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domingo, 22 de março de 2015

I Coríntios 8 Comentários: Pr. Heber Toth Armí

Lições de Vida

Leitura Bíblica-I Coríntios 8
Comentários: Pr. Heber Toth Armí

Quem aceita Cristo não torna-se pedra de tropeço àqueles por quem Cristo morreu. Fazer cair ou influenciar alguém a desviar-se da fé em Cristo é tão errado quanto induzir adolescentes a usar drogas, beber ou fumar.

O cristianismo herdou do judaísmo uma forma exclusivista de adoração monoteísta, a qual exige dos fieis renúncia total prestado a outros deuses; que, conforma Wayne Meeks “talvez seja a característica mais estranha do cristianismo, bem como do judaísmo, aos olhos de um pagão comum”.

É claro que nenhum cristão deveria participar “em atividades de grupos religiosos pagãos” explica-nos Larry W. Hurtado; e, acrescenta que, embora Paulo permitisse aos convertidos judios de Corinto o contato social com seus vizinhos pagãos sob certas condições, rejeitava veementemente a participação em atividades em que houvesse qualquer reverência explícita ou óbvia a deuses pagãos.

Sintetizando. O cristão...

1. ...Pode participar da confraternização (comida com os pagãos) ainda que seus alimentos tenham sido oferecidos aos ídolos; todavia...
2. ...Não deve participar de rituais e cerimônias religiosas de denominações que não seguem os princípios bíblicos.

O problema era que alguns criam que nem mesmo confraternizar-se, comendo comidas dos pagãos, era correto ao cristão fazer. Estes se sentiam mal vendo aqueles que se envolviam com pagãos em suas refeições.

Jesus deve ser o modelo exclusivista “de devoção em que há espaço para apenas um Deus e Senhor” (vs. 5-6”. Os cristão reverenciam “Jesus em observância à Sua exaltação por Deus e em obediência à Sua vontade revelada” (Hurtado).

Desta forma, qualquer ídolo não tem nenhum valor; consequentemente, carnes sacrificadas a ídolos são como qualquer carne. Contudo, tem quem não pensa assim; por isso, “Deus se preocupa quando alguém usa sua liberdade de modo irrepreensível, levando algum companheiro de fé a se desviar do caminho, devido à vida que levava anteriormente” (v. 9, AM).

Neste caso, Paulo pede que evitemos fazer coisas que pensemos ser inofensivas, mas ofendem àqueles que não têm a mesma compreensão que nós. Por isso, Paulo conclui: “Assim, se sua participação num jantar com ‘carne de ídolo’ significar o desvio de algum irmão, é melhor ficar em casa” (v. 13).

O cristão não deve ser escândalo para nenhum irmão, ainda que este seja fraco na fé. Esta é a lição!

Imagens do Google – editado por Palavra Eficaz
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“Antes de buscar a ajuda dos homens busque a ajuda de Deus.”

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I Coríntios 8 Comentários de Michael W. Campbell

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - I Coríntios 8
Comentários  de Michael W. Campbell

O apóstolo Paulo tem as mãos cheias com mais problemas dos membros da igreja de Corinto. Como o líder mais destacado da primeira geração de crentes, ele agora se volta para a questão preocupante dos “alimentos sacrificados aos ídolos” (v. 1, NVI). A resposta parece clara, porque os apóstolos haviam proibido que se comesse qualquer alimento que havia sido oferecido em sacrifício (veja Atos 15:20, 29).

Mesmo que esta exigência a respeito do estilo de vida do cristão fosse bem conhecida, Paulo se dirige àqueles que não tem comido carnes oferecidas aos ídolos, advertindo-os do perigo deles se sentirem bem consigo mesmos e se orgulharem acerca do seu comportamento. “O conhecimento traz orgulho”, adverte ele (vs. 1b, NVI). Este orgulho poderia se transformar em um ídolo. Ídolos são objetos feitos pelo homem ou práticas humanas que Satanás usa para criar divisão e prejudicar o crescimento espiritual (como observado anteriormente no capítulo 4). Paulo usa essa controvérsia para chegar a questões mais profundas sobre como os crentes cristãos devem tratar uns aos outros.

Esta situação me faz lembrar de um almoço de comunhão de uma igreja da qual era pastor na época, onde cada família colaborou com ao menos um prato. Um irmão já antigo na igreja, vegetariano convicto, passou a examinar cada prato e a admoestar os irmãos que não observavam restritamente os princípios adventistas de saúde. Ao questionar sua atitude, lembrei que não deveríamos ser tão exigentes e rígidos quanto ao não consumo de carne, especialmente com relação aos irmãos mais novos. E argumentei que mesmo Jesus comia peixe [e, como perfeito judeu, comia carne de cordeiro, ao menos na Páscoa]. Em resposta, este irmão zeloso, mas carente de tato, retrucou: “Jesus não tinha todo o conhecimento que temos hoje…”. A ousadia de tal afirmação ainda me surpreende até hoje.

O apóstolo Paulo observou temos de colocar nossas prioridades na ordem correta. Não é o que comemos que nos recomenda a Deus (v. 8). Um crente maduro vive de modo a não ser uma “pedra de tropeço para os fracos” (v. 9, NVI), os recém-chegados à fé. Quando Cristo é o centro de nossa vida, faremos de tudo para promover o crescimento espiritual dos irmãos.
Michael W. Campbell, Ph.D.

Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas



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