domingo, 1 de novembro de 2020

GETSÊMANI

MEDITAÇÃO DIÁRIA

01 de novembro

GETSÊMANI

A Minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai Comigo. Mateus 26:38

Estudos feitos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam para uma estimativa mundial superior a 300 milhões de pessoas, de todas as idades, com depressão. De acordo com as estatísticas, no Brasil, cerca de 6% da população sofre desse distúrbio. Considerada como “o mal do século”, ainda de acordo com a OMS, a depressão se tornaria em 2020 a doença mais incapacitante no mundo, conforme dados de 2018.

Na Bíblia, identificamos o profeta Elias num momento depressivo, logo após a vitória no Carmelo. Envolvido por angústia, desânimo e dúvidas, e temendo as ameaças da ímpia Jezabel, ele fugiu, escondeu-se sob uma árvore e pediu a morte (1Rs 19:4). No Getsêmani, Jesus Se declarou “profundamente triste até à morte”. Mas isso não indica que Ele teve depressão. Certa ocasião, em uma entrevista que fiz com o psiquiatra Cesar Vasconcellos, ele explicou: “Quando Cristo disse que estava triste até à morte, creio que Ele queria quantificar Sua tristeza; queria deixar clara a profundidade de Sua dor. Teve momentos de tristeza e angústia fortes. Mas não permaneceu com essa tristeza nos momentos seguintes; continuou com Sua missão. Essa tristeza emocional não travou a vida Dele. Não foi uma patologia, mas uma reação normal diante de uma luta espiritual que pesava sobre Ele de uma forma que nunca saberemos como é.”

Ellen White afirma: “Sobre Aquele que não conheceu pecado, devia ser colocada a iniquidade da raça decaída. O pecado Lhe parecia tão terrível, e tão grande o peso da culpa que devia levar sobre Si, que foi tentado a temer que ele O separasse para sempre do amor do Pai. Sentindo quão terrível é a ira de Deus contra a transgressão, exclamou: ‘A Minha alma está profundamente triste até à morte’” (O Desejado de Todas as Nações, p. 681).

Em Sua condição divino-humana, Jesus experimentou emoções semelhantes às que experimentamos. Ficou alegre, chorou junto à sepultura de Lázaro, sentiu tristeza diante da incredulidade dos ouvintes e diante do amargo cálice que provaria. Desejando simpatia humana, buscou-a junto aos discípulos. Em angústia, pediu que fosse poupado do cálice, mas foi fortalecido por um poderoso anjo de Deus (Lc 22:43).

Lembremo-nos sempre de que Aquele que experimentou intenso sofrimento emocional e clamou em angústia antes de nós continua a nosso lado na escuridão de nosso Getsêmani particular. Ele sabe como nos fortalecer.

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