terça-feira, 14 de abril de 2020

A linguagem das lágrimas

MEDITAÇÃO DIÁRIA
14 de abril

A linguagem das lágrimas

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Mateus 5:4

Tudo o que fazemos na vida tem como objetivo a felicidade. Nada planejamos tendo em vista a tristeza. Podemos até chorar de alegria, mas o choro costuma expressar tristeza. No entanto, Jesus disse: “Bem-aventurados os que choram”.

Apesar de sabermos que a alegria é um componente do fruto do Espírito Santo, que na presença de Deus há “plenitude de alegria” (Sl 16:11), que “com alegria” tiraremos “águas das fontes de salvação” (Is 12:3), o Criador nos faz expressar sentimentos e emoções por meio da linguagem das lágrimas. Por exemplo, lágrimas por situações da vida: separação (2Tm 1:4; At 20:37), luto (Jo 11:35), arrependimento (Jo 12:3), compaixão (Rm 12:15) e, ainda, lágrimas por pecadores impenitentes (Jr 9:1; Lc 19:41).

Pesquisadores têm estudado os efeitos do choro e descoberto que ele faz bem. O bioquímico William Frey, da Universidade de Minnesota, por exemplo, estudou com sua equipe o sistema imunológico de muitas pessoas, o grau de estresse e raiva, e o humor daqueles que choram muito. Descobriram que o humor dessas pessoas melhorou em quase 90% após um período de pranto. As lágrimas derramadas por elas fortaleceram o organismo e reduziram o estresse.

Entretanto, não é esse tipo de alívio que caracteriza a felicidade mencionada por Jesus. Isso porque, embora Ele possa consolar todo tipo de pranto, e efetivamente o faça, o choro aqui referido não é causado por dor física, perda humana ou material, despedidas ou outras situações comuns.

Os ouvintes do Mestre tinham razões pelas quais chorar: insegurança, opressão política, solidão, discriminação, angústia, escassez econômica, mas Jesus falava de outro tipo de choro, ou seja, a aflição do coração pelo pecado cometido. É um pranto que abre um novo caminho, da escravidão para a plena liberdade espiritual em Cristo. O sentimento de culpa causa dor e abatimento; mas, no momento em que se vai ao Salvador, a paz e a alegria são restauradas; o consolo é experimentado. Desse modo, a vida passa da tristeza ao prazer, do pesar à felicidade.

Ao olhar para dentro de si mesmo, talvez você se depare com um quadro que não é o ideal divino. Talvez sinta o coração quebrantar-se pela consciência da própria fraqueza e se entristeça profundamente. Chore. Leve esse coração ao trono de graça, sempre! Ali, o perdão divino o aquecerá, a tristeza será dissipada e o amparo do Salvador o envolverá.
Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

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