministério profético deixe evidente que esses sentimentos não abafaram nele a convicção do dever.

Aqui nós o encontramos lutando com alguma dose de frustração. Considerando que a maior parte de suas mensagens era constituída de advertências sobre destruição, ele havia se tornado alvo de “insulto e censura o tempo todo” (v. 8, NVI). Diante disso, foi tentado a imaginar que a única saída que lhe restava era renunciar à missão de ser porta-voz de Deus. Decidiu, então, calar-se e jamais mencionar o nome do Altíssimo para qualquer pessoa. Mas isso não funcionou. Para ele, a convicção do chamado divino era irresistível, por isso o sentiu como “fogo ardente”, queimando-lhe o mais profundo recanto do ser, impulsionando-o para o cumprimento da missão. Mesmo sob o ataque dos inimigos, sentiu que recuar seria ainda mais difícil do que avançar contra eles. Então o Senhor Se tornou para ele aquilo que deseja ser para nós: “um forte guerreiro” (v. 11), capaz de livrar das mãos dos ímpios.

Entregues nas mãos de Deus e submissos a Seu querer, é certo que Ele fará uso de nossas habilidades para levar Seu amor e perdão a muitas pessoas que estão sem rumo. Ele deseja fazer muito por nosso intermédio. Podemos esperar desafios, aliás, não somente em ações missionárias, mas em qualquer nobre tarefa a que nos propusermos realizar. Mas o forte guerreiro lutará por nós. “Todos quantos se entregam a Deus num serviço desinteressado pela humanidade estão cooperando com o Senhor da glória. Esse pensamento adoça toda fadiga, retempera a vontade, revigora o espírito para qualquer coisa que possa nos sobrevir” (Ellen White, Obreiros Evangélicos, p. 513).

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Habacuque 2 Comentários Audrey Andersson


Habacuque 2
Audrey Andersson

No início do capítulo 2 Habacuque começa descrevendo a si mesmo como um vigilante em serviço que aguarda uma resposta de Deus ao seu desafio. Deus lhe responde no versículo 2 e diz que escreva Sua resposta de forma que todos a possam ler. Embora possa haver um atraso, os propósitos de Deus certamente se cumprirão.

O verso 4 contrasta os anseios perversos dos babilônios com os desejos dos justos de Judá: “O justo viverá pela sua fé” (ARA). Esta preciosa e vital declaração da teologia cristã ecoa muitas vezes no Novo Testamento (Rm 1:17, Gal 3:11, Hb 10:38-39). Ao abrir as cortinas e mostrar ao Seu povo como Ele está trabalhando nos bastidores, Deus convida o Seu povo a confiar nEle, a esperar com paciência e a viver pela fé.

Não importa o quanto o mal predomina sobre a terra, não importa o quanto as coisas possam aparecer sem esperança aos olhos humanos, Deus sempre tem um remanescente que seguirá a Sua pura vontade.  

Seguem-se, então, uma lista de seis problemas, quando o profeta profere lamentos (ais) pelo orgulhoso (2:4-5), pelo avarento, pelo ganancioso (2:6-8), pelo desonesto (2:9-11), pelo violento (2:12-14), pelo bêbado e imoral (2:15-17) e pelo idólatra (2:19-20). Cada lamento pode ser dividido em duas metades, terminando com uma significativa declaração.

Os versos 14-16 confirmam que, embora Babilônia possa parecer invencível, cheia de glórias mundanas, impondo, por um tempo, seu domínio de violência e terror, será completamente destruída na plenitude do tempo de Deus. A glória de Deus encherá a terra e Babilônia e tudo o que ela representa serão apenas uma vaga lembrança.

Logo, o Senhor voltará para julgar o mundo, e todos aqueles que a Ele se opuseram  nada terão a dizer, em vista de Seu poder (v. 20). A justiça de Deus encherá a terra e a fé do remanescente que confiou nEle será recompensada. Amém./Audrey Andersson



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