segunda-feira, 16 de novembro de 2020

O PRIVILÉGIO DE SER FILHO

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

16 de novembro

O PRIVILÉGIO DE SER FILHO

Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no Seu nome. João 1:12

Ações reivindicatórias de reconhecimento de paternidade não são incomuns no cotidiano judiciário. Nem sempre o processo transcorre em paz. Às vezes há fortunas envolvidas na questão e, na eventualidade de se acrescentar mais um herdeiro, a avareza pode falar mais alto. De fato, quem busca esse reconhecimento nem sempre está de olho em dinheiro. Muitas vezes, tudo o que deseja é resgatar ou ter uma identidade, a fim de preencher um vazio na própria história. Para muitas pessoas, não conseguir isso tem sido tragicamente frustrante.

Felizmente, no âmbito espiritual, Aquele a quem pertencem a prata e o ouro (Ag 2:8), as incalculáveis riquezas eternas, e cujo nome está “acima de todo nome” (Fp 2:9) não se constrange em tomar a iniciativa de nos aceitar como filhos e filhas. Indigentes e errantes, não precisamos recorrer a nenhuma corte judicial na Terra ou no Céu, a fim de obter esse privilégio. Em realidade, talvez nem estivéssemos interessados em tomar a iniciativa, mas Ele o fez. Disponibilizou-nos “a suprema riqueza da Sua graça” (Ef 2:7). Simplesmente espera que O recebamos e creiamos “no Seu nome”. João, o apóstolo do amor, extravasou sua alegria como que nos convidando a experimentá-la igualmente: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” (1Jo 3:1). Direito pelo qual muitos lutam no âmbito material nos é concedido espiritualmente como privilégio da graça e do amor do Pai. Por iniciativa Dele!

Na condição de filhos do Altíssimo, tornamo-nos herdeiros de tudo quanto Ele é e tem. Um dia, veremos a plenitude do que Ele é; mas a graça nos dá, aqui e agora, tudo o que Ele tem. Dele recebemos perdão, salvação e segurança de vida eterna, entre outros bens de valor imperecível. Logicamente, eles pertencem a quem O aceita e crê em Seu nome, experiência que vai além do mero conhecimento teórico. Crer “no Seu nome” é ter a garantia dos recursos da salvação de Deus disponibilizados mediante Jesus Cristo. É aceitá-Lo, nascer de novo (Jo 1:13; 3:3) e viver num relacionamento cada vez mais próximo, a ponto de nos parecermos com Ele, assim como é natural que um filho se pareça com o pai.

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