quarta-feira, 15 de abril de 2020

Herdeiros da terra

MEDITAÇÃO DIÁRIA
15 de abril

Herdeiros da terra

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra. Mateus 5:5

Pensando nas condições prevalecentes no mundo, o teólogo e escritor alemão Heinz Zahrnt, falecido em 2003, expôs o paradoxo de se falar sobre mansidão na seguinte frase: “Ai dos mansos, porque eles serão colocados contra a parede!” De fato, o mundo está cheio de pessoas que tudo medem em termos de força, poderio e agressividade como meio de conquista. Este é um mundo no qual a competitividade é desejada, incentivada e buscada a qualquer preço. Um mundo em que as coisas parecem funcionar segundo a lei do mais forte.

De acordo com essa mentalidade, quanto mais alguém se defende e luta por fazer valer seus direitos, tanto mais possibilidade terá para triunfar. Por isso, a afirmação de Cristo soa, no mínimo, singular. São os mansos que conquistarão o mundo e tomarão posse do Universo.

Mas o que é mansidão? Para alguns, mansidão pressupõe atitude servil. Os gregos não tinham respeito pela mansidão, justamente porque a consideravam servidão. Há quem a associe à timidez, a uma submissão incondicional ou passiva rendição a outras pessoas. Entretanto, mansidão não significa inércia. Os verdadeiros mansos são ativos, valentes e fortes. São diligentes e não contemporizam com o erro, agindo sempre como seu Mestre: com serenidade, disciplina e domínio próprio, desprovidos de ostentação. Kevin DeYoung disse: “Mansidão é aprender autocontrole em vez de querer estar no controle. É abrir o coração em vez de cerrar os punhos” (http://reforma21.org/artigos/ bem-aventurados-os-mansos.html). É assim que ela se torna a força mais poderosa do mundo. A mansidão sempre triunfa, quando todos os argumentos e recursos falham.

A mansidão sobre a qual Jesus falou é uma resignação mansa e obediente; é aceitar sem murmurações os desígnios Dele, sejam eles quais forem. Quando a desgraça nos alcança, e a adversidade nos surpreende, não são palavras agressivas, muito menos força física, que nos capacitarão a superá-las. Necessitamos de mansidão, uma paciente disposição de acatar Sua vontade.

Outro aspecto significativo da mansidão é aquele que se demonstra em nossas atitudes para com o semelhante. O coração manso transbordará amor. Mantém-se impassível, apesar da provocação inimiga, assim como no Calvário a paciência e a mansidão de Cristo colidiram com a máxima expressão da maldade humana. Por isso, Seu apelo ainda é: “Aprendam de Mim, que sou manso” (Mt 11:29). Somente os que absorverem esse aprendizado herdarão a Terra.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

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